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10.000 a.C.

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu)

Entrando no Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Entrando no Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Quando estamos no escritório, em casa, nas cidades, shoppings, enfim, nas nossas vidas cotidianas, logo imaginamos o Discovery Channel, o NatGeo ou ainda lembramos daquele filme de mesmo nome lançado recentemente. Puxamos na nossa imaginação todas as referências que temos do mundo antes dele ser ocupado pelo homo sapiens sapiens. Será que ainda existiam os dinossauros? Eras glaciais? Homens das cavernas? Aí até os Flintstones aparecem na memória! Fazendo este exercício percebemos como estes míseros 10 mil anos estão distantes da nossa realidade.

Gigantesca clarabóia na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Gigantesca clarabóia na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Há 10 mil anos estava terminando a última era Glacial e o mundo já era habitado pela nossa espécie. Eles lutavam para sobreviver ao frio, utilizando as cavernas como abrigo. As cavernas por sua vez possuem outra perspectiva do tempo e do mundo. A terra existe há 4,5 bilhões de anos, desde então passou por diversas eras geológicas, se transformando e evoluindo com a passagem dos milhões de anos, até hoje. As cavernas presenciaram e fazem parte desta história, pois o processo de formação destas cavidades segue há alguns milhões de anos.

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Todo este processo fica claro quando entramos em um monumento natural como a Caverna do Janelão no Vale do Peruaçu. É monumental, sensacional, fantástico! São paredes de mais de 100m de altura, formações espeleológicas gigantescas, como o cogumelo ou a perna da bailarina, que está no Guiness Book por ser a maior estalactite do mundo com 28m de comprimento.

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


O maior estalagtite do mundo, a 'Perna da Bailarina', na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

O maior estalagtite do mundo, a "Perna da Bailarina", na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


A natureza vem trabalhando há 2 ou 3 milhões de anos esculpindo nesta rocha calcária as mais variadas formas, túneis e salões que hoje nos deixam boquiabertos por sua grandeza. Ali dentro devem ter passado dinossauros, preguiças gigantes e toda a grande fauna que um dia já habitou o nosso continente. Soubemos que em uma fazenda próxima ainda se encontra um fóssil de uma preguiça gigante! Que achado!

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Não é a toa também que ali, a apenas 45 minutos de caminhada, encontramos também curiosos painéis de pinturas rupestres, que um dia tiveram um significado completamente diferente para os nossos antepassados e hoje contam parte da história recente do nosso país.

Pinturas rupestres no 'Painel', no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Sabe-se que os nossos índios não chegaram a conhecer estes homens das cavernas. Como será que eles eram? O que será que se passava pela cabeça destes homens, mulheres e crianças que viviam em um mundo completamente diferente do nosso? Como eles se abrigavam o frio, o que eles comiam? Como se comunicavam? O que será que esses símbolos significavam para eles?

Pinturas rupestres no 'Painel', no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Todas essas perguntas surgem quando nos deparamos com um lugar como este. O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu possui potencial imenso para se tornar um dos principais parques de pesquisa geológica e antropológica no Brasil. E agora, depois de visitar um lugar como este, fica muito mais fácil responder a aquela pergunta. Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Boa parte das respostas surgirá. Intuitivamente, pois em algum lugar dentro de você estas lembranças, seja em memória genética ou espiritual, existem.

Mirante do Buraco dos Macacos, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Mirante do Buraco dos Macacos, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu), Caverna do Janelão, Cavernas, espeleologia, parque nacional, Peruaçú

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La Vieja Mazatlán

México, Mazatlán

Passeando pela orla de Mazatlán, no México

Passeando pela orla de Mazatlán, no México


Acordamos hoje com um café da manhã delicioso nos esperando na Plaza Machado. Eram quilos de frutas, tortillas, queijo de rancho, pães doces e tudo o que você imaginar! Pensem em um café da manhã farto! Tudo servido pelo Ernesto, dono do Hotel Machado, que quis garantir que nós teríamos o melhor café da manhã do mundo!

Um dos melhores desayunos da viagem, na Plaza Machado em Mazatlán, no México

Um dos melhores desayunos da viagem, na Plaza Machado em Mazatlán, no México


Ontem pegamos mais 3 horas de estrada para o norte rumo à cidade de Mazatlán, na costa Pacífica. Chegamos a tempo de um final de tarde na Zona Dourada, região turística e mais moderna da cidade, dominada por expats americanos. Imensos hotéis da década de 80 dão um ar meio decadente para a região, que sofreu um baque no turismo depois da crise de 2007-2009.

Início da noite em praia de Mazatlán, no México

Início da noite em praia de Mazatlán, no México


No mesmo período o centro histórico, antes abandonado pelo turismo, começava a renascer. Novos hotéis charmosos, atividades culturais e pequenos restaurantes atraíram uma nova vida para a região.

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México


Os principais consumidores de toda esta infra-estrutura são os mais de 7 mil aposentados americanos, só na cidade de Mazatlán! Eles alugam apartamentos por temporada, geralmente no período de inverno, que é mais barato e com a temperatura mais agradável e quando eles fogem do frio nos EUA. O Centro Cultural Angela Peralta os garante uma vida cultural bem ativa, com apresentações de teatro e cinema, além de uma interação com a juventude local, no mesmo espaço tem uma forte presença nas aulas de música, dança, canto, cinema e artes em geral oferecidas pela prefeitura. Angela Peralta foi uma cantora de ópera mexicana muito famosa que morreu de febre amarela, após aportar na cidade, hospedada no hotel que hoje foi transformado no centro cultural que leva seu nome.

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México

A charmosa arquitetura do centro histórico de Mazatlán, no México


Um tour pelo centro antigo da cidade deve começar pela histórica Playa Olas Altas, na parte sul da cidade. Seu malecón tem esculturas marcantes com o tema marinho e a curiosa estátua de um veado, em referência ao significado da palavra “Mazatlán”, que em Nahuatl quer dizer “o lugar dos veados”. Caminhamos pelas ruas estreitas, ladeadas por edifícios coloniais bem conservados e descobrimos vários restaurantes e barzinhos noturnos bem convidativos.

Passeando pela orla de Mazatlán, no México

Passeando pela orla de Mazatlán, no México


Um passeio rápido pela Plaza de Armas e a Catedral e logo chegamos ao mercado municipal, que sempre vale uma olhada, embora este não tenha nada de extraordinário. Fechamos o circuito chegando novamente no centro gastronômico da cidade, a Plaza Machado. Petiscamos uns rápidos bocadillos acompanhados de uma boa Pacífico, cerveja produzida desde 1900 pelos colonizadores alemães que chegaram ao norte mexicano em meados do século XIX.

