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Leidiane (08/08)
Estive nesses cenários há duas semanas atrás e posso dizer: são coisa...
osmar (08/08)
gostaria de visitar o parque,quais os valores de entrada ou não paga,gos...
luiz augusto gomes da da silva (06/08)
eu ainda nao conheço algudoal + sei q 1 dia eu vou vizitar pq vejo falar...
Joca Oeiras (05/08)
Querida Ana: Bela viagem , hein. Mas me fale, sumiu seu postado sobre o N...
Claudia (02/08)
Nessa nossa etapa brasileira da viagem, onde vamos viajar de carro, temos que começar pelo começo. Portanto começamos aqui mesmo, em Curitiba, escolhemos nossos parques preferidos para visitar.
Visita ao Bosque do Alemão, em Curitiba
O Bosque do Alemão é mágico. Você pode passear pela trilha do João e Maria, parar na Casa da Floresta para ouvir uma história contada pela Bruxa e seguir até chegar no mirante, onde tem uma vista linda da cidade. Chegando lá foi que descobrimos que ele está interditado, pois a estrutura de madeira está debilitada e precisará de licitação para a reforma. O próprio guardinha nos lembrou: “Esta reforma precisa de licitação, aí vocês já viram, deve demorar”, e em ano eleitoral ainda? Tsc, tsc, tsc. De qualquer forma a vista e a trilha ainda estão lá, são lindas e você pode aproveitá-la tomando um chocolate-quente com bolachinhas alemãs de nozes com suspiro, na minha opinião são as melhores da cidade!
Visita ao Bosque do Alemão, em Curitiba
Depois fomos até a Unilivre, outro cantinho especial no meio do Pilarzinho, com uma trilha no meio da mata para chegar à pedreira e ao lago, um pedaço de silêncio no meio da cidade. Ali as vezes tenho impressão de que o tempo parou... o que é uma benção nos dias de hoje. Mas um dos motivos que faz isso ser ainda mais nítido é que todo o espaço da Universidade ali estava abandonado por muito tempo, será que ainda está sendo utilizado pela secretaria do meio ambiente para alguma coisa? É o espaço perfeito para oficinas de conscientização ambiental, espero que não deixem morrer.
Visita a Unilivre, em Curitiba
Às vezes não precisamos ir longe para nos refugiar da loucura e estresse diários, esses parques estão logo ali, é só olhar para o lado.
O sol nasce esplendoroso, na nossa viagem de ferry para a Baja California, no México
Hoje pegamos o Baja Ferry, ferry que cruza de Mazatlán para a cidade de La Paz na Baja Califórnia, ainda no México. Depois de mais um glorioso café da manhã na Plaza Machado, fechamos os equipamentos e fomos para o Porto de Mazatlán.
Café da manhã na praça, em Mazatlán, no México
Geralmente eu tenho que ficar fora das burocracias portuárias, já que apenas o motorista pode entrar no porto para os trâmites. Aqui me fingi de boba e fui junto! Passamos por uma revista geral com uma perrita linda farejando o carro enquanto os simpáticos (e meio abusados) marinheiros mexicanos nos perguntavam sobre a viagem. Sabe como é, não podem ver uma mulher brasileira que acham que gosta de sacanagem e já vem com umas piadinhas abusadas. A sorte é que não negamos a raça e nosso jogo de cintura logo os desconcerta.
O enorme ferry-boat entre Mazatlán e La Paz, na Baja California - México
Fiona e companheiros aguardam para embarcar no ferry-boat entre Mazatlán e La Paz, na Baja California - México
Chegamos as 13h no porto, embarcamos pouco depois das 14h, a área de passageiros estava vazia ainda, apenas com os motoristas dos vários caminhões e carros que já tinham embarcado. São pelo menos 3 andares de carros, é impressionante como o ferry é imenso!
Dirigindo entre os vários andares do ferry-boat entre Mazatlán e La Paz, na Baja California - México
O ferry oferece também cabines com e sem banheiro, mas já estavam lotadas quando compramos o ticket. Economizamos e aproveitamos para nos atualizar na sessão filmes Baja Ferry. Eu sabia que seriam 17 horas sentada naquele lugar, não tinha nada mais a fazer senão relaxar!
Subindo da garagem para os andares superiores no ferry-boat entre Mazatlán e La Paz, na Baja California - México
Assiti: Buhos, um filme sobre a vida de um mundo de corujas, animação linda seguida por Homem Aranha, que eu já vi umas 2 vezes. Aí seguiram dois filmes, um sobre um menino que começa a jogar na NBA, outro pastelão americano sobre uma despedida de solteiro em Las Vegas, só filme de primeira qualidade! Hahaha!
Salão de passageiros no ferry-boat entre Mazatlán e La Paz, na Baja California - México
Tentei outras atividades para variar a programação de filmes ruins, mas vi que mesmo em um ferry grande como este eu enjôo se tento escrever, digitar ou ler... Até que, enfim, apareceu um filme interessante e que eu queria assistir há um tempão, o “Comer, Rezar e Amar” com a Julia Roberts. Embora não deva ser tão “profundo” quando o livro, mas passa uma mensagem positiva da vida, curti. Após o jantar de bandejão ainda assisti com o Rodrigo, apaixonado pelo Universo Marvel, o filme X-Man, o Início.
O refeitório do ferry-boat entre Mazatlán e La Paz, na Baja California - México
Dormir não foi nada fácil, o povaréu se espalhou pelo chão, poltronas e onde mais pudessem se enfiar tentando achar posições mais confortáveis, eu tentava desviar a atenção dos roncadores ou caminhantes noturnos. Após algumas péssimas horas de sono vi o sol nascer no horizonte do Mar de Cortês e ao fundo os primeiros sinais da Baja Califórnia.
Primeira visão da Baja California, no México
Ainda deu tempo de assistir a mais um filme pela manhã, Inimigos Públicos, com o Johnny Deep, sobre bandidos dos anos 30 nos estados Unidos, muito bom! Chegamos no Porto de Pichilingüe perto das 9h da manhã e levamos 3 horas para desembarcar o carro e dirigir os 20km até a cidade de La Paz. Nossa primeira parada foi em uma borracharia, pois o pneu da Fiona vinha manco desde a Cidade do México. Sim, nós vimos ele no chão na casa do Rodz, enchemos e desde então viemos apenas controlando a calibragem. Hoje finalmente convenci o Ro a parar em uma borracharia e descobrimos um imenso parafuso enfiado na patinha da Fiona! Coitada!
O parafuso que estava alojado no pneu da Fiona, retirado em La Paz, na Baja California, no México
Consertamos o pneu, tiramos o cadeado emperrado do nosso step, almoçamos em um restaurante de frente para o Mar de Cortês e pegamos estrada para o sul, nos afastando do nosso objetivo maior, o Alasca.
