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No final do séc. XIX, quando se iniciava a colonização da região de A...
Acordamos hoje na maior atração turística do sul da Islândia, o Parqu...
Os russos começaram a chegar ao Alaska em meados do séc XVIII. Após al...
Dona Helen (02/05)
Realmente esta\"farra\"amazônica é de dar inveja a ca- da um! Doces bot...
Cleia (01/05)
Onde vejo as fotos?? vi as dos post.. bah me ajudou muito os nomes dos pa...
Dona Helen (29/04)
Rô Repentinamente repentina é dose,hem?Além disso tudo 3 vezes!!!Não ...
Dona Helen (29/04)
Filhos: Nunca esquecer como o volume de agua das cachoeiras pde aumentar ...
Luis (28/04)
Legal! Vou aguardar o telefone dele. Atravessar a Transamazônica neste p...
Dia de sol em Corumbau - BA
Hoje São Pedro escancarou o céu para nós. Chega de frentes frias - hehehe. Aproveitando o belo dia e a maré baixa, fui com a Ana novamente à Ponta do Corumbau. Que diferença de dois dias atrás, quando a maré estava cheia, o dia chuvoso e o mar raivoso. Hoje, finalmente, ela pode ver a ponta que faz Corumbau tão conhecida.
Passeando na ponta de areia em Corumbau - BA
Uma língua de areia, com uns 50 metros de largura e quase 400 metros de comprimento avançando sobre o mar, dividindo ele em dois. Dos dois lados vai formando piscinas. O cor do mar, na verdade, são várias. Diversos tons de verde e de azul se entrecortam, dependendo da profundidade, do tipo de solo e da luz que bate. Uma visão idílica! Mais ainda quando olhamos, lá da ponta, para a praia da costa, areia bem branca ladeada de coqueiros. É a Bahia que vemos nas fotos! Na verdade, hoje foi o primeiro dia que me senti verdadeiramente na Bahia.
A longa ponta de areia em Corumbau - BA
Cruzamos com uns poucos turistas passeando pela ponta de areia. Todos extasiados com a beleza do dia e do local. No auge da temporada, imaginei aquela praia tomada por centenas de pessoas. Hoje, uns dez gatos pingados.
Corumbau - BA
A caminho de casa, paramos no mesmo boteco de dois dias atrás. Tiramos fotos parecidas para poder comparar. Ficou engraçado. Ficamos amigos da Bibi, que toma conta do lugar. Contou-nos sobre os turistas que costumam frequentar Corumbau, sobre como o movimento tem mudado ao longo dos anos e também sobre os índios da região, os pataxós. Aliás, a Ana comprou dois colares de udas simpáticas índias. Queriam vender um por dez, a Ana barganhou dois por doze. Achou que tinha feito um bom negócio até aparecer outra índia que lhe ofereceu um por quatro. Hehehe
Vista do Monte Pascoal, em Corumbau - BA
Voltamos para o hotel, a deliciosa Pousada Corumbau, despedimo-nos da Vera e do Gil, que cuidaram muito bem da gente e rumamos para Itamaraju. No caminho, cruzamos novamente o Parque Nacional do Descobrimento, uma das últimas reservas de mata atlântica do Brasil. Pudemos também admirar o Monte Pascoal cuja silhoueta domina a região. Nossa intenção era ter ido lá hoje mas não daria tempo de subi-lo. Deixamos para amanhã cedinho e de lá para Porto Seguro.
A pequena Nicole em Corumbau - BA
Em tempo: o ouvido da Ana continua melhorando!
Auto-foto em Corumbau - BA
Despedida da pousada Mandalá no Matutu - MG. Rickson, Anacelli, Simbad e Cassie
Deixamos hoje o Vale do Matutu e a deliciosa Pousada Mandala das Águas em direção a Mauá, no Rio de Janeiro. Foi uma despedida comovente e atribulada.
Na noite anterior a pousada estava mais movimentada. A Anacelli, que fez a caminhada conosco até o Pico do Papagaio se mudou para lá. Além disso, chegou uma nova hóspede, a Cassie, de São João Del Rey, trazendo o Sombra, um labrador preto. A gente se deu mundo bem com ela. Mas o Sombra e o Simbad, que tinha nos achado na pousada novamente, ficaram se estranhando um pouco.
Hoje bem cedo, arrumando a Fiona, já comecei a me despedir do Rickson, o dono da pousada. Ele foi uma companhia ótima todos esses dias, sempre dando muitas dicas e parceiro de longas conversas durante o jantar sobre os mais variados assuntos. Foi uma pena não termos conhecido sua esposa, que estava viajando nesse período. Os dois tem uma história de vida muito interessante e foram proprietários do melhor restaurante de comida natural de BH por muito tempo. Deixaram o restaurante para trás para trocar a cidade grande pela vida saudável do Matutu.
Com o carro pronto para partir e antes da sessão de fotos a Anacelli cantou uma música para nós, em homenagem à nossa viagem. Foi muito emocionante. Lembramos da americana que rezou para nós nas Bahamas. Após este momento super zen estávamos nos preparando para as fotos. A Cassie queria tirar fotos também. Disse que vamos ficar famosos! Será?
No meio desse movimento todo o Simbad e o Sombra se atracaram ferozmente. Briga de cachorro grande! Por mais que tentássemos, eu e o Rickson não conseguíamos separá-los. Era mordida para todo lado. Demorou muito tempo essa briga. Lá pelas tantas, voltei para a Fiona para deixar minha máquina fotográfica lá e ter as duas mãos livres para tentar fazer algo. Finalmente os dois se separaram alguns centímetros e eu consegui me meter no meio dos dois. Puxei o Simbad para um lado enquanto a Cassie conseguiu pegar o Sombra.Os dois estavam com vários ferimentos e bem chorosos. Foi uma pena! A gente se afeiçoou muito ao Simbad. Ele até dormiu no nosso quarto esta noite. Foi muito triste deixar ele para trás, principalmente neste estado. O Simbad levou a pior no início mas virou o jogo depois. O Sombra é mais forte mas o Simbad é mais safo.
Enfim, fizemos a sessão de fotos ainda sob o impacto da briga e depois partimos. Música emocionante, briga alucinante, despedida inesquecível.
Despedida da pousada Mandalá no Matutu - MG. Rickson, Anacelli, Simbad e Cassie
Representação do espaço sideral (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)
Hoje começou mais uma etapa da nossa volta pelos Estados Unidos. Temos até o dia 28 deste mês para chegar à Nova Iorque, de onde embarcamos para o Caribe mais uma vez. Da mesma maneira que quando cruzamos o país de oeste à leste, foi a Ana que montou nosso roteiro até a Big Apple. Passamos por Parques Nacionais, cidades históricas, a mais famosa estrada cênica do país, a capital dos Estados Unidos e pela maior caverna do mundo. Um roteiro bem diversificado, do jeito que gostamos! Como sempre, o roteiro é bem maleável também e temos bastante espaço para mudar de ideia e de caminho, hehehe! Só não podemos mudar o dia 28, pois já estamos de passagens compradas para Barbados.
