1
arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha
Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela
Marlúcio Medeiros (01/07)
Valeu! Ana, rs ainda é tempo para si torna uma pesquisadora, mas já te ...
joao batista (01/07)
Muito legal suas fotos e seus comentarios. parabens. Conheço a regiao, p...
André Luis dos Santos (01/07)
Estava pensativo: preciso levantar dinheiro para ir à cidade de Novo Air...
Robinson - ilhabela (28/06)
Ola parabens pelo blog. quando vir a ilha novamente terei prazer em apres...
Lucia (28/06)
Fort George, no alto de uma colina em St. George's, capital de Granada
Granada, the spice island, mostra seus sabores não apenas nos temperos e condimentos que exporta para todo o mundo ou na sua culinária. O seu povo alegre, divertido, curioso e muito receptivo é um dos principais encantos dessa ilha ao sul do Caribe.
A bela praia de Grande Anse, em Granada
Mesmo com toda a sua vontade de colocar o pé na areia e relaxar nos paraísos de águas azuis, um passeio pelo mercado central da capital St George´s é obrigatório! Dezenas de tendas de temperos e condimentos como canela, noz moscada, gengibre, açafrão e todos os tipos de “pimentas” que a ilha produz.
Muitos temperos da "Spice Isle" no mercado de St. George's, capital de Granada
Um terço da produção mundial de noz moscada vem desta pequena ilha, que a utiliza em grande parte dos pratos da sua culinária local. Da fruta fazem a geleia, ao redor da semente encontram a moca, que parece uma casca avermelhada utilizada para temperar bolos e sopas e a noz moscada dá o sabor especial aos pratos e até ao rum punch granadino.
Noz-moscada e outros temperos no mercado de St. George's, capital de Granada
Adiante está o Mercado de Peixes, que hoje estava fechado para a Festa de Aniversário comemorativa do Dia do Pescador. A paróquia vizinha prometia reunir mais de 1000 pessoas, numa festa de arromba para comemorar o dia destes trabalhadores tão importantes para a economia local.
St. George's, a capital de Granada, no Caribe
No caminho para lá está a Carenage Bay, com seu calçadão colorido e bem movimentado e uma vista linda para o principal porto da cidade. Barcos de pesca batucando os gritos de carnaval, ancorados ao lado das escunas turísticas e dos “Rum Runners” que levam turistas embalados no rum para passeios ao redor da ilha.
Observando a Carenage, a baía em St. George's, capital de Granada
Barcos aportados na Carenage, baía em St. George's, capital de Granada
No canto direito da baía está o antigo Fort George, que foi construído pelos franceses em 1705 e foi palco para grandes batalhas e até para o recente episódio de execução do então Primeiro Ministro Maurice Bishop, líder do partido comunista, em 19 de Outubro de 1983. A má notícia é que ele foi morto pela ala ainda mais radical do partido que tomou o poder em um golpe sobre o próprio governo, julgando-o incompetente no avanço do verdadeiro comunismo. Apenas 6 dias depois, 12 mil soldados americanos desembarcaram na costa de Granada e travaram uma batalha para estabelecer o novo governo democrático. O Fort George hoje, caindo aos pedaços, continua sede do Quartel da Polícia Nacional e pode ser visitado para pelas vistas do Porto de St. George´s.
Observando do alto do forte a cidade de St. George's, capital de Granada
Vista do alto do forte em St. George's, capital de Granada
St. George's, capital de Granada e, ao fundo, a praia de Grande Anse
Feito um tour rápido e resumido pela história e cultura de Granada, agora podemos ir para a parte que interessa: as praias! Grande Anse é uma das praias mais famosas, com hotéis, restaurantes e a apenas 15 minutos de reggae bus do centro. Foram 15 minutos em que me transportei para um cult movie latino-americano, só que em vez de latinos, tínhamos africanos e em vez do reggaeton, tínhamos reggae jamaicano da melhor qualidade!
Caminhando ao longo da Carenage, a baía em St. George's, capital de Granada
Chegamos à Grande Anse, praia de areias brancas e águas azuis caribenhas. Difícil acreditar que essa praia tranquila na temporada dos furacões, pode ficar lotada com milhares de turistas durante a alta temporada. Granada é repleta de praias paradisíacas, uma das dicas que não pudemos conferir é o Churrasco do Roger, todos os domingos na Hog Island! Alguém por favor, vá lá e nos conte depois!
A bela praia de Grande Anse, em Granada
A noite, consegui arrastar o Rodrigo meio a contra gosto para coferirmos a festa de pré-carnaval nos arredores da marina. A festa rola todas as quintas-feiras de julho até o carnaval, que será na segunda semana de agosto. O calypso, a soca e a power soca são os ritmos que agitam o público que lota os shows com artistas locais e atrações internacionais vindas de ilhas como Dominica, St. Vincent, Trinidad e Tobago e Republica Dominicana! Não ficamos muito tempo, mas vale a experiência! Reunião do melhor da música caribenha, não que seja a minha preferida, mas é o que faz o povo daqui requebrar os quadris e dançar adoidado.
Cartaz de danças caribenhas (em Clifton, cidade em Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe)
Quem diria que na nossa última ilhazinha do Caribe teríamos tantas novidades e descobertas. Muitos nos perguntam: vocês não cansam do Caribe? Impossível, cada ilha tem uma paisagem, uma cultura e um tempero especial. Aí eu pergunto, tem como cansar?
Fim de tarde na praia de Grande Anse, a mais famosa de Granada
Abraçando uma gigantesca sequoia no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
O Sequoia National Park é o segundo parque mais antigo dos Estados Unidos, criado em 25 de setembro de 1890. Desde então foi aumentando a sua abrangência, ganhando as áreas da imensa General Grant Tree e Kern Canyon e uma imensa Floresta Nacional que faz as suas fronteiras com o Kings Canyon National Park.
