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Stenio (18/10)
Ana e Rodrigo, Tenho acompanhado a viagem de vcs e estão de parabéns !...
lalau (15/10)
Ana, tenho certeza que voce vai adorar Galapagos, vai a lugares maravilho...
Thelma e Emerson (14/10)
Que lindinho o bolo! Um doce, literalmente! Parabéns atrasado Ana!!! Qu...
Virgilio (13/10)
Parabéns ANA, muito bonito o Bolo e a Vela, deve ser uma DELICIA, que su...
Lucia (10/10)
Mesmo com algum atraso ... Parabéns Ana. Que Deus te proteja todos os di...
Moinho, símbolo da holandês, em Castrolanda, distrito de Castro - PR
Quanto mais perto de Curitiba estamos, mais estranho parece fazer turismo. Já me sinto em casa, já vim aqui em algum momento e tudo isso já faz parte da minha história. Ao mesmo tempo em que quero ver como tudo evoluiu e olhar para todos estes lugares com olhos turísticos, quero ir embora correndo, matar as saudades da família que está tão próxima.
Igreja Evangélica Reformada, em Castrolanda, distrito de Castro - PR
A primeira vez que vim à Castrolanda eu tinha uns 10 anos, em uma excursão da escola. Lembrava que era uma comunidade de imigrantes holandeses que formaram uma cooperativa. Havia um moinho em uma pracinha e ao redor algumas lojinhas onde podíamos comprar doces e comidinhas típicas.
Moinho, símbolo da holandês, em Castrolanda, distrito de Castro - PR
Hoje chegamos lá e encontramos uma pequena cidade formada em torno da cooperativa. Porém o pequeno moinho foi substituído por um novo e imenso moinho, construído em 2001 como marco comemorativo dos 50 anos da Castrolanda. As fazendas no entorno estão mais organizadas, modernas.
Paisagem rural no interior do Paraná, região de Tibagi
A fábrica cresceu, são mais de 700 cooperados e outros 700 colaboradores, possui 6 unidades que formam o complexo, batata frita, sementes, rações, leite, etc. Infelizmente passamos por aqui naquele fatídico dia, segunda-feira: dia dos “sem-museu” e do “não-turismo”. Caminhamos pelas ruas, tiramos fotos, mas o museu dos imigrantes estava fechado, assim como a lojinha com os quitutes que eu bem lembrava.
Entrada do Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR
Seguimos viagem para outro ponto do eco-turismo paranaense, ainda pouco conhecido por muitos, mas ainda assim já bem explorados pela turma da farofa dos arredores, o Buraco do Padre. Uma formação arenítica escavada pelo rio Quebra-Pedra, é uma furna que possui uma fenda de acesso lateral e uma trilha que nos leva ao topo do buraco.
Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR
O rio forma uma magnífica cachoeira no seu interior, lugar úmido e esverdeado pelos musgos que recobrem as paredes. No verão um banho de rio é refrescante, mas no inverno, além da escalada técnica, podemos nos contentar apenas em estar dentro de um santuário natural como este.
Venerando a cachoeira do Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR
O Buraco do Padre tem um espaço especial na minha vida de aventureira. Foi aqui que fiz o meu primeiro rapel! Eu tinha 13 anos recém completados e vim para uma atividade com o grupo escoteiro. Recebemos o treinamento básico, nos engatamos no mosquetão, oito e cordas e quando vi eu estava pendurada a 50m de altura, em meio a uma furna, mais alta que a cachoeira, pendurada em um lugar que pertence apenas às andorinhas que vivem ali. Uma adrenalina, misturada com aquela sensação de comunhão com a natureza, foi sensacional! Os chefes escoteiros não imaginavam que ali, estavam forjando em mim uma paixão que iria me acompanhar por toda a vida.
Paredão próximo ao Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR
Além disso, adoooro levar o Rodrigo a lugares que ele não conhece. Ele já havia estado lá, mas não conhecia a trilha para o alto do buraco, as quedas d´água e os pontos de escalada, sem falar da vista dos Campos Gerais. Estes são passeios rápidos, há apenas 1h30 de Curitiba e que pode agradar a todos. Mais um capítulo das belezas do Meu Paraná!
A bela região do Buraco do Padre, próximo à Ponta Grossa - PR
Maravilhoso pôr-do-sol nos alagados entre Roraima e Amazonas
Rota BR-174 de BoaVista à Manaus - esta estrada é longa e cheia de histórias. São mais de 600km entre as cidades de Boa Vista à Manaus, passando pela Reserva Indígena Waimiri Atroari e a cidade de Presidente Figueiredo, até chegar ao Amazonas. Confira um pouco desta história!
Uma das pequenas ilhotas que cercam Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Finalmente chegamos a Honduras! O único país, além de Belize, da América Central que não havíamos conhecido no nosso roteiro de subida durante os 1000dias. Era um buraco no nosso roteiro a ser tapado. Cruzamos a fronteira com a Guatemala no leste do país, nas cercanias de San Pedro Sula, segundo as estatísticas, a cidade mais violenta do mundo.