Catedral de Mazatlán, no México

Catedral de Mazatlán, no México


Estávamos ali, tranquilos, discutindo nosso roteiro e próximos afazeres, quando fomos surpreendidos por um casal de americanos que chamaram o Rodrigo pelo nome. “Are you Rodrigo?”, e ele sem entender nada respondeu que sim. Rick e Joan viram o site na Fiona, ficaram curiosos e entraram lá para conferir! Professores aposentados viajaram o mundo dando aulas de inglês e hoje vivem 6 meses aqui em Mazatlán e 6 meses em Boston, sempre escapando para visitar seus filhos que vivem no Texas. Eles, depois seguidos por um grande grupo da melhor idade, estavam passando pela praça para o Centro Cultural para assistir um filme documentário sobre a Janis Joplin. Uma boa forma de encontrarem novos velhos amigos e relembrarem os bons tempos!

Tranquilidade na delicioza Plaza Machado, no centro histórico de Mazatlán, no México

Tranquilidade na delicioza Plaza Machado, no centro histórico de Mazatlán, no México


O sol quente e a praia ainda nos convidavam para um mergulho no nosso Oceano Pacífico. Preparamos-nos, fomos até a praia Olas Altas, mas o vento frio do final de tarde nos pegou de surpresa e dificultou um pouco a nossa vida.

O sol se esconde atrás do Pacífico na praia central de Mazatlán, no México

O sol se esconde atrás do Pacífico na praia central de Mazatlán, no México


Vimos tranquilos o pôr-do-sol e retornamos à Plaza Machado onde reencontramos Rick e Joan, que nos convidaram para tomar um vinho e contar-lhes as nossas aventuras. Levaram-nos ao Boemia Bar, onde logo estava começando uma Jam Section de Jazz animal! Estava tão bacana que emendamos o jantar enquanto trocamos experiências e nos divertimos com cada instrumento novo que se apresentava a tocar.

Excelente show de jazz em bar-restaurante na Plaza Machado, no centro de Mazatlán, no México

Excelente show de jazz em bar-restaurante na Plaza Machado, no centro de Mazatlán, no México


Agora alguns de vocês podem estar se perguntando: como vocês foram descobrir este lugar!?! Não foi por sua nada charmosa Zona Dourada ou por sua rica infra-estrutura para a terceira idade. O Porto de Mazatlán é um dos principais pontos de acesso à Baja Califórnia. Amanhã pegaremos o ferry para a cidade de La Paz na Baja Califórnia Sur! Melhor ainda foi descobrirmos um lugar de tamanho bom gosto ao lado de uma zona portuária! Se for esse o seu roteiro, não deixe de conhecer la Vieja Mazatlán.

Com o simpático casal americano (Ricardo e Joan) em bar-restaurante na Plaza Machado, em Mazatlán, no México

Com o simpático casal americano (Ricardo e Joan) em bar-restaurante na Plaza Machado, em Mazatlán, no México

México, Mazatlán, Baja California, cidade histórica, Ferry, Plaza Machado

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Gold Rush e Dawson City

Canadá, Dawson City

As maravilhosas cores de Outono em parque de Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

As maravilhosas cores de Outono em parque de Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Uma cidade nascida no rompante do Klondike Gold Rush, Dawson é uma agradável surpresa no roteiro entre o Yukon e o Alasca.

Era uma vez...
Dois homens que desceram de um navio vindo do estreito de Bering, na cidade de Seattle. Eles carregavam quilos e mais quilos de ouro e confirmavam um burburinho que há muito corria pelas ruas americanas: rios de ouro no Ártico! Jornalistas afoitos estamparam as capas dos jornais e em menos de um mês todos os barcos para o norte já estavam lotados!

Arquitetura típica de faroeste em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Arquitetura típica de faroeste em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Homens de todos os cantos se aventuraram pelas águas da Inside Passage e do Golfo do Alasca, começando a épica jornada ao Klondike. A viagem era longa e levava em torno de 20 dias de barco entre Seattle e Skagway, de onde partiam as trilhas do Chilkoot ou do White Pass, as duas principais rotas dos mineiros “pobres”.

Garimpeiros da época da Corrida do Ouro, em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Garimpeiros da época da Corrida do Ouro, em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Sobre estas montanhas eles teriam que carregar uma tonelada de suprimentos, o mínimo exigido pela aduana canadense para permitir que os mineiros cruzassem a fronteira. Eles sabiam que uma vez naquelas terras, os homens não encontrariam nada e precisavam carregar o mínimo para garantir sua sobrevivência por um ano. Bacon, feijão, sacos de farinha, leite em pó, barraca, ferramentas, um fogão e tudo mais o que fosse necessário. Não existiam lojas para comprar qualquer mantimento.

Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


A travessia das montanhas era feita por uma das duas trilhas, a pé e em várias viagens, mais de 40 para conseguir carregar todo o material. A “dead horse trail” deixou mais de 3 mil cavalos morrerem de fome e fadiga, só mais tarde eles aderiram ao dog-sledge. Já não bastasse o frio e o cansaço quase aniquilador, ainda tinham que lidar com gangues que se especializaram em roubar os recém-chegados. E isso era só o começo.

Foto centenária mostrando o movimento de Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá, no início do séc XX

Foto centenária mostrando o movimento de Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá, no início do séc XX


Durante a corrida alguns postos avançados foram se criando, pessoas que vendiam carne fresca, peixe ou caça, madeira para fogueira e aos barcos a vapor. Algumas bravas mulheres também se aventuraram por essas trilhas, entre elas meretrizes valentes que chegariam para alegrar e colocar alguma ordem na cidade. Todos queriam sobreviver, fazer dinheiro, quem sabe fortuna! Era a promessa de uma vida melhor e de muita riqueza lá no gelo do Ártico.

Bicicleta estacionada em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Bicicleta estacionada em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Depois das montanhas, mais 800 km os esperavam, agora não por terra, mas pela água. Águas frias e geladas dos lagos Lindemann, Bennett e Tagish e finalmente o Rio Yukon. Foram 7.124 barcos construídos por estes homens, que experiência alguma tinham neste ofício. Jangadas, canoas, qualquer coisa que flutuasse e levasse seus mantimentos pelas curvas do Rio Yukon.

