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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Guatemala Há 2 anos: Guatemala

A Heróica Puebla de Zaragoza

México, Puebla

Centro da cúpula  da Capilla del Rosário. Puebla, México

Centro da cúpula da Capilla del Rosário. Puebla, México


Puebla, depois da Cidade do México, Guadalajara e Monterrey, é a quarta maior cidade do país, com aproximadamente 2,1 milhões de habitantes somando a sua área metropolitana. Puebla de Los Angeles foi fundada em 1531 para sobrepor a vizinha Cholula, um grande centro administrativo e cerimonial dos nativos americanos ainda ativo na época em que os espanhóis chegaram à região.

Ruas de Puebla, no México

Ruas de Puebla, no México


Puebla deixou de ser “La Angelópolis” e ganhou seu novo nome e sobrenome em 1862, quando um grupo de 2 mil soltados liderados pelo General Ignacio Zaragoza lutaram heroicamente contra 6 mil soldados franceses, meio debilitados por um surto de diarreia, adiando em pelo menos um ano a ocupação francesa da cidade.

Iglesia de la Compañía em Puebla, no México

Iglesia de la Compañía em Puebla, no México


Eu diria, porém, que o heroísmo de Puebla está mais presente nas suas ruas, cultura e tradição que em sua história. Uma cidade que mantém um centro histórico preservado com mais de 70 igrejas, uma arquitetura colonial reconhecida por seus coloridos azulejos e uma gastronomia que se tornou sinônimo de excelência em todo o país. O mole pueblano é sua marca registrada, encontrado nos melhores restaurantes de comida tradicional mexicana. Sua receita é quase impossível de ser reproduzida por nós, meros mortais, com mais de 20 ingredientes que vão de chocolate à pimenta e outros diversos condimentos bem mexicanos.

Iglesia de la Compañía em Puebla, no México

Iglesia de la Compañía em Puebla, no México


Nossa passagem por Puebla infelizmente foi mais rápida do que gostaríamos, mas com um roteiro espremido tratamos de sentir a cidade mais do que ticar pontos no nosso mapa turístico. Um passeio pelo Zócalo e a Casa de Cultura, seguidos por uma visita a uma das principais igrejas da cidade, o Templo de Santo Domingo.

Zócalo, praça principal na cidade de Puebla, no México

Zócalo, praça principal na cidade de Puebla, no México


A igreja dominicana já impressiona por seu tamanho e imponente altar, mas a grande atração é mesmo a Capilla del Rosario, à esquerda do altar principal, completamente adornada em ouro. A capela foi construída entre 1550 e 1690 em devoção à Virgen del Rosario e é considerada por muitos a oitava maravilha do mundo.

Templo de Santo Domingo. Puebla, no México

Templo de Santo Domingo. Puebla, no México


Capilla del Rosário coberta em ouro. Puebla, México

Capilla del Rosário coberta em ouro. Puebla, México


Altar em ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México

Altar em ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México


O estilo barroco traz referências dos navegantes do além-mar, como as sereias quase impossíveis de serem encontradas em meio às milhares de figuras. A cultura indígena também está presente não apenas nos traços mas também nas técnicas empregadas pelos artistas locais. O estuco (argamassa de cal fino), para os adornos em alto relevo e o sangue bovino para impermeabilizar e proteger as camadas folheadas à ouro da oxidação.

Teto adornado em ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México

Teto adornado em ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México


Detalhes em ouro da decoração barroca na Capilla del Rosário. Puebla, México

Detalhes em ouro da decoração barroca na Capilla del Rosário. Puebla, México


Foram usados dois tipos diferente de ouro, 18 e 21 quilates, doados por um rico minerador devoto da Virgen del Rosário. Nota-se que os adornos de 18 quilates já estão um pouco mais escuros que os de 21, pelo tipo de liga utilizado, mas não menos brilhante e dourado. Hoje, 323 anos depois, podemos confirmar a efetividade da técnica, já que a capela nunca precisou ser restaurada.

Detalhes barrocos em estudo e ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México

Detalhes barrocos em estudo e ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México


Detalhes barrocos em estudo e ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México

Detalhes barrocos em estudo e ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México


Como não poderia deixar de ser, nosso próximo passo foram as experiências gastronômicas pueblanas. Chile relleno, mole e várias botanas (aperitivos) em um dos restaurantes ao redor do Zócalo, vendo a vida passar embaladas por uma boa chelada!

Templo de Santo Domingo em Puebla, México

Templo de Santo Domingo em Puebla, México


O final da tarde foi um tanto quanto ansioso, pois depois de dois dias separada do marido a saudade apertava e eu já estava inquieta para saber do paradeiro do meu herói das montanhas. Hoje, enquanto eu e a Val acordamos no DF e viajamos à Puebla, meu amado marido e nosso amigo Gera chegavam ao topo do vulcão conhecido como Pico de Orizaba!

A maior montanha do país, o majestoso Pico Orizaba, no México (foto de Geraldo Ozorio)

A maior montanha do país, o majestoso Pico Orizaba, no México (foto de Geraldo Ozorio)


Eles começaram a caminhada ainda na madrugada e sob temperaturas negativas encararam a imensa rampa de gelo, com seus crampons e piolets até o cume da maior montanha do país!

Subindo a longa geleira do Pico Orizaba, no México (foto de Geraldo Ozorio)

Subindo a longa geleira do Pico Orizaba, no México (foto de Geraldo Ozorio)


Cruz mara o alto do Pico Orizaba, a montanha mais alta do México (foto de Geraldo Ozorio)

Cruz mara o alto do Pico Orizaba, a montanha mais alta do México (foto de Geraldo Ozorio)


Uma homenagem à distância à sua mãe que comemora, lá no Brasil, mais um lindo ano de vida! Parabéns aos aventureiros e montanhistas que realizaram mais um sonho e chegaram em casa são e salvos!

Com o Gera e o Piotr no cume do Pico Orizaba, no México

Com o Gera e o Piotr no cume do Pico Orizaba, no México



* Informação útil: a viagem da Cidade do México à Puebla é rápida e indolor. Pegamos o ônibus da companhia Estrella Roja no TAPO - Terminal de Autobuses de Pasajeros Oriental, bem confortável e dura em torno de 2 horas. Em Puebla o ônibus chega em um terminal a uns 20 minutos de táxi do centro da cidade. Nós nos hospedamos no Hotel Colonial, bem no centro da cidade. Top pick indicado pelo Lonely Planet, não era dos mais baratos, mas depois de uma noite na montanha o Rodrigo resolveu se esbaldar em um bom chuveiro e cama quentinhos.

