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Ponte Hercilio Luz, antiga ligação da ilha com o continente, em Florianópolis, Santa Catarina
Todas as outras diversas vezes que eu e a Ana estivemos em Florianópolis antes dos 1000dias, sempre ficamos hospedados longe do centro da cidade. Seja em Canasvieiras, Barra da Lagoa, Campeche ou Matadeiro, nossa relação com a Av. Beira-mar ou com a região central era de passagem. Passávamos por lá quando chegávamos à ilha e passávamos por lá quando deixávamos a ilha. Quando muito, algum bar ou balada na Beira-mar, já há muito tempo. Florianópolis, para nós, era suas praias e distritos.
Visitando Florianópolis, a capital de Santa Catarina
Avenida Beira-mar norte, em Florianópolis, Santa Catarina
Mas dessa vez foi diferente. Nós ficamos hospedados no apartamento do tio Walter, a um quarteirão da Av. Beira-mar norte. Fazíamos compras na padaria da esquina, caminhávamos até uma simpática pracinha mais adiante para ir ao banco ou ao correio, esticávamos nossas pernas na pista de corridas da avenida, aproveitando a vista grandiosa e fechando as narinas para o cheiro horrível que existe em alguns pontos por ali.
Observando o estreito de mar que separa a ilha do continente, em Florianópolis, Santa Catarina
Pescador no mar tranquilo em frente a Av. Beira-mar norte, em Florianópolis, Santa Catarina
Aliás, correr na avenida se tornou quase uma rotina para mim. Na direção sul, seguia até o ponto onde se pode admirar a ponte Hercílio Luz em todo o seu esplendor. Para o norte, “corria” pelo sistema solar. Como assim? Alguém teve a ótima ideia de espalhar pela avenida placas informativas sobre cada um dos planetas do nosso sistema solar. O interessante é que as placas foram colocadas respeitando proporcionalmente a distância desses planetas ao sol. Na escala da Av. Beira-mar Norte, cada 1 milhão de quilômetros na vastidão do espaço cósmico representa apenas um mísero metro. Assim, a partir da placa representando o sol, são apenas 57 metros até Mercúrio, o primeiro planeta, outros 51 metros até Vênus e mais 41 metros para chegar até a nossa Terra.
Pista de ciclismo e de corrida na Av. Beira-mar norte, em Florianópolis, Santa Catarina
Correndo em um dos cartões postais de Florianópolis
Marte está pertinho daí, mais uma corridinha de 77 metros. Desse jeito, parece que o sistema solar vai acabar rapidinho. Ledo engano! É agora que as distâncias começam a aumentar. Para Júpiter, são mais 550 metros e, a partir daí, outros 650 metros até Saturno. Quanto mais nos afastamos do sol, mais vazio fica nosso sistema solar. Do sol a Saturno, eu já havia corrido quase 1,5 quilômetros. Para chegar a Netuno, passando por Urano, foram 4,5 quilômetros! Ainda estiquei mais um pouco, mas acabei desistindo de Plutão. Afinal, nem mais planeta de verdade ele é. Considerando o caminho de volta, foram 10 quilômetros de passeio pelo cosmo! 1000dias pelo Sistema Solar, é meu sonho! Quem sabe, daqui a umas duas encarnações... Só por curiosidade, se eu quisesse “correr” até a estrela mais próxima do sol, mesmo nessa escala da Av. Beira-mar onde Plutão está a 5,9 km de distância, eu teria de correr 40 mil km (uma volta inteira na Terra!) para chegar à Proxima Centauri. Desanimador!
Passando pelo planeta Marte na Avenida Beira-mar Norte, em Florianópolis, capital de Santa Catarina (foto da internet)
Passando pelo planeta Urano na Avenida Beira-mar Norte, em Florianópolis, capital de Santa Catarina (foto da internet)
Mas, deixando de lado o sistema solar e voltando a Terra e a Florianópolis, foi nessas corridinhas, mas para a direção sul, que tivemos a melhor visão da ponte ícone da cidade, a Hercílio Luz. Talvez o cartão postal mais conhecido da cidade (a disputa com a Lagoa da Conceição é duríssima!), essa ponte foi construída na década de 20 por obra e graça do antigo governador que acabou por dar nome à obra. Já está desativada há 3 décadas, mas continua em pé e é o símbolo dessa cidade.
Mapa mostrando a ponte Hercílio Luz e a Avenida Beira-mar norte, com a localização das placas informativas sobre cada planeta do nosso sistema solar (em Florianópolis, capital de Santa Catarina)
Até a sua construção, a ligação com o continente era feita por balsas, num serviço de péssima qualidade que atazanava a vida dos moradores de Florianópolis. Essa dificuldade de acesso era um dos principais argumentos daqueles que queriam que Florianópolis perdesse o posto de capital do estado. Mas o governador Hercílio Luz teimava e não queria mudar de endereço. Sua cartada final foi contratar com uma empresa americana, a preço de ouro, a construção da ponte. O valor da obra equivalia a dois orçamentos anuais da cidade de 40 mil habitantes. Foram quase quatro anos de muitas brigas políticas, bancos que quebraram, rediscussões de dívidas e valores, até que a ponte de 820 metros de comprimento e 75 metros de altura (trinta deles sobre o nível do mar) ficasse pronta.
Mirante de observação da ponte Hercilio Luz, em Florianópolis, Santa Catarina
A ponte que liga Florianópolis ao continente e ao interior do estado de Santa Catarina
O governador não viveu para ver terminada a sua obra. Foi homenageado com o nome da ponte. Originalmente, o nome seria Ponte Independência, tal era o sofrimento e sentimento de impotência que se tinha com o serviço de balsas. Com o crescimento da cidade e o aumento explosivo do tráfego, a ponte começou a apresentar o perigo de desabamento. No início da década de 80 foi construída uma ponte muito mais moderna e segura (embora bem menos charmosa!), aposentando a Hercílio Luz, para alívio dos moradores. Mas a sua imagem já estava de tal modo incorporada à alma da cidade que ninguém pensou em destruí-la. Ao contrário, existe sim um projeto de reformá-la e torná-la apta ao trânsito novamente. Como tudo no Brasil, essas obras atrasaram, o preço aumentou e, por enquanto, a Hercílio Luz continua apenas servindo para fotos. Mas para quem tem de cruzar da ilha para o continente todos os dias e perde horas valiosas nos congestionamentos diários, a reinauguração da Hercílio Luz até mereceria o ato de “renomeá-la” com o nome original: Independência.