Nosso roteiro planejado, de Miami à Nova Iorque
Pois bem, essa regra de que podemos sempre mudar de ideia já foi posta em prática hoje mesmo! A nossa ideia original era a de fazer uma longa viagem hoje e já chegar até Savannah, deixando a Flórida para trás. Mas tínhamos o plano B de parar antes, em St. Augustine, se ficássemos cansados ou saíssemos muito tarde.
Chegando ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA
Pois bem, não saímos tarde e nem estávamos particularmente cansados mas, quando passamos ao lado do Cabo Canaveral e do Kennedy Space Center, a vontade foi crescendo, crescendo e não resistimos. A Ana sabe que eu adoro essas coisas do espaço e começou a ler no guia tudo o que havia lá. Não demorou para me convencer...
Réplica de um ônibus espacial, no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA
Logo que chegamos, já pegamos um tour de ônibus pelo complexo que leva quase duas horas. Com isso, já selamos nosso destino de hoje: Savannah dançou e ganhamos mais um dia na Flórida, em St. Augustine. O ônibus nos leva primeiro ao redor do gigantesco hangar onde se montavam os foguetes Apolo e, mais recentemente, os Ônibus Espaciais, que acabaram de ser aposentados. As dimensões ali impressionam. Para mim, que já tinha acompanhado tantas vezes o processo de montagem dessas naves através de sites especializados, desde o prédio até o gigantesco veículo que leva os foguetes já montados até as bases de lançamento, a poucos quilômetros de distância, foi emocionante ver tudo de novo, só que ao vivo!
Gigantesco prédio de montagem de foguetes no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Apenas o quadrado azul da bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete!
Depois, seguimos para uma das torres de observação. Dali se pode observar a vizinha Cabo Canaveral, a base da força aérea de onde também partem muitos foguetes. Entre eles o Falcon 9, que está para fazer história nas próximas semanas. Vai ser o primeiro foguete privado (se não explodir no caminho, claro!) a ir até a Estação Espacial e depois voltar uma cápsula para a Terra. Não é um voo tripulado ainda, mas será um passo gigantesco de tirar das mãos do Estado o monopólio tecnológico de ir e voltar do espaço. O passo seguinte será baratear custos para, em seguida, começar a tornar o acesso ao espaço algo menos impossível para pessoas normais. É o fiozinho de esperança que ainda tenho de, ainda durante a minha vida, ter a chance de ver a nossa linda Terra lá de cima. Conseguir enquadrar todo o continente americano, que estamos levando 1000dias para conhecer, em uma única foto, deve ser emocionante! Tenho certeza que esse é o destino da humanidade. Só não sei se terei tempo de fazer parte desse “destino”...
Sala de controle das Missões Apolo, que levaram o homem à Lua (no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)
A parada seguinte do ônibus é a mais interessante: vamos até outro prédio onde há uma réplica do foguete Apolo, que levou o homem à Lua por várias vezes, há quarenta anos. Mas antes de ver o foguete, fomos levados a sala de controle real do voo da Apolo. Daí foi controlado o voo da Apolo 8, o primeiro voo tripulado a deixar a órbita terrestre e viajar até a Lua. Um filme ali mesmo na sala repassa todos os tensos momentos do lançamento, sons e vozes originais, assim como os mesmos computadores pré-históricos. Muito legal! Em seguida, quando já estamos bem no “clima”, abrem-se as portas e lá está a réplica do foguete Apollo, em tamanho real. Sabem fazer as coisas, esses americanos!
Motor de um foguete Apolo, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA
Interessante também e ver a coleção de primeiras-páginas de jornais do mundo inteiro do dia seguinte da chegada do homem à Lua. Deve ter sido um evento e tanto! Imagina se fosse hoje, com CNN, internet, Facebook, Twitter, etc...
Jornais noticiam a chegada do homem à Lua! (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)
Outras exposições mostram os motores do ônibus espacial, as cápsulas lunares e até a réplica dos jipes que andaram na Lua. Para mim, que sempre adorei isso, foi magnífico ter estado lá. Sou um entusiasta da exploração espacial e não pensaria duas vezes se quisessem me lançar num foguete amanhã, desde que tivesse a passagem de volta também. O mais perto que posso fazer disso hoje é visitar um lugar como esse, onde objetos tão reais que podemos tocá-los (como uma pedra trazida da Lua) nos mostram que já estivemos lá. Um feito inigualável da engenhosidade humana.
As várias roupas de astronautas, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA
Outro ponto alto dessa visita foi assistir ao filme em 3D do telescópio espacial Hubble. Acho que mesmo quem não é muito entusiasta dessas coisas não conseguiria deixar de se emocionar vendo o filme onde astronautas voam no espaço para consertar uma das mais perfeitas máquinas já criadas pelo homem. O resultado são imagens belíssimas da nossa galáxia e das outras, uma escala cósmica que faz a Terra parecer completamente insignificante, o que de fato ela é, no infinito do cosmo. A imagem 3D de um “berçário” de estrelas, rodeado por canyons de gases com dezenas de trilhões de quilômetros de extensão é particularmente impressionante e avassaladora.
Visita ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA
Bom, de volta ao nosso insignificante, mas maravilhoso planeta, ao incrível continente americano, à pequena península da Flórida, ainda sem ar depois de ver tudo o que já conseguimos fazer e ver pelo espaço, voltamos para nosso querido “foguete” particular, a Fiona, e seguimos caminho para St. Augustine. Ao deixar olhar para trás e ver Kennedy Space Center, tudo o que conseguia pensar era como deveria ser emocionante ver o lançamento de um foguete dali. Afinal, se quando estávamos a mais de 500 km de distância, em Turks e Caicos, conseguimos ver as luzes de um foguete que subia daqui, imagina aqui de perto. Um dia, um dia...
A Lua também faz parte da América! Pelo menos até os chineses chegarem lá...
O Dave traz mais passageiros de volta ao Sea Spirit, depois de visita a Stromness, na Geórgia do Sul
Se alguém me dissesse, um mês atrás, que estava viajando de Stromness para Grytviken, eu iria imaginar que essa pessoa deveria estar em algum recanto da Dinamarca, Suécia ou Noruega, mas jamais na América do Sul! Pois é, vivendo e aprendendo... E olha que eu não estaria tão errado assim. Sim, os dois lugares ficam sim na América do Sul, mais precisamente, na pequena ilha chamada Geórgia do Sul. Uma ilha que pertence aos ingleses, mas que, na prática, foi colonizada por noruegueses! Bingo! Daí esses nomes nórdicos...
