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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Galápagos Há 2 anos: Galápagos

Santa Fé

Estados Unidos, New Mexico, Santa Fe

Típica esquina americana (em Santa Fé, no Novo México)

Típica esquina americana (em Santa Fé, no Novo México)


Santa Fé é um pueblo de colonização espanhola que era parte do território mexicano antes da guerra entre EUA e México. Na Mexican-American War o México perdeu grande parte do seu território para seu vizinho do norte, área correspondente aos atuais estados da Califórnia, Texas, Nevada, Arizona e Novo México.

Pimenta à venda em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos

Pimenta à venda em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos


Aqui ouvimos muito espanhol pelas ruas, as lojas, restaurantes e hotéis possuem nomes em espanhol. A arquitetura colonial do centro histórico se destaca dentre a arquitetura sem personalidade da maioria das cidades americanas. Aqui as características casas de adobe, com suas paredes sem quina e tons amarelos e terracotas dão cor e charme para a cidade. Tudo isso com a eficiência e organização que é peculiar aos estadunidenses, o melhor dos dois mundos!

Rua de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos

Rua de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos


O povo é receptivo e a criatividade faz parte da cultura local. Os indígenas, também conhecidos como “native-americans” estão por todos os lados e são os grandes artesãos que influenciam as artes de cerâmica, tecelagem, pintura e até a culinária. Alguns restaurantes de alta gastronomia oferecem a cozinha fusion indígena-americana-mexicana, não exatamente nesta mesma ordem.

Museu em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos

Museu em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos


Nós caminhamos pela cidade, praça central onde conhecemos esse simpático dog, já com 10 anos e começando a ficar cego. Sua dona muito simpática nos contou que ele reluta, mas usa os doogles todos os dias para proteger dos raios ultravioletas, responsáveis pela cegueira.

Cão usa 'doogles' (dog + googles) em rua de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos

Cão usa "doogles" (dog + googles) em rua de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos


A Catedral estava ocupadíssima para um casamento, me chamou atenção a estátua em frente à igreja que homenageia à primeira santa indígena, nos idos de 1600 teria curado enfermidades e salvado vidas com seu dom e suas preces.

Dia de casamento na igreja matriz de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos

Dia de casamento na igreja matriz de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos


Caminhamos até Loreto Church, famosa por sua escadaria milagrosa. Um milagre da engenharia, pois a escada em caracol não possui nenhum pilar de suporte a não ser a espiral central.

A famosa e milagrosa escada da Loreto Church, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos (antes da construção do corremão)

A famosa e milagrosa escada da Loreto Church, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos (antes da construção do corremão)


Ela ficava ainda mais bonita sem os corrimãos, que foram colocados a pedido de um dos padres, que já bem velhinho trabalhava aqui.

A famosa e milagrosa escada da Loreto Church, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos

A famosa e milagrosa escada da Loreto Church, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos


Uma cidade deliciosa e super charmosa, com o pouco tempo que tínhamos acabamos optando por um turismo “outdoor”, vendo os artesanatos expostos pelos indígenas nos arcos da praça, a arquitetura e aproveitando o melhor da gastronomia local. Com tempo vale a pena a visita aos museus de arte e diversas galerias.

Venda de artesanato indígena em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos

Venda de artesanato indígena em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos


Um vendedor de uma loja nos indicou os restaurantes mais bacanas da cidade: para o almoço o Pasquoal, restaurante de comida contemporânea mexicana que só utiliza ingredientes orgânicos. Pratos deliciosos e um ambiente super festivo fazem deste um preferido dos locais, que lotam durante todo o dia.

Decoração no delicioso restaurante Pascual, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos

Decoração no delicioso restaurante Pascual, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos


A noite a indicação foi o restaurante Casa de Santa Fé, próximo à catedral de Santa Fé, escolhido principalmente por sua imensa adega. Apaixonados por vinhos a adega conta com mais de 15 mil garrafas de todo o mundo! A carta de vinhos é quase uma enciclopédia e a curiosidade é a forma como os vinhos são escolhidos. A curadoria é feita pelo tipo de vinícola, em geral pequenas e que aplicam técnicas especiais de plantio e corte. “Gostamos de vinhos feitos por pessoas que plantam a uva”, dizem os curadores que se orgulham de não ter as vinícolas líderes de vendas em sua carta. Assim já é de se imaginar que as opções não sejam muito baratas, mas existe uma ampla faixa de preço e uma variedade quase infinita de uvas e origens. Experiência sensacional!

Venda de artesanato indígena em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos

Venda de artesanato indígena em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos



Hospedagem
Um dos hotéis mais bacanas da cidade é o Hotel Santa Fé Inn (CONFIRMAR), está bem localizado próximo ao centro e seu restaurante de culinária fusion indígena é bem indicado, mas deve ser reservado com antecedência. Nós chegamos à cidade as 22h e já não conseguimos encontrar nenhum dos hotéis e hostales charmosos com a recepção aberta. Nada mal, acabamos ficando em um Motel 6, que por mais padrão “chain motel” que seja, era confortável, bem localizado e estava com a recepção aberta.

Do it your self!
Aqui aquela cultura do “faça você mesmo” impera, o que faz nós latinos acostumados a termos mão de obra barata para tudo, ficarmos meio “preguiçosos”. Fato é que a Fiona precisava de um banho e eu, em um intervalo de trabalho que fizemos durante a tarde, entrei no clima e fui ao Lava Car Self Service.

A Ana dá merecido banho na Fiona em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos

A Ana dá merecido banho na Fiona em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos


Ela estava com uma grossa camada de pó desde o Death Valley, daquela que já parece quase um gesso! Coloquei a Fiona em um box, peguei umas dicas com Ronaldo, “chicano power” orgulhoso americano filho de mexicanos que se mudaram para os EUA, e mãos à obra. Estava um frio da porra, coloquei meu casaco impermeável, mangueira na mão, 2 dólares na máquina e 3 minutos de jato de alta pressão na Fiona.

Enquanto a Fiona toma banho, cai neve em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos

Enquanto a Fiona toma banho, cai neve em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos


Quando olhei para fora estava caindo a maior neve!!! Acho que foi a primeira vez que vi cair tanta neve de dia, tão lindo! Enquanto eu me molhava, dançava na neve e me divertia a -3°C o Rodrigo estava no hotel quentinho trabalhando. Ok, mais 2 dólares foam soap por tudo, mais 2 enxaguei e a Fiona estava limpa por fora. A segunda parte foi a limpeza por dentro, por que quanto eu encasqueto com alguma coisa vou até o final. 3x de 50 cents para o aspirador, pano nas portas, painéis, tapetes... tudo! Pronto, temos a nossa casa limpa e apresentável! E eu, finalmente uma experiência mais íntima com a neve, em um momento bem corriqueiro e cotidiano, tipo, lavando o carro e vendo a neve cair. Amei!

