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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Hawaii Há 2 anos: Hawaii

Speyside Inn

Trinidad e Tobago, Speyside

A bela praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago

A bela praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago


Depois de uma longa noite mal dormida, tive que me colocar em pé e com malas prontas logo cedo, pois Brian estava nos esperando. Ontem à noite me empolguei e fiquei tirando o atraso aqui do blog até as 3am, depois com dor de cabeça não conseguia dormir! Enfim... Aproveitei para descansar um pouco na viagem para Speyside, enquanto Rodrigo se inteirava das vilas e cidades no caminho, na conversa com Brian. A tranqüilidade dele realmente nos espantou, no meio do caminho alguém o avisou que estava com pneu furado, sem nem reclamar, Brian saiu do carro e constatou o fato. Rapidamente retirou o step, macaco e ferramentas e aí tudo o que ele tem de tranquilo, ele teve também de ágil e prático para trocar o pneu. Engraçado que o step era tão pequenininho, parecia um pneu de bicicleta perto dos outros! Mais uns 2 km e já estávamos na borracharia, que em 10 minutos já colocou aquele chicletão (o mesmo que usamos na Fiona uma vez) e pronto! Tudo muito prático, tudo muito zen. Seguimos viagem e logo chegamos à pequena vila de Speyside.

Caminhando para a praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago

Caminhando para a praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago


Uma pequena vila de pescadores, Speyside começou a ser freqüentada por turistas em meados do século XX, quando um engenho de açúcar se transformou em um grande hotel, o Blue Water Resort.

O barco sabe pescar sozinho! (em Speyside - Tobago)

O barco sabe pescar sozinho! (em Speyside - Tobago)


A bela praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago

A bela praia do Blue Waters Inn, em Speyside - Tobago


Emile nos indicou um hotel chamado Speyside Inn, disse que era próximo à praia e o principal, tem tinha uma operadora de mergulho! Assim que chegamos vimos que não é apenas perto da praia, é exatamente em frente à praia! Já deixamos a nossa saída agendada para amanhã com o pessoal da Extra Divers, não vemos a hora de colocar as nadadeiras e cair na água!

Ruínas de antigo forte em Speyside - Tobago

Ruínas de antigo forte em Speyside - Tobago


Um cenário sensacional, logo em frente fica a Goat Island e Little Tobago. Esta é uma grande ilha que nos idos de 1800 abrigava uma plantação de algodão e no início do século XX, se tornou a Ilha dos Pássaros do Paraíso. O britânico Sir Willian Ingram, apaixonado por aves, importou da Papua Nova Guiné mais de 50 espécies de aves e criou um santuário para a proteção destas espécies em extinção. Flora, o furacão de 1963, dizimou a maioria dos pássaros e seu habitat, e hoje o governo administra a ilha, mantendo o projeto de Sir Ingram, porém com aves nativas.

Vista do mar em Speyside - Tobago

Vista do mar em Speyside - Tobago


Uma curta caminhada nos levou do nosso hotel à praia do Blue Waters. Passamos pelas ruínas do engenho de açúcar e por um pequeno monte com uma vista panorâmica da belíssima baía. Do alto a vista da praia é sensacional, principalmente quando o sol ilumina as águas azul-esverdeadas. Um ano depois, começo a me sentir no Caribe novamente!

Placa com informação importante! (em Speyside - Tobago)

Placa com informação importante! (em Speyside - Tobago)

Trinidad e Tobago, Speyside, beach, Blue Waters Resort, Praia, Speyside Inn, Tobago

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Grutas de Viñales

Cuba, Vinales

Foto Panorâmica em Viñales - Cuba

Foto Panorâmica em Viñales - Cuba


A região de Viñales, há 27 km de Pinar del Rio, é diferente de tudo que vimos em Cuba. A Sierra de los Órganos é formada por diversos mogotes, morros em formato cônico mais acentuado, de origem calcária. Simplificando um pouco, tudo isso já esteve abaixo do mar e estes morros eram imensos corais, que com a erosão da água, vento e meio ambiente foram se esculpindo ganhando os novos formatos que conhecemos hoje.

A montanhosa região de Viñales, no oeste de Cuba

A montanhosa região de Viñales, no oeste de Cuba


A viagem para Viñales é belíssima, mesmo que curta em quilometragem é mais demorada do que imaginamos, pois a estrada é bem sinuosa e guarda em cada curva paisagens lindas. A primeira parada nesse tour é no mirante ao lado da portaria do Parque Estadual. Além de informações turísticas e compra de boletos para alguns passeios, a casa de informações possui alguns dados sobre a formação geológica do parque, sua fauna e flora.

Admirando a bela região de Viñales, no oeste de Cuba

Admirando a bela região de Viñales, no oeste de Cuba


Chegando ao vilarejo de Viñales nos instalamos na Casa de Dona Isis, na avenida principal logo após a igreja. Eis que nos damos conta que o pneu do nosso carro alugado estava furado! Tivemos que andar alguns quarteirões e entrar na fila de turistas para consertar os pneus. Pelo jeito borracharia é um bom negócio por aqui! Um dos donos nos conta que, além das charretes e ferraduras dos cavalos que sempre perdem um prego, o último furacão que passou na região deixou muitas casas destelhadas e despedaçadas, deixando na estrada e acostamentos vários objetos afiados. Foi conversando com os borracheiros que eu recebi um dos maiores elogios da viagem: “Tu eres cubana?”, me perguntou um deles, e eu respondi “quase”, hahaha! Obviamente não foi pela minha cara polaca, mas pelo meu sotaque, falando rápido e usando algumas palavras locais. Sensacional!

Consertando o pneu furado em Viñales, no oeste de Cuba

Consertando o pneu furado em Viñales, no oeste de Cuba


Pneu consertado, finalmente estávamos listos para o nosso dia de explorações na região. Segunda parada: Caverna Santo Tomás, há 15km da vila. O esquemão já está montado, a portaria da gruta já organiza o tour, fecha um grupo grande com um guia e inclui no pacote o capacete e a lanterna. O grupo era bem heterogêneo, casais jovens, inclusive uma jovem grávida, um grupo de senhores alemães, famílias com crianças e nós, que não gostamos nada de esquemões. Não tem jeito, o negócio é ter paciência.

