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clenilça alves da silva(cleo) (09/03)
clenilça alves da silva(cleo) (09/03)
oi ana, lendo aqui senti sua preocupaçao, mas fica calma que vai dar tud...
clenilça alves da silva(cleo) (09/03)
Oi Ana tudo bem ?faz dias que não vejo o blog quanta coisas novas ,luga...
Ivone carneiro (08/03)
Esta cidade é maravilhosa,voltei ao passado ao reve-la... quem passa uma...
Tatiana Queiroz (08/03)
Olá, Ana. Parece que o carnaval daí é bem diferente do nosso. Sorte de...
Uma simpática e fotogênica fêmea de alce (uma "musa") se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
O Jasper National Park, fundado como floresta nacional em 1907, é a porção norte das Montanhas Rochosas Canadeses. Os seus 10.878km2 de glaciares, picos nevados, lagos, cânions e cachoeiras recebem aproximadamente 2 milhões de turistas ao ano.
Um dos rios no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
Seja no inverno ou no verão, famílias e fãs de atividades ao ar livre e esportes radicais estão no paraíso. Ursos grizzlies, alces, veados, caribous e lobos o chamam de casa, índios transitam por esta região a mais de 15 mil anos e nós, meros mortais teremos apenas um dia para conhecê-la.
Cadeia de montanhas no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
Chegamos à cidade de Jasper, dentro do parque nacional, ontem à noite e hoje já começamos o dia com um trekking no Maligne Canyon. O estreito cânion foi criado pelo Maligne River, assim batizado por um missionário jesuíta que passou por maus bocados tentando cruzá-lo.
Observando o canyon do Maligne River, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
Ele é tão estreito que em alguns pontos parece ser possível saltar de um lado ao outro, porém uma queda seria fatal. Suas rochas calcárias foram formadas há mais de 365 milhões de anos, quando aqui existia um mar de águas mornas e tropicais. Alguns geólogos acreditam que partes do cânion eram originalmente cavernas cavadas pela ação dos glaciares que cobriram a região, fazendo-o chegar a 50m de profundidade!
Uma das pontes sobre o canyon do Maligne River, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
A trilha de aproximadamente 4 km passa por 4 pontes e pode ser estendida por mais de 5 km até a 6ª ponte rio abaixo. No caminho outros rios surgem sob as montanhas revelando que existe um mundo subterrâneo ainda inexplorado. Várias destas conexões já puderam ser mapeadas pelos geólogos, porém ninguém nunca conseguiu (ou teve coragem de) se enfiar dentro destes túneis de águas congelantes.
O rio Maligne River, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
Cruzamos montanhas brancas com imensas paredes de calcário e seguimos na mesma rodovia até o Medicine Lake, assim chamado pelos indígenas que habitavam a região. Um lago misterioso que desaparece durante o inverno e reaparece durante o verão. Na crença e tradição das primeiras nações que habitaram estas terras as ocorrências inexplicáveis estavam ligadas ao mundo mágico, como a medicina dos seus pajés. Hoje já se sabe que isto ocorre devido a um complexo sistema de cavernas subterrâneas que drenam toda a água nos períodos sem chuva. Quando o degelo inicia no verão, as águas utilizam esta depressão como escape, criando um lindo lago.
Medicine Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
Esta área é conhecida por ser casa de uma horda de caribous. Este tipo de veado vive em terras mais altas e frias, se alimenta principalmente de liquens e é a segunda maior espécie da família dos cervídeos. Aqui os caribous estão desaparecendo, foram avistados apenas 8 nos últimos 3 anos! Especula-se que além do aquecimento do clima, outro motivo tenha sido o aumento da população de lobos, seu principal predador.
Painel explicativo sobre os diversos tipos de cervídeos, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
Continuamos na estrada de acesso ao Maligne Lake e quando chegamos lá fomos logo avisados por um turista que havia um alce lago! Pegamos a máquina e corremos para o lago! A moosa (como nós apelidamos a fêmea do moose), estava comendo algas do fundo do Maligne Lake e pouco se importando com os milhares de fotógrafos a sua volta.
Fotografando um alce que se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
Para ser bem sincera eu acho que ela estava era adorando! Parecia a própria garota do fantástico fazendo poses, caras e bocas, enquanto sacudia suas orelhonas ao tirar a cabeça de dentro d´água!
Uma simpática e fotogênica fêmea de alce (uma "musa") se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
Não me conformando com o nosso pequeno zoom, fui me aproximando na margem do lago e cheguei a ficar a uns 15 metros dela. Trocamos olhares e ficamos cúmplices, aquela relação que dizem que o fotógrafo acaba formando com os seus modelos, sabe?
Uma simpática e fotogênica fêmea de alce (uma "musa") se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
Dá uma olhada no sorriso e na graça da moosa! Lindaaa!!!
Uma simpática e fotogênica fêmea de alce (uma "musa") se alimenta no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
Depois de uns 20 ou 30 minutos ali, eu e ela, ela e eu, mal notamos as dezenas de turistas que haviam chegado. Junto deles, chegou um park ranger e tratou de afastar todo mundo da área, lembrando que o alce é um animal selvagem e que pode ser muito perigoso! Difícil acreditar que a minha moosa iria fazer algum mal, ela estava era curtindo os seus minutos de fama! Rs!
Caiaque se aproxima de fêmea de alce no Maligne Lake, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
Fechamos o dia com chave de ouro em um encontro com um belo coiote andando na beira da estrada!
Encontro com coiote no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
Ainda fizemos um pequeno detour para as águas termais de Pocahontas Springs. Vimos algumas fotos antigas muito bacanas, mas hoje já é uma grande piscina azulejada, está muito urbanizada para o nosso gosto. Dormimos em Hinton, cidadezinha fora do parque, já na entrada da estrada rumo ao Alasca! Amanhã começa a longa jornada que nos levará ao topo do continente, agora só faltam 3 mil quilômetros!
Nossa primeira indicação para o Alaska, na saída do Jasper National Park, em Alberta, no Canadá
Mar totalmente caribenho em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada
Hoje pela primeira vez cruzamos as fronteiras entre dois países da Commonwealth Britânica em uma voadeira! Foram pouco mais de 30 minutos com um motorzinho 60, quicando nas ondas e nos despedindo da festiva Union island em St. Vincent and The Granadines, para a ilha de Carriacou em Granada.
O Tiger nos leva em sua voadeira de Union Island (SVG) para Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe
Viajando entre Union Island, em SVG e Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe
A pequena ilha de Carriacou tem seu nome derivado do “Kayryouacou”, que significa “terra cercada por recifes”,na língua dos seus primeiros habitantes, os Arawaks (1000 a.C) e seguidos pelos Caribes. Refúgio de piratas e até começo de colônia francesa. Hoje a tranquila ilha possui em torno de 6 mil habitantes descendentes de africanos e uns poucos escoceses que podem ser vistos pela ilha. A ilha é de origem vulcânica, com morros e florestas que abrigam algumas das praias mais virgens do país.
