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Cuidando da beleza na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE
Finalmente um dia de sol! Ainda assim aproveitamos a boa internet no hotel para trabalhar pela manhã e saímos para pegar o sol mais matador de todos, o sol do meio-dia. Vamos finalmente conhecer a Praia do Futuro.
Piscina da barraca Crocobeach, na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE
Não sei por que ela tem este nome, mas que as barracas de lá são mega futuristas, isso são. Meu pai havia comentado comigo “Lá você vai ver o que é barraca de praia! As barracas de praia deles não são como as nossas aqui.” Tivemos que conferir. Fomos direto para uma das maiores delas a Croco Beach. O lugar parece mais um clube de praia aberto à visitação. Piscina, palco com banda ao vivo, lanchonete, restaurante por quilo (delicioso, diga-se de passagem), banheiros limpos, chuveiros, decks, cabanas de palha espalhadas pela areia com lockers a 5 reais para quem quiser deixar suas coisas para uma corrida ou caminhada, enfim... tudo foi pensado. Almoçamos no quilo do Croco, tinha várias das minhas comidas preferidas, lingüiça bem assadinha, muita salada e queijo parmesão tipo grana. Hummmm!
Almoço na barraca Crocobeach, na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE
Vizinhas da Croco Beach ficam as barraquinhas de massagem, ADOROOO! São várias, a que eu escolhi incluía, além da massagem relaxante, um banho de lua, esfoliamento nos pés e hidratação no cabelo! Na verdade elas deixam você escolher um deles de brinde, mas bem conversadinho, consegui fazer os três! Tudo isso por uma bagatela de 20 reais! Eu queria uma dessas em cima da Fiona! Rsrsrs!
Cuidando da beleza na Praia do Futuro, em Fortaleza - CE
Enquanto eu fazia tudo isso o Rodrigo estava correndo, nadando e explorando os arredores. Tarde perfeita, matamos todas as vontades em um mesmo lugar.
Praia do Futuro, em Fortaleza - CE
Voltamos ao hotel sem muito tempo, pois queríamos conhecer o Centro Cultural Dragão do Mar, assim batizado em homenagem ao homem que lutou pelo fim do tráfico negreiro no Ceará. Canoense, liderou a greve dos jangadeiros que desembarcavam os negros para a costa no ano de 1881.
Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE
Chegamos no começo da noite, eu estava animadíssima e super curiosa para conhecer o Festival de Rock Cordel. Havia visto no centro da cidade um cartaz com a figura de um roqueiro com chapéu cearense e imaginei músicas bem doidas! Já pensaram como é o cordel misturado com o rock? Pois é, fui lá conferir e adivinhem? Imaginei tudo errado! Era puro heavy metal! Eu não entendi nada, até porque não consigo mesmo compreender a dicção dos cantores de rock pauleira. Por outro lado foi bacana ver os jovens da cena rock cearense, pra quem pensa que no nordeste só tem axé, tá aí a prova.
Ok, não gosta de heavy metal? Não tem problema, estamos em um centro cultural imenso onde pode encontrar de tudo! Continuamos caminhando pelas passarelas de metal que interligam quadras, museus e salas de exposição e chegamos ao museu que reunia obras de algumas edições do Salão Abril, uma amostra que reúne artistas cearenses desde a década de 40 até os dias de hoje. Instalações, telas, esculturas e vídeos, pena que é proibido fotografar.
Uma das passarelas do Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE
Mais adiante encontramos uma exposição de uma artista plástica ceramista sobre o Boi, os folclores, as farras e as histórias que o circundam. A exposição estava fechando, tivemos que vê-la rapidinho, mas já valeu à pena! Lindíssimo trabalho.
Exposição no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE
Voltando paramos no Café Santa Clara, lugar convidativo mesmo para quem não gosta de café, como nós. Provei uma tapioca dos deuses! Tapioca crocante, feita com queijo coalho por fora para deixar crocante e pedi uma pequena alteração no recheio, misturando duas receitas a crocante + carne de sol com queijo. Ficou deliciosa!
Autofoto no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE
Noite gostosa e cultural em Fortaleza, num espaço democrático e acolhedor. Voltamos caminhando pela mesma avenida para o nosso hotel, agora com “as primas” já no seu horário de trabalho e muito simpáticas conosco. Depois dessa, é hora de turista velho(a) e cansado(a) ir para a cama. Boa noite ;-)
Exposição no Centro Cultural Dragão do Mar, em Fortaleza - CE
Há vários meses decidimos a nossa data de partida. Já tínhamos uma ideia de que seria em março ou abril, mas ela foi fixada assim que vimos que a contagem dos 1000 dias para o fim do mundo iniciaria no dia 27 de Março de 2010.
