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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Estados Unidos Há 2 anos: Estados Unidos

Relax, you are in Miami!

Estados Unidos, Flórida, Miami

Chegamos a Miami! A entrada nos EUA não foi nada complicada, já que tínhamos toda a documentação em dia, a única coisa que estava meio atrasada era mesmo o nosso sono. Fomos direto do aeroporto para Key Biscayne, na casa do Rita e da Su, amigos dos tempos de Unicamp do Belô. Uma delícia começar a viagem assim, já reencontrando amigos, conhecendo seus filhos lindos, André e Luisa e se atualizando sobre as histórias que aconteceram no último ano. A última vez que nos vimos foi no dia 09/05/09, no nosso casamento! Eles foram de Miami até a Ilha do Mel para nos prestigiar, é mole? Eu ainda não os conhecia na época, mas bastaram duas palavras com a Su para saber como ela é divertida e especial! Fora o Rita, que facilmente teria celebrado o nosso casamento caso o padre faltasse! Eles moram em um Condomínio maravilhoso, Key Colony em Key Biscayne, ilha ao sul de Miami. Estamos literalmente na diretoria!

Para continuar essa recepção super acolhedora, vieram direto de New York, minha irmã Juliane e o David, namorado já aclamado pela família, mas que eu ainda não conhecia pessoalmente. Logo ela nos ligou e conseguimos combinar um dia para descansar juntas. O David não tinha férias há bastante tempo e precisavam deste dia, relaxing in Miami. Sol, praia, piscina, cervejinhas e uma tarde toda para jogar conversa fora... Não precisamos de mais nada!

À noite a Ju e o David já haviam combinado uma balada com o casal de amigos em Down Town Miami, eu e o Rodrigo até nos animamos, mas também já havíamos combinado um jantar com a Su e o Marcelo, que amanhã devem viajar para a Itália, conhecer o novo sobrinho que nasceu em Roma. Sem mais um pingo de energia, depois do restaurante de comida asiática, viemos para casa e finalmente pudemos recuperar todo o sono que nos faltava. Amanhã veremos como será sair da Barra do Ararapira e chegar a Miami Beach!

Estados Unidos, Flórida, Miami, Key Biscayne, Praia

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Cachoeiras Amazônicas

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo, Balbina

Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


No destino de todos os aventureiros e viajantes que passam pela região amazônica, Presidente Figueiredo oferece diversas opções de trilhas e cachoeiras em meio à famosa Floresta Amazônica. As cachoeiras ficam todas espalhadas ao longo da BR-174 e da estrada que sai em direção à Balbina, todas sinalizadas pela quilometragem onde se encontram.

A floresta ao redor da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

A floresta ao redor da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM


No km 51 encontramos a Cachoeira da Neblina, nossa primeira vítima do dia. Trilha de 12km, caminhada de 1h30 em passos rápidos e trilha sem manutenção. Não sei por que cargas d´água o Rodrigo encasquetou de conhecer esta cachoeira, mas me pareceu uma boa ideia e lá fomos nós.

Longa caminhada na floresta para se chegar à Cachoeira da Neblina, em Presidente Figueiredo - AM

Longa caminhada na floresta para se chegar à Cachoeira da Neblina, em Presidente Figueiredo - AM


É uma das mais distantes e menos exploradas (pensando bem, acho que foi por isso! rsrs), já que o próprio proprietário não tem interesse em divulgar a cachoeira, pois usa esta área para fins de pesquisa.

Caminhando na floresta amazônica, próximo à Presidente Figueiredo - AM

Caminhando na floresta amazônica, próximo à Presidente Figueiredo - AM


Mesmo sem manutenção a trilha não precisa de guia, embora longa, é praticamente plana o tempo todo. Nesta época de chuvas as cachoeiras da região estão todas lotadas de água, são cachoeiras em proporções amazônicas! Segundo o responsável pelo sítio, na época seca é possível nadar neste lago e passar por detrás da cortina d´água. Impossível imaginarmos uma cena dessa tamanha a quantidade de água!

Cachoeira da Neblina com muita água, na estação de chuvas. (em Presidente Figueiredo - AM)

Cachoeira da Neblina com muita água, na estação de chuvas. (em Presidente Figueiredo - AM)


Seguimos com as nossas explorações, agora em direção à Represa de Balbina. Mais um daqueles lugares que não sabemos se ficamos com raiva ou felizes. Uma imensa área de floresta foi alagada para a construção da Hidrelétrica de Balbina, sabe Deus quantas espécies podem ter se perdido e quantos animais se afogaram.

Arara no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Arara no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Por outro lado esta hidrelétrica trouxe o desenvolvimento para esta região, suprindo energeticamente as cidades de Manaus, Presidente Figueiredo e redondezas. Ainda que alterada, não podemos reclamar em nada da nova paisagem formada. O lago é lindo e é casa para botos e diversas outras espécies de peixes amazônicos.

A represa de Balbina - AM

A represa de Balbina - AM


O Tarzan, pescador vindo do Acre, me ensinou como chamar os botos, que demoravam a aparecer. Bati duas pedras, fazendo um som embaixo d´água que atrai os botos. Alguns minutos depois eles estavam ali, um casal lindo nadando há apenas 15m do Rodrigo. Fantástico!

Nadando na represa de Balbina - AM

Nadando na represa de Balbina - AM


Tínhamos a esperança de almoçar aqui no restaurante do Miranda, mas infelizmente chegamos atrasados. Ficamos empolgados com a visita no centro de pesquisas que é mantido pela hidrelétrica. Lá pudemos ver uma anta com seu filhote, peixes-bois de todos os tamanhos e idades, tartarugas de água doce e inclusive uma albina!

Tartaruga albina no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Tartaruga albina no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Em grandes viveiros eles mantém araras de todas as cores, papagaios, mergulhões e tucanos belíssimos. Todos estes animais foram resgatados e/ou apreendidos pelo Ibama e estão em processo de reabilitação.