Casas na Main St. de Hillsborough, capital de Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe
A cidade de Hillsborogh é o principal centro e mesmo nos dias mais agitados não perde seu passo sonolento entre as ruas do dock principal e o mercado central. Nos hospedamos na pousada Peace Haven em frente à praia do ferry dock, que não recebe cruzeiros e mantém suas águas verdes cristalinas e areias douradas, e ainda assim não está entre as preferidas dos locais, páreo duro!
Praia em frente ao nosso hotel em Hillsborough, capital de Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe
Para os aventureiros e amantes da natureza, o High North National Park é uma das principais atrações da ilha, não apenas por suas trilhas, mas também pelas lindas praias mais inexploradas e de difícil acesso. A principal delas é a Anse La Roche, acessada por uma estrada e trilha que somam uns 6 km ida e volta.
Chegando à maravilhosa praia Anse La Roche, no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada
A gostosa trilha de pouco mais de 2 km que leva de Bogles à Anse La Roche, em Carriacou, ilha ao norte de Granada
A forma mais fácil de chegar até ela seria de barco, mas não a mais divertida. Pegamos um reggae bus no centro de Hillsborough e embalados pelo rei Bob Marley percorremos a ilha, parando em cada vila, no ritmo dos estudantes, rastas, trabalhadores e tiazinhas carolas até Bogles. A vila é a porta de entrada para o parque nacional e possui apenas um restaurante, fechado às quartas-feiras.
Andando de ônibus em Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe
A famosa Round House, em Bogles, cidade em Carriacou, ilha ao norte de Granada, no sul do Caribe
Sem café da manhã e almoço, só um abacaxi no estômago, conseguimos encontrar água e uma cerveja (pão líquido), para nos dar energia para o trekking. Caminhamos mais do que devíamos pela estrada de terra mal sinalizada. Já de retorno com a ajuda de um anjo caminhoneiro que surgiu em nosso caminho, finalmente encontramos a entrada da trilha! Descemos o morro entre a mata e um caminho um pouco erodido, um bom mirante nos ajuda a manter a animação! Finalmente vemos a ferradura no pé do morro.
Chegando à maravilhosa praia Anse La Roche, no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada
Anse la Roche é uma praia super protegida, pois é local de desova de tartarugas. As espécies que frequentam a praia são a leatherback turtle (tartaruga de couro) e hawksbill turtle (tartaruga de pente), ambas em extinção pela utilização das suas carapaças e sua carne. Um painel explicativo dá informações sobre a importância das tartarugas no ecossistema marinho, mantendo o equilíbrio da cadeia alimentar, já que são as principais consumidoras de águas vivas e caravelas, que por sua vez devoram peixes ainda em estado larval. A tartaruga verde, por exemplo, se alimenta principalmente de gramíneas marinhas e mantém os corais limpos e saudáveis. Em resumo, sem tartarugas, sem peixes! As tartarugas não escolheram mal, a praia é mesmo um paraíso!
A praia de Anse La Roche, totalmente deserta! (em Carriacou, ilha ao norte de Granada)
Fizemos um snorkel entre os pelicanos, no céu, e um gigantesco cardume de pequenos peixes no canto esquerdo da praia. Imagem linda e inesquecível!
Pelicanos observam nosso snorkel e aguardam, pacientemente, sua hora de atacar o cardume de peixes (em Anse La Roche, praia de Carriacou, ilha ao norte de Granada)
Um gigantesco cardume de peixes minúsculos em Anse La Roche, praia no norte de Carriacou, ilha ao norte de Granada
Voltamos a tempo de ver o por do sol na nossa varanda, em devaneios aleatórios sobre o espaço, as estrelas e o universo interestelar. Azuis de fome, não tinha nada melhor que um bom jerk chicken no Loraine Hotel, frango com molho apimentado “jerk”, especialidade da culinária caribenha.
Deliciosa jerk chicken, nosso prato predileto por aqui (em Hillsborough, capital de Carriacou, em Granada)
No dia seguinte o nosso ferry para a ilha de Granada partia às 15 horas, então ainda aproveitamos para pegar mais uma carona no busão do reggae e fomos direto para a Paradise Beach! O nome não nega e realmente o páreo é duro! Praia de areias brancas, mar azul e a mata verde dando aquele ar de paraíso selvagem. Logo ali, escondidos atrás das árvores você encontra também uma boa infraestrutura de bares e pousadas mimetizados às árvores na beira da praia.
Caminhando em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada
A magnífica Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada
Se você vai visitar Granada, Carriacou é passagem obrigatória para experimentar uma verdadeira ilha das Índias Ocidentais, sem cruzeiros, sem cadeias de grandes hotéis, sem a (má) influência turística que a maioria das ilhas já sofreu. Despedimos-nos de Carriacou em um almoço à beira mar, esperando o único ferry que liga a pequena ilha a Granada, nossa última parada nesta viagem ao Caribe.
O último banho de lama de Dominica, em Paradise Beach, no sul de Carriacou, ilha ao norte de Granada
Com a Ofelia, a dona de casa que nos acolheu em Blue Creek, vilarejo maya no sul de Belize
Toledo é o distrito mais ao sul de Belize, um lugar distante e fora do roteiro da maioria dos viajantes que passa pelo país. Sua capital Punta Gorda, uma cidade garifuna, é o ponto de partida da maioria dos viajantes que vão para a região de Rio Dulce e o Lago de Izabal, na Guatemala.
O simpático papagaio da casa em que ficamos em Blue Creek, vilarejo maya no sul de Belize
Lá o clima úmido dá lugar a uma floresta tropical chuvosa e suas terras férteis foram as escolhidas pelos Mayas Q’eqchi’, Mopans, Creoles e Menonitas, que preferem manter sua vida no campo, a agricultura de subsistência e suas tradições (quase) intactas. Assim o charme de Toledo é apenas viajar por suas pequenas vilas, ver a vida como ela é, sem firulas e maquiagens turísticas e descobrindo o que a região tem a oferecer: sítios arqueológicos mayas, rios e cachoeiras, praias e a autenticidade do seu povo.
A simpática equipe de garis de Placencia, no litoral sul de Belize
Rumo às Vilas de Toledo passamos por Placência “o cayo que você pode chegar de carro”, segundo o Lonely Planet. É o mais alternativo para os turistas que querem praia, sombra e água fresca sem cair na turística Ambergris. Abastecemos o carro, tiramos algumas fotos, compramos umas bananas e seguimos rumo ao sul.
