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Paulinha Ribas (12/04)
Paulinha Ribas (12/04)
Paulinha Ribas (12/04)
Paulinha Ribas (12/04)
Paulinha Ribas (12/04)
guria, esse blog t avisa se vc tem comentários recentes em dias passados...
Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Muitos de nós ouvimos falar de Quebéc e achamos que é apenas aquela cidade francesa do Canadá. Nos meus estudos de geografia eu já havia descoberto que não, mas não tinha ideia da grandeza e beleza natural de uma das maiores províncias canadenses.
Os lagos e magníficas paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Parc National de la Mauricie está localizado à noroeste da cidade de Quebéc e compreende 546 km2 de montanhas e lagos, antes cobertas por um imenso glaciar, que no verão se tornam um paraíso para atividades como trekkings, camping, ciclismo, canoismo e pesca. Se você não quer fazer nada disso, o parque ainda é um ótimo escape de final de semana para respirar ar puro, pegar uma prainha na beira dos vários lagos e ter belas vistas dos variados mirantes ao longo da estrada que atravessa o parque.
Lendo informações sobre o processo de formação da maravilhosa paisagem no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Praia em um dos lagos do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
No centro de visitantes os park rangers são super atenciosos e nos ajudaram a montar o itinerário perfeito para o tempo que tínhamos e as atividades que queríamos fazer. Como tínhamos apenas um dia, nosso roteiro pelo parque mesclou paradas nos principais mirantes, trilhas curtas de meia hora, lagos, praias, rios e até a trilha do Lac Solitaire, com 5,5km que fizemos em pouco mais de 2 horas.
Início de trilha no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Chegando ao belíssimo Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
As montanhas da região de Mauricie foram suavemente esculpidas durante a retração do imenso glaciar que cobria esta parte do Canadá, formando vales, cachoeiras e lagos maravilhosos, das mais diferentes tonalidades.
Painel informativo sobre o processo de formação das paisagens do Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá, durante a última era glacial
O Lac Solitaire, que chega a ficar congelado no inverno, foi uma parada perfeita para um banho em suas águas transparentes. O tempo não estava aberto, mas a temperatura foi ideal para a caminhada e um dia bem tranquilo e prazeroso.
Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Delicioso banho no Lac Solitaire, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Sem tempo a perder, seguimos até a cidade de Rawdon, onde passamos a noite, recarregamos as baterias e seguimos para um dos parques mais conhecidos de Quebéc, o Mont Tremblant.
Placa de boasvindas na entrada do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Famoso por ser uma das maiores áreas de esqui, a apenas 60 km de Montreal, o Mont Tremblant também recebe turistas durante o verão. Localizado no sul dos Laurentians, o parque protege uma área de 1.510 km2 de montanhas, florestas, 6 diferentes rios e mais de 400 lagos que são o habitat de mais de 45 espécies de mamíferos, além de pássaros, peixes, anfíbios e répteis.
No meio do caminho, tinha uma cobra! (no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá)
O pato interesseiro que tentou ficar nosso piquenique
É o primeiro parque nacional do Canadá e foi criado em 1985 pela união de vários clubes de caça que viram o hobbie ameaçado pela atividade massiva das madeireiras. Hoje a caça é proibida na área do parque e um encontro com um urso pode ser uma boa surpresa.
visitando cachoeira no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Rio cheio de corredeiras no Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá
Nós ficamos localizados no Setor Le Diable e o roteiro incluiu o Chute du Diable e Chute Croches, duas trilhas fáceis e curtas para ver duas belas cachoeiras. A terceira trilha, La Corniche são 3,4km morro acima para uma vista sensacional do vale glacial do Lac Monroe e de toda a cordilheira verde do Mont Tremblant. É, essa paisagem deve ficar bem diferente no inverno!
A magnífica vista do Parc National du Mont -Tremblant, na província de Quebec, no Canadá, vista do alto de uma das trilhas mais populares
Foram dois dias intensos de contato com a natureza neste tour pelas grandes cidades do leste canadense. Um rápido e super indicado detour passando por pequenas estradas que entrecortam a colcha de retalhos que é o interior agrícola da província de Quebéc.
Algumas folhas se adiantam e já tem a cor do Outono, no Parc National de La Mauricie, província de Quebec, no Canadá
Parafraseando o maridão, hoje foi um dia “on the move”. Acordamos cedo e para ficarmos bem espertos e sacudirmos a poeira antes de pegarmos estrada, fomos até a Cachoeira da Gurita. Fica a apenas 1km de caminhada do arraial de São João. A cachoeira é uma belezinha, formada próxima à nascente do Rio Araguari.
Cachoeira da Gurita, nascente do Rio Araguari, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG
Estrada em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG
Nos despedimos do Ricardo, torcendo para nos encontrarmos brevemente!
Pousada da Serra, do Ricardo, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG
Na saída ainda paramos para dar um abraço no Seu Vicente, além de umas boas risadas com suas histórias.
O simpático Bar do Vicente, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG
O destino hoje era Rio Quente, Goiás. Passamos por Araxá, onde o Ro fez questão de me apresentar o Grande Hotel, empreendimento monumental de 1942, com colunas de mármore e banheiras da época, possui uma fonte de águas termais que brotam a 37°C.
O Grande Hotel em Araxá - MG
As flores do Grande Hotel em Araxá - MG
Continuando o caminho passamos pelo famoso triângulo mineiro, em Uberlândia e depois Araguari, com um belo pôr-do-sol. Atravessamos a fronteira sobre o Rio Paranaíba e já estava escuro, uma pena, pois o rio neste ponto tem mais de 1km de largura! Deve ser a coisa mais linda de dia. Chegamos a Rio Quente já eram 21h30, cansados e sedentos por um bom banho e uma bela cama, certos de que conseguiríamos um quarto ou chalé na Pousada do Rio Quente. Bobinhos... Todo o complexo estava lotado! Complexo este que mais recebe turistas em números absolutos no Brasil! Também, muita inocência a nossa, achar que em plena quinta-feira, em alta temporada, acharíamos alguma disponibilidade. Fiquei passada... Estava torcendo por um banho nas águas quentes da nascente hoje a noite. É, esta vai ficar para uma próxima vez, já que só liberam o Parque das Fontes para os hóspedes do Resort. Com muita sorte encontramos vaga no Hotel Di Roma, muito confortável e já inclui o ingresso para o Hot Park, dentro do Resort, será o programa de amanhã. Não sei por que, estou com um pressentimento que será bem diferente da tranqüilidade de São João e do boteco do Seu Vicente.