México, Puebla, Capilla del Rosario, Capital, cidade histórica, Templo de Santo Domingo

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Dive and Hike

Trinidad e Tobago, Speyside

Enorme coral-cérebro em Speyside - Tobago

Enorme coral-cérebro em Speyside - Tobago


O bacana do mergulho é que mesmo quando estou acabada e imprestável (geralmente por que não dormi direito), eu estou sempre disposta a levantar e mergulhar! Hoje David havia nos prometido mergulhos com emoção, fomos conferir!

Cardume de peixes azuis durante mergulho em em Speyside - Tobago

Cardume de peixes azuis durante mergulho em em Speyside - Tobago


O primeiro chamado Flying Manta, fica na encosta de Little Tobago, com profundidade entre 18 e 25m e o fundo forrado de corais e esponjas de todas as cores, do rosa pink, ao azul e amarelo. Como quase todos os pontos de mergulho aqui têm muitas correntes, nos lançamos na correnteza e o barco vai nos buscar em outro ponto. Ao final deste mergulho passamos por um imenso corredor de pedra que acelera ainda mais a corrente e novamente aquela sensação deliciosa de estarmos voando, dá um grand finale para o mergulho. Ainda vimos vários peixinhos de coral e uma bela tartaruga.

Peixe durante mergulho em em Speyside - Tobago

Peixe durante mergulho em em Speyside - Tobago


Como é final de semana, hoje tivemos a companhia de alguns Trinidadians no barco, os caras adoram mergulhar e estão sempre por aqui. Conheciam todos os pontos de mergulho e ajudaram a equipe da Extra Divers a escolher o ponto, nos levando ao seu favorito, Bookends. Uma mescla entre cânions, pináculos e paredões, nos proporcionou um mergulho com um cenário espetacular, formações de corais belíssimas e muita vida! O mais bacana foi o cardume de tarpões, imensos, lindos!

Trilha para a cachoeira Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside

Trilha para a cachoeira Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside


Retornamos do mergulho e fomos logo nos preparar para outro passeio. Fomos convidados por Mat e Astrid para nos unirmos a eles em uma excursão para a Argyle Falls, perto de Roxborough, uns 25 minutos de carro de Speyside. Uma cachoeira com 3 andares e 50m de altura, a maior de Tobago e também uma das mais populares. Passamos por uma trilha fácil de uns 20 minutos até a cachoeira em uma mata que um dia foi uma plantação de cacau e hoje está em processo para reconstituir a mata nativa.

Cachoeira Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside

Cachoeira Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside


Árvores frutíferas estavam sempre sinalizadas, papaya, cacau, etc, deixando nossos novos amigos sempre surpresos e animados, pois algumas destas árvores eles nunca haviam visto. Chegando à cachoeira, infelizmente não podíamos esperar algo diferente, trilha fácil + sabadão = cachoeira lotada. Começamos a subir por uma trilha lateral, íngreme, mas valia a pena, quanto mais subíamos menos gente encontrávamos. Paramos em uma segunda cachoeira um pouco menor, porém com um lago bem bacana e o principal estávamos praticamente sozinhos!

Cachoeira que forma um belo poço, logo acima da Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside

Cachoeira que forma um belo poço, logo acima da Argyle, a maior de Tobago, próximo à Speyside


Voltamos pela tortuosa estrada a caminho de Speyside e paramos para um almoço tardio no Kings Bay Café, com uma bela vista para Kings Bay. Um casal, ela inglesa e ele americano, que se mudou para Tobago e abriu este café todo natural, mas que não deixa de lado o delicioso hambúrguer novaiorquino e uma maionese de alho sensacional.

Almoçando com nossos amigos berlinenses em restaurante com uma bela vista! (próximo a Speyside - Tobago)

Almoçando com nossos amigos berlinenses em restaurante com uma bela vista! (próximo a Speyside - Tobago)


Mat e Astrid são super interessantes, os dois trabalham com publicidade em Berlim. Ele é fotógrafo e também produtor na BBDO. Ela trabalha com edição de filmes como freela e em uma produtora. É bacana ouvir dos dois suas lembranças e histórias da queda do muro de Berlim, e de diferentes pontos de vista, ela da Alemanha Oriental e ele da Ocidental. Eles já moraram em Xangai, ela já morou também em Singapura, passaram alguns meses na África do Sul, enfim assunto não faltava. À noite voltamos a nos encontrar no hotel para um social e passamos horas a fio conversando sobre o mundo, a china, as culturas e etc. Bela noite de despedida de Speyside! Amanhã seguimos viagem e vamos explorar a costa norte da ilha, suas baías, vilas e praias.

King's Bay, pequena praia próxima a Speyside - Tobago

King's Bay, pequena praia próxima a Speyside - Tobago

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Mamanguá, o fiorde brasileiro

Brasil, Rio De Janeiro, Parati

Percorrendo o Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ

Percorrendo o Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ


Há muitos anos eu tenho vontade de conhecer os fiordes, uma formação geológica muito comum na Noruega e em parte do Chile. São entradas de mar imensas, de 3, 4 km ou mais, por entre montanhas e paredes rochosas. Até alguns anos atrás eu não sabia que o Brasil possuía um, foi conversando com a minha cunhada que descobrimos e nos apaixonamos. Lembro quando eu e Rodrigo viajamos de avião sobre o litoral em direção à Recife e ficamos brincando de localizar as praias do litoral sudeste. Quando sobrevoamos o Saco do Mamanguá foi fácil reconhecê-lo e lá de cima falamos “nos aguarde”, pois logo chegaremos aí. Chegou a hora, depois de um dia e meio de espera, agora temos as condições favoráveis de vento e o barco disponível.

Dia nublado no Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ

Dia nublado no Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ


Saímos de Paraty-Mirim em direção ao Mamanguá. Reinaldo foi o nosso barqueiro, caiçara de 40 anos nascido em Praia Grande. Sua família vive na região há gerações e ele foi ao Mamanguá pela primeira vez quando tinha apenas 12 anos. Nesta época o fiorde possuía somente alguns moradores caiçaras. Hoje praticamente todo o Mamanguá está tomado por construções. São comunidades caiçaras em contraste com mansões imensas em praias particulares pertencentes a milionários paulistas e cariocas. Eu confesso que fiquei surpresa, pois achava que seria um lugar mais desabitado, uma vez que o acesso se dá somente por barco ou trilhas longas e íngremes.

