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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Pará Há 2 anos: Pará

Baía de Camamu e Luau no Mutá

Brasil, Bahia, Barra Grande (Península do Maraú)

Tradicional jogo de futebol no fim de tarde na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA

Tradicional jogo de futebol no fim de tarde na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA


Dia dedicado à baía de Camamu. A nossa pousada, muito pró-ativa, já havia até reservado o passeio para nós, que havíamos pedido informações. Lugar garantido na escuna da Pontal da Baleia, seguimos viagem agora de barco.

O passeio de escuna é aquela coisa, sempre importante que:

1 - A música da escuna tem que ter bom gosto e estar em uma altura confortável.
2 - A escuna não deve estar cheia,
3 - Se estiver, que seja de pessoas discretas e tranqüilas,
4 - Se não forem discretas e tranqüilas, então que sejam simpáticas e engraçadas!

Nossa escuna na Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA

Nossa escuna na Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA


BINGO! Nossa escuna não estava tão cheia não, mas ela também não era muito grande. Eram 12 pessoas que iriam compartilhar conosco belos momentos na Baía de Camamu, passando pela Coroa Vermelha, Ilha da Pedra Furada, Ilha do Goió, Ilha do Sapinho e Ilha do Campinho.

Pequena praia na Baía de Camamu - BA

Pequena praia na Baía de Camamu - BA


Destas 12 pessoas, 4 delas nós conhecemos já na pousada, mineiros de Governador Valadares. Giovani, Ginaldo, Mateus e Khoyó, “vulgo” Vovô. Curiosos com a viagem a conversa já começou a esquentar e imaginem se a rivalidade entre os Galos e o Cruzeirense do Rodrigo não pegou fogo!?! Foi uma loucura, nunca tinha ouvido tantas piadas.

O banco de areia Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA

O banco de areia Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA


A primeira parada foi na Coroa Vermelha, banco de areia que se formou há 13 anos e mesmo com tão pouco tempo tem muita história para contar. A primeira que escutamos é que um nativo malandro logo se intitulou dono da “nova” terra e espertamente a vendeu a um belga, que acabou tendo a construção da sua casa embargada pelo Ibama, já que o local é dormitório de muitas garças. Quando fomos confirmar a história com o mestre da nossa embarcação a versão que ele nos contou foi diferente. Um nativo viu a coroa e resolveu logo plantar um coqueiro ali e montou sua barraquinha para vender água e cerveja aos barcos que passavam no verão. Bel (e não o belga), Bel sabem? Do Chiclete com Banana? Sim, ele mesmo. Ele teria oferecido uns trocados ao amigo vendedor para que a areia toda fosse dele e assim foi. Logo começou a construir e a primeira coisa que fez foi o píer no canto da ilha, que logo foi embargado pelo Ibama. Pelo menos o final das duas histórias é igual e, para nós, é muito feliz!

a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA

a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA


A Ilha da Pedra Furada é uma pequena ilha particular que cobra dois reais para o desembarque. Águas limpas e a formação rochosa curiosa da pedra furada fazem desta ilha um lugar especial.

a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA

a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA


Não demorou muito para conhecermos os outros casais do barco, Pepita e Moises, casal de baianos recém-casados comemorando a lua de mel. Eles casaram no domingo e Pepita foi votar vestida de noiva mesmo, ficou até famosa, pois apareceu no fantástico dando o exemplo de civilidade! Guto músico paulista e Carol designer de Joinville, ambos vivem em São Paulo e estão aqui tentando ajustar o ritmo frenético à tranqüilidade baiana.

Pequena ilha na Baía de Camamu - BA

Pequena ilha na Baía de Camamu - BA


Uma parada estratégica na paradisíaca Ilha do Goió, suas areias rasas e brancas fazem a água da baia que já é clara ficar ainda mais transparente! A ilha possui 3 fontes de água doce e até um manguezal. Pena não podermos ficar um pouco mais para caminhar até lá, conhecer de perto as fontes que abastecem a região.

Pequena ilha na Baía de Camamu - BA

Pequena ilha na Baía de Camamu - BA


Atravessamos o estreito canal entre a Ilha do Goió e a Ilha do Sapinho, onde almoçamos e começamos a descobrir os dotes musicais da moçada do barco. Uma moqueca de peixe e muita moda de viola cantada pelo Giovani, que almoço delicioso!

Almoçando na Baía de Camamu - BA, com nossos amigos mineiros

Almoçando na Baía de Camamu - BA, com nossos amigos mineiros


Uma última parada para um banho na Ilha do Campinho, ao lado de onde foi construído um porto para escoamento de grãos e abandonado pelo governo antes mesmo de entrar em funcionamento. Menos mau, assim esse paraíso fica ali, quase intocado.

Saltando da escuna na Baía de Camamu - BA

Saltando da escuna na Baía de Camamu - BA


A esta altura do campeonato, mineiros, baianos, sulistas e paulistanos já estavam todos amigos, aquela farra! Combinamos todos de nos encontrar na Ponta do Mutá para ver o sol se por novamente, em frente à pousada em que Guto e Carol estavam hospedados. Ontem eu havia ficado curiosa com uma baita fogueira que estava ali montada, mas o pessoal do bar que eu estava disse que era enfeite, que qualquer dia poderia ser acesa. Foi quando vi Guto falando com os seus amigos da pousada que queira acendê-la hoje! Tinha sido feita em homenagem ao seu aniversário! Foi o sol baixar mais um pouquinho que a moda de viola voltou a embalar o final da tarde e a nossa noite.

Nossa turma da escuna reunida para o pôr-do-sol na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA

Nossa turma da escuna reunida para o pôr-do-sol na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA


À luz da fogueira tivemos um luau de lua nova na Ponta do Mutá! Nossos amigos mineiros e o Guto deram um show no violão enquanto eu e Carol matraqueávamos sobre a vida. Foi delicioso... tive que ficar, até tomar coragem de cantar!

Fogueira e cantoria na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA

Fogueira e cantoria na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA


Nosso primeiro luau nos 1000dias, olhe até que demorou né? Depois de 220 dias este foi sem dúvida alguma um momento inesquecível! Isso explica o meu atraso... São muitas histórias e para poder contá-las elas devem ser vividas!

Refrescando-se na Baía de Camamu - BA

Refrescando-se na Baía de Camamu - BA

Brasil, Bahia, Barra Grande (Península do Maraú), Baía de Camamu, barco, ilhas, Maraú, Península do Maraú, praias

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Diz aí se você gostou, diz!

Chegamos à Colombia!

Colômbia, Ipiales, Equador, Mitad del Mundo

Chegando à fronteira entre Equador e Colômbia

Chegando à fronteira entre Equador e Colômbia


Nosso dia começou cedo, fechamos as coisas para logo colocar o pé na estrada. Caminho longo pela frente entre a cidade de Quito e a colombiana Popayán. Pelo menos esse era o nosso plano, até descobrirmos que o nosso celular tinha desaparecido!