A antiga estação baleeira de Stromness, na Geórgia do Sul
O Dave traz mais passageiros de volta ao Sea Spirit, depois de visita a Stromness, na Geórgia do Sul
Nas primeiras décadas do séc. XX, o governo inglês vendeu licenças a várias companhias norueguesas para se instalarem na ilha e praticarem a pesca e processamento de baleias e focas. Essa foi a primeira ocupação efetiva dessa pequena ilha quase perdida no Atlântico Sul e, desde então, nomes noruegueses são comuns por lá, mesmo depois que as estações baleeiras foram fechadas em meados do século. E hoje, após repetir parte do caminho por terra de Shackleton até Stromness, nós embarcamos no Sea Spirit rumo a Grytviken, a “capital” da Geórgia do Sul.
Guindaste do Sea Spirit recolhe um zodiac no deck, em Stromness, na Geórgia do Sul
A água gelada e azul da baía de Stromness, na Geórgia do Sul
O tempo havia estado fechado durante toda a manhã, enquanto fazíamos nossa caminhada. Mas na hora de embarcarmos no Sea Spirit, já em Stromness, o sol apareceu, assim como o céu azul. Quase sem vento, as águas da baía de Stromness estavam paradas, formando um grande espelho natural que só era desmanchado pelo vaivém dos zodiacs que transportavam os passageiros de terra firme para o navio.
O Bart limpa suas botas antes de entrar no Sea Spirit, em Stromness, na Geórgia do Sul
Limpando os pés antes de entrar no Sea Spirit, em Grytviken, na Geórgia do Sul
Ao chegar no Sea Spirit, a rotina de sempre. Enquanto limpávamos e desinfetávamos nossas botas para poder entrar no interior do Sea Spirit, os marinheiros já nossos amigos se ocupavam em “guardar” os zodiacs no deck do navio. Faça frio, faça vento, faça neve, lá estão eles fazendo seu trabalho, sempre com a ajuda do guindaste do barco.
Os marinheiros do Sea Spirit que sempre nos auxiliam a entrar e sair dos zodiacs, em Stromness, na Geórgia do Sul
Navegando por um estreito canal perto de Stromness, na Geórgia do Sul
O Sea Spirit começou sua curta viagem de hoje e o almoço já estava servido para os famintos passageiros. Aproveitando o dia lindo que agora fazia, aproveitamos para comer do lado de fora, lá no deck superior, com direito à linda paisagem da ilha à nossa frente. Com o tempo limpo, quem apareceu o longe foi o Mount Paget, montanha mais alta da Geórgia do Sul. Com 2.935 metros de altura, realmente é uma montanha imponente, considerando que nós estávamos ao nível do mar. É como se fossem quatro Corcovados, um em cima do outro. Foi escalado pela primeira vez em 1964, por uma equipe militar britânica. É uma escalada técnica, com muito gelo e neve no caminho.
As mais altas montanhas da Geórgia do Sul, como o Mount Paget, na região de Stromness
As mais altas montanhas da Geórgia do Sul, como o Mount Paget, na região de Stromness
Depois do almoço e do Mount Paget ficar para trás, chegamos a baía de Grytviken, um punhado de casas espremidas entre o mar e montanhas majestosas. Essa é a tal “capital” da ilha, onde vivem poucas dezenas de pessoas de forma permanente e muitos pesquisadores durante o verão e primavera. Um pouco mais ao fundo, na mesma baía, as ruínas da antiga estação baleeira. Foi para lá que seguimos.
Navegando ao lado das mais altas montanhas da Geórgia do Sul, entre Stromness e Grytviken
Aproveitando o sol para almoçar ao ar livre no deck do Sea Spirit, saindo de Stromness, na Geórgia do Sul
O primeiro programa foi visitarmos o cemitério para prestar nossas homenagens ao mais ilustre “hóspede” do local, Sir Ernest Shackleton. Vou falar disso no próximo post. Depois do cemitério, fomos caminhar pelas ruínas e alguns poucos prédios restaurados ou conservados.
Chegando a Grytviken, na Geórgia do Sul
Tarde de sol em Grytviken, na Geórgia do Sul
Entre eles, destaca-se a bela igreja que já é centenária. Carl Larsen, o fundador do posto baleeiro mandou fazê-la lá na Noruega e trazê-la para cá. Imaginou que um pouco de religiosidade serviria para aplacar os ânimos de tantos homens vivendo juntos por tanto tempo em espaço tão pequeno e longe de suas mulheres e famílias. Eram poucos os que tinham o privilégio de trazer suas esposas e filhos para cá. Então, trouxeram a igreja que é o principal cartão postal da cidade.
A bela igreja construída pelos noruegueses em Grytviken, na Geórgia do Sul (foto de Brian Myers)
Visitando a igreja norueguesa em Grytviken, na Geórgia do Sul
A bela igreja construída por baleeiros noruegueses em Grytviken, na Geórgia do Sul
Além da igreja, um pequeno museu e correio, que só abre quando chegam os navios com turistas. Receber uma correspondência da Geórgia do Sul não é para qualquer um! O museu conta a história e mostra artefatos da exploração baleeira da ilha e da breve ocupação argentina durante a Guerra das Malvinas. Mesmo para quem não admira a caça de baleias, é sempre interessante ver as fotos terríveis e ficar certo que aquilo realmente acontecia.
Interior da igreja norueguesa em Grytviken, na Geórgia do Sul
O museu e o correio de Grytviken, na Geórgia do Sul
Felizmente, não acontece mais e hoje a paz reinava nesse lado esquecido do mundo. Elefantes-marinho dormiam na praia, pinguins passeavam ao lado de um antigo barco baleeiro encalhado, turistas caminhavam entre ruínas de uma antiga fábrica e a tarde se punha sobre um oceano de águas azuis. Era a hora de voltarmos a bordo porque o dia de amanhã também será longo, com direito a mais desembarques, caiaque, pinguins e elefantes. Sem contar o jantar com um prato especial: rena assada. Isso mesmo... renas, daquelas que puxam o carro do Papai Noel. Assunto para os próximos post, depois de falar da epopeia de Shackleton.
O sol de fim de tarde esquenta o Sea Spirit ao lado de Grytviken, na Geórgia do Sul
Impressionado com o tronco de Samaúma, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Hoje foi dia de FLONA. Esse é o nome que se dá para as Florestas Nacionais, unidades de conservação federal em áreas de floresta espalhadas pelo Brasil. Diferentemente dos Parques Nacionais, as FLONAS admitem que pequenas comunidades continuem vivendo em seu interior, desde que respeitadas algumas regras. Algumas são abertas à visitação, mas uma autorização é sempre necessária. Elas estão mais voltadas à pesquisa científica e o turismo só é incentivado como um meio à mais para o sustento da população das comunidades locais.