Hospital da Fiona em La Paz, na Baja California, no México
Normalmente não gostamos de baixar latitude, mas nesse caso o detour se faz necessário! As atrações mais turísticas da Baja Califórnia estão em Los Cabos, ponta da península. Não iremos até a badalada Cabo San Lucas, já está com demasiada infra-estrutura, gente e turistas para nós. Assim decidimos passar nossa primeira noite em um lugar mais íntimo com a natureza, o Parque Nacional Marinho de Cabo Pulmo! Foram duas horas de viagem, nos instalamos e preparamos as atividades do dia seguinte, nosso primeiro mergulho no Mar de Cortês!
Chegamos ao Mar de Cortez, no Cabo Pulmo, sul da Baja California, no México
Finalmente os Estados Unidos está aparecendo no nosso horizonte. São mais de 1.800km de estrada, atravessando praias e desertos para chegar até lá, mas a segunda principal barreira já foi ultrapassada, a primeira será a própria fronteira! Mas caaaalma, ainda temos muita história na Baja Califórnia pela frente!
Estrada corta o sul da Baja California, no México, a caminho do Cabo Pulmo
Informações| Baja Ferry - www.bajaferries.com
O capitólio estadual, maior que o federal, em Austin, no Texas. nos Estados Unidos
Texas, um dos estados mais conservadores e republicanos dos Estados Unidos, conhecido por suas grandes pradarias, megafazendas, boa carne, cowboys, botas, chapéus e fivelas. A verdadeira terra de Malboro onde os mexicanos abriram as portas e levaram uma puxada de tapete histórica, perdendo espaço para os gringos que, aliados aos indígenas, fizeram uma guerra para tornar o território mexicano, “o mais americano” de todos eles.
Quadro representando a famosa batalha do Alamo, no prédio do capitólio, em Austin, no Texas. nos Estados Unidos
Não é curioso que justamente os defensores do porte de arma, nacionalistas aguerridos e caçadores de troféus tenham, no coração do seu estado, uma das capitais mais independentes, modernas, tecnológicas e progressistas do país? Pois é, estes americanos não cansam de nos surpreender.
Do alto do capitólio, a visão da cidade de Austin, no Texas. nos Estados Unidos
Quem faz Austin uma ilha independente, eclética e liberal são as pessoas que escolheram viver ali. Estudantes, músicos, geeks que ao invés do Silicone Valley, vem direto para as Silicone Hills, junto com as empresas de tecnologia como Google, Facebook, Apple, Cisco, Ebay/Paypal, Intel, AMD, Samsung, Oracle, HP e tantas outras que empregam milhares de graduados das turmas de engenharia e ciência da computação da University of Texas em Austin.
Interior do prédio do capitólio, em Austin, no Texas. nos Estados Unidos
A cena musical a rendeu o apelido “The Live Music Capital of the World”, devido ao grande número de bares com música ao vivo e músicos que vivem por aqui. Não vale a pena comparar e discutir se ela realmente é a capital, pois não sei se já notaram, mas aqui nos Estados Unidos tudo é “o maior, o melhor, e a capital do mundo”. Fato é que a cidade abriga grandes festivais como o Austin City Limits Music Festival, 3 dias que reúnem 150 apresentações e mais de 225 mil pessoas no Zilker Park, além do Austin Reggae Festival ou Marleyfest (Abril) e até um Carnaval Brasileiro! Aqui são lançadas novas bandas, gravadoras descobrem novos talentos e, com o potencial de consumo do país, é aonde tudo acontece. É, eles tem motivos para se sentirem “a capital mundial da música”.
A bela Hamilton Pool, uma piscina natural entre um grande rochedo, perto de Austin, capital do Texas, nos Estados Unidos
Recentemente os austinites adotaram um slogan extraoficial “Keep Austin Weird”, quase como um movimento cultural local que tem orgulho do seu ecletismo, liberalidade e independência não apenas em relação ao Texas, mas ao mundo. Somos assim, podemos ser “weird”, mas e daí?
Camiseta vendida em Austin, no Texas, nos Estados Unidos
Os restaurantes locais são os melhores, os pequenos bares, os negócios alternativos e lojas que ainda não foram dominadas pelas grandes corporações americanas. Uma cidade onde podemos encontrar uma alma americana, orgulhosa das suas raízes locais. Los Angeles, San Francisco, Nova Iorque possuem esta alma, mas grande parte do que as ajudou a construí-la foram os milhares de imigrantes que fazem parte do consciente coletivo da cidade. Aqui encontramos sim alguns mexicanos, mas a maior parte de quem forma esta identidade e suas esquisitices são os próprios americanos. Genial!
O famoso Whole Foods Market nasceu em Austin, no Texas. nos Estados Unidos
Nós chegamos à Austin depois de uma rápida passagem por Fredericksburg, uma pequena cidade de colonização alemã, onde almoçamos em uma padaria deliciosa e o Rodrigo finalmente fez a barba e cortou a imensa cabeleira. Já estava na hora!
A influência alemã continua forte em Fredericksburg, cidade de origem germânica no Texas, nos Estados Unidos
Pronto para fazer barba e cabelo em barbearia tradicional de Fredericksburg, no Texas, nos Estados Unidos
Enquanto ele cortava o cabelo, eu na sala de espera, fiquei estupefata com as manifestações de apoio à posse de armas espalhadas pela parede. Parede de caçadores, com certeza, mas com a história do tiroteio na escola em Connecticut ainda quente, foi o que precisou para sentir que realmente estava no Texas.
Luta contra o controle de armas em Fredericksburg, cidade de origem germânica no Texas, nos Estados Unidos
Algumas horas depois nós chegamos em Austin e eu já sabia sobre essa fama alternativa da cidade. Estava ansiosa para chegar lá e finalmente encontrar a nossa amiga virtual, Lu Misura, uma blogueira brasileira que vive em Austin.Inclusive, boa parte do nosso roteiro foi feito com base nas suas dicas do seu blog Colagem.
Com a Lu Misura, visitando a Hamilton Pool, perto de Austin, capital do Texas, nos Estados Unidos
A Lu nos guiou no nosso primeiro dia na cidade e arredores. As boas vindas não poderiam ter sido melhores, um almoço no Salt Lick Texan BBQ, um autêntico churrasco texano! Perfeito para nos alinharmos, colocarmos o papo em dia e conhecermos um pouco mais da cultura do lugar contada por quem a vivencia todos os dias.
O famoso molho para barbecue feito na própria salt Lick, em Austin, capital do Texas, nos Estados Unidos
Um legítimo e suculento Bar-b-que americano, na Salt Lick, em Austin, capital do Texas, nos Estados Unidos
Durante a tarde fomos conhecer a Hamilton Pool, um dos famosos swim holes da região, uma cachoeira belíssima a uns 30 minutos de Austin. Nesta época o clima ainda está meio frio para nadar, mas durante o verão eles se tornam os refúgios para os texanos que vivem na região.
A bela Hamilton Pool, uma piscina natural entre um grande rochedo, perto de Austin, capital do Texas, nos Estados Unidos
Nosso segundo dia na cidade foi fazendo o roteiro básico.Começamos pelo Zilker Park, principal parque da cidade, que além de campos, parquinhos e áreas de piquenique, tem uma nascente de água onde o pessoal costuma se refrescar nos dias quentes. É neste parque que rola o festival de música da cidade e outros eventos culturais.
