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Andes Venezuelanos

Venezuela, Mérida VEN

Estranhas plantas crescem a mais de 4 mil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Estranhas plantas crescem a mais de 4 mil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


A Cordilheira dos Andes, cordilheira mais longa do mundo, não poderia deixar de fazer parte desta terra de tão diversas paisagens naturais. A coluna vertebral da América do Sul vem desde o sul da Argentina até as ilhas caribenhas e tem mais de 400km de extensão aqui na Venezuela. Tivemos a incrível experiência de sair do nível do mar, em Chichiriviche, e em menos de 7 horas, entrar em um mundo andino, de montes escarpados, vales verdes, num clima ameno e saudável das montanhas.

Fiona na rodovia transandina, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Fiona na rodovia transandina, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Na subida decidimos fazer uma parada estratégica na pequena vila de Timóteo, a 2.800m de altitude. Ficamos em um hotel simples mas bem charmosinho com aquele clima de cabines alpinas e aproveitamos um belo fim de tarde com os ares frescos deste vale. Foi ótimo para que o nosso corpo pudesse se acostumar com a altitude, ainda assim a mudança foi rápida e na primeira noite foi difícil dormir. Mente alerta pela menor oferta de oxigênio, ou seria pela ansiedade do que estava por vir?

Um belo fim de tarde em Timotes, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Um belo fim de tarde em Timotes, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Na manhã seguinte subimos, subimos e subimos pelas curvas da sinuosa 1, a nossa velha conhecida estrada Panamericana. O destino que tínhamos em mente era Mérida, a maior cidade da região e que todos os turistas utilizam como base. Mas se você está com um carro alugado ou com o seu próprio carro como nós, este é o último lugar que precisará chegar. As maiores e melhores atrações dos Andes Venezuelanos estão antes de chegar à Mérida e nós fomos descobrindo tudo no caminho.

A rodovia transandina e a beleza do páramo, paisagem comum na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

A rodovia transandina e a beleza do páramo, paisagem comum na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Pico El Águila (4.118m)
A estrada mais alta da Venezuela passa pelo Pico El Águila, que acima dos 4.000m tem paisagens maravilhosas para ambos os lados da cordilheira, montanhas nevadas e um dos biomas mais lindos da região andina, os páramos.

A igrejinha no topo do pico El Aguila, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

A igrejinha no topo do pico El Aguila, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Pico El Aguila, a mais de 4 mil metros, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Pico El Aguila, a mais de 4 mil metros, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Os páramos são a zona de transição entre a região onde imperam as florestas tropicais e as grandes altitudes, onde já existe neve. Os paramos são responsáveis por coletar a maior parte da umidade e água de chuva em seu terreno esponjoso e com sua flora formada principalmente por gramíneas, rosáceas e pequenos arbustos.

Um grilo sobrevive a 4 mil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Um grilo sobrevive a 4 mil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Antes de chegar ao Pico El Águila está a Laguna Guacho, há apenas 15 minutos de caminhada da estrada principal, um detour rápido e prazeroso para ver e sentir de perto o ar fresco dos Andes.

Lagoa a 4 miil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Lagoa a 4 miil metros de altitude, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


No pico vale uma parada para um chocolate quente, um sanduíche com embutidos feitos na charcuteria espanhola da cidade vizinha e um belo copo de morangos com creme! Em qualquer biboca eles vendem essa iguaria, morangos orgânicos, suculentos e saborosos com creme e calda de morango. Hummm!

Morango com creme, típico da região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Morango com creme, típico da região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Ali conhecemos Juan, um artesão colombiano que se enamorou das montanhas e das mulheres venezuelanas e aqui ficou. Ele trabalha vendendo seus artesanatos em uma lojinha no pico e mora em Mucuchíes, um povoado ao sul. Depois de uma apresentação de música em sua flauta de cano de pvc, demos uma carona para ele e paramos para conhecer o lindo e encarcerado Condor, a maior ave das Américas, negra e imponente com seu colar branco e que já está em extinção no país.

Um solitário, vistoso e encarcerado condor, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Um solitário, vistoso e encarcerado condor, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Este condor está em cativeiro e acabou de perder sua companheira, colocada ali para uma tentativa de procriação. O tiro saiu pela culatra, uma ave imensa e potente como esta só poderia mesmo morrer de tristeza dentro de uma gaiola.

Uum vistoso condor em sua 'gaiola', na egião dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Uum vistoso condor em sua "gaiola", na egião dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Caminhando por um belíssimo vale na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Caminhando por um belíssimo vale na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Dormimos nossa segunda noite na cidade de Apartaderos, a mais de 3.300m sobre o nível do mar. Lá conhecemos Dona Glória e sua famosa fábrica de Embutidos El Águila. Dona Glória é espanhola da Galícia e vive aqui na Venezuela há mais de 30 anos. Migrou de um negócio muito bem sucedido no mundo da moda para o mercado de carnes e embutidos, um sonho antigo do seu marido. Resgatando uma antiga tradição espanhola, eles seguem os padrões de qualidade e utilizam os ingredientes originais vindos diretamente da Espanha para preparar e curtir suas peças de Jamón Serrano, chorizo, copa e salame. Visitamos a fábrica, suas estufas de defumação e secagem e não pudemos deixar de nos deliciar nos produtos finais dessa arte gastronômica. Abusei tanto que acabei tendo a minha primeira gastrite um dia depois!

Visita a uma fábrica de embutidos na vila de Apartaderos, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Visita a uma fábrica de embutidos na vila de Apartaderos, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Dona Glória nos recebeu em sua casa, tomamos um chá e ela nos falou sobre a situação política atual, sua visão do que está acontecendo no país e nos deu uma aula de amor e esperança, de quem acredita, mesmo em meio à tantas adversidades, que a situação irá melhorar e logo a Venezuela entrará nos trilhos novamente.

A galega Dona Glória, a simpática proprietária da fábrica de embutidos em Apartaderos, vila na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

A galega Dona Glória, a simpática proprietária da fábrica de embutidos em Apartaderos, vila na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Nosso terceiro dia de explorações na região, de volta aos 4 mil metros foi no Parque Nacional Sierra Culata, uma das áreas mais lindas da região! A sinuosa estrada que cruza a Sierra Culata passa por uma zona de páramo com vistas para todas as montanhas nevadas dos arredores. Aproveitamos do macro ao micro, das grandes montanhas a perder de vista às pequenas plantas de flores amareladas, cavalos, vacas e cachorros ermitões que vivem nesse ambiente inóspito. Lindo!

