0 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Ubersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jido)

lugares

tags

arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha

paises

Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: México Há 2 anos: México

Paisagens e Personagens dos Lençóis Maranhenses

Brasil, Maranhão, Atins

Lagoas começam a aparecer entre as dunas nos Lençóis Maranhenses - MA

Lagoas começam a aparecer entre as dunas nos Lençóis Maranhenses - MA


Vocês têm que comer o camarão da Luzia! Esta foi uma das frases mais ouvidas quando falamos que iríamos ficar em Atins, nos Lençóis Maranhenses. Este restaurante fica no Canto de Atins, há uns 8 km da vila onde estávamos hospedados.

Bela paisagem vista do alto da duna em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Bela paisagem vista do alto da duna em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Ontem mesmo conhecemos um casal que havia acabado de chegar direto de São Paulo, Eduardo e Mel, além de super parceiros, uma ótima para tentarmos barganhar os preços dos passeios, que chegam a ser proibitivos. 50 reais por pessoa em uma Toyota para andar 25km é demais! Por isso decidimos sair andando para a Luzia e depois tentar encontrar alguma alternativa mais barata para conhecer a outra grande atração da região, a Lagoa Verde.

Com o Edu e a Mel, em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Com o Edu e a Mel, em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Eduardo e Mel se conheceram há 3 anos na Praia do Espelho, ela morou sozinha desde os 11 anos quando trabalhava como modelo. Depois passou por uma fase hippie, morando em comunidades alternativas e hoje estuda design em São Paulo. Uma experiência de vida e tanto para uma garota de apenas 23 anos! Eduardo é um empresário paulista super empreendedor na área de turismo. Tudo o que você perguntar ele já teve ou fez! É daqueles idealistas corajosos e apaixonados pelo seu trabalho. Eles tiraram alguns dias para conhecer os Lençóis, vindos da loucura de São Paulo e aterrissando aqui nesta calmaria de Atins, loucos para fazer um intensivão de natureza aqui nesse lugar maravilhoso.

Cruzando a Ponta do Mangue em direção ao Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Cruzando a Ponta do Mangue em direção ao Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Intensivão é com a gente mesmo! Logo toparam se unir à nossa caminhada e se entregar aos quilômetros de praias, lagoas, pântanos e dunas. Foi uma sintonia muito bacana! Exploramos, conhecemos e viramos aquele Atins do avesso até avistar ao longe a cabana da Luzia, nosso objetivo do dia. Falamos de tudo, mercado, negócios, turismo, roteiros, viagens, espiritualidade e tudo mais o que possam imaginar.

Caminhando sobre as dunas em direção ao Restaurante da Luzia, no Canto do Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Caminhando sobre as dunas em direção ao Restaurante da Luzia, no Canto do Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Depois dos 8km de caminhada, chegar ao restaurante da Luzia é quase como chegar a um oásis. Água de coco tirada do pé, redes à disposição e o principal, a Luzia, querida e atenciosa nos recebendo de braços abertos. Enquanto Luzia preparava os nossos pratos, sugeriu que fôssemos conhecer o Poço das Pedras, a 50 minutos de caminhada dali. Estávamos muito curiosos, pois todos nos avisaram, “vocês vão comer o melhor camarão de suas vidas!” Mesmo não sendo dos nossos pratos preferidos, não tivemos dúvida e já pedimos um tira-gosto para agüentar a caminhada. Camarão grelhado, também conhecido como churrasco de camarão. CARACA, o prato é SENSACIONAL! A casca do camarão descola da carne com muita facilidade, o ponto da grelha é o segredo, deixando o camarão defumado, com aquele gostinho de churrasco. O tempero é divino, mas a Luzia não revela para ninguém nem sob tortura.

Lagoas começam a aparecer entre as dunas nos Lençóis Maranhenses - MA

Lagoas começam a aparecer entre as dunas nos Lençóis Maranhenses - MA


Caminhamos com o Cláudio, nosso guia local que nos levou ao Poço das Pedras. Uma caminhada tranquila pelas dunas e atravessando uma área verde e a comunidade de Ponta do Mangue, às margens de um pequeno rio perene. Aos poucos vamos chegando a um lugar de areias brancas e bem fininhas, onde a água da chuva forma lagoas de águas cristalinas e um pequeno poço azul. O Poço das Pedras deve ter uns 6 m de diâmetro e 1,5m de profundidade, não mais que isso, mas é totalmente convidativo depois do calor da caminhada. A lagoa ao lado está com uns 30 cm de água, mas ficará ainda mais cheia depois do período chuvoso.

Refrescando-se no delicioso Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Refrescando-se no delicioso Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Voltamos à Luzia, já cheios de más intenções. O Zé nos recebeu um a cerveja geladinha e Luzia com os pratos escolhidos: Peixe ao Molho de Camarão, Camarão ao Molho e Strogonoff de Camarão, além dos acompanhamentos e o fabuloso pirão! Pense em um pirão gostoso. É este! Eu não gosto de pirão Luzia! Mas o seu eu comi de me lambuzar! É simplesmente sensacional!

O famoso Restaurante da Luzia, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

O famoso Restaurante da Luzia, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Eu tinha uma missão além de comer este camarão, era a de ter a cara de pau de perguntar à Luzia sobre “os homens da sua vida”, tópico indicado pelo Haroldo que garantiu diversão na certa! Nem precisei chegar às vias de fato, Luzia, além de ótima cozinheira, é uma mulher de personalidade forte e uma história de vida que daria um filme de Walter Sales para competir com Central do Brasil. Hoje, com 41 anos, trabalho é a prioridade número um da sua vida, depois vêm as suas filhas, mãe, marido e lá por último o sexo. Totalmente compreensível, tendo em vista sua história. Ela fala o que pensa, está a frente do seu negócio em cada detalhe. As conchinhas da parede foram colocadas uma a uma por ela, além dos artesanatos de palha, conchas e búzios maravilhosos que produz.