Nosso grupo caminha através da Caverna de Santo Tomás, na região de Viñales, no oeste de Cuba

Nosso grupo caminha através da Caverna de Santo Tomás, na região de Viñales, no oeste de Cuba


Nos primeiros 5 minutos de caminhada, subindo uma trilha com muitas pedras irregulares, uma das senhoras alemãs se desequilibrou e caiu quase dois metros de altura de costas no chão! Foi terrível, ela caiu ao meu lado e ao lado de sua amiga, mas nós não conseguimos segurá-la. A sua mochila amorteceu o choque das costas e a sorte maior foi que ela já estava usando o capacete, que impediu que batesse sua cabeça direto em uma pedra pontuda. Ela era grande e seu grupo parecia estar acostumado com caminhadas, cortou o dedo e deu um mau jeito no pescoço, mas graças a Deus ela ficou bem. Assim, ela resolveu ficar e a família de barbies que vinha logo atrás (com suas sandálias e lancheiras rosas) também desistiu do passeio, assustada.

Região de Viñales, no oeste de Cuba, vista do alto da Caverna de Santo Tomás

Região de Viñales, no oeste de Cuba, vista do alto da Caverna de Santo Tomás


Seguimos em frente, entramos na montanha que mais parece um queijo suíço, cheia de aberturas e passagens, formando um curioso sistema de cavernas. Passamos por diversas salas, algumas mais decoradas, com formações de estalactites e estalagmites que crescem lentamente, com a ajuda da água, apenas no período de chuvas.

Formação dentro da Caverna de Santo Tomás, na região de Viñales, no oeste de Cuba

Formação dentro da Caverna de Santo Tomás, na região de Viñales, no oeste de Cuba


Cruzamos toda a área turística, porém especialistas ou expedições com permissão especial com podem ser arranjadas para visitar os outros salões mais profundos da caverna. A caverna tem 7 andares, nós andamos no 7° e no 6°, para alcançar o 5° andar são necessárias cordas, técnicas de rapel e escalada, para descer e chegar ao primeiro nível. O passeio é lindo e o nível de dificuldade é baixo, basta olhar bem aonde pisa.

Nosso grupo caminha através da Caverna de Santo Tomás, na região de Viñales, no oeste de Cuba

Nosso grupo caminha através da Caverna de Santo Tomás, na região de Viñales, no oeste de Cuba


As explorações continuaram, fomos até a entrada da famosa Gruta do Índio, que inclui uma caminhada de 15 minutos e um trecho de barco pelo rio que cruza a caverna. O passeio deve ser lindo, mas ficamos com preguiça de um novo “esquemão” e a nossa fome falou mais alto, então decidimos ir direto à Cueva de San Miguel.

A tranquila área rural de Viñales, no oeste de Cuba

A tranquila área rural de Viñales, no oeste de Cuba


Lá a atração natural se mistura com a infra-estrutura montada dentro da caverna, bar, restaurante e até um disco-bar foram construídas na caverna que abrigou uma das populações mais antigas de “marrones” que se escondiam nessa caverna.

Desfrutando de um pitoresco bar dentro de uma caverna na região de Viñales, no oeste de Cuba

Desfrutando de um pitoresco bar dentro de uma caverna na região de Viñales, no oeste de Cuba


Eram chamados de marrones os escravos africanos que fugiam das fazendas de cana e se metiam na mata para nunca mais serem encontrados. A não ser pelos arqueólogos, que encontraram nesta caverna resquícios de suas casas, alimentos e puderam remontar a cena do cotidiano deste como viviam em um pequeno museu com acesso por um estreito corredor que atravessa a gruta.

Caminhando na belíssima região de Viñales, no oeste de Cuba

Caminhando na belíssima região de Viñales, no oeste de Cuba


A região é pitoresca, paisagens de sítios, criação de gado, galinhas e porcos, plantações de milho e tabaco entremeadas por mongotes imensos. Deixamos a imaginação nos levar e pensamos como seria tudo isso quando estava embaixo d´água, tantas cavernas submarinas maravilhosas e quantas espécies de peixes e animais poderíamos encontrar! Quando pensamos no tempo e na história no universo é quando nos damos conta de quanto somos minúsculos. Minúsculos sim, mas nem por isso deixamos de curiosos e bisbilhoteiros. E assim fechamos mais uma etapa de explorações pelo Mar do Caribe e a imensa e magnífica ilha de Fidel. Até logo Cuba, voltaremos!

Foto Panorâmica da caverna São Tomás, em Viñales - Cuba

Foto Panorâmica da caverna São Tomás, em Viñales - Cuba

Cuba, Vinales, Caverna, espeleologia, Pinar del Rio

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West Maui

Hawaii, Maui-Lahaina

Chegando à Oneloa Bay, em West Maui, no Havaí

Chegando à Oneloa Bay, em West Maui, no Havaí


Dia de conhecer o lado oeste da ilha. A urbanização de Maui começou por esta península, região conhecida como West Maui. Vista do alto e sabendo do movimento de descenção e erosão das ilhas, logo percebe-se que West Maui será a próxima ilha a se separar da ilha principal, assim como Molokai e Lanai já se separaram.


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É lá que estão alguns dos hotéis mais bacanas, como o Ritz-Carlton e vários resorts tradicionais e mais antigos. É lá também que estão algumas das praias mais bonitas da ilha, dentro da propriedade destes hotéis. Nenhuma delas, porém, é privativa e para acessá-las temos que entrar na área do hotel.

O belo mar de Oneloa Bay, em West Maui, no Havaí

O belo mar de Oneloa Bay, em West Maui, no Havaí


Saímos de Kihei em direção a Lahaina, a cidade histórica e mais charmosa da ilha. Ao longo da Honoapiilani Hwy vamos margeando belas praias e alguns parques estaduais como o Papalaua e o Ukumehame, super convidativos para um mergulho, ainda mais com o longo engarrafamento que encontramos no caminho. Mas o objetivo era chegarmos logo à Kapalua, aproveitarmos a praia e ainda dar a volta em toda a península, portanto acabamos nem parando em Lahaina, ainda tínhamos um longo caminho pela frente. Mas se você conseguir começar cedo o dia, dá tempo de parar e conhecer.