O mais alto parque nacional da Venezuela, ma região dos Andes, perto de Mérida

O mais alto parque nacional da Venezuela, ma região dos Andes, perto de Mérida


O cavalo não parece se importar com a altitude e a baixa temperatura na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

O cavalo não parece se importar com a altitude e a baixa temperatura na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


As flores também estão adaptadas às altitudes de 4 mil metros, região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

As flores também estão adaptadas às altitudes de 4 mil metros, região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


No caminho à Mérida passamos pela cidade de Mucuchíes, destino alternativo dos venezuelanos que já conhecem essas paragens. A igrejinha de pedra é o seu cartão postal, ponto de foto obrigatório.

Capela de pedra em Mucuchies, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida

Capela de pedra em Mucuchies, na região dos Andes venezuelanos, perto de Mérida


Mérida


A simpática Plaza Milla, na região central de Mérida, na Venezuela

A simpática Plaza Milla, na região central de Mérida, na Venezuela


Finalmente chegamos à Mérida, uma cidade fundada em 1558 entre trancos e barrancos pelo espanhol Juán Rodriguez Juárez. A pequena vila situada entre os rios Chama e Albarregas, hoje já se expandiu e se tornou o centro econômico da região.

Admirando o vale de um dos rios que contornam Mérida, na Venezuela

Admirando o vale de um dos rios que contornam Mérida, na Venezuela


Depois de passarmos por tantos povoados com seu charme rural em meio às montanhas, Mérida perde um pouco a graça. Tiramos um dia para passear por suas principais praças e pontos turísticos, como a Plaza Bolívar, Plaza Milla, e a estátua mais antiga do herói Simón Bolívar que data de 1842, exposta no Parque de Las Cinco Repúblicas.

Um gigantesco pedestal para um pequeno busto de Bolívar, em Mérida, na Venezuela

Um gigantesco pedestal para um pequeno busto de Bolívar, em Mérida, na Venezuela


O Teleférico de Mérida é uma das atrações mais conhecidas da cidade, porém estava fechado para reforma e só pudemos apreciar suas torres e cabos ao longe. A montanha mais alta do país, o Pico Bolívar (5.007m) está pertinho de Mérida e, ao lado do Pico Humboldt (4.942m), é uma ótima pedida para aqueles que querem se aventurar em um trekking de 2 ou 3 dias.

Um belo visual de Mérida, na Venezuela, e das montanhas que a cercam, as mais altas do país

Um belo visual de Mérida, na Venezuela, e das montanhas que a cercam, as mais altas do país


Parque Nacional Sierra Nevada


A belíssima Laguna Macubaji, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

A belíssima Laguna Macubaji, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Na pressa acabamos não nos aventurando em grandes trekkings pra o Pico Bolívar ou o Humboldt, mas a nossa despedida dos Andes Venezuelanos ainda incluíram uma visita ao Parque Nacional Sierra Nevada, que de nevado não tem nada a não ser sua história de glaciares e seus lindos lagos andinos que ficaram para contar a história. Eu estava totalmente indisposta do estômago, com uma ajudinha da altitude e acabei apreciando-os apenas do carro. O Rodrigo aproveitou para fazer um trekking rápido e foi até o fundo de um vale para ver algumas das suas várias cachoeiras.

Uma das cachoeiras de águas geladas do Parque Nacional Laguna Negra, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Uma das cachoeiras de águas geladas do Parque Nacional Laguna Negra, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos


Foram 5 dias explorando os vilarejos e paisagens do páramos venezuelano, um choque de paisagens, sensações e sentidos para quem vinha de um cenário totalmente tropical e caliente como o Parque Nacional Morrocoy. Da praia para a montanha e da montanha para as planícies quentes e úmidas dos Llanos Venezuelanos, essa diversidade de paisagens faz da Venezula um dos mais atrativos destinos da América do Sul.

A bela paisagem do Parque Nacional Laguna Negra, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

A bela paisagem do Parque Nacional Laguna Negra, perto de Apartaderos, na região de Mérida, nos Andes venezuelanos

Venezuela, Mérida VEN, Andes, Apartaderos, Mérida, Montanha, Páramo, parque nacional, Sierra Culata, Timóteo

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Bugue e Parrachos

Brasil, Rio Grande Do Norte, Natal, Genipabu, Maracajaú

A linda paisagem do alto das dunas de Genipabu - RN

A linda paisagem do alto das dunas de Genipabu - RN


Primeira dúvida do dia, vamos para Genipabu ou Jenipabu? Lançamos esta dúvida no twitter e facebook e a melhor explicação veio através de minha amiga Tetê, “Jenipabu é uma palavra de origem indígena, derivada da palavra Jenipapo. Como rege a Academia Brasileira de Letras as palavras de origem indígena devem ser grafadas com “J”, embora o registro da prefeitura da cidade tenha sido realizado com “G”. Enfim, como disse uma companheira tuitesca, tanto faz, o que importa é ir e aproveitar!

Praia cheia em Genipabu - RN

Praia cheia em Genipabu - RN


Janeiro, chegamos à Genipabu em pleno domingão, praia lotadaça! Mal conseguimos enxergar a areia. Caminhamos um pouco em direção às dunas para ter uma visão mais ampla da bagunça. A praia é uma pequena enseada entre dunas com mais de 50m de altura! O Parque Estadual das Dunas de Genipabu é conhecido por sua pista para passeios de bugue. O passeio custa 200,00 por carro, conseguimos encontrar mais um casal animado para dividirmos os custos e pé na duna!

Nosso bugue nas dunas de Genipabu - RN

Nosso bugue nas dunas de Genipabu - RN


Segunda dúvida do dia: com emoção ou sem emoção? Esta famosa pergunta muda totalmente de figura quando ficamos sabendo que há menos de um mês morreu uma mulher num passeio destes, mas também queremos acreditar que por isso mesmo os bugueiros estão muito mais cuidadosos.

Admirando a lagoa de Genipabu - RN

Admirando a lagoa de Genipabu - RN


Maurício, nosso motorista, foi nos contando sobre o caso. O acidente aconteceu nas dunas de Pitangui, praia vizinha no litoral norte, e o motivo foi o travamento das rodas do bugue na areia molhada, o carro capotou e aparentemente caiu sobre a moça, os outros turistas sobreviveram. Que azar, milhares de pessoas fazem este passeio por ano, um dia ia acabar acontecendo.

