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Mercados e Estradas

Equador, Quito

Lanche rápido no Mercado de Comidas de Otavalo, no Equador

Lanche rápido no Mercado de Comidas de Otavalo, no Equador


Hoje resolvemos explorar a região ao norte de Quito, já chegando bem perto da fronteira com a Colômbia. Nossos planos eram ambiciosos: viajar até Otavalo, onde está um dos mais famosos mercados andinos do continente, explorar um pouco da bela natureza ao seu redor, seguir por estradas secundárias até Mindo, o melhor local do país para se observar pássaros e, na volta para Quito, passar por "Mitad del Mundo", onde há um museu e um monumento marcando o local por onde passa a linha do Equador. Aí, quem sabe, se ainda chegássemos à tempo, subir o teleférico para se ter as melhores vistas de Quito.

O famoso mercado de Otavalo, no Equador

O famoso mercado de Otavalo, no Equador


Logo no início já deu para perceber que seria meio difícil fazer isso tudo. A rodovia Panamericana, que liga Quito à Otavalo é completamente atravancada. Muitas curvas, muitas subidas, muitos caminhões, pista simples. Com muita paciência, fomos seguindo, felizes que a volta não seria por ali, mas pelas tais "estradas secundárias". O GPS sugeria que voltássemos para Quito pela Panamericana e, de lá, fôssemos para Mindo. Mas, de posse do mapa rodoviário do país, estava decidido a fazer o caminho alternativo e não ter de pegar aquela estrada outra vez.

O famoso mercado de Otavalo, no Equador

O famoso mercado de Otavalo, no Equador


O mercado de Otavalo ocorre diariamente, mas é no sábado que é maior e atrai milhares de turistas. Depois de Galápagos, é considerado a maior atração turística do país. Nós resolvemos ir na sexta mesmo, para fugir das multidões. Em dias de semana é bem mais tranquilo e ocupa "apenas" uma praça. Cheio daquelas malhas e casacos coloridos que são a cara dos Andes. Passeamos um pouco por ali e a Ana, a Laura e o Rafa não resistiram e compraram todos um belo chapéu Panamá, para protegê-los do sol. No resto do dia, estavam todos uniformizados, uma mistura de Indiana Jones e do boto do Ricceli.

A Laura experimenta chapéu no mercado de Otavalo, no Equador

A Laura experimenta chapéu no mercado de Otavalo, no Equador


Chapéu novo comprado no mercado de Otavalo, no Equador

Chapéu novo comprado no mercado de Otavalo, no Equador


Outra atração é o mercado de comida, cheio de cores, cheiros e formas, uma experiência para nossos sentidos. Passamos um bom tempo experimentando frutas, comidas exóticas e, claro, fotografando e socializando com os locais.

Amoras e morangos no Mercado de Comidas de Otavalo, no Equador

Amoras e morangos no Mercado de Comidas de Otavalo, no Equador


Um rápido almoço num charmoso restaurante vegetariano e estávamos prontos para seguir em frente. Próxima parada: a laguna de Cuicocha, formada numa antiga caldeira de vulcão. É possível percorrer uma trilha de 4 horas ao redor da laguna, mas nós fizemos só um pedacinho, o bastante para tirar fotos desse lugar incrível.

Visitando a laguna Cuicocha, uma antiga caldeira de vulcão, na região de Otavalo - Equador

Visitando a laguna Cuicocha, uma antiga caldeira de vulcão, na região de Otavalo - Equador


Aí, era hora de acelerar para a próxima atração, a pequena cidade de Mindo, no limite entre as terras altas e a floresta tropical, ecossistema preferido de centenas de espécies de pássaros e paraíso dos "birdwatchers". Mas as estradas secundárias eram, na verdade, terciárias e quaternárias e o nosso ritmo de deslocamento caiu bastante. Principalmente com a forte neblina que não nos deixava ver mais de 3 metros à frente.

Visitando a bela Laguna Cuicocha, uma antiga caldeira de vulcão, na região de Otavalo, no Equador

Visitando a bela Laguna Cuicocha, uma antiga caldeira de vulcão, na região de Otavalo, no Equador


Bem devagarzinho fomos descendo a serra até chegar abaixo do nível das nuvens. A paisagem era de um verde exuberante, rios e montanhas, matas e pequenas vilas. Nossa estrada de terra passava de uma vale para o outro, ziguezagueava encostas e ribanceiras, cruzava estreitas pontes de madeira. O visual era maravilhoso, bucólico e tropical. Para nós, acostumados agora com os desertos do Chile e Peru, o contraste era maior ainda.

Atravessando uma fortíssima neblina na região ao norte de Quito, no Equador

Atravessando uma fortíssima neblina na região ao norte de Quito, no Equador


Mas o tempo foi passando, passando, passando e Mindo se foi pelos ares. Nosso objetivo, agora, era chegar na Mitad del Mundo antes que fechasse, às 18:00. Pura ilusão. O relógio avançava inclementemente. Já estava escuro quando lá chegamos, enfim de volta ao asfalto. Teremos de voltar aqui alguma hora, possivelmente depois de Galápagos. O mesmo vale para a subida ao teleférico.

Procurando caminhos nas montanhas verdes ao norte de Quito, no Equador

Procurando caminhos nas montanhas verdes ao norte de Quito, no Equador


Voltamos ao nosso hotel e, de noite, fomos conhecer a agitada noite da Plaza Foch, o coração de Mariscal. Dezenas de bares, restaurantes e boates, todos lotados numa noite de sexta-feira. Por sugestão de um amigo, escolhemos o Tapas e Vinhos, bem em frente à praça.

Jantando em restaurante na Plaza Foch, em Mariscal, Quito - Equador

Jantando em restaurante na Plaza Foch, em Mariscal, Quito - Equador


Amanhã cedo vamos tentar marcar nossas subidas nos vulcões Cotopaxi e Timborazo, os maiores do mundo em suas respectivas "categorias" (vulcão ativo e vulcão extinto). Depois, é partir para o sul, às cidades de Baños e Cuenca e o que mais der tempo antes de partirmos para Galápagos, no dia 25 pela manhã. Vamos que vamos!

Mercado de Otavalo - Equador

Mercado de Otavalo - Equador

Equador, Quito, Cuicocha

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Na Sierra de San Francisco

México, San Ignacio, Sierra de San Francisco

Admirando a grandiosidade da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Admirando a grandiosidade da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


Sem muita pressa, afinal tínhamos um dia inteiro pela frente, acordamos, tomamos o café da manhã e empacotamos a Fiona. A noite de hoje não seria mais aqui, em San Ignacio, mas no alto da Sierra de San Francisco, em pleno deserto Vizcaino, longe das luzes da cidade e embaixo do mais estrelado dos céus. Não seria uma viagem longa: 40 km pela transpeninsular (que acabará por nos levar até Tijuana) e um desvio com mais 30 km de asfalto e outros 10 de terra, em estado precário.

Encontro com americanos em San Ignacio, na Baja California - México

Encontro com americanos em San Ignacio, na Baja California - México


Primeiro, precisamos voltar à sede da Inah para comprarmos nossos ingressos à Sierra e às cuevas que lá estão, com suas pinturas rupestres de milhares de anos. Depois, já estando na praça central de San Ignacio perto do meio-dia, uma ótima oportunidade para o almoço. Aí conhecemos um grupo de americanos que voltava exatamente de lá, da Sierra de San Ignacio e do hotel rústico onde pretendíamos ficar. Os mesmos americanos a quem nosso guia de ontem havia se referido, os “doutores” que estavam fazendo serviço voluntário na região.

Vista da imensa planície desértica, subindo a Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Vista da imensa planície desértica, subindo a Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


Pois é, os “doutores” são dentistas de uma ONG americana que, uma vez ao ano, vem à esta região para trabalhar por um tempo, fazer uma revisão geral das bocas dos habitantes das serras de Sam Francisco e Santa Marta. Acabavam de terminar o trabalho na primeira e seguiam para a segunda, onde havíamos estado ontem. Um deles não era dentista não, apenas casado com uma. Mas vem sempre junto, é fotógrafo documental e tem um livro joia sobre a vida dos “califórnios”. Muito simpático, nos presenteou com um exemplar!

Vista da imensa planície desértica, subindo a Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Vista da imensa planície desértica, subindo a Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


Admirando a grandiosidade da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Admirando a grandiosidade da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


E nós, bem alimentados, seguimos viagem, atravessando a enorme planície desértica do Vizcaino. Não demorou muito e já tínhamos pego o desvio, agora seguindo diretamente para a Sierra de San Francisco, que ía crescendo no nosso horizonte. Esta estrada está sendo asfaltada e o trecho que sobe a serra, um pesadelo até há poucos anos, já está pronto. Lá de cima, uma vista absolutamente grandiosa da infinita planície abaixo de nós. Que mundo enorme! As luzes de tarde ainda faziam tudo ficar mais bonito!

Fiona no pueblo da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Fiona no pueblo da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


Não só a planície atrás de nós, mas também s canyons à frente. Nesse trecho, a estrada tem de serpentear entre as encostas íngremes, contornando vales e precipícios profundos. É o trecho que ainda é de terra e precário. Ao mesmo tempo, é o que ainda protege esse região maravilhosa e isolada do acesso de centenas de turistas.