Admirando a magnífica paisagem do rio Yukon e Dawson City, no Yukon Territory, no Canadá

Admirando a magnífica paisagem do rio Yukon e Dawson City, no Yukon Territory, no Canadá


Chegaram a Dawson, enfim! E quando chegaram se depararam todos os rios da região repartidos em lotes, completamente dominados pelos que haviam chegado antes. Alguns nem montaram acampamento ou usaram a sua pá e peneira nos rios de ouro. Deram a meia volta e, como se não tivessem acabado de passar pelo inferno, para lá retornaram.

Geringonça centenária para esquentar os pés e enfrentar o frio do inverno em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Geringonça centenária para esquentar os pés e enfrentar o frio do inverno em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Dizem que 100 mil homens teriam iniciado a corrida pelo ouro no Klondike. 40 mil chegaram a Dawson City, 4 mil encontraram ouro e provavelmente apenas 40 ficaram ricos, se ficaram!

Delicioso show de música em bar-saloon em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Delicioso show de música em bar-saloon em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Por estas mesmas trilhas e rios chegaram pianos, pratarias e outras peças luxuosas que enfeitavam seus salões, suas meninas das casas da luz vermelha e tabacarias, ou damas respeitosas. Dawson City viveu três anos no auge, chegou a ser a mais populosa e rica cidade acima de São Francisco, lá nos idos de 1899. O ouro se foi, a população caiu drasticamente e o que ficou foi uma cidade que chegou a ser considerada a Paris do Ártico.

jogando bilhar em bar-saloon em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

jogando bilhar em bar-saloon em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Decoração em bar-saloon em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Decoração em bar-saloon em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


As casas, os salões, os hotéis estão todos lá. O rio e o ouro também. O ouro fácil, que brilhava sobre os rios, este já se foi no primeiro ano de garimpo. Porém até hoje grandes mineradoras extraem o rico metal das terras do Klondike. A cidade foi construída sobre o permafrost e hoje se preocupa com o aquecimento global, que poderá afundar as estruturas e a sua história. Os nativos, que haviam sido praticamente expulsos da região, retornaram aos poucos e fazem parte da biografia e da vida da cidade.

Igreja em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Igreja em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


A escolha para comemorar o meu aniversário no sol e na aurora de Dawson foi a mais acertada possível! Uma viagem muito mais fácil que a dos stampeders, pela Top of the World Highway, um fim de tarde no Yukon e uma cerveja no pub ao lado dos caribous.

Bar em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Bar em Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


No dia seguinte a agradável caminhada ao longo do Yukon River, nas ruas de Dawson e a visita ao museu nos fizeram passear pela história que a fez vila e a tornou cidade. Cidade cinematográfica e muito fotogênica, diga-se de passagem.

Caminhando em parque de Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá

Caminhando em parque de Dawson City, no Yukon Territory, noroeste do Canadá


Aos poucos já sentíamos as brisas do Gold Rush em cada bar que percorremos neste final de temporada. Nos despedimos daqui sem uma pepita de ouro no bolso, mas com um último facho de luz esmeralda nos céus, nossa última aurora boreal.

As cores da Aurora reflerem no Yukon River, em Dawson City, no noroeste do Canadá

As cores da Aurora reflerem no Yukon River, em Dawson City, no noroeste do Canadá


The End

Canadá, Dawson City, cidade histórica, Gold Rush, história

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DC: Um dia de chuva no Mall

Estados Unidos, District of Columbia, Washington

Lendo o discurso de Lincoln no início de seu 2o mandato, em plena guerra civil americana (em Washington DC, capital dos Estados Unidos)

Lendo o discurso de Lincoln no início de seu 2o mandato, em plena guerra civil americana (em Washington DC, capital dos Estados Unidos)


Mesmo com obras e chuva a cidade de Washington continua linda. O dia começou quente e todo aquele calor só poderia mesmo terminar em uma tarde de nuvens negras e tempestades esparsas.

O prédio dos arquivos nacionais, em Washington DC, capital dos Estados Unidos

O prédio dos arquivos nacionais, em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Há várias formas de conhecer DC, bicicleta, segway (aquele carrinho motorizado de duas rodas) ou até com as lindas bicicletas coletivas que estão espalhadas por todo o centro da cidade, mas a nossa preferida é a mais tradicional: a pé!

O Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington DC

O Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington DC


Bicicleta para alugar e conhecer Washington DC, capital dos Estados Unidos

Bicicleta para alugar e conhecer Washington DC, capital dos Estados Unidos


Descemos na estação de metro e cruzamos a Constitution Avenue, onde começamos a nossa caminhada em direção ao Capitólio. Revimos muitos lugares já visitados na nossa primeira visita à cidade: National Gallery of America, o Archives of the USA e logo ali do outro lado, o Space and Science Museum. Um mundo imenso de informações, imagens, cores, sentimentos, história e arte que eu adoraria, mas não poderia rever.

O prédio do Congresso, em Washington DC, capital dos Estados Unidos

O prédio do Congresso, em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Chegando ao Capitólio, em frente à Reflectin Poll encontramos um grupo imenso de ciclistas que acabava de chegar à cidade depois de pedalar mais de 365km de Nova Iorque até Washington! Uma explosão de alegria e emoções, amigos, familiares e completos desconhecidos, todos pararam para aplaudir os heróis do dia!

Celebrando a façanha de pedalar de NY à Washington DC, capital dos Estados Unidos

Celebrando a façanha de pedalar de NY à Washington DC, capital dos Estados Unidos


Grupo de ciclistas descansa após padalar de Nova iorque à Washington DC, capital dos Estados Unidos

Grupo de ciclistas descansa após padalar de Nova iorque à Washington DC, capital dos Estados Unidos


Continuamos pela Jefferson Drive, agora em direção ao Washington Monument, o imenso obelisco construído em 1848 em tributo a George Washington, circundado por bandeiras americanas. Antes mesmo de chegarmos lá as nuvens negras desabaram e as cores do verão foram sendo substituídas pelo prateado, cinza, preto e branco.

O Washington Monument numa tarde chuvosa em Washington DC, capital dos Estados Unidos

O Washington Monument numa tarde chuvosa em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Chuva em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Chuva em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Passamos o World War II Veterans Memorial e chegamos ao famoso Lincoln Memorial, onde Marthir Luther King fez seu famoso discurso “I have a dream”.

Chegando ao Lincoln Memorial, em Washington, capital dos Estados Unidos

Chegando ao Lincoln Memorial, em Washington, capital dos Estados Unidos


Onde nunca cansaremos de ler as palavras nos imensos pergaminhos de mármore deste grande libertário da história americana. Se você ainda não teve a oportunidade de conhecer, ou se já foi mas quer rever, o site deste Parque Nacional tem um tour virtual pelas salas, entre as colunas e as palavras de Abraham Lincoln.