Vistoso Tucano no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Vistoso Tucano no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Terminamos o nosso tour de hoje no km 58, na Cachoeira da Pedra Furada. Uma das únicas quedas d´água em que é possível se banhar na região. Outras corredeiras ou remansos até possuem área de banho, mas cachoeira mesmo, de entrar em baixo e massagear as costas, nesta época a Pedra Furada é uma das únicas. A formação é super curiosa, o rio escorre pela pedra que é literalmente furada, deixando a queda com uma forma diferente e muito bonita!

Os furos na pedra da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

Os furos na pedra da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM


Mesmo depois de um dia corrido e cheio como este, retornamos à cidade, olhamos o mapa e constatamos que não vimos 10% de tudo o que a região oferece. Mas tudo bem, amanhã tem mais!

A cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

A cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo, Balbina, Cachoeiras, hidrelétrica, represa

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Juracique Parque!

Bolívia, Sucre, Potosí

A enorme encosta com centenas de pegadas de dinossauros, em Sucre - Bolívia

A enorme encosta com centenas de pegadas de dinossauros, em Sucre - Bolívia


Na Bolívia a mineração é uma das principais atividades econômicas. Começou já na época do domínio espanhol, com a retirada de prata e outros metais preciosos e até hoje a sua geologia faz com que em todo canto vejamos a extração de pedras e minerais. É impossível não achar esta prática uma violência à mãe terra, mas a vida prática não é assim, infelizmente. Em um país tão árido, sem muitas possibilidades de desenvolvimento agrícola, a extração acaba sendo uma das poucas saídas rentáveis para o mercado local. Porém, como tudo na vida tem um lado bom e um lado ruim, eis que, há 20 anos, em uma dessas pedreiras, foi feita uma das maiores descobertas palenteológicas da América Latina! Um sítio com centenas de pegadas de dinossauros de 4 espécies diferentes!

Próximo ao gigantesco Titanossauro, no Parque dos Dinossauros, em Sucre - Bolívia

Próximo ao gigantesco Titanossauro, no Parque dos Dinossauros, em Sucre - Bolívia


As pegadas ocorreram quando a Bolívia ainda era uma imensa planície, antes do Altântico banhar a Bolívia, antes mesmo da ascensão dos Andes e altiplanos bolivianos. Por isso elas estão hoje em um imenso paredão inclinado.

Pegadas de dinossauros em Sucre - Bolívia

Pegadas de dinossauros em Sucre - Bolívia


O que eu achei mais maravilhoso dessa história toda foi que a companhia que explora esta montanha, não apenas fez a descoberta, como chamou um grupo de cientistas argentinos e europeus para estudá-las e ainda construiu um parque temático completíssimo para visitação, digno de um país de primeiro mundo.

Mapa da América do Sul quando o Oceano Atlântico entrou terra adentro (no Parque dos Dinossauros, emSucre - Bolívia)

Mapa da América do Sul quando o Oceano Atlântico entrou terra adentro (no Parque dos Dinossauros, emSucre - Bolívia)


O Parque Cretácico reúne diversas réplicas hiper realistas das espécies já encontradas no continente americano, incluindo obviamente as espécies identificadas ali neste sítio palenteológico. Tiranossauro Rex, Saurópodes de 18m de altura e 25 de comprimento, antecessores de pássaros e galináceos, além de diversas outras espécies aquáticas e terrestres. A visita é guiada e ali recebemos informações muito interessantes sobre as espécies e a formação geológica desta região, seja com a guia ou nos painéis explicativos. Ali, vendo e ouvindo todos aqueles dinossauros, viajamos no tempo. Aos curiosos e amantes da história da terra e da natureza, esta visita é imperdível!

Maquetes em tamanho real de dinossauros que caminharam pela região de Sucre - Bolívia

Maquetes em tamanho real de dinossauros que caminharam pela região de Sucre - Bolívia


É impossível não pensar que era exatamente o que imaginávamos que poderia ser encontrado no Parque dos Dinossauros brasileiro, em Sousa, Paraíba. Estivemos lá na expedição, vimos as pegadas de perto, muito mais perto, mas a falta de infra-estrutura, informação e ambientação temática faz com que uma descoberta como essa fiquem esquecidos no meio do sertão nordestino. Falta visão, falta investimento, pois sem dúvida alguma, este poderia ser um empreendimento turístico que movimentaria a economia na região.

Chegando ao altiplano, aos 3.300 metros de altura, próximo à Potosi - Bolívia

Chegando ao altiplano, aos 3.300 metros de altura, próximo à Potosi - Bolívia


Seguimos viagem então, saindo dos 2850m para os 4000m de altitude de Potosí. São aproximadamente 150km entre serras e planícies douradas no altiplano boliviano. Cenários belíssimos!

A bela paisagem na viagem entre Sucre e Potosi, na Bolívia

A bela paisagem na viagem entre Sucre e Potosi, na Bolívia


O GPS mostra nossa altitude ao chegar em Potosi - Bolívia

O GPS mostra nossa altitude ao chegar em Potosi - Bolívia


Chegamos à Potosí no final da tarde, com uma vista especial do principal cartão postal da cidade, o Cerro Rico, iluminado pelo sol poente. A cidade histórica tem ruas estreitas e de difícil locomoção com a Fiona, mas com sorte achamos um hotel com estacionamento e boa internet, bem no centro da cidade. Começando a nos acostumar com a altitude, a noite fomos brindar com uma Paceña Huari aos 4000m no Pub 4060, que faz referência à altitude da cidade. Amanhã vamos descobrir in loco o local que fez a história deste lugar: as minas de prata do Cerro Rico!

A cidade de Potosi com o Cerro Rico ao fundo (Bolívia)

A cidade de Potosi com o Cerro Rico ao fundo (Bolívia)

Bolívia, Sucre, Potosí,

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BR-319, a pior BR do Brasil

Brasil, Amazonas, Manaus, Igapó-Açu, Rondônia, Porto Velho

A caminho de Porto Velho, no início da BR-319, ainda bem perto de Manaus, mas já do outro lado do rio Amazonas

A caminho de Porto Velho, no início da BR-319, ainda bem perto de Manaus, mas já do outro lado do rio Amazonas


Em uma região onde as estradas são os rios, o principal meio de transporte, os barcos e o tempo é ditado pela natureza tranquila das águas, o homem tenta desbravar e abrir caminhos para o desenvolvimento e a ocupação de terras tão distantes.

