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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Estados Unidos Há 2 anos: Estados Unidos

25 km de Pura Manhattan!

Estados Unidos, New York, Nova Iorque

Fotografando o pôr-do-dol em Nova Iorque - Estados Unidos

Fotografando o pôr-do-dol em Nova Iorque - Estados Unidos


Falar de Nova Iorque parece fácil, pois a cidade que nunca dorme tem atrações para todos os gostos, bolsos e estilos. Ao mesmo tempo é uma grande responsabilidade. Selecionar atividades para três dias na Big Apple e sair de lá feliz com a programação é uma missão quase impossível. Nós tentamos mesclar programas culturais e ao ar livre, explorando novos espaços, outros bem antigos, mas ainda desconhecidos pelo casal.

Times Square durante a tarde, em Nova Iorque - Estados Unidos

Times Square durante a tarde, em Nova Iorque - Estados Unidos


Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


É importante deixar claro aqui que já estivemos em Nova Iorque em outra ocasião. No começo do inverno, em outubro de 2007, o Rodrigo veio correr a prova da famosa Maratona de Nova Iorque e eu vim como equipe de terra e tiete. O friozinho e os dias na cidade nos deram oportunidade de conhecer algumas atrações obrigatórias como Empire State, Museu de História Natural e o Metropolitan Museum of Art. Assim sendo desta vez tivemos mais tempo para dedicar aos nossos locais preferidos e descobrir as novidades da ilha de Manhattan.

Lago para prática de remo no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Lago para prática de remo no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Lago no Central Park conhecido por seus 'veleiros de brinquedo', em Nova Iorque - Estados Unidos

Lago no Central Park conhecido por seus "veleiros de brinquedo", em Nova Iorque - Estados Unidos


Nova Iorque no verão é uma cidade muito vívida, colorida e movimentada. Pessoas de todos os cantos do mundo vão e vem pelas avenidas. Escutamos árabe, chinês, alemão, norueguês, espanhol, japonês, alguns idiomas irreconhecíveis e muuuuuito português, brasileiro, é claro. A brazucada se destaca facilmente na multidão, com suas sacolas de compras e uma certa euforia típica dos nossos conterrâneos (me incluo nessa). Não é para menos, a alegria de estar conhecendo a capital do mundo é grande e salta aos olhos dos dois curiosos viajantes aqui. Andar pelas ruas nova iorquinas é realmente uma experiência antropológica.

Não é fácil (nem barato!) estacionar em Nova Iorque - Estados Unidos

Não é fácil (nem barato!) estacionar em Nova Iorque - Estados Unidos


Vista da High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Vista da High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Não tem melhor opção para começar a se sentir mais íntimo da cidade que uma longa manhã de explorações no Central Park! Roupa de caminhada, tênis de corrida e sem perder tempo já vamos comendo “on the go” um copão de iogurte natural com granola comprado na esquina. Em uma cidade plana como esta o ideal para os turistas saudáveis e bem dispostos é suar a camisa e sair andando por aí.

Alongamento no Central Park, numa magnífica manhã de verão em Nova Iorque - Estados Unidos

Alongamento no Central Park, numa magnífica manhã de verão em Nova Iorque - Estados Unidos


Passamos pela iluminada Times Square, caminhamos a 7ª e 6ª Avenida e cruzamos todo o Central Park. Gramados lotados de veranistas de biquíni tomando sol, praticando ioga, corrida, bike, mães com seus bebês e cachorros levando seus donos para passear. As quadras de baseball estavam cheias, com seus times de masters aproveitando o verão para colocar os treinos em dia. O coração verde de Manhattan ganha um ar praiano irresistível nestes dias quentes de verão.

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Jogo de beisebol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Jogo de beisebol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Caminhamos forte até o Dakota Building, prédio onde viveu e morreu o Beatle John Lennon. Passamos pelos campos de morango em direção ao Reservoir e com corpo aquecido aceleramos na corrida apreciando o skyline de Manhatan sobre a água que abastece a cidade.

Corrida ao redor do Resevoir, no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Corrida ao redor do Resevoir, no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Chegamos ao Upper East Side na altura da 87 St. com a 5ª Avenida, em frente ao Guggenheim Museum e já decidimos o museu da vez. Descemos pela Museum Mile já nos lamentando por não ter tempo de rever o Metropolitan, que entre outras exposições destacava a Byzantium and Islam - Age of Transition. Se alguém for, por favor nos conte!

O famoso Museu Metropolitan, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

O famoso Museu Metropolitan, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


Levando cães para passear no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Levando cães para passear no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Um detour rápido até a Park Avenue, cruzando a vizinhança bacana dos wealthies new yorkers e retornamos ao Central Park com blackberries e cerejas frescas. Logo chegamos à 5ª Av e ao templo do consumismo moderno, a Apple Store. A experiência de uso é o foco principal neste case de marketing dentro de um cubo de vidro, parada obrigatória para qualquer marqueteiro, comunicador ou aficionado por tecnologia.

A famosa loja da Apple na 5a Avenida, esquina do Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

A famosa loja da Apple na 5a Avenida, esquina do Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Maravilhosa loja de frutas no Upper East Side, em Nova Iorque, Nos Estados Unidos

Maravilhosa loja de frutas no Upper East Side, em Nova Iorque, Nos Estados Unidos


Do moderno a um antigo templo da cidade, a St Patrick´s Cathedral. Imponente e silenciosa, a catedral construída de 1858 tem mais de um milhão de velas acendidas todos os anos! Passamos pelo Rockfeller Center e antes de continuarmos a caminhada fizemos um pit stop rápido no hotel para um banho e o figurino mais casual de fim de tarde.

Interior da Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos

Interior da Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos


Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos

Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos


A Highline é a atração no Meatpacking District. Antes esta zona esquecida da cidade, entre o West Village e o sul de Chelsea era cortada por uma linha de trem desativada, com mato crescido que nada acrescentava à cidade. Em um projeto de revitalização do bairro, conservação de sua história e criação de um cinturão verde ao redor da ilha, nasceu o projeto da Highline.

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Iniciativa de alguns poucos moradores da região que discordavam da demolição dessa estrutura e que se uniram para montar o projeto, angariar fundos e transformaram uma área perdida em mais um lindo parque. A estreita passarela elevada ganhou calçada, um projeto de paisagismo com plantas nativas do estado de Nova Iorque, além de mirantes, exposições de arte e áreas de lounge com cadeiras de praia em frente a uma corrente de água, como uma praia nos jardins suspensos da Babilônia.

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Pessoas relaxam e tomam sol na High Line em Nova Iorque - Estados Unidos

Pessoas relaxam e tomam sol na High Line em Nova Iorque - Estados Unidos


Cruzamos o agito dos bares e restaurantes do Meatpacking District e do Chelsea em direção ao prédio triangular que muitos devem lembrar do seriado Friends, quase em frente ao Madison Square Park e ao nosso destino final, o indicadíssimo Eataly!

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos

Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos


O Eataly é um mercadão italiano com todos os produtos da mama que você pode imaginar. Desde verduras e legumes frescos, passando por cogumelos, molhos de tomate importados, azeites, balsâmicos, massas artesanais, caseiras, compotas, embutidos e, é claro, muitos queijos e vinhos! No centro deste mercadão de luxo, alguns restaurantes preparam tábuas e oferecem especialidades desde o Vêneto à Costa Amalfitana!