Passeando no Zilker Park, o parque mais conhecido de Austin, no Texas. nos Estados Unidos
A segunda parada foi na Flagship Store do Whole Foods, a loja número 1 da rede americana de varejo com foco em alimentos naturais, sustentabilidade e viabilidade social e ambiental.
Uma das diretrizes do Whole Foods, em Austin, no Texas. nos Estados Unidos
Os produtos são maravilhosos, a loja é toda intercalada por restaurantes com diferentes temáticas, cafés, almoços rápidos, buffet de saladas, queijos e vinhos, enfim, um balcão para cada gosto ao lado das gôndolas do supermercado. A loja cria um conceito e um ambiente perfeito para a interação do consumidor com os produtos e a experiência de compra se torna muito mais prazerosa. Um sonho para o consumidor consciente e preocupado com sustentabilidade.
Alimentos orgânicos no Whole Foods de Austin, no Texas. nos Estados Unidos
Fazendo compras no Whole Foods original, em Austin, no Texas. nos Estados Unidos
A terceira parada foi no Capitólio do Texas, um imenso edifício onde está centrado o poder do segundo maior estado americano. Um lugar bacana para entender como se passou a história da um estado que já foi nação e sua posterior anexação ao território americano. O Rodrigo, meu marido historiador, conta parte desta história neste post aqui.
Interior do prédio do capitólio, em Austin, no Texas. nos Estados Unidos
Salão histórico do capitólio do Texas, em Austin, nos Estados Unidos
Ainda demos uma passada rápida na REI, loja de equipamentos esportivos e de aventura, único lugar onde eu me torno consumista. A noite resolvemos matar as saudades de casa e fomos em um dos restaurantes indicados pela Lu Misura, a Churrascaria Estância.
A equipe da churrascaria Estancia, que nos recebeu tão bem na cidade de Austin, no Texas. nos Estados Unidos
Uma autêntica churrascaria brasileira, com direito ao buffet completo de saladas e queijos, espeto corrido com picanha, linguiça toscana, filet mignon e todos os melhores cortes brazucas, além da banana frita, farofa, pão de queijo e caipirinha! Ai que saudades da comida de casa... O dono é catarinense e viveu vários anos no Rio Grande do Sul, parte do staff era formado por brasileiros, assim que não poderíamos estar nos sentindo mais em casa! Ao final, tão emocionados com a nossa viagem quanto nós com a qualidade da comida, da carne e do atendimento, que acabamos sendo convidados pela equipe! Muito obrigada pessoal! Vocês foram incríveis!
Maravilhoso jantar na churrascaria brasileira Estancia, servidos também por equipe brasileira, em Austin, no Texas. nos Estados Unidos
Austin by Night
Não poderíamos partir sem conhecer a noite de Austin, afinal queríamos ver aonde se escondia toda a esquisitice e criatividade da cidade. Fomos à famosa 6th Street. Onde se concentram os bares mais movimentados do centro, mas aquele clima de bares americanos, rock, grandes televisões com futebol americano, basquete ou baseball e um bando de cabeludos mal ajeitados para fora. Não era bem o que eu tinha em mente.
Um dos famosos carrinhos de lanche de Austin, no Texas. nos Estados Unidos
Caminhamos um pouco mais e chegamos à 4th Street, uma banda dos anos 80 tocava um Boggie Woogie em um Irish Pub, que não importa onde você esteja no mundo, é sempre o mais animado. Foi quando encontramos um cara descolado parado em uma esquina. Ele tinha um bike-táxi, transporte que leva os baladeiros de bar em bar. Ele viu que estávamos em busca de algo diferente, sentiu o nosso clima e nos indicou o novo point das baladas aqui em Austin.
Não é muito longe do centro, mas como já era na direção do nosso hotel, pegamos a Fiona e fomos de carro para lá, quase na beira do rio, entre a Rainey St. e a River St. Deixamos o carro estacionado no hotel, o Holliday Inn Town Lake e caminhamos duas quadras até o local do burburinho.
Encontro com um gaúcho e sua esposa americana em Austin, no Texas. nos Estados Unidos
Há alguns anos este canto do centro de Austin estava praticamente abandonado, casas de madeira super charmosas, mas antigas, precisando de reformas. Um bar veio, logo surgiu outro e mais outro e hoje são mais de 15 bares espalhados por 2 ou 3 quadras, um ao lado do outro, todos com um clima de festa universitária, uma área aberta com mesas coletivas, bares completos, drinks, cervejas e cada um com um estilo de música, jogos e decoração. Há o que faça a linha mais TexMex, outro "cultzinho" como um café e livros, outros com banda ao vivo e pista de dança. Nós ficamos algumas horas bar hopping, pulando de bar em bar, e passamos pelo Icelandic, Ilegal Bar, com drinks de mezcal, Bar 69 e outros. Muitas músicas boas, público jovem e bonito, alto astral, basta escolher o seu estilo e entrar. Se isso é manter Austin Weird, eu estou dentro!
Uma linda foto do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul
Bem vindos ao salto horizontal mais longo do mundo! O Salto Yucumã está na fronteira do Rio Grande do Sul com a Argentina e possui 1,8 km de extensão! Formado pelo Rio Uruguai em uma fissura de 110 metros de profundidade (!!!), 25m de largura e 8 a 10m de altura, dependendo do nível do rio. Quando o Rio Uruguai está bem seco ele pode chegar a 18m de altura, mas seca em alguns trechos. A melhor época para visitar o salto é entre novembro e dezembro, quando o nível da água já está baixando, mas ainda forma a queda completa, com água por toda a sua extensão. Salto Yucumã ou Grande Salto Moconá, como é chamado do outro lado da fronteira, no idioma guarani moconá significa “aquele que tudo engole”.
Foto aérea do Salto Yucumã, na fronteira entre Rio Grande do Sul e Argentina, no rio Uruguai. É o maior salto do mundo em extensão horizontal, mas hoje, estava completamente tapado pelo rio cheio. (foto retirada da internet)
Nós chegamos logo após um grande período de chuvas e tivemos a sorte de encontra-lo assim!
O rio Uruguai transbordando, com suas águas passando sobre o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul
Pois é, nadica de queda d´água, nem um metrinho. A única pista de que ali há alguma queda são aquelas marolinhas brancas no meio do rio... Segunda-feira passada o nível da água estava pelo menos 2 metros mais alto! Uma das grandes interferências no nível do salto hoje são as 3 barragens que foram construídas rio acima, Itá, Machadinho e Campos Novos e Barra Grande, que agora estão na sua capacidade máxima e vertendo água para não estourar.
O rio Uruguai transbordando, com suas águas passando sobre o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul
Mais um pouco pegamos o rio “a ponto de balsa”, como se diz aqui na região! A expressão nasceu da época do ciclo da madeira, quando madeireiros desciam o Rio Uruguai levando as toras retiradas na floresta em balsas. Estas balsas cheias, porém, só passavam pelo Salto Yucumã quando o rio estava bem ainda um pouco mais alto, no ponto de balsa.