Barcos trazem turistas para observar o mais famoso 'encontro das águas', na confluência dos rios Negro e Solimões, bem próximo à Manaus, no Amazonas

Barcos trazem turistas para observar o mais famoso "encontro das águas", na confluência dos rios Negro e Solimões, bem próximo à Manaus, no Amazonas


O Rio Madeira conecta as duas principais cidades da região norte do Brasil, Manaus e Porto Velho. Capitais que dependem dos transportes fluviais para recebimento e escoamento de mercadorias. Os barcos da região são todos de famílias influentes envolvidas na politica, levar e trazer pessoas e produtos pelo Rio Madeira não apenas é demorado, como caro. Na estação chuvosa o rio sobe incrivelmente isolando vilas e cidades, inundando florestas e trazendo em seu curso toneladas de troncos e madeiras, daí vem o seu nome e o motivo pelo qual o barco deixa de ser uma opção de transporte nessa época.

fazendo jus ao nome, muitas toras de madeira no Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas

fazendo jus ao nome, muitas toras de madeira no Rio Madeira, em Humaitá, no Amazonas


Neste mesmo período não apenas o transporte fluvial cessa, mas também uma das únicas vias de acesso terrestre entre estas duas cidades: a BR-319. Construída em 1973 a BR-319 é a pior estrada federal brasileira. Seus 857 km conectam as duas capitais em trechos de asfalto, pedras, terra e asfaltos corroídos pelas chuvas e cheias dos rios. Para vocês terem uma ideia, a Transamazônica é uma autopista americana se comparada a ela.


A BR-319, pouco mais de 800 km ligando Manaus (A) à Porto Velho (C), cruzando a floresta amazônica e centenas de seus rios. Hoje, conseguimos andar cerca de 250 km, até o Igapó-Açu (B)

Durante os primeiros anos a estrada funcionou perfeitamente e foi promessa de que o desenvolvimentismo tão sonhado pelos militares finalmente chegaria à região. Dona Mocinha e seu Raimundo se mudaram para um sítio na beira da estrada naquela época. Construíram uma casinha, uma pequena pousada bem rústica e um restaurante contando com o movimento da estrada. No seu auge ônibus da Viação Andorinha levavam e traziam passageiros entre Manaus e Porto Velho, viagens que durariam em torno de 12 horas.

São milhões de borboletas amarelas ao longo da BR-319, que liga Manaus à Porto Velho

São milhões de borboletas amarelas ao longo da BR-319, que liga Manaus à Porto Velho


Anos mais tarde a estrada foi completamente abandonada e se tornou intransitável, a última viagem da Viação Andorinha durou 13 dias! O casal empreendedor sobreviveu praticamente isolado na Floresta Amazônica e hoje, com seus olhares cansados, pele e mãos castigados de quem trabalhou de sol a sol com a esperança que um dia a promessa fosse cumprida.

Aos poucos, a BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho, vai ficando mais e mais estreita

Aos poucos, a BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho, vai ficando mais e mais estreita


Até que no início da década de 90 a necessidade pela implementação de cabos de fibra óptica entre as capitais fez com que a Embratel retomasse a utilização dessa estrada. Foram instaladas antenas a cada 30 quilômetros ao longo da rodovia e a equipe de manutenção hoje não cuida apenas da tecnologia das antenas, mas da reparação das pontes para que possa chegar até elas.

A cada trinta e poucos quilômetros, uma torre da Embratel dá o sinal de civilização na BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho

A cada trinta e poucos quilômetros, uma torre da Embratel dá o sinal de civilização na BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho


A estrada corre paralela ao Rio Madeira e seus afluentes cortam a estrada somando mais de 100 pontes ao longo de toda a rodovia. A cada temporada de chuvas dezenas destas pontes são levadas e até que a equipe da Embratel venha repará-las, Dona Mocinha e seu Raimundo estarão isolados a 250 km de Manaus, às margens do Igapó-Açú.

O Seu Raimundo, dono da pousada no Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia

O Seu Raimundo, dono da pousada no Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia


Era chegada a hora de conhecermos a estrada mais temida e desejada por aventureiros, motociclistas e jipeiros de vários cantos do mundo. Eles sonham com esse momento de se embrenharem na Floresta Amazônica pela estrada conhecida como a pior estrada do Brasil.

Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia

Logo depois da cidade de Realidade, a Fiona enfrenta os piores trechos da BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho, em Rondônia


Nos informamos pela internet e entramos em contato com o pessoal do Amazonas Jeep Clube. Precisávamos ter uma noção mais exata de onde estávamos nos enfiando. A maioria das expedições faz essa travessia em comboios que levam de 3 a 5 dias. Nós iríamos sozinhos e com grandes chances de não encontrarmos ninguém no caminho. Pegamos algumas coordenadas, pontos de referência, dicas práticas, onde dormir e como escapar das roubadas para não ficarmos presos no caminho. O grupo estaria alerta à nossa travessia e caso não déssemos noticias do outro lado em 4 ou 5 dias, eles acionariam o Jeep Clube de Porto Velho e dariam início à busca pelas duas pontas.

Cruzando com o jipe que faz a manutenção das torres da embratel na BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho

Cruzando com o jipe que faz a manutenção das torres da embratel na BR-319, a rodovia que liga Manaus à Porto Velho


Nós nos planejamos para 3 dias de viagem e levamos comida, água e combustível para 5 dias. Afinal, planejamento e precaução nunca são demais e assim começa a aventura!

Clique nos links abaixo e veja como foi cada um dos dias dessa Travessia da BR-319.