A magnífica paisagem do Kings Canyon National Park, na Califórnia - EUA
Um dos estopins para a criação do parque foi a exploração massiva das coníferas comuns e das sequoias, principalmente na área do Hume Lake, que chegou a abrigar uma vila imensa em torno da uma madeireira. Imagens desoladoras de troncos flutuando sobre o antigo lago hoje fazem parte apenas da história deste parque. Aos poucos a natureza foi recobrando o seu espaço e as admiráveis sentinelas do tempo continuam ali para contar a história.
Natureza exuberante no Kings Canyon National Park, na Califórnia - EUA
Nesta terra de superlativos nada é grande o suficiente diante das Big Trees. As Redwoods no norte da California, são as mais altas, chegando a 112m de altura. As sequoias, por sua vez, chegam a 95m, porém sua a base pode chegar a mais de 12m de diâmetro e sua massa a mais de 1.220.000 toneladas! Além disso, elas estão entre as árvores mais antigas do mundo, podendo viver mais até 3.200 anos!
Tentando abraçar a "General Sherman", a maior árvore do mundo, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
As sequoias vivem no clima temperado e são encontradas em seu meio natural entre os 1.500 a 2.000 m de altitude na Sierra Nevada. Resistentes a fungos, insetos e ao fogo, sua genética se desenvolveu a ponto de tornar estas árvores praticamente imortais. Os principais motivos de morte são os tombamentos, pois suas raízes são superficiais e a erosão da terra e o próprio tamanho da árvore causam a sua queda natural. Na queda elas abrem espaço para suas irmãs e filhas crescerem mais fortes, deixando a luz do sol entrar e tirando da frente outras espécies de coníferas.
A cor avermelhada das sequoias do Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
Quando tombados, seus troncos continuam exercendo um papel importantíssimo na floresta, pois como possuem uma decomposição extremamente lenta, eles se tornam abrigo para todos os tipos de animais que vivem nestas florestas, já que o problema não é tamanho, servem de casa inclusive para os lindos Black-Bears (ursos negros), bem comuns nesta região. Um dos túnel logs que encontramos foi utilizado como abrigo por antigos indígenas e até como estábulo para uma tropa da cavalaria americana. O mundo passa e ela ainda está ali, imóvel e implacável.
A enorme raíz de uma sequoia caída há quase 100 anos, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
Um dos maiores aprendizados nessa floresta é a compreensão do ciclo natural da vida, onde o fogo tem papel fundamental para a renovação e sobrevivência desta espécie. As coníferas são conhecidas pelo alto nível de combustão de suas folhas, por isso quando introduzidas em áreas não naturais, podem causar danos terríveis.
Um pinheiro normal fica minúsculo comparado a uma gigantesca sequoia, que está muito atrás, no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
Já aqui elas fazem o seu papel, ateando fogo à mata, abrindo alamedas para o sol penetrar na floresta, matar os fungos e insetos daninhos e dar espaço para as árvores mais fortes se reafirmarem no seu meio natural. As cicatrizes destes incêndios podem ser vistos nas sequoias, fazem parte da sua vida e ajudam a semear as sementes, que após o incêndio encontram um solo virgem e bem adubado pelas cinzas, terreno ideal para as babies sequoias começarem a sua marcha rumo a eternidade.
Semente de sequoia no Sequoia National Park, na Califórnia - EUA
Tenda de artesanato na Praça Uruguaya, em Asunción - Paraguai
Asunción é uma cidade de 1,2 milhões de habitantes às margens do Rio Paraguay. O centro histórico se desenvolveu ali e ainda é o centro político da capital, porém a beira rio ficam as favelas, também conhecidas como viviendas temporárias, já que estão sujeitas à alta do rio.
Rio Paraguay, que banha Asunción - Paraguai
Próximos da comemoração do Bicentenário da Independência, declarada em 20 de julho de 1811, todos os edifícios públicos estão passando por restaurações e reformas. Lindos por fora, fechados por dentro. Portanto alguns dos prédios abertos a visitação turística, como o Panteón de los Heroes, onde estão os restos mortais de Solano Lopes e outros ilustres da história paraguaia.
O Panteão dos Heróis, em Asunción - Paraguai
A melhor forma de conhecer o centro histórico é caminhando. Conseguimos a melhor vaga para estacionar a Fiona, sem parquímetro e em frente ao quartel policial na Plaza Constitución, onde fica a Catedral Metropolitana. Logo ao lado, o Cabildo, uma marca da passagem dos jesuítas na região, antes Casa do Governo Espanhol, hoje museu do Congresso Nacional.
O "Cabildo", em Asunción - Paraguai
Aqui fica claro o contraste entre a riqueza e a pobreza do povo paraguaio. Avistamos o rio e logo abaixo as favelas, não muito diferentes das que encontramos em Recife, Rio ou Salvador. O policiamento nas ruas é grande, quase ostensivo, ficando clara a preocupação com a segurança na região. Assim sendo, continuamos caminhando, nos sentindo ainda mais seguros, pelo centro limpo e arborizado e chegamos ao imponente Palácio do Governo, também em estágio final de restauração. Logo em frente fica o Centro Cultural Manzana de La Riviera, um conjunto de casas antigas restauradas que deu espaço a um museu sobre a história da cidade de Asunción, salas de exposição e um restaurante com vista para o Palácio. Vale a visita.
Praça Uruguaya, em Asunción - Paraguai
A esta altura, já com fome, começamos a mesclar o roteiro gastronômico ao histórico. Passamos em frente ao Panteón e ao Lido Bar, um dos bares mais tradicionais que serve a famosa sopa paraguaia, especialidade da cozinha local. Seguimos adiante compramos um pão preto de trocentos cereais na padaria alemã e encontramos a Confiteria Bolsí.
Padaria alemã em Asunción - Paraguai
Sabem aquela uma confeitaria dos anos 60, com aquele balcão antigo de madeira delicioso para sentar, tomar uma cerveja e ver o movimento passar? Exatamente, vimos colegas de trabalho, dando aquela escapadinha do escritório, casais, senhores com seus jornais e barbas respeitáveis. Ali decidimos almoçar, empanadas quatro queijos, caneloni para o Rodrigo e uma salada verde deliciosa e difícil de encontrar, adoro!