Nosso rústico hotel na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Nosso rústico hotel na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


Enfim, chegamos ao nosso hostal, a primeira construção do pequeno e humilde povoado de San Francisco. Marcamos nosso passeio para amanhã, à primeira hora, e vamos passear na pequena vila. Um lugarejo perdido no tempo e no espaço, localizado no meio de uma natureza belíssima, a mais de 1.200 metros de altitude. São poucas as famílias que aí vivem, uma orgulhosa de seu belo jardim florido, outra da igreja nova da cidade, outra preocupada pela dificuldade de trabalho na região, todas em dúvida sobre os benefícios e mudanças que trará a nova estrada, quando estiver pronta. É assim no Brasil, no México e em todo mundo. Uma estrada traz o progresso, com suas facilidades e problemas.

Jardim de flores no pueblo da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Jardim de flores no pueblo da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


Ao lado do povoado está a trilha que desce um profundo canyon onde estão várias grutas com pinturas rupestres. Para se conhecer o lugar, é um passeio de três dias e duas noites ao relento, em barracas. Obrigatoriamente com guia e mulas para carregar a bagagem e também os próprios turistas morro abaixo e, principalmente, morro acima, na volta. O preço da “expedição” acaba saindo caro, mas que fez diz que vale muito a pena. As pinturas e o “mundo” lá embaixo são inesquecíveis, dizem. Para nós, foi uma difícil decisão. Apertados mais pelo tempo que pelo dinheiro, acabamos optando por apenas vir ate aqui passar a noite e, amanhã fazer uma visita à uma gruta aqui no alto mesmo. Decidir foi difícil, mas mais difícil ainda é não se arrepender...

Cores fortes na igreja nova do pueblo da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Cores fortes na igreja nova do pueblo da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


Voltamos para nosso hostal e jantamos um verdadeiro banquete preparado pela simpática Jadira: além dos tradicionais petiscos mexicanos, uma abobrinha com queijo de cabra derretido. Hmmmm! O friozinho lá fora e o refúgio de madeira e pedra em que estávamos fazia tudo ficar mais gostoso ainda.

Esperando o jantar no refeitório do nosso hostal na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Esperando o jantar no refeitório do nosso hostal na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


Por fim, já dez da noite, todos dormindo, luzes apagadas, eu e a Ana, enrolados em nossos cobertores, ainda fomos passear um pouco pelo terreno, completamente extasiados com o céu acima de nós. Noite de lua nova, não havia concorrência para as estrelas (e muito menos sujeira no ar!). Absolutamente formidável, nossa última noite na Baja California Sur. Amanhã, depois da nossa visita da Cueva del Ratón, começamos a longa viagem à Tijuana.

A lua nova, Júpiter e Vênus na noite sobre a Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

A lua nova, Júpiter e Vênus na noite sobre a Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

México, San Ignacio, Sierra de San Francisco, Baja California, deserto, Vizcaino

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São Chico e Joinville

Brasil, Santa Catarina, São Francisco do Sul, Joinville

A bela Igreja Matriz de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina

A bela Igreja Matriz de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina


Hoje, depois de tantos dias de praia espalhados pelo litoral de Santa Catarina, resolvemos mudar de foco. Afinal, estávamos do lado de São Francisco do Sul, uma das mais antigas cidades do Brasil, verdadeiro patrimônio histórico do país. A cidade, como já falei no post passado, fica na ilha de mesmo nome. Mas a grande maioria das pessoas que vem para cá, inclusive nós, no passado, nem vai conhecer o centro histórico e fica mesmo só pelas praias da ilha. Pois bem, estava mais do que na hora de sanarmos essa nossa falha de conhecimento!

Mapa da região de Joinville, mostrando também a ilha de São Francisco do Sul e a Baía da Babitonga, no norte de Santa Catarina

Mapa da região de Joinville, mostrando também a ilha de São Francisco do Sul e a Baía da Babitonga, no norte de Santa Catarina


São Francisco do Sul, carinhosamente apelidada de São Chico, foi fundada por volta de 1650, a primeira povoação do estado de Santa Catarina. Mas os europeus já frequentavam a ilha e a baía onde foi fundada a cidade muito antes disso. Especula-se que uma expedição francesa passou por aqui em 1504 e levou para a Europa um indígena (filho de um chefe local) que viveu em Paris até os 90 anos de idade! Não que não tenha querido voltar, mas uma carona, naquela época, não era coisa fácil. Enfim, adaptou-se muito bem ao estilo de vida e língua franceses. A história é verdadeira, mas nunca se pode comprovar que ele tenha mesmo saído de São Francisco do Sul.

Centro histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina

Centro histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina


Ar colonial nas fachadas do centro histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina

Ar colonial nas fachadas do centro histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina


Quem comprovadamente passou por aqui em 1515 foi o famoso navegante espanhol Juan Dias de Solis. Foi ele que nomeou a ilha com o nome que conhecemos hoje. Quatro décadas mais tarde os espanhóis até tentaram ocupar a ilha, fundando um povoado. Mas a pequena vila não teve vida longa. Após feroz ataque dos índios tupiniquins, os colonizadores abandonaram tudo e fugiram para Assunción, no Paraguai.

Centro histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina

Centro histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina


Dirigindo peles ruas históricas São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina, às margens da baía da Babitonga

Dirigindo peles ruas históricas São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina, às margens da baía da Babitonga


Um século mais tarde, por volta de 1650, foi a vez dos portugueses tentarem. Depois de escravizarem ou exterminarem boa parte da população indígena do local, os bandeirantes paulistas não tiveram problemas maiores em fundar a cidade. Nascia São Chico, primeiro subordinada a Paranaguá, mais ao norte, mas ganhando luz própria com o passar do tempo. Basta caminhar pelas ruas de seu centro histórico para perceber que a cidade já teve tempos de glória nos dois séculos seguintes.

Rua do centro de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina

Rua do centro de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina


Placa informativa no centro de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina

Placa informativa no centro de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina


Além do charmoso casario com ares coloniais que se espalha pelas ruas principais, chamam a atenção a Igreja Matriz, com mais de 200 anos de idade, e o Mercado Municipal, construção também centenária. O centro é pequeno e podemos (e devemos!) percorrê-lo a pé. Oportunidades para fotos não faltarão! A cidade está na beira da Baía da Babitonga que, cercada de verde e montanhas ao fundo, compõe bem qualquer fotografia.

Observando a baía da Babitonga, em frente a São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina

Observando a baía da Babitonga, em frente a São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina


Baía da Babitonga, em frente a São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina

Baía da Babitonga, em frente a São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina


Outro ponto alto da visita à cidade é o Museu Histórico. Ele faz uma homenagem ao enorme litoral do nosso país, além de suas bacias hidrográficas. Especializou-se na relação dos brasileiros, desde os tempos indígenas, com a água. Aí aprendi que em nenhum outro país do mundo há uma variedade tão grande de embarcações como no Brasil, cada uma adaptada ao clima, condições do local e necessidades de quem as constrói. Para quem gosta desse tipo de coisa, é uma visita imperdível! Além da exposição de barcos, canoas, jangadas e outros tipos de embarcação, a própria construção do museu, em galpões centenários, e sua localização na orla da Babitonga são atrativos extras.

A bela Igreja Matriz de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina

A bela Igreja Matriz de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina


Museu Histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina

Museu Histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina


Foram duas horas de agradável exploração pela cidade, com direito até à lanche no pequeno Mercado. Depois, pé na estrada novamente, mas para uma viagem bem curta. Nosso próximo destino foi a cidade de Joinville, ali do lado, mas já no continente.

O belo cenário do restaurante do Museu Histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina

O belo cenário do restaurante do Museu Histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina


Museu Histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina

Museu Histórico de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina


Santa Catarina é o único estado do Brasil cuja capital, Florianópolis, não é a maior cidade estadual. Essa honra cabe exatamente a Joinville, cidade de colonização alemã e que hoje tem mais de 500 mil habitantes, menor apenas que Porto Alegre e Curitiba em toda a região sul do país.

Fachada do Mercado Municiapal de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina

Fachada do Mercado Municiapal de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina


Interior do Mercado Municipal de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina

Interior do Mercado Municipal de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina


A cidade (e seu nome!) tem uma origem bem interessante. Em 1843, Maria Leopoldina de Austria, filha de Dom Pedro I e irmã do Imperador Dom Pedro II casou-se com o 3º filho do rei da França naquela época, Luis Filipe. Seu nome, Francisco Fernado de Orleáns, o Príncipe de Joinville. Essa “Joinville” original é uma pequena cidade francesa (hoje tem uns 5 mil habitantes) no nordeste do país. Como dote de casamento, além de joias e dinheiro, a princesa levou consigo uma considerável porção de terra onde hoje se localiza a cidade de Joinville, no nordeste de Santa Catarina. Durante as negociações pré-nupciais, os franceses pediram que as terras do dote fossem próximas à Guiana Francesa, mas os brasileiros acharam por bem não misturar as coisas e escolheram terras no lado oposto do país, a mais de 4 mil quilômetros de Caiena.