O simpático Bar do Vicente, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG
Alguns dos documentos requeridos ou processados para o envio da Fiona da Colômbia ao Panamá
Há duas formas de enviar o carro, ou por contêiner ou como carga solta, também conhecido como Ro-Ro. A princípio pensamos em fazer o transporte da Fiona por contêiner, nos diziam ser muito mais seguro. Porém, o preço é quase o dobro e aí teríamos que contratar um agente para fazer os trâmites, o que não diminuiria muito o nosso trabalho, pois precisamos estar presentes em todas as inspeções e definições no porto.
Instruções para o processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá
Do tal agente portuário, estamos esperando resposta até agora, com custos e opções. Se quiserem a indicação de alguém, Rodrigo conheceu uma agente no porto que pareceu agilizada. Embora não tenhamos contratado ela ajudou Rodrigo e Patrício nas idas e vindas entre a Sociedade Portuária e o Contecar.
Documento emitido no porto, um dos muitos no processo de envio da Fiona da Colômbia ao Panamá
Coloco abaixo uma planilha comparativa com as informações gerais. Deixando claro que esta foi a nossa experiência, para ajudar os que planejam esta viagem a ter uma noção de como funcionam as coisas. As regras podem mudar de uma hora para outra e tampouco somos especialistas em trâmites portuários. Aí vai:
TRANSPORTE DE UM CARRO ABAIXO DE 20m3
(Cubicagem média de uma van ou uma caminhonete tipo Fiona)
| Dúvidas mais frequentes | Carga Solta | Contenedor | 1000dias |
|---|---|---|---|
| Empresa de Cargas | Naves Colômbia | Sea Board Marine | Naves Colômbia |
| Agente portuário | Não obrigatório. Se quer mesmo assim, custa em torno de US$ 165,00 | Agente obrigatório, honorário incluido no custo abaixo. | Rodrigo Junqueira, vulgo maridão. |
| Tempo médios p/ trâmites (sem contar feriados e fds) | 4 dias | 4 dias | 11 dias |
| Quantos dias para ingressar o carro no porto? | Dois dias antes do navio aportar. | Pode-se ingressar antes, pagando a bodegagem dos dias excedentes. | 12 dias |
| Quanto tempo para o transporte? | Depende do itinerário do navio, em geral 1 dia. | Depende do itinerário do navio, em geral 1 dia. | 1 dia |
| Quantos dias para desembaraçar o carro no Panamá? | 1 a 3 dias | 1 a 3 dias | a confirmar |
| Seguro de Vida (com liberação da adm. portuária) | Obrigatório. Custa em torno de 50 mil pesos para 3 dias na Liberty Seguros. | Obrigatório. Custa em torno de 50 mil pesos para 3 dias na Liberty Seguros. | Fizemos com Liberty por 2 dias e pedimos extensão por mais 3. |
| Custo de bodegagem no Contecar (primeiros 3 dias gratuitos) | US$ 5,00 por dia (aprox.) | Varia conforme o volume do conteiner. | 2 dias - 17 mil pesos |
| Inspeção DIAN | Dia de entrada no porto. | Dia de entrada no porto. | 17/nov |
| Inspeção Anti-Narcóticos | Dia de chegada do navio. | Dia em que o carro é colocado no conteiner. | Reagendada 3 vezes, feita no dia 20/11. |
| Nível de Estresse | Altíssimo | Médio | Surreal |
| Pior que pode acontecer | Furtos pequenos no veículo. | Mais burocracia, por isso deve-se contratar o agente. | Quase tudo! |
| Preço Médio (aproximado) | US$ 900,00 | US$ 1.600,00 | US$ 900,00 |
Documento colombiano da Fiona
A sua primeira visita a Naves será bem esclarecedora e eles já lhe darão um papel com todos os procedimentos. Estes são os principais documentos emitidos durante o processo. É claro que para se chegar neles existem mais de um formulário que deve ser preenchido em cada etapa do processo, na Sociedade Portuária, DIAN e Contecar.
• Seguro de Vida - obrigatório para entrar nas dependências do porto.
• Inscrição do responsável do veículo no porto, com seguro de vida e documentação válida (passaporte) – irá liberar a entrada do responsável no porto.
• Documento de Autorização de Re-Exportação ou saída de veículo de turista (DIAN) – este é retirado com a apresentação do documento de Importação do Veículo já retirado na fronteira de entrada.
• Agendamento da inspeção do DIAN, retirado junto da autorização de re-exportação.
• Agendamento da inspeção Anti-narcóticos um dia antes da chegada do buque.
• Bill of Lading – documento que comprova o envio do carro, pagamento do frete e os impostos. Será emitido após o pagamento do frete e com o carro embarcado. Imprescindível para a retirada do carro no Panamá.
O tão desejado "Bill of Laden", documento vital para envio da Fiona da Colômbia ao Panamá
GLOSSÁRIO PORTUÁRIO CARTAGENERO
Ro-Ro - "Roll in, Roll out" - traduzindo carro é dirigido para dentro e para fora do barco.
Contenedor – contêiner, aquela caixa grande de ferro feita para transporte de mercadorias.
Buque - Navio que levará seu carro.
Bill of Lading - Papel de Embarque, nosso amigo "Binladen".
Naviera - Companhias donas dos navios.
Cubicage - Metragem cúbica do seu carro - Altura x Comprimento x Largura.
Bodegage - Armazenagem.
Contecar - Porto a 15 km do centro antigo.