Andando de bugue pelas dunas de Genipabu - RN

Andando de bugue pelas dunas de Genipabu - RN


Rezando para que não fosse conosco, começamos o nosso passeio com emoção! Só pelo grito ficava claro quando era um friozinho na barriga (uhúúúú!) ou quando era medo mesmo (AHHHHH!!!).

Andando de bugue pelas dunas de Genipabu - RN

Andando de bugue pelas dunas de Genipabu - RN


As paisagens são maravilhosas, a vista de Natal, da lagoa e até dromedários, que dão um ar novelístico para o local. Ali foram filmadas cenas de Tieta e na duna ao lado, o final da novela “O Clone”.

Passeio de dromedálio em Genipabu - RN

Passeio de dromedálio em Genipabu - RN


De Genipabú seguimos direto para Maracajaú, 30km ao norte. Conhecida por seus parrachos e peixinhos coloridos, com uma profundidade entre 4 e 10m na maré baixa. Parrachos sãos arrecifes que formam piscinas naturais um pouco afastadas da costa, como as que vimos em Maragogi, lá chamados de Galés.

Praia de Maracajaú - RN

Praia de Maracajaú - RN


Chegamos na maré alta, então de nada adiantaria irmos até lá, mas nossa intenção mesmo era outra, estávamos procurando alguma operadora de mergulho (scuba) que nos levasse até a Risca do Zumbi, um ponto de mergulho fantástico que fica nestas proximidades. Infelizmente ninguém mais está operando mergulhos para lá, ficamos só na vontade. Almoçamos um peixinho ao molho de camarão e tomamos um morno banho de mar, para agüentar depois quase 2 horas de estrada e engarrafamento no retorno à capital.

Saindo do mar em Maracajaú - RN

Saindo do mar em Maracajaú - RN


Acaba por aqui a nossa temporada em Natal, uma ótima base para explorarmos o litoral potiguar, de Pirangi até Maracajaú, aproveitando o que cada praia tem de melhor a oferecer. cajueiros, fortalezas, bugues e parrachos, com emoção e muita história para contar!

Autofoto nas dunas de Genipabu - RN

Autofoto nas dunas de Genipabu - RN

Brasil, Rio Grande Do Norte, Natal, Genipabu, Maracajaú, bugue, Dunas, Jenipabu, parrachos, Praia

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Chicago Beach!

Estados Unidos, Illinois, Chicago

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Chicago é a principal cidade americana na região dos Grandes Lagos. Os lagos interliga o Rio St. Lawrence desde a costa do Atlântico Norte, ao Rio Mississipi, que despeja suas águas no Golfo do México. Os primeiros europeus a utilizarem esta rota foram exploradores franceses guiados por indígenas que conheciam os lagos como a palma de sua mão. Inclusive acredita-se que seu nome tenha origem na palavra Ojibwa “mishigami”, que significa “grandes águas”. Pudera! Eles se referiam a um dos maiores lagos do mundo e nem precisavam de GPS para saber disso.

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Nadando no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


A temperatura do lago que chega a proibitivos 13°C durante o inverno, no verão gira em torno dos 27°C, transformando o gélido Lake Michigan em um sonho de uma tarde de verão. Sua costa repleta de praias, dunas, marinas e parques é um convite para conhecer o lado quente do norte dos Estados Unidos.

Lago Michigan e salvavida em praia de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Lago Michigan e salvavida em praia de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Nossa primeira parada foi na North Avenue Beach. As águas do lago estavam esverdeadas e mais quentes do que os mares cariocas. Até uma barraquinha das Hawaianas encontramos lá, o dono aposta no look fashion, moderno e divertido dos modelos personalizados de sandálias pelo segundo verão.

As havaianas chegaram até Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

As havaianas chegaram até Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Praia lotada, vendedores ambulantes de sorvete e meninas trabalhando duro para ganhar um bronzeado natural, exibindo seus biquínis nos mais diversos modelitos. Vimos inclusive o biquinão retrô, no melhor estilo anos 80 que está fazendo a cabeça (e o bumbum) de muitas famosas. Eu com o biquíni brasileiro me sinto meio peixe fora d´água, quem sabe encontro um modelo que combine comigo?

Curtindo praia no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Curtindo praia no lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Praia de lago também tem vendedor de sorvete, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Praia de lago também tem vendedor de sorvete, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Caminhamos pela ciclovia a caminho da Oak Street Beach e cruzamos uma estranhíssima área de concreto na beira do lago, construída pra conter a erosão das margens. Era difícil acreditar que alguém escolheria ficar ali, mas logo entendemos. Nesta área é permitido saltar, pular e nadar sem medo de ser feliz! Nas praias cheias de regras não podemos ir longe, ficamos a pouco mais de um metro de profundidade com um salva-vidas de olho! Nos unimos aos vários banhistas, colocamos a canga no concreto quente e nos jogamos novamente no Lago Michigan! E pensar que ali, à nossa frente, estavam 21% da reserva de água doce do mundo!

Caminhando pela orla do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Caminhando pela orla do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Saltando nas refrescantes águas do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos. se fosse no inverno...

Saltando nas refrescantes águas do lago Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos. se fosse no inverno...


O clima de verão ficou ainda melhor no final da tarde, quando o pessoal saiu dos escritórios e fez o calçadão da Oak Street Beach nos lembrar a orla de Ipanema. Sol quente, voleizinho de praia, ciclistas, homens e mulheres sarados dando uma corridinha na beira da praia, enquanto famílias passeiam com seus cachorros. Sinceramente, esta não era a Chicago que eu imaginava... E querem saber? Adoro ser surpreendida!

Um pulo para o Lake Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Um pulo para o Lake Michigan, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


Um dia de praia e muita água e só poderíamos estar morrendo de fome! Caminhamos algumas quadras pela Magnificent Mile da Michigan Avenue, que é a 5º Avenida de Chicago. Lá está o metro quadrado mais caro da cidade e as lojas das principais marcas da moda mundial. No John Hancock Center fizemos a nossa estreia na Cheesecake Factory! Adorei o cardápio light da rede, principalmente porque depois atacamos o tradicional cheesecake com morangos! É mesmo de babar...

John Hancock Tower, terceiro prédio mais alto de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

John Hancock Tower, terceiro prédio mais alto de Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


O plano para o fim de tarde era o mais despretensioso possível. Um drink com uma vista privilegiada do lago e dos arranha-céus de Chicago.