Estados Unidos, New Mexico, Santa Fe, cidade histórica

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A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Entre presidenciáveis e tubarões

Brasil, São Paulo, São Sebastião

Hoje acordei curiosamente animada. Dormi pouco e mal, mas tive um sonho impressionante! Estes sonhos, que mais parecem filmes, acontecem com alguma frequência e o Rodrigo é o único que os escuta, logo cedo, se divertindo com a minha criatividade noturna. Já venho pensando em postá-los no blog, afinal, fazem parte das minhas viagens nestes 1000dias. Já digo antecipadamente que se alguém um dia se interessar em produzir um curta ou longa metragem, poderemos fazer uma ótima parceria, mas vou querer os direitos autorais! Rsrsrs.

Esta noite o sonho começou com um casamento super alternativo. A parte do casamento ficou meio confusa e logo foi seguido por um episódio surreal em que eu conversava com tubarões-baleia, tentando entender porque um deles havia encalhado em uma praia. Enquanto eu batia papo com o tubarão-baleia o Ro estava se divertindo preso nas patas de um caranguejo gigante. Eis que um filhote de tubarão-baleira aparece na praia, perdido, coitado, mas não demorou muito para uma onda de uns 20m de altura feita pela furiosa mãe tubarão-baleia acabar com a nossa brincadeira.

Eu já ia embora quando de repente uma pedra mega repelente começou a fazer um imenso buraco no fundo do mar e formou um redemoinho de água. A água estava sendo sugada pela terra, como num ralo de pia e não tínhamos o que fazer. Tudo culpa dos japoneses que criaram esta pedra em uma experiência nuclear, sem saber as conseqüências. Preocupada eu corri até a cidade para avisar as pessoas do desastre natural que iria acontecer, aí encontrei Dilma Roussef iniciando uma caminhada pela cidade. Ela estava com uma criança no colo e uma assessora ao seu lado. Comecei a conversar com ela, perguntando sobre seus planos de governo, etc. Queria entender se ela realmente achava que algum dos canditatos iria fazer algo diferente pelo país, afinal todos devem ter o mesmo objetivo ao governar o país. Foi aí que falei: “eu não estava lá vivenciando a situação, pode até ser que na época isso fizesse algum sentido, mas todos sabem do seu radicalismo, a ponto de ter empunhado armas para defender seus ideais durante a ditadura militar. Como podemos ter certeza de que você não terá este mesmo radicalismo no governo do Brasil? Agora você demonstra outra postura, será apenas uma máscara ou você conseguirá manter este seu discurso e diplomacia durante o governo? Ela logo se defendeu, dizendo que o Serra posa de santinho, mas que também tem um histórico que o condena. Ela ainda completou: “sim, precisei vestir esta máscara para governar o Brasil, pois é assim que as coisas funcionam hoje.” Ela foi muito atenciosa e sincera na conversa comigo, fiquei até bem impressionada! Porém ficou claro que ela irá usar do seu pulso firme para fazer o quiser e bem entender. Logo depois tive que sair, o Serra me viu falando com a Dilma e não gostou nada, uma vez que eu estava trabalhando no comitê dele. O segui e fomos conversando sobre agenda e logo ele parou para conversar sobre educação com jovens darks. Minutos depois ele já estava em sua sala conversando com o seu consultor e assessor para o assunto educação. Eu a esta altura já estava procurando a Marina para conversar, afinal era uma ótima oportunidade para ter informação e contato com os nossos presidenciáveis.

De repente, vejo a luz entrar pela janela e o despertador toca. Eu não queria acordar! Queria continuar sonhando, ainda não terminei de falar com a Marina e preciso destruir a pedra repelente! O mais maluco é que neste momento, antes de acordar, eu realizei que era tudo um sonho e que o mais importante seria lembrá-lo para depois contar a vocês.

Brasil, São Paulo, São Sebastião, sonho

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O primeiro furinho...

Brasil, São Paulo, Petar

Fiona com o pneu no chão, no PETAR

Fiona com o pneu no chão, no PETAR


Tem momentos na nossa vida que são marcantes e especiais. O primeiro sutiã, o dia em que você menstrua, o primeiro beijo e o primeiro namorado. Eu ainda não sou mãe, mas dizem que o primeiro dentinho e a primeira vez que seu filho fala “mamãe” é inesquecível. Foi mais ou menos assim que me senti hoje, com a nossa pequena grande ogra, a Fiona.

Fiona na volta da caverna Lambari, no PETAR

Fiona na volta da caverna Lambari, no PETAR


Mesmo novinha a Fiona já é super levada à breca, gosta de uma estrada de terra, buracos e muita lama. Ela hoje foi passear por 30km de estrada de terra entre Iporanga e Apiaí e mais uns 9km de buracos e lama dentro do Núcleo Caboclo. Chegando na boca da trilha, o papai estacionou ela com super cuidado, sabe como é, filhota pequena, mesmo que ogra tem que ser cuidada. Já ali o Edson, com seu ouvido aguçado, nos mostrou que tínhamos uma novidade, o primeiro pneu furado da Fiona! Pneu novinho, forte pra burro, 50% lama, 50% asfalto e adivinhem? Tinha o seu primeiro furinho! Ai, tão cuti-cuti!

Pneu furado da Fiona, no PETAR

Pneu furado da Fiona, no PETAR


Não queríamos perder a trilha, conversamos com a Fiona, mostramos que tínhamos um compressor de ar funcionando, para ela ficar tranqüila, e resolvemos deixá-la ali descansando até voltarmos. Voltamos mais cedo do que o planejado inicialmente, mas tranquilos que conseguiríamos encher o pneu. Doce ilusão, foi aí que começou a novela.

Medindo a pressão do pneu furado da Fiona, no PETAR

Medindo a pressão do pneu furado da Fiona, no PETAR


Colocamos o compressor, esperamos quase 15 minutos e NADA, o pneu nem parecia se mover. Tínhamos um kit especial para tampar o buraco do pneu, mas o Ro estava com medo de fazer um estrago ainda maior no pneuzinho da Fiona. Já eram umas 17h quando vimos que uma decisão rápida e mais acertiva era necessária, tínhamos que trocar o pneu. Cara, trocar o pneu de um carro pequeno já é um parto, imaginem o da Fiona!?! Pois é, deitar na lama para desrosqueá-lo de baixo do carro, tirando a trava de segurança e o cadeado, subir no macaco algumas toneladas, trocar o pneu e ainda guardar o furado no teto, já que o bagageiro estava cheio. O Edson, pra variar com ótimas idéias, fez uma cama de folha de bananeiras para não nos sujarmos tanto na lama e outra cama igual para acomodarmos o pneu em cima da Fiona.

Pneu furado no teto da Fiona, no PETAR. O Edson deu a maior mão para gente!

Pneu furado no teto da Fiona, no PETAR. O Edson deu a maior mão para gente!