A belíssima praia de Oneloa Bay, em West Maui, no Havaí

A belíssima praia de Oneloa Bay, em West Maui, no Havaí


A costa rochosa do noroeste de Maui, no Havaí

A costa rochosa do noroeste de Maui, no Havaí


Chegando à Kapalua Bay conseguimos com algum custo um lugar para estacionar e saímos para uma caminhada. Cruzamos a primeira praia do resort e pela trilha interna passamos pela Namalu Bay e uma área de rochedos com vistas lindas para o mar. Seguimos pela mesma trilha até chegar à Oneloa Bay, a maior praia de Kapalua dentro da propriedade do Ritz-Carlton e em frente a um campo de golfe. O mar estava tranquilo e com jeitinho conseguimos passar as primeiras ondas para uma longa nadada e snorkel, antes de seguirmos estrada.

A belíssima praia de Oneloa Bay, em West Maui, no Havaí

A belíssima praia de Oneloa Bay, em West Maui, no Havaí


A próxima parada foi na Honolua Bay, lugar onde, nesta época do ano normalmente só encontraríamos surfistas, mas sem vento algum, o lugar estava cheio de snorkelers e veranistas. Honokohay Bay já estava mais agitada, vimos alguns bravos surfistas tentando pegar umas ondas contra os imensos paredões de pedra.

Mar tranquilo em Honolua Bay, em West Maui, no Havaí

Mar tranquilo em Honolua Bay, em West Maui, no Havaí


Surfistas em ação em baía de West Maui, no Havaí

Surfistas em ação em baía de West Maui, no Havaí


Ah! Detalhe, nós achamos que encontraríamos algum restaurante no caminho, ledo engano, depois de Kapalua não encontramos nenhum e o que nos salvou foi o bolo de banana (Banana Bread) quentinho que encontramos na barraquinha de um louco no caminho.

Barraca de beira de estada vendendo delicioso bolo de banana, muito comum emt Maui, no Havaí

Barraca de beira de estada vendendo delicioso bolo de banana, muito comum emt Maui, no Havaí


A costa rochosa do noroeste de Maui, no Havaí

A costa rochosa do noroeste de Maui, no Havaí


Seguimos pela Kahekili Road parando nos mirantes da desenhada costa e conhecendo um pouco do lado rural da ilha. Pequenos sítios produtores de banana e taro (inhame), criação de gado e logo chegamos à pequena vila de Poelua.

Passeando com nosso jipe em West Maui, no Havaí

Passeando com nosso jipe em West Maui, no Havaí


Lá, ainda com fome, fomos seguindo as placas que nos diziam “Julia´s - The Best Banana Bread in the planet!” A Julia estava lá e o tal bolo de banana era mesmo um dos melhores do planeta! Compramos dois e um deles já foi sendo devorado no caminho. Foram no total 110km de paisagens maravilhosas e muito bolo de banana! Rs!

Parando em tradicional banca de estrada na isolada costa noroeste de Maui, no Havaí

Parando em tradicional banca de estrada na isolada costa noroeste de Maui, no Havaí


Chegando a Kahului ainda tivemos tempo para ir à Kihei para depois voltarmos para o aeroporto. Hoje recebemos os nossos amigos Rafael e Laura, que vieram direto do Brasil para nos acompanhar nos próximos 12 dias de viagem! Aloha Laura e Rafael!

Reencontro com a Laura, no aeroporto de Kahului, em Maui, no Havaí

Reencontro com a Laura, no aeroporto de Kahului, em Maui, no Havaí



Expressões e Palavras Havaianas

Olha só o nome de rua em Kahului, em Maui, no Havaí

Olha só o nome de rua em Kahului, em Maui, no Havaí


A cada dia de viagem vamos nos sentindo mais íntimos do Hawaii. Uma coisa que é muito bacana por aqui é encontrar uma cultura tão forte e viva no dia-a-dia da ilha. Embora todo o estado americano e seus habitantes falem inglês, nós convivemos diariamente com algumas expressões da língua dos seus primeiros habitantes e eu resolvi colocar algumas delas aqui para vocês.

A primeira e principal delas é o Aloha! Esta é uma das expressões havaianas mais famosas e que mais transmite a energia do povo havaiano. Aloha é utilizada em vários momentos, como quando você chega em um lugar (Bem vindo! Oi!) ou quando você está indo embora. Mas eu estava curiosa com o significado da palavra e um dos nossos novos amigos, antigo morador da ilha, nos ensinou que ela significa “A breath of life” ou algo como “Um sopro de vida”, então quando alguém te diz “aloha” ela está não apenas te desejando, mas te transmitindo a sua energia vital. Muito Lindo!

Abaixo segue uma listinha rápida com algumas das palavras que você pode ouvir durante a viagem pelo Hawaii.

Mahalo nui loa - Muito obrigado!
'Olu'olu' ou 'ho'olu'* - por favor
Ohana - Família, a base da cultura havaiana.
Kamaaina - pessoa que vive no Hawaii, um local.
Kane - homem, comum nas placas dos banheiros ;-)
Wahine - mulher, idem acima.
Ono - muito bom. Vários restaurantes tem “Ono” no nome ou no slogan, me parece um bom sinal! Rs!
Taro - Inhame, base do cardápio havaiano, presente em vários pratos e receitas típicas.
Ahi - Atum, peixe muito comum na ilha e em todos os cardápios.
Lilikoi - maracujá. Além de suco natural e sorvete, eles fazem molhos e uma manteiga ótima!
Lei - colar, o famoso colar havaiano, que pode ser de flores, sementes ou folhas, cada lei é feito para uma ocasião específica e especial.
Luau - festa havaiana. Achei curioso (sempre pensei que vinha de lua! Rsrsrs!) e descobri que na realidade a origem da palavra luau seria de uma comida típica havaiana que mistura inhame verde, leite de coco, polvo e/ou frango.
Haloe - estrangeiro. Ou “Haule” como falamos, virou gíria comum no meio do surfe para o cara que surfa mal. Dá para desconfiar o porque, né?
Hula - vermelho, também é o nome da dança tradicional havaiana. Quando eles querem dizer que é algo “muito” e intensificar a palavra eles a repetem: Hula Hula, por exemplo, uma semente havaiana "muito vermelha".
Mauna - montanha
Mauna Loa - grande montanha
Mauna Kea - montanha branca
Moana - mar
Oluolu* - felicidade
Aloha Au Ia 'Oe* - Eu te amo
Ko`u Aloha* - Meu amor

* Fonte

Hawaii, Maui-Lahaina, Havaí, Kapalua Bay, Lahaina, Maui, Vocabulario Havaiano, West Maui

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Pedra da Boca

Brasil, Rio Grande Do Norte, Praia da Pipa, Passa e Fica (Pedra da Boca)

Dentro da 'boca', no Parque Estadual da Pedra da Boca, na Paraíba, fronteira com Passa e Fica - RN

Dentro da "boca", no Parque Estadual da Pedra da Boca, na Paraíba, fronteira com Passa e Fica - RN


Dia de mudar de ares, sair da praia e ir para o interior, mas não sem antes nos despedirmos das magníficas falésias das praias de Madeiro e região. Mais uma vez partimos deixando alguns lugares na nossa lista de “quero mais”.