Durante os meses de preparação, conversamos com alguns aventureiros que já tinham empreitado outras expedições parecidas com a nossa, sempre buscando informações e mais que isso, aquelas dicas valiosas que só quem já fez algo assim poderia dar. Uma das dicas que não saiu da minha cabeça foi sobre a data de partida: "na hora de partir você verá que nunca está tudo pronto, sempre haverá alguma coisa que poderia ter ficado melhor, mesmo eu que sou super organizado quando vi estava esquecendo meu capacete", disse o Dr. Clodoaldo Braga, motociclista radical que já possui 2 livros escritos sobre suas aventuras, uma até a Patagônia e outra até o Alaska. Outro causo que ele me contou e me marcou foi sobre a partida da Família Portela, que saiu de barco para costear a América num veleiro. Ele contou que o Portela atrasou 2 dias a sua partida da data programada, pois havia decidido que não sairia enquanto não tivesse certeza de que tudo estava pronto. Decisão sábia esta, ainda mais se tratando de uma viagem de barco, que tem uma logística ainda mais complicada. Eu ouvi com muita atenção a tudo isso mas não imaginei o quanto seriam úteis estas informações.
Nossa partida aconteceu no dia 28 de março de 2010, com 1 dia dia de atraso. Mesmo calculando, planejando e trabalhando muito não conseguimos terminar toda a nossa mudança a tempo de partirmos no dia planejado. Isso tudo unido à vontade de São Pedro, que mandou 22mm de chuva justo no sábado em que subiríamos o Pico Marumbi, nos fez atrasar a nossa partida.
Bem, já vemos o quanto temos a aprender com essa viagem, logo no primeiro dia um grande aprendizado. Podemos dar várias explicações, mas acredito que nenhuma delas explicará tão bem e de forma tão simples quando esta: saímos quando deveríamos ter saído, na hora certa.
A incrível escultura "El Lanzón", no templo subterrâneo de Chavin, na região de Huaraz, no Peru
A Cultura Chavín existiu na região norte do Perú de 1500a.C a 500d.C e consistia em uma das culturas mais longevas da história da civilização pré-incaica nesta região. O seu templo foi um dos mais importantes centros religiosos da América do Sul durante quase 1000 anos, podendo ser comparado com as grandes mecas religiosas da atualidade.
Relato espanhol do início do séc XVII sobre as ruínas de Chavin, na região de Huaraz, no Peru
A sua arquitetura se distingue por ser majoritariamente subterrânea, formando imensos labirintos de uma complexidade estrutural espantosa. Todos os corredores e cômodos possuíam um canal de ventilação através de dutos de água, que faziam a circulação do ar funcionar como um ar condicionado até nos andares mais profundos, há mais de 10m abaixo da superfície.
O incrível templo subterrâneo de Chavin, na região de Huaraz, no Peru
As escavações começaram na década de 30, quando alguns arqueólogos encontraram algumas máscaras e esculturas próximas de um cemitério mais recente. A área foi isolada e iniciaram um trabalho de pesquisa, guardando todos as peças descobertas dentro de uma pequena capela. Em 1942 uma das lagoas de degelo que localizada morro acima, rompeu sua barreira natural e abateu toda a vila em uma imensa inundação, levando embora todo o trabalho dos últimso 12 anos de escavações, inclusive essas máscaras, peças importantíssimas no quebra-cabeça arqueológico desta civilização.
Ruínas da cultura Chavin, na região de Huaraz, no Peru
Os Chavínes possuíam três principais divindades, representadas pelos animais jaguar, harpia (uma ave como o condor) e o jacaré, outra curiosidade... será que eles tinham jacarés naquela época por aqui? As máscaras que foram perdidas demonstravam que, de alguma forma, os líderes religiosos participavam de cerimônias utilizando São Pedro e alguma outra substância que era inalada, deixando-os com os olhos esbugalhados (São Pedro) e as narinas dilatadas e com muito muco escorrendo (pó inalante). As esculturas aparentemente eram feitas durante as cerimônias e representavam estas expressões, assim como os prováveis estágios de transformação destes sacerdotes, já com traços felinos, de ave, ou jacaré.
A incrível escultura "El Lanzón", no templo subterrâneo de Chavin, na região de Huaraz, no Peru
A principal galeria do monumento já encontrada é a Galeria do Lanzón, que representa a divindade principal da sociedade Chavín, que possui traços humanos misturados com os traços dos animais. É uma escultura com aproximadamente 4m de altura, colocada no centro de uma sala em forma de cruz, antigamente acessada nas cerimônias apenas por sacerdotes e pessoas autorizadas.
Ruínas da cultura Chavin, na região de Huaraz, no Peru
O sítio ainda possui uma infinidade de espaços, a praça circular, a praça quadrada e a imensa fachada externa do edifício principal. Os trabalhos estão em andamento e para que continuem dependem de patrocínio e apoios institucionais batalhados pelos próprios arqueólogos responsáveis. Mais uma civilização que nos deixa pensativos sobre como, de índios nômades e caçadores, passaram a se fixar e construir imensos templos para cultuar divindades. O que terá se passado para que houvesse esta mudança? Por que será que no Brasil não tivemos o mesmo processo? São perguntas que continuam instigando os historiadores e arqueólogos e não sabemos se um dia conseguirão responder.