Voltamos ao hotel, procuramos por tudo, no quarto, no carro e não encontramos. Ligamos e deu na caixa postal. A única possibilidade seria que ele estivesse lááá na cidade da Mitad del Mundo e que tivesse sido encontrado por uma boa alma que o tivesse devolvido. Todos aqui já nos preparavam... infelizmente a cultura do povo equatoriano não é esta, quando encontram algo pensam "opa que sorte!" e não que o dono pode estar desesperado atrás dela. Enfim, fomos lá e perdemos umas 2 horas procurando o maldito celular... em cada lugar que fomos, com a segurança, a administração, no Inti-Ran, e tudo. Enfim... perdemos o celular, a agenda e as fotos. Difícil não pensar que ele deve ter sido surrupiado, no hotel ou na mitad del mundo por descuido nosso... Sabe Deus!

Paisagem equatoriana chegando perto da fronteira com a Colômbia

Paisagem equatoriana chegando perto da fronteira com a Colômbia


Seguimos viagem totalmente de bode... mas o que não tem remédio, remediado está. Ficamos sem celular por uns 3 ou 4 meses e economizamos nas contas o que precisamos para comprar outro.

A viagem para a Colômbia sempre foi um marco importante na viagem para mim. Aquela história de que as FARCs sequestram turistas nas estradas para pedir resgate sempre ficava no meu imaginário. Recentemente soubemos que a estratégia deles mudou, eles sequestram os turistas, mas apenas por uns 2 ou 3 dias educativos, dão palestras sobre o que é a FARC e depois os liberam. Se for assim, na paz, até que é uma atividade cultural diferente, né?

Viagem entre o Equador e Colômbia

Viagem entre o Equador e Colômbia


Dirigimos todo o norte do Equador, dentre vales e montanhas verdes, região onde a população negra é maior e pode se notar da janela do carro. À direita passamos por um dos últimos nevados, o vulcão Cayambe, terceiro maior do país com 5790m. Se não tivéssemos passado os últimos 10 dias no litoral "desaclimatando", eu ia convencer o Rodrigo a ir comigo até o topo! O seu glacial começa aos 5.000m, a apenas 20 minutos do estacionamento. Mas como saímos tarde não podíamos fazer este detour hoje, precisávamos acelerar o passo para chegar à fronteira. Pudemos ver a montanha da estrada, linda e imponente!

Vista do belo vulcão Cayambe, na viagem entre o Equador e Colômbia

Vista do belo vulcão Cayambe, na viagem entre o Equador e Colômbia


Chegamos lá a tarde e pegamos uma fila considerável na imigração. Trâmites meio lentos com uma única fila para quem entra e quem sai do país. Feito isso seguimos para a aduana que foi super tranquila, fizeram a documentação da Fiona e nos liberaram para seguir viagem. Já eram quase 17h e não queríamos pegar estrada no escuro (vai que as FARCs estão lá! rs). Então acabamos ficando ali mesmo, a 5 minutos da fronteira, na cidade de Ipiales. Encontramos um hotel, comemos uma pizza e compramos uns minutos de ligação, um dos maiores negócios de rua da Colômbia, para bloquear o nosso celular no Brasil. Em todo canto tem alguém vendendo minutos de chamadas de celular, fixo, nacional ou internacional. Fazia tempo que eu não via algo assim!

Praça central de Ipiales, na Colômbia

Praça central de Ipiales, na Colômbia


Ipiales é conhecida por ser sede de um grande santuário, o Santuário de Las Lajas. A igreja parece uma mansão de filme do Conde Drácula, com acesso por uma estreita e longa ponte que cruza um vale profuuuundo. Infelizmente só fiquei sabendo da sua existência depois que fomos embora... queria matar o Rodrigo que me disse ter ligo algo sobre. Dá uma olhada nas fotos no google, o lugar parece sensacional! Mas esse, infelizmente, entrou para a lista dos lugares que não fomos.

Colômbia, Ipiales, Equador, Mitad del Mundo, Estrada, fronteira

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Neve no North Cascades

Estados Unidos, Washington State, Winthrop

A valente Fiona enfrenta a neve do North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

A valente Fiona enfrenta a neve do North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


O nosso primeiro dia de volta aos Estados Unidos foi explorando a região conhecida por suas altas montanhas nevadas e por abrigar um dos parques nacionais mais aventurosos fora do Alasca. Os picos nevados do North Cascades National Park são utilizados como campo de treinamento para montanhistas que se aventuram por montanhas mais perigosas e desafiantes mundo afora.

Montanhas do North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

Montanhas do North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Dirigindo em estrada cheia de neve, no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

Dirigindo em estrada cheia de neve, no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


A única estrada que atravessa o parque é a North Cascades Highway (State Route 20 ou SR 20). A estrada começou a ser planejada em 1897, porém consecutivas enchentes do Cascade River pararam a construção em 1905, desperdiçando o esforço e toda a verba pública aportada para a obra.

Chegando ao North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

Chegando ao North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Rio cheio de corredeiras no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

Rio cheio de corredeiras no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Em 1936 as represas Diablo Dam e Gorge Dam foram finalizadas, junto ao projeto Seattle City Light e pouco depois a Ross Dam também foi completada, atraindo turistas à região. A pressão para construção de uma passagem norte conectando a costa oeste e leste do estado de Washington só aumentou e em 1959 foi liberada a construção da primeira parte da estrada. Durante a construção da rodovia a região foi declarada parque nacional em 1968 e apenas em 1972 a estrada foi inaugurada.

A valente Fiona enfrenta a neve do North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

A valente Fiona enfrenta a neve do North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Reconhecida como a estrada montanhosa mais bonita do estado de Washington, a North-Cross Highway cruza o norte da Cascade Range, passando pelo Washington Pass (1.669m) e pelo Rainy Pass, (1.486m). Ela é uma das três estradas estaduais que fecham durante o inverno entre os meses de novembro e abril, com recordes de neve que chegam a mais de 6,1m de neve sobre a estrada!

Neve cobre placas no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

Neve cobre placas no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Nós pudemos comprovar isso enquanto passamos por lá! A neve caía linda e fresca, em flocos polpudos como eu nunca tinha visto! Me senti uma criança novamente! É impressionante o efeito que a neve tem sobre mim! Rsrs! Parecia que eu nunca tinha visto neve na vida, mas sinceramente? Nunca havia visto nevar deste jeito, tão forte e intermitente, tão graúda e suave. Lindo!

Brincando com a neve no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

Brincando com a neve no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Vegetação coberta pela neve no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

Vegetação coberta pela neve no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Após cruzar as partes altas da estrada paramos em alguns mirantes para ver os lagos formados pelas represas e seguimos dando a volta no parque para chegar ao Mount Baker. Famosa área de esqui, bastante movimentada devido a sua proximidade e facilidade de acesso aos moradores de Seattle e redondezas. Novamente nos vemos em uma estrada nevada, árvores branquinhas e alguns carros disfarçados sob a neve fresca.

Neve cobre veículos no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

Neve cobre veículos no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Dia de muita neve na área do Mt Baker, no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

Dia de muita neve na área do Mt Baker, no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Nós pegamos as primeiras neves do ano na região, alguns turistas carregavam seus esquis e snowboards, mas o Sky Resort ainda estava fechado! Subimos até o ponto mais alto, onde está a gôndola (cadeirinhas de esqui), que em invernos passados já ficou totalmente enterrada sob a neve!

