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Maurício (12/12)
Realmente nossa jureia é um paraíso, ainda mais fora de temporada, os m...
aldemir (11/12)
Fomos em familia a praia de Tambaba e passamos 4 dias por lá na Pousada ...
Friso (10/12)
Oi Rodrigão, lindas fotos, como vejo tudo bem com vcs. saudades, curtam...
Marcos (09/12)
Bom ver que tem gente se divertindo neste mundão!! Eita subidinha boa, h...
TACA Regional (09/12)
Nós estamos contentes você está desfrutando na Costa Rica! Obrigado po...
A linda e respeitosa árvore nas pedras de praia em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica
Nosso plano original era ficar um dia inteiro em Treasure Beach e seguir viagem no dia seguinte. Ainda queremos passar em Port Antonio, na costa nordeste do país, conhecer as Blue Mountains, maior cordilheira de montanhas da Jamaica e passar um dia na capital, Kingston. Como vamos viajar para as Ilhas Cayman no dia 06, fazendo as contas, descobrimos que tínhamos um dia “sobrando”. Confabulando sobre como e onde passar esse dia, fazer um trekking nas montanhas, um dia de explorações a mais na capital ou aproveitar a praia, resolvemos apostar no que já era certo: nosso hotel em Treasure Beach estava muito gostoso e era ali que passaríamos o dia “extra”. Ótima estrutura, internet funcionando, boa comida, ótimo para colocar os posts em dia.
"Acorda, Ana!", em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica
Café da manhã no Jake, nosso hotel em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica
Então, aqui ficamos os primeiros dois dias do mês de Fevereiro. Nosso dia começava preguiçosamente no nosso quarto de arquitetura mourisca e vista para o mar, continuava de forma saudável com um café da manhã também com vista para o mar e se alongava com uma sessão de internet e trabalho com vista para o... mar!
Depois do café, hora do trabalho no Jake, nosso hotel em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica
Nosso caminho para o mar em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica
O céu azul e o sol forte faziam nossa consciência doer e abandonávamos o computador para a agradável caminhada de 200 metros até a pequena praia ali perto. Aí, ficávamos um pouco na areia e outro pouco na água, tomando cuidado com as pedras, já que o litoral é bem mais rochoso por aqui.
Litoral de Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica
Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica
Ali na praia mesmo tinha um restaurante, o Jack Sprat, onde nos refestelávamos, tudo na conta do nosso quarto de hotel, pois são do mesmo dono. Eles também eram os responsáveis pela ótima trilha musical na praia, apenas reggae vintage. O fim de tarde era com um belo rum punch, já de volta no hotel, ao lado da piscina de água salgada trazida do mar. Céu entre o amarelo, o vermelho e o roxo e pelicanos fazendo acrobacias aéreas e mergulhos precisos para garantir suas refeições.
Bob Marley no Jack Sprat, famoso bar em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica
Não vimos o Bob Marley, mas olha o cachorro dele aí! (em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica)
Banho delicioso (o melhor chuveiro em 2012!), mais um pouco de internet e trabalho e o jantar, pois ninguém é de ferro. Enfim, uma saudável e tentadora rotina que mereceu mais um dia, até para poder ser chamada de rotina...
Brinde para a Jamaica, em Treasure Beach, no litoral sul da país
Pelicanos em Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica
Bom, esticamos o quanto pudemos, mas amanhã temos de partir. Longa viagem cruzando a ilha de oeste à leste, de sul à norte, passando por Kingston e cruzando as Blue Mountains. O objetivo é a charmosa Port Antonio, porto que recebe navegantes do mundo inteiro e um tipo de turismo que ainda não vimos no país, gente que veio para ver o país e não seus hotéis.
Reggae em praia de Treasure Beach, no litoral sul da Jamaica
O magnífico vulcão Osorno e o lago Llanquihue iluminados pela luz de fim de tarde, em Puerto Varas, no sul do Chile
Nossa balsa vinda da Ilha de Chiloé nos deixou no porto de Pargua de onde seguimos diretamente para Puerto Montt. Com 180 mil habitantes, Puerto Montt é disparado o maior centro urbano dessa região do Chile e quem visita Chiloé ou a Região dos Lagos certamente passará algum tempo por aqui. Mas não muito, já que ela é apenas um grande porto e hub de transportes locais. Para nós que viemos com nosso próprio meio de locomoção, a Fiona, essa passagem pôde ser bem rápida. Uns vintes minutos para atravessar a cidade quando chegamos da Carretera Austral e outros 15 minutos hoje, quando seguimos diretamente para a muito mais interessante Puerto Varas.
Apenas 20 quilômetros separam as duas cidades, mas há um mundo de diferenças entre elas. A começar pelo tamanho, já que a população de Puerto Varas não chega aos 40 mil habitantes. A cidade está às margens do segundo maior lago do Chile, o Llanquihue e é difícil imaginar um cenário mais bonito para uma cidade estar. Isso porque, quase do outro lado do lago está o majestoso vulcão Osorno, com sua forma cônica quase perfeita, cume eternamente coberto de neve e imagem refletida nas águas do lago. Parece um cenário de cinema, um grande outdoor. Nossos olhos não querem acreditar naquela beleza toda, mas sim, é tudo de verdade!
O lago Llanquihue e o vulcão Osorno ao fundo, em Puerto Varas, no sul do Chile
Não por menos, o turismo vem se desenvolvendo muito em todo o entorno do lago, em cidades como Frutillar, Puerto Octay e na própria Puerto Varas. Mas ao contrário de Pucón, tomada pelo turismo de pacote de grandes grupos, Puerto Varas conseguiu se manter mais verdadeira e tranquila, destino predileto de viajantes independentes no sul do país.
O magnífico vulcão Osorno e o lago Llanquihue, em Puerto Varas, no sul do Chile
Nós encontramos lugar em um hostel bem descolado, o Casa Azul, e logo fomos para a orla do lago acompanhar o espetáculo que se desenrolava. O Llanquihue tem 860 km2, mais de 350 metros de profundidade e formato de leque. É mais uma herança das eras glaciais e o estudo de seu contorno e seu leito mostrou que os glaciares chegavam até aqui, permanecendo a área a leste do lago coberta por florestas. Tanta importância teve no estudo sobre o avanço e retrocesso do gelo nessa região que seu nome foi dado à última era glacial na América do Sul, há cerca de 15 mil anos.
A cidade de Puerto Varas, no sul do Chile, às margens do lago Llanquihue
Praia do lago Llanquihue, em Puerto Varas, no sul do Chile
Pois bem, de frente às águas excepcionalmente azuis desse lago, assistimos às últimas luzes do dia iluminar o vulcão Osorno, à nossa frente. Com mais de 2.600 metros de altitude, ele domina completamente o horizonte. Parece saído de um desenho animado, tamanha a perfeição de sua forma e desenho. Ainda mais iluminado pela sol que se punha. Quando finalmente a noite caiu, outro espetáculo: agora era a lua, quase cheia, que iluminava aquela paisagem dos sonhos.