Bem, foi um belo aprendizado. Já sabemos que não podemos deixar o pneu esvaziar por completo, caso contrário o compressor não irá funcionar. Sabemos também que não podemos ter medo de tentar conter o furo, com o nosso kit, ele poderia ter nos poupado muito trabalho. Por último, confirmamos na pele o que todos os jipeiros, landeiros e afins nos ensinaram: “quando você vai para uma trilha esteja 100% equipado! Esta pode ser a diferença entre desatolar um carro ou passar a noite no meio do mato.” Foi um trabalho de equipe sensacional para salvar a nossa filhota e a nossa pele! Afinal passar a noite ali, com a onça, não seria nada agradável.

Observando o compressor tentando encher o pneu da Fiona

Observando o compressor tentando encher o pneu da Fiona



COMING SOON
“O primeiro furinho da Fiona.” – The Movie!
Você encontra no 1000dias.com ou youtube nos computadores dentro da sua casa.

Brasil, São Paulo, Petar,

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A Heróica Puebla de Zaragoza

México, Puebla

Centro da cúpula  da Capilla del Rosário. Puebla, México

Centro da cúpula da Capilla del Rosário. Puebla, México


Puebla, depois da Cidade do México, Guadalajara e Monterrey, é a quarta maior cidade do país, com aproximadamente 2,1 milhões de habitantes somando a sua área metropolitana. Puebla de Los Angeles foi fundada em 1531 para sobrepor a vizinha Cholula, um grande centro administrativo e cerimonial dos nativos americanos ainda ativo na época em que os espanhóis chegaram à região.

Ruas de Puebla, no México

Ruas de Puebla, no México


Puebla deixou de ser “La Angelópolis” e ganhou seu novo nome e sobrenome em 1862, quando um grupo de 2 mil soltados liderados pelo General Ignacio Zaragoza lutaram heroicamente contra 6 mil soldados franceses, meio debilitados por um surto de diarreia, adiando em pelo menos um ano a ocupação francesa da cidade.

Iglesia de la Compañía em Puebla, no México

Iglesia de la Compañía em Puebla, no México


Eu diria, porém, que o heroísmo de Puebla está mais presente nas suas ruas, cultura e tradição que em sua história. Uma cidade que mantém um centro histórico preservado com mais de 70 igrejas, uma arquitetura colonial reconhecida por seus coloridos azulejos e uma gastronomia que se tornou sinônimo de excelência em todo o país. O mole pueblano é sua marca registrada, encontrado nos melhores restaurantes de comida tradicional mexicana. Sua receita é quase impossível de ser reproduzida por nós, meros mortais, com mais de 20 ingredientes que vão de chocolate à pimenta e outros diversos condimentos bem mexicanos.

Iglesia de la Compañía em Puebla, no México

Iglesia de la Compañía em Puebla, no México


Nossa passagem por Puebla infelizmente foi mais rápida do que gostaríamos, mas com um roteiro espremido tratamos de sentir a cidade mais do que ticar pontos no nosso mapa turístico. Um passeio pelo Zócalo e a Casa de Cultura, seguidos por uma visita a uma das principais igrejas da cidade, o Templo de Santo Domingo.

Zócalo, praça principal na cidade de Puebla, no México

Zócalo, praça principal na cidade de Puebla, no México


A igreja dominicana já impressiona por seu tamanho e imponente altar, mas a grande atração é mesmo a Capilla del Rosario, à esquerda do altar principal, completamente adornada em ouro. A capela foi construída entre 1550 e 1690 em devoção à Virgen del Rosario e é considerada por muitos a oitava maravilha do mundo.

Templo de Santo Domingo. Puebla, no México

Templo de Santo Domingo. Puebla, no México


Capilla del Rosário coberta em ouro. Puebla, México

Capilla del Rosário coberta em ouro. Puebla, México


Altar em ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México

Altar em ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México


O estilo barroco traz referências dos navegantes do além-mar, como as sereias quase impossíveis de serem encontradas em meio às milhares de figuras. A cultura indígena também está presente não apenas nos traços mas também nas técnicas empregadas pelos artistas locais. O estuco (argamassa de cal fino), para os adornos em alto relevo e o sangue bovino para impermeabilizar e proteger as camadas folheadas à ouro da oxidação.

Teto adornado em ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México

Teto adornado em ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México


Detalhes em ouro da decoração barroca na Capilla del Rosário. Puebla, México

Detalhes em ouro da decoração barroca na Capilla del Rosário. Puebla, México


Foram usados dois tipos diferente de ouro, 18 e 21 quilates, doados por um rico minerador devoto da Virgen del Rosário. Nota-se que os adornos de 18 quilates já estão um pouco mais escuros que os de 21, pelo tipo de liga utilizado, mas não menos brilhante e dourado. Hoje, 323 anos depois, podemos confirmar a efetividade da técnica, já que a capela nunca precisou ser restaurada.

Detalhes barrocos em estudo e ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México

Detalhes barrocos em estudo e ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México


Detalhes barrocos em estudo e ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México

Detalhes barrocos em estudo e ouro na Capilla del Rosário. Puebla, México


Como não poderia deixar de ser, nosso próximo passo foram as experiências gastronômicas pueblanas. Chile relleno, mole e várias botanas (aperitivos) em um dos restaurantes ao redor do Zócalo, vendo a vida passar embaladas por uma boa chelada!

Templo de Santo Domingo em Puebla, México

Templo de Santo Domingo em Puebla, México


O final da tarde foi um tanto quanto ansioso, pois depois de dois dias separada do marido a saudade apertava e eu já estava inquieta para saber do paradeiro do meu herói das montanhas. Hoje, enquanto eu e a Val acordamos no DF e viajamos à Puebla, meu amado marido e nosso amigo Gera chegavam ao topo do vulcão conhecido como Pico de Orizaba!

A maior montanha do país, o majestoso Pico Orizaba, no México (foto de Geraldo Ozorio)

A maior montanha do país, o majestoso Pico Orizaba, no México (foto de Geraldo Ozorio)


Eles começaram a caminhada ainda na madrugada e sob temperaturas negativas encararam a imensa rampa de gelo, com seus crampons e piolets até o cume da maior montanha do país!

Subindo a longa geleira do Pico Orizaba, no México (foto de Geraldo Ozorio)

Subindo a longa geleira do Pico Orizaba, no México (foto de Geraldo Ozorio)


Cruz mara o alto do Pico Orizaba, a montanha mais alta do México (foto de Geraldo Ozorio)

Cruz mara o alto do Pico Orizaba, a montanha mais alta do México (foto de Geraldo Ozorio)


Uma homenagem à distância à sua mãe que comemora, lá no Brasil, mais um lindo ano de vida! Parabéns aos aventureiros e montanhistas que realizaram mais um sonho e chegaram em casa são e salvos!

Com o Gera e o Piotr no cume do Pico Orizaba, no México

Com o Gera e o Piotr no cume do Pico Orizaba, no México



* Informação útil: a viagem da Cidade do México à Puebla é rápida e indolor. Pegamos o ônibus da companhia Estrella Roja no TAPO - Terminal de Autobuses de Pasajeros Oriental, bem confortável e dura em torno de 2 horas. Em Puebla o ônibus chega em um terminal a uns 20 minutos de táxi do centro da cidade. Nós nos hospedamos no Hotel Colonial, bem no centro da cidade. Top pick indicado pelo Lonely Planet, não era dos mais baratos, mas depois de uma noite na montanha o Rodrigo resolveu se esbaldar em um bom chuveiro e cama quentinhos.