Falésias na região da Praia da Pipa - RN

Falésias na região da Praia da Pipa - RN


Seguimos viagem e vamos para uma cidade de nome muito curioso, quase na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba, Passa e Fica. Este nome foi dado por que as pessoas passavam por lá e acabavam ficando, mas afinal, a pessoa passou ou ficou? Rsrsrs! A cidade fica há apenas 5km do Parque Estadual da Pedra da Boca, já na Paraíba, formado em 2000 para a preservação de montanhas rochosas fantásticas. As formações graníticas lembram as mais variadas formas, caveira, carneiro, lagarto e a mais doida delas é a que dá nome ao parque, uma boca!

Região de Passa e Fica - RN

Região de Passa e Fica - RN


A Pedra da Boca possui 250m de altura e a boca está há mais ou menos uns 150m. A boca foi esculpida pelo vento e para chegar até ela são 40 minutos de uma íngreme escalaminhada.

Descendo da Pedra da Boca, no Parque Estadual da Pedra da Boca, na Paraíba, fronteira com Passa e Fica - RN

Descendo da Pedra da Boca, no Parque Estadual da Pedra da Boca, na Paraíba, fronteira com Passa e Fica - RN


A vista é recompensadora, do alto avistamos as fazendas, açudes e cidades da região. O “céu da boca” é muito doido, todo esculpido pelo vento em pequenas panelas circulares, ali no teto tem uma via de escalada para os mais profissionais, haaaja braço!

Visual à partir da boca da pedra, no Parque Estadual da Pedra da Boca, na Paraíba, fronteira com Passa e Fica - RN

Visual à partir da boca da pedra, no Parque Estadual da Pedra da Boca, na Paraíba, fronteira com Passa e Fica - RN


Quem nos levou lá em cima foi o Maciel, filho do Seu Tico, dono da propriedade vizinha ao parque. Ele que um dia já foi predador, caçando para matar a fome, hoje se orgulha por trabalhar guiando turistas e preservando o meio ambiente. Ali comemos um delicioso açaí, batendo um papo com os escaladores que encontramos. Poderíamos acampar ali mesmo, mas os 41 anos do Rodrigo já não permitem mais essas aventuras! Rsrsrs! Voltamos para a cidade para nos hospedar, achar uma lan house e ficar prontos para amanhã. Iremos visitar as grutas e finalmente tirar a zica da escalada técnica, que não conseguimos colocar em prática até agora.

A Pedra da Boca, na fronteira do Rio Grande do Norte com Paraíba, próximo à Passa e Fica

A Pedra da Boca, na fronteira do Rio Grande do Norte com Paraíba, próximo à Passa e Fica

Brasil, Rio Grande Do Norte, Praia da Pipa, Passa e Fica (Pedra da Boca), Escalada, Montanha, Praia

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Nevis, de bem com a vida

Saint Kitts E Neves, Basseterre, Charlestown

O característico vulcão encoberto de Nevis - Caribe

O característico vulcão encoberto de Nevis - Caribe


Nevis é uma ilha pequena, arredondada e habitada em torno de uma grande montanha do mesmo nome. Monte Nevis foi assim batizado por Colombo, que quando o avistou-o coberto de nuvens teve a impressão de ser um monte nevado. Nestes três dias que passamos em St. Kitts ele realmente estava sempre nublado, então até perguntamos ao Joseney nosso amigo taxista se era sempre assim: “Imagina, isso é por que vocês não moram aqui! Ele fica muito aberto também”, ele nos respondeu. O Mt Nevis é pouco mais baixo que o Liamuiga e sua cratera já desabou, portanto não possui aquele formato clássico de vulcão. Nevis possui uma fonte de água mineral e também fonte de águas termais. Por este motivo abrigou o primeiro hotel nas ilhas caribenhas nos idos de 1700 e muitos. Era um hotel de águas termais, um dos destinos mais bacanas para os britânicos ricos da época.

Jardim Botânico de Nevis - Caribe

Jardim Botânico de Nevis - Caribe


Reservamos o dia de hoje para exercícios na Pinneys Beach, caminhada, sessão de ginástica, abdominais e uma bela natação. Queria muito que isso fosse uma prática comum no nosso dia-a-dia, “afinal somos donos do nosso tempo”, não é mesmo? Infelizmente não! Tempo é algo escasso nessa viagem mochileira corrida em que nos metemos. Sem contar que disciplina para a atividade física também é outro atributo indispensável neste caso, coisa que sem uma rotina mais “normal” eu não consigo ter.

Pinney Beach, em Nevis - Caribe

Pinney Beach, em Nevis - Caribe


A praia é linda água transparente de areias escuras, típica das ilhas vulcânicas. Ainda que receba catamarãs lotados de “cruzeiristas” e tenha no final da praia um Four Seasons Resort, conseguimos nos afastar uns 50m de tudo e ficamos praticamente sozinhos no meio da praia.

Nadando em Pinney Beach, em Nevis - Caribe

Nadando em Pinney Beach, em Nevis - Caribe


O restante da ilha é composto por algumas outras vilas e alguns hotéis charmosos construídos nas antigas fazendas de cana, no estilo do Rawlins Plantation em St. Kitts. Para conhecer um pouquinho mais do interior da ilha, pegamos o táxi com Jonesey e fomos até o Jardim Botânico.

Visitando o Jardim Botânico de Nevis - Caribe

Visitando o Jardim Botânico de Nevis - Caribe


Uma propriedade particular, idealizada e desenvolvida por uma família de nevitians, o Botanical Garden é uma estrutura impressionante. Confesso que eu não esperava tanto deste lugar. Uma coleção de orquídeas magníficas, além de todas as espécies de palmeiras, bromélias, suculentas, árvores frutíferas e etc. As estátuas em estilo indonésio e tailandês dão um ar exótico ao jardim botânico caribenho.