Caminhando pelo templo subterrâneo de Chavin, na região de Huaraz, no Peru
Visual cubano na Playa de La Boca, ao final da Playa Santa Lucía, no costa nordeste de Cuba
As praias do litoral norte cubano são famosas por suas areias brancas e mar azul, típica imagem de paraíso caribenho. Junto disto, porém, mesmo aqui em Cuba, estão os imensos resorts à beira mar, que dão aquela estragada básica na paisagem e no clima de paraíso que estamos buscando.
Admirando o visual da Playa de La Boca, ao final da Playa Santa Lucía, no costa nordeste de Cuba
A maioria dos turistas não se importa com isso, pelo contrário, procuram estes resorts all inclusive para ter uma mega estrutura à disposição, sombra, praia e água fresca. Por isso mesmo Varadero, um dos principais destinos turísticos do país, ficou fora do nosso roteiro, afinal ir para uma praia lotada de turistas branquelos em grandes hotéis não era exatamente o nosso plano.
A bela e tranquila Playa de La Boca, ao final da Playa Santa Lucía, no costa nordeste de Cuba
Nem por isso deixamos de procurar um cantinho do litoral norte de Cuba para conferirmos esse clima caribenho. Longe, bem longe de Havana, Varadero e seus cayos mais movimentados, encontramos a praia de Santa Lucia. Localizada na província de Camagüey, está a aproximadamente duas horas de carro da capital de mesmo nome. Aqui você pode encontrar vários hotéis à beira mar, menos luxuosos, mas com infra-estrutura completa para os que ainda estão em busca de mais conforto. Aos viajantes mais roots, a dica é ir direto para a Playa de La Boca e bater um papo com os moradores, pois algumas casas neste vilarejo estão preparadas para receber hóspedes.
Playa de La Boca, ao final da Playa Santa Lucía, no costa nordeste de Cuba
A Playa de La Boca é uma vila de pescadores localizada na ponta da praia de Santa Lucia a uns 5km dos principais hotéis, táxis e charretes fazem a viagem para lá. Uma vez nesta praia, você não vai querer sair mais! Um pedacinho do paraíso no meio de Cuba, lá além da praia paradisíaca e um clima super tranquilo, você encontrará poucos turistas, só aqueles que vêm dos grandes hotéis de charrete para passar o dia.
Sombra estratégica para estacionar na Playa de La Boca, ao final da Playa Santa Lucía, no costa nordeste de Cuba
Esta é a primeira vez da Laura no Caribe, então ela levantou essa bola: eu quero ver uma praia caribenha! Agora finalmente pudemos responder a ela, chegamos ao Caribe!
Mar transparente na Playa de La Boca, ao final da Playa Santa Lucía, no costa nordeste de Cuba
A praia tem areias finas e brancas e está rodeada por uma longa barreiras de coral, que dizem ser a segunda mais extensa do mundo! Não é coincidência que a cor da água varia do transparente ao “deep eletric blue”, passando pelo azul piscina. As praias do sul também são lindas, mas a principal diferença é que sua areia é mais grossa e amarelada e a água clara, porém mais esverdeada.
Mergulho nas águas transparentes da Playa de La Boca, ao final da Playa Santa Lucía, no costa nordeste de Cuba
Um bar na praia serve os famosos mojitos cubanos, cervejinhas e pratos diversos, mas o esquema para almoçar aqui é outro. Antes de chegar ao bar, faça uma parada rápida na vila dos pescadores, nós paramos na casa do seu Eduardo, casa número 41. Ele e sua esposa preparam peixes e lagostas frescos em sua casa, com arroz e feijão, aqui conhecidos como moros y cristianos, salada e bananinha frita deliciosos! A refeição completa e bem servida saiu por apenas 28 dólares para quatro pessoas!
Deliciosa refeição em Playa Santa Lucía, litoral nordeste de Cuba (foto de Laura Schunemann)
Eles moram aqui 6 meses ao ano, alugando esta casa por 1 CUC (ou 1 dólar) ao dia. Possuem uma casa em uma vila próxima, mas é aqui que encontram os turistas para tirar o seu ganha pão. Obviamente este “restaurante” é informal, mas é um ótimo negócio para eles e para nós, que saímos super satisfeitos. Enquanto nos fartávamos com o saboroso tempero de Dona Joana, Eduardo ia nos contando alguns de seus causos. O mais curioso deles é que nesta vila tão pacífica um dos maiores problemas que eles vinham enfrentando era o roubo de barcos. “Como assim!?! Alguém vem até aqui para roubar um barco? Por que?”
Nossos anfitriões na Playa de La Boca, ao final da Playa Santa Lucía, no costa nordeste de Cuba
Lembram aquelas histórias de barcos cubanos cruzando o oceano para chegar aos EUA? Então, é daqui que eles saem! Aqui não é o lugar mais próximo geograficamente, mas sem dúvida é um dos menos policiados pela guarda nacional. Há uns 2 anos houve uma história de um dos pescadores, dono do barco, que saiu com um grupo para pescar para os lados de lá e a certa altura do campeonato, os pescadores revelaram o plano de atravessar para os EUA. O dono da embarcação não concordou e eles não titubearam, mandaram o homem ao mar! Chega a ser engraçado, como dizem, tem que rir para não chorar.
