2
arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha
Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela
Ana Luiza (14/12)
Oi gente!! Tudo bem com vcs?? Por onde andam agora?? Como foi no Hawaii, ...
José Ferreira (13/12)
Boa tarde, Ana e Rodrigo. Local lindo, fotos maravilhosas. já faz um tem...
lalau (13/12)
Queremos notícias!Ainda estão no Havaí? Até quando? Vamos nos falar p...
caio (12/12)
Lindas as fotos, o lugar é perfeito... mergulho + Bonaire é tudo...
emylli (12/12)
achei muito bonito o rio catamaran e um bom lugar para se fazer um passei...
Sinais de patriotismo no 4 de Julho, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Um dos principais feriados americanos, o Dia da Independência Americana é um dia festivo em todas as cidades e nas principais cidades do país. Ele concorre em importância apenas com o Memorial Day, sempre comemorado no último domingo de maio, em homenagem aos veteranos de guerra e àqueles que morreram defendendo o seu país servindo as Forças Armadas Americanas.
O elegante Chrysler Building, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Todas as cidades se preparam para a tradicional queima de fogos, algumas preparam desfiles e paradas, relembrando o momento em que os patriotas expulsaram os realistas e começaram a maior potência mundial. Uma das festas mais famosas é a de Boston, quando todos se reúnem ao redor do Museu da Independência e atores remontam a cena da leitura da independência americana, na sacada do mesmo prédio, para milhares de pessoas.
Apontando a varanda de onde foi lida para o público a Declaração de Independência, em Boston, capital de Massachusetts, nos Estados Unidos
Nos últimos dias vimos a cidade se enfeitar com as cores nacionais, as bandeiras de americanas dependuradas em todas as janelas e esquinas e o Rockfeller Center substituir as bandeiras de todos os países apenas por bandeiras americanas. A festa acontece no final do dia, quando todos se reúnem às margens do Hudson River guardando seus lugares para assistir ao show de fogos de artifícios que começa às 21h30.
Após passarmos a manhã no Guggenheim, descemos a pé a 5ª Avenida e no caminho encontramos Elith, amigo colombiano que vive em Nova Iorque. Conhecemos Elith em Cartagena em um bar de salsa suuuper roots, La Esquina Sandiegana. Animadíssimo e acompanhado do nosso também amigo Chris, nos levaram por bares e as melhores salsas da cidade de Cartagena! Agora, um ano depois, conseguimos finalmente nos reencontrar aqui, na capital do mundo!
Com o Elith, na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Elith nos acompanhou em outro encontro especial marcado para o 4 de Julho: um almoço com o queridíssimo cunhado David. David, namorado de minha irmã Juliane, é inglês e vive aqui em Nova Iorque. Ele nos convidou para almoçar em um restaurante diferente e que por si só já é uma atração turística, o Ellen´s Stardust Diner.
Interior animado do bar Stardust, na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Localizado na Broadway com a 51st Street, o restaurante estilo anos 50 americano possui um staff especialíssimo, grandes cantores e cantoras que aspiram por um papel na Broadway e que ali tem chance de mostrar e divulgar o seu trabalho cantando clássicos americanos entre uma mesa e outra. Já que não tivemos a chance de ir a um show, esta experiência foi divertidíssima e nos deu um gostinho do que rola na cena musical da Broadway.
Com o David e o Elith na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Taí uma cena que eu nunca imaginei, Elith e David juntos! Hahaha! Entregamos David no píer 15, onde ele seguiria para a festa super exclusiva em um barco com DJ e Open Bar para ver os fogos. Animal!
O inusitado encontro do David e do Elith, em bar na Broadway, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Continuando o nosso calendário de encontros, voltamos ao nosso hotel para encontrar o casal de amigos Scott, Fátima, seus filho Zidane e a pequena Shama Yasmin. Conhecemos Scott em Paramaribo (Suriname), ele vive em DC e não conseguimos nos encontrar na passagem por lá. Assim ele trouxe a família toda à Nova Iorque para aproveitar o feriado de 4 de julho e nos encontrar.
Scott, Fatima e filhos no Bryant Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Fomos à Bryant Park, uma grande área verde em meio à loucura de Nova Iorque, logo ali, na 6ª Avenida com a 42nd Street. Nos espalhamos no granado verde, em meio aos arranha-céus nova iorquinos escutando um belo jazz da programação de verão que rola no parque. Foi muito bacana reencontrar Scott depois de tanto tempo e estrada, conhecer sua esposa Fátima e finalmente cumprir a promessa de que chegaríamos aos Estados Unidos de carro! Neste meio tempo o Zidane cresceu e até ganhou uma irmãzinha, que está com apenas 3 meses, uma fofa!
Encontro com a família do Scott no Bryant Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Ao final do dia nos despedimos da família Saldaña, que resolveu evitar o trânsito de saída e assitir os fogos já do outro lado do Hudson River. Reencontramos Elith e saímos caminhando pelas ruas do Hells Kitchen em clima de carnaval, para encontramos o melhor lugar para ver os fogos do 4 de julho. Ruas lotadas e fechadas pela NYPD até a 52nd St.
Celebração do 4 de Julho com fogos, no Hudson River, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
A quantidade de pessoas pelas ruas era impressionante! Até que nos demos conta que não valeria a pena assistir ali, naquele calor e sem vista alguma dos fogos. Passamos em um mercadinho, compramos uma cervejinha e nos mandamos para o nosso hotel, com uma vista privilegiada de toda a festa! Ar condicionado, cervejinha e a ótima companhia do nosso animado amigo Elith Palomino, não precisávamos de mais nada!
Celebração do 4 de Julho com fogos, no Hudson River, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
O Independence Day e os reencontros com amigos tão especiais que fizemos nesta estrada marcaram a nossa despedida de Nova Iorque. Uma despedida menos dolorida, pois aqui, sem dúvida alguma, ainda voltaremos.
Despedida do nosso hotel e do nosso amigo Sabam, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
O dia começou muito saudável, caminhada na Praia Dura e natação de lá até a Praia Vermelha. Como diria meu soogro: “Delícia!!!”.
Voltamos correndo e pegamos o jogo já aos 8’ do primeiro tempo. Aquele gol do Robinho foi demais, demais mesmo... tanto que a seleção relaxou e fez o que fez. Depois deste desastre, faço apenas esta oração em forma de melodia.