Lindas orquídeas no Jardim Botânico de Nevis - Caribe

Lindas orquídeas no Jardim Botânico de Nevis - Caribe


A loja de artesanatos locais também oferece peças lindíssimas feitas em palha, coco, madeira e bordados. Artigos de decoração, cozinha e uso diário de altíssimo gosto. É daquelas que dá vontade de levar tudo para casa. Que casa? É, nessas horas fico só na vontade! RS! A estufa também é outro ponto alto, esculturas imensas dão um certo ar salomônico para o ambiente.

Jardim Botânico de Nevis - Caribe

Jardim Botânico de Nevis - Caribe


Eles oferecem também um restaurante thailandês, com chef original e sem alterações de cardápio ou temperos. É made in Thailand, the original! Pena que tínhamos pouco tempo e não nos programamos para almoçar lá. O ferry das 17h para St Kitts estava nos esperando. Fizemos um caminho alternativo para ver um pouco mais do “interior” da ilha, há 15 minutos da capital Charlestown. Estava rolando uma competição inter-escolar de atletismo, corrida. Festa imensa que parou a pequena ilha de 12.500 habitantes, com direito à transmissão ao vivo na TV e tudo!

Lindas orquídeas no Jardim Botânico de Nevis - Caribe

Lindas orquídeas no Jardim Botânico de Nevis - Caribe


No caminho Joseney, o cara mais tranquilo e de bem com a vida que já encontramos na viagem, também é um dos mais antigos taxistas da ilha. Leva e traz passageiros para conhecer seu pedaço de paraíso desde 1973. Fechamos o dia em Nevis com uma entrevista especial do Joseney para mais um capítulo do Soy loco por ti América.


Desculpem, os vídeos estão ainda sem legendas, logo vou aprender a fazer isso! Por enquanto dá para ir treinando o inglês! Ele representa perfeitamente o sotaque e estilo de vida do povo desta pequena ilha britânica no Caribe,

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A long day in Long Island

Bahamas, Long Island - Stella Maris

Praia de Cape Santa Maria, em Long Island - Bahamas

Praia de Cape Santa Maria, em Long Island - Bahamas


Hoje o dia começou cedo. Acordamos às 7h e resolvemos explorar uma das principais praias do norte da Ilha, Cape Santa Maria. Uma praia paradisíaca! Fica a 15 km de distância de Stella Maris. Ao invés de alugarmos um carro ou irmos de táxi aproveitamos a bicicleta que o hotel nos dava na faixa e resolvemos pedalar até lá. Tínhamos que ser rápidos, pois às 11h da manhã já tínhamos agendado a ida ao Dean´s Blue Hole. A pedalada foi ótima, uma Caloi super confortável e uma estrada tranqüila, sempre em mão inglesa. Fizemos estes 30 km em 2 horas, com um intervalo de 30 minutos para tomar um banho de mar completamente sozinhos naquela praia paradisíaca! A água era azul fosforescente, mesmo sem sol!

Seguimos para o Blue Hole, ansiosos por dois grandes acontecimentos: assistir ao Free Dive Suunto Chalange, um campeonato organizado para desafiar os 16 melhores apneístas do mundo! Eu e o Rodrigo fizemos o curso de apnéia no Brasil, então estávamos empolgadíssimos para assistir a competição. O segundo evento era o mergulho em um buraco de mais de 210m de profundidade. Chegando lá infelizmente a competição já havia acabado, mas por 2 minutos encontramos ninguém menos do que a nossa amiga Carol Sharappe, campeã brasileira e recordista sul-americana (veja mais detalhes no post “mundo pequeno”).

Dean's Blue Hole - Long Island - Bahamas

Dean's Blue Hole - Long Island - Bahamas


O cenário desta competição é algo impressionante. Uma praia protegida pelos corais, de areias branquinhas e água turquesa, que ali, há 3 metros de distância tem um buraco de 210 metros de profundidade! Ninguém sabe explicar ao certo como se formou, O Dean´s Blue Hole não é o único aqui na região, que possui em torno de 30 como ele, mas é o mais profundo. Lugarzinho mais ou menos... Nós nos preparamos para mergulhar, ao lado da estrutura montada para a competição e não nos agüentamos, tivemos que brincar ali também. Lembramos das técnicas de respiração que a Carol nos ensinou e praticamos um pouquinho a nossa apnéia. Não tivemos muito tempo para nos concentrar e relaxar, mas ali, naquele azul maravilhoso não foi difícil para o Rodrigo chegar aos 20m e eu aos 16m. Com mais um pouquinho de treino acho que bateríamos nossos recordes da pedreira (Ro, 30m e o meu 23m). Dá até raiva de pensar que com cilindros e toda aquela parafernália nós só vamos poder ir até 30 metros, enquanto hoje o recordista mundial já chegou até os 114m! Mas, fazer o que... Temos que lidar com as nossas limitações.

Se preparando para mergulhar no Dean's Blue Hole - Bahamas

Se preparando para mergulhar no Dean's Blue Hole - Bahamas


O mergulho no blue hole é diferente dos outros que fizemos até agora para o famoso fishwatching. A paisagem é de uma beleza especial. Uma caverna com águas transparentes e uns 50 metros de diâmetro em formato cônico, que quando mais você desce mais ela se abre e mais escura fica. Levamos lanternas e percebemos que mesmo descendo a 30 metros, não chegaremos nem perto de imaginar o que é que existe lá no fundo. Ali é fácil perceber como a luz é essencial para a vida. Lá no escuro não encontramos nenhum peixe, só alguns musgos, alguns tipos de esponjas e quase um jardim daquele bicho que parece uma flor que se recolhe no seu buraco, o mesmo que o James Cameron se inspirou para o jardim do Avatar, ainda vou descobrir o nome. A partir dos 20 metros começamos a ver alguns tarpons e aos 15 todos os outros peixes, até a praga do Lion Fish chegou lá. Mas a visão mais bonita é quando estamos bem no meio dele e olhamos para cima, aquele círculo azul super iluminado é maravilhoso, vimos até uma cachoeira de areia, que caía aos poucos enquanto alguém andava lá em cima.

Saltando no Blue Hole - Bahamas

Saltando no Blue Hole - Bahamas


Pra fechar o passeio com chave-de-ouro, ainda descobrimos uma escada que ia até as pedras que circundam o blue hole, com uns 7m de altura. Quem viu e nos convidou foi o Doug, um americano super bacana que veio pilotando seu próprio avião de New Jersey até Long Island. Primeiro fomos nós, eu e Doug saltar lá de cima, depois o Rodrigo não agüentou e acabou se rendendo. Eu subi as duas vezes, estava tão empolgada que parecia uma criança! Voltando pela estrada ainda paramos no Max, bar de beira de estrada, mas com uma super personalidade. Tomamos uma Guinnes de garrafa, produzida nas Bahamas e brindamos com o grupo ao Robert, ao Blue Hole, às Bahamas!