Percorrendo a região de mangue do Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ

Percorrendo a região de mangue do Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ


Indo mais longe, quando o mar encontra as montanhas ao fundo, chegamos ao Saco do Mamanguá propriamente dito, uma área de reserva ambiental. Nesta área a fiscalização é mais intensa e as únicas construções que encontramos são as casas da aldeia Guarani. A aldeia e uma pequena cachoeira ficam quase no início de um canal formado no manguezal e mais 15 minutos de caminhada mata adentro.

'Mulatas', pequenos carangueijos no Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ

"Mulatas", pequenos carangueijos no Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ


Fomos até lá conhecer a aldeia, mas o Roque, chefe da tribo não estava presente, demos uma olhada distante e conversamos com um deles rapidamente. Até onde chegamos vivem três famílias em casas de pau-a-pique, algumas de tijolo e telha e todos os aparatos da vida moderna. Ali próximo vivem 50 guaranis que continuam utilizando a língua guarani entre eles, embora quase todos falem português. A FUNAI presta assistência para educação, saúde e inclusive financeira para a população indígena, recebem uma espécie de bolsa família que varia conforme a quantidade de filhos. Retornamos pela trilha e chegamos a um delicioso poço com uma pequena cachoeira e uma árvore fazendo um cenário ainda mais bonito.

Cachoeira e poço no Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ

Cachoeira e poço no Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ


Este lugar é realmente maravilhoso, faltou dizer apenas que vimos tudo isso sem um raio de sol, o que apenas abrandou a sua beleza. Só imaginem com sol como seria... Sem dúvida um pedaço de paraíso na terra.

'Arvorismo' na cachoeira do Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ

"Arvorismo" na cachoeira do Saco do Mamanguá, região de Parati - RJ


Voltamos à Paraty-Mirim e conhecemos Jorge, viajante que vive em sua van adaptada e está na estrada há pelo menos 7 anos. Um caiçara-argentino, como ele mesmo se identifica, viajou toda a América do Sul e se apaixonou por Trindade, praia próxima à Paraty. Acabou ficando por ali e hoje está vivendo em Paraty-Mirim, decidindo qual será sua próxima empreitada, Alaska ou uma nova volta à América do Sul? “O problema é que sou apaixonado pelo nosso país. Digo nosso, pois o Brasil é o meu país por opção.” Eu não preciso ir mais longe para dizer que o entendo muito bem.

Com o Jorge e sua 'casa', que viajaram por toda a América do Sul, em Parati Mirim - RJ

Com o Jorge e sua "casa", que viajaram por toda a América do Sul, em Parati Mirim - RJ


À tarde tivemos que tomar a triste decisão de cortar do nosso roteiro o Pouso da Cajaíba. Tentamos por 2 dias encontrar um barco que pudesse nos levar até lá por um preço razoável, mas só encontramos valores acima de 150,00 apenas para ida! Esta é uma das poucas desvantagens que temos numa viagem como esta. Provavelmente em um final de semana encontraríamos pessoas para dividir o barco conosco. Seguimos então para Angra dos Reis, já nos preparando para pegar o tempo ruim que está chegando ao litoral sul carioca, em Ilha Grande.

A nossa usina nuclear, em Angra do Reis - RJ

A nossa usina nuclear, em Angra do Reis - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Parati, Aldeia Indígena, Fiorde, Mamanguá, mar, Paraty, Praia

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Taganga

Colômbia, Taganga

A simpática vila de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

A simpática vila de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia


Taganga, vila de pescadores que se tornou refúgio hippie e nos tempos mais modernos o esconderijo dos turistas mais antenados, mergulhadores alternativos e mochileiros quebrados, num bom sentido, é claro! Rsrs!

Comércio de bolsas em Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

Comércio de bolsas em Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia


A pequena baía de Taganta não possui uma praia espetacular, mas suas águas verdes transparentes dão acesso à outras praias mais tentadoras. As pequenas guesthouses, hostels, restaurantes e bares dão o clima ideal de backpackers paradise no Caribe Colombiano. Daqui é fácil organizar excursões para o Parque Nacional Tayrona, cursos de mergulho por um ótimo preço e passeios de barco pelas praias próximas, com a galera, se você está nos seus dias mais sociáveis, ou mesmo sozinho, se quiser um pouquinho de paz e isolamento.

A praia de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

A praia de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia


De táxi está a menos de 30 minutos do centro de Santa Marta, perto o suficiente para um dia de explorações no centro histórico da irmã mais velha, mas longe o suficiente para se afastar dos perigos, estresses e destemperos da cidade grande.

A pacata vila de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

A pacata vila de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia


Taganga já estava no nosso radar, mas ela veio mesmo para o nosso mapa enquanto cruzávamos Santa Marta e tínhamos aquele misto de preguiça com desespero ao nos depararmos com uma cidade grande após um chá de cadeira do porto de Cartagena. Assim estes viajantes inveterados aqui também resolveram trocar a bela Santa Marta por uma noite tranquila na pacata e alternativa Taganga.

A praia de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

A praia de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia


Nos hospedamos no simpático Pelicano Hostal, jantamos em um restaurante palestino simples e delicioso, aprendendo mais sobre a visão dos que estão do lado de lá da Faixa de Gaza e conseguiram escapar para cá em busca de uma vida mais pacífica, ainda que não deixando de lado a luta pelo seu ideal. Nas paredes do restaurante vemos notícias, bandeiras, fotos e mensagens lutando por paz na Faixa de Gaza e se as paredes não são suficientes, o dono pode te explicar melhor.

A bela e tranquila praia de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

A bela e tranquila praia de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia


A manhã seguinte foi de explorações rápidas na praia e nas calçadas hippies de Taganga enquanto nos preparávamos para a nossa incursão ao Parque Nacional Tayrona, a quase 2 horas dali. Queria ter tempo de ficar e aproveitar, andar de barco e mergulhar, mas foco! Esta tarde estaremos caminhando em um dos parques nacionais mais lindos da Colômbia e logo logo você irá nos encontrar lá. Até breve!

A baía de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

A baía de Taganga, ao lado de Santa Marta, no litoral norte da Colômbia

Colômbia, Taganga, Alternativo, Praia, Tayrona

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25 km de Pura Manhattan!