Cruzando pequena cidade no norte de Honduras
É claro que chegamos preparados psicologicamente, esperando o pior, mas logo nos primeiros quilômetros já tivemos uma boa primeira impressão. A costa próxima da segunda maior cidade do país tem uma infraestrutura turística para os locais, restaurantes e pequenos hotéis à beira do mar bem convidativos. Após um almoço vendo um amistoso da seleção brasileira seguimos viagem, noite adentro, até a cidade litorânea de La Ceiba, no litoral norte do país.
varanda do nosso restaurante, com bela vista para praia na região de Puerto Cortés, no norte de Honduras
La Ceiba é o ponto de partida para as ilhas de Roatán, Utila e Guanaja, que formam a região hondurenha conhecida como Islas de la Baía. As ilhas são o principal atrativo turístico de Honduras, com suas praias de areias brancas, águas mornas e claras do mar caribenho.
Observando área boa para snorkel, em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
As Bay Islands, como são conhecidas pelos nativos isleños, foram possessão britânica até 1859, sendo mais comum encontrar nativos falando inglês pelas ruas do que o espanhol. Foi apenas nas últimas décadas que o governo hondurenho decidiu tornar obrigatório o ensino de espanhol nas escolas da região.
Meio de transporte em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Roatán é a maior, mais agitada e movimentada das Bay Islands. Bem urbanizada, possui hotéis e resorts em toda a orla e assim é também a menos natural de todas as ilhas. É procurada por turistas nacionais e estrangeiros por suas belas praias, ótimos mergulhos e intensa vida social. Guanaja é a mais tranquila das ilhas, conhecida por seus caros resorts ficou com a fama de ilha mais exclusiva, um lugar para momentos românticos e para quem quer relaxar e ficar longe de qualquer agito.
Cerveja popular no país, em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
A praia pública de Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Buscando um destino barato, alternativo e mais natural, acabamos optando por Utila, já que não tínhamos tempo para visitar mais de uma ilha. Uma extensão da segunda maior barreira de corais do mundo, as ilhas possuem uma vocação natural para snorkel e mergulho e Utila soube aproveitar ao máximo disso para se consolidar como destino para iniciantes e backpackers que buscam bons preços para se introduzir no esporte.
saindo para mergulhar ao redor de Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Embarcamos logo depois de pegar uma tempestade no estacionamento do porto. Eu me protegi dentro do porta-malas da Fiona, arrumando nossas malas e equipamentos de camping, enquanto o Rodrigo esperava a chuva passar na bilheteria. Chegamos a Utila bem no maior feriado do país, aqui a Semana Santa é maior que o Natal e as Bay Islands são o destino mais procurado não apenas por hondurenhos, como também pelos vizinhos guatemaltecos e salvadorenhos. Existia, portanto, uma grande chance de não encontrarmos lugar para ficar, por isso levamos a barraca, pelo menos para garantir um cantinho protegido para dormirmos.
"Garagem" em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Mergulho em Bando Beach, praia privada em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Não demoramos muito a encontrar um lugar para dormir, depois de 3 tentativas encontramos o Jade Seahorse, uma pousada decorada por um artista plástico californiano que reutiliza materiais como garrafas de vidro, azulejos, pratos, porcelanas e cerâmicas para montar um ambiente compulsivamente colorido e criativo. A pousada é uma atração turística da cidade e durante todo o dia recebe pessoas curiosas por seus labirintos e esculturas.
Nossa artística pousada em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Nossa artística pousada em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Detalhe da nossa pousada em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
O clima meio desleixado da ilha a princípio não me pareceu muito animador. Muitas motos, carros e moto-táxis correndo de lá para cá deixam as ruas barulhentas e pouco agradáveis nos dias mais agitados de um grande feriado como a Semana Santa. Mas aos poucos nos acostumamos e no final do feriado as ruas já estavam mais tranquilas, de volta ao normal.
Movimento na prindipal rua de Utila, ilha no litoral norte de Honduras
A ilha possui duas praias, a praia pública, cheia de bares e barracas de comida, com todos os tipos de música tocando ao mesmo tempo e onde se reúnem os locais e jovens mais animados. A praia privada está no canto esquerdo da vila e, ainda que a área de banho não seja tão atraente, os 3 dólares de entrada garantem a limpeza e tranquilidade. Pois é, praia não é o forte daqui, se quer praias bonitas Cayo Cochinillas ou Roatán parecem ser melhores opções.
A bela Bando Beach, praia privada em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
A bela Bando Beach, praia privada em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Foi nesta praia que tivemos uma das melhores noitadas dos últimos tempos, uma Full Moon Easter Party, com os melhores DJs hondurenhos de música eletrônica, malabares de fogo e gente animada. Durante a tarde eu conheci o Rafael e o Marlon, que trabalharam na organização da festa e a noite fomos conferir. Foi uma festa super alto astral, adorei!
Dia nascendo em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Nosso restaurante favorito para café da manhã e almoços após o mergulho era o Che Pancho, um oásis no meio do deserto, com opções saudáveis e super saborosas de sanduíches, crepes, saladas e batidos. Dois argentinos são donos do lugar e tem um super bom gosto, tanto no cardápio quanto na seleção musical, super indico!
Nosso cafe preferido em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
A noite demoramos para encontrar, mas achamos um restaurantinho alternex com um clima delicioso. Ele se promove com a ótima frase: “O único que não está no Lonely Planet!”. Em um píer caindo aos pedaços e sem serviço de mesa, você pede a comida na janelinha da cozinha e a bebida no balcão do bar, escolhe uma mesa no deck e desfruta um dos ambientes mais descolados da cidade. No meio do píer há uma janela para o mar, que funciona como um aquário natural, enquanto esperávamos a comida vimos um polvo incrível saindo para sua caça noturna de dentro da toca, imenso e lindo! A comida é maravilhosa, a cerveja gelada e a música num misto de jazz, latina e cubana é sensacional!