Sorriso depois do delicioso almoço na Playa de La Boca, ao final da Playa Santa Lucía, no costa nordeste de Cuba
Um dia na Playa de La Boca foi pouco, mas suficiente para carregarmos as baterias e seguirmos viagem para Santiago de Cuba, nosso ponto mais a leste nesta cruzada cubana. Foram 4 horas de viagem, parte dela durante a noite. Ao longe víamos a famosa Sierra Maestra, onde Fidel e seus barbudos se esconderam por dois anos. Se tivéssemos tempo subiríamos o Monte Turquino, ponto mais alto da serra, porém tivemos antecipar a nossa volta à Havana, pegaremos um ônibus amanhã à noite, já que não havia mais vaga no avião. Chegamos à casa que estava reservada e Dona Carmen já não estava mais nos esperando. Mandou-nos para outra casa, não tão bonitinha quanto a dela, mas a essa hora só precisávamos de um bom banho e um lugar para descansar.
A Catedral no Parque Céspedes, coração de Santiago de Cuba
Saímos caminhando pela antiga Santiago, saindo da Plaza de Marte até a Plaza Céspedes, onde fizemos um lanche e assistimos um último show de trova e salsa com os nossos padrinhos Laura e Rafael. Amanhã pegamos o ônibus para Havana e eles pegarão o avião no dia 24. Eles voltaram à pousada e nós, querendo aproveitar cada minuto para conhecer a cidade.
Restaurante de hotel tradicional em Santiago de Cuba
Continuamos caminhando e encontramos nas ruas estreitas do centro histórico, a famosa Casa de La Trova, parada obrigatória da noite santiaguera. Não titubeamos em entrar para tomar uma cervejinha e fumar um belo charuto cubano. É difícil reconhecermos qual é o verdadeiro “puro” cubano. Todos vendem nas ruas e dizem que o seu Cohiba é original e o melhor. Conversamos dali, perguntamos de cá e acabamos conhecendo um especialista no assunto.
Fachada da Casa de La Trova em Santiago de Cuba
Angel é gerente de qualidade de uma fábrica aqui em Santiago, ele nos explicou como é fabricado e de que é composto o charuto, seu sabor e origem. Antigo atleta olímpico da seleção de judô, viajou por diversos países competindo e além de nos vender alguns charutos por um precinho camarada, nos acompanhou até a pousada contando ótimas histórias das suas andanças, 7 ex-mulheres e 7 filhos que tem com cada uma delas. Sim, SETE! Deve ser para dar sorte. Se o seu charuto é original nunca iremos descobrir, mas suas histórias eu garanto!
Fumando um legítimo charuto cubano na Casa de La Trova, em Santiago de Cuba
Chegando na "Casinha Branca" no alto da serra, em Delfinópolis - MG
Delfinópolis é uma das portas de entrada para a Serra da Canastra. Daqui você está a poucos quilômetros de vários complexos turísticos que oferecem infra-estrutura e níveis de dificuldade variada. São centenas de cachoeiras divididas entre as serras e vales que compõe a grande Serra da Canastra, poderíamos passar um mês inteiro só explorando esta região e não veríamos tudo. Como não temos este tempo todo, tivemos que escolher e definimos a nossa programação pelos pontos mais indicados pelo pessoal que conversamos aqui na região.
Explorando rio e a vista no alto da serra em Delfinópolis - MG
Hoje fomos fazer um circuito pelo Vale do Gurita. Começamos subindo a serra e chegando no alto com uma vista linda da represa, de lá seguimos para as corredeiras do mesmo rio do Complexo Paraíso, uma dica da Mariângela de uma laje encaichoerada com alguns pontos de banho, super ensolarada e com uma vista maravilhosa! Tomamos nosso primeiro banho do dia e já fizemos uma amiguinha, uma cã linda que estava passeando por lá. Andamos mais 1km e chegamos à famosa Casinha Branca, ponto de referência da região. Adivinhem quem apareceu por lá? A nossa amiga cã, que veio correndo pela estrada e chegou quase junto de nós, descobrimos que seu nome é Sorriso, será que era um cão? Conversamos com o proprietário que está inaugurando ali um bar-restaurante com vista de cair o queixo, a estrutura já está pronta, pena que só abrirá na semana que vem.
Refrescando-se em rio no alto da serra em Delfinópolis - MG
Pena que nesta época a região toda está sofrendo com as queimadas. São algumas fazendas que estão formando pasto e deixaram o fogo se alastrar, pegando inclusive área de reserva.
Terra queimada no alto da serra em Delfinópolis - MG
Seguimos adiante na Fiona, mais 6km de terra e areia até que chegamos à Cachoeira do Ouro. Já estava planejado que ali seria o nosso ponto de almoço. Lá conhecemos o Lopes, proprietário da terra e do restaurante, nascido e criado em Delfinópolis, que nos recebeu de braços abertos. O restaurante não estava servindo almoço, pois hoje é segunda-feira, mas ele não mediu esforços em nos atender, servindo diversos petiscos da casa: um queijo mineiro curado delicioso, pão de queijo, pernil, mandioquinha, torresminho... aiai! Fiquei até estufada de tanta comida! Fazer dieta em Minas Gerais é complicado mesmo, sô!