Cadeirinhas de ski na área do Mt Baker, no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

Cadeirinhas de ski na área do Mt Baker, no North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Está na hora de abrir a área de ski do North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

Está na hora de abrir a área de ski do North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Quanto mais subíamos mais cruzávamos carros cobertos de neve, sem entender aonde eles tinham conseguido tanta neve!?! Lá em cima fomos entender! Os malucos brincavam, derrapando o carro sobre a neve fofa, dando cavalinho de pau e o escambau, só para voltarem nevadinhos lá para baixo! Pelo jeito não é só em nós, brasileiros desacostumados, que a neve surte um efeito “abobalhador”, não é mesmo?

Muito feliz com a beleza branca do North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

Muito feliz com a beleza branca do North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Quem diria que após meses entre o Canadá e o Alasca seria aqui que veríamos cenas como esta. O “mal tempo” não nos permitiu conhecer as silhuetas das montanhas do North Cascades, mas nos proporcionou uma experiência ainda mais íntima com a sua natureza gelada.

Em dia de muita neve, visitando o maravilhoso North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos  Estados Unidos

Em dia de muita neve, visitando o maravilhoso North Cascades National Park, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos

Estados Unidos, Washington State, Winthrop, neve, North Cascades Highway, North Cascades National Park, parque nacional

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Serra da Bocaina

Brasil, São Paulo, São José do Barreiro (P.N Serra da Bocaina)

Cachoeira de Santo Isidro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP

Cachoeira de Santo Isidro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP


Depois de uma intensa noite de pesquisas eleitorais e marinhas, acordei para a realidade. Nosso objetivo hoje é fazer uma rápida exploração no Parque Nacional da Serra da Bocaina, parque criado em 1971 com 110 mil hectares que abrigam diversos atrativos naturais. Mais tarde seguiremos para a cidade histórica de Bananal.

Mapa do Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP

Mapa do Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP


Começamos pela cidade de São José do Barreiro, onde dormimos esta noite, portal de entrada do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Uma cidadezinha histórica muito gostosa, com algumas pousadas e restaurantes. Da cidade até a entrada do parque seguimos 26 km por uma estrada de terra em péssimas condições de conservação. Muito maluco é ver que durante trechos da serra encontramos casas, pousadas e condomínios muito bacanas e bem conservados. Ah, além da Fiona adivinhem quem mais trafega pela estrada? FUSCAS, é claro! Fiéis companheiros da Fiona. Este caminho não nos leva apenas ao Parque Nacional, leva também para o início da Trilha do Ouro.

Região da Serra da Bocaina próximo à São José do Barreiro - SP

Região da Serra da Bocaina próximo à São José do Barreiro - SP


A Trilha do Ouro era uma rota alternativa para o escoamento de ouro das Minas Gerais. Ela desce toda a Serra da Bocaina, seguindo o Rio Mambucaba e tem um total de 1200km de estrada com o antigo calçamento. Acredito que deveria ser uma das rotas da Estrada Real, pois as cidades históricas de Areias, São José do Barreiro, Arapeí e Bananal fazem parte do roteiro do Instituto ER, embora a trilha não esteja nos roteiros oficiais. Será que era um dos desvios utilizados para não pagarem os impostos à coroa? O primeiro registro que se tem deste caminho é de 1596, onde e quando Martim de Sá teria entrado em guerra contra os Tupinambás. A trilha é um dos principais atrativos turísticos do parque, com roteiro de 4 dias de caminhada, passando por lindas cachoeiras, campos a 1800m de altitude e visuais espetaculares.

Caminhando no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP

Caminhando no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP


Desta vez, como o nosso cronograma está meio apertado, nós fomos mais conservadores e resolvemos conhecer apenas uma de suas mais belas cachoeiras, a Cachoeira do Santo Isidro. Com quase 70 metros de altura a queda d´água é maravilhosa e fica há apenas 1,2km da portaria do parque. Banho gelado para acordar e retornamos a caminho de Bananal.

Nadando na Cachoeira de Santo Isidro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP

Nadando na Cachoeira de Santo Isidro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP


A estrada de São José do Barreiro até Arapeí estava pior do que esperávamos, então apenas vimos Bananal da janela do carro e seguimos para Paraty-Mirim em mais quase 3 horas de estrada.

Praça central de São José do Barreiro - SP

Praça central de São José do Barreiro - SP


Nossa intenção era conseguir uma pousadinha e amanhã cedo pegar um barco para o Saco do Mamanguá, o único fiorde brasileiro, e depois para o Pouso da Cajaíba. Chegando lá descobrimos que a vila é o melhor canal para pegar o barco mesmo, porém não encontramos nenhuma pousada, então voltamos para Paraty. Já deixamos um barco esquematizado, mas queremos achar um preço melhor, 250,00 ficou pesado para duas pessoas. Vamos ver qual será a nossa sorte amanhã!

Brasil, São Paulo, São José do Barreiro (P.N Serra da Bocaina), cachoeira, Paraty, Parque Nacional da Serra da Bocaina

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Mergulho e Cultura baianos

Brasil, Bahia, Salvador

Mergulho no naufrágio Artemides, em Salvador - BA

Mergulho no naufrágio Artemides, em Salvador - BA


Hoje era um dia em que estaríamos indo embora de Salvador, o Rodrigo que é o cara do cronograma havia programado que hoje iríamos passar o dia em alguma cidadezinha do Recôncavo e já emendaríamos para a Praia do Forte. Porém eu ainda tenho poder de voto nessa casal e de Salvador eu entendo um pouco mais que ele! Há 10 anos atrás quando estive aqui tive a grandessíssima sorte de conhecer o Ho-Mei, um naufrágio chinês na Baia de Todos os Santos.

Embarcada para mergulho em Salvador - BA

Embarcada para mergulho em Salvador - BA


Eu tinha acabado de fazer o curso de mergulho, mas não tinha o check out no mar ainda, não tinha a certificação, então procurei uma operadora que pudesse me levar para um batismo. Não lembro o nome da escola, só sei que fui em uma lancha rápida até o local do primeiro mergulho, onde fiquei esperando os mergulhadores avançados mergulharem e voltarem. Eu estava maravilhada, tudo era lindo, água quente, mar azul transparente! Eu e o dive master ficamos no barco enquanto todos desceram conhecer o naufrágio que estava ali, aos 36m de profundidade há apenas 12 anos. Eu queria muito conhecê-lo também, mas estava conformada que eu não podia, fazer o que? Eis que o instrutor de mergulho do barco, dono da escola retornou, olhou para os meus olhos extasiados e me perguntou “você quer muito ir, não é?” e eu respondi “é claro, muito!”. Ele deve ter avaliado bem e visto que as condições estavam ideais, não tinha corrente, a água estava a 29°C e com uma visibilidade de uns 30m!

Mergulho no naufrágio Artemides, em Salvador - BA

Mergulho no naufrágio Artemides, em Salvador - BA


“Você sabe que não pode ir, você se responsabiliza?”, e eu do alto dos meus 17 anos respondi com toda a firmeza “SIM, me responsabilizo, assino o que precisar!” E assim fomos eu e o dive master para a água no primeiro mergulho da minha vida, direto para os 36m de profundidade! O naufrágio estava lá maravilhoso, eu senti uma paz tão grande, aquela imensidão azul, azul azul mesmo! Não foi a toa que eu me apaixonei pelo mergulho, o que parece, ou até pode ter sido um ato de irresponsabilidade, foi também o que me apresentou da melhor forma possível uma das minhas maiores paixões.