México, Puebla, Capilla del Rosario, Capital, cidade histórica, Templo de Santo Domingo

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Rally Effect!

Colômbia, Cali, Girardot

A van do grupo The Hall Effect, em parada durante a viagem entre Cali e Girardot, na Colômbia

A van do grupo The Hall Effect, em parada durante a viagem entre Cali e Girardot, na Colômbia


Hoje aconteceu de tudo, fomos considerados quase mortos por tabela, junto com toda a Banda The Hall Effect. Como assim mortos? Hoje aconteceu de tudo, mas eu juro que vou tentar resumir.

Saímos de Cali já eram quase 4 horas da manhã, seguindo Angelo que dirigia a van da banda, o melhor guia de estradas que poderíamos encontrar. Nicolas resolveu vir conosco no carro, a revelia de seus amigos que tentaram impedi-lo, tamanho o porrete que ele tinha tomado no bar em Cali. Até uma batida de carro vimos acontecer ao vivo quando ainda estávamos no posto de gasolina antes de pegar a estrada.

Fomos por caminhos alternativos, tentando evitar pedágios, até chegarmos à rota principal. Passamos um, passamos dois e eis que amanhece o dia e começamos a encontrar alguns “trancóns de mulas”, vulgo engarrafamento de caminhões, carretas. Essa rodovia liga o principal porto do país à Bogotá, são centenas de mulas que trafegam nela todos os dias. Um dos trancóns conseguimos passar, quilômetros e quilômetros que estavam interrompidos pela polícia apenas para caminhões. Continuamos em direção à cidade de Armênia e encontramos outro trancón. Escolados, passamos pelo acostamento até chegarmos ao engarrafamento de carros onde o policial nos avisou, a via está fechada por derrumbres, deslizamentos de terra. São mais de 40km de mulas e sem previsão de abertura.


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Paramos por um tempo em um restaurante na beira da estrada e a banda tomou seu café da manhã. Caldo de costela e Nicolas, se recuperando do porrete, comeu um digno prato de caminhoneiro, típico café da manhã aqui na região. Tentamos dar um olé nesse engarrafamento e tentamos uma via alternativa depois da cidade de Armênia... nada. A esta altura já estávamos preocupados com o horário de chegada da banda no show. Eles começaram a ligar para a organização e avisaram da situação. Tínhamos que chegar, não tinha jeito!

A banda The Hall effect durante a viagem entre Cali e Girardot, na Colômbia

A banda The Hall effect durante a viagem entre Cali e Girardot, na Colômbia


A única alternativa era tentar uma via mais longa (muuuuuuito mais longa), por Manizales, passando pela Zona Cafeteira. Esta via estava fechada desde sexta-feira, mas segundo a polícia de carreteras tinha sido aberta novamente e era a nossa única chance de atravessar hoje a cordilheira para Bogotá. Uma viagem que era para durar 6 a 7 horas ia se estender por pelo menos mais 5 horas.


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Esta região era exatamente a zona que iríamos deixar de conhecer ou até fazer um grande detour de Bogotá para conhecermos, tida como uma das mais bonitas da Colômbia, pelas imensas plantações de café e o Parque Nacional de los Nevados. No final acabamos passando por ela muito antes do que imaginávamos, cansados, virados e numa pressa desgraçada, mas passamos. O detour que estávamos planejando caiu por terra ali mesmo! Rsrs!

Paisagem colombiana durante a viagem entre Cali e Girardot, na Colômbia

Paisagem colombiana durante a viagem entre Cali e Girardot, na Colômbia


Em uma das paradas Nicolas que estava conosco no carro voltou para a van e recebemos um novo visitante, Douglas. Uma companhia sensacional, super interessado na nossa viagem e nós da dele! Troca de cultura, enquanto ele nos contava das suas experiências com a banda, quando viveu na França e na Inglaterra, eu ia mostrando para ele músicas brasileiras de todos os estilos. Casado e com uma filha de 3 anos, contava apaixonado sobre sua Clarita e Amelie.

Paisagem colombiana durante a viagem entre Cali e Girardot, na Colômbia

Paisagem colombiana durante a viagem entre Cali e Girardot, na Colômbia


A esta altura a viagem já havia virado uma epopéia. Parte da estrada que estávamos foi inundada, chegamos neste trecho justamente na hora em que o rio transbordou e formou uma cachoeira e um rio cruzando a pista! Uma televisão nacional estava filmando esta cena e pegou a imagem da van da The Hall Effect e de um carro desconhecido escrito “1000dias” passando pela enchente. Já era meio-dia e o festival estava começando. Douglas e os outros integrantes ligavam para o Júlio (manager), que enlouquecido tinha que dar alguma notícia para o público que os esperava. Pronto, o telefone sem fio estava feito! Van da banda The Hall Effect foi atingida pelo deslizamento na estrada a caminho do festival. As cenas da TV e notícias da rádio correram e até o irmão do Douglas chegou a ligar para ele, pois ouviu na rádio que não se sabia se a banda chegaria para o show. Estão mortos! Pensaram! Hahaha!

Horas de rally, encontros e desencontros com a van em trechos de terra esburacados, finalmente chegamos à Girardot. 12 horas depois, acabados pelo pouco sono, cansaço da estrada e stress da viagem, estávamos finalmente no tão sonhado e esperado festival. Nós íamos apenas aproveitar, dançar e nos divertir... e eles que tinham que tocar!?! Coitados... essa vida de roqueiro em turnê não é fácil!

Quando o pessoal da organização e alguns fãs os viram entrando, foi que nós nos demos conta de toda a história. Eles diziam: vocês estão vivos! Hahaha! E aos poucos fomos ligando as peças, as notícias e cenas fecharam o telefone sem fio que rolou. Rodrigo foi firme no volante, não quis trocar comigo nem um instante! Eu cheguei até a ficar apreensiva que ele desistisse e quisesse ficar lá pela zona cafeteira, mas ele não pestanejou e finalmente chegamos! Vivos, sãos e salvos.

Colômbia, Cali, Girardot, Estrada, The Hall Effect

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Nova Etapa!

Brasil, Paraná, Curitiba

Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Depois de um rápido pit stop em Curitiba para rever a família, amigos, alimentar a alma e resolver questões burocráticas da viagem estamos novamente na estrada! A Fiona fez uma das revisões mais importantes do seu ciclo de vida, depois de rodar 150 mil quilômetros até o Alasca, por mais de 700 cidades e todos os países do continente americano. O único país onde ela não colocou suas 4 patas tracionadas foi o Uruguai, que estará fechando o tour americano do 1000dias, depois da nossa passagem pela Patagônia Argentina e Chilena.