1º Dia - Manaus a Igapó-Açú - 250 km
2º Dia – Igapó-Açú ao KM 500 – 250 km
3º Dia – KM 500 a Humaitá – 100km e 200km de aslfato a Porto Velho

Brasil, Amazonas, Manaus, Igapó-Açu, Rondônia, Porto Velho, A pior estrada do Brasil, BR 319, Careiro, Estrada, off road, Road Trip

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A Pirâmide de Tepoztlán

México, Tepoztlán

No alto da pirâmide de Tepoztlán, no México

No alto da pirâmide de Tepoztlán, no México


Tepoztlán é o sétimo pueblo mágico em nossa viagem pelo México, mais um dos encantadores povoados cheios de personalidade, vida e alguma história para contar. Quanto mais próximos da Cidade do México, mais sentimos que os pueblos, mesmo os mágicos, ganham ares mais urbanos e menos pueblanos. O pequeno Pueblo Mágico chegou a perder o seu título em 2009, mas reconquistou-o em 2010 após corrigir problemas e garantir que, mesmo mais modernizada, mantém seu estilo de vida tradicional e os atrativos da região bem preservados.

Indicação para a trilha até a pirâmide de Tepoztlán, no México

Indicação para a trilha até a pirâmide de Tepoztlán, no México


Localizada no estado de Morelos, Tepoztlán está 80 km ao sul da capital mexicana e a apenas 20km da cidade de Cuernavaca, uma dos esconderijos preferidos dos chilangos (capitalinos mexicanos) no final de semana.

Guaximins habitam o alto da montanha onde está a pirâmide de Tepoztlán, no México

Guaximins habitam o alto da montanha onde está a pirâmide de Tepoztlán, no México


A grande relíquia de Tepoztlán não está em sua arquitetura colonial, mas sim em um sítio arqueológico muito especial, mesmo que pequeno e escondido no meio das montanhas de Tepozteco: a Pirâmide de Tepoztlán. As ruínas eram o nosso objetivo dentro dos treinamentos de aclimatação para as altas montanhas que estavam por vir.

Montanhas na região de Tepoztlán, no México

Montanhas na região de Tepoztlán, no México


Mesmo sendo uma pirâmide pequena, se comparada a outros sítios arqueológicos mexicanos, sua importância está apoiada na crença que ali teria nascido o principal Deus da cultura asteca, Quetzalcoátl, a serpente emplumada.

Chegando à pirâmide de Tepoztlán, no México

Chegando à pirâmide de Tepoztlán, no México


A trilha que nos leva ao topo das montanhas tepoztecas é íngreme e demanda certa persistência, mas praticamente todo o caminho possui escadas e é bem demarcado. No final, próximo a uma grande rocha foram instaladas até escadas de ferro para garantir o acesso de todos, turistas, peregrinos e curiosos, até o local onde está a pirâmide.

Pequeno altar em rua de Tepoztlán, na região central do México

Pequeno altar em rua de Tepoztlán, na região central do México


Trilha para a pirâmide de Tepoztlán, na região central do México

Trilha para a pirâmide de Tepoztlán, na região central do México


Felizmente a seleção natural aqui não poderia ser mais perfeita, famílias locais, acostumadas com a altitude e maiores caminhadas são as que mais se dispõem a subir a montanha, assim como os turistas mais atléticos e aventureiros. A pequena dificuldade de chegar até o topo, em pouco mais de uma hora de caminhada, já seleciona bem o público que vai até lá em cima.

No alto da montanha, a pirâmide de Tepoztlán, no México

No alto da montanha, a pirâmide de Tepoztlán, no México


Nós, sem muito esforço, chegamos em 45 minutos. Nós, vírgula! Eu! Pois meu maridão poderia ter feito em 20 ou 30, correndo, sem sentir nada. De qualquer forma, chegamos todos inteiros e felizes, aproveitamos a pequena e linda pirâmide onde um rei chegou a ser Deus e ditou suas próprias regras, antes de ser dominado pelos Aztecas. Fato é que estas ruínas sempre foram muito respeitadas pelas comunidades vizinhas, já que é a terra de Quetzalcoátl.

Quadro informativo sobre o povo que construiu a pirâmide de Tepoztlán, no México

Quadro informativo sobre o povo que construiu a pirâmide de Tepoztlán, no México


Retornamos ao nosso hotel para encontrar a Fiona, que acabara de receber um merecido banho. Ontem à noite chegamos à cidade e buscando por um hostal acabamos conhecendo o dono de um hotel, que nos ofereceu um desconto para ficarmos lá, ainda mais próximos das ruínas. A princípio o hotel parecia meio “fora de mão”, mas ele era realmente o mais próximo da trilha e ainda guardava uma das pessoas mais especiais que conheci aqui no México. Pedrin é o gerente do hotel, foi ele que nos ofereceu lavar a Fiona enquanto caminhávamos montanha acima. Um homem sensível e de bom papo, mas que escondia em seu jeito simples um conhecimento espetacular sobre natureza do espírito e da alta humana.

Rua de Tepoztlán, na região central do México

Rua de Tepoztlán, na região central do México


De volta à pousada sentamos no gramado e começamos a jogar conversa fora com Pedrin, que logo nos surpreendeu com sua astuta postura política e conhecimento histórico. É raro encontrarmos alguém com tanta cultura e clareza de ideias como Pedrin. Falamos sobre as mudanças culturais que se passaram em Tepoztlán nos últimos anos e ele, nos contado os fatos, logo fez referência à colonização e à relação criada entre os colonizadores e indígenas, suas ansiedades, problemas e posições. Foi ele que nos contou que Tepoztlán só não perdeu o posto de pueblo mágico, pois seus moradores não deixam que grandes redes de varejo entrem aqui e façam se esvair as chances dos comércios locais vingarem.

Muito comércio na área onde se inicia a trilha para a pirâmide de Tepoztlán, na região central do México

Muito comércio na área onde se inicia a trilha para a pirâmide de Tepoztlán, na região central do México


A conversa foi se aprofundando e logo estávamos falando sobre um assunto que nem ao Rodrigo muito interessa, já que para ele apenas o mundo material já é demasiado complexo... O mundo espiritual para nós, espíritas, é algo simples se ser sentido, percebido, algo quase matemático, como 2 + 2 = 4. Não é por que não conseguirmos vê-lo ou tocá-lo que ele não está lá. A mesma certeza possuem os povos indígenas mexicanos, mais ainda seus xamãs, ou pajés, pessoas com uma sensibilidade ainda maior para a energia cósmica que está ao nosso redor.