O lago Llanquihue e o vulcão Osorno ao fundo, em Puerto Varas, no sul do Chile
Não poderíamos ter começado melhor nossa exploração dessa que é considerada uma das mais belas regiões do país, a “Região dos Lagos”. Amanhã daremos a volta no Llanquihue, visitando as principais atrações do seu entorno, como Frutillar, Petrohué e o próprio vulcão Osorno. No final da tarde, já seguimos para Pucón, onde vamos encontrar meu primo Haroldo. Infelizmente, vamos perder sua prova de triatlo, a ser disputada durante o dia de amanhã, mas será por um bom motivo. Mas no dia seguinte já estamos combinados de subir juntos outro vulcão, tão famoso como o Osorno, o Villarrica. O mesmo que subimos juntos há 22 anos! Vai ser bem interessante!
Lua quase cheia nos céus de Puerto Varas, no sul do Chile
Bom, para celebrar esse espetáculo que assistimos no final da tarde e desejar boa sorte ao Haroldo na prova de amanhã, encontramos uma deliciosa churrascaria aqui em Puerto Varas. Foi um banquete, como há muito não comíamos. Agora, só falta uma longa e merecida noite de sono e estaremos prontos para os dias intensos que nos esperam aqui na Região dos Lagos!
O céu se pinta de violeta sobre o vulcão Osorno, na incrível imagem de fim de tarde em Puerto Varas, no sul do Chile
Com o Rafa, Ana, Karen e Leo em quiosque da praia em Itaúnas - ES
Mais um dia rotineiro em Itaúnas, vidinha bem difícil. A tradicional caminhada atravessando a ponte, caminhando até as dunas e cruzando o grande campo de areia até a praia. Depois, muita conversa, algumas cervejas, corrida pela praia e um mergulho no mar. A diversão é entrar na água e tentar ficar na mesma linha em que entrou. Tarefa impossível, já que a correnteza teima em levar a gente até a Bahia. Do jeito que está forte, acho que em meia hora ela nos levaria.
Três curitibanas em Itaúnas - ES
Depois, saímos para explorar as dunas e tirar fotos. Isso deu uma fome danada e depois nos banqueteamos todos com uma comida simples, saborosa e com uma pimentinha ardida. Afinal, já estamos ao lado da Bahia.
Leo e Karen em quiosque na praia em Itaúnas - ES
De noite, muito forró. Depois da meia noite, eu já era o aniversariante do dia. Celebramos até quase quatro da manhã. O plano é acordar cedo para a caminhada até a Bahia. Vou celebrar em dois estados! Chique no "úrtimo"!
Caminhando pelas dunas em Itaúnas - ES
Os primeiros presentes vieram do esporte. Vou passar o aniversário como campeão do mundo no voley e, melhor ainda, em primeiro lugar no campeonato brasileiro. Dá-lhe Cruzeirão!
No alto das dunas em Itaúnas - ES
Saindo do parque estadual em Itaúnas - ES
Com a Amelie em almoço em restaurante de Bogotá, na Colômbia
Mais uma vez São Pedro cooperou com o site (mas não conosco) e enviou um dia chuvoso, próprio para se ficar em casa sem dor na consciência. Conseguimos fazer mais alguns posts e enviar mais fotos, mas muito trabalho ainda resta para colocar o site em dia. Com paciência, chegamos lá...
Almoço com a Joana, Douglas, Amelie e Clara em Bogotá, na Colômbia
Conhecemos hoje a simpática Amelie. No início meio tímida, logo ficou muito amiga da Ana. Taí a razão de eu ter feito mais posts do que ela, hehehe. O nome dela vem do belo filme da Amelie Poulan, filme que também nos inspirou na nossa "valsa de casamento". Com uma coincidência dessa, só podia acabar em amizade, hehehe!
O Douglas, Amelie e Clara durante almoço em Bogotá, na Colômbia
Nossa única saída do dia foi para almoçar. Juntos com a simpaticíssima família que nos acolhe e também com o Angelo e a Joana. O Angelo é o dono da empresa de transporte que trabalha com o The Hall Effect. Ficamos amigos na nossa longa viagem de Cali até Girardot. Eles também estão nos tratando muito bem e já combinamos que amanhã vão nos levar para passear na cidade. Primeiro, ao Museu del Oro e depois ao Cerro Monserrate. Com ou sem chuva, porque dois dias em casa, aí já é demais!
O vulcão Baru, ponto mais alto do Panamá, na região de Boquete
Começamos o dia em marcha lenta. Aproveitando a garoa que não parava de cair em Boquete, ficamos nos enrolando na cama, depois no café da manhã e depois na cama novamente, dessa vez trabalhando um pouco. Enfim, chegou a hora do check-out e também não queríamos chegar muito tarde na fronteira. Afinal, hoje era o dia de mudar de país, do Panamá para a vizinha Costa Rica.
Para nós, brasileiros, a cidade da piada pronta! (Panamá)
Antes de sair de Boquete, uma sessão de fotos na cidade da piada pronta, pelo menos para nós, brasileiros. Depois de dois dias rindo das placas que vemos nas ruas, desde as do comércio até as do poder público, hoje já estamos mais acostumados. Mesmo assim, algumas "pérolas" ainda ainda nos arrancam sorrisos. Entre as campeãs, a clinica "Valle Boquete" e o escritório de advocacia "Boquete Legal".
Para nós, brasileiros, a cidade da piada pronta! (Panamá)
Os donos desses estabelecimentos já estão de saco cheio de brasileiros tirando fotos de seus negócios, hehehe. Mais um pouco e vão mudar de nome! Quem também precisaria mudar de nome é uma cidade que fica ali próxima. "Ocu" ?!? Parece até gozação...
Bom, vou deixar a bela Boquete em paz. Na saída da cidade, finalmente conseguimos fotografar o vulcão Baru. Ainda com o cume encoberto, o sol até ameaçava iluminar o vulcão. Uma bela imagem para levarmos de lembrança. Quem sabe na volta?
O rio que corta Boquete, no Panamá
Seguimos para uma das três fronteiras entre o Panamá e a Costa Rica, justamente a menos movimentada delas, em Rio Sereno, no meio da região montanhosa dos dois países. Queríamos fugir das filas e demoras das fronteiras mais movimentadas. A estrada para lá é novinha e a região que ela atravessa é muito bonita, cheia de vales e montanhas verdejantes, além de plantações do melhor café do Panamá.