Vista do mirante de observação, a famosa ponte Hercilio Luz, que liga Florianópolis ao continente, em Santa Catarina
Encontro com os viajantes argentinos dos projetos Travesia Wawamericu e Latinoamerica Sonrie, em Playa del Carmen, no litoral do Yucatán, no México
Quando começamos a cogitar em fazer essa longa viagem, há cerca de quatro anos, e iniciamos seu planejamento, uma das primeiras coisas que fiz foi procurar, na internet, outras pessoas que também fizessem viagens parecidas. Procura daqui, olha dali, fomos encontrando outros viajantes, seus relatos e fotos. Não demorou muito para ver que, em realidade, tem bastante gente fazendo isso, embora sejam poucos os brasileiros. Em matéria de longas viagens de carro intercontinentais, nossos hermanos nos dão de dez à zero.
Encontro com os viajantes argentinos dos projetos Travesia Wawamericu e Latinoamerica Sonrie, em Playa del Carmen, no litoral do Yucatán, no México
Muitos desses viajantes que encontramos ainda estavam em plena viagem e passamos a segui-los por internet. Aqueles com textos mais interessantes e inteligentes eram os que mais prendiam nossa atenção. Entre eles, se destacaram duas expedições, dois casais viajando pelo mundo em seus veículos. Um deles era brasileiro! O simpática casal carioca do Viagens Maneiras, que rodou boa parte do mundo em companhia de seu cachorro destrambelhado, um simpático labrador negro chamado Tapa. A bordo do Farofamovel, uma Hilux parecida com a Fiona, eles cruzaram a América do Sul, Estados Unidos, Europa, Marrocos, Turquia, Irã e Rússia, até Vladivostock. Quando iniciamos nossa própria viagem, eles ainda estavam na estrada e eu tinha o sonho de conseguir cruzar com eles em algum lugar. Infelizmente, os caminhos eram outros e isso não aconteceu. Mas serei eternamente grato pelo tanto que aprendi com suas aventuras, narradas de forma inteligente e divertida em seu site.
O Jorge e a Maria Belen, do Travesia Wawamericu, em Playa del Carmen, no litoral do Yucatán, no México
O outro casal é argentino, mas também com raízes espanholas. O Pablo e a Anna, do 4x4x4, estão rodando o mundo há mais de 10 anos! Não continuamente. De tempos em tempos, deixam o carro estacionado em algum lugar e passam um tempo trabalhando, para fazer dinheiro. Seus textos são muito inteligentes e foram quem me inspiraram a escrever textos mais longos e completos, ao invés de manter apenas uma página de facebook ou coisa parecida. Também eles sempre sonhei em encontrar na estrada e aqui, entre Tulum e Playa del Carmen, isso quase aconteceu.
O valente Renault do Travesia Wawamericu, em Playa del Carmen, no litoral do Yucatán, no México
Por internet, descobrimos que estávamos bem perto um dos outros. Mas eles já estavam de partida, voando para Buenos Aires para uma temporada por lá. Chegamos a rodar por Tulum, onde havia chegado há poucas horas, procurando seu carro, mas não encontramos. Fica para a próxima, quem sabe... Não foi dessa vez que os encontramos, mas o destino nos reservava encontros com outras expedições, argentinas também.
O valente Renault do Travesia Wawamericu, em Playa del Carmen, no litoral do Yucatán, no México
O Pablo e a Anna vinham de Playa del Carmen, onde estavam reunidos com esses outros dois casais de argentinos, que também chegaram aqui de carro. As duas expedições estão passando um tempo maior nessa cidade, trabalhando também. Trocamos informações por internet e fomos lá, visitá-los. Dessa vez, com endereço em mãos, não houve chance de desencontro e, de longe, já avistamos os carros dos “viajeros”.
O Maxi e a Marianela, da expedição Latinoamerica Sonrie, em Playa del Carmen, no litoral do Yucatán, no México
Estacionados quase lado à lado, lá estavam o pequeno e valente Renault (o Flecha Negra!) do Travesia Wawamericu e o jipe do Latinoamerica Sonrie. Encontramo-nos os seis, para uma deliciosa sessão de fotos e troca de ideias e experiências. Foi muito legal!
O jipe do Latinoamerica Sonrie, em Playa del Carmen, no litoral do Yucatán, no México
Para começar, já tiramos o chapéu para eles, que chegaram até aqui nesses carros menores e mais antigos. De Fiona, é fácil! Mas, com paciência, chegaram. O casal do Wawamericu, a Maria Belen e o Jorge, viajam fazendo apresentação de fantoches para crianças. O cenário é o próprio e simpático carro. Não cobram nada por isso, mas acabam recebendo doações ou acomodações em diversos lugares. Ver um vídeo de suas apresentações e da cara de felicidade das crianças é emocionante. Que lindo trabalho, fazem!
Com o Maxi, a Marianela e o cachorrinho equatoriano da expedição Latinoamerica Sonrie, em Playa del Carmen, no litoral do Yucatán, no México
Já o Maxi e a Marianela são dentistas. Como o nome do projeto deles indica, viajam fazendo um trabalho de educação preventiva na sua área, ensinado crianças e comunidades carentes a como tratar dos dentes, ajudando a todos a ter um sorriso mais sadio e bonito. Viajam juntos com um simpático cachorrinho que recolheram no Equador, onde era muito mal tratado. Muito legais!
Com o Maxi e a Marianela, da expedição Latinoamerica Sonrie, em Playa del Carmen, no litoral do Yucatán, no México
Apesar de dois projetos tão bonitos, nos chamou a atenção o tanto de dificuldades que encontraram nas fronteiras e também na Bolívia, para poder abastecer seus carros. Os donos de postos simplesmente se recusavam a vender gasolina para eles. Brasileiros realmente viajam menos que argentinos mas, temos notado, somos mais populares. Ou é o sorriso da Ana que abre tantas portas? Pelo menos até hoje, sempre fomos muito bem tratados, incluindo os postos bolivianos. Mas, vamos ver, ainda tem o caminho de volta. Aparentemente, o maior problema é na região de La paz, aonde ainda vamos passar. Mas, estou desviando do assunto. O que queria dizer é que adoramos encontrar esses nossos novos amigos, gente que largou tudo para viver um sonho. E, no caso deles, junto com a realização do sonho, ainda ajudam e divertem pessoas espalhadas pelo nosso continente. Inspirador!