Nosso cafe preferido em Utila também é um cinema! (no litoral norte de Honduras)
No final, depois de cavarmos dali e de lá tivemos uma experiência bacana em Utila, um lugar mais autêntico, onde o encontro com a cultura local é muito mais intensa e verdadeira do que em Roatán. Agora se o seu clima é ter uma praia bonita e ótimos mergulhos, mesmo gastando um pouco mais acho que Roatán seria mais indicada. Enfim, a escolha vai depender de que tipo de experiência você está buscando.
Casa típica em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Mergulho com um grande grupo, em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Afinal, viemos aqui para pegar praia ou para mergulhar? É claro que escolhemos Utila em busca do famoso mergulho e, confesso, estamos ficando mal acostumados com o que vemos por aí. Infelizmente a visibilidade não era das melhores, vimos pouca vida marinha e os corais pareciam fracos e sem vida. Mergulhamos com o UDC - Utila Dive Center, que já tem um esquemão pronto. Todos os Dive Centers aqui priorizam as certificações de open water ou avançado, que é aonde fazem mais dinheiro.
Início de mais um mergulho em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Geralmente “Fun Divers”, como chamam os mergulhadores já certificados, se encaixam nestes barcos e acabam pegando pontos menos interessantes, já que eles precisam de um lugar que se adeque aos exercícios dos alunos. No UDC eles normalmente fecham barcos apenas para fun divers, o que é bom, mas se não fecha o número de mergulhadores misturam todos e dá na mesma, vai da sorte. Nosso primeiro dia de mergulho foi na costa sul, já que os ventos não estavam permitindo sair para a costa norte. Fomos ao Jack Neil Point e ao Little Bight acompanhados do Albert, dive master.
Uma grande moréia verde nos observa durante mergulho em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Voltamos a mergulhar na sexta-feira, único dia em que as condições climáticas permitiram que o barco saísse para a costa norte. Havia uma chance de encontrarmos os gigantes do mar, os tubarões-baleia que estão na sua migração anual a caminho das águas de Belize e México onde tem a temporada de procriação, entre Maio e Julho.
Banco de corais durante mergulho em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
Fomos ao Willy´s Hole, lugar com uma paisagem lindíssima, covas, túneis e grandes colunas de corais com boa visibilidade e de volta ao South Side, fizemos o segundo mergulho na Madeline´s Wall, com mar mexido e pouca visibilidade. No final tivemos a sorte de ver uma xita, que salvou o dia e os mergulhos!
Uma arraia passa apressada por nós durante mergulho em Utila, ilha no litoral norte de Honduras
O sol nasce esplendoroso, na nossa viagem de ferry para a Baja California, no México
Hoje pegamos o Baja Ferry, ferry que cruza de Mazatlán para a cidade de La Paz na Baja Califórnia, ainda no México. Depois de mais um glorioso café da manhã na Plaza Machado, fechamos os equipamentos e fomos para o Porto de Mazatlán.
Café da manhã na praça, em Mazatlán, no México
Geralmente eu tenho que ficar fora das burocracias portuárias, já que apenas o motorista pode entrar no porto para os trâmites. Aqui me fingi de boba e fui junto! Passamos por uma revista geral com uma perrita linda farejando o carro enquanto os simpáticos (e meio abusados) marinheiros mexicanos nos perguntavam sobre a viagem. Sabe como é, não podem ver uma mulher brasileira que acham que gosta de sacanagem e já vem com umas piadinhas abusadas. A sorte é que não negamos a raça e nosso jogo de cintura logo os desconcerta.
O enorme ferry-boat entre Mazatlán e La Paz, na Baja California - México
Fiona e companheiros aguardam para embarcar no ferry-boat entre Mazatlán e La Paz, na Baja California - México
Chegamos as 13h no porto, embarcamos pouco depois das 14h, a área de passageiros estava vazia ainda, apenas com os motoristas dos vários caminhões e carros que já tinham embarcado. São pelo menos 3 andares de carros, é impressionante como o ferry é imenso!
Dirigindo entre os vários andares do ferry-boat entre Mazatlán e La Paz, na Baja California - México
O ferry oferece também cabines com e sem banheiro, mas já estavam lotadas quando compramos o ticket. Economizamos e aproveitamos para nos atualizar na sessão filmes Baja Ferry. Eu sabia que seriam 17 horas sentada naquele lugar, não tinha nada mais a fazer senão relaxar!
Subindo da garagem para os andares superiores no ferry-boat entre Mazatlán e La Paz, na Baja California - México
Assiti: Buhos, um filme sobre a vida de um mundo de corujas, animação linda seguida por Homem Aranha, que eu já vi umas 2 vezes. Aí seguiram dois filmes, um sobre um menino que começa a jogar na NBA, outro pastelão americano sobre uma despedida de solteiro em Las Vegas, só filme de primeira qualidade! Hahaha!