Chegamos na aduana panamenha pouco antes das quatro e, meia hora mais tarde, já tínhamos feito as documentações de saída nossa e da Fiona. Entramos na Costa Rica felizes da vida, mais ainda ao perceber que quase não havia gente na imigração costarriquenha. Mas, a alegria não durou muito. Logo após ter meu passaporte carimbado com o visto de entrada, descobrimos que não havia aduana por lá, portanto seria impossível entrar com a Fiona. Aquela fronteira é apenas para o trânsito de pessoas, ou então para carros que estejam voltando para a Costa Rica. A não ser que se tenha a sorte de chegar ali justo nas poucas vezes que o oficial da aduana passa por lá.
O vulcão Baru, ponto mais alto do Panamá, na região de Boquete
Bom, não foi o nosso caso. Tivemos de voltar para o Panamá e cancelar a nossa saída do país, assim como da Fiona. Felizmente, os oficiais panamenhos nos ajudaram nisso. Depois, pé na tábua para o Paso Canoas, a maior das fronteiras entre os dois países, na rodovia Panamericana. Já estava escuro quando lá chegamos. A vantagem foi que o movimento já é bem menos nesta hora.
Não demorou muito para passarmos pelas formalidades panamenhas. Do lado da Costa Rica, apesar da curiosidade deles sobre nossa entrada relâmpago no país algumas horas antes, tudo correu bem também. Mas, para fazer todos os papéis do carro, seguro e fumigação, o tempo acaba passando. Mesmo atrasando o relógio em uma hora (já estamos quatro atrás do Brasil agora!), eram quase 8 da noite quando saímos de lá. Finalmente, estávamos em um novo país, o nosso segundo da América Central!
Para nós, brasileiros, a cidade da piada pronta! (Panamá)
Nosso plano era chegar até a praia de surfistas Pavones, no Oceano Pacífico. Pelo mapa, não parecia muito longe dali. Mas ao perguntar, nos disseram que demoraria umas duas horas. Pior, disseram que era uma estrada deserta de noite, e meio perigosa. O negócio, então, era achar algum lugar para dormir por aqui mesmo. Aí, outro problema: fim de semana chegando, muitos costarriquenhos viajando para perto da fronteira do Panamá, região de zona franca, todos querendo adiantar as compras de natal. Resultado, não estava nada fácil encontrar vagas.
Lembrança de Boquete, no Panamá
Desistimos de achá-los em Rio Claro, de onde sai a estrada para a praia e voltamos para Cidade Neily. Aí, no terceiro hotel, encontramos um último quarto. Ufa, que sufoco! Mas, finalmente, estavamos instalados na Costa Rica. Amanhã, com a ajuda da luz do dia, iniciaremos nossas explorações desse belo país, começando pela praia e seguindo depois para as montanhas. Difícil vai ser escolher entre tantas atrações. Mas, como já disse uma vez um técnico de futebol de um time com excesso de bons jogadores, esse é um "problema" bom de se ter, hehehe!
Catedral de Fort-de-France, capital da Martinica
Hoje a Ana acordou animada para um banho de lama. A lama trazida lá do Desolation Valley, em Dominica. Então, aqui na Martinica, com lama da Dominica, na nossa última manhã antes de seguirmos para Santa Lucia, fomos pegar uma praia na frente do hotel, ela toda cinza, enlameada. As pessoas não entendiam nada, ver aquele estranho ser cruzando a estrada, hehehe.
Indo para a praia coberta de lama vulcânica, em St. Pierre, na Martinica
Bem, passamos uma hora por lá, nadamos e caminhamos e seguimos viagem para a capital, Fort-de-France, de onde parte o ferry para Santa Lucia.
Tomando sol com lama vulcânica, em praia de St. Pierre, na Martinica
A cidade, ou pelo menos o centro, fica completamente morto aos domingos. Nós caminhamos um pouco em frente ao Fort Saint Louis, que deu origem à cidade, atravessamos o parque La Savane e fomos ver e fotografar a catedral e o prédio da biblioteca, o principal marco arquitetônico da cidade.
Prédio da biblioteca, marco arquitetônico de Fort-de-France, capital da Martinica
Na verdade, há outro também, uma igreja que fica na parte alta da cidade, na periferia. Uma réplica em menor escala da Sacre Coeur de Paris. Tínhamos passado por lá na nossa viagem entre o sul e o norte da ilha, há dois dias.
A igreja Sacre Coeur de Balate, muito parecida com a original parisiense, na periferia de Fort-de-France, capital da Martinica
Interior da igreja Sacre Coeur de Balate, em Fort-de-France, na Martinica
Por fim, deixei a Ana muito bem instalada num dos poucos restaurantes abertos na cidade e segui para o aeroporto, para devolver o carro. Tudo porque, no Domingo, até as lojas de aluguel de carro estão fechadas no centro. Sem nenhum trânsito, pouco mais de meia hora e eu já estava de volta, de táxi. Juntos, mochilas nas costas, atravessamos novamente o Savane e fomos para o terminal.
Atravessando o parque La Savane, o principal de Fort-de-France, capital da Martinica
Menos de duas horas mais tarde chegávamos à Castries, capital de Santa Lucia. Outra ilha bastante montanhosa no nosso caminho! Entre as montanhas, as famosas “Pitons”, duas incríveis montanhas com formato piramidal, o cartão postal mais famoso do país. Ficam no sul, na cidade de Soufriere, e foi para lá que seguimos diretamente, logo após alugar um carro no aeroporto “local” de Castries.
Atravessando o parque La Savane, o principal de Fort-de-France, capital da Martinica
Era o único local com locadoras abertas num domingo de tarde. De lá partem os voos para as outras ilhas do Caribe e será daí que voaremos para Saint Vincent dia 23. Teremos um bom tempo por aqui e começaremos pela parte sul da ilha, onde estão as Pitons e o turismo de aventura. A parte norte, onde estão a maioria dos resorts que atraem milionários do mundo inteiro, visitaremos mais tarde.
O Fort S. Luis, que deu origem á cidade de Fort-de-France, capital de Martinica
Chegamos em Soufriere já de noite e na praia em frente ao hotel havia uma festa local. Logo tentamos nos misturar, mas não tinha jeito de não chamarmos a atenção. Eu era o único moreno na festa. De loira, tinha a Ana. Os outros, eram como se estivéssemos na Tanzânia ou na Nigéria. Muito legal, o nosso pedaço da África na América!
O Fort S. Luis, que deu origem á cidade de Fort-de-France, capital de Martinica
No escuro, lá estava o impressionante vulto da Petit Piton, do outro lado da praia. Tentamos, de todas as maneiras, fotografá-la. Mas não conseguimos. Mas a visão era maravilhosa! Estamos ansiosos pela luz do sol, para podermos ver essa incrível montanha com as cores que o dia traz. Agora de noite, já deu para ver que vai ser muito mais bonito que imaginávamos!