Rua de pedestres em Placencia, no litoral sul de Belize
Placa bilingue emPlacencia, no litoral sul de Belize. Inglês e creolle
A primeira parada foi nas ruínas de Lubaantum, o "lugar das pedras caídas". Pouco se sabe sobre esta cidade-estado maya, os resquícios arqueológicos datam entre os anos de 730 e 890 d.C. Além da imensa coleção de esculturas em miniaturas encontradas nas escavações, a cidade é famosa por ser o local onde teria sido encontrada a belíssima Caveira de Cristal. Há controvérsias, mas o seu atual guardião nos garante que ela foi encontrada lá.
Pequenos artefatos encontrados em Lubantun, ruínas mayas no sul de Belize
O caso da misteriosa caveira de cristal, possivelmente encontrada em Lubantun, ruínas mayas no sul de Belize
As ruínas não são grandes, mas são lindas e foram pouco reconstruídas. Árvores imensas estão sobre os templos e se não fosse o gramado bem cortadinho poderíamos sentir como se a estivéssemos acabando de descobri-las.
Lubantun, ruínas mayas no sul de Belize
Visitando as ruínas mayas de Lubantun, no sul de Belize
Depois da visita escaldante à Lubaantum, poucos quilômetros da Vila San Pedro, fomos nos refrescar nas águas do Rio Blanco National Park, com um rio que forma poços e cachoeiras deliciosas!
Chegando ao Rio Blanco National Park, no sul de Belize
Refrescando-se em piscina natural do Rio Blanco National Park, no sul de Belize
Ele está nos arredores de Santa Helena, a vila mais bonitinha, com casinhas de madeira e palha bem construídas e que mantém a arquitetura tradicional, sem concretos e grades feiosas. Ali estão construindo a nova estrada de acesso à Guatemala, ótima opção para quem daqui se dirige a Rio Dulce, a estrada deve estar pronta até o final do próximo ano.
A pitoresca vila de Santa Helena, perto do Rio Blanco National Park, no sul de Belize
É justamente essa combinação de atividades que está fazendo o turismo se desenvolver na região como nova alternativa econômica para estas comunidades. As opções de hospedagens ainda são escassas fora da capital, mas uma boa alternativa é organizar tours com a TEA – Toledo Ecotourism Association, que além de programações ecológicas e culturais está organizando a hospedagem nas casas de família, como mais uma fonte de renda para as famílias que querem se inscrever no programa.
Espécie de bananeira ornamental, em Lubantun, ruínas mayas no sul de Belize
As vilas parecem ser divididas pelos seus grupos étnicos e/ou famílias, Santo Antonio tem maioria Mopan, já Blue Creek uma concentração maior de Q’eqchi’, enquanto a distante Barranco é uma vilazinha Garifuna. Essa diversidade convive muito bem e aos poucos também começa a se mesclar, como a nossa anfitriã Ofélia, que é creole (mistura de negros com europeus) que se casou com Rosálio, da etnia mopan.
Descansando na varanda da casa que ficamos em Blue Creek, vilarejo maya no sul de Belize
Nós decidimos dormir em Blue Creek, fomos sem agendar nada e penamos um pouquinho para encontrar uma hospedagem, mas aí é que está a graça. Falamos com um, falamos com outro, paramos na venda, até chegar à casa da Dona Ofélia, e assim fomos conhecendo a comunidade. Ela ficou até curiosa de saber como havíamos chegado lá e foi atrás de um restaurante que nos indicaram ela. Fato é que ela tem uma venda, disposição e um grande coração, além de nos preparar a comida ela também ofereceu o quarto de sua filha para dormirmos. A casa era simples, banheiro na casinha, banho de caneca e um sitiozinho nos fundos com galinhas, uma arara e 3 cachorros. Dividimos a casa com os pais e os 3 filhos mais novos, Telma de 24 anos, Rodney de 21 e Adélia de 19, que resolveu voltar aos estudos este ano para terminar o ensino médio.
Árvores crescem sobre as asntigas pirâmides de Lubantun, ruínas mayas no sul de Belize
Enquanto Dona Ofélia preparava o nosso jantar conversamos sobre a igreja menonita que seu Rosálio frequentava e a evangélica que o recebeu de braços abertos quando resolveu casar-se com uma mulher que não pertencia à igreja. Assim que tive chance fui ajudá-la na cozinha e tive uma aula de como fazer tortillas de milho branco. A massa já estava pronta, mas ela é basicamente milho descascado, cozido e moído com um pouquinho de água. Me restou amassar e modelar as tortillas, que ainda assim demandam uma certa desenvoltura com a massa para ficarem na espessura certa! Rsrs! Uma delícia!
Nossa simpática casa em Blue Creek, vilarejo maya no sul de Belize
Depois do banho de caneca eu e Adélia ficamos esperando a carreata passar. Hoje foi o dia de abertura da Semana Maya, que comemora o 24 de Março “The Maya Day”. Um grupo de jovens corredores veio correndo desde as ruínas de Nim Li Punit até Blue Creek, passando por diversas vilas, sendo acompanhados por uma carreata e carregando a tocha dos jogos.
Em dia de festa, chegamos à Blue Creek, vilarejo maya no sul de Belize
A semana na realidade terá 10 dias de jogos e atividades da cultura maya, com competições como quem faz mais e as melhores tortillas ou artesanatos e tecidos (para as mulheres) e jogos esportivos para os homens. Enquanto o Rodrigo dormia, eu tive que ir lá conferir! Na companhia de Adélia fui até o centro cultural, assistimos a apresentação de marimba, a cerimônia de abertura falada em Mopan e Q´eqchi´, além da gloriosa chegada da tocha olímpica.
Comemoração em Blue Creek, vilarejo maya no sul de Belize
Ainda assistimos ao empolgante e divertido Juego de Pelota de Fuego! Eles incendeiam uma bola de borracha e com tacos de madeira (paus de árvore com um formato parecido com o taco de hóquei) eles têm que acertar a bola e colocá-la no gol. Acaba sendo quase como uma batata quente! Eles acertam o taco na bola, e a cada “ai” depois de se queimarem, a torcida caía na gargalhada.
O incrível jogo de "fireball", em Blue Creek, vilarejo maya no sul de Belize
A noite estrelada ainda terminou em um show de fogos de artifício e um jantar repleto de tamales, um tipo de pamonha, feito principalmente para os heróis esfomeados que correram de Nim Li Punit até aqui.
O incrível jogo de "fireball", em Blue Creek, vilarejo maya no sul de Belize
Não irei esquecer a imagem daqueles rapazes correndo atrás da bola de fogo, rodeados por mayas, mopáns e creoles e uma “gringa” maravilhada, fotografando tudo no meio deles. São experiências como esta que nos ensinam a entender, apreciar e compartilhar as histórias de vida de diferentes culturas. Nos lembram que o melhor da vida é o simples que nos faz feliz.