A deliciosa e tradicional confeitaria Bolsi, no centro de Asunción - Paraguai
Terminamos o passeio na Praça Uruguaya, em frente ao Ferrocarril, primeira estação de trem do continente. O prédio é lindíssimo e alguns vagões ainda estão ali para fotografia, embora não muito conservados. Contudo não pude deixar de prestar atenção na praça. Um grande acampamento de pessoas pobres, sem terra, sem teto, sem comida, sem nada, a estava ocupando. Aparentemente são pessoas que vivem ali, queremos acreditar que seja apenas temporário.
A mais antiga estação de trem do continente, em Asunción - Paraguai
Ainda que nós brasileiros estejamos acostumados a ver pobreza, confesso que esta cena da praça me chocou. Mais que as favelas às margens do rio, mais do que a miséria que já vimos pelo caminho. De qualquer forma eu prefiro assim, sem hipocrisia, pois não adiantaria imaginarmos que passaríamos pelo Paraguai, um dos países mais pobres da América, vendo a miséria apenas à margem das grandes cidades. Sim ela existe, no centro histórico e turístico e em todo lugar, infelizmente faz parte da realidade deste país.
População indígena em paraça de Asunción - Paraguai
Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti
As Nações Unidas estiveram presentes no Haiti com diferentes missões de 1993 a 2000. Porém foi justamente no intervalo de saída da ONU, entre 2001 e 2004 que o país passou por sua mais recente crise política. Em 2001 foi eleito o presidente Jean-Bertrand Aristide, com menos de 10% da população indo as urnas. A oposição não aceitou o resultado e a partir daí um novo conflito começava.
As bandeiras da ONU, do Brasil e do Haiti tremulam na base da ONU em Port-au-Prince, capital do país
O descontentamento com o governo foi se alastrando e nos anos seguintes o povo revoltado se armou para tirar o presidente do poder. As principais cidades do país estavam tomadas pelas forças revolucionárias e Aristide não teve outra opção senão sair do país. O ano era 2004, o Haiti acabava de sair de uma guerra civil. A revolução foi vitoriosa, mas encontrou um país à beira de um colapso econômico, político e social. O caos estava instalado e o novo governo provisório já não tinha mais como assegurar a ordem.
Aviso para quem deixa a base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti
O país pediu ajuda para a ONU que prontamente atendeu, entrando primeiramente com tropas americanas e elegendo o Brasil para comandar a nova missão de paz. O exército brasileiro foi muito bem recebido pelos haitianos, que mais do que ordens e regras, necessitavam de ajuda. Nosso jeito latino e caloroso de estender a mão, cuidar, tocar, e participar das soluções de problemas foi o grande diferencial para que o povo haitiano aceitasse estrangeiros na organização e reconstrução do seu país.
Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti
A MINUSTAH – Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti – tem como principais objetivos estabilizar o país, desarmar os grupos de rebeldes e guerrilheiros, promover eleições livres e informadas e formar o desenvolvimento institucional e econômico no Haiti. Os primeiros anos sem dúvida foram os mais complexos, mas hoje com os ânimos mais calmos o principal trabalho das tropas das Nações Unidas são de segurança, dando suporte para a criação de uma nova guarda e polícia nacional, ajudando na construção da infraestrutura básica e na reorganização do país.
Chegando á base da Minustah em Port-au-Prince, no Haiti
Tudo parecia estar indo bem, quando um desastre natural viria trazer novamente a tragédia e o caos para esse povo: o grande terremoto de 12 de janeiro de 2010. As tropas brasileiras sentiram o tremor desde o Campos Charlie. O Major Renato nos conta que ouviu um estrondo e sentiu o chão tremer “Pensei que era uma explosão no paiol e cheguei a me jogar no chão” nos conta enquanto caminhamos pelas ruas da base brasileira. Logo, quando olhou para trás percebeu que todos os contêineres do acampamento estavam fora do lugar, ele viu a imensa nuvem de fumaça subindo e vindo da direção do centro da cidade, foi quando finalmente se deu conta que havia ocorrido um terremoto.
Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti
A missão que estava começando um período de transição para ser retirada do país, reafirmou seu compromisso de ajudar o Haiti e foi renovado o contrato para a permanência da MINUSTAH até que se estabilizasse a situação. O Major Renato está em sua segunda missão no Haiti, é um dos poucos oficiais brasileiros que está no país que realmente vivenciou o drama que se seguiu ao terremoto.
O Major Renato nos recebe na base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti
Dentro do Campo Charlie está montada uma verdadeira cidade que atende a todos os integrantes de diferentes países. Na nossa visita fomos à sede onde está baseada a tropa do BRAENGCOY – Companhia de Engenharia de Força de Paz. São prédios permanentes e algumas áreas provisórias com estrutura completa que reúnem as salas de comando, reunião e escritórios que organizam todos os trabalhos de engenharia que as Nações Unidas estão envolvidas.
Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti
Todos os soldados brasileiros que participam da missão são voluntários e ficam alocados por 6 meses. A área de moradias é formada por dezenas de contêineres adaptados para quartos onde dormem até 4 pessoas. O campo possui a sua própria estação de tratamento de água, ambulatório e uma grande área de estacionamento com todo o maquinário utilizado nas obras. Todo este maquinário foi muito útil após o terremoto e hoje continua sendo essencial para as obras de terraplanagem e pavimentação de estradas, perfuração de poços artesianos e as mais diversas obras necessárias no país. A companhia também participa de ações sociais de distribuição de água e doações em comunidades carentes.
Conteiners em que moram os militares brasileiros na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti
Sempre fui curiosa para entender como funcionaria o dia a dia do exército, principalmente em uma missão como esta. O que eu percebo é que em geral nós, civis, não temos muita ideia do leque de atuação do exército no nosso país. Pensamos, o Brasil nunca entra em guerra, por que precisamos de tanto investimento nas forças militares? Bem, é sempre bom estar prevenido, mas ainda assim é importante sabermos que todos eles possuem um papel fundamental, não apenas na segurança e defesa das fronteiras como inclusive no desenvolvimento de infraestrutura do país. Rodovias, abertura de estradas, preparação do terreno e fundação para grandes obras no meio da floresta Amazônica ou onde seja, não seriam viáveis não tivesse “uma mãozinha” do exército. Resumindo, eles fazem o trabalho duro, depois as construtoras licitadas chegam e levantam as paredes.
Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti
Conhecemos alguns dos integrantes do Batalhão de Engenharia do Exército quando eles estavam no seu dia de folga em uma praia na baía de Port-au-Prince. Vendo a minha curiosidade e interesse em conhecer a missão e um pouco do dia-a-dia deles aqui no Haiti, nos convidaram a visitar a sede. O Sub-Comandante Spetch que trabalha na área de comunicação do BRAENGCOY conseguiu a autorização do comandante, agendou a visita e mesmo em meio à uma inspeção da ONU, a equipe se desdobrou para atender-nos. Fomos recebidos pelo Sargento Josenilson e logo pelo Major Renato, que percorreu todo o campo conosco, explicando como funciona, quais as funções e qual era a organização do campo onde vivem os contingentes brasileiros.
Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti
O Brasil tem mais de 2 mil soldados no Haiti e agora a missão de estabilização entra novamente em um período de transição, começando a diminuir as tropas. Foi um grande privilégio poder visitar e conhecer de perto o trabalho desse pessoal aqui, um orgulho para o povo brasileiro. Em um país com o histórico do Haiti, chego a achar que este é um programa quase obrigatório no roteiro. Hey comandante! Já pensou se a moda pega?
Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti
A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Em tempos de globalização é difícil encontrarmos lugares totalmente autênticos e originais. Em Belize isso não é diferente, um dos poucos países na América que possui praias paradisíacas e o inglês como língua oficial atrai centenas de europeus e americanos em busca de um paraíso tropical para a sua aposentadoria.
O belo mar que circunda San Pedro, na grande bareira de corais de Belize
Ambergris e sua capital San Pedro, a Isla Bonita de Madona, já tiveram seus tempos de glória, hoje são um dos destinos mais turísticos, apinhados de hotéis, restaurantes, construções despropositadas, além de gringos por todos os lados. A ilha perdeu a sua calma e tranquilidade para as ruas de asfalto e um monte de concreto.
Praia em San Pedro, cheia de restaurantes, piers e lojas, em Belize
Hoje Caye Calker é o que Ambergris foi há uns 20 anos, mais relaxada, com alguns poucos expats fazendo as honras da casa em seus hotéis e guesthouses na beira da praia, sem deixar que ela perca o seu charme. As ruas de areia, os piers de madeira, o tempero local e as casinhas coloridas detrás dos coqueiros ainda guardam a alma caribenha e o ritmo descompassado de um típico paraíso tropical.
A belíssima e pitoresca Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
As lojas e restaurantes locais ainda são maioria e os poucos veículos que cruzam a ilha são simpáticos carrinhos de golfe. A ilha é rodeada por manguezais e praias cobertas de plantas marinhas, o que não a torna muito atrativa para banhistas.
O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Trânsito de carros de golfe em Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
A única praia da ilha foi formada na década de 60 pelo Furacão Hattie que cortou a ilha ao meio, criando a praia conhecida como “The Split”. É lá na Split que está o maior agito de todas as tardes, com músicas, bebidas e um belo por do sol.
O incrível pôr-do-sol em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
O sol toca o mar no final de tarde em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Já que Caye Caulker não é uma ilha de muitas praias, o mergulho faz as vezes de anfitrião para os que são do mar. Este é o caye mais central para os mergulhos nos arrecifes e no famoso Blue Hole! Assunto e fotos suficientes para um post exclusivo, aqui.
O estreito canal de mar que divide em duas a ilha de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
O melhor lugar para o café da manhã é o Amor y Café, que só abre até meio-dia e tem um cardápio delicioso de frutas, iogurtes, smoothies, além dos american breakfasts preferidos pelos gringos.
O melhor café da manhã em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Nas aventuras gastronômicas não deixem de provar os pratos naturebas com tempero local do Bambooze e o buffet de comida cubana vizinho, o único da ilha. Eles ficam o dia inteiro assando o porco em uma fogueira em frente ao restaurante e o espeto é adaptado com a direção de um carro na ponta. É claro que essa cena mereceu uma foto especial. =)
Preparando o jantar (o pobre porco) em rua de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Ficamos hospedados no tranquilo Sea Beeezzzzz, pousada do simpático casal belizenho-americano, em uma casa colonial inglesa, logo depois do cemitério.
Nosso caminho do dia a dia, atravessando o cemitério em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
Nosso hotel em Caye Caulker, na grande barreira de corais de Belize
No final do dia de mergulhos nos despediríamos de Caye Caulker em um jantar com a turma de mergulhadores, mas o cansaço do dia que começou as 4h30 da manhã foi tanto que capotamos e acabamos perdendo o horário. 3 dias no paraíso, com direito à prainha, festa na Split, interação com os locais, aventuras gastronômicas e momentos para relaxar e curtir a arte del dolce far niente!
Litoral de Caye Caulker, na grande barreira de corais, em Belize
Como chegar?
Nosso barco entre Corozal e San Pedro, já na grande barreira de corais de Belize
Barcos saem regularmente de Belize City em direção à Caye Caulker e San Pedro. Se você chegar de avião na principal cidade do país, não perca tempo, pegue um táxi para o terminal de barcos e embarque direto para o paraíso. Se você está descendo do México para Belize, a sua primeira parada será a cidade de Corazal, aí a melhor opção é pegar a lancha que sai as 7h da manhã em direção a San Pedro e lá trocar de barco para Caye Caulker. Mais de uma companhia faz este segundo trecho, o preço é igual. Subimos no barco às 10h e em 30 minutos já estávamos na ilha.
O sol nasce na baía de Corozal, em Belize
Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO
Adoooro acampar, mas eita coisa difícil de convencer o Rodrigo a fazer. Para a minha surpresa, desta vez quem surgiu com a proposta foi ele! Uma praia deserta às margens do Rio Novo no Jalapão, cenário perfeito para um acampamento. Lá fomos nós, já no final da tarde de ontem, torcendo para conseguir chegar ainda com um pouco de luz.
