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Ivone carneiro (08/03)
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Tatiana Queiroz (08/03)
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Visual totalmente caribenho na ilha de San Andrés, na Colômbia
San Andres e Providência são as duas principais ilhas do arquipélago colombiano no litoral do Caribe nicaraguense. Um paraíso longe de tudo e todos, onde a cultura caribenha do africano mesclado ao inglês britânico resulta nos creoles mais relaxados e vida boa que já conhecemos.
San Andrés, ilha colombiana no Caribe
Resquícios dos seus primeiros colonizadores ainda podem ser vistos na arquitetura inglesa das casas do centro de San Andres. Nas vizinhanças mais antigas somos recebidos com um sorriso gostoso e acolhedor dos locais, que preferem o inglês ao espanhol. O creole inglês, quebrado e misturado ao espanhol começa a se diluir em meio à quantidade de imigrantes colombianos que vem do continente em busca de tranquilidade e qualidade de vida.
Vendedora de goiabada em San Andrés, ilha colombiana no Caribe
De volta ao caribe, na ilha colombiana de San Andrés
O clima tropical é quase um convite à arte do dulce fare niente! Queremos apenas andar pelo malecón, pegar uma prainha na estreita faixa de areias brancas e águas azuis turquesas e provar os temperos locais do arroz com coco e mero à moda creole acompanhado de tostones e um belo copo de águila gelada.
Deliciosa refeição de rua em San Andrés, ilha colombiana no Caribe: Peixe, arroz de coco e patacones
Nos dias de muito vento fugimos da praia e enfrentamos bravamente o mar do sul para conhecer alguns dos mais de 60 pontos de mergulho nos arredores de San Andres. Nós tiramos um dia para explorar o mundo sub da ilha com a equipe da San Andrés Divers.
O grande grupo prepara-se para mergulhar em San Andrés, ilha no caribe colombiano
Fomos com um grupo de mergulhadores liderados por Kike, colombiano que vive na ilha e trabalha para o Ministério do Turismo. Ele é o organizador e cicerone da FAM Trip (viagem de familiarização) que convidou operadoras de turismo brasileiras, francesas, americanas e espanholas especializadas em mergulho, para conhecer alguns dos melhores pontos dos mares da Colômbia.
A caminho do mergulho com arraias, em San Andrés, no caribe colombiano
Cardume de peixes azuis durante mergulho em San Andrés, ilha no caribe colombiano
Encontro com peixe anjo durante mergulho em San Andrés, ilha no caribe colombiano
Os mergulhos tiveram boa visibilidade e uma rica fauna caribenha, muitos peixinhos coloridos, moreias e corais de todas as cores e formas. No primeiro deles caímos sobre um pequeno veleiro naufragado que já começa a criar e abrigar uma nova vida marinha.
Um veleiro naufragado em San Andrés, ilha no caribe colombiano
O Blue Hole e outros pontos da costa norte, onde estão os melhores mergulhos, infelizmente estavam inacessíveis pelo vento norte que estava soprando.
Lion Fish, cada vez mais comum no Caribe, em San Andrés, ilha colombiana na região
A programação da FAM Trip continuou e nós fomos convidados a acompanhá-los com uma parada para almoço no restaurante do Hotel Caribe Sea Flower, com um buffet muito gostoso, quase em frente ao cais mais movimentado da ilha, o Cais da Casa da Cultura. De lá partem tours em lanchas para os diversos cayos, onde estão as praias mais bonitas de San Andres. O ponto alto da programação foi o Tour Manta Raia, uma visita ao Cayo do Aquário Natural onde se concentram dezenas de sting rays (raia águia) de todos os tamanhos e temperamentos. Elas já sabem que a esta hora terão um lanchinho, peixe fresco, na mão dos turistas que são encorajados a tocar, abraçar e se divertir com as grandes e dóceis arraias fêmeas.
Muitas arraias em ponto conhecido de San Andrés, ilha no caribe colombiano
Muitas arraias em ponto conhecido de San Andrés, ilha no caribe colombiano
Fechamos o dia com uma festa promovida pelo Capitán Rum, o aniversariante do dia que além de trabalhar com o pessoal da FAM Trip, decidiu comemorar o aniversário com uma cervejinha e música na caixa entre o Aquário e a praia de San Luis.
O capitão do barco, celebrando seu aniversário a caminho do mergulho com arraias em San Andrés, no caribe colombiano
Praia em San Andrés, a principal ilha colombiana no Caribe
Lá nos despedidos de Kike, Angela, Ingrid, David, George, Sandro, Rodrigo, Renata, Germán e Nicolas e Sebastian que nos acolheram tão bem em San Andrés e Providência. Muito obrigada pessoal, nos encontramos em outros mares do mundo!
A caminho do mergulho com arraias em San Andrés, no caribe colombiano
A caminho do mergulho com arraias, em San Andrés, no caribe colombiano
Nenhuma visita ao arquipélago estará completa sem alguns dias na tranquila e ainda mais distante ilha de Providencia, e é para lá que nós vamos no próximo post!
De volta ao Caribe na ilha de San Andrés, na Colômbia
Onde Ficar?
Nós geralmente não damos dicas de estadia, afinal nosso intuito não é montar um guia completo de viagens, mas quando gostamos de algum lugar não custa deixar aqui a dica, né? A pousadinha da Cli é muito gracinha, bem localizada há apenas uma quadra e meia da praia e uma das mais baratas que encontramos no centro. O valor para o casal foi de 60 dólares e o quarto tem ar condicionado, frigobar e wifi gratuita. Ela pode ajudar a comprar as passagens para Providência e dar dicas para percorrer a ilha.
Posada Nativa Cli´s Place – Tel. 314 512-6957. Endereço: Avenida 20 de Julio No.3-47 Int 4.