Admirando as belezas naturais do Rio Blanco National Park, no sul de Belize
Admirando a beleza do mar próximo à Playa Ancón, em Trinidad - Cuba
Segunda-feira, as ruas de Trinidad estavam lotadas. Gente para todos os lados vendendo frutas, verduras, bugigangas, pizzas e comidas rápidas. Passamos pela Plaza Céspedes em direção à CADECA - Casa de Câmbio e à Cubanatur, pois precisávamos comprar a nossa passagem de ônibus de Santiago à Havana. O plano era voltarmos todos de avião, mas quando fomos comprar a passagem já não havia disponibilidade para todo este mês! Haviam apenas duas vagas, então demos prioridade à Laura e ao Rafa, já que eles voltam ao Brasil no dia seguinte em mais várias horas de avião para voltar a trabalhar. Nós vamos de busão mesmo, dormindo nas 15 horas até Havana e ainda economizamos. Compradas as passagens, tomamos o café da manhã rapidamente em uma padoca e pegamos 5km de estrada para a praia mais próxima, há apenas 5km do centro.
Com o nosso carro em Playa Ancón, em Trinidad - Cuba (foto de Laura Schunemann)
Antes mesmo de chegarmos à praia principal encontramos uma cueva, pequena praia entre paredes de pedras coralíneas, que, além de um bom papo com os tios que cuidavam da praia, prometia um bom snorkel.
Hora do mergulho no incrível mar de Trinidad, em Cuba
Rafael, Laura e Rodrigo se meteram na água para ver os peixinhos e corais enquanto eu, com o meu ouvido ainda em recuperação, fiquei cuidando das coisas. Um tchibum rápido sem molhar a cabeça foi a minha única opção para me refrescar em um dia de céu azul anil e calor infernal.
O Rafa examina gaiola de peixes nas águas limpas do mar próximo à Playa Ancón, em Trinidad - Cuba
Uma das diversões que o Rafa achou foi libertar os peixes que ficaram presos em um balaio de pesca. Um baiacu e outros pequenininhos que não teriam nada a acrescentar ao ganho dos dois tiozinhos que tinham seu escritório ali, naquele lugar chato e paradisíaco.
Operação para salvar um baiacu, em Trinidad - Cuba
O baiacu, coitado, inchou e não conseguia desinflar... nadava tortinho na superfície e só com a ajuda do Rafa foi que conseguiu ir para o fundo e voltar à vida normal.
Operação para salvar um baiacu completamente inchado, próximo à Playa Ancón, em Trinidad - Cuba
Playa Ancón é conhecida por seus grandes hotéis e infra-estrutura turística. A longa praia possui uma curta faixa de areia, mar esverdeado e uma linha de coqueiros bem convidativas àquele bode.
A linda Playa Ancón, em Trinidad - Cuba
Logo na chegada nos espalhamos sob as sombras de dois coqueiros e encomendamos duas saladas de frutas frescas. O tiozinho que trabalha ali cuidando dos carros nos preparou uma salada deliciosa, com goiaba, morango, abacaxi e outras frutas da estação. Lemos, descansamos e caminhamos, naquele típico e preguiçoso dia na beira da praia.
caminhada na Playa Ancón, em Trinidad - Cuba
À tarde voltamos à Trinidad e comemos em um paladar simples, mas justo, em frente à Casa de La Trova, onde encontramos o Rodrigo mais tarde para uma noite de música cubana. O lugar estava agradabilíssimo, batemos um papo jóia com o Seu Máximo, violeiro que já foi motorista de caminhão e fazia dezenas de carregamentos de cana e carvão entre Trinidad e Havana.
Novo amigo na Casa de La Trova de Trinidad - Cuba (foto de Laura Schunemann)
Impressionantemente, a casa foi ficando cheia e logo dois ou três ônibus de turismo desceram no lugar. Aquele grupo da terceira idade, todos muito animados e divertidos, mas para nós infelizmente acabaram com o clima do lugar. Eu e a Laura tiramos o pé da miséria, convidadas por uns tiozinhos que batem cartão na casa para se divertir e dançar, seja com gringas ou seja com cubanas. Um deles parecia o irmão africano do Carlinhos de Jesus. Pé de valsa que só, professor e showman, ele me tirou para dançar, ótima dança, mas eu não estaa totalmente ao seu nível. Rsrs!
Um verdadeiro show de dança na Casa de La Trova em Trinidad - Cuba
Andamos mais uma quadra e chegamos à Casa de Congo, na qual se paga 1 CUC de entrada e podemos ver apresentações de danças afro-cubanas folclóricas, com apresentações dos bailarinos em seus trajes típicos e uma banda de música e percussão ao vivo, sensacional!
Parece a Bahia, mas é uma apresentação de Congo em Trinidad - Cuba
Trinidad é uma cidade histórica e cultural rodeada de praias, natureza e uma infra-estrutura diferenciada das outras cidades cubanas. Se você vêm à Cuba é sem dúvida um destino obrigatório para conhecer um pouco mais da cultura e da vida desse país.
Delícia de mergulho em piscina natural em Playa Ancón, perto de Trinidad - Cuba (foto de Laura Schunemann)
Reencontro com a Karin e o Coen, os holandeses do Lanncruising Adventure que viajam há mais de dez anos, em Cusco, no Peru
Desde 2003 Karin e Coen estão na estrada. Os experientes overlanders começaram sua aventura em uma viagem de carro, planejada para durar 2 anos pelo sudeste asiático. É claro que como praticamente todos os viajantes que conhecemos, os 2 anos se prolongaram e no caso deles viraram 5, 8, 10 e ao que tudo indica não irão parar tão cedo. Karin comentou que nos primeiros 2 anos e meio eles ainda tinham em mente que voltariam a ter uma vida “normal”, mas ao final da viagem viram que não poderiam parar por aí. Foi quando decidiram voltar para para casa, na Holanda e reorganizar a vida para que pudessem continuar na estrada. Venderam tudo o que tinham e decidiram que iriam ganhar a vida na estrada, escrevendo para revistas de off-road e viagem sobre suas experiências e aventuras. O portfólio da dupla não é fraco, Karin escreve muito bem em inglês e tem artigos publicados em revistas de todo o mundo, ao lado das fotos de Coen, que também é designer gráfico.
Vários carros de overlanders em chácara em Cusco, no Peru
Depois de 11 anos de estrada, não é difícil afirmar que eles não estão mais em uma viagem e sim em um novo estilo de vida. Vivenciam os lugares com calma, descobrem e participam da vida local intensamente. Assim eles acabaram desenvolvendo uma rotina de viagem e trabalho, de campsite em campsite, dando dicas valiosas para overlanders de todo o mundo. Desde oficinas onde arrumar o seu carro no Perú, gambiarras para landcruisers (outra paixão do Coen, lidar com a mecânica do carro), trilhas off-road das mais inesperadas e até receitas práticas para fazer no seu acampamento. Eles estão há 7 anos na América do Sul, pelo menos 2 deles foram dentro do Brasil, onde aprenderam a falar português, além do espanhol que já vinham praticando.