Praia ao lado do Fort S. Louis, em Fort-de-France, capital de Martinica
A cidade de Ranga Roa vista do alto do vulcão Rano Kau, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico
Hoje era o nosso dia de alugar um carro para rodar pela ilha. Mas começamos nossa manhã a pé mesmo, em busca de uma das mais inusitadas atrações turísticas da ilha: uma missa rezada no idioma rapa nui! Essa cerimônia ocorre apenas uma vez por semana, sempre aos domingos, e costuma atrair quase todos os turistas que estejam na ilha. Pois é, nós pudemos conferir não só a cerimônia, mas o sucesso que ela faz, com os próprios olhos. Dez minutos de caminhada nos levaram a uma igreja alotada, tanto do lado de dentro como no lado de fora. A arquitetura do prédio já é interessante, mas é mesmo a missa que atrai as pessoas.
A simpática igreja de Hanga Roa, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico
Missa movimentada em Hanga Roa, capital da Ilha da Páscoa
Na verdade, ela é rezada em espanhol mesmo. Essa é a língua que todos os moradores da ilha entendem. O rapa nui é falado principalmente por aqueles que tem sangue polinésio, pouco mais da metade da população. Mas a missa tem mitos cantos e esses são todos em rapa nui, assim como o Pai Nosso. A celebração acaba se tornando um grande encontro semanal da população local, o que faz a alegria dos turistas, que ainda podem aprender um pouco de rapa nui.
A movimentada missa dominical rezada em Rapa Nui, na Ilha de Páscoa, território chileno no meio do Oceano Pacífico
A religião católica e seus missionários (franceses) chegaram à ilha em 1864. Naquela época, a religião da ilha era baseada no culto do homem-pássaro, ou “Tangata-Manu”, em rapa nui. Foi esse o culto que substituiu a religião dos Moais, um século antes, quando uma série de guerras internas acabou por derrubar todas as estátuas gigantes de pedra, causando uma reviravolta na ordem social e religiosa da Ilha de Pascoa. Quatorze anos depois da chegada dos primeiros missionários, foi realizado, pela última vez, a competição anual do homem-pássaro, que se extinguiu como religião e passou a fazer parte da história da ilha. O local onde era realizado esse festival e como ele ocorria eram nosso principal “objetivo turístico” do dia.
Caminho para Ana Kai Tangata, onde moravam pessoas na antiga Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico
A caverna de Kai Tangata, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico
Terminada a missa, voltamos para a casa e pegamos nosso carro, alugado com a Joana mesmo por 30 mil pesos (60 dólares). Antes de subirmos o vulcão Rano Kao, para aprendermos mais sobre o festival do homem-pássaro, ainda paramos na mais famosa caverna da Ilha de Pascoa, bem pertinho de Hanga Roa. Ela se chama Ana Kai Tangata, está na beira do mar e é conhecida por suas pinturas, especialmente as que retratam exatamente o Tangata Manu, ou festival do homem-pássaro.
Pinturas rupestres na caverna Kai Tangata, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico
Visitando uma caverna (Ana) ao lado de Hanga Roa, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico
O engraçado é que “Ana”, além de significar o nome da minha amada esposa, quer dizer “caverna” em rapa nui. É claro, então, que não perderíamos a chance de tirar uma foto das duas Ana ao mesmo tempo! Depois da brincadeira, fomos lá ver a tal caverna, criada pela ação do mar nas antigas rochas vulcânicas. Admiramos a fotografamos as pinturas da caverna e seguimos adiante, rumo ao vulcão.
A cidade de Ranga Roa vista do alto do vulcão Rano Kau, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico
O Rano Kao está bem ao lado de Hanga Roa e é uma das sedes do parque. É o único lugar da ilha, além da fábrica de Moais, onde precisamos mostrar aquele ticket do parque que compramos lá no aeroporto, quando chegamos. É também o lugar mais visitado pelos turistas, por sua significância, pela proximidade de Hanga Roa, estrutura (estrada até o cume e muitos painéis informativos) e pela vista que propicia de toda a Ilha de Páscoa, do alto de seus 324 metros de altura.
Topo do vucão Rano Kau, onde se iniciava o festival do homem-pássaro, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico
Essa vista é realmente linda. Podemos vislumbrar perfeitamente a cidade de Hanga Roa aos nossos pés, além dos outros dois grandes vulcões que deram a forma triangular à Ilha de Pascoa. Nós tiramos nossas fotos e seguimos ainda mais adiante, onde está a antiga cidade cerimonial de Orongo, onde se organizava o festival do Tangata Manu. Antes de chegarmos às ruínas de Orongo, passamos pelo museu e, enfim, aprendemos os detalhes dessa antiga competição religiosa.
A cratera do vulcão Rano Kau, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico
Lago coberto por junco no interior da cratera Rano Kau, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico
Pois é, o festival do homem-pássaro era sim uma competição. Os maiores e mais valentes guerreiros de cada um dos clãs da ilha se reunia, uma vez ao ano, na cidade de Orongo, construída no topo do vulcão Rano Kao. Aí, durante semanas, se preparavam espiritualmente para o desafio que chegava junto com um pássaro migratório, o manurata. Esse espécie de ave tinha como costume colocar seus ovos numa pequena ilha rochosa, um “motu”, a cerca de um quilômetro da costa. Os guerreiros apostavam uma corrida para pegar o primeiro ovo colocado naquela estação e retorná-lo, inteiro, a ilha de Rapa Nui. A corrida começava por uma descida desenfreada das encostas íngremes do vulcão em direção ao mar e depois, continuava com uma natação até o motu. Ali, era preciso encontrar um ovo. Muitas vezes, os guerreiros se adiantavam aos pássaros e tinham de esperar dias na pequena ilha rochosa até que um pássaro se dignasse a colocar seu ovo sagrado. Depois, todo cuidado era pouco para retornar o ovo à ilha principal.
Ruínas da cidade cerimonial de Orongo, no topo do vulcão Rano Kau, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico
Ruínas da cidade cerimonial de Orongo, no topo do vulcão Rano Kau, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico
Não era incomum que houvesse mortes nessa corrida, principalmente no trecho de descida do vulcão. Mas a recompensa de tantos perigos valia a pena. O líder do clã a que pertencesse o guerreiro vencedor (algumas vezes, o próprio líder era o competidor!) se tornava líder supremo da ilha, político e religioso, por um ano, e todos os clãs reconheciam sua autoridade, agora revestida de um caráter espiritual, quase sagrado.
Ilhas onde chocavam os manutaras e para onde nadavam os participantes do festival do homem-pássaro, em frente ao vulcão Rano Kau (em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico)
Bem, com a chegada da Igreja católica e a conversão dos ilhéus ao cristianismo, foi-se o festival e, por algum estranho motivo, foram-se os pássaros, que pararam de chocar naquela pequena ilha rochosa. Hoje, existe até um programa científico para tentar trazer de volta o pequeno manutara. Quando à corrida, ela passou a ser encenada novamente por “guerreiros” atuais que tentam reviver sua cultura. Mais como uma maneira de valorizar o passado do que uma volta à antiga religião.