Salão de passageiros no ferry-boat entre Mazatlán e La Paz, na Baja California - México
Tentei outras atividades para variar a programação de filmes ruins, mas vi que mesmo em um ferry grande como este eu enjôo se tento escrever, digitar ou ler... Até que, enfim, apareceu um filme interessante e que eu queria assistir há um tempão, o “Comer, Rezar e Amar” com a Julia Roberts. Embora não deva ser tão “profundo” quando o livro, mas passa uma mensagem positiva da vida, curti. Após o jantar de bandejão ainda assisti com o Rodrigo, apaixonado pelo Universo Marvel, o filme X-Man, o Início.
O refeitório do ferry-boat entre Mazatlán e La Paz, na Baja California - México
Dormir não foi nada fácil, o povaréu se espalhou pelo chão, poltronas e onde mais pudessem se enfiar tentando achar posições mais confortáveis, eu tentava desviar a atenção dos roncadores ou caminhantes noturnos. Após algumas péssimas horas de sono vi o sol nascer no horizonte do Mar de Cortês e ao fundo os primeiros sinais da Baja Califórnia.
Primeira visão da Baja California, no México
Ainda deu tempo de assistir a mais um filme pela manhã, Inimigos Públicos, com o Johnny Deep, sobre bandidos dos anos 30 nos estados Unidos, muito bom! Chegamos no Porto de Pichilingüe perto das 9h da manhã e levamos 3 horas para desembarcar o carro e dirigir os 20km até a cidade de La Paz. Nossa primeira parada foi em uma borracharia, pois o pneu da Fiona vinha manco desde a Cidade do México. Sim, nós vimos ele no chão na casa do Rodz, enchemos e desde então viemos apenas controlando a calibragem. Hoje finalmente convenci o Ro a parar em uma borracharia e descobrimos um imenso parafuso enfiado na patinha da Fiona! Coitada!
O parafuso que estava alojado no pneu da Fiona, retirado em La Paz, na Baja California, no México
Consertamos o pneu, tiramos o cadeado emperrado do nosso step, almoçamos em um restaurante de frente para o Mar de Cortês e pegamos estrada para o sul, nos afastando do nosso objetivo maior, o Alasca.
Hospital da Fiona em La Paz, na Baja California, no México
Normalmente não gostamos de baixar latitude, mas nesse caso o detour se faz necessário! As atrações mais turísticas da Baja Califórnia estão em Los Cabos, ponta da península. Não iremos até a badalada Cabo San Lucas, já está com demasiada infra-estrutura, gente e turistas para nós. Assim decidimos passar nossa primeira noite em um lugar mais íntimo com a natureza, o Parque Nacional Marinho de Cabo Pulmo! Foram duas horas de viagem, nos instalamos e preparamos as atividades do dia seguinte, nosso primeiro mergulho no Mar de Cortês!
Chegamos ao Mar de Cortez, no Cabo Pulmo, sul da Baja California, no México
Finalmente os Estados Unidos está aparecendo no nosso horizonte. São mais de 1.800km de estrada, atravessando praias e desertos para chegar até lá, mas a segunda principal barreira já foi ultrapassada, a primeira será a própria fronteira! Mas caaaalma, ainda temos muita história na Baja Califórnia pela frente!
Estrada corta o sul da Baja California, no México, a caminho do Cabo Pulmo
Informações| Baja Ferry - www.bajaferries.com
Indo embora da Ilha do Cardoso - SP
Lembram desta música, Go Back? Os Titãs cantavam: “Eu só quero saber o que pode dar certo, não tenho tempo a perder! E ainda tinham uma versão em espanhol para esta canção intitulada em inglês.
Hoje esta música se encaixou muito no nosso dia. Saímos de Curitiba em destino à Cananéia e o objetivo era cruzar para a Ilha do Cardoso. Eu havia dormido apenas 2 horas, estava super cansada e fui dormindo no carro, para variar. Cananéia dispensa apresentações, pois já estivemos lá no início dos 1000dias, quando atravessamos para a Ilha Comprida. Desta vez chegamos logo procurando informações para a travessia de barco até o Marujá, principal vila da Ilha do Cardoso.
Indo de bicicleta para a ponta sul da Ilha do Cardoso - SP
Enquanto eu sonhava dentro do carro, o Ro descobria que para atravessarmos teríamos que pagar 53,00 por pessoa apenas pela ida... total de R$ 212,00 para o casal, ida e volta e ainda esperar até as 13h, horário de saída do barco. A outra opção seria pagarmos uma voadeira, que iria no horário que quiséssemos, mas pagaríamos 180,00 apenas pela ida... 360,00 ida e volta. Esse é um dos problemas em chegar a um lugar fora de feriados ou finais de semana, pois se encontrássemos mais um casal valeria muito a pena, já que poderiam ir no barco até 5 pessoas pelo mesmo valor. Bem, começamos a colocar no papel:
212,00 + 4 horas de ida + 4 horas de retorno + tempo chuvoso + frio + muito vento
Ou ainda
360,00 + 45 minutos de ida + 45 minutos de retorno + tempo chuvoso + frio + muito vento = FURADA
Nossos planos eram muitos, caminhadas, acampamento na praia de Cambriú, pedalada até o Pontal do Sul... Pois é, pessoal. Muitos planos + Muitas expectativas = Frustração! Já conhecíamos a Ilha do Cardoso e já havíamos feito estes passeios, que são os nossos prediletos! Só ficamos chateados por que queríamos mostrar estes conteúdos e fotos aqui para vocês... Por isso mesmo puxamos dos nossos arquivos confidenciais algumas fotos, que poderão dar o gostinho do lugar.