Vista da Casa da Serra em Poços de Caldas - MG
Casa da Serra, Pedra Balão e Pico do Gavião. Esta foi a programação do dia de hoje. Depois de um belo café da manhã mineiro, com direito à torrada de nata com queijo ralado e bolo de cenoura, fomos para a casa da serra, torcendo para que o dia abrisse. Ainda estava nublado, mas quando chegamos lá em cima do céu azul já estava aparecendo e a paisagem mineira novamente nos deixa maravilhados.
Com o Lulu na Casa da Serra em Poços de Caldas - MG
Montanhas e mais montanhas e ao fundo a Pedra Balão, outra atração turística da cidade. É para lá que vamos, pegamos todos os sobrinhos e andamos mais alguns quilômetros em sua direção. Parece que alguém equilibrou estas pedras para vermos ainda mais do alto, esta bela paisagem.
Pedra Balão em Poços de Caldas - MG
Com o Antônio na Pedra Balão - MG
Com o João Pedro na Pedra Balão - MG
Almoçamos e rumamos à Andradas, principal atração do dia. 30km de Poços de Caldas, Andradas possui um dos pontos mais altos da região, utilizado como rampa de paraglider e asa delta, o Pico do Gavião. No caminho vemos como a produção de eucalipto na região aumentou, há inclusive uma discussão sobre os possíveis malefícios para a terra, alguns defendem que o eucalipto seca as fontes de água naturais no seu entorno. Curiosa e importante discussão, justamente uma região conhecida pelo Circuito das Águas. No alto da montanha, antes de chegar a Andradas dobramos à direita e mais 14km de terra até o pico. Parte da estrada passa pelo Caminho da Fé, o Caminho de Santiago brasileiro, muito conhecido pelos ciclistas.
Mais alguns quilômetros de eucaliptos e um riacho depois, chegamos à portaria do Pico do Gavião. Dentro de uma propriedade particular, são cobrados apenas 3 reais por pessoa para manter uma ótima infra-estrutura lá em cima. Banheiros, churrasqueira, estacionamento, além do mais importante: um vasto gramado bem conservado e diversas birutas apontando a direção do vento.
São quase 360° de visão do alto dos seus aproximados 1660m de altitude. O vento, agora gelado, também mostra que mais cedo as condições para os vôos devem ser perfeitas! Que lugar maravilhoso! Chegamos no horário certo para ver o pôr-do-sol. Inclusive já estava com saudades dele, depois de tantas cidades e arranha-céus já nem lembrava como foi nosso parceiro inseparável nos fins de tarde caribenhos.
Vontade de voltar para acampar lá em cima, saltar de asa delta, paraglider, tomar um vinhozinho no pôr-do-sol ou sob o céu estrelado. Mais um programa que fica anotado para depois, quando voltarmos dos nossos 1000dias!
O característico vulcão encoberto de Nevis - Caribe
Nevis é uma ilha pequena, arredondada e habitada em torno de uma grande montanha do mesmo nome. Monte Nevis foi assim batizado por Colombo, que quando o avistou-o coberto de nuvens teve a impressão de ser um monte nevado. Nestes três dias que passamos em St. Kitts ele realmente estava sempre nublado, então até perguntamos ao Joseney nosso amigo taxista se era sempre assim: “Imagina, isso é por que vocês não moram aqui! Ele fica muito aberto também”, ele nos respondeu. O Mt Nevis é pouco mais baixo que o Liamuiga e sua cratera já desabou, portanto não possui aquele formato clássico de vulcão. Nevis possui uma fonte de água mineral e também fonte de águas termais. Por este motivo abrigou o primeiro hotel nas ilhas caribenhas nos idos de 1700 e muitos. Era um hotel de águas termais, um dos destinos mais bacanas para os britânicos ricos da época.
Jardim Botânico de Nevis - Caribe
Reservamos o dia de hoje para exercícios na Pinneys Beach, caminhada, sessão de ginástica, abdominais e uma bela natação. Queria muito que isso fosse uma prática comum no nosso dia-a-dia, “afinal somos donos do nosso tempo”, não é mesmo? Infelizmente não! Tempo é algo escasso nessa viagem mochileira corrida em que nos metemos. Sem contar que disciplina para a atividade física também é outro atributo indispensável neste caso, coisa que sem uma rotina mais “normal” eu não consigo ter.
Pinney Beach, em Nevis - Caribe
A praia é linda água transparente de areias escuras, típica das ilhas vulcânicas. Ainda que receba catamarãs lotados de “cruzeiristas” e tenha no final da praia um Four Seasons Resort, conseguimos nos afastar uns 50m de tudo e ficamos praticamente sozinhos no meio da praia.
Nadando em Pinney Beach, em Nevis - Caribe
O restante da ilha é composto por algumas outras vilas e alguns hotéis charmosos construídos nas antigas fazendas de cana, no estilo do Rawlins Plantation em St. Kitts. Para conhecer um pouquinho mais do interior da ilha, pegamos o táxi com Jonesey e fomos até o Jardim Botânico.
Visitando o Jardim Botânico de Nevis - Caribe
Uma propriedade particular, idealizada e desenvolvida por uma família de nevitians, o Botanical Garden é uma estrutura impressionante. Confesso que eu não esperava tanto deste lugar. Uma coleção de orquídeas magníficas, além de todas as espécies de palmeiras, bromélias, suculentas, árvores frutíferas e etc. As estátuas em estilo indonésio e tailandês dão um ar exótico ao jardim botânico caribenho.
Lindas orquídeas no Jardim Botânico de Nevis - Caribe
A loja de artesanatos locais também oferece peças lindíssimas feitas em palha, coco, madeira e bordados. Artigos de decoração, cozinha e uso diário de altíssimo gosto. É daquelas que dá vontade de levar tudo para casa. Que casa? É, nessas horas fico só na vontade! RS! A estufa também é outro ponto alto, esculturas imensas dão um certo ar salomônico para o ambiente.