Estados Unidos, New York, Nova Iorque

Fotografando o pôr-do-dol em Nova Iorque - Estados Unidos

Fotografando o pôr-do-dol em Nova Iorque - Estados Unidos


Falar de Nova Iorque parece fácil, pois a cidade que nunca dorme tem atrações para todos os gostos, bolsos e estilos. Ao mesmo tempo é uma grande responsabilidade. Selecionar atividades para três dias na Big Apple e sair de lá feliz com a programação é uma missão quase impossível. Nós tentamos mesclar programas culturais e ao ar livre, explorando novos espaços, outros bem antigos, mas ainda desconhecidos pelo casal.

Times Square durante a tarde, em Nova Iorque - Estados Unidos

Times Square durante a tarde, em Nova Iorque - Estados Unidos


Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


É importante deixar claro aqui que já estivemos em Nova Iorque em outra ocasião. No começo do inverno, em outubro de 2007, o Rodrigo veio correr a prova da famosa Maratona de Nova Iorque e eu vim como equipe de terra e tiete. O friozinho e os dias na cidade nos deram oportunidade de conhecer algumas atrações obrigatórias como Empire State, Museu de História Natural e o Metropolitan Museum of Art. Assim sendo desta vez tivemos mais tempo para dedicar aos nossos locais preferidos e descobrir as novidades da ilha de Manhattan.

Lago para prática de remo no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Lago para prática de remo no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Lago no Central Park conhecido por seus 'veleiros de brinquedo', em Nova Iorque - Estados Unidos

Lago no Central Park conhecido por seus "veleiros de brinquedo", em Nova Iorque - Estados Unidos


Nova Iorque no verão é uma cidade muito vívida, colorida e movimentada. Pessoas de todos os cantos do mundo vão e vem pelas avenidas. Escutamos árabe, chinês, alemão, norueguês, espanhol, japonês, alguns idiomas irreconhecíveis e muuuuuito português, brasileiro, é claro. A brazucada se destaca facilmente na multidão, com suas sacolas de compras e uma certa euforia típica dos nossos conterrâneos (me incluo nessa). Não é para menos, a alegria de estar conhecendo a capital do mundo é grande e salta aos olhos dos dois curiosos viajantes aqui. Andar pelas ruas nova iorquinas é realmente uma experiência antropológica.

Não é fácil (nem barato!) estacionar em Nova Iorque - Estados Unidos

Não é fácil (nem barato!) estacionar em Nova Iorque - Estados Unidos


Vista da High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Vista da High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Não tem melhor opção para começar a se sentir mais íntimo da cidade que uma longa manhã de explorações no Central Park! Roupa de caminhada, tênis de corrida e sem perder tempo já vamos comendo “on the go” um copão de iogurte natural com granola comprado na esquina. Em uma cidade plana como esta o ideal para os turistas saudáveis e bem dispostos é suar a camisa e sair andando por aí.

Alongamento no Central Park, numa magnífica manhã de verão em Nova Iorque - Estados Unidos

Alongamento no Central Park, numa magnífica manhã de verão em Nova Iorque - Estados Unidos


Passamos pela iluminada Times Square, caminhamos a 7ª e 6ª Avenida e cruzamos todo o Central Park. Gramados lotados de veranistas de biquíni tomando sol, praticando ioga, corrida, bike, mães com seus bebês e cachorros levando seus donos para passear. As quadras de baseball estavam cheias, com seus times de masters aproveitando o verão para colocar os treinos em dia. O coração verde de Manhattan ganha um ar praiano irresistível nestes dias quentes de verão.

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Jogo de beisebol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Jogo de beisebol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Caminhamos forte até o Dakota Building, prédio onde viveu e morreu o Beatle John Lennon. Passamos pelos campos de morango em direção ao Reservoir e com corpo aquecido aceleramos na corrida apreciando o skyline de Manhatan sobre a água que abastece a cidade.

Corrida ao redor do Resevoir, no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Corrida ao redor do Resevoir, no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Chegamos ao Upper East Side na altura da 87 St. com a 5ª Avenida, em frente ao Guggenheim Museum e já decidimos o museu da vez. Descemos pela Museum Mile já nos lamentando por não ter tempo de rever o Metropolitan, que entre outras exposições destacava a Byzantium and Islam - Age of Transition. Se alguém for, por favor nos conte!

O famoso Museu Metropolitan, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

O famoso Museu Metropolitan, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


Levando cães para passear no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Levando cães para passear no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Um detour rápido até a Park Avenue, cruzando a vizinhança bacana dos wealthies new yorkers e retornamos ao Central Park com blackberries e cerejas frescas. Logo chegamos à 5ª Av e ao templo do consumismo moderno, a Apple Store. A experiência de uso é o foco principal neste case de marketing dentro de um cubo de vidro, parada obrigatória para qualquer marqueteiro, comunicador ou aficionado por tecnologia.

A famosa loja da Apple na 5a Avenida, esquina do Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

A famosa loja da Apple na 5a Avenida, esquina do Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Maravilhosa loja de frutas no Upper East Side, em Nova Iorque, Nos Estados Unidos

Maravilhosa loja de frutas no Upper East Side, em Nova Iorque, Nos Estados Unidos


Do moderno a um antigo templo da cidade, a St Patrick´s Cathedral. Imponente e silenciosa, a catedral construída de 1858 tem mais de um milhão de velas acendidas todos os anos! Passamos pelo Rockfeller Center e antes de continuarmos a caminhada fizemos um pit stop rápido no hotel para um banho e o figurino mais casual de fim de tarde.

Interior da Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos

Interior da Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos


Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos

Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos


A Highline é a atração no Meatpacking District. Antes esta zona esquecida da cidade, entre o West Village e o sul de Chelsea era cortada por uma linha de trem desativada, com mato crescido que nada acrescentava à cidade. Em um projeto de revitalização do bairro, conservação de sua história e criação de um cinturão verde ao redor da ilha, nasceu o projeto da Highline.

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Iniciativa de alguns poucos moradores da região que discordavam da demolição dessa estrutura e que se uniram para montar o projeto, angariar fundos e transformaram uma área perdida em mais um lindo parque. A estreita passarela elevada ganhou calçada, um projeto de paisagismo com plantas nativas do estado de Nova Iorque, além de mirantes, exposições de arte e áreas de lounge com cadeiras de praia em frente a uma corrente de água, como uma praia nos jardins suspensos da Babilônia.