Manutara, cujo ovo era o prêmio máximo no festival do homem-pássaro, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico
A antiga cidade de Orongo pode ser visitada, mas não se pode entrar nas casas. Dali, a vista para a cratera do antigo vulcão, hoje um grande lago, é magnífica. A mesma visão que tiveram os diversos saqueadores de tesouros arqueológicos que chegaram à ilha de Pascoa no início do séc. XX e roubaram descaradamente várias relíquias aqui de cima. Até posavam para fotos, equipes americanas ou europeias. Essas tristes cenas podem ser vistas no museu e a Ilha de Pascoa tenta hoje, por enquanto sem resultado, que essas peças sejam devolvidas ao seus lugares de origem. Mas os museus internacionais e colecionadores particulares fingem que não ouvem...
A cratera do vulcão Rano Kau, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico
Filhotes de elefantes-marinhos brincam na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul
A origem do conceito de “Éden” vem do livro Gênesis, da Bíblia. Ali Deus fez um maravilhoso jardim onde acomodou suas mais novas criações, Adão e Eva. O casal acaba por comer o fruto proibido da Árvore do Conhecimento e o Criador, furioso, o expulsa para sempre do jardim. Estava criado o “pecado” e a “vergonha”.
Algumas das muitas fêmeas de elefante-marinho de um harém na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul
Pinguins rei e um grande elefante-marinho na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul
Em tempos modernos, o conceito se ampliou um pouco. Hoje, a palavra “Éden” é comumente associada a um local paradisíaco onde vivem muitos animais em perfeita harmonia. Não sei se este lugar existe realmente, mas se existir, não deve ser muito diferente de Gold Harbour, na Geórgia do Sul. Pelo menos, essa foi a sensação que tivemos ao visitar essa baía simplesmente fantástica, rodeada por montanhas e glaciares, cercada por um mar azul e frequentada por elefantes-marinhos, pinguins e muitas outras aves, todos mais felizes do que nunca. Especialmente os filhotes, cheios daquela energia e felicidade próprios da infância, curiosos com tudo o que os rodeia e felizes com o sol que os esquenta. De todos os lugares do mundo, é exatamente ali que gostariam de estar, seu paraíso quase particular.
Elefante-marinho descansa na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul
A grande geleira em Gold Harbour, na Geórgia do Sul
A exceção para toda essa harmonia contagiante, claro, é a briga entre os grandes elefantes-marinhos machos que relatei no post anterior. Dentro do conceito de “Éden”, essa é a falha. Mas não se enganem: as brigas eram a exceção e a harmonia era a regra. Nós estávamos interessadíssimos nas batalhas entre esses enormes animais, mais foi impossível não ficarmos hipnotizados também pela quantidade enorme de animais convivendo e interagindo entre si, todos rodeados por uma paisagem de grandiosidade indescritível.
Uma multidão de pinguins rei na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul
Pinguim rei se estica todo na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul
Mais uma vez (e agora foi nossa última vez, a despedida mesmo!), centenas de pinguins rei, sempre elegantes com suas vistosas manchas amarelas. Andam sempre em grupos, parecem ter seus amigos e sua turma. Para nós, é impossível diferenciá-los, mas entre eles, com certeza se entendem. Ora descansam, ora vão passear pela praia, andando em fila de maneira ordenada. No caminho, se interessam por uma bola fofa de gordura e pelos que se espreguiça e depois rola para lá e para cá. É um filhote de elefante-marinho, também ele muito interessado nessas simpáticas aves.
Um filhote de elefante-marinho interage com pinguins rei na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul
Pequeno elefante-marinho se espreguiça entre pinguins rei na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul
Os pinguins seguem o seu caminho, agora passando ao lado de seus primos, os pinguins gentoo. É o encontro da 2ª e 3ª maiores espécies de pinguins que coexistem em tantos lugares. Tem uma relação cordial, mas a curiosidade não dura muito. Cada grupo para seu lado, acho que falam línguas distintas.
Cuidadosamente, pinguins rei atravessam a "zona de guerra" de elefantes-marinhos na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul
Cuidadosamente, pinguins rei atravessam a "zona de guerra" de elefantes-marinhos na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul
Um pequeno pinguim gentoo caminha na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul
A relação é um pouco menos amistosa com as skuas, ave de rapina sempre a procura de um almoço. Mas elas não ousam enfrentar um pinguim adulto. Preferem os ovos, as crianças e os cadáveres. Adulto com adulto, há um tenso respeito entre eles.
Pinguins rei observam um albatroz na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul
Pinguim rei e elefante-marinho macho parecem se medir em praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul
Por fim, um delicioso banho no mar. Afinal, já é quase verão por aqui e a água parece muito apetitosa. O que para nós seria congelante, para eles é apenas refrescante! Cuidado maior deve ser tomado na volta, quando tem de cruzar o possível campo de batalhas de dois grandes elefantes-marinhos. O grupo todo para, olha para um lado, para o outro e tratam de acelerar naquele terreno mais perigoso. Uma graça de se ver!
Um grupo de piinguins rei caminha para o mar em Gold Harbour, na Geórgia do Sul (foto de Steve Denver)
Pinguins rei enfrentam as ondas da praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul (foto de Alison Metherell)
Ainda mais interessante ainda de se observar são os filhotes de elefantes-marinhos. Com poucos meses de vida e já tem um peso parecido com o nosso. Rolam para lá e para cá, seus enormes olhos negros atentos a tudo. Brincam entre si, aproximam-se de pinguins e de nós, humanos, e voltam para o aconchego de suas mães. No intenso olhar, não há medo, apenas curiosidade. De novo, o único perigo para eles são as brigas entre os grandes machos da espécie. Podem ser literalmente atropelados. Nada de estar no lugar errado na hora errada. Felizmente, nós não vimos nenhum atropelamento ao vivo, mas os restos de um pequeno filhote que fazia a alegria das skuas era a prova de que acidentes como esse acontecem sim. Mesmo no éden.
