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Marlúcio Medeiros (01/07)
Valeu! Ana, rs ainda é tempo para si torna uma pesquisadora, mas já te ...
joao batista (01/07)
Muito legal suas fotos e seus comentarios. parabens. Conheço a regiao, p...
André Luis dos Santos (01/07)
Estava pensativo: preciso levantar dinheiro para ir à cidade de Novo Air...
Robinson - ilhabela (28/06)
Ola parabens pelo blog. quando vir a ilha novamente terei prazer em apres...
Lucia (28/06)
Muitas cores na bela paisagem da estrada entre Homer e Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska
A Kenai Península é conhecida como o parque de diversões do Alasca, ou ao menos dos moradores de Anchorage e arredores. Eles vêm à península nos feriados e finais de semana para pescar, caçar, pedalar, escalar, fazer trekking, rafting e canoagem ou apenas sentar em uma cabana e ver a vida selvagem passar em um dos seus parques e reservas. Nela estão localizados o Kenai Fjords National Park, Kachemak Bay State Park e as rotas de acesso aos Parques Nacionais de Lake Clark e o famoso Katmai National Park.
Cisnes parecem enfeitar ainda mais a bela paisagem na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska
O caminho de Anchorage para as cidades ao sul na península já é sozinha, uma atração. Após o a imensa baia tem o espetáculo da grande maré, que enche rapidamente criando uma longa e interminável onda que alguns corajosos (pela temperatura da água, não pela onda) podem até surfar! No “Windy Point” uma boa vista das montanhas e da baía e um pouco adiante em dias mais claros podem ser vistas as baleias belugas, no Beluga Point, além de golfinhos, pássaros e o que a sua sorte permitir. Alguns museus de mineração vão contando as histórias dos pioneiros que desbravaram a região, da construção da linha de trem que cruza de Seward a Fairbanks paralela à estrada, no mesmo caminho das montanhas.
Mesmo com chuca, também há incêndios no ALaska! (estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska). Esse aí parece ter sido planejado...
Vizinho ao Kenai está o Katmai National Park, o paraíso dos ursos grizzlies e brown bears. Sabe aquela cena famosa dos ursos pescando salmão na beira de uma cachoeira? Pois é, é lá mesmo. Uma das cenas mais famosas do Alasca, que está em todos os informativos, revistas e folhetos turísticos e é conhecida provavelmente, por apenas 1 % da população local. O motivo? O lugar é (in)acessível apenas por uma longa e cara viagem de barco ou voos de avião, que custam entre 350 a 600 dólares, dependendo da época e tipo de tour. Até onde conseguimos pesquisar os voos mais baratos saem de Homer, que está mais próximo geograficamente da entrada do parque nacional e da pequena vila de King Salmon.
Estamos em "Bear Country", em trilha na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska
Foi no Katmai, o santuário dos ursos grizzlies, que o famoso e controverso Grizzlie Man e sua namorada foram atacados e devorados por um urso, conhecido por ele como Mr. Brown. Infelizmente Mr. Brown também morreu, para não passar para sua prole o gosto por carne humana. Treadwell viveu durante 13 anos entre estes lindos e imprevisíveis animais, mas Mr. Brown era relativamente novo na área e não deve ter ido muito com a cara dele. Esta é uma longa e curiosa história, se quiser saber mais o cineasta alemão Werner Herzog fez um filme-documentário, o “Grizzlie Man”. O filme recebeu vários prêmios, embora ainda hajam controvérsias sobre a leitura psicológica e o enfoque que foi dado.
Cores de Outono predominam nessa época na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska
Outro parque nacional obrigatório é o Kenai Fiords National Park, coberto pelo imenso Harding Icefield, possui 607.805 acres de área preservadas e é o lugar que orcas, lontras, puffins, ursos e alces chamam de lar. Excursões de barco e caiaque entre os fiordes e os trekkings no Exit Glacier, são alguns dos programas mais procurados na pequena cidade de Seward.
Descendo a montanha como uma verdadeira rampa de gelo, a incrível Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska. Com a chuva, o rio que nasce na geleira está furioso
Seward está localizada na Ressurection Bay, o fundo de um dos fiordes que forma o parque e é uma das mais distantes cidades na rota dos cruzeiros no Alasca. Imagino que seja um lindo lugar para conhecer de barco entre as altas paredes dos fiordes, se não estiver chovendo. Nós subimos de Homer para cá com tempo horrível, no caminho obras e alguns bravos alascans enfrentando o mau tempo em prol de uma boa pescaria.
Muita chuva no caminho para Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska
Chegamos ao hotel no final da tarde e descobrimos que a cidade estava com dois avisos de segurança, as próximas 24 horas prometiam enchentes e tufões de ventos que poderiam chegar até 100 milhas/hora, o equivalente a 160km/h! Na beira do mar mal conseguíamos ver a baía, quanto menos os fiordes, e a chuva só piorava. Aqueles que puderam, cancelaram sua estadia e voltaram para Anchorage, uma moradora me disse que isso não é comum por aqui. Para nós encontrar o mau tempo dentro de um hotel aqui ou lá não faria diferença alguma, o problema seria a estrada. Ainda assim decidimos ficar e só saímos para jantar em um restaurante na rua principal, voltamos ao hotel e ficamos de olho nos sites meteorológicos para decidir os nossos próximos passos. Agora é cruzar os dedos e torcer para que a tempestade passe.
Muita água e corrente fprtíssima no rio que nasce na Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska
O vulcão Baru, ponto mais alto do Panamá, na região de Boquete
Boquete está localizado no norte do Panamá em uma região montanhosa de matas verdejantes, rios e corredeiras. Para muitos turistas que vem ao Panamá em busca de praia e sol é só um ponto de passagem entre Boca Chica, no Pacífico e Bocas del Touro, no mar do Caribe. Porém aos poucos essa pequena cidade se tornou um pólo de imigração, principalmente de norte-americanos aposentados ou em busca de uma vida mais tranquila. Assim, enquanto andamos pela região encontramos sinalizações e placas de venda de imóveis em inglês. A infra-estrutura da pequena vila já começou a se transformar e já oferece um comércio especial, lojas especializadas em vinhos, cafés, padarias e pequenos restaurantes deliciosos. O clima frio a faz um destino turístico romântico para casais com hotéis boutiques, spas, visitas a plantações de café e jardins botânicos particulares.