Pôr-do-sol na Ilha do Cardoso - SP
Como “solo quiero saber lo que puede dar cierto, no tengo tiempo a perder”, decidimos colocar o nosso plano B em ação: GO BACK!
Voltar para Curitiba? Não! Go back home, sendo que desta vez é a “home” do Rodrigo! Seguimos em direção a Ribeirão Preto, visitar os meus sogros e curtir uma bela temporada de Julho da Família Junqueira na Fazenda Cruzeiro. Ligamos para o Seu Gustavo, meu sogro, e adivinhem? SOL, CÉU AZUL, CALOR DE QUASE 30°C! Assim ficou ainda mais fácil não olharmos para trás!
fiona curtindo pôr-do-sol em Delfinópolis - MG
Um dia de despedidas, organização e pé na estrada. Quando chegamos a Ribeirão decidimos retirar toda a nossa bagagem de dentro do carro, tamanha a poeira de terra vermelha que poderia acumular na caçamba. Depois de vários dias rodando entre a cidade e a fazenda, vimos que a vedação feita melhorou muito, mas ainda não resolveu completamente este problema. Por isso além de uma bela limpeza, também cortamos a lona preta no tamanho correto para proteger as coisas e a caçamba. Feita toda a arrumação, nos despedimos dos meus sogros, com aquela dor no coração e a esperança que nos encontremos logo no caminho. Eles nos ajudaram a colocar a bolinha que simboliza a região de Ribeirão Preto no mapa da Fiona e ainda ganhamos um lanche delicioso da Dona Nilza para a viagem.
Atualizando o mapa da Fiona em Ribeirão Preto - SP
Casa dos pais em Ribeirão Preto - SP
No caminho passamos de ferry-boat na represa que separa Cássia e Delfinópolis. Desci do carro para comprar um refresco e quando olhei a balsa já tinha ido embora, com o Rodrigo, Fiona e tudo dentro! Foi muito engraçado, estávamos nos achando sortudos, pois chegamos bem no horário, mas não sabia que era tão pontual assim! Os carros entraram na balsa e foram embora ainda com o motor ligado, o Ro só percebeu que havia me deixado quando eu já estava lá, parada no portinho, olhando a balsa partir. 30 minutos depois estávamos juntos novamente e logo depois chegando à Delfinópolis.
Travessia de balsa em Delfinópolis - MG
Fomos direto para a pousada da Mariângela, Rosa dos Ventos, nos hospedamos e fomos aproveitar o finalzinho do dia nas corredeiras Santo Antônio. Vimos o pôr-do-sol na serra com vista para a represa e jantamos no charmoso Barco Pizza Bar. Agora trabalhar e descansar, pois amanhã, muitas cachoeiras nos aguardam!
Rio Sto Antônio em Delfinópolis - MG
Pôr-do-sol em Delfinópolis - MG
Um arisco lagarto no solo da floresta no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
A Península do Osa, localizada na costa pacífica da Costa Rica, é a casa para um mosaico de áreas de conservação, reservas indígenas e do Parque Nacional Corcovado. O parque foi estabelecido em 1975 e abrange uma área de 425km2 de florestas primárias, uma das únicas faixas de mata original que restaram nesta costa. Não por acaso o parque foi considerado pela National Geographic a área biologicamente mais intensa do planeta em termos de biodiversidade.
Dia amanhece em Bahía Drake, pouco antes de seguirmos para o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Chegando à misteriosa Península de Osa, no sul da Costa Rica
A imensa anta e o puma são os animais mais difíceis de serem vistos no meio da natureza, mas aqui com bastante suor e um pouco de sorte é quase garantido que verá pelo menos um deles ao lado de 4 diferentes espécies de macacos, porcos selvagens, tamanduás, quatis e porcos-espinhos que se esgueiram às margens do Rio Sirena dos jacarés e tubarões-touro, completando o espetáculo da vida.
O lindo caminho para Bahía Drake, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Aranha espera uma próxima vítima em sua teia muito bem armada, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Chegamos a Puerto Jiménez, principal cidade da Península do Osa, no final da tarde, depois de uma linda viagem pela crista das montanhas da floresta úmida e nublada. Lá, sob um fim de tarde cor-de-rosa choque, tivemos que decidir se iríamos encarar mais de 15km de trilhas para ir e voltar da Estación Sirena, no coração do parque nacional, ou se encontraríamos uma alternativa menos desgastante e mais rápida de chegar até lá.
As incríveis cores do céu de fim de tarde, em Puerto Jimenez, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Fizemos um roteiro de três dias na região, o primeiro deles foi para a organização da nossa pequena expedição. Tiramos as autorizações de entrada no parque, reservamos uma área de camping, compramos suprimentos para almoço e jantar e dirigimos até a a tranquila vila de Bahía Drake. Lá, depois de conversar com quase todas as agências de ecoturismo locais, conseguimos encontrar um barco que nos levasse para Estación Sirena na manhã seguinte.
Chegando à Bahía Drake, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
E assim foi, as 5h30 da madrugada estávamos na praia de Bahía Drake aguardando a lancha, que aproveitou as águas calmas da manhã para nos guiar sobre as altas ondulações do Pacífico.