Bar da Cachoeira do Ouro em Delfinópolis - MG
A melhor parte mesmo foi a nossa conversa, falamos de tudo com o Lopes. Política, turismo, eco-turismo e até de religião! No final ainda fomos dar uma espiadela no tesouro que ele tem nas suas terras, cachoeiras lindíssimas e que poderiam ter sumido se aprovassem a extração de uma mina profunda de diamantes vizinha da sua terra. Foi uma empresa canadense que fez a descoberta desta jazida há mais de mil metros de profundidade! Já pensaram? Abalaria todo o lençol freático e causaria uma mudança brutal na estrutura geológica da região. Ainda bem que o Ibama e a Prefeitura de Delfinópolis estavam atentos e não liberaram a exploração. O Lopes ainda gravou um testemunho para o Soy loco por ti América, ficou muito bacana! Obrigada Lopes! Voltaremos conhecer sua futura pousada, viu?
Com o Lopes na Cachoeira do Ouro em Delfinópolis - MG
Final da tarde, o papo estava tão bom que nos perdemos no horário e precisamos sair correndo para conhecer ainda hoje a Cachoeira do Zé Carlinhos. Que lugar mágico... Com sol deve ficar ainda mais bonito! Nós, que não temos medo de água fria, aproveitamos do mesmo jeito!
Cachoeira do Zé Carlinhos em Delfinópolis - MG
Para fecharmos este circuito do Vale do Gurita faltou pararmos nas Águas Quentes, na Fazenda da Maria, mas já estava escurecendo e não conseguimos chegar a tempo. Bem, não temos como fazer tudo... Um lugar tão maravilhoso como este sem dúvida é mais um que entra na nossa lista para repetirmos depois dos 1000dias!
Chegando ao Equador
Nos despedimos de Mancora em um dia ensolarado, é sempre assim! O sol aparece quando vamos embora... Tudo bem, estávamos prestes a cruzar mais uma fronteira e carimbar os passaportes com mais um país, chegamos ao Equador!
Exibir mapa ampliado
Pegamos a Panamericana Norte e seguimos direto, passando por Tumbes, em direção à fronteira. O Complexo Fronteiriço Binacional é novinho, está pronto mas não está ainda em funcionamento. Chegamos o imenso edifício e desviamos para a lateral da estrada onde estão umas casinhas de madeira bem tímidas para fazer a saída do Perú. Policiais simpáticos, tudo super tranquilo.
Despedida com sol da bela praia de Mancora, no litoral norte do Peru
No lado equatoriano fizemos a imigração já no novo prédio, que parecia mais um elefante branco, pois não havia mais ninguém além de nós! A aduana fica 20km adiante e aqui já demorou um pouco mais para sermos atendidos. Aqui foi o primeiro lugar que o seguro obrigatório foi solicitado para a liberação da documentação do carro, senão poderíamos comprar na cidade com validade de 30 dias por apenas 7 dólares. Só é a função de ir até lá e comprar... Mas deu tudo certo! Prontos e documentados seguimos em direção à Guayaquil. As paisagens até lá são muito parecidas com as brasileiras, muitos povoados à beira da estrada, morros cobertos de florestas tropicais que os nossos olhos estavam desacostumados. Nessa região sul, próxima ao litoral, a banana é uma das principais culturas, passamos por bananais gigantescos!
Cenas típicas do sul do Equador, região de Mashala: bananeiras com os cachos devidamente ensacados
Chegamos em Guayaquil no início da noite, ainda a tempo de fazer um passeio pela Plaza Bolívar, também conhecida como a Praça das Iguanas. Elas estavam todas dormindo penduradas em uma árvore, um verdadeiro “pé de iguana”!
Iguanas dormem em árvore da Plaza Bolívar, em Guayaquil, no Equador
Fizemos uma longa caminhada pelo Malecón até o alto do Bairro de La Peña, uma região portuária que estava abandonada e dominada pela criminalidade e que foi revitalizada às margens do Rio Guayas.
Catedral de Guayaquil, no Equador
O trabalho de revitalização contou com o trabalho e o investimento de milhares de pessoas e empresas que foram homenageadas neste monumento inspirado pelo Matrix! Aí estão os nomes de cada um deles iluminados em lâminas de vidro. Muito bacana!
Placas de vidro com milhares de nomes "flutuantes", em Guayaquil, no Equador
Depois de subir os 400 degraus de La Peña com esperança de encontrar algum restaurante ou bar abertos, voltamos feito dois zumbis azuis de fome e acabamos no Mac Donalds. Infelizmente a igreja e a vista mais alta no farol de Las Peñas também já estavam fechados. Ok, voltaremos amanhã!
Vista noturna da cidade do alto do morro da Penha, em Guayaquil, no Equador
Preparação para a Folia do Divino, em Pirenópolis - GO
Fundado em 1727 o arraial de Nossa Senhora do Rosário de Meia Ponte, nasceu em torno da exploração de pedras preciosas e cristais de quartzo. Hoje, Pirenópolis, cidade dos Pireneus, é um dos principais acervos do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, preservado pelo IPHAN, no estado de Goiás.