Saltando no Blue Hole - Bahamas

Saltando no Blue Hole - Bahamas


De volta ao hotel, nós e o Doug fomos direto conhecer uma caverna próxima muito usada para festas no inverno, tem até uma infra lá com mesinhas de pedra e uma churrasqueira improvisada. A atração acaba sendo os seus habitantes, dezenas de morcegos! É, esse dia não acaba mesmo... Voltamos para o hotel, tomamos um ótimo banho de piscina de frente para o mar e fomos ver o pôr-do-sol no mirante, enquanto Doug nos contava mais como foi a sua aventura de fazer sozinho o primeiro vôo internacional. Ele até nos ofereceu uma carona para o Deadsman Cay, para assistirmos a Carol amanhã cedo, mas isso ia depender se conseguiríamos mudar o nosso vôo.

Jantar delicioso, boas conversas e uns drinks de despedida no bar do hotel, conversando com o Robert, nosso amigo, dive master e filósofo e Doug, ótima companhia para os mergulhos e longas conversas sempre interessantes. É, um longo dia em Long Island, mais um dia que vai deixar saudades!

Bar na estrada em Long Island - Bahamas

Bar na estrada em Long Island - Bahamas

Bahamas, Long Island - Stella Maris, Mergulho, Praia

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Trancoso chuvoso

Brasil, Bahia, Caraíva, Trancoso

Passeando no Quadrado, em Trancoso - BA

Passeando no Quadrado, em Trancoso - BA


Nos despedimos de Caraíva em um dia chuvoso, o que sempre torna mais fácil a partida. Nossa idéia inicial era passarmos em Trancoso e dormirmos em Arraial da Ajuda. Nós havíamos combinado com as nossas companheiras de viagem que nos encontraríamos na Barraca Pé na Praia, um pouco para frente da praia dos Coqueiros.

Barraca Pé na Praia, em Trancoso - BA

Barraca Pé na Praia, em Trancoso - BA


O primeiro choque com a civilização já se dá quando estamos explorando a baixa Trancoso de carro, passamos por um estacionamento perto da praia dos Nativos que tinha em torno de 20 ônibus de turismo. Porto Seguro é famosa pelas suas festas e nesta época a região recebe milhares de estudantes que comemoram a formatura do ensino médio ou até de faculdade. Excursões da CVC e Forma Turismo lotam a cidade e levam para um dia de passeio em Trancoso todos os formandos.

As casa coloridas do Quadrado, em Trancoso - BA

As casa coloridas do Quadrado, em Trancoso - BA


Sorte que a Pé na Praia fica há uns 3km de tudo isso, chegamos lá junto com a chuva e as meninas tinham acabado de ir embora. Voltamos à cidade para conhecer o famoso quadrado de Trancoso. Eu não entendia quando o Rodrigo e a Greci falavam do “quadrado”, mas chegando lá fica fácil entender. É a praça central da cidade, um “quadrado” gramado que tem em seu entorno vários restaurantes muito charmosos, lojas de artesanato e arte. A igreja no alto do platô se destaca por ter a praia ao fundo, um jardim cheio de pitangueiras floridas e ao lado o cemitério com vista para o mar.

A Igreja no Quadrado, em Trancoso - BA

A Igreja no Quadrado, em Trancoso - BA


Uma graça a cidade e com o tempo chuvoso nem vale a pena ficar em um lugar com menos infra-estrutura. Acabamos decidindo ficar por aqui mesmo e fazer uma night de despedida das nossas companheiras de viagem. Rodamos vários restaurantes, um mais aconchegante e charmoso que o outro. Provamos entradas deliciosas e os nossos famosos drinks de frutas frescas.

Com a Luciana, Ana e a Gracie no restaurante 'El Gordo' em Trancoso - BA

Com a Luciana, Ana e a Gracie no restaurante "El Gordo" em Trancoso - BA


A previsão do tempo é de muita chuva, amanhã vamos até Arraial da Ajuda ver se Nossa Senhora D´Ajuda nos dá uma forcinha para o sol aparecer!

Sombrinha para enfrentar a chuva no Quadrado de Trancoso - BA

Sombrinha para enfrentar a chuva no Quadrado de Trancoso - BA

Brasil, Bahia, Caraíva, Trancoso, bar da praia, mar, Rio

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3 dias em Las Vegas

Estados Unidos, Nevada, Las Vegas

A conhecida placa de boasvindas à Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos

A conhecida placa de boasvindas à Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos


Para alguns Las Vegas é a Disneyland dos americanos adultos e carentes. Milhares de cassinos, discotecas, casas de strip-tease e modernosos bordéis. É claro que esta imagem não surgiu do nada, todo estereótipo tem alguma (ou toda) razão de ser. Ao mesmo tempo Las Vegas possui uma infra-estrutura imensa e oferece um conjunto de atrações, restaurantes, shows e uma das maiores redes de hotéis de luxo com preços super acessíveis, pois todos estão esperando por estes turistas viciados em jogos, que entrarão no hotel e ficarão entre o quarto, os restaurantes e o as mesas de jogo.

Cena comum em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Cena comum em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Obviamente este não era o nosso caso. Nós viemos para ficar 3 noites em um programa bem familiar, eu, marido, irmã e cunhado. Tudo bem que minha irmã não é bem do tipo careta, muito menos meu cunhado, que já esteve aqui em Las Vegas duas ou três vezes na despedida de solteiro de seus amigos. Desta vez ele decidiu que viria relaxar e conhecer a cidade. Oi!?! O que será que ele fez nas outras vezes mesmo?

Com a Ju e o David no cassino do MGM Grand Hotel, em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Com a Ju e o David no cassino do MGM Grand Hotel, em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Já que eles decidiram o ponto de encontro, deixamos o roteiro na mão deles, que nos serviram de guia durante os três dias. É claro que eu já tinha algumas dicas, principalmente do blog Aprendiz de Viajante , que já esteve lá pelo menos 8 vezes e tem várias informações e curiosidades sobre a cidade.