Jardim Botânico de Nevis - Caribe
Eles oferecem também um restaurante thailandês, com chef original e sem alterações de cardápio ou temperos. É made in Thailand, the original! Pena que tínhamos pouco tempo e não nos programamos para almoçar lá. O ferry das 17h para St Kitts estava nos esperando. Fizemos um caminho alternativo para ver um pouco mais do “interior” da ilha, há 15 minutos da capital Charlestown. Estava rolando uma competição inter-escolar de atletismo, corrida. Festa imensa que parou a pequena ilha de 12.500 habitantes, com direito à transmissão ao vivo na TV e tudo!
Lindas orquídeas no Jardim Botânico de Nevis - Caribe
No caminho Joseney, o cara mais tranquilo e de bem com a vida que já encontramos na viagem, também é um dos mais antigos taxistas da ilha. Leva e traz passageiros para conhecer seu pedaço de paraíso desde 1973. Fechamos o dia em Nevis com uma entrevista especial do Joseney para mais um capítulo do Soy loco por ti América.
Desculpem, os vídeos estão ainda sem legendas, logo vou aprender a fazer isso! Por enquanto dá para ir treinando o inglês! Ele representa perfeitamente o sotaque e estilo de vida do povo desta pequena ilha britânica no Caribe,
A impressionante cor do mar do caribe, em Tulum, no México
Tulum é um dos meus lugares preferidos na Península do Yucatán. Por quê? Por que ele reúne uma diversidade de atrativos em um mesmo lugar, ruínas mayas na beira do mar, praias de areias brancas e cenotes maravilhosos, bares à beira mar e restaurantes super charmosinhos na praia ou pueblo.
O mar caribenho de Tulum, na costa oriental da península do Yucatán, no México
Tulum Pueblo
Quando passamos por Tulum a primeira vez eu havia ficado com a impressão que apenas o trecho de praia valeria a pena, pois uma cidade que começou a se desenvolver na beira da estrada certamente não poderia ser muito atrativa. Tulum está 130 km ao sul de Cancún e apenas 64 km de Playa del Carmen e, depois de uns dias, percebemos que o Pueblo de Tulum é muito mais do que um amontoado de casas na estrada Cancún – Chetumal. A cidade reúne a população maya que usa o seu idioma no dia a dia e traz a sua culinária dos pratos regionais em uma mescla com os capitalinos e estrangeiros que escolheram este lugar para morar. Italianos, franceses, espanhóis, americanos e canadenses abriram seus negócios e emprestaram um ar mais internacional a este pequeno pueblo, fervilhante em atividades, gastronomia e cultura.
Despedida de nossa simpática pousada em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
O Pueblo de Tulum está no entroncamento entre as rodovias 307 e 109, onde não apenas estão todos os serviços básicos para uma comunidade (posto de gasolina, supermercados, restaurantes, caixas eletrônicos, etc), como um dos principais sítios arqueológicos mayas da Península do Yucatán, as Ruínas de Tulum. A cidade murada é uma ótima desculpa para você começar as suas explorações pela região, veja aqui o post sobre este e outro sítio arqueológico da região.
Qual é o seu humor hoje? Ruínas, praias, cenotes ou nenhuma das anteriores?
Tulum Playa
Se você quer uma praia de areias brancas e um mar de águas azuis, nem tão tranquilas, dobre à esquerda na rodovia 109, ande 4 quilômetros e vire à direita. A partir deste momento você está na longa avenida beira-mar de Tulum, que reúne todos os tipos e opções de hospedagem e restaurantes que você imaginar.
O mar caribenho de Tulum, na costa oriental da península do Yucatán, no México
Uma rua de areia deliciosamente preservada para a alegria daqueles que pensam que praia é pé na areia, andar de bicicleta, tomar um suco ou uma vitamina de frutas de manhã, um solzinho à tarde e uma cervejinha de noite. Quando chegamos o vento norte estava batendo forte, difícil estender uma canga e deitar na areia para tomar sol. Chato para nós, perfeito para os kite e windsurfers que se divertiam praticando e aprendendo a velejar em alguma das escolas de kite de Tulum.
Chegando às belíssimas praias de Tulum, na costa caribenha da península do Yucatán, no México
Restaurantes vão desde os mais simples aos mais elaborados dos resorts-hotéis super charmosinhos. O nosso canto preferido da praia foi no canto esquerdo da praia, próximo à ruína. A praia Santa Fé tem o mar mais tranquilo, um barzinho bem simples mas com cerveja gelada e umas boas quesadillas para disfarçar a fome.
Visual paradisíaco das praias de Tulum, na península do Yucatán, no México
Nos hospedamos no canto oposto, uns 4km ao sul, passando o primeiro aglomerado de hotéis e a muvuca do centrinho da Playa de Tulum. Uma boa referência é o Restaurante La Zebra, dele para frente as pousadas são mais tranquilas, com opções de 50 a 200 dólares. Normalmente as que estão do lado direito, a 5 passos do mar, são as mais baratas. Nós ficamos em uma destas, a recém-inaugurada La Onda, por justos 50 dólares em alta temporada. As que estão a apenas 1 passo da praia são mais carinhas, mas de vez em quando vale a pena se esbaldar!
Rua praiana de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Gostamos muito da Casa Violeta, um pouco mais cara, mas sem disponibilidade quando chegamos. Enfim, são tantas opções que é até difícil escolher. De noite o La Zebra tem as melhores festas e baladinhas na beira da praia. Cada noite com um tema, nós pegamos a noite de salsa, deliciosa! Mas vi que também rolam festas de anos 80 e outras.
Restaurante muito bem locaiizado em praia de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Se você estiver de carro e quiser explorar novas opções de praia, a Punta Allen é um dos lugares que eu iria. Na ponta da longa península de Boca Paila, ela se alonga por 50km de praias e florestas preservadas, dentro da Reserva de Biosfera Sian Ka'an. O acesso é por uma estrada de terra e leva um pouco mais de uma hora de carro. Valeria reservar um dia para explorar toda a península, esta ficou para o nosso retorno.