O rio que corta Boquete, no Panamá
As montanhas e rios por outro lado a fazem um hot spot para aventureiros e mochileiros de todos os cantos do mundo que vem em busca de trilhas e emoção nas rápidas da região. O melhor período para visitar a região é entre janeiro e março, quando o clima está mais seco e as trilhas mais transitáveis.
Papagaio panamenho, na região de Boquete, no Panamá
As principais atividades de aventura são o trekking para o Vulcão Barú (3.475m), uma caminhada noturna que inicia à meia-noite e dura 5 horas, para ver o nascer do sol. O Sendero dos Quetzales, uma ave de longas plumas coloridas encontrada principalmente nas matas tropicais da América Central. Essa trilha está oficialmente fechada pelas autoridades, pois ano passado um guia morreu levado por um rio, depois de cruzar seus clientes são e salvos. Aqui o fenômeno de “cabeça-d´água” é muito comum nos rios, quando a chuva no alto da montanha aumenta sobremaneira o volume dos rios, pegando de surpresa quem está na parte mais baixa. São 3 cruzes de rio, sem ponte, e ainda assim algumas pessoas acabam arriscando e entrando na trilha, sabendo de todos os riscos.
Depois das águas quentes dos poços termais, nada como um rio de águas frias! (na região de Boquete, no Panamá)
Há outras trilhas e atividades como o Canopy Tree Trek, vulgo arvorismo, também disponíveis e menos arriscados para as épocas de chuva. Agora, uma das mais famosas atividades de aventura da região, e menos sujeita às intempéries, é o rafting no Rio Chiriquí e Churiquí Viejo. Várias agências de turismo de aventura operam, mas deve ser agendado com pelo menos um dia de antecedência, já que o tour parte as 7h da manhã.
Lembrança de Boquete, no Panamá
Outra curtição para os brazucas é passear pela cidade se divertindo com as placas que encontramos pela cidade da piada pronta. Eu confesso que meu botão já mudou para o espanhol, então eu nem conseguia mais achar tão engraçado. Ainda assim foi impossível não morrer de rir com o post do Eduardo no blog da sua viagem de 111dias pela América Latina (clique aqui). Vale boas gargalhadas!
Para nós, brasileiros, a cidade da piada pronta! (Panamá)
Se você gosta daquele clima de montanha, ar puro, barulho de rio e estar rodeado por natureza, seja qual for o seu estilo, vale incluir pelo menos 2 dias no seu roteiro para explorar esta região.
No alto da pirâmide de Tepoztlán, no México
Tepoztlán é o sétimo pueblo mágico em nossa viagem pelo México, mais um dos encantadores povoados cheios de personalidade, vida e alguma história para contar. Quanto mais próximos da Cidade do México, mais sentimos que os pueblos, mesmo os mágicos, ganham ares mais urbanos e menos pueblanos. O pequeno Pueblo Mágico chegou a perder o seu título em 2009, mas reconquistou-o em 2010 após corrigir problemas e garantir que, mesmo mais modernizada, mantém seu estilo de vida tradicional e os atrativos da região bem preservados.
Indicação para a trilha até a pirâmide de Tepoztlán, no México
Localizada no estado de Morelos, Tepoztlán está 80 km ao sul da capital mexicana e a apenas 20km da cidade de Cuernavaca, uma dos esconderijos preferidos dos chilangos (capitalinos mexicanos) no final de semana.
Guaximins habitam o alto da montanha onde está a pirâmide de Tepoztlán, no México
A grande relíquia de Tepoztlán não está em sua arquitetura colonial, mas sim em um sítio arqueológico muito especial, mesmo que pequeno e escondido no meio das montanhas de Tepozteco: a Pirâmide de Tepoztlán. As ruínas eram o nosso objetivo dentro dos treinamentos de aclimatação para as altas montanhas que estavam por vir.
Montanhas na região de Tepoztlán, no México
Mesmo sendo uma pirâmide pequena, se comparada a outros sítios arqueológicos mexicanos, sua importância está apoiada na crença que ali teria nascido o principal Deus da cultura asteca, Quetzalcoátl, a serpente emplumada.
Chegando à pirâmide de Tepoztlán, no México
A trilha que nos leva ao topo das montanhas tepoztecas é íngreme e demanda certa persistência, mas praticamente todo o caminho possui escadas e é bem demarcado. No final, próximo a uma grande rocha foram instaladas até escadas de ferro para garantir o acesso de todos, turistas, peregrinos e curiosos, até o local onde está a pirâmide.
Pequeno altar em rua de Tepoztlán, na região central do México
Trilha para a pirâmide de Tepoztlán, na região central do México
Felizmente a seleção natural aqui não poderia ser mais perfeita, famílias locais, acostumadas com a altitude e maiores caminhadas são as que mais se dispõem a subir a montanha, assim como os turistas mais atléticos e aventureiros. A pequena dificuldade de chegar até o topo, em pouco mais de uma hora de caminhada, já seleciona bem o público que vai até lá em cima.
No alto da montanha, a pirâmide de Tepoztlán, no México
Nós, sem muito esforço, chegamos em 45 minutos. Nós, vírgula! Eu! Pois meu maridão poderia ter feito em 20 ou 30, correndo, sem sentir nada. De qualquer forma, chegamos todos inteiros e felizes, aproveitamos a pequena e linda pirâmide onde um rei chegou a ser Deus e ditou suas próprias regras, antes de ser dominado pelos Aztecas. Fato é que estas ruínas sempre foram muito respeitadas pelas comunidades vizinhas, já que é a terra de Quetzalcoátl.
Quadro informativo sobre o povo que construiu a pirâmide de Tepoztlán, no México
Retornamos ao nosso hotel para encontrar a Fiona, que acabara de receber um merecido banho. Ontem à noite chegamos à cidade e buscando por um hostal acabamos conhecendo o dono de um hotel, que nos ofereceu um desconto para ficarmos lá, ainda mais próximos das ruínas. A princípio o hotel parecia meio “fora de mão”, mas ele era realmente o mais próximo da trilha e ainda guardava uma das pessoas mais especiais que conheci aqui no México. Pedrin é o gerente do hotel, foi ele que nos ofereceu lavar a Fiona enquanto caminhávamos montanha acima. Um homem sensível e de bom papo, mas que escondia em seu jeito simples um conhecimento espetacular sobre natureza do espírito e da alta humana.