Mergulho em banco de corais ao lado do Farol da Barra, em Salvador - BA

Mergulho em banco de corais ao lado do Farol da Barra, em Salvador - BA


Com uma história como esta não foi tão difícil convencer o Rodrigo a mergulhar. Postergamos a viagem e agendamos uma saída com a Dive Bahia, operadora de mergulho que conhecemos pela revista da secretaria de turismo que ganhamos no pedágio. Salvador não possui uma tradição muito grande como ponto de mergulho, mas já possui diversas operadoras e escolas, sendo a Dive Bahia uma das melhores opções! Logo em frente ao Porto da Barra encontramos Gian, dono e instrutor da escola e a equipe que iria nos acompanhar.

Praia do Porto da Barra lotada num Domingo em Salvador - BA

Praia do Porto da Barra lotada num Domingo em Salvador - BA


A Baía de Todos os Santos possui mais de 70 naufrágios, destes mergulha-se em apenas 20, sendo o Cavo Artemidis, com 180m de comprimento, considerado o maior de todos os naufrágios da costa brasileira. Um cargueiro grego que afundou em 1980 há apenas 40 minutos da costa. Navegamos e quando chegamos no ponto, havia uma outra embarcação de mergulho e os dive masters malucos que se conheciam começaram a gritar “A água está roxa! A água está roxa! Água mineral!!!” A manha deste mergulho é chegar na parada da maré, logo que pára de vazar, pois as correntes se acalmam e a água tem mais chances de ficar com melhor visibilidade. Dito e feito, meu santo aqui na Bahia é forte mesmo, caímos na água a 26°C com 30m de visibilidade!

Naufrágio Artemides, em Salvador - BA

Naufrágio Artemides, em Salvador - BA


Já da superfície conseguíamos avistar o Cavo, lindíssimo, deitado na areia. Descemos, passamos embaixo do casco, entre a hélice e uma duna de areia e ali próximo eu já avistei um badejo de um metro e meio nadando ao lado do navio, gigantesco! Exploramos o navio, que já formou uma colônia imensa de corais e esponjas e por isso tem muita vida ao seu redor. Procurando por um polvo dos grandes que vive por ali encontramos um senhor mero entocado, segundo Gian, com Mero o mergulho é mais caro! O polvo não deu o ar da graça, vai ter que ficar para a próxima.

Pequena moréia em mergulho em banco de corais ao lado do Farol da Barra, em Salvador - BA

Pequena moréia em mergulho em banco de corais ao lado do Farol da Barra, em Salvador - BA


O segundo mergulho foi no Remanso, mais próximo da costa, com a maré subindo a água ficou um pouco mais fria e um pouco mais turva, mas ainda vimos algumas moréias e uns peixinhos bacanas.

Pronta para cair na água, em Salvador - BA

Pronta para cair na água, em Salvador - BA


Que bom que convenci o Rodrigo, o mergulho foi maravilhoso, o grupo que mergulhou conosco era muito divertido, foi uma bela manhã de domingo!

Foto da turma após mergulho em Salvador - BA

Foto da turma após mergulho em Salvador - BA


Na sequência fomos para a Marina Bahia onde encontramos Monica, Lívia e Wilson no restaurante Lafayette, um dos mais bacanas da cidade. Pudera, com aquela localização e aquele cardápio não poderia ser melhor. Almoçamos uma bela salada de folhas verdes, figos e queijo de cabra e um filé de linguado ao molho de camarão divino! Isso sem falar no melhor, que é a companhia dessa família tão especial que me recebeu novamente aqui na Bahia, 10 anos depois, como se fosse ontem.

Com a Mônica e a Livia em Salvador - BA

Com a Mônica e a Livia em Salvador - BA


Depois do delicioso almoço fizemos um tour pelo Centro Histórico dentro da Fiona junto com Mônica, é outra história termos uma guia turística como ela dentro do carro. Conhecemos o Largo e a Igreja da Piedade, logo em frente à Rua da Forca, onde antigamente eram enforcados os infratores, passamos pela Igreja de São Bento, com seu imenso e belíssimo domo e finalizamos o passeio na Praça Castro Alves, um dos pontos mais conhecidos para o carnaval baiano.

Igreja São Bento, em Salvador - BA

Igreja São Bento, em Salvador - BA


Em frente à Praça Castro Alves se encontra o Espaço Unibando de Cinemas, construído em um prédio histórico ao lado do antigo prédio do jornal “A Tarde”, mais importante periódico da Bahia. Tomamos um café e descemos para a Igreja da Barroquinha, onde iria acontecer a nossa programação cultural do dia.

Igreja da Barroquinha, em Salvador - BA

Igreja da Barroquinha, em Salvador - BA


A peça “Quem é ela?”, encenada por 3 atrizes baianas, sendo uma delas Edvana, amiga de Mônica que já participou do Bando de Teatro do Olodum e até de séries como “Ó pai ó”, fala de uma forma bem humorada sobre a Violência Contra a Mulher. Logo na entrada já observamos uma exposição fotográfica sobre o tema e no teatro, uma antiga igreja reformada e transformada em espaço cultural, assistimos à peça que apresenta cenas comuns sofridas pelas mulheres na sociedade, falando da lei Maria da Penha, sancionada pelo Governo Federal que torna a violência contra a mulher um crime e não apenas injúria que antes era perdoado em troca de uma cesta básica. Uma peça deliciosa, divertida e muito instrutiva, vale muito a pena!

Peça de teatro em Salvador - BA

Peça de teatro em Salvador - BA


Fechamos o dia com um lanche super gostoso em família na casa de Mônica, nos divertindo com as histórias de Yasmin e as recordações de viagens e passagens desesperadoras como assaltos na última viagem na Europa e etc, que depois se tornam hilárias. Afinal, se nada acontecer que histórias teríamos para contar, não é mesmo Monica?

Com a Mônica na Praça Castro Alves, em Salvador - BA

Com a Mônica na Praça Castro Alves, em Salvador - BA

Brasil, Bahia, Salvador, cultura, Lafayette, marina, Mergulho, Praça Castro Alves, quem é ela, teatro

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Farol de São João

Brasil, Maranhão, Ilha de Lençóis

Mangue seco e lagoas na praia do Farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Mangue seco e lagoas na praia do Farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Nosso plano era irmos embora amanhã cedo, já tínhamos até hotel marcado em Belém. Assuntamos na vila e soubemos que o barco do Seu Mário poderia sair no domingo. Aqui em Lençóis as coisas têm tempo próprio, é difícil impor ritmo ao que já está no tempo certo, natural. Conversamos com Seu Mário, dono da venda e único barco que faz transporte de passageiros entre a ilha e o continente com certa regularidade. Ele ainda estava decidindo se iria amanhã no final da tarde ou segunda-feira cedo. Decidiu-se por segunda, junto com a maré. Embora tentemos nos ater ao nosso planejamento, em alguns lugares contratempos como estes são bem vindos.

Caminhada para o Farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Caminhada para o Farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Tivemos que encontrar algum outro programa para o dia de hoje, o que não falta por aqui para pessoas com disposição de andar e apaixonadas pela natureza. Já havíamos explorado bem a Ilha de Lençóis, então hoje foi o dia de visitarmos a vizinha, conhecida como Ilha de São João. São quilômetros de praia até chegarmos ao Farol de São João, passando apenas por palafitas de pescadores, usados como moradia ou apenas como ranchos de pesca.