Nós os conhecemos no início da nossa viagem, na beira de uma estrada na Guiana Francesa. Já havíamos visto o seu carro, mas era cedo e não parecia haver ninguém dentro. Seguimos adiante, paramos em uma vila laosiana entre St George e Cayenne e quando voltamos para a estrada, lá estavam eles, parados fazendo o seu almoço e acenando para nós. Eles também haviam visto nosso adesivo da viagem, detalhe, lá na Paraíba!
Expedição francesa que viaja pela América por 500 dias. São nossos irmãos mais novos, hehehe )em Cusco, no Peru)
Paramos para uma conversa entre viajantes, naquela altura do campeonato já nos sentíamos um pouco mais experientes, tínhamos 6 meses de viagem e acabávamos de cruzar a nossa primeira fronteira internacional com o carro, uma das mais difíceis delas. Aqui você encontra o post que Rodrigo conta sobre o nosso encontro.
Não conhecíamos a sua história, mas imaginem a nossa surpresa quando dissemos que nossa viagem duraria 1000 dias e eles responderam “Por que tão pouco?”. HEIN?, pensamos, "São quase 3 anos!!!", lhes dissemos. E eles com uma cara mais tranquila do mundo continuaram, “sim, mas por que só 1000dias?” Foi quando nos contaram que estavam na estrada há 8 anos! Aquela informação para mim foi forte, impactante. Porra, quando pensamos que estamos fazendo algo muito louco ou diferente, super longo, sei lá... vem esses dois malucos e mostram que não é nada. Ainda comentaram do casal de suíços que já está na estrada há mais de 25 anos! Bem, não só na estrada... estão também no Livro dos Recordes! Rs!
Encontro com os viajantes holandeses Karin e Coen, na estrada há oito anos! (região de Cacao, na Guiana Francesa)
Encontro com os viajantes holandeses Karin e Coen, na estrada há oito anos! (região de Cacao, na Guiana Francesa)
Um novo universo overlander se abriria na minha mente naquele momento, outra forma de encarar a estrada, a viagem, a vida. Quanto mais conhecemos e aprendemos mais compreendemos o tamanho da nossa ignorância. Não pode haver aprendizado mais sábio do que este.
“Só sei que nada sei” (Sócrates).
Bem nós passamos pelas 3 Guianas, a Francesa, Suriname e Guiana Inglesa em 15 dias, descemos todo o Brasil, subimos a Panamericana e chegamos ao Equador! Enquanto isso, adivinhem aonde estavam Karin e Coen? Ali mesmo, na Guiana Francesa e Suriname! Eles se orgulham pela fama de viajantes “mais lentos" da overlândia. O movimento slow travel está em alta, mas eles realmente conseguem bater o recorde! 6 meses no Suriname e Guiana Francesa? Pois é, fizeram todas as estradas destes países, mesmo as que nem existem no mapa!
Um delicioso lanche em chácara onde se congregam overlanders que vêm à Cusco, no Peru
Bem, hoje, 2 anos e 4 meses depois, enquanto rodávamos a América inteirinha até o Alasca and back, eles finalmente chegaram ao Perú! E é claro que não perderíamos a oportunidade de encontra-los novamente. Depois de irmos buscar o Gustavo no aeroporto, subimos as montanhas de Cusco para o campground mais famoso entre os overlanders que passam nestas redondezas, o Quinta de Lala, pertinho das Ruínas de Saksawaman. (vejam mais dicas no site do casal neste link)
Conversando com a Karin, o Coen e outros overlanders em chácara nos arredores de Cusco, no Peru
Ali eles ficariam por um ou dois meses, explorando a região de Cusco e arredores, conhecendo mais overlanders, reencontrando amigos que fizeram no caminho, trabalhando e vivendo da melhor forma a vida que escolheram ter. Nos convidaram para um chá, comemos um pãozinho integral com queijos holandeses (sabe Deus onde conseguiram isso por aqui) e tivemos uma tarde muito agradável trocando informações e ouvindo suas histórias. Além de estarem lançando um novo website da expedição www.landcruisingadventure.com, Karin está trabalhando no seu primeiro livro. Não posso esperar para lê-lo! Gosto do seu estilo e com tantas histórias colecionadas sem dúvida será um sucesso!
Recebendo o Gustavo no aeroporto de Cusco, no Peru
Amigos, muito obrigada pela hospitalidade. Desculpem-nos pela pressa de sempre e sem dúvida voltaremos a nos encontrar pelas estradas mundo afora.
Straw Market - Nassau - Bahamas
Long Island é uma das Family Islands aqui nas Bahamas, o que significa que é uma das 698 ilhas que, somadas a New Providence e Grand Bahamas, compõe a Commonwealth das Bahamas. Estávamos curiosos para entender por que elas eram chamadas assim e é até engraçado, quando John nos explicou isso lá em Harbour Island ele colocou bem: eles colocam Nassau como centro do universo bahamense e as “Other Islands” como eram chamadas antes, meras coadjuvantes. Há apenas alguns anos alguém finalmente percebeu como soava pejorativo e como os habitantes das outras ilhas se sentiam excluídos. A partir daí passaram a chamá-las de Family Islands, já que nelas vivem as famílias de grande parte dos moradores de Nassau. Hoje 220 mil pessoas vivem em New Providence, 40 mil em Grand Bahamas e 40 mil espalhadas em torno de 30 Family Islands, deixando as outras 668 totalmente desabitadas.
Long Island é uma ilha relativamente grande, mas sua população de 3 mil pessoas está espalhada por todo o seu território e com dois principais centros: Deadsman Cay e Stella Maris. O primeiro é um lugar de extremos, lá mora a maioria da população local e também é aonde alguns milionários americanos aposentados escolheram morar em suas grandes mansões, iates e Ilhas particulares. Por este mesmo motivo não é fácil encontrar hotéis ou pousadas em Deadsman Cay e acabamos caindo dentro do Stella Maris Resort, um lugar que reúne um hotel, aeroporto, marina, dive center, academia, piscinas, casas particulares, etc.
Nosso vôo hoje saía as 7h30 da manhã, mas estávamos decididos a mudá-lo para assistirmos a Carol competir lá no sul da Ilha. Fomos cedo ao aeroporto, mas lá vimos que infelizmente não seria possível, principalmente por que quase não teríamos tempo hábil de viajar até o sul, assistir o campeonato e correr de volta para o aeroporto. Ficamos com a Carol em espírito, torcendo muito! Logo nos encontraremos no Brasil, quando voltarmos buscar a Fiona.