Tristeza, por favor vá embora
Minha alma que chora está vendo o meu fim
(...)
Fez do meu coração a sua moradia
Já é demais o meu penar
Quero voltar àquela vida de alegria
Quero de novo cantar
Como brasileiro gosta de fazer festa de qualquer jeito, chegamos em Maresias e fomos conhecer um barzinho que o Haroldo queria muito nos apresentar há algum tempo. O Chopp com Escamas fica em Juquey, 20km ao sul de Maresias. Afogamos as nossas mágoas nas caipirinhas, cantando a vida com a banda ao som das melhores músicas do pop rock dos anos 80. É... agora só daqui 4 anos!
Troncos petrificados há mais de 200 milhões de anos no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos
Nossa próxima parada foi o
Madeira petrificada há mais de 200 milhões de anos, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos
Olhamos por fora fica difícil de acreditar, mas todos estes troncos perfeitos hoje são rochas, pedras, minerais! E não são quaisquer calhaus, são pedras multicoloridas com verde, vermelho, amarelo, negro, azul e até branco, além do próprio tom da madeira mais escura ou mesmo clara.
Madeira petrificada há mais de 200 milhões de anos, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos
Toda esta região foi, 225 milhões de anos atrás, uma floresta de imensas coníferas parecidas com as nossas araucárias. Viviam aqui os antecessores dos dinossauros, répteis carnívoros de grande estatura e estrutura, bípedes e quadrúpedes, alguns com carapaças, outros com imensas mandíbulas e ainda assim mais próximos aos crocodilos que aos dinossauros.
Observando troncos petrificados no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos
As árvores foram caindo e sendo arrastadas pela água neste grande pântano lodoso, onde nem bactéria poderia sobreviver. Durante milhões de anos foram sendo enterradas por cinzas vulcânicas ricas em minerais. A água serviu como meio de transporte destes minerais que começaram a substituir sua estrutura original (celulose), por estruturas minerais, iniciando o processo de petrificação.
Gigantesco tronco petrificado, picotado por caçadores de cristais no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos
Vários destes minerais que foram se entranhando na estrutura de madeira formaram cristais e pedras semipreciosas. Assim, homens que pensaram que teriam descoberto um imenso depósito de madeira, logo se depararam com uma fonte de renda ainda maior, explorando extensivamente este tesouro da história natural.
Cristais coloridos no interior de árvores petrificadas no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos
Anéis, colares, enfeites, mesas, cadeiras, baquetas e tudo mais o que você imaginar que pode ser feitos com pedra, são vendidos nesta região. “Um tampo de mesa que há 60 anos eu compraria por 30 dólares hoje pode custar mais de 3.000!”, me conta um senhor que vive na região e viu o Parque Nacional ser formado, dificultando a ação dos extrativistas de madeira petrificada e ao mesmo tempo valorizando o produto. Mesmo com toda a infra-estrutura e rígida legistação que protege este fósseis, atualmente são roubados do parque em torno de 12 toneladas de madeira petrificada por ano! Isso sem contar com as outra toneladas que estão fora dos limites do parque. Surreal!
Enorme árvore petrificada no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos
A trilha do Rainbow Forest Museum e Crystal Forest são lindas e em menos de 30 minutos podem ser feitas. A estrada que cruza o parque é belíssima e passa por paisagens lunares, esculpidas pelo vento, pelas águas e pelo tempo.
Caminhando no surpreendente Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos
Um dos monumentos mais impressionantes é a Agata Bridge. Uma árvore petrificada ficou sobre um solo mais débil e que aos poucos foi lavado pela erosão, formando a ponte. Ela foi uma das principais responsáveis pela criação do parque nacional.
Tronco petrificado forma ponte natural no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos
Adiante visitamos os petroglifos com idade estimada entre 650 a 2.000 anos, creditados aos primeiros grupos humanos que habitaram esta região. As ruínas do Puerco Pueblo dão algumas pistas sobre como viveu esta população a base de milho e caça, em casas construídas de pedra. Sem portas nem janelas e com entrada pelo teto, as casas foram projetadas para proteger seus moradores do intenso vento que sopra no deserto.
A mais famosa pintura rupestre americana, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos
O Petrified Forest National Park é belíssimo e vale muito a visita, que começando cedo pode ser combinada com a Cratera do Meteoro. Agora, se você tem tempo e quer curtir as paisagens sem pressa, ter mais tempo para ver os museus e ainda dar uma parada no restaurante próximo a entrada norte do parque, programe-se para um dia inteiro de passeio.
Fiona nos leva através do magnífico Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos
Nós já havíamos passado por outra floresta petrificada em Teresina, Piauí, mas infelizmente além de contar com poucas unidades de fósseis, ela está abandonada e não possui a infraestrutura de suporte como a que encontramos aqui. Espero que um dia o Brasil valorize e consiga cuidar de seus tesouros naturais.
Admirando a belíssima paisagem do Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos
Aproximando-se do lago Yojoa, região central de Honduras
Depois de ter passado pelas famosas Bay Islands, no Mar do Caribe e em uma das ruínas mayas mais incríveis da America Central, era vez de visitarmos um destino alternativo em terras hondurenhas.
A região rural e montanhosa de Gracias, em Honduras
Nós saímos de Copan Ruínas em direção ao lago por um caminho alternativo, cruzando cidades interioranas e vendo o mundo passar pela janela, gente vivendo e sobrevivendo do campo, da venda, da terra e do sol. As estradas de Honduras são um exercício de paciência, esburacadas, mal sinalizadas e sem muitas regras de tráfego, ou se elas existem o povo não sabe cumpri-las.
Uma típica rua de Gracias, em Honduras, a antiga capital da América Central
Chegamos à pequena cidade colonial de Gracias e tivemos um fim de tarde super agradável na varanda do nosso hostel. Tomamos uma Salva Vidas (cerveja local) com vista para as montanhas e os charmosos telhados alaranjados feitos na época da colônia espanhola. A cidade é pequena e simpática, mas sem grandes atrativos. Para quem tiver tempo, nos seus arredores existem alguns mirantes, rios e cachoeiras a serem explorados.