Em Bahía Drake, embarcando para o Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
De barco, a caminho do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Chegamos no parque pouco antes das 8 horas e caminhando silenciosos, na trilha de caminho para o refúgio, encontramos a primeira anta da nossa vida! Um animal imenso, quase do tamanho de um cavalo, com um nariz longo, pouco menor que a tromba de um elefante e olhos fortes, que observavam cada movimento que fazíamos em sua direção. Era um macho bem sacudo, se refestelando em apetitosas folhagens na manhã fresca do Corcovado. Demorei a notar, mas ao redor desta D´Anta estava um grupo de catetos, porcos selvagens, que parecem gostar de acompanhar a anta que abre seu próprio caminho na floresta. Literalmente animal!
Encontro com uma anta logo na chegada ao Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Chegando a Estación Sirena montamos nosso acampamento e planejamos um roteiro pelas trilhas ao redor da estação para começar o nosso dia de explorações. Nito, nosso amigo guia que deu várias dicas do parque, já havia passado por ali. Tínhamos a esperança que ele nos deixasse acompanhá-lo para aumentarmos as chances de vermos os animais, mas sem ele tivemos que ir, com os passos lentos e ouvidos atentos, em busca da tão falada vida selvagem da região.
Mapa de trilhas da área de Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Começamos pelo Sendero Espaveles com o plano de emendar a trilha Ollas e Corcovado, mas a mata reclamou seu espaço e deixou a trilha praticamente fechada. Continuamos seguindo o caminho destas imensas árvores cobertas de cipós, os espaveles são imponentes e uma referência na floresta para quem vive nela.
Enormes árvores na floresta primária do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Aranha sobe em galho de árvore, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Na trilha aguçamos os nossos sentidos, o olfato, a visão e a audição são a única forma de nos conectarmos com a floresta, deixando nosso instinto animal mais aflorado e nos permitindo vivenciá-la de forma mais intensa. O cheiro de um bando de macacos é inconfundível, as folhas caindo das árvores são outra boa pista. Nem sempre eles são gritadores, podem ser aranhas, capuchinhos ou da cara branca, cada um com seu som e seu comportamento. Alguns parecem te enfrentar e fazem xixi lá do alto para te espantar, outros se assustam e fogem rapidamente, sem que você consiga acompanhar a sua corrida pelas avenidas suspensas nas copas das árvores.
Macacos transitam com desenvoltura pelas copas das árvores no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Já que não subimos a trilha Corcovado, decidimos então tomar a trilha Los Pavos por alguns quilômetros e lá vimos os monos aranhas, capuchinhos que pequenininhos e de cara branca fazem um som de passarinho para nos confundir. Os perus selvagens estavam às margens do rio que dá nome a trilha, seco nesta época do ano.
Outra espécie de macaco caminha por galho no alto da floresta no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Macaco nos observa no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Uma espécie de pavão selvagem caminha no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Demos a volta e pegamos a trilha Sirena em direção ao rio para ver se teríamos sorte de ver algum jacaré dividindo seu rio com os tubarões touro que sobem o rio Sirena quando a maré está cheia. Nem jacaré, nem tubarão, mas encontramos uma praia selvagem, com pedras, madeiras e um cenário maravilhoso, a marca registrada da Península do Osa.
Chegando ao rio Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Seguimos pela via costeira procurando a anta que deveria estar se refrescando no mar e não a encontramos. As águas turbulentas da Playa Sirena são proibidas para banho pelo parque nacional, não para as antas, mas para nós meros humanos, que não aguentamos as fortes correntes e o perigo eminente dos tubarões-touro que vivem nas suas águas.
Caminhando na praia do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Rio Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica. O aviso é por causa dos tubarões e dos crocodilos!
Nos refrescamos então no Rio Claro, depois de mais uma hora de trilha para uma das piscinas que estão mais para banheiras. As águas mornas ainda assim são mais refrescantes que o bafo quente do verão costa-riquenho.
Nadando no belo e seguro rio Claro, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Quando chegamos lá no Rio Claro descobrimos que havíamos acabado de perder um puma, que descansava sob a sombra de uma árvore, pomposo e maravilhoso, ao lado da pista de pouso da Estación Sirena. Quem estava na estação descansando pôde vê-lo, enquanto nós, caminhantes, o perdemos! Timing desgraçado!
Admirando o mágico pôr-do-sol e o céu colorido de 50 tons de laranja no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
A noite preparei um frango xadrez “riquísimo” para o nosso jantar, no meio de vários turistas de todos os cantos do mundo. Depois do jantar e do banho, a distração da maioria era encontrar os carrapatos pelo corpo, coletados com tanto esforço nas trilhas do parque. O Rodrigo encanou que os macacos são os culpados, eles é que jogam os carrapatos em nós lá do alto! Kkk!
Cozinhando um delicioso jantar na cozinha do lodge Sirena, no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
A manhã seguinte foi de mais caminhadas, quatis, macacos, araras vermelhas, banho do Rio Claro e um encontro super especial com uma anta e seus amigos catetos, em pleno banho de lama. Ela se entalou ali na poça enlameada para aguentar o calor do meio dia.