Começamos o nosso roteiro rasgando o oeste de Santa Catarina e Rio Grande do Sul com uma rápida parada na cidade de imigrantes austríacos de Treze Tílias, o Salto Yucumã e nos 7 Povos das Missões, algumas das ruínas mais antigas no Brasil. Daí cruzaremos à Argentina em busca das incríveis paisagens da Cordilheira dos Andes, de Copiapó à Santiago e a região dos lagos. Da capital chilena deixaremos a Fiona por alguns dias para desbravar a porção insular do Chile no meio do Pacífico: a Ilha de Páscoa! Um sonho antigo que só cresceu ainda mais depois da nossa passagem pelo Hawaii. Vamos ver se encontramos as similaridades destes povos, que dizem terem chegado à América antes mesmo dos nossos índios. Será mesmo?!


Roteiro Base - Chile, Argentina e Uruguai

Na volta à Santiago o caminho óbvio seria seguirmos em um grande zigzag entre a Carretera Austral, no Chile, e a Ruta 40, na Argentina até a Patagônia, porém esta etapa da viagem, nos reserva uma grande surpresa! Esta surpresa tem dimensões continentais, temperaturas que variam de 10°C na costa durante o verão e o recorde de temperatura negativa de -89,2°C no interior, durante o inverno. Lá os ventos podem chegar a 320km/h nas regiões costeiras e a sua altitude média é a maior do mundo, 2.000m, sendo o ponto mais alto 5.140m! 98% deste território está coberto por gelo, incluindo mais de 145 lagos e imensos rios subterrâneos que somam 70% de toda a água doce do planeta! OK, chega, já foram dicas demais... E aí, já conseguiu descobrir aonde vamos?!

O roteiro do nosso barco, saindo de Buenos Aires, passando pelas Malvinas, Geórgia do Sul e Antártida e chegando em Ushuaia

O roteiro do nosso barco, saindo de Buenos Aires, passando pelas Malvinas, Geórgia do Sul e Antártida e chegando em Ushuaia


Serão 22 dias de expedição, passando pelas Ilhas Falklands (ou Malvinas, se você está do lados dos nossos hermanos argentinos), South Georgia e Península Antártica! Embarcamos em Buenos Aires e desembarcamos em Ushuaia! Já deu para imaginar a mecânica e o trabalho que estamos tendo para encaixar tudo isso no roteiro, não é mesmo?! O carro estará em Buenos Aires e nós lá na Terra do Fogo! Porém não existe chance alguma de não levarmos a Fiona com as próprias rodas até o ponto mais ao sul do Continente Americano, então voltaremos a Buenos Aires e seguiremos para a nossa “Expedição Patagônia”. Se vocês tiverem dicas de roteiros e lugares alternativos e/ou obrigatórios nessa viagem, por favor, nos enviem para incluirmos no roteiro!

E então?! Prontos para mais 150 dias de aventuras e viagens pelo continente americano? Pé na estrada e vamos que vamos!

Brasil, Paraná, Curitiba, Estrada, Patagônia, roteiro

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Brownsberg National Park

Suriname, Paramaribo, Brownsberg

A represa de Brokopondo, ao lado da Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

A represa de Brokopondo, ao lado da Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


Brownsberg National Park está localizado próximo ao Brokopondo Lake, barragem de uma hidrelétrica no Rio Suriname. Mais de 5 mil pessoas foram retiradas de suas vilas para a inundação desta região, que possui uma extensão de mais de 1560 km2, ilhas formadas pelas montanhas mais altas, como a Tonka Island, habitada por uma Comunidade Samaraka. A WWF trabalhou na Operação Gwamba, com o resgate de mais de 50% dos animais que faziam parte da fauna desta região, conseguindo salvá-los do afogamento.

A represa de Brokopondo, ao lado da Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

A represa de Brokopondo, ao lado da Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


Assim novas vilas se formaram no entorno deste lago, dentre elas a Brownsweg (Weg = vila), que é o ponto onde deixamos os 150 km de asfalto para uma estrada de terra em meio à floresta úmida. Subir a montanha em direção ao parque pode ser muito perigoso, pois a lama fica completamente escorregadia, mesmo para carros 4 x 4. A Fiona foi super bem, mas o Rodrigo teve que segurar firme e jogar com o volante, pois o peso acaba a fazendo escorregar em direção a um despenhadeiro nada amigável.

A densa mata tropical da Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

A densa mata tropical da Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


A viagem passou rápido, viemos conversando com o Sven, que nos ajudava a ler as placas no caminho, já que o holandês é uma língua até compreensível para um alemão. Na entrada do parque logo conhecemos Wilfred, funcionário do parque de origem indígena, super gente boa. Nosso check in era só as 13h, então decidimos começar logo a explorar as trilhas. Com apenas 15 minutos de caminhada chegamos a um mirante de onde temos uma vista maravilhosa do Brokopondo Lake.

Conversando com o Sven no mirante de Mazaroni, na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

Conversando com o Sven no mirante de Mazaroni, na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


A floresta equatorial ou tropical úmida faz jus ao nome, a trilha é uma lama só, muito escorregadia, por isso acaba sendo mais lenta. Os sapos e pererecas de várias cores e tamanhos saltam a cada passo dado. A chuva é intensa e cai pelo menos duas vezes ao dia. A primeira pancada de hoje foi perto das 13h, estávamos no abrigo do mirante. Aproveitamos o intervalo e fomos para as trilhas da Leo Val e Irene Val (val = cachoeira).

Estradas alagadas na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

Estradas alagadas na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


Sapo colorido em trilha na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

Sapo colorido em trilha na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


As trilhas são bem sinalizadas e não é preciso contratar guias, embora o parque ofereça. A trilha para a Leo Val dura uns 50 minutos e Irene 75 minutos, a única dificuldade é que são trilhas íngremes e bem escorregadias, mas nas partes mais complicadas foram colocados degraus e cordas para apoio. Durante toda a trilha nós ouvimos o bugio gritador (howler monkey em inglês), o barulho é ensurdecedor, parece uma besta terrível, mas é praticamente impossível encontrarmos eles na floresta. Apenas sentimos seu cheiro horrível e vemos os rastros de folhas e frutas da hora do almoço. Achei um vídeo no youtube para vocês terem uma ideia.


Eles gritam para tudo, mas os principais motivos são para proteger o grupo e o segundo é uma briga entre o macho dominante do grupo contra um macaco que está tentando seduzir uma fêmea. Segundo o pessoal aqui do parque, o macho-alfa fica enlouquecido e persegue o outro macho que se não correr o bastante será literalmente devorado por toda a macacada. Se ele escapar, deverá iniciar um novo bando, atraindo sua fêmea e iniciando reprodução. A interação com humanos é rara e o máximo que podem fazer é atirar objetos, galhos e frutos para afastar-nos do bando. Esse vídeo da NatGeo também tem informações bacanas sobre eles.


A Leo Val é mais visitada, por ser mais próxima, por isso nos mandamos logo para a Irene Val, chegamos lá e estávamos completamente sozinhos. A cachoeira é linda e refrescante, a mata no entorno é suntuosa e magnífica. Logo ganhamos a companhia de jovens surinameses, um de origem indiana, outro branco e o terceiro ameríndio, aí está a prova da maior interação dos grupos que eu havia comentado ontem, é bacana de ver.