Sociedad Portuária - Sede admintrativa do porto em Manga, há 2 km do centro antigo.
El buque vá retrasar - Tudo aquilo que você não quer ouvir.
El buque fue cancelado - Fodeu! Espere o próximo navio.
A Fiona muda de navio para viajar ao Panamá
As últimas dicas que posso dar é que vocês verifiquem com a companhia naviera que fará o seu transporte, qual é a próxima data disponível, antes de ir à Cartagena. Nós ficamos 12 dias lá não só por atrasos dos buques e festas, mas também por não ter feito esta ligação. Assim vocês poderão ficar uns dias a mais em Mompós, Medellin ou mudar o roteiro sem grandes problemas. É válida a tentativa de reserva de espaço no buque por email ou telefone, garantindo que não perderão a viagem por falta de espaço. Cheguem com pelo menos 5 dias úteis de antecedência na cidade e garantam que não há nenhum feriado no período. Se algo der errado, que não seja por falta de tempo. Espero que as informações acima tenham ajudado no planejamento da próxima aventura. No mais só posso desejar uma ótima viagem e que voltem com muitas histórias para nos contar!
Andando de carro na praia da Juréia
No norte da Ilha Comprida pegamos a ponte para Iguape, outra cidade colonial, apenas sete anos mais nova que Cananéia, possui características muito parecidas. Vamos em direção à Barra do Ribeira, agora por dentro, já que não existe acesso pela praia. Um detalhe, vocês perceberam o nome, “Barra do Ribeira”? Isso mesmo! É o mesmo rio que dá nome ao PETAR, “Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira”! Nosso roteiro está acompanhando ele lá de cima até a sua barra, aqui no litoral. Dali parte a balsa para a Juréia Sul, durante a semana de hora em hora e final de semana de 30 em 30 minutos.
Ponte que liga Iguape à Ilha Comprida
A Juréia é outra praia maravilhosa e que abriga uma Estação Ecológica. Chegamos na vila, nos instalamos na Pousada Dalu, mantendo o nosso objetivo de baixar a média de gastos, para equilibrar o dólares a mais do Caribe. A pousadinha é simples, mas muito jóia. A Lu a comprou faz pouco tempo e está reformando, até setembro terá novos quartos e piscina, a temporada promete.
Entrada da Juréia na parte sul do parque
O sol resolveu se esconder novamente e aquele dia lindo deu lugar a nuvens e em vez de duas horas da tarde pareciam seis. Mesmo assim não desanimamos e seguimos mais 18km pela praia até a entrada da Estação Ecológica da Juréia. Uma cachoeirinha gelada, como sempre, mas muito gostosa! Acima dela existem mais duas cachoeiras maiores fechadas para meros mortais, apenas pesquisadores com autorização podem seguir na trilha. Já decidi que na próxima encarnação serei pesquisadora! Quantas coisas deixamos de ver? Ok, tudo em prol da natureza.
Cachoeira na parte sul da Juréia
Cachoeira na parte sul da Juréia
Nota de falecimento
Voltando da cachoeira encontramos um cortejo fúnebre vindo pela praia. O cemitério fica a uns 7km da vila. Deve ser alguém importante, pensamos, eram mais de 20 carros acompanhando a falecida esposa de um homem muito querido aqui na vila. É, infelizmente essas coisas acontecem, que Deus a tenha.
Cemitério na praia da Juréia
Cortejo fúnebre na praia da Juréia
Ontem saímos apenas para um almoço rápido na Avenida 6, local onde se encontram umas 20 salserias mais populares de Cali. Depois de um dia inteiro fechada no quarto do Hostal Iguana trabalhando, finalmente saí para o mundo! Mal sabia eu, a surpresa que o mundo nos reservava.
Estávamos tomando o nosso café da manhã tranquilamente na área comum do hostal e encontramos uma figura tomando uma cerveja que começou a puxar papo. Nicolas é um bogotano bem viajado, morou em Londres e conhece bastante o seu próprio país. Começamos a contar da viagem para ele, que ficou deslumbrado com a ideia e começou a nos dar várias dicas sobre o país. Logo aparece Viviana, também colombiana, jornalista super viajada que conhecia cada cidadezinha da Colômbia. Os dois sentaram e começaram a nos dar uma aula de geografia, turismo e estradas do país. Íamos de Cali para Medellín, cidade de Bottero, artes e muita história. Em 20 minutos todo o nosso roteiro já era outro! “Medellín é uma cidade grande como qualquer outra, se vocês tem que escolher, sigam pela rota de Bucaramanga, conheçam a Villa de Leyva e outras cidades históricas, são maravilhosas!”, diziam Nicolas e Viviana. Mompós também é obrigatório! Lá vocês vão encontrar os Sangacintos, gaiteiros de música folclórica colombiana, eles abrem a sua casa para você e armam a festa para mostrar a sua música.” Meia-hora depois chegou Andres, namorado de Viviana.
A esta altura já sabíamos que eles todos são de Bogotá e estão de passagem por Cali, em uma turnê da banda rock The Hall Effect. Andres é o baterista, Nicolas engenheiro de som, Douglas, que apareceu mais tarde, é o baixista, Cha Ry o guitarrisca e Oscar o vocal. Mari é uma amiga de longa data de todos eles e está de férias acompanhando a turnê. Angelo e Joana são fãs e patrocinadores da banda, pois entraram com o transporte para toda a turnê pelo país.
A The Hall Effect é a única banda de rock que canta em inglês no país, considerada a melhor banda de rock de toda a Colômbia! Eles já fizeram turnês européias, passando por Londres e França e seu produtor é o mesmo cara que produziu discos do Paralamas do Sucesso e do Pinky Floid! Chegaram a tocar junto com o pessoal do Sepultura! Sensacional!