Filhote de elefante-marinho na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul (foto de Ken Haley)
Um jovem elefante-marinho faz graça para o fotógrafo na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul (foto de Wayne Purcell)
Filhotes de elefante-marinho brincam na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul (foto de Susan Pairaudeau)
O incrível cenário de Gold Harbour, na Geórgia do Sul, com sua cascata de gelo, pinguins e elefantes-marinhos
Por fim, já falei, mas não custa lembrar: Éden que é éden tem de ser bonito. E beleza é o que não falta nesse lugar, uma grandiosidade de tirar o fôlego, para onde quer que se olhe. Um cenário que não deve nada àqueles de filmes como O Senhor dos Anéis. Gigantescas geleiras que terminam em fotogênicas cachoeiras que escorrem para um mar azul, tudo isso cercado por montanhas nevadas de um lado e uma praia repleta de animais do outro. É, era aqui mesmo que eu queria nascer se eu fosse um elefante-marinho. Com o devido cuidado com os adultos, claro!
Um casal de elefantes-marinhos dorme na praia de Gold Harbour, na Geórgia do Sul
Caminhando com o casal de cachorros em Caraíva - BA
O programa de hoje foi uma linda e longa caminhada. Começamos com um sadio café da manhã de iogurte e granola, quase com o pé na areia, o céu azul a nos chamar e terminamos já no escuro, nos esbaldando com uma almojanta na Duca, comida natural em fartura e gosto que não fica nada a dever para qualquer churrasco ou feijoada. Entre as duas refeições, fomos e voltamos à pé da praia de Coruípe, a uns 12 km de Caraíva.
A linda praia do Satú, em Caraíva - BA
Para chegar em Coruípe, passamos por praias cinematográficas como a Praia do Satú e a Praia do Espelho, e por lagoas de água doce e escura, um verdadeiro contraste com o mar esmeralda ao nosso lado.
Linda lagoa após a Praia do Satú, em Caraíva - BA
Logo que saímos da nossa pousada ganhamos a companhia de um simpático casal de cachorros, que já vinham fazendo festa para nós nos dias anteriores. Achei que eles iriam somente até o rio, mas para a nossa surpresa, antes mesmo que a gente começasse a atravessá-lo, eles já tinham se atirado na água. Pareciam certos da nossas intenções. Logo nos lembramos do dog lá de Ilha Grande e do Simbad, lá do Matutu. òtimos companheiros, esses cães!
Os cães nos acompanham na caminhada, em Caraíva - BA
Esse casal foi conosco até a Praia do Satú, onde a encosta chega perto do mar e a sombra da amendoeira já está dentro d'água. Difícil descrever tamanha beleza. Na temporada, há até cerveja por ali. Hoje, a sombra e o cenário já bastavam!
Atravessando as falésias do Espelho, em Caraíva - BA
Depois do Satú, duas lagoas de água doce e refrescante. Quem primeiro entrava na água era o casal de dogs, ávidos de sede e vontade de se refrescar. Depois era a nossa vez, nos sentindo no paraíso. E aí, um novo cão apareceu, menorzinho mas muito mais animado e festeiro.
Autofoto no Espelho, em Caraíva - BA
Depois das lagoas, as lindas falésias do Espelho. A trilha passa por cima, um gostoso contraste depois de tanta praia. Quando chegamos do lado de lá, a cor do mar até engana, de tão esmeralda. Magnífico! É a praia de Coruípe, que as pessoas costumam chamar de Espelho. É aí que estão pousadas chiquérrimas e exclusivas. Com aquele "precinho", claro! Há também restaurantes estilosos, cheio de almofadas e bungalôs. Um convite ao ócio!
Com as amigas Ana, Gracie e Luciana em Coruípe, Trancoso - BA
E foi o que fizemos. os cães, simplesmente desmaiaram na praia. A gente reencontrou as amigas cariocas e lá fomos às caipirinhas. Tentamos não comer para guardar lugar no estômago para o banquete que nos aguardava em Caraíva.
Bar na praia de Coruípe, em Trancoso - BA
A tarde veio chegando e com ela a maré cheia. Era passada a hora de voltar. Mas o casal de dogs se recusou a voltar. Apenas o pequenininho, que tínhamos pego no Satú, veio todo lampeiro. Mas com a maré alta os riachos cresceram e o pequeo cão era meio medroso. Não tem problema: a Ana carregava ele sobre as águas.
Praia de Coruípe, em Trancoso - BA
Viemos acelerados curtindo o fim de tarde e, doze quilômetros depois, estávamos á beira do rio Caraíva. Maré bem cheia, o rio era mais mar do que rio. Difícil atravessar, ainda mais carregando uma máquina fotográfica e um cachorro. Pois é, o cãozinho não quis para no Satú e veio conosco. Eis que aparece uma jovem índia em sua canoa. Perfeito! A Ana atravessou com ela,levando o pequeno companheiro e a mochila enquanto eu enfrentei um marzão.
Retornando para Caraíva, na praia de Coruípe, em Trancoso - BA
Meia hora depois já estávamos na Duca, contando nossa epopéia. E ela nos esclareceu sobre os cachorros. O casal tinha vindo de Coruípe mesmo. Esperavam alguém que os levasse de volta. De alguma maneira, sentiram que iríamos até lá. O pequeno é do Satú mesmo. De vez em quando, aparece em Caraíva com algum turista que o atravesse de barco. Depois, precisa arrumar outro que o atravesse de volta.
Fim de tarde no Espelho, em Caraíva - BA
Nossa... o que será que passa na cabeça desses cães? Pelo visto, adoram uma caminhada! Também, com esse cenário...
Cruzando riacho de volta à Caraíva - BA
O movimentado porto de Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)
Várias vezes durante os 1000dias passamos pela região amazônica. Com a Fiona ou de barco, quase sempre no Brasil, mas também em outros países, já que esse incrível ecossistema se estende por uma vasta região da América do Sul, incluindo países como as Guianas, Venezuela, Colômbia, Equador, Bolívia e Peru. Neste último, passamos pela cidade de Puerto Maldonado quando percorríamos a rodovia interoceânica, a estrada que liga o Acre com Cusco, no Peru. Mas a nossa experiência amazônica peruana foi meio conturbada, já que a Ana adoeceu na cidade e ficamos mais entre hospitais e farmácias do que entre árvores e macacos (veja o post aqui). De qualquer maneira, a cidade-símbolo da Amazônia peruana não é Puerto Maldonado, mas Iquitos, mais ao norte, muito maior e mais isolada. Iquitos é a maior cidade do mundo onde não se pode chegar por estradas. Incrustrada no meio da selva e na orla do maior rio do planeta, com mais de 300 mil habitantes, ali só se chega de avião ou de barco.