Rua de Tepoztlán, na região central do México
De volta à pousada sentamos no gramado e começamos a jogar conversa fora com Pedrin, que logo nos surpreendeu com sua astuta postura política e conhecimento histórico. É raro encontrarmos alguém com tanta cultura e clareza de ideias como Pedrin. Falamos sobre as mudanças culturais que se passaram em Tepoztlán nos últimos anos e ele, nos contado os fatos, logo fez referência à colonização e à relação criada entre os colonizadores e indígenas, suas ansiedades, problemas e posições. Foi ele que nos contou que Tepoztlán só não perdeu o posto de pueblo mágico, pois seus moradores não deixam que grandes redes de varejo entrem aqui e façam se esvair as chances dos comércios locais vingarem.
Muito comércio na área onde se inicia a trilha para a pirâmide de Tepoztlán, na região central do México
A conversa foi se aprofundando e logo estávamos falando sobre um assunto que nem ao Rodrigo muito interessa, já que para ele apenas o mundo material já é demasiado complexo... O mundo espiritual para nós, espíritas, é algo simples se ser sentido, percebido, algo quase matemático, como 2 + 2 = 4. Não é por que não conseguirmos vê-lo ou tocá-lo que ele não está lá. A mesma certeza possuem os povos indígenas mexicanos, mais ainda seus xamãs, ou pajés, pessoas com uma sensibilidade ainda maior para a energia cósmica que está ao nosso redor.
Do alto da montanha, vista para a cidade de Tepoztlán, no México
Conversando sobre situações comuns, como a dor de cabeça que Rodrigo vem sentindo, Pedrin me contou sobre o seu irmão, médico, neto de curandeiros, que possui uma grande facilidade de perceber a doença em seus pacientes. Assim como Pedrin, que além de ter o dom de curar com as mãos, também tem um controle do seu corpo e da sua mente impressionantes! Quando foi extrair um dente, depois de três anestesias sem efeito, conseguiu apenas desligar o cérebro do seu sistema nervoso e simplesmente não sentiu dor alguma ao extrair um dente do siso, apenas com uma profunda meditação.
Momento de descanso sobre a pirâmide de Tepoztlán, no México
Bom, nem preciso dizer que em poucos minutos nossas auras de conectaram e de certa forma parecia que já nos conhecíamos há milhares de anos. Ele me contava sobre suas leituras sobre o budismo, espiritualismo, um cientista russo que estudou a relação do corpo e do espírito em momentos de transição, deixando um lençol extra fino em pacientes que estavam perto da morte e percebendo que a fina seda flutuava assim que o paciente se desligava do corpo.
Momento de descanso sobre a pirâmide de Tepoztlán, no México
Ele me contou que aqui perto existem algumas montanhas especiais, lugares utilizados por seus ancestrais para energização, montanhas que não são muito conhecidas para turistas, mas que são utilizadas por ele e outros curadores para equilibrar suas energias. Eu adoraria ir até lá para conhecer.
Rua de Tepoztlán, na região central do México, com a montanha da pirâmide ao fundo.
Quanto a mim, ele voltou a um assunto que eu já havia ouvido de várias outras fontes. Uma energia de cura que me acompanha e que está em mim ou que posso canalizar. Ele comentou não apenas o que eu já sei, mas exemplificou os meus medos e inseguranças como se lesse a minha mente, o meu coração. Ele me encorajou a praticar e estudar e sei que se necessário, seria meu guia para desenvolver este dom.
Visita à pirâmide de Tepoztlán, no México
Uma longa conversa que me deixou pensativa por alguns dias, afinal por que estamos aqui no mundo? O que podemos fazer de melhor à humanidade? Não existe uma resposta pronta, cada um deve encontrar a sua, e quem sabe o nosso caminho não esteja por aí?
Comérciode artesanato em Tepoztlán, na região central do México
Corredor lateral do nosso barco, refletindo o mar e a Isla Isabel, em Galápagos
Galápagos, as famosas ilhas que ajudaram Darwin a desenvolver a sua teoria do evolucionismo, estavam ali, diante de nossos olhos. A cada dia que passa, vamos nos dando conta que o sonho finalmente se tornou realidade. E dentre tantos imprevistos como o cancelamento do barco que havíamos contratado, formulários que não foram entregues à nova empresa, mudanças de datas, vôos, salmonelas e vulcões, olhamos para trás e vemos que tudo aconteceu como deveria acontecer.
Moréia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Estamos em um dos cruzeiros mais luxuosos de Galápagos e, é claro, a diferença não foi por nossa conta. Temos um serviço de bordo espetacular, com café da manhã, lanche e toalhas quentinhos quando saímos do mergulho. Almoço e jantar deliciosos, com opções de carne e comida vegetariana, vinho tinto, cerveja e petiscos o tempo todo na sala principal. As acomodações são super confortáveis e o serviço de quarto impecável, duas vezes ao dia, com toalhas secas, banheiros limpos e cama arrumada. Imaginem como nós não estamos... Depois de 500 dias de estrada dura, pousadas e hostals dos mais variados tipos e níveis, podermos ficar 7 dias nessa mordomia!
O Galapagos Sky, nosso barco! (Isla Isabel, em Galápagos)
Estamos nos sentindo em um paraíso e também um spa de engorda! A roupa de mergulho está cada vez mais difícil de entrar! Rsrsrs! Mas tudo bem, pois o pessoal da tripulação nos ajuda a vesti-la. É mesmo muita regalia!
Hora do descanço no sun deck do barco, na ilha de Wolf, em Galápagos
Tudo isso com alguns mergulhinhos básicos com tubarões-martelo, tartarugas, moréias espalhadas por todos os lados! O Capitán Victor está certo, e continua nos lembrando disso todos os dias no seu wake up call: “...this is a new Day in the Paradise Island!”
O Capitão Vitor e o Jairo na cabine de comando do nosso barco, próximo à Isla Santiago, em Galápagos
Logo no primeiro mergulho de hoje estávamos lá esperando os milhares de tubarões martelos, moréias e cardumes de King Angel fish, e todos eles compareceram! O segundo já foi um pouco diferente, fomos até um areal conhecer a estação de limpeza marinha.
Tartaruga e estrelas-do-mar em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos
Começamos por um imenso Jardim de Enguias de Galápagos, centenas delas! Moréias passeavam e nadavam livres de um lado para outro. Tubarões de todos os tipos, Blacktips, Silks, Galápagos, lindos Guinea Fowls Puffers, um peculiar Hogfish e até os pequenos e lindíssimos blue nudibranches deram o ar da graça!
Tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Fechamos o mergulho com um drift delicioso, cruzando com centenas de peixes dos mais variados tipos e cores e encontramos o nosso primeiro polvo da viagem! Ele deu um show, se escondeu, trocou de cor e até nadou livre fugindo dos mergulhadores curiosos, coisa difícil de ser vista.
Polvo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)
Hoje começamos o nosso itinerário de volta. Nos despedimos de Darwin já com saudades dos tubarões-baleia e cardumes de martelo que já fazem parte do nosso dia. Voltamos à Shark Bay em Wolf no terceiro mergulho, repetimos toda essa diversidade marinha, adicionando ainda muitas tartarugas e a graciosa Spotted Eagle Ray, nossa velha conhecida Raia Chita!
Uma linda arraia-chita em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos
O por do sol no final da tarde abrigados pela Ilha de Wolf foi mais melancólico, talvez pela nebulosidade, talvez por que sabemos que isso tudo um dia irá acabar.
Pôr-do-sol em Wolf, em Galápagos
Um preguiçoso leão-marinho nos dá as boas vindas à Galápagos, na Ilha de San Cristóbal
Hoje voamos de Quito para San Cristóbal com uma parada em Guayaquil. No aeroporto já tínhamos um receptivo com o check in pronto, apenas pagamos a taxa de 10 dólares para entrada em Galápagos, embarcamos os 35kg de bagagem de cada um e pronto, em pouco mais de 3 horas estávamos no Aeroporto de San Cristóbal.
Sobrevoando Galápagos na chegada à ilha de San Cristóbal
Chegamos a Galápagos e já sentimos aquele clima de paraíso. Como todo paraíso não é de graça, pagamos a taxa de 50 dólares por pessoa (valor para sul-americanos) e logo poderíamos esquecer de carteiras e dinheiros pela próxima semana!
Ainda no aviãos, passaportes e formulários prontos para entrar em Galápagos, na ilha de San Cristóbal
A recepção da equipe do Galápagos Sky, Glenda e Edwin foi ótima, cuidaram as bagagens e reuniram o nosso grupo para o transfer ao porto. O grupo com quem passamos os próximos dias é composto por 9 russos, 1 alemão, 1 sueca, 1 brasileiro/holandês e nós 4 brasileiros.
Apresentação da tripulação e passageiros no barco em Galápagos (foto de Maria Edwards)
A tripulação do Galápagos Sky tem 11 pessoas: el Capitán Victor, Chef e assistente, 02 panga riders, eletricista, maquinista, assistente do capitán, 02 dive masters e o mais importante homem à bordo, Jairo, o bartender! Aos poucos vamos decorar o nome de todo mundo.
O Jairo, o barman do nosso barco, na Isla Isabel, em Galápagos
O dia da chegada é sempre super animado. Tudo novo, um barco inteiro a explorar, novos amigos e muita ansiedade pelos mergulhos que estão por vir. Depois do almoço fizemos o check in nas cabines e aqui um detalhe engraçado. Como nós conseguimos nos “encaixar” neste live aboard na última hora, conseguimos apenas um quarto de casal e duas vagas de solteiro. Assim sendo decidimos dividir entre Rafa e Laura, eu e Rodrigo. As quatro primeiras noites eles dormirão no quarto de casal, enquanto Rodrigo irá para a cabine com Kostia, o instrutor de mergulho do grupo russo, e eu dividirei a cabine com Maria, viajante sueca que está dando uma volta ao mundo em 5 meses. Nos 3 últimos dias trocamos de cabines. Justo para todos e depois de 500 dias, será bom para ver se o Rodrigo vai sentir um pouco a minha falta... rsrs!
Prontos para o primeiro mergulho em Galápagos, perto do porto em San Cristóbal
Depois de todos devidamente instalados, fomos ao mergulho de check out! Um mergulho de 15 minutos apenas para checar os equipamentos, acertar os cintos de lastros, ver se falta alguma coisa, como a bateria do nosso computador que havia acabado! Sorte que vimos e deu tempo de pedirmos para comprar. As equipes de mergulhos foram divididas, os russos para um lado (equipe cinza) e “os outros” para outro (equipe amarela). Primeiro dia saímos com Glenda, dive master nascida em Galápagos super querida.
Maria, Laura e Glenda no barco que nos levava à Santa Cruz, em Galápagos (foto de Maria Edwards)
O ponto de mergulho era ali mesmo, no porto de San Cristóbal. O mar estava batido, água fria, cerca de 20°C e a visibilidade péssima! Aquele mergulho assim, para cumprirmos tabela. Ainda assim Glenda resolveu nos levar até uns corais, que mal podíamos enxergar, estava pior que os piores dias em Bombinhas...
Puerto Baquerizo Moreno, na Ilha de San Cristóbal, em Galápagos
Eis que vários leões marinhos surgiram, 4 ou 5 deles nadando a nossa volta, super curiosos! Ficaram brincando com os mergulhadores, com bolhas e olhando o seu reflexo nas máscaras e câmeras. Lindoooos! Foi a primeira vez que mergulhei com um leão marinho, não imaginava quão rápidos eles poderiam ser! É, não restaram dúvidas, chegamos à Galápagos!
Um preguiçoso leão-marinho nos dá as boas vindas à Galápagos, na Ilha de San Cristóbal
Muita arte nas ruas de Valparaiso, no Chile
Valparaíso é a cidade boêmia, adorada por artistas e poetas talvez, justamente, pela idiossincrasia de sua arquitetura, sua beleza e sua arte. O ar decadente de zona portuária somado ao encanto dos seus 42 cerros, suas ladeiras e vistas panorâmicas faz dela uma cidade cheia de personalidade. Muros pintados de todas as cores, com todos os estilos de street art contrastando com os bondes antigos que ainda circulam levando e trazendo cidadãos e turistas entre as vielas e prédios antigos do centro.
Os antigos trólebus ainda andam nas ruas de Valparaiso, no Chile
Desde 1990 a cidade é a sede do Congresso Nacional Chileno. Sua história sempre esteve relacionada ao mar, sendo um importante porto de passagem dos navios que se aventuravam à Costa Pacífica dando a volta no sul do continente a caminho do Perú, nos tempos da Colônia Espanhola, e mais tarde como parada e abastecimento para os que seguiam à costa californiana durante a corrida do ouro. No início do século XX dois acontecimentos balançaram a economia da cidade, o primeiro literalmente, um terremoto que acabou com Valparaíso. O segundo a inauguração do Canal do Panamá. Assim Valpo seguiu aos trancos e barrancos, como importante capital política, crescendo recentemente como porto de exportação de frutas.