Começamos a combinar de encontrá-los em Bogotá, quando Viviana e Andrés surgiram com o convite para irmos com eles ao Festival Hot en Paraíso, primeiro festival de piscina da Colômbia. Os festivais aqui geralmente acontecem em praças públicas, são gratuitos e não é permitida a venda de comida e bebida alcoólica. Este é o primeiro com um conceito diferenciado, mais parecido com os festivais que temos no Brasil. Andrés ligou na mesma hora para o produtor do festival, que é o manager da banda e bingo, já tínhamos ingressos VIPs para o festival! Foi tudo tão rápido, que nem dava para acreditar! Teríamos que acordar as 2 da madrugada para pegar estrada até Girardot, onde vai acontecer o festival. Eu vi que o Rodrigo ainda estava meio atordoado, pensando... “Ai meu Deus! Onde eu fui me meter?”, mas ele viu que do jeito que tudo aconteceu, não tinha chance de não irmos.
Eles foram tocar à meia-noite em um bar de Cali enquanto nós tentávamos descansar para sairmos dirigindo as 2am. O festival começa as 12h, eles devem tocar as 15h, por isso o Ro queria sair mais tarde. Porém precisávamos entrar com eles no festival, pegar as pulseiras e ter certeza que chegaremos a tempo, enfim ficou combinado que depois do show eles passam na pousada e nós vamos juntos para Girardot!
Caraca, é impressionante como um encontro inusitado de almas como este pode mudar os nossos planos em tão pouco tempo! Um brinde ao festival e à música colombiana!
O bicho-preguiça parece nos pedir ajuda para cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho
1º Dia - Manaus a Igapó-Açú - 250 km
Cruzamos o ferry pelo encontro das águas do Solimões e Negro para Careiro da Várzea, onde começa a BR-319 para Porto Velho. Para a nossa surpresa seguimos por um tempo em um asfalto praticamente novo, trecho de 70km que acabou se ser construído.
Cuzando o rio Amazonas, em Manaus
O exército está trabalhando nas obras para asfaltar ao menos os primeiros 150km. O asfalto foi piorando e, seguindo a lógica da decadência, logo virou terra. Aí perto passamos por Careiro, uma cidadezinha bem movimentada comercialmente, última chance de abastecer o carro, próximo posto, 500 quilômetros!
Obras no início da BR-319, que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia
BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais
Tempo seco, aceleramos enquanto a estrada era de terra batida. Olhos atentos para as novidades que poderíamos encontrar na estrada. Onças? Macacos? Cobras? Pássaros? Não sei! Estamos no meio da Amazônia, não é possível que não encontremos nada. Eis que finalmente vi algo estranho na pista, uma forma animal, mas parecia estar totalmente parada... seria um animal atropelado? Fiz o Rodrigo voltar e olha só quem encontramos!
Desajeitadamente, um bicho-preguiça tenta cruzar a estrada no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho
Uma preguiça 3 dedos lindíssima, se não me engano é a preguiça conhecida como Preguiça-Bentinho. Os bichos preguiças são arborícolas, ou seja, vivem pendurados em árvores e galhos de onde tiram o seu alimento e onde se camuflam contra os seus predadores. Elas pesam entre 6 e 8 quilos e chegam a 60 cm de comprimento de puro braço e pernas. Seus membros são longos e muito fortes, são as melhores ginastas que já vi na minha vida! Assim, elas não ficam em pé ou “de quatro”, para se movimentarem precisam se agarrar em algo para puxar o corpo.
Um bicho-preguiça tentando cruzar a estrada no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho
Essa pobre preguiça estava tentando atravessar a estrada, mas sem galhos e sem ter onde usar a suas garras ela estava fritando no chão! Enquanto o Rodrigo fotografava e filmava eu fui a grande felizarda que pôde fazer o resgate da preguiça! Peguei um pau que tinha no carro, venci a desconfiança dela e consegui que ela se agarrasse nele para leva-la até a mata do outro lado da estrada! Com meio dedo ela se agarrou e sustentou todo o seu peso (pesada para burro!) até chegar no primeiro matinho em que pôde se agarrar. Tão linda!!! Foi emocionante!
Ajudando o bicho-preguiça a cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho
Ajudando o bicho-preguiça a cruzar a estrada, no trecho inicial da BR-319, rodovia que liga Manaus à Porto Velho
Já imaginaram que ela poderia ser atropelada!? Tudo bem que não são muitos carros que passam por aqui, mas hoje a estrada estava movimentada, vimos apenas dois caminhões e duas land rovers! Quando vimos as land rovers se aproximando não podíamos acreditar... serão eles?
Encontrando outros aventureiros, que vinham em sentido contrário, na BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais
Há dias estávamos tentando falar com o Luis e a Lancey, viajantes americanos que conhecemos em Arcata, Califórnia. Eles estão na estrada há quase 4 anos na Lost World Expedition, vão e voltam dos EUA para trabalhar, juntam dinheiro e continuam viajando. Junto deles estavam os designers costa-riquenhos Erick e Lucy da Expedição La Vuelta al mundo en N días. Paramos por meia hora para conversar no meio da estrada, pegando dicas do caminho, querendo saber da vida e nos desviando desses caminhões que nunca existem e resolveram aparecer bem nessa hora! Foi incrível o timing, pena que não pudemos passar uma das noites aqui juntos. Boa viagem galera!
Reencontrando o Luis e a Lancy, do Lost World Expedition, e o casal costarriqueno do Vuelta al Mundo en N Dias na BR-319, que liga Manaus à Porto Velho, nos seus trechos iniciais
Finalmente depois de muita terra, quilômetros de asfalto esmigalhado, buracos e muita paciência, chegamos ao tão esperado Igapó-Açú! Atravessamos a balsa e fomos bem recebidos pela Dona Mocinha e o Seu Raimundo com uma cervejinha quase gelada e mais tarde um jantar caseiro bem gostoso.
Nossos amigos motociclistas pegam a balsa sobre o Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia
Nossa pousada no Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia
Logo conhecemos também os motociclistas aventureiros Manga, Saré, Augusto e Verô! Eles estão fazendo a travessia de toda a Transamazônica, desde João Pessoa até Humaitá, onde conectaram com a BR-319 e seguirão até Manaus para voltar com as motos de barco até Belém.