Refrescando-se no delicioso Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Refrescando-se no delicioso Poço das Pedras, região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Há 11 anos atrás estava andando pelo Canto do Atins quando viu um casal de franceses perdido, sem uma base para atendê-los, e foi aí que teve a brilhante ideia de criar um posto de passagem para os aventureiros dos Lençóis. Restaurante, bar e até pouso oferece a todos os viajantes que passam por ali. Já conheceu diversos artistas, “a Fernandinha (a Torres), é uma querida!” A que ela se identifica mesmo é a Maitê Proença, pois sabe o que ela sofreu. O sonho de sua vida? Fazer faculdade de direito. Ela acha que não conseguiria mais. Eu? Tenho certeza que sim.

Com a Luzia em seu restaurante, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Com a Luzia em seu restaurante, no Canto de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Depois desta aula perseverança acompanhada com os melhores camarões que já comi na minha vida, tínhamos que voltar. Já estava escurecendo e ainda tínhamos 8km para chegar à nossa pousada. Caminhamos pelas dunas apontando as várias chuvas que nos rodeavam e uma delas estava na nossa direção. Não demorou muito para tomarmos uma chuva daquelas, de canivete! Sem ter para onde correr ou aonde se esconder, a opção é abrir os braços e gritar, soltar os bichos, sentir intensamente e fechar com chave de ouro o intensivão da natureza. Fechar? Que nada, mal sabíamos o que nos aguardava!

Cerveja merecida com a Mel e o Edu,, depois da longa caminhada na região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

Cerveja merecida com a Mel e o Edu,, depois da longa caminhada na região de Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Chegamos à vila e fizemos nosso primeiro pit stop no Del Mar, para uma cervejinha. Andamos até a Pousada dos Irmãos, para procurar algum guia que nos levasse à Lagoa Verde por um preço razoável. Eu, Eduardo e Mel paramos no Bar do Seu Chico, enquanto o Rodrigo seguiu na missão. Enquanto esperávamos o Ro, por que não provar a cachacinha e a Tiquira? Cachaça de uva, abacaxi e outros ingredientes secretos do Seu Chico, deliciosa, parece o suco dos ursinhos gummie! Já a Tiquira, whisky maranhense produzido da mandioca, é desgraçado de forte! Cerveja vai, cachaça vem, o Ro chegou e já entrou no embalo. Logo Mariana e Luca, nossos amigos “italianos” do barco de ontem chegaram também. Logo o povo local se empolgou com os turistas doidos e nos levaram para o bar do Vovô do Violão. O vovô de velho não tem nada, mas assim se auto-intitula o compositor do Atins. As músicas são sensacionais, falam das coisas que se passam ao seu redor e canta a vida tranquila de Atins. Ainda finaliza com “telegrama”, música do mais conhecido compositor maranhense, Zeca Baleiro, levando a galera ao delírio! Dá-lhe vovô! Parada obrigatória na “agitada” night de Atins.

O Vovô do Violão mostra sua arte em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA

O Vovô do Violão mostra sua arte em Atins, nos Lençóis Maranhenses - MA


Como sempre tem alguém mais responsável na turma, Rodrigo e Mel tiveram que arrastar eu e o Edu (respectivamente, rsrsrs) para a nossa pousada. Fechamos o loooongo dia com um banho de piscina e muita risada no Rancho do Buna. Esse dia não acabava nunca, do jeitinho que eu gosto!

Brasil, Maranhão, Atins, Camarão da Luzia, lagoas, Lençóis Maranhenses, parque nacional, Poço das Pedras

Veja mais posts sobre Camarão da Luzia

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

On the move...

Brasil, Minas Gerais, São João Batista (P.N. Serra da Canastra), Araxá, Goiás, Rio Quente

Parafraseando o maridão, hoje foi um dia “on the move”. Acordamos cedo e para ficarmos bem espertos e sacudirmos a poeira antes de pegarmos estrada, fomos até a Cachoeira da Gurita. Fica a apenas 1km de caminhada do arraial de São João. A cachoeira é uma belezinha, formada próxima à nascente do Rio Araguari.

Cachoeira da Gurita, nascente do Rio Araguari, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG

Cachoeira da Gurita, nascente do Rio Araguari, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG


Estrada em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG

Estrada em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG


Nos despedimos do Ricardo, torcendo para nos encontrarmos brevemente!

Pousada da Serra, do Ricardo, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG

Pousada da Serra, do Ricardo, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG


Na saída ainda paramos para dar um abraço no Seu Vicente, além de umas boas risadas com suas histórias.

O simpático Bar do Vicente, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG

O simpático Bar do Vicente, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG


O destino hoje era Rio Quente, Goiás. Passamos por Araxá, onde o Ro fez questão de me apresentar o Grande Hotel, empreendimento monumental de 1942, com colunas de mármore e banheiras da época, possui uma fonte de águas termais que brotam a 37°C.

O Grande Hotel em Araxá - MG

O Grande Hotel em Araxá - MG


As flores do Grande Hotel em Araxá - MG

As flores do Grande Hotel em Araxá - MG


Continuando o caminho passamos pelo famoso triângulo mineiro, em Uberlândia e depois Araguari, com um belo pôr-do-sol. Atravessamos a fronteira sobre o Rio Paranaíba e já estava escuro, uma pena, pois o rio neste ponto tem mais de 1km de largura! Deve ser a coisa mais linda de dia. Chegamos a Rio Quente já eram 21h30, cansados e sedentos por um bom banho e uma bela cama, certos de que conseguiríamos um quarto ou chalé na Pousada do Rio Quente. Bobinhos... Todo o complexo estava lotado! Complexo este que mais recebe turistas em números absolutos no Brasil! Também, muita inocência a nossa, achar que em plena quinta-feira, em alta temporada, acharíamos alguma disponibilidade. Fiquei passada... Estava torcendo por um banho nas águas quentes da nascente hoje a noite. É, esta vai ficar para uma próxima vez, já que só liberam o Parque das Fontes para os hóspedes do Resort. Com muita sorte encontramos vaga no Hotel Di Roma, muito confortável e já inclui o ingresso para o Hot Park, dentro do Resort, será o programa de amanhã. Não sei por que, estou com um pressentimento que será bem diferente da tranqüilidade de São João e do boteco do Seu Vicente.