Igreja matriz em Pirenópolis - GO
O charmoso centro histórico possui um conjunto arquitetônico colonial, orientada ao turismo a maioria das casas coloniais hoje se transformou em pousadas, restaurantes e lojas de artesanato e jóias em prata, ouro e pedras brasileiras. A infra-estrutura até parece superdimensionada em um final de semana normal, mas nós tivemos a sorte de chegar em um mês em que as folias começaram.
A concorrida Rua do Lazer, em Pirenópolis - GO
No mês de junho a cidade está se preparando para a Festa do Divino Espírito Santo e praticamente todos os dias recebe as Folias, dezenas, as vezes centenas, de cavalheiros que peregrinam com suas bandeiras e são recebidos na igreja matriz para uma missa especial. Eles passam por festas oferecidas em fazendas próximas, chamadas Pousos, e quando chegam à cidade são aplaudidos pela população, que os acolhe com muita festa, fogos de artifício e muitos comes e bebes.
Festa do Divino em Pirenópolis - GO
Todas estas folias chegam ao seu ápice na Festa do Divino, trazida ao Brasil pelos jesuítas brasileiros para atrair negros ao catolicismo. Hoje já assimilou diversos costumes brasileiros e é mesclada de festejos profanos e religiosos tais como as novenas, folias, missas, procissões, cavalhadas e pastorinhas.
Cavalgadas em época de folia em Pirenópolis - GO
As Cavalhadas são jogos medievais de origem portuguesa trazidos à região em 1826. Os jogos duram 3 dias e encenam a luta entre o cristão Carlos Magno e os mouros muçulmanos, que invadiram a Península Ibérica. Nestas festividades os cavalheiros usam vestes medievais e máscaras coloridas lindíssimas. Essa rica cultura ainda está vivíssima entre os mais tradicionais e envolve anciões, jovens e crianças, que participam das folias, cavalgadas e das cerimônias religiosas.
Ana, muito bem acompanhada, em épca de folia em Pirenópolis - GO
Nós chegamos um pouco adiantados para os Mascarados e as Cavalhadas, mas tivemos a sorte de acompanhar uma das maiores Folias de Cavalheiros, com direito há centenas de cavalos desfilando pela cidade, shows de fogos de artifício e missa especial na igreja. À frente da tropa estava o Governador do Estado, Marcondes Perilo. A Igreja Matriz badalou seus sinos com toques festivos e um tanto quanto ecléticos.
Governador lidera folia em Pirenópolis - GO
Além de todas as festividades, aproveitamos para conhecer uma das propriedades com cachoeira, a 35 km da cidade. A região é cercada por cachoeiras, todas em propriedades particulares e bem estruturadas. Cobram entradas que variam de 10 a 25 reais e oferecem almoço rancheiro, feito no fogão a lenha.
Comida no fogão à lenha, na Cachoeira do Rosário, próxima à Pirenópolis - GO
A Cachoeira do Rosário possui uma bela estrutura e é uma das menos lotadas. Achamos que seria por possuir um acesso mais difícil, mas só descobrimos lá que a seleção é feita pelo preço mesmo, 25 reais de entrada e mais 25 para o almoço, que dispensamos. Salgado.
Reverência à bela Cachoeira do Rosário, próxima à Pirenópolis - GO
Durante a tarde caminhamos pela cidade, passamos pela ponte que passa sobre o Rio das Almas, construída em 1903, Theatro de Pyrelópolis, Museu das Cavalhadas e Cine Pireneus. Todos com uma linda fachada e infelizmente fechados para visitação. Dia de domingo, tarde de folia e noite de festa. As tropas foram recebidas com muita festa e um belo bailão sertanejo que se estendeu até a madrugada.
Cavalgadas em época de folia em Pirenópolis - GO
Artista de rua em Havana, capital de Cuba
O vento mudou e junto dele o nosso rumo. Saímos do paraíso do mergulho e do kite surf em direção à Ilha de Cuba! Despedimo-nos dos nossos amigos do kite de longe, pois todos já estavam na água aproveitando cada minuto do vento. Voamos de Little para Grand Cayman e depois de todas as burocracias pudemos ainda aproveitar os últimos minutos da internet no aeroporto para falar com a família antes de entrar na terra do comunismo, onde ficará mais difícil o acesso à internet.
Sobrevoando a maravilhosa Cayo Largo, chegando em Cuba
Sobrevoamos Cayo Largo e parte da Isla de la Juventud, esta faz parte do nosso roteiro, em breve estaremos pousando aqui em busca de um dos melhores mergulhos de Cuba. Hoje chegaram a Cuba, para nos acompanhar nos próximos 15 dias, os nossos amigos e padrinhos de casamento, Rafael e Laura. Eles que já estiveram conosco em alguns trechos da viagem no Brasil e nos encontraram também no Equador e Galápagos, garantindo a liderança dentre os amigos e familiares mais presentes, ao vivo e a cores, durante os 1000dias! Um sonho que compartilhamos há tempos: visitar Cuba antes que Fidel se vá e com ele todo um idealismo utópico que fazem de Cuba um destino único no mundo!