Lincoln Monument, em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Lincoln Monument, em Washington DC, capital dos Estados Unidos


“For score and seven years ago, our fathers brought forth on this continent, a new nation conceived in liberty and dedicated to the proposition that all men are created equal.
(…)
That we here highly resolve that these dead shall not have died in vain. That this nation, under God, shall have a new birth of freedom, and that government of the people, by the people, for the people shall not perish from the earth.”

Lendo o discurso de Lincoln no início de seu 2o mandato, em plena guerra civil americana (em Washington DC, capital dos Estados Unidos)

Lendo o discurso de Lincoln no início de seu 2o mandato, em plena guerra civil americana (em Washington DC, capital dos Estados Unidos)


Traduzindo...

"Oitenta e sete anos atrás, nossos pais trouxeram a este continente, uma nova nação concebida em liberdade e dedicada à ideia de que todos os homens foram criados iguais.
(...)
Que nós aqui definimos que estes mortos não terão morrido em vão. Que esta nação, sob os olhos de Deus, terá um novo nascimento da liberdade, e que o governo do povo, pelo povo, para o povo não perecerá da terra."
(* free translation)

Trecho do seu discurso proferido para novos soldados americanos em 1863, no estado da Pensylvania.

O belo Jefferson Memorial, à beira do Potomac, em Washington DC, capital dos Estados Unidos

O belo Jefferson Memorial, à beira do Potomac, em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Terminamos a nossa caminhada pelo Mall passando nos arredores do lago do Thomas Jefferson Memorial. Um dia lindo em preto e branco, cores que não ficariam tão bem em qualquer outra cidade.

Turistas observam a vista desde o Lincoln Memorial, em Washington, capital dos Estados Unidos

Turistas observam a vista desde o Lincoln Memorial, em Washington, capital dos Estados Unidos

Estados Unidos, District of Columbia, Washington, Mall, walking tour

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Rapa Nui

Chile, Ilha de Pascoa, Ilha De Pascoa, Hanga Roa

As ruínas de Tahai, a 15 minutos de caminhada de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), no Oceano Pacífico

As ruínas de Tahai, a 15 minutos de caminhada de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), no Oceano Pacífico


A Ilha de Rapa Nui, mais conhecida como Ilha de Páscoa, é uma ilha polinésia isolada no Oceano Pacífico a 3.526 km da costa chilena, 2.075 km das Ilhas Britânicas de Pitcairn e 4.251 km de Papeete, capital da Polinésia Francesa. Sua origem vulcânica está ligada à cadeia submarina de vulcões que se levanta desde os 2 mil metros de profundidade entre a Placa de Nazca e a pequena Placa de Páscoa.

Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico

Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico


Sua história, sua cultura e suas belezas naturais a faz um dos principais atrativos turísticos do Chile, seu isolamento, um lugar de muitos mistérios. Poucos conhecem a sua cultura, mas acredito que muitos já devem ter escutado sobre a ilha no meio do Pacífico que destruiu toda a floresta para a construção de imensas estátuas de pedras. Em tempos de aquecimento global e esgotamento de recursos naturais, a Ilha de Rapa Nui vem emprestar a sua história como exemplo de colapso natural e social em uma escala ainda mensurável.

Surfista aproveita as ondas no mar de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico

Surfista aproveita as ondas no mar de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico


Taratruga descansa em praia de Hanga Roa, a única cidade da Ilha de Páscoa

Taratruga descansa em praia de Hanga Roa, a única cidade da Ilha de Páscoa


As florestas se foram, mas a cultura polinésia está mais viva do que nunca e é nela que iremos mergulhar nestes próximos dias de viagem. Ahus, moais, tangata manu e uma infinidade de lugares, paisagens e histórias que fazem desde pequeno pedaço de terra no meio do oceano um dos lugares mais especiais na nossa América do Sul.

Escultura no litoral de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico

Escultura no litoral de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico


Chegamos ao aeroporto de Hanga Roa depois de um vôo de quase 5 horas vindo de Santiago e fomos recebidos por Joana com colares de flores de boas-vindas, um costume comum às ilhas polinésias. Por um momento me senti chegando novamente ao Hawaii.

Chegando ao aeroporto da Ilha de Páscoa.

Chegando ao aeroporto da Ilha de Páscoa.


Joana é uma rapa nui de origem tahitiana, dona do Residencial Vaianny onde ficamos hospedados na cidade de Hanga Roa. Todos os rapa nuis tem alguma mistura, seja chilena, tahitiana, francesa, sueca, americana ou neo zelandesa.

Recepção calorosa do nosso hotel, ainda no aeroporto da Ilha de Páscoa

Recepção calorosa do nosso hotel, ainda no aeroporto da Ilha de Páscoa


As famílias rapa nuis veem com bons olhos a entrada de estrangeiros nas suas famílias. Isso por que a chegada dos europeus, com doenças e a captura de nativos para escravização nas minas de prata e ouro do Peru, quase fez desaparecer a população nativa da ilha. Pouco mais de uma centena restaram e desde então trataram de se multiplicar, mesclando sangues com diferentes marinheiros, viajantes e turistas que passam por aqui. O novo membro da família nunca será considerado um rapa nui e terá que ralar para entender a língua, a cultura e as histórias que passam na forte cultura oral da ilha. Seus filhos, porém, loiros, ruivos, negros ou mestiços serão orgulhoso rapa nuis desde sempre!

Criança se diverte com bola na praia de Anakena, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Criança se diverte com bola na praia de Anakena, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


A paisagem não deixa dúvida: a Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, tem origem vulcânica!

A paisagem não deixa dúvida: a Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, tem origem vulcânica!


A ilha possui quase 6 mil habitantes e 3 mil cavalos selvagens. Os primeiros vivem, na sua maioria, na única cidade da ilha, Hanga Roa. Já os cavalos estão espalhados pela ilha, livres, leves e soltos!