Litoral de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Cenotes de Tulum
Agora, você não está querendo sal e areia, mas precisa encontrar uma forma de se refrescar e ver algo lindo e diferente? Então faça um tour pelos cenotes da região! Cenotes são basicamente poços de água azul cristalina, uma entrada para o imenso sistema de túneis e cavernas subterrâneo que existe na Península do Yucatán.
Gran Cenote, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Aos mais aventureiros com uma carteirinha Open Water da PADI (ou qualquer outra certificadora) é possível fazer um mergulho de exploração pela área de cavern (somente onde existe luz natural) destes cenotes, conhecendo grutas inundadas com estalactites e estalagmites lindas!
Rampa de acesso ao cenote Pet Cementery, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Se você não é mergulhador, mas ainda assim tem curiosidade, pode pegar sua máscara e seu snorkel e flutuar sobre as águas e entre as estalactites para conhecer um pouco mais deste mundo sub. Agora, se você não é mergulhador e nem quer explorar coisa nenhuma, vá até lá só para tomar um sol, um banho de água doce e aproveitar um dos lugares mais lindos do Yucatán, tirar fotos e se divertir, é como pegar uma prainha sem sal e sem areia.
Cenote Jardin del Eden, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
São vários cenotes, alguns dos mais lindos estão no sistema Sac Actún, como o Pet Cementery, o Pit e o Dos Ojos. Fora dele o Grand Cenote é um dos mais decorados. Um dos cenotes que eu mais gostei para passar o dia de bobeira foi o Jardin del Edén. Suas águas são verdes (não azuis) e não tem nenhum espeleotema, mas o poço é gostoso de nadar, tem vários peixinhos lindos, mesinhas ao redor da água e é super bacana para pular, nadar e se divertir bastante.
Cenote Jardin del Eden, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Depois de passarmos dois dias e uma noite explorando as ruínas e a praia de Tulum com a Val, nós retornamos à região para passar uma semana em treinamento de mergulho em caverna. Nós já éramos Tek e Intro to Cave Divers, mas para mergulharmos com mais segurança e melhorarmos o nosso treinamento, decidimos fazer o curso de Full Cave, aproveitando para conhecer as cavernas inundadas da região, assunto para outro post.
Início de mergulho no Cenote Pet Cementery, em Tulum, no Yucatán, sul do México
N.D.A
Agora se você está aqui e não está a fim de “nenhuma das anteriores”, você ainda terá a opção de descansar na sua charmosa pousada, almoçar na praia de Akumal, fazer um snorkel com as tartarugas e continuar mais um pouco até Playa del Carmen para fazer umas comprinhas e ver o agito de final de tarde na 5ª Avenida. Enfim, atividades não irão faltar para você ao redor de Tulum, o destino mais descolado e alternativo da costa de Quintana Roo.
Fim de tarde em uma pequena praia de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Ginnie Springs é uma das cavernas mais conhecidas dentre os mergulhadores de caverna. Uma nascente de água mineral de alto fluxo (high flow system), localizada em High Springs, abaixo da terra e do curso de outro rio. Lugar e experiência sensacionais!
O feliz reencontro com a luz solar no final do mergulho em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos
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A praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México
Puerto Escondido está localizado na costa do Pacífico, no estado mexicano de Oaxaca. Chegamos no início da tarde e nos hospedamos na Playa Zicatela, onde está a maior parte do agito, hotéis e restaurantes. Encontramos muitos italianos morando por aqui, abrindo seus negócios, como em todo este trecho da costa mexicana.
Cactus no mirante da praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México
Seu nome origina de uma antiga história de piratas. Andrés Drake, irmão do famoso pirata Francis Drake, aportou nesta baía deserta para um período de descanso longe das autoridades. Sem mais nada de interessante para fazer na vida e se aproveitando do seu status de pirata, algumas semanas antes, ele e sua tripulação raptaram uma índia mixteca de uma vila próxima.
Almoço de peixe e camarão em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México
Foi ali, nesta baía deserta, que a índia conseguiu escapar do navio e nadar até a costa, escondendo-se na densa floresta ao longo da praia. Os piratas a procuraram diversas vezes, porém nunca puderam encontrá-la, passando a chamar o local de “Baía de La Escondida”. Com o passar dos anos o nome foi mudando, passando por Puerto La Escondida e finalmente Puerto Escondido.
A famosa "mão na rocha", na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México
Durante muito tempo a baía foi inabitada, por dificuldades como água potável, etc. Uma vila começou a se desenvolver formalmente apenas nos anos 30 do século passado e nos anos 70 possuía apenas 400 habitantes. Hoje a cidade já possui em torno de 20 mil habitantes e se tornou o principal destino turístico na costa de Oaxaca.
Fim de tarde bem gostoso na praia de Zicatela, em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México
Calçadão, estacionamentos e palmeiras ao longo da avenida principal mostram que o desenvolvimento chegou para ficar. Restaurantes imensos na beira da praia oferecem cadeiras e guarda-sóis e alguns bares noturnos que garantem uma boa salsa. O centro da cidade fica há uns 20 ou 30 minutos de caminhada, ocupando o morro que está no canto direito da praia. A praia do centro é exatamente o pequeno porto natural que era utilizado pelos piratas, dividido por uma bela formação rochosa da praia de Zicatela.