O simpático Bar do Vicente, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG

O simpático Bar do Vicente, em São João Batista, na região da Serra da Canastra - MG

Brasil, Minas Gerais, São João Batista (P.N. Serra da Canastra), Araxá, Goiás, Rio Quente, cachoeira

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

Niede e a Serra da Capivara

Brasil, Piauí, São Raimundo Nonato (P.N. Serra da Capivara)

A famosa Pedra Furada, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

A famosa Pedra Furada, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Há apenas 100 km, próximo à cidade de São Raimundo Nonato, encontramos um cenário tão bonito quanto o da Serra das Confusões e já mais estruturado para o turismo, a famosa Serra da Capivara. Em 1979 foi criado o Parque Nacional da Serra da Capivara, visando a preservação do patrimônio natural, histórico e cultural da região. Hoje o parque é gerido pelo ICM Bio em parceria com a FUMDHAM - Fundação Museu do Homem Americano, OSCIP em que Niède Guidon é presidente.

Placa indicativa na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Placa indicativa na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Onde surgiu o nome Serra da Capivara? A serra não possui nenhum rio perene e por isso não há registros da existência desta espécie na região. Ela foi assim batizada por seus antigos moradores, que mesmo sem nunca ter visto uma capivara por ali, pensavam que os desenhos que viam nos paredões rochosos eram capivaras. As pinturas rupestres fazem parte da vida destes piauienses antes mesmo de imaginarem o valor histórico e cultural que elas possuem. No final da década de 60 a arqueóloga brasileira Niède Guidon chegou ao parque e encontrou as centenas de pinturas rupestres indicando a existência anterior de homens pré-históricos na região. A partir de 1970 começou a pesquisar e catalogar todos os sítios arqueológicos, dando início à luta para a preservação do patrimônio cultural pré-histórico existente no interior do Piauí.

Passarela para observação de pinturas na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Passarela para observação de pinturas na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Os latifundiários e proprietários de terra não compreendiam o valor destas informações que resistiram ali 5, 8, até 10 mil anos nas rochas. O gado criado nestas terras, próximos aos paredões rochosos lambiam as paredes em busca do sal, apagando muitas das pinturas. Os maniçobeiros, homens que vivem da extração da maniçoba, planta da família da seringueira, moravam nas tocas e espalhavam fuligem sobre as pinturas quando acendiam seus fornos a lenha, sem nem perceber que estavam as escondendo.

Antiga casa de maniçobeiro na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Antiga casa de maniçobeiro na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Quando Niède chegou à região já sabia da existência das pinturas, através do prefeito de São Raimundo Nonato que conheceu no Museu que dirigia em São Paulo. Depois de uma expedição franco-brasileira para pesquisa de tribos amazônicas, Niède fez sua primeira visita a Serra da Capivara. Cheia de boas intenções, sem querer ela cometeu um erro, pagando aos moradores para que a levassem para conhecer os locais onde se encontravam as pinturas. Esta tática logo se provou equivocada, uma vez que os moradores começaram a retirar as placas de pedra pintadas para vendê-las. Os fazendeiros dinamitaram diversos paredões com pinturas que ficavam em suas propriedades, para evitar perderem as terras para o Parque Nacional.

Painel com muitas pinturas, com vários temas e cores, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Painel com muitas pinturas, com vários temas e cores, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Hoje, 40 anos depois, o trabalho desenvolvido pela FUMDHAM abrange desde a pesquisa técnica-científica arqueológica dos sítios da Serra da Capivara e arredores, até a administração do parque com manutenção das trilhas e informações turísticas atualizadas. A gestão atual do parque emprega a comunidade local em todos os setores, se preocupando em manter toda a população participativa neste processo de preservação. São diversos projetos como o da fábrica de cerâmica artesanal com motivos rupestres, fazendas de palmas para alimentação dos animais da fauna silvestre no período da seca, para que não precisem sair da área do parque. Já formou 60 jovens técnicos em manutenção de sítios arqueológicos, 30 deles empregados no parque e 30 empregados nos diversos sítios espalhados pelo Brasil.

Forno cheio da fábrica de cerâmicas na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Forno cheio da fábrica de cerâmicas na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Existe também um programa que emprega exclusivamente mulheres que sofrem violência doméstica, despertando na sua família e principalmente no companheiro o respeito por esta mulher, que agora ajuda a complementar a renda familiar e não depende exclusivamente do seu agressor. Fato curioso que escutamos nas nossas andanças foi que durante as eleições 2010, alguns destes maridos comentavam “Eu não vou votar em Dilma, Lula que me desculpe, mas essa mulher vai fazer valer a Lei Maria da Penha”, acreditem se quiser!

Cartazes no Museu do Homem Americano em São Raimundo Nonato - PI

Cartazes no Museu do Homem Americano em São Raimundo Nonato - PI


Niède enfrentou e enfrenta até hoje muita resistência de parte da população, principalmente dos antigos proprietários destas terras. Contudo são inegáveis todos os benefícios culturais e sociais que seu o trabalho vem resultando. Além da atuação social nas comunidades locais, suas pesquisas trouxeram grandes avanços para a compreensão da origem de nossa cultura e do ser humano no nosso continente.

Admirando paisagem da Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Admirando paisagem da Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Brasil, Piauí, São Raimundo Nonato (P.N. Serra da Capivara), arqueologia, FUNDHAM, Niede Guidon, parque nacional, Parque Nacional da Serra da Capivara, pinturas rupestres, sertão

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Praia do Leão

Brasil, Pernambuco, Fernando de Noronha

Fim de tarde na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE

Fim de tarde na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE


Corveta pela manhã e uma tarde na Praia do Leão para relaxar. Depois de um pit stop na pousada e um açaí delicioso pegamos um táxi direto para lá. O mirante da Praia do Leão é maravilhoso, podemos avistar do alto toda a praia e as Ilhas da Viuva e a ilha que nomeia a praia. Alguns dizem que Ilha do Morro da Leão tem o formato de um leão marinho e seria este o motivo da praia ter este nome. Tenho minhas dúvidas, pois senão poderia ser Praia da Foca, já que esses bichos deitados são todos meio parecidos.