A arquitetura de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

A arquitetura de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Devido a não compatibilidade de gostos entre Vegas e nós, somados à necessidade de trabalhar, a nossa rotina diária foi basicamente dormir bem pela manhã para recuperar as noites mal dormidas nos campings do Death Valley, passar o final da manhã e a tarde trabalhando no planejamento da viagem e no final da tarde e a noite sair para conhecer a cidade. Para a Juli e o David foi ótimo, pois eles puderam se curtir bastante e aproveitar os poucos dias do ano que conseguem se encontrar. Eles ficaram hospedados no MGM Grand Hotel e Cassino, um dos maiores hotéis do mundo com mais de 6 mil quartos.

Os enormes hoteis de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Os enormes hoteis de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Nosso primeiro dia ainda conseguimos dar uma espiadela no final da festa da piscina do Hard Rock Hotel, onde ficamos hospedados. Estava cheia e seguia muito daquela caricatura americana, as meninas sem noção, as que fazem uma linha blazê com seus copos de champagne, os sarados, os manos, as peitudas barbies e as gordinhas sem vergonha. Todas com pelo menos uma coisa em comum, aquele biquíni imenso meio fora de propósito. Infelizmente esta não era a famosa Rehab, que só volta à ativa no calendário das festas a partir de 21 de Abril, essa sim dizem que é pra quebrar tudo!

Sinceridade em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Sinceridade em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Na primeira noite fizemos um passeio pela strip, conhecemos o MGM e fomos parar no quarto da Ju e do David, que nos receberam com “uns bons drink”, ótimo papo e boas risadas. Foi ótimo para matar um pouco as saudades. Parênteses para a família: a Juliane está linda, feliz e o David continua apaixonado e um ótimo partido! Hahaha! Ele só não gostou muito da ideia de embebedarmos os dois e aproveitarmos, já que estamos em Las Vegas, para assinar os papéis ali mesmo, nós e o Elvis de testemunhas! Hahaha!

Encontro com Elvis Presley nas ruas de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Encontro com Elvis Presley nas ruas de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Nosso segundo dia fomos assistir, também no MGM, o Burlesque Show do Crazy Horses, uma companhia francesa que tem uma filial em Vegas. O show é uma obra de arte sensual, 12 mulheres com corpo escultural, usando seus diferentes figurinos e um tapa sexo, apresentam vários atos com diferentes temas. São cenas bonitas, nada pejorativas e provocativas no ponto exato. O show é só para maiores, mas não tem limite de idade, várias senhoras e seus senhores estavam lá conferindo, no gargarejo.

Esperando o show começar em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Esperando o show começar em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


O terceiro dia saímos mais cedo e fizemos um passeio com a Juli e David no Old Town onde está a famosa Fremont Street Experience. Foi ali que toda esta história começou, quando os homens vinham de longe cruzando os EUA em busca do sonho dourado da Costa Oeste americana.

Casino na tradicional rua Fremont, em Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos

Casino na tradicional rua Fremont, em Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos


Um dos mais famosos anúncios luminosos de Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos

Um dos mais famosos anúncios luminosos de Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos


Margaritas cremosas e drinks bombásticos em copos gigantes, casas só para rapazes e os bons e velhos cassinos por todos os lados. Esse dia com um colar brega no pescoço, um copão de brain freeze sentei numa caça-níqueis apostei! Tinha que entrar no clima de Vegas! Joguei oitenta centavos e recuperei pelo menos a metade.

A Ana se arrisca em cassino de Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos

A Ana se arrisca em cassino de Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos


Dali nos mandamos para a

placa oficial

de boas vindas à Vegas, onde turistas fazem fila para tirar fotos e inventar as mais diferentes poses para se sentir ainda mais em Vegas.

Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos

Las Vegas, em Nevada, nos Estados Unidos


Tivemos apenas 40 minutos para nos arrumar e chegar à strip, agora na parte norte, onde está o verdadeiro agito da cidade.

Show de águas e luzes em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Show de águas e luzes em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Passamos pelos mega kitchies Luxor e Paris e pelos gigantes Cosmopolitan, Cesar´s, Belaggio, Venetian e vizinhança. Jantamos e fomos direto para uma das maiores atrações da nossa temporada, o espetáculo Mysterious do Cirque du Soleil, no Treasure Island Hotel.

A pequena Veneza de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

A pequena Veneza de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Cirque du Soleil dispensa apresentações, eu já estive em outros dois espetáculos no Brasil e eles continuam surpreendendo sempre, sou fã incondicional! Durante quase duas horas mergulhamos em um mundo de fantasia completamente diferente de tudo o que vivemos, e olhe que temos vivido intensamente!

Show do Cirque de Soleil em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Show do Cirque de Soleil em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


O final da noite foi no bar do Cosmopolitan após o show de águas do Belaggio. De alguma forma era difícil entender que ali eu teria que me despedir da minha irmã mais uma vez, dizendo aquele tedioso “até não sei quando”. A última vez que nos vimos pessoalmente (amo skype), foi no nascimento da Luiza (sobrinha) em Julho de 2010. Quem sabe quando será a próxima...

Com a Ju na night de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Com a Ju na night de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Hora da despedida da Ju e do David em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Hora da despedida da Ju e do David em Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos


Eu e o Ro saímos do Cosmopolitan com a intenção de ir para uma boate, dançar até cair... mas confesso que essa despedida me pegou desprevenida e a energia toda de repente foi embora, junto com a minha irmã. Até logo Ju! Adeus Las Vegas!

Caminhando pelas ruas de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Caminhando pelas ruas de Las Vegas - Nevada, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Nevada, Las Vegas, Cirque du Soleil, Crazy Horses, Freemont Street

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O pulo do Hulk

Brasil, Minas Gerais, Inhaí (P.N. Sempre-Vivas)

A Pousada do Zé Maria, em Inhaí, próximo a Diamantina - MG

A Pousada do Zé Maria, em Inhaí, próximo a Diamantina - MG


Vocês sabiam que cada pulo que o Hulk dá ele anda uns 100km? Pois é, nem eu. Mas essa é uma das lembranças que o Rodrigo tinha de Januária, quando conheceu um maluco apaixonado por quadrinhos como ele. O maluco dizia que o pulo do Hulk saía de Januária e ia parar lá em Montes Claros. Enquanto o Hulk deu 3 pulos e chegou a Inhaí, nós precisamos dirigir quatro horas entre Januária, Montes Claros, Bocaiúva, Mendanha e Inhaí.