Os motociclistas que, de uma só vez, fizeram a transamazônica e a BR-319, em Igapó-Açu, já a poucas horas de Manaus, no Amazonas
Grande aventura! E esse mundo é pequeno mesmo, não é que o Everardo (Verô) é lá de Oeiras e conhece o nosso amigo Joca? Ele está planejando subir de moto até o Alasca, então já viram que a noite foi de muita conversa e histórias!
Encontro com os motociclistas Everardo, Manga, Augusto e Saré, no Igapó-Açu, na BR-319, rodovia que liga Manaus, no Amazonas, à Porto Velho, em Rondônia
Dormimos ao som dos sapos cururus e os roncos dos vizinhos, no último quartinho que a Dona Mocinha tinha para alugar. Lugar super simples, chuveiro frio para um banho rápido e cama! Bora repor as energias para o dia de amanhã, primeira etapa completa!
De balsa, cruzando o Igapó-Açu, na BR-319, estrada que liga Manaus à Porto Velho
Longa espera no aeroporto de Paramaribo, no Suriname. Deu até para dormir ou trabalhar...
Eu sabia! Só isso é que posso dizer a vocês. Eu estava com o pressentimento que não deveríamos usar a Suriname Airways neste vôo para Trinidad. Nada contra o Suriname, mas durante a minha pesquisa de cias aéreas e preços para a viagem algo vinha me dizendo, (voz do locutor do comercial “coooompre batom”) “cooompre caribean, coooooompre caribean”, eram 20 dólares a mais apenas e no mesmo horário. Bem, por que gastar 20 x 2, 40 dólares a mais, não é mesmo? Então por não ouvir o meu sexto sentido, a minha intuição, o meu EU, “a nível de mim mesma”, ficamos 5 horas mofando no desconfortável aeroporto de Paramaribo, durante a madrugada de hoje. Isso sem contar o stress para obter informações da companhia aérea, que começou dizendo não ter nem previsão para o horário do vôo, já que a aeronave estava com problemas técnicos. Eram 3:30am, tínhamos dormido apenas 2 horas, passado 1 hora dentro de um microônibus do hotel até o aeroporto, que fica no meio do nada e sem infra-estrutura alguma e ainda tínhamos que esperar sabe Deus até quando para saber quando pegaríamos o vôo? Eu devia ter seguido a minha intuição.
Chegada ao aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago
Ok, passada a raiva e depois de saber que voaríamos as 10am (atrasou para as 11am), eu dormi toda torta no aeroporto, enquanto o Rodrigo trabalhava. Uma hora de vôo e uma a menos de fuso-horário depois chegamos na cidade de Porto of Spain, em Trinidad!
Decoração de carnaval no aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago
O aeroporto já fala muito sobre o país, uma das maiores e mais desenvolvidas ilhas do Caribe na costa da Venezuela. Lindo, limpo e bem organizado, além de ser muito confortável, possuía todos os serviços que precisávamos: além de uma alfândega rápida, tanto na checagem da bagagem, quanto na liberação dos vistos, tinha ATM e um Tourist Information Office para mapas e guias locais atualizados. Chegamos apenas 10 dias após o carnaval, então o hall do aeroporto estava todo ornamentado com os principais personagens do carnaval do país, um dos mais famosos do Caribe. Este aí é o Blue Devil, personagem carnavalesco criado pelos antigos escravos para demonstrar sua indignação e ira perante a sua condição.
Decoração de carnaval no aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago
Dirigimos-nos para o hotel em Maraval, nas vizinhanças de Port of Spain. Quando nossa sorte parecia estar mudando, uma tempestade se abateu sobre a cidade, mesmo no período seco do ano. Nós já estávamos podres e acabados pela noitada no aeroporto, então acabamos ficando por ali mesmo descansando. A noite jantamos em um restaurante e karaokê aqui perto, comida deliciosa e cantores profissionais! UFA, karaokê sempre dá medo, mas vocês sabem, a raça negra é muito privilegiada em vários aspectos e um deles é a voz. Bob Marley, Beyonce, Michel Jackson, James Brown, estavam todos lá hoje à noite, eles, seu microfone e seus cartuchos de karaokê. E ainda queriam que eu cantasse! Alguma chance desta branquela rouca ter coragem? hahaha!
Decoração de carnaval no aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago
Balada no Nikki - South Beach
Já se passaram cinco anos. Foi no dia 24 de Junho de 2006 que eu acordei cedo, ansiosa, pois o piscinaman (vulgo Rodrigo), estava chegando à minha casa para me buscar. Estávamos indo para a Ilha do Mel, passar o dia de domingo e, quem sabe, nos conhecer melhor. A viagem de carro ainda foi tensa, eu estava morrendo de sono (notívaga que sou) e o Rodrigo super acordado, falante, ser diurno. Abrimos a primeira cerveja na barca, ainda antes do meio-dia, ritual obrigatório para ele e que se repetiu todas as vezes que cruzamos para a ilha. O dia foi maravilhoso, fizemos várias trilhas, andamos por tudo, da balsa ao Canto da Vó, até a Nova Brasília, passando pelo Farol. Entramos no mar em pleno inverno e depois de um dia todo dando bandeira eu tive que tomar uma atitude, pois o moço aqui é devagar quase parando. Ali, no nosso primeiro beijo eu pensei... “xi... não vai rolar”. Achei meio xoxo, sei lá. Mas ele pelo jeito não, depois desse dia começou a me ligar, convidar, agradar... eu amei, pois eu já estava apaixonada antes mesmo da ilha! Aí tuuudo mudou de figura, até o beijo melhorou! Rsrsrs!
