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SHUFFLE Há 1 ano: Equador Há 2 anos: Equador

Middle Caicos

Turks e Caicos, Middle Caicos

A água do mar é um convite, em Middle Caicos

A água do mar é um convite, em Middle Caicos


Middle Caicos é hoje o que Providenciales foi há 20 anos atrás. Uma ilha tranqüila, dividida em pequenos vilarejos com apenas 300 habitantes que vivem da pesca, agricultura de subsistência e artesanato. Chegamos à Middle Caicos e fomos direto ao Mudjin Harbour, sem saber muito o que esperar. Sabíamos que havia ali um resort (pra variar) e uma trilha que passava por algumas praias. Bem, só posso dizer que este resort soube escolher muito bem o local para se fixar. Dragon Cay, em Mudjin Harbour é sem dúvida a praia mais bonita que já estivemos em Turks and Caicos. A formação calcária da ilha construiu aqui vários penhascos, cavernas e reentrâncias esculpidas pelas ondas, o nosso bairrismo nos faz pensar que é uma paisagem que caberia perfeitamente em Fernando de Noronha. A paisagem é de tirar o fôlego, o mar tem o degrade de todos os tons, do mais azul mais profundo ao verde mais transparente.

Vista de Dragon Cay, em Middle Caicos

Vista de Dragon Cay, em Middle Caicos


Já havíamos nos programado para fazer a Crossing Place Trail, uma trilha que costeia estes rochedos, passando por sete praias, uma mais linda que a outra. Iniciamos a trilha já com o sol forte e com muito vento, mas mesmo assim os pernilongos não perdoaram, eram centenas nos perseguindo, ainda bem que eu não ouvi o Rodrigo e comprei o OFF, foi a nossa salvação. A trilha não era fácil, andamos boa parte dela em uma barreira de corais seca e quebradiça só imaginando que este lugar deve ficar sem receber uma alma sequer durante meses!

Lixo na praia, durante caminhada em Middle Caicos

Lixo na praia, durante caminhada em Middle Caicos


É, mesmo assim os navios de cruzeiro ou mesmo os de carga se fazem presentes aqui tão longe, com os quilos e mais quilos de lixo que encontramos pelo caminho. Não é possível, deve haver alguma solução para isso! Eles simplesmente fecham galões plásticos com todo o seu lixo dentro e atiram ao mar. Revoltante! O mínimo que poderiam fazer seria trazê-lo de volta ao continente para providenciar a reciclagem. Se eles podem carregar contêineres de produtos ou sete mil pessoas, por que não poderiam ter um compartimento para destinar o lixo reciclável?
Andamos mais um pouco e logo depois da quinta praia encontramos mais um lago repleto de flamingos, logo ali, tranquilos, tomando o seu café da manhã. Voltamos por outra trilha um pouco mais fácil, mas ainda mais lotada de mosquitos! Dá-lhe off e pernas pra que ti quero!

Flamingos, em Middle Caicos

Flamingos, em Middle Caicos


Logo em seguida, passamos pela Indian Cave, uma caverna que teria resquícios dos primeiros habitantes da ilha. O meu bravo e amado marido foi lá ver a caverna, eu não tive coragem de sair do carro. Foi a cena mais hilária! Ele saiu do carro e foi imediatamente devorado por dezenas de mosquitos! Em um tapa matou cinco! Correu até a janela do carro, pegou o Off comigo e foi todo xexão1 correndo para a caverna, tentando se esquivar dos pernilongos.

A próxima parada, Bambarra Beach, uma praia tranqüila onde acontece o anualmente o Valentines Day Cup Model Sailboat Race, fiquei intrigada com este campeonato aqui, tão longe, mas logo depois obtive a explicação. Fizemos uma parada estratégica na Bambarra Village antes de retornarmos à Provo. Mal sabíamos o que nos esperava, sem dúvida um capitulo a parte.

1 – Xexão - um grande xexas.
2 – Xexas - palavra nascida na família Briza Junqueira que significa fofinho, cheio de graça. Não é fácil explicar, eu levei quase 4 anos para aprender o seu real significado, mas é por aí.

Turks e Caicos, Middle Caicos, Praia, trilha

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Cruzando o Paso San Francisco

Argentina, Fiambalá, Chile, Copiapo

A incrível cor da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile

A incrível cor da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile


O San Francisco é um dos pasos mais ao norte na Cordilheira dos Andes, entre a Argentina e o Chile e é também um dos mais altos. Famoso não apenas pela beleza cênica de seus campos de altitude, o Paso San Francisco se fez conhecido entre os montanhistas e aventureiros também por abrigar algumas das montanhas mais altas da cordilheira, dentre elas o Ojos del Salado (6.896m), a segunda montanha mais alta da América.

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile


Há muito vínhamos namorando este cruze dos Andes, inclusive com uma tentativa frustrada no início do mês de agosto de 2011. O lado chileno do passo estava coberto de neve e totalmente intransitável. Nós conseguimos chegar aos 4 mil metros em Las Grutas, onde está localizada a imigração e a aduana argentinas. Andamos mais 15 km e topamos com neve por todos os lados, uma paisagem branca maravilhosa e a impossibilidade de continuarmos.

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile

A magnífica paisagem do lado argentino do Paso San Francisco, na região de Fiambala, a caminho do Chile


Desta vez foi diferente, chegamos quase dois meses mais tarde e a primavera já derreteu boa parte da neve que caiu neste inverno, um dos mais fortes dos últimos anos nesta região. Saímos cedo de Fiambalá e depois de cruzarmos campos dourados, salares, lagos congelados e hordas de vicuñas selvagens, finalmente estávamos de volta à mesma Gendarmeria de Las Grutas.

Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile

Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile


Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile

Encontrando vicunhas ao longo da estrada que leva ao Paso San Francisco, entre Fiambalá, na Argentina, e Copiapo, no Chile


Os oficiais demoraram mais que o normal para a revisão dos documentos e do veículo, pois estavam treinando o novo batalhão que vem substituí-los nos próximos meses. A nós a demora não foi incômoda, pois pudemos aproveitar para trazer à memória como foi aquele dia em que passamos aqui há mais de dois anos. Lá estava o nosso adesivo colado na janela (em meio à tantos outros) para comprovar isso.

Chegando à fronteira entre Argentina e Chile, no Paso San Francisco, a mais de 4.700 metros de altitude

Chegando à fronteira entre Argentina e Chile, no Paso San Francisco, a mais de 4.700 metros de altitude


De volta ao Paso San Francisco, entre Argentina e Chile, lá está o adesivo do 1000dias, deixado ali há mais de dois anos!

De volta ao Paso San Francisco, entre Argentina e Chile, lá está o adesivo do 1000dias, deixado ali há mais de dois anos!


Passadas as burocracias, o caminho daqui em diante desta vez seria diferente. Uma imensa planície sobre os 4.000 metros, negra e acinzentada do lado chileno. Subimos lentamente até os 4.700m cercados de antigos vulcões e montanhas negras pintadas com neve, escovadas pelo vento forte em contraste com um belo céu azul. Ali, há uns 15 km da fronteira chegamos a um dos pontos altos dessa estrada, a Laguna Verde! Um mar de cor caribenha, temperaturas polares e ondas insistentes, rodeado por dunas de areia, penhascos de pedras multicoloridas em plena Cordilheira dos Andes.

A fantástica paisagem da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile

A fantástica paisagem da Laguna Verde, no lado chileno do Paso San Francisco, passagem andina entre Argentina e Chile


Aí mesmo, com essa paisagem de outro mundo nós almoçamos protegidos e aquecidos pela nossa Fiona. Seguimos pela estrada de rípio, longa e incansável entre as curvas, subidas e descidas, blocos de neve talhadas pelas máquinas que, sem dúvida, trabalharam muito para mantê-la assim. O lado chileno sofre mais com as intempéries do clima, a paisagem árida, as pesadas nuvens no céu e a quantidade de neve que encontramos no caminho corroboram com a teoria dos observadores.

Há dois anos, a neve não nos deixou passar desse ponto, no nosso caminho para o Paso San Francisco, entre Argentina e Chile

Há dois anos, a neve não nos deixou passar desse ponto, no nosso caminho para o Paso San Francisco, entre Argentina e Chile


Estrada de rípio no lado chileno do Paso San Francisco, ligação entre o país e a Argentina

Estrada de rípio no lado chileno do Paso San Francisco, ligação entre o país e a Argentina


Esperávamos baixar mais rápido, sentíamos a altitude, a pressão na cabeça, repentinas faltas de ar que passavam rapidamente, assim como a fadiga dos poucos metros que arriscávamos andar naquele vento e naquela altitude. Ventos de muitos quilômetros por hora que faziam difícil o simples ato de abrir e fechar a porta do carro. “Sorte dos que estão de carro”, deviam pensar os bravos motociclistas que passaram por nós.

Coordenadas do Paso San Francisco, entre Argentina e Chile, uma das mais belas passagens sobre a cordileira dos Andes

Coordenadas do Paso San Francisco, entre Argentina e Chile, uma das mais belas passagens sobre a cordileira dos Andes


Muitos quilômetros depois, finalmente chegamos à uma placa que nos indicava o principal motivo de estarmos aqui, o vulcão Ojos del Salado. Há muito tempo o Rodrigo vem namorando essa montanha, um sonho que um dia ainda irá realizar. Chegamos a imaginar que conseguiríamos subi-la neste regresso ao Paso San Francisco, mas o timing não bateu, a temporada abre apenas em janeiro e fevereiro, quando o clima é mais propício para a ascensão.