Os carros das expedições argentinas em Playa del Carmen, no litoral do Yucatán, no México
Praia de Costa Dourada, extremo sul da Bahia
Hoje, foi só o tempo de nos despedirmos da Tuquinha e do Klayvan, tirarmos algumas fotos de Itaúnas e já estávamos na estrada rumo à Bahia! Finalmente, o Sudeste ficou para trás e entramos na região Nordeste. Exatamente no dia 200 da nossa jornada.
O enorme tronco na praça central de Itaúnas - ES
Primeira parada: a praia de Costa Dourada, uma das primeiras do estado. Mesmo num dia como hoje, totalmente nublado, a praia é linda. Enormes falésias coloridas, mas aonde predomina o tom alaranjado, dão nome à esta praia. Uma verdadeira muralha que chega aos 10 metros em alguns pontos, vista do mar quando o sol ainda está baixo e incidindo quase que frontalmente parece dourada aos olhos dos marinheiros distantes. Na maré alta, o mar chega até as falésias, mas na maré baixa uma faixa de areia aparece, cor amarelada. O visual é mesmo lindo.
Falésias coloridas na praia de Costa Dourada, extremo sul da Bahia
Havia muito tempo que não vinha aqui. Antes, era uma praia bem isolada. Hoje, são mais de dez pousadas e muitas casas em volta. Uma vila, praticamente. Ouço que, no verão, são centenas de pessoas na praia. Difícil imaginar... Hoje, além de mim e da Ana, apenas três meninas se banhavam no mar.
No alto das falésias na praia de Costa Dourada, extremo sul da Bahia
De lá para o asfalto da BR-101. No caminho, uma parada nas plantações de eucaliptos. Algumas em fase de colheita, outras ainda inteiras, emprestando um certo clima da Bruxa de Blair ao sul da Bahia. É incrível como a monocultura do eucalipto está cada vez mais dominante por aqui. Quando vemos um coqueiral, é até emocionante! Também seria injusto em não reconhecer que há trechos de mata nativa protegidos, aqui e ali. Fazem um bem danado aos olhos e aos pulmões...
Clima de Bruxa de Blair em plantação de Eucaliptos próximo à Costa Dourada, extremo sul da Bahia
Chegando ao asfalto, empinamos o nariz rumo ao norte. Próxima parada: a cidade de Caravelas, principal ponto de partida para o arquipélago de Abrolhos. É para lá que nós vamos, amanhã, em busca de baleias, naufrágios e muitos peixes e corais. Esta época do ano não é a de melhor visibilidade embaixo d'água, mas é a melhor em cima, para se avistar nossos amigos cetáceos. Nossa ansiedade é enorme!
Colheita de eucaliptos, próximo à Costa Dourada - BA
O tempo parece que vai ser bom. Pelo menos, melhor do que tem sido. Vamos num barco grande, que acomoda umas 15 pessoas. Saímos amanhã bem cedo com retorno previsto para domingo de tarde. Aparentemente, sem muita chance de nos comunicar pela internet. Portanto, não estranhem um silêncio dos blogs nos próximos dias. Certamente, voltaremos com muitas histórias e fotos, de cima e de baixo da água (serão 11 mergulhos!). Todos ao mar!
Praia de Costa Dourada, extremo sul da Bahia
Vista do alto da serra de Mauá - RJ
Deixamos Mauá hoje cedo rumo ao Parque Nacional de Itatiaia. Nosso objetivo: a mais famosa montanha do Brasil, o Pico das Agulhas Negras.
Ainda em Maringá tentamos encontrar uma Lan House, mas estava fechada. No caminho até a Dutra passamos pela charmosa Visconde de Mauá, a mais tradicional das vilas da região. Apesar do charme, a Lan House também estava fechada. Pelo menos o caixa eletrônico estava aberto e eu pude me "reabastecer".
Igreja em Mauá - RJ
Pouco antes de chegar na Dutra entramos em Penedo para nova tentativa frustrada de internet. Muito cedo ainda. Não podíamos esperar muito porque era nossa intenção chegar até o parque e subir a montanha ainda hoje.
Assim, aceleramos montanha acima, pelo menos na parte que deu. Quando chegamos no trecho de terra, mesmo de Fiona era preciso andar bem devagar. A estrada está em péssimas condições. Com muita paciência, chegamos ao hotel Alsenne, o mais alto do Brasil, a quase 2.400 metros de altitude. Bem... era o mais alto. Está embargado pelos órgãos ambientais.
Mesmo sem lugar para pousar, seguimos até o Parque, 2 km adiante. Só para sermos barrados. Desde 2008 é obrigatório a presença de um guia cadastrado ou então ter equipamento de alpinismo (como corda e cadeirinha). Não adiantou nada eu argumentar que já conhecia a trilha e que nunca tinha usado nenhum equipamento. O simpático guarda lá em cima me disse que, mesmo que eu tivesse o equipamento, para subir as Agulhas Negras era preciso chegar no parque até às 10 da manhã. Me dei por vencido.
Tentando acessar a internet a 2.500 m de altitude em Itatiaia - RJ
O guarda nos arrumou o telefone de um guia e nos disse que a Pousada dos Lobos, a 1.800 metros de altitude estava aberta. Aproveitamos o parco sinal de celular lá de cima e conseguimos falar com o guia e combinar com ele de subirmos o pico amanhã. Por coincidência, ele nos disse que já havia dois casais na mesma pousada com esse programa agendado. Acertado isso e animados com o sinal do celular, até tentamos usar a internet lá de cima. Mal deu para o começo, mas foi uma bela tentativa!
Pousada dos Lobos em Itatiaia - RJ
Seguimos para a Pousada dos Lobos e foi uma grata surpresa ver como ela é jóia. Muito arrumada e charmosa, ela também chegou a ser embargada pelo ICMBio. Basicamente, esses caras são muito chatos e querem expulsar todo mundo da área. gente que já vivia lá muito antes do parque ser criado na década de 50. Vamos proteger o meio ambiente, mas sem exageros ou nazismo!
Pôr-do-sol na Pousada dos Lobos em Itatiaia - RJ
O Marcelo, dono da Pousada dos Lobos, conseguiu uma liminar para reabrir sua bela pousada, mas parece que a luta tem sido desgastante já que a pousada está a venda. É uma pena pois, como disse, ela é muito jóia e nos pareceu completamente ecologicamente correta.