Abrigo de pescadores na praia do Farol, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Abrigo de pescadores na praia do Farol, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Atravessamos o canal na baixa da maré, queríamos ir nadando, mas todos alertam as forças da correnteza, tanto na vazante quanto na entrante. Sendo assim atravessamos de canoa mesmo e assim garantimos as fotos do dia mais ensolarado da semana!

Correndo para as lagoas nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Correndo para as lagoas nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Caminhamos durante uma hora e meia a passos largos para chegar ao farol. Cruzamos no caminho uns 4 pescadores, praia movimentada hoje. Em toda a sua extensão encontramos novamente as redes de pesca fixadas para aproveitar a maré. Toda esta região é uma Reserva Ambiental Extrativista, muito rica em peixes de toda qualidade, tainha, corvina, xaréu, robalo, cação, é uma fartura só. Só imagino o que aconteceria se não fosse uma reserva, as grandes empresas pesqueiras estariam aqui acabando com o trabalho e a cultura dessa gente.

Pescadores atravessam terreno alagadiço, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Pescadores atravessam terreno alagadiço, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


O Farol fica em uma baixa, perto das dunas e próximo a um igarapé. Propriedade da Marinha Brasileira, “entrada proibida”, mas liberada pelos pescadores que encontramos. Eles carregavam sua pesca para o barco aportado no igarapé ao fundo, conhecido como Porto do Farol. A pequena vila parecia estar abandonada, reside ali apenas uma quantidade descomunal de muriçocas, pragas e insetos hematófagos. Não é a toa que o faroleiro e sua família não estavam.

O farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

O farol de São João, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Foi descermos da duna que fomos atacados, pegos completamente de surpresa! 10 picadas em 30 segundos! Por aí, calculo que ficamos na vila no máximo 3 minutos, matamos um bocado deles, mas não o suficiente para nos aliviar. Foi aí que entendemos também por que os pescadores correram tanto carregando o peixe para o barco, não era o peso das caixas de peixe, mas sim as picadas das muriçocas!

Pescadores carregam o fruto do trabalho, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Pescadores carregam o fruto do trabalho, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Voltamos acelerados para as dunas, a salvo das pragas e com uma nova amiga, uma cadela fofa e tetuda. Ela nos acompanhou neste trecho da caminhada e no banho de lagoa de água doce, mas não quis caminhar os 7km de volta até Lençóis. A maré ainda mais baixa deixou a floresta morta ainda mais destacada.

Até o cão se impressiona com a vista! (nas Reentrâncias Maranhenses - MA)

Até o cão se impressiona com a vista! (nas Reentrâncias Maranhenses - MA)


Foram pouco mais de 3 horas de caminhada e o canal estava ainda mais seco. As duas ilhas praticamente se unem na maré baixa, bem por onde o Rodrigo resolveu atravessar a nado. Voltei remando com Lailson, mas a certa altura, não agüentei e também pulei na água. A Nikon que me desculpe, mas ela vai ter que aprender a nadar.

Remando de volta para a Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Remando de volta para a Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Tomamos um banho de cuia delicioso, pois a água do chuveiro estava quente. Num dia de sol como hoje ela é aquecida naturalmente na caixa d´água. Banho de cuia para despedir, almoço de despedida, já começamos a ficar com saudades...

Tomando banho de balde na pousada na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Tomando banho de balde na pousada na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


À noite fizemos nossa via sacra, passamos no Seu Mário para confirmar o retorno, no Bar do Martins para despedir das crianças, deixamos os gêmeos na Doza e fomos para casa, caminhando pelas ruas de areia, dando um alô para as cabras já com vontade de ficar.

Os gêmeos Michael e Michaela, nossos companheiros de todas as noites no bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Os gêmeos Michael e Michaela, nossos companheiros de todas as noites no bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Brasil, Maranhão, Ilha de Lençóis, Dunas, ilha, ilha São João, Praia, Reentrâncias Maranhenses

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1000dias no youtube!

Brasil, Paraná, Superagui

A produção de vídeos do 1000dias começou e está a todo vapor! Como sou uma, só consegui colocar 2 filmes editados no ar, mas logo teremos mais, tanto dos lugares por onde estamos passando quanto da nossa coluna "Soy loco por ti América". Confiram!!!

- 1000dias. O primeiro dos 1000dias - http://www.youtube.com/watch?v=NtpZyYBXyQo&
- 1000dias. Superagui - Barra do Ararapira - http://www.youtube.com/watch?v=myc8YE2Jsrg

ps: podem conferir no link que não tem vírus.

Beijos!
Ana

Brasil, Paraná, Superagui, soy loco por ti américa

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Bolívar!

Venezuela, Ciudad Bolívar

Ciudad Bolívar, na beira do rio Orinoco,  Venezuela. Ao fundo, a grande ponte que atravessa o rio

Ciudad Bolívar, na beira do rio Orinoco, Venezuela. Ao fundo, a grande ponte que atravessa o rio


Bolívar é um nome comumente visto pelas ruas, placas e na história da República Boliviariana da Venezuela. O nome de um estado, o nome de uma cidade e o nome de um ideal, o herói Simón Bolívar lutou pela independência dos países sul-americanos do norte, enquanto San Martín vinha desde a Argentina consolidando esta posição nos países do sul. Seu ideal ainda é o principal combustível para a revolução socialista que iniciou Hugo Chávez, se colocando ao lado do mártir da independência como o novo herói da nação, que sonha com um país livre e independente dos domínios europeus e americanos. Fotos-montagens de Bolívar e Chávez lado a lado, estão por todas as praças do país e hoje, finalmente, chegamos ao principal quartel general deste líder latino-americano, Ciudad Bolívar.

Praça no centro histórico de Ciudad Bolívar, na Venezuela

Praça no centro histórico de Ciudad Bolívar, na Venezuela


Fundada em 1764, Santo Tomás de la Guayana de Angostura, está nas margens do principal rio do país, o Rio Orinoco. O importante porto se tornou o quartel militar de Simón Bolívar logo depois de sua chegada em 1817. Foi daqui, da antiga Angostura, que partiram as forças de Bolívar unidas à Legionários Britânicos para a batalha que libertaria a Colômbia. Foi também aqui, na Casa do Congresso em 1819, que nasceu a República da Gran Colômbia, que compreendia Venezuela, Colômbia e Equador. Em 1846 a cidade foi renomeada em homenagem ao herói nacional e passou a chamar-se Ciudad Bolívar.

Casarão histórico em Ciudad Bolívar, na Venezuela

Casarão histórico em Ciudad Bolívar, na Venezuela


Hoje a cidade é a capital do maior estado venezuelano, o Estado Bolívar, e junto à Ciudad Guayana é uma das principais cidades da região. Seu charmoso centro histórico é sempre um deleite aos turistas vindos de qualquer canto do país, ruas tranquilas e bem coloridas que se destacam perante a selva de pedras de Caracas ou as desorganizadas zonas urbanas comuns ao redor do país.

Arquitetura colorida em Ciudad Bolívar, na Venezuela

Arquitetura colorida em Ciudad Bolívar, na Venezuela


Rua no centro histórico de Ciudad Bolívar, na Venezuela

Rua no centro histórico de Ciudad Bolívar, na Venezuela


O Paseo Orinoco é um calçadão que margeia o rio, lotado de lojinhas e restaurantes, que há alguns anos atrás ainda tinha um certo charme para os turistas. Hoje a decadência já é clara, encontrar uma panificadora para o café da manhã já foi uma vitória e infelizmente resta pouco para defende-lo a não ser a beleza natural do rio.