Admirado com uma Seringueira, "sangrada" continuamente há três gerações, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Umas das mais importantes FLONAS do Brasil é a FLONA-Santarém, uma grande área de floresta amazônica ao sul de Alter do Chão, delimitada pelo rio Tapajós, à oeste, e a BR-163 (Cuiabá-Santarém) à leste. Uma enorme riqueza de flora e fauna está ali preservada, sendo estudada continuamente por dezenas de pesquisadores. As comunidades locais vivem do extrativismo vegetal, turismo e pequenas roças, além do artesanato. Apesar da fauna variada, incluindo répteis, aves e grandes mamíferos como veados e onças, a grande estrela da unidade é a mata primária amazônica, incluindo diversos tipos de árvores centenárias de grande porte como Piquiás, Guarubas, Tauaris e, as maiores entre elas, as Samaúmas. Árvores com quase 50 metros de altura e com bases larguíssimas, sendo necessário, algumas vezes, mais d quinzer homes para "abraçá-las". Simplesmente espetaculares!
A mesma Seringueira, "sangrada" continuamente há três gerações, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
As diversas comunidades dentro do parque organizaram trilhas dentro da mata, para levar turistas. São trilhas de 1 a 15 quilômetros, passando por diversos exemplares das árvores mais famosas e, com sorte, possibilitando a visão de algum animal. Algumas dessas trilhas, depois de anos de exploração turística, já se tornaram verdadeiras "avenidas" dentro da mata. Por isso, eu e a Ana optamos por uma trilha recentemente aberta, de pouco mais de 10 km, na comunidade de São Domingo, logo na entrada da FLONA. Relativamente "virgem", quando comparada às trilhas das outras comunidades, ela ainda é pouco mais do que um pequeno caminho zigezagueando entre árvores gigantescas e suas parentes menores, além de muitas seringueiras plantadas ali há gerações. O sentimento, ao se andar por ali, é realmente o de se estar na amazônia de verdade, aquela que todos queremos preservar.
Guarúba, uma das espécies de árvores gigantes na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
O nosso simpático guia foi o Francisco, que mora em São Domingo desde os três anos de idade. Aliás, desde a criação da FLONA, há um enorme controle para que ninguém mais "se mude" para lá. A intenção é que as comunidades não cresçam em população, para não sobrecarregar os recursos da floresta. A trilha começa ao lado do rio Tapajós, indo em direção ao interior da reserva. Logo começamos a subir e deixar o solo mais arenoso para trás. As árvores vão ficando cada vez maiores, principalmente quando entramos na área de floresta primária. Antes disso, passamos por seringueiras que estão sendo exploradas há gerações. Pode-se ver os sulcos simétricos por toda a parte mais baixa do troco. Que coisa incrível! A árvore plantada e explorada pelo seu avô e depois por seu pai é a mesma árvore que agora você ensina ao seu filho os segredos dessa arte da colheita do látex. É de tirar o chapéu!
"Cidade das Cigarras", na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Outra coisa que logo chamou nossa atenção foram as "casas" de cigarra. São cones de barro que parecem brotar do chão, às dezenas. Em um local há tantos deles que é até conhecido como a "cidade das cigarras". Eu, que até ontem tinha visto tão poucos na minha vida, hoje aprendi de onde devem vir todas as cigarras que ouvimos por aí. Literalmente, milhares desses casulos, onde elas passam 98% da sua vida para, depois, ver o mundo e cantar para a sua amada os outros míseros 2%. Não é à tôa que cantam tão alto, tão pouco tempo para poder aproveitar o ar livre...
Carapanaúba, com o tronco cheio de "veias", na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Mas, como já disse antes, as árvores gigantes são a grande atração. Lindas! Imponentes! Não há como não parar e reverenciar cada uma delas. As Samaúmas, então, parecem verdadeiras catedrais dentro da mata, suas enormes raízes formando uma gigantesca base triangular, paredões de madeira bem à nossa frente. Uma exuberância!
Uma enorme Piquiá, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
O acompanhamento de um guia é obrigatório. Nessa trilha que fizemos, então, para achar o pequeno caminho no meio da mata, ele é imprescindível. Mas, mais do que isto, é enriquecedor estar com eles, já que no caminho, vão nos ensinando os segredos da mata e das árvores. Folhas e raízes que são remédios, madeiras de lei para móveis, árvores perfeiras para canoas e por aí vai. Uma verdadeira aula!
Dois pés de Tauarí fundidos, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Entre as coisas que vimos e aprendemos, uma incrível cena de uma batalha titânica! Uma árvore, a "abraçadeira", que vai crescendo sobre outra árvore e esmagando-a aos poucos, até matá-la e acabar por "incorporar" seu troco. Pois essa abraçadeira estava crescendo sobre uma árvore gigante. Uma batalha épica que já dura dezenas de anos mas que, aparentemente, vai terminar com a vitória da abraçadeira. Centímetro por centímetro, ela vai "conquistando" seu valente adversário.
A gigante Samaúma na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Quanto à fauna, fora os muitos insetos e os cantos de pássaros que estão ao nosso redor, vimos rastros de catetos e queixadas e a familiar algazarra dos bugios gritadores (macacos). Mas o ponto alto foi uma caninana, uma cobra, com quase três metros de comprimento. Aparentemente morta de velhice recentemente, pois não tinha nehum ferimento, ela estava no meio da trilha, toda enrolada. Uma visão e tanto!
Observando Caninana de quase três metros, morta, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Por falar em cobras, ao final do passeio, depois de observar uma preguiça bem no alto de uma árvore quase na frente da guarita, passamos na casa do coordenador da trilha de São Domingo, o Seu Luiz. Lá ele nos mostrou o couro de uma sucuri de cinco metros, morta há alguns meses. Que belo animal! Vivo, então, seria incrível. Que pena ter sido morto...
Couro de sucuri de cinco metros, na casa do Seu Luiz, na FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Já bem no final da tarde, iniciamos a viagem de volta, quase uma hora por caminhos de terra. Queríamos voltar para um banho noturno no Rio tapajós, bem em frente à nossa pousada e, mais tarde, a noite de Carimbó, que há tanto esperamos. E, amanhã cedo, transamazônica. Nossa... que programação!
Instruções para queimadas na área da FLONA, comunidade de São Domingo, região de Alter do Chão - PA
Vista da nossa varanda, na pousada Sabambugi, praia de Sagi, Baía Formosa - RN
Hoje foi dia de comemoração. Completamos 20 meses de casamento! O tempo vem passando rapidamente, até de uma maneira assustadora. Mais alguns dias e a jornada já estará com 300 dias! Putz... Não temos acesso à internet aqui no Sagi, mas há dois dias, ainda em João Pessoa, matei a saudade daquele maravilhoso 9 de maio na Ilha do Mel. Para quem ainda não conhece, dá uma olhada no nosso site do casório: www.icasei.com.br/roana Para quem gosta de viajar, não se esqueçam de olhar as fotos da lua-de-mel, na Turquia.