Bom, muito bem instalados na pousada, ficamos amigos da Isabela e do Alex, sulistas que hoje vivem no Guarujá e do Irecê e da Miriam, curitibanos que nos conheciam da Gazeta do Povo. Estamos ficando famosos!!!
Amanhã, junto com o simpático Anderson, nosso guia, vamos todos subir as Agulhas Negras. Mas antes, uma deliciosa noite com lareira no quarto!
Lareira no quarto da Pousada dos Lobos na região de Itatiaia - RJ
Retornando ao Brasil por Chuí, no Rio Grande do Sul, fronteira com o Uruguai
Há quase três anos, no dia 4 de Março de 2011, eu e a Ana cruzávamos o rio Oiapoque, lá no Amapá, em direção à Guiana Francesa (post aqui). Mais de 120 mil quilômetros depois, cá estamos no outro extremo do litoral brasileiro, na pequena cidade de Chuí, fronteira entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, país de onde viemos hoje pela manhã. Se tivéssemos seguido pelo caminho mais curto entre as duas cidades, teriam sido cerca de 5,5 mil quilômetros, além de uma travessia de barco entre Macapá e Belém, já que não existe ligação rodoviária de uma capital à outra. Mas nós resolvemos pegar alguns “atalhos”, dar uma passadinha no Alasca e na Patagônia, e o nosso percurso ficou um pouco mais longo. Valeu por cada centímetro a mais de estradas pelo continente!
Nosso caminho de quase 3 anos e 120 mil km entre o Oiapoque e o Chuí, os dois pontos extremos do litoral brasileiro. O caminho mais curto, sem passar pelo Alaska e Patagônia, teria menos de 6 mil km!
Retornando ao Brasil por Chuí, no Rio Grande do Sul, fronteira com o Uruguai
Nós saímos hoje pela manhã de Punta del Diablo, ainda no litoral uruguaio, depois de uma belíssima caminhada na praia ainda com o sol nascendo. Foi um início de dia marcante para uma jornada que prometia ser especial. Afinal, era o dia de regressarmos em definitivo para o Brasil. Cada vez mais, e não dá para brigar com a realidade, os 1000dias estão acabando. Terminamos hoje nosso roteiro no último país que nos faltava nessa viagem, o Uruguai. Foi também o término de nossa fase internacional. De agora em diante, já de volta a nossa país, só nos falta percorrer o litoral dos estados do sul, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. O friozinho na barriga só vai aumentando.
Nossa última fronteira durante os 1000dias, em Chuí, entre o Uruguai e o Brasil
Bem vindo ao Brasil! (em Chuí, no Rio Grande do Sul, fronteira com o Uruguai)
Pois é, além desse friozinho ao cruzar a fronteira, também foi emocionante chegar a esta pequena cidade no extremo sul do país que tantas vezes ouvimos falar em nossas aulas de geografia no ginásio. “Do Oiapoque ao Chuí”, cantam versos e prosas que vangloriam a extensão de nossa pátria. Pois foi só no finalzinho de nossa viagem que viemos a conhecer esse verdadeiro marco geográfico de nossa cultura. Ele sempre esteve tão mais perto de nós do que sua antípoda, o Oiapoque, mas foi pelo último que passamos e conhecemos primeiro. Chegou, enfim, a vez de Chuí.
Entramos no Brasil novamente, em Chuí, no Rio Grande do SUl
1000dias de volta ao Brasil, agora em definitivo (em Chuí, no Rio Grande do Sul, fronteira com o Uruguai)
A pequena cidade fica exatamente na fronteira. Na verdade, para ser mais correto, ela fica “através” da fronteira! No lado brasileiro, chama-se Chuí e tem 6 mil habitantes. No lado uruguaio, chama-se Chuy e é um pouco maior, com 10 mil habitantes. Uma avenida passa justo sobre a linha fronteiriça que é o canteiro central dessa via. De um lado, a Avenida Brasil, do outro, a Avenida Uruguai.
Adesivo dos 1000dias na fronteira mais austral do Brasil, em Chuí, no Rio Grande do Sul
Vindos do Uruguai, chegamos a Chuí, no Rio Grande do Sul, cidade mais austral do Brasil
Chuy, do lado uruguaio, é uma grande duty free, ou zona franca de impostos. Com isso, os brasileiros são todos atraídos para o lado de lá, com mercadorias bem mais baratas. Vão e voltam sem se preocupar com a burocracia, que só é exigida para quem se afasta das duas cidades. Para quem vê a harmonia entre elas hoje, fica difícil imaginar que essa já foi uma fronteira complicadíssima, com a história cheia de conflitos militares.
Cidade de Chuí, no Rio Grande do Sul. De um lado, Brasil, do outro, Uruguai
O primeiro farol do Brasil, próximo à barra do rio Chuí, no Rio Grande do Sul
Como já disse em outros posts, desde a fundação de Colonia do Sacramento pelos portugueses, no final do séc. XVII, que os territórios da chamada Banda Oriental, que equivalem hoje ao Uruguai e parte do Rio Grande do Sul, foram disputados pelas coroas espanhola e portuguesa. O Tratado de Madrid, de 1750, dizia que a fronteira entre os dois países seria estabelecida na região de Cabo Polonio. Pois é, Cabo Polonio podia ser brasileira! Como é que fomos perder isso? Imperdoável, hehehe! Enfim, esse tratado, como tantos outros, não foi cumprido e a fronteira oficial variava para o sul e para o norte. Em 1761, o espanhol Cevallos, o mesmo que desalojou os portugueses de Colonia por duas vezes, estendeu os domínios espanhóis até a atual Rio Grande, mais de 200 quilômetros ao norte da fronteira atual!
Chegando à barra do rio Chuí, no Rio Grande do Sul
O rio Chuí, que marca a fronteira entre Brasil e Uruguai, no Rio Grande do Sul
Por fim, foi decidido que toda a região entre o Taim (150 km ao norte da fronteira atual) e Chuí seria território neutro, devendo os soldados ficar fora dessa área. Mas colonos portugueses trataram de ocupá-la e o Chuí fala português desde então. Uma nova e derradeira ocupação luso-brasileira ocorreu em 1819, mas uma década mais tarde forças uruguaias expulsaram as forças imperiais de Dom Pedro I. Finalmente, em 1851, as fronteiras foram demarcadas como as conhecemos hoje. Desde então, a tensão na fronteira foi diminuindo, diminuindo, até a situação de amizade de hoje, uma fronteira que é marcada não por uma cerca ou muro, mas com uma avenida aberta, com carros e pedestres indo e vindo livremente.