Chegando perto da segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina

Chegando perto da segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina


Ao longe vimos o imponente vulcão, a segunda maior montanha da América e o vulcão ativo mais alto do mundo! Passamos pelo Refúgio Claudio Lucero a 4.530m, andamos por sua sala e vimos os restos de comida e suprimentos deixados pelos montanhistas que passaram por ali. A mesma casa hoje quase fantasma que assoviava com o vento inclemente, recebe todos os anos dezenas de montanhistas com o único objetivo de chegar ao cume do Ojos del Salado.

Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado (ao fundo, na foto), na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina

Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado (ao fundo, na foto), na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina


Nossa primeira visão do majestoso Ojos del Salado, a segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina, região do Paso San Francisco

Nossa primeira visão do majestoso Ojos del Salado, a segunda maior montanha das Américas, na fronteira entre Chile e Argentina, região do Paso San Francisco


Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado, na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina

Um dos refúgios de apoio aos alpimistas que tentam subir o Ojos del Salado, na região do Paso san Francisco, entre Chile e Argentina


Seguindo os rastros antigos e ainda mais desgastados vamos em sua direção, como em um intento de nos sentirmos mais próximos, mais íntimos, tentando refazer os passos do Guto e do Haroldo, cunhado e primo que há alguns anos estiveram lá em cima. São 20km até o Atacama, último refúgio antes do ataque ao cume, mas o Rio Salado estava congelado e a neve travava o nosso caminho. As nuvens sobre o Ojos trovejavam e relampejavam como se quisessem nos avisar, não... esta não é a hora. Voltamos e chegamos a pensar em dormir ali no refúgio, mas o frio e a altitude me assustavam, dormir a esta altitude sem estarmos aclimatados seria muito arriscado, então seguimos adiante mais 30, 50km, não sei... perdemos a noção. A esta altura só queríamos encontrar algum lugar para nos abrigar e de preferência abaixo dos 4.000m de altitude.

Trilha de aproxima~]ao do Ojos del Salado, na fronteira entre Argentina e Chile

Trilha de aproxima~]ao do Ojos del Salado, na fronteira entre Argentina e Chile


Chegamos à Gendarmeria chilena com grandes esperanças que encontraríamos um refúgio, como existe do lado argentino. Os escritórios todos estavam abertos, mas desertos, ninguém na imigração, ninguém na aduana e depois de muito procurar Rodrigo encontrou um simpático carabinero (policial) que nos ofereceu um quarto dentro do edifício da imigração. Perfeito! Melhor impossível, o plano era dormirmos em uma barraca, com grandes chances de pegarmos -15, -18°C e muito vento! Enquanto carimbávamos os passaportes, Juan Carlos, o funcionário responsável pela organização do local, nos conseguiu colchões, aquecedor, chaleira elétrica para um chá, leite, chocolate em pó, bananas e quilos de cobertores. Era um quarto 5 estrelas! Mais engraçado ainda era sair dali e dar de cara com uma máquina de raio X da aduana e toda a infra da imigração.

Confortavelmente instalado no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo

Confortavelmente instalado no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo


Nosso delicioso jantar no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo

Nosso delicioso jantar no prédio da aduana chilena, no Paso San Francisco, a caminho de Copiapo


Bem abrigados ainda cozinhamos um macarrão delicioso, acompanhados de um bom vinho argentino. Copiapó estava a 180 km dali, mas as nossas aventuras pelo altiplano chileno ainda não haviam terminado.

Passando pela imigração argentina, a caminho da fronteira com o Chile, no Paso San Francisco

Passando pela imigração argentina, a caminho da fronteira com o Chile, no Paso San Francisco

Argentina, Fiambalá, Chile, Copiapo, Andes, Cordilheira dos Andes, Estrada, fronteira, Las Grutas, Montanha, Ojos del Salado, Paso San Francisco

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Lago Cocibolca

Nicarágua, San Juan Del Sur, Ometepe

Costa do lago Nicarágua em San Jorge. Ao fundo, o vulcão Concepción, na ilha Ometepe

Costa do lago Nicarágua em San Jorge. Ao fundo, o vulcão Concepción, na ilha Ometepe


Lago Cocibolca na língua indígena, ou Lago da Nicarágua como está descrito no mapa mundi, é o segundo maior lago da América Latina e está localizado na parte mais estreita deste país, sendo o mais próximo de uma ligação natural entre o Atlântico e o Pacífico.

Vendedor ambulante em praia de San jorge, no Lago Nicarágua

Vendedor ambulante em praia de San jorge, no Lago Nicarágua


Durante muitos anos ele foi utilizado pelos norte-americanos para acesso à costa do Pacífico, nos idos de 1850 na corrida pelo ouro da costa oeste. Nesta época o território americano, além de muito extenso e acidentado, era ocupado por milhares de peles-vermelhas (vulgos indígenas norte-americanos), “querendo matar” todos os cara-pálidas que vissem pela frente. Assim os americanos tiveram que encontrar outros caminhos, um deles era a travessia via território nicaragüense. Eles navegavam da foz do Rio San Juan do Atlântico até o Lago da Nicarágua e cruzavam por terra os poucos 20 a 30 km que sobravam até a Costa do Pacífico. No final do século XIX estudou-se fazer o famoso canal inter-oceânico aqui, já que as condições geográficas eram muito favoráveis.

Praia no lago Nicarágua, em San Jorge

Praia no lago Nicarágua, em San Jorge


A obra aqui seria muito mais barata e mais fácil, já que os 30 km de terra que separam o lago do oceano são na sua maioria planos, diferente das montanhas rochosas do Panamá. Porém a politicagem e um golpe de sorte da bancada que dava suporte ao Canal do Panamá, acabou por sepultar esse plano. O motivo final da desistência foi um selo comemorativo expedido pelo governo da Nicarágua com a imagem de um dos seus vulcões em erupção. Os senadores norte-americanos usaram esta imagem como argumento, afinal, como aplicar tamanha fortuna e mão-de-obra em um território instável e repleto de vulcões em erupção?

Os vulcões Concepción e Maderas, na ilha lacustre de Ometepe, na Nicarágua

Os vulcões Concepción e Maderas, na ilha lacustre de Ometepe, na Nicarágua


Assim o Lago da Nicarágua teve a sorte de escapar dos planos norte-americanos, ficando livre de uma obra de engenharia de grande impacto ambiental e deixando este paraíso intocado para os anos vindouros.

Garça enfrenta as ondas do Lago Nicarágua, em San Jorge

Garça enfrenta as ondas do Lago Nicarágua, em San Jorge


Hoje saímos da costa e cruzamos o pequeno estreito de terra no estado de Rivas até a cidade de San Jorge, às margens do lago. Existem barcos de passageiros e ferries para travessia de veículos, porém a alta procura exige agendamento prévio. Conseguimos uma vaga para a Fiona no ferry das 16h, o que nos deu bastante tempo para almoçar e buscar informações sobre a ilha. Se você já está no porto de San Jorge, a dica é o restaurante italiano El Navegante às margens do lago, além de uma bela vista da ilha e seus vulcões, tem uma pasta com molho delicioso feito pelo Darío Rucco, italiano radicado na Nicarágua.

Brindando suco de laranja com a Ilha Ometepe ao fundo, com seus dois vulcões (Nicarágua)

Brindando suco de laranja com a Ilha Ometepe ao fundo, com seus dois vulcões (Nicarágua)


Dario veio nos contar sobre sua viagem realizada em 2003 da Terra do Fogo ao Alasca de ônibus em 8 meses! Ele escreveu um livro “Da Capo a Capo” pela editora Greco & Greco, muito bacana! Está vivendo na Nicarágua há 3 anos, pois ficou curiosíssimo em aprender como o povo nicaragüense faz para viver o dia inteiro sem fazer nada! Rsrsrs!

Com o italiano Dario, que viajou da Patagônia ao Alaska em 2003 (no seu restaurante em San Jorge, a caminho da Ilha Ometepe, no Lago Nicarágua)

Com o italiano Dario, que viajou da Patagônia ao Alaska em 2003 (no seu restaurante em San Jorge, a caminho da Ilha Ometepe, no Lago Nicarágua)


Livro e rota do italiano Dario pelas américas (ele tem um restaurante em San jorge, no Lago Nicaragua)

Livro e rota do italiano Dario pelas américas (ele tem um restaurante em San jorge, no Lago Nicaragua)


Ainda conhecemos o Hector, da associação de guias, que nos deu várias informações sobre a ilha, onde ficar e o que fazer, além do um contato com guia de Ometepe para levar o Rodrigo ao Vulcão Concepción ou ao Maderas. Hector nos apresentou o Ernesto, dono do hotel Costa Azul na Playa Santo Domingo. Ernesto estava em Manágua embarcando para Chicago e se deu conta que esqueceu seus papéis de entrada nos EUA. Teve que retornar à ilha para esperar o próximo vôo no sábado. Assim, conversamos bastante e ele acabou nos fazendo um desconto especial para ficarmos lá! É a Ilha de Ometepe nos dando as boas vindas.

Na Nicarágua sandinista, o ferry que nos levou à Isla Ometepe, em pleno lago Nicarágua

Na Nicarágua sandinista, o ferry que nos levou à Isla Ometepe, em pleno lago Nicarágua

Nicarágua, San Juan Del Sur, Ometepe, Isla de Ometepe, Lago da Nicarágua, Rivas, San Jorge

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Brasil, Distrito Federal, Brasília

Catedral de Brasília - DF

Catedral de Brasília - DF


Brasília é linda durante o dia, mas, na minha humilde opinião, é ainda mais bonita à noite. Não porque ontem à noite foi a minha última (e única) chance de conhecer Brasília nessa passagem. Sim porque os prédios monumentais criados pelo arquiteto Oscar Niemeyer ficam ainda mais bonitos iluminados, além da cidade ficar mais tranqüila e o clima muito mais agradável.