Gracias, um pedaço de Minas Gerais no coração de Honduras
No dia seguinte continuamos para o Lago Yojoa que está localizado a meio caminho, entre as duas principais cidades do país, San Pedro Sula e a capital Tegucigalpa. Rodeado por montanhas e uma floresta tropical úmida, o Lago Yojoa é o paraíso para birdwatchers e hikers de plantão.
Plantação de café e banana no meio da mata, na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras
Escolhemos a área de Los Naranjos, próxima a um pequeno sítio arqueológico, cachoeiras e com alguma infraestrutura turística. Nossos amigos da Round House haviam indicado a D&D Brewery que além de produzir boas cervejas artesanais, aluga cabanas em meio a um pequeno bosque. À noite ainda provamos uma de suas cervejas exclusivas de damasco e outra de chocolate, muito saborosas. O estoque de pale ales e stouts havia sido completamente exaurido na Semana Santa que acabava de passar. Chegamos lá no final da tarde e já não havia um quarto disponível, então ficamos hospedados em um hotel vizinho, a Finca Paraíso.
lago Yojoa, região central de Honduras
Influenciada pelo último lago que havíamos conhecido em Flores, na Guatemala, eu estava esperando que os hotéis ficassem na beira do lago, para nadarmos, andarmos de caiaque, etc. Infelizmente eu estava enganada, o lago é raso, com muitas plantas e difícil acesso, sendo usado mais para passeios de barco e pesca.
Lago Yojoa, região central de Honduras
As atividades ao redor do lago são caminhadas com guias para avistamento de pássaros, trekkings pela cloud forest e até o pico Santa Bárbara, com sorte, com boas vistas do lago. Isso não era exatamente o que estávamos procurando, então aproveitamos as atividades que a própria finca oferecia, trilha para o mirante do Índio Desnudo e até o Poço Azul, lugares sagrados para os indígenas que viviam nesta região.
No meio da mata, um pequeno lago azul que foi um centro cerimonial do povo Lenca (na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras)
Caminhada pela mata da Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras
Caminhamos pela nossa vizinhança, brincando com os cachorros, vendo as crianças voltar da escola em seus tradicionais uniformes e assuntando com a apoiadora master do time de futebol da vila, a tia lavadeira que tinha os uniformes de todo o time estendidos em seu varal.
A simpática senhora que lavou toda a roupa de um time de futebol, perto do lago Yojoa, região central de Honduras
Toda a roupa de um time de futebol seca no varal de uma casa no meio do campo, perto do lago Yojoa, região central de Honduras
Fizemos um brunch na D&D Brewery com direito a hashbrown, ovos e blueberry pancake, delicioso! Escrevemos sob a trilha sonora natural das centenas de pássaros que vivem e se alimentam nas árvores frutíferas da finca e para refrescar tomamos coragem e demos um tchibum no Rio Blanco, também conhecido como Río Frío, e que numa versão realista deveria chamar-se Río Helado!
Estrada rural na região do lago Yojoa, em Honduras
Delicioso e refrescante banho de rio na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras
Belíssimas flores durante caminhada pela Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras
O tempo urge, temos prazos para chegar novamente ao próximo continente. Sem lago para nadar e nem mais delongas decidimos seguir caminho, com uma parada em um dos restaurantes às margens do lago na estrada para Tegucigalpa. Almoçamos com a bela vista do lago, das montanhas, dos bois pastando e das aves voando tranquilas sobre as águas do Yojoa. Ao nosso lado uma família menonita que assistia aos Jogos de Inverno ao som de uma bachata, a música sertaneja da América espanhola.
Pier avança até a borda do lago Yojoa, região central de Honduras
Tegucigalpa me surpreendeu negativamente, pois eu esperava encontrar pelo menos um canto da cidade que fosse mais interessante. O centro é como todo centro, prédios mais antigos, ruas bem movimentadas e uma igreja na praça central. Os bairros são desorganizados, mal urbanizados e mal saneados, muita sujeira, muitos fios, muitas casas enjambradas e nenhum charme.
Trânsito e milhões de fios nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras
Grafite nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras
Não conhecemos o Sector Hotelero da cidade, que seria mais caro, mais maquiado e menos real. Fomos direto para a Colônia Palmira, um bairro classe média, cortado pela Avenida Morazán que reúne prédios comerciais, centros médicos e uma infinidade de redes americanas de fast food. Acho que precisaríamos de mais tempo para encontrar os recantos e riquezas de Tegucigalpa.
Visão de Tegucigalpa, a capital de Honduras
Assim sendo, o nosso hostel foi o melhor refúgio que poderíamos encontrar nessa selva de pedras. Uma casa colonial bem confortável, os donos muito atenciosos e um café da manhã típico muito gostoso. Lingüiça, banana, feijão refrito (tipo tutu), um prato de leite com sucrilhos e suco de laranja natural. Bem energético, ótimo para aguentarmos as próximas horas de estrada e fronteira a caminho da Nicarágua.
Nosso simpático B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras
Café da manhã típico, em nosso B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras
Três dias, três lugares completamente diferentes, da histórica Gracias, passando pelo interior de Yojoa e chegando à metrópole suburbana de Tegucigalpa. Uma boa colcha de retalhos que somadas às mais turísticas Bay Islands e Copán, nos ajudaram a formar uma ideia mais clara de Honduras. Fechamos nossa passagem por aqui com uma nova visão do país, um lugar de gente muito receptiva e amável, terras férteis, montanhas, parques nacionais, cidades históricas e muita riqueza cultural, mas que ainda tem muito a se desenvolver, muitos ranços políticos a acertar e um clima pesado no ar para dissipar, depende para onde você olhe e o que queria enfocar. E você, qual Honduras vai querer conhecer?
Lago Yojoa, região central de Honduras
Diante da grandiosidade da Pirâmide do Sol. as pessoas quase desaparecem! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)
Teotihuacán foi a maior e principal cidade da Mesoamérica no período pré-hispânico. Possuía uma população estimada entre 100 a 200 mil habitantes e mais de 21 km2 de superfície durante o seu apogeu, entre os séculos III e VII. O sítio arqueológico está localizado há 45 km do centro da Cidade do México e é destino obrigatório para qualquer turista, viajante ou passante da capital.