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Pessoas relaxam e tomam sol na High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Pessoas relaxam e tomam sol na High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Cruzamos o agito dos bares e restaurantes do Meatpacking District e do Chelsea em direção ao prédio triangular que muitos devem lembrar do seriado Friends, quase em frente ao Madison Square Park e ao nosso destino final, o indicadíssimo Eataly!

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


O Eataly é um mercadão italiano com todos os produtos da mama que você pode imaginar. Desde verduras e legumes frescos, passando por cogumelos, molhos de tomate importados, azeites, balsâmicos, massas artesanais, caseiras, compotas, embutidos e, é claro, muitos queijos e vinhos! No centro deste mercadão de luxo, alguns restaurantes preparam tábuas e oferecem especialidades desde o Vêneto à Costa Amalfitana!

Venda de queijos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Venda de queijos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Queijos, salames e vinhos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Queijos, salames e vinhos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Vnda de cogumelos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Vnda de cogumelos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Delicioso vinho italiano no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Delicioso vinho italiano no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Este roteiro completo possui aproximadamente 25 km, caminhados quase sem sentir dentre os arranha-céus de Manhattan e algumas de suas melhores atrações!


Visualizar Walking tour em NY (rota aproximada - 25 km) em um mapa maior

Aos mais preguiçosos, metrôs e/ou táxis estão sempre disponíveis no caminho, mas garanto, não só pelas calorias perdidas, se o fizer a pé não irá se arrepender!

Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Estados Unidos, New York, Nova Iorque, Central Park, Eataly, Highline, Manhattan, roteiro, walking tour

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Quetzaltenango

Guatemala, Quetzaltenango

A praça central da bela Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala

A praça central da bela Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala


Hoje saímos de San Marcos em direção a segunda maior cidade da Guatemala, que possui em torno de 150 mil habitantes: Quetzaltenango! O nome é tão difícil que até os habitantes, fluentes em maia e K´iqche´, decidiram apelidar-la “Xela”, encurtamento do nome indígena Xelajú.

Friozinho gostoso em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala

Friozinho gostoso em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala


Xela está a 2.335m de altitude e tem um clima parecido com o de Curitiba. Frio de manhã, morno pelas 10h, 12h30 é aquele calor de rachar, 16h volta a ficar morno e no final da tarde começa a gelar. Xela estava tranquila, domingão, dia de ruas vazias, alguns turistas passeando por aí e de reunir os amigos na Praça Centro America, praça principal da cidade. Comemos um sanduíche no agitado Tejún, bar que fica na Pasaje Enriquez, entre a 12 e a 13ª Avenida.

Muita vida cultural em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala

Muita vida cultural em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala


A maioria dos turistas que vemos por aqui são estudantes de espanhol, que vem para cá passar uma temporada de 1, 3 ou 6 meses estudando a língua e absorvendo a cultura local. Por isso também a cidade tem um clima bem festivo e vários barzinhos alternativos. Ainda assim a cidade conserva a sua identidade e características guatemaltecas, sem se perder nos “internacionalismos” que sempre aparecem com o turismo.

Monumento em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala

Monumento em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala


Há um fato histórico sobre a cidade que merece destaque. No início do século passado houve um movimento de 6 estados guatemaltecos para a criação de um novo país e Xela estava na liderança deste processo. Essa era a região mais rica do país, devido à imigração européia que existia, para terem uma idéia, o primeiro banco do país nasceu aqui. Essa região era abandonada pelo poder central da Guatemala e chegou a haver uma luta entre os separatistas e o governo, com derramamento de sangue e morte. A partir daí o governo viu que a coisa era séria e resolveu direcionar recursos para saúde, estradas e infra-estrutura, acalmando os ânimos dos “revoltosos”.

Arquitetura pomposa em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala

Arquitetura pomposa em Quetzaltenago, mais conhecida como Xela, na Guatemala


Nos arredores de Xela está o principal motivo de estarmos aqui, o vulcão Tajumulco, ponto mais alto da América Central e amanhã, é para lá que nós vamos!

Guatemala, Quetzaltenango, Xela, Xelajú

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Baía La Mixteca

México, Puerto Escondido

A praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

A praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Puerto Escondido está localizado na costa do Pacífico, no estado mexicano de Oaxaca. Chegamos no início da tarde e nos hospedamos na Playa Zicatela, onde está a maior parte do agito, hotéis e restaurantes. Encontramos muitos italianos morando por aqui, abrindo seus negócios, como em todo este trecho da costa mexicana.

Cactus no mirante da  praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Cactus no mirante da praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Seu nome origina de uma antiga história de piratas. Andrés Drake, irmão do famoso pirata Francis Drake, aportou nesta baía deserta para um período de descanso longe das autoridades. Sem mais nada de interessante para fazer na vida e se aproveitando do seu status de pirata, algumas semanas antes, ele e sua tripulação raptaram uma índia mixteca de uma vila próxima.

Almoço de peixe e camarão em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Almoço de peixe e camarão em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Foi ali, nesta baía deserta, que a índia conseguiu escapar do navio e nadar até a costa, escondendo-se na densa floresta ao longo da praia. Os piratas a procuraram diversas vezes, porém nunca puderam encontrá-la, passando a chamar o local de “Baía de La Escondida”. Com o passar dos anos o nome foi mudando, passando por Puerto La Escondida e finalmente Puerto Escondido.

A famosa 'mão na rocha', na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

A famosa "mão na rocha", na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Durante muito tempo a baía foi inabitada, por dificuldades como água potável, etc. Uma vila começou a se desenvolver formalmente apenas nos anos 30 do século passado e nos anos 70 possuía apenas 400 habitantes. Hoje a cidade já possui em torno de 20 mil habitantes e se tornou o principal destino turístico na costa de Oaxaca.

Fim de tarde bem gostoso na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Fim de tarde bem gostoso na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Calçadão, estacionamentos e palmeiras ao longo da avenida principal mostram que o desenvolvimento chegou para ficar. Restaurantes imensos na beira da praia oferecem cadeiras e guarda-sóis e alguns bares noturnos que garantem uma boa salsa. O centro da cidade fica há uns 20 ou 30 minutos de caminhada, ocupando o morro que está no canto direito da praia. A praia do centro é exatamente o pequeno porto natural que era utilizado pelos piratas, dividido por uma bela formação rochosa da praia de Zicatela.

A concorrida praia central de Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

A concorrida praia central de Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Na nossa corrida habitual, infelizmente não tivemos muito tempo para explorar seus arredores. Caminhamos ao longo da praia até o mirante entre a Zicatela e a Praia do Centro e aproveitamos para dar um clássico tchibum de final de tarde. Uma amiga de uma amiga de uma amiga que já morou aqui e conheci pelo facebook (só podia ser coisa de internet!) já tinha nos dado a dica: o pôr-do-sol de Puerto é maravilhoso, não percam! Quem nos acompanha aqui sempre sabe, este é um dos espetáculos naturais mais bacanas e já vimos muuuuitos pores-do-sol, mas este é realmente magnífico! Pudemos ver até a última unha de sol baixar direto na água, em um vermelho intenso radiante e sem uma nuvem no horizonte para atrapalhar. Valeu a dica Chiara!

Visitando Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Visitando Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Outra dica da Chiara foi o almoço na Cantina Vasco, com um saudável prato de dourado “a la plancha” com esses pequenos camarões aí, óh. Um deleite!

Almoço de peixe e camarão em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México

Almoço de peixe e camarão em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México


Fechamos a noite com uma boa salsa com o pé na areia e várias caipirinhas a “la mexicana”, com rum no lugar da cachaça. Não é aquela Brastemp, mas já ajuda a matar um pouco as saudades de casa.

México, Puerto Escondido, , México, Oaxaca, Pacífico, Praia, Puerto Escondido

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Amigos Santiaguinos

Chile, Santiago

Com o Pablo e a Andrea, observando a cidade de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro San Cristobal

Com o Pablo e a Andrea, observando a cidade de Santiago, capital do Chile, do alto do Cerro San Cristobal


Há tempos esperávamos chegar a Santiago, uma das últimas capitais que nos faltava conhecer nas Américas e Caribe. Santiago para mim não era apenas sinônimo de uma grande metrópole, mas também um lugar que encontraríamos facilmente nos seus arredores bons vinhos, águas termais, os Andes e onde teríamos o prazer de rever um dos primeiros viajantes que encontramos no caminho, o casal do América Sin Fronteras.

Com a Andrea e o Pablo, casal chileno em viagem pela América do Sul (em Ubajara - CE)

Com a Andrea e o Pablo, casal chileno em viagem pela América do Sul (em Ubajara - CE)


Pablo e Andrea, são chilenos viajados, eles também tiveram o ímpeto de pegar a sua caminhonete Toyota Hilux e viajar por toda a América do Sul por pouco mais de um ano. Nós o encontramos no Ceará em um lugar que poucos brasileiros conhecem, o Parque Nacional Ubajara. Nós passamos uma noite e um dia inteiro juntos explorando a Serra do Ipiapaba, fazendo trilhas e encontrando cachoeiras lindas, como a Cachoeira do Frade. Foi uma tarde inolvidable, peleando com o nosso espanhol que naquela época só estava engatinhando.

Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE

Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE


Com os chielenos Pablo e Andrea, na Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)

Com os chielenos Pablo e Andrea, na Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE (foto de America Sin Fronteras)


Pablo e Andrea continuaram a viagem rumo ao litoral do nordeste, enquanto nós seguimos para o norte, a caminho das Guianas, mas mantivemos contato e quando eles chegaram em Curitiba ficaram hospedados na casa da minha mãe, aproveitando para conhecer a cidade um pouco mais de perto. Rodaram a cidade toda com a Diana, minha cachorra que adorava passear, e foram até acompanhar um dia em uma unidade de saúde junto com a minha mãe, já que a Andrea é assistente social e tinha curiosidade de conhecer como é feito este trabalho no Brasil.

A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

A Andrea, nossa amiga chilena, passeia com a saudosa Diana nas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011

O Pablo, nosso amigo chileno, descansa com a saudosa Diana durante passeio pelas ruas de Curitiba, no Paraná, em Maio de 2011


Depois disso muita estrada rolou, nós até o Alasca, eles pelo Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina e agora já estão na aventura de construir sua nova casa e ter filhos! Andrea está grávida de 5 meses e hoje eles vivem em Rengo, que está uma hora e meia ao sul de Santiago, mas não hesitou em vir até a capital para nos mostrar a cidade ao lado de Pablo.
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Nosso encontro em 3 de Fevereiro de 2011
Parque Nacional de Ubajara, Ceará - Brasil

Com o Pablo e a Andrea no Parque Nacional de Ubajara - CE

Com o Pablo e a Andrea no Parque Nacional de Ubajara - CE


Reencontro em 09 de Outubro de 2013
Cerro San Cristóbal, Santiago - Chile

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com os amigos chilenos Pablo e Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Nossa chegada à Santiago foi em uma tarde ensolarada, fomos direto para a região de Lastarria, indicada pelo Pablo por ser super central, localizada entre o Bellas Artes, o centro e Bellavista. Naquela tarde rodamos o centro, caminhando pela Alameda, uma das principais avenidas da cidade. À noite enquanto o Rodrigo descansava se recuperando de uma indisposição alimentar, eu saí com Pablo e Andrea para conhecer o agitado bairro de Bellas Artes e tomar uma cerveja acompanhado de uma porção de chorrilanas no tradicional Galindo.

O Pablo e a Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

O Pablo e a Andrea no topo do Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


No dia seguinte eles voltaram a nos encontrar aqui no centro, mas desta vez para nos mostrar toda a cidade! Montaram um roteiro com o melhor de Santiago para vermos em um dia (que vocês podem ler aqui). Conhecer uma cidade em um dia é complicado, por isso decidimos caminhar e sentir os diferentes bairros, cerros e paisagens, com um misto de restaurantes, bares e o melhor, guiados pelos locais mais viajantes que poderíamos encontrar no Chile!

Com o Pablo e a Andrea no restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile

Com o Pablo e a Andrea no restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile


A noite nos mudamos para a casa de Maria Esther, a mãe de Pablo, na parte sul de Santiago no bairro de La Cisterna. Uma zona residencial super agradável há 20 minutos do centro em metrô e onde guardaríamos a Fiona pelos próximos 6 dias enquanto nós voávamos para a Ilha de Páscoa. Maria Esther foi a nossa super anfitriã! Nos recebeu com um belo café da tarde, palta, que nunca pode faltar na mesa, braços de princesa de manjar (nosso rocambole de doce de leite) e uma ótima conversa! Nada como conviver com pessoas que vivem na cidade para entender melhor a dinâmica do seu dia-a-dia.