Do alto da montanha, vista para a cidade de Tepoztlán, no México

Do alto da montanha, vista para a cidade de Tepoztlán, no México


Conversando sobre situações comuns, como a dor de cabeça que Rodrigo vem sentindo, Pedrin me contou sobre o seu irmão, médico, neto de curandeiros, que possui uma grande facilidade de perceber a doença em seus pacientes. Assim como Pedrin, que além de ter o dom de curar com as mãos, também tem um controle do seu corpo e da sua mente impressionantes! Quando foi extrair um dente, depois de três anestesias sem efeito, conseguiu apenas desligar o cérebro do seu sistema nervoso e simplesmente não sentiu dor alguma ao extrair um dente do siso, apenas com uma profunda meditação.

Momento de descanso sobre a pirâmide de Tepoztlán, no México

Momento de descanso sobre a pirâmide de Tepoztlán, no México


Bom, nem preciso dizer que em poucos minutos nossas auras de conectaram e de certa forma parecia que já nos conhecíamos há milhares de anos. Ele me contava sobre suas leituras sobre o budismo, espiritualismo, um cientista russo que estudou a relação do corpo e do espírito em momentos de transição, deixando um lençol extra fino em pacientes que estavam perto da morte e percebendo que a fina seda flutuava assim que o paciente se desligava do corpo.

Momento de descanso sobre a pirâmide de Tepoztlán, no México

Momento de descanso sobre a pirâmide de Tepoztlán, no México


Ele me contou que aqui perto existem algumas montanhas especiais, lugares utilizados por seus ancestrais para energização, montanhas que não são muito conhecidas para turistas, mas que são utilizadas por ele e outros curadores para equilibrar suas energias. Eu adoraria ir até lá para conhecer.

Rua de Tepoztlán, na região central do México, com a montanha da pirâmide ao fundo.

Rua de Tepoztlán, na região central do México, com a montanha da pirâmide ao fundo.


Quanto a mim, ele voltou a um assunto que eu já havia ouvido de várias outras fontes. Uma energia de cura que me acompanha e que está em mim ou que posso canalizar. Ele comentou não apenas o que eu já sei, mas exemplificou os meus medos e inseguranças como se lesse a minha mente, o meu coração. Ele me encorajou a praticar e estudar e sei que se necessário, seria meu guia para desenvolver este dom.

Visita à pirâmide de Tepoztlán, no México

Visita à pirâmide de Tepoztlán, no México


Uma longa conversa que me deixou pensativa por alguns dias, afinal por que estamos aqui no mundo? O que podemos fazer de melhor à humanidade? Não existe uma resposta pronta, cada um deve encontrar a sua, e quem sabe o nosso caminho não esteja por aí?

Comérciode artesanato em Tepoztlán, na região central do México

Comérciode artesanato em Tepoztlán, na região central do México

México, Tepoztlán, Morelos, pirâmide, Pueblo Mágico, Tepozteco

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Praia do Canto, Vitória!

Brasil, Espírito Santo, Vitória

Praia de Camburi, em Vitória - ES, com o porto de Tubarão ao fundo

Praia de Camburi, em Vitória - ES, com o porto de Tubarão ao fundo


O sol nasceu em Domingos Martins, finalmente conseguimos ver um pouco melhor a arquitetura alemã da cidade.

Igreja luterana de Domingos Martins - ES

Igreja luterana de Domingos Martins - ES


Nos preparamos e seguimos para Vitória, cidade em que já estive três vezes, uma com 11 anos, junto com os meus pais. Naquela situação ficamos hospedados em Vila Velha e lembro que nossos anfitriões já diziam que a cidade, além de ter um alto índice de violência, não tinha praias próprias para banho. Quando retornei à Vitória foi para um encontro estudantil, foram 23 horas de ônibus com a galera da faculdade para o COBRECON, Congresso Brasileiro de Comunicação. Eu, Nelly e vários amigos ficamos hospedados na Universidade Federal e tivemos uma programação intensa de festas, shows e praias, congresso que era bom nada! Nesta mesma época retornei à Vitória para um casamento e novamente a impressão que ficou foi de uma cidade sem muito atrativos.

Atravessando uma das pontes de Vitória - ES

Atravessando uma das pontes de Vitória - ES


Quando começamos a cruzar a cidade, ladeando o porto de Vitória já tentei começar a reconhecê-la, porém a única imagem que eu havia gravado era do morro onde fica o Santuário Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, que possui uma linda vista da cidade de Vitória. Guardamos este passeio para fazer com o Léo e a Karen que chegariam na sexta-feira. Resolvemos nos hospedar no Ibis da Praia do Canto, que pelo que entendemos é meio que o Batel em Curitiba ou o Itaim em SP. Este bairro é quase um shopping aberto onde se encontram as melhores lojas de marca e diversos restaurantes e barzinhos formam o Triângulo das Bermudas, nome que remete ao local onde as pessoas “se perdem” entre as baladas e bebedeiras.

Luzes do fim de tarde em Vitória - ES

Luzes do fim de tarde em Vitória - ES


Depois de um passeio pela Praia de Camburi, praia que já está sendo despoluída, possui alguns pontos para banho e sua orla está passando por um processo de revitalização. No caminho sem querer tropeçamos na Aquasub onde tínhamos que buscar nossos computadores de mergulho, que estavam trocando a bateria. Outra coisa que eu finalmente consegui foi marcar uma depil básica, êita coisinha difícil de fazer na estrada. Ainda estou tentando eleger o que é pior, comer de forma saudável ou encontrar uma boa depilação, mas acho que a primeira, mais freqüente, ainda ganha. A noite encontramos a Ana Werner, amiga de Curitiba que está morando em Vitória há 4 meses. Foi uma delícia encontrá-la, falamos pelos cotovelos e nos divertimos lá no Quintalzinho, bar no Triângulo das Bermudas. Já estamos entrando no ritmo do feriado, vamos ver se o sol irá nos acompanhar!