Antigas fotos de balseiros no rio uruguai, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul
O Parque Estadual do Turvo possui pouco mais de 17 mil hectares de área e protege uma fauna riquíssima que pode ser vista toda empalhada no museu do sítio. Pois é, odeio animais empalhados, mas já que eles estavam ali, confesso que até que é bacana poder comparar os diferentes tipos de animais, seus tamanhos, pelagens e formas.
Animais empalhados do Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul
Centro de visitantes do Parque Estadual do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul
A onça preta, pintada e parda vivem nesta reserva. Há menos de um mês funcionários do parque tiveram a sorte de cruzar com uma onça preta descendo a estrada parque pela manhã! Nós não vimos a onça, mas pela primeira vez encontramos pistas escatológicas das bichinhas, puro pelo e osso!
Pelos e ossos, tudo o que sobrou da última vítima de uma onça pintada no Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumá, na fronteira do rio Grande do Sul com a Argentina
Descemos 15km de estrada bem atentos para ver se encontraríamos algum animal. Vimos no alto de algumas árvores alguns de nossos amigos macacos prego. Mais de 300 tipos de pássaros já foram catalogados na região, que serve como um refúgio para mamíferos que tiveram seus habitats invadidos pelas fazendas e plantações de trigo que rodeiam a área.
A fiona na estrada que corta o parque do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul
Do outro lado do rio está a Argentina e uma reserva com mais de 250 mil hectares preservados! Só para vocês terem uma ideia, esta reserva dos nossos hermanos se conecta com o Parque Nacional do Iguazu, do lado argentino, é claro. Uma onça que andava caçando bezerros nas fazendas da região, foi capturada por biólogos que usaram um cachorro como isca – mais uma que aprendi, onças adoram cachorros, uma iguaria para elas! Esta onça recebeu um colar com GPS e um mês depois foi localizada lá no Parque Iguazú! Impressionante!
São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul
Chegando lá embaixo caminhamos até as margens do rio, que está transbordado, passando sobre a trilha de acesso à cachoeira e sobre a mata ciliar. Desapontados com a má sorte, viemos andando de volta para a área de churrasqueiras e tivemos a sorte de encontrar o Sérgio, que é um guarda-parque terceirizado que trabalha no parque há 11 meses. Bastaram poucos minutos com ele para percebermos que conhecia muito do parque e mais que isso, é apaixonado pelo seu trabalho. Sérgio nos levou até uma cachoeira menor próxima dali e no caminho nos ensinou sobre a mata, a fauna e as histórias deste parque.
cascata no Parque do Turvo, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul
Com o Sérgio, nosso guia no Parque do Turvo, onde está o Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul
Caçadores que foram encontrados e gastaram 15 mil reais com advogado e fiança e a história do antigo gerente que caçava caçadores não por seu amor à natureza, mas para não ter competidores! Dizem que graças à ele hoje as pacas são raramente vistas por aqui, sem falar nas onças que eram seu principal troféu de caça. Depois de tantas demandas contra o delinquente funcionário do governo, ele foi transferido para um parque no Paraná e depois de demitido por suas falcatruas, não demorou muito a ser assassinado, provavelmente por vingança da família de um dos muitos caçadores que ele havia assassinado. Cada uma...
São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul
Uma das muitas espécies de pássaros que vive na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul
Hoje o novo gerente do parque é um biólogo, novas trilhas já estão sendo abertas e se depender dos funcionários com quem conversamos, este pequeno reduto natural continuará a ser bem preservado. Espero que sim, pois um dia voltaremos e com mais sorte veremos o imenso Salto Yucumã.
São dezenas de espécies de borboletas na região do Salto Yucumã, na fronteira entre Brasil e Argentina, no município de Derrubadas, no Rio Grande do Sul
De bondinho, atravessando as montanhas nevadas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Aspen, a cidade dos ricos e famosos onde a beleza e o glamour dos seus frequentadores são o seu principal cartão postal, antes mesmo do motivo que os levou originalmente até lá, foi a cidade onde decidimos passar o nosso Reveillón. Eu confesso nunca ter me comovido com essa fama da cidade de ares suíços nas montanhas nevadas do Colorado, mas aqui por estas bandas não tive dúvida que seria o melhor lugar para encontrarmos uma boa festa de Ano Novo.
Bondinhos trazem esquiadores e equis para o alto da montanha, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Suas montanhas nevadas foram descobertas pelos mineradores de prata no final do século XIX e usadas como campo de treino para os soldados americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Quem diria então, que estas mesmas paisagens se tornariam uma das principais comunidades de ski do mundo?
No alto das montanhas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos, a mais de 3 mil metros de altitude
O esporte de inverno preferido dos americanos endinheirados teve origem nos países nórdicos há mais de 4 mil anos. A palavra ski é norueguesa e significa “pedaço de madeira dividido”, referindo-se aos pedaços de madeira que ajudavam na locomoção dos norsemen durante os invernos tenebrosos daquele canto do mundo.
Cena típica nas ruas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Foram os australianos e os americanos, porém, que colocaram o esporte em evidência, criando os primeiros clubes de esqui e as primeiras competições organizadas em 1861 na cidade de Kiandra, Austrália. Aqui em Aspen, após o término da Segunda Guerra Mundial, a estrutura turística para a prática do esporte foi iniciada por militares com olhos treinados e bom faro para o negócio. Logo grandes hotéis e resorts apareceram e estava feita a fama de um dos maiores centros de esqui do mundo.
No alto da montanha, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Hoje os principais Resorts de Ski nesta região são o próprio Aspen Mountain e o seu vizinho Snowmass Village, um paraíso para os adeptos do snowboard e do ski. Chegamos na altíssima temporada e provavelmente no feriado mais concorrido do ano. Ótimo para vermos o movimento e termos uma experiência de inverno completa nos Estados Unidos, certo? Bem, quase, depende de quanto você está disposto a investir nesta brincadeira. A começar pelo hotel, bacana mesmo é ficar hospedado no resort de ski, no pé da montanha, que para a noite de Réveillon chega a custar até 2.400 dólares. Um pacote de 3 dias de aula para adultos iniciantes: 429 dólares por pessoa. Ah, tudo isso tudo isso sem os impostos! Sem contar que ninguém vai ter aulas de esqui sem o seu equipamento básico pessoal, calças, jaquetas, luvas e óculos de neve, que ficariam por baixo mais uns 500 dólares, comprando os mais baratinhos. Enfim, este não é um investimento para quem quer apenas testar uma vez, ou você está disposto a gastar, aprender e praticar, ou meu filho... esquece, um dia de aula não irá te fazer esquiar. Uma senhora com quem conversei deu a explicação mais simples e clara que eu já ouvi. Esquiar é um esporte de memória muscular, é como andar de bicicleta, o corpo demora a aprender se equilibrar na bicicleta, mas uma vez que aprende não esquece nunca mais.