Admirando a paisagem da Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE

Admirando a paisagem da Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE


A maré estava baixa e pude conhecer desta vez os travertinos formados pelos corais à beira mar. Depois da caminhada ladeira abaixo, fizemos um snorkell delicioso na Ilha da Viúva, treinando as técnicas de apnéia para ver as lagostonas há 10m de profundidade. Foram umas boas braçadas. A luz de fim de tarde no Leão é uma das mais bonitas de Noronha.

Fim de tarde na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE

Fim de tarde na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE


Aproveitamos o pôr-do-sol para voltar caminhando até a BR, ao lado da Pousada Maravilha, onde pegamos um busão para a Floresta Velha.

Últimas luzes na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE

Últimas luzes na Praia do Leão em Fernando de Noronha - PE


Mais tarde comemos uma pizza maravilhosa, sequinha e fininha no bar do reggae e fomos atraídos direto para a apresentação de Maracatu no Bar do Cachorro. Eu não sabia, mas o Maracatu tem ligação com os ritualismos do Candomblé, fiquei super curiosa, vou pesquisar mais. A apresentação foi linda, um show de percussão, dança e simbolismos. Chegamos no final, mas ainda deu tempo de entrar na roda e cirandar!

Apresentação de Maracatu no Bar do Cachorro, em Fernando de Noronha - PE

Apresentação de Maracatu no Bar do Cachorro, em Fernando de Noronha - PE

Brasil, Pernambuco, Fernando de Noronha, Praia, Praia do Leão

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Cachoeiras Amazônicas

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo, Balbina

Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


No destino de todos os aventureiros e viajantes que passam pela região amazônica, Presidente Figueiredo oferece diversas opções de trilhas e cachoeiras em meio à famosa Floresta Amazônica. As cachoeiras ficam todas espalhadas ao longo da BR-174 e da estrada que sai em direção à Balbina, todas sinalizadas pela quilometragem onde se encontram.

A floresta ao redor da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

A floresta ao redor da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM


No km 51 encontramos a Cachoeira da Neblina, nossa primeira vítima do dia. Trilha de 12km, caminhada de 1h30 em passos rápidos e trilha sem manutenção. Não sei por que cargas d´água o Rodrigo encasquetou de conhecer esta cachoeira, mas me pareceu uma boa ideia e lá fomos nós.

Longa caminhada na floresta para se chegar à Cachoeira da Neblina, em Presidente Figueiredo - AM

Longa caminhada na floresta para se chegar à Cachoeira da Neblina, em Presidente Figueiredo - AM


É uma das mais distantes e menos exploradas (pensando bem, acho que foi por isso! rsrs), já que o próprio proprietário não tem interesse em divulgar a cachoeira, pois usa esta área para fins de pesquisa.

Caminhando na floresta amazônica, próximo à Presidente Figueiredo - AM

Caminhando na floresta amazônica, próximo à Presidente Figueiredo - AM


Mesmo sem manutenção a trilha não precisa de guia, embora longa, é praticamente plana o tempo todo. Nesta época de chuvas as cachoeiras da região estão todas lotadas de água, são cachoeiras em proporções amazônicas! Segundo o responsável pelo sítio, na época seca é possível nadar neste lago e passar por detrás da cortina d´água. Impossível imaginarmos uma cena dessa tamanha a quantidade de água!

Cachoeira da Neblina com muita água, na estação de chuvas. (em Presidente Figueiredo - AM)

Cachoeira da Neblina com muita água, na estação de chuvas. (em Presidente Figueiredo - AM)


Seguimos com as nossas explorações, agora em direção à Represa de Balbina. Mais um daqueles lugares que não sabemos se ficamos com raiva ou felizes. Uma imensa área de floresta foi alagada para a construção da Hidrelétrica de Balbina, sabe Deus quantas espécies podem ter se perdido e quantos animais se afogaram.

Arara no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Arara no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Por outro lado esta hidrelétrica trouxe o desenvolvimento para esta região, suprindo energeticamente as cidades de Manaus, Presidente Figueiredo e redondezas. Ainda que alterada, não podemos reclamar em nada da nova paisagem formada. O lago é lindo e é casa para botos e diversas outras espécies de peixes amazônicos.

A represa de Balbina - AM

A represa de Balbina - AM


O Tarzan, pescador vindo do Acre, me ensinou como chamar os botos, que demoravam a aparecer. Bati duas pedras, fazendo um som embaixo d´água que atrai os botos. Alguns minutos depois eles estavam ali, um casal lindo nadando há apenas 15m do Rodrigo. Fantástico!

Nadando na represa de Balbina - AM

Nadando na represa de Balbina - AM


Tínhamos a esperança de almoçar aqui no restaurante do Miranda, mas infelizmente chegamos atrasados. Ficamos empolgados com a visita no centro de pesquisas que é mantido pela hidrelétrica. Lá pudemos ver uma anta com seu filhote, peixes-bois de todos os tamanhos e idades, tartarugas de água doce e inclusive uma albina!

Tartaruga albina no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Tartaruga albina no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Em grandes viveiros eles mantém araras de todas as cores, papagaios, mergulhões e tucanos belíssimos. Todos estes animais foram resgatados e/ou apreendidos pelo Ibama e estão em processo de reabilitação.

Vistoso Tucano no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Vistoso Tucano no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Terminamos o nosso tour de hoje no km 58, na Cachoeira da Pedra Furada. Uma das únicas quedas d´água em que é possível se banhar na região. Outras corredeiras ou remansos até possuem área de banho, mas cachoeira mesmo, de entrar em baixo e massagear as costas, nesta época a Pedra Furada é uma das únicas. A formação é super curiosa, o rio escorre pela pedra que é literalmente furada, deixando a queda com uma forma diferente e muito bonita!

Os furos na pedra da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

Os furos na pedra da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM


Mesmo depois de um dia corrido e cheio como este, retornamos à cidade, olhamos o mapa e constatamos que não vimos 10% de tudo o que a região oferece. Mas tudo bem, amanhã tem mais!

A cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

A cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo, Balbina, Cachoeiras, hidrelétrica, represa

Veja todas as fotos do dia!

Não nos deixe falando sozinhos, comente!

A costa das tartarugas

Brasil, Bahia, Praia do Forte, Mangue Seco, Sergipe, Pontal

Bebê tartaruga no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Bebê tartaruga no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


O longo litoral baiano tem trechos batizados de diferentes nomes, como forma de organizar e facilitar a divulgação turística. A Costa do Descobrimento, a Costa do Dendê, a Costa do Cacau e agora eu resolvi apelidar o litoral norte utilizando uma de suas maiores belezas naturais, a Costa das Tartarugas.

Vista do Bar do Souza, na Praia do Forte - BA

Vista do Bar do Souza, na Praia do Forte - BA


Não foi a toa que o litoral norte é o local onde se instalou a primeira base do Projeto TAMAR – Projeto TArtarugas MARinhas - na Praia do Forte. De Arembepe até Mangue Seco, nos meses de setembro à março 5 espécies de tartarugas marinhas desovam nas praias deste litoral.

Chegamos na divisa Bahia-Sergipe!

Chegamos na divisa Bahia-Sergipe!


As tartarugas sempre fizeram parte do cardápio dos índios brasileiros, porém com o aumento da população a extinção se tornou um fato. No século XVIII a carne da tartaruga foi muito utilizada pelos portugueses para salvá-los do escorbuto, uma vez que as levavam vivas nos navios para o velho mundo. Pratos requintados foram criados com a sua carne, jóias e adereços refinados se tornaram moda. O trabalho de educação ambiental continua até hoje com as populações caiçaras e indígenas que já tinham a tartaruga no seu hábito de consumo, utilizando inclusive sua carapaça como berço para os seus bebês.

Tubarões Lixa interagindo no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Tubarões Lixa interagindo no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


As tartarugas cabeçuda, oliva, verde, pente e couro são as espécies encontradas no litoral brasileiro. Estas espécies ainda se encontram em extinção, porém o trabalho realizado pelo TAMAR já avançou muito no conhecimento sobre os hábitos destas espécies e o esforço para a mudança cultural dos pescadores e caiçaras estão ajudando a mudar este cenário.

Representação de tartarugas em tamanho natural, no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Representação de tartarugas em tamanho natural, no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


Nesta época as tartarugas buscam sempre as praias mais largas e cavam de 30 a 60cm de profundidade na areia mais distante da água para deixar seus ninhos bem protegidos. Assim que a tartaruga coloca seus ovos, o ninho é encontrado pela comunidade local, ou mesmo por um dos Tartarugueiros do TAMAR, os ninhos são identificados pela equipe do projeto ganhando uma marcação especial e é feita toda a coleta de dados para pesquisa e acompanhamento até a eclosão dos ovos. O período de encubação dos ovos é de 50 a 55 dias para os ovos eclodirem e durante este período é a temperatura pivotal que irá determinar o sexo das tartaruguinhas. Quanto mais quente, mais fêmeas nascerão, quanto mais frio, mais machos. O TAMAR desenvolveu uma pesquisa junto com uma universidade do Canadá para determinar a equação que determinaria a temperatura média para se ter 50% da ninhada fêmea e 50% da ninhada macho.

Tocando uma arraia, no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Tocando uma arraia, no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


Quando as tartaruguinhas nascem demoram em torno de 2 dias para conseguir sair do ninho e aí começa a jornada pela sobrevivência, a corrida para o mar. Elas buscam sempre o ponto mais iluminado, que normalmente seria o horizonte oceânico, porém as praias iluminadas artificialmente ou até mesmo as luzes de casas próximas podem alterar a direção de um filhote, que ao não chegar ao mar tem suas chances de sobrevivência próximas de zero.

Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA

Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA


Nestes 30 anos de Projeto TAMAR a população de tartarugas marinhas está em franca recuperação e as comunidades do seu entorno tiveram suas vidas alteradas. Hoje muitos pescadores e suas famílias trabalham nas bases do TAMAR como tartarugueiros, costureiras, educadores ambientais e até as crianças como guias-mirins. O trabalho desenvolvido é maravilhoso e se tornou uma potência.

Rua na Praia do Forte - BA

Rua na Praia do Forte - BA


Mesmo eu que não sou das mais consumistas, quando cheguei à loja do projeto não aguentei. São produtos lindos produzidos pela comunidade local e que ajudam a manter este belíssimo trabalho, é claro que compro e seu culpa nenhuma! Ainda aproveitamos para parar um minutinho no Bar do Souza e provamos seu famoso bolinho de peixe e uma caipiroska de umbu deliciosa!

Vista do Bar do Souza, na Praia do Forte - BA

Vista do Bar do Souza, na Praia do Forte - BA


Continuando pela Costa das Tartarugas, seguimos viagem para Mangue Seco, atravessamos fronteira com Sergipe e chegamos a Pontal. Mangue Seco fica na Bahia, porém o acesso mais fácil é pelo vizinho, atravessando de barco o Rio Real até a vila.

A única passageira da travessia Pontal (SE) - Mangue Seco (BA)

A única passageira da travessia Pontal (SE) - Mangue Seco (BA)


Nos instalamos na pousada e caminhamos até a praia no final da tarde, com a esperança de vivenciar mais uma vez uma das melhores lembranças que o Rodrigo tem da vez que esteve aqui, a corrida das tartaruguinhas para o mar. Encontramos os ninhos e sabemos que eles estão prestes a eclodir, mas ainda não foi hoje. Quem sabe amanhã teremos mais sorte de vivenciar o mais belo espetáculo da natureza nesta Costa das Tartarugas.