O Itamaraty, em Brasília - DF

O Itamaraty, em Brasília - DF


Eu ainda estava com dores e meio fraca, mas não ia embora de Brasília sem andar pela Praça dos 3 Poderes, fotografar e colocar tudo aqui no post para vocês. Todos temos um lado muito patriótico que sempre aflora em momentos especiais como os jogos de futebol, basquete, vôlei, só não imaginei que conhecer a nossa jovem capital também me faria ficar emocionada.

O Congresso visto da Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF

O Congresso visto da Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF


O STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF

O STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF


Outra emoção é voltar a viajar e conhecer com o meu amor, que já estava se acostumando a ficar longe de mim nas suas andanças por Brasília.

>>> Ver post “Água Mineral” no blog do Ro.

Palácio da Alvorada, em Brasília - DF

Palácio da Alvorada, em Brasília - DF


Mais uma noite de descanso e seguimos hoje para a cidade de Chapada Gaúcha, no norte de Minas Gerais. Atravessamos o Distrito Federal e Goiás até o norte de Minas para conhecer o Parque Nacional Grande Sertão Veredas. Já entramos em contato com o José, do ICMBio que faz a administração do parque e conseguimos a autorização para entrar no parque. Amanhã será um dia de muitas andanças para explorar estas veredas, fotografar os buritis e quem sabe dar sorte de ver uma sucuri, emas e outras espécies selvagens.

Brasil, Distrito Federal, Brasília,

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Los Angeles, a Cidade dos Sonhos

Estados Unidos, Califórnia, Los Angeles

Arte nas ruas de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Arte nas ruas de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Los Angeles, a cidade das estrelas de Hollywood, das patricinhas de Beverly Hills e das salva-vidas saradas é um misto de megalópole de clima praiano com ares de montanha. Como assim?

Praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


A cidade é o 13º maior conglomerado urbano do mundo, espalhada desde as praias de Santa Monica até as montanhas do sinal de Hollywood, passando pelos suaves montes de Beverly e os sonhos de grandeza da Mulholland Drive. Portanto, para conhecer Los Angeles um carro é super bem vindo, se não quiser dirigir, um táxi também serve. Se não quer gastar, existem alguns poucos pontos de metrô e vários ônibus, só reserve tempo para curtir a cidade pela janela, as viagens podem levar mais de uma hora entre um canto e outro da cidade.

Comércio em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Comércio em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Em um roteiro bem apertado você consegue explorar a cidade em 2 dias, correndo de um lado para outro. Nós, recém chegados de uma correria no Hawaii, ficamos 4 dias, com as manhãs bem preguiçosas no hotel e as tardes divididas nos 4 cantos mais interessantes da cidade.

vitrine decorada de bandeira na 3rd St. Promenade, a rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

vitrine decorada de bandeira na 3rd St. Promenade, a rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Como essa é a nossa vida (e não apenas uma viagem), ainda nos demos ao luxo de tirar um dia “off” e ter um domingo de gente normal, sabe? Dia chuvoso, perfeito para dormir até beeem tarde, ir ao shopping cortar os cabelos, assistir um cineminha e não fazer mais nada. Assistimos “Lincoln”, o foco do filme é a luta dele para abolir a escravatura em meio à Guerra Civil, ótima aula sobre os feitos e a vida de um dos maiores personagens da história americana.

Vamos ao tour!

Santa Monica e Venice Beach

Chegando à Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Chegando à Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Foi o nosso primeiro dia de explorações, para fazer uma transição suave do Hawaii para a metrópole. O dia de sol estava convidativo para uma praia, mesmo que o Pacífico nunca seja mui amigo para incursões mais sérias.

Criando coragem para entrar na água fria da praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Criando coragem para entrar na água fria da praia de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


A dica é alugar uma bicicleta e sair rodando a ciclovia ao longo da praia, sentindo a brisa do Pacífico e deixando o ritmo praiano da cidade entrar pelos poros. Surfistas corajosos, jogadores de vôlei e frisbee, meninas praticando baseball se mesclam aos músicos, artistas de rua, artesãos e malucos que rumam ao Venice Boardwalk e a sua feirinha hippie à beira mar.

O movimentado calçadão de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

O movimentado calçadão de Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Um “Freak Show” nos deus as boas vindas em Venice, com direito a mulher barbada, um gigante e um anão, um cara com o corpo inteirinho tatuado e perfurado por piercings e mais meia dúzia de aberrações, todos felizes, pois iriam aparecer na televisão.

Show de horrores em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Show de horrores em Venice Beach, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


Ao lado uma roda de percussão muito mais interessante e menos assistida dava um show à parte. Rodamos até o final da ciclovia, encontramos um restaurante simpático para o almoço e retornamos a tempo de devolver a bicicleta, as 16h30, quando o sol já baixava. O vento forte e frio nos levou ao Third Street Promenade, uma rua de pedestres lotada de lojas das mais famosas marcas americanas, um paraíso de compras.

Decoração natalina na 3rd St. Promenade, a movimentada rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

Decoração natalina na 3rd St. Promenade, a movimentada rua comercial de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA


No caminho passamos pelo Santa Monica Pier, com seu tradicional carrossel, pequeno parque de diversões e bancas que marcam o final da Route 66.

O tradicional carrossel do pier de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA

O tradicional carrossel do pier de Santa Monica, em Los Angeles, na Califórnia - EUA



Hollywood

Caminhando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Caminhando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Bem, quem disse que depois do cineminha não fizemos nada? Mentira! Foi nesta noite que conhecemos a tão falada Calçada da Fama em Hollywood! Marcamos um encontro com os nossos amigos viajeros Kombianos, Mel e Kike que acabavam de receber mais uma ilustre visita na Lunita, o filho de Kike que veio passar o Natal viajando, esquiando e conhecendo mais um canto da América.

Passeando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Passeando na Calçada da Fama, rua de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


A Hollywood Boulevard é o centro das atrações, ao longo dela está a Calçada da Fama, onde a diversão é ficar procurando o nome das suas celebridades favoritas. Impossível andar por ali e não parar no Grauman´s Chinese Theatre, para conferir as mãos e pés de vários artistas gravados no cimento deste cinema totalmente kitsch. Tudo bem, ser kitsch faz parte do glamour outdated de Hollywood. Assim como também está tudo bem conferir o tamanho da mão dos bonitões da telona, a do George Clooney é pequenininha! (Abafa! Kkk!)

Marcas eternizadas no cimento dos pés e mãos de artistas famosos de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Marcas eternizadas no cimento dos pés e mãos de artistas famosos de Hollywood, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Ali ao lado está o famoso Kodak Theater, onde acontece a cerimônia de premiação do Oscar. Confesso que só passamos em frente rapidamente com o carro e nem paramos para uma foto. Jantamos no bar-restaurante do Roosevelt Hotel, que em seus tempos gloriosos hospedava Marlin Monroe e tantas outras celebridades hollywoodianas. Foi um ótimo reencontro com os nossos amigos colombianos, o quarto desde o Alasca! Já nem nos despedimos mais, apenas um até logo, nos vemos pelas estradas da América!

Mais um encontro com nossos amigos colombianos e a simpática Lunita, dessa vez em Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos

Mais um encontro com nossos amigos colombianos e a simpática Lunita, dessa vez em Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos



El Pueblo de Los Angeles - Downtown

A primeira igreja da cidade, ainda dos tempos espanhóis, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

A primeira igreja da cidade, ainda dos tempos espanhóis, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


O centro histórico da antiga cidade mexicana está no coração de Downtown LA. El Pueblo de Nuestra Señora de la Reina de Los Ángeles de Porciúncula foi fundado ainda durante a colonização espanhola, em 1781.

Igreja no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos

Igreja no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos


El Pueblo estava em declínio no início de 1900, devido à expansão da cidade e o crescimento dos guetos como a Chinatown e outras indústrias ao seu redor. O centro histórico quase foi derrubado para a construção da Union Station, porém foi salvo pela luta solitária de Christine Sterling uma cidadã visionária, que sabia da importância histórica da área para a cidade.

Olvera Street, no centro da histórica Los Angeles espanhola (Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Olvera Street, no centro da histórica Los Angeles espanhola (Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)


A Olvera Street ou La Placita Olvera é a principal rua, fechada para carros e aberta para artesãos, artistas de rua e deliciosos restaurantes e taquerias mexicanas. Às vésperas de Natal vimos as posadas, festas natalinas mexicanas, uma missa já celebrava a chegada do Natal na igreja que emprestava seu nome ao pueblo, acompanhadas de uma piñada, enfeites recheados de doces e brinquedos acertados por um pau para a festa da criançada.

Menino participa de Piñada, brincadeira típica mexicana, em festa organizada no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos

Menino participa de Piñada, brincadeira típica mexicana, em festa organizada no Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos


Vale também uma visita à Union Station, que não foi construída sobre o centro histórico, mas tornou-se sua vizinha. A estação construída em 1939 já foi cenário para filmes como Blade Runner, Rain Man e outros.

O pomposo interior da Union Station, no centro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

O pomposo interior da Union Station, no centro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Se você chegar cedo, La Plaza de Cultura y Artes é o novo museu da região, com exposições sobre as raízes mexicanas da cidade de Los Angeles e os seus movimentos culturais. Nós chegamos tarde para o museu, mas tivemos a sorte de ver uma tradicional serenata à moda mexicana em frente à Avila Adobe, a casa mais antiga remanescente na cidade.

Orquestra e ouvintes na rua Olvera, a principal do Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos

Orquestra e ouvintes na rua Olvera, a principal do Pueblo de Los Angeles, centro histórico da maior cidade da Califórnia - Estados Unidos



Beverly Hills e Griffith Park

Hollywood tem uma nova estrela! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Hollywood tem uma nova estrela! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)


Nenhuma viagem a Los Angeles seria completa sem uma visita a famosa Rodeo Drive e a placa de Hollywood. Deixamos para o nosso último dia, pois finalmente o sol resolveu aparecer novamente e nos brindou com um dia perfeito!