Pico do Gavião em Andradas - MG
Começamos a namorar, um ano depois fui morar em São Paulo, no ano seguinte ele já não agüentava mais a minha enrolação para ficarmos juntos definitivamente. Recebi uma proposta de trabalho em Curitiba e começamos a morar juntos, 04 de abril de 2008. Alguns meses, test drive rolando, Rodrigo queria deixar de ser o “namorido”, odiava que eu lhe chamasse assim. Para mim estava ótimo, mas se quisesse status de marido, só casando, não é mesmo? Então tá bom! Querendo consolidar a data do primeiro beijo como a data de início de namoro, ele decidiu, ficaremos noivos no dia 24/06!
Celebrando 5 anos de namoro e três de noivado, em Curitiba - PR
Três anos depois estamos de volta ao mesmo restaurante, onde o meu piscinaman pediu a minha mão em casamento aos meus pais, irmãs, cunhados e sogros, que acompanhavam de NY via telefone. Emocionante! Comemoramos hoje nossos 5 anos de namoro e 3 de noivado, sendo destes um ano morando juntos e mais 2 casados. Soma-se a isso 450 dias de convivência intensa, 24 horas por dia! Daqui a pouco já estaremos nas Bodas de Cristal, afinal 1 ano e meio 24h por dia juntos, deveriam valer pelo menos o triplo! Hoje, independente da contagem, renovamos os votos para que as bodas fiquem mais douradas, que venham os próximos 45!
Com nossos amigos franceses no cume do Pico Duarte, na República Dominicana, o ponto mais alto de todo o Caribe
Pico Duarte, a maior montanha do Caribe está a 3.086m sobre o nível do mar. Paisagens montanhosas com florestas de pinus e um clima ameno típico de áreas subtropicais, em pleno Caribe. Nos dias mais claros temos uma bela vista da Ilha de Hispaniola e quem sabe até a costa norte da República Dominicana. É claro que uma expedição que está viajando toda a América e todos os países do Caribe não poderia deixar esse destino de fora.
Vista do alto do Pico Duarte, na República Dominicana
Localizada na região montanhosa no centro do país, a cidade de acesso é a simpática Jarabacoa. Jarabacoa está cercada por montanhas, vales, rios e cachoeiras e é a Campos do Jordão dos dominicanos. Nos feriados e finais de semana os capitalinos escapam do calor de Santo Domingo e buscam uma experiência única de sentir o clima mais ameno, abaixo dos 20°C, tomar um vinhozinho, comer foundes e aproveitar o frescor dos ares de montanha.
Mulas descansam na área do refúgio do Pico Duarte, na República Dominicana
A temporada de escalada aqui é durante os meses de inverno, dezembro e janeiro, curiosamente inversa à maioria das montanhas do mundo. O motivo? Jovens e adultos dominicanos querem experimentar o frio inexistente em qualquer outro lugar no país. Nesta época as temperaturas no pico podem ficar perto do zero grau, com sorte até abaixo.
Umidade presa nas teias de aranha parecem flores! (trilha do Pico Duarte, na República Dominicana)
A caminhada começa na comunidade rural de La Cienaga, a quase 2 horas de Jarabacoa. Lá encontramos o guia e o muleiro que iria nos acompanhar até o pico. O guia contratado organizou tudo, nos levou à La Cienaga, mas delegou a guiada para um colega que amanheceu doente. Assim acabamos ficando com um terceiro guia e muleiro, um jovem de 15 anos que sobe esta montanha desde os 6, garante ter experiência, leva muito bem as mulas e, o principal, diz que sabe cozinhar. Veremos!
Arrumando as mulas para a subida do Pico Duarte, na República Dominicana
Começamos a caminhada perto das 7h30 da manhã após um desayuno típico com ovo, linguiças, batata e banana cozida acompanhados de um delicioso chocolate quente. Estava chovendo, o que não era nada animador, mas pelo menos garantiria uma subida mais fresca e tranquila.
Descanso na trilha do Pico Duarte, na República Dominicana
Saímos de La Cienaga (1.110m) com um bom passo, já que os primeiros 4 quilômetros são praticamente planos. Passamos pela área de camping de Los Tablones (1.278m) e seguimos morro acima, subindo uma crista rodeada pela floresta úmida e nublada até chegarmos a La Laguna (1.980m), onde fizemos nossa primeira parada de descanso e almoço para recarregar as energias. Já se haviam passado 12 quilômetros, praticamente metade do caminho.
Encruzilhada na trilha do Pico Duarte, na República Dominicana
No último trecho até La Laguna conhecemos o simpático casal de franceses, Jean e Martine, que vieram à Republica Dominicana comemorar os seus aniversários de 50 anos! Acostumados com os Alpes como quintal de sua casa, estavam ansiosos para conhecer um ambiente de natureza tropical e com novas paisagens. Martine é professora de inglês e aprendeu a falar um pouco de espanhol para esta viagem, enquanto Jean falava apenas o francês. Ficaram contentes em encontrar um casal que falava espanhol, inglês e ainda arranhava no francês. Jean pôde ter várias conversas sobre economia e política latino-americana e europeia com o Rodrigo, que aproveitou para manter aquecido o francês que acabava de praticar no Haiti.
Muita névoa na subida do Pico Duarte, na República Dominicana
Muita névoa na subida do Pico Duarte, na República Dominicana
A caminhada continuou com boa companhia e sentindo a exigência física, não apenas da subida, mas da menor quantidade de oxigênio no rápido ganho de altitude. Passamos o El Cruce (2.180m) e chegamos à Aguita Fría, agora acima das nuvens já nos 2.650m. A paisagem mudou drasticamente, de floresta úmida e tropical passamos a uma mata de coníferas e gramíneas típicas das altas montanhas.
Finalmente, o tempo abre na subida do Pico Duarte, na República Dominicana
O último trecho de caminhada foi aquecido pelo sol e logo dominado pelas nuvens, que passavam mais rápido do que o tempo e a longa quilometragem até o campo base, La Compartición, a 2.450m. A propósito é muito injusto nos esforçarmos tanto para subir e antes de chegarmos ao pico perdermos 200m de altitude, mas são ossos do ofício. Chegamos ao acampamento as 14h30 e o Rodrigo já havia descansado uns 20 minutos, suficiente para decidir continuar e chegar ao pico hoje mesmo. Típico desafio que adora esse meu marido atleta. Ele deve subir e descer 10km, dos 2.450m aos 3.087m em três horas e meia. O tempo estava péssimo, as nuvens baixas e era garantido que não teria nenhuma vista lá de cima, mas o seu gosto por montanhas e desafios é maior do que qualquer cansaço ou tempo ruim.