A Ana descansa e divaga na orla de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina, às margens da Baía da Babitonga

A Ana descansa e divaga na orla de São Francisco do Sul, litoral norte de Santa Catarina, às margens da Baía da Babitonga


Influência alemã no pórtico de entrada da cidade de Joinville, no norte de Santa Catarina (foto da Internet)

Influência alemã no pórtico de entrada da cidade de Joinville, no norte de Santa Catarina (foto da Internet)


O casal real não teve chance de conhecer sua propriedade, pois moravam na Europa e, cinco anos após o casamento, o pai do Príncipe de Joinville foi derrubado na França por uma revolução. O príncipe e a princesa acabaram se refugiando na Inglaterra e, após alguns anos, sem a benevolência do dinheiro estatal, acabaram falindo. Então, para ajudar a pagar suas contas, venderam aquela propriedade distante que possuíam lá no sul do Brasil para um rico magnata alemão, o senador Christian Mathias Schroeder. Este estava organizando pequenas colônias alemãs no Brasil, mandando famílias de imigrantes para cá. Para homenagear o antigo proprietário da terra, o alemão resolveu batizá-la de Joinville. Nasceu pequena e alemã, mas algumas décadas mais tarde, passou por um intenso processo de industrialização que lhe rendeu o apelido de “Manchester brasileira”, em referência à principal metrópole industrial da Inglaterra e do mundo naquele final de século XIX.

Vista aérea de Joinville, a maior cidade do estado de Santa Catarina (foto da Internet)

Vista aérea de Joinville, a maior cidade do estado de Santa Catarina (foto da Internet)


Joinville, no norte de Santa Catarina, é sede do principal festival de dança do país (foto da Internet)

Joinville, no norte de Santa Catarina, é sede do principal festival de dança do país (foto da Internet)


Hoje, a simpática Joinville ganhou fama também por seu Festival Internacional de Dança, o mais importante da América Latina. Talvez por isso, aqui está instalada a única filial do prestigioso Ballet Bolshoi na América. Eu já tive chance de estar na cidade durante a realização do festival e é realmente um show, dezenas de espetáculos com dançarinos de todo o mundo e a noite fervendo na cidade.

Encontro com o Luís Felipe, primo da Ana, em Joinville, norte de Santa Catarina

Encontro com o Luís Felipe, primo da Ana, em Joinville, norte de Santa Catarina


Encontro com a Vitoria, prima da Ana, em Joinville, norte de Santa Catarina

Encontro com a Vitoria, prima da Ana, em Joinville, norte de Santa Catarina


Mas não estamos na época certa. Então, não foi isso que nos atraiu à grande metrópole catarinense. Viemos para visitar a tia Wal, aquela do apartamento de Bombinhas, e seus dois filhos, primos da Ana, o Luís Felipe (como aquele rei da França derrubado em 1848 e pai do Príncipe de Joinville) e a Vitoria. Fomos muito bem recebidos e passamos a noite por aqui, a nossa última em Santa Catarina. De noite, um grande encontro de amigos do Luis Felipe na casa, todos fãs de narguilé, aquele aparelho de origem árabe para fumar. Uma delícia! Passamos horas ali, testando e experimentando novos sabores e essências. Depois, até fizemos uma pequena apresentação de fotos dos 1000dias para os presentes, quem sabe a primeira de muitas!. E foi assim, com esse calor humano, que fechamos nossa temporada nesse estado. Agora, só falta mesmo alguns dias no Paraná para retornarmos, de vez, para Curitiba. O frio na barriga só vai aumentando...

Slide da apresentação da viagem dos 1000dias que fizemos na casa da tia Wal, em Joinville, norte de Santa Catarina

Slide da apresentação da viagem dos 1000dias que fizemos na casa da tia Wal, em Joinville, norte de Santa Catarina

Brasil, Santa Catarina, São Francisco do Sul, Joinville, Arquitetura, história

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Sol e Frio em Carrancas

Brasil, Minas Gerais, Carrancas

No alto da serra das Broas em Carrancas - MG

No alto da serra das Broas em Carrancas - MG


Mais um dia para a nossa lista de dias inesquecíveis! O sol brilhou forte durante todo o dia por aqui, ajudando a esquentar o nosso belo passeio. Quando estávamos na sombra, na água ou quando o sol se pôs, era a vez do frio nos acompanhar. Como gosta de dizer meu pai, um frio saudável!

Com o nosso guia e amigo Quilin em Carrancas - MG

Com o nosso guia e amigo Quilin em Carrancas - MG


O Quilin, nosso guia e amigo, veio nos encontrar na pousada logo cedo e já partimos para a Serra das Brôas. A estrada até a Zilda está muito boa (12 km) mas depois, só carro traçado ou fusca valente para continuar seguindo. Já disse no post abaixo que a Fiona deu um show e chegamos lá no alto da serra para desfrutar de uma vista maravilhosa e poder ficar explorando um verdadeiro labirinto de estranhas formações rochosas. Um paraíso para escaladores. Mesmo para um amador como eu, deu para se divertir. Além do céu azul, o ar puro do alto das montanhas também era um estimulante.

Escalando rochas em Carrancas - MG

Escalando rochas em Carrancas - MG


Formações rochosas no alto da Serra das Broas em Carrancas - MG

Formações rochosas no alto da Serra das Broas em Carrancas - MG


Depois, voltamos para o Complexo da Zilda, área das mais bonitas cachoeiras de uma terra com cachoeiras para todos os gostos. Ali, enfrentamos o frio congelante das águas para poder nadar um pouco em algumas das cachoeiras.

Se divertindo no 'escorregador' do Complexo da Zilda em Carrancas - MG

Se divertindo no "escorregador" do Complexo da Zilda em Carrancas - MG


Tem uma que é um perfeito escorregador, obra-prima da natureza lapidada por milhares de bumbuns que escorregam por lá todos os anos. O Quilin me disse que nos grandes feriados são dezenas, muitas vezes centenas de pessoas disputando lugar por ali. Hoje, éramos apenas os três. E como o Quilin não enfrentou a água fria, éramos apenas os dois, eu e a Ana, a nos divertir naquele lugar. Viajar durante a semana tem suas consequências: perdemos o movimento dos bares e baladas, mas não precisamos de filas para frequentar as cachoeiras. Ao contrário, pelo menos enquanto lá estamos, elas nos pertencem. Sensação deliciosa de comungação com a natureza. E só com ela.

Cachoeira em rio do Complexo da Zilda em Carrancas - MG

Cachoeira em rio do Complexo da Zilda em Carrancas - MG


Depois do escorregador, ainda fomos conhecer mais duas cachoeiras. Numa delas, com um grande poço, enfrentamos o frio novamente. Já no final de tarde, sol querendo se esconder, o frio chegava a fazer a cabeça doer. Mas foi impossível resistir a dar um mergulho naquela água tão convidativa.

Enfrentando bravamente a água gelada no Complexo da Zilda em Carrancas - MG

Enfrentando bravamente a água gelada no Complexo da Zilda em Carrancas - MG


Ficou faltando conhecer o canyon, do qual guardo tão boas lembranças. Mas não saio de Carrancas antes de levar a Ana lá. Tenho certeza que ela vai adorar, não só a beleza mas o desafio de conseguir entrar, vencendo a força da correnteza que teima em não nos deixar explorar aquele lugar.

Brincando com a própria sombra no fim de tarde em cachoeira em Carrancas - MG

Brincando com a própria sombra no fim de tarde em cachoeira em Carrancas - MG


Além do canyon, na Zilda, ainda há muitos outros rios na região. Vamos ver o que conseguimos ver amanhã. Pena que os dias tem escurecido tão cedo. Cinco da tarde já está ficando escuro. Não lembrava de ser assim. Será que dá para botar a culpa desse escurecimento mais cedo no aquecimento global?

Curtindo mais um pôr-do-sol, dessa vez no Mirante da Serra em Carrancas - MG

Curtindo mais um pôr-do-sol, dessa vez no Mirante da Serra em Carrancas - MG


Bom, escurecendo ou não mais cedo, o fato é que o céu tem estado lindo aqui em Minas, especialmente durante o pôr-do-sol. E hoje nós estivemos assistindo ele de camarote, no restaurante Mirante da Serra. Além da vista incrível, quase 360 graus, ainda tivemos uma belíssima refeição. Os donos, um simpático costarriquenho chamado Rolando e sua esposa brasileira Marília servem comida com um toque centroamericano. O restaurante é todo envidraçado e podemos jantar e admirar a paisagem. Um espetáculo!

Ótimo restaurante no Mirante da Serra durante o pôr-do-sol em Carrancas - MG

Ótimo restaurante no Mirante da Serra durante o pôr-do-sol em Carrancas - MG

Brasil, Minas Gerais, Carrancas,

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Viajando em Terras Junqueiras

Brasil, Minas Gerais, São Thomé das Letras

Deixamos hoje São Thomé. Inicialmente, nossa idéia era ir para Airuoca e Vale do Matutu. Já faz uns 15 anos que quero ir para lá. Mas acabamos nos enrolando em São Thomé, para variar, e decidimos mudar o trajeto: primeiro Caxambu e depois Airuoca.

A enrolação em São Thomé foi porque acordamos tarde. Na noite anterior, na nossa perambulação pela night thomesina, a Ana pode colocar em prática seu curso de primeiros socorros. Uma garota desmaiou e ela liderou os esforços para socorrê-la. Como eu sempre soube: estou em boas mãos!