Pirâmides do Sol e da Lua vistas do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México
Pesquisadores acreditam que Teotihuacán, por sua localização geográfica estratégica, era um dos maiores centros comerciais de troca de mercadorias entre outras cidades e aos poucos sua cultura (leia-se arquitetura, religião, etc), foi influenciando as outras civilizações da época.
Contra o sol forte, nada melhor do que um sombreiro! (em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México)
Descobertas feitas em Tikal e Monte Albán confirmam que Teotihuacán tinha uma grande influência em todas as civilizações mesoamericanas. Dentre as provas foram encontrados objetos de origem Maya ou da região do Golfo e inclusive um bairro zapoteca que fazia parte da grande metrópole.
Maquete da grande cidade de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México
Em nahuátl, língua azteca, Teotihuacán significaria, “A cidade em que foram feitos os Deuses” ou “A Cidade dos Deuses”. Aqui nasceu a lenda da origem do Quinto Sol, quando todos os seus Deuses teriam dado a sua vida em sacrifício para o aparecimento de uma nova civilização, a Azteca, e suas novas divindades. Assim Teotihuacán se tornou a cidade mitológica dos Aztecas, cenário da maioria das histórias em que se embasou a sua religião.
Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México
A visita necessita no mínimo um dia completo se a intenção é percorrer todo o sítio. Nós chegamos um pouco tarde e aceleramos o passo para ver tudo. Chegamos direto no portão 3, que dá acesso direto à Pirâmide do Sol, Pirâmide da Lua, a principal parte da Calzada de los Muertos e ao museu do sítio.
Do alto da Pirâmide do Sol, admirando a Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México
A Calzada de los Muertos é a principal avenida que cruza a cidade, no eixo norte-sul. Foi assim chamada pelos Aztecas, pois acreditavam que os grandes edifícios ao longo da avenida seriam tumbas construídas por um antigo povo de gigantes.
Caminhando em direção à Pirâmide da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México
Ao extremo norte encontramos a Pirámide de La Luna, que não pode ser “escalada” até o topo. Ainda assim a vista do alto da sua plataforma é lindíssima, observamos do centro do eixo norte-sul os principais edifícios e temos uma vista privilegiada da sua irmã maior, a Pirâmide do Sol.
A incrível Pirâmide da Lua vista do alto da Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México
Terceira maior pirâmide do mundo, a Pirámide del Sol possui 225m de base e mais de 70m de altura. Sua estrutura imponente é maciça e foi construída no ano de 150 d.C. em apenas duas etapas construtivas. Para o Rodrigo que já visitou as mais conhecidas pirâmides do mundo, ela é tão (ou mais!) impressionante que suas similares egípcias.
A massiva Pirâmide do Sol, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México
Uma curiosidade é que a Pirâmide do Sol foi construída sobre uma pequena caverna, utilizada para fins rituais. A primeira grande teoria é que a pirâmide foi construída sobre uma caverna natural onde eles acreditariam ter havido a origem da vida. Outros dizem que ali haveria uma nascente de água, como principal elemento da vida, seria o grande motivo de adoração desta construção. Estudos mais recentes comprovam que a caverna é artificial e acreditam que ali teria sido uma tumba real, porém os vários saques sofridos pela cidade após o seu abandono, esta teoria ainda não pode ser comprovada. Ninguém sabe exatamente qual era a finalidade desta magnífica pirâmide, o fato é que até hoje peregrinos vêm até aqui nas datas do equinócio para meditações e energização.
A Ana e uma longa fila de pessoas sobe a Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México
Subir os seus 248 degraus a mais de 2500m de altitude é um trabalho e tanto, mas vale à pena! A vista do alto é recompensadora, além de podermos fechar os olhos e nos imaginarmos bem re-energizados pelas boas vibrações destes antepassados americanos.
Meditação inspirada pela impressionante visão das pirâmides do Sol e da Lua, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México
Fizemos um tour rápido pelo museu, que fecha às 17h, aproveitando os últimos minutos para ver a imensa maquete que representa a antiga cidade. As principais peças estão expostas no Museu de Antropologia na Cidade do México, então se você vai lá, a visita ao museu pode ser mais rápida.
Estátua no museu do sítio arqueolõgico de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México
Economizamos tempo de caminhada voltado de carro ao portão 1, que dá acesso à La Ciudadela, onde está o Templo da la Serpiente Emplumada. Construídos entre os anos de 150 e 250 d.C., a ciudadela foi o novo centro político, cultural e econômico da cidade de Teotihuacán.
Escultura na fachada do Templo de Quetzalcóatl, em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México
Para a consagração deste templo foram sacrificadas mais de 100 pessoas, enterradas em grupos de 4, 8, 18 e 20 corpos, somadas aos sacrifícios infantis que foram colocados nos vértices da pirâmide.
Pessoas sacrificadas em honra à Pirâmide do Sol em Teotihuacán, ao norte da Cidade do México
Alguns guias cobram em torno de 450 pesos (aprox US$ 35,00) para acompanhar a visita e passar a visão e o conhecimento deles sobre a história deste lugar. Eu e o Rodrigo temos divergências neste ponto, mas acabamos optando pela economia e buscamos as informações em livros, no próprio sítio em placas, no museu e na nossa boa e velha amiga internet. Independente de qual seja a sua fonte de informações, não deixe de visitar uma das mais importantes cidades pré-hispânicas no México.
Criança descansa em gramado nas ruínas de Teotihuacán, ao norte da Cidade do México
Voltamos à Cidade do México impressionados com esta civilização e tivemos tempo suficiente no engarrafamento para devanear sobre sua origem e seu cotidiano.
Trânsito complicado na volta de Teotihuácan para a Cidade do México
Chegamos às Lomas de Santa Fé já eram quase 21h e ainda conseguimos marcar um jantar com Javier, um amigo que nos foi apresentado via internet pelo Haroldo, primo do Rodrigo. Restaurante japonês com um bom vinho e boas companhias! Noite perfeita para fechar o dia de explorações em um dos mais impressionantes sítios arqueológicos das Américas.