Ana trabalhando feliz, na pousada na praia de Sagi, Baía Formosa - RN
Começamos muito bem o dia. Cama deliciosa, ventilação natural e, ao abrir a porta da varanda, o visual mágico do pequeno rio Sagi se contorcendo para chegar ao mar. Depois, café da manhã de primeira, com direito a coalhada, granola, pão de queijo e frutas colhidas na hora!
Caminhando para a fronteira Paraíba-Rio Grande do Norte
A digestão do banquete matinal foi uma agradável caminhada até a fronteira com a Paraíba, três quilômetros pela areia. Praia quase deserta. "Quase" porque volta e meia passava um bugue por nós, trazendo gente de Baía Formosa ou Pipa para conhecer o belo visual do rio Guaju, que marca a fronteira dos dois estados. Além desses encontros, o que mais chamava a atenção na paisagem eram os enormes cataventos no lado paraíbano da fronteira, quase "coqueiros modernos", produzindo energia eólica para uma mineradora que existe por lá. Energia limpa, com certeza, mas ainda prefiro ver coqueiros de verdade no horizonte.
Ana no lado paraibano do rio Guaju, na fronteira com Rio Grande do Norte
Chegamos no dia certo na barra do rio Guaju, um domingo. Isso porque ouvimos falar que agora, no verão, durante a semana, a CVC chega a levar quase duas mil pesoas por dia para lá. Vindos de bugue de Baía Formosa, Pipa e até Natal. Deus que me livre! Mas hoje estava bem tranquilo, pouco mais de dez bugues. Por uma razão que me é misteriosa, todos eles, e as pessoas que carregam, se aglomeram no mesmo lugar. Assim, eu e a Ana, um pouco mais perto do mar, estávamos completamente sozinhos.
rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba
Ficamos por ali algum tempo, brincando com a correnteza do rio. Lugar idílico. Depois, caminhada de volta para a vila de Sagi e nossa pousada. No fim de tarde, fomos almojantar no Ombak, o melhor restaurante da vila. Camarão grelhado no molho de maracujá + suco de abacaxi servido na própria fruta foi a nossa refeição de celebração da data. Ficou bem à altura!
Rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba.
Aproveitamos para, no cheque, já pagar a nossa pousada também, já que não tínhamos dinheiro e, cartão por aqui, nem pensar. Apesar do delicioso conforto da pousada, a tecnologia ainda passa longe. Foi um parto conseguir usar a internet discada (isso ainda existe!) da Sabambugi. No processo, perdemos dois pen drives, queimados. Um pequeno custo para os dois deliciosos dias passados por aqui, numa praia chamada Sagi (palavra oxítona!).
Nadando no rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba
A orla do Rio da Prata em Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Eu já havia estado no Uruguai e em Montevideo duas vezes antes dos 1000dias. Da primeira vez, num distante 1992, pouco me lembro. Voltávamos de um longo tour por Argentina e Chile e a passagem por aqui foi bem rápida. Era época de Carnaval (evento importante aqui em Montevideo! Tem até um Museu do Carnaval na cidade) e tenho memórias difusas dos desfiles em uma das largas avenidas do centro da cidade. A segunda vez foi bem mais recente, em 2005, um ano antes de conhecer a Ana. Dessa viagem, duas fortes recordações: a delícia de se comer no Mercado del Puerto, programa que fizemos ontem, e o prazer de se caminhar nas ruas arborizadas e na praia de Pocitos, um dos bairros mais tradicionais da capital uruguaia. Por isso, desde que começamos a planejar nossa passagem por este país, sempre tive claro que gostaria de me hospedar naquela vizinhança.
Uma das muitas ruas arborizadas do bairro de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
ARquitetura típica do bairro de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
De qualquer maneira, as indicações que tínhamos antes de chegar a Montevideo eram de hotéis no centro e na região de Carrasco. Nós tentamos, mas achamos o centro muito escuro e desolado de noite e Carrasco, além de longe do centro da cidade, um bairro que carecia da alma que há em Pocitos. O problema que não somos apenas nós que gostamos do bairro e seus hotéis estavam todos lotados ou demasiado caros. Até que a Ana, insistente, achou um tesouro escondido, um smart-hotel recém aberto em Punta Carretas, bairro ao lado de Pocitos. Estávamos salvos! Fizemos a reserva por três noites e estávamos a poucos metros da nossa vizinhança predileta na cidade. Aí, foi só ir pegar os pais no aeroporto e voltar para cá, para nos instalar propriamente e darmos o primeiro passeio no bairro e na cidade.
Caminhando pelas ruas de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Quitanda nas ruas de Pocitos, bairro de Montevideo, no Uruguai
A região de Pocitos começou a se desenvolver na segunda metade do séc. XIX. As antigas lavadeiras aproveitavam um pequeno riacho que desembocava no Rio da Plata naquela praia de areias limpas para lavar roupa. Com as mãos, cavavam pequenas piscinas, ou poços, na areia da praia, para fazer seu trabalho. Eram os “pocitos”, que deram primeiro o nome à praia e, mais tarde, à toda a vizinhança.
Um dos muitos bares nas ruas de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Um dos muitos bares nas esquinas de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Desde então, o bairro não parou mais de se desenvolver. A primeira ocupação foi de grandes casas e um enorme e icônico hotel, destruído por uma violenta tempestade em 1923. Muito antes disso, em 1906, o primeiro bonde elétrico da cidade foi inaugurado, ligando justamente o centro à rica vizinhança de Pocitos. Aos poucos, a classe mais alta cidade migrou para outros bairros ainda mais distantes, como Carrasco, e as antigas casas começaram a ser substituídas por prédios de 10 a 15 andares que hoje são a marca registrada da vizinhança.
A praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
A bandeira uruguaia tremula em mastro na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Nas últimas décadas, chegaram os restaurantes, bares e comércio em geral. Pocitos virou um bairro autossuficiente, com bancos, escolas, shoppings e serviços em geral. Quem mora por aqui dificilmente tem de sair do bairro, quase tudo o que precisa ao alcance de alguns poucos quarteirões de caminhada. Hoje ele é o bairro mais densamente populado da capital, com cerca de 70 mil habitantes.
Pausa para descanso durante caminhada na orla de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Meu pai observa a praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Com exceção das principais avenidas, as ruas são todas muito tranquilas e arborizadas, predominantemente residenciais. Caminhar sob as árvores é uma delícia e, quase a cada esquina, um bar ou restaurante nos convida a entrar e experimentar. Pelas árvores e pela altura e estilo dos prédios, a sensação é a de estarmos naquelas ruas de trás de Leblon e Ipanema, no Rio. Com um trânsito muito mais leve, claro! Mas com a mesma disponibilidade de comércio.