O céu do fim de tarde em Vitória - ES

O céu do fim de tarde em Vitória - ES

Brasil, Espírito Santo, Vitória, Praia, Praia do Canto

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Baños e Salmonelas

Equador, Baños

Duas das muitas cachoeiras da Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador

Duas das muitas cachoeiras da Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador


Baños é uma cidade totalmente voltado para o turismo, tanto interno quanto para estrangeiros. Na rota de passagem para o Oriente, é uma ótima parada para os aventureiros que pretendem desbravar a selva amazônica equatoriana. Localizada aos pés do Tungurahua, vulcão hiper ativo que volta e meia dá o ar da graça com pequenas erupções, como no ano passado, ou com grandes erupções como a que ocorreu em 2006. Os povoados próximos do vulcão e até a cidade de Baños já foram evacuadas um par de vezes nos últimos 10 anos e hoje quem passou por isso afirma dormir sempre com um olho aberto.

O vulcão ativo Tungurahua, ao lado de Baños, no Equador

O vulcão ativo Tungurahua, ao lado de Baños, no Equador


Baños é famosa por suas águas termais de origem vulcânica, águas com propriedades curativas indicadas para reumatismo, problemas digestivos, gástricos, para a pele e os cabelos. Entretanto este verde vale ainda oferece diversos atrativos turísticos ligados ao ecoturismo, como o rafting, rapel, tirolezas, pedal, canyoning e ainda alguns esportes mais radicais com passeios em bugs turbinados, MotoCross, etc. Mochileiros de todos os cantos do mundo se encontram aqui para curtir a natureza e a atmosfera festiva da pequena cidade.

O canyon verde que liga Baños à Puyo, no Equador

O canyon verde que liga Baños à Puyo, no Equador


Para nós, o dia amanheceu chuvoso e com uma nova preocupação. Durante a noite Laura teve uma forte crise com os sintomas de salmonela. Noite de cão para Laura, nada parava em seu estômago, nem água... assim sendo, chamamos um médico que veio atendê-la na pousada, com soro na veia e medicação para dor. Antibióticos só pela manhã depois de confirmar o bicho no exame de sangue. 6am, ainda mal, ela não agüentou e foi direto para a clínica. O exame de sangue comprovou, Laura tem 5 tipos diferentes de salmonela no sangue com uma contagem altíssima! Coitada... mal chegou ao Equador de férias e já está no soro, completamente entregue. O médico, Dr. Gerardo Zumbana, é super viajado, já trabalhou em organizações como o Médico Sem Fronteiras na África, onde descobriu que nem todos são tão idealistas como ele. Casado com Dra. Irina Podaniova, russa. Ele fala pelo menos 5 idiomas e foi a nossa salvação aqui em Baños! Quem diria que encontraríamos uma clínica que mais parece um hotel, com a qualidade de atendimento impecável como esta? Bem, dos males o menor, a Lau já está medicada e agora é questão de tempo para matar as bactérias e poder continuar viagem.

A Laura se recupera  em seu quarto, em clínica de Baños, no Equador

A Laura se recupera em seu quarto, em clínica de Baños, no Equador


Enquanto isso, raptamos um pouquinho o Rafael que não saiu do lado dela um minuto, para conhecer um pouquinho os arredores. Com o tempo chuvoso, optamos por um passeio de carro pela Rota das Cachoeiras. São mais de 8 quedas d´água ao longo da rodovia, diversas tirolezas que cruzam o cânion, com mais de 80m de altura!

Bondinho leva turistas para perto de cachoeiras na Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador

Bondinho leva turistas para perto de cachoeiras na Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador


O retorno é feito em pequenos bondinhos, que mesmo em dia de chuva ficam lotados. À 18km de Baños na estrada para Puyos fica o Pailón del Diablo. Uma trilha de 20 minutos nos leva ao mirante desta cascata espetacular. A força da água cavou uma imensa garganta na rocha, um pequeno santuário onde a natureza mostra a sua força e beleza.

Visitando o famoso Pailón del Diablo, perto de Baños, no Equador

Visitando o famoso Pailón del Diablo, perto de Baños, no Equador


Retornamos à cidade com esperanças de ver a Laura melhor, seu quadro está melhorando mas ainda não recebeu alta. Segundo o Dr. Zumbana ela ainda precisará ficar mais um dia internada. O Rafa se mudou para a clínica, que by the way, tem uma cama bem mais confortável que a da nossa pousada! Rs! Jantarzinho no restaurante suíço, matando a vontade de raclete e o risco de adquirirmos mais salmonelas.

Atravessando ponte no Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador

Atravessando ponte no Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador

Equador, Baños, aventura, Cachoeiras, Ecoturismo, Ecuador

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Cartagena de Índias

Colômbia, Cartagena

Centro histórico de Cartagena, na Colômbia

Centro histórico de Cartagena, na Colômbia


Uma cidade festiva, o coração e a cara de toda costa caribenha colombiana, não é a toa que Cartagena é o destino preferido de muitos super stars e até mesmo de pobres turistas como nós. Cercada por ilhas paradisíacas, com praias de areias brancas e águas esmeralda, muralhas, lendas, arte contemporânea, popular e tudo isso temperado com muita salsa!

Uma das muitas ruas charmosas do centro de Cartagena, na Colômbia

Uma das muitas ruas charmosas do centro de Cartagena, na Colômbia


Cartagena está presente na história latino-americana como o principal porto espanhol no mar do Caribe e um dos capítulos mais importantes foi o combate às armadas inglesas em meados do século XVIII. A maior frota inglesa que já foi vista em mares caribenhos na história foi derrotada pelo cansaço.

Corredores do Castillo San Felipe, em Cartagena, na Colômbia

Corredores do Castillo San Felipe, em Cartagena, na Colômbia


As tropas espanholas tinham menor número, porém a posição estratégica da cidade e do forte Castillo San Felipe, protegeram a baía de Cartagena por semanas. A falta de comida, as doenças e o cansaço acabaram vencendo as tropas inglesas, que foram obrigadas a retirar-se. Há quem diga que a América do Sul falaria inglês hoje, não fossem as muralhas e fortalezas de Cartagena.

O alto do Castillo San Felipe, em Cartagena, na Colômbia

O alto do Castillo San Felipe, em Cartagena, na Colômbia


Um passeio pela cidade “amurallada” nos leva a Plaza San Domingos, onde estão bons restaurantes e um ambiente gostoso para uma cervejinha enquanto observamos a vida passar.