Venda de queijos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Venda de queijos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Queijos, salames e vinhos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Queijos, salames e vinhos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Vnda de cogumelos no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Vnda de cogumelos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Delicioso vinho italiano no 'Eat-aly', em Nova Iorque - Estados Unidos

Delicioso vinho italiano no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos


Este roteiro completo possui aproximadamente 25 km, caminhados quase sem sentir dentre os arranha-céus de Manhattan e algumas de suas melhores atrações!


Visualizar Walking tour em NY (rota aproximada - 25 km) em um mapa maior

Aos mais preguiçosos, metrôs e/ou táxis estão sempre disponíveis no caminho, mas garanto, não só pelas calorias perdidas, se o fizer a pé não irá se arrepender!

Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Estados Unidos, New York, Nova Iorque, Central Park, Eataly, Highline, Manhattan, roteiro, walking tour

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Rumo a São Salvador!

Brasil, Bahia, Morro de São Paulo, Salvador

Primeira Praia, em Morro de São Paulo - BA

Primeira Praia, em Morro de São Paulo - BA


Um dia de viagem de um lugar tão bacana, precisa de uma despedida à altura. Mesmo morrendo de sono, acordamos cedo e fomos nadar da praia até a Ilha do Caité, também conhecida entre nós como a Ilha do Paulinho. Há muitos anos atrás o Rodrigo viajou para cá e fez esta mesma travessia, que da praia parece muito próxima do que realmente é. Maré vazia e vazante, nadamos aproximadamente 400m e logo chegamos neste banco de areias e coral em frente à terceira praia. Exploramos a ilha, suas mini-piscinas naturais e seus corais, escrevemos nossos nomes e apreciamos Morro de São Paulo de um novo ângulo, sabe que dali ela fica ainda mais simpática, parece uma pequena vila.

Tomando banho na Primeira Praia, em Morro de São Paulo - BA

Tomando banho na Primeira Praia, em Morro de São Paulo - BA


Começamos a nadar novamente para a praia e ao lado dos meus pés, ainda nos corais rasos, eu avistei uma cobra do mar, amarela pintada de marrom. Eu nunca tive medo de cobra no mar, sei que são do bem, ainda mais quando eu estou toda equipada para mergulho autônomo. Porém desta vez foi diferente, a vi ali ao meu lado passando por onde eu andava. Tentei manter a calma, mas ela rapidamente se virou para a minha direção! Eu, que estava vagarosa e cuidadosa com os corais, não levei um minuto para estar no fundo, nadando para bem longe dela!

Com o Tasso, da Pousada Porto dos Milagres, em Morro de São Paulo - BA

Com o Tasso, da Pousada Porto dos Milagres, em Morro de São Paulo - BA


Voltamos para a vila já para nos preparar para a ida à Salvador. Conversamos longamente com o Tarso, dono da pousada onde estávamos hospedados, enquanto tomávamos uma caipirinha de tangerina deliciosa preparada por Renato. Tarso nos contou como eram os seus tempos de infância e adolescência na vila de pescadores de Morro de São Paulo. Tempos estes em que os veranistas, arretados, tiveram que fazer uma vaquinha para comprar um trator para cuidar do lixo e um gerador de eletricidade. Hoje a pousada dele fica onde era a casa que seu pai comprou de um pescador e ele diz que prefere Morro como é hoje, tem mais agito, pessoas para conversas e meninas para observar.

Igreja matriz de Valença - BA

Igreja matriz de Valença - BA


Pegamos a barca de Morro para Valença e só no caminho descobrimos que ela parava mesmo era no atracadouro e dali deveríamos pegar um ônibus para Valença. Fomos nós, busão acima e estrada abaixo até o estacionamento da Fiona. Fui dirigindo até o ferry-boat para Salvador, achei que seria mais perto, mas foi uma longa viagem, que começou em Morro as 16h e só terminou na casa de Mônica as 22h. Long way, mas não vejo a hora de matar as saudades dessa terra, ainda mais tão bem acolhidos por minha mainha baiana, mesmo depois de 11 anos longe!

O rio que corta  Valença - BA

O rio que corta Valença - BA

Brasil, Bahia, Morro de São Paulo, Salvador, Praia

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Poço Azul!

Brasil, Bahia, Igatu (P.N. Chapada Diamantina)

Flutuando nas águas transparentes do Poço Azul, próximo à Andaraí, na Chapada Diamantina - BA

Flutuando nas águas transparentes do Poço Azul, próximo à Andaraí, na Chapada Diamantina - BA


O Poço Azul é considerado um dos maiores sítios arqueológicos submersos da América do Sul. Já foram encontrados mais de 3 mil fósseis únicos, dentre eles várias espécies e preguiça gigante, um tigre dente-de-sabre e até fósseis humanos!

Preparando-se para entrar no Poço Azul, próximo à Andaraí, na Chapada Diamantina - BA

Preparando-se para entrar no Poço Azul, próximo à Andaraí, na Chapada Diamantina - BA


Este é um dos únicos poços desta natureza que tem a liberação para banho, porém com algumas restrições feitas pelo ICM Bio: primeiro devemos tomar uma ducha para retirar quaisquer óleos, cremes e sujeira da pele. Em segundo lugar, hoje só se pode praticar a flutuação com snorkel e colete salva-vidas, para ter ainda menos impacto no ambiente da gruta.

Mergulhando no Poço Azul, próximo à Andaraí, na Chapada Diamantina - BA (foto de Israel Oliveira)

Mergulhando no Poço Azul, próximo à Andaraí, na Chapada Diamantina - BA (foto de Israel Oliveira)


A visibilidade é de pelo menos 60m e mesmo apenas flutuando conseguimos ver os seus 21m de profundidade e os deslumbrantes cenários formados pelas rochas submersas.

O incrível Poço Azul, próximo à Andaraí, na Chapada Diamantina - BA (foto de Israel Oliveira)

O incrível Poço Azul, próximo à Andaraí, na Chapada Diamantina - BA (foto de Israel Oliveira)


Esculturas feitas pela água e pelo tempo, engrandecidas pelo azul profundo refletido pela pouca luz que atinge o lago. O Poço Azul é um lugar mágico e estará sempre ali, esperando por vocês!

Mergulhando no Poço Azul, próximo à Andaraí, na Chapada Diamantina - BA (foto de Israel Oliveira)

Mergulhando no Poço Azul, próximo à Andaraí, na Chapada Diamantina - BA (foto de Israel Oliveira)

Brasil, Bahia, Igatu (P.N. Chapada Diamantina), Andaraí, arqueologia, Chapada Diamantina, Flutuação, Parque Nacional Chapada Diamantina, Poço Azul

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Diz aí se você gostou, diz!

Chegando ao paraíso

Brasil, Pernambuco, Recife, Fernando de Noronha

Chegando em Fernando de Noronha - PE

Chegando em Fernando de Noronha - PE


Depois da correria de acordar cedo em Gravatá, passar todos os equipamentos de mergulho do nosso “cofre” na Fiona para as caixas de mergulho, viajar 80km até Recife, ir ao salão enquanto o Ro levava a Fiona para o balanceamento, nos perdermos, nos encontrarmos e não conseguirmos fazer tudo o que estava combinado, pegar o vôo, ver a Elba Ramalho e almoçar um pão com recheio de queijo, chegar em qualquer praia seria especial, mas chegar à Fernando de Noronha, é chegar ao paraíso!

Depois de tantos encontros e desencontros, hoje em Noronha tudo funcionou super bem. Nosso vôo saiu no horário, chegamos e o Haroldo, nosso primo, já estava nos esperando. Ele não estava tão feliz quanto nós, pois além da semana de cão, as bagagens dele haviam sido extraviadas. Mas como Noronha é o paraíso, logo elas foram encontradas e já estavam a caminho. Aqui nada dá errado, se der provavelmente foi você que ainda não entrou no clima da ilha.

Chegar à Noronha hoje, depois de 2 anos que estivemos aqui, é uma experiência muito bacana. O Parque preservado e você sabe que as coisas não terão mudado radicalmente. Um bar ali, outra pousada aqui, mas o clima, algumas pessoas e aqueles lugares mais especiais, continuam lá, intactos e maravilhosos para revermos quantas vezes pudermos!

Praia do Sancho vista do avião, em Fernando de Noronha - PE

Praia do Sancho vista do avião, em Fernando de Noronha - PE


Aproveitamos o final da tarde para caminhar até a praia da Conceição, passando pelo Cachorro e praia do Meio. Um belo banho de mar nas águas transparentes e uma caipirinha para relaxar no Bar da Conceição. Embalados, jantamos em um restaurante italiano, aproveitando para colocar o papo em dia com o Haroldo, regados a baldes de caipirinhas deliciosas! Bela recepção, bem vindos ao paraíso!

Brasil, Pernambuco, Recife, Fernando de Noronha,

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Rancho San Francisco

México, Sierra de San Francisco

A pequena igreja no pueblo da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

A pequena igreja no pueblo da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


O principal tour feito por todos os visitantes de primeira viagem na região é o Cañon San Francisco, onde estão as maiores cavernas e mais significativa coleção de pinturas rupestres da Baja Califórnia Sur. O passeio é feito em mulas, são 16 km de descida em um dia, montagem do acampamento, explorações das grutas no segundo dia e o retorno, subindo os mesmos 16 km, no terceiro dia. A maioria dos turistas que chega aqui são senhores americanos bem aventureiros, mas talvez por isso a prática comum é fazê-la em mulas e com a duração de no mínimo 3 dias.

Admirando a grandiosidade da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Admirando a grandiosidade da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


O ponto de partida para organizar um tour na região é ir até o INAH - Instituto Nacional de Antropologia e História. O funcionário do INAH fornece toda a informação necessária: quais são as rotas mais comuns, principais cavernas, quanto tempo leva para cada uma delas e os valores para contratação do guia, de um rancheiro e das respectivas mulas. Cada grupo é responsável por levar o seu equipamento de camping (barraca, saco de dormir, fogareiro, panelas, pratos, talheres, comida e água) e fornecer a comida para o guia e o rancheiro. Em grupos pequenos, muitas vezes o próprio rancheiro pode ser o guia.

Ave de rapina voa nos ares de San Ignacio, na Baja California - México

Ave de rapina voa nos ares de San Ignacio, na Baja California - México


Nós queríamos conhecer o Cañon San Francisco em um tour de 2 dias e pensamos em fazer à pé. É totalmente possível, mas não conseguimos convencer o funcionário do INAH que estava ali. Aí cedemos então para fazê-lo com mulas e ele manteve a posição. Se queríamos conhecer estas cavernas, nós teríamos que ceder na “negociação” e ficar um dia a mais. Eu toparia fácil, mas eu acho que o meu marido “aventureiro” está mesmo ficando velho e com preguiça de acampar por duas noites, só pode ser! Ou é isso, ou é o vício (quase obcessão) que ele tem em estar conectado para manter este nosso querido blog atualizado. Atrasar mais três dias a esta altura nem ia ser tão mau... Mas não houve jeito, então fomos ao Plano B: uma tarde e uma noite no deserto, dormindo no Rancho San Francisco e no dia seguinte pela manhã visitaremos a Cueva del Ratón, a gruta mais acessível na boca do cânion.

Canyon na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Canyon na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


Almoçamos perto da praça de San Ignacio e ali no restaurante tivemos um encontro muito bacana com os Doutores da ONG “Amigos Califórnios”. Médicos e dentistas, americanos e mexicanos, que ficaram a última semana no Rancho San Francisco em atividade voluntária, atendendo toda a comunidade. Um dos organizadores da ONG é fotógrafo e escritor e nos presenteou o seu livro, um trabalho documental que durou 7 anos, que conta histórias de vida dos atuais califórnios, que ele conheceu durante sua atuação na ONG. Uma honra e um prazer imenso conhecer pessoas engajadas assim.

Encontro com americanos em San Ignacio, na Baja California - México

Encontro com americanos em San Ignacio, na Baja California - México


A viagem para o Rancho San Francisco é linda, um imenso deserto que rodeia uma das cadeias de montanhas mais altas da Baja Califórnia Sur. Saímos dos 200m de altitude e subimos aos 1.300m aproximadamente. O clima fica mais frio, a vegetação mais verde e umas árvores estranhas, parecidas com um cacto, longa e geralmente com um único tronco, porém com folhagens amareladas, conhecida como Cirio, ou Boojum Tree. A vista do cânion é fantástica ali do alto, circundamos todo o beiral daquela imensa fissura na terra.

Canyon na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Canyon na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


O Rancho San Francisco é um pequeno vilarejo com em torno de 70 moradores. Os arredores deste agrupamento possuem outras 500 pessoas vivendo em ranchos espalhados pela serra. Foi todo este pessoal que os Amigos Califórnios vieram atender, 12 horas de trabalho por dia, 7 dias na semana. Don Francisco, morador da vila, me conta que a maior dificuldade deles é arrumar um emprego, pois ali não há nada para fazer. “Quem não tem cabra, não tem trabalho.” O queijo de cabra daqui é famoso na região e delicioso! Aos poucos o turismo está chegando e começando a dar emprego a estes homens, que servem como guias e rancheiros.

Vista da imensa planície desértica, subindo a Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Vista da imensa planície desértica, subindo a Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


As coisas já começaram a mudar muito com a colocação do asfalto serra acima, mas ainda faltam 14 km de pura terra que está em obras para ser asfaltado até o final de 2013. “Logo chega o asfalto e as coisas vão mudar ainda mais”, diz Seu Francisco. Pergunto se ele acha que é para melhor ou pior e mesmo com toda a simplicidade e necessidade, ele logo diz... “É complicado... bom vai ser por que fica mais fácil para irmos pra cidade e tem mais turista também, mas vai mudar muito tudo aqui, já mudou, para pior.”

Interior da igreja na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Interior da igreja na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


Caminhando pelo rancho, fotografando a igreja logo fui abordada por Dona Tereza, uma moradora que tem o jardim mais lindo e florido do vilarejo. Ela me pediu para ler as instruções das sementes de flores que ela ganhou, qual é a época de plantio? Estavam escritas em inglês e não diziam a época certa, lhe dei todas as informações possíveis, mais água, menos sol, etc. Mesmo tímida com “esses turistas que aparecem por ali”, ela me convidou a conhecer o seu jardim, uma explosão de cores em meio à aridez do deserto.

Jardim de flores no pueblo da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Jardim de flores no pueblo da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


Voltamos ao refúgio e Jadira nos preparou um jantar delicioso incluindo um prato típico mexicano não muito comum por aqui, flor de abobrinha. Ela havia comentado que faria calabacita (abobrinha) e eu empolgada perguntei da famosa flor, que ainda não havíamos provado. Ela foi até a sua estufa, colheu algumas flores e preparou para todos nós, provando também pela primeira vez o famoso prato.

Esperando o jantar no refeitório do nosso hostal na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

Esperando o jantar no refeitório do nosso hostal na Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México


O restante da noite foi de fotos e muito papo, nós curiosos com as pinturas rupestres da região e Jadira e seu marido curiosos sobre os lugares por onde passamos e as pinturas que vimos no nosso caminho. Um intercambio cultural delicioso que foi brindado com uma belíssima noite de lua nova sobre o céu pintado de estrelas. “Se estivéssemos lá no cânion, não veríamos metade deste céu”, disse meu amado marido, e nisso ele tem razão.

A lua nova se põe atrás da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

A lua nova se põe atrás da Sierra de San Francisco, no deserto Vizcaino, na Baja California - México

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Coyoacán e Xochimilco

México, Cidade do México

As típicas Catrinas mexicanas, aqui representando os artistas famosos na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

As típicas Catrinas mexicanas, aqui representando os artistas famosos na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Após um chá de cadeira de 4 dias do técnico que estava arrumando o meu notebook e livrando-o do malware que o travou, finalmente conseguimos encontrá-lo! Foram 3 dias de atraso, desencontros e desespero, pois isso me rendeu um atraso ainda maior nos posts. Decidimos que de hoje não passava, o perseguimos após furar o horário combinado as 10h, fomos até o seu trabalho e o conseguimos finalmente reaver o equipamento as 13h! Assim, saímos novamente tarde para as explorações do dia, hoje nos bairro de Coyoacán e Xochimilco e com a participação especialíssima do nosso amigo Rodz Marc!

Com nosso anfitrião na Cidade do México em visita ao bairro de Coyoacán, terra de Frida Kahlo

Com nosso anfitrião na Cidade do México em visita ao bairro de Coyoacán, terra de Frida Kahlo


Começamos o tour tardio em Coyoacán, bairro conhecido por abrigar artistas e famosos como Hernán Cortês, Frida Kahlo, seu marido Diego Rivera e Leon Trotsky. Peraí, eu falei Cortês? Isso mesmo, Coyoacán, também conhecida como “O lugar dos coiotes” (em náhuatl), foi a base para o conquistador espanhol após a queda do Imperio Azteca e sua capital Tenochtitlán.

Entrada do museu Frida Kahlo, onde a artista viveu com Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Entrada do museu Frida Kahlo, onde a artista viveu com Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Fomos direto para o Museu Frida Kahlo, a ilustre Casa Azul. Foi nesta casa que a renomada artista mexicana nasceu, viveu e morreu, passando por momentos tensos como a sua recuperação após um atropelamento que a levou a mais de 20 cirurgias e à perda da capacidade de ter filhos. Não por acaso estas cicatrizes são parte freqüente de sua obra, que se tornou mundialmente conhecida.

Visitando a Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Visitando a Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Frida conheceu Diego Rivera, célebre pintor e escultor mexicano, justamente buscando opiniões e a críticas ao seu trabalho e Diego sempre foi o seu maior incentivador e fã. Ainda assim a relação do casal foi turbulenta, devido às infidelidades que pareciam ser constantes. Frida com seus casos homossexuais e Diego com sua galinhagem que lhe era peculiar. A traição que colocou um ponto (e vírgula) no relacionamento deles foi entre Diego e sua cunhada, Cristina, a irmã mais nova de Frida. Como diria uma amiga minha, isso “épacabá” com qualquer uma mesmo! Frida se separou de Diego na mesma hora e teve uma revanche à altura, tendo um caso com o amigo exilado de Diego, León Trótsky. ! Porém a paixão era maior e os dois tornaram a se casar no ano seguinte.

Foto tradicional na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Foto tradicional na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


O museu-casa é uma coleção de objetos pessoais e obras de arte que vão da sala de estar à cozinha, passando pelo quarto em que Frida ficou deitada por meses na sua recuperação do acidente. Passamos por seu atelier com suas tintas, estudos, livros e cavaletes até chegar ao quarto. Na cama foi instalado um espelho, pois uma de suas fixações era o auto-retrato. Ao lado da cama está inclusive a perna mecânica que a artista utilizou. Sua personalidade forte está marcada em cada detalhe da casa, suas coleções de cerâmica e até de arte pré-hispânica.

Pátio interno da Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Pátio interno da Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


No jardim, uma das partes mais emocionantes do museu, fotos acompanhadas de frases nos mesmos locais onde cada um daqueles momentos aconteceu. Um jardim delicioso e que vem acompanhado de um café e uma lojinha de souvenirs com a marca Frida Kahlo, irresistível!

A movimentada praça central de Coyoacán, bairro da Cidade do México

A movimentada praça central de Coyoacán, bairro da Cidade do México


Almoçamos em um bistrô ao lado da Plaza Hidalgo, principal centro gastronômico do bairro. Restaurantes lotados e praça repleta de gente feliz, balões, famílias, cachorros e toda aquela festa de final de semana. Infelizmente tivemos que deixar a caminhada pelas ruas coloniais de Coyoacán, o Museu de Trótski e a Casa de Cortês para uma próxima visita. Saímos daqui direto para o mais mexicano dos bairros da capital, Xochimilco.

Com o Rodrigo em almoço rápido em Coyoacán, bairro de Cidade do México tornado famoso por Frida e Diego Rivera

Com o Rodrigo em almoço rápido em Coyoacán, bairro de Cidade do México tornado famoso por Frida e Diego Rivera


“O lugar onde crescem as flores” (náhuatl), Xochimilco é o único lugar na Cidade do México que ainda preserva o sistema de canais que compunham a imensa Tenochtitlán. A capital azteca foi construída em uma ilha do lago Texcoco e na parte sul do imenso lago já havia uma população com uma prática curiosa: eles empilhavam lama e vegetação nas partes rasas do lago, criando novas áreas férteis chamadas chinampas.

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


A especialidade dos Xochimilcas se espalhou e tomou conta do lago de Texcoco, formando uma imensa rede de canais e plantações, a principal base econômica deste império. A Cidade do México foi construída sobre estas chinampas, base nada sólida para tanto peso e concreto. Não é a toa que a cidade está afundando, porém aqui, em Xochimilco, ainda podem ser encontrados em torno de 180 km dos mágicos canais.

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


O ajuehote é a árvore símbolo de Xochimilco, pois foi ela a responsável por evitar erosões e manter as ilhas artificiais bem presas ao fundo lacustre. A profundidade média dos canais é de 3m e durante as manhãs a água é transparente, diz o barqueiro, que assegura que a água não é poluída: “Só está verde por que nós mexemos muito no fundo lodoso para mover as trajineras”, afirma. Ele calcula que uma viagem de trajineira pelos canais daqui de Xochimilco até o centro da cidade, no Templo Mayor, deveria levar em torno de 8 horas! Eles realmente tinham outra noção de tempo naquela época! E nós ainda reclamamos de demorarmos duas horas de um canto a outro da cidade. Rsrs!

Passeando de barco pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Passeando de barco pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


As trajineras são as embarcações tradicionais mexicanas que eram utilizadas pelos antigos aztecas, movidas à remo e com a ajuda de cabos que eram puxados por homens desde as ilhas. Hoje a tecnologia da vara, vulgo bambu, facilitou muito a vida dos barqueiros, que sozinhos levam uma trajinera cheia com até 20 pessoas, além de uma mesa e isopor com bebidas.

Programa tradicional para quem visita a cidade, o passeio de barco nos canais de Xochimilco, bairro da  na Cidade do México

Programa tradicional para quem visita a cidade, o passeio de barco nos canais de Xochimilco, bairro da na Cidade do México


São nove embarcaderos, sendo que você pode escolher fazer o passeio ecológico, por uma área tranquila e com foco em conhecer as plantações, oooou você pode escolher se divertir! A parte festiva dos canais, além de plantações de diversas plantas e flores, também oferece um ambiente descontraído, mariachis flutuantes cantando atados à sua trajinera e tudo mais o que você imaginar!

Barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México

Barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México


Saímos apenas nós três em uma embarcação, mas conseguimos interagir bem com os vizinhos animados e tivemos até uma linda música dos Mariachis, regalada pelo Rodz a nosotros. Xochimilco é um destino tipicamente e principalmente mexicano, onde famílias inteiras se reúnem trazem sua própria comida, amarram duas, três trajineras e fazem uma verdadeira festa flutuante!

Com o Rodrigo, observando barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México

Com o Rodrigo, observando barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México


Além do espetáculo nas águas, as ilhas também trazem diferentes atrações, restaurantes, mercados de artesanatos, bares e baladas super animadas que atraem jovens chilangos de todos os lados! Uma das principais delas é a Isla de los Muñecos, aka “ilha assombrada”. Conta a história que uma menininha teria sido encontrada morta no canal por um agricultor, dono de uma ilha. Ele a recolheu e providenciou um enterro digno e a partir daí começou a vê-la correndo entre as árvores e lhe pedindo brinquedos. Ele começou a pendurar os bonecos e ursinhos nas árvores e afirma que muitas vezes estes são encontrados no chão após uma noite de brincadeiras. Hoje a ilha possui mais de 2 mil bonecos pendurados pelas árvores e inclusive uma “sucursal” com mais 200 bonecos, em outro ramo dos canais. Assombroso!

Porto fluvial no bairro de Xochimilco, na Cidade do México

Porto fluvial no bairro de Xochimilco, na Cidade do México


Uma hora de trajinera custa em torno de 150 a 200 pesos e uma canção dos mariachis 150. Quanto mais gente, mais barata fica a brincadeira, mas mesmo que você venha sozinho à capital mexicana, não perca o maravilhoso mundo de Xochimilco!

De noite, os barcos carregam velas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

De noite, os barcos carregam velas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

México, Cidade do México, Coyoacán, Frida Kaho, Xochimilco

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Tiradentes

Brasil, Minas Gerais, Tiradentes

Feliz da vida em Tiradentes - MG

Feliz da vida em Tiradentes - MG


Tiradentes é uma cidade histórica um pouco diferente de Ouro Preto, Mariana e Diamantina. É uma menor, mais plana, quase não precisamos nos afobar subindo e descendo ladeiras. Ao mesmo tempo em que tem um clima interiorano, justamente por ser pequena, também tem um ar muito cosmopolita. Hoje além de abrigar vários artistas de áreas diversas, Tiradentes se tornou uma cidade completamente turística. Durante o ano são realizados dois grandes festivais que movimentam ainda mais a cidade: o Festival de Gastronomia e o Festival de Cinema de Tiradentes. Toda a cidade é estruturada para sediar estes eventos. Dezenas de pousadas, restaurantes, bares e lojas de artesanato fazem parte do dia a dia dos moradores, com ou sem turistas.

Descanso merecido em Tiradentes - MG

Descanso merecido em Tiradentes - MG


Nós chegamos em uma segunda-feira, aquele dia internacional do não turismo, onde dificilmente encontramos igrejas e museus abertos. Ainda assim conseguimos visitar a Igreja de Santo Antônio, segundo o guia a terceira mais rica do Brasil em quantidade de ouro nos seus adornos. Curioso foi que um português de Macao, colônia portuguesa na China, demorou 24 anos para finalizar a construção do altar, completamente adornado e com muitas influências da arte chinesa, pagodes, carpas e também algumas referências à mitologia grega como a face do Netuno nas colunas laterais ao altar.

Fachada de casa em Tiradentes - MG

Fachada de casa em Tiradentes - MG


Caminhamos pelas ruas estreitas, e chegamos à Igreja Nossa Senhora do Rosário, igreja construída pelos escravos, já que não podiam freqüentar a mesma igreja de seus senhores. Uma das questões que mais me instiga neste nosso roteiro turístico por cidades históricas é como os escravos aderiram tão rapidamente à uma nova fé. Vieram da África de diversas tribos e fés diferentes, na Bahia logo percebemos o sincretismo religioso entre catolicismo e a umbanda ou candomblé. Porém nas Minas Gerais não se fala em outras crenças, vemos apenas igrejas e mais igrejas que os negros penaram para construir durante a noite, roubando ouro em pó para adornar os seus altares. Curioso, deve haver alguma explicação. Sei que houveram algumas missões que trabalharam na conversão dos negros, tentando oferecer melhores condições, alimentação, mas não sei se foram as responsáveis por uma conversão com tanto fervor.

Igreja N.S. Rosário dos Pretos, em Tiradentes - MG

Igreja N.S. Rosário dos Pretos, em Tiradentes - MG


No caminho encontramos uma loja das marcas que mais gosto e havia encontrado apenas no Bazar do Melo em Curitiba, a Ave Maria, marca de BH com um trabalho maravilhoso em rendas, fuxicos, com um design super alternativo. Nada de compras, era só para babar mesmo. Em um restaurante reencontramos Ricardo e Andalice, um casal hospedado na mesma pousada em que estamos. Ficaram curiosos com a viagem quando viram a Fiona, o que nos rendeu muito assunto para o final da tarde. Começa a noite e voltamos ao trabalho. Amanhã –pela manhã nos despedimos de Minas Gerais e rumamos à Parati, fechando finalmente o roteiro da Estrada Real.

Na frente da igreja de Sto. Antonio, em Tiradentes - MG

Na frente da igreja de Sto. Antonio, em Tiradentes - MG

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Antigua em 32 horas

Antígua E Barbuda, Darkwood Beach, English Harbour, Long Bay, Half Moon Bay, Saint Johns

Visual inesquecível da praia de Half Moon Bay, na costa sudeste de Antígua, no Caribe

Visual inesquecível da praia de Half Moon Bay, na costa sudeste de Antígua, no Caribe


Antigua merece muito mais do que 32 horas. Suas belíssimas praias e natureza pulsante são motivos de sobra para você ficar relaxando entre Antigua e Barbuda por pelo menos uma semana! Nós, em um “island hopping” temos que nos adaptar aos destemperos da baixa temporada, transporte escasso e fazer o melhor que podemos nos poucos dias que nos restam, então aí vai a dica de como aproveitar o máximo de Antigua em 32 horas!

Caminhando pela tranquila orla de St John's, a capital de Antígua, no Caribe

Caminhando pela tranquila orla de St John's, a capital de Antígua, no Caribe


St John´s é a capital bem característica das ilhas britânicas nas West Indies. Ruas movimentadas, casas de estilo colonial inglês bem coloridas e preservadas nos dois primeiros quarteirões e em um calçadão principal, mas se você ir além, irá encontrar a vida como ela é. A esmagadora maioria da população afrodescendente lutando pela sobrevivência em suas barraquinhas de rua, lojas e mercados. Povo trabalhador, indo de um lado para outro como vemos em todas as cidades latino-americanas, mas com um gostinho especial de África. A língua é inglês, o sotaque africano e o ritmo é baiano, para nós apressadinhos nos acostumarmos logo a entrar no clima e relaxar!

O simpático e irriquieto filho da agente de turismo na oficina do porto de St John's, a capital de Antígua, no Caribe

O simpático e irriquieto filho da agente de turismo na oficina do porto de St John's, a capital de Antígua, no Caribe


Saída de escola em St John's, a capital de Antígua, no Caribe

Saída de escola em St John's, a capital de Antígua, no Caribe


Influência inglesa em St John's, a capital de Antígua, no Caribe

Influência inglesa em St John's, a capital de Antígua, no Caribe


Rua movimentada no centro de St John's, a capital de Antígua, no Caribe

Rua movimentada no centro de St John's, a capital de Antígua, no Caribe


A nossa caminhada pelo centro de St John´s foi em busca de informações sobre os barcos para Montserrat e Barbuda (veja detalhes abaixo). Assim que conseguimos saber os horários e fechamos o nosso itinerário para os próximos 5 dias foi que nos demos conta que tínhamos apenas 32 horas para conhecer o país. Primeira decisão: Barbuda ficou de fora. Ouvimos que a ilha é linda, mais procurada por “Bird-watching” e suas praias desertas, mas não teríamos tempo. Segunda decisão: alugar um carro AGORA!

Transporte de mercadorias em St John's, a capital de Antígua, no Caribe

Transporte de mercadorias em St John's, a capital de Antígua, no Caribe


Carro e mapa na mão e a direção é o sul da ilha. O primeiro destino Darkwood Beach, uma das preferidas dos antiguenhos! Praia de acesso fácil, colada na Valley Road, mas com um barzinho local delicioso fazendo a devida proteção entre a estrada e a praia. Areias douradas e água transparente com a temperatura ideal que só o Mar do Caribe tem! Foi o lugar perfeito para sairmos do calor e da loucura da cidade e relaxarmos com uma cervejinha ou um rum punch, acompanhados de uma porção de jerk chicken wings!

A bela praia de Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe

A bela praia de Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe


Fim de tarde na tranquila Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe

Fim de tarde na tranquila Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe


Pé na estrada novamente, o caminho já nos conta uma parte da história da ilha, não muito diferente das suas irmãs caribenhas. Colonizada pelos britânicos sua principal atividade foi a plantação de cana, que ainda podemos ver pelos campos no interior do país. A Fig Tree Drive passa por povoados e imensas plantações de banana, bananeiras aqui são chamadas de fig trees. Nosso destino: Nelson´s Dockyard.

O interior montanhoso próximo à Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe

O interior montanhoso próximo à Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe


Plantação de bananeiras próximo à Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe

Plantação de bananeiras próximo à Darkwood Beach, no sudoeste de Antígua, no Caribe


Este antigo forte inglês foi construído na península para defender a região de ataques piratas e corsários franceses. Uma estreita baía de águas cristalinas vista melhor da ponta do forte que é alcançada em 20 minutos de caminhada. Conseguimos pegar os últimos raios de sol do alto das paredes do forte com uma vista panorâmica de toda esta costa.

Ruínas do forte de English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe

Ruínas do forte de English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe


O parque pode ser visitado durante todo o dia, tem um hotel bacana e bar e restaurante com pratos especiais nas sextas-feiras. A estrutura montada para o Friday´s Special parecia a de um casamento e os preços nem tão caros quanto parecem. Falmouth Harbour e English Harbour são os lugares mais bacanas para usar como base em Antigua. Pousadas, B&B e hotéis resorts, opções para todos os bolsos com restaurantes e bistrôs deliciosos frequentados pelos velejadores que usam as marinas destes portos como ponto de descanso.

Visitando as ruínas do forte de English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe

Visitando as ruínas do forte de English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe


Ruínas do antigo forte em English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe

Ruínas do antigo forte em English Harbour, no sul de Antígua, no Caribe


A dica é dormir aqui mesmo, mais charmoso que a cidade e menos estrada amanhã. Nós já estávamos com um hotel na cidade, então no dia seguinte invertemos o roteiro.


Road map Antigua

Começamos pela praia de Long Bay, com bastante movimento neste começo de domingo nas suas areias brancas e águas azuis turquesas! Além dos dois resorts na beira da praia, também é frequentada pelos locais das vilas nos arredores, que são super receptivos e acolhedores. Encontramos uma família super especial, vovó dominicana, filhos antiguenhos e neto aproveitando a praia enquanto a mamãe estuda no Canadá!

A beíssima praia de Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe

A beíssima praia de Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe


Parece, mas não é piscina! É a praia de Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe

Parece, mas não é piscina! É a praia de Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe


Fazendo um novo amigo na praia de Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe

Fazendo um novo amigo na praia de Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe


Quase completando 27 horas em Antigua, fizemos uma parada para fotos na Devil´s Bridge, uma ponte natural cavada no calcário com um cenário espetacular! Infinitos tons de verdes nas águas a caminho da Non Such Bay. Com mais tempo, não deixe de parar para conhecer esta, que é um dos highlights do país. Nós já estávamos com as nossas horas acabando e escolhemos ir direto para a Half Moon Bay, imperdível!

Caminhando sobre a bela ponte de corais de Devil's Bridge, na costa nordeste de Antígua, no Caribe

Caminhando sobre a bela ponte de corais de Devil's Bridge, na costa nordeste de Antígua, no Caribe


Baía próxima à Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe

Baía próxima à Long Bay, na costa nordeste de Antígua, no Caribe


O nome é literal na sua descrição, praia em formato de meia-lua, areias brancas e águas esmeraldas. Uma das menos desenvolvidas turisticamente, então você está buscando uma praia mais selvagem e intocada aqui este é o lugar! Só lembre de levar seu guarda sol, comes e bebes pois lá você não encontra nada além do prometido, o paraíso!

Half Moon Bay, uma miragem na costa sudeste de Antígua, no Caribe

Half Moon Bay, uma miragem na costa sudeste de Antígua, no Caribe


A maravilhosa praia de Half Moon Bay, na costa sudeste de Antígua, no Caribe

A maravilhosa praia de Half Moon Bay, na costa sudeste de Antígua, no Caribe


Se você está com a mesma pressa que nós, as suas últimas horas neste cronômetro serão de deslocamento para o terminal do ferry ou para o aeroporto. Devolvemos o carro no hotel no centro da cidade e ainda ganhamos uma carona para o Deep Harbour.

Nosso pequeno ferry para Montserrat, ainda no porto de St John´s, em Antígua

Nosso pequeno ferry para Montserrat, ainda no porto de St John´s, em Antígua


o terminal de embarque do porto de St John´s, em Antígua

o terminal de embarque do porto de St John´s, em Antígua


Lá não há nenhuma infra-estrutura, pagamos a departure tax, passamos pela imigração e esperamos o ferry deitados na grama. Logo fizemos amizade com John, um taxista que nasceu em Montserrat e deixou a ilha quando houve a imensa erupção em 1997. Ele nos ofereceu agendar o táxi lá, com seu irmão: “I´m sending you in the ferry two white people!” e foi quando nos demos conta que éramos os únicos brancos naquele pedacinho da África na América.

Pequena soneca na viagem de ferry entre Antígua e Montserrat

Pequena soneca na viagem de ferry entre Antígua e Montserrat



Como chegar de Antigua a Barbuda e Montserrat

PLaca multilíngue no porto de St John´s, em Antígua. Aparentemente, o italiano é a língua mais valorizada por lá...

PLaca multilíngue no porto de St John´s, em Antígua. Aparentemente, o italiano é a língua mais valorizada por lá...


Nós tínhamos apenas 5 dias entre Antigua e Barbuda e Monsterrat e o nosso cronograma acabou sendo pautado pela disponibilidade de transporte à Monsterrat, ilha prioritária neste triângulo insular.

Encontrar informações na internet sobre a viagem à Montserrat e Barbuda não é fácil, mas pensamos que aqui tudo se resolveria rápido. Foram quase 2 horas rodando a cidade em busca de informações. Baixa temporada e pessoal bem intencionado, mas despreparado, no centro de informações turísticas.

Barbuda: na baixa temporada aparentemente existe apenas um barco que vai e volta todos os dias, mas vale confirmar a frequência quando chegar lá, o pessoal muda de ideia. Você pode ainda decidir fazer um tour completo dando a volta à ilha neste mesmo barco. Preço Day Tour: US$ 150,00.

Montserrat

Barco:agora na baixa temporada o barco para Montserrat está saindo apenas nas sextas e sábados às 16h e retornaria no domingo. Os horários variam bastante, então vale ligar e confirmar os horários e datas de partida. A empresa de barco que faz o trajeto à Montserrat não possui escritório em Antigua, a compra dos tickets é dentro da aduana no ferry dock.

Avião: outras opções são voar com as empresas aéreas Fly Montserrat ou a SVG - San Vincent and Granadines Airways. Os aviões são pequenos (9 lugares), então nem sempre há disponibilidade. Nós tivemos que estender a estadia em Montserrat, pois os vôos estavam lotados.

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Anguila, um dia no paraíso

Saint Martin, Marigot, Anguila, Shoal Bay East

Praia de Shoal Bay East, em Anguilla. Mais caribe, impossível!

Praia de Shoal Bay East, em Anguilla. Mais caribe, impossível!


O paraíso existe! Uma pequena ilha de colonização inglesa, Anguila é exatamente o que todos nós imaginamos das praias mais paradisíacas do Caribe. Areias brancas e macias como talco e a água azul neón ou, como dizem os americanos, “deep eletric blue”. Deculpem a expressão em inglês, mas esta traduzida literalmente, não tem o mesmo resultado.

Praia de Shoal Bay East, em Anguilla. Mais caribe, impossível!

Praia de Shoal Bay East, em Anguilla. Mais caribe, impossível!


Um pouco da história da ilha. Foram encontrados vestígios de pinturas rupestres e cerâmicas que comprovam a passagem dos índios Caribs, porém a falta de água potável, caça e vegetação escassas fez com que não durassem muito tempo por aqui. Cristóvão Colombo foi o primeiro a avistá-la, no entanto os ingleses foram os primeiros a enviar uma missão colonizadora em 1650. Iniciou-se a plantação de milho e tabaco, mas na mesma época houve um boom de plantações de grande porte nas ilhas vizinhas, o que fez com que sua economia ficasse prejudicada. A alternativa encontrada pelos seus moradores foi o desenvolvimento da atividade de pesca e a construção naval, que durou como principal economia até meados do século XX.

Navio-cruzeiro em Marigot, - St. Martin

Navio-cruzeiro em Marigot, - St. Martin


Politicamente Anguila respondia à Coroa Britânica através de St Kitts, maior e mais estruturada. No final da década de 60 os anguilanos fizeram uma revolução, expulsaram a polícia de St Kitts da ilha e reinvindicaram mais automonia. Anguila tornou-se um país administrativamente independente e diretamente ligado à Commonwealth Britânica politicamente, isso quer dizer que a rainha indica o primeiro ministro, que já foi eleito pela a assembléia da ilha, acaba sendo um ato mais simbólico.

Chegada no terminal de ferries de Anguilla

Chegada no terminal de ferries de Anguilla


Logo a ilha se tornou um destino para grandes astros de Hollywood que possuem casas milionárias com seus pedacinhos de paraísos particulares. Abre parênteses para o “momento fofoca”: o Keanu Reeves é um dos freqüentadores da ilha, possui uma mansão aqui. É claro que aproveitei para perguntar aos que o conheciam se ele é gay realmente e fizeram uma cara de espanto! Não, ele não é gay e é casado com uma mulher que conheceu em St Martin! Antes de ele casar inclusive o viam com várias mulheres por estas bandas. Rsrsrs! Fecha parênteses.

O mar azul no canal de Anguilla, no Caribe

O mar azul no canal de Anguilla, no Caribe


Nesta mesma época o turismo começou a se desenvolver, quase 3/4 da população trabalham hoje com turismo e comércio. A ilha possui em torno de 12 mil habitantes, super receptivos e calorosos os anguilanos sempre zelaram por seu estilo de vida, tranquilo e calmo.

Trânsito movimentado em The Valley, capital de Anguilla

Trânsito movimentado em The Valley, capital de Anguilla


A melhor forma de se locomover no país é de carro. Alugamos um, pagamos 20 dólares em uma permissão para dirigir por 3 meses no país (tirada na hora pela locadora) e saímos explorando o lado menos populado e turístico da ilha.

Chegando na incrível praia de Shoal Bay East, em Anguilla (Caribe)

Chegando na incrível praia de Shoal Bay East, em Anguilla (Caribe)


Shoal Bay East é a praia do paraíso, a mais procurada pelos turistas que querem fugir das áreas tomadas por resorts e hotéis luxuosos. Ainda assim estava super tranquila, alugamos um guarda-sol por 5 dólares, esticamos nossas cangas e ficamos estarrecidos com a cor da água por uma meia-hora até conseguir começar a fazer qualquer coisa. Depois de algumas horas, a cada momento que olhávamos para o mar ainda nos assustávamos. Horas nadando e explorando os corais não foram suficientes para nos cansar do mar e da praia.

Castelo de areias brancas na praia de Shoal Bay East, em Anguilla (Caribe)

Castelo de areias brancas na praia de Shoal Bay East, em Anguilla (Caribe)


Os preços realmente são absurdos, mas no restaurante-bar menos fru-fru conseguimos dividir uma salada ceaser por 13 dólares, ainda caro, mas bem servida, fresca e deliciosa. Rum punch um absurdo, 8 dólares e a cerveja presidente 3.

Aproveitando a vida! (praia de Shoal Bay East, em Anguilla )

Aproveitando a vida! (praia de Shoal Bay East, em Anguilla )


Infelizmente temos que converter, pois ganhávamos em real, mas se pudéssemos “pensar em dólar” o preço até seria parecido com São Paulo ou Rio, mas já que temos que converter aí fica realmente pesado para pessoas e bolsos normais passarem mais tempo na ilha. Como é pequenininha, nós aproveitamos para conhecer o país em uma dia só mesmo. Terminamos o dia passando por algumas paisagens do lado Atlântico da ilha. Até o embarque no ferry consegue ser especial, com uma bela luz de final de tarde, acentuando o contorno e a geografia de Anguila. Um dia no paraíso.

Pôr-do-sol no momento em que deixamos Anguilla

Pôr-do-sol no momento em que deixamos Anguilla

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Gracias, Yojoa e Tegu

Honduras, Yojoa, Gracias

Aproximando-se do lago Yojoa, região central de Honduras

Aproximando-se do lago Yojoa, região central de Honduras


Depois de ter passado pelas famosas Bay Islands, no Mar do Caribe e em uma das ruínas mayas mais incríveis da America Central, era vez de visitarmos um destino alternativo em terras hondurenhas.

A região rural e montanhosa de Gracias, em Honduras

A região rural e montanhosa de Gracias, em Honduras


Nós saímos de Copan Ruínas em direção ao lago por um caminho alternativo, cruzando cidades interioranas e vendo o mundo passar pela janela, gente vivendo e sobrevivendo do campo, da venda, da terra e do sol. As estradas de Honduras são um exercício de paciência, esburacadas, mal sinalizadas e sem muitas regras de tráfego, ou se elas existem o povo não sabe cumpri-las.