O tranquilo trecho residencial da famosa Rodeo Drive, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

O tranquilo trecho residencial da famosa Rodeo Drive, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


A Rodeo Drive é o coração do luxuoso bairro de Beverly Hills. Chegamos a ela algumas quadras antes da área comercial e nos apaixonamos pela sutileza da arquitetura das suas pequenas mansões. Uma das ruas comerciais mais caras e famosas do mundo, a Rodeo Drive é casa para os principais estilistas do mundo, de Gucci à Valentinos, Armanis à Bulgari e Dolce & Gabanna. Luxo é o que não irá faltar nas vitrines preferidas das beldades hollywoodianas.

Uma das mais famosas ruas do mundo, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Uma das mais famosas ruas do mundo, em Beverly Hills, Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Só há lojas de marca bem 'baratinha' na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Só há lojas de marca bem "baratinha" na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Nos contaram que se você quer tentar a sorte e encontrar alguma celebridade, a dica é ir logo pela manhã, quando as lojas estão abrindo e principalmente no começo da semana, quando há menos movimento. Nós andamos por toda a rua espantados com tanta riqueza, um desfile de ferraris, porshes, maseratis e alguns empresários da moda tramando seus planos para atrair mais celebridades e publicidade para as suas marcas.

Um dos carrinhos circulando na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Um dos carrinhos circulando na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Só há lojas de marca bem 'baratinha' na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Só há lojas de marca bem "baratinha" na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Almoçamos em um agradável bistrô a céu aberto vendo o vai e vem da Rodeo Drive e sem precisar pagar os mesmos milhares de dólares para comer uma salada embalada por uma taça de champagne e frutas vermelhas. (só para entrar no clima, rsrs!)

Passeando na exclusiva Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Passeando na exclusiva Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Lanchinho básico na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Lanchinho básico na Rodeo Drive, em Beverly Hills, bairro de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Seguimos dali em direção à Beachwood Drive, ponto que nos foi indicado para ter uma das melhores vistas da placa de Hollywood. Sim, tem uma vista interessante, mas é claro que não paramos por ali, queríamos chegar mais perto.

Chegando ao Hollywood Sign, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

Chegando ao Hollywood Sign, em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


Subimos toda a Beachwood Drive e nos perdemos nas montanhas e labirintos entre o Hollywood Lake Park e o Griffith Park. Foi quando chegamos à Mulholland Drive e rapidamente cenas da cidade dos sonhos de David Lynch vinham à minha mente. Adoro este filme! Mostra bem este universo secreto, o lado B de Hollywood. E ali, ao final dela, está o melhor mirante para o Hollywood Sign, acompanhado de uma vista sensacional da cidade!

Essa foto clássica não poderia faltar numa volta pela América! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)

Essa foto clássica não poderia faltar numa volta pela América! (em Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos)


A cidade de Los Angeles vista do Hollywood Sign (na Califórnia - Estados Unidos)

A cidade de Los Angeles vista do Hollywood Sign (na Califórnia - Estados Unidos)


O final de tarde foi no Griffith Park e seu extraordinário Observatório Astronômico, com direito a um museu super didático e interativo sobre a terra e sua relação com a lua, o sol, as estações do ano, marés e todos os planetas. Ventos fortíssimos não nos desencorajaram de acompanhar o por do sol sobre Los Angeles, vendo o céu em chamas enquanto as luzes da cidade se acendiam.

O Griffith Observatory, um dos pontos mais altos de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos

O Griffith Observatory, um dos pontos mais altos de Los Angeles, na Califórnia - Estados Unidos


As luzes de Los Angeles se acendem com a chegada da noite ((na Califórnia - Estados Unidos)

As luzes de Los Angeles se acendem com a chegada da noite ((na Califórnia - Estados Unidos)


Aos interessados, são vendidos tickets especiais para o observatório. Nós estávamos interessadíssimos, mas já tínhamos um ticket comprado para ver outras estrelas despontarem, lá no Staples Center.

Go Lakers!
Sempre tive vontade de assistir a um jogo de basquete, mais que futebol americano ou baseball, já que destes eu não entendo nada das regras do jogo. O basquete movimenta milhões de dólares e de torcedores embalados por alguns dos atletas mais bem pagos do mundo. Eu cresci vendo o Dream Team liquidar com a seleção brasileira, com amigos do colégio escolhendo seus times americanos preferidos e usando bonés e jaquetas do Lakers, New York Nicks ou Chicago Bulls.

O ginásio do Lakers ainda vazio, uma hora antes do jogo em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

O ginásio do Lakers ainda vazio, uma hora antes do jogo em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


No nosso plano inicial íamos deixar a cidade de Los Angeles ontem, mas quando vi que o Lakers jogaria hoje e aqui, decidimos ficar e ter mais esta experiência super “american” no nosso currículo. Os ingressos já estavam praticamente esgotados, só conseguimos comprá-los no site de revenda, sentamos lááá em cima, mas nestes estádios não tem lugar ruim.

Começa o jogo entre Lakers e Bobcats em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Começa o jogo entre Lakers e Bobcats em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


Lakers x Charlotte Bobcats! Chegamos cedo, passeamos pelo estádio, batemos um papo com os seguranças para ver se nos inteirávamos um pouco da situação do campeonato. O Lakers não anda nas suas melhores fases, mas o Bobcats não é um adversário difícil e jogando em casa, o Lakers tinha vantagem.

Nos intervalos do jogo, o show das cheerleaders no ginásio em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Nos intervalos do jogo, o show das cheerleaders no ginásio em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


A estrutura em cima dos jogos é mega, a organização do estádio é impecável e aos poucos fomos vendo todos os acentos lotarem. Reportagens sobre o time, as Laker Girls e os jogadores vão nos deixando no clima e logo o jogo se inicia. O jogo começou meio xoxo e a Lakers Band fazia as vezes de torcida organizada, bem coisa de americano mesmo! Rs!

Torcida comemora aliviada a vitória apertadíssima do Lakers, em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Torcida comemora aliviada a vitória apertadíssima do Lakers, em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


A trilha sonora ia acelerando e puxando a torcida a cada jogada, enquanto nos intervalos as cheer leaders animavam a galera. A torcida foi crescendo e ficando indignada com a má performance do time e logo até eu já estava gritando: “DEFENSE! DEFENSE! GO LAKERS!” O final do jogo foi emocionante, deixando para os últimos segundos a decisão que fechou o jogo em 101 x 100 para o Lakers! Caraca, essa foi por pouco!

Por um mísero ponto, vitória do Lakers em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Por um mísero ponto, vitória do Lakers em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


Chegamos a Los Angeles sem nenhuma expectativa. É claro, sabíamos que íamos conhecer Hollywood e afins, a praia de Santa Monica e Beverly Hills, mas várias pessoas com quem conversamos não tinham sido muito positivas. Saímos daqui com outra imagem da cidade, que nos conquistou com seus espaços abertos, belas vistas, praias e diferentes vizinhanças, para todos os gostos, culturas e bolsos. E estas são apenas as áreas mais turísticas da cidade, sem dúvida viver aqui, entre West Hollywood e os cantos descolados da UCLA deve ser ainda mais interessante! Nada como estar aberto a novos conceitos e experiências!

Assistindo a jogo do Lakers em em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos

Assistindo a jogo do Lakers em em Los Angeles, na Califórnia, nos Estados Unidos


Gostou? Então se você já veio a LA a passeio ou viveu por aqui, deixe também suas dicas!

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Iuias e Pedras Secas

Brasil, Pernambuco, Fernando de Noronha

Tartaruga durante mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)

Tartaruga durante mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)


Depois do nosso dia de folga de mergulhos, hoje selecionamos os pontos para fazer a nossa despedida em alto estilo! Selecionamos um dos melhores e mais distantes pontos de mergulho no mar de fora, iuias, além de Pedras Secas I, que já havíamos mergulhado com outro perfil. Assim além do Haroldo poder conhecê-las, nós poderemos explorá-las por completo.

mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)

mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)


As condições estavam sensacionais, ainda que com um pouco de correnteza, conseguimos nos posicionar bem em Iuias, nos protegendo da corrente no próprio paredão e vimos muita vida. Lagostas criadas fora da toca, moréias, uma raia prego imensa, cardumes de pirajibas e ainda ficamos nadando um tempão com uma tartaruga linda. Subimos da sua base, a quase 30m de profundidade, até o cabeço que fica a apenas 4m, com muita vida e muita luz. Mergulho sensacional!

Hora de subir ao final do mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)

Hora de subir ao final do mergulho em Iúias, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)


Saímos de um mergulho como este para outro ainda melhor, 50m de visibilidade, correnteza de leve a moderada e todas as condições para explorarmos os cânions e cavernas das Pedras Secas.

Pequena caverna de corais durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)

Pequena caverna de corais durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)


Além da imensa diversidade de corais, esponjas e cores, vimos ainda barracudas, lagostas e cardumes entocados. Parece uma cidade submarina, é maravilhoso!

Barracuda gigante durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)

Barracuda gigante durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)


O Mateus, fotógrafo da ciliares registrou tudo para não precisarmos depender apenas da nossa memória. Voltamos todos exultantes! Bela despedida, mesmo enjoando com este terrível mar de fora eu voltei para o porto já com saudades.

Voltando do mergulho na Corveta, em Fernando de Noronha - PE

Voltando do mergulho na Corveta, em Fernando de Noronha - PE


Fizemos a fotinho final da tripulação, faltou só o Maza que estava lá manobrando o barco, mas fica aí também a recordação do nosso mestre da embarcação! Noronha Divers, Fernandão, Guilherme, Maza e Mateus, registramos aqui nosso muito obrigada pela bela temporada de mergulhos dos 1000dias em Noronha!