Placas em holandes na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

Placas em holandes na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname


Subimos pacienciosamente os 40 minutos de ladeira, encontramos Sven e até conseguimos ver um macaco de outro grupo nos observando, este não gritava. A segunda pancada de chuva nos pegou no caminho e em segundos estávamos completamente ensopados, das botas à cabeça. Meia hora depois estávamos instalados em nosso alojamento, uma casa imensa, longe de todos os outros abrigos e rodeado de uma bela sinfonia de sapos.

Nosso belo refúgio particular na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

Nosso belo refúgio particular na Reserva Natural de Brownsberg, no Suriname

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Roteiro na Gran Sabana

Venezuela, Gran Sabana

Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela

Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela


A Gran Sabana, um dos destinos mais distantes e complicados para a maioria dos turistas que visitam o país, é também o mais próximo e convidativo destino para os brasileiros na Venezuela. O platô de 1.400m de altitude combina savanas, cachoeiras, chapadas (tepuis) e cenários incríveis, a menos de 200km da fronteira brasileira.

A grandiosa paisagem da Gran Sabana e seus tepuis, na Venezuela

A grandiosa paisagem da Gran Sabana e seus tepuis, na Venezuela


Seu atrativo mais famoso entre os aventureiros é o Monte Roraima, que nós já visitamos em 2007. Um trekking de 6 dias nos leva à uma das terras mais antigas do mundo, uma vastidão de pedras e cristais no topo do tepui que faz fronteira entre o Brasil, Venezuela e Guiana. O Rodrigo contou detalhes desta viagem lá no blog, veja neste link.

Entrada para o Monte Roraima, na vila de Paraitepui, na Gran Sabana, na Venezuela

Entrada para o Monte Roraima, na vila de Paraitepui, na Gran Sabana, na Venezuela


Vindo do Brasil por terra a viagem começaria em Boa Vista, a 200 km da fronteira. A primeira cidade do lado da Venezuela é Santa Helena de Uairén, boa base para se abastecer de comida, combustível e mapas da região. O câmbio praticado atualmente é de 14 bolívares para 1 real ou 30 bolívares por 1 dólar. A cidade tem vários hoteizinhos bem justos, nós ficamos no Três Nações. Lá também existem várias agências que podem organizar o trekking para o Monte Roraima, incluindo uma passadinha na Quebrada de Jaspe, cachoeira linda e bem refrescante depois de 6 dias de caminhada.

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela


Nós começamos o nosso roteiro pela Gran Sabana saindo da cidade de El Callao, ao norte, portanto para a maioria dos brazucas este roteiro deverá ser invertido. Após a noite na comunidade indígena Riwo Riwo, no Salto Aponwao, voltamos à 10, estrada principal e escolhemos como primeira parada o Salto La Golondrina, logo depois dos Rápidos de Kamoirán (KM 172). Sua entrada não está muito bem marcada, mas ele fica do lado esquerdo em uma entrada de terra bem clara. Quase todas as cachoeiras na 10 tem um acesso bom, bem próximo da estrada e em bom estado. Esta é uma das únicas que está a uns 3 km do asfalto por uma via de terra bem ruinzinha, um carro alto é bem-vindo.

Tours vindos de Santa Elena  se dirigem ao Salto Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela

Tours vindos de Santa Elena se dirigem ao Salto Aponwao, na Grand Sabana, na Venezuela


Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela

Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela


A estrutura é muito bacaninha, com camping, banheiros, loja de artesanatos e área de piquenique. São duas principais cachoeiras, La Golondrina e El Paraíso, duas grandes quedas d´água que dependendo do volume de água do rio não facilitam o banho. Na parte de cima o rio forma uma prainha gostosa onde demos o nosso primeiro mergulho para começar bem o dia!

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...


Refrescando-se em um delicioso rio próximo a estrada que corta a Gran Sabana, na Venezuela

Refrescando-se em um delicioso rio próximo a estrada que corta a Gran Sabana, na Venezuela


Ah! Merú em na língua pemón significa cachoeira, por isso é comum vermos os nomes como Kouchik Merú, Kamá Merú, etc.

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...

Pelo visto, é comum as pessoas usarem as cachoeiras da Gran Sabana, na Venezuela, como banheiro...


Nossa segunda parada foi no Kawí Merú, no KM 197. A primeira cachoeira que podemos ver do alto da trilha cai em um poço fundo e de difícil acesso. A princípio ficamos desanimados, mas continuamos a trilha até o final e lá encontramos a cascata mais linda do Kawí Merú.

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela


Uma cachoeira não muito alta que cai sobre uma grande laje de jaspe, rocha vermelha comum na região. A água é uma delícia e, mesmo acabando de sair da água da La Golondrina, nós não pudemos nos segurar! Voltamos para a água e ficamos mais de meia hora nos deliciando, brincando na hidromassagem natural!

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela

Delicioso banho de cachoeira na Gran Sabana, na Venezuela


A Kamá Merú (KM 202) é um salto grande, no mesmo estilo do Salto Aponwao, lindo de ver, mas impossível de nadar. Com a dica de uns brasileiros que conhecemos no Salto Kawí, nós fizemos um detour e fomos ao Mirante dos Tepuis, entre a Kamá Merú e a Quebrada Pacheco. Em dias limpos pode se ver daqui toda a linha de tepuis até o Monte Roraima! E mesmo com o dia um pouco nublado como hoje, valeu a pena a parada, a vista é maravilhosa e dá uma ótima dimensão da grandiosidade da savana.

Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela

Uma das muitas cachoeiras ao longo da estrada que cruza a Gran Sabana, na Venezuela


Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela

Em um mirante, admirando diversos tepuis, incluindo o Monte Roraima, na Gran Sabana, na Venezuela


Aceleramos o passo e apenas vimos da estrada a concorrida Quebrada Pacheco e o Balneário Soroape (KM 238). As águas verdes do Rio Soroape e a sua distância da estrada, deixam o segundo lugar mais bonito e convidativo.

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela


Passamos a famosa ponte de ferro e continuamos em direção à vila de San Francisco de Yuruaní, no KM 250. Lá é uma boa parada para almoço, lanche da tarde ou para comprar artesanatos locais. Daqui sai a estrada que vai até a vila de Paraitepui, onde começa a caminhada do Monte Roraima. Querendo aproveitar a estrada ainda com luz, nós continuamos e paramos em um mirante pouco depois da entrada da Quebrada de Jaspe (KM 273), nossa velha conhecida de 2007.

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela

Chalés de uma pousada na Gran Sabana, na Venezuela


É sempre possível achar flores na Gran Sabana, na Venezuela

É sempre possível achar flores na Gran Sabana, na Venezuela


As nuvens de chuva na savana, mescladas com o sol baixando fizeram um espetáculo à parte no fim de tarde da Gran Sabana!