Com o nosso amigo e carona colombiano, o Jorge, em Ciudad Bolívar, na Venezuela

Com o nosso amigo e carona colombiano, o Jorge, em Ciudad Bolívar, na Venezuela


Já estivemos aqui na nossa viagem de 2007, vindos da Gran Sabana após o trekking do Monte Roraima e 18 horas de ônibus desde Santa Elena de Uairén. Hoje a nossa chegada foi mais confortável, mas não menos cansativa. Saímos do Hato El Cedral as 6h da manhã e cruzamos a cidade de San Fernando de Apure, há 2 horas de Mantecal e seguimos rumo ao Amazonas mais duas horas, passando pelo Parque Nacional Cinaruco-Capanaparo. Uma região de pântanos, rios e florestas belíssimos!

Com o sol nascendo, deixamos os llanos rumo à Ciudad Bolívar, mais de 1.000 km adiante

Com o sol nascendo, deixamos os llanos rumo à Ciudad Bolívar, mais de 1.000 km adiante


Cruzando um importante afluente do rio Orinoco, na região de Pueto Ayacucho, fronteira de Venezuela e Colômbia

Cruzando um importante afluente do rio Orinoco, na região de Pueto Ayacucho, fronteira de Venezuela e Colômbia


Finalmente chegamos à Cidade de Puerto Paez, quase na fronteira com a Colômbia, e encontramos um dos poucos lugares onde podemos cruzar o grande Rio Orinoco. Na balsa conhecemos Jorge, um jovem colombiano que trabalha aqui com seus primos durante as suas férias da universidade. Jorge esperava o ônibus que o levaria à Ciudad Guayana e que sairia apenas às 4 horas da tarde.

Balsa para cruzar o rio Orinoco, na região de Puerto Ayacucho, na Venezuela

Balsa para cruzar o rio Orinoco, na região de Puerto Ayacucho, na Venezuela


de balsa, cruzando o rio Orinoco, na região de Puerto Ayacucho, fronteira de Venezuela e Colômbia

de balsa, cruzando o rio Orinoco, na região de Puerto Ayacucho, fronteira de Venezuela e Colômbia


Daqui ele seguiu conosco, trazendo uma visão bem interessante de quem está viajando por todo o país e vendo tudo o que está acontecendo na economia, na política, no comércio e no dia-a-dia da já nem tão nova República Boliviariana da Venezuela. Manipulação de resultados e eleitores fantasmas são só a parte bonita do que se escuta pelas ruas do país. A falta de suprimentos e itens de primeira necessidade serão o estopim de uma revolução popular que já não poderá ocultar e se enganar de que este governo está a defender os interesses da população mais pobre.

A bela paisagem da estrada entre Puerto Ayacucho e Ciudad Bolívar, na Venezuela

A bela paisagem da estrada entre Puerto Ayacucho e Ciudad Bolívar, na Venezuela


Reencontro com rios amazônicos, na estrada entre Puerto Ayacucho e Ciudad Bolívar, na Venezuela

Reencontro com rios amazônicos, na estrada entre Puerto Ayacucho e Ciudad Bolívar, na Venezuela


Foram muitos quilômetros e umas 8 horas de conversa entre Puerto Paez e Ciudad Bolivar. Chegamos a tempo de comer um prato-feito no restaurante em frente à Pousada Don Carlos, onde nos hospedamos no centro histórico. No dia seguinte aproveitamos para rever a cidade, o Paseo Orinoco e o Mirador Angostura antes de nos despedirmos de Jorge. À tarde passeamos pela Plaza Bolívar e toda a Zona Colonial totalmente reformada com suas casas coloridas na campanha para a cidade sediar os Jogos Panamericanos de 2019. Pena que a reforma é apenas de fachada, literalmente, pois das várias casas do centro que eram restaurantes e pousadas, poucas continuam em funcionamento nos dias de hoje.

Um simpático morador de Ciudad Bolívar, na Venezuela

Um simpático morador de Ciudad Bolívar, na Venezuela


Rua central de Ciudad Bolívar, na Venezuela, com o rio Orinoco ao fundo

Rua central de Ciudad Bolívar, na Venezuela, com o rio Orinoco ao fundo


Aproveitamos o dia também para fazer a troca de filtro e óleo da Fiona, que ganhou uma garibada geral enquanto nós organizávamos o nosso tour para um dos pontos altos da nossa passagem pela Venezuela, o Salto Angel! Este é o único trecho do nosso roteiro de 2007 que decidimos repetir nesta viagem. Importante dizer, que se tivéssemos tempo repetiríamos tudo! Voltamos 6 anos depois não apenas pela aventura ou beleza do Parque Nacional Canaima, mas por ter ficado entalado na nossa garganta uma visão parcial, quase nula, da maior cachoeira do mundo! Pois então vamos tentar a sorte novamente, o lugar é tão incrível que vale o investimento e todo o esforço!

Na orla do rio Orinoco, em Ciudad Bolívar, na Venezuela

Na orla do rio Orinoco, em Ciudad Bolívar, na Venezuela

Venezuela, Ciudad Bolívar, Bolívar, cidade histórica, Estrada, Rio Orinoco

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Aquí és Granada!

Nicarágua, Granada

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Granada é a bisavó do turismo na Nicarágua e o ultimo destino que faltava conhecermos no nosso retorno ao país. A charmosa cidade colonial às margens do Lago Nicarágua foi fundada em 1524 e logo se tornou um importante centro comercial nas águas protegidas do maior lago da América Central. Sua arquitetura colonial, grandes casarões e ricas igrejas estão sendo restauradas e pouco a pouco devolvem à cidade os mesmos ares de grandeza dos seus tempos áureos.

Igreja de Guadalupe, em Granada, na Nicarágua

Igreja de Guadalupe, em Granada, na Nicarágua


A vistosa Catedral de Granada, na Nicarágua

A vistosa Catedral de Granada, na Nicarágua


Sua conexão com o Mar do Caribe a fez um porto seguro, mas também um fácil alvo para piratas franceses e ingleses que a saquearam pelo menos três vezes até meados do século XVII. A mesma ligação com o mar também dá passagem para uma rica fauna marinha pintada nos murais da cidade, com destaque para os temidos tubarões touro, que sobrevivem em água doce e também chamam o Lago Nicarágua de lar.

Praia do lago Nicarágua, em Granada, na Nicarágua

Praia do lago Nicarágua, em Granada, na Nicarágua



A cidade está localizada nos pés do Vulcão Mombacho, outro motivo para viajantes mais aventureiros explorarem a natureza pulsante da região em tours nos arredores ou caminhadas ao topo do vulcão. Os viajantes buscando uma experiência mais íntima com a cultura e a língua espanhola vão se encontrar nos diversos cursos de espanhol para estrangeiros e no clima vibrante e jovem da cidade.