Com o Fernando, nosso guia de mergulhos e o Mateus, fotógrafo da Ciliares, em Fernando de Noronha - PE

Com o Fernando, nosso guia de mergulhos e o Mateus, fotógrafo da Ciliares, em Fernando de Noronha - PE


A tarde aproveitamos para trabalhar, descansar, ver as fotos na Ciliares e ainda dar um último mergulho na Praia da Conceição. Na Ciliares conhecemos a Fernanda e a Sueny, nossas novas amigas que também estavam empolgadíssimas para um forrózinho no Bar do Cachorro hoje. Infelizmente o forró foi cancelado pela chuva, mas conseguimos encontrá-las mais tarde na Tratoria do Italiano. Tomamos uma cervejinha e curtimos o som ao vivo muito bom. Rolou até um show especial da sobrinha de Zé Ramalho! Acreditam? A Sueny é sobrinha do Zé, inacreditável, o negócio tá no sangue mesmo! Depois de tanta animação eu e o Haroldo não agüentamos e demos uma esticadinha com as meninas para tomar uma saidera no bar do Andrade. A chuva não estava ajudando mesmo, nem brega lá estava rolando, mas com papo bom das meninas fomos dormir as 4 da manhã! Eeeelaiá! Não podíamos ir embora de Noronha sem um pé na jaca mesmo.

Formação de corais durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)

Formação de corais durante mergulho em Pedras Secas I, em Fernando de Noronha - PE (foto de Mateus Harfush - Ciliares)

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Landcruising Adventure

Peru, Cusco

Reencontro com a Karin e o Coen, os holandeses do Lanncruising Adventure que viajam há mais de dez anos, em Cusco, no Peru

Reencontro com a Karin e o Coen, os holandeses do Lanncruising Adventure que viajam há mais de dez anos, em Cusco, no Peru


Desde 2003 Karin e Coen estão na estrada. Os experientes overlanders começaram sua aventura em uma viagem de carro, planejada para durar 2 anos pelo sudeste asiático. É claro que como praticamente todos os viajantes que conhecemos, os 2 anos se prolongaram e no caso deles viraram 5, 8, 10 e ao que tudo indica não irão parar tão cedo. Karin comentou que nos primeiros 2 anos e meio eles ainda tinham em mente que voltariam a ter uma vida “normal”, mas ao final da viagem viram que não poderiam parar por aí. Foi quando decidiram voltar para para casa, na Holanda e reorganizar a vida para que pudessem continuar na estrada. Venderam tudo o que tinham e decidiram que iriam ganhar a vida na estrada, escrevendo para revistas de off-road e viagem sobre suas experiências e aventuras. O portfólio da dupla não é fraco, Karin escreve muito bem em inglês e tem artigos publicados em revistas de todo o mundo, ao lado das fotos de Coen, que também é designer gráfico.

Vários carros de overlanders em chácara em Cusco, no Peru

Vários carros de overlanders em chácara em Cusco, no Peru


Depois de 11 anos de estrada, não é difícil afirmar que eles não estão mais em uma viagem e sim em um novo estilo de vida. Vivenciam os lugares com calma, descobrem e participam da vida local intensamente. Assim eles acabaram desenvolvendo uma rotina de viagem e trabalho, de campsite em campsite, dando dicas valiosas para overlanders de todo o mundo. Desde oficinas onde arrumar o seu carro no Perú, gambiarras para landcruisers (outra paixão do Coen, lidar com a mecânica do carro), trilhas off-road das mais inesperadas e até receitas práticas para fazer no seu acampamento. Eles estão há 7 anos na América do Sul, pelo menos 2 deles foram dentro do Brasil, onde aprenderam a falar português, além do espanhol que já vinham praticando.

Nós os conhecemos no início da nossa viagem, na beira de uma estrada na Guiana Francesa. Já havíamos visto o seu carro, mas era cedo e não parecia haver ninguém dentro. Seguimos adiante, paramos em uma vila laosiana entre St George e Cayenne e quando voltamos para a estrada, lá estavam eles, parados fazendo o seu almoço e acenando para nós. Eles também haviam visto nosso adesivo da viagem, detalhe, lá na Paraíba!

Expedição francesa que viaja pela América por 500 dias. São nossos irmãos mais novos, hehehe )em Cusco, no Peru)

Expedição francesa que viaja pela América por 500 dias. São nossos irmãos mais novos, hehehe )em Cusco, no Peru)


Paramos para uma conversa entre viajantes, naquela altura do campeonato já nos sentíamos um pouco mais experientes, tínhamos 6 meses de viagem e acabávamos de cruzar a nossa primeira fronteira internacional com o carro, uma das mais difíceis delas. Aqui você encontra o post que Rodrigo conta sobre o nosso encontro.

Não conhecíamos a sua história, mas imaginem a nossa surpresa quando dissemos que nossa viagem duraria 1000 dias e eles responderam “Por que tão pouco?”. HEIN?, pensamos, "São quase 3 anos!!!", lhes dissemos. E eles com uma cara mais tranquila do mundo continuaram, “sim, mas por que só 1000dias?” Foi quando nos contaram que estavam na estrada há 8 anos! Aquela informação para mim foi forte, impactante. Porra, quando pensamos que estamos fazendo algo muito louco ou diferente, super longo, sei lá... vem esses dois malucos e mostram que não é nada. Ainda comentaram do casal de suíços que já está na estrada há mais de 25 anos! Bem, não só na estrada... estão também no Livro dos Recordes! Rs!

Encontro com os viajantes holandeses Karin e Coen, na estrada há oito anos! (região de Cacao, na Guiana Francesa)

Encontro com os viajantes holandeses Karin e Coen, na estrada há oito anos! (região de Cacao, na Guiana Francesa)


Encontro com os viajantes holandeses Karin e Coen, na estrada há oito anos! (região de Cacao, na Guiana Francesa)

Encontro com os viajantes holandeses Karin e Coen, na estrada há oito anos! (região de Cacao, na Guiana Francesa)


Um novo universo overlander se abriria na minha mente naquele momento, outra forma de encarar a estrada, a viagem, a vida. Quanto mais conhecemos e aprendemos mais compreendemos o tamanho da nossa ignorância. Não pode haver aprendizado mais sábio do que este.

“Só sei que nada sei” (Sócrates).

Bem nós passamos pelas 3 Guianas, a Francesa, Suriname e Guiana Inglesa em 15 dias, descemos todo o Brasil, subimos a Panamericana e chegamos ao Equador! Enquanto isso, adivinhem aonde estavam Karin e Coen? Ali mesmo, na Guiana Francesa e Suriname! Eles se orgulham pela fama de viajantes “mais lentos" da overlândia. O movimento slow travel está em alta, mas eles realmente conseguem bater o recorde! 6 meses no Suriname e Guiana Francesa? Pois é, fizeram todas as estradas destes países, mesmo as que nem existem no mapa!

Um delicioso lanche em chácara onde se congregam overlanders que vêm à Cusco, no Peru

Um delicioso lanche em chácara onde se congregam overlanders que vêm à Cusco, no Peru


Bem, hoje, 2 anos e 4 meses depois, enquanto rodávamos a América inteirinha até o Alasca and back, eles finalmente chegaram ao Perú! E é claro que não perderíamos a oportunidade de encontra-los novamente. Depois de irmos buscar o Gustavo no aeroporto, subimos as montanhas de Cusco para o campground mais famoso entre os overlanders que passam nestas redondezas, o Quinta de Lala, pertinho das Ruínas de Saksawaman. (vejam mais dicas no site do casal neste link)

Conversando com a Karin, o Coen e outros overlanders em chácara nos arredores de Cusco, no Peru

Conversando com a Karin, o Coen e outros overlanders em chácara nos arredores de Cusco, no Peru


Ali eles ficariam por um ou dois meses, explorando a região de Cusco e arredores, conhecendo mais overlanders, reencontrando amigos que fizeram no caminho, trabalhando e vivendo da melhor forma a vida que escolheram ter. Nos convidaram para um chá, comemos um pãozinho integral com queijos holandeses (sabe Deus onde conseguiram isso por aqui) e tivemos uma tarde muito agradável trocando informações e ouvindo suas histórias. Além de estarem lançando um novo website da expedição www.landcruisingadventure.com, Karin está trabalhando no seu primeiro livro. Não posso esperar para lê-lo! Gosto do seu estilo e com tantas histórias colecionadas sem dúvida será um sucesso!

Recebendo o Gustavo no aeroporto de Cusco, no Peru

Recebendo o Gustavo no aeroporto de Cusco, no Peru


Amigos, muito obrigada pela hospitalidade. Desculpem-nos pela pressa de sempre e sem dúvida voltaremos a nos encontrar pelas estradas mundo afora.

Peru, Cusco, Amigos, Landcruising, Ovelanders, Overland

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San Marcos, uma meca zen.

Guatemala, San Marcos La Laguna

O magnifico lago de Atitlán, em San Marcos, na Guatemala

O magnifico lago de Atitlán, em San Marcos, na Guatemala


San Marcos é uma meca zen... algum dia, há muitos anos atrás, algum psicólogo, semi-guru, veio até aqui e sentiu que este era um lugar de energia especial. Não foi à toa, o pequeno vilarejo está localizado às margens do Lago de Atitlán, considerado por muitos um dos mais bonitos do mundo!

O lago Atitlán e o vulcão San Pedro, vistos de San Marcos, na Guatemala. Ao fundo, os vulcões Tolimán e Atitlán

O lago Atitlán e o vulcão San Pedro, vistos de San Marcos, na Guatemala. Ao fundo, os vulcões Tolimán e Atitlán


A partir de então todos os psicólogos, terapeutas alternativos, corporais, especializados em todos os tipos de atividades voltadas ao bem estar da alma, do corpo, mente e espírito, começaram a colonizar o local.