Noite de acampamento na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Além de ser um lugar mágico a Prainha do Rio Novo também está em uma localização estratégica, ao lado da Cachoeira da Velha. Este trecho entre Mateiros e Ponte Alta que começamos ontem tem muitas atrações e tínhamos duas opções, ou rodamos 40 km até as Dunas e voltamos dormir em Mateiros, ou seguimos mais 65 km adiante e dormimos na Prainha, já curtimos os arredores, conhecemos a Cachoeira da Velha cedo e continuamos viagem para Palmas. Esta foi mais uma das super dicas do Luis, leitor e aventureiro que esteve no Jalapão alguns meses antes de nós.
Flores no cerrado, no Jalapão - TO
Estava anoitecendo quando montamos o acampamento e não tivemos um segundo para explorar o rio e ver qual era a sua natureza: pedras, pura areia, galhos? Teremos que descobrir. O Luis comentou que ficou tomando banho até tarde da noite por lá, quer dizer, perigoso não devia ser. Nós estávamos completamente sozinhos e numa escuridão total. Acampamento montado, inclusive com uma varandinha gostosa, fui logo preparar o nosso jantar.
Cozinhando na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Não tínhamos muita opção nos mercados de Mateiros, nos restou um macarrão ao molho tomate, sem queijo ralado. Sobremesa, uvas e chocolate, mas estava tão gostoso! Só o fato de estarmos ali, longe de tudo e todos, com uma comida quentinha, às margens do rio, céu estrelado, esperando a lua nascer, já deixava tudo muito mágico.
Acampamento em noite de lua cheia, na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
A lua cheia só nasceu as perto das onze horas. Depois de um breve cochilo, o casal teve que se encorajar para sair da barraca e tomar banho de rio. Como eu já disse aqui no blog, to ficando velha e medrosa. Sei que na região tem alguns macacos, mas os barulhos que eu ouvia eram de bichos pisando nas folhagens. Sei também que um cerradão desses tem muita onça, vai que ela resolve ir ali para beber água? E as cobras com seus hábitos noturnos? Teria alguma sucuri à espreita no rio? Sabe lá, como dizem, é aí que a onça bebe água! É claro que nada aconteceu, tomamos um delicioso banho de rio à luz da lua! Será que alguém pode apagar a luz?
Noite clara de lua cheia, na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Vocês sabem aquele momento mais frio da noite? Minutos antes do sol nascer, aquele frio gelado inexplicável nos fez entrar dentro dos sacos de dormir. Este é um dos momentos do dia e do mundo que só sabemos que existe se viramos uma noite a céu aberto ou se acampamos, pois nota-se a diferença claramente! Minutos antes do sol nascer, o ar gela. Quando você acorda cedo em casa, mesmo madrugando, não sabe exatamente qual era a temperatura antes. Enfim, amanhecemos e começamos o dia com aquele solzinho gostoso entrando na barraca.
De manhã bem cedo, em acampamento na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Fomos acordar e tirar a preguiça no rio, sem nem pestanejar! Rio Novo maravilhoso, que ainda guardava duas outras praias lindas rio abaixo. Após nadarmos e explorarmos bem cada praia, levantamos acampamento e seguimos viagem para a nossa vizinha, a Cachoeira da Velha.
Nadando na prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Saímos na hora certa, quando vinha chegando um pessoal de excursão para lotar a nossa prainha particular. Menos de um quilômetro depois está a entrada para a Cachoeira da Velha.
No mirante da Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO
Uma grande queda d´água, belíssima, com o Espírito Santo ao fundo. Foi construída uma passarela suspensa sobre o capim dourado e as sempre vivas, estrutura que certamente facilitou o acesso. O mirante para a ainda tem uma escada que nos leva a outros pontos de vista, mais próximos ao rio. A cachoeira é tão forte que não se pode banhar, para quem quer caminhar, dali mesmo parte uma trilha para a Prainha, beirando o leito do rio.
Árvore cresce no meio da Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO
E essa foi a nossa despedida do Jalapão, com direito a camping selvagem às margens do rio, praias e até uma cachoeira velha no Rio Novo. Momentos especiais para a coleção do nossos 1000dias.
Rio Novo, um pouco acima da Cachoeira da Velha, no Jalapão - TO
São quatro as espécies de macaco que habitam o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Nós tivemos uma certa dificuldade de encontrar informações das formas de transporte e de como chegar a Estación Sirena, no coração do Parque Nacional Corcovado. Dirigimos até Puerto Jiménez e lá encontramos um anjo, o guia local Nito, que nos deu a letra completa de como seria mais fácil, prático e barato para chegar ao parque no tempo que tínhamos disponível.
Chegando ao Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Existem três maneiras de chegar ao Parque Nacional Corcovado: de avião ($$$), de barco ($) ou a pé (sem guia é grátis).
A PÉ
A aventura já começa cedo para os que estão com pique de caminhar para chegar até a estação Sirena, coração do Parque Nacional Corcovado. São 3 trilhas com diferentes níveis de dificuldade;
Árvore multi-centenária no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
La Leona/ Sirena - Esta trilha é a mais utilizada pelos turistas que estão baseados em Puerto Jimenez. O ponto forte dela é a possibilidade de avistar animais, principalmente pumas, durante o caminho. Uma amiga nossa fez e teve a sorte de ver um! A trilha para lá começa na cidade de Carate, ponto até onde a estrada chega, dando a volta à península depois e Puerto Jiménez. De Carate são 3km (1h de caminhada) até a Estación La Leona e de lá mais 15km de trilha (5h de caminhada) até a Estación Sirena.
No meio da mata, o barulho inconfundível de um pica-pau, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Los Patos/ Sirena - a cidade mais próxima é La Palma, vila anterior à cidade de Puerto Jiménez. De La Palma a Los Patos são em torno de 5h de caminhada e mais 8 horas de trilhas entre Los Patos e La Sirena. Esta trilha cruza o parque, atravessando montanhas e praticamente toda a península de sul ao norte.