Com os pais, na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Caminhando com o pai na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Fim de tarde na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
O ponto alto do bairro, assim como nos primos cariocas, sem dúvida, é a praia. Por aqui passa o imponente Rio da Plata que, de tão largo, mais parece um mar. Com onda e tudo! Na verdade, a foz do rio é tão aberta e está tão próxima que água doce e água salgada já se misturam e já há até efeito de marés, tanto na salinidade como na altura do rio. Mas a cor meio barrenta não deixa dúvidas: ainda estamos no Rio da Plata. Portanto, por mais parecido que possa ser com aqueles bairros do Rio, a cor do “mar” nunca vai ser bela como o mar carioca.
O famoso letreiro de Montevideo, no Uruguai, na praia de Pocitos
1000dias e os pais do Rodrigo em Pocitos, bairro de Montevideo, no Uruguai
Esquecendo isso (se é que é possível!), não há outros “defeitos”. O calçadão é muito agradável de se caminhar, assim como a areia da praia. Os prédios da orla, com seu visual dos anos 60, são um colírio para os olhos de quem viveu ou se lembra dessa época no Brasil. A praia é tranquila durante o dia e se enche no final da tarde, todo mundo tentando aproveitar as últimas luzes do dia. No final de semana, vem muita gente de outros bairros para cá e encontrar um espaço na areia já fica mais complicado, especialmente nos dias ensolarados de verão.
Fim de tarde na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Fim de tarde na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
No dia 12, quando meus pais chegaram, viemos diretamente para o hotel nos instalar e, em seguida, pé na rua para nossas primeiras explorações. Paramos para almoçar em um restaurante gostoso e fomos fazer a digestão caminhando na praia. Não fazia sol e só nos animamos a molhar os pés nas águas do Rio da Plata. Mas caminhamos por toda a orla e chegamos até um dos símbolos da cidade, um enorme letreiro nos jardins de uma praça na ponta da praia onde se lê “Montevideo”. Provavelmente um dos lugares mais fotografados por turistas, o nome da cidade em letras garrafais com a icônica orla de Pocitos ao fundo.
Registro do registro, na orla de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Com a mãe, na orla de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
De noite, um delicioso jantar no restaurante Mama Nostra, com direito a vinho tannat para celebrar o início de nossa aventura conjunta pelo Uruguai. O dia seguinte, ontem, dia 13, foi a vez de irmos explorar a Ciudad Vieja (post anterior), mas a jornada terminou com mais um delicioso jantar em um dos inúmeros restaurantes de Pocitos. Dessa vez, foi um risoto no charmoso Almacém La Girardita, mais vinho para acompanhar.
Em dia de sol, de volta ao letreiro de Montevideo, no Uruguai, na praia de Pocitos
Em dia de sol, de volta ao letreiro de Montevideo, no Uruguai, na praia de Pocitos
Hoje, nosso último dia na capital, aproveitamos o tempo ensolarado para, novamente, passear por Pocitos. Até ao shopping nós fomos, comprar biquínis e uma bermuda para mim. O almoço foi no chique restaurante Ricci, mas o ponto alto do dia foi mesmo nossa volta à praia. Com a ajuda do sol, tudo fica mais bonito, até as águas marrons do Rio da Plata.
O joca, a Ixa, o Rodrigo e a Ana na orla de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Dia de sol na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Dia de sol na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Mais uma vez, caminhamos até o letreiro na ponta da praia. Tínhamos de aproveitar o céu azul para tirar mais fotos desse cartão postal. No caminho, paramos para assistir a uma etapa do torneio sul-americano de vôlei de praia, realizado aqui, nas areias de Pocitos. Beldades de vários países davam seu show de habilidades e forma física na praia, incluindo as duplas brasileiras. O cenário, que já era belo, ficou ainda mais bonito!
Campeonato de volei de praia em Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Dupla brasileira de volei de praia feminino se aquece para campeonato em Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Vendo todo aquele esporte, nós nos inspiramos. Fui dar uma corrida na praia e, na volta, acompanhado pelo pai, fomos enfrentar as águas e ondas do Rio da Plata. É sempre meio estranho entrar em um lugar com ondas, mas que a água não é propriamente salgada. Como já disse, ela é meio salobra por aqui. Nosso corpo parece não entender a aparente contradição. Enfim, um mergulho delicioso, um banho num dos maiores rios do continente, uma obrigação para quem quer viajar, conhecer e vivenciar toda a América. Quem mais gostou do mergulho foi meu pai, que entrou comigo e lá ficou, saindo mais tarde com a nora querida.
O Rodrigo e seu pai enfrentam as águas do Rio da Prata na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
O Rodrigo e seu pai enfrentam as águas do Rio da Prata na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Com o fim da tarde, voltamos para o hotel. De noite, claro, mais um jantar na vizinhança. Foi a nossa despedida de Pocitos, dia dos namorados aqui no Uruguai, restaurantes cheios. Mas nós encontramos um bom lugar no Las Terrazas e fizemos muitos brindes com o tannat. Um brinde á viagem, outro aos viajantes, mais um aos namorados. Um brinde ao país, outro à cidade, mais um à vizinhança. Amanhã pegamos estrada, de volta para Colonia del Sacramento. Quer dizer, de volta para nós, pois para mês viajados pais, será a primeira vez. Duas noites por lá e retomamos nosso circuito no sentido anti-horário, rumo às serras e praias do país. Praias de mar, agora.
Um banho no Rio da Prata na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
A Ana e o Joca voltam de um mergulho no Rio da Prata, na praia de Pocitos, em Montevideo, no Uruguai
Deixaremos a capital para trás, mas Pocitos ficará na memória. Se algum dia eu vir morar em Montevideo, não tenho dúvidas de onde vou procurar um apartamento. Como bom mineiro, adoro o Rio de Janeiro. Como bom mineiro, adoro Pocitos!
Jantando um delicioso risoto no restaurante La Girardita, em Pocitos, bairro de Montevideo, no Uruguai
Praia em Mancora, no litoral norte do Peru
Dia de sol na praia, bem tranquilo. Estávamos completamente desacostumados com essa combinação perfeita, hehehe. Ficamos bem folgados no nosso hotel, demos uma caminhada na praia, compramos uma canga tamanho casal, tomei cerveja na beira da piscina (A Ana ainda está de molho!), enfim, tudo o que pessoas normais fazem nessa situação.
Nosso hotel em Mancora, no litoral norte do Peru
A praia foi, até agora, a melhor em que já estivemos aqui no Oceano Pacífico. Praia de areia, boa para caminhar, água fria mas bem suportável. Até que enfim um Oceano Pacífico mais "amigável". Mas, para quem está acostumado com as maravilhosas praias brasileiras, a beleza dessa aqui é bem mais ou menos. Tudo questão de referência, claro.