O pequeno cais de San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala

O pequeno cais de San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala


Parte da vila só pode ser acessada a pé, o aluguel de uma casa às margens do lago custa em média de 600 a 800 dólares por mês. Nessa região ficam localizadas a maior parte das pousadas, restaurantes e clínicas alternativas que oferecem massagens (shiatsu, tailandesa, relaxante, pedras, etc), acupuntura, práticas de meditação, aulas de ioga e cursos de formação de terapeutas.

Yoga, massagens e comida natural, muito comuns em San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala

Yoga, massagens e comida natural, muito comuns em San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala


Todas as semanas rolam alguns rituais para trabalhar diferentes energias, nessa ficamos sabendo que haveria a cerimônia do cacau, uma nova cerimônia que um casal de brasileiros recém-chegado na comunidade está começando a realizar. Para quem gosta deste tipo de atividade e se identifica com esse universo energético-espiritual o lugar é uma perdição! Eu adoro, já contei aqui que eu sou (e toda a minha família é) espírita. Minha mãe é homeopata, meu pai é psicólogo e trabalha com terapia regressiva. Desde pequena convivi com esse mundo, participei de congressos holísticos e fiz um curso de biopsicologia-transpessoal com uma Didi (monja) americana do mestre indiano Sai Baba. Pois é, uma loucura! Maaas, acontece que eu casei com o Rodrigo, o cara mais racional e agarrado às lógicas científicas que eu conheci na vida! Acaba que qualquer “viagem” deste tipo que eu queira começar, sempre tenho ele do meu lado dizendo... “ahhh, peloamordedeus, você cai nessa ladainha?” Ás vezes ele não diz, por que respeita o que eu quiser fazer, mas eu sei que ele estará pensando isso!

Meio de transporte comum em todo o lago Atitlán (San Marcos, na Guatemala)

Meio de transporte comum em todo o lago Atitlán (San Marcos, na Guatemala)


Sendo assim, nos hospedamos na “menos-zen” das pousadas, onde toda a noite rolava uma musiquinha, internet e pizzaria. Era das poucas que não oferecia yoga ou massagem e que, mesmo tendo o temascal, um tipo de sauna maia utilizada para purificação do espírito, nunca estava acesa. Resumindo, nossa experiência “espiritual” nesse lugar tão especial foi bastante abalada. Ainda assim eu não deixei de fazer uma acupuntura para ver se consigo consertar o estrago que estou fazendo no meu ciático.

Bananeiras em uma das trilhas de San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala

Bananeiras em uma das trilhas de San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala


Durante a tarde aproveitamos para conhecer a “praia” da cidade, um parque municipal que cobra 15 quetzales de entrada e oferece uma trilha para um mirante com altares maias e uma área de banho, com acesso ao lago pelas pedras ou por um deck.

Escultura no estilo maya em trilha de San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala

Escultura no estilo maya em trilha de San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala


A vista do lugar é simplesmente sensacional! À frente estão 3 vulcões, o vulcão São Pedro (3.020m), o Atitlán (3.537m) e o Tolimán (3.158m). Antiga cratera de um imenso vulcão, o Lago Atitlán está rodeado de montanhas e sua profundidade chega a mais de 300m!

San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala

San Marcos, no lago Atitlán, na Guatemala


Então imagine que às margens do lago estamos rodeados de montanhas, dentro de uma mega-cratera, com águas cristalinas em tons esverdeados, em frente a estes três cones perfeitos e sob um imenso céu azul. Sem dúvida encontramos o paraíso!

O belo lago de Atitlán, cercado por vulcões, visto de San Marcos, na Guatemala

O belo lago de Atitlán, cercado por vulcões, visto de San Marcos, na Guatemala


É óbvio que o primeiro “mestre” que chegou aqui tenha sentido no lugar uma energia muito especial. No final nos damos conta de que não precisamos ir meditar sob uma pirâmide metálica e nem fazer a cerimônia do cacau para nos sentirmos espiritualmente conectados com a energia vital deste nosso lindo planeta.

Roupa típica na região do lago Atitlán, em San Marcos, na Guatemala

Roupa típica na região do lago Atitlán, em San Marcos, na Guatemala


É só sentar às margens do lago com os pés na água, fechar os olhos, sentir o sol esquentar e alimentar cada uma de suas células. Respirar fundo 7 vezes, deixar a brisa bater em seu rosto e imaginar uma luz azul entrando pela sola dos seus pés, atravessando o meio do seu corpo até sair no topo da sua cabeça. Uma experiência linda e muito fácil!

O belo lago de Atitlán, cercado por vulcões, visto de San Marcos, na Guatemala

O belo lago de Atitlán, cercado por vulcões, visto de San Marcos, na Guatemala


Se antes disso você quiser exorcizar aquela energia que está estagnada, aquela noite mal dormida, os sapos engolidos e as brigas entaladas na sua garganta, é só dar um salto direto do deck para o lago. O deck está a 7m de altura das águas refrescantes e energizantes do Atitlán. No caminho, entre o deck e o lago, você tem menos de dois segundos para gritar e colocar todos os bichos para fora!

Um mergulho em Atitlán com os três vulcões a observar! (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)

Um mergulho em Atitlán com os três vulcões a observar! (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)


Feito isso, você está pronto para começar 2012 com o pé direito e o espírito em dia com a kundalini do mundo.

Mergulho no lago Atitlán em San Marcos, na Guatemala

Mergulho no lago Atitlán em San Marcos, na Guatemala

Guatemala, San Marcos La Laguna, Holístico, Lago Atitlán, Zen

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Sheet´ka

Alaska, Sitka

Centro de Tradição e Cultura Indígena, em Sitka, no sudeste do Alaska

Centro de Tradição e Cultura Indígena, em Sitka, no sudeste do Alaska


Sitka foi a primeira cidade da era colonial no sudeste do Alasca. Quando o homem branco aportou nestas águas nem imaginava que iriam encontrar um povo bravo e guerreiro, soberano e orgulhoso de sua cultura e origem. O Kiksadi Clan, pertencente à etinia Tinglít, batizou a cidade Sheet´ka, que significa “a terra por detrás das pequenas ilhas”.

A tranquila baía em frente ao local da batalha entre russos e Tinglits, em parque de Sitka, no sudeste do Alaska

A tranquila baía em frente ao local da batalha entre russos e Tinglits, em parque de Sitka, no sudeste do Alaska


Centro de Tradição e Cultura Indígena, em Sitka, no sudeste do Alaska

Centro de Tradição e Cultura Indígena, em Sitka, no sudeste do Alaska


Alexander Baranov, gerente da Russian-American Company, foi o primeiro a ter este encontro surreal com os nativos que há muito chamavam Sheet´ka de lar. Vocês conseguem se colocar no lugar dele? O ano era 1799, e o objetivo posto pela grande companhia, aumentar “a produção” de pele de lontras, uma das mais isolantes e quentes de qualquer mamífero marinho.

As tradicionais Babuskas russas, em loja de Sitka, no sudeste do Alaska

As tradicionais Babuskas russas, em loja de Sitka, no sudeste do Alaska


Ele construiu um forte ao norte da atual cidade e os Tinglíts logo perceberam que não seria um bom negócio para eles, pois entenderam que se submeter aos russos significaria trabalho escravo caçando os pobres animais. Em 1802 os Tinglíts destruíram o forte e em 1804 sofreram uma forte retaliação dos russos. Mesmo preparados com um grande forte e boas estratégias de guerrilha, os nativos foram obrigados a bater em retirada. Desde então Sitka prosperou e se tornou uma das principais cidades da costa oeste, recebendo o apelido de Paris do Pacífico. A propósito, várias cidades deste continente adoram este apelido... A Paris do Caribe, a Paris do Norte... já vimos umas 4 ou 5 “ex-parises” pela América.

A famosa Igreja Ortodoxa Russa, em Sitka, no sudeste do Alaska

A famosa Igreja Ortodoxa Russa, em Sitka, no sudeste do Alaska


Quando os russos quase extinguiram as lontras-marinhas perderam o interesse pela região (no caso o Alasca) e decidiram vendê-la aos Estados Unidos. A população americana achou um péssimo negócio, um monte de terras que não serviriam para nada, compradas por 7,2 milhões de dólares! Enfim, a negociação seguiu e em 18 de outubro de 1867, no Castle Hill aqui em Sitka, foi feita a cerimônia de transferência de terras da Rússia para os Estados Unidos. Não demorou muito e os americanos já descobriram a maior riqueza da região, o salmão! Novamente, onde há salmão há também ursos, águias, leões marinhos, lontras-marinhas e baleias em um cenário de vulcões e ilhas em pleno Pacífico.

Paisagens magníficas, apesar do tempo nublado na Inside Passage, entre Junau e Sitka, no sudeste do Alaska

Paisagens magníficas, apesar do tempo nublado na Inside Passage, entre Junau e Sitka, no sudeste do Alaska


Embora seja um pequeno desvio no roteiro da Inside Passage, Sitka é uma das cidades chaves para entendermos como tudo começou. Os ferries para Sitka não são muito frequentes e no trânsito entre Juneau e Ketchikan conseguimos programar apenas um dia para a cidade.

Chuva na Inside Passage, entre Junau e Sitka, no sudeste do Alaska

Chuva na Inside Passage, entre Junau e Sitka, no sudeste do Alaska


A temporada está no fim, então avistar algum desses animais é um golpe de sorte. Nós chegamos no ferry às 12h e seguimos direto para o sul da ilha direto para o Whale Park. Localizado em uma baía o parque promete ser um dos melhores pontos para visualização de baleias e outros animais marinhos, mas o mau tempo não colaborou.