Valparaiso, no Chile, vista do alto do cerro Artilleria
Nós chegamos à Valparaíso em um domingo à noite e esperando que os bares e a boemia estariam a todo vapor nos cerros subimos o Cerro Artilleria atrás das charmosas guest houses que encontramos em nosso guia. Foi uma forma curiosa de conhecer a cidade: noite escura, becos e ruas vazias, rodando e buscando nas paredes dos edifícios caindo aos pedaços e casas antigas a numeração dos hostels indicados. Na maioria deles, nem luz, nem campainha atendiam e dados os últimos acontecimentos, era essencial um lugar com estacionamento.
Um dos muitos cerros de Valparaiso, no Chile
Mesmo sendo tarde e cansados não nos demos por vencidos, o agito deve estar no Cerro Alegre, pensei, lá é o lugar boêmio da cidade. Subimos então o Cerro Alegre e nada, ninguém, uma cidade fantasma e abandonada. O único hostel que achamos aberto não tinha garagem e estacionamento próximo, além de um preço nada amigável, foi aí que decidimos nos entregar ao bom e velho Ibis, que aqui na verdade era novinho e muito bem localizado. Nada melhor do que chegar em casa, cama confortável, banho quentinho e decoração idêntica, aqui ou em Maringá e o melhor de tudo, com estacionamento seguro para a Fiona.
São vários cerros na cidade de Valparaiso, no Chile
A nossa primeira impressão da cidade poderia ter sido das piores, mas ao revés, os ares misteriosos dos cerros e a quietude da cidade nos surpreendeu de tal forma que não víamos a hora de sair para explorá-la. Saímos sem expectativas, sem planos e sem guias, nos deixando levar pelas aparências, curiosidades e cores que víamos em cada esquina. Começamos pela Plaza Sotomayor, praça central da parte baixa da cidade rodeada por antigos prédios imponentes.
Plaza Sotomayor, no centro de Valparaiso, no Chile
Demos um pulo no Muelle Prat onde barcos saíam lotados de turistas para passeios pelo porto prometendo belas vistas de Valparaíso desde o mar. Andamos, subimos o Cerro Concepción, nos enfiamos em um beco com escadarias e caímos dentro do Paseo Iugoslavo, já no Cerro Alegre, onde está o Palácio Baburizza, que com sua arquitetura art nouveau, abriga o Museu de Belas Artes. Segunda feira e, é claro, o museu estava fechado.
Subindo escadaria para um dos cerros de Valparaiso, no Chile
Muita arte nas ruas de Valparaiso, no Chile
Continuamos nos perdendo pelas ruas entre o Cerro Alegre e o Concepción, que durante o dia parecem muito mais receptivas e amigáveis, com belas vistas para o mar afunilando em suas ladeiras. Convites para conhecer La Sebastiana, uma das casas onde viveu Pablo Neruda, não faltavam espalhados por pinturas nos postes do cerro. Ela fica no cerro vizinho o Bellavista, mas não quis ter que lidar com a frustração de chegar lá e dar de cara com a porta, no dia internacional dos museus fechados.
O nome do grande poeta Neruda está por toda parte em Valparaiso, no Chile
No meio da tarde relaxamos e almoçamos em um restaurante no alto do Paseo Iugoslavo com belas vistas para os cerros, o porto e a cidade baixa. Mal sabíamos que estávamos escolhendo um dos preferidos da área, o Norma´s, também pudera, seu charmoso deck de madeira e as amplas vistas não poderiam ser mais convidativas.
Restaurante com uma bela vista de Valparaiso, no Chile
Queijo camembert derretido co geleia de framboesa, em Valparaiso, no Chile
Descemos o cerro novamente nos perdendo entre suas galerias de escadas, de arte e de fotografia. Os antigos elevadores (funiculares) que nos desculpem, mas não troco andar por estas ruas por uma carona corta-caminhos. Resolvemos sair correndo para o Cerro Artillería, estrategicamente localizado para a proteção da cidade e para um belíssimo pôr do sol no Paseo 21 de Mayo.
Um dos muitos funiculares que dão acesso aos cerros de Valparaiso, no Chile
Cruzamos a zona comercial próxima ao porto e subimos a mesma ladeira que nos levou ao topo na noite de ontem. Com pressa para não perder o pôr-do-sol um funicular até que ia bem, mas este fechava às 18h e tivemos que ir a pé mesmo. Do alto uma das vistas mais lindas de Valparaíso e sua vizinha mais jovem e moderna, Viña del Mar.
Valparaiso, no Chile, vista do alto do cerro Artilleria
Viña del Mar é o balneário preferido dos santiaguinos mais descolados. A Cidade Jardim é totalmente o oposto de Valparaíso. O charme caótico desta é substituído pela impecável organização, limpeza e jardinagem da primeira. Palmeiras e flores na orla, intercalados por fontes de água, esculturas, restaurantes, sorveterias e áreas de exercício, delineados pelo mar e por longas pistas de corridas e bicicleta. Atravessando a movimentada avenida beira mar, a Avenida Peru, estão os condomínios mais caros de Viña.
A praia de Viña del Mar, no Chile
O sempre tradicional futebol de praia, em Viña del Mar, no Chile
A orla muito bem cuidade de Viña del Mar, no Chile
O vento frio ainda soprava e as águas geladas do Pacífico não estavam muito amigáveis para um mergulho. Assim a nossa passagem por lá foi rápida e indolor! Uma manhã passeando na orla, um almoço à beira mar e logo pegávamos a estrada para Santiago, a apenas 160km dali.
Voltando para a parte baixa de Valparaiso, no Chile
Última visão das praias paradisíacas da Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
Isla Mujeres era um destino há muito tempo esperado por nós. Não apenas por suas belas águas azuis, mas por que aqui decidimos que iríamos diminuir um pouco o ritmo de viagem, ficar por uns dias “parados”, aproveitando para descansar e ter mais tempo para trabalhar nas fotos e relatos da viagem.
Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
Uma ilha com 7km de comprimento e 650m de largura, a pequena Isla Mujeres é o minucípio mais a leste no território mexicano. Um destino em expansão na turística costa de Quintana Roo, é uma opção mais tranquila à movimentada Playa del Carmen e Cancún, mas que ainda oferece um bastante infraestrutura turística para todos os bolsos e gostos.