Dia de sol em Mancora, no litoral norte do Peru
Bonito mesmo foi o fim de tarde e o pôr-do-sol. Uma festa para quem estava com máquina fotográfica, caso da Ana. Difícil é escolher as melhores
Caminhando na praia em Mancora, no litoral norte do Peru
De noite, fomos dar uma volta no centrinho. Bem movimentado, afinal, hoje é sábado. Muito parecido com o centrinho de praias badaladas do Brasil, cheio de barzinhos com música alta, gente com pinta de surfista, cabelo desarrumado, pouca roupa, cara de malandro. Achamos um restaurante gostoso longe da balbúrdia e comemos uma comida gostosa. A Ana segue melhorando e já pode comer coisas além do frango...
Inca Cola, o famoso refrigerante nacional do Peru, com gosto de Tutti-Frutti (em Mancora, no litoral norte do país)
Hoje foi nossa última noite no Peru por um bom tempo. Agora, só quando chegarmos em Cusco, vindos do Acre, daqui a um ano. Muita água para rolar embaixo da ponte, muito asfalto para passar embaixo da Fiona.
Belo pôr-do-sol no Oceano Pacífico, em Mancora, no litoral norte do Peru
Amanhã, vamos para o Equador, nosso vigésimo-quarto país e o décimo da Fiona. O plano é chegar até Guayaquil, a maior cidade do país. Para mim, território completamente novo, pois só tinha chegado até o Peru anteriormente. Aos poucos a ansiedade, típica de quem parte para o desconhecido, toma conta de mim. Sensação ótima, diga-se!
Nosso "escritório" em Mancora, no litoral norte do Peru
Aliás, não tinha dito ainda mas conseguimos re-acertar nossa viagem para Galápagos. Viva! Agora será no dia 25 de Setembro, voando de Quito, e embarcando num barco diferente do original, que não ficou pronto. Mesmo esquema: live aboard de 8 dias/7 noites, mergulhando sem parar. Depois, mais dois dias em terra, tentando ver o que for possível dessas ilhas maravilhosas. Nossos padrinhos Rafa e Laura estarão conosco, os mesmos que nos encontraram em Itaúnas, ano passado, no meu aniversário. Dessa vez, vão passar o aniversário da Ana conosco, dia 20 desse mês. Isso porque estão chegando 10 dias antes do live aboard para viajarem conosco pelo Equador. Vamos encontrá-los em Quito no dia 15. O que sobrou de chato dessa mudança de barco e de datas é que o primo Haroldo, o mesmo que esteve conosco em Fernando de Noronha não virá mais nos encontrar. Para ele, a mudança de datas foi fatal. Uma pena! Bem, se não foi por aqui, certamente será em outro lugar especial desse nosso continente. É esperar para ver...
O céu colorido do final de tarde em Mancora, no litoral norte do Peru
Mergulhando nas piscinas naturais da Praia de Taipus de Fora, em Barra Grande, Península do Maraú - BA
Em muitas das infindáveis listas de praias mais bonitas do Brasil que vivem saindo nas revistas e guias de turismo aparece o nome de Taipus de Fora. Essa praia, cinco quilômetros ao sul de Barra Grande, é realmente muito linda. Uma longa faixa de areias brancas, ladeadas de centenas de coqueiros e o mar esmeralda logo em frente. O arquétipo de praia tropical. Como ela, há dezenas por aqui. Algo mais a diferencia das outras...
Piscina natural na Praia de Taipus de Fora, em Barra Grande, Península do Maraú - BA
O que a torna especial é o que ocorre na maré baixa. Um recife a cem metros da praia represa a água do mar formando uma longa piscina de quase um quilômetro de comprimento, cem metros de largura e uma profundidade que chega aos quato metros. A piscina fica repleta de peixes e outras criaturas marinhas, como peixes e crustáceos. E fazem a festa dos turistas que, ao contrário de outros lugares do nosso litoral, só tem de dar alguns passos para entrar no aquário, ao invés de ter de pegar uma jangada mar adentro por alguns quilômetros.
Admirando a piscina natural em Taipus de Fora, Barra Grande - BA
Nas marés grandes (lua nova e lua cheia), os turistas vem de longe, chegando bem na hora da maré mais baixa. No nosso caso, foi às 8 da manhã. A lua não estava tão favorável, mas mesmo assim estava muito jóia. Passamos uma hora mergulhando por entre os corais, nos divertindo com peixes, lagartas e passagens estreitas. A temperatura da água ajuda muito e não sentimos nenhum frio, vestindo apenas roupa de banho. Já levamos nossas máscaras e nadadeiras, mas é possível alugar isso tudo bem em frente à piscina, onde há bares e ambulantes. Até mesmo material para mergulhos autônomos e noturnos.
Mergulhando nas piscinas naturais da Praia de Taipus de Fora, em Barra Grande, Península do Maraú - BA
Como estamos num dia de semana e fora das férias, não havia muito movimento. Quem estava lá era os nossos amigos do passeio de barco, os mineiros cantores e o simpático casal baiano. Depois do mergulho, uma confraternização ao redor de uma mesa com cerveja e mais uma despedida. Foi ótimo ter estado com todos eles e talvez ainda encontremos os mineiros em Morro. Tomara!
Nossos amigos mineiros e baianos na Praia de Taipus de Fora, em Barra Grande, Península do Maraú - BA
Já tínhamos ido para lá com mala e cuia e seguimos a península para o sul, em direção às lagoas. Apesar de bem estreita a Península do Maraú tem várias lagoas de água doce e lanolina, que lhe conferem uma cor bem escura, quase negra. O contraste com o mar esverdeado é evidente. Vendo de cima, as duas águas tão próximas e tão diferentes, fica muito lindo!
A lagoa Casange, na Península do Maraú - BA
As duas lagoas principais são a Lagoa Azul (que de azul não tem nada!) e a Cassange, muito maior. Através de trilhas entre coqueirais e sobre bastante areia fofa, a Fiona nos levou até ela. Na Cassange, aproveitamos para tomar um belo banho de água doce e tratar os cabelos. Afinal, lanolina é matéria-prima de shampoos! Nossos cabelos saíram soltinhos lá de dentro.
A lagoa Casange, na Península do Maraú - BA
Frescos de água doce, seguimos em frente pois o dia estava apenas começando...
Explorando a Península do Maraú - BA
A combinação perfeita em Tulum: ruínas mayas e o mar caribenho! (na península do Yucatán, no México)
Eu sempre associei a civilização maya com matas impenetráveis, que escondiam as ruínas dessa civilização e ajudavam a alimentar a aura de mistério desse povo. Ao longo dessa viagem, nessa nossa passagem por América Central e sul do México, tudo o que tínhamos visto até agora confirmava esse conceito. Ruínas em El Salvador, Guatemala, Chiapas e, mais recentemente, aqui no Yucatán, estão ou estiveram cobertas pela selva. Definitivamente, os mayas eram uma civilização do interior e da floresta.