Todos os mamíferos que costumam frequentar os mares de Sitka, no sudeste do Alaska

Todos os mamíferos que costumam frequentar os mares de Sitka, no sudeste do Alaska


Continuamos na estrada em direção ao Green Lake e descobrimos a Herring Cove Trail. Uma trilha de pouco mais de 2 km em meio a floresta úmida que cobre todo o sudeste do Alasca. Nós brasileiros, tão orgulhosos da nossa imensa Amazônia, não pensamos que possa existir outra floresta úmida pelo mundo. Obviamente esta floresta não é nem um pouco parecida com a Floresta Amazônica, o clima temperado faz predominar espécies como a spruce tree, o cedro e outras variedades de coníferas.

Caminhada em floresta de Sitka, no sudeste do Alaska

Caminhada em floresta de Sitka, no sudeste do Alaska


Não podemos comparar a diversidade da floresta tropical, porém a sua beleza e riqueza está em outros detalhes que muitas vezes passariam despercebidos por olhos menos treinados. Cedros de 200, 300 ou até 500 anos crescem nestas florestas em um solo rico em nutrientes, mas raso o suficiente para árvores de grande porte simplesmente não suportarem o próprio peso e despencarem. Árvores caídas se tornam casas para os animais, ninhos para outras espécies de árvores, fungos, cogumelos e um ecossistema totalmente diferente, mas ainda assim impressionantemente diverso.

A verdejante rain forest de Sitka, no sudeste do Alaska

A verdejante rain forest de Sitka, no sudeste do Alaska


Subimos a trilha maravilhados com o tamanho das árvores que nos rodeavam, o vermelho, terracota verdejantes gritavam aos nossos olhos dizendo: “aqui no Alasca também existe floresta!” Que valente e colorida pode ser esta floresta úmida que luta para sobreviver ao frio, fortes tempestades da costa pacífica e ainda cresce forte como esta. Impressionante!

Atravessando riacho em rain forest de Sitka, no sudeste do Alaska

Atravessando riacho em rain forest de Sitka, no sudeste do Alaska


Riacho de águas geladas em floresta de Sitka, no sudeste do Alaska

Riacho de águas geladas em floresta de Sitka, no sudeste do Alaska


Ainda na esperança da chuva parar seguimos em busca de outras trilhas e descobrimos o grande Lago Azul, reserva de água de toda a cidade, em uma paisagem montanhosa perfeita para vários trekkings, em dias mais secos.

Blue Lake, reservatório de água de Sitka, no sudeste do Alaska

Blue Lake, reservatório de água de Sitka, no sudeste do Alaska


De volta à cidade, gaiolas de pesca do gigante King Crab, piers das grandes empresas de pesca de Halibut, o enorme linguado das águas geladas do Alasca e barcos pesqueiros aportados reafirmam a tradição e a forma da economia da pesca que sustenta toda a região.

Armadilhas para carngueijos, em Sitka, no sudeste do Alaska

Armadilhas para carngueijos, em Sitka, no sudeste do Alaska


A movimentada marina de Sitka, no sudeste do Alaska

A movimentada marina de Sitka, no sudeste do Alaska


Ainda chovendo, saímos caminhando pela cidade em busca das heranças russas das mais originais e pristinas em toda América. St Michaels, a primeira Igreja Ortodoxa Russa, réplica da original destruída por incêndio em 1966, com seu peculiar cruz e teto abobadado. Em frente a primeira igreja protestante e uma das primeiras moradias e comércios russos na cidade. O Castle Hill sinais do primeiro palácio construído pela Companhia Russa-Americana para o gerente e sua esposa, que guardava uma coleção de arte e roupas tinglíts para apresentar aos seus convidados, aculturando os forasteiros à cultura nativa.

A famosa Igreja Ortodoxa Russa, em Sitka, no sudeste do Alaska

A famosa Igreja Ortodoxa Russa, em Sitka, no sudeste do Alaska


Ainda cruzamos o cemitério russo e a Sheet´ka Kwaán Naa Kahídi, sala de reuniões dos povos tinglíts construída no estilo tradicional, em madeira e com totens e painéis esculpidos em madeira.

Centro de Tradição e Cultura Indígena, em Sitka, no sudeste do Alaska

Centro de Tradição e Cultura Indígena, em Sitka, no sudeste do Alaska


Perdemos o horário para o Sitka Historical Museum, mas chegamos a tempo de contemplar a paz do antigo e sangrento campo de batalha dos tinglíts e russos no Sitka National Historical Park. A cada 100m encontramos um totem contando uma história ou uma lenda, como a do menino que nasceu com duas flechas em sua cabeça.

Observando de perto um dos muitos totens em parque de Sitka, no sudeste do Alaska

Observando de perto um dos muitos totens em parque de Sitka, no sudeste do Alaska


“Um dia sua mãe o enfrentou e ele disparou as flechas e a matou, fugindo para a floresta. A criança sobreviveu matando animais e outros homens de aldeias vizinhas, até que foi capturado por seu tio, que o matou e queimou. As cinzas deste garoto tão perverso, porém, não iriam descansar. Elas foram a origem dos pernilongos que até hoje perturbam a todos!”

Totem marca o local onde estava a fortaleza Tinglit em parque de Sitka, no sudeste do Alaska

Totem marca o local onde estava a fortaleza Tinglit em parque de Sitka, no sudeste do Alaska


Hahaha! Adorei a lenda! Terminamos a caminhada já na penumbra, às margens do mar e do rio, águias, gaivotas e um cheiro de peixe podre. Pobres salmões, nadaram tanto e morreram na praia.

Águias e gaivotas compartem os salmões que sobem por riacho em parque de Sitka, no sudeste do Alaska

Águias e gaivotas compartem os salmões que sobem por riacho em parque de Sitka, no sudeste do Alaska


Um dia intenso e difícil de ser traduzido em algumas poucas palavras. Russos, tinglíts, americanos e quem mais quiser participar desta grande miscelânea cultural que forma a sempre capital histórica do Alasca.

Totem em meio a mata de parque de Sitka, no sudeste do Alaska

Totem em meio a mata de parque de Sitka, no sudeste do Alaska

Alaska, Sitka, história, Rússia, Tinglits

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Road Trip Califórnia - US1

Estados Unidos, Califórnia, San Francisco, Monterey, Carmel

A famosa rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

A famosa rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


A US 1 é considerada uma das rodovias mais bonitas dos Estados Unidos. Nós rodamos bem este país e confesso que é difícil comparar paisagens de montanha ou desertos, mas sem dúvida é uma das road trips costeiras mais lindas e de fácil acesso aqui na costa oeste americana.

Um dos muitos viadutos que cruzam os desfiladeiros do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Um dos muitos viadutos que cruzam os desfiladeiros do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Embora existam vias mais curtas e rápidas, a US 1 é o caminho mais bonito de uma viagem entre San Francisco e Los Angeles. A sinuosa via costeira é recheada de mirantes, parques, praias e paisagens que deixam até os mais viajados impressionados. No caminho ainda encontramos pequenas cidades de praia como Monterey e Carmel by the Sea, que são por si só uma atração turística.

O magnífico visual da rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

O magnífico visual da rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos



1° Dia – Half Moon Bay a Santa Cruz

No sentido SFO – LA a viagem começa pela Half Moon Bay, uma pequena cidade praiana que nesta época além de árvores de natal e abóboras, produz também ondas acima de 15m para o famoso campeonato de surf Mavericks. Nós pegamos a cidadezinha cheia no feriado estendido de Thanksgiving e um dos seus restaurantes mais famosos, o Sam´s Chowder House estava lotadíssimo. (Tudo bem, nem gostamos de chowders mesmo, hunf!). Seguimos a rodovia beirando o oceano, com o sol dourando o Pacífico e vistas maravilhosas das falésias à beira mar. Uma parada rápida na Pescadero Beach para colocar os pés na areia, e sentir a brisa fria que anuncia que o inverno vem chegando.

Um banho de luz no fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Um banho de luz no fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Aproveitando o fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Aproveitando o fim de tarde na Pescadero Beach, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Adiante uma parada obrigatória é o Pigeon Point Lighthouse, um farol antigo localizado em uma ponta de terra, um setting cinematográfico. By the way, alguém conhece algum farol mal localizado?

Pigeon Point Light House, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Pigeon Point Light House, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


O nosso plano era dormir lá mesmo, no farol! O Pigeon Point Lighthouse é um hostel, um albergue da juventude com quartos e dormitórios a partir de 60 dólares. Infelizmente, em função do feriado ele estava lotado, então acabamos estendendo um pouco mais a viagem e dormimos em Santa Cruz.

O belo farol no Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo farol no Pigeon Point, na rodovia One, entre San Francisco e Santa Cruz, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos



2° Dia – Monterey e Carmel by the Sea

No outro dia cedinho já estávamos na estrada a caminho de Monterrey. Foi colocarmos os pés lá e já percebemos que um dia seria pouco. A charmosa cidade tem suas raízes na colonização espanhola e foi o centro administrativo da Alta Califórnia Mexicana até a região ser incorporada pelos Estados Unidos em 1846. Seus prédios antigos, ruas estreitas do centro e do Fisherman´s Wharf são uma delícia para um passeio no final de tarde, entre uma galeria de arte e o jantar em um bistrô. Se você é fã de música, programe-se para conhecer a região no terceiro final de semana de setembro, quando acontece o Monterey Jazz Festval, um dos festivais mais tradicionais do mundo, que acontece sem interrupção desde 1958!

Litoral de Monterey, na  Califórnia, nos Estados Unidos

Litoral de Monterey, na Califórnia, nos Estados Unidos


O belo parque na faixa costeira de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo parque na faixa costeira de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Ainda que o centro seja convidativo, a parte mais apaixonante do Pacific Grove foi o calçadão à beira-mar ao longo da Sunset Drive, que liga o centro até a Spanish Bay. Clima de praia, casinhas no estilo vitoriano, sem cercas, todas pintadinhas e bem preservadas desde 1875, quando foram construídas para retiros religiosos da Igreja Metodista Episcopal.