Marcação de ninho de tartaruga em Mangue Seco (BA)

Marcação de ninho de tartaruga em Mangue Seco (BA)

Brasil, Bahia, Praia do Forte, Mangue Seco, Sergipe, Pontal, Praia, Rio Real, Tamar, tartarugas marinhas

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Hanalei Bay

Hawaii, Kauai-Hanalei Bay

Secret Beach, perto de um dos muitos faróis na costa norte de Kauai, no Havaí

Secret Beach, perto de um dos muitos faróis na costa norte de Kauai, no Havaí


O Kauai é o pedaço mais alternex do Hawaii, longe dos grandes resorts e hordas de turistas, das ilhas é onde mais encontramos o passo tranquilo e o estilo aloha de viver sem precisar ir muito longe.

Várias praias na região de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Várias praias na região de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


Sua capital, Lihue é um grande centro e tem toda a infraestrutura de uma grande cidade. A população da ilha já ultrapassou os 62 mil habitantes, mas apesar do transito e do tamanho, ela ainda consegue manter aquele ar interiorano. Ao sul da ilha uma das principais atrações é Poipu Beach, onde estão as praias de areias brancas e alguns dos poucos resorts da ilha, boa área para snorkel. Seguindo a sudoeste está o Waimea Canyon, conhecido como o Grand Canyon do Pacífico.

Chegando ao mirante do canyon de Waimea, em Kauai, no Havaí

Chegando ao mirante do canyon de Waimea, em Kauai, no Havaí


A ilha mais ao norte do arquipélago é também a mais antiga geologicamente, aqui ao invés das paisagens vulcânicas expostas, encontramos um solo fértil, um terreno verdejante e plantações de taro (inhame), raiz típica da culinária polinésia e outras variedades. Aqui no Kauai também está um dos únicos rios navegáveis de todo o Hawaii, o rio Wailua. Nós o vimos do alto, no sobrevoo que fizemos pela ilha, mas infelizmente não conseguimos ir até a Wailua Falls para conferi-lo mais de perto.

Plantações de taro (nhame), perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Plantações de taro (nhame), perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


Plantações de taro (nhame), perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Plantações de taro (nhame), perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


No norte da ilha está a tranquila e alternativa Hanalei Bay. A costa norte recebe as melhores ondas, então aqui encontramos os surfirstas e toda aquela boa energia que eles trazem com eles. Restaurantes naturais, casas de sucos e açaí, turmas de ioga e um ritmo tranquilo e bem conectado com a natureza. Não foi por acaso que os nossos amigos, já bem viajados pelo Hawaii, decidiram passar as suas férias por aqui e adivinhem, justamente na mesma semana que nós chegamos! A melhor convergência de energias que poderia ter acontecido! Sim, neste caso não acredito em coincidências... É bom demais para ser verdade! Rs! Sidney, Ane, Jack Rafael, Marcos e mais 3 amigos americanos alugaram uma casa deliciosa aqui em Hanalei e nos ajudaram a encontrar um lugar ótimo na cidade vizinha, Princeville, já que Hanalei a esta altura dos acontecimentos já estava lotada.

Galos e galinhas, aos milhares, vivem soltos na ilha de Kauai, no Havaí

Galos e galinhas, aos milhares, vivem soltos na ilha de Kauai, no Havaí


Princeville é uma cidade planejada, um grande empreendimento turístico-imobiliário bem american, prático e objetivo. Dentro dele encontram-se condomínios de apartamentos time-share, lojas, campos de golfe, piscina e toda a infra que vocês podem imaginar. Perde um pouco o clima de Hanalei, mas está a apenas 10 minutos de carro e é super na mão.

Companhia de passarinhos no nosso café da manhã, no apartamento em Princeville, ao lado de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Companhia de passarinhos no nosso café da manhã, no apartamento em Princeville, ao lado de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


Depois de um dia intenso sobrevoando a Napali Coast e explorando os caminhos do Waimea Canyon e de 3 dias de trekking na Kalalau Trail, decidimos tirar um dia para descansar. Depois de uma longa noite de sono em um delicioso colchão, banho quente e um café da manhã revitalizador, fomos encontrar a turma toda na praia de Hanalei.

Tranquilidade total em Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Tranquilidade total em Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


Dia de estender a canga na areia, tomar um sol, banho de mar e colocar o papo em dia com os amigos. Assunto não faltava, mas o principal deles era: como fazemos para nos mudar para o Kauai? Hahaha! Esse lugar é um paraíso, já imaginaram? Seria um sonho ter um negócio e poder morar por aqui, não é mesmo? Sonhar não custa nada!

Reencontro com o Sidney, em Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Reencontro com o Sidney, em Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


No final do dia fomos conhecer a Akiki Beach, uma praia protegida por arrecifes de corais. Foi um lindo fim de tarde, mas despedir desses amigos estava bem difícil... eles ainda ficarão por aqui por mais 10 dias, mas nós nos vamos para Oahu amanhã. Então estendemos o papo noite adentro na casa deles, pedimos uma pizza, tomamos umas cervejinhas e aproveitamos ao máximo esse encontro tão especial em terras havaianas.

Anini Beach, perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Anini Beach, perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


O Sidney feliz, depois de fazer snorkel em Anini Beach, perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

O Sidney feliz, depois de fazer snorkel em Anini Beach, perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


Na manhã seguinte já no caminho para o aeroporto, ainda aproveitamos para conhecer uma praia que os malucos da Little Beach tinham nos indicado, a Secret Beach. Ela é quase secreta mesmo, sem sinalização alguma, está um pouco antes da entrada para o Kilauea Lighthouse, ponto mais ao norte do arquipélago. Descemos 15 minutos em uma trilha de terra e chegamos à praia vazia, com vista para os costões e o farol, areias douradas e o Oceano Pacífico. Uma linda despedida do Kauai, que ao lado da Big Island já é a nossa ilha havaiana preferida.

A deliciosa e tranquila Secret Beach, perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

A deliciosa e tranquila Secret Beach, perto de Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí


Seguimos então rumo à última ilha no nosso tour havaiano, Oahu. Cruzem os dedos para as ondas entrarem, pois o campeonato de surf em Pipeline está só esperando.

Vida dura na Secret Beach, praia próxima à Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Vida dura na Secret Beach, praia próxima à Hanaley Bay, na costa norte de Kauai, no Havaí

Hawaii, Kauai-Hanalei Bay, Havaí, Kauai, Praia, Princeville

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

De Feira de Santana à Petrolina!