Vista da cidade do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Vista da cidade do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


A Willis Tower é a mais famosa vista, pois estamos falando do edifício mais alto dos Estados Unidos, com 443m de altura. Se você se lembra dele com outro nome, não está enganado, a Sears Tower mudou de nome. A empresa de seguros Willis Group Holdings, comprou o direito de uso do nome do prédio em 2009, coisas de marqueteiros.

As luzes da cidade se acendem, vistas do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

As luzes da cidade se acendem, vistas do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos


A dica, porém, é escapar do óbvio, se aproximar do lago e ter uma vista ainda mais inesquecível da cidade do alto do John Hancock Center. Você pode pagar 15 dólares para ir ao observatório, ou os mesmos 15 dólares em um whisky 12 anos na The Signature Room e ter a mesma vista fantástica, muito melhor acompanhado. No último mês o bar e restaurante no 95° andar recebeu visitantes ilustres como John Travolta e a cantora pop Lady Gaga. O clima lounge faz deste o ambiente perfeito para um fim de tarde na metrópole de Al Capone.

A idade iluminada, vista do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

A idade iluminada, vista do alto da John Hancock Tower, em Chicago, estado de Illinois, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Illinois, Chicago, Grandes Lagos, John Hancock, Lago, Praia

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Prudentópolis

Brasil, Paraná, Curitiba, Prudentópolis

Observando o canyon abaixo do Salto Barão do Rio Branco, em Prudentópolis - PR

Observando o canyon abaixo do Salto Barão do Rio Branco, em Prudentópolis - PR


A terra das cachoeiras gigantes, Prudentópolis é um destino pouco conhecido mesmo dentre os paranaenses. Muitas vezes viajamos mais de mil quilômetros até a Serra do Cipó ou Chapada Diamantina para vermos cachoeiras desta magnitude, sendo que há apenas 200 km de Curitiba encontramos um punhado delas.

Olha a força da água no Salto São João, em Prudentópolis - PR

Olha a força da água no Salto São João, em Prudentópolis - PR


A primeira é o Salto Barão do Rio Branco, formado pelo Rio dos Patos, possui um mirante e acesso à parte baixa por uma escadaria de 496 degraus. É a mais “urbanizada” delas, pois ali foi construída uma PCH – Pequena Central Hidrelétrica, que gera parte da energia utilizada pela cidade. Mesmo com as modificações humanas, o cânion do Rio dos Patos e a cortina d´água formam um cenário sensacional.

O enorme Salto Barão do Rio Branco, em Prudentópolis - PR

O enorme Salto Barão do Rio Branco, em Prudentópolis - PR


Após uma breve passada na cidade para o check in no hotel e almoço, fomos conhecer a Igreja de São Josafat, de 1928. Já as missas são realizadas em ucraniano. O padre está viajando, não pudemos vê-la por dentro, mas só o passeio pelo seu jardim e os arredores do prédio já são inspiradores.

Igreja São Josafat, em Prudentópolis - PR

Igreja São Josafat, em Prudentópolis - PR


Envolvidos por este clima, pegamos a Fiona e escolhemos nosso próximo destino, o Salto São João. Formada pelo rio de mesmo nome o Salto São João possui 84 m de altura. Passando a sua entrada há um ponto fácil de vê-la por inteiro. Não é exatamente um mirante, mas é o suficiente para ganhar ânimo para a caminhada dentro da propriedade.

Mirante do magnífico Salto São João, em Prudentópolis - PR

Mirante do magnífico Salto São João, em Prudentópolis - PR


É cobrada entrada de apenas 3 reais, pela manutenção da trilha e banheiros e uma caminhada de 30’ nos leva ao topo da cachoeira. A pedra exatamente sobre a cachoeira parece ter sido colocada à dedo ali como mirante. A força da água sob os nossos pés é energizante, um ótimo ponto para meditação, defronte ao cânion e sobre as águas cristalinas do Rio São João.

Área rural de Prudentópolis - PR

Área rural de Prudentópolis - PR


Como devem ter percebido, o acesso às cachoeiras, embora de terra, são estradas boas e de fácil localização. As trilhas também são um convite à pessoas de qualquer idade esticarem suas pernas em um passeio em meio à mata verde de araucárias. Assim, rapidinho chegamos na propriedade de Dona Luiza e Seu Demétrio, onde ficam as cachoeiras de São Sebastião e Mlot. Ambas caem no mesmo poço, e só podem ser avistadas juntas lá debaixo. A trilha íngreme e escorregadia dura em torno de 1h30 ida e volta. Enquanto Rodrigo descia para tirar umas fotos, eu e minha mãe ficamos em cima, de onde vimos a São Sebastião e chegamos no topo da Mlot e pudemos avistar o poço. Enquanto aguardávamos o Rodrigo assuntamos com a família que ali vive, Dona Luiza, de origem polonesa, Seu Demétrio, seu tio e mais três filhos.

O Salto São Sebastião, em Prudentópolis - PR

O Salto São Sebastião, em Prudentópolis - PR


A região foi colonizada principalmente por ucranianos e algumas famílias polonesas. Engraçado que o Seu Demétrio logo disse “sou brasileiro, ué!”, quando a esposa confirmava se sua origem ucraniana. “Se todos que vieram para cá são poloneses ou ucranianos, quem que é brasileiro então?”.

O Demétrio e a Luiza, na sua propriedade, no Salto São Sebastião. em Prudentópolis - PR

O Demétrio e a Luiza, na sua propriedade, no Salto São Sebastião. em Prudentópolis - PR


Concordo em gênero, número e grau, Seu Demétrio! O Brasil é formado por todas estas nações, que aqui chegaram buscando uma vida melhor. Alguns escravizados, outros expulsos de seus países e outros poucos empreendedores corajosos que sabiam bem aonde estariam se metendo. Foi essa mistura que deu o povo brasileiro, diferente no norte, nordeste, sul e centro-oeste principalmente pela cor, mas não pela história de trabalho e luta. (Opa, votem em mim! Rsrsrs!!!)

Galinha preparada para o frio, em Prudentópolis - PR

Galinha preparada para o frio, em Prudentópolis - PR


Comemos todos os tipos de laranja que encontramos no pomar de Dona Luiza, cenário bucólico, com galináceos de todos os tipos, até nipônicos. Tiramos algumas fotos da família que se emocionou e acabaram ganhando de presente porta-retratos com as fotos de família e mais algumas de lembrança. É um pedacinho do 1000dias ficando ali em Prudentópolis.