Um lindo grilo amarelo no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
San Pedrillo/ Sirena – É a trilha mais longa e menos utilizada, por dificuldades como maré e a praia, já que a maior parte da caminhada é pelas areias da praia de La Llorona, que adiante se torna Playa Sirena. São 25km de trilha a partir da Estación San Pedrillo e para chegar lá é outra longa caminhada de Bahía Drake a Los Planes Ranger Station e depois até San Pedrillo. Esta estação é uma das mais movimentadas devido à sua facilidade de acesso via marítima, recebendo muitos barcos dos lodges de Sierpe e Bahía Drake e pela quantidade de turistas o avistamento de animais tem sido cada vez menos comum. Sinceramente, acho que quase ninguém usa este caminho e eu não recomendo.
Cobra venenosa se move nas folhagens da floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
BARCO
Desembarcando rm praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Os barcos partem da vilazinha de Bahía Drake, que está no norte da Península de Osa com acesso por uma estrada off-road. Também existe a opção de chegar de barco pela cidade de Sierpe. O custo varia de 25 a 30 dólares por viagem (50 a 60 dólares ida e volta). Os barcos não são uma linha pública, então devem ser agendados com pelo menos um dia de antecedência. Eles partem de Bahía Drake as 6am e retornam as 13h30, variando um pouco com os horários da maré.
AVIÃO
Caminhando na pista do aeroporto da estação Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Os vôos partem do pequeno aeroporto de Puerto Jimenez, é a forma mais rápida e também a mais cara de chegar até lá. Nós vimos aviões indo e vindo do parque com “wealthy americans” em suas Indiana Jones Adventures. Deve ser lindo sobrevoar o parque, mas sem dúvida você perde muito do contato com a natureza se comparado com o barco ou o trekking.
Um cateto (porco do mato) caminha tranquilamente pela floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Entrada no Parque: US$ 10,00 por pessoa, por dia. Se você vai pernoitar pagará dois dias, além da taxa de camping. Você precisa comprar um boleto de entrada no parque, geralmente incluso nos preços dos tours de um dia. Se você vai organizar a sua própria viagem, como nós fizemos, pode comprá-los através da Cabinas Murillo, que é um hostel, agência de turismo e o escritório bancário da vila de Bahía Drake ou direto no escritório do Parque Nacional em Puerto Jiménez.
Guaxinim cruza pista do aeroporto da estação Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Camping Estación Sirena: se você quer ver vida selvagem vale a pena dormir pelo menos uma noite na Estación Sirena, assim terá mais chances de ver animais no amanhecer e entardecer. A maioria dos turistas vem para day tours, mas a quantidade de pessoas acampando também é grande, reservar com antecedência é recomendável. (Oficina da Área de Conservación do Osa: 2735-5580).
AS várias barracas no lodge Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica. A nossa é a primeira da direita, em primeiro plano
A infraestrutura inclui banheiros simples, área de cozinha (leve seu fogareiro e panelas) e uma área coberta para camping. Você pode acampar com uma barraca nesta área ou ao lado da casa, mas o melhor esquema é levar seu colchonete e uma mosquiteira para se proteger dos mosquitos e ficar mais fresco, pois o calor é insuportável. Também existem dormitórios disponíveis no parque por US$12,00 por pessoa. Reserve com antecedência, pois costuma lotar.
Mapa de trilhas da área de Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
As trilhas ao redor da Estación Sirena são curtas e relativamente simples. Andamos uns 10km ao redor, indo e vindo pelas trilhas de Los Pavos, Guanacaste, Rio Claro, Espaveles, Ollas e Sirena. Só nos faltou a trilha do Corcovado que não estava muito bem sinalizada e não prometia muitos animais.
Catitu e anta dividem o mesmo espaço no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Uma vez lá sua rotina será caminhar pelas trilhas procurando as 4 diferentes espécies de macacos que vivem no parque, catetos (um tipo de porco do mato) e queixadas (porco do mato mais bravo, tipo javali), porco-espinho, tamanduás, antas e o tão esperado puma. Aos amantes dos pássaros, araras, tucanos, pica-paus e centenas de outras espécies são facilmente avistados, assim como cobras e as diversas espécies de insetos, grilos imensos, aranhas coloridas, lacraias e centopeias.
Lagarta se esgueira pelo solo da floresta, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Tours e Guias
Uma das muitas autoestradas de formigas no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Guias não são obrigatórios para dentro do parque, mas eles podem facilitar muito a sua vida, cozinhando, mostrando os caminhos (nem sempre bem sinalizados) e encontrando os animais que você está lá para ver. Novamente ir com ou sem guia é uma decisão de cada um, obviamente eles tem uma prática muito maior de como encontrar os animais, sabem por onde os bandos andam e se comunicam entre eles para garantir que os seus clientes tenham a melhor experiência.
Macacos transitam com desenvoltura pelas copas das árvores no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
A princípio tentamos organizar um guia para acompanhar-nos no primeiro dia, mas não conseguimos. Acabamos indo sozinhos, confiando no instinto que desenvolvemos nestes 1000dias e, claro, assuntando com os guias e grupos para tentar ver o que eles estavam vendo. Tivemos sorte e, mesmo sem um briefing completo sobre os animais e as plantas da região, vimos quase todos os animais vistos por todos. Só nos faltou o puma, que passou em frente à estação se exibindo para os sortudos que estavam lá descansando. E nós estávamos na trilha procurando por ele... =/
Do alto de um "mirante", observando a longa praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Várias agências de Puerto Jiménez e Bahía Drake podem organizar todo o passeio para você, incluindo transporte (van até o princípio da trilha, ou barco de Bahía Drake se você não quiser caminhar), equipamentos de camping, alimentação e guia. Em Bahía Drake a maior agência é o Manolo Tours ou a Cabinas Murillo.