Passaendo no centro histórico de Cartagena, na Colômbia

Passaendo no centro histórico de Cartagena, na Colômbia


Carruagens, bicicletas, turistas, vendedores ambulantes e garçonetes disputando clientes, em frente a uma das esculturas de Bottero. Uma de suas gordinhas simpáticas que encontramos em algumas cidades colombianas.

Botero, na Plaza San Domingo, na cidade murada de  Cartagena, na Colômbia

Botero, na Plaza San Domingo, na cidade murada de Cartagena, na Colômbia


Duas quadras adiante estão as muralhas, em frente ao mar. Sobre elas estrategicamente posicionado, não mais estão as tropas espanholas, mas sim o Café del Mar. Um dos preferidos happy hours da cidade, tem uma linda vista para o mar e o skyline de Boca Grande, a Miami cartagenera. Do lado de fora do bar, ainda nas muralhas, está o happy hour dos locais ou daqueles não querem gastar 9 mil pesos em uma cerveja ou 20 mil pesos em um drink (1.000 pesos colombianos = 1 real). Eles terão a mesma vista, um lindo pôr-do-sol e um ambulante vendendo uma Club Colombia gelada por justos 3 mil pesos.

O famoso Café del Mar, em Cartagena, na Colômbia

O famoso Café del Mar, em Cartagena, na Colômbia


Foi um destes ambulantes que nos contou uma das lendas mais importantes para o orgulho indígena cartagenero. A lenda da índia Catalina, uma menina esperta escolhida a dedo pelos espanhóis que a levaram aos 12 anos de idade para a Europa para aprender espanhol e servir de tradutora nas negociações entre os dois povos.

A enorme bandeira de Cartagena no topo do Castillo San Felipe, em Cartagena, na Colômbia

A enorme bandeira de Cartagena no topo do Castillo San Felipe, em Cartagena, na Colômbia


Anos depois voltaram com Catalina a Cartagena e não demorou a que ela percebesse as más intenções que tinham os espanhóis. Indignada, tentou resolver o impasse com diplomacia, porém vendo que seria impossível, organizou um grupo de rebeldes. Catalina e seu povo foram para a mata e resistiram bravamente aos absurdos impostos pelos colonizadores. Estes a buscaram por anos e anos, porém algum dos seus a delatou. Durante as noites ela fugia do estresse da vida de guerra e perseguição, para alimentar os golfinhos em uma das baías próximas a Cartagena, onde os espanhóis a encontraram. Mesmo os pedidos abrasados de seu amante, um capitão espanhol, não foram suficientes, ela foi alvejada em praça pública aos 28 anos.

Um das centenas de canhões nas muralhas de Cartagena, na Colômbia

Um das centenas de canhões nas muralhas de Cartagena, na Colômbia


Depois do happy hour, uma passadinha no bar Esquina San Diegana, próximo a Plaza San Diego ou rumamos à Getsemani. Bairro turístico fora da cidade amurallada, Getsemani é um bairro popular que possui diversos hostels baratos e também a melhor balada da cidade.

Praça iluminada no início da noite, em Cartagena - Colômbia

Praça iluminada no início da noite, em Cartagena - Colômbia


O Café Havana e o Quiebra Canto ficam a apenas duas quadras de distância e possuem a melhor salsa da cidade. Ali, entre os dois na rua transversal ainda há uma terceira opção com uma banda mais eclética, que toca fusion de musica latina, rap e eletrônica.

O famoso Cafe Havana, em Cartagena, na Colômbia

O famoso Cafe Havana, em Cartagena, na Colômbia


Noite de salsa em Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)

Noite de salsa em Cartagena, na Colômbia (foto de Christian Mendoza)


Boca Grande é o bairro moderno, com uma praia feiosa, cassinos e diversos restaurantes. Fica um pouco fora de mão para quem está querendo explorar as belezas da cidade histórica e curtir uma Cartagena mais autêntica. Este acaba sendo mais um bairro moderno, como de qualquer cidade costeira no Brasil. De qualquer forma, procurando bem eles também possuem hotéis, restaurantes e baladas atrativas para todo público.

Praia do bairro de Boca Grande, em Cartagena, na Colômbia

Praia do bairro de Boca Grande, em Cartagena, na Colômbia


Manga é uma vizinhança que deve interessar a poucos, mas não podemos deixar de citar, já que foi um dos mais frequentados pelo casal aqui. Lá é onde estão localizadas a Sociedade Portuária, a Companhia Naves Colômbia, que está fazendo o transporte da Fiona para o Panamá e uma das principais marinas de embarque de passageiros nos veleiros que partem para o Panamá.

Baía de Cartagena, na Colômbia, vista do apartamento do Eligio, no bairro de Manga

Baía de Cartagena, na Colômbia, vista do apartamento do Eligio, no bairro de Manga


Toda a nossa burocracia, idas e vindas do porto, DIAN (aduana colombiana), etc, etc, era ao redor de Manga. Um bairro gostoso, central, tranquilo e bem prático, com restaurantes, supermercados, banco e tudo o que precisa super à mão. Não foi a toa que Eligio escolheu viver ali. A vista de seu apartamento no 20° andar é sensacional! Conhecemos Eligio em uma das noites na Esquina San Diegana.

Com o Eligio e a Melisa depois do almoço com camarão e vinho e vista maravilhosa de Cartagena, na Colômbia

Com o Eligio e a Melisa depois do almoço com camarão e vinho e vista maravilhosa de Cartagena, na Colômbia


Ele assistia o jogo da Venezuela x Colombia pelas eliminatórias da copa, porém torcendo para o time contrário. Venezuelano radicado na Colômbia a 3 anos, ele saiu do seu país por discordâncias políticas e boa proposta de trabalho no crescente mercado colombiano. Sorte, o jogo deu 1 x 1 e nós fomos convidados para um almoço delicioso na sua casa. Tivemos uma tarde super agradável com uma vista sensacional da baía de Cartagena, Boca Grande e do centro histórico.