E o que vamos fazer em Inhaí? Uma cidadezinha com pouco mais de 1000 habitantes, Inhaí fica próxima ao Rio Jequitinhonha e a majestosa Serra do Espinhaço. É a base para conhecer um dos mais novos Parques Nacionais brasileiros, o Parque Nacional das Sempre Vivas. O parque ainda não possui nenhuma infra-estrutura e até onde conseguimos descobrir, seu plano de manejo ainda não está pronto. As fazendas foram desapropriadas, porém os ex-proprietários ainda não foram indenizados. São 140mil hectares de área onde se destacam os campos de flores sempre-vivas.

Chegamos achando que íamos ter que dormir em barraca e acabamos encontrando uma pousadinha muito gostosa! Já havíamos programado para vir até aqui e curiosamente recebemos também esta dica do André, que está acompanhando a nossa viagem. Já agendamos com o Tinho, guia aqui na região, para nos levar amanhã conhecer as trilhas e cachoeiras do parque. Espero que a gente não encontre o Hulk por lá!

Brasil, Minas Gerais, Inhaí (P.N. Sempre-Vivas), parque nacional, Sempre Vivas, Serra do Espinhaço

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DC: Um dia de chuva no Mall

Estados Unidos, District of Columbia, Washington

Lendo o discurso de Lincoln no início de seu 2o mandato, em plena guerra civil americana (em Washington DC, capital dos Estados Unidos)

Lendo o discurso de Lincoln no início de seu 2o mandato, em plena guerra civil americana (em Washington DC, capital dos Estados Unidos)


Mesmo com obras e chuva a cidade de Washington continua linda. O dia começou quente e todo aquele calor só poderia mesmo terminar em uma tarde de nuvens negras e tempestades esparsas.

O prédio dos arquivos nacionais, em Washington DC, capital dos Estados Unidos

O prédio dos arquivos nacionais, em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Há várias formas de conhecer DC, bicicleta, segway (aquele carrinho motorizado de duas rodas) ou até com as lindas bicicletas coletivas que estão espalhadas por todo o centro da cidade, mas a nossa preferida é a mais tradicional: a pé!

O Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington DC

O Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos, em Washington DC


Bicicleta para alugar e conhecer Washington DC, capital dos Estados Unidos

Bicicleta para alugar e conhecer Washington DC, capital dos Estados Unidos


Descemos na estação de metro e cruzamos a Constitution Avenue, onde começamos a nossa caminhada em direção ao Capitólio. Revimos muitos lugares já visitados na nossa primeira visita à cidade: National Gallery of America, o Archives of the USA e logo ali do outro lado, o Space and Science Museum. Um mundo imenso de informações, imagens, cores, sentimentos, história e arte que eu adoraria, mas não poderia rever.

O prédio do Congresso, em Washington DC, capital dos Estados Unidos

O prédio do Congresso, em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Chegando ao Capitólio, em frente à Reflectin Poll encontramos um grupo imenso de ciclistas que acabava de chegar à cidade depois de pedalar mais de 365km de Nova Iorque até Washington! Uma explosão de alegria e emoções, amigos, familiares e completos desconhecidos, todos pararam para aplaudir os heróis do dia!

Celebrando a façanha de pedalar de NY à Washington DC, capital dos Estados Unidos

Celebrando a façanha de pedalar de NY à Washington DC, capital dos Estados Unidos


Grupo de ciclistas descansa após padalar de Nova iorque à Washington DC, capital dos Estados Unidos

Grupo de ciclistas descansa após padalar de Nova iorque à Washington DC, capital dos Estados Unidos


Continuamos pela Jefferson Drive, agora em direção ao Washington Monument, o imenso obelisco construído em 1848 em tributo a George Washington, circundado por bandeiras americanas. Antes mesmo de chegarmos lá as nuvens negras desabaram e as cores do verão foram sendo substituídas pelo prateado, cinza, preto e branco.

O Washington Monument numa tarde chuvosa em Washington DC, capital dos Estados Unidos

O Washington Monument numa tarde chuvosa em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Chuva em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Chuva em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Passamos o World War II Veterans Memorial e chegamos ao famoso Lincoln Memorial, onde Marthir Luther King fez seu famoso discurso “I have a dream”.

Chegando ao Lincoln Memorial, em Washington, capital dos Estados Unidos

Chegando ao Lincoln Memorial, em Washington, capital dos Estados Unidos


Onde nunca cansaremos de ler as palavras nos imensos pergaminhos de mármore deste grande libertário da história americana. Se você ainda não teve a oportunidade de conhecer, ou se já foi mas quer rever, o site deste Parque Nacional tem um tour virtual pelas salas, entre as colunas e as palavras de Abraham Lincoln.

Lincoln Monument, em Washington DC, capital dos Estados Unidos

Lincoln Monument, em Washington DC, capital dos Estados Unidos


“For score and seven years ago, our fathers brought forth on this continent, a new nation conceived in liberty and dedicated to the proposition that all men are created equal.
(…)
That we here highly resolve that these dead shall not have died in vain. That this nation, under God, shall have a new birth of freedom, and that government of the people, by the people, for the people shall not perish from the earth.”

Lendo o discurso de Lincoln no início de seu 2o mandato, em plena guerra civil americana (em Washington DC, capital dos Estados Unidos)

Lendo o discurso de Lincoln no início de seu 2o mandato, em plena guerra civil americana (em Washington DC, capital dos Estados Unidos)


Traduzindo...

"Oitenta e sete anos atrás, nossos pais trouxeram a este continente, uma nova nação concebida em liberdade e dedicada à ideia de que todos os homens foram criados iguais.
(...)
Que nós aqui definimos que estes mortos não terão morrido em vão. Que esta nação, sob os olhos de Deus, terá um novo nascimento da liberdade, e que o governo do povo, pelo povo, para o povo não perecerá da terra."
(* free translation)

Trecho do seu discurso proferido para novos soldados americanos em 1863, no estado da Pensylvania.

O belo Jefferson Memorial, à beira do Potomac, em Washington DC, capital dos Estados Unidos

O belo Jefferson Memorial, à beira do Potomac, em Washington DC, capital dos Estados Unidos


Terminamos a nossa caminhada pelo Mall passando nos arredores do lago do Thomas Jefferson Memorial. Um dia lindo em preto e branco, cores que não ficariam tão bem em qualquer outra cidade.

Turistas observam a vista desde o Lincoln Memorial, em Washington, capital dos Estados Unidos

Turistas observam a vista desde o Lincoln Memorial, em Washington, capital dos Estados Unidos

Estados Unidos, District of Columbia, Washington, Mall, walking tour

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