Che, sempre presente nas ruas de Havana, capital de Cuba
O encontro com Laura e Rafael já foi no aeroporto, o vôo deles chegou no mesmo horário que o nosso. Inacreditável, quando é para ser ninguém segura mesmo! Fomos direto para a casa de Dona Margarita, nossa cicerone em La Havana. Dentro do sistema socialista e comunista uma das formas que os cubanos têm de fazer dinheiro é recebendo turistas em suas casas. Com uma licença especial do governo e pagando uma taxa mensal de 400 CUCs, além de um percentual anual sobre o faturamento e uma taxa extra se o faturamento exceder o que o governo julga como “justo” ou “necessário”. Esta é uma das melhores formas de fazer dinheiro num mundo em que acumulá-lo é praticamente um crime.
O Lada, um dos carros mais comuns em Havana, capital de Cuba
Aproveitamos o final da tarde para ir ao Centro Histórico de La Havana. O maior dos prazeres em La Havana Vieja é se perder pelas ruazinhas, escolher um bom café ou restaurante para comer e tomar um chá ou um autêntico mojito enquanto vemos o movimento. As principais ruas turísticas foram todas restauradas, já que o turismo é uma das principais fontes de renda do governo. Começamos o tour pela Plaza de La Catedral, que estava cheia, mas a igreja estava fechada.
A Catedral de Havana, capital de Cuba
Cruzamos um animado grupo de música e teatro de gigantes na praça, sendo seguidos por uma pequena multidão que ria, dançava e se divertia ao som da marchinha, entre palhaços e bailarinas.
Artista de rua em Havana, capital de Cuba
Não conseguimos ficar apenas vendo a banda passar, a seguimos e caímos na Plaza de Armas, onde está uma das mais impressionantes feira de livros antigos que já vimos. Revistas dos anos 50, tempos de glória de La Havana, que foram expertamente guardadas e bem preservadas por colecionadores e hoje valem bastante dinheiro! Cartazes da revolução, livros sobre Fidel, Che e a história cubana e até um álbum de figurinhas que conta em quadrinhos toda a história da Revolução! Que vontade de montar um pequeno museu literário em casa... os preços já não são os mesmos de 10 anos atrás, me diz um senhor belga que coleciona cartazes. Antes ele comprava por 2, 3 dólares, hoje alguns chegam a custar 200!
Livros à venda nas ruas do centro de Havana, capital de Cuba
Passamos pela mais tradicional chocolateria de Cuba, que além de vender os seus chocolates artesanais, feitos com a mesma receita dos primeiros espanhóis que chegaram à ilha, possui sempre uma imensa fila para o seu saboroso chocolate quente ou café.
Arquitetura restaurada no centro de Havana, capital de Cuba
Caminhamos até a Plaza Vieja, com restaurantes convidativos em um dia quente, mas a frente fria que nos pegou de surpresa nos fez continuar a procura de um restaurante mais protegido. Paramos no Jardim Secreto, um dos restaurantes mais lotados, não tanto pela qualidade mas pelo incrível preço das refeições, 3, 4 CUCs para pratos completos de carne de porco, peixe ou frango, arroz e feijão. Nos despedimos do centro de Havana na praça onde está o convento de São Francisco de Assis, às margens da Rua San Pedro e do início da Baía de La Havana.
Reencontro com os padrinho Rafa e Laura, em Havana, capital de Cuba
Já tivemos um aperitivo da capital cubana, seu charme e encantos. Porém seus segredos ainda estão bem guardados para turistas iniciantes como nós. Amanhã voltaremos a explorar seus becos e avenidas em busca da verdadeira Cuba.
Passeando no centro de Havana, capital de Cuba
Caminhando até a Barra do Ribeira, em Iguape-SP
Um dos espetáculos mais bonitos da natureza é o desaguar do rio no mar. Esse encontro de águas pode ser tão especial que em alguns lugares tem até nome, como a pororoca, o encontro das águas dos rios amazônicos com o mar. Hoje o nosso programa era justamente ir até a barra do Rio Ribeira, como comentei ontem, o mesmo rio que corre por toda a região do PETAR. Fica a 4km da vila, aqui na Juréia Sul, portanto sugeri ao Rodrigo retomarmos o nosso treino de corrida para chegarmos até lá. Caraca! Foram uns 50 dias que fiquei sem treinar e já perdi o fôlego? Espero que seja só o efeito da areia fofa e vento contra! Rsrsrs!
Pegando um bronze na Barra do Ribeira em Iguape-SP
Chegando lá tomamos um belo banho de rio olhando para a margem oposta, onde tentamos chegar com a Fiona e não conseguimos. Várias casas imensas ali, ameaçadas pela correnteza e altas do rio e do mar, uma delas aparentemente fora abandonada recentemente, pois a parede lateral já estava no chão. Cada dia que passa fica mais claro que quando não respeitamos o meio ambiente, ele acaba mostrando as conseqüências de forma natural, literalmente.