Refúgio para os alpinistas que sobem o Pico Duarte, na República Dominicana
Enquanto ele foi, eu fiquei ali conversando com os exploradores dominicanos que haviam subido ontem, passado o dia entre o pico e La Compartición e que descerão amanhã. Todos muito divertidos e com muito assunto, falamos da vida, dos acampamentos, do nosso gosto comum pela montanha, mato, trilhas e a vida na natureza. Logo os guarda parques, guias e exploradores já haviam cortado madeira suficiente para garantir uma fogueira que nos aqueceria durante a noite fria.
Esquentando-se na fogueira no fim de tarde gelado no refúgio do Pico Duarte, na República Dominicana
Enquanto o Rodrigo ia até o cume, eu e nossos amigos franceses descansamos, conversamos e preparamos nossos colchonetes e sacos de dormir no refúgio, nossos guias preparavam uma comida quentinha para o jantar.
Cozinhando nosso jantar no refúgio em Compartición, pouco abaixo do Pico Duarte, na República Dominicana
Quanto mais o tempo passava mais aflita eu ficava, mas tinha cá comigo a certeza que Rodrigo chegaria no tempo combinado. A aflição só veio na última meia-hora, pois começou a chover, o tempo esfriava mais e eu sei que nos bons dias ele iria querer baixar ainda mais essa média, mas não hoje. Ele chegou molhado da chuva e esfomeado exatamente as 18h, horário previsto por todos. Seu tempo foi sim ótimo, é que não contávamos que ele iria deitar aos pés do busto do Presidente Duarte e dormir profundamente por pelo menos 20 minutos, até sonhou! É uma figura mesmo, ainda bem que o frio o despertou e para baixo todo o santo ajuda. Logo ele estava seco e bem alimentado, se aquecendo ao meu lado na roda em torno da fogueira.
A 3.080 metros de altitude, em meio à neblina, junto com o Duarte, no alto da montanha mais alta do Caribe, na República Dominicana
No refúgio no fim de tarde, esquentando-se na fogueira (trilha do Pico Duarte, na República Dominicana)
A subida havia sido cansativa e os espinhos do ouriço que eu chutei na Paradise Beach, lá no Haiti, agora começavam a inflamar no meu pé. Consegui uma agulha e uma pinça com os meus novos amigos exploradores e lá fui eu, depois de desinfetá-las no Bacara - rum haitiano, consegui retirá-los, um a um do meu pé. Quando retirei o mais inflamado deles, o do dedão, foi alívio instantâneo! Sem a dor agora eu sabia que poderia não apenas ir até o pico, como voltar até a base sem precisar usar a nossa “amulância”.
Fogueira noturna, no refúgio um pouco abaixo do Pico Duarte, na República Dominicana. O pé que aparece na frente é o do Rodrigo, tentando esquentá-lo ao fogo!
Na madrugada seguinte acordamos todos as 4 da manhã. Os amigos dominicanos para descer e nós para o ataque ao cume após um chocolate quente. Durante a madrugada o céu limpou e a noite estava muito agradável para uma caminhada à luz da lua. Subimos em bom passo, discutindo economia e ecologia com Martine e Jean e observando ao longe as luzes de Santiago e outras cidadezinhas próximas. A discussão entre o Rodrigo e a Martine logo ficou mais inflamada, o que me foi mais um incentivo para acelerar e ganhar o silêncio da montanha enquanto o sol despontava no horizonte.
A caminho do cume do Pico Duarte, na República Dominicana, com o dia nascendo
O dia nasce um pouco antes de chegarmos ao cume do Pico Duarte, na República Dominicana
Chegamos ao pico em uma hora e meia, pouco antes das 7h da manhã, e o sol já iluminava toda a paisagem. Lá estava o busto do Presidente Duarte, o mesmo que fez companhia ao Rodrigo na tarde de ontem.
Com nossos amigos franceses no cume do Pico Duarte, na República Dominicana, o ponto mais alto de todo o Caribe
Jean e Martine gostaram da caminhada, mas pareciam desapontados com a paisagem de coníferas, iguais às das montanhas francesas. Também, pudera! Vivendo nos Alpes franceses fica mesmo difícil encontrar paisagens mais bonitas que as do seu quintal. De qualquer forma é impressionante saber que estamos em pleno Caribe com um cenário como este e ainda mais altos que o Pico da Neblina (ponto mais alto do Brasil com 3.011m).
A bela visão que se tem quase ao chegar ao cume do Pico Duarte, na República Dominicana
Tiramos fotos, trocamos ideias de novas montanhas a escalar, na Europa e nas Américas e logo estávamos de volta à La Compartición para um bom café da manhã. Desmontamos acampamento e seguimos montanha abaixo, hora de terminar a conquista dessa montanha. O Rodrigo desceu acelerado e eu só o vi duas ou três vezes. Nos encontramos para o almoço em La Laguna e depois lá na base, na sede do parque. Nem que eu acelerasse nos quilômetros planos do final eu conseguiria alcança-lo. São 7 anos juntos eu ainda espero ter companhia durante as trilhas nas montanhas... É o ônus de ter um maridão atleta e montanhista.
No ponto mais alto do Caribe, o Pico Duarte, com 3.080 metrtos, na República Dominicana
No final ainda tomamos coragem e, brindando com uma presidente à convite de Jean e Martine, nos banhamos nas águas geladas do Rio Frío, o melhor remédio contra o cansaço muscular dos 46 quilômetros que acabávamos de enfrentar! Bela trilha, linda caminhada e uma experiência memorável! Depois do Pico Duarte nossa visão do Caribe nunca mais será a mesma.