Preparando-se para descer de snow board as montanhas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Viemos para Aspen decididos a aprender a esquiar, pelo menos tentar, mas depois de ver estes preços decidimos postergar e tentar encontrar alguma montanha mais amiga dos iniciantes lá para os lados de Boulder.
Cena comum nas ruas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Ok, agora até parece que o mundo acabou... sem esqui, sem hotel, o que afinal viemos fazer em Aspen?
A bela estrada que segue ao lado do rio Colorado, no leste de Utah, nos Estados Unidos
Bem, o nosso último dia do ano começou do mesmo jeito que 80% dos nossos últimos 1000dias, com uma deliciosa viagem de carro saindo das planícies geladas do deserto de Utah e cruzando as montanhas do Colorado. Cenários lindos, acompanhados pelos nossos familiares que, cada um em seu fuso horário, nos ligava no skype para comemorar o ano novo. Já sabendo dos preços salgadíssimos de Aspen, o nosso plano era ficarmos hospedados em Glenwood Springs, a 40 minutos de lá e aproveitarmos a virada no meio dos ricos, chiques e famosos.
Muita neve forma uma incrível paisagem invernal em estrada no leste de Utah, a caminho do Colorado, nos Estados Unidos
A nossa passagem por Glenwood Springs acabou sendo mais rápida do que esperávamos, mas não poderia ter sido mais certeira. Logo na entrada da cidade encontramos uma Concessionária da Toyota e a Fiona vinha pedindo para darmos uma passada lá, era o filtro de combustível que precisava ser trocado. Dia 31 de Dezembro, as 17h e a oficina havia acabado de fechar, já sem esperanças o Rodrigo voltou ao carro ainda no estacionamento da concessionária, quando vimos um mecânico com uniforme da Toyota passando ao lado do carro. Foram 15 minutos e logo a Fiona estava pronta! Seu charme encantou o chefe da oficina que nunca tinha visto uma Toyota como ela em toda a sua vida, quanto menos ter a oportunidade de mexer em uma delas!
A Fiona nos leva confortavelmente através da neve e frio de estrada no leste de Utah, a caminho do Colorado, nos Estados Unidos
Ele ganhou o dia e nós também! Enquanto isso eu conversava com uma das vendedoras mais animadas e inteiradas das baladas de Aspen, para entender como as coisas funcionavam por lá. Geneva não apenas nos deu toda a letra como encontrou um hotel para ficarmos em uma vila mais próxima a Aspen e tão animada quanto! “O negócio é o seguinte, vocês vão para Aspen, veem a festa e se não estiverem a fim de pagar 200 dólares para entrar em uma balada, fiquem por Basalt mesmo, no Brick Poney que os cowboys lá são sempre animados!” Fechado! A Toyota de Glenwood Springs e sua equipe agilizadíssima resolveram a nossa vida.
Última noite do ano, caminhando nas ruas enfeitadas e nevadas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Assim fizemos, Basalt é uma gracinha, a cidade alternativa da região com bons cafés, restaurantes e até um Whole Foods não poderia ser melhor opção! Pagamos justos 130 dólares na diária (menos que isso seria mesmo impossível) e ficamos super bem localizados. Perto das 20h fomos para Aspen e chegamos à praça principal no momento dos fogos de artifício! Os fogos iluminavam a montanha nevada ao fundo, as casinhas e chalés com suas luzinhas de Natal fechavam o cenário lúdico e encantado da pequena cidade de Aspen.
Reveillon em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Neste momento eu estava conectada com a minha tia e a minha avó no skype e ainda pude mostrar a elas um pouco dos fogos que estávamos assistindo, um momento inesquecível para mim, ouvindo a minha avózinha de 82 anos dizer: “Viram só? Agora eu posso dizer que já estive em Aspen!” Priceless!
Última noite de 2012 na iluminada e gelada Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
A nossa ceia de Reveillón foi em uma animada taverna franco-suíça, com um founde de queijo divino, acompanhados por um bom vinho e uma sobremesa bem brasileira, doce de leite feito na munheca (sem panela de pressão!) pela assistente brasileira do chef! Hummm, delicioso!
Muito estilo na última refeição do ano, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos. Fondue com vinho!
A virada foi em Basalt, no point indicado pela Geneva, afinal bebida e direção não combinam! Levamos nosso super espumante vindo do Napa Valley e entramos na festa dos cowboys e esquiadores mais descolados de Aspen. Gente bonita e bem doida, todos loucos para cair na pista e dançar até dizer chega.
Celebrando os últimos minutos de 2012vna pequena basalt, ao lado de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Celebrando os últimos minutos de 2012vna pequena basalt, ao lado de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
O dia seguinte foi de ressaca nas alturas. Depois de passear pela cidade durante a manhã, subimos o tão falado bondinho até o topo da Ajax, uma das pistas mais famosas das montanhas de Aspen. O cenário lá em cima é indescritível, a montanha nevada salpicada de pequenos esquiadores, que descem coloridos e ágeis em seus esquis e snowboards pelas pistas nevadas, sem titubear.
Centenas de esquiadores disputam as pistas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Centenas de esquiadores disputam as pistas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Um passe para estas pistas pode custar 600 dólares ou mais por ano e te dão direito a 14 dias na pista... uma loucura. É, definitivamente este esporte é para quem pode. Assim, é claro que todos eles ficam loucos pra aproveitar ao máximo, sobem no teleférico e descem pelas pistas quantas vezes as pernas aguentarem!
Bate´papo animado antes da longa descida de esqui até a cidade de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Lá no alto uma super estrutura de bar, restaurante, lojas e até massagem. Almoçamos no topo da estação de esqui com vistas lindas para as montanhas e só tentando imaginar se um dia nos sentiríamos parte dessa elite invernal. Quem sabe na próxima encarnação, nesta acho que não vim com muita paciência para isso. Ainda não desistimos das aulas de esqui, quem sabe as montanhas andinas serão mais receptivas com estes viajantes.
Admirando a beleza das montanhas que circundam Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos
Paisagem colorida na área rural em Rio Verde - GO
Rio Verde é a capital do agro-negócio do Estado de Goiás. Uma área de solo fértil, que possui vocação para o plantio de soja, milho, feijão e culturas complementares, deixando praticamente de lado a pecuária. Recentemente a região tem passado por uma grande valorização, não apenas no custo das terras e fazendas, como também na cidade, onde os terrenos já triplicaram de valor.
Passeio na fazenda em Rio Verde - GO
Nós ficamos hospedados na fazenda onde mora o Chico, primo do Rodrigo. Chico já mora aqui há 9 anos e é formado em agronomia. Casa de fazenda, varadão gostoso com vista para o campo, cachorros, galinhas e aquela vidinha bem difícil e estressante.
Com o Chico, na triste hora da despedida da fazenda e de Rio Verde - GO
Estamos agora na entre-safra da soja onde se produz o sorgo e o milheto, que ajudam a preparar o solo para o próximo plantio, trazendo os nutrientes que estão no solo mais profundo para a superfície e deixando a palha para ajudar a manter o solo mais úmido e protegido. Além de nutrir o solo, estas culturas são utilizadas para a produção de razão animal. Vimos também as lavouras de milho, quase prontas para a colheita, o feijão e o algodão, deixando a paisagem em degrades de palha e verde.