A concorrida praia central de Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México
Na nossa corrida habitual, infelizmente não tivemos muito tempo para explorar seus arredores. Caminhamos ao longo da praia até o mirante entre a Zicatela e a Praia do Centro e aproveitamos para dar um clássico tchibum de final de tarde. Uma amiga de uma amiga de uma amiga que já morou aqui e conheci pelo facebook (só podia ser coisa de internet!) já tinha nos dado a dica: o pôr-do-sol de Puerto é maravilhoso, não percam! Quem nos acompanha aqui sempre sabe, este é um dos espetáculos naturais mais bacanas e já vimos muuuuitos pores-do-sol, mas este é realmente magnífico! Pudemos ver até a última unha de sol baixar direto na água, em um vermelho intenso radiante e sem uma nuvem no horizonte para atrapalhar. Valeu a dica Chiara!
Visitando Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México
Outra dica da Chiara foi o almoço na Cantina Vasco, com um saudável prato de dourado “a la plancha” com esses pequenos camarões aí, óh. Um deleite!
Almoço de peixe e camarão em Puerto Escondido, na costa de Oaxaca, no litoral Pacífico do México
Fechamos a noite com uma boa salsa com o pé na areia e várias caipirinhas a “la mexicana”, com rum no lugar da cachaça. Não é aquela Brastemp, mas já ajuda a matar um pouco as saudades de casa.
Vovó Patrícia com a Luiza, Dani e Dudu e a Ana, em Curitiba - PR
Muitos devem estar se perguntando, por que quando eles chegam em Curitiba o blog pára? Já tentamos manter diariamente, mesmo aqui. Curitiba é uma cidade cheia de surpresas, daria facilmente para mantermos um “1000dias em Curitiba”, tamanha a diversidade gastronômica e cultural que a cidade oferece. Fato é que como esta é a minha cidade natal, o meu principal objetivo aqui (além da parte chata) é reencontrar os amigos e familiares.
Com a prima Vitória, em Curitiba - PR
Uma semana antes de chegar à Curitiba comecei a avisar os amigos por email, facebook, twitter, celular e até sinal de fumaça! Um ano se passou e estou morrendo de saudades, “ET... telefona, minha casa!”. Chegamos à cidade no dia 14/06 já emendamos atividades e reuniões, ao fim do dia uma amiga me viu no Banoffi (via facebook) e nem titubeou, “venha para cá agora!” Lá fui eu, sem banho, Rodrigo, nem nada! Cheguei na casa da Tetê como nos velhos tempos: dois vinhos na mão e muitas histórias para contar. Estava morrendo de saudades, super desatualizada sobre sua vida, sua história. Fiz novos amigos, Giana, Tatá, Eros e Edu e saí de lá as 5 horas da manhã! Noite perfeita, comecei a temporada em Curitiba com o pé direito!
Brincando com a sobrinha, em Curitiba - PR
Nossa rotina basicamente se resumia a resolver as nossas pendências durante o dia e encontrar os amigos, acompanhados de belos vinhos, durante a noite. O dia seguinte foi a vez dos meus ex-colegas e para sempre amigos, Juliana, Aymoré, Vanessa e Fábio, no bar Cana Benta. Todos sempre corridos, virando abóbora cedo, mas ainda assim estendemos a noite o possível e impossível nos atualizando e sobre as nossas vidas e babados do mercado.
Recepção dos amigos da Positivo em Curitiba - PR
A partir deste dia estava decretada a virada social em Curitiba! Dia e noite, entre os médicos e as reuniões lá estava eu, tentando aproveitar cada minuto para rever amigos e fazer o que mais sei socializar! Fui visitar a Márcia Maria e a Nina, minha amiga linda dos tempos de faculdade que acabou de ter o seu segundo bebê. Nina está lindíssima, uma fofura. Tirei algumas horas do meu dia para curtir a minha vózinha de 81 anos e contar as histórias de um mundo já distante para ela.
Quatro gerações das mulheres Biselli, em Curitiba - PR
A noite mais virada foi um encontro da minha turma de segundo grau, hoje em dia se diz ensino médio. Nós fizemos um queijos e vinhos na casa do Gusta e da Paula. A noite foi sensacional, até a Luiza foi, minha sobrinha linda! Foi tudo tão perfeito, que fechamos a noite vendo o sol nascer da sacada, eu e Gustavo, depois de lavar a louça e arrumar a bagunça da festa.
Encontro com os amigos na casa do Gusta, em Curitiba - PR
Jantar no Don Max, reencontrando Rodrigo Jardim, amigo grude de uma fase que já passou há quase 10 anos! Foi ele que me apresentou Tetê, Gogol e o melhor da música alternativa brasileira. Aquela típica amizade que mesmo depois de tantos anos, continua exatamente igual quando há o reencontro, ainda assim, que saudades!
Pizza e vinhos na casa do Pasini, reunindo os casais amigos ex-Tradener, Karina e Ricardo, Pasini e Fer, Guilherme e Xarise. Encontro com os nossos amigos, padrinhos e companheiros de viagem Laura e Rafael, casal gourmet que vai nos encontrar em Galápagos em setembro!
Encontro de casais no apartamento do Pasini e Fernanda, em Curitiba - PR
Tuuudo isso sem contar a principal das socializações, a minha família, é claro. Dani, Dudu e Luíza tiveram a prioridade. A tia aqui queria tirar todo o atraso da convivência com a baby. Todas as noites ou tardes que eu pude escapar, me instalava na casa da Dani e ficava brincando com a Luiza, treinando para quando lhe der uma priminha.
Brincando com a sobrinha, em Curitiba - PR
Luiza com o vô Mário, em Curitiba - PR
Entre documentos, reuniões, médico, dentista, acumpunturista e todas as “istas” possíveis, aproveitamos ao máximo essa estada em Curitiba para resolver pendências e matar as saudades. Chegou um momento que eu já não agüentava mais, mesmo eu, tão “duracell” tive que pedir pinico e me internar em casa no primeiro dia frio e chuvoso. É chegada a hora de ir, voltar a nossa rotina cigana, andar, correr, viajar, quem sabe assim conseguiremos descansar...