A família proprietária da área do Salto São Sebastião, em Prudentópolis - PR

A família proprietária da área do Salto São Sebastião, em Prudentópolis - PR

Brasil, Paraná, Curitiba, Prudentópolis, Salto Barão do Rio Branco, Salto São João, Salto São Sebastião

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Aduanas

Bolívia, Monteagudo

Deixando o Paraguai e chegando à Bolívia!

Deixando o Paraguai e chegando à Bolívia!


A noite no Chaco é fria, como um deserto que é muito quente de dia e frio durante a noite. Ainda bem que tínhamos lençóis e o saco de dormir para usar como cobertor. Aos poucos vemos que todos os equipamentos que estamos carregando tem muita serventia! A noite tomamos um mate com Bartola e Cristoval, que tem uma erva deliciosa para o chimarrão, preparado sempre pela manhã e a noite, para esquentar.

Com o guarda-parque Cristóbal, no Parque Ten. Agripino Enciso, em La Patria - Paraguai

Com o guarda-parque Cristóbal, no Parque Ten. Agripino Enciso, em La Patria - Paraguai


Após o pernoite no Parque Nacional Tenente Agripino Enciso, finalmente seguimos em direção à fronteira com a Bolívia. Este trecho da estrada está um pouco melhor, mesmo sendo ela praticamente toda asfaltada desde Asunción, alguns trechos estão em péssimas condições e o asfalto já se desfez em pedras e pó. Os últimos 100 km de ontem foram sofridos, depois da cidade de Mariscal José Félix Estigarribia, quando não conseguimos ultrapassar os 40 km/h. Bacana, pois pelo menos conseguimos fotografar as várias aves que vimos no caminho, aves de rapina como gaviões e até algum primo dos periquitos verdes.

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio


Os trâmites fronteiriços sempre nos deixam apreensivos, mas com todos os documentos certos e com todas as informações que tínhamos fomos tranquilos. Passamos pelo primeiro posto do exército, viram documentos e passaportes e foram muito simpáticos, todos torcendo muito pela final da Copa América que foi hoje as 15h, entre Paraguai e Uruguai. Alguns quilômetros a frente chegamos à aduana para fazer a imigração e eis que nos dizem que teríamos que voltar a Mariscal Estigarribia para buscar os carimbos. No estado da estrada levaríamos todo o dia para ir e todo o dia de amanhã para voltar até aqui.


Exibir mapa ampliado

No google maps a estrada que pegamos nem aparece, mas ela junta os dois pontos brancos quase em linha reta. A rota que ele tenta fazer acima é uma estrada de terra e areia que nos disseram para evitá-la, inclusive pelos contrabandistas que estão na região.

Atravessando as vastidões do Chaco paraguaio

Atravessando as vastidões do Chaco paraguaio


Daqui para frente ainda tínhamos mais pelo menos 8 horas de viagem para dormir em alguma cidade menor, a caminho de Sucre. Não acreditamos, como nos informamos com todas as pessoas, inclusive um brasileiro que conhecemos ontem e ninguém nos disse nada? Como os trâmites de fronteira podem ser feitos 200km antes da fronteira? Pois é... caímos nessa... a esta altura já não sabíamos mais se era verdade ou não, nos parecia a mais pura lorota... até por que quando perguntamos se não havia mesmo como sairmos sem voltar tudo isso, eles logo nos perguntaram se teríamos “cédulas”. “Pero dólares no! Pueden ser guaranis o reales”. Bem, enquanto o Rodrigo resolvia a situação com el bigodón, eu conversava com o outro policial, que trabalhando há um ano naquele fim de mundo não titubeou em me passar as mais nojentas cantadas. Com jogo de cintura até que consegui me sair bem da situação e logo estávamos, agora sim, literalmente cruzando a fronteira do Paraguai com a Bolívia.

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio

Se vêem pássaros à todo momento no Chaco paraguaio


Deixamos o Chaco Paraguaio para trás em busca das montanhas do altiplano boliviano. Foram mais de 10 horas de viagem, grande parte delas dentre os trâmites burocráticos nos postos de imigração e aduanas de ambos os países. Na Bolívia há pedágios e postos de controle do exército praticamente a cada 100 km. Passamos rapidamente por Villamontes, primeira grande cidade do lado boliviano. Ali já tivemos uma boa surpresa, ruas largas, canteiros floridos e até monumentos, confesso que eu esperava algo mais pobre.

Comprando combustível num pequeno pueblo na Bolívia com a Eloísa

Comprando combustível num pequeno pueblo na Bolívia com a Eloísa


No caminho íamos nos informando sobre o tempo de viagem até Sucre e o tempo variou de 6 horas até 12h! Houve um perdido que nos disse que levaríamos 24 horas! Quanto mais perto chegávamos, mais confiávamos na informação. Outro detalhe é que neste trecho e em todas os postos de combustível governamentais, o preço do diesel para estrangeiros é praticamente o dobro! Dizem que como o governo o subsidia, estrangeiros não tem o mesmo privilégio.

Últimas luzes do sol iluminam paisagem no caminho para Monteagudo - Bolívia

Últimas luzes do sol iluminam paisagem no caminho para Monteagudo - Bolívia


Hoje conseguimos chegar até Monteagudo, já na subida para o altiplano boliviano. A região de Chuquisaca está próxima ao estado de Santa Cruz, que lidera um movimento separatista no país. Coincidência ou não, estas são cidades organizadas, limpas e muito diferentes da região de La Paz, que conhecemos em outras viagens, anos atrás. A Bolívia se apresenta um novo país, melhor, mais organizado e com toda a diversidade cultural e os belos cenários já reconhecidos por turistas do mundo todo.

Luz do sol atravessa nuvens no fim de tarde à caminho de Monteagudo - Bolívia

Luz do sol atravessa nuvens no fim de tarde à caminho de Monteagudo - Bolívia

Bolívia, Monteagudo,

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Tiradentes

Brasil, Minas Gerais, Tiradentes

Feliz da vida em Tiradentes - MG

Feliz da vida em Tiradentes - MG


Tiradentes é uma cidade histórica um pouco diferente de Ouro Preto, Mariana e Diamantina. É uma menor, mais plana, quase não precisamos nos afobar subindo e descendo ladeiras. Ao mesmo tempo em que tem um clima interiorano, justamente por ser pequena, também tem um ar muito cosmopolita. Hoje além de abrigar vários artistas de áreas diversas, Tiradentes se tornou uma cidade completamente turística. Durante o ano são realizados dois grandes festivais que movimentam ainda mais a cidade: o Festival de Gastronomia e o Festival de Cinema de Tiradentes. Toda a cidade é estruturada para sediar estes eventos. Dezenas de pousadas, restaurantes, bares e lojas de artesanato fazem parte do dia a dia dos moradores, com ou sem turistas.