A bela zona rural em Rio Verde - GO
Depois do almoço, demos uma volta pela cidade de Rio Verde, conhecemos a praça central onde fica a Igreja Matriz, com uma arquitetura modernosa, meio esquisita. Vimos o campus das universidade onde o Chico estudou e uma nova área da cidade que está em pelo crescimento e desenvolvimento. Em pouco tempo Rio Verde estará como hoje é Ribeirão Preto em São Paulo, um pólo riquíssimo com toda a infra-estrutura para atender às demandas das famílias dos fazendeiros que vivem e investem na região.
Milharal em Rio Verde - GO
Hoje resolvemos também estrear a nova churrasqueira do Chicão. Eu preparei as saladas, assamos a carne, cerveja gelada e logo os amigos estavam chegando para completar a noite de lua crescente e de estiagem, que se punha sob o milharal.
Churrasco com amigos em Rio Verde - GO
O nosso super fusca converível, na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
Cozumel é um daqueles lugares, tão turísticos, que queremos evitar. Mas de tão turístico fica aquela pulga atrás da orelha, se todos vão é por que “alguma coisa tem!”. Fica bem mais fácil encarar a turistada se o lugar em questão é uma ilha banhada pelas águas do mar do Caribe.
Começando bem o dia na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
Nós chegamos em Cancún em um barco que cruza de Playa del Carmen à ilha de hora em hora. O barco custa 12 dólares por pessoa e a travessia dura pouco menos de 2 horas. Já dentro do barco encontramos uma simpática vendedora de uma das dezenas de locadoras de automóveis da ilha e resolvemos deixar reservado o nosso meio de locomoção. A ilha possui alguns transportes públicos, principalmente na área mais habitada, voltada ao continente. Porém se você quer dar a volta completa, aproveitando para conhecer tudo, no seu ritmo e ainda voltar no mesmo dia, o ideal é alugar um carro (US$ 45,00) e se divertir!
Caminhando pela praia até o porto de Playa del Carmen, para pegar o ferry para Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
Chegamos à ilha e a primeira meia hora foi em torno do aluguel do carro, andando até o escritório da locadora já conhecemos um pouco do centrinho da cidade, cheio de lojinhas de badulaques turísticos e artesanatos. A minha expectativa era chegar em um lugar lotado de resorts, grandes edifícios e comércio. Sim, a ilha possui um pouco de tudo isso, mas não tão amontoados e invasivos quanto eu imaginava. Enfim, a minha primeira impressão da cidade foi melhor do que eu esperava.
Caminhando pelo centrinho de Cozumel, no sul do México
Durante a alta temporada Cancún recebe cruzeiros praticamente todos os dias, 2, 3, até 5 navios cruzam o Golfo do México em direção ao Caribe e fazem uma parada obrigatória nas águas azuis da costa caribenha do México. Então a questão é, como evitar o encontro desagradável com os milhares de turistas que chegam nestes navios?
Um porco caminha tranquilamente por uma estrada na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
Uma vez com a nossa ferrari mexicana conversível na mão, foi a hora de começarmos as nossas explorações. A volta à ilha, no seu próprio carro, é a melhor forma de escapar das muvucas turísticas, ainda mais se você está com as dicas certas e um mapa na mão!
Mapa da ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México, mostrando o circuito que fizemos
O primeiro lugar que mais de 50% dos turistas que descem do cruzeiro vão são os resorts a beira mar, que além de centenas de pessoas, infraestrutura, restaurante, bar, cadeiras e guarda-sóis, estão localizados nas poucas praias de areias brancas da ilha. Todas fakes, by the way, a areia é trazida do continente para “aumentar” a praia. Nós, “turistas descolados” (rs), não queremos ir parar neste lugar, afinal se queremos praias de areias brancas podemos ver no continente, lindas e sem tanta gente assim. Então seguimos adiante, depois de uma fotinho obrigatória na avenida principal com os navios ao fundo, é claro.
A bordo da nossa "ferrari conversível", na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
Preparando-se para fazer snorkel na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
Para dar água na boca! (em Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México)
Feliz da vida em Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
Dando a volta na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
Lá na Punta Sur a parada é no Reggae Bar, um point super convidativo para uma Dos Équis ou uma Negra Modelo, ao gosto do freguês. Os mais animados podem dar um tchibum nas ondas caribenhas, afinal, que disse que elas não existiam?
Negra Modelo, nossa cerveja preferida no México (ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do país)
Deliciosa praia na costa leste da ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
A essa altura eu já estava no banco de trás do fusca com a Valéria, cabelos ao vento e curtindo a vida adoidada ao lado da minha amiga. Tem coisas que só suas amigas fazem por você! Animadíssimos com a paisagem, mata cozumeña à esquerda, mar caribeño à direita fui tirando fotos do alto do nosso conversível, querendo que este dia não acabasse nunca mais, pois este era o último dia da Val conosco na viagem. =/
De fusca conversível, rodando por toda a ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
Deliciosa praia na costa leste da ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
Nós já não estávamos no pique de entrar na água e acabamos decidindo seguir para tentar chegar ao principal sítio arqueológico da ilha: as Ruínas Mayas de San Gervasio. Infelizmente começamos o nosso roteiro um pouco tarde e, depois de 3 dias seguidos de ruínas, esta não era a nossa prioridade. Se você quiser muito conhecer as ruínas, faça o roteiro idêntico, porém em sentido anti-horário, a entrada nas ruínas fecha às 15h. E não se esqueça de trazer um lanchinho para aguentar chegar ao Alberto´s um pouco mais tarde.
De fusca, rodando pela ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
Um maravilhoso pôr-do-sol na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
Não quisemos perder nem um minuto desse momento mágico, tomando um Rum Punch enquanto os cruzeiros se despediam da ilha e seguiam seu curso rumo aos mares do Caribe. Devolvemos o carro e ainda tivemos tempo de dar uma volta no centrinho de Cozumel, comprar umas pratas de Taxco e pegar o barco das 19h para Playa del Carmen.
Fim de tarde, hora da partida do navio-cruzeiro da ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
Se você vem com mais tempo outras atividades como mergulho, ou um tour para a Punta Molas, passando pela Ruína Maya perto do Rio de la Plata devem seriam as melhores pedidas.
Piada universal! (ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México)
Um dia rodando a ilha de Cozumel em um fusquinha conversível ao lado do meu marido e da minha amiga de infância. Não poderia haver melhor energia para a despedida da Val. Cozumel deixou ótimas memórias nos 1000dias, espero que deixe nas suas férias também!
Um maravilhoso pôr-do-sol na ilha de Cozumel, no litotal de Yucatán, no sul do México
Aa tranquilidade de praia em Livingston, no litoral caribenho da Guatemala
A épica viagem para as distantes terras do Caribe guatemalteco finalmente estava no nosso horizonte. Não é apenas a distância que a faz épica, mas a mistura de cenários e culturas, um mosaico intrigante de rios e lagos, mayas e garifunas, populações há muito isoladas pela geografia do paraíso onde escolheram viver e que aos poucos começa a entrar no mapa turístico da América Central.