Nadando na Foz do Rio Ribeira em Iguape-SP
Voltando da barra almoçamos e fomos trabalhar. Consegui produzir mais 2 vídeos para o site, a produção está acelerada! Acabamos decidindo passar a noite por aqui. Aparentemente a internet tinha voltado a funcionar e queríamos aproveitar ao máximo, já que internet rápida é coisa rara por estas bandas. No final, infelizmente, era só fogo de palha, não funcionou mais. Amanhã cedo sairemos cedo rumo à vizinha do norte, próxima à Peruíbe, a Juréia do Norte.
Homem e seu cachorro se divertem na praia da Barra do Ribeira em Iguape=SP
Canoas no rio Caraíva - BA
Chegamos à Caraíva! O Rodrigo tentou me convencer a passar reto, conhecer apenas Cumuruxatiba e seguir direto para Trancoso e Itacaré. Porém, há muito tempo, eu havia me prometido que conheceria a Praia do Espelho, vizinha daqui. O Rodrigo também tem um carinho grande pela região, pois saudoso como sempre, gosta de lembrar as suas antigas viagens. A primeira para Caraíva foi com sua irmã, mãe e primo. Uma bela aventura, pois há 21 anos atrás não havia praticamente nada por aqui, apenas a casa deste amigo da família, o Zé Rubens, onde ficaram hospedados. Outra vez o Rodrigo saiu de Arraial D´Ajuda e foi a pé até Prado, parando e conhecendo cada prainha. Sendo assim não foi tão difícil convencê-lo de pararmos em Caraíva.
A barra do rio Caraíva - BA
Chegamos à tarde no portinho que atravessa o rio da cidade de Caraíva Nova para a original, também conhecida como a Velha Caraíva. Lá mesmo o Rodrigo encontrou o Suco, antigo morador que soube lhe dar todas as coordenadas históricas da vila para que ele recordasse como, quando e onde havia ficado, para poder rever os lugares por onde já havia passado. Ele nos indicou a única pousada que teria internet, Bar da Praia, que coincidentemente foi um dia a casa do Zé Rubens! O Rodrigo ficou maravilhado, estamos hospedados hoje no mesmo lugar que ele esteve há 21 anos! Boas lembranças, do banho de cacimba, de quando ele e o Haroldo enchiam a caixa d´água da casa no braço, pois não havia energia elétrica, do passeio de barco até a Ponta do Corumbau e da maravilhosa comida da Duca.
O rio de Caraíva - BA
As ruas de Caraíva me lembram muito a Ilha do Mel, ruas de areia, onde é proibido qualquer veículo motorizado, postes de luz e iluminação sem uma cobertura orgânica, tecido ou palha. A comunidade se organiza para que a vila mantenha suas características. Hoje a velha Caraíva não tem mais para onde crescer, uma vez que suas fronteiras estão delimitadas pelo mar, rio e pela área do Parque Nacional do Monte Pascoal. A única internet que existe é via rádio no internet café e está com problema há uma semana, portanto estamos ilhados. O modem da vivo até funciona, mas em uma velocidade 1G, impossível postar, checar emails, etc.
Cruzando o rio Caraíva - BA
Depois de nos instalarmos no único quarto livre da pousada, fomos ver o encontro do rio com o mar. Uma caminhadinha de 10 minutos e chegamos a este lugar maravilhoso, onde as águas verdes do mar dominam a água ferruginosa do rio e muda completamente a paisagem durante a alta. Refrescamos-nos e vamos para a Duca, provar a famosa culinária vegetariana.
A Pousada da Praia, antiga casa de Zé Rubens, em Caraíva - BA
Duca é uma gaúcha que se mudou para Caraíva há 31 anos. Primeiro morou do outro lado do rio, até que conseguiu alugar uma casa e montar a escolinha, onde dava aula para as crianças da comunidade. Mais tarde conseguiu juntar um dinheirinho e comprar um terreno da marinha para construir sua casa e o seu restaurante vegetariano na beira da praia, local onde não havia ainda nenhuma construção. Mais tarde chegou o Zé Rubens e mais outro que começaram a construir suas casas em áreas próximas. Hoje a Duca está em outra sede, mas seu tempero continua maravilhoso! Salada, arroz integral, feijão e um estrogonofe de carne de soja e legumes indescritível! Se eu tivesse a Duca cozinhando para mim todos os dias com certeza não teria problema algum em virar vegetariana.
O rio de Caraíva - BA
À noite saímos em busca de um forrózinho, afinal, sábado é dia de festa! O Forró do Pelé estava fechado, ele está reformando o cafofo. Acabamos encontrando uma festa em um restaurante próximo da igreja, onde estava rolando o aniversário do André. Não conheci o Andre não, mas dançamos um forrozinho e conhecemos três cariocas viajantes muito bacanas! Graci, Ana e Luciana estavam ali, meio deslocadas do ambiente, e resolveram puxar assunto imaginando que eu era gringa, coisa comum ultimamente, rsrsrs. Foi ótimo, além de todos os interesses, encontramos até conhecidos em comum. Depois dizem que Caraíva que é pequena!
Cruzando o rio Caraíva - BA
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