A Ana, o Rodrigo e a Ixa, mãe do Rodrigo, na ponte sobre o rio Chuí, no Rio Grande do Sul, que marca a fronteira entre Brasil (lado esquerdo) e Uruguai (lado direito)
A Ana com seus sogros, o Joca e a Ixa, na barra do rio Chuí, fronteira entre Brasil e Uruguai, no Rio Grande do Sul
Nós não ficamos muito tempo na cidade. Fomos logo para a barra do rio Chuí, a 11 quilômetros do centro. Ali perto está o primeiro farol da costa brasileira. Está também uma pequena ponte sobre o rio ligando os dois países fronteiriços. Sobre a ponte, víamos perfeitamente o encontro do Chuí com o mar dividindo a praia em duas, uma uruguaia e outra brasileira. É ali que começa o Brasil e o nosso imenso litoral. E começa justo com uma praia longa. A mais longa do mundo. É a Praia do cassino, com mais de 200 quilômetros de extensão. Vai daqui até a cidade de Rio Grande. Vai ser por ali que seguiremos viagem. Uma praia desse tamanho dificilmente é conhecida a pé. Mas com a ajuda das rodas da Fiona é outra história...
A barra do rio Chuí, no Rio Grande do Sul. Do lado esquerdo está o Brasil e na margem direita, o Uruguai
Fiona aguardando para ser embarcada, no porto de Manaus - AM
Dia tranquilo hoje, à espera da viagem para Santarém. A única movimentação foi levar a Fiona até o porto, pela manhã. De tarde, ela seria embarcada no barco Luiz Afonso, o mesmo em que viajaremos para Santarém. A viagem está marcada para amanhã, ao meio dia. Deve chegar na cidade paraense no fim da tarde de quarta-feira, umas 30 horas de viagem.
A placa com dados anuais da cheia máxima do Rio Negro durante o último século em Manaus - AM. A cheia máxima foi em 2009!
Lá no porto, pudemos observar a famosa placa que marca o nível do rio, ano após ano, já há mais de um século, no final do período de cheias. Adivinha de quando é o recorde? Pois é, para quem acredita em mudanças climáticas, o recorde é de 2009, bem consistente com a teoria...
O nosso barco, Luiz Afonso, que nos levará à Santarém (no porto em Manaus - AM)
De lá voltamos caminhando tranquilamente, atravessando o centro e a zona franca mais uma vez. A penúltima vez, já que amanhã teremos de caminhar até o porto novamente. Depois, o resto do dia foi na internet, vendo as últimas do Bin Laden, morto em sua mansão no Paquistão. Quando aparecerá o primeiro filme de Hollywood sobre a ação? Quem estará no papel principal, líder do comando da SEAL? Stallone? Schwarzeneger? Van Damme? Van Diesel? Nossa... é capaz de ter uns 10 filmes sobre isso, para poder acomodar tanto brucutu...
Orla do Rio Negro no centro de Manaus - AM
De noite, um enorme pé d'água. E nós aqui preocupados com o estado da Transamazônica. Mais alguns dias e vamos saber...
Adolescentes brincando no pier com cruzeiros ao fundo
Algumas informações básicas sobre Bahamas: colonizada pelos ingleses, obteve sua independência em 1973. É um arquipélago com mais de 700 ilhas que se extendem por cerca de 1.200 km, ao norte de Cuba e leste da Flórida.
São cerca de 300 mil habitantes (não estou contando os turistas!), 220 mil dos quais moram em New Providence, ilha onde está Nassau, a capital (200 mil habitantes). A outra ilha mais populosa é Grand Bahamas, com 40 mil habitantes. O restante, se divide pelas outras 698 ilhas. Estamos loucos para conhecê-las, desertas e paradisíacas!
A fantástica Paradise Beach, perto de Labadee, na costa norte do Haiti
O dia de hoje começou parecido com o dia de ontem: buscávamos um taptap para chegar ao nosso destino. Mas hoje, o ponto de partida dos taptaps era mais próximo e pudemos caminhar até lá. Apesar da advertência de vários motoqueiros (que nos queriam como clientes!) de que não haveria condução coletiva para Labadee, nós teimamos e encontramos um, sim. Dessa vez, era uma camionete com a carroceria aberta. Até melhor, para podermos aproveitar mais a vista do caminho. Seguíamos na direção leste, sempre acompanhando o oceano ao nosso lado, rumo à famosa praia de Labadee.
De Taptap, a caminho de Labadee, na costa norte do Haiti
O belo mar de Labadee, na costa norte do Haiti
Essa praia foi “alugada” pela Royal Caribbean até o ano de 2050 e é completamente cercada e protegida por seguranças privados. Território totalmente proibido para haitianos em geral, exceto para os cerca de 300 empregados, os 200 vendedores que vendem seus artesanatos ou algum mais abonado, que chegue lá à bordo dos navios-cruzeiro. Desde 1986, quase toda a renda turística anual do Haiti vem de Labadee e a Royal Caribbean manteve suas viagens para lá mesmo após o terremoto, até como uma forma de não prejudicar ainda mais a combalida economia. Para cada turista que lá chega, a empresa paga cerca de 6 dólares ao governo.
De barco, trecho final para se cvhegar à Labadee, na costa norte do Haiti
Estrutura que recebe os passageiros dos cruzeiros que chegam à Labadee, na costa norte do Haiti
O engraçado (ou o triste...) é que muitos que lá chegam não têm a menor ideia que estão no Haiti. Talvez com medo que os clientes desistam da viagem, a empresa só informa que Labadee é no “temível” Haiti depois que o navio sai de lá. Pior ainda são os clientes que, após a visita à Labadee, dizem: “Eu conheço o Haiti!”.
Labadee, na costa norte do Haiti
Celebrando nossa chegada à Labadee, na costa norte do Haiti
Bom, foi para esse lugar que fomos hoje, de taptap. Na verdade, não para a própria praia, que como já disse, é fechada, mas para um pequeno píer, ao lado dela, espremido entre a cerca que fecha a praia e as pedras de uma encosta. É o fim da estrada. Nesse ponto, pegamos um barquinho para a pequena vila que está do outro lado da encosta. O nome dela: Labadee!
Amiguinha nova em Labadee, na costa norte do Haiti
Saindo para trtabalhar em Labadee, na costa norte do Haiti
No caminho, já do barco, até pudemos dar uma olhada na praia proibida. Nem é grande coisa. Há escorregadores gigantes, uma tirolesa e outros passa-tempos para quem passa um dia por lá. Nosso barquinho fez a curva da encosta, a Labadee proibida ficou para trás e, à nossa frente, apareceu a muito mais simpática vilazinha.