Litoral de Monterey, na Califórnia, nos Estados Unidos

Litoral de Monterey, na Califórnia, nos Estados Unidos


Ali, a poucos metros da praia, encontramos o Beachcombers Inn, um motelzinho americano com um preço ótimo para a região, quarto simples (mas limpinho) e até um café da manhã! Foi um achado! À noite pudemos passear na praia a luz da lua e no dia seguinte saímos para uma corrida de 6km neste calçadão, animados pelo sol e pela brisa fresca do mar.

Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Correndo pela orla de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Coincidência, ou não, foi aqui que reencontramos Tim, um amigo americano que viveu em Curitiba e que nós conhecemos no Death Valley! Mantivemos contato pelo facebook, mas não voltamos a nos encontrar. Neste dia ele nos reconheceu correndo, parou o carro e nos chamou pelo nome, out of nowhere!!! Pode? Este mundo é muito pequeno mesmo!

Pegando onda em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Pegando onda em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


No final da Sunset Drive está o início da 17 Mile Drive, uma das mais famosas atrações deste trecho da costa californiana. Lodges e mansões milionárias, restaurantes e campos de golfe 6 estrelas são apenas algumas das surpresas que você terá pelo caminho.

Muitos campos de golfe na 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Muitos campos de golfe na 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Estes 27 km de curvas e belas paisagens estão dentro de um condomínio fechado, você paga US$ 9,50, que são reembolsados se você almoçar em um dos dois restaurantes no caminho. Na entrada você recebe um mapa com todos os pontos de interesse.

A bela paisagem da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

A bela paisagem da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


O meu trecho preferido foi a floresta de Cypress, um tipo de árvore que quase foi extinta aqui na região e foi reintroduzida nas últimas décadas. O Lonely Cypress é uma das últimas paradas, seguido pela Ghost Tree, onde estão vários troncos de árvores mortas com aparência meio fantasmagórica.

Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Este post da Cláudia, do Aprendiz de Viajante tem todo o roteiro da 17 Mile Drive bem bacana e detalhado. Aos que gostam de Golf, encontrei aqui uma descrição ótima feita do ponto de vista de um jogador, ex-morador e frequentador destes que são alguns dos mais badalados campos de golfe do mundo.

Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Os elegantes ciprestes ao longo da 17 Mile Drive, em Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Dali, já podemos ver ao longe a baía de Carmel by the Sea, uma pérola na costa da Califórnia. Carmel é a cidade dos artistas, poetas, escritores, onde atores como Clint Eastwood são prefeitos, cachorros são bem vindos em todos os estabelecimentos e saltos altos são proibidos por lei!

Fim de tarde em praia de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Fim de tarde em praia de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


A charmosa cidade está incrustada entre uma suave encosta e uma das praias mais bonitas de toda a região. Nós chegamos no final da tarde, a tempo de assistirmos tranquilamente o sol se por, enquanto fazíamos um lanchinho com queijos e pães deliciosos. Aos poucos assistimos o dia se despedir e as dezenas de fogueiras se acenderem para aquecer as famílias no piquenique praiano do feriado de Thanksgiving. Final de tarde inesquecível!

Celebrando os últimos momentos do dia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Celebrando os últimos momentos do dia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


No final da tarde, muitas fogueiras na praia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

No final da tarde, muitas fogueiras na praia em Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Sob a luz da lua caminhamos pelo centro e encontramos um restaurante delicioso para um jantarzinho romântico, difícil foi escolher dentre as várias opções que a cidade oferece.

Iluminação natalina nas ruas de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Iluminação natalina nas ruas de Carmel, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos



3° Dia – O Aquário de Monterey

No terceiro dia, após a nossa corrida matinal, fomos ao Aquário de Monterrey. A princípio estávamos na dúvida se valeria a pena, mas várias pessoas haviam indicado, dizendo ser um dos melhores aquários do país. Difícil bater o aquário de Atlanta, pensamos, mas ainda bem que seguimos as indicações!

Observando tubarões no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Observando tubarões no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)

O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)


O Aquário de Monterey tem uma exposição maravilhosa da diversa flora e fauna do Oceano Pacífico. Das florestas de kelps, tubarões martelo, arraias mantas e tartarugas-verdes, até os minúsculos cavalos-marinhos, os frondosos dragon-fishes e as psicodélicas águas-vivas!

Isso aí é um cavalo-marinho muito bem fantasiado de planta, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Isso aí é um cavalo-marinho muito bem fantasiado de planta, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Tanque com cavalos-marinhos no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Tanque com cavalos-marinhos no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


O mais incrível é a forma como eles apresentam toda esta vida, de uma forma divertida, interativa e cheia de humor! O aquário principal, por exemplo, tem um jogo de lentes fazendo o aquário parecer muito maior do que realmente é. Já a piscina de anêmonas possui umas lentes de aumento que nos ajudam a enxergar detalhes que nunca perceberíamos ao olho nu.

Tanque com lentes de aumento para observar as coloridas e pequenas criaturas marinhas, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Tanque com lentes de aumento para observar as coloridas e pequenas criaturas marinhas, no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


Amplificadas pela lente de aumento, belas e minúsculas criaturas marinhas no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Amplificadas pela lente de aumento, belas e minúsculas criaturas marinhas no Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos


The Jellies Experience é uma discoteca dos anos 70, com luzes coloridas, luz negra e uma iluminação especial que realça a beleza e a transparência das águas vivas, que parecem interagir e dançar ao som da música!

O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)

O Aquário de Monterey tem uma fantástica exposição de águas-vivas (no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos)


Nas áreas externas rangers fazem tours guiados para avistamento de lontras, golfinhos, baleias e pássaros que rondam a Baía de Monterey. A visita foi uma experiência fantástica, super indicamos!

Chegando ao famoso Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos

Chegando ao famoso Aquário de Monterey, no litoral da Califórnia, nos Estados Unidos



4° Dia – Carmel a Big Sur

O trecho entre Carmel e Big Sur foi, na nossa humilde opinião, o trecho mais bonito da US 1. A estrada está o tempo todo contornando as altas encostas de pedra, com vistas lindíssimas para o Pacífico e mirantes de tirar o fôlego! Nós tivemos um certo azar, pois justo neste dia o tempo ficou nublado, mas ao invés do dourado tivemos o prateado e ao longe ainda podíamos nos divertir vendo as nuvens de chuva passar pelo oceano.

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


É neste trecho que estão os parques estaduais mais procurados pelos californianos. Acampar em qualquer um deles, só com reserva antecipada, principalmente em um final de semana ou feriado. Nosso plano inicial era acampar no Point Lobos, mas já em Monterey o simpático e assertivo senhor do centro de informações nos alertou, “só se for na segunda-feira!”

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

O belo e dramático litoral do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Hoje, segunda-feira, ainda tínhamos a esperança de encontrar um bom camping, mas teria que ser mais ao sul, já que amanhã teremos que estar antes do meio-dia em Los Angeles. Assim seguimos US 1 abaixo, ziguezagueando por suas curvas, pontes e mirantes.

Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


O mirante da Bixby Creek Bridge é um dos mais famosos e com tempo nós adoraríamos parar em todos os parques, principalmente o Point Sur Lightstation State Historic Park, para explorar melhor. Sem tempo, decidimos seguir e priorizamos o Julia Pfiffer Burns State Park, onde fizemos algumas trilhas, incluindo a mais conhecida delas, que vai até o mirante da McWay Falls.

Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Paisagem do Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


A belíssima praia de McWay Falls, no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

A belíssima praia de McWay Falls, no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Este é um dos principais cartões postais da região de Big Sur, com a conhecida cena da cachoeira caindo nas areias de uma pequena praia. Há quase 30 anos a McWay Falls caía direto no mar, mas um desabamento de terra gigantesco fechou a estrada e criou novas praias com a ajuda das correntes e do mar.

Fotos mostram que, antes do deslizamento, as águas de McWay Falls caíam diretamente no mar, em parque na Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

Fotos mostram que, antes do deslizamento, as águas de McWay Falls caíam diretamente no mar, em parque na Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Seguimos em direção a San Simeon procurando por um camping. No jornal de informações da rodovia eu havia encontrado um mais ao sul, junto do Treebones Resort. Chegando lá nos deparamos com um resort diferente, um hotel onde os quartos são na realidade Yurts, cabanas mongóis, e os banheiros são grandes vestiários compartilhados. Informando-nos sobre o camping acabamos descobrindo que o valor seria de 80 dólares, já que incluiria acesso a todas as amenidades do resort, banheiros, piscina, jacuzzi, etc.

O espaçoso interior do nosso Yurt, no nosso hotel no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

O espaçoso interior do nosso Yurt, no nosso hotel no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Eis que, para a nossa surpresa, a gerente do resort nos avisa que dali algumas horas entraria em vigor uma promoção para “walk-ins”, hóspedes que chegam sem reserva. O yurt que custaria normalmente 180 dólares custaria naquela noite apenas 85! É, acho que a nossa vontade de acampar pode esperar! rsrs! Esperamos até as 17h preparando as nossas bagagens para a viagem ao Hawaii e logo estávamos em nosso super-hiper-ultra aconchegante e eco-friendly yurt!

A aconchegante arquitetura mongol do nosso Yurt no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos

A aconchegante arquitetura mongol do nosso Yurt no Big Sur, ao sul de Carmel, na costa da Califórnia, nos Estados Unidos


Fechamos com chave de ouro a nossa viagem pela US 1, com direito à queijos e vinhos sob a luz da lua no nosso teto solar (ou seria lunar?) na noite fria de Big Sur.


Veja o mapa do nosso roteiro pela US 1

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