Jantar com o Rodrigo, o Javier e a sua esposa, em Santa Fé, na Cidade do México
A Fiona desbravando a estrada Top of The World Highway, já no lado canadense da rodovia
O Ártico é um mundo muito diferente para nós brasileiros. Mesmo para uma sulista como eu, acostumada com diferenças consideráveis de temperatura, nada além do meu guarda-roupa e programações de final de semana realmente vai mudar entre o verão e o inverno. Praia ou montanha? Bermuda ou casaco de lã? O meu trabalho continuará o mesmo, as ruas e avenidas também. Aqui no norte do mundo as estações do ano determinam radicalmente o estilo de vida das pessoas que aqui nasceram, vivem e trabalham. Grande parte da população do Alasca e norte do Canadá deixa sua cidade durante o inverno e retorna durante o verão. A população da cidade de Dawson (Canadá), por exemplo, pode chegar a 60 mil durante o verão, incluindo os turistas, e no inverno não passa de 2 mil habitantes.
Na verdade, estamos deixando o Alaska, na estrada Top of The World Highway
Já imaginaram como isso altera a dinâmica de toda a cidade? Supermercados, restaurantes, fábricas, lojas, prestadoras de serviços, enfim, tudo deve ser redimensionado para atender apenas aos que ficaram. A maioria dos negócios já possui o seu modus operandi, acostumados a trabalhar apenas por uma estação, fechar as portas e reabrir só em fevereiro, às vezes apenas em maio!
Essa bola de espinhos é, na verdade, um porco-espinhos, animal muito comum ao longo da rodovia Top of The World Highway, entre EUA e Canadá
As belas paisagens da rodovia Top of The World Highway
As pessoas que vão em busca do sol já possuem a sua casa de veraneio em um país tropical na América Central ou no Caribe, mais baratos e com o clima ideal para quem foge do inverno gelado. Enfim, acabamos descobrindo que vários alascans passam mais tempo com sol e calor do que eu em Curitiba! Rsrs! Assim é a vida de quem vive em um lugar de extremos.
Fiona bem empoeirada (nem se vê mais a América do Sul!), depois de muitos quilômetros na estrada Top of The World Highway, no Alaska
A Fiona desbravando a estrada Top of The World Highway, já no lado canadense da rodovia
Quanto mais ao norte, mais sazonais as cidades, estradas e serviços. É o caso da estrada conhecida como Top of the World Highway, que opera apenas durante o verão. Nós saímos de Tok no dia 20 de Setembro em direção à Dawson, no Canadá, no timing perfeito para pegar a estrada ainda em funcionamento. Amanhã, 21/09 a fronteira e a estrada fecham por toda a estação.
O posto de fronteira mais roots na longa fronteira entre EUA e Canadá
Fecham para nós humanos, mas não para os caribous, que circulam livremente sem estampar o passaporte em uma das suas migrações anuais. São mais de 45 mil caribous que cruzam estas montanhas em busca de um lugar mais propício para passar o inverno. Estas hordas são acompanhadas há milênios pelo povo do norte, que segue a manada em busca de alimento e pele.
Placa informativa sobre os caribous, típico animal dessa parte do Alaska e do Canadá
Um simpático porco-espinho atravessa a estrada Top of The World Highway, entre EUA e Canadá
Cruzamos uma das poucas fronteiras conjuntas dos Estados Unidos e do Canadá, onde apenas um edifício abriga ambas, imigrações e aduanas, dos dois países. Longe de tudo e todos é uma das fronteiras mais roots da América do Norte! Já no Canadá, a estrada também conhecida como Yukon 9 chega às margens do Rio Yukon em West Dawson, onde cruzamos de balsa durante o verão para enfim chegar a Dawson City. Difícil é acreditar que o maior rio do Alasca congele e vire ponte para os moradores da região durante o inverno.
Chegando ao majestoso rio Yukon, onde está Dawson City, no Canadá
Uma balsa faz a travessia de veículos através do rio Yukon, em Dawson City, no Canadá
A rota foi aberta inicialmente pelos mineradores que viajavam entre Dawson e Chicken, outra mina de outro ainda do lado americano. A trilha foi crescendo, chegou até a cidade de Fairbanks e mais tarde foi transformada em estrada. Seu nome não surgiu apenas por estar no topo do mundo, mas por cruzar toda uma área pela crista das montanhas. Nela temos a real sensação de estarmos no topo do mundo! São 127 km de estrada entre curvas e montanhas coloridas de amarelo e vermelho nesta época de outono. Ela é uma das estradas mais ao norte do continente, acompanhada pela Dalton Highway, que começa próxima a Fairbanks, cruza o Círculo Polar Artico e vai até o Oceano Ártico, e pela Dempster Highway.
Distância em quilômetros para as próximas cidades na Dempster Highway, na região de Dawson City, no Yukon Territory, no Canadá
A Dempster Highway é a única estrada canadense aberta todo o ano que cruza o Círculo Polar Ártico. A Dempster se inicia na Klondike Highway, cruzando 736 quilômetros do estado do Yukon e dos Northwestern Territories até a cidade de Inuvik, no delta do Rio Mackenzie, no Oceano Ártico. Nos meses de inverno, a estrada ainda se estende por mais 194 km por um caminho de gelo que utiliza porções congeladas do Rio Mackenzie para atravessar até a comunidade de Tuktoyaktuk. Passamos pela entrada da Dempster e ficamos tentados a percorrê-la. Chegamos a entrar na estrada e andar por alguns quilômetros, até a primeira ponte e primeira placa de distâncias.
Painel explicativo sobre a Dempster Highway, na região de Dawson City, no Yukon Territory, no Canadá
Início da Dempster Highway, região de Dawson City, no Yukon Territory, no Canadá
Ir até o final, seria apenas pela esperança de encontrar algum urso polar, mas a possibilidade seria muito remota. Já foram relatados casos de ursos polares próximos da porção norte da estrada, mas estes são levados de volta para os campos gelados do Mar Ártico. Nós já temos os bilhetes do ferry comprados na Akaska Maritime Highway para o dia 25/09. Para chegarmos até os ursos seriam necessários pelo menos mais uns 7 dias de viagem de carro, avião e barco para chegar ao seu habitat natural. Se morássemos aqui já teríamos rodado todas estas rodovias, mas como não moramos, esta é mais uma que entrou para a nossa nova lista de rotas da Expedição ao Ártico!