Brasil, Bahia, Feira de Santana, Pernambuco, Petrolina

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA


Depois de uma viagem mega estressante ontem a noite chegamos em Feira de Santana. Estressante porque saímos um pouco atrasados do Poço Azul e acabamos pegando parte da estrada no escuro. Os últimos 80km (aprox.), sendo que seriam os mais perigosos, já que recebemos avisos e ouvimos histórias de assaltos constantes nas estradas próximas de Feira. Fomos pela BR 116, com um grande fluxo de caminhões o que é ruim, mas é bom, pois pelo menos dificulta a ação de qualquer bandido desalmado.

O escritório que muitos gostariam de trabalhar! (em Feira de Santana - BA)

O escritório que muitos gostariam de trabalhar! (em Feira de Santana - BA)


Graças aos 100 Pai Nossos que eu rezei nós chegamos bem! Rsrsrs! Bem tensa, mas bem. Fomos direto para a Pousada Kalilândia na principal praça do bairro de mesmo nome, um dos mais bacanas da cidade. Por que viemos parar em Feira de Santana? Pois é, ossos do ofício, a Fiona está prestes a completar seus 20mil km rodados e precisava cumprir a revisão na concessionária. Enquanto ela estava lá, no seu médico e salão de beleza, nós aproveitamos para nos cuidar também!

Praça em Feira de Santana - BA

Praça em Feira de Santana - BA


O Rodrigo foi ao barbeiro dar um trato completo: barba, cabelo e bigode! Tão bunitinho! Eu fui ao correio postar nossas justificativas de voto do segundo turno e encontrei no caminho uma Clínica de Terapias Corporais e Estéticas. O massagista é filho de um quiroprata e massoterapeuta com uma esteticista, especializada em drenagem linfática, massagem relaxante, entre outras. Leonardo tem o dom e depois de uma hora de massoterapia, mesclada com aromaterapia e técnicas de drenagem e acumpuntura eu saí novinha em folha! Também, depois de andar mais de 100km na Chapada, eu estava precisada!

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA

Com o James, do hotel Kalilandia, em Feira de Santana - BA


Feira não estava nos planos, mas foi necessário, portanto acabamos adaptando o roteiro e decidimos seguir viagem para Petrolina! Não antes sem falar com o nosso amigo mega empresário das uvas na região. Infelizmente a safra já acabou e Enio já voltou para Curitiba, mas gentil como sempre, fez questão de nos receber através de sua mãe, Iolanda. Seguimos viagem para Petrolina!

Chegamos a Juazeiro em torno das 19h, mas para atravessar a ponte par Petrolina foi um parto, o trânsito nos deixou empatados por quase uma hora.
Agora, é outra coisa chegar e sermos recepcionados por alguém da cidade. Iolanda é de Curitiba, mas mora lá há 7 anos, desde que iniciaram a produção de uvas na região. Fomos super bem recebidos e ela logo nos convidou para conhecer uma das atrações da cidade, o Bodódromo!

Como Iolanda mesmo o descreveu, é a Santa Felicidade do bode, sendo que quando você escuta bode, é na realidade de carneiro que estão falando. A carne de bode é rara, porém ainda é consumida em algumas casas. No bodódromo a única iguaria de bode que se pode degustar é a lingüiça. Nós não estávamos muito dispostos depois de um dia inteiro de estrada, dizem que é muito forte, então não arriscamos. Fomos logo na especialidade da casa, mignon e picanha de carneiro! Deliciosa! Enquanto isso, conhecemos alguns amigos de Iolanda, ouvimos um pouco mais sobre a região e principalmente sobre a produção de uva no Vale do Rio São Francisco. Já vi que teremos muito a aprender amanhã. Ana Biselli, direto de Pernambuco: BOA NOITE! =)

Brasil, Bahia, Feira de Santana, Pernambuco, Petrolina, bodódromo, Fiona, Juazeiro, Kalilândia, revisão

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Setiiiiiba!

Brasil, Espírito Santo, Iriri, Guarapari

Onde as águas se encontram, na praia de Setiba, em Guarapari - ES

Onde as águas se encontram, na praia de Setiba, em Guarapari - ES


Setiba é uma praia que ficou marcada na minha memória de infância. Tudo começou em uma viagem de carro que eu e minhas irmãs fizemos com os meus pais, rodando o interior de SP, circuito das águas e circuito histórico de MG, litoral do Espírito Santo e litoral do RJ. No Espírito Santo exploramos boa parte do litoral sul, começando por Vila Velha e Guarapari. Setiba é uma das primeiras praias ao norte de Guarapari e foi também uma das primeiras que paramos para conhecer em um tour diário lá em 1992. As três filhas pequenas votaram por passar o dia lá, apaixonadas por suas águas transparentes e tranqüilas. A praia tinha uma geografia diferente de tudo o que conhecíamos, suas águas se encontravam em duas praias formadas por um pequeno morro de pedras ligado por uma estreita faixa de areia.

A Ana na praia de Setiba, em Guarapari - ES

A Ana na praia de Setiba, em Guarapari - ES


Esta imagem ficou na minha memória durante anos, e principalmente os pedidos incansáveis das filhas para ficar em “Setiiiiba”. Porém alguém tinha que ser racional, estava apenas começando o dia e o tour, tínhamos muitas praias para conhecer ainda e não tínhamos como saber qual seria a mais bonita. Meu instinto me dizia que nenhuma seria mais bonita do que Setiba, mas voto vencido, seguimos para o norte e acabamos parando na praia particular conhecido como Três Praias. Coitada da minha mãe, que teve que aguentar as reclamações das filhas que queriam voltar à Setiba durante muito tempo, inclusive após a viagem. Quando contei para ela que viríamos para cá ela me pediu: “tire muitas fotos, dê um mergulho, aproveite bastante!” Olha que horror, mesmo sendo crianças, conseguimos deixá-la meio traumatizada. Ainda bem que o tempo passa e as distâncias diminuem, hoje aproveitamos bastante, caminhamos pela praia, tomamos banho de mar e até uma sonequinha eu consegui tirar!