De barco, a caminho da Paradise Beach, perto de Labadee, na costa norte do Haiti
Uma simpática jangada nos mares de Labadee, na costa norte do Haiti
Aí ficamos uma meia hora, celebrando nossa chegada com uma deliciosa e gelada Prestige (a melhor cerveja do país) e socializando com os locais. A Ana até fez uma amiguinha que não queria mais sair do seu colo. Por fim, pegamos outro barquinho rumo à outra praia, indicação dos amigos em Cap-Haitien, um verdadeiro pedaço do paraíso encrustada em pleno litoral haitiano. Não é a toa que o apelido dela é Paradise Beach.
Chegando à Paradise Beach, perto de Labadee, na costa norte do Haiti
Chegando à Paradise Beach, perto de Labadee, na costa norte do Haiti
A praia fica no fundo de uma baía e tem areias branquíssimas. As águas tem aquela cor mágica entre o verde e o azul, temperatura ideal para quem não gosta de água fria e visibilidade perfeita para fazer snorkel. O mais impressionante é ver um lugar desse, tão maravilhoso, praticamente deserto.
A fantástica Paradise Beach, perto de Labadee, na costa norte do Haiti
Pensativo sobre a vida em Paradise beach, perto de Labadee, na costa norte do Haiti
Quando lá chegamos, além de três casas de felizardos nas encostas, havia apenas dois outros turistas. Estrangeiros que moram aqui no Haiti. Em resumo, aquilo tudo era praticamente nosso.
Aproveitando o sol, a praia e a vida em Paradise Beach, perto de Labadee, na costa norte do Haiti
Um pequeno rio de águas geladas, doce e transparente, na praia Paradise, perto de Labadee, na costa norte do Haiti
Lá passamos algumas horas, entre a água e a areia. Depois de cada mergulho no mar, caminhávamos cinquenta metros até um rio de águas cristalinas que corria ali atrás. Uma piscina de água doce, natural e gelada, o detalhe que faltava (agora, não mais!) para chegarmos à perfeição.
Voltando de barco para Labadee, na costa norte do Haiti
A tripulação de nosso barco em Labadee, na costa norte do Haiti
Bom, depois de “enjoarmos” de tantas belezas, era hora de voltar. O barco que nos levou até lá ficou esse tempo todo nos esperando e agora, nos levou diretamente para aquele embarcadeiro ao lado da praia de Labadee. Aí ficamos no simpático botequinho, celebrando com mais Prestiges, o lindo dia que tivemos, até que aparecesse um taptap para nos levar de volta. No final, acabamos nos impacientando e decidimos voltar de moto mesmo, com uma das pessoas que fizemos amizade por lá. Outra vez, três numa moto, para matar as saudades e começarmos a nos despedir desse incrível país que tanto nos surpreendeu.
Botequinho enquanto esperamos a condução de Labadee à Cap-Haitien, na costa norte do Haiti
Na manhã seguinte, estávamos na estação da Caribbe Tours, a empresa de ônibus que faz a ligação internacional com a República Dominicana. A viagem seria mais curta, até a cidade de Santiago, a maior do norte do país. Deixamos o Haiti ainda com o gosto desses últimos dias, a fantástica Paradise Beach, a monumental Citadelle, a intensa Port-au-Prince, mas mais do que tudo isso, a convivência com o incrível povo daqui que, em meio a tantas adversidades e desgraças, mantêm-se feliz e otimista, recebe muito bem os poucos visitantes, têm orgulho da terra em que vivem e curiosidade sobre a terra de onde os visitam. Adoram brasileiros, torcem mais pela nossa seleção do que nós mesmos e nos ensinam que temos sempre de olhar para frente, com esperança e determinação. O Haiti foi, sem dúvida, um dos lugares mais especiais que visitamos nesses 3 anos de viagens pela América.
Na rodoviária de Cap-Haitien, prontos para voltar à Rep. Dominicana
Com o Tio Célio e os sobrinhos Lari e André, no parque Millenium, em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
Chegamos ontem numa verdadeira “selva de pedra”, a terceira maior cidade dos Estados Unidos. Estou falando de Chicago, conhecida no cinema pelos filmes de Al Capone, o mais famoso e temido chefão da máfia. Chicago, claro, é muito mais do que isso, cidade gelada no inverno, mas muito simpática no verão, na beira do lago Michigan, arquitetura de cair o queixo e uma personalidade própria, que nada fica a dever à Nova Iorque ou Los Angeles.
Chegando à Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
A skyline de Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
Chegando pela autoestrada que vem do sul, de bem longe já estávamos impressionados com a skyline imponente da cidade. Não é por menos: alguns dos maiores arranha-céus do país estão lá, inclusive o maior deles, a antiga Sears Tower, rebatizada de Willis Tower, que era mais alta, inclusive, que as finadas Torres Gêmeas do WTC.
Devorando uma pizza estilo de Chicago, (Illinois, nos Estados Unidos)
Uma legítima pizza de Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
Graças à classe da Ana no PriceLine, já fomos diretamente para o nosso hotel, estrategicamente posicionado bem na confluência dos dois rios que cruzam a cidade. Muitíssimo bem instalados e a Fiona deixada em um dos caros estacionamentos da cidade, seguimos diretamente para uma das especialidades culinárias locais, a famosa “pizza de Chicago”, que mais parece uma torta, de tanto recheio.
Passeando pela orla do rio em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
Agora de barriga bem cheia, saímos a caminhar por entre aqueles prédios altíssimos e estilosos. Chicago foi fundada por franceses, um entreposto comercial na rota entre os Grandes Lagos e New Orleans, através do rio Mississipi. Pelos próximos 150 anos, toda a região foi arduamente disputada entre franceses, ingleses, diversas nações indígenas e, finalmente, americanos, que consolidaram sua supremacia na parte sul dos Grandes lagos após a Guerra de 1812. Foi só a partir daí e, principalmente depois do advento das estradas de ferro, que Chicago ganhou importância.