A linda sobrinha Luiza, em Curitiba - PR
Um grande urso nada nas águas do rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska
Haines é uma pacata vila de pescadores no sudeste do Alasca, com um rico movimento cultural em torno do resgate da arte e das tradições das primeiras nações que ocupavam a região. Os Tinglíts na época dominavam todas as rotas comerciais entre o interior e o litoral e sem nunca relevar suas trilhas e passos, eram eles que ditavam as regras da troca de mercadorias com os povos que viviam atrás desta cordilheira nevada. Óleo de baleia, salmão, pele de foca ou leão marinho eram trocados por carne de caça, pele de caribou e outros itens só encontrados no interior.
Totem indígena na região do lago Chilkat, próximo à Haines, no sudeste do Alaska
Eles tiveram seu primeiro contato com o homem branco quando um navio russo aportou na região, em 1741 em busca de pele de animais. Também passaram por aqui padres missionários e mineradores que buscavam rotas alternativas para cruzar as montanhas rumo a Dawson City, no Canadá. Foi apenas em 1902, durante a disputa do território entre os EUA e o Canadá, que o exército americano construiu o Fort William H. Seward, primeira vila ocidental nas cercanias.
A pequena e simpática Haines, no sudeste do Alaska
Grande painel com motivos indígenas em Haines, no sudeste do Alaska
O Fort Seward hoje é parte do centro histórico da cidade de apenas 2.400 habitantes. Galerias e centros culturais de arte Tinglít, seus totens, esculturas, pinturas e música tentam resgatar a cultura que foi perdida, criando uma interessante comunidade artística, que luta para preservar este ambiente longe das hordas de turistas que desembarcam dos cruzeiros neste litoral.
Cão enfrenta as águas geladas de praia no fiorde de Haines, no sudeste do Alaska
Centro Cultural em Haines, no sudeste do Alaska
Não apenas de arte vive a cidade, que tem ao seu redor mais de 20 milhões de acres protegidos entre baías, fiordes e montanhas nevadas. Um cenário espetacular com ótimas oportunidades para atividades ao ar livre, se a chuva permitir. A chuva vem nos acompanhando durante este final de temporada no Alasca, mas aos poucos começamos a perceber que ela faz parte do dia a dia deste povo.
Ferramentas para trabalhar em madeira, em Centro Cultural em Haines, no sudeste do Alaska
Atravessamos as montanhas de Haines Juntion e chegamos a Haines, cruzando a fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos. No caminho passamos pelo Santuário das Bald Eagles, a águia símbolo americano que só pode ser encontrada aqui na América do Norte.
Encontro com as incríveis Bald Eagles,pássaro-símbolo dos EUA, em Haines, no sudeste do Alaska
Rara, ela pode avistada às centenas nessa época, quando se reúne em imensos grupos às margens dos rios aguardando os cardumes que sobem os cursos d água. As águias são imponentes e majestosas, é um espetáculo sentar à beira do rio e ficar apenas observando elas caçarem! A toda hora somos surpreendidos com duas, três, cinco bald eagles voando sobre as nossas cabeças. Apenas no inverno Haines chega a receber mais de 4 mil bald eagles!
Uma Bald Eagle voa sobre nossas cabeças, em Haines, no sudeste do Alaska
Nosso primeiro encontro com as majestosas "Bald Eagles", em rio próximo à Haines, no sudeste do Alaska
A temporada de salmão começa em abril, quando a primeira das 5 diferentes espécies (king, sockeye, coho, pink e silver salmon) sobem as correntezas geladas dos rios para procriar na água doce. Cada espécie tem um período e o final da corrida acontece entre os meses de setembro e outubro, quando o outono chega, as folhas caem e os animais ainda aproveitam para aumentar suas reservas energéticas para o duro inverno que se aproxima.
Cartaz informativo sobre as diferentes espécies de salmão que frequenatm a área de Haines, no sudeste do Alaska
Uma Bald Eagle voa sobre nossas cabeças, em Haines, no sudeste do Alaska
Além de águias e gaivotas, onde há salmão há ursos! Os grizzlies que vivem no litoral tem uma dieta especial, baseada principalmente nos pobres coitados dos salmões que além de lutar contra a correnteza gelada, pássaros e predadores marinhos, passam agora pelas patas ágeis destes exímios pescadores. No comecinho do dia e no final da tarde os ursos se reúnem em torno do Chilkat River Valley e do Chilkat Lake para se refestelar nos salmões saltitantes.
Observando salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska
Nadando tranquilamente no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska
Às margens dos rios centenas de salmões mortos, um fedor horrível! Estes nem conseguiram chegar ao lago e viraram comida de gaivota, corvo e águia. Os que sobrevivem passam pelos ursos e pescadores e ainda tem uma longa jornada pela frente. Alguns chegam a nadar mais de 1.400km rio acima e ganham mais de 2.100m de altitude! A maioria destes salmões irá morrer após procriar, cada um deles deixando em torno de 5 mil ovos para trás, dos quais apenas 2 ou 3% sobreviverão e regressarão ao mar.
Totem indígena na região do lago Chilkat, próximo à Haines, no sudeste do Alaska
O tempo chuvoso não nos permitiu muitas atividades mais aventurescas, então de carro aproveitamos para conhecer os arredores, ao longo da Mud Bay Road, chegando ao mirante de glaciares de gelos azuis e cristalinos, logo ali, do outro lado da baía! Um passeio de barco ou caiaque nos levaria ainda mais próximos a eles, mas com este tempo, nada feito.
Enorme geleira na região de Haines, no sudeste do Alaska
Com tanta vida selvagem tão perto de nós, chuva ou sol, o nosso roteiro não seria muito diferente. Caiaques, bicicletas ou trekking seriam a opção ao invés do carro nas estradas costeiras, avistando as majestosas Bald Eagles. No final da tarde nos uníamos aos pescadores esperando a hora do jantar dos nossos amigos grizzlies. Quando o primeiro urso entrava na água, todos os pescadores sabiam que a pescaria tinha acabado! Afinal, eles não querem roubar um peixe de um grizzlie. Nem são necessárias muitas regras de segurança para a pesca do salmão, apenas o bom senso! Hehehe!