Finalmente, depois de 18 anos, nadando na praia de Setiba, em Guarapari - ES

Finalmente, depois de 18 anos, nadando na praia de Setiba, em Guarapari - ES


Novamente acho que meu photoshop mental de criança era melhor, pois a praia estava muito mais bonita na minha lembrança do que hoje. Não quero ser injusta com a natureza, pois em 92 nós viemos para cá durante o verão e agora no inverno, com os ventos mais fortes e o tempo mais nublado.

Fim de tarde na praia de Setiba, em Guarapari - ES

Fim de tarde na praia de Setiba, em Guarapari - ES


Saímos de lá para Guarapari com o sol bem baixo, linda luz de fim de tarde. Não lembro de, naquela ocasião, termos conhecido a Praia do Morro, principal praia de Guarapari. Mas agora quem refrescaria sua memória seria o Rodrigo, demos uma passadinha rápida lá para conhecê-la e relembrar da temporada que ele passou com a família. É, é o Espírito Santo tão forte em nossas lembranças, vai deixando saudades, amanhã continuamos a viagem seguindo para o interior, Cachoeira da Fumaça e Serra do Caparaó, estamos a caminho!

Praia do Morro, em Guarapari - ES

Praia do Morro, em Guarapari - ES

Brasil, Espírito Santo, Iriri, Guarapari, Praia, Setiba

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

Observador de peixes

Bahamas, Long Island - Stella Maris

Lion-fish, intruso nas águas caribenhas. Photo by Rainer Meyer.

Lion-fish, intruso nas águas caribenhas. Photo by Rainer Meyer.



Viajamos sempre com o Lonely Planet, um guia de viagens que dá boas dicas aos viajantes mais descolados, mochileiros ou simplesmente aqueles que fogem dos pacotes turísticos. Neste guia além de informações sobre onde ficar, como chegar, história, cultura, você também encontra dicas das melhores atividades naquele país. Como é um guia descolado, sempre tem dicas sobre eco-turismo e adjacentes. Uma das atividades que eu não conhecia, pelo menos não assim, instituída, e descobri ser grande atração turística em diversos países é o birdwatching. Milhares e milhares de americanos e europeus viajam para os lugares mais exóticos possíveis para praticar o birdwatching.

Birdwatching ou birding é a observação e o estudo das aves ou pássaros a olhos nus ou através de instrumentos de aproximação visual, como binóculos. Birding geralmente envolve também o componente auditivo, como muitas espécies são detectadas e identificadas mais rapidamente pelo ouvido do que pelos olhos. A maioria dos observadores de pássaros fazem isso por hobby ou motivos recreacionais, diferente dos ornitologistas, que utilizam métodos científicos para o estudo dos pássaros. Já existem relatos do birdwatching desde 1700, mas o termo surgiu em 1901, como o título de um livro “Bird Watching" de Edmund Selous.1

Eu e o Rodrigo achamos engraçado esse esporte e sempre brincamos um com o outro quando vemos um pássaro qualquer, quando estamos em uma caminhada ou algum lugar em que apenas a vista já nos satisfaria, dizendo que o outro está praticando o birdwatching. Hoje durante um dos nossos mergulhos aqui em Long Island eu divagava sobre isso enquanto observava os peixes. Os mergulhos foram rasos, em recifes próximos à costa no mar “de dentro”, o mar mais protegido do vento do lado oposto ao Oceano Atlântico. Estes foram os nossos nono e décimo mergulhos nestes mares e acabamos ficando mal acostumados com tanta visibilidade, tantos corais e peixes coloridos. Como já disse em outros posts, é como se estivéssemos em um grande aquário. Não havia tubarões e nem abismos... Foram mergulhos tranquilos e calmos apenas para observar os peixes. Aí é que me caiu a ficha! Achamos tão engraçados os birdwatchers, mas e o que somos nós? Fishwatchers! Tudo bem que dá mais trabalho, mais emoção, temos que ter um treinamento especial para entrar no ambiente deles e poder observá-los, mas não passamos de meros observadores de peixes. E é claro que nos EUA já deve haver até uma associação dos fishwatchers brigando pelo direito de observar os peixes.

Pensando na vida...

Pensando na vida...



Hoje o passeio de barco foi ótimo, Robert nosso dive master é um fishwatcher de primeira! Ele nos mostra cada detalhe, já que nasceu aqui e conhece tudo! Adoro poder interagir com esses animais. Hoje mesmo encontramos um scorpion-fish, venenoso que só ele se mescla com os corais e você quase não pode enxergá-lo, mas quando abre a sua boca... Caramba, fica fácil, é imensa! Encontramos também vários tipos de garoupas, um camarão lindo, um pequeno nurse-shark dormindo. O que mais gostei foi de um peixe que até agora não descobri o nome, acho que era uma garoupa, mas era branca e marrom. Ele ficou interagindo comigo por quase 10 minutos. Acho que eu passei perto do ninho dele, então ele ficou me cercando, abriu suas guelras em sinal de ameaça como quem diz “saia daqui!” e quando viu que eu não ia fazer nada ficou sóóó me olhando, chegava mais perto e voltava... Sóóó me observando... O que será que passa pela cabeça dele? Daqui a pouco descobriremos que os peixes também têm a sua associação de divewatchers!

Batendo papo com o Robert, nosso dive master

Batendo papo com o Robert, nosso dive master



Acho que finalmente encontrei um ponto em comum com os observadores de pássaros. Ambos amam a natureza, se equipam como podem para poder ficar mais próximos e ter cada vez mais interação com os animais que os seduzem. Por que eles gostam mais dos pássaros eu não consigo imaginar, mas cada doido com a sua mania.

French Angel Fish. Photo by Rainer Meyer.

French Angel Fish. Photo by Rainer Meyer.



1 - Fonte: Wikipédia.

Bahamas, Long Island - Stella Maris, Mergulho, Praia

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Página 429 de 113
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet