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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: México Há 2 anos: México

Bogotá em Família

Colômbia, Bogotá

O Douglas, Amelie e Clara durante almoço em Bogotá, na Colômbia

O Douglas, Amelie e Clara durante almoço em Bogotá, na Colômbia


Às vezes demora um pouco para o jovem perceber isso, mas chega uma fase da vida em que simplesmente percebemos como os laços de família são muito fortes. Por mais que queira negar, você começa a se reconhecer em cada gesto, cada ato, cada erro e acerto, cada lição de moral, e cada decisão, naqueles que o fizeram essa pessoa tão bacana que você é hoje.

Eu já estava neste processo muito antes de começar esta viagem, pensava até que já o estava encerrando. Como se depois disso houvesse um novo ciclo e um novo status de ciência destas relações. Ledo engano. Durante a viagem fui percebendo que a nossa noção sobre estas relações familiares podem mudar, amadurecer e até se enraizar, porém este processo é cíclico e nunca irá terminar. Faz parte da nossa evolução, como espírito e como seres humanos. A distância é um fator catalisador deste processo de reconhecimento, restabelecimento, renovação e reafirmação destes laços. Aos poucos vamos nos reencontrando com nossos pais, irmãos, avós, tios, primos e nos reconhecendo em cada um deles, a cada esquina, seja em Bogotá, Iquique ou lá em Cabaceiras, Paraíba.

Com a Amelie em almoço em restaurante de Bogotá, na Colômbia

Com a Amelie em almoço em restaurante de Bogotá, na Colômbia


Às vezes também, encontramos pessoas que nos identificamos tanto que elas passam a fazer parte destas referências e volta e meia você também os encontrará dentro de ti. Estas pessoas são os nossos amigos. Como dizem alguns, “Os amigos são a família que nós podemos escolher.”

Almoço com a Joana, Douglas, Amelie e Clara em Bogotá, na Colômbia

Almoço com a Joana, Douglas, Amelie e Clara em Bogotá, na Colômbia


Esta escolha não é racional e quando vemos, ela já aconteceu! Nós estamos passando justamente por uma experiência como esta. Douglas, Clarita e sua filha de 3 anos, Amelie, são a nossa nova família colombiana.

Matamos as saudades destes momentos, hoje passamos o dia em família. Café da manhã juntos, depois cada um segue em seus compromissos, aulas e trabalhos e se encontra para almoçar. Um belo almoço, diga-se de passagem, fomos a uma parillada tipicamente colombiana. Fomos eu, Rodrigo, Angelo, Joana, Douglas, Clarita e Amelie a nos afundar de comer carne. À noite foi a minha vez de preparar o jantar, massa, queijo, vinho e uma sobremesa beeem brasileira: brigadeiro!

É engraçado como foi tudo muito rápido, muito intenso e muito natural ao mesmo tempo. Não sei se é apenas parte da imensa hospitalidade deles, somada à minha carência e saudades da família, mas a identificação foi tão forte, que hoje já nos sentimos parte da família!

Colômbia, Bogotá, Família

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Diz aí se você gostou, diz!

Philipsburg à Paramaribo

Suriname, Paramaribo, Sint Maarten, Philipsburg

Visual totalmente caribenho em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

Visual totalmente caribenho em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


Philipsburg é a capital de Sint Maarten, país holandês que dividi a pequena ilha com o território francês de Saint Martin. Como já havíamos explorado bem St. Martin, (pronuncia-se Sãn Martãn) resolvemos aproveitar o nosso último dia para conhecer este lado da ilha.

Marina de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

Marina de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


Conhecida como a única verdadeira cidade da “friendly island”, Phlipsburg é um imenso aglomerado urbano. Podemos dizer que pelo seu tamanho e estrutura ela é a capital não apenas de St. Maarten (pronuncia-se Saint Mártin), mas a capital econômica de todas as suas minúsculas vizinhas.

A ilha de Saba vista de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

A ilha de Saba vista de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


Ontem chegamos já era noite, mas não nos rendemos aos 30 dólares de táxi. Como experiência e economia preferimos pegar um ônibus que nos levou do aeroporto até a cidade por 10 dólares. Normalmente custariam 2 dólares por pessoa, porém com bagagem nos saiu um pouco mais caro. No ponto de ônibus conhecemos uma moça totalmente atenciosa que sabia onde ficava a nossa guesthouse. Ela não só nos avisou, como desceu conosco, andou até a guesthouse e nos deu todas as orientações para conhecer a região. O calçadão da beira mar, com restaurantes e barzinhos, a rua das compras, etc.

Rua em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

Rua em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


No caminho passamos pelo Salty Pond era uma das fontes econômicas de St Maarten, que fazia extração de sal deste lago. Há anos a atividade foi abandonada e também o lago. Hoje é um esgoto a céu aberto. No último ano, depois de um grande temporal e inundação, descobriram que ainda assim o lago possui algumas espécies “mutantes” de peixe. São peixes imensos que se alimentam de todo o tipo de lixo jogado ali. Depois da inundação eles apareceram nas avenidas, para a surpresa dos moradores.

Nossa última tarde no Caribe, em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

Nossa última tarde no Caribe, em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


Maho e Simpson Bay são as mais badaladas durante a noite. Cassinos e bares animados seguem madrugada adentro! Ontem à noite, nós, mais velinhos, saímos comer algo no calçadão de Philipsburg mesmo e quase não encontramos restaurante aberto. Praticamente todos fecham a cozinha às 22h.

Despedida do Caribe em pier da praia de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

Despedida do Caribe em pier da praia de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


Hoje saímos para tomar um café da manhã e encontramos um lugar de uma dominicana que servia sucos frescos, exprimidos na hora, coisa raríssima aqui! Depois na dúvida se alugávamos um carro ou ficávamos pela cidade mesmo, saindo andando e explorando a região do porto, lojas e porto. Eu estava precisando de um óculos de sol, já que o meu além de velho, podre e riscado eu havia esquecido em Saba. Em uma hora de caminhada pelo calçadão já tínhamos tudo resolvido, óculos novos, pomada, soro fisiológico e pilhas recarregáveis compradas. Cidade duty free, acaba sendo uma boa oportunidade para resolver este tipo de pendências de uma forma mais barata.

Visual totalmente caribenho em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

Visual totalmente caribenho em Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


Acabamos decidindo ficar por ali mesmo, aproveitar uma prainha rápida para depois pegarmos o nosso vôo. Aqui qualquer praia é paradisíaca, mesmo ao lado do porto e marina, a água azul e as areias brancas fazem sempre parte do pacote. No caminho para a praia encontramos um grupo de crianças tocando seus bumbos, tambores, caixas e repiliques. Uma versão local do “Projeto Olodum”. A batida é de arrepiar! Impressionante como percussão mexe comigo, emociono, danço, choro, rio, é uma delícia!

Bateria formada apenas por crianças, em rua de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe

Bateria formada apenas por crianças, em rua de Philipsburg, capital de Sint Maarten - Caribe


Ali mesmo, enquanto assistíamos às crianças tocando, tivemos uma outra boa surpresa: trombamos na rua com Andries, nosso anfritrião em Saba! Andries estava resolvendo algumas coisas aqui na “capital”, já deveria ter voado ontem para Saba, mas seu vôo foi postergado para hoje devido aos fortes ventos. Bem que vimos, por pouco o nosso vôo de Statia também não foi pego nessa. Fizemos festa, batemos papo e acabamos mais uma vez nos despedindo deste mais um novo amigo que fica. A despedida do Caribe acabou nos reservando boas surpresas! Trâmites no aeroporto, vôo de 1h30 até Port of Spain em Trinidad, escala de aproximadas 2 horas dentro do avião, e já seguíamos para Paramaribo. Nosso vôo chegou antes do esperado, 23h já estávamos no solo. Uma hora e pouco de estrada e transfer entre o aeroporto e a cidade e finalmente chegamos ao hotel!

Vôo no pôr-do-sol sobre o mar do Caribe, em direção ao Suriname. Fim da temporada caribenha...

Vôo no pôr-do-sol sobre o mar do Caribe, em direção ao Suriname. Fim da temporada caribenha...


Hoje acostumados a estar sempre em novos lugares, acaba sendo uma sensação diferente chegar novamente ao mesmo ponto. Um misto de alegria, pois sabemos que foi mais uma etapa cumprida, com retrocesso, pois parece que nem saímos do lugar! Fora que já estamos nos sentindo em casa, o Wendell, garçom que ficou nosso amigo, abriu uma exceção e preparou um sanduíche de queijo para nós. Mas o principal mesmo, a primeira coisa que eu quis fazer, (com mochila e tudo) foi reencontrar a Fiona! Lindona, ficou um mês estacionada aqui se perguntando: “Onde será que esses dois malucos foram parar? Por que me abandonaram? Pais mais desavergonhados!” Mas vai ficar tudo bem, vamos mostrar as fotos para ela, contar tudinho e ela logo irá entender! Rsrsrs! De Philipsburg a Paramaribo em um dia... e os 1000dias continuam nas estradas na América do Sul!

O feliz reencontro com a Fiona no nosso hotel em Paramaribo - Suriname

O feliz reencontro com a Fiona no nosso hotel em Paramaribo - Suriname

Suriname, Paramaribo, Sint Maarten, Philipsburg, beach, Caribbean, despedida, Praia

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Strathcona Park

Canadá, Campbell River

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Até chegarmos à Ilha de Vancouver mal tivemos tempo de ler sobre o lugar, afinal uma viagem de carro longa como essa precisa de um certo jogo de cintura. Os guias até nos servem de suporte, mas vocês tem que concordar que com tantos destinos novos e diários, temos que encontrar outra forma de nos programar. A minha preferida é a mais simples e a mais antiga de todas elas: abrindo um mapa.


Mapa de Vancouver Island

Um mapa turístico ou um mapa rodoviário fazem bem o papel. Aqui no Canadá e Estados Unidos então é super fácil, pois além de encontrarmos centros turísticos em todos os lugares e dentro deles mapas e muitas informações, nós compramos um mapa rodoviário especial Parques Nacionais e Aventura, da National Geographic! Ele cobre principalmente os Estados Unidos, o sul do Canadá e ainda dá uma palhinha do México. Bem completo ele é perfeito para o nosso tipo de viagem, já que estamos sempre nos caminhos entre os Parques Nacionais e principais áreas naturais da região.

O belíssimo cenário do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá

O belíssimo cenário do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá


No fundo, o Mt Washington e suas pistas de esqui (ainda sem neve!), visto do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

No fundo, o Mt Washington e suas pistas de esqui (ainda sem neve!), visto do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Vancouver Island é uma ilha imensa, com mais de 460km de comprimento e 80km de largura, tem 34 mil km2. A parte oeste da ilha é a menos habitada e acessada basicamente por ferries e barcos, à exceção da região de Tofino que podemos chegar de carro. Já a costa leste, mais protegida e próxima do continente, existe uma estrada que conecta a capital Victória no extremo sul da ilha, até as distantes cidades do norte como Port Hardy, Holberg e Winter Harbour.

Início do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Início do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Explorar a ilha em 5 ou 6 dias, prazo definido pelo casal, não é tarefa fácil, pois além de grande há muito para ser visto, então recorremos à velha tática do mapa! No ferry mesmo consegui um mapa meio genérico e tentei pegar umas dicas com os nossos amigos ilhéus que moram no norte da ilha. As dicas que vieram foram razoáveis, confesso que esperava mais. Tofino todo mundo que viaja por esses lados já ouviu falar, a praia dos surfistas e “aparentemente” tem um parque legal nas proximidades. Um tour para avistar baleia, ok, este também já estava agendado. Victoria, a capital do estado, é óbvio que não poderia faltar. Mas deve haver algum lugar bacana para trilhas?, eu perguntei. Eles, como bons lenhadores, falaram que caminham por tudo, “Em uns lugares da ilha você encontra umas árvores imensas que são necessários 10 homens para abraçá-las”! Mas deu para sentir que não sabiam muito o que me indicar. Bom, olhei o mapa e vi uma mancha verde no meio da ilha, apontei ao Rodrigo e disse, é para lá que vamos! Sem dúvida encontraremos algo bacana.

Fiona no Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Fiona no Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


O Strathcona Provincial Park é imenso e tem mais de um acesso. Aos que vem do norte da ilha a primeira entrada é a área do Buttle Lake. Aos que vem do sul a principal área para explorações é o Forbbiden Plateau, com o acesso feito pelo Mount Washington. Vindos de Port Hardy no final do dia, decidimos nos hospedar na cidade de Campbell River, há menos de 30 km do Buttle Lake.

Strathcona Lodge, bem ao lado do Buttle Lake, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Strathcona Lodge, bem ao lado do Buttle Lake, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Sem um centro de visitantes, a dica é parar no Strathcona Lodge, onde além de belas vistas do lago, você conseguirá um mapa básico e informações sobre o parque, estradas e trilhas da área. Christine, uma das diretoras do lodge, conhece o lugar como a palma da mão e é super disponível para orientar os turistas sobre tempos de caminhadas e dicas da região. Com apenas um dia para explorar a área a nossa programação foi dirigir na estrada que contorna o Buttle Lake e fazer algumas trilhas curtas para esticar as pernas.

Um canyon e uma cachoeira direto para o Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Um canyon e uma cachoeira direto para o Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


O cenário de lagos e montanhas é sensacional, um dos mais bonitos do parque! A estrada tem várias paradas e vistas maravilhosas do lago. Ao longo da rodovia é fácil encontrar áreas de camping, piquenique e trilhas curtas na floresta e para algumas cachoeiras.

O belíssimo cenário do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá

O belíssimo cenário do Buttle Lake, no Strathcona Provincial Park, na Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Nós seguimos as dicas de Christine e fomos até a Myra Falls, onde fizemos duas trilhas para conhecer a Upper Myra Falls (8km ida e volta) e a Lower Myra Falls (pouco mais de 1 km ida e volta). A primeira tem uma caminhada bonita pela floresta e a vista da cachoeira de um mirante, mas a segunda que está mais próxima da estrada é ainda mais bonita!

caminhada em meio à mata no Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

caminhada em meio à mata no Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


Uma das mais belas cachoeiras do Strathcona Provincial Park, no interior da  Vancouver Island, costa oeste do Canadá

Uma das mais belas cachoeiras do Strathcona Provincial Park, no interior da Vancouver Island, costa oeste do Canadá


O segundo dia de explorações foi na área do Forbidden Plateau. O nome é estiloso, mas o plateau não é nada proibitivo, pelo contrário, suas pradarias e lagos oferecem trilhas super agradáveis de todos os níveis de dificuldade. Aos hikers que gostam de travessias e longas jornadas, pode-se cruzar o parque todo até o Buttle Lake, passando pelo alto de montanhas nevadas em 3 ou 4 dias de caminhada.

O mapa das trilhas no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

O mapa das trilhas no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


O centro de visitantes normalmente estaria fechado nesta época, mas o dia estava tão bonito que uma voluntária resolveu ir até lá e fez a sua boa ação ajudando as dezenas de turistas que aproveitavam o sol na segunda-feira de Thanksgiving.

Pássaros nos acompanham no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Pássaros nos acompanham no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Nós fechamos um roteiro para explorar bem a região, em uma caminhada de umas 5 ou 6 horas percorremos 18 quilômetros de trilhas, passando pelo Paradise Meadows, Helen Mackenzie e Battleship Lake, entre florestas e lagos fomos nos aproximando das altas montanhas.

caminhada pelos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

caminhada pelos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Cada lago é um novo cartão postal, no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Chegamos ao Lago Croteau e ainda decidimos continuar para o Kwai Lake para conectar à trilha que nos levaria para o outro lado do Lake Helen Mackenzie. Uma caminhada belíssima, com a temperatura ideal, céu azul e paisagens ainda mais bonitas neste início de outono. Folhas amarelas e vermelhas mescladas ao verde das coníferas, refletidos nos lagos e contrastados pelo azul do céu, simplesmente fantástico.

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Trilha cheia de maravilhosos lagos no Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá


Logo tudo isso estará coberto por neve e a área se tornará um dos principais centros de esqui da ilha, estrelando o Mount Washington. Não importa a época que você venha, conhecer o Strathcona Park é uma das melhores formas de conhecer os lagos, montanhas e florestas da Columbia Britânica.

Relaxando em um dos muitos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Relaxando em um dos muitos lagos do Forbidden Plateau, a parte alta do Strathcona Provincial Park, em Vancouver Island, oeste do Canadá

Canadá, Campbell River, Ilha de Vancouver, Parque Estadual, Strathcona Provincial Park, Trekking, trilha, Vancouver Island

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Seu Francisco, o nosso Francisco…

Brasil, Minas Gerais, Delfinópolis (P.N. Serra da Canastra), São João Batista (P.N. Serra da Canastra)

Nossa logo na placa no Caminho do Céu, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG

Nossa logo na placa no Caminho do Céu, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG


Oswaldo Montenegro tem um álbum maravilhoso onde ele canta as melhores canções do Seu Francisco, Chico Buarque, o nosso Francisco... na introdução da música “A Banda” ele fala desse jeitinho, gostoso, intimista de um dos maiores músicos brasileiros. Eu peço licença para usar o mesmo carinho e intimidade para falar de outro Chico que faz parte da vida de milhares de brasileiros. Tão fluido como a música, límpido, transparente, e às vezes gélido, como o compositor, o Rio São Francisco.

Caminho do Céu, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG

Caminho do Céu, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG


Cruzamos a Serra da Canastra por um caminho diferente, nas estradas de 4x4 volta e meia desbravadas por valentes carros sem tração mas com muita determinação. Saímos de Delfinópolis cedo em direção ao vilarejo de São João Batista. O roteiro passava pelo Caminho do Céu, estrada que sobe a serra atravessando a crista de uma montanha e que chega a mais de 1500m de altitude. Lá de cima temos uma vista maravilhosa da região e conseguimos enxergar o próximo destino, as montanhas do Parque Nacional da Serra da Canastra. No caminho, além de muitas fazendas de gado e produção do famoso queijo canastra, vemos a Serra Branca. Vencida esta grande subida, finalmente avistamos o nosso primeiro objetivo do dia, a Casca D´Anta.

Estrada 'Caminho do Céu', próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG

Estrada "Caminho do Céu", próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG


De longe já podemos perceber o poder do nosso Francisco. Sabemos que ali próximo está a sua nascente, no entanto já o vemos despencar, majestoso, do alto de 186m, formando esta belíssima cachoeira. A Casca D´Anta já fica dentro da parte baixa do Parque Nacional, bem estruturado com banheiros, mirante e uma trilha bem sinalizada. Para chegar à parte alta do parque pode-se seguir em torno de 60km de carro ou ainda caminhar uma hora por uma trilha, acompanhado de monitores do parque. A queda é imensa, ainda estava na sombra e com bastante vento, mas tomamos coragem e entramos no lago que chega a até 30 metros de profundidade!

A primeira grande queda do São Francisco, a Casca d'Anta, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG

A primeira grande queda do São Francisco, a Casca d'Anta, próximo à Delfinópolis na região da Serra da Canastra - MG


Meu primeiro banho nas águas do Rio São Francisco foi rápido, mas muito emocionante! A água estava tão gelada que não agüentei muito tempo lá dentro. Tivemos sorte de chegar em um período mais seco, pois em épocas mais chuvosas é quase impossível se banhar na parte baixa, tamanho o vapor d´água e vento que a cachoeira forma.

Primeira ponte sobre o Rio São Francisco, no Parque da Serra da Canastra - MG

Primeira ponte sobre o Rio São Francisco, no Parque da Serra da Canastra - MG


Seguimos para a parte alta do parque, passando pela cidadezinha de São Roque, chegamos à portaria do parque de mesmo nome. São quilômetros e quilômetros de cerrado, com os olhos atentos procurando os tamanduás-bandeira, cervos e outros animais. No caminho passamos pela nascente do Rio São Francisco, onde o velho Chico é ainda apenas uma criança. Mais alguns quilômetros e chegamos à parte alta da Casca D´Anta, onde o rio, já mais largo, forma um pequeno cânion e outras belas cachoeiras.

Primeira cachoeira do Rio São Francisco, na Serra da Canastra - MG

Primeira cachoeira do Rio São Francisco, na Serra da Canastra - MG


Indo embora, quase sem esperanças de avistar um tamanduá, cruzamos o bichão lindo no meio da estrada! Essa hora é difícil decidir se damos as costas para pegar a máquina fotográfica ou se ficamos olhando antes dele fugir e se esconder novamente. Tentei fazer as duas coisas ao mesmo tempo, mas ele foi mais rápido e não conseguimos bater boas fotos, infelizmente. De quebra vai a foto de uma cerva, linda!

Cervos no Parque da Serra da Canastra - MG

Cervos no Parque da Serra da Canastra - MG


Chegamos á São João Batista, um arraialzinho vizinho do parque, outra bela base para a Serra da Canastra. Muito mais roots e muito mais próximo do parque e possui diversas de cachoeiras para explorar também. Ficamos na Pousada da Serra, onde conhecemos o Ricardo, outro aventureiro e expedicionário de plantão. Trocamos ótimas experiências e dicas para as nossas viagens. Quem sabe nos cruzamos nas estradas desse mundão véio sem porteira! Jantamos no Bar do Seu Vicente, na cozinha da sua casa, puxando um bom dedin de prosa sobre os causos da região. Dormimos tarde, ao som do lobo guará que uivava para a lua cheia que, por sua vez, iluminava a todos: a Canastra, o Seu Francisco e a Fiona em mais uma destas 1000 noites.

Fazendo ioga ao lado do São Francisco, na Serra da Canastra - MG

Fazendo ioga ao lado do São Francisco, na Serra da Canastra - MG

Brasil, Minas Gerais, Delfinópolis (P.N. Serra da Canastra), São João Batista (P.N. Serra da Canastra), Cachoeiras

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God save the Queen!

Ilhas Virgens Britânicas, Tortola - Road Town

Vista de Tortola, em BVI, do alto das montanhas

Vista de Tortola, em BVI, do alto das montanhas


As Ilhas Virgens Britânicas ficam a apenas 25 minutos de barco das USVIs, mas já possuem um clima completamente diferente. Não estou falando de tempo e temperatura, mas sim da personalidade. Chegamos de barco de St John e passamos pela fronteira no pequeno porto de West End. O bom humor dos oficiais da alfândega já demonstrava que estávamos realmente em outro país. Seguimos de táxi dali para o nosso hotel em Road Town, descrita no guia e pelos seus vizinhos como uma cidade congestionada, super agitada, uma cidade grande para os padrões das virgens. Realmente é, mas dentre prédios de 200 anos de idade na estreita Main Street até a Vilagge Cay, uma das várias marinas de BVI, respiramos história, apreciamos a arquitetura e mergulhamos na cultura da ilha.

Nosso carro alugado em Tortola - Ilhas Virgens Britânicas

Nosso carro alugado em Tortola - Ilhas Virgens Britânicas


É curioso como a colonização faz ilhas tão próximas serem tão distintas. Os americanos não conseguem colocar personalidade no que fazem, tudo é muito prático e agilizado, mas não tem sabor. Aqui, nos sentimos em uma cidade de verdade e não em uma cidade planejada pelo marketing da empresa com objetivo de vender, vender e vender. As estradas não são bem cuidadas como as americanas, mas nos levam da mesma forma para conhecer as suas montanhas e praias quase intocadas. Fomos ao Parque Nacional de Sage Mountain, onde trilhas bem marcadas e completamente integradas a natureza nos lembram como é bom fazer parte dela, sem precisar asfaltar e colocar 250 placas de “warning” para que possamos alcançar o pico.

Caminhada no Pàrque da Sage Mountain, a mais alta das Ilhas Virgens Britânicas

Caminhada no Pàrque da Sage Mountain, a mais alta das Ilhas Virgens Britânicas


Descemos as montanhas e seguimos para Brewers Bay, uma das bucólicas praias no litoral norte, com vista para as montanhas, ao som do mar e do mugido da vaca injuriada porque não conseguia socializar com as galinhas. Seguimos pela estrada costeira conhecendo cada vila, cada povoado: Cane Garden Bay, Carrot Bay e Apple Bay. Paramos para jantar em uma das vilas de pescadores para terminar o dia longe dos turistas, imersos na cultura local.

Praia de Brewers Bay, em Tortola - BVI

Praia de Brewers Bay, em Tortola - BVI


As BVIs são autênticas, tem uma personalidade mais “roots”, nos energiza e conecta novamente com o ambiente em que estamos inseridos, torna a viagem mais real e nos faz lembrar como a vida deve ser vivida de forma intensa, mas serena, cheia de energia, mas simplesmente no tempo certo. God save the Queen!

Praia de Brewers Bay, em Tortola - BVI

Praia de Brewers Bay, em Tortola - BVI

Ilhas Virgens Britânicas, Tortola - Road Town, British Virgin Islands, BVIs, Montanha, Parque, Praia, trilha

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Preserve o Muriqui

Brasil, Minas Gerais, Ipanema (Reserva dos Muriquis)

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Nestas nossas andanças pelos Parques Nacionais, Áreas de Preservação e Reservas Naturais uma das minhas vontades, inclusive já colocada aqui neste blog, é de ser pesquisadora na próxima encarnação. Muitas destas áreas só liberam a entrada para pesquisadores, biólogos, geólogos, etc. Para a nossa felicidade, este não é o caso da RPPN Feliciano Abdala. A Reserva Particular de Patrimônio Natural foi criada pelo Sr. Feliciano Abdala, um visionário fazendeiro da região de Ipanema – MG, que pôde conciliar a atividade agropecuária, cultivo de café e gado, com a preservação da mata que fazia parte da sua fazenda. Segundo Bragança, chefe do parque, a visão de preservação da mata já era anterior, tendo sido um pedido do antigo dono que vendeu a área ao Sr. Feliciano. Quando este se comprometeu a preservar a mata existiam apenas 8 primatas na sua área, hoje são mais de 300 indivíduos, apenas desta espécie.

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Os Muriqui é, das espécies de primatas, uma das mais dóceis, por isso mesmo está arriscada de extinção. Só na RPPN dos Muriquis são 4 grandes bandos, sendo o maior deles com mais de 130 indivíduos. Eles convivem na reserva com outras 3 espécies de macacos, o Sagui e o Macaco Prego, mais difíceis de serem avistados e o Bugio, fácil de ser localizado pelo seu barulho ensurdecedor.

Os pequenos saguis na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Os pequenos saguis na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Mirante de observação da RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Mirante de observação da RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


A área tem em torno de 1500 hectares, incluindo as matas vizinhas à reserva onde os Muriquis também transitam, por isso o trabalho para encontrá-los não é simples. São 3 biólogos que trabalham seguindo os 4 grupos durante uma semana inteira. Eles acompanham os macacos desde cedo, desde a hora que acordam, marcam o local em que eles param para dormir no final da tarde e tornam a encontrá-los no mesmo ponto para recomeçar o dia de pesquisa. Quando os grupos estão localizados, é muito mais fácil para um turista avistá-lo, seguindo as orientações de um destes 3 biólogos. Porém há um dia na semana em que os biólogos saem do campo para fazer o trabalho administrativo e assim os perdem de vista. O dia seguinte acaba sendo sempre de muita caminhada em busca dos Muriquis. Nós tivemos a grande sorte de chegar neste dia, onde pudemos sentir na pele parte do trabalho que estes pesquisadores têm para encontrar os bichinhos. Chegamos lá as 8h30 da manhã e após assistir a uma reportagem sobre a RPPN começamos a caminhar, perto das 9h.

Caminhando na mata a procura dos Muriquis, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Caminhando na mata a procura dos Muriquis, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


O Bragança já tinha uma pista e foi por esta mata que começamos a procurar. Atravessamos a fronteira da reserva por trilhas já demarcadas pelos pesquisadores e chegamos a sentir o cheiro e ver as frutas que eles haviam acabado de comer, mas não tivemos nenhum sinal sonoro do bando. Este é facilmente reconhecido pela sua vocalização, parecida com um relinchar de um cavalo.

Frutas comidas pelos Muriquis, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Frutas comidas pelos Muriquis, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Caminhamos pouco mais de duas horas, onde tivemos a sorte de encontrar as outras 3 espécies de primatas que habitam a área, o Bugiu que é o mais fácil de encontrar foi o primeiro ainda ao lado da sede, logo depois o Sagui e o Prego deram o ar da graça. Os Muriquis nos deram uma bela canseira, mas quando conseguimos encontrá-los foi um verdadeiro show da natureza.

Bugio Gritador, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Bugio Gritador, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Estava acontecendo um encontro de grupos e por isso eles ficaram muito alvoroçados em uma gritaria absurda, parecia que tinham uns 6 potros pendurados nas árvores. Nunca atravessei um cafezal tão rápido na minha vida, correndo por entre os pés de café chegamos à mata e tivemos em torno de 10 minutos de interação com os muriquis. Lindos! Chegam a quase 1,5m de altura, totalmente pacíficos não possuem um macho dominante, de onde podemos concluir que são dos primeiros primatas democratas da história. As fêmeas do grupo migram para grupos vizinhos quando atingem a idade adulta, para evitarem a consangüinidade, já que esta também pode ser coberta por vários machos no mesmo cio.

Foi apaixonante e nada difícil entender por que a Tati, bióloga que nos ajudou a encontrar o grupo, escolheu esta rotina. Ela sabe o nome de cada um dos Muriquis, que são diferenciados pela sua despigmentação no rosto, a Roberta, Mel, Eric Clapton e assim por diante. A Roberta, senão me engano, foi a macaca que ficou mais intrigada com a nossa presença, pois percebeu que não éramos parte da equipe que já estão acostumados. Ela parou em um galho próximo a nós e nos encarava, observava, fazia movimentos preocupados enquanto o restante do bando passava seguindo o seu caminho. Infelizmente tudo que é bom dura pouco, minha vontade era de me juntar à Tati e continuar seguindo esses lindos animais.

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Visão próxima dos Muriquis, maior primata das Américas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Além dos macacos a reserva abriga milhares de espécies de animais comuns à Mata Atlântica e possui também horta orgânica e um grande viveiro de mudas nativas, com mais de 80 espécies e 150 mil mudas que irão ajudar a recuperar áreas dentro e fora da reserva.

Horta orgânica, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Horta orgânica, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Plantio de mudas de árvores nativas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Plantio de mudas de árvores nativas, na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Bando de Anus Negros na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Bando de Anus Negros na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG


Os Muriquis são considerados os maiores primatas do Continente Americano, por isso mesmo uma viagem de 1000dias pelas Américas não poderia deixar de conhecê-los.

Enorme jequitibá na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Enorme jequitibá na RPPN Feliciano Abdalla, Reserva dos Muriquis, em Ipanema, próximo a Caratinga - MG

Brasil, Minas Gerais, Ipanema (Reserva dos Muriquis), Animal, Ipanema, Macaco, muriquis, Parque, primata, RPPN Feliciano Abdala

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Furo Velho e Fortalezinha

Brasil, Pará, Algodoal

A bela Praia da Princesa na maré baixa, na região de Algodoal - PA

A bela Praia da Princesa na maré baixa, na região de Algodoal - PA


Estamos na Ilha de Maiandeua, localizada no litoral paraense ela possui quatro comunidades, sendo a principal delas a de Algodoal. Ela tem um “q” de Ilha do Mel, lá no litoral do Paraná, onde eu e Rodrigo casamos e por isso temos grande carinho. Não possui carros, apenas ruas de areia para as bicicletas e carroças. Faz parte de uma reserva ambiental formada para preservar seus quilômetros de praia deserta, dunas, mangues e lagoas.

Atravessando igarapé de canoa em direção ao Furo Velho, na região de Algodoal - PA

Atravessando igarapé de canoa em direção ao Furo Velho, na região de Algodoal - PA


Para explorar um pouco mais a ilha decidimos que hoje iríamos conhecer outra comunidade, conhecida como Fortalezinha. Lá quase não há estrutura turística e a população vive basicamente da pesca. Ela fica há 12 km de Camboinha, vila vizinha à Algodoal, com acesso pela trilha dos postes de luz ou pelos 15km pela Praia da Princesa. Nosso plano inicial era cruzarmos de barco o trecho de mangue para Camboinha, andar os 12km até Fortalezinha e voltar pela praia. Pesquisamos e descobrimos que não haviam tantas atrações neste caminho, além de ser um dos lugares que nos disseram ser perigoso, pois outro casal de turistas estrangeiros foi assaltado por três moleques há algum tempo atrás. Decidimos então fazer um passeio diferente, seguir de barco pelo igarapé ao lado da pousada até o famoso Furo Velho.

Revoada de pássaros no nosso caminho para a vila da Fortalezinha, na região de Algodoal - PA

Revoada de pássaros no nosso caminho para a vila da Fortalezinha, na região de Algodoal - PA


O mesmo igarapé encontra outro rio um pouco maior e forma o Furo Velho, grande barra de rio que deságua a mais ou menos 5km de Fortalezinha. Dali seguimos caminhando até a comunidade. Pouco antes de sairmos encontramos a Marjorie, nossa amiga francesa do barco, que decidiu ir conosco.

A Marjorie e sua sombrinha da Guiana, na canoa no Furo Velho, na região de Algodoal - PA

A Marjorie e sua sombrinha da Guiana, na canoa no Furo Velho, na região de Algodoal - PA


No passeio pelo mangue vimos alguns caranguejos, gaviões, cruzamos um barco lotado de canoeiros que haviam saído em uma incursão para buscar madeira para construir a Associação de Canoeiros de Algodoal. Infelizmente os macacos prego e os guarás não quiseram dar o ar da graça. O Roberto, canoeiro que nos guiou pelo igarapé, foi nos contado histórias da vila e curiosidades regionais. Uma delas foi sobre o consumo do turú, minhoca (ou larva?) que vive nos troncos das árvores do mangue, tem a cabeça dura como pedra e vive dentro da madeira, se alimentando dessa matéria orgânica. Perguntamos o gosto e ele disse que parece gosto de água mesmo, a água do mangue onde ela vive. Muito rica em proteínas, tem a grossura de um dedo e pode ser comida crua, mas fica boa mesmo quando frita. Umas dez unidades podem ser uma boa porção para uma pessoa. Não vimos nenhuma para fotografá-la, mas eu imagino bem como é e não tenho muita curiosidade em prová-la não.

Com nossos remadores e a Marjorie, na boca do Furo Velho, na região de Algodoal - PA

Com nossos remadores e a Marjorie, na boca do Furo Velho, na região de Algodoal - PA


Chegamos ao Furo Velho, imensa barra de rio, quase impossível acreditar que conseguiremos passar por ali a pé na maré baixa. 5km depois estávamos na Fortalezinha. Mais um rio para cruzar, com a maré cheia o seu Eusébio nos buscou de canoa e paramos logo ali mesmo, no restaurante à beira da barra. O simpático Jonas nos preparou um peixe fresquinho, arroz e vinagrete. Algumas cerpas geladas e já estávamos prontos para o retorno.

A Cerpa grandona. Essa, só se acha aqui, no Pará! (na região de Algodoal - PA)

A Cerpa grandona. Essa, só se acha aqui, no Pará! (na região de Algodoal - PA)


Pouco antes de partirmos chegou um capa ali, brindando sua neta que havia nascido há 6 meses (ham?) e contando que sua esposa estava doente, ele suspeitava de malária. O Rodrigo logo falou, “não, malária não pega por aqui”, eu acho que no fundo ele pensa que essas coisas não existem, pelo menos não onde ele estiver. Mas Jonas logo o surpreendeu, contando que há 9 anos a Vila da Fortalezinha foi tomada por um surto de malária, 600 das 800 pessoas que viviam ali pegaram a doença, ele próprio diz que já pegou 3 vezes! Milagre estar vivo! Ele nos contou também uma receita para imunizar o corpo contra aquele peixinho de esporão venenoso que falei ontem, esqueci o nome do bicho. Quando ele era criança pisou num desses e gritando de dor, foi parado por um senhor pescador que disse que para ele nunca mais sentir dor desse bicho, ele tinha que comer ele cru, ali mesmo! Garoto, não pensou duas vezes, limpou o peixe e fincou o dente na carne dura do peixinho. Dali em diante nunca mais sentiu a dor desta espora! Conhecimentos práticos de uma vida ribeirinha não têm preço.

Com a Marjorie, no igarapé da Fortalezinha, já na maré seca (região de Algodoal - PA)

Com a Marjorie, no igarapé da Fortalezinha, já na maré seca (região de Algodoal - PA)


Demorada a despedida, estava difícil ir embora daquela simpática comunidade, mas ainda tínhamos 15km pela frente, já eram 16h da tarde. Cruzamos o riacho e quem encontramos!? Os guarás! Finalmente vimos esse lindo animal mais de perto. Eles são de uma cor vermelho sangue inacreditável, culpa do crustáceo do qual eles se alimentam.

O incrível guará-vermelho, na Fortalezinha, na região de Algodoal - PA

O incrível guará-vermelho, na Fortalezinha, na região de Algodoal - PA


Voltamos na caminhada em ritmo forte e descobrindo uma nova praia. A maré baixa quase 1km e desvenda toda uma nova paisagem. Encontramos vários caranguejos no caminho, valentes e brigões eles nos enfrentam até cair de costas, com o peso suas patolas imensas!

Um dos muitos carangueijos corajosos que nos enfrentaram no nosso caminho pela praia até Fortalezinha, na região de Algodoal - PA

Um dos muitos carangueijos corajosos que nos enfrentaram no nosso caminho pela praia até Fortalezinha, na região de Algodoal - PA


Mal reconhecemos o Furo Velho na maré baixa, passamos com água nas canelas no mesmo rio que nos trouxe até aqui. Seguimos caminhando, conversando, treinando o meu ouvido para o francês da Guiana com Marjorie, revisando roteiro de viagem por lá e torcendo para a noite não cair.

A bela Praia da Princesa na maré baixa, na região de Algodoal - PA

A bela Praia da Princesa na maré baixa, na região de Algodoal - PA


De repente avistamos uma casa, ela parece familiar, mas ainda estaríamos na metade do caminho, não é possível. Vi um pescador, perguntei e sim, era ela, o Bar das Pedras! Os nossos 15km de praia não passavam de 10km, o pessoal daqui tem realmente um problema com as distâncias. Chegamos na barraca do Seu José Cristo ainda com luz, tomamos um banho de mar, nos despedimos dele prosseguimos, felizes pelo encurtamento da andança, até a nossa pousada.

Caminhando pela Praia da Princesa, durante a maré baixa, entre Fortalezinha e Algodoal - PA

Caminhando pela Praia da Princesa, durante a maré baixa, entre Fortalezinha e Algodoal - PA


Nós perdemos a noção do que é andar muito ou pouco, coitada da Marjorie, já estava podre, nem imaginava a pernada que ia ser. Trocamos emails, telefones, contatos, pois tentaremos nos encontrar na Guiana Francesa semana que vem. Mais um dia “daqueles”, caminhadas por cenários maravilhosos, experiências e aprendizados.

Aproveitando a maré baixa para cuidar do barco, em Algodoal - PA

Aproveitando a maré baixa para cuidar do barco, em Algodoal - PA

Brasil, Pará, Algodoal, Dunas, Fortalezinha, Ilha de Algodoal, mangues, Marudá, Praia

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Crossing Puerto Rico

Porto Rico, La Parguera

Vista do hotel em La Parguera - Litoral Sudoeste de Porto Rico

Vista do hotel em La Parguera - Litoral Sudoeste de Porto Rico


Acordamos hoje com o maior pique para um programa diferente: explorar as imensas Cavernas do Rio Camuy e conhecer o maior rádio-transmissor do mundo no Observatório de Arecibo! O que é isso? Pois é, eu também não teria idéia se não fosse o James Bond! Lembram aquela antena parabólica gigante dentro de um buraco que o 007 cai rolando para impedir o Golden Eye? Então, é lá mesmo, mas infelizmente não tivemos sucesso na empreitada, os dois parques fecham segundas e terças-feiras e precisamos mudar os planos.

Próxima parada, Cerro Punta! O pico mais alto de Porto Rico que possui em torno de 1.400m. Havíamos nos informado com a Bernice (vejam mais detalhes sobre ela no blog do Rodrigo), e ela nos disse que poderíamos ver toda a ilha lá de cima se o dia estivesse aberto. Mudamos de estrada e seguimos para La Carretera Panorâmica! Urgh, eu já embrulho só de pensar, essas rotas panorâmicas são lindas, mas tem tantas curvas que me dão o maior enjôo. Bem, lá fomos nós, de novo parecia que estávamos no Brasil, montanhas e mais montanhas com muito verde, mata, rios e bambuzais. Lindo demais! Passamos por uma das entradas do parque, que no mapa claramente estava muito distante do Cerro Punta, então seguimos adiante em busca da outra entrada. Quando vimos já estávamos lejos, muy lejos e não tinha entrada coisa nenhuma. A esta altura acho que o Ro já estava meio cansado e eu, verde, não tinha condições de interagir.

Depois de cruzarmos quase metade do país, decidimos ir para o nosso próximo destino previsto para a semana, a cidade de Parguera, um dos melhores pontos de mergulho da ilha! Juro, nossa intenção era de fazer programas diferentes, mas em uma ilha de 130 x 40km depois de 4h no volante, não tínhamos mais onde chegar senão no litoral. Amanhã já está agendado mais um mergulho em uma parede com uns 30 metros de visibilidade e à tarde, praia! Peço desculpas aos não mergulhadores, mas estamos no Caribe e temos que aproveitar. Os próximos dias atravessando Porto Rico prometem muitas trilhas, cachoeiras, observatórios e cavernas!

Placa de aviso de Tsunami em La Parguera - Litoral Sudoeste de Porto Rico

Placa de aviso de Tsunami em La Parguera - Litoral Sudoeste de Porto Rico

Porto Rico, La Parguera,

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Na estrada de Atitlán

Guatemala, San Marcos La Laguna, Quetzaltenango

Admirando a beleza da laguna Atitlán e de seus vulcões, em San Marcos La Laguna, na Guatemala

Admirando a beleza da laguna Atitlán e de seus vulcões, em San Marcos La Laguna, na Guatemala


Assim nos despedimos do Lago Atitlán. Acordamos cedo, tomamos um café da manhã bem saudável e fomos para o parque/praia da vila, direto para as pedras.

Dia de sol na espetacular laguna Atitlán em San Marcos La Laguna, na Guatemala

Dia de sol na espetacular laguna Atitlán em San Marcos La Laguna, na Guatemala


O sol estava delicioso, a paisagem sensacional! Eu não queria me despedir, demorei a tomar coragem para entrar na água fria, mas eu não sairia dali sem um último mergulho. Subi ao trampolim e correndo dei o meu salto derradeiro na cratera alagada.

Um mergulho em Atitlán com os três vulcões a observar! (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)

Um mergulho em Atitlán com os três vulcões a observar! (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)


Sabem como é, dia de despedida, até me rendi aos chocolates de Olga, Benjamin e Shani. Mas no final, são tão pidunchos que a coração mole aqui acabou dando o mesmo chocolate para eles dividirem! Puro cacau!

Amizade com as crianças de San Marcos La Laguna, na Guatemala

Amizade com as crianças de San Marcos La Laguna, na Guatemala


A viagem hoje não seria muito longa, mas tínhamos algumas paradas obrigatórias no caminho. Como fizemos a viagem de vinda durante a noite, perdemos as melhores vistas do alto da cordilheira vulcânica que cerca o lago. A primeira parada foi em uma das infindáveis curvas que sobem a serra. A vista para o lago era simplesmente sensacional!

O incrível visual da Laguna Atitlán e seus três vulcões! (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)

O incrível visual da Laguna Atitlán e seus três vulcões! (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)


Já no alto, vamos circundando a cratera, entre curvas, montanhas e pequenas vilas e encontramos outro mirante de onde podemos ver até o estreito onde está a cidade de Santiago de La Laguna, a segunda maior cidade em torno do lago, onde 95% da população é indígena e quase não se vêem turistas.

Placa bilíngue no mirante da Lauguna Atitlán (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)

Placa bilíngue no mirante da Lauguna Atitlán (em San Marcos La Laguna, na Guatemala)


Neste ponto encontramos um grupo de jovens mesclado, 3 estudantes de arquitetura da capital, com os seus amigos viajantes, 2 argentinos e 1 suíço que vive em Medellín. Eles ficaram super curiosos sobre a viagem e quando vieram falar conosco já haviam acessado o site e até nos mandado um tweet! Amo a tecnologia!

Encontro com argentinos, guatemaltecos e um suiço no mirante de Atitlán, saindo de San Marcos La Laguna, na Guatemala

Encontro com argentinos, guatemaltecos e um suiço no mirante de Atitlán, saindo de San Marcos La Laguna, na Guatemala


Dali demos carona até o povoado mais próximo para o Don Lorenzo, nome bem italiano para um tiozinho 100% indígena. Fomos conversando com ele sobre os costumes, línguas e religiões indígenas. Ele confirmou uma suspeita, em cada região as mulheres se vestem com um tipo de saia e tecido. Em uma primeira olhada parecem todas iguais, mas aos poucos notamos que mudam as cores, o quadriculado, a forma de amarrar a saia, etc.

Roupa típica na região do lago Atitlán, em San Marcos, na Guatemala

Roupa típica na região do lago Atitlán, em San Marcos, na Guatemala


Segundo ele já foram registrados 22 idiomas mayas diferentes na Guatemala, e o K´iqche´está entre os 4 mais falados. Curioso foi que levei uma bela pregação quando perguntei a ele da religião maya, mas para minha surpresa foi uma pregação católica! “Existe apenas um Deus, ele nos criou e seu filho morreu por nós!” Vivendo e aprendendo.

As igrejas evangélicas são muito fortes em toda a Guatemala (em San Pedro la Laguna, no lago Atitlán)

As igrejas evangélicas são muito fortes em toda a Guatemala (em San Pedro la Laguna, no lago Atitlán)

Guatemala, San Marcos La Laguna, Quetzaltenango, Estrada

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Coyoacán e Xochimilco

México, Cidade do México

As típicas Catrinas mexicanas, aqui representando os artistas famosos na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

As típicas Catrinas mexicanas, aqui representando os artistas famosos na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Após um chá de cadeira de 4 dias do técnico que estava arrumando o meu notebook e livrando-o do malware que o travou, finalmente conseguimos encontrá-lo! Foram 3 dias de atraso, desencontros e desespero, pois isso me rendeu um atraso ainda maior nos posts. Decidimos que de hoje não passava, o perseguimos após furar o horário combinado as 10h, fomos até o seu trabalho e o conseguimos finalmente reaver o equipamento as 13h! Assim, saímos novamente tarde para as explorações do dia, hoje nos bairro de Coyoacán e Xochimilco e com a participação especialíssima do nosso amigo Rodz Marc!

Com nosso anfitrião na Cidade do México em visita ao bairro de Coyoacán, terra de Frida Kahlo

Com nosso anfitrião na Cidade do México em visita ao bairro de Coyoacán, terra de Frida Kahlo


Começamos o tour tardio em Coyoacán, bairro conhecido por abrigar artistas e famosos como Hernán Cortês, Frida Kahlo, seu marido Diego Rivera e Leon Trotsky. Peraí, eu falei Cortês? Isso mesmo, Coyoacán, também conhecida como “O lugar dos coiotes” (em náhuatl), foi a base para o conquistador espanhol após a queda do Imperio Azteca e sua capital Tenochtitlán.

Entrada do museu Frida Kahlo, onde a artista viveu com Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Entrada do museu Frida Kahlo, onde a artista viveu com Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Fomos direto para o Museu Frida Kahlo, a ilustre Casa Azul. Foi nesta casa que a renomada artista mexicana nasceu, viveu e morreu, passando por momentos tensos como a sua recuperação após um atropelamento que a levou a mais de 20 cirurgias e à perda da capacidade de ter filhos. Não por acaso estas cicatrizes são parte freqüente de sua obra, que se tornou mundialmente conhecida.