Vista do alto do Pico Duarte, na República Dominicana
Tivemos muita dificuldade de encontrar informações na internet de como organizar a excursão ao Pico Duarte. A maioria dos tours são montados por hotéis em Jarabacoa e cobram entre 400 e 500 dólares por pessoa para uma excursão de 3 dias. Para baratear nós decidimos ir direto para Jarabacoa e tentar organizar sozinhos, mas precisávamos de alguns equipamentos de cozinha, saco de dormir e o guia.
Encontro com tropa de mulas na trilha do Pico Duarte, na República Dominicana
A trilha é bem marcada e difícil de errar o caminho, ainda assim é obrigatória a contratação de um guia e de pelo duas mulas, uma para carregar os equipamentos e outra em caso de qualquer acidente.
Descendo a trilha do Pico Duarte, na República Dominicana
Em Jarabacoa ficamos hospedados na Posada Brisas del Yaque e eles nos indicaram um guia local que poderia organizar todo o tour, incluindo o transporte. Monchy foi muito atencioso, soube avaliar bem a nossa experiência e nos ajudou a definir o roteiro em 2 dias, ao invés de três. O valor do transporte para La Cienaga (e retorno a Jarabacoa), compra de comida, aluguel de sacos de dormir e casacos extras, guia e duas mulas nos saiu por 200 dólares por pessoa, ou 8.200 pesos dominicanos*.
Agora, depois de ter passado por lá, conhecido os guias e como tudo funciona, temos uma dica quentíssima para economizar horrores.
Guia e Mulas - O ideal é contratar o guia-muleiro e as mulas direto em La Cienaga. Isso irá custar em torno de 2.800 a 3.000 pesos.
Alimentação - Você terá que providenciar a comida, que pode ser comprada em qualquer supermercado de Jarabacoa, incluindo a alimentação do guia. Eles estão acostumados a preparar carnes (frango e porco), arroz e batatas, alimentos ricos e com bastante sustância para aguentar o tranco da montanha. Além de sanduíches, frutas e barras energéticas para os almoços na trilha. No refúgio o guia irá cozinhar no fogão à lenha e poderá providenciar as panelas e utensílios necessários. É importante levar água para a subida, mas uma vez em Compartición, você terá água pura e deliciosa da montanha para beber e encher os cantis para a volta.
Fonte de água potável na trilha do Pico Duarte, na República Dominicana
Transporte – Esta é uma das partes mais trabalhosas, mas não impossível de resolver. Existem transportes públicos de Jarabacoa à La Ciénaga, porém eles são escassos e você pode ter que dormir em La Ciénaga na noite anterior e na noite posterior da trilha. Se você tiver tempo esta é a forma mais barata de chegar até lá. Lembrando que você irá gastar um pouco com as hospedagens rústicas em La Ciénaga. Outra forma é ir com o seu carro alugado, como fizeram nossos amigos franceses. A estrada é de terra e tem trechos meio complicados, mas devagar um carro comum também chega. A terceira opção é tentar negociar um preço com uma operadora de turismo de Jarabacoa que já esteja indo para lá e cobre apenas transporte.
Placa marca o cume do Pico Duarte, na República Dominicana
No final, somando alimentação, guia, mula e o transporte, além da praticidade e atendendo ao tempo que tínhamos disponível, ficamos contentes com o serviço que tivemos. Mas se tivéssemos mais tempo o passeio poderia ter saído por metade do preço.
*Cambio Atual: 1 dólar = 41 pesos dominicanos.
Estávamos com tudo programado, final de semana em Santos. Sábado mergulho na Laje já com encontro marcado com as raias mantas. Domingo íamos conhecer algumas praias alternativas no Guarujá e subiríamos segunda-feira cedo para São Paulo. Perfeito! Tudo combinado com o Rafa e a Laura que viriam de SP nos encontrar para o mergulho. Previsão do tempo: Sol entre nuvens, 18 a 23°C.
Pit-stop em Praia Grande - SP
Já estávamos ouvindo ali pela Juréia que a previsão do tempo era ruim e que o mar ia virar, mas não era o que estávamos vendo ali na prática. A tarde veio a notícia, todas as operadoras de mergulho de Santos cancelaram as saídas para a Laje devido à confirmação de um ciclone que estava chegando do sul. Vocês já perceberam que estes “garotos do tempo” NUNCA acertam? Eu fico danada da vida quando isso acontece! Acordamos hoje cedo e estava um dia lindo! O mar ainda mais tranqüilo que ontem. Perguntei ao pessoal local se o ciclone poderia estar passando só “lá fora” no oceano, e eles me disseram que certamente não, pois assim o mar estaria virado também aqui na costa. Bem... Indignados já não tínhamos o que fazer a não ser adaptar o roteiro e anteciparmos a ida a São Paulo.
Visão de Praia Grande, no litoral sul de São Paulo
Subimos pelo litoral, passando ao lado de cada balneário e praia do litoral sul. No caminho resolvemos conhecer a Praia Grande, paramos para tomar um refresco sem esperar muito desta praia, mas fomos positivamente surpreendidos! A orla de Praia Grande é uma graça, super organizada, vários quiosques bonitinhos e um calçadão com pista de Cooper e bicicleta digno das praias do Rio de Janeiro. A praia é a cara das praias do Paraná, um areião só. E adivinhem? SOL!
Chegando em SP ficamos hospedados no apartamento da família no Jardim Paulista e podemos até brincar de casinha. Colocamos as roupas para lavar, fomos ao supermercado comprar itens para o café da manhã, nos atualizamos lendo o jornal e as revistas semanais. A noite marcamos uma balada com o Rafa e a Laura, já que o mergulho falhou. Vamos ao Casa 92, bar-balada que acabou de abrir no Largo das Batatas em Pinheiros. A noite promete!
Pontes da rodovia dos Imigrantes, que liga a capital ao litoral
Ah! Aqui em SP 25°C, sol sem nuvens. Previsão para o final de semana ensolarado e temperatura girando entre 19 e 25°C.
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