Mar de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala
O Caribe guatemalteco é uma pontinha de terra que se estende espremida entre Belize e Honduras. Puerto Barrios é a maior cidade da região, único porto do país para o Atlântico. A cidade portuária não tem nada a oferecer a nós, turistas e viajantes, a não ser que você esteja vindo de Honduras e queira utilizá-la como ponto de embarque para Punta Gorda, sua vizinha do outro lado da Baía de Amatique, em Belize.
Exibir mapa ampliado
Seja via Puerto Barrios, ou via Rio Dulce, você não pode passar por aqui sem dar uma paradinha na parte mais interessante deste litoral, a cidade garifuna de Livingston. Localizada na foz do Rio Dulce, Livingston pode ser acessada apenas de barco. A cidade de mais de 25 mil habitantes é majoritariamente garifuna, mas já possui uma boa mescla de indígenas mayas quec'chis e alguns estrangeiros mais aventurosos.
Centenas de pelicanos nos recebem no porto de Livingston, no litoral da Guatemala
Os garifunas chegaram neste litoral desde a ilha de St. Vicent, africanos fugidos dos navios negreiros que se mesclaram com os Caribs e Arawaks, indígenas que populavam as ilhas do Caribe antes dos espanhóis chegarem e exterminarem com todos eles. Pouco restou desta cultura, 3 mil Caribs perdidos na selvagem Dominica e um pouco do seu DNA nas misturanças com os europeus e principalmente com esta nova etnia que se formou entre africanos, indígenas e até alguns náufragos europeus. Em meados de 1700 os garifunas foram expulsos pelos ingleses da ilha de St. Vincent e foram despachados para a ilha de Roatan, em Honduras. Os que sobreviveram às doenças e maus tratos formaram uma nova comunidade, aceita pelos espanhóis, e que começou a se espalhar pelo litoral caribenho de Belize à Nicarágua.
Visual de praia de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala
Uma das melhores formas de começar a explorar a região e se embrenhar na cultura garifuna, é fazendo a caminhada para os Siete Altares. Um rio cristalino que corre para o mar e forma 7 piscinas naturais miraculosamente frescas em meio ao quente litoral guatemalteco. No período de seca o rio para de correr, mas alguns poços ainda ficam convidativos a um tchibum, principalmente depois de 9 km de caminhada.
Caminhando em praia de Livingston, no litoral caribenho da Guatemala
Um dos "Siete" altares, no rio que está quase seco nessa época do ano, em Livingston, no litoral da Guatemala
A maior parte do caminho é pela praia e vai passando por vilas mayas e garifunas, pescadores e agricultores que vivem nos arredores de Livingston. Logo depois que cruzamos um primeiro grande rio chegamos à praia Salvador Gaviota, onde há um hotel-restaurante perfeito para uma parada na ida e na volta. Ceviche de pescado e uma Gallo gelada ajudam a repor as energias e dar mais gás para continuar.
Um convidativo pier em praia de Livingston, no litoral da Guatemala
Chegando aos Siete Altares encontramos o dono da propriedade deitado na sua rede, tranquilo, assistindo televisão. À sua volta cartazes que explicam tudo o que todos os turistas que chegam lá devem lhe perguntar. De onde vem o povo garifuna, qual é a origem da sua língua, como se formou, etc, etc. Ele já deve ter respondido estas questões tantas vezes que acabou preferindo escrever e deixar aí, para que todos possam ler e deixem ele tranquilo. Kkk! Assim acabou fazendo um mini-museu caseiro com mais informações sobre os garifunas que em qualquer outro lugar da cidade. Ele foi casado com uma antropóloga americana que veio para cá estudar o seu povo e por isso tem tanto conhecimento formal e dados sobre os garifunas.
Informações sobre o povo e a cultura garifuna no parque Sete Altares, em Livingston, no litoral caribenho da Guatemala
Cutuca daqui, cutuca de lá e o Rodrigo conseguiu arrancar um papo dele, com perguntas cujas respostas não estavam nos cartazes. Aqui descobrimos que os Black Caribs conviveram também com a extinta cultura arawak, mantendo termos da sua língua no novo idioma garifuna que se formava. Curioso é que como sobraram apenas mulheres arawaks, pois os homens morreram em batalhas, apenas mulheres utilizam estas palavras, e os termos dos índios Caribs ficaram exclusivos aos homens garifunas, mantendo a tradição oral passada de pai para filho e mãe para filha.
No parque Siete Altares, informações sobre a língua garifuna, em Livingston, no litoral da Guatemala
Um dos "Siete" altares, no rio que está quase seco nessa época do ano, em Livingston, no litoral da Guatemala
No dia seguinte, depois da minha aula de tambor garifuna com a Blanca no Ubafu, voltamos à praia Salvador Gaviota. Caminhada um pouco mais curta e desta vez a maior parte pela vila, para ver uma nova vizinhança. As praias aqui não são exatamente um grande atrativo, já que estamos na boca de um rio e as águas verdes-azuladas do Caribe acabam ficando mais barrentas e cheias de galhos.
Atravessando ponte sobre a foz de um rio, no nosso caminho para Siete Altares, em Livingston, no litoral da Guatemala
No caminho de volta fomos parados por mais um garifuna curioso com os 'gringos' que passavam por lá. Ele é filho do historiador da vila e está assumindo seu posto tratando de registrar as memórias dos seus antepassados e as atuais, acompanhando as pesquisas de uma antropóloga brasileira que vem regularmente à Livingston para escrever o livro do seu PhD sobre a cultura garifuna.
Ponte sobre foz de rio em praia de Livingston, no litoral da Guatemala
Nem só pessoas frequentam as praias de Livingston, no litoral da Guatemala. Qualquer semelhança com a B. Bardot em Búzios, na década de 60, é mera coincidência!
Foram duas noites e quase três dias rodeados por gente interessante de uma cultura que poucos imaginam existir na nossa imensa América. Feliz a hora em que decidimos incluir Livingston no nosso roteiro, um lugar distante cheio de histórias e aprendizados.
Pôr-do-sol em praia de Livingston, no litoral da Guatemala
Painéis coloridos no templo da Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru
Trujillo foi fundada por Francisco Pizarro e recebeu este nome em honra à sua terra natal. A cidade possui uma linda Plaza de Armas, ampla e arborizada em meio à um centro lotado, com o trânsito meio caótico. Aqui pela primeira vez alguém veio nos avisar para termos cuidado com roubo, principalmente com a famosa mão leve. Quando menos se espera, sua carteira ou bolsa que estava em cima da mesa desaparece sem você nem perceber. Estamos sempre atentos, mas de forma geral nos sentimos bem seguros viajando por estas cidades mais turísticas.