Chegamos à Nassau e já nos sentimos locais. Conhecemos bem os caminhos, o que fazer o exatamente onde ir. Damos um “hello” para a arara no hotel e lá saímos para visitar os amigos Freddy e Karen, na Liquor Store da praia aqui ao lado. É um ritual de despedida necessário, hoje nos despedimos das Bahamas sabendo muito mais sobre a sua cultura, as suas ruas e as pessoas que aqui vivem. Como somos pequenos... um mundo tão novo, tão rico, nessas ilhas tão pequenas. Saímos daqui com aquela sensação de que poderíamos ter ficado muito mais, conhecido muito mais, quem sabe voltamos? Por isso não diremos adeus, apenas um tchau, see you Bahamas!
Ana com o Fred, dono do boteco que frequentamos em Nassau
A bela árvore que dá nome ao parque, no Joshua Tree National Park, região de Pioneertown, na Califórnia - Estados Unidos
Joshua Tree florescendo no Joshua Tree National Park, região de Pioneertown, na Califórnia - Estados Unidos
Chegamos aqui na primavera, quando a região começa a receber alguma umidade e o deserto aos poucos vai florescendo. Dentro das fronteiras do parque está o Deserto de Mojave e o sul do Deserto do Colorado. Suas formações rochosas datam de mais de 100 milhões de anos e tem origem vulcânica.
Joshua Tree National Park, região de Pioneertown, na Califórnia - Estados Unidos
A água aos poucos foi erodindo as rochas e as deixando com estes formatos retangulares e esféricos, perfeitos para escalada. Não é a toa que o Joshua Tree é o paraíso dos escaladores com centenas de vias abertas e boulders de fácil acesso.
Explorando e caminhando nos rochedos de Joshua Tree National Park, região de Pioneertown, na Califórnia - Estados Unidos
A frequência de escaladores no parque é tão grande que hoje a relação entre os esportistas (rock-climbers) e a natureza começa a ameaçar delicadas espécies presentes na área.
Um legítimo morador do Joshua Tree National Park, região de Pioneertown, na Califórnia - Estados Unidos
Um trabalho entre a Associação dos Montanhistas de Joshua Tree e os técnicos responsáveis pelo parque está sendo desenvolvido para encontrar o equilíbrio entre a prática do esporte e a preservação da natureza.
Para onde se olhe, há grandes paredões de pedra e pessoas escalando, no Joshua Tree National Park, região de Pioneertown, na Califórnia - Estados Unidos
Aos que tem um dia para visitar o parque, a dica é cruzá-lo da sua entrada oeste, próxima à cidade de Joshua Tree, até o portal norte, fazendo a primeira parada no Hidden Valley. A trilha é fácil e passa entre os boulders gigantes de pedra. Famílias fazem piquenique enquanto grupos de jovens montanhistas se perdem entre as vias de escalada, com suas cadeirinhas, mosquetões, cordas e colchões. São 2,5km praticamente todos planos onde conseguimos apreciar mais de perto a beleza do deserto e suas formações rochosas.
Um dos melhores lugares do mundo para se praticar rock climbing é o Joshua Tree National Park, região de Pioneertown, na Califórnia - Estados Unidos
Aqui eu decidi que amanhã voltaríamos para uma escalar e desenferrujar os nossos músculos e dedos nestas vias. O Rodrigo, porém, estava mais reticente e preguiçoso, justo ele que tem o maior jeito para escalada.
Mirante dentro do parque permite admirar toda a magnífica região do Joshua Tree National Park, região de Pioneertown, na Califórnia - Estados Unidos
Seguimos de carro pela Park Boulevard e pegamos um detour indicado apenas para carros 4 x 4, mas que qualquer carro com um motorista cuidadoso pode fazer sem problemas. A Geology Tour Road tem paisagens grandiosas, montanhas, vales e um lago seco plano e salgado. Na entrada da estrada está um painel explicativo e um mapa-guia com cada atração bem descrita, indicada por números ao longo da estrada.
Cruzando um antigo lago seco no Joshua Tree National Park, região de Pioneertown, na Califórnia - Estados Unidos
Na volta paramos em uma das curiosas montanhas de pedra, que parecem imensos castelos de areia montados por gigantes. No lugar dos grãos, pedras.
A paisagem de outro mundo do Joshua Tree National Park, na Califórnia - Estados Unidos
Eles são um convite a escalar, olhando de longe parece fácil, mas quando chegamos perto, cada grão de areia se transforma em um boulder gigantesco! Aos poucos fomos subindo, como duas formigas num palheiro. Os ventos estavam fortíssimos, porém quanto mais subíamos, mais linda ficava a vista.
Fotografando a própria sombra no alto das Star Wars Rocks, no Joshua Tree National Park, na Califórnia - Estados Unidos
O entardecer estava cada vez mais avermelhado sobre o deserto e as, agora mais simpáticas, Joshua Trees. O Rodrigo, mais teimoso e corajoso, subiu até o topo, eu me contentei com uma plataforma de pedra que parece ter sido planejada, lugar ideal para contemplação e meditação.
Explorando a parte alta das Star War Rocks, no Joshua Tree National Park, na Califórnia - Estados Unidos
De volta a Park Boulevard nos dirigimos rumo à entrada norte, passando por algumas áreas de camping lotadas de trailers e grupos que se preparavam para passar a noite. As Jumbo Rocks também são parada obrigatória para uma última foto. Logo após a aportaria norte do parque passamos pela entrada do Oásis de Mara, porém o tardar da hora nos fez seguir direto sem parar, com tempo deve valer a pena a visita.
Bela luz de fim de tarde no Joshua Tree National Park, região de Pioneertown, na Califórnia - Estados Unidos
Longe das cidades, ícones que nós brasileiros temos do país, vamos percebendo que as afinidades podem ser muito maiores do que imaginávamos. Aos poucos nos sentimos mais integrados, conhecendo sua terra, sua natureza e geografia vamos criando uma relação mais íntima com os Estados Unidos.
A bela árvore que dá nome ao parque, no Joshua Tree National Park, região de Pioneertown, na Califórnia - Estados Unidos
Encontro com a Carol na competição de mergulho livre no Dean's Blue Hole - Bahamas
Uma hora de estrada até o Dean´s Blue Hole, no sul da ilha e nós não parávamos de pensar na Carol, nossa professora de apnéia. Como ela adoraria estar lá! Imagina uma competição em um lugar maravilhoso desses com os 16 melhores do mundo!?! Achamos até estranho ela não ir, mas ela havia comentado que iria para a competição nas Ilhas Caymans, outro lugar chato. Chegando lá uma americana habitue de Long island se assustou: “Eu nunca vi esse lugar deste jeito! Sempre que venho aqui não tem um carro sequer!” E estava lotado, acho que tinham ali uns 20 carros. Campeões sarados e campeãs estilosas de diversos países que tinham acabado de ir a 58m, 60m, 114 metros! É impressionante!