Anta se refresca em poça de barro no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Um catitu procura comida em folhagem do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Uma anta se delicia em poça de lama na floresta do Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Com o acampamento desmontado e mochilas prontas, era nossa vez de nos despedir da terra de fantasias e deixar nossos amigos animalitos descansar em paz. Foram duas horas de lancha, lutando contra as grandes ondas na partida e deslizando sobre as águas a caminho da Bahía Drake.
Uma linda borboleta verde no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Chegamos perto das 16h e adivinhem quem encontramos andando nas ruas? Tanne! Ela que havia vindo da Nicarágua à Costa Rica conosco e a Fiona, voou para Puerto Jiménez, caminhou 18km até Sirena e conseguiu voltar de barco para Drake em um esquema perfeito para ver antas, um puma lindo, tamanduá, macacos e todos os animais que tinha direito! Sensacional!
Reencontro com a alemã Tanee, em Bahía Drake, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Nos despedimos de Tanne e pegamos a estrada em direção ao Panamá, com mais um sonho realizado. Península de Osa e Corcovado, desejamos voltar daqui a muitos anos e encontrá-los assim, ricos, intocados e mantendo o título merecido de um dos melhores lugares no mundo para avistar vida selvagem!
Curtindo o entardecer no Parque Nacional Corcovado, na Península de Osa, no sul da Costa Rica
Fim de tarde na orla em frente à Armação de Búzios - RJ
Despedida do Rio de Janeiro foi uma das mais difíceis, pois além de sabermos que foi a última base familiar que encontraremos por um longo período, deixamos de fazer muuuuuitas atividades. Escalar a Pedra da Urca, o Pão de Açúcar, um passeio de barco pela baia, além de deixar o Festival de Cinema do Rio sem ter visto um filme sequer, isso sem contar os amigos que não conseguimos encontrar. Bem, não podemos ter tudo na vida, vamos seguir viagem sabendo que um dia voltaremos.
Com a Bebel e a Íris, na despedida do Rio de Janeiro - RJ
A viagem hoje já começa interessante, passando pela maior ponte brasileira, uma obra de engenharia absurda da década de 70, a Ponte Rio-Niterói. Atravessamos a ponte para o que alguns dizem ser uma das cidades mais privilegiadas do Brasil, pois tem a melhor vista do Rio de Janeiro! Rsrsrs!
Atravessando a ponte Rio-Niterói - RJ
Brincadeiras à parte é verdade, a vista é lindíssima, principalmente do Museu de Arte Contemporânea, o MAC. Obra conhecidíssima de Oscar Niemeyer, o MAC fica localizado na região do Ingá, em um rochedo à beira bar com o Pão de Açúcar e o Corcovado ao fundo, belíssimo!
O MAC, em Niterói - RJ
O MAC, arquitetura de Niemeyer, em Niterói - RJ
Uma hora e meia depois chegamos à península de Armação de Búzios. Eu passei apenas uma vez por aqui com meus pais, quando era pequena, na Praia do Forno. Decidimos ficar hospedados na Praia dos Ossos, nem tão longe da tranquilidade, nem tão perto do agito.
Casa na Praia dos Ossos, em Búzios - RJ
Uma caminhada pela Orla Bardot, assim conhecida por ter sido destino de Brigitte Bardot nos anos 60, e chegamos à Rua das Pedras, centro turístico comercial de Búzios. Lojas de biquínis e hawaianas são facilmente encontradas em cada esquina, mescladas entre lojas de marcas caríssimas e boates internacionais descoladíssimas como a Pachá e o Café Del Mar.
Ana e Brigitte, Brigitte e Ana, em Búzios - RJ
Chegamos aqui uma tranqüila segunda-feira, logo após a etapa do Campeonato Brasileiro de Surf, que aconteceu nos últimos 4 dias na Praia de Geribá. Ainda vemos alguns turistas, mas sem dúvida somos muito sortudos de poder conhecer a Vila de Búzios nesta tranqüilidade. Depois de almoçarmos, caminhamos pela Orla Bardot, pela Praia dos Ossos até a Praia Azeda.
Praias Azeda e Azedinha, em Búzios - RJ
Vimos os últimos raios de luz na Azedinha, aprendendo um pouco sobre a pesca artesanal com o Idanir que estava ali, pacientemente cercando um cardume de sardinhas. Esta é a melhor hora para cercá-las, hora do jantar dos peixes espadas. Elas fogem deles vindo para o raso, aí é a hora dos pescadores passarem a rede e a fecharem na enseada. Vimos um pingüim ali também, aproveitando a janta farta, já que estavam todas encurraladas na rede.
Pescando sardinhas na Azedinha, em Búzios - RJ
Idanir nos explicou também que antes de fecharem o cerco eles fazem uma amostragem dos peixes com 2 garrafadas em cada ponta da enseada, se mais de 10% forem menores que 16 ou 17cm eles não passam a rede. Sardinhas menores ainda não reproduziram, por isso o Ibama faz o trabalho de fiscalização, multando os pescadores que não respeitarem a regra. Idanir nos contou que ficou mais de 15 dias aguardando os cardumes adultos chegarem, até que na semana passada conseguiu tirar 16 toneladas! Que fartura! Bem vindos à Búzios!