Visita ao tradicional restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile

Visita ao tradicional restaurante Venezia, em Santiago, capital do Chile


No caminho tivemos a má sorte e péssima surpresa de encontrar novamente a Fiona com o vidro quebrado. A deixamos parada 10 minutos no estacionamento de um supermercado enquanto saímos para comprar um vinho, quando voltamos ela estava assim.

A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile

A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile


A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile

A pobre Fiona tem os vidros quebrados pela segunda vez em 5 dias, dessa vez no estacionamento de um supermercado em Santiago, capital do Chile


Detalhe: desta vez tínhamos TUDO dentro dela, computadores, nossos HDs com back up de fotos e vídeos de toda a viagem... TUDO! A sorte foi que o segurança do supermercado chegou e o ladrão teve tempo apenas de levar a mochila do Pablo, que tinha uma câmera digital e algumas coisas de menor valor dentro... Pablo ficou inconformado de chegarmos ao seu país, depois de tanto tempo viajando, e sermos roubados duas vezes em 5 dias! Bem, nós também ficamos... Mas enfim, tivemos sorte, nada mais foi levado e logo iríamos deixar Fiona guardada em um lugar seguro pelos próximos dias e poderíamos pegar umas férias da inseguridade do continente.

Com o Pablo, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com o Pablo, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile


Na volta à Santiago Maria Esther também nos recebeu com braços abertos, e nós, carentes de uma casa de família, aceitamos de coração! Rsrs! Pablo e Andrea estava em Rengo com um compromisso importantíssimo, neste dia eles descobriram o sexo do bebê e será um menino! Simón estará grandão na barriga da Andrea quando passarmos por Rengo para visitá-los!

Com a Maria Esther, a mãe do Pablo, que nos recebeu em casa e guardou a Fiona por lá enquanto viajávamos para a Ilha de Pascoa

Com a Maria Esther, a mãe do Pablo, que nos recebeu em casa e guardou a Fiona por lá enquanto viajávamos para a Ilha de Pascoa


Na chegada uma bela surpresa, Pablo já havia arrumado o vidro quebrado da Fiona, nos poupando tempo de passeio e deixando a Fiona linda e novinha em folha! Ficamos mais duas noites e até comemoramos com a família o aniversário da Joselin, irmã de Pablo. Nos sentimos mais do que em casa, super acolhidos por nossa família chilena. A todos, o nosso muito obrigada! Nossa futura casa já está de portas abertas para todos lá no Brasil!

Com a Andrea, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Com a Andrea, subindo de funicular o Cerro San Cristobal, em Santiago, capital do Chile

Chile, Santiago, America Sin Fronteras, Amigos, Viajantes, viajeros

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A Hora Certa

Brasil, Paraná, Curitiba

Há vários meses decidimos a nossa data de partida. Já tínhamos uma ideia de que seria em março ou abril, mas ela foi fixada assim que vimos que a contagem dos 1000 dias para o fim do mundo iniciaria no dia 27 de Março de 2010.

Durante os meses de preparação, conversamos com alguns aventureiros que já tinham empreitado outras expedições parecidas com a nossa, sempre buscando informações e mais que isso, aquelas dicas valiosas que só quem já fez algo assim poderia dar. Uma das dicas que não saiu da minha cabeça foi sobre a data de partida: "na hora de partir você verá que nunca está tudo pronto, sempre haverá alguma coisa que poderia ter ficado melhor, mesmo eu que sou super organizado quando vi estava esquecendo meu capacete", disse o Dr. Clodoaldo Braga, motociclista radical que já possui 2 livros escritos sobre suas aventuras, uma até a Patagônia e outra até o Alaska. Outro causo que ele me contou e me marcou foi sobre a partida da Família Portela, que saiu de barco para costear a América num veleiro. Ele contou que o Portela atrasou 2 dias a sua partida da data programada, pois havia decidido que não sairia enquanto não tivesse certeza de que tudo estava pronto. Decisão sábia esta, ainda mais se tratando de uma viagem de barco, que tem uma logística ainda mais complicada. Eu ouvi com muita atenção a tudo isso mas não imaginei o quanto seriam úteis estas informações.

Nossa partida aconteceu no dia 28 de março de 2010, com 1 dia dia de atraso. Mesmo calculando, planejando e trabalhando muito não conseguimos terminar toda a nossa mudança a tempo de partirmos no dia planejado. Isso tudo unido à vontade de São Pedro, que mandou 22mm de chuva justo no sábado em que subiríamos o Pico Marumbi, nos fez atrasar a nossa partida.

Bem, já vemos o quanto temos a aprender com essa viagem, logo no primeiro dia um grande aprendizado. Podemos dar várias explicações, mas acredito que nenhuma delas explicará tão bem e de forma tão simples quando esta: saímos quando deveríamos ter saído, na hora certa.

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Finca Magdalena

Nicarágua, Ometepe

Secagem de café na finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Secagem de café na finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Dia de aventura, dia de acordar cedo. Eram ainda 6h50 da manhã quando saímos do nosso hostal na Playa Santo Domingo em direção ao vilarejo de Balgüe. Boa parte do caminho está asfaltado e depois vira estrada de terra. Passamos pelo povoado em direção à Finca Magdalena, onde é está a entrada para a trilha do Vulcão Maderas. A Finca possui mais de 120 anos, produziu milhares de sacas de café nas mãos de uma rica família de Rivas. Esta família perdeu a fazenda por dívidas e este por sua vez foi desapropriado pelo governo, recebendo uma indenização de algo em torno de 1 milhão e meio de córdobas, muito dinheiro na época.

A finca Magdalena com o vulcão Concepción ao fundo, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

A finca Magdalena com o vulcão Concepción ao fundo, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Hoje a fazenda vale 4,5 milhões de dólares e está sendo administrada pelos empregados da antiga fazenda que formaram uma cooperativa de 24 famílias. Além de trabalharem na produção frutas, legumes e grãos para subsistência, hoje a fazenda produz de café orgânico, exportado para os EUA e Canadá.