O nosso roteiro pela América do Sul em 1990. O trechos entre Bauru e Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e entre Puno, Cusco e Arequipa, no Peru, foram de trem. Os outros trechos, de ônibus. Para retornar de Lima, avião para Iquitos e barco até Tabatinga, no Amazonas
Talvez por isso, ela nunca esteve no roteiro da Fiona ou dos 1000dias. Mas eu já estive lá uma outra vez, durante meu primeiro mochilão pelo continente, em Julho de 1990. Eu viajava com meu primo Haroldo e o amigo Marcelo e já relatei outras partes dessa mesma viagem aqui no site dos 1000dias, especialmente aqueles trechos interessantes do continente em que eu e a Ana não passamos dessa vez. Foi assim com a nossa passagem pelo Trem da Morte, quando subimos a montanha Chacaltaya, ao lado de La Paz, e quando percorremos a Trilha Inca, a caminho de Machu Picchu. Depois de conhecer as ruínas arqueológicas mais famosas do continente, nós fomos para Arequipa, no sul do Peru e, de lá, para a capital, Lima. Daí seguimos para Huaraz, na belíssima Cordillera Blanca, e Trujillo, no norte. Durante os 1000dias nós estivemos em todos esses lugares e por isso não relato aqui como foi a nossa experiência por eles naquele tempo. Faltava, então, retornar ao Brasil e foi então que passamos por Iquitos, numa travessia que incluiu aviões e barcos, não só para conhecer Iquitos, mas também as maiores cidades da região norte do nosso país.
Em 1990, nós voltamos do Peru para o Brasil de barco pelo rio Amazonas, saindo de Iquitos (onde só se chega voando ou navegando!) para Tabatinga, no Amazonas, fronteira com Leticia, na Colômbia
Já naquele tempo, a viagem a Machu Picchu era uma espécie de batismo de fogo para jovens estudantes brasileiros que pretendiam conhecer o mundo. O roteiro era quase sempre o mesmo, seguindo por terra (trem e ônibus) do Brasil ao Peru, através da Bolívia, e retornando pelo mesmo caminho. Alguns viajantes preferiam (se pudessem!) voar na volta, tanto de La Paz como de Lima, para aqueles poucos que esticavam a viagem até lá. Na época, nós quisemos fugir um pouco desse lugar-comum e inovar. Numa época sem internet, debruçados sobre mapas e guias, idealizamos uma volta alternativa, de barco, pela região amazônica. Bastaria chegar até Iquitos e, de lá, navegando pelo rio Amazonas, chegar até Manaus e Belém. Planos feitos, mãos a obra. Quando passamos por Lima, ainda antes de seguirmos para o norte do país, conseguimos comprar passagens aéreas para Iquitos. Nosso problema, além do dinheiro, era o tempo, pois tínhamos de retornar às aulas universitárias do início do 2º semestre. Uma corrida só! O bom de passagens aéreas, de trem ou de ônibus, é que podemos marcar datas e, quase sempre, confiar nelas. Estávamos para aprender que o mesmo não se pode dizer das viagens de barco, especialmente na região amazônica.
Chegando no aeroporto de Iquitos, no meio da amazônia peruana (foto de Julho de 1990)
Uma deliciosa casa de sucos e saladas de frutas em Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)
Na data marcada, voamos para Iquitos. Aí conhecemos um outro Peru, completamente diferente daquele pelo qual vínhamos viajando nas últimas semanas. Somem os Andes, entra a floresta amazônica. Desaparece o frio, um calo úmido ocupa seu lugar. A típica fisionomia andina dos indígenas também é substituída pelos traços conhecidos dos índios amazônicos. O único elo é a língua espanhola. Aliás, que estranho que foi para nós, já no aeroporto, nos sentir na Amazônia, mas escutar todo mundo falar espanhol. O cérebro quase entra em parafuso. Iquitos, como eu já disse, é uma grande metrópole, cerca de 300 mil habitantes, e está completamente isolada das outras cidades do país e do planeta, pelo menos por vias terrestres.
O Haroldo observa o movimentado porto de Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)
Barco lotado chega a Iquitos, na beira do rio Amazonas, no Peru (foto de Julho de 1990)
Naquela época, o turismo do ayahuasca (o famoso chá psicodélico amazônico), que atrai tanta gente a Iquitos nos dias de hoje, ainda não havia se desenvolvido e nosso principal objetivo na cidade era tomar o barco em direção ao Brasil. Mal encontramos uma pousada e corremos ao porto para tentar descobrir horários e comprar passagens. Foi quando descobrimos que, teoricamente, há barcos todo o tempo, mas que na prática, só saem quando estiverem cheios, de carga e de pessoas. Há vários barcos descendo o rio, mas o problema é acertar qual vai sair primeiro. Ficamos sempre com medo de nos comprometer com algum (pagar!) para depois descobrir que outros vão sair antes. Viagens marcadas para hoje podem muito bem esperar uma semana para zarpar. É o ritmo amazônico, mas nós não tínhamos tempo para nos adaptar a ele. O resultado é que íamos constantemente ao porto em busca de informações mais precisas e na torcida (e desespero!) para que zarpássemos o quanto antes. E entre uma visita e outra, fomos relaxando e curtindo o tempo naquela cidade tropical.
Embarcando no barco Iris, em Iquitos, no Peru, rumo a Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)
Foram quase três dias de espera até que nosso barco, o Íris, zarpasse. Nesse tempo, nunca tomei tantos suco e comi salada de frutas na minha vida. Uma delícia! Saúde pura! A cidade e sua praça central, a sempre presente “Plaza de Armas”, parecem bastante o Brasil. Além da língua, claro, a diferença está na quantidade impressionante de moto-táxis nas ruas da cidade. Centenas, milhares! Na verdade, são triciclos, e acho que todo mundo se locomove dessa maneira por ali, inclusive nós. Deve ser mais barato levar esses veículos para lá, todos de barco, já que não há estradas. Sem contar o próprio combustível, já que são muito mais econômicos que carros. Por fim, o próprio calor amazônico, uma constante por ali. No triciclo, estamos sempre com um ar condicionado natural, o vento! Não só os veículos são abertos, mas os restaurantes, sempre com grandes terraços e sob a sombra de árvores. Até as igrejas, onde assistimos a um coral amazônico, são mais amplas, abertas e tropicais.
Navegando na parte peruana do rio Amazonas, de Iquitos, no Peru, a Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)
Mas, por fim, partimos, com dois dias de atraso desde a primeira promessa do capitão. Para nós, acabou saindo mais barato investirmos em uma cabine do que comprar três redes para dormir em um dos dois decks do barco. Para os três, foi a primeira experiência no rio Amazonas, que tanto havia frequentado nossas aulas de geografia durante a adolescência. A emoção de estar lá, vendo-o com os próprios olhos, é até difícil de descrever. O rio é absolutamente enorme, mesmo estando a mais de 1.000 quilômetros da foz. Uma massa de água, imparável, rasgando a floresta ao meio. Uma hora depois de partirmos, a calma de navegar quase sozinhos no meio do rio e da floresta contrastava com o caos reinante no porto de Iquitos. Ali, um movimentado porto amazônico, barcos chegam e saem todo o tempo em docas improvisadas nas encostas do rio. Todo o tempo, centenas de pessoas entram e saem dos barcos, chegam e partem da cidade, rio acima ou rio abaixo. Um verdadeiro formigueiro humano que, depois de algumas visitas ao porto, passamos a compreender. Dentro do caos, uma certa ordem. Mas apenas aos olhos mais treinados.