"Pescadores" em Búzios - RJ
O oásis de Huacachina, no Peru
Ica é uma das grandes cidades entre Nazca e Lima. A princípio um lugar sem tantos atrativos, mas que seria um bom “stopover” depois do sobrevôo de Nazca, para não pegarmos estrada a noite até a capital. Decidio isso fomos dar uma pesquisada e olhar mais de perto o que a cidade tinha de atrativos e descobrimos um refúgio de viajantes e mochileiros de todo o mundo, a pequena vila de Huacachina.
Huacachina, no Peru
Localizada há apenas 5 km da cidade de Ica, Huacachina é um verdadeiro oásis circundado por dunas gigantes de mais de 100m de altura! Uma lagoa ao centro e toda a infra-estrutura turística que se pode precisar. Hostals para todos os bolsos, a maioria com piscinas e bares, agências de turismo que oferecem passeios para os pontos próximos como Nazca e as Ilhas Balestras, onde se pode avistar pingüins e vários tipos de aves e animais marinhos, por isso é conhecida também como a Galápagos dos pobres, rs.
Turistas caminham em duna de Huacachina, no Peru
Na vila a atividade principal é a subida das dunas e a descida acelerada, seja na corrida ou nas tábuas de sandboard! Há também os passeios de bugue que dão um show nos passeios de Genipabú em Natal... afinal as dunas são muito mais radicais e os bugues muito mais turbinados.
Huacachina, no Peru. Paraíso dos praticantes de sandboarding
A subida para os mais em forma pode levar de 10 a 20 minutos e para os mais preguiçosos de 40 minutos até uma hora! As dunas tem mais de 100m de altura e tem uma vista linda da vila de Huacachina e da cidade de Ica. São quilômetros e quilômetros de areia para todos os lados, muros de contenção para que elas não invadam as casas na cidade e hotéis resorts nos arredores de Ica.
No topo da duna em Huacachina, no Peru
Aproveitamos o dia de sol para subir as dunas, comemos um belo ceviche à beira da lagoa e pegamos estrada para Lima!
Delicioso ceviche, em Huacachina, no Peru
A chegada nas capitais e cidades grandes sempre exige um pouco de paciência. Muito trânsito, várias batidinhas, o povo é meio doido no volante. Após a bela surpresa do oásis de Huacachina, não poderíamos imaginar que a Lima cinzenta e com garoa, também nos reservava uma recepção tão calorosa, dá uma olhadinha aí abaixo.
DICA!
Em Miraflores encontramos uma bela pousada, o Buena Vista Hostal. Além de bem localizada, com uma boa ducha quente e um belo café da manhã, seu dono é um peruano que estudou turismo na UFPR e casou-se com uma curitibana! Encontrar o Jorge e a Cris nos fez sentir mais pertinho de casa, muito bacana! Outra boa dica é provar um dos melhores pollos do Perú, no Pardo Chicken, uma delicia!
Cenário da subida do rio da Cachoeira do Sossego, com suas águas avermelhadas, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
A Chapada Diamantina possui várias cidades históricas, fundadas no ciclo do diamante entre os séculos XVIII e XIX, que servirão como base para a nossa aventura. O Parque Nacional da Chapada Diamantina foi criado em 1984 em uma área em que predominava a atividade de mineiração e garimpo, com o intuito de preservar uma das mais abençoadas paisagens brasileiras. São centenas de cachoeiras, rios de águas vermelhas e formações rochosas das mais variadas que formam este cenário fantástico!
Cenário da subida do rio da Cachoeira do Sossego, com suas águas avermelhadas, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Começamos explorando os arredores da cidade de Lençóis, nosso primeiro dia de caminhada foi até a Cachoeira do Sossego, quase 2h de trilha, boa parte dela subida, passando por paisagens lunares. O rio foi esculpindo as pedras e formando recantos lindos.
Cenário da subida do rio da Cachoeira do Sossego, com suas águas avermelhadas, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Na trilha a pressão vai ao pé, calor dos diabos, sol na cabeça e a águia fria é item obrigatório para sobrevivência! Só queremos chegar, afinal o prêmio está lá, no fim da trilha, linda e pomposa, a Cachoeira do Sossego.
Cachoeira do Sossego, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Valeu até uma tentativa de base jump dos 5m de altura no poço!
Pulando de "paraquedas" na Cachoeira do Sossego, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Logo chegou um grupo grande e nós, como de praxe, fugimos dali para conhecer outros lugares, quem sabe não tão tumultuados.
O escorregador do Ribeirão do Meio visto de cima, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Próxima parada: Ribeirão do Meio. Pedras roliças que foram amalgamadas com areias coloridas e formam um tipo de rocha colorido e muito diferente, fazem a paisagem ainda mais surreal. Lindíssima na parte alta e diversão garantida no seu tobogã!
Descendo o Escorregador do Ribeirão do Meio, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Sabadão não poderíamos esperar tê-lo tão vazio, mas valeu a pena, pois vimos um show de um dos nativos que cresceu aqui treinando os malabarismos mais amalucados possíveis. O cara desceu o tobogã em pé, em posição de ski, depois de ter plantado bananeira e dado aqueles saltos doidos no poço! Estiloso demais!
Descendo de pé o Escorregador do Ribeirão do Meio, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
Uma bela caminhada, treino para começar a aquecer os músculos para os próximos dias. Aqui na Chapada, sossego é o que não vamos ter!
Refrescando-se na Cachoeira do Sossego, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA
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