Uma bomba atômica parece explodir nos céus da Gran Sabana, na Venezuela

Uma bomba atômica parece explodir nos céus da Gran Sabana, na Venezuela


Quanto mais descíamos, mais ansiosos ficávamos sabendo que estávamos chegando pertinho novamente do nosso Brasil! Há exatos 23 meses saímos do Brasil rumo ao Alasca e finalmente está chegando a hora de voltarmos à terrinha!

O Brasil aparece na placa! (atravessando a Gran Sabana, na Venezuela)

O Brasil aparece na placa! (atravessando a Gran Sabana, na Venezuela)


Não importa de que lado você venha, norte ou sul, ou mesmo quanto tempo você tenha, um, dois, 3 dias para explorar a Gran Sabana ou uma semana para ir ao topo do Monte Roraima, não deixe de conhecer este paraíso natural do nosso vizinho bolivariano do norte.

Admirando uma mágica mistura de sol e chuva no céu de fim de tarde da Gran Sabana, na Venezuela

Admirando uma mágica mistura de sol e chuva no céu de fim de tarde da Gran Sabana, na Venezuela

Venezuela, Gran Sabana, Cachoeiras, Monte Roraima, roteiro, Santa Helena de Uairén

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Bienvenue au Haïti

Haiti, Port-au-Prince

Detalhes de haitianos no mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti

Detalhes de haitianos no mercado de Cabaret, antiga Duvalierville, ao norte de Port-au-Prince, no Haiti


Imaginem um lugar que nada tem a perder, pois já perdeu tudo. Desastres naturais, ditaduras sangrentas e a miserável política que criou um ambiente perfeito para a opressão e manipulação de interesses que se sustenta na miséria de muitos, criando um imenso gap entre os mais ricos e os mais pobres.

Passageira do nosso ônibus aguarda em seu assento, durante nosso tempo na imigração

Passageira do nosso ônibus aguarda em seu assento, durante nosso tempo na imigração


Um país que, isolado pelo mundo branco amedrontado pela primeira República Negra do Ocidente, acabou com seus recursos naturais e hoje depende 100% de importações. No Haiti nada se produz além de boa música, belas esculturas, algumas poucas plantações de subsistência, furacões furiosos e grandes tremores de terra.

O grande terremoto não será esquecido! (Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti)

O grande terremoto não será esquecido! (Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti)


A energia elétrica do país é gerada a base de carvão natural e hoje, que já não há mais floresta, geradores a diesel são a única saída. Esta pequena patota de ricos alienados possui em suas mãos o monopólio dos negócios chaves do país, empresas de importação, venda de geradores de energia e de combustível (diesel). Tivemos a informação de que o Brasil fez um trabalho de pesquisa, planejamento, projeto e o orçamento para a construção de uma hidroelétrica no norte do país. A construção da hidroelétrica iria gerar empregos e resolver boa parte dos problemas energéticos do Haiti. Uma doação que não foi aceita pelo governo, que prefere o valor em dinheiro, pedido recusado pelo Governo Brasileiro.

Sobrevoando Port-au-Prince, no voo para Cap-Haitien, no norte do Haiti

Sobrevoando Port-au-Prince, no voo para Cap-Haitien, no norte do Haiti


Aí nos perguntamos, por que o país não vai para frente? Não há interesse econômico e político, a ganância exacerbada deve cegar a visão ou tirar o coração destes poucos haitianos no poder, que veem sua população morrendo de fome, sede, sem um teto para morar e sem um puto para viver e não fazem nada a respeito.

Nas ruas de Port-au-Prince, no Haiti, muito equilíbrio na cabeça

Nas ruas de Port-au-Prince, no Haiti, muito equilíbrio na cabeça


A história do Haiti facilita a compreensão da desgraçada cultura e psique haitiana, que mesmo quando consegue se livrar dos seus algozes franceses, cria um Imperador sedento por status e poder, que para conseguir a liberdade do país termina se afundando em dívidas internacionais. Uma Republica que nasceu falida e devedora. Já não bastassem as dificuldades de um pós-guerra, Christophe e suas manias de grandeza se unem para a construção da maior fortaleza do Caribe, a Citadelle, localizada há poucos quilômetros de seu pomposo castelo desenhado para rivalizar com, nada mais nada menos, que o Castelo de Versalles, o San-Souci. (Leia mais sobre a história no Blog do Rodrigo)

O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti

O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti


Esta semana faremos um passeio pelos locais que remontam esta história, das pobres vizinhanças nos arredores do bairro chique de Pétion-Ville, passando pelos escombros de Port-au-Prince, voando sobre Citadelle e chegando a um dos maiores paraísos particulares na costa norte do país.

Uma simpática jangada nos mares de Labadee, na costa norte do Haiti

Uma simpática jangada nos mares de Labadee, na costa norte do Haiti


Nós chegamos ao Haiti em um ônibus vindo de Santo Domingo. Foram 8 horas, duas delas parados na mal afamada fronteira dos dois países, em uma terra de ninguém, “esquecida por Deus”, segundo os dominicanos,“É tudo culpa do vudu”, dizem os mais religiosos.

Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti

Meninas no interior da catedral de Cap-Haitien, cidade na costa norte do Haiti


Apesar de toda essa falação, não tivemos nenhum problema na fronteira, descemos do ônibus, enfrentamos as filas da imigração, cercados de sorrisos dos cambistas quando dizíamos que éramos brasileiros. Do lado de fora carros das Forças de Paz das Nações Unidas e um belo lago, azul, sobre um terreno calcário que me fez lembrar, Pedernales deve ser aqui perto! Imaginem quantas cavernas inundadas não existem na região para serem exploradas?

Condução do lado haitiano da fronteira com a Rep. Dominicana

Condução do lado haitiano da fronteira com a Rep. Dominicana


Este, porém, não era o nosso foco agora. Vínhamos com nossos olhos curiosos, ouvidos aguçados e coração aberto para ver o Haiti que a mídia não nos mostra. Um país de um povo que luta para sobreviver na adversidade e ainda chora e sorri, sonha e desespera, goza e sente dor, mantendo viva lá dentro uma esperança genuína de que dias melhores virão.

Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti

Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti

Haiti, Port-au-Prince, Caribe, história, Impressões

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Frida e Xochimilco

México, Cidade do México

Trajineras no embarcadeiro principal de Xochimilco, Cidade do México

Trajineras no embarcadeiro principal de Xochimilco, Cidade do México


Não tem melhor sensação para nós, que vivemos em lugares novos e diferentes todos os dias, que poder revisitar lugares que já conhecemos. Ter aquela impressão de estarmos em um lugar familiar, ainda mais se estamos falando de Coyoacán e Xochimilco!

Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México

Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México


Os dois dos meus bairros preferidos na Cidade do México são os lugares perfeitos para um programa de domingo festivo, onde encontramos os mexicanos no seu estado mais natural de felicidade!