Secagem de café na finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Secagem de café na finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Uma das maiores apostas da fazenda é o eco-turismo, pois além de servir de base para o trekking do Vulcão Maderas, possui uma trilha rápida para visita aos petroglifos pré-colombianos. A finca ainda oferece uma hospedagem simples, mas bem autêntica, com quartos divididos dentro da antiga casa da fazenda, em meio à natureza e com uma linda vista do Vulcão Concepción e do Lago Cocibolca. Em parceria do governo da Nicarágua com Taiwan, foi trazido um especialista costa-riquenho para ensinar aos campesinos técnicas e conceitos de agricultura e sustentabilidade. Já se vê o reflexo na fazenda, que está sendo toda reflorestada com árvores nativas.

O vulcão Concepción coberto por uma estranha formação de nuvens, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

O vulcão Concepción coberto por uma estranha formação de nuvens, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Enquanto o Rodrigo se embrenhava na floresta úmida e nublada para chegar ao cume do Vulcão Maderas (1.394m), tudo isso me foi contado por Don Hélio, um campesinos dos bem falantes. Enquanto observávamos os bugios gritadores, pequenos esquilos, urracas, ave nacional nicaragüense e outros animais ao redor da fazenda, Don Hélio contava e mostrava com orgulho a terra onde vivia.

Um Guaximim na fInca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Um Guaximim na fInca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Este é parte do seu ganha-pão, portanto logo o convidei para me acompanhar até os petroglifos que foram encontrados na fazenda. Por apenas 3 dólares Seu Hélio me guiou no meio da mata, contado mais histórias e tudo que aprendeu como acompanhante dos arqueólogos que já vieram até aqui estudá-los. Puxando da memória e fazendo o seu melhor para lembrar de tudo, algumas informações esparsas aparecem, como por exemplo a de que as rochas teriam sido esculpidas com uma técnica diferente, um liquido que a tornaria mais suave antes que usassem um pincel de pedra para desenhar cada um dos desenhos.

Petroglifo na região de Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago Nicarágua

Petroglifo na região de Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago Nicarágua


Impressionante como a questão dos signos é passada pela cultura local, quem sabe até geneticamente. Alguns desenhos são super difíceis de identificar, mas ele, não apenas pelo que já aprendeu, mas por seu sangue e cultura, consegue enxergar, abstrair e entender tais formas. Macacos, caranguejos, galinhas, pássaros, etc. O restante da manhã aproveitei dessa atmosfera e clima meio chuvoso para trabalhar na varanda do hotel tomando um suco e vendo a vida passar.

Pronto para subir o vulcão Maderos, com os guias Carlos e Juan, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Pronto para subir o vulcão Maderos, com os guias Carlos e Juan, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Rodrigo voltou da caminhada na hora programada, depois de 30 minutos nos petroglifos. Ele fez o passeio todo em 4h15 minutos, trilha que turistas “normais” levariam de 7 a 8 horas para subir, nadar no lago da cratera do vulcão e baixar. Trilha bem enlameada, floresta úmida e infelizmente nenhuma vista do alto do vulcão, perdendo-se até mesmo dentro do lago, pois depois de algumas braçadas já não podia enxergar a margem. Boa caminhada, mas confesso que fiquei feliz em poupar os meus joelhos e unhas e curtir a manhã mais relax na fazenda com o Seu Hélio.

Com o guia da cooperativa na trilha para os petroglifos na Finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Com o guia da cooperativa na trilha para os petroglifos na Finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Voltamos em direção à vila de Balgüe onde paramos para almoçar rapidamente. Quase não acreditamos quando encontramos um restaurante com um menu mais internacional, com pratos árabes, wraps e tortas deliciosas, todo preparado com ingredientes orgânicos. Folhas verdes e roxas com um gosto especial e completamente diferente do que estamos acostumados a comer na cidade. Tudo maravilhoso! Não guardei o nome do restaurante, mas não tem como errar, é o único deste estilo e está bem no centro da vila, com uma pastora alemã chamada Mali recebendo todos os visitantes.

Petroglifos na Finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Petroglifos na Finca Magdalena, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Lá conhecemos Mitch, um americano super paz e amor que vive em Ometepe há 1 ano e meio e possui uma fazenda de permacultura. Depois fomos descobrir conversando com ele que a salada que comemos vêm da sua fazenda de permacultura, especial!

Trilha para a Cachoeira San Ramon no ponto em que atravessa um estreito canyon, na Isla Ometepe, no Lago Nicarágua

Trilha para a Cachoeira San Ramon no ponto em que atravessa um estreito canyon, na Isla Ometepe, no Lago Nicarágua


Dali seguimos para San Ramón, passando por Mérida e outros pequenos povoados. A Cachoeira de San Ramón exige apenas 2,6 km de caminhada, metade subindo, metade descendo. Fui um pouco ressabiada, a dor no joelho reclamou na volta, mas devagar não foi difícil chegar. A cachoeira é bonita e o Ro, sempre animadão, entrou para tomar um chuveiro gostoso, já que ela não possui lago. No caminho conhecemos o Trond, norueguês que está viajando pela América do Sul e Central por alguns meses, e a Jolie, uma jovem belga de apenas 18 anos que está trabalhando, como voluntária, com crianças em San José, na Costa Rica e aqui na Nicarágua na cidade de Granada.

Chegando à bela Cachoeira de San Ramón, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Chegando à bela Cachoeira de San Ramón, na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua


Tivemos um final de tarde super agradável, sentados à beira do lago e dividindo uma Toña litrão com os novos amigos, enquanto víamos o céu se transformar em cores, do azul ao alaranjado e vermelho, até dar espaço às estrelas e aos vagalumes que iluminavam o gramado de onde estávamos. Um dia especial, com pessoas especiais, em lugares especiais nesta pequena grande ilha no meio da Nicarágua.

Com o norueguês Trond, a belga Julie e o simpático guarda-parque  na entrada da trilha para a Cachoeira San Ramón, na Isla Ometepe, no Lago Nicarágua

Com o norueguês Trond, a belga Julie e o simpático guarda-parque na entrada da trilha para a Cachoeira San Ramón, na Isla Ometepe, no Lago Nicarágua


Magnífico pôr-do-sol na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Magnífico pôr-do-sol na Isla Ometepe, no Lago de Nicarágua

Nicarágua, Ometepe, cachoeira, Isla de Ometepe, Lago da Nicarágua

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