Uma típica rua de Gracias, em Honduras, a antiga capital da América Central

Uma típica rua de Gracias, em Honduras, a antiga capital da América Central


Chegamos à pequena cidade colonial de Gracias e tivemos um fim de tarde super agradável na varanda do nosso hostel. Tomamos uma Salva Vidas (cerveja local) com vista para as montanhas e os charmosos telhados alaranjados feitos na época da colônia espanhola. A cidade é pequena e simpática, mas sem grandes atrativos. Para quem tiver tempo, nos seus arredores existem alguns mirantes, rios e cachoeiras a serem explorados.

Gracias, um pedaço de Minas Gerais no coração de Honduras

Gracias, um pedaço de Minas Gerais no coração de Honduras


No dia seguinte continuamos para o Lago Yojoa que está localizado a meio caminho, entre as duas principais cidades do país, San Pedro Sula e a capital Tegucigalpa. Rodeado por montanhas e uma floresta tropical úmida, o Lago Yojoa é o paraíso para birdwatchers e hikers de plantão.

Plantação de café e banana no meio da mata, na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Plantação de café e banana no meio da mata, na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Escolhemos a área de Los Naranjos, próxima a um pequeno sítio arqueológico, cachoeiras e com alguma infraestrutura turística. Nossos amigos da Round House haviam indicado a D&D Brewery que além de produzir boas cervejas artesanais, aluga cabanas em meio a um pequeno bosque. À noite ainda provamos uma de suas cervejas exclusivas de damasco e outra de chocolate, muito saborosas. O estoque de pale ales e stouts havia sido completamente exaurido na Semana Santa que acabava de passar. Chegamos lá no final da tarde e já não havia um quarto disponível, então ficamos hospedados em um hotel vizinho, a Finca Paraíso.

lago Yojoa, região central de Honduras

lago Yojoa, região central de Honduras


Influenciada pelo último lago que havíamos conhecido em Flores, na Guatemala, eu estava esperando que os hotéis ficassem na beira do lago, para nadarmos, andarmos de caiaque, etc. Infelizmente eu estava enganada, o lago é raso, com muitas plantas e difícil acesso, sendo usado mais para passeios de barco e pesca.

Lago Yojoa, região central de Honduras

Lago Yojoa, região central de Honduras


As atividades ao redor do lago são caminhadas com guias para avistamento de pássaros, trekkings pela cloud forest e até o pico Santa Bárbara, com sorte, com boas vistas do lago. Isso não era exatamente o que estávamos procurando, então aproveitamos as atividades que a própria finca oferecia, trilha para o mirante do Índio Desnudo e até o Poço Azul, lugares sagrados para os indígenas que viviam nesta região.

No meio da mata, um pequeno lago azul que foi um centro cerimonial do povo Lenca (na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras)

No meio da mata, um pequeno lago azul que foi um centro cerimonial do povo Lenca (na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras)


Caminhada pela mata da Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Caminhada pela mata da Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Caminhamos pela nossa vizinhança, brincando com os cachorros, vendo as crianças voltar da escola em seus tradicionais uniformes e assuntando com a apoiadora master do time de futebol da vila, a tia lavadeira que tinha os uniformes de todo o time estendidos em seu varal.

A simpática senhora que lavou toda a roupa de um time de futebol, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

A simpática senhora que lavou toda a roupa de um time de futebol, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Toda a roupa de um time de futebol seca no varal de uma casa no meio do campo, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Toda a roupa de um time de futebol seca no varal de uma casa no meio do campo, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Fizemos um brunch na D&D Brewery com direito a hashbrown, ovos e blueberry pancake, delicioso! Escrevemos sob a trilha sonora natural das centenas de pássaros que vivem e se alimentam nas árvores frutíferas da finca e para refrescar tomamos coragem e demos um tchibum no Rio Blanco, também conhecido como Río Frío, e que numa versão realista deveria chamar-se Río Helado!

Estrada rural na região do lago Yojoa, em Honduras

Estrada rural na região do lago Yojoa, em Honduras


Delicioso e refrescante banho de rio na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Delicioso e refrescante banho de rio na Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


Belíssimas flores durante caminhada pela Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras

Belíssimas flores durante caminhada pela Finca Paraíso, perto do lago Yojoa, região central de Honduras


O tempo urge, temos prazos para chegar novamente ao próximo continente. Sem lago para nadar e nem mais delongas decidimos seguir caminho, com uma parada em um dos restaurantes às margens do lago na estrada para Tegucigalpa. Almoçamos com a bela vista do lago, das montanhas, dos bois pastando e das aves voando tranquilas sobre as águas do Yojoa. Ao nosso lado uma família menonita que assistia aos Jogos de Inverno ao som de uma bachata, a música sertaneja da América espanhola.

Pier avança até a borda do lago Yojoa, região central de Honduras

Pier avança até a borda do lago Yojoa, região central de Honduras


Tegucigalpa me surpreendeu negativamente, pois eu esperava encontrar pelo menos um canto da cidade que fosse mais interessante. O centro é como todo centro, prédios mais antigos, ruas bem movimentadas e uma igreja na praça central. Os bairros são desorganizados, mal urbanizados e mal saneados, muita sujeira, muitos fios, muitas casas enjambradas e nenhum charme.

Trânsito e milhões de fios nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras

Trânsito e milhões de fios nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras


Grafite nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras

Grafite nas ruas de Tegucigalpa, a capital de Honduras


Não conhecemos o Sector Hotelero da cidade, que seria mais caro, mais maquiado e menos real. Fomos direto para a Colônia Palmira, um bairro classe média, cortado pela Avenida Morazán que reúne prédios comerciais, centros médicos e uma infinidade de redes americanas de fast food. Acho que precisaríamos de mais tempo para encontrar os recantos e riquezas de Tegucigalpa.

Visão de Tegucigalpa, a capital de Honduras

Visão de Tegucigalpa, a capital de Honduras


Assim sendo, o nosso hostel foi o melhor refúgio que poderíamos encontrar nessa selva de pedras. Uma casa colonial bem confortável, os donos muito atenciosos e um café da manhã típico muito gostoso. Lingüiça, banana, feijão refrito (tipo tutu), um prato de leite com sucrilhos e suco de laranja natural. Bem energético, ótimo para aguentarmos as próximas horas de estrada e fronteira a caminho da Nicarágua.

Nosso simpático B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras

Nosso simpático B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras


Café da manhã típico, em nosso B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras

Café da manhã típico, em nosso B&B em Tegucigalpa, a capital de Honduras


Três dias, três lugares completamente diferentes, da histórica Gracias, passando pelo interior de Yojoa e chegando à metrópole suburbana de Tegucigalpa. Uma boa colcha de retalhos que somadas às mais turísticas Bay Islands e Copán, nos ajudaram a formar uma ideia mais clara de Honduras. Fechamos nossa passagem por aqui com uma nova visão do país, um lugar de gente muito receptiva e amável, terras férteis, montanhas, parques nacionais, cidades históricas e muita riqueza cultural, mas que ainda tem muito a se desenvolver, muitos ranços políticos a acertar e um clima pesado no ar para dissipar, depende para onde você olhe e o que queria enfocar. E você, qual Honduras vai querer conhecer?

Lago Yojoa, região central de Honduras

Lago Yojoa, região central de Honduras

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