Ao longo de toda a trilha que contorna o Maunga Terevaka, são comuns os encontros com cavalos selvagens (Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico)

Ao longo de toda a trilha que contorna o Maunga Terevaka, são comuns os encontros com cavalos selvagens (Ilha de Páscoa, no sul do Oceano Pacífico)


Hanga Roa é uma cidadezinha simpática com uma rua principal cheia de restaurantinhos, lojas de artesanatos, mercadinhos e o governo municipal. A economia da ilha gira em torno do turismo e da pesca. A maioria dos insumos vêm do continente, inclusive grande parte dos vegetais, verduras e legumes, que são consumidos por aqui. Pelo clima semiárido da ilha a produção que mais se adapta à este ambiente é o abacaxi, rodando pelo interior vemos muitas plantações. Existe um movimento entre os locais para o plantio de pequenas hortas, a Joana mesmo tem no quintal da pousada pés de alfaces, temperos, mamão, limão, abacaxi e outros. Empanadas fazem parte das especialidades chilenas que foram adotadas e adaptadas ao sabor polinésio, com recheio de atum ou outros pescados. Ceviches e outros pratos de frutos do mar, com toques afrancesados são as especiarias que combinam a influência tahitiana e da polinésia moderna à Ilha de Páscoa.

Nosso apetitoso jantar em Hanga Roa, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico

Nosso apetitoso jantar em Hanga Roa, em Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), ilha chilena no meio do Oceano Pacífico


Nossa primeira tarde na ilha foi de reconhecimento da área de Hanga Roa. Saímos a pé zanzando pelas ruas da cidade e a caminho dos nossos primeiros moais, as famosas estátuas funerárias esculpidas em homenagem aos ancestrais rapa nuis. Os moais estão espalhados por toda a ilha, geralmente próximos ao mar.

O primeiro Moai, a gente nunca esquece! (em Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico)

O primeiro Moai, a gente nunca esquece! (em Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico)


Já no porto da cidade de Hanga Roa encontramos as primeiras estátuas, mas é a 10 minutos dali que está o centro político mais importante da tribo Marama e um lugar perfeito para ver o pôr do sol, o Ahu Tahai. Ele se constitui de três altares, o Ahu Vai Uri com cinco Moais, o Ahu Tahai com o Moai mais antigo do grupo e o Ahu com o Moai Ko Te Riku, este com o Pukao, tocado vermelho que é um símbolo de status social e político e 5 metros de altura.

Fim de tarde em Tahai, ao lado de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), no Oceano Pacífico

Fim de tarde em Tahai, ao lado de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui (ou Ilha de Páscoa), no Oceano Pacífico


Como em um ritual, turistas, locais e dezenas de cachorros se reúnem nos gramados ao redor do Ahu Tahai, sob a mirada de seus ancestrais, para despedir-se do dia que passou. Alguns corredores passam no seu exercício diário como se fosse normal ter este lugar como pista de treino.

Um belíssimo pôr-do-sol em Tahai, ruína ao lado de Hanga Roa, a única cidade da Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico

Um belíssimo pôr-do-sol em Tahai, ruína ao lado de Hanga Roa, a única cidade da Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico


Olhe ao seu redor, localize-se no mapa mundi, estamos em uma ilha no meio do Pacífico contemplando o pôr-do-sol à sombra de estátuas esculpidas por uma antiga cultura polinésia há mais de 500 anos! É, acredito que começamos bem a nossa temporada rapa nui, que nossos ancestrais nos acompanhem.

Admirando os incríveis Moais de Tahai, ao lado de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico

Admirando os incríveis Moais de Tahai, ao lado de Hanga Roa, a única cidade de Rapa Nui ou Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico

Chile, Ilha de Pascoa, Ilha De Pascoa, Hanga Roa, Hanga Roa, ilha, Moai, Rapa Nui, Tahai

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Da chuva à Aurora!

Alaska, Seward, Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


Acordamos em Seward ainda com muita chuva. Nosso plano inicial era ir a Valdez, também no litoral chuvoso e os “flood and wind warnings” ainda estavam vermelhos. É, aparentemente esse mau tempo veio para ficar, mas ainda assim decidimos ir e enfrentar a estrada, afinal eu não queria passar o meu aniversário em uma cidade alagada e devastada por tufões!

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska


Pegamos a estrada em direção a Anchorage, sempre em contato com os nossos amigos Kombianos, que acompanhavam na rádio e televisão os avisos e pareciam estar preocupados com os dois doidos aqui enfrentando a ventania. A chuva e o vento continuaram forte, mas foi no Belluga Point, já a poucos quilômetros de Anchorage, que sentimos o vento aumentar. Paramos com a esperança de ainda encontrar alguma belluga, mas aparentemente elas não somos só nós que nos incomodamos com vento e mar agitado.

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska


A curiosidade de sentir a força e o poder do vento veio primeiro no louco do Rodrigo. Ele saiu do carro num vento e frio desgraçado, só de camiseta e deixou o vento sustentar todo o seu peso. Corria contra o vento e voltava planando, se divertindo e entretendo os outros motoristas que paravam por ali. Depois das fotos me enchi de coragem e saí, enfrentando a água e o vento, até que um tufão mais forte me pegou forte e levou por uns poucos metros. Foi um bom susto! Eu corri para o carro e fim da brincadeira!

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska

Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska


Em Anchorage paramos por uma hora para reencontrar Meli e Jorge, tomamos um chá no Starbucks trocando mais experiências sobre as nossas viagens e entendendo melhor os planos para o futuro próximo. Quem sabe conseguimos nos encontrar na estrada! Para nós que estamos na estrada a muito tempo, detalhes como voltar a uma mesma cidade e reencontrar pessoas conhecidas se tornam estranhamente prazerosos. É a sensação de um lugar comum que não temos há muito tempo, a falsa sensação de estar em casa.

A Fiona reencontra a aventureira Lunita, em Anchorage, maior cidade do Alaska

A Fiona reencontra a aventureira Lunita, em Anchorage, maior cidade do Alaska


Nos despedimos de Anchorage sem muita esperança do tempo melhorar e acabamos decidindo cancelar a nossa ida a Valdez e seguimos para o norte, direto para a pequena cidade de Tok. Já passamos por aqui quando chegamos ao Alaska, foi a nossa primeira parada no centro de visitantes, mais uma vez já nos sentimos quase locais! Hehehe.

Reencontro com os amigos viajantes colombianos, Jorge e Meli, em Anchorage, maior cidade do Alaska

Reencontro com os amigos viajantes colombianos, Jorge e Meli, em Anchorage, maior cidade do Alaska


Dirigimos todo o dia, passando por novas paisagens belíssimas, geleiras, rios e áreas naturais da região de Vasilia que certamente mereceriam mais pelo menos 3 dias ou uma semana para serem exploradas.

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska

Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska


Já era noite e o céu estava estrelado! Nos hospedamos no primeiro motel que encontramos na beira da estrada e ficamos de olho no céu, a previsão da aurora era boa, 5/10! Já que não pudemos conhecer vários dos parques nacionais no Kenai, viemos para cá com a esperança de encontrarmos uma boa aurora! As condições estavam aí, só faltava aquela pitada de sorte para termos uma bem sobre as nossas cabeças!