Enquanto o Robert estacionava o carro, vemos uma moça com uma toalha verde e amarela escrita BRASIL! O Ro comentou, nossa, olha lá... até parece a Carol! Queríamos tanto que ela estivesse aqui que já estávamos vendo coisas. Não me agüentei, seria coincidência demais, mas tive que ir lá conferir! Corri lá e bati no vidro do carro que ela estava, mesmo que estivesse enganada eu não poderia perder essa. E adivinhem, era a Carol! Nossa professora, campeã brasileira e recordista sul-americana estava ali, representando o Brasil entre os melhores do mundo! Foi SENSACIONAL! É impressionante como esse mundo é pequeno! Nós estávamos pens, ando nela e achamos que não teria nenhuma chance de encontrá-la, só imaginando como seria legal, e lá estava ela! Linda, confiante, pois tinha acabado de fazer os seus 60 metros, rumo a um novo recorde que espera bater até o dia 27, último dia da competição. Foi uma explosão de alegria, as duas pareciam duas loucas, se abraçando e pulando no meio daquele povo. Para nós, encontrar amigos no meio da viagem já é uma forma de nos sentirmos mais em casa e para a Carol também deve ser muito bacana saber que estávamos lá, pertinho, torcendo e reconhecendo o trabalho solitário que ela faz em representar o Brasil nessa modalidade.
É isso aí Carol! Estamos torcendo muito e tenho orgulho de tê-la como professora, amiga e uma baita representante do Brasil! Pena que não conseguimos mudar o nosso vôo de volta à Nassau para poder ir torcer por você lá hoje... Vai fundo!!! Estamos torcendo por você!
Ps: e olha ela vai literalmente, pois a previsão que a Carol tem é de bater os seu próprio record de 68m!
Bermudas, traje oficial em Hamilton, em Bermuda
Alguém aqui já ouviu falar das Ilhas Bermudas? Se não, certamente já ouviram falar das centenas de aviões e navios desaparecidos no Triângulo das Bermudas. Pois é, é para lá que embarcamos hoje, uma ilha no meio do Oceano Atlântico há mais de mil quilômetros do estado americano de Carolina do Norte.
Mapa mostrando o famoso "Triângulo das Bermudas", onde navios e aviões somem sem deixar pistas, segundo a lenda...
A ilha descoberta em 1.505 pelo espanhol Juan Bermudez foi uma colônia inglesa e é hoje um British Overseas Territory, ou seja, mais um dos vários territórios que compõe a Commonwealth Britânica, uma democracia parlamentarista sob os domínios da Rainha Elizabeth.
City Hall de Hamilton, em Bermuda
A arquitetura inglesa, os pubs e pints de guiness, as igrejas anglicanas e as dezenas de campos de golfe quase nos fazem pensar que estamos mesmo na Inglaterra. Mas basta olharmos para as casas coloridas, um toque caribenho, o mar azul turquesa e os homens de bermudas desfilando seus mais belos trajes sociais, que logo lembramos que estamos mesmo em Bermuda. Sim, o nome oficial em inglês é sem o “s” e falado com um sotaque capiar americano “BeRRRmiúda”.
Atrativa propaganda de bar em Hamilton, capital de Bermuda
A propósito o que veio antes? A bermuda ou Bermuda? Os mais ligeiros já perceberam, o nome da ilha veio do sobrenome do seu descobridor Juan “Bermudez”. Já a bermuda, irmã mais comprida do short, nasceu aqui mesmo quando as tropas inglesas já não tinham como se esconder do calor e resolveram inovar no modelito, cortando suas calças e criando um novo elemento indispensável no guarda roupa de muitos homens e mulheres pelo mundo. Assim a bermuda é usada por políticos, bancários, homens de negócio e até por policiais como roupa social na ilha que a criou, junto à camisas de mangas curtas e longos meiões.
Guarda de trânsito trabalhando de bermudas em Hamilton, capital de Bermuda
Saímos logo cedo de Princeton - New Jersey, pegamos um trem e o aerorail para o aeroporto de Newark. Havíamos tentado reservar pousadas via internet, mas todas retornaram com negativas, estavam lotadas. O jeito foi tentar encontrar um lugar lá mesmo, fora de feriado não seria possível que não achássemos um lugarzinho na ilha.
Estátua pensativa, em parque de Hamilton, capital de Bermuda
Dica: mesmo sem um hotel agendado, nunca deixe em branco o ítem “hotel” do seu papel de imigração. Nós sempre colocamos o nome de algum hotel da ilha, mesmo que não esteja reservado. Hoje isso nos garantiu a entrada na ilha, nosso taxista nos contou que várias pessoas já foram mandadas de volta por não terem hotel marcado.
Uma das tranquilas ruas centrais de Hamilton, capital de Bermuda
O vôo foi tranquilo, embora seja impossível não pensarmos que estamos passando por uma área famosa por vôos e navios desaparecidos. Seria pelo mau tempo? Ou algum campo magnético que acabava com os instrumentos das aeronaves? Certamente esta fama não nasceu do nada, mas eu é que não quero descobrir agora!
Chegando á Bermuda, em pleno Oceano Atlântico
Chegamos na capital Hamilton em um dia nublado e com a ajuda do nosso amigo taxista encontramos logo um Bed & Breakfast super gostoso a uns 15 minutos de caminhada do centro. Bem acomodados logo saímos explorar a cidade, com seus ares britânicos passando pelo Victoria Park, pela Catedral Anglicana de Bermuda, Fort Hamilton, o Dockyard onde acabava de atracar um navio de cruzeiros, além de dar uma olhada na Reid e Front Streets, as melhores para compras e restaurantes.
Catedral Anglicana em Hamilton, capital de Bermuda
Escultura em meio a jardim de parque em Hamilton, capital de Bermuda
Navio-cruzeiro ancorado em Hamilton, capital de Bermuda
O fim de tarde não poderia ser melhor, uma guinnes na Front Street, batendo papo com locais animados em um dos pubs em frente ao Hamilton Dockyard. Agora já podemos nos considerar praticamente bermudenses!
A famosa Brooklyn Bridge, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Nova Iorque é composta por 5 principais distritos, além da famosa Ilha de Manhattan, o Bronx, o Queens, o Brooklyn e Staten Island são as outras subprefeituras que formam a cidade mais populosa dos Estados Unidos e terceira maior cidade da América, depois de São Paulo e Cidade do México. Esta é uma das maiores tristezas em ficar aqui apenas três dias nesta megalópole, pois cada uma dessas regiões possui um mundo de atrações, culturas, ruas, restaurantes e coisas para serem descobertas. Mesmo sendo a segunda vez na cidade, eu nunca consegui sair de Manhattan, pois só esta ilha já é um universo imenso a ser explorado.