Em Bahía Drake, esperando o barco para o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Fim da caminhada, chegando em Moreré, na ilha de Boipeba - BA
Ontem chegamos à Valença, cidade ao sul de Salvador, muito populosa e dizem alguns tão ou mais violenta que a capital. Cidade portuária que serve como base para alcançarmos de barco Boipeba e Morro de São Paulo, duas ilhas já bem conhecidas do litoral baiano. Aqui vemos um povo que vive em uma realidade tão diferente da vida que temos na cidade grande. Não é a toa que os conceitos de vida, moral, certo e errado e até mesmo de estética são tão distintos. Ao mesmo tempo todos eles têm contato com essa outra cultura através dos turistas ou até da novela, que nestas comunidades acaba tendo o papel de apresentar ao povo o mundo fora daqui e qual delas será a vida normal? Depende. Depende em que redoma você escolher viver.
O porto de Valença - BA
O barqueiro da lancha rápida que nos leva de Valença para Boipeba não estava muito contente, ele reclamava na lancha dizendo, “todos pensam que essa vida aqui é fácil, parece bonito, mas não é não, isso aqui também é estressante, cansativo”. Enquanto alguns do barco concordavam dizendo “eu sei, já trabalhei com isso, fiquei 20 anos nesta vida”, outro dizia, “é meu filho, mas existem trabalhos muito piores”. O homem com chapéu da Capitania dos Portos, que já havia trabalhado com isso, contou um causo de quando seu barco foi sequestrado por 4 homens encapuzados neste mesmo trecho que estávamos atravessando e entraram em um canal menor, “Se o barco encalhar aqui você leva bala!” Levaram todos os pertences dos turistas, 10 mil dólares, câmeras e todos os objetos de valor. E então, ali logo ao lado fica o paraíso que estamos procurando, doido não?
Jovens trabalham no porto de Valença - BA
Eu já estive em Morro de São Paulo, mas Boipeba acabou ficando para esta próxima viagem. Finalmente, quase 10 anos depois chego aqui e a primeira impressão que tive foi que estava chegando em Morro. Um paraíso que já fora descoberto há muito tempo. No verão tanto as ilhas quanto as praias do continente com mais estrutura ficam abarrotadas de turistas brasileiros e estrangeiros.
Lancha entre Valença e Boipeba - BA
O portinho onde desembarcamos já lotado de pousadas e restaurantes. Embora carros não transitem na ilha, quase todas as ruas são calçadas. A arquitetura é aquela de cidade pequena e simples que cresceu desordenadamente e infelizmente sem muito charme. Porém Boipeba possui um outro lado, mais intocado, mais rústico e muito conhecido por sua beleza natural. Adivinhem? É para lá que nós vamos!
Uma "ambulancha", em Boipeba - BA
Cruzamos a cidade da Velha Boipeba e chegamos até o ponto do trator, onde deveríamos pegar uma carona no trator da escola ou fretá-lo para nos levar até a vilazinha do Moreré. O trator da escola saiu adiantado hoje, então perdemos a carona e tivemos que escolher entre uma caminhada de 4km por uma estrada de areia fofa, com mochilas nas costas e o sol no coco ou pagar 40 reais pelo frete do trator. Pô, o que são 4km? Vamos a pé, só tem uma ladeirinha que ficará rapidinho para trás. Almoçamos no restaurante do Dan uma comidinha caseira com tempero delicioso e pé na estrada.
Placa informativa entre Boipeba e Moreré, na ilha de Boipeba - BA
Foram pouco mais de 40 minutos caminhando, a ladeira foi subestimada, mas valeu a pena. Agora sim estamos chegando na Boipeba que eu imaginava! Mareré é uma vilazinha de pescadores com apenas 7 pousadas, quase todas à beira da praia, alguns poucos restaurantes e toda a tranqüilidade do mundo!
Praia de Moreré, na ilha de Boipeba - BA
A maré estava cheia, chegamos, nos acomodamos na Pousada Mangueira enquanto ela baixava um pouco e fomos caminhar na Praia da Bainema. Uma praia maravilhosa logo ali, passando o mangue, o rio e cruzando por trás do morro onde fica a Fazenda dos Odebrecht. Água quentinha, verdinha, praia comprida com milhares de coqueiros.
Fim de tarde na praia de Bainema, próximo à Moreré, na Ilha de Boipeba - BA
O Ro foi correr e eu fiquei fazendo meus exercícios na praia, enquanto o sol baixa aos poucos. Um banho de mar e a caminhada de volta, mais tarde trabalho e um lanchinho natureba de pastéis assados de berinjela na Da Luz. Depois de transitarmos entre diferentes mundos, encerramos assim este dia saudável, na nossa redoma do dia, na Boipeba do Moreré.
Pôr-do-sol entre coqueiros da praia de Bainema, próximo à Moreré, na Ilha de Boipeba - BA
Curtindo o céu do Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
Sol, céu azul, montanhas no horizonte e um belo café da manhã no Eco Hostel, assim começou o segundo dia da nossa Maratona Serra do Cipó. Difícil levantar nessa cama tão gostosa, mas as atrações do dia nos aguardam! São as cachoeiras de Congonhas e do Tabuleiro, a maior de Minas Gerais e 3ª maior do Brasil!
Cachoeira do Tabuleiro vista por baixo, no Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
Apenas 20 minutos de carro e mais uma hora de caminhada e chegamos à Cachoeira de Congonhas. São 107m de queda e uma água com tonalidade amarelada, pois possui muito ferro na sua composição. Ferro, o mesmo minério que está tão cobiçado pelas mineradoras que estão começando a explorar a região.
Cachoeira Congonhas, no Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
Será que estas cachoeiras amareladas estão fadadas ao desaparecimento? Até acho que existe uma lógica, estas águas correm por vias subterrâneas que contém ferro, mas infelizmente é uma incógnita. Não existe no mundo ainda tecnologia e estudos capazes de responder a esta pergunta.
No caminho para a Cachoeira Congonhas, no Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
Terminamos a caminhada ao meio-dia e seguimos para o tão esperado Parque Estadual do Tabuleiro. Caminhada de reconhecimento até o mirante, onde vemos por que o Tabuleiro é conhecido como o Coração da Serra do Espinhaço. Os imensos paredões rochosos formam um coração perfeito vistos de longe.