Pescadores aproveitam o rio Chilkat ainda sem ursos, em Haines, no sudeste do Alaska
Passeio turístico ao lago Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska
No primeiro dia vimos do outro lado do rio duas mães e quatro filhotes pescando do outro lado do rio, um urso grande cruzando a rua, além de um jovem urso pescando há apenas 5m de distância! Essa hora é bem difícil para fotografar, pois eles aparecem quando quase não há luz, não sei como eles conseguem enxergar o peixe!
Um urso a procura de salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska
No segundo dia chegamos mais cedo para tentar encontrar os ursos mais apressadinhos e eles apareceram! O primeiro estava bem no começo do rio que liga o lago ao mar. Lindo e entretido com a sua pescaria nem se importou conosco, que chegamos a meros 5 m de distância. Dentro do carro ficamos ainda mais “corajosos” e paramos a 3 metros para tirar mais algumas fotos, ele nos encarou e continuou mastigando seu salmão traquilamente. Lindo! A agilidade destes animais na água é incrível! Realmente é difícil imaginar alguma forma de escapar de um urso, eles correm e nadam super bem! Por isso respeitar o seu espaço e ficar parado, no caso de uma aproximação, é a melhor chance que temos de passar ilesos.
Um urso limpa os olhos com a pata dianteira no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska
Coçando o rosto com a pata trazeira no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska
Perseguindo salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska
Continuamos indo e vindo na estrada ao longo do Chilkat River e ainda encontramos um deles subindo toda a margem esquerda do rio. Nós o víamos da ponte quando ele resolveu subir o morro e atravessá-la! Imenso ele dominava totalmente o território, cruzou a estrada olhando para nós nos carros, e chegou ao outro lado do rio por sua trilha “alternativa”. Mal nos despedimos deste, já encontramos outro na margem direita, este mais preguiçoso parecia procurar pelos salmões cansados na beira do rio.
Um grande e obeso urso atravessa a estrada bem em frente à Fiona, em Haines, no sudeste do Alaska
O urso não parece se importar muito com a placa em Haines, no sudeste do Alaska
Urso adolescente abocanha um salmão no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska
Haines é o nosso porto de entrada para a Alaska Marine Highway, daqui seguiremos a Juneau e outras cidades do sudeste do Alasca. O próximo post vai dar umas dicas e mais informações sobre este roteiro. Nossa despedida de Haines, minutos antes de entrarmos no ferry, ainda foi um belo grizzlie pescando no entre o rio e o lago, provavelmente o mesmo que vimos ontem. Difícil se cansar de encontrar com esses animais, tão lindos, apaixonantes e tão imprevisíveis!
Urso dscansa no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska
As impressionantes cataratas de Niagara, em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
As grandes Cataratas do Niágara que estão na fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos foram a primeira atração turística dos Estados Unidos. Formadas pelo Rio Niágara que conecta dois dos Grandes Lagos, o Lago Erie e o Lago Ontário. A cor das águas estava linda, o azul se destacava no meio da espuma branca da principal queda conhecida como Horseshoe Falls (Ferradura), que são também as mais famosas. Do lado americano vemos as American Falls e a Véu de Noiva que têm a melhor visão também do lado canadense.
O ponte internacional em Niagara Falls, que liga o Canadá aos Estados Unidos
A tradição de visitar as cataratas nasceu em 1801, quando a filha do então vice-presidente americano Aaron Burr, Theodosia, decidiu passar a sua lua de mel na região. Ela foi seguida por Jerome Bonaparte, irmão do Napoleão em 1804 e a partir daí o turismo em Niagara só cresceu e recebeu visitas de famosos como a Marlin Monroe, Princesa Diana e o Rei George V da Inglaterra. Hoje a cidade recebe mais de 50 mil recém-casados em lua de mel todos os anos!
Movimento de turistas em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
Você sabia?
• Que em 1848 geleiras dentro do Lago Erie bloquearam a passagem de água para o Rio Niágara? A consequência disso foi o desaparecimento temporário das Cataratas do Niágara, que “secaram” durante 30 horas!
As impressionantes cataratas de Niagara, em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
• Que em 1901 a Professora Annie Taylor, uma velhinha doida de 63 anos que queria ficar rica e famosa, se enfiou em um barril com o seu gato e se jogou no rio no alto das Cataratas do Niágara? A doida sobreviveu, teve mais sorte que outro maluco que na década de 90 tentou saltar de um jet sky e abrir um paraquedas.
Barco abarrotado de turistas se aproxima das Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
As Cataratas do Niágara me surpreenderam! Fizeram a brasileira e paranaense bairrista aqui tirar o chapéu e voltar atrás quando desfazia da sua grandeza comparada às Cataratas do Iguaçú. As nossas são maiores e mais bonitas, são mesmo, mas estas também não deixam nada a desejar! Da forma como muitas pessoas, inclusive americanos e canadenses, já as haviam descrito para mim, eu achava que seriam umas cascatinhas! Não, o volume de água é imenso e o cenário é maravilhoso! Só é um pouco estranho elas estarem rodeadas de uma cidade com grandes prédios, hotéis, torres e várias construções, completamente dominadas.
Os enormes hotéis e cassinos em frente à Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
Então, para visitar as Niagara Falls basta chegar à cidade do mesmo nome, estacionar o carro em um dos vários estacionamentos que cobram entre 15 e 20 dólares e caminhar pela avenida ao longo do rio. Se você quiser um encontro mais íntimo com a bichinha você pode pagar por um tour no barco “Maid of the Mist”, que acelera seus motores e chega bem próximo à ferradura!