O incrível pôr-do-sol sobre a baía de Cartagena, na Colômbia, visto do 20o andar, no apartamento do Eligio

O incrível pôr-do-sol sobre a baía de Cartagena, na Colômbia, visto do 20o andar, no apartamento do Eligio


Foram 12 dias que passamos em Cartagena. Fiestas Novembrinas, muitos amigos, muitos estresses. Dias sem luz e ar condicionado, dias no porto e no hotel rezando para que tudo finalmente se resolvesse. Enfim, levamos de Cartagena boas histórias e as melhores memórias. Playa Blanca, Baru e Islas Rosário ficarão para a volta, já que é o nosso caminho para casa depois das Américas acima do equador. Entonces, hasta la vista baby!

Fim de tarde no Cafe del Mar em Cartagena, na Colômbia

Fim de tarde no Cafe del Mar em Cartagena, na Colômbia

Colômbia, Cartagena, Arquitetura, Cartagena de Índias, cidade histórica

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Ponte de Pedra

Brasil, Goiás, Cavalcante

Sobre a bela Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Sobre a bela Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Ponte de Pedra é uma das dezenas de atrações nos arredores do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Porém não é mais uma e sim uma das mais espetaculares. Um arco de pedra imenso aberto pelo lento e paciente trabalho das águas do Rio São Domingos, nos leva a um cânion estreito e maravilhoso, com um salto de aproximados 100m de altura.

Nadando no estreito canyon atrás da Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Nadando no estreito canyon atrás da Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


A estrada que vai de Cavalcante a Colinas do Sul e Niquelândia, dá acesso ao Sítio (ou fazenda) Renascer, onde começa a trilha, cobrando a entrada 5 reais por pessoa. A estrada de terra dentro da propriedade não está nas melhores condições, mas de 4 x 4 e um pouco de paciência conseguimos encurtar uns 5km de caminhada.

Visual da Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Visual da Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Uma vez na trilha, nos divertimos lendo as placas colocadas em cada espécie de árvores, jatobás, candeia e diversas outras, desde a mata mais densa até o cerrado de altitude. Passamos por uma primeira cachoeira, logo no início da trilha, a Cachoeira Renascer. Acredita-se que suas águas possuem propriedades curativas, não custa tentar, né?

Água despenca em garganta na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Água despenca em garganta na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Chegamos a pouco mais de 1.350m no alto do mirante da Ponte de Pedra e nadamos até a beirada da queda, passando pela fenda aberta pela água, saltamos dos 6m de altura no poço que antecede a garganta. Liberdade e comunhão com natureza intensas, deve ser essa a energia que todos falam que encontram aqui na Chapada dos Veadeiros.

Sobre a bela Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Sobre a bela Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Com o Chico, no poço embaixo da Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Com o Chico, no poço embaixo da Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


No retorno para a cidade ainda paramos rapidamente para conhecer a Pousada Cayana, que possui uma imensa piscina natural, chalés de adobe e restaurante que funciona mais na alta temporada. Lugar gostoso para um final de semana tranquilo e romântico, do chalé para a prainha, da prainha ao chalé. Hummm!

Rio na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Rio na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Brasil, Goiás, Cavalcante, cachoeira, Chapada dos Veadeiros, parque nacional, Ponte de Pedra

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Maré de lua nova

Brasil, Bahia, Moreré (Boipeba)

Maré baixa em Moreré, na Ilha de Boipeba - BA

Maré baixa em Moreré, na Ilha de Boipeba - BA


Moreré tem esta vida tranqüila, vivida no ritmo da Bahia, no ritmo das marés. Paraíso para uns inferno para outros. O Tony, dono da nossa pousada, e sua esposa vieram do norte da Inglaterra direto para cá. O choque cultural não é fácil, ainda mais em um lugar com pouca infra-estrutura e leis tão diferentes das que estavam acostumados. A lógica no Brasil não é lógica nem para nós brasileiros, imagine para eles.

Pesca na maré baixa, em Moreré, na Ilha de Boipeba - BA

Pesca na maré baixa, em Moreré, na Ilha de Boipeba - BA


Hoje a maré atingiu um dos níveis mais baixos no mês, maré de lua nova é parecida com a maré de lua cheia, ou muito cheia ou muito vazia. Quando chegamos ontem a maré estava alta, cobrindo o campo de futebol na praia, só víamos a metade da trave para cima d´água. Hoje cedo quando fomos para a praia o cenário estava completamente mudado! 400m de areia surgiram à nossa frente, uma paisagem surreal, com barcos “pendurados” na areia e novas entradas de mar, verde e tranquilo.

Recifes de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA (praia de Bainema ao fundo)

Recifes de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA (praia de Bainema ao fundo)


Agora entendi! Ontem à noite quando fomos lanchar eu vi pessoas andando com lanternas, mas achei que estava louca, deveriam ser barcos. Eram os pescadores de polvo e caranguejo andando à noite neste areião, próximos aos corais.

Pesca de budiões na Ilha de Boipeba - BA

Pesca de budiões na Ilha de Boipeba - BA


Saímos caminhar para conhecer as praias vizinhas, agora para o outro lado, onde só se atravessa com a maré baixa, tanto pelos corais, quanto pelo rio que só conseguimos cruzar quando está baixo.

Cruzando o rio para a praia de Cueira, na Ilha de Boipeba - BA

Cruzando o rio para a praia de Cueira, na Ilha de Boipeba - BA


Nesta praia também consegui entender onde ficavam as piscinas naturais que havia visto no mapa da ilha. Piscinas naturais no fundo do mar? Será que seriam corais tão altos, lá, tão longe?

Barcos visitam as pscinas de maré baixa na praia de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA

Barcos visitam as pscinas de maré baixa na praia de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA


Não, não é o mar que é fundo e nem os corais tão altos, a praia é que é rasa e a maré baixa demais! Esta é a maré de lua nova em Moreré, impressionante como a natureza está sempre mudando, sempre se adaptando e sempre nos surpreendendo!

Maré baixa, próximo aos recifes de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA

Maré baixa, próximo aos recifes de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA

Brasil, Bahia, Moreré (Boipeba), Boipeba, ilha, Moreré, Praia, Valença

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