Caminhando pelas ruas de Granada, na Nicarágua

Caminhando pelas ruas de Granada, na Nicarágua


Admirada com os grafites de Granada, na Nicarágua

Admirada com os grafites de Granada, na Nicarágua


A Calle La Calzada é um calçadão repleto de bares e restaurantes onde locais e estrangeiros se reúnem nos finais de tarde de Granada. Duas quadras para cima está a Plaza Central e a bela Catedral da cidade. Passando a praça e continuando em direção ao centro as ruas ganham ainda mais movimento e uma aura mais autentica, com estudantes e trabalhadores no corre-corre do dia a dia.

casas colorem as ruas de Granada, na Nicarágua

casas colorem as ruas de Granada, na Nicarágua


A Iglesia de La Merced é o melhor mirante da cidade, pagando um dólar podemos subir as escadas da torre e ver Granada, seus telhados coloniais, o vulcão Mombacho e o lago Nicarágua lá do alto. Fica melhor ainda se você programar de chegar lá no final da tarde, com uma luz maravilhosa para fotografar as casas e ruas coloridas da cidade.

Caminhando pelas ruas coloridas da histórica Granada, na Nicarágua

Caminhando pelas ruas coloridas da histórica Granada, na Nicarágua


Na gastronomia não faltam opções da culinária local e internacional que se multiplicaram pelo centro antigo junto com os expats que escolheram Granada como lar. Muitos deles tinham como plano inicial a vizinha Costa Rica, mas preferiram se refugiar na atmosfera mais tranquila e alternativa da Nicarágua.

Vista do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

Vista do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


São dezenas e dezenas de hospedagens em Granada, na Nicarágua

São dezenas e dezenas de hospedagens em Granada, na Nicarágua


Eu aproveitei os dois dias na cidade para encontrar uma boa terapeuta corporal para colocar as minhas costas no lugar. Essa quilometragem toda sentada me deixou com a postura péssima, mas a Claudia, fisioterapeuta no Pure Natural Health Center tem mãos de fada! Queria poder levá-la comigo na Fiona! Kkk!

Um providencial encontro com uma massagista de mão cheia, em Granada, na Nicarágua

Um providencial encontro com uma massagista de mão cheia, em Granada, na Nicarágua


Nos apaixonamos por Granada! A sua competitividade com Leon, segunda cidade colonial do país, pode até continuar acirrada na política ou na história, mas Leon que me perdoe, o charme de Granada vai ser difícil de bater. Contra William Walker e todos os antigos leoneses que contrataram o flibusteiro para conquistar e destruir Granada eu digo: aquí no "fué", aqui és Granada! (Quer saber mais desta história? Leia o post do maridão aqui)

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Visita ao alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

Visita ao alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Tínhamos planejado ficar mais um dia enquanto esperávamos notícias dos nossos amigos viajantes Carol e Alexis, que estão perdidos em algum lugar da Nicarágua, mas no ultimo minuto do segundo tempo eles deram um sinal de fumaça e lá vamos nós, pé na estrada novamente para encontrá-los. Próxima parada: San Juan del Sur!

Em uma incrível e emocionante coincidência, uma nuvem desenha o mapa das Américas nos ceús de Granada, na Nicarágua. Espetacular!

Em uma incrível e emocionante coincidência, uma nuvem desenha o mapa das Américas nos ceús de Granada, na Nicarágua. Espetacular!

Nicarágua, Granada, Cidade Colonial, cidade histórica, Lago Nicarágua, Volcan Mombacho

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Popo e Itza!

México, Amecameca

De camarote, em rochedo do Izta, admirando o maravilhoso vulcão Popo, perto de Amecameca, na região central do México

De camarote, em rochedo do Izta, admirando o maravilhoso vulcão Popo, perto de Amecameca, na região central do México


Popocatépetl (5.465m) e Itzaccíhuatl (5.230m) são, consecutivamente, a segunda e a terceira maiores montanhas do México. Popoca “fumegante”, tepétl “montanha”, em nahuátl, ou simplesmente El Popo, como chamado carinhosamente, é um vulcão ativo com mais de 730 mil anos de idade. Um dos vulcões mais ativos do México teve pelo menos 15 grandes erupções desde a chegada dos espanhóis e desde 1994, quando sua atividade voltou a ser constante, está proibida a aproximação da montanha, pelos efeitos tóxicos dos gases emitidos constantemente.

Chegando perto do vulcão Popo, que solta funaça há 15 anos, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)

Chegando perto do vulcão Popo, que solta funaça há 15 anos, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)


Itzaccíhuatl, Itzac “branca”, cíhuatl “mulher”, está conectado ao Popo pelo Paso de Cortéz e seu nome se refere ao formato da montanha, que lembra uma mulher deitada, coberta por um manto de neve. O Itza é formado por uma série de vulcões cônicos sobrepostos, apresentando vários picos. O mais alto deles é o peito da mulher deitada, “El Pecho” com 5.230m, seguido por “La Cabeza” e “Los Pies”. Os múltiplos vulcões estão extintos desde a última grande era glacial.

Izta, a mulher de branco deitada, vulcão próximo à Amecameca, na região central do México

Izta, a mulher de branco deitada, vulcão próximo à Amecameca, na região central do México


Reza a lenda que Itzaccíhuatl era uma linda princesa asteca apaixonada por Popo, o mais bravo guerreiro do seu reino. O imperador prometeu a mão de sua filha a Popocatepétl se ele retornasse da Guerra de Oaxaca com a batalha vencida e a cabeça de seu inimigo. Ainda durante a batalha, um dos guerreiros inimigos que tinha ódio a Popo, veio ao imperador e lhe disse que Popo havia morrido. Itza entrou em depressão, chorando incessantemente e sem se alimentar direito, desfaleceu de desgosto. No dia do seu enterro Popo retornou vitorioso da guerra e encontrou a sua amada morta. Furioso e desconsolado ele a levou para o alto de uma montanha e prometeu velar por seu sono eternamente. Os Deuses, emocionados por tamanho amor, os transformaram em montanhas, Itza, a mulher branca, deitada e velada pelo guerreiro Popo, que envia sinais de que está sempre desperto cuidando de sua amada. E o salafrário mentiroso que provocou tudo isso, o que aconteceu com ele? Onde está? Vocês devem estar se perguntando. Ele é o Pico de Orizaba, que pode ver à distância os dois amantes eternamente unidos pelos Deuses.

Quadro representando a lenda de criação dos vulcões Popo e Itza, um guerreiro e uma mulher deitada, em exposição no centro de visitantes do parque onde estão esses dois vulcões, perto de Amecameca, na região central do México

Quadro representando a lenda de criação dos vulcões Popo e Itza, um guerreiro e uma mulher deitada, em exposição no centro de visitantes do parque onde estão esses dois vulcões, perto de Amecameca, na região central do México


Achei linda essa história! A lenda tem algumas variações, mas esta foi a que mais se repetiu em nossas pesquisas. Algumas dizem que o “salafrário” seria o Nevado de Toluca, e que Popo lhe teria cortado a cabeça. É possível... Apenas os Deuses devem saber.

Do alto do Izta, a visão da maior montanha mexicana, o Pico Orizaba, na região central do país

Do alto do Izta, a visão da maior montanha mexicana, o Pico Orizaba, na região central do país


Popo e Itza passaram a fazer parte dos 1000dias, dentro do roteiro de aclimatação para a escalada que Gera e Rodrigo farão nos próximos dias ao ponto mais alto do país, o Pico de Orizaba (5.636m).