As impessionantes ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar caribenho, na península do Yucatán, no México
A combinação perfeita em Tulum: ruínas mayas e o mar caribenho! (na península do Yucatán, no México)
Será mesmo? Pois é… vivendo e aprendendo ou, no nosso caso, viajando e aprendendo. Chegamos à Tulum ontem de tarde, só para aprender que os mayas também adoravam o mar e curtiam uma praia! Aqui estão localizadas as mais espetaculares ruínas mayas à beira do mar caribenho. Como nós, e como qualquer pessoa normal, também eles gostavam desse mar azul hipnotizante e dele retiravam todo o seu sustento. Que mata que nada!
O mar caribenho de Tulum, na costa oriental da península do Yucatán, no México
A cidade de Tulum está localizada a uns três quilômetros do litoral, ao longo da estrada que liga Cancun à Chetumal e à fronteira com Belize. Aí estão os bancos, as farmácias, as igrejas, as praças, os mercados e, enfim, tudo aquilo que tem numa cidade. De bicicleta, à pé ou de carona, todos os dias os turistas tem de vencer esses três quilômetros para chegarem à praia. Os empresários logo perceberam essa “dificuldade” e uma nova cidade, ou bairro, começou a crescer do lado do litoral. Este é formado basicamente por hotéis, restaurantes e uma vendinha ou outra. Não tem a alma de uma cidade, mas a praia está logo ali. É claro que os preços das acomodações refletem essa “facilidade”.
O mar caribenho de Tulum, na costa oriental da península do Yucatán, no México
A gente veio primeiramente para ver a praia, então preferimos o bairro à cidade. Ainda mais quando encontramos uma pousada ainda em construção e oferecendo bons descontos para quem não ligasse para a confusão no jardim. Como era por uma só noite, resolvemos encarar e estar ao lado do mar. Assim, nosso programa de ontem foi caminhar pela praia, almoçar com vista para o mar, jantar sentindo a maresia no ar e festejar num bar pé na areia com direito à salsa. A cidade de verdade vai ficar para depois, quando eu e a Ana voltarmos para cá. Tulum é o principal centro para quem quer mergulhar nos cenotes, um programa que queremos fazer desde que fizemos nosso curso de mergulho em cavernas, há três anos. Mas isso será depois...
As impessionantes ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar caribenho, na península do Yucatán, no México
As impessionantes ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar caribenho, na península do Yucatán, no México
Agora, nosso foco era outro. Praia e ruínas mayas! Aquelas de que falei no início do texto. Se nós já estávamos surpresos com a existência de construções mayas de frente para o mar, imagina os espanhóis que, de seus galeões e caravelas, em suas primeiras viagens de exploração na costa da América do Norte, após quase duas décadas colonizando as ilhas caribenhas, deram de cara com enormes cidades de pedra na beira do mar. Os indígenas de Cuba ou Santo Domingo não iam além de rústicas choupanas, então ver enormes pirâmides e muralhas deve ter sido mesmo surpreendente.
As impessionantes ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar caribenho, na península do Yucatán, no México
As impessionantes ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar caribenho, na península do Yucatán, no México
Tulum era uma cidade portuária associada à Cobá, mas quando essa entrou em decadência por volta do ano 1.000, o porto ganhou vida própria. Sua posição estratégica em meio à importantes rotas comerciais marítimas, fluviais e terrestres a manteve como uma das últimas cidades mayas realmente ativas, pelo menos até a chegada dos europeus ao continente. Resquícios arqueológicos mostram produtos e artefatos vindos desde Honduras, no sul, até o México central, ao norte. Tanta riqueza assim provavelmente atraia a cobiça de cidades rivais e por isso Tulum era toda cercada por muralhas, um caso raro entre as cidades mayas.
Visitando as ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar do Caribe, no México
Visitando as ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar do Caribe, no México
No processo de conquista da península, os espanhóis demoraram quase duas décadas para chegar até Tulum. Mas se os conquistadores demoraram tanto, o mesmo não pode ser dito dos micróbios trazidos da Europa. Quando os soldados chegaram, a cidade já havia sido dizimada e os poucos sobreviventes abandonado Tulum rumo ao interior. Foram precisos outro quatrocentos anos para que as pessoas se interessassem novamente por aqueles lindos prédios de pedra na beira do oceano.
A impressionante cor do mar do caribe, em Tulum, no México
Mar do Caribe visto do alto das ruínas mayas de Tulum, no México
Hoje, pela facilidade de acesso e proximidade de grandes centros como Playa del Carmen e Cancun, as ruínas de Tulum são umas das mais visitadas do Yucatán. O segredo é se antecipar às multidões e chegar bem cedo. Foi o que fizemos, entrando no parque assim que ele abriu, às oito da manhã.
Iguanas, os atuais moradores das ruínas mayas de Tulum, no sul do México
A combinação perfeita em Tulum: ruínas mayas e o mar caribenho! (na península do Yucatán, no México)
Valeu o esforço! Ver ruínas mayas tendo como pano de fundo aquela cor esmeralda do mar do Caribe é mesmo especial. Eu perambulei pelas antigas construções a sós enquanto a Ana e a Val contrataram um guia para saber mais detalhes da arquitetura e da história da cidade. São vários templos e palácios distribuídos em uma área relativamente pequena, praias de areias brancas logo abaixo de nós, várias árvores fornecendo sombras para paradas estratégicas. Ficamos ali a olhar aquele mar maravilhoso e pensando que essa era a mesma visão que tinham os antigos habitantes há meros cinco ou seis séculos. O que pensavam? Quais suas preocupações? Como se divertiam? Com um marzão desse ali na frente, com certeza eram mais relaxados que seus primos do interior...
A impressionante cor do mar do Caribe, em Tulum, no México
Falando em marzão, foi bem o tempo das ruínas se abarrotarem de turistas que nós estávamos saindo, justamente para aproveitar aquelas praias paradisíacas. Aproveitamos para um bom mergulho e algumas horas de sol na areia. Para mim e para a Ana, uma espécie de flashback de toas as praias caribenhas que conhecemos nesses 1000dias. Para a Val, sua primeira vez nessa região do mundo, foi realmente especial.
A Ana e a Val tomando banho de mar no litoral caribenho de Tulum, no sul do México
No início da tarde, hora de seguir em frente. Decidimos dormir hoje em Playa del Carmen. Amanhã, passaremos o dia em Cozumel, em frente à Playa e no outro dia de manhã, direto para o aeroporto em Cancun. Fim de viagem para a nossa querida madrinha, fim de etapa para nós. Decidimos tirar férias das férias e descansar um pouco. Vai ser por aqui mesmo, em Isla Mujeres ou Holbox. Uma semaninha para recarregarmos a energia e tentarmos atualizar um pouco os blogs. Já estava na hora...
Visual paradisíaco das praias de Tulum, na península do Yucatán, no México
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