Muitas cores em praia de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
A rua principal é uma miniatura da 5ª Avenida de Playa del Carmen, com lojinhas de badulaques turísticos, restaurantes italianos, tailandês, argentino, japonês, francês, cubano, caribenho e, com sorte, até um tempero local, maya ou yucateco, você pode encontrar. Todos os restaurantes são bem justos, mas o meu preferido foi o Olívia, um restaurante mediterrâneo com pratos deliciosos, mesas em um jardim e um clima bem romântico.
Pôr-do-sol sobre Cancún, visto de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
As praias de areias brancas e águas tranquilas estão no noroeste e norte da ilha, tomadas por hotéis e restaurantes à beira mar. A praia da Ponta Norte, como é conhecida, é a mais convidativa para um banho de sol e de mar.
cenário paradisíaco em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
Chegando à paradisíaca Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
As costas leste e sul são formadas por rochedos e penhascos com lindas vistas mas nenhuma praia. Na Punta Sur está uma pequena ruína maya para a deusa da fertilidade Ix Chel, a mesma deusa adorada na ilha de Cozumel. Inclusive dizem que foi das imagens da deusa feminina que os espanhóis teriam tirado o seu nome atual: Isla Mujeres. A ruína foi destruída pelo furacão Gilbert em 1988, ficando apenas a sua fundação e uma vista linda para o oceano.
Escultura marca a ponta sul de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
A grande beleza de Isla Mujeres, portanto, não está em suas praias, e sim no oceano que a rodeia. Mergulho, portanto, é uma das melhores pedidas aos visitantes vidrados no mundo sub. Na nossa rotina de trabalho, tiramos apenas um dia para mergulhar e por isso escolhemos um dos pontos mais especiais, o Cañonero C58.
Naufrágio repleto de peixes em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México
Naufrágio repleto de peixes em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México
Muitos peixes em naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México
O naufrágio está deitado a 24m de profundidade, por alguma razão desconhecida, é a casa de dezenas de arraias xitas! Nós nunca havíamos mergulhado com uma quantidade tão grande de xitas, indo e vindo, nadando em cardumes ao redor deste naufrágio! Sem dúvida o melhor mergulho da região, selecionado não por nós, mas pelas operadoras de mergulho com as que conversamos.
Maravilhosa arraia-chita nada próxima de nós durante mergulho em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México
Dezenas de arraias-chita circundam naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México
Maravilhosa arraia-chita nada próxima de nós durante mergulho em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México
Nosso segundo mergulho foi no El Granpín, um arrecife de corais mais raso, a 13m de profundidade, que ainda pudemos ver peixe leão, uma barracuda, uma tartaruga e uma xita.
Queen Angel Fish e tartaruga socializam embaixo de um coral no nosso segundo mergulho do dia em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México
Outro ponto famoso é o Museu Submarino de Cancún, com as esculturas do artista inglês Jason deCaires Taylor. Nós já estivemos em outro museu parecido lá em Granada, mas se você ainda não viu algo parecido, vale a pena conferir!
Um incrível mergulho em naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México
Dezenas de arraias-chita circundam naufrágio em Isla Mujeres, no litoral do Yucatán, no sul do México
O Parque Nacional Isla Contoy é um ótimo lugar para avistamento de aves e snorkel e a excursão de um dia te leva para um dia inteiro de passeio incluindo almoço.
Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
Durante a temporada dos tubarões-baleia (maio a julho) algumas empresas também operam barcos para um dos locais onde os maiores peixes do oceano se reúnem. A atividade é super controlada e fiscalizada, com apenas 10 pessoas por barco e apenas 2 snorkelers por vez podem descer do barco com colete salva-vidas e guia para nadar com os tubarões. Foi a forma que eles encontraram de controlar a atividade para não espantar os tubarões. O snorkel com os tiburones-ballena é um dos nossos sonhos, mas parece que nós chegamos um pouco adiantados. =/
Wind surf em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
Nós chegamos à ilha no Carnaval, quando a cidade toda se enfeita e as estudantinas se reúnem em diferentes temas e coreografias, dançando pela cidade para alegrar os foliões mais desavisados. Bloquinhos de jovens, crianças e até senhoras fazem a festa, rodando em suas pick ups tunadas e enfeitadas, com equipamento de som tocando em alto e bom som as principais marchinhas do carnaval isleño.
Fantasias de carnaval em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
Dança e folia no carnaval de Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
Celebrando o carnaval em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
Durante a noite, na praça, a prefeitura organiza um show com danças das estudantinas mais antigas, incluindo as senhoras da terceira idade, como rainhas de carnaval. Os shows de música trazem artistas desconhecidos para a maioria, um argentino que fazia uma linha meio Wando meio Frank Aguiar em ritmo de bachata em playback e uma guitarra, uma loucura! Kkk! A grande atração noturna na praça eram mesmo as marquesitas, um tipo de biju feito com pura farinha de trigo e recheada com nutela, nutela e banana ou morando, uma perdição. Não é a toa que o meu pecado capital no carnaval foi a gula! Kkk!
Uma legítima marquesita, guloseima irresistível para a Ana! (em Holbox, ilha ao norte do Yucatán, no México)
Foram 4 dias de uma rotina de trabalho, intercalados por caminhadas pela praia, corridas, sessões de yoga e festinhas de carnaval. Para trabalhar confesso a vocês que nesta época a ilha não é das mais agradáveis, pois as barulheiras da cidade e dos carros de carnaval me deixavam meio atordoada, mas nada que um belo banho de mar não resolvesse! Rsrs!
Corridinha básica na Isla Mujeres, na costa caribenha no sul do México
Se você está buscando por um lugar onde possa mergulhar, pegar uma prainha, onde pode caminhar a (quase) todo lugar, longe da loucura de Cancún e ainda encontrar infraestrutura, e algum agito, Isla Mujeres é uma boa pedida.
Onde Ficar?
Isla Mujeres tem varias opções de hospedagem, mas justamente por seu crescimento e recente sucesso dentre os turistas “mais alternativos” de Cancún ou Playa del Carmen, a procura é grande e os preços são salgados (acima de 130 dólares por quarto). Resolvemos, então buscar um hostal, bem indicado em guias de turismo, na beira da praia, mas sempre lotado, muito festivo para o nosso gosto e contraindicado pelos amigos brasileiros da Expedição 4x1, que tiveram um computador “extraviado” no local. Porém foi a partir deste hostal que conseguimos uma ótima indicação de hospedagem: a Casa Naranja.