Curva e corredeiras do rio Yukon, na estrada entre Dawson e Whitehorse, no Yukon Territory, no Canadá
Demos adeus à Dempster e descemos a Klondike Highway que atravessa trechos dos caminhos percorridos pelos stampeders que subiam o Rio Yukon em busca do ouro da cidade de Dawson. Fomos até a vila de Haines Junction, onde tínhamos a esperança de encontrar os nossos amigos Kombianos novamente. Eles também passaram por ali uma hora antes de nós, foi por pouco que não nos encontramos! Amanhã seguimos viagem para Haines e começamos a nossa jornada de novas descobertas pelo litoral sudeste do Alasca, onde novas culturas e novas paisagens nos esperam.
Estrada entre Whitehorse e Haines Junction, no Yukon Territory, no Canadá
caminhando na famosa Wall Street, ano sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
É a segunda vez que me despeço de Nova Iorque e confesso a vocês, é uma das despedidas mais doloridas para mim. Primeiro por que sabemos que estamos deixando um mundo de coisas para trás. Segundo por que não sabemos quando poderemos voltar para aproveitar da cidade tudo o que ela tem a oferecer. Terceiro por que quando voltarmos já não encontraremos a mesma Nova Iorque que hoje deixamos para trás.
caminhando na famosa Wall Street, ano sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Talvez, tenhamos que rever tudo (com prazer!) e novamente não teremos visto metade do que queríamos. Resumindo, nunca teremos aquela sensação de saciedade e de pertencimento à cidade sem termos morado lá por muuuito tempo. Já não me sinto uma turista, mas estou longe de me sentir parte dela. Voltaremos para cruzar a ponte para Williamsburg, Brooklyn, rodar pelo Queens e pelo Harlem e aí, quem sabe, começar a ter a sensação de que conheço Nova Iorque. Enquanto isso, fico aqui no miolo da Big Apple, a Ilha de Manhattan e olhe lá.
A famosa Brooklyn Bridge, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Assim, achei que umas comprinhas seriam uma boa despedida da capital mundial do consumo, mesmo não sendo muito do meu feitio. Passei na Best Buy da 5ª Avenida onde encontrei alguns aparatos para a nossa amada companheira de viagem, que nos abandonou no tour caribenho. A Nikon foi para o hospital, spa e tirou umas férias merecidas para se recuperar de tantos cliques, areia, poeira, imagens maravilhosas e hoje deveria voltar às nossas mãos.
Chegando à Times Square, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Mais uma vez estávamos nós na Penn Station pegando um trem para Princeton Junction e as próximas 36 horas seriam de muitas burocracias e arrumações para voltarmos à estrada com a Fiona em ordem. Faxina geral na Fiona, reorganização dos equipamentos na caçamba e lavação de roupa suja. Enquanto isso o Rodrigo brigava com o japonês da Le Camera, que simplesmente não tinha notícias da nossa Nikon e da lente que estavam lá para limpeza e conserto. Algo que era para ser simples e se tornou um pesadelo. Ele simplesmente desapareceu com a câmera e depois de muito insistirmos nos disse que ela foi enviada para a fábrica da Nikon para reparo e nos emprestou uma de suas câmeras reservas pelos próximos 15 dias.
Trabalhando no trem de Nova Iorque à Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos
Ao mesmo tempo outro problema surgiu: a empresa mexicana que fez o seguro da Fiona (contra terceiros), se negou a renovar para os próximos 6 meses de viagem. Tudo estava certo e documentado, eles haviam garantido que poderíamos renovar, mas deram para trás e ficamos totalmente desamparados novamente. Foi um trabalho de negociação forte, levado às alçadas mais altas e conseguimos a renovação do seguro por mais 60 dias. Quando voltarmos do Canadá, porém, vamos precisar encontrar outra seguradora que possa fazer esta cobertura. Ufa... de volta à lida da vida de viajantes overlanders, roadtrippers, sonrisal, colesterol, novalgino, mufumbo!
Embarcando para Nova Iorque no aeroporto de Barbados
Hoje voltamos das férias das nossas férias. Estes períodos de viagem ao Caribe são sempre uma quebra da nossa rotina de viagem. Trocamos a Fiona por aviões, barcos, trens, ônibus, lotações, táxis e o que mais vier pela frente. Tiramos as malas do carro e colocamos as mochilas nas costas, matamos as saudades dos nossos mochilões e caímos em um mundo totalmente diferente do que estamos passando nos últimos dias, semanas às vezes meses! O degradé de culturas latinas e agora norte-americanas, saltamos para a África, americana. Hoje voltamos à nossa vida cigana rumo ao Alasca.
Ana fotogrando a praia da Juréia
Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok
Acordamos em Seward ainda com muita chuva. Nosso plano inicial era ir a Valdez, também no litoral chuvoso e os “flood and wind warnings” ainda estavam vermelhos. É, aparentemente esse mau tempo veio para ficar, mas ainda assim decidimos ir e enfrentar a estrada, afinal eu não queria passar o meu aniversário em uma cidade alagada e devastada por tufões!
Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska
Pegamos a estrada em direção a Anchorage, sempre em contato com os nossos amigos Kombianos, que acompanhavam na rádio e televisão os avisos e pareciam estar preocupados com os dois doidos aqui enfrentando a ventania. A chuva e o vento continuaram forte, mas foi no Belluga Point, já a poucos quilômetros de Anchorage, que sentimos o vento aumentar. Paramos com a esperança de ainda encontrar alguma belluga, mas aparentemente elas não somos só nós que nos incomodamos com vento e mar agitado.
Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska
A curiosidade de sentir a força e o poder do vento veio primeiro no louco do Rodrigo. Ele saiu do carro num vento e frio desgraçado, só de camiseta e deixou o vento sustentar todo o seu peso. Corria contra o vento e voltava planando, se divertindo e entretendo os outros motoristas que paravam por ali. Depois das fotos me enchi de coragem e saí, enfrentando a água e o vento, até que um tufão mais forte me pegou forte e levou por uns poucos metros. Foi um bom susto! Eu corri para o carro e fim da brincadeira!
Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska
Em Anchorage paramos por uma hora para reencontrar Meli e Jorge, tomamos um chá no Starbucks trocando mais experiências sobre as nossas viagens e entendendo melhor os planos para o futuro próximo. Quem sabe conseguimos nos encontrar na estrada! Para nós que estamos na estrada a muito tempo, detalhes como voltar a uma mesma cidade e reencontrar pessoas conhecidas se tornam estranhamente prazerosos. É a sensação de um lugar comum que não temos há muito tempo, a falsa sensação de estar em casa.