Caminhando pelas movimentadas ruas de Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
Já como uma importante cidade, Chicago foi parcialmente destruída pelo grande incêndio de 1871. Na reconstrução, o uso de madeira foi largamente substituído por pedra e aço e é dessa época a construção do pai de todos os arranha-céus americanos, um edifício de 10 andares. A moda pegou, enormes prédios foram sendo levantados, culminando com a construção do maior prédio do mundo, o Willis Tower (para mim, será sempre o Sears Tower!), com 108 andares, um século mais tarde depois do primeiro arranha-céu. Foi apenas na virada do milênio que o prédio perdeu sua primazia mundial, mas continua o mais alto do continente até hoje.
O metrô aéreo de Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
Outro capítulo importante na história da cidade se deu nas décadas de 20 e 30. Com a introdução da Lei Seca, o crime organizado da cidade fez fortunas importando ilegalmente bebidas alcoólicas do vizinho Canadá. O mais famoso chefe dos criminosos, até porque mandou matar todos os seus concorrentes, foi Al Capone. Tivesse ele pago todos seus impostos em dia, não teria ido parar na prisão e continuaria a comandar seu império...
Admirando a skyline de Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
Local para relaxamento e descanso dos pés, no parque Millenium, em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
Nós caminhamos pelas ruas do centro de Chicago, admirando sua bela arquitetura até chegar ao Millenium Park, o mais popular da cidade. Aí tínhamos um encontro marcado com a Silvia, prima da Ana que mora em Milwaukee, mas que estava na cidade passeando com seus pais, o Tio Celio e a Tia Clari. Os dois estão nos Estados Unidos visitando a filha e os netos, a Lari e o André. Os cinco estavam passando o dia em Chicago e, por telefone, marcamos o encontro bem embaixo do “feijão”, a famosa obra de arte de metal em forma de um grão de feijão gigante, alegria constante de turistas com suas máquinas fotográficas.
O "feijão", marca registrada de Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
Os estranhos efeitos do reflexo embaixo do "feijão", no parque Millenium, em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
Dito e feito, também eu e a Ana nos divertimos por lá, fotografando e brincando com nossos reflexos distorcidos na superfície côncava e convexa do mais famoso grão de feijão do mundo. A brincadeira só terminou quando a Silvia apareceu, com seus pais e seus filhos. Foi muito legal tê-los reencontrado aqui, depois de três anos sem vê-los. A última vez tinha sido lá no Água Verde, bairro tradicional de Curitiba, onde Tio Cèlio e Tia Clari tem a sua casa.
Brincando com o reflexo distorcido, no "feijão" do parque Millenium, em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
Encontro com Tio Célio e Tia Clari em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
Depois da alegria do reencontro, seguimos todos para outro ponto famoso do parque, a fonte moderna entre duas telas gigantes onde enormes rostos de pessoas são retratados, cuspindo água para a alegria das crianças, pelo menos nesses dias quentes de verão. A Lari e o André tinham trazido suas roupas de banho e logo se juntaram às outras crianças, correndo pela área da fonte e tomando banho da “cachoeira” que saía da boca das pessoas retratadas nas telas.
Tia Clari com os netos Larissa e André, no parque Millenium, em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
Encontro com o Tio Célio, Tia Clari e a Silvia, prima da Ana, no parque Millenium, em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
De lá, agora tendo a Silvia como guia (ele conhece muito bem a cidade), seguimos caminhando pela Michigan Avenue (a 5ª Avenida de Chicago) até as quadras das lojas chiques e para uma sorveteria bem gostosa. Aí nos despedimos, eles de volta à Milwaukee e nós para o nosso hotel. Ficou a promessa de visitarmos a casa da Silvia e do Marcelo (o marido dela) dois dias depois (amanhã).
Alegria pura para o André e a Lari na fonte do parque Millenium, em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
A Lari toma banho na fonte do parque Millenium, em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
O dia de hoje foi de praia, conforme relatei no post anterior. Depois do delicioso mergulho no Lago Michigan e do almoço tardio numa Cheese Cake Factory, nós subimos no terceiro prédio mais alto da cidade, o John Hamcock Tower. Apesar de ser um pouco mais baixo que a Willis Tower, a vista que temos do bar no seu 95º andar é mais bonita, pois o prédio está bem na beira do lago.
Atacando o sorvete da Koop's, em Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
A iluminação noturna de Chicago, Illinois, nos Estados Unidos
Subir até lá e tomar um drinque é um dos programas prediletos, tanto de turistas como das pessoas locais. Também, com as grandes janelas de vidro e uma vista de 360 graus, quem não iria gostar? A gente achou uma mesinha bem estratégica, investimos num delicioso whisky e ficamos ali, a bebericar e observar o entardecer e as luzes da cidade acenderem sob os nossos pés. Fim de tarde e início de noite fantásticos, coisa de gente bacana, hehehe!
Vista da cidade do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos
Um drinque nas alturas, no alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos
Amanhã, vamos então dar um tempo nas nossas explorações da Windy City (apelido de Chicago) e viajar até Milwaukee, já no estado de Wisconsin, mas também na beira do Lake Michigan. Tem um churrasco nos esperando por lá, obaaa! Voltamos de noite e teremos outro dia aqui em Chicago. Outro dia e outra noite, pois ainda queremos “vivenciar” o famoso blues da cidade. Pois é, mal começamos a arranhar tudo o que essa magnífica cidade tem a oferecer...
As luzes da cidade se acendem, vistas do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos
Casal de albatrozes-de-sobrancelha em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Nosso primeiro ponto de desembarque no arquipélago das Malvinas foi em uma pequena ilha chamada Steeple Jason, pertencente ao grupo das Jason Islands, no extremo noroeste dessa possessão britânica no Atlântico Sul. Apesar da história interessante e da beleza magnífica da paisagem, foi uma outra coisa que nos atraiu a esta ilha: a quantidade enorme de pássaros que moram aí ou a usam para reprodução. Vida selvagem, assim como paisagens desoladas e grandiosas é o que mais atrai turistas a esta parte do mundo. Se for mesmo isso, Steeple Jason é um ótimo lugar para se iniciar essa viagem de exploração.
Nosso roteiro e pontos de parada em Falkland (Ilhas Malvinas)
Nossos dois desembarques de hoje foram em ilhas localizadas no limite noroeste de Falkland: Steeple Jason e Carcass Island
A ilha é o local da maior colônia do mundo do “Black-browed Albatross”, ou Albatroz de Sobrancelha, em português. Além disso, também são muitas as espécies de gansos selvagens, petrels, skuas, os carniceiros caracarás e algumas pequenas aves endêmicas. E, claro, não poderiam faltar as aves-símbolo do sul do planeta, os pinguins.