Saímos de São Thomé em direção à Cruzília, no sul. São 24 km de dura estrada de terra. Não melhorou nada desde que passei por essa mesma estrada há 21 anos, de Monza, já de noite e após longa viagem desde o Espírito Santo com o Haroldo. Lembro que não chegava nunca, um inferno. Hoje fizemos o mesmo trecho de dia, no conforto da Fiona.

A beleza da paisagem campestre embalou minha viagem pelo passado. Primeiro este mais recente, de duas décadas atrás. Depois um pouco mais distante, na primeira metade do séc.XIX. Naquela época quase todas estas terras estavam nas mãos da família Junqueira, então na sua segunda e terceira gerações no país. Toda a área entre Cruzília, São Thomé e Carrancas. Já pensou? Todas essas cachoeiras da minha família?

O primeiro Junqueira no país, João Francisco, fez fortuna na mineração e aplicou seu dinheiro em terras da região. A segunda geração multiplicou essa fortuna e posse de terras. Naquela época, a distribuição de sesmarias entre os mais abonados e empreendedores era prática comum. O maior expoente da segunda geração foi o Barão de Alfenas, inimigo político de D. Pedro I e amigo pessoal de D. Pedro II. São Thomé ficava em suas terras. Foi ele que terminou a construção da igreja matriz da cidade, iniciada por seu pai.

Mas o fato histórico que mais ocupou a minha mente foi o fatídico episódio conhecido como Levante da Bella Cruz. Os Junqueiras, como grandes proprietários de terras também eram proprietários de grande quantidade de escravos. E na fazenda Bella Cruz, exatamente 50 anos antes da abolição da escravidão, em 13 de Maio de 1833, os escravos se revoltaram e trucidaram vários Junqueiras, entre homens, mulheres, velhos e crianças. A idéia era matar todos e qualquer branco em que eles pusessem as mãos. Matavam a porretadas, golpes de foice e facão. Vários foram mortos em seus quartos, último refúgio antes de serem capturados. Foi a maior revolta de escravos em tempos imperiais no sul do Brasil.

A repressão ao movimento foi rápida. Todos os líderes que foram capturados ainda vivos foram enforcados. De qualquer maneira, foi um episódio que marcou a história da família e mesmo do país daqueles tempos. Hoje, 177 anos após este fato, passando pelas terras aonde isto aconteceu, não pude deixar de ficar pensando, tentando imaginar aquelas tensas horas da revolta, desde o momento em que o primeiro Junqueira foi arrancado de seu cavalo, enquanto supervisionava os trabalhos na lavoura até o momento em que os escravos arrebentaram a machadadas a porta do quarto em que o último homem da casa havia se refugiado com as mulheres e crianças da casa.

Politicamente, deixo aqui minhas homenagens aos escravos, que lutavam da maneira que podiam para voltar a ser livres e também aos membros da família, que ajudavam a desbravar as terras ainda virgens dessa região do país.

Brasil, Minas Gerais, São Thomé das Letras,

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Na Península do Maraú

Brasil, Bahia, Itacaré

Lagoa do Cassange, na Península do Maraú - BA

Lagoa do Cassange, na Península do Maraú - BA


Mais um capítulo na nossa rotina de despedidas, mais um dia na estrada, uma nova região para explorar. Estamos ficando pró nessas "atividades"... Itacaré já virou passado, chegamos à Barra Grande, bem na pontinha da Península do Maraú, que separa o mar aberto da terceira maior baía do Brasil, logo após a Baía da Guanabara e a Baía de Todos os Santos.

Despedida da Bianca e Rebeca, em Itacaré - BA

Despedida da Bianca e Rebeca, em Itacaré - BA


Depois da festa da fantasia de ontem, obviamente não conseguimos sair cedo da Sage Point. Foi só à uma da tarde que partimos, tudo empacotado na Fiona, despedidas da Rebeca e da Bianca e umas poucas fotos da bela e charmosa pousada, frequentada por uma tal de Monica Belucci. Nossa... imagina cruzar ela no café da manhã!

Pousada Sage Point em Itacaré - BA

Pousada Sage Point em Itacaré - BA


Só pudemos nos dar esse luxo de sair mais tarde porque a Península do Maraú é pertinho de Itacaré. Até há algum tempo, e foi assim que fiz há 11 anos, podia-se pegar uma balsa de Itacaré direto para lá. Com a construção da ponte sobre o Rio de Contas, a balsa foi desativada e temos de dar uma volta um pouco maior.

Fiona explorando trilhas entre coqueirais na Península do Maraú - BA

Fiona explorando trilhas entre coqueirais na Península do Maraú - BA


A estrada que cruza a península de sul ao norte é uma BR. Estrada de terra ainda, que fica em estado lastimável depois das chuvas. Foi terrível da outra vez que passei aqui, mas hoje estava bem razoável. A Ana ficou impressionada dessa ser uma estrada federal. A razão de sua construção foi que, há muito tempo atrás, queriam fazer um grande porto no norte da península para escoar a produção de grãos do Brasil central. O porto até foi iniciado. Felizmente não foi terminado, mas a BR já estava feita e a península e a baía foram salvas do "desenvolvimento". Com isso, suas águas ainda se parecem com o que eram quando os portugueses aqui chegaram, o que não se pode dizer das suas duas "irmãs maiores", no Rio e em Salvador.

A praia Taipus de Fora, Península do Maraú - BA

A praia Taipus de Fora, Península do Maraú - BA


No caminho através da península, passamos por lagoas e por uma natureza exuberante. Mas para realmente vê-la, é preciso sair da estrada principal, que é quase uma enorme reta de 40 km e seguir por trilhas secundárias, muitas de areia fofa. Aí, chegamos perto das lagoas, atravessamos coqueirais e terrenos pantanosos e chegamos nas praias maravilhosas que fazem a fama do lugar. A mais famosa delas é Taipus de Fora. Coisa de cinema, como não poderia deixar de ser. São tantas praias maravilhosas aqui na Bahia que vamos ficando até meio "enfasteados" delas. A grande atração de Taipus de Fora, além dos coqueiros, areias brancas e águas esverdeadas, coisa comum por aqui, são as piscinas naturais que se formam na maré baixa, ótimas para o mergulho. Mas nós passamos lá fora do horário, e a praia era "só" uma praia "normal". Antes de partirmos daqui, passaremos lá no horário correto, com certeza!

Pôr-do-sol na Ponta do Mutá em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Pôr-do-sol na Ponta do Mutá em Barra Grande, Península do Maraú - BA


Chegamos em Barra Grande a tempo de nos instalarmos e irmos assistir ao programa obrigatório daqui: o pôr-do-sol na Ponta do Mutá, o extremo norte da península. Foi lindo assisti-lo, de um dos bares que estão ali com cadeiras e almofadas na areia, especialmente colocados para esse espetáculo diário. Como já era o finzinho do feriado, estava tudo bem calmo, como poucos e felizardos turistas.

Curtindo o pôr-do-sol na Ponta do Mutá em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Curtindo o pôr-do-sol na Ponta do Mutá em Barra Grande, Península do Maraú - BA


Ouço e percebo, pela quantidade de pousadas, que não é assim na temporada, quando centenas de pessoas, as vezes milhares, tomam conta da península. É o desenvolvimento que não veio com o porto, chegando com o turismo. Pelo menos, este mantém as águas cristalinas... Amanhã vamos checar isso fazendo um passeio de barco pela Baía de Camamu. Pois é, este é o nome dessa maravilhosa baía que eu ainda não havia citado.

Curtindo o pôr-do-sol na Ponta do Mutá em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Curtindo o pôr-do-sol na Ponta do Mutá em Barra Grande, Península do Maraú - BA


Criança brincando na Ponta do Mutá durante o pôr-do-sol, em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Criança brincando na Ponta do Mutá durante o pôr-do-sol, em Barra Grande, Península do Maraú - BA

Brasil, Bahia, Itacaré, Maraú

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O Mais Zen dos Animais

Brasil, Pernambuco, Itamaracá, Paraíba, Jacumã (Tambaba)

Peixe_Boi submerso em seu tanque, na ilha de Itamaracá - PE

Peixe_Boi submerso em seu tanque, na ilha de Itamaracá - PE


Nosso primeiro passeio em Itamaracá hoje foi uma visita ao Projeto Peixe-Boi, ao lado do forte de Orange. A atração principal é, claro, esse simpático mamífero aquático, mas há também material sobre alguns "primos" do peixe-boi, como baleias, golfinhos, lontras e focas.

Ossadas de golfinhos no Projeto Peixe-Boi, na ilha de Itamaracá - PE

Ossadas de golfinhos no Projeto Peixe-Boi, na ilha de Itamaracá - PE


Mas o que nos interessava mesmo, pelo menos ali, eram os peixes-boi. Havia vários deles em tanques. É sempre meio deprimente ver bichos grandes demais para tanques, gaiolas ou jaulas pequenas demais. Mas, para nosso "orgulho nacionalista", os tanques daqui pelo menos são maiores que os tanques dos primos americanos do peixe-boi, os manatees, que vimos no aquário de Miami, no início dos 100dias.

Tanque com dupla de Peixes-Boi, na ilha de Itamaracá - PE

Tanque com dupla de Peixes-Boi, na ilha de Itamaracá - PE


Falando em manatees, depois do filminho que vimos ficamos sabendo muito mais sobre peixes-boi. Há três espécies: o marinho africano, o marinho americano e o amazônico. O marinho americano vive da costa brasileira à costa americana, onde são conhecidos por manatees. Mas os marinhos também só bebem água doce e por isso, apesar de viverem no mar, estão sempre perto dos estuários. Todos eles são herbívoros e gentis. O único predador é o homem (prá variar...). O problema é que ele não tem medo do seu predador, o que facilita muito a sua caça.

Visitando o Projeto Peixe-Boi, na ilha de Itamaracá - PE

Visitando o Projeto Peixe-Boi, na ilha de Itamaracá - PE


Essa ausência total de medo, seus hábitos herbívoros, seu ritmo preguiçoso de comer, dormir, comer e aquela cara bonachona fazem do peixe-boi o animal mais zen da natureza. Perto dele, coalas e bichos-preguiça são "amedrontadores"!

As muralhas da enorme Fortaleza de Orange, na ilha de Itamaracá - PE

As muralhas da enorme Fortaleza de Orange, na ilha de Itamaracá - PE


De lá fomos visitar o Forte Orange, um enorme forte português que foi construído sobre outro, holandês, naquela época em que ambos brigavam por essas terras, em meados do séc XVII. É o maior forte que já vi no Brasil, mas infelizmente ele está fechado para visitas já há alguns meses. Parece que estão fazendo pesquisas arqueológicas lá dentro.

Observando os canhões do Forte de Orange, na ilha de Itamaracá - PE

Observando os canhões do Forte de Orange, na ilha de Itamaracá - PE


Ainda deu tempo de dar uma caminhada, mesmo com o tempo chuvoso, pela praia meio farofa do sul da ilha. Maré baixa, bancos de areia e lagoas se misturavam, compondo um bonito cenário, apesar do céu cinzento.

Passeando nas praias de Itamaracá - PE durante a maré baixa

Passeando nas praias de Itamaracá - PE durante a maré baixa


Voltamos para o hotel, empacotamos nossas coisas e ainda demos uma banda no norte da ilha. O sol apareceu, a água do mar ficou verde, a areia ficou branca e tudo ficou mais bonito. Mas já estávamos de partida. Próxima parada: Paraíba.

Céu azul, areias brancas e mar esverdeado na ilha de Itamaracá - PE

Céu azul, areias brancas e mar esverdeado na ilha de Itamaracá - PE


Aliás, engraçado isso. Por duas vezes, hoje, falei para alguém: "Estamos indo para a Paraíba". Pelo costume, isso soa algo especial nos meus ouvidos. Avião, aeroporto, férias... É, não aqui. Preciso me acostumar que a Paraíba é logo ali, meia hora de carro.

E assim foi. Meia hora depois estava na Paraíba. E mais meia hora chegava à Jacumã, litoral sul do estado. É aqui que vamos ficar por dois dias, ao lado de praias lindas como a do Coqueirinho e a famosa Tambaba, de nudismo (ou "naturismo", como eles preferem).

Mirante da praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Mirante da praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Instalados na simpática Pousada dos Mundos que fica ao lado de um rio na praia de Tabatinga, eu e Ana ainda tivemos tempo, com o dia virando noite, de tomar um banho de mar, seguido de um mergulho no rio, complementado por um banho de piscina e finalizado por um banho de chuveiro. Se cada um deles, por si só, já foi uma delícia, imagina tudo encadeado... E como a Ana bem lembrou, foi nosso primeiro banho de mar do ano. Foi como passar o reveillon de novo! Até pedidos para Iemanjá fizemos.

A pedra furada, vista do mirante de Tambaba em Jacumã, distrito de Conde - PB

A pedra furada, vista do mirante de Tambaba em Jacumã, distrito de Conde - PB


Para amanhã, temos de escolher dois de três: passeio de caiaque pelo rio, caminhada pela praia até Coqueirinhos e andar pelados em Tambaba. Ó, dúvida cruel!

Brasil, Pernambuco, Itamaracá, Paraíba, Jacumã (Tambaba), Conde

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Ushuaia: Parque, Histórias, Geleira e Boa Comida

Argentina, Ushuaia

A Fiona chega ao extremo sul da América, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

A Fiona chega ao extremo sul da América, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Essa é nossa segunda vez em Ushuaia durante os 1000dias. Quem nos acompanha sabe que o final de nossa viagem à Antártica, de barco, foi aqui. A Fiona tinha ficado perto de Buenos Aires, na casa de amigos, e nós voamos para lá de volta. Nosso objetivo era chegar aqui em Ushuaia de carro, de Fiona, e é isso que aconteceu ontem. Mais de 160 mil quilômetros depois de deixarmos Curitiba em 18 de Março de 2010, finalmente chegamos à cidade mais austral do continente e do planeta. É claro que se tivéssemos vindo diretamente, o odômetro não teria andado tanto assim, mas a gente deu umas voltinhas por aí, um atalho pelo Alaska, etc... Enfim, cá estamos. Como diria o Capitão Nascimento, “Missão dada, missão cumprida!”.

Vista do nosso hotel em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina, em um dia nublado

Vista do nosso hotel em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina, em um dia nublado


A cidade de Ushuaia, entre as montanhas da Cordilheira Darwin e o Canal de Beagle, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

A cidade de Ushuaia, entre as montanhas da Cordilheira Darwin e o Canal de Beagle, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Da outra vez que estivemos em Ushuaia, demos uma boa volta pela cidade. Caminhando, pois estávamos sem o carro. As atrações mais distantes, deixamos para conhecer quando chegássemos de carro e aumentássemos nossa autonomia. E foi exatamente isso o que fizemos hoje, conhecer um pouco do magnífico entorno dessa cidade localizada já em plena Cordilheira Darwin, a única região montanhosa da Terra do Fogo e uma espécie de continuação dos Andes, a espinha dorsal da América do Sul.

Chegando ao parque nacional Tierra del Fuego, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Chegando ao parque nacional Tierra del Fuego, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


O belo visual do parque nacional Tierra del Fuego, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

O belo visual do parque nacional Tierra del Fuego, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Ushuaia se espreme entre suas montanhas e o Canal de Beagle, uma das passagens de mar que liga os oceanos Atlântico e Pacífico. Essa passagem foi explorada e mapeada em 1830 pelo navio de pesquisas Beagle (daí o nome!), liderada pelo capitão FitzRoy e que, em sua segunda viagem de pesquisas por aqui, trouxe na tripulação o jovem cientista Charles Darwin. A cordilheira que leva seu nome se estende se leste a oeste, acompanhando o canal de Beagle e entrando Chile adentro. A fronteira entre os dois países é aqui do lado, justo onde está o Parque Nacional Tierra del Fuego, um dos nossos destinos de hoje. O parque protege a beleza das montanhas e do canal, sua flora e fauna, lagoas e riachos. Do lado de lá da fronteira, outras reservas também protegem a natureza, incluindo a maior montanha da ilha, o Monte Darwin, com quase 2.500 metros de altitude.

Montanhas nevadas e o Canal de Beagle, visual do parque nacional Tierra del Fuego, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Montanhas nevadas e o Canal de Beagle, visual do parque nacional Tierra del Fuego, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Uma praia do canal de Beagle na região de Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Uma praia do canal de Beagle na região de Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Do outro lado do canal de Beagle, cuja largura gira em torno de três quilômetros, estão as outras ilhas do arquipélago da Terra do Fogo. Quando comparadas com a ilha principal, essa que temos viajado nos últimos dias, são todas pequenas. Praticamente todas pertencem ao Chile e foi a posse de algumas delas, minúsculas, bem na saída do canal, que quase levaram as duas nações à guerra total, em 1978. Tropas chegaram a ser mobilizadas, as duas ditaduras militares de então prontas para se enfrentar, quando o milagre de um dia de tempo muito ruim adiou a operação de invasão por parte da Argentina. Foi o dia extra que o papa precisava, um jovem João Paulo II ainda no início de seu pontificado, para convencer os dois presidentes a aguardar mais um pouco a chegada de seu enviado diplomático. Foi o Vaticano que conseguiu, através de acaloradas negociações, impedir o conflito e chegar a um acordo que, enfim, pôs fim às tensões fronteiriças entre Argentina e Chile. Os chilenos, assim, conseguiram se livrar dos horrores da guerra. Para os argentinos e seus militares corruptos no comando, foi apenas um adiamento, já que menos de quatro anos mais tarde, eles se aventurariam de forma trágica e infeliz nas águas do Atlântico Sul, na malsucedida Guerra das Malvinas.

A bela paisagem do Parque Nacional Tierra del Fuego e do Canal de Beagle, perto de Ushuaia, no sul da Argentina

A bela paisagem do Parque Nacional Tierra del Fuego e do Canal de Beagle, perto de Ushuaia, no sul da Argentina


A bela paisagem do Parque Nacional Tierra del Fuego e do Canal de Beagle, perto de Ushuaia, no sul da Argentina

A bela paisagem do Parque Nacional Tierra del Fuego e do Canal de Beagle, perto de Ushuaia, no sul da Argentina


A principal ilha lá do outro lado do Canal de Beagle, justo a que fica em frente à Ushuaia, é a Isla Navarino. É aí que fica Puerto Williams, um pequeno povoado habitado basicamente por militares chilenos e suas famílias e por descendentes dos índios Yaghan. A pequena Puerto Williams, portanto, está ainda mais ao sul do que Ushuaia. Mas os argentinos argumentam que ela é apenas um povoado e que, portanto, Ushuaia continua a ser a cidade mais austral do mundo.

Montanhas nevadas e o Canal de Beagle, visual do parque nacional Tierra del Fuego, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Montanhas nevadas e o Canal de Beagle, visual do parque nacional Tierra del Fuego, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Fiona e outros carros de expedicionários estacionados no Parque Nacional Tierra del Fuego, próximo a Ushuaia, no sul da Argentina

Fiona e outros carros de expedicionários estacionados no Parque Nacional Tierra del Fuego, próximo a Ushuaia, no sul da Argentina


A própria Ushuaia também começou pequena, um presídio para presos perigosos ou reincidentes. Mas não demorou para o resto da civilização descobrir o quão bonita é a região. Um porto estratégico no Canal de Beagle, uma base para se lançar expedições à Antártida, a possibilidade de se explorar turisticamente o sul da Terra do Fogo, o status de ocupar os confins do continente e do planeta, enfim, tudo isso concorreu para acelerar o desenvolvimento de Ushuaia. Hoje ele figura em cartazes espalhados por agências de turismo do mundo inteiro, o destino perfeito para quem busca aventura numa terra distante e inexplorada.

Chegando ao fim da ruta 3, estrada mais austral do mundo, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Chegando ao fim da ruta 3, estrada mais austral do mundo, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Placa marca o fim da ruta 3, a estrada mais austral do mundo, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Placa marca o fim da ruta 3, a estrada mais austral do mundo, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


1000dias no fim da América do Sul, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

1000dias no fim da América do Sul, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Era essa a cidade que iriamos explorar hoje. E nosso primeiro destino foi exatamente o Parque Nacional Tierra del Fuego, localizado a cerca de 20 km a oeste de Ushuaia e apenas ligeiramente mais ao sul. Foram esses poucos segundos de arco a mais que estabeleceram o recorde final da Fiona de latitude sul (o nosso foi lá na Península Antártica, um mês atrás e SEM a companhia da Fiona). O ponto final de uma epopeia que começou lá no norte do Alaska em setembro de 2012, quando apontamos os nossos narizes para o sul. A partir de agora, o norte volta a ser o nosso norte, hehehe! No final da estrada, já no coração do parque, há uma placa com as distâncias para Buenos Aires e até para o Alaska. Desconfio da precisão desse número, mas o que importa é a sua simbologia. Os dois pontos extremos do continente unidos por um estrada, por uma placa. De novo, sei que essa estrada não existe, não é possível dirigir da Colômbia para o Panamá, mas é a simbologia que importa. Ponto obrigatório para fotos para todos os que chegam até aqui. Principalmente para aqueles que chegam mesmo dirigindo! Buenos Aires: 3.079 km. Alaska: 17.848 km.

Um coiote acostumado com turistas vem em busca de comida no estacionamento do P. N Tierra del Fuego, região de Ushuaia, no sul da  Argentina

Um coiote acostumado com turistas vem em busca de comida no estacionamento do P. N Tierra del Fuego, região de Ushuaia, no sul da Argentina


Um coiote acostumado com turistas vem em busca de comida no estacionamento do P. N Tierra del Fuego, região de Ushuaia, no sul da  Argentina

Um coiote acostumado com turistas vem em busca de comida no estacionamento do P. N Tierra del Fuego, região de Ushuaia, no sul da Argentina


É claro que todos que vão ao parque querem tirar fotos com essa placa. Nós, a torcida do Flamengo e a do Corinthias (no caso, do Boca e do River). Até pensei em argumentar que aqueles que dirigiram desde o Alaska até ali deveriam ter prioridade, mas não achei que as outras pessoas fossem ficar comovidas. Então, do jeito que deu, tiramos nossas fotos “históricas”.

Flores muito comuns na região de Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Flores muito comuns na região de Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Flores muito comuns na região de Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Flores muito comuns na região de Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Apesar de ter uma grande área, uma boa parte do parque é restrita, apenas para pesquisadores. Para os simples mortais, há uma série de pequenas trilhas que não levam mais de 40 minutos. Caminhamos ao lado de lagos, alcançamos pequenas cascatas, subimos até mirantes ou chegamos até o Canal de Beagle. Há também um pequeno museu, aquele com a história dos índios de que já tratei em um post passado. O parque é muito visitado e bem servido por estradas, pelo menos a parte aberta ao público. As paisagens são sempre lindas, a água do mar ou de lagos rodeada por bosques bem verdes e as montanhas nevadas ao fundo. Parte da fauna já é até acostumada com visitantes e alguns mais espertos tentam até tirar proveito disso. Foi o caso de um coiote que se aproximou de nós e posou para fotos, Certamente, estava mais interessado em comida do que em nós. Seguindo o manual do bom turista, não demos nada, claro!

A cidade de Ushuaia, entre as montanhas da Cordilheira Darwin e o Canal de Beagle, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

A cidade de Ushuaia, entre as montanhas da Cordilheira Darwin e o Canal de Beagle, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Para matar a saudade, um navio irmão do Sea Spirit, no porto de Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Para matar a saudade, um navio irmão do Sea Spirit, no porto de Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Depois do parque, do coiote, das pequenas trilhas e das fotos históricas, voltamos para a cidade. Fomos para a área do aeroporto, de onde se tem um ângulo privilegiado de Ushuaia e das montanhas atrás. Dali também podíamos ver bem o porto da cidade, aquele mesmo aonde chegamos com nosso saudoso Sea Spirit. Quase inconscientemente, os olhos procuraram nossa antiga casa no mar. E quase encontraram! O Sea Spirit não estava ali, mas seu irmão gêmeo sim, o Ocean Diamond. Mesmas cores, mesmo tamanho, mesma logo. Deu uma saudade danada! Por pouco a Fiona não encontrou o Sea Spirit. Teria sido demais, como teria sido muito legal também encontrar nossos antigos guias. Mas eles estão em alto mar agora.

Caminhando rumo às montanhas e o glaciar Martial, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Caminhando rumo às montanhas e o glaciar Martial, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Caminhando rumo às montanhas e o glaciar Martial, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Caminhando rumo às montanhas e o glaciar Martial, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Voltamos para o centro da cidade, mas só de passagem. Nosso destino agora eram as montanhas atrás de Ushuaia. Uma estrada em caracol de 7 km nos leva até o pé do Cerro Martial. O nome é uma homenagem a um explorador francês que passou por aqui em 1880 e a montanha atrai turistas durante o ano todo. No inverno, é a pista de esqui mais próxima da cidade, embora com uma infraestrutura bem mais simples que outros resorts espalhados pela região. No verão, é um ótimo lugar para se caminhar e ter uma vista magnífica da cidade, do Canal de Beagle e das ilhas chilenas do outro lado do mar.

Trilha para o glaciar Martial, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Trilha para o glaciar Martial, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Chegando ao glaciar Martial, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Chegando ao glaciar Martial, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Caminhada até o glaciar Martial, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Caminhada até o glaciar Martial, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


O carro nos leva até o estacionamento ao lado da cadeirinha criada para levar esquiadores lá para cima. Mas nessa época do ano a cadeirinha está desligada e só nos resta caminhar mesmo. Mas vale muito a pena, principalmente se o tempo estiver bom e claro, pois a vista é soberba. Quando chegamos ao alto do teleférico, a trilha se divide. Uma delas segue montanha adentro e acima, rumo ao pequeno glaciar Martial. A outra nos leva até um mirante ainda mais belo, quase 900 metros acima do nível do mar. Foi por essa que seguimos e adoramos! Depois, voltamos até esse ponto e seguimos até a neve onde brasileiros se divertiam com sua primeira vez perto dessa substância quase mágica (principalmente para quem nunca viu!).

A magnífica vista para Ushuaia e seu aeroporto, do alto da trilha para o glaciar Martial, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

A magnífica vista para Ushuaia e seu aeroporto, do alto da trilha para o glaciar Martial, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


A magnífica vista para Ushuaia e seu aeroporto, do alto da trilha para o glaciar Martial, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

A magnífica vista para Ushuaia e seu aeroporto, do alto da trilha para o glaciar Martial, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


O Canal de Beagle. Do outro lado, ao sul, a Isla Navarino, pertencente ao Chile. Vista do alto da trilha do glaciar Martial, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

O Canal de Beagle. Do outro lado, ao sul, a Isla Navarino, pertencente ao Chile. Vista do alto da trilha do glaciar Martial, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Já quase oito horas, nós resolvemos descer. Foi quando paramos naquela exposição sobre a Guerra das Malvinas, também relatada em outro post. Agora, tínhamos fome. Muita fome, depois de tantas caminhadas. Ushuaia é um ótimo lugar para se ter fome, pois tem muitos bons restaurantes. Houve um tempo em que era considerada uma das cidades mais caras do mundo e até continua sendo uma das mais caras da Argentina. Mas com esse câmbio distorcido e regulado pelo governo em que consigamos uma taxa quase 100% melhor nas ruas, até que os preços ficaram bem palatáveis. E ainda podemos tomar vinho nacional! Maravilha!

O balcão do charmoso restaurante Almacén, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

O balcão do charmoso restaurante Almacén, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Risoto com vinho, nosso belo jantar de despedidas no restaurante Almacén, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Risoto com vinho, nosso belo jantar de despedidas no restaurante Almacén, em Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Ontem, comemos em uma churrascaria. Hoje preferimos um café bem charmoso, o Almacén, onde nos esbanjamos com um delicioso risoto. Nosso jantar de despedida do fim do mundo, da “baía que olha a oeste” (o significado de “Ushu-aia”), da pontinha da nossa América do Sul. Amanhã, rumo ao norte. Nesse último jantar, tivemos até nossos minutos de estrela, um simpático casal brasileiro que nos fez muita festa, admirados pela viagem. Teve até foto e votos de um feliz retorno. Um feliz e longo retorno!

Encontro com um simpático casal brasileiro nas ruas de Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina

Encontro com um simpático casal brasileiro nas ruas de Ushuaia, no sul da Terra do Fogo, na Argentina


Mostrando a nossa localização no Parque Nacional Tierra del Fuego, em Ushuaia, no sul da Argentina

Mostrando a nossa localização no Parque Nacional Tierra del Fuego, em Ushuaia, no sul da Argentina

Argentina, Ushuaia, geleira, Montanha, Parque, Parque Nacional Tierra del Fuego, Terra do Fogo, trilha

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Dela-onde?

Estados Unidos, Delaware, Newark, Maryland, Baltimore, Pennsylvania, Longwood Gardens

Lanche na casa do Maurício e Oscar em Newark - Delaware, nos Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)

Lanche na casa do Maurício e Oscar em Newark - Delaware, nos Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)


Ontem no final do dia, depois de enfrentar a hora do rush na saída de Washington (quase todo mundo que trabalha lá mora nos estados vizinhos!) e cruzarmos o estado de Maryland e sua movimentada cidade portuária, Baltimore, chegamos ao Delaware. “Dela-onde?” – eu perguntaria – “Dela-ware!” – responderia a Ana, na piadinha mais repetida nos próximos dois dias...

O Oscar nos recebe em sua casa em Newark, no Delaware, nos Estados Unidos

O Oscar nos recebe em sua casa em Newark, no Delaware, nos Estados Unidos


Churrasco preparado pelo Maurício e o Oscar para nos receber em sua casa em Newark, no Delaware, nos Estados Unidos

Churrasco preparado pelo Maurício e o Oscar para nos receber em sua casa em Newark, no Delaware, nos Estados Unidos


Estava escuro quando a Fiona finalmente nos levou ao nosso endereço-destino, na cidade de Newark, norte do estado, onde fica a casa dos brasileiros Maurício e Oscar. Foram os dois os “responsáveis” para acharmos alguns dias na nossa corrida programação para ficarmos aqui no Delaware, o penúltimo menor estado dos Estados Unidos, logo após Rhode Island. Mas, agora, depois de mais de 24 horas por aqui, posso afirmar que valeu muito a pena ter vindo conhecer um pouco do “Dela-onde”! Principalmente quando se pode contar com a hospitalidade do dois e também ter o Oscar como guia para um passeio pelas redondezas!

Na Fiona com o Oscar, pelas estradas do Delaware - Estados Unidos

Na Fiona com o Oscar, pelas estradas do Delaware - Estados Unidos


Conhecemos os dois há pouco tempo, de novo através dessa maravilhosa ferramenta chamada internet. Eles tem um delicioso blog de viagens, o mauoscar.com, contando suas peripécias pelos Estados Unidos, Brasil, Europa e Sudeste da Ásia, locais em que já moraram. O Maurício trabalha no HSBC e, de tempos em tempos, o banco “muda” o endereço deles. Melhor para nós, que podemos acompanhar tudo pelos relatos nos posts, uma excelente fonte de informações para quem vai viajar por Cingapura, Seattle ou Serra Catarinense, entre outros.

Bela paisagem na região de Newark, em Delaware - Estados Unidos

Bela paisagem na região de Newark, em Delaware - Estados Unidos


Pois bem, o Mauricio e o Oscar nos esperavam em sua casa, já meio preocupados com o atrasado da hora. Eles nos receberam com um saboroso churrasco, algo para nos fazer sentir mais perto do Brasil. Jantar acompanhado de vinho e muitas conversas sobre experiências de viagens, claro!

Área rural em Newark, em Delaware - Estados Unidos

Área rural em Newark, em Delaware - Estados Unidos


Casa enfeitada para o Memorial day, na região de Newark, em Delaware - Estados Unidos

Casa enfeitada para o Memorial day, na região de Newark, em Delaware - Estados Unidos


Hoje a programação já foi mais extensa. O Maurício ficou trabalhando em casa (está com uma fratura no pé) enquanto o Oscar, a bordo da Fiona, nos levou para passear pela região. Passamos por um parque, pela bela paisagem rural do norte do Delaware e fomos conhecer as “Pontes de Madison” daqui.

Uma das pontes cobertas históricas na região de Newark, no Delaware - Estados Unidos

Uma das pontes cobertas históricas na região de Newark, no Delaware - Estados Unidos


Visitando as 'Pontes de Madison', na região de Newark, em Delaware, nos Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)

Visitando as "Pontes de Madison", na região de Newark, em Delaware, nos Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)


Para quem não conhece o delicioso filme, trata-se de um romance entre Mary Streep e Clinton Eastwood. Ele é fotógrafo da National Geographic e vai para Madison, em Iowa, fazer uma reportagem sobre as famosas pontes rurais da cidade. Pois bem, aqui no Delaware, também há “Pontes de Madison”! São construções de quase dois séculos cuja principal característica é o fato de serem cobertas. Geralmente, estão em locais bem bucólicos, cruzando algum rio o canal no meio do campo ou de uma floresta, cenários perfeitos para fotografias. Pena que não temos a classe do Clinton Eastwood... O Oscar logo nos ensinou porque elas são cobertas: “É para proteger a madeira do piso da chuva. Com isso, a ponte dura mais tempo.” Protegem, mas não fazem milagres por tantos séculos. Assim, hoje elas são restauradas, reformadas ou refeitas, tudo para manter esse belo patrimônio arquitetônico!

Visitando as 'Pontes de Madison', na região de Newark, em Delaware, nos Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)

Visitando as "Pontes de Madison", na região de Newark, em Delaware, nos Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)


'Pontes de Madison' na região de Newark, em Delaware - Estados Unidos

"Pontes de Madison" na região de Newark, em Delaware - Estados Unidos


Depois das pontes, seguimos para fronteira com a Pennsylvania, para o principal programa do dia: um passeio pelo parque de Longwood Gardens, o mais belo Jardim Botânico do país. E quem se juntou conosco nesse passeio foram as amigas Cláudia e Tete, que vieram de Washington para esse “encontro de blogueiros”. A Cláudia trouxe sua mãe, em visita ao país e, claro, o pequeno Dylan, o famoso Aprendiz de Viajante.

O grupo de blogueiros que visitou o Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)

O grupo de blogueiros que visitou o Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)


Apesar do Oscar, já com um sentimento meio patriótico, dizer que o parque deveria ser considerado do Delaware, ele fica mesmo é na Pennsylvania. A área pertenceu por algumas gerações, a partir do início do séc XIX, à família Peirce. Eles usavam a área como fazenda, mas também destinaram uma boa parte da propriedade para um “arboreum”. Ao longo de duas gerações, constituíram uma das maiores coleções de árvores de todo o país, ganhando fama e visitantes de todos os lados. Mas, infelizmente, a geração seguinte não era assim, tão “talentosa”. Vendeu toda a área a o novo comprador tinha planos “ambiciosos” para o arboreum: transformar tudo em lenha.

Os cuidados jardins de Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

Os cuidados jardins de Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Foi quando apareceu uma outra personagem, Pierre du Pont. Ele era um dos muitos netos e descendentes do primeiro du Pont à chegar aos Estados Unidos, fugido da Revolução Francesa. Aqui, criou uma bem sucedida empresa de fabricação de pólvora. Na terceira geração da família, Pierre logo se destacou, chegando ao comando da empresa, diversificando sua atuação e tornando-a uma das maiores corporações mundiais, especialmente na área química. Seu sucesso nos negócio era tão grande que também foi chamado a ser CEO da General Motors. Enfim, Pierre era um dos mais ricos e poderosos homens do seu tempo.

Uma das muitas fontes no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

Uma das muitas fontes no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


caminhando pelo Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

caminhando pelo Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Pois bem, além de homem de negócios, também era amante da natureza. Quando soube do triste fim reservado à fazenda Longwood, tratou de comprá-la do novo proprietário, além de pagar-lhe pelo preço da “lenha”. A propriedade passou a ser uma de suas maiores paixões ao longo da vida. Ele criou um Jardim Botânico, usou as maiores tecnologias da época para construir uma enorme estufa e abriu a propriedade para visitações.

Com a Tete e o Oscar no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)

Com a Tete e o Oscar no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)


fotografando flores no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

fotografando flores no Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Foi o fruto desse trabalho e dessa paixão que fomos visitar hoje: o mais incrível Jardim Botânico dos Estados Unidos. A propriedade é cheia de campos, bosques, caminhos bucólicos, lagos e fontes. É famosa também pelos seus shows de luzes a águas, atraindo milhares de visitantes em dias de celebrações. Conforme as estações do ano, são feitas exposições de flores, os jardins são renovados e novas atrações são criadas.

Uma das muitas fontes em Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

Uma das muitas fontes em Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Mas para mim, sem dúvida, no meio de tanta coisa bonita, o que mais chama a atenção é a magnífica estufa, um verdadeiro universo sobre vidros onde se pode ver a apreciar flores dos quatro cantos do mundo. Trato dela no próximo post...

Clima romântico na entrada do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)

Clima romântico na entrada do Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)


Muito gostoso também foi a convivência com o Oscar, Cláudia e Tete. Era engraçado ver, todos com suas máquinas fotográficas, tirando fotos dos locais em que passávamos. Fiquei com uma vontade danada de ler os respectivos posts desse dia no blog de cada um desses blogueiros.

todos fotografando ao mesmo tempo, em visita ao Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos

todos fotografando ao mesmo tempo, em visita ao Longwood Gardens, na Pennsylvania - Estados Unidos


Hora da despedida na casa do Marício e Oscar, em Newark - Delaware, nos Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)

Hora da despedida na casa do Marício e Oscar, em Newark - Delaware, nos Estados Unidos (foto do Oscar, do mauoscar.com)


Mostrando o mapa dos 1000dias ao Aprendiz de Viajante, em Newark, no Delaware - Estados Unidos

Mostrando o mapa dos 1000dias ao Aprendiz de Viajante, em Newark, no Delaware - Estados Unidos


No final do dia, ainda deu tempo de irmos todos para a cada do Oscar, de volta à Delaware, reencontrar o Maurício e comer um lanche na casa deles. A Cláudia, sua mãe e Tete voltaram para Washington e nós fomos jantar fora. Um jantar de “até logo”, e não de despedidas, pois pretendemos nos ver em breve, em Philadelphia. Vamos passar um dia por lá, na primeira capital dos Estados Unidos, assim que voltamos do Caribe. E nossa ideia é encontrar nossos amigos de “Dela-onde” por lá!

Jantar de despedidas com o Maurício e Oscar, em Newark, no Delaware - Estados Unidos

Jantar de despedidas com o Maurício e Oscar, em Newark, no Delaware - Estados Unidos

Estados Unidos, Delaware, Newark, Maryland, Baltimore, Pennsylvania, Longwood Gardens, Longwood Gardens, ponte

Veja mais posts sobre Longwood Gardens

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Veadeiros, Calungas e Cachoeiras

Brasil, Goiás, Cavalcante

Pequena cascata abaixo da Cachoeira Santa Bárbara, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Pequena cascata abaixo da Cachoeira Santa Bárbara, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


O Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros foi criado em 1961 para proteger essa magnífica região de cerrados localizada no norte de Goiás, a cerca de 200 km da capital Brasília. Inicialmente, o parque tinha uma área maior, mas sofreu uma redução e hoje ocupa uma região de 65 mil hectares, apenas parte da Chapada dos Veadeiros. Apesar de estar localizado em vários municípios, a sua única entrada, ou portaria de acesso, está no povoado de São Jorge, distrito de Alto Paraíso.

Com o Chico e o nosso guia Pedrão, em mirante na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Com o Chico e o nosso guia Pedrão, em mirante na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Além do cerrado, o outro grande tesouro do parque e de toda a Chapada dos Veadeiros, são suas nascentes de água, que descem das partes altas do planalto central para as planíces no seu entorno, através de magníficas cachoeiras. Dependendo do rio, as águas podem ter uma coloração escura, esverdeada ou mesmo amarelada,muitas vezes bem próximos entre si.

A bela Cachoeira Santa Bárbara, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

A bela Cachoeira Santa Bárbara, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Já há um bom tempo, uns 20 anos talvez, só é permitido entrar no parque acompanhado de um guia credenciado, na portaria de São Jorge, para fazer um dos dois passeios permitidos. Quem visita os outros municípios da região não tem acesso ao parque, apesar de existirem antigas trilhas. Na minha modesta opinião, isso é um grande absurdo, já que praticamente todas as belezas desta enorme área estão proibidas para os olhos dos simples mortais. Acho que na próxima encarnação, vou ser pesquisador do ICMBio...

Nadando nas águas esverdeadas da Cachoeira Santa Bárbara, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Nadando nas águas esverdeadas da Cachoeira Santa Bárbara, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Não foi sempre assim. Na primeira vez que estive aqui, em 90, além de ter ido nas cachoeiras do Rio Preto e seus poços sem guia (inclusive na de baixo - maravilhosa!), conversei com pessoas que tinham feito a travessia do parque, de Cavalcante à São Jorge. As referências eram as melhores possíveis!

Mergulhando no poço de águas transparentes esverdeadas da cachoeira Santa Bárbara, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Mergulhando no poço de águas transparentes esverdeadas da cachoeira Santa Bárbara, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Enfim, tempos idos e passados. Quem sabe no futuro... A boa notícia é que a região ao redor do parque é tão Chapada dos Veadeiros como o próprio parque, e as paisagens, trilhas, vales e cachoeiras são de uma beleza ímpar. São dezenas de opções, cada rio que desce do planalto com seus próprios canyons e sequência de quedas d'água. Para ver tudo, um mês será pouco...

Trilha para a Cachoeira Sta Bárbara, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Trilha para a Cachoeira Sta Bárbara, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


O turismo está mais desenvolvido na área de Alto Paraíso e São Jorge, mas já há alguns anos o município de Cavalcante vem atraindo turistas também, desde os que já conhecem a parte sul da chapada até aqueles que procuram um lugar ainda calmo, parecido com o que era São Jorge há quinze anos. Eu me encaixo nessas duas categorias!

Vista do cerrado na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Vista do cerrado na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Nós nos instalamos na bela pousada Sol da Chapada, do Marcelo. Hoje cedo conversamos bastante sobre o parque, Cavalcante e as atrações aqui do lado norte. Ele nos ajudou a montar um roteiro de três dias de explorações e nos indicou o guia Zé Pedrão, grande conhecedor da região, já há duas décadas. Um figuraça!

Comunidade do Engenho, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Comunidade do Engenho, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Hoje, começando já meio tarde, depois do delicioso café da manhã e da conversa com o Marcelo, decidimos ir para a área da Comunidade do Engenho onde, além de duas cachoeiras, poderíamos conhecer outra das principais atrações do norte da chapada: os calungas.

Crianças na Comunidade do Engenho, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Crianças na Comunidade do Engenho, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Calungas é o nome que se dá aos descendentes de escravos fugidos, ou quilombolas, aqui da região. Vivem em várias comunidades no município de Cavalcante e vizinhos. A mais conhecida dessas comunidades é a do Engenho, que já está mais preparada, ou acostumada, a receber visitantes. No governo Lula essas comunidades receberam a posse das terras que vem ocupando há duzentos anos, e hoje procuram caminhos e soluções para manter suas comunidades autosustentáveis.

Cachoeira do Capivari, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Cachoeira do Capivari, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Nós chegamos no Engenho, a cerca de 40 km de Cavalcante por estrada de terra, perto do meio dia. Deixamos um almoço encomendado para o fim da tarde e fomos conhecer duas cachoeiras ali perto: a Santa Bárbara, para um lado e a Capivari, para outro.

Refresco na Cachoeira do Capivari, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Refresco na Cachoeira do Capivari, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


A Santa Bárbara, talvez a mais procurada por turistas na área de Cavalcante, forma um poço de águas verde-esmeralda daqueles difíceis de acreditar. A Fiona nos deixa bem perto dela e a trilha final é muito agradável, através de campos floridos no cerrado de altitude.

Cachoeira no Canyon do Capivari, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Cachoeira no Canyon do Capivari, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Passamos uma hora por lá, nadando, mergulhando com máscara e fotografando. Que beleza de lugar! A tristeza de ir embora só é amenizada por sabíamos que logo estaríamos em outra maravilha: a Capivari.

Explorando o Canyon do Capivari com o nosso guia, o Pedrão, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Explorando o Canyon do Capivari com o nosso guia, o Pedrão, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Esta, já bem menos visitada, também tem águas esverdeadas mas, o que a torna especial são outras coisas. Primeiro, no seu principal poço (são vários, e várias pequenas quedas), há duas quedas d'águas. A do Capivari e a de um afluente, o Tiririca. O efeito de duas quedas num mesmo poço é lindo e bem diferente.

Cachoeira do Peixe, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Cachoeira do Peixe, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Segundo, logo abaixo desse poço tem início um magnífico canyon, cercado de enormes paredes de pedra e formando quedas e poços quase inacessíveis. Passamos um bom tempo explorando o canyon, pelo menos até onde se podia ir sem o auxílio de cordas. Sensação de natureza total, no seu estado bruto.. Para mim, o ponto alto do dia!

Almoço na comunidade do Engenho, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Almoço na comunidade do Engenho, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


De volta ao Engenho, tivemos um saboroso almoço preparado pela bela e legítima calunga Januária. Como nos disse o Zé Pedrão, a cada filho que ela tem, mais bonita fica!

Com a Januária, na Comunidade do Engenho, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Com a Januária, na Comunidade do Engenho, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Voltamos para Cavalcante ainda em tempo de, no caminho, prestar nossa reverência à outra cachoeira, essa só de olhar, de um mirante. Atende pelo singelo nome de "Ave Maria", o que já dá uma pista de sua beleza. Foi o tempo de escurecer e chegamos na nossa pousada. Tínhamos de descansar, pois o dia de amanhã promete muito mais caminhadas. Vamos na Ponte de Pedra!

Cachoeira Ave Maria, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Cachoeira Ave Maria, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

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