Despedida do Alejandro e da Casa Naranja, nossa pousada na Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
A Casa Naranja é uma pequena guesthouse com 3 ou 4 quartos de casal cada um com seu banheiro, uma sala e cozinha comuns, para os que gostam de cozinhar e matar a saudade do próprio tempero. Um clima bem tranquilo, ótima localização, bem perto do centro, e ainda assim, silenciosa durante a noite. Alejandro, argentino radicado em Isla Mujeres, é uma pessoa super querida e conhece bem a região e nos ajudou bastante com suas dicas para fecharmos o roteiro da viagem.
Despedida do Alejandro e da Casa Naranja, nossa pousada na Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
Chegando lá.
Ferry para Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
Isla Mujeres está na costa de Quintana Roo a meia hora de barco de Cancún. Sem carro a travessia pode ser feita de portos próximos ao centro de Cancún em diferentes horários. A ilha também é famosa com excursões de um dia, em tours operados por agências de turismo na cidade.
Barco lotado em Isla Mujeres, no litoral sul do México, do lado do Caribe
A ilha é pequena e quase não exige carro para se movimentar, mas nós não deixaríamos a Fiona no continente, sozinha por 4 ou 5 dias. Então fomos até o porto de Puerto Juarez, poucos quilômetros ao norte de Cancún, abriga o porto de ferry boats que atravessam para Isla Mujeres.
Exibir mapa ampliado
A travessia dura em torno de uma hora e é uma das partes mais bonitas de todo o passeio, atravessando todos os tons de azul possíveis de um mar caribenho.
No caminho para Isla Mujeres, um mar que parece uma piscina, no litoral sul do México, do lado do Caribe
Hoje foi um dia de trabalho pela manhã e estrada durante a tarde. Posso resumir desta forma simples e sem graça. Escrevi bastante, ficamos lutando para enviar o material da Gazeta pela internet em Milho Verde, mas a conexão realmente não estava ajudando. Seguimos viagem, então, para Serro, com esperança de conseguir resolver este problema lá. Enquanto eu conectei pelo celular e enviei o material de 2,5MB em 20 minutos, o Rodrigo abasteceu o carro e comprou um queijo conhecido como “O melhor queijo de Minas Gerais”, não poderíamos deixar de provar. Tentei falar com a Dani no skype, mas caiu a conexão, ficamos novamente ilhados.
Praça de Serro - MG
Confesso que hoje me bateu aquele cansaço, aquele que todos perguntam “Nossa, 1000dias? Será que você agüenta?” Eu acho que sim, mas eu também sabia que algum momento eu ficaria cansada, estafada. Vocês pensam... cansada de passar por tantos lugares bonitos, tomar banho de cachoeira, fazer trilhas e conhecer lugares novos? Sim e não... Sim, enjoa um pouco ver cachoeira o tempo todo... ter que levantar todos os dias e entrar numa trilha no meio do mato... que preguiça. Não, porque a rotina de estrada, poeira, trabalho, cobranças internas e externas, também entram nessa conta e quase não aparecem aí para vocês. Mas não se preocupem isso não quer dizer que eu me rendi e que não vou agüentar os 1000dias. Eu não estou com saudades de ficar parada em apenas um lugar. Isso só quer dizer que até uma vida assim, dos meus sonhos e dos sonhos de muitas pessoas que conhecemos por aí, também cansa, também tem seus problemas e também nos faz ficar pensativos... Será que é isso mesmo o que eu quero?
Estrada sendo construída, entre Serro e Milho Verde - MG
Bem, o que me acalmou desta agonia toda foi a própria estrada... Santo remédio! Enquanto o Rodrigo dirigia os 100km entre Milho Verde e Tabuleiro, ficamos praticamente o tempo todo em silêncio. Foram quase três horas que tive para pensar, passar os sentimentos a limpo e começar a entender o que se passava assim, “a nível de mim mesma”. Em Milho Verde eu estava irritada, passamos por Serro e a irritação se transformou em uma certa angustia. Coloquei várias músicas daquelas bem viscerais da Ana Carolina, Adriana Calcanhoto, Cássia Eller e Marisa Monte... e de repente a Vanessa da Mata tomou conta, alegre e festeira. Quando chegamos em Conceição do Mato Dentro eu já estava bem. Faltava apenas chegar a Tabuleiro para ter certeza. Quando chegamos a um lugar como este, com uma tranqüilidade absurda, uma linda vista, no meio da natureza e uma energia deliciosa, todas as nossas preocupações e paranóias simplesmente desaparecem. E quando menos esperamos estamos aqui de novo, na frente do computador, escrevendo e cumprindo todas as nossas obrigações diárias, afinal faz parte da vida, não é mesmo?
Grande galeria na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
Vocês sabiam que cada milímetro de estalactite demora mais de 10 anos para se formar? Uma caverna é a história viva! História que cada estalactite nos conta sobre a geologia e a formação do planeta onde vivemos.
Galeria na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
A Caverna São Mateus no Parque Estadual da Terra Ronca é um destes lugares. Uma caverna de 21 km de extensão, com dezenas de salões adornados, com milhares de estalactites, estalagmites, electites, flores de calcita e todos os espeleotemas que se podem imaginar!!!
Rio e espeleotemas na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
Sem palavras, eu, Rodrigo e Flávia éramos levados por Ramiro por todos os cantos da caverna e cada vez que iluminávamos uma parede, um teto, uma coluna ou um salão só conseguíamos falar coisas como: MEU DEUS, CARACA, SENSACIONAL!!!
Com o Ramiro, nosso guia na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
É desconcertante entramos em um lugar como este e sabermos que aquele museu a “céu fechado” está ali todos os dias das nossas vidas! E não apenas da nossa, de toda a história da humanidade!!! Calculando bem, aquela caverna começou a se formar lá pelos tempos dos dinossauros! São mais de 100 milhões de anos que marcam o início de um trabalho paciente de construção deste templo natural. O gotejamento lento da água por minúsculas fissuras do calcário, que transportam em cada gota de água um grão do que um dia será uma escultura natural.
Incríveis formações na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
Ramiro não se cansa disso. Desde os 7 anos de idade vive enfurnado nestas cavernas. Sua lógica é diferente da nossa, ele possui uma relação diferente do tempo, da vida, do claro e do escuro. Sabe apreciar cada ponto de vista, cada facho de luz. Aprendeu na prática e também com os especialistas que o acompanharam durante todos estes anos. Espeleólogos e fotógrafos franceses, paulistas, cariocas, brasilienses, amantes de cavernas de todos os cantos do mundo já vieram desvendar os mistérios e belezas deste lugar. Ramiro estava sempre lá, atento, aprendendo cada detalhe.