Descanso merecido em Tiradentes - MG

Descanso merecido em Tiradentes - MG


Nós chegamos em uma segunda-feira, aquele dia internacional do não turismo, onde dificilmente encontramos igrejas e museus abertos. Ainda assim conseguimos visitar a Igreja de Santo Antônio, segundo o guia a terceira mais rica do Brasil em quantidade de ouro nos seus adornos. Curioso foi que um português de Macao, colônia portuguesa na China, demorou 24 anos para finalizar a construção do altar, completamente adornado e com muitas influências da arte chinesa, pagodes, carpas e também algumas referências à mitologia grega como a face do Netuno nas colunas laterais ao altar.

Fachada de casa em Tiradentes - MG

Fachada de casa em Tiradentes - MG


Caminhamos pelas ruas estreitas, e chegamos à Igreja Nossa Senhora do Rosário, igreja construída pelos escravos, já que não podiam freqüentar a mesma igreja de seus senhores. Uma das questões que mais me instiga neste nosso roteiro turístico por cidades históricas é como os escravos aderiram tão rapidamente à uma nova fé. Vieram da África de diversas tribos e fés diferentes, na Bahia logo percebemos o sincretismo religioso entre catolicismo e a umbanda ou candomblé. Porém nas Minas Gerais não se fala em outras crenças, vemos apenas igrejas e mais igrejas que os negros penaram para construir durante a noite, roubando ouro em pó para adornar os seus altares. Curioso, deve haver alguma explicação. Sei que houveram algumas missões que trabalharam na conversão dos negros, tentando oferecer melhores condições, alimentação, mas não sei se foram as responsáveis por uma conversão com tanto fervor.

Igreja N.S. Rosário dos Pretos, em Tiradentes - MG

Igreja N.S. Rosário dos Pretos, em Tiradentes - MG


No caminho encontramos uma loja das marcas que mais gosto e havia encontrado apenas no Bazar do Melo em Curitiba, a Ave Maria, marca de BH com um trabalho maravilhoso em rendas, fuxicos, com um design super alternativo. Nada de compras, era só para babar mesmo. Em um restaurante reencontramos Ricardo e Andalice, um casal hospedado na mesma pousada em que estamos. Ficaram curiosos com a viagem quando viram a Fiona, o que nos rendeu muito assunto para o final da tarde. Começa a noite e voltamos ao trabalho. Amanhã –pela manhã nos despedimos de Minas Gerais e rumamos à Parati, fechando finalmente o roteiro da Estrada Real.

Na frente da igreja de Sto. Antonio, em Tiradentes - MG

Na frente da igreja de Sto. Antonio, em Tiradentes - MG

Brasil, Minas Gerais, Tiradentes,

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A Racha da Zilda

Brasil, Minas Gerais, Carrancas

Essa Zilda deve ser importante mesmo por aqui! Ela tem um complexo de cachoeiras e até um cânion com o seu nome! Este cânion esculpido pelas pedras foi carinhosamente apelidado de “A Racha da Zilda”. Andamos 15 minutos até a margem do rio e continuamos subindo pelas pedras que formam uma paisagem sensacional. Claramente as rochas sedimentares se formaram em camadas e um abalo sísmico, que deve ter ocorrido milhões de anos atrás, abriu o pequeno cânion, deixando a água passar e formar a incrível e gélida racha.

Voltando da RTacha da Zilda pelo leito do rio em Carrancas - MG

Voltando da RTacha da Zilda pelo leito do rio em Carrancas - MG


Chegamos à primeira cachoeira e toda aquela natureza estava lá, só nos esperando. Também, que outros malucos apareceriam lá em plena quinta-feira, no lugar de água mais gelada da região, sem sol algum? Pois é, enquanto o Ro se preparava para entrar na cachoeira, quase foi pego no flagra por dois caras que estavam chegando. Muito simpático e empolgado com o mais esperado dos passeios aqui de Carrancas, o Ro logo puxou assunto. Vejam como o diálogo se desenrolou, assim que ele falou que íamos entrar na racha:

Cara: Mas nem pensar, de jeito nenhum! Vocês não vão entrar lá! Ainda bem que eu cheguei aqui!
Rodrigo: Vaaamos sim, lugar lindo desse, você já entrou lá?
Cara: Ah sim, tenho uma agência de aventuras aqui, entramos de rapel por cima e saímos aqui. Para entrar lá tem que ter todo o equipamento. Vocês têm equipamento?
Ana: Que equipamento?
Cara: Roupa de neoprene, ou pelo menos um colete salva-vidas. Essa é a água mais fria que temos por aqui! Vocês tão malucos, vão morrer lá!
Ro: Mas morrer do que?
Cara: Hipotermia! Câimbra!
Ro: Num morro não! De frio num morro, qualquer coisa volto!
Cara: Vocês são do sul?
Ro: Sim! (cara de pau, adora jogar na cara que é mineiro, mas quando interessa fala que é sulista!)
Cara: É, vocês podem estar acostumados com água fria, nós mineiros aqui não agüentamos não! Uma vez vim com uns ingleses, eu já com 3 câimbras e eles estavam bem, vermeeelhos, mas bem... Mas você tem idéia da profundidade do poço que tem ali? Não tem onde se apoiar, pode se afogar! (Xiii, coitado do moço, foi falar isso justo para quem?)
Ro: Imagina, eu sei nadar! Me garanto!
Cara: Então aproveita para ir lá enquanto estamos aqui, até o sonrisal pelo menos vocês conseguem chegar...

Resumi a conversa, ainda teve um papo de que os donos das terras estão se reunindo para organizar a exploração turística do local. Montar uma infra-estrutura, colocar guias, equipamentos e cobrar por isso, é claro. Até por que tem histórias de pessoas que tentaram ir além ou no lugar errado e acabaram se machucando. Enfim, ele e o cliente dele ficaram se divertindo de longe nos olhando.

Estudando uma maneira de ultrapassar o Sonrizal na Racha da Zilda em Carrancas - MG

Estudando uma maneira de ultrapassar o Sonrizal na Racha da Zilda em Carrancas - MG


Subimos a rampa até o sonrisal, ficamos lá uns 15 minutos estudando e pensando: pulo ou não pulo? Entro ou não entro? Eu queria muito entrar, o lugar parecia maravilhoso, mas eu já estava com frio e depois do que “o cara” falou, confesso que fiquei ressabiada.

Tentando vencer o Sonrizal na Racha da Zilda em Carrancas - MG

Tentando vencer o Sonrizal na Racha da Zilda em Carrancas - MG


Eis que o Ro resolveu enfrentar bravamente a água gelada e subiu o sonrisal, panelão de água com uma pequena queda de correnteza bem forte. Vendo aquilo, me enchi de coragem e pulei atrás. Com a ajuda do Ro foi mais fácil que eu pensava! Dali pra frente bastava conseguir agüentar o gelo!

Lutando contra o frio, após ultrapassar o Sonrizal, na Racha da Zilda em Carrancas - MG

Lutando contra o frio, após ultrapassar o Sonrizal, na Racha da Zilda em Carrancas - MG


Paredões de pedra de uns 30 metros de altura e mais 5 submersos, formam o cânion estreito e em cada corredor, poços de água verdinha. Encontramos sim, algumas agarras e pedras para nos apoiar em cada estreitamento, para deixar o corpo parcialmente fora do gelo d´água. O último salão é o útero da Zilda, como “o cara” apelidou, tem uma cachoeira linda, naquele cenário praticamente lunar, se a lua tivesse água!

Piscina após o Sonrizal

Piscina após o Sonrizal


Quando voltamos, ué, cadê o cara? Acho que ele ficou ali só até passarmos o sonrisal... De duas uma, ou viu que éramos bravos e safos, ou parou de se divertir conosco e não quis arriscar ter que nos ajudar, caso algum morresse hipotérmico.

Felizes com o maravilhoso passeio na Racha da Zilda em Carrancas - MG

Felizes com o maravilhoso passeio na Racha da Zilda em Carrancas - MG



Detalhes técnicos:
A máquina fotográfica ficou, pois o Ro pensou que poderia bater nas pedras enquanto nadávamos para penetrar a racha. Quando voltamos o Ro pulou no sonrisal novamente para buscar a máquina e entrarmos no cânion. Ali mesmo tiramos algumas fotos e a maioria saiu embaçada... droga de case, ainda não pegamos a manha de fotos “molhadas”. O coitado do Ro, nesse chassi de grilo, já estava tremendo mais do que eu! Afinal, essas minhas gordurinhas tem que servir para alguma coisa! Sendo assim resolvemos ir embora e gravar as imagens das profundezas da Racha da Zilda, apenas na nossa memória. Para nos deixar ainda um pouco mais indignados, só nos demos conta que nos esquecemos de levar a nossa câmera filmadora, quando já estávamos sequinhos, começando a voltar para o carro.

Brasil, Minas Gerais, Carrancas, Cachoeiras

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Rumo à Capital!

Brasil, Paraíba, João Pessoa

Nadando no rio ao acordar, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Nadando no rio ao acordar, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Acordei tarde, banho de rio, piscina e ainda descolei um café da manhã tardio com o Almir, querido. Era quase uma da tarde quando, abaixo de chuva, conseguimos nos despedir das Cris e pegar estrada. Ah, um agradecimento especial às meninas, minhas novas amigas, elas fizeram uma surpresa linda para mim, deram de presente 2 brincos lindooos! Eu fiquei impressionada e emocionada, fui pega tão de surpresa que nem tive como retribuir a altura!

Despedida da Pousada Dos Mundos e da Cristina, Cristiane e Almir, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Despedida da Pousada Dos Mundos e da Cristina, Cristiane e Almir, em Jacumã, distrito de Conde - PB


O Rodrigo já tinha nadado pelo rio até o mar e corrido uns 8km para a praia de Coqueiro, passando por Tabatinga 2. Aproveitamos a preguiça da moça aqui e a chuva para ir até lá de carro fazer algumas fotos. Que lugar sensacional! Tabatinga 2 é ainda mais linda, falésias imensas e uma baia verdinha e tranqüila, demais!

Visitando as falésias de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Visitando as falésias de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Seguimos viagem para o ponto mais oriental do Brasil, há apenas 30km dali, a Ponta do Seixas. Um farol todo diferente, bonitão está construído para marcar o ponto onde estamos mais próximos da África. Este farol é da época de Garrastazú Médici, presidente linha dura do Brasil na ditadura militar no início da década de 70, bicho ruim este!

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB


Junto ao farol fica a Estação Cabo Branco um espaço cultural belíssimo de onde podemos ter uma vista 360° de João Pessoa, Ponta do Seixas e região. Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a Estação reúne espaços para exposições permanentes e temporárias, teatro e convenções.

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB


O ambiente é muito agradável, um espaço bem democrático, aberto ao público sem custo algum. Lembrou bastante o nosso “Olho”, o MON lá em Curitiba. Bacana entrar em João Pessoa já com esta visão cultural e privilegiada da cidade.

Estação Cabo Branco, espaço cultural em João Pessoa - PB

Estação Cabo Branco, espaço cultural em João Pessoa - PB


Saímos deste espaço tão gostoso e agradável, totalmente desavisados que entraríamos em uma missão (quase) impossível: encontrar um hotel com 2 noites disponíveis e com uma diária razoável, entre 100 e 150 reais. Que função! Hoje é quinta-feira, não imaginamos que João Pessoa estaria tão lotada. Rodamos a Av. Cabo Branco (beira-mar) inteirinha parando de hotel em hotel, os que tinham vaga para as duas noites custavam no mínimo 250,00. Até achamos um mais barato e com vaga, mas este era com camas de solteiro e de higiene meio duvidosa... Enfim, duas horas de procura depois acabamos nos rendendo ao mais barato que conseguimos... 228,00!!! Um absurdo pela qualidade oferecida, mas alta temporada no nordeste é assim mesmo... desgrama.

Exposição de quadros na Estação Cabo Branco, em João Pessoa - PB

Exposição de quadros na Estação Cabo Branco, em João Pessoa - PB


Finalmente instalados, saímos para um jantarzinho básico e uma caminhada rápida na orla e voltamos aos nossos afazeres bloguísticos.