A Fiona reencontra a aventureira Lunita, em Anchorage, maior cidade do Alaska
Nos despedimos de Anchorage sem muita esperança do tempo melhorar e acabamos decidindo cancelar a nossa ida a Valdez e seguimos para o norte, direto para a pequena cidade de Tok. Já passamos por aqui quando chegamos ao Alaska, foi a nossa primeira parada no centro de visitantes, mais uma vez já nos sentimos quase locais! Hehehe.
Reencontro com os amigos viajantes colombianos, Jorge e Meli, em Anchorage, maior cidade do Alaska
Dirigimos todo o dia, passando por novas paisagens belíssimas, geleiras, rios e áreas naturais da região de Vasilia que certamente mereceriam mais pelo menos 3 dias ou uma semana para serem exploradas.
Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska
Já era noite e o céu estava estrelado! Nos hospedamos no primeiro motel que encontramos na beira da estrada e ficamos de olho no céu, a previsão da aurora era boa, 5/10! Já que não pudemos conhecer vários dos parques nacionais no Kenai, viemos para cá com a esperança de encontrarmos uma boa aurora! As condições estavam aí, só faltava aquela pitada de sorte para termos uma bem sobre as nossas cabeças!
Nossa mais bela Aurora Boreal, nos céus de Tok, no Alaska
Acabava de virar meia-noite e nós já comemorávamos o meu aniversário, 31 anos! De repente olhamos para o alto e vemos as luzes verdes começando a iluminar o céu. Pegamos a Fiona e saímos da cidade, qualquer luz pode diminuir a nossa capacidade de enxergar a aurora. A íris se acostuma ao escuro e a aurora fica ainda mais clara e brilhante. Rodamos uns 20km e as luzes pareciam não querer nos deixar! Finalmente chegamos a um recuo da estrada, entrada de uma terra indígena, logo após a balança de carga de caminhões. Olhamos para o céu e lá estava ela, bela e formosa. Ela não parecia muito diferente do que já havíamos visto em Coldfoot e em Denali, mas estava mais prolongada e formava arcos completos a 90° da linha do horizonte, cruzando o céu de leste a oeste. Era um formato curioso, enfim, “vivendo e aprendendo sobre as auroras”, pensamos.
Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska
De repente, apontei o canto esquerdo do arco para o Rodrigo, as luzes estavam começando a ficar mais fortes, saímos da Fiona e o espetáculo de luzes começou! Uma explosão de cores, verde, azul, vermelha, branca e roxa, todas as cores formando espirais e cones que caíam dos céus dançando como uma cortina de luzes ao vento.
Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok
A imagem era tão inacreditável, que ríamos, gritávamos e chorávamos de emoção, todos os sentimentos ao mesmo tempo! Ali já nos demos conta de quão único era o momento que estávamos vivendo, quão raro e esplêndido era aquele evento celeste, que na mesma intensidade durou não mais do que 5 minutos e aos poucos diminuiu e se esvaneceu, voltando a ser a aurora que nós já conhecíamos. Hoje nos demos conta que a aurora que vimos não era a verdadeira auroral boreal! O céu se iluminou tanto quando em imenso show de fogos de artifícios, mas trilhões de vezes mais bonito! Tanto na dança, quanto na velocidade, quanto nas cores e na intensidade, só imagine que a luz e o clarão da tal aurora, não é como a luz do sol, e sim como a luz dos fogos... A noite fica clara e nós, embaixo, embasbacados.
Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok
Fugimos da chuva com um objetivo, a aurora, mas não imaginamos que seríamos recompensados a esta altura! Esse foi sem dúvida o maior presente de aniversário que eu nunca havia pensado que um dia iria receber na minha vida! Uma aurora boreal animal, na beira da estrada na periferia de Tok, a 1 hora da manhã!?! Isso não tem preço!!!
Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok
32° ano, seja bem vindo! Prometo que será bem vivido!
Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska
Vista para o rio no Forte do Presépio, em Belém - PA
4 da manhã já estávamos em pé, esta linha Marajó – Belém não é muito tourist friendly. O barco sai as 6am, mas o transporte do Edgar que nos pega na pousada, que atravessa a balsa e leva de Soure até o porto, iria nos buscar entre 4h e 4h30. Chegaram as 4h50 e a barca saia às 5h. Ufa... deu tempo. Madrugamos e mesmo assim chegamos ao barco e ele estava lotado. Nossa sorte foi que decidimos bancar uma passagem mais cara (23,00) para a sala vip, com ar condicionado e cadeiras mais confortáveis para podermos descansar. Mesmo esta sala lotou e dois pestinhas que estavam na fileira de trás da minha me acordaram a viagem inteira, me cutucando, pegando coisas, gritando, etc. Enfim, coisas da vida em sociedade que temos que saber conviver.
Canhões do Forte do Presépio, em Belém - PA
Chegamos à Belém, confirmamos na transportadora que a Fiona havia chego a Macapá em segurança e fomos deixar nossas coisas no hotel. Temos um dia inteiro para dedicar à Belém e suas atrações históricas e à noite voaremos para Macapá. Almoçamos no grill (humm) e seguimos caminhando pelo centro até o Forte do Presépio. Construído em 1616, o forte está localizado na Baía de Guajará, próximo ao mercado Ver o Peso, para defender a entrada dos franceses e holandeses pelo rio às terras brasileiras.
Passeando no Forte do Presépio, em Belém - PA
O forte foi o marco zero da cidade de Belém, que se desenvolveu no seu entorno fazendo parte da vida da vila. Mais tarde, com o crescimento da cidade, foi construído um muro de segurança para separá-lo. Este, porém, foi colocado abaixo, mantendo apenas o portal como símbolo histórico e reintegrando o espaço do forte à comunidade. Hoje ele abriga um pequeno museu sobre as comunidades indígenas do estado.
Museu de Artes em Belém - PA
Tivemos uma infeliz coincidência na nossa data de visita à Belém: segunda-feira, o “dia internacional do não-turismo”, quando todos os museus e centros culturais estão fechados. Então pudemos passear e conhecer a maioria dos museus e atrações, apenas por fora, genial!