Milhares de pássaros voam e cantam quando o dia nasce em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Essa mancha brana é uma enorme colônia de albatrozes-de-sobrancelha, em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Pinguins, aliás, que começamos a compreender cada vez mais. Primeiro, através das excelentes palestras do nosso ornitólogo no Sea Spirit, o simpático irlandês Jim. E segundo, na prática, começando a ver essas aves no mar e nos locais onde desembarcamos. A primeira coisa ensinada é que o termo “pinguim” não se refere a uma espécie, mas a toda uma família de aves, com vários gêneros e diversas espécies incluídas. Como a classificação de espécie não é uma coisa muito fácil, os cientistas ainda divergem sobre o número existente delas entre os pinguins que hoje habitam o nosso planeta. O número varia de 17 a 22, pois muitas vezes há controvérsias se uma determinada espécie não seja, na verdade, apenas uma “sub-espécie”, ou seja, que o cruzamento entre elas geraria descendentes férteis. Enfim, o fato é que são muitos tipos e, só hoje, vimos três deles: os gentoos, os magellanics e os rockhoppers.
Com o Sea Spirit ao fundo, temos nosso primeiro contato com pinguins gentoo, em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Pinguins gentoo, em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
A principal característica da família dos pinguins é que são aves aquáticas que perderam sua habilidade de voar, já que as asas se transformaram em verdadeiras nadadeiras. Não voam, mas são as aves que melhor sabem nadar e mergulhar, completamente adaptados à vida marinha. Por exemplo, bebem água salgada, o sal é filtrado do sangue e escorre num líquido viscoso através de suas narinas. Também as suas cores características, barriga branca e costas escuras, são adaptações ao meio em que vivem, para ajudar a se camuflar de seus predadores marinhos. Os pinguins não tem predadores terrestres naturais (a única exceção era o lobo das Malvinas, já extinto pelo homem. Mostrei essa triste história aqui). No mar, essas simpáticas aves são caçadas por orcas, tubarões e algumas espécies de focas. Como esses predadores atacam por baixo, o branco da barriga os esconde na claridade da superfície. Já as costas negras ajudam a disfarçar os pinguins no escuro do oceano para quem os ataca por cima, as grandes aves de rapina. Em terra firme, os pinguins conseguem se defender dessas aves na base da força e tamanho mesmo e as principais vítimas são os filhotes desprotegidos.
Piguins gentoo em praia de pedras de Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Piguins gentoo em praia de pedras de Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Outra característica comum é a maneira engraçada e desengonçada com que caminham em terra firme. Além disso, nenhum deles parece ter muito medo do homem, consequência da ausência de predadores naturais nesse ambiente por tantos milhares de anos. Por isso, até hoje ainda é possível chegar tão perto dessas aves. E é quando fazemos isso que fica claro quantas diferenças existem entre os diversos gêneros e espécies dessa grande família. Para nós, que os estamos vendo de tão perto agora, isso está ficando mais claro do que nunca e eu ainda vou falar muito de pinguins nos próximos posts, especialmente quando chegarmos à Geórgia do Sul, onde vivem perto de um milhão deles.
Com o colete salva-vidas esperando o próximo zodiac em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Caminhando entre pinguins gentoo, em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Enfim, entramos nos zodiacs loucos para por o pé no chão novamente, depois de mais de três dias em alto-mar. Passada essa vontade quase instintiva, todos os nossos sentidos se viraram para a beleza da paisagem que nos cercava e para a vida que ali habitava. A primeira coisa a fazer quando chegamos em terra é nos livrar do colete salva-vidas, que ficará ali guardado até a hora de voltarmos ao barco. Depois, ouvimos as instruções iniciais, tipo “Não cheguem perto demais dos bichos! Respeitem o limite das bandeiras sinalizadoras! Não sumam!” e começamos a explorar.
Um ganso upland, em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Um kelp goose voa em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Logo ali ao lado da área de desembarque já encontramos um enorme bando de pinguins gentoo. São a terceira maior espécie de pinguins, atrás apenas dos pinguins “Rei” (vamos vê-los em Geórgia do Sul) e “Imperador”, o maior de todos (esses, só veremos com muita sorte, pois vivem mais ao sul de onde vamos chegar, na Antártida). Os gentoos chegam a medir 90 cm de altura e pesar mais de 8 quilos. São os mais rápidos pinguins embaixo d’água, atingindo a incrível velocidade de 30 km/h. Eles são facilmente reconhecidos pela mancha branca no topo da cabeça.
Fotografando um caracara em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Um belo caracara, ave de rapina em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Ao lado do bando e da colônia, vários caracarás, uma ave de rapina de aspecto ameaçador bem grande também. Seria uma boa briga, um deles contra um gentoo adulto, mas os pinguins são conhecidos pela força que têm, meio desproporcional ao seu tamanho. Deve ser o exercício abaixo d’água! Enfim, os caracarás não se arriscam contra um indivíduo adulto, mas ficam de olho nas “crianças” e nos ovos. Por isso um casal de pinguim não pode nunca abandonar o seu ninho, macho e fêmea fazendo rodízio entre buscar comida e tomar conta do ovo. Quando se distraem, o caracará não perdoa. Os pequenos pinguins, quando crescem um pouco, passam a fazer parte de uma “creche”, vários deles andando juntos sob os olhos atentos de algum adulto.
Um caracara nos observa em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Caracaras vigiam um grupo de pinguins gentoo em busca de alguma oportunidade, em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Mas essa é a natureza e não um desenho animado para crianças. Assim, sempre alguém vai fazer alguma besteira e os caracarás vão aproveitar. Já no navio somos advertidos a não intervir nesse “processo”. O filhote de pinguim pode ser fofinho, mas os caracarás têm de se alimentar também. Não só eles, mas também as skuas e os petrels. Os pinguins que fiquem de olhos abertos! Se todos eles pudessem crescer sadios e fortes, logo haveria uma superpopulação deles e quem pagaria o pato seriam os pequenos peixes, crustáceos e lulas que formam a base da alimentação dessa aves.
Pinguins gentoo nos recebem em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
Falando em “pagar o pato”, também se vê muitos gansos na ilha. Alguns voam e outros não. As Malvinas são o lar de algumas espécies de gansos que não sabem voar, contentando-se com o solo e a água. Aqui também, pais sempre espertos para proteger seus filhotes das aves de rapina.
Pinguins rockhopper e suas características penas amarelas no rosto, em Steeple Jason, no noroeste das Ilhas Malvinas
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