Skyline do Brooklyn, vista do sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
O nosso primeiro dia foi na região do Central Park, Upper East Side, Times Square, Midtown Manhattan e Chelsea. Hoje era o dia de irmos para o sul e explorarmos a região de Lower Manhatan e do Village.
À bordo do ferry de Staten Island, observando a skyline de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Começamos o dia de hoje com um passeio diferente sugerido pelo pessoal do nosso hotel, by the way, super prestativos e bem treinados. Caímos no Westin Times Square pelo Priceline, bem localizado e super chiquetoso. Mas o cara captou o nosso estilo de viagem e já deu as dicas mais alternativas de passeios, bares e lugares.
caminhando na famosa Wall Street, ano sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Primeira parada: Ferry Station para Staten Island. Cruzamos de ferry a Upper New York Bay, na ponta sul da ilha de Manhattan. O ferry gratuito tem uma das melhores visões do skyline da região da Wall Street.
A skyline de Manhattan, vista do ferry para Staten Island, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Como não tínhamos tempo de descer e explorar o novo distrito, fizemos meia volta na estação e pegamos o mesmo ferry de volta. Todos são obrigados a descer do ferry e entrar novamente na entrada oficial, sem custo e sem stress! Só um pouco de paciência, pois a mamata já foi descoberta por todo mundo!
A Ana disputa espaço no ferry de Staten Island para poder fotografar o sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
No caminho além dos belos arranha-céus da Big Apple, vemos ao longe a Brooklyn Bridge e ainda temos uma vista privilegiada da Estátua da Liberdade. E o melhor, sem custo e sem precisar entrar em esquemões turísticos.
A Estátua da Liberdade, vista do ferry de Staten island, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Retornamos à Wall Street e caminhamos entre os prédios gigantescos até os edifícios históricos mais antigos do centro financeiro, o New York Stock Exchange e o Museum of American Finance.
A sede da Bolsa de Valores de Nova Iorque, nos Estados Unidos
Continuamos a caminhada, novamente em direção ao rio e aos piers e encontramos o novíssimo Pier 16, vizinho do famoso e comercial Pier 17. Uma reforma colocou em uso o antigo píer que se tornou um novo ponto de encontro para os jovens nova-iorquinos. Engravatados trazem suas saladas e sandubas, se espalham pelas cadeiras e pufes com uma ótima vista para o rio e fazem seu intervalo no novo refúgio urbano em meio à loucura de Wall Street.
O agradável Pier 15, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Entre o Píer 16 e o Pier 17 encontramos uma exposição de navios antigos que ajudam a remontar parte da história da marinha mercante de Nova Iorque. Aos que gostam de gift shops e muvuca turística o Pier 17 é o local perfeito. Nós passamos direto e reto pela ciclovia até chegar ao melhor ponto para vermos e fotografarmos a Brooklyn Bridge. Uma das mais antigas pontes suspensas dos Estados Unidos, sua construção foi terminada em 1883 e a o seu maior vão possui 486,3m! Uma obra de engenharia impressionante, mas que, como se pode notar, também precisa de alguns retoques esporádicos.
A famosa Brooklyn Bridge, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
O plano era atravessar a ponte e pelo menos colocar os pés no Brooklyn Bridge Park, um restaurante com uma boa vista de Manhattan, mas o nosso próximo programa tinha horário marcado e não poderíamos nos atrasar.
Pausa para descanso em frente ao pier 17, no sudeste de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
O 9/11 Memorial, ou Memorial de 11 de Setembro, já foi aberto à visitação em 12/09/12 e está localizado no mesmo local onde ocorreu o fatídico ataque às Torres Gêmeas em 2001. As visitas são gratuitas e muito concorridas, por isso a principal dica é agendar a sua visita no site da organização 9/11 Memorial (http://www.911memorial.org/) e ter os seus tickets em mãos.
Muitas obras no Ground Zero, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Toda a área está em obras e onde antes ficava o complexo das Torres Gêmeas estão sendo construídas novas torres comerciais, um hub de transporte urbano (metro) e um Performing Arts Center. No local exato onde estavam as duas torres, hoje estão duas piscinas imensas com um fundo infinito e cascatas que parecem chorar infinitamente a tragédia que aconteceu aqui. O projeto foi concebido sobre o espírito de esperança e renovação, com a água como elemento símbolo.
Piscina construída onde antes estava a Torre Norte do WTC, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Nos parapeitos destas piscinas estão inscritos em bronze o nome das quase 3.000 vítimas dos ataques terroristas de 1993 e 2001 às Torres Gêmeas, ao Pentágono e do vôo que teoricamente iria atingir a Casa Branca.
Visita ao Memorial do WTC, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
A “árvore sobrevivente” é a única forasteira entre os mais de 400 carvalhos brancos plantados ao redor das piscinas. Ela foi encontrada dentre os escombros e salva pelos bombeiros e trabalhadores. Após o resgate a replantaram em outro local até que se recuperasse para voltar ao seu solo de origem. Um símbolo de força e resistência dentro do memorial.
A única árvore sobrevivente do ataque de 11/09 em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Ao lado das piscinas o Memorial Museum está terminando de ser construído e mostrará a história dos atentados, homenageando todos que passaram por aqui. O memorial está maravilhoso, mas é uma visita pesada, principalmente para os que perderam alguém próximo durante o atentado. Muito curioso era prestar atenção nas crianças, que são sempre uma referência de tempos futuros. As crianças perguntavam aos seus pais por que havia um memorial e o que havia acontecido ali. Um fato tão marcante que para elas já virou história e o memorial logo será mais um dos tantos erguidos aos que perderam a sua vida por uma guerra na história americana.
Construção da nova torre do WTC, em Manhattan, Nova Iorque, nos Estados Unidos
Saímos do Memorial pensativos, relembrando o momento em que soubemos do ataque, como acompanhamos o desenrolar da história e contando as histórias de amigos que haviam estado, de alguma forma, próximos ao incidente. Completamente esfomeados caminhamos pelo Soho e Tribeca procurando um local para comermos e digerirmos toda essa emoção. Os prédios antigos, galerias de arte e restaurantes bistrôs e cafeterias pareciam nos seduzir pelas ruas de um dos bairros mais alternativos da ilha de Manhattan.
Caminhando pelo Soho, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Caminhando pelo Soho, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Não fosse um encontro marcado com amigos lá perto do hotel, eu convenceria o Rodrigo de passar a noite perambulando pelos bares e clubs aqui da região. A caminho do metro passamos ainda pela Washington Square, com um belo fim de tarde, música e xadrez dos amigos da melhor idade.
Músico na Washington Square, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Um dia intenso de atividades para uma visão, que eu chamaria de no mínimo, superficial, da Lower Manhattan. Nem morando em Nova Iorque seria possível acompanhar a sua evolução na mesma velocidade. Ainda assim, algo me diz que um dia voltaremos por mais tempo.
A bela Washington Square, no sul de Manhattan, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
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