Cachoeira do Tabuleiro, em forma de coração, no Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
A cachoeira de 273m está esplendorosa, dominando a altura e muitas vezes sendo dominada pelo vento, que a transforma em uma dançante cortina d´água. Nosso objetivo é percorrer a trilha, uma pirambeira desgraçada, nadar no poço e retornar subindo esta pirambeira o mais rápido possível, pois hoje temos que seguir viagem até a cidade de Serra do Cipó.
Cachoeira do Tabuleiro vista por baixo, no Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
Começamos a descer a piramba perto das 13h, meu joelho pra variar parece pior que o da minha avozinha, sofrendo, dolorido, a cada degrau de pedra. Desço com calma, um pouco atrás do Fabrício e do Rodrigo, mas a trilha é recompensadora! A cachoeira vista do mirante é esplendorosa, mas embaixo é onde conseguimos sentir o seu poder, além de admirar a paisagem e dançar com o vento junto da sua cortina d´água. A queda que se forma sobre as pedras nos últimos 30 metros repentinamente desaparece, quando um tufão resolve levar a água para passear. Aos poucos o Tabuleiro rega as bromélias que vivem no seu paredão, dá água às plantas à sua margem e lava a alma dos transeuntes desavisados.
Bromélias crescem nos paredões da Cachoeira do Tabuleiro, no Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
A água estava gelada, segundo um turista mineiro que encontramos, devia estar uns 2 graus, imaginem! 14 graus está de bom tamanho, muito fria, mas o nosso corpo, como sempre, se adapta. Objetivo cumprido, terminamos a trilha antes das 16h, aproveitando a cachoeira por mais de uma hora.
Ana do lado de lá do poço da Cachoeira do Tabuleiro, no Parque Estadual da Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG
Retornamos à pousada, almoçamos aquela comidinha caseira da Lelé e logo nos aprontamos para sair. Todos os acertos e ainda aproveitando a internet para resolver pendências do site, ainda saímos no escuro rumo à cidade de Serra do Cipó. Segundo dia da maratona concluído com êxito! Amanhã, 20km de descidas, será que meu joelho vai aguentar?
Com a Lelé, que tomou conta da gente no Eco Hostel de Tabuleiro - MG
Visitando o Projeto Peixe-Boi, na ilha de Itamaracá - PE
O Projeto Peixe-boi no ICM Bio luta para preservá-lo e retirá-lo da lista de animais em extinção. São 3 espécies de Peixe-Boi encontradas no mundo, o marinho, o amazônico e o africano. Eles variam de 2 a 5m de comprimento e podem pesar até 700kg! Mesmo tão grandes e gordos, são animais herbívoros, se alimentam de frutos e plantas ás margens dos manguezais, comendo até o equivalente a 10% do seu peso por dia. Gostam de águas quentes e por isso são encontrados na costa brasileira entre os estados de Sergipe e Amapá, já tendo desaparecido do litoral do Espírito Santo e Bahia.
Peixe_Boi submerso em seu tanque, na ilha de Itamaracá - PE
O peixe-boi não possui predadores e por isso é um ser completamente pacífico, se aproxima das embarcações e costas sem medo algum. Assim o animal mais perverso deste planeta, o ser humano, utiliza como método de caça a asfixia do animal. São colocados tampões nas imensas narinas do peixe-boi e ele acaba morrendo com falta de ar. Desta forma são melhor aproveitados o couro para bolsas e outros utensílios e sua carne, que faz parte do cardápio de caiçaras e famílias ribeirinhas da Amazônia.
Ossada de baleia no Projeto Peixe-Boi, na ilha de Itamaracá - PE
O projeto vem obtendo sucesso, já reintroduziu ao meio ambiente diversos filhotes capturados acidentalmente em redes de pesca. Há também um trabalho de conscientização ambiental realizado com pescadores e populações que ainda possuem a cultura do abate e consumo do Peixe-Boi.
As muralhas da enorme Fortaleza de Orange, na ilha de Itamaracá - PE
Conhecer o projeto já é bacana, ainda mais com o tempo nublado e meio chuvoso que amanheceu hoje. Fomos caminhando até o Projeto Peixe-Boi e de lá seguimos para o Forte Orange, grande fortaleza do exército que está fechada há 3 meses para escavações e restaurações. Infelizmente a impressão que fiquei da Ilha de Itamaracá não foi das melhores, muito lixo e sujeira nas ruas, falta de organização. Para não irmos embora com essa má impressão resolvemos explorar um pouco mais a ilha e dar um pulinho nas praias do norte. Fomos até o pontal, mar verdinho e céu bem azul, parece ser melhor opção que o sul da ilha.
Passeando nas praias de Itamaracá - PE durante a maré baixa
Seguimos viagem para o litoral sul paraibano. O exército trabalha na duplicação da BR101 e quando entramos para a estrada de Conde sentimos que estamos mais perto de casa. Um cenário muito parecido com o interior de SP e do PR, dentre plantações de cana de açúcar, eucalipto e até bambu! Essa foi nova, nunca tinha visto, acabei descobrindo que o bambu é utilizado para a fabricação de papelão.
Praia na ilha de Itamaracá - PE
Conde é uma cidade sem praias, mas incluem-se nos limites do seu município as praias de Jacumã, Tabatinga, Coqueiro e Tambaba, famosa por ser uma praia naturista defendida por lei. Fomos direto ao mirante da Praia de Tambaba, uma vista belíssima das praias e falésias.
Mirante da praia de Tambaba, em Jacumã, distrito de Conde - PB
Almoçamos no Restaurante Arca do Bilú, personagem da região, mas infelizmente não o encontramos, provavelmente estava surfando. Logo nos instalamos na Pousada dos Mundos em Tabatinga, à margem de um rio é próxima ao mar. Já com o sol se pondo tomamos um belo banho triplo, mar, rio e piscina! Vida boa sim, mas muito trabalho também! Aproveitamos a noite para colocar fotos, blogs e posts da Gazeta do Povo em dia. Amanhã teremos um dia cheio, Tambaba (?!), Coqueiro e caiaque no fim de tarde.
Blog da Ana
Blog da Rodrigo
Vídeos
Esportes
Soy Loco
A Viagem
Parceiros
Contato
2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)









.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
