Navegando por pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)
Vitórias-régia em pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)
Agora ali, no meio do rio, a calma é verdadeira. Sempre há botos cinza a nos guiar. O local mais gostoso do barco é o telhado, longe da confusão dos decks e da música alta. Por falar nisso, a cabine é terrivelmente barulhenta, quase em cima do motor. Abafada também, só ficamos ali de noite. A comida servida no barco não é das melhores, mas trouxemos bastante frutas da cidade. O banheiro é quase inusável e o melhor a fazer, se conseguirmos, é segurar. Os passageiros são quase todos peruanos e muitos deles nem sabem o que é ou onde é o Brasil, mesmo estando em um barco que vai descer o rio até a fronteira. “Brasil? Es uma ciudad?”.
Navegando por pequenos braços do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)
Passageiros fazem força para tentar desatolar nosso barco do leito do rio Amazonas, na região de Iquitos, no Peru (foto de Julho de 1990)
Muitas vezes, o barco sai do curso principal do rio para entrar em algum afluente. Aí, em algum pequeno povoado ou fazenda, entram e saem pessoas, é descarregado ou carregado algo. É quando nos sentimos mais pertos da infinita floresta que nos rodeia. Pequenas canoas transitam para lá e para cá. Casas são flutuantes ou se sustentam sobre palafitas. São verdadeiramente os trechos mais interessantes da viagem, mas foi aí também que tudo mudou. O barco fez uma aproximação errada da orla do rio e simplesmente atolou. Pois é, atolados no rio mais caudaloso do mundo, parecia até piada. Piada também foi quando quase todos os passageiros desceram e tentaram empurrar o barco. Ele, obviamente, nem se mexeu. Para nós, ao menos, foi divertido, nadar no rio Amazonas que ali não tinha nem um metro de profundidade. A diversão acabou e o barco, muito carregado de combustível, continuava atolado. Chegou um rebocador para ajudar e nada. Chegou outro e nada. Estávamos completamente presos no meio do nada, centenas e centenas de quilômetros de florestas para todos os lados.
O sol nasce no rio Amazonas, durante nossa navegação entre Iquitos, no Peru, e Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)
Foi quando um outro barco que seguia para a fronteira passou por ali. Com ajuda de barquinhos, todos os passageiros e suas bagagens foram transferidos. Só que agora, não tínhamos nem cabines e nem redes. A solução foi dormir no piso mesmo, embaixo das dezenas de redes penduradas no convés. Foram “apenas” mais 18 horas de viagem e não tinha outra solução. Melhor do que ficar ali, parados na floresta. Agora, mais do que nunca, com exceção de umas poucas horas de sono durante a noite, ficávamos no telhado do barco admirando a beleza grandiosa ao nosso redor. O nascer-do-sol sobre o rio Amazonas foi absolutamente espetacular e inesquecível, as água do rio pintadas de fogo pela luz da aurora. Que incrível!
O sol nasce no rio Amazonas, durante nossa navegação entre Iquitos, no Peru, e Tabatinga, no Brasil (foto de Julho de 1990)
Por fim, chegamos à Santa Rosa, uma pequena vila peruana construída sobre uma ilha do rio na chamada “fronteira tríplice”. Dou outro lado do rio, Colômbia e Brasil, Leticia e Tabatinga. Na pequena Santa Rosa, fizemos nossos papéis de saída e brincamos bastante com duas simpáticas e espertas meninas que haviam viajado conosco. Ficamos também impressionados com as cores de uma espécie de papagaio que vivia na casa do policial da fronteira. Verde, vermelho e amarelo! Uma ave tricolor ali na tríplice fronteira. Papéis prontos, atravessamos o rio de voadeira e voltamos, enfim, ao Brasil. Tabatinga não é a mais bela das cidades, muito pelo contrário. Mas era o primeiro pedacinho do Brasil em que pisávamos depois de 30 dias de andanças por Bolívia e Peru. Típica cidade de fronteira, uma tensão quase constante no ar. Tráfico de drogas e mercadorias são comuns por ali, mas para quem não está metido nisso, a preocupação maior é o forte calor. Estamos sempre procurando algum ventilador para nos aliviar um pouco.
Um papagaio todo colorido em Santa Rosa, fronteira entre Peru e Brasil, no rio Amazonas (foto de Julho de 1990)
Fazendo amizade com simpáticas crianças peruanas na fronteira entre Peru e Brasil, no rio Amazonas (foto de Julho de 1990)
Tabatinga está grudada em Leticia. Juntas, são quase 100 mil habitantes. Mas Leticia é infinitamente mais turísticas, uma das cidades mais procuradas na Colômbia por visitantes estrangeiros. Todos em busca de uma experiência na exótica Amazônia. Nós, depois de mais de dois dias navegando nas águas do maior rio do mundo e dos três dias esperando em Iquitos, já estávamos satisfeitos com a experiência. O que precisávamos mesmo era sair dali, pois o semestre letivo já começava a 4 mil quilômetros de distância, lá na UNICAMP, interior de São Paulo. Checando preços e alternativas, descobrimos que o barco e o avião custariam mais ou menos a mesma coisa até Manaus. Com a diferença de que uma viagem demoraria três dias e a outra, três horas. Com a pressa que estávamos, não foi difícil escolher. Voamos no dia seguinte, na extinta Varig. O mesmo raciocínio valeu para o trecho entre Manaus e Belém, alguns dias mais tarde. Só que dessa vez, voamos na extinta Vasp. As passagens podiam ser pagas em três vezes sem juros! Nos últimos 20 anos, nós nos esquecemos disso, mas a inflação daquela época era de 10% ao mês! Pagar em três vezes era um senhor desconto! Foi assim que voltamos à nossa Campinas, depois de um belo giro por Bolívia, Peru e Amazônia, um super primeiro mochilão que me fez pegar gosto pela coisa e que, para sempre, me serviria de referência nas muitas viagens que se seguiram nos anos e décadas seguintes. Como se diz por aí: “a primeira vez, a gente nunca esquece!”.
A fronteira tríplice entre Brasil (Tabatinga), Peru (Santa Rosa) e a famosa Leticia (Colômbia), na amazônia. Foi por aí que voltamos ao Brasil na viagem de 1990, vindos de barco de Iquitos, na amazônia peruana
P.S Para quem se interessar, os relatos dessa viagem de 1990 que estão no site dos 1000dias são:
1 - A viagem no Trem da Morte
2 - A subida do Chacaltaya, em La Paz
3 - A Trilha Inca até Machu Picchu
4 - Viajando pelo rio Amazonas do Peru ao Brasil (este post!)
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