O Ramiro na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
Acendia a sua luz dicróica, falava, olhem ali e no próximo segundo nos dizia, “vâmo andá?” Tortura? SIM, para nós era uma tortura, mas em uma caverna de 21km, cada minuto é sagrado. Andamos 8 horas dentro da São Mateus, tempo suficiente para nos perdermos no tempo e na escuridão. Tempo suficiente para explorar parcamente os seus primeiros 2km! É desesperador, só no primeiro quilômetro poderíamos ficar uns 3 dias, dormindo dentro da caverna, para ver cada uma das suas obras de arte.
Perfeita flôr de calcita na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
Nunca na história deste país havíamos visto tantas electites e flores de calcitas, formações raras e de extrema fragilidade, em apenas um lugar! Cada um dos salões possuía milhares de estalactites, cada uma delas com centenas de electites, estes tubos calcários laterais que se formam pelo entupimento do vaso principal da estalactite.
Delicadas formações de calcita na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
Ainda mais difícil é explicar a freqüente incidência das formações de flores de calcita, ainda mais para nós, meros espeleo-amantes amadores. Quem disse que rochas não tem vida? Aqui é impossível se manter firme nesta afirmação. Cada pedra possui uma forma, uma textura, flores, fungos, colunas, castelos, discos, marshmallows, imagens, São Franciscos de Assis, catedrais... Enfim o que a sua imaginação quiser. Ali descobrimos onde Bonanno Pisani e Gaudi tiveram inspiração para a Torre de Pisa e a Catedral da Sagrada Família. Ali somos testemunhas oculares da genialidade sutil e calada da mãe natureza.
"1000 dias" na caverna de São Mateus, no P. E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO
A pirâmide que virou uma pequena montanha, em Cholula, no México
Andando pelas ruas de Puebla, uma imagem se repetia: uma igreja no alto de um morro com o vulcão Popocatepétl fumegando ao fundo. Mal sabíamos nós que esta montanha era, na realidade, a maior pirâmide já construídas em todo o mundo.
As ruínas da antiga pirâmide de Cholula, no México
Tepanapa é o nome da pirâmide que começou a ser construída no começo da Era Cristã e ganhou mais 5 camadas em diferentes períodos construtivos até 600 d.C. Cholula era então um grande centro religioso e administrativo, que floresceu na mesma época da poderosa Teotihuacán, até ser invadida pelos Olmecas-Xicallancas, vindos da vizinha Cacaxtla. Entre 900 e 1300 d.C. Toltecas e Chichimecas dominaram a cidade, mais tarde caindo no domínio dos Astecas.
As ruínas da antiga pirâmide de Cholula, no México
Quando os espanhóis chegaram no início do século XVI a população de Cholula era de mais de 100 mil habitantes e, aliado aos Tlaxcalans, Hernán Cortés dizimou mais de 6 mil cholulans em apenas um dia! A esta altura a pirâmide já havia sido abandonada e estava totalmente coberta por vegetação, fazendo com que os novos conquistadores nem sequer a notassem, optando por construir uma igreja no alto desta montanha, o Santuário de Nuestra Señora de los Remédios.
Com a Val, visitando a igreja construída sobre uma antiga pirâmide, em Cholula, no México
O tour pelo Sítio Arqueológico começa pelos túneis escavados por arqueólogos, primeiramente para comprovar que aquela era uma pirâmide e não uma montanha e depois para estudar as suas fases construtivas. São mais de 8 km de túneis que revelaram parte de sua história, mas nenhuma câmara funerária ou sala secreta. Também provaram que esta é a maior pirâmide do mundo (em volume) e que por aqui passaram diversas culturas pré-hispânicas, cada um deixando a sua marca na estrutura, arquitetura, esculturas e na história.
Interior da pirâmide de Cholula, no México
Percorrendo os túneis da gigantesca pirâmide de Cholula, no México
Normalmente não contratamos guias, mas aqui achamos que valeria a pena e o Don Francisco nos levou pela história e a vida de Cholula, mostrando os segredos dos seus ancestrais, como a incrível acústica do Patio de los Altares, onde batemos palmas e ouvimos um eco proposital, um som estalado que representava e/ou se comunicava com um de seus deuses.
O Francisco nos dá uma aula sobre a pirâmide de Cholula, no México
As ruínas da antiga pirâmide de Cholula, no México
Do alto da pirâmide, ou melhor, do santuário católico, pudemos ver toda a cidade e várias torres das suas 39 igrejas, que reza a lenda, seriam uma para cada dia do ano. Caminhamos pelas ruas do pueblo mágico encantados com o seu charme e a alegria da cidade que possui uma festa para cada dia do ano.
Cholula e suas dezenas de igrejas, mais um Pueblo Mágico no México
A Roberta, vendedora de chapolines e outras iguarias em Cholula, no México
Na descida do templo católico, conversamos com Roberta, essa tia vendedora de chapulines que me convenceu a provar as crocantes iguarias que vem em três versões: original, ao alho e apimentado. Adorei! Não tem gosto algum e se não pensarmos que é um inseto, poderia ser qualquer outro alimento bem crocante com o tempero escolhido.
Chapolines, os famosos gafanhotos comestíveis mexicanos! )em Cholula, no México)
Em Cholula, no México, experimentando chapolines (gafanhotos crocantes!)
Caminhamos até o Zócalo, pelas igrejas e conventos ao redor e fomos seduzidos por um restaurante na esquina da feirinha de artesanato, cheio de jovens assistindo a um jogo de futebol. Aquele clima bem brasileiro, mas com cara e tempero mexicanos. Provamos o mole de Cholula, segundo eles melhor que o pueblano, um assado de carne de carneiro delicioso e de aperitivo uma linguiça artesanal acompanhada de uma boa chelada, cerveja com limão e borda de sal.
Delicioso e movimentado boteco em Cholula, no México
Almoçando comida típica pueblana em Cholula, no México
A nossa passagem pelo cartão postal que tanto vimos, acabou se tornando um dia de descobertas e grandes surpresas. A foto que queríamos tirar, da igreja com o Popo ao fundo, acabou se tornando um álbum completo com muita cultura e boas memórias.
Percorrendo as ruínas da antiga pirâmide de Cholula, no México
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