Igreja da Sé, em Belém - PA
Adiante do Forte fica uma antiga mansão de um Barão do Açúcar, transformada em galeria e restaurante, a Casa das Onze Janelas. Dizem que o restaurante é um dos mais caros e finos da cidade. Linda por fora, fechada “por dentro”. A frente encontra-se a Catedral da Sé, ainda bem que igreja (quase) nunca fecha. Belíssima igreja neoclássica-barroca da época colonial construída em meados do século XVIII.
Interior da Igreja da Sé, em Belém - PA
Já sem esperanças caminhamos para o Museu de Arte de Belém, onde os guardas muito simpáticos nos avisaram que ali e o Museu Zoobotânico também estariam fechados. Com o tempo anunciando chuva, nos restou caminhar até um dos monumentos modernos mais visitados da cidade, o Shopping Pátio Belém, antigo Iguatemi, reinaugurado no ano passado. Lá assistimos o filme “Caça as Bruxas”, com o Nicolas Cage. Nome bem sugestivo para o dia de hoje, mas ou era ele ou o “Bruna Surfistinha”. É, aí ficou difícil. Fechamos nossa tarde no tradicional Bar da Praça da República, prédio com 133 anos de idade que funcionava como bilheteria do Teatro da Paz e virou bar há uns 80 anos!
Bar tradicional na Praça da República, em Belém - PA
Voltamos à nossa base no centro, o Hotel Unidos, onde a equipe nos recebeu super bem, sempre animada e muito disposta a nos ajudar. Íamos trabalhar no site e internet ali na recepção mesmo, enquanto aguardávamos o horário para irmos ao aeroporto. Foi quando a maré de sorte começou a mudar, conhecemos um casal surinamês, Helen e Donavan. Ela super comunicativa e descolada foi logo nos dando dicas e contatos no Suriname, Guiana Francesa e Inglesa quando soube que estávamos indo para lá. As informações que temos são de pesquisas em guias de viagem e na internet, mas algumas coisas não conseguimos saber, como por exemplo, como é a segurança nestes países. Queríamos deixar o carro em Georgetown para a viagem ao Caribe e ela não hesitou em nos advertir que se fizéssemos isso a Fiona não estaria mais lá quando voltássemos. A Guiana Inglesa é realmente muito perigosa, segundo o casal, terra sem lei de pessoas muito corruptas, inclusive os policiais. Sempre achamos que é exagero, mas neste caso não encontramos ninguém que dissesse o contrário. Sendo assim já começamos a repensar parte do planejamento da viagem ao Caribe. Enfim, já temos contatos e visitas a fazer em Paramaribo, Cayenne e Saint Laurent Du Maroni nas próximas semanas!
Sorvete de Açaí no aeroporto de Belém - PA. Rumo à Macapá!
23h15 e já estávamos embarcados no nosso vôo para Macapá, com uma estranha sensação: será que estamos “roubando” ao pegarmos este vôo? Quero dizer, a viagem é de carro, será que deveríamos, obrigatoriamente, ter ido de barco para Macapá? Priorizamos mais um dia em Marajó e Belém, pois perderíamos 24h no barco em horários conflitantes para os dois últimos dias. Por que um barco seria menos “roubo” do que um avião? Bem, pelo menos a Fiona foi nos representando na balsa. Afinal, estaríamos “roubando” de quem? Essa é a vantagem de sermos donos do próprio nariz, sem compromissos com mais ninguém além o de sermos verdadeiros com a nossa viagem e os nossos leitores.
Crianças se divertem nas corredeiras do Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM
Presidente Figueiredo está a apenas 133km de Manaus pela estrada que segue para Boa Vista. Neste finalzinho de inverno, período chuvoso na região norte, acabamos pegando ainda algumas pancadas de chuva no nosso primeiro dia na cidade. Embora não seja nada parecido com o inverno do sul com o qual estamos acostumados, inverno tem sempre aquela cara de preguiça. Tempo perfeito para tirarmos o nosso domingo de Páscoa off, afinal até nós viajantes merecemos aproveitar o feriadinho para descansar.
Visitando o parque das corredeiras do Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM
Depois do domingo preguiçoso e dorminhoco ainda aproveitamos para conhecer uma das principais atrações turísticas da cidade, o Parque Municipal do Urubuí. O parque municipal é a praia da cidade, com uma bela infra-estrutura de bares e restaurantes às margens das corredeiras do rio de mesmo nome.
Balneário nas corredeiras do Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM
Nós chegamos já no final da tarde, tiramos algumas fotos e ficamos impressionados com um dos esportes prediletos dos nativos aqui de Figueiredo, descer as corredeiras “no pêlo”, sem bóia, colete salva-vidas, capacete, nem nada! Eles se soltam nas águas do rio, conhecem cada pedra e buraco e sabem por onde devem passar.
As corredeiras do Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM
Olhando eles fazerem até parece fácil, mas os caras nasceram aqui, conhecem este rio como a palma da mão! O Rodrigo já ficou todo atiçado, é óbvio, quer descer de “body cross” de todo jeito. Eu fico parecendo a velha chata ao lado dele, dizendo que não, para tomar cuidado, etc. Enfim, hoje nem viemos preparados para banho, mais tempo para pensar e desistir.
Rapaz nos mostra como enfrentar as corredeiras do Urubuí sem bóias ou coletes! (em Presidente Figueiredo - AM)
Almoço agitado na churrascaria, vendo a final carioca Fla-Flu ao lado de torcedores com os nervos à flor da pele! É impressionante a força dos times cariocas no Brasil, culpa da Rádio Globo, única fonte de informação que alcançava essas bandas nas décadas passadas e difundiu o campeonato carioca para o interiorzão do Brasil. Hoje a TV continua este trabalho, tornando a legião de torcedores fanáticos pelos times cariocas ainda maior. Disputa nos pênaltis, Flamengo ganhou e a torcida comemoooora! Rsrsrs!
Explosão de alegria com a vitória do Flamengo! (em Presidente Figueiredo - AM)
Blog da Ana
Blog da Rodrigo
Vídeos
Esportes
Soy Loco
A Viagem
Parceiros
Contato
2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)




.jpg)


.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)