Visitando a Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Visitando a Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


Frida conheceu Diego Rivera, célebre pintor e escultor mexicano, justamente buscando opiniões e a críticas ao seu trabalho e Diego sempre foi o seu maior incentivador e fã. Ainda assim a relação do casal foi turbulenta, devido às infidelidades que pareciam ser constantes. Frida com seus casos homossexuais e Diego com sua galinhagem que lhe era peculiar. A traição que colocou um ponto (e vírgula) no relacionamento deles foi entre Diego e sua cunhada, Cristina, a irmã mais nova de Frida. Como diria uma amiga minha, isso “épacabá” com qualquer uma mesmo! Frida se separou de Diego na mesma hora e teve uma revanche à altura, tendo um caso com o amigo exilado de Diego, León Trótsky. ! Porém a paixão era maior e os dois tornaram a se casar no ano seguinte.

Foto tradicional na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Foto tradicional na Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


O museu-casa é uma coleção de objetos pessoais e obras de arte que vão da sala de estar à cozinha, passando pelo quarto em que Frida ficou deitada por meses na sua recuperação do acidente. Passamos por seu atelier com suas tintas, estudos, livros e cavaletes até chegar ao quarto. Na cama foi instalado um espelho, pois uma de suas fixações era o auto-retrato. Ao lado da cama está inclusive a perna mecânica que a artista utilizou. Sua personalidade forte está marcada em cada detalhe da casa, suas coleções de cerâmica e até de arte pré-hispânica.

Pátio interno da Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México

Pátio interno da Casa de Frida Kahlo e Diego Rivera, em Coyoacán, bairro de Cidade do México


No jardim, uma das partes mais emocionantes do museu, fotos acompanhadas de frases nos mesmos locais onde cada um daqueles momentos aconteceu. Um jardim delicioso e que vem acompanhado de um café e uma lojinha de souvenirs com a marca Frida Kahlo, irresistível!

A movimentada praça central de Coyoacán, bairro da Cidade do México

A movimentada praça central de Coyoacán, bairro da Cidade do México


Almoçamos em um bistrô ao lado da Plaza Hidalgo, principal centro gastronômico do bairro. Restaurantes lotados e praça repleta de gente feliz, balões, famílias, cachorros e toda aquela festa de final de semana. Infelizmente tivemos que deixar a caminhada pelas ruas coloniais de Coyoacán, o Museu de Trótski e a Casa de Cortês para uma próxima visita. Saímos daqui direto para o mais mexicano dos bairros da capital, Xochimilco.

Com o Rodrigo em almoço rápido em Coyoacán, bairro de Cidade do México tornado famoso por Frida e Diego Rivera

Com o Rodrigo em almoço rápido em Coyoacán, bairro de Cidade do México tornado famoso por Frida e Diego Rivera


“O lugar onde crescem as flores” (náhuatl), Xochimilco é o único lugar na Cidade do México que ainda preserva o sistema de canais que compunham a imensa Tenochtitlán. A capital azteca foi construída em uma ilha do lago Texcoco e na parte sul do imenso lago já havia uma população com uma prática curiosa: eles empilhavam lama e vegetação nas partes rasas do lago, criando novas áreas férteis chamadas chinampas.

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


A especialidade dos Xochimilcas se espalhou e tomou conta do lago de Texcoco, formando uma imensa rede de canais e plantações, a principal base econômica deste império. A Cidade do México foi construída sobre estas chinampas, base nada sólida para tanto peso e concreto. Não é a toa que a cidade está afundando, porém aqui, em Xochimilco, ainda podem ser encontrados em torno de 180 km dos mágicos canais.

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Os tradidionais barcos que levam as pessoas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


O ajuehote é a árvore símbolo de Xochimilco, pois foi ela a responsável por evitar erosões e manter as ilhas artificiais bem presas ao fundo lacustre. A profundidade média dos canais é de 3m e durante as manhãs a água é transparente, diz o barqueiro, que assegura que a água não é poluída: “Só está verde por que nós mexemos muito no fundo lodoso para mover as trajineras”, afirma. Ele calcula que uma viagem de trajineira pelos canais daqui de Xochimilco até o centro da cidade, no Templo Mayor, deveria levar em torno de 8 horas! Eles realmente tinham outra noção de tempo naquela época! E nós ainda reclamamos de demorarmos duas horas de um canto a outro da cidade. Rsrs!

Passeando de barco pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

Passeando de barco pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México


As trajineras são as embarcações tradicionais mexicanas que eram utilizadas pelos antigos aztecas, movidas à remo e com a ajuda de cabos que eram puxados por homens desde as ilhas. Hoje a tecnologia da vara, vulgo bambu, facilitou muito a vida dos barqueiros, que sozinhos levam uma trajinera cheia com até 20 pessoas, além de uma mesa e isopor com bebidas.

Programa tradicional para quem visita a cidade, o passeio de barco nos canais de Xochimilco, bairro da  na Cidade do México

Programa tradicional para quem visita a cidade, o passeio de barco nos canais de Xochimilco, bairro da na Cidade do México


São nove embarcaderos, sendo que você pode escolher fazer o passeio ecológico, por uma área tranquila e com foco em conhecer as plantações, oooou você pode escolher se divertir! A parte festiva dos canais, além de plantações de diversas plantas e flores, também oferece um ambiente descontraído, mariachis flutuantes cantando atados à sua trajinera e tudo mais o que você imaginar!

Barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México

Barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México


Saímos apenas nós três em uma embarcação, mas conseguimos interagir bem com os vizinhos animados e tivemos até uma linda música dos Mariachis, regalada pelo Rodz a nosotros. Xochimilco é um destino tipicamente e principalmente mexicano, onde famílias inteiras se reúnem trazem sua própria comida, amarram duas, três trajineras e fazem uma verdadeira festa flutuante!

Com o Rodrigo, observando barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México

Com o Rodrigo, observando barco de Mariachis em Xochimilco, na Cidade do México


Além do espetáculo nas águas, as ilhas também trazem diferentes atrações, restaurantes, mercados de artesanatos, bares e baladas super animadas que atraem jovens chilangos de todos os lados! Uma das principais delas é a Isla de los Muñecos, aka “ilha assombrada”. Conta a história que uma menininha teria sido encontrada morta no canal por um agricultor, dono de uma ilha. Ele a recolheu e providenciou um enterro digno e a partir daí começou a vê-la correndo entre as árvores e lhe pedindo brinquedos. Ele começou a pendurar os bonecos e ursinhos nas árvores e afirma que muitas vezes estes são encontrados no chão após uma noite de brincadeiras. Hoje a ilha possui mais de 2 mil bonecos pendurados pelas árvores e inclusive uma “sucursal” com mais 200 bonecos, em outro ramo dos canais. Assombroso!

Porto fluvial no bairro de Xochimilco, na Cidade do México

Porto fluvial no bairro de Xochimilco, na Cidade do México


Uma hora de trajinera custa em torno de 150 a 200 pesos e uma canção dos mariachis 150. Quanto mais gente, mais barata fica a brincadeira, mas mesmo que você venha sozinho à capital mexicana, não perca o maravilhoso mundo de Xochimilco!

De noite, os barcos carregam velas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

De noite, os barcos carregam velas pelos canais de Xochimilco, na Cidade do México

México, Cidade do México, Coyoacán, Frida Kaho, Xochimilco

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