Barco abarrotado de turistas se aproxima das Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
A Fiona foi conhecer as famosas Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
Se você tem mais uma tarde ou dois dias para explorar a região e não quer ficar se esbaldando em compras no Duty Free, pegue o carro e vá até a cidadezinha de Niagara on the Lake. Essa dica veio dos nossos amigos e de vários outros canadenses que visitam as cataratas, mas para almoçar e ter um ambiente mais tranquilo dirigem 20km ao norte.
Turistas caminham pela charmosa Niagara-on-the-Lake, no Canadá
Testando a água do lago Ontario, em Niagara-on-the-Lake, no Canadá
A cidadezinha é um charme, tem belas vistas do Lago Ontário e várias opções de restaurantes. No dia seguinte o que eu teria feito, se tivesse tempo, seria um tour pelas vinícolas ao longo das rodovias 81 e 87, degustando algumas das maravilhas de Baco produzidas na região.
Visitando as famosas Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos
Os "danzantes", os painéis mais famosos de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México
Capital dos antigo povo Zapoteca, Monte Albán é um imenso sítio arqueológico localizado a apenas 15km do centro de Oaxaca. Este povo reinou na região dos Vales Centrais do atual estado de Oaxaca entre os anos de 400a.C a 700d.C.
Uma das "estelas" da antiga cidade de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México
Calcula-se que no seu auge a cidade abrigou em torno de 20 mil pessoas, que tinham como atividades básicas a agricultura de milho, feijão, frutas, fibras naturais, entre outros. A caça e a coleta de materiais para manufaturas de adereços, produção de cerâmicas, confecção de tecidos, tinturas para tecidos e pinturas murais e diferentes tipos de oferendas para os seus deuses.
Ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México
O nome Monte Albán foi escolhido, pois em toda a região, encontramos o mesmo tipo de árvore com flores brancas. O sítio que foi descoberto pela quantidade de montículos de terra em formato piramidal e ainda está em processo de escavação.
A árvore que deu o nome às ruínas de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México
Um complexo de templos grandiosos deixou algumas pistas sobre algumas das práticas religiosas, como o conjunto de esculturas chamado de “Los Danzantes”. Homens, provavelmente prisioneiros de guerra, que eram amarrados e castrados e seu sangue seria utilizado para cerimônias de fertilidade. Entre “los danzantes” encontram-se figuras curiosas, chamadas de nadadores, justamente pela semelhança com as posições de natação. Só não consegui descobrir se estes também seriam presos e sacrificados ou se seriam apenas uma representação ritualística.
Os "danzantes", os painéis mais famosos de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México
Começamos o tour pela Acrópolis Sul, de onde conseguimos ter uma bela vista de todo o sítio arqueológico. Passamos por um imenso pátio e um corredor entre as bases do que um dia foram imensas colunas de um corredor de acesso à Acropolis Norte, onde estão os principais templos.
Visão geral de Monte Albán, ruínas zapotecas ao lado de Oaxaca, no México
Passamos por um relógio de sol que marcaria os períodos para plantio e colheita e seguimos por imensas avenidas que cruzam o complexo de sul a norte, ladeada por templos, monumentos funerários, entradas de tumbas, o palácio real e o jogo de pelota.
Placa informativa em Monte Albán, demonstrando que os zapotecas conheciam muito bem os movimentos celestes (ao lado de Oaxaca, no México)
O Jogo de Pelota é um elemento comum entre as civilizações meso-americanas. Utilizado para definir questões políticas, territoriais e desavenças entre a população. É um pouco difícil entender como funcionava, mas aparentemente os 4 jogadores teriam que acertar a bola com os punhos, joelhos e os quadris, e o movimento da bola representava os astros sagrados, lua, sol e Vênus. Caso uma jogada fosse feita no sentido contrário, um sacrifício era feito em honra destas divindades.
Ilustração sobre o juego de pelota, em Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México
Uma curiosidade bacana bem explorada no museu do sítio é a atividade comercial entre os zapotecas e teotihuacanos, a maior cidade neste período em todo o México. Encontraram-se evidências de comércio e troca cultural entre os dois povos, como influência na arquitetura de um dos templos mais recentes de Monte Albán, além de oferendas e inclusive um bairro Zapoteca dentro de Teotihuacan, que está a 70km ao norte da atual Cidade do México.
Ruínas da cidade zapoteca de Monte Albán, ao lado de Oaxaca, no México
Este sítio teria abandonado em meados de 900d.C. no mesmo período em que as cidades Mayas teriam entrado em colapso por mudanças climáticas, imensos períodos de seca e fome. A história desse sítio, entretanto não acabaria por aqui. No período pós-clássico, em torno de 1.200d.C. surge um novo povo dominante nesta região, os Mixtecas. Eles chegaram a ocupar e utilizar as construções dos zapotecas, inclusive utilizando as mesmas tumbas. Os Mixtecas conviveram no mesmo período dos temidos Aztecas, que mais tarde viriam a conquistá-los.
Em plena praça central de Monte Albán, cidade zapoteca de 1.500 anos atrás (ao lado de Oaxaca, no México)
Monte Albán é um sítio que vale a pena ser visitado se queremos ter uma ideia mais geral da riqueza e da mescla cultural que existia dentro da América Central, em um momento em que Zapotecas, Mayas e Teotihuacanos conviveram, viram seu auge e suas ruínas.
Cenário montanhoso da longa viagem entre Oaxaca e o litoral do Pacífico, no México
Nosso dia continuou com uma longa jornada atravessando os Vales Centrais e as montanhas em direção ao Pacífico. Cruzamos dezenas de vilarejos em uma estrada sinuosa, entre florestas de pinos. Vimos o começo de uma procissão em um destes vilarejos no alto da montanha e já durante a noite chegamos ao nosso destino, à praia de Zipolite.
Povoado em festa no nosso caminho entre Oaxaca e Zipolite, no litoral
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