Nossa mais bela Aurora Boreal, nos céus de Tok, no Alaska

Nossa mais bela Aurora Boreal, nos céus de Tok, no Alaska


Acabava de virar meia-noite e nós já comemorávamos o meu aniversário, 31 anos! De repente olhamos para o alto e vemos as luzes verdes começando a iluminar o céu. Pegamos a Fiona e saímos da cidade, qualquer luz pode diminuir a nossa capacidade de enxergar a aurora. A íris se acostuma ao escuro e a aurora fica ainda mais clara e brilhante. Rodamos uns 20km e as luzes pareciam não querer nos deixar! Finalmente chegamos a um recuo da estrada, entrada de uma terra indígena, logo após a balança de carga de caminhões. Olhamos para o céu e lá estava ela, bela e formosa. Ela não parecia muito diferente do que já havíamos visto em Coldfoot e em Denali, mas estava mais prolongada e formava arcos completos a 90° da linha do horizonte, cruzando o céu de leste a oeste. Era um formato curioso, enfim, “vivendo e aprendendo sobre as auroras”, pensamos.

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska


De repente, apontei o canto esquerdo do arco para o Rodrigo, as luzes estavam começando a ficar mais fortes, saímos da Fiona e o espetáculo de luzes começou! Uma explosão de cores, verde, azul, vermelha, branca e roxa, todas as cores formando espirais e cones que caíam dos céus dançando como uma cortina de luzes ao vento.

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


A imagem era tão inacreditável, que ríamos, gritávamos e chorávamos de emoção, todos os sentimentos ao mesmo tempo! Ali já nos demos conta de quão único era o momento que estávamos vivendo, quão raro e esplêndido era aquele evento celeste, que na mesma intensidade durou não mais do que 5 minutos e aos poucos diminuiu e se esvaneceu, voltando a ser a aurora que nós já conhecíamos. Hoje nos demos conta que a aurora que vimos não era a verdadeira auroral boreal! O céu se iluminou tanto quando em imenso show de fogos de artifícios, mas trilhões de vezes mais bonito! Tanto na dança, quanto na velocidade, quanto nas cores e na intensidade, só imagine que a luz e o clarão da tal aurora, não é como a luz do sol, e sim como a luz dos fogos... A noite fica clara e nós, embaixo, embasbacados.

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


Fugimos da chuva com um objetivo, a aurora, mas não imaginamos que seríamos recompensados a esta altura! Esse foi sem dúvida o maior presente de aniversário que eu nunca havia pensado que um dia iria receber na minha vida! Uma aurora boreal animal, na beira da estrada na periferia de Tok, a 1 hora da manhã!?! Isso não tem preço!!!

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok

Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok


32° ano, seja bem vindo! Prometo que será bem vivido!

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska

Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska

Alaska, Seward, Tok, Aurora Boreal, Estrada, Northern Lights

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Estrada Real - Cunha - Parati

Brasil, Rio De Janeiro, Parati

Totem da Estrada Real entre Cunha e Parati - RJ

Totem da Estrada Real entre Cunha e Parati - RJ


Pegar a Estrada de Cunha ou não? Eis a questão! Hoje passamos o dia todo viajando entre Tiradentes e Parati. Descemos a Estrada Real passando muito perto de cidades que já havíamos explorado no início da nossa viagem por Minas. Carrancas, Cruzilha, o trevo para Aiuruoca e Baependi... lugares que queremos muito voltar. Precisamos ser fortes e objetivos, passamos reto e seguimos rumo ao nosso próximo destino.

Ponto de parada entre Cunha e Parati - RJ

Ponto de parada entre Cunha e Parati - RJ


O Rodrigo pesquisou na internet para obter informações mais atualizadas sobre a estrada que segue de Cunha até Parati, cruzando a Serra da Bocaina. Ele encontrou de tudo, mas principalmente pessoas desaconselhando, dizendo que a estrada estava em péssimo estado, que tiveram medo de morrer nos precipícios e que foi a maior aventura de suas vidas. Eu já estava agradecendo muito e deixando para a próxima, mas o Rodrigo usou um argumento “matador” para me convencer: “vamos passar por lugares muito piores, se não conseguirmos passar por esta estrada, imagine o que vem pela frente?!”. Bem, convencida seguimos até Cunha onde resolvemos nos informar sobre o estado da via. Quando olharam a Fiona até deram risada de estarmos preocupados. A rodovia passa pelo Parque Nacional da Serra da Bocaina, por isso ainda possui 9,6km que não foram asfaltados e destes são apenas 3 trechos que estão em péssimo estado.

Paisagem da estrada Cunha-Parati - RJ

Paisagem da estrada Cunha-Parati - RJ


Clima seco, outra grande queimada no caminho, mas seguimos despreocupados, pois o início da estrada estava realmente tranquilo. Começamos os trechos mais complicados sempre nos perguntando, será este o primeiro? E aí encontrávamos um pior. A verdade é que buracos atraem buracos e os três trechos em péssimo estado estão totalmente conectados, o que faz que quase 7km destes 9 estejam na mesma condição. O que me fez ficar totalmente tranqüila foram os fuscas que estavam à nossa frente. Afinal, se um fusca passa a Fiona também passa! No final foi muito melhor do que pensávamos, melhor que muita estrada que já enfrentamos nessas Minas.

Queimada na Serra da Bocaina - RJ

Queimada na Serra da Bocaina - RJ


Saímos de Tiradentes as 11h e chegamos à Parati as 19h, com apenas 40 minutos de paradas para banheiro, um pão de queijo e algumas fotos. Foi uma longa viagem... bom que logo encontramos uma pousada gostosa e a festa da padroeira da cidade, Santa Rita, abençoando a nossa chegada.

Ponto de parada entre Cunha e Parati - RJ

Ponto de parada entre Cunha e Parati - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Parati, Cunha, Estrada, off road, Road Trip

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Peruaçu e seus arredores

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu)

Vaqueiro no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Vaqueiro no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG


A área do Vale do Peruaçu faz parte de um mosaico de preservação, entre APAs, Parques Nacionais, Estaduais, Florestas e Reserva Indígenas. A APA do Vale do Peruaçu foi criada em 1989 e possui em torno de 254mil hectares. O Parque Nacional foi criado 10 anos mais tarde, sobrepôs parte da APA e ainda somou uma nova e grande área com formações calcárias, onde já foram catalogadas mais de 180 cavernas.

Estrada no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Estrada no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Hoje pudemos explorar de carro uma área do parque e da APA que passa pelas Veredas do Peruaçu e pela Comunidade de Caraíba, onde aconteceu um terremoto de 4,5 pontos na escala Richter, 70 famílias ficaram desabrigadas e 1 criança morreu. Fato curioso foi que esta menina tinha uma irmã gêmea, que teve seu nome utilizado na certidão de óbito da irmã por engano. Imaginem a confusão!

Crianças no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Crianças no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Escola no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Escola no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Ruínas do terremoto brasileiro, no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Ruínas do terremoto brasileiro, no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Passamos pelo mirante, uma área rochosa de onde conseguimos ter uma visão ampla do parque e depois seguimos em direção à Itacarambi, município vizinho de Juanuária, às margens do São Chico.

Mirante no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Mirante no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Já quase no final da tarde colocamos em ação parte do nosso Plano B com o nosso guia Rosivaldo, da Terra Sertão. Fomos conhecer a Gruta dos Anjos, situada há apenas alguns minutos de Itacarambi e mais 30 minutos de trilha. Uma caverna linda, muito decorada com diversos espeleotemas.

Com nosso guia Rosivaldo em um salão da Gruta dos Anjos, em Brejo do Amparo - Januária (MG)

Com nosso guia Rosivaldo em um salão da Gruta dos Anjos, em Brejo do Amparo - Januária (MG)


O único problema é que possui o acesso muito fácil à população, o que fez com que a sua entrada e o seu primeiro salão fossem alvo de pichações, ou pinturas burrestres, como são conhecidas por aqui.

Entrada pichada da Gruta dos Anjos, em Brejo do Amparo - Januária (MG)

Entrada pichada da Gruta dos Anjos, em Brejo do Amparo - Januária (MG)


É pessoal, Januária tem muito a oferecer, mesmo enquanto o parque está fechado. O Rio São Francisco, Gruta dos Anjos, o Pantanal do Rio Pandeiros, entre outros. O dia de hoje já deu um gostinho do que veremos amanhã no Peruaçu!

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu), espeleologia, Gruta dos Anjos, Itacarambi, parque nacional, Peruaçú

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Great Plains e Sioux Falls

Estados Unidos, South Dakota, Sioux Falls

South Dakota,um estado predominantemente agrícola nas Great Plains dos Estados Unidos

South Dakota,um estado predominantemente agrícola nas Great Plains dos Estados Unidos


Começamos hoje um dos mais esperados e longos trechos de viagem nos Estados Unidos. Eleita por muitos a melhor rota que liga o país do leste a oeste, é considerada por muitos americanos ainda mais interessante do que lendária Route 66. Cruzaremos a região conhecida como Great Plains, que como o próprio nome já diz, são grandes planícies que além de plantações de milho e gado, ainda escondem algumas das principais atrações naturais dos Estados Unidos.

As lavouras deixam a paisagem colorida em South Dakota, nos Estados Unidos

As lavouras deixam a paisagem colorida em South Dakota, nos Estados Unidos


A viagem começa em Chicago e chegará até o Yellowstone, quando subiremos para o Glacier National Park, já na fronteira com o Canadá, no nosso caminho ao Alasca! Cruzaremos os estados de Illinois, Wisconsin, Missouri, passando na quina do Iowa, o sul de South Dakota, Wyoming e Montana, quase chegando a Idaho.

As lavouras deixam a paisagem colorida em South Dakota, nos Estados Unidos

As lavouras deixam a paisagem colorida em South Dakota, nos Estados Unidos


Cruzando novamente o Rio Mississipi, entre Wisconsin e Minnesota, nos Estados Unidos

Cruzando novamente o Rio Mississipi, entre Wisconsin e Minnesota, nos Estados Unidos


A viagem inclui alguns dos maiores e mais conhecidos parques nacionais dos Estados Unidos, como o Badlands, Devil´s Tower, Grand Teton e Yellostone. Isso sem mencionar ainda a região das Black Hills, com as controversas caras dos presidentes esculpidas no Mount Rushmore e o mamutesco monumento Crazy Horse, escultura em homenagem ao povo indígena norte americano, ainda em construção.


Visualizar Roteiro Great Plains em um mapa maior

Na estrada entre Chicago e Sioux Falls, milho, milho, milho, rios, plantas eólicas e mais milho. Eu adoro a energia verde, ecologicamente correta, mas que ela muda paisagens, ahh ela muda. Se as centenas de moinhos estão sobre um plano, dividindo seu espaço com as plantações de milho, a composição fica até interessante. Agora, é bom ter em mente que as plantas eólicas também podem ser muito invasivas, pelo menos esteticamente.

Magnífico fim de tarde nas estradas de Minnesota, nos Estados Unidos

Magnífico fim de tarde nas estradas de Minnesota, nos Estados Unidos


Sioux Falls é a primeira grande cidade que encontramos neste caminho, já no estado de South Dakota. O grande Rio Sioux recorta uma paisagem esculpida na última glaciação e forma uma paisagem natural belíssima, hoje totalmente domada pelo ser humano no parque central da cidade. O rio encaichoerado desce uma formação rochosa que chegou a ser uma das principais fontes de renda da cidade, que extraiu as rochas para construção de casas, calçamentos, etc. O mesmo rio também foi alterado para a construção de uma pequena hidroelétrica.

Visitando Sioux Falls, em South Dakota, nos Estados Unidos

Visitando Sioux Falls, em South Dakota, nos Estados Unidos


A cidade não é especialmente interessante, mas é uma boa base para quebrar a viagem entre Chicago e o Badlands National Park. Após um dia inteiro de estrada é sempre bom encontrar um lugar organizado, com toda a infraestrutura necessária e ainda um parque municipal bacana para uma caminhada rápida às margens das Sioux Falls, uma bela atração natural no coração da cidade.

As cachoeiras de Sioux Falls, em um parque bem no centro da cidade, em South Dakota, nos Estados Unidos

As cachoeiras de Sioux Falls, em um parque bem no centro da cidade, em South Dakota, nos Estados Unidos

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Milwaukee em Família!

Estados Unidos, Wisconsin, Milwaukee

Passeando em família po Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

Passeando em família po Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos


Milwaukee, a maior cidade do estado de Wisconsin é a terra da Harley Davison, do custard, das cervejas artesanais e sede da Cervejaria Miller. Uma de suas características é a influência europeia na sua cultura e gastronomia vinda dos imigrantes poloneses, italianos, franceses, lituanos, russos, irlandeses, suecos e alemães. A cidade recebeu uma grande imigração germânica em meados de 1850 e os traços da cultura se faz presente não apenas na organização da cidade, como também nos negócios locais, restaurantes, padarias com os deliciosos pães alemães e, é claro, as cervejarias.

O belo lago Michigan, em Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

O belo lago Michigan, em Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos


O meu primeiro contado com Milwaukee foi uma foto de um maluco usando bermuda e óculos de sol, sentado numa cadeira de praia sobre mais de um metro de neve a -15 ou - 20°C! O maluco era um dos meus 11 primos que abriu a competição entre os irmãos. Quem vier visitar a irmã teria que fazer o mesmo! Desde então a imagem que eu tinha destes lados do Lago Michigan era o de uma terra gelada, branca e distante, onde estava morando um casal de brasileiros.

O belo lago Michigan, em Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

O belo lago Michigan, em Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos


Silvia, a irmã, é formada em comunicação, trabalhou em grandes empresas e se mudou para os Estados Unidos para acompanhar o marido na sua especialização na área médica. Marcelo é médico oncologista e se especializou em transplante de medula óssea. Eles se mudaram para os Estados Unidos há 14 anos, passaram por Miami, Salt Lake City e há 7 vieram passar frio aqui nos arredores de Milwaukee.

Toda a família sai de bicicleta pela orla do lago Michigan, em Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

Toda a família sai de bicicleta pela orla do lago Michigan, em Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos


A última vez que havíamos nos encontrado foi em Curitiba no Natal de 2009 e desde então prometi a ela que viria visitá-la, mas que chegaria à sua casa de carro. Hoje, depois de mais de 800 dias a hora chegou! Saímos de Chicago para passar o dia com eles em Milwaukee e Brookvile, cidade vizinha onde eles moram. O plano era ficar mais tempo, mas tivemos que reajustar as agendas para não desencontrarmos, já que eles também estão saindo de viagem.

A Silvia e família nos recebe em casa, em Brookfield, periferia de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

A Silvia e família nos recebe em casa, em Brookfield, periferia de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos


É uma delícia chegar tão longe e encontrar a nossa família! Larissa e André, que eu só tinha conhecido pequenininhos, estão grandes, lindos, queridos e super espertos! A grande surpresa foi o encontro com os meus tios Célio e Clarisse, que vieram de Curitiba especialmente para visitar a filha. Se encontrar amigos já nos dá a sensação de estarmos mais próximos de casa, rever a família é quase como estar lá!

A Lari e o Andre em visita ao Museu de Artes de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

A Lari e o Andre em visita ao Museu de Artes de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos


Reencontro com a Tia Clari em Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

Reencontro com a Tia Clari em Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos


A programação do dia incluiu um tour rápido pelas vizinhanças de Brookville que está a apenas 20 minutos do centro de Milwaukee. A parada no Koop´s para provar o custard foi obrigatória. Você nunca deve chamar o custard de sorvete! É considerado um insulto aos wisconsians, que cuidam com muito afinco da sua tradicional receita, que inclui ovos e alguns outros segredinhos.

O belo Museu de Artes de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

O belo Museu de Artes de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos


Em Milwalkee fomos ao Riverwalk e demos uma espiadela no Milwaukee Art Museum. Com sua arquitetura moderna e inteligente o museu é famoso por suas “asas” que se movimentam conforme a incidência da luz para melhor aproveitamento da luz natural. Hoje, dia ensolarado, as asas se abriram esplendorosas em frente ao Lake Michigan, proporcionando ainda uma bela vista do átrio principal do museu.

O belo Museu de Artes de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

O belo Museu de Artes de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos


No Miller Park fizemos uma pedalada coletiva, alugamos uma bicicleta de 6 lugares e colocamos os músculos para funcionar nas trilhas ao redor do parque. Fomos até o encontro do Rio Milwaukee, com uma bela vista do farol de navegação, museu e todo o skyline da cidade. A superbike Foi um belo exercício e diversão garantida!

Toda a família sai de bicicleta pela orla do lago Michigan, em Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

Toda a família sai de bicicleta pela orla do lago Michigan, em Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos


A Silvia ainda fez um tour pela cidade e cultura da região, nos esclareceu várias dúvidas de como funciona a vida prática aqui, questões políticas, o envolvimento dos pais nas escolas e decisões da comunidade.

Divertindo-se em parque de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

Divertindo-se em parque de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos


Mais tarde encontramos o Marcelo, que voltou do dia de trabalho no hospital e nos recebeu com algumas das suas cervejas artesanais preferidas e um belo churrasco brasileiro! As mulheres prepararam as saladas e acompanhamentos enquanto colocávamos as notícias da família em dia. A Silvia fez uma surpresa para o mineirinho aqui, que quase não acreditou quando viu uma cesta de pães de queijo quentinhos!

Conhecendo o Marcelo, marido da Silvia, em sua casa em Brookfield, periferia de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

Conhecendo o Marcelo, marido da Silvia, em sua casa em Brookfield, periferia de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos


Feliz da vida, com cerveja e comendo pão de queijo! (na casa da Silvia e Marcelo, em Brookfield, subúrbio de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos)

Feliz da vida, com cerveja e comendo pão de queijo! (na casa da Silvia e Marcelo, em Brookfield, subúrbio de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos)


O churrasco foi outra grande surpresa! Já provamos alguns cortes de carne aqui nestas terras do norte, mas nenhum é como o brasileiro. O Marcelo e alguns amigos brazucas concordam com isso e se uniram para comprar cortes de picanha e linguiça toscana, importadas por um frigorífico em Miami. Fazem o pedido da quantidade mínima, se estocam e não passam vontade! Quem se deu bem nessa fui eu, que sou apaixonada por linguiça toscana e estava morta de saudades! Hehehe!

Marcelo prepara delicioso churrasco em Brookfield, subúrbio de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

Marcelo prepara delicioso churrasco em Brookfield, subúrbio de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos


Meus tios e primos tão especiais, que fazem parte da minha história, viagens e memórias desde a infância das festas lá no Parolin e os verões em Praia de Leste! Um dia de curtir a família, matar as saudades, recarregar as energias para podermos seguir viagem com o coração mais aquecido. Hoje, como disse a Tia Clari, fizemos a nossa mini Praia de Leste aqui em Milwaukee.

Jantar em família em Brookfield, perto de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

Jantar em família em Brookfield, perto de Milwaukee, em Wisconsin, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Wisconsin, Milwaukee, Família

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