Igreja da Plaza de Armas de Trujillo, no Peru
Esta região também é conhecida por possuir um dos maiores complexos de templos e ruínas construídas em adobe da América Latina, a antiga cidade de Chan Chan. Antes de visitarmos estas ruínas, resolvemos conhecer um outro conjunto de templos que começaram a ser escavados há menos tempo, que nos foi indicado pela Vânia, nossa amiga búlgara do trekking. A Huaca del Sol e a Huaca de La Luna são templos da Civilização Moche, que viveu nesta região no período de 500 a.C. e desenvolveu aqui uma cultura riquíssima e um patrimônio arquitetônico dos mais bem preservados de todo o Perú.
A Huaca del Sol, que só agora começa a ser escavada e estudada, em Trujillo - Peru
A Huaca del Sol é a maior das construções, porém ainda não está aberta à visitação. Os trabalhos começaram recentemente e podemos apenas avistá-la de longe. Acredita-se que ela seria a sede administrativa das capital mochica. Visitamos então a Huaca de La Luna, a visita é feita com o acompanhamento obrigatório de uma guia muito bem treinada e que nos faz mergulhar de cabeça na história e cultura deste povo.
A nossa excelente guia Milagro, que muito nos ensinou sobre a cultura Moche, na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru
À base do Cerro Blanco encontra-se a Huaca de La Luna, sede religiosa da capital do Valle Moche. Estes não escolheram este local por acaso, acredita-se que cultuavam as montanhas como uma divindade, provavelmente por atrelarem a elas as chuvas e a fertilidade dos terrenos para agricultura. Integrado ao templo está um afloramento rochoso que se parece com o Cerro Blanco, esta pedra sagrada era utilizada como palco para os sacrifícios humanos feitos em rituais para este Deus.
Placa informativa na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru
As imagens encontradas no templo remetem sempre à um Deus furioso, ele seria o responsável pelas terríveis tempestades e ressacas que abatem até hoje a região, o conhecido fenômeno El Niño. Para apaziguar a ira deste Deus, eram oferecidos homens guerreiros que se sacrificavam participando de uma competição, sempre feita por 2 homens e o que perdia era sacrificado. A cerimônia porém era longa, estes homens participariam por legítima vontade, doando a sua vida para que seu povo pudesse viver em paz com seu Deus. Antes de ser morto, os homens eram entregues ao sacerdote, que os preparavam para a cerimônia, que incluía uma boa dose do cactos alucinógeno São Pedro. O sacrifício era feito no altar da pedra sagrada à qual apenas o governante e os sacerdotes tinham acesso, ninguém mais presenciava os sacrifícios. O sangue deste guerreiro era colocado em uma taça, erguida pelo governante para alguns poucos que o esperavam em um outro pátio cerimonial, em geral sacerdotes e alguns nobres da elite que tinham a permissão de assistir essa parte da cerimônia.
Painel representando os sacrifícios humanos realizados na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru
A estrutura do templo é muito interessante. Ela possui 5 diferentes níveis, um construído sobre o outro, sempre um pouco maior e utilizando o anterior como base, completando com tijolos de adobe os espaços vazios. A estrutura portanto ganha quase uma forma de uma pirâmide invertida, com os pisos superiores maiores que os inferiores. Cada geração ou dinastia construiria um novo pavimento, marcando o seu tempo e com as suas características.
A nossa excelente guia Milagro, que muito nos ensinou sobre a cultura Moche, na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru
Além de ser uma estrutura anti-sísmica, esse formato de construção permitiu a boa conservação das pinturas e esculturas em alto e baixo relevo das paredes que ficaram cobertas. As cores amarelo, vermelho, azul e negro eram predominantes e as imagens representavam a imagem deste Deus, com cabelos e barbas que lembram ondas do mar e arredor dele raias e um peixe de água doce.
Painéis coloridos no templo da Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru
A fachada principal é ainda mais impressionante! Uma imensa parede totalmente decorada com motivos marinhos, divindades menores como polvos, serpentes marinhas e outros animais. Outra parede curiosa é a conhecida como “painel complexo” (se não me falha a memória), e ela representaria cenas cotidianas da sociedade mochica, assim como cenas religiosas, animais e plantas.
Um belo, complexo e misterioso painel na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru
Já viemos para a Huaca de La Luna sabendo que encontraríamos um templo com pinturas preservadas e etc. Mas confesso que a visita nos surpreendeu positivamente, não apenas pela riqueza arqueológica e arquitetônica do sítio, mas como pela qualidade do trabalho desenvolvido pelos pesquisadores e que foi foi repassado com maestria pela Milagro, nossa guia. Hoje este sítio possui o apoio financeiro para pesquisa da Coroa Espanhola e da empresa de bebidas nacional que produz as cervejas Callao, entre outras. Um patrimônio histórico valiosíssimo que deve ser desvendado e mantido.
Trabalho de conservação na Huaca de La Luna, em Trujillo - Peru
Nossa despedida na Pousada Mandala das Águas foi muito especial. O Rickson, dono da pousada, é uma peça rara! Todas as noites nos dava o prazer de sua companhia contando histórias da sua vida quando viveu em Morro de São Paulo ou quando aprendeu o jiu-jitsu com seu tio, o mestres dos mestres, Carlos Grace. Ficamos super curiosos de conhecer a Márcia, esposa dele que está em BH e só volta quando já tivermos ido embora, mas não faltarão oportunidades, pois com certeza voltaremos ao Matutu. Parece que o Matutu escolhe a dedo quem o freqüenta, e por isso a energia que rola entre as pessoas é ótima, uma sinergia especial.
Despedida da pousada Mandalá no Matutu - MG. Rickson, Anacelli, Simbad e Cassie
A Cassie nos pediu para tirar uma foto antes de irmos embora, pois além de se identificar com o projeto, nos falou que estava sentindo que ainda ficaremos muito famosos! Maravilha! Tomara que ela esteja certa! Como nos atrasamos um pouco para sair, ainda conseguimos encontrar a Araceli pela manhã e ela nos fez uma grande e inusitada homenagem. Quando estávamos saindo da pousada, tirando fotos e nos despedindo, ali, no estacionamento da pousada, ela nos ofereceu uma música que foi oferecida também para o Caminho da Fé. É uma oração cantada para a Nossa Senhora Aparecida, padroeira dos caminhantes e peregrinos. Foi de arrepiar! Saímos do Matutu mais do que protegidos e emocionados.
Despedida da pousada Mandalá no Matutu - MG. Rickson, Anacelli, Simbad e Cassie
Logo depois, quem entrou em campo para nos dar outro tipo de emoção foram o Simba e o Sombra. No segundo seguinte em que a Araceli terminou a canção os dois se pegaram em uma briga horrível, se mordendo fortemente, rolando pelo gramado e arrancando sangue um do outro. A briga foi muito equilibrada, os dois saíram num prejuízo horrível e nós, em volta, não tínhamos como separar... tentamos, mas se segurássemos ia acabar sobrando para nós.
É, fãs antecipados, novos amigos, oração cantada e até os dois dogs brigando, nossa despedida foi mesmo cheia de emoções!
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