Viva la Vida! Famosa obra de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Viva la Vida! Famosa obra de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


Na nossa primeira passagem por aqui eu estava acompanhada do meu amado marido e do queridíssimo Rodrigo Marc, nosso anfitrião na Cidade do México. Hoje, 10 meses depois, volto fazendo as vezes de anfitriã à minha grande amiga Valéria! Enquanto preparávamos o seu roteiro pela Cidade do México ela foi certeira em me dizer: não abro mão do Museu da Frida e de Xochimilco! Adoro gente que sabe o que quer, principalmente se tem bom gosto!

Amigas entre as catrinas de Diogo e Frida, na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Amigas entre as catrinas de Diogo e Frida, na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


Depois de uma rápida viagem de ônibus entre Amecameca e a Cidade do México, nos instalamos no Hostal La Buena Vida, muito bem selecionado pela Val! O hostal fica no bairro de La Condessa, um dos mais lindos e seguros da capital, além de bem localizado.

na Cidade do México

na Cidade do México


Catrina moderna na janela do Hostal La Buena Vida, na Cidade do México

Catrina moderna na janela do Hostal La Buena Vida, na Cidade do México


Suco de laranja natural de café da manhã em Amecameca, no México

Suco de laranja natural de café da manhã em Amecameca, no México


Dali pegamos um metro para Coyoacán e para não perdermos muito tempo tomamos um táxi para a Praça Hidalgo, o centro dos acontecimentos no bairro artístico onde viveu Frida Kahlo, seu esposo Diego Riveras, o amigo comunista León Trótski e outros coyotes como Hernán Cortéz.

Bondinho de Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país

Bondinho de Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país


A praça estava completamente lotada, era dia de comemorações da Cultura Boliviana, com direto a danças típicas das culturas andinas, trajes incas e as belezas do povo indígena que pertence a esta terra a mais tempo que quaisquer espanhol ou português.

Tempus, cerveja artesanal mexicana. Cidade do México

Tempus, cerveja artesanal mexicana. Cidade do México


Mercado Artesanal de Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país

Mercado Artesanal de Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país


Passamos pela igreja, tivemos um delicioso almoço na praça e o primeiro brinde das amigas, com uma boa cerveja artesanal local. Há anos não viajávamos juntas, a última vez deve ter sido pré-Rodrigo, lá pelo começo de 2006. Delícia sentar, tomar uma cerveja e lembrar as nossas histórias, tão antigas quanto a minha data de nascimento.

Ekeko, Festival da Cultura Boliviana em Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país

Ekeko, Festival da Cultura Boliviana em Coyoacán, bairro da Cidade do México, capital do país


Caminhamos pelas ruas de Coyoacán até a Casa Azul, mais conhecida nos dias de hoje como Museu Frida Kahlo. A casa continua lá, mas a coleção de obras é sempre incrementada e novas exposições são montadas no museu, como a exposição feita em parceria com a Revista Vogue sobre a moda vestida por Frida.

Casa Azul, Museu Frida Kahlo. Coyoacán, Cidade do México.

Casa Azul, Museu Frida Kahlo. Coyoacán, Cidade do México.


Frida Kahlo, fotografia exposta na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Frida Kahlo, fotografia exposta na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


Não mostram apenas suas peças mais famosas, vestidos imortalizados em fotos e autorretratos da artista, como também alguns dos mais inusitados apetrechos como sua perna de pau, seus sapatos de madeira adornados e as cintas ortopédicas que tinha que usar para sustentar a sua coluna.

Autoretrato de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Autoretrato de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


Retrato, no atelier de Frida Kahlo na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Retrato, no atelier de Frida Kahlo na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


Na casa, as obras mais amadas: Viva la Vida, o retrato do seu pai, o autorretrato de Frida e algumas das dores mais uterinas possíveis, de uma mulher que não pôde ter filhos. Imagens das suas angústias pós acidente.

Obras de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Obras de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


Obras de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Obras de Frida Kahlo em exposição na Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


Nossa única decepção foi encontrar a lojinha da marca Frida Kahlo tão desfalcada, pois já estávamos preparadas para umas comprinhas especiais! Rsrs!

Sábia frase da Frida nas paredes da Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.

Sábia frase da Frida nas paredes da Casa Azul. Coyoacán, Cidade do México.


No final da tarde, saímos ainda com luz para pegar a festa de domingo nos canais de Xochimilco. Entramos em uma trajinera com o pequeno Jorge, de 11 anos. Tão pequenininho que ficamos com pena... Ficamos quase 20 minutos engarrafados na saída do porto principal, já estávamos quase voltando e pedindo um adulto, quando recebemos uma visita inusitada que mudaria a nossa tarde!

Trajineras e canoas mercantes, nos canais de Xochimilco, Cidade do México

Trajineras e canoas mercantes, nos canais de Xochimilco, Cidade do México


Sebastian saltou em nosso barco, depois de 3 horas passeando com seus primos Martin e Oscar, Pablo e Catalina, decidiu pegar uma carona com as duas brasileiras perdidas que acabavam de chegar aos canais de Xochimilco. Argentino com raízes mexicanas, Sebástian estava impressionado com a alegria e a beleza da cultura do povo mexicano e empolgado foi embora conosco, canais adentro, enquanto seus primos o perseguiam em sua trajinera!

Ana e Valéria na sua trajinera nos canais de Xochimilco, Cidade do México

Ana e Valéria na sua trajinera nos canais de Xochimilco, Cidade do México


Nos engatamos com os mariachis que nos fizeram duas belas canções, La Mañacita?? E El Cielito Lindo. Las Mañanitas é a música de aniversário mais cantada aqui no México, mais que Cumpleaños Feliz! Adoro!

Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México

Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México


Demorou quase 40 minutos para que eles nos alcançassem, até que, com seu barqueiro cansado, todos decidiram saltar para o nosso barco e, por que não, fazer ainda mais festa! Cata, uma russa que está no México a 2 meses, fala 8 idiomas fluentemente, além de arranhar em outros 10, é tradutora profissional e lutadora de luta livre russa aposentada. Ela tem apenas 21 anos, mas já descobriu a alegria de não chegar em casa toda arrebentada todos os dias! Rsrs!

Canais de Xochimilco, reminescências da antiga cidade asteca na moderna Cidade do México

Canais de Xochimilco, reminescências da antiga cidade asteca na moderna Cidade do México


Pablo é argentino, mas mora aqui no México, é o sortudo que conheceu a Cata por internet, seu novo amor e (se tudo der certo), futuro marido. Martín é mexicano, assim como seu filho Oscar, eles vivem aqui mesmo em Xochimilco e tem negócios pelo país. Eles nos acolheram e divertiram a nossa tarde, que virou noite sem nem percebermos! Em minutos tínhamos som, mil tipos de rum e vodka no barco, bons amigos e muita diversão!

Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México

Mariachis animam a festa nas trajineras de Xochimilco, Cidade do México


Um dia inesquecível, daqueles que só vivemos se deixamos fluir, atraindo boas energias e boas pessoas para alegrar a nossa festa e mostrar de que se trata a hospitalidade mexicana! Ándale!

México, Cidade do México, Coyoacán, Frida Kahlo, museu, Xochimilco

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