Aos pés do fumegante vulcão Popo, no dia da nossa subida ao Izta, perto de Amecameca, na região central do México

Aos pés do fumegante vulcão Popo, no dia da nossa subida ao Izta, perto de Amecameca, na região central do México


Localizados no Eixo Neovulcânico dentro do Parque Nacional Itzaccihuátl – Popocatepétl, a cidade mais próxima para explorar o parque é a pequena Amecameca, que está a pouco mais de 70km da capital mexicana. Vários ônibus conectam a Ciudad de Mexico a Amecameca do TAPO – Terminal de Autobuses de Pasajeros del Oriente, e de lá táxis podem te levar ao parque, ou ainda várias operadoras turísticas na Cidade do México organizam excursões guiadas.

Uma bela visão do Izta, a terceira mais alta montanha do país, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)

Uma bela visão do Izta, a terceira mais alta montanha do país, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)


O Gera e a Valéria, os novos passageiros da Fiona, a caminho do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México

O Gera e a Valéria, os novos passageiros da Fiona, a caminho do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México


O centro de visitantes antes servia como abrigo aos montanhistas que queriam ter uma primeira noite na altitude, já que ele está localizado próximo dos 3 mil metros. Hoje vimos que foi proibido o pernoite no salão, que além de uma bela vista do Popo, possui uma pequena exposição sobre o parque nacional e seus dois principais atrativos.

Subindo o vulcão Iztaccihuatl e com visão para o vulcão Popocatépetl, perto de Amecameca, na região central do México

Subindo o vulcão Iztaccihuatl e com visão para o vulcão Popocatépetl, perto de Amecameca, na região central do México


O mapa da trilha que sobe a mulher deitada, o vulcão Iztaccihuatl, perto de Amecameca, na região central do México

O mapa da trilha que sobe a mulher deitada, o vulcão Iztaccihuatl, perto de Amecameca, na região central do México


Deixamos o carro no estacionamento do La Joya, ponto onde iniciamos a caminhada nos arredores do Itzaccíhuatl. Antes, umas quesadillas de milho negro moído, que resulta em uma massa azulada, feita à mão, assadas na chapa do fogão a lenha e recheada com os mais diversos sabores, pelas tiazinhas que vivem ali na região. Uma delícia! Ali se reúnem todos os montanhistas antes da escalada, muitos mexicanos vindos de diferentes cantos do Estado do México, porque hoje é sábado.

Preparando quesadillas em um restaurante aos pés do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México

Preparando quesadillas em um restaurante aos pés do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México


Preparando quesadillas em um restaurante aos pés do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México

Preparando quesadillas em um restaurante aos pés do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México


Gera e Rodrigo aceleram para o seu treino e aclimatação e eu e a Val subimos bem tranquilas, mais falantes do que nunca, parando a cada passo para aproveitar a incrível paisagem e recuperar o fôlego da matraquisse aos 4 mil metros de altitude.

durante a subida do vulcão Izta, temos vistas magníficas do vulcão Popocatéptl, perto de Amecameca, na região central do México

durante a subida do vulcão Izta, temos vistas magníficas do vulcão Popocatéptl, perto de Amecameca, na região central do México


Descendo uma das encostas do Iztaccihuatl, perto de Amecameca, na região central do México

Descendo uma das encostas do Iztaccihuatl, perto de Amecameca, na região central do México


Assim que alcançamos o primeiro portal começamos a ter a presença contínua de um dos maiores personagens desta história, Popocatepétl, com seu formato cônico e caldeira fumegante, o vulcão mais clássico e perfeito que poderíamos imaginar. Passamos o Vale Feliz em direção ao segundo portal e depois de uma longa e íngreme subida temos a vista de boa parte da cordilheira do Itza, um lindo e profundo vale abaixo e o Popo do outro lado.

Subindo o vulcão Iztaccihuatl e com visão para o vulcão Popocatépetl, perto de Amecameca, na região central do México

Subindo o vulcão Iztaccihuatl e com visão para o vulcão Popocatépetl, perto de Amecameca, na região central do México


Encontramos uma bela pedra, plana e com vista para todos os lados, perfeita para descansarmos e deixarmos o tempo passar, enquanto Rodrigo e o Gera se embrenhavam montanha acima. Eles foram longe, o Ro chegou até o primeiro glaciar, o Glaciar de Ayoloco, no começo da Panza, a barriga da Julieta mexicana.

Para chegar ao cume do Izta, é preciso atravessar essa grande geleira (perto de Amecameca, na região central do México)

Para chegar ao cume do Izta, é preciso atravessar essa grande geleira (perto de Amecameca, na região central do México)


Dois alpinistas atravessam a geleira que dá acesso ao cume do Iztaccihuatl, vulcão próximo à Amecameca, na região central do México

Dois alpinistas atravessam a geleira que dá acesso ao cume do Iztaccihuatl, vulcão próximo à Amecameca, na região central do México


Cruzamos vários grupos subindo, famílias, escolares, locais e estrangeiros, todos equipados com seus piolets e crampons para os trechos de gelo, bem intencionados de chegar ao cume. Era difícil imaginar onde todos conseguiriam encontrar um lugar para acampar esta noite, mas animação não faltava.

O refúgio de alta altitude no vulcão Iztaccihuatl, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)

O refúgio de alta altitude no vulcão Iztaccihuatl, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)


Com o Gera no alto do vulcão Izta, com o Popo ao fundo, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)

Com o Gera no alto do vulcão Izta, com o Popo ao fundo, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)


Retornamos já com a luz de final de tarde e logo fomos alcançadas pelos montanhistas, Rodrigo e Gera, que se sentiam bem preparados para os desafios que estavam por vir. Mais um lindo dia nas montanhas mexicanas, finalizando com chave de ouro a temporada de aclimatação e descobertas das belezas naturais no altiplano mexicano.

Nas encostas do Izta, com o Gera e a Val, com o Popo ao fundo, perto de Amecameca, na região central do México

Nas encostas do Izta, com o Gera e a Val, com o Popo ao fundo, perto de Amecameca, na região central do México


Uma belíssima lua cheia nasce perto de Amecameca, na região central do México

Uma belíssima lua cheia nasce perto de Amecameca, na região central do México


A noite de comemorações e breves despedidas foi em uma pequena lanchonete em Amecameca, com direito a Pozole, uma sopa de milho e vegetais, Panbazo, uma massa de pão frita e recheada com queijo, frango e nata e uns tacos enfrijollados dos mais tradiças impossíveis!

A Valéria se refstelando com comida típica mexicana na cidade de Amecameca, na região central do país

A Valéria se refstelando com comida típica mexicana na cidade de Amecameca, na região central do país


Amanhã o Rodrigo segue para Puebla, onde terá um último dia de descanso antes da ascensão do Orizaba. Enquanto isso eu, a Val e o Gera pegamos um ônibus para a Cidade do México. O Gera retorna a casa, rever a esposa Rosa antes da subida do Orizaba e nós seguiremos com as nossas explorações turísticas da região. Serão quase 3 dias de separação do casal que convive 24 horas por dia, 7 dias por semana, nos últimos 1000dias, a maior delas! Mas tenho certeza que iremos sobreviver.

O casal 1000dias com o vulcão Popocatépetl ao fundo, perto de Amecameca, na região central do México

O casal 1000dias com o vulcão Popocatépetl ao fundo, perto de Amecameca, na região central do México

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