O mar na Ponta do Seixas. Do lado de lá é a África, pertinho.. (em João Pessoa - PB)

O mar na Ponta do Seixas. Do lado de lá é a África, pertinho.. (em João Pessoa - PB)

Brasil, Paraíba, João Pessoa, coqueiros, Ponta do Seixas, Praia, Tabatinga

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Galápagos Spa

Galápagos, Isla Darwin, Isla Wolf

Corredor lateral do nosso barco, refletindo o mar e a Isla Isabel, em Galápagos

Corredor lateral do nosso barco, refletindo o mar e a Isla Isabel, em Galápagos


Galápagos, as famosas ilhas que ajudaram Darwin a desenvolver a sua teoria do evolucionismo, estavam ali, diante de nossos olhos. A cada dia que passa, vamos nos dando conta que o sonho finalmente se tornou realidade. E dentre tantos imprevistos como o cancelamento do barco que havíamos contratado, formulários que não foram entregues à nova empresa, mudanças de datas, vôos, salmonelas e vulcões, olhamos para trás e vemos que tudo aconteceu como deveria acontecer.

Moréia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Moréia em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Estamos em um dos cruzeiros mais luxuosos de Galápagos e, é claro, a diferença não foi por nossa conta. Temos um serviço de bordo espetacular, com café da manhã, lanche e toalhas quentinhos quando saímos do mergulho. Almoço e jantar deliciosos, com opções de carne e comida vegetariana, vinho tinto, cerveja e petiscos o tempo todo na sala principal. As acomodações são super confortáveis e o serviço de quarto impecável, duas vezes ao dia, com toalhas secas, banheiros limpos e cama arrumada. Imaginem como nós não estamos... Depois de 500 dias de estrada dura, pousadas e hostals dos mais variados tipos e níveis, podermos ficar 7 dias nessa mordomia!

O Galapagos Sky, nosso barco! (Isla Isabel, em Galápagos)

O Galapagos Sky, nosso barco! (Isla Isabel, em Galápagos)


Estamos nos sentindo em um paraíso e também um spa de engorda! A roupa de mergulho está cada vez mais difícil de entrar! Rsrsrs! Mas tudo bem, pois o pessoal da tripulação nos ajuda a vesti-la. É mesmo muita regalia!

Hora do descanço no sun deck do barco, na ilha de Wolf, em Galápagos

Hora do descanço no sun deck do barco, na ilha de Wolf, em Galápagos


Tudo isso com alguns mergulhinhos básicos com tubarões-martelo, tartarugas, moréias espalhadas por todos os lados! O Capitán Victor está certo, e continua nos lembrando disso todos os dias no seu wake up call: “...this is a new Day in the Paradise Island!”

O Capitão Vitor e o Jairo na cabine de comando do nosso barco, próximo à Isla Santiago, em Galápagos

O Capitão Vitor e o Jairo na cabine de comando do nosso barco, próximo à Isla Santiago, em Galápagos


Logo no primeiro mergulho de hoje estávamos lá esperando os milhares de tubarões martelos, moréias e cardumes de King Angel fish, e todos eles compareceram! O segundo já foi um pouco diferente, fomos até um areal conhecer a estação de limpeza marinha.

Tartaruga e estrelas-do-mar em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos

Tartaruga e estrelas-do-mar em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos


Começamos por um imenso Jardim de Enguias de Galápagos, centenas delas! Moréias passeavam e nadavam livres de um lado para outro. Tubarões de todos os tipos, Blacktips, Silks, Galápagos, lindos Guinea Fowls Puffers, um peculiar Hogfish e até os pequenos e lindíssimos blue nudibranches deram o ar da graça!

Tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Tubarões em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Fechamos o mergulho com um drift delicioso, cruzando com centenas de peixes dos mais variados tipos e cores e encontramos o nosso primeiro polvo da viagem! Ele deu um show, se escondeu, trocou de cor e até nadou livre fugindo dos mergulhadores curiosos, coisa difícil de ser vista.

Polvo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)

Polvo em mergulho em Darwin, em Galápagos (foto de Hnning Abheiden)


Hoje começamos o nosso itinerário de volta. Nos despedimos de Darwin já com saudades dos tubarões-baleia e cardumes de martelo que já fazem parte do nosso dia. Voltamos à Shark Bay em Wolf no terceiro mergulho, repetimos toda essa diversidade marinha, adicionando ainda muitas tartarugas e a graciosa Spotted Eagle Ray, nossa velha conhecida Raia Chita!

Uma linda arraia-chita em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos

Uma linda arraia-chita em mergulho na Isla Darwin, em Galápagos


O por do sol no final da tarde abrigados pela Ilha de Wolf foi mais melancólico, talvez pela nebulosidade, talvez por que sabemos que isso tudo um dia irá acabar.

Pôr-do-sol em Wolf, em Galápagos

Pôr-do-sol em Wolf, em Galápagos

Galápagos, Isla Darwin, Isla Wolf, Ecuador, Equador, Mergulho, Shark Bay

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Trekking Santa Cruz

Peru, Huaraz

Início do Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Início do Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


O trekking pela Quebrada Santa Cruz é considerado um dos melhores e mais bonitos do mundo. Normalmente ele é feito em 4 dias de caminhada, cada dia caminhando em média 13km e o quarto dia é mais curto, com pouco mais de 5km. Nós decidimos fazê-lo em 3 dias, já que o nosso tempo é curto e precisamos chegar em Guayaquil no Equador, até o dia 09/09.

Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Abaixo a nossa programação:

1º DIA – Cashapampa (2.900m) a Llamacorral (3.800m) - 13km
2º DIA – Llamacorral (3.800m) a Taulipampa (4.250m) – 13km
3º DIA - Taulipampa (4.250m) – Passo Ponta Unión (4.750m) – Vaqueria – 18km

A trilha é bem marcada e pode ser feita sem guias, porém aí teríamos que carregar toda a estrutura, barraca, sacos de dormir e comida para os 3 dias ou 4 dias. Como não queríamos ter riscos de atraso, pensamos inicialmente em contratar apenas um arrieiro com uma mula. Ele cobraria em torno de 100 soles, além da alimentação e do equipamento (barraca e saco de dormir) que teria que ser alugado para ele. Teríamos também que encontrar uma solução para o transporte até o início da trilha em Cachapampa, ou táxi, mais caro, ou transporte coletivo até uma parte e uma caminhada mais longa. A outra opção era entrarmos em um grupo, termos o acompanhamento de um guia, um cozinheiro e o arrieiro carregando todo o equipamento, já incluindo os transportes. O preço foi 40 dólares por dia, por pessoa, incluindo tudo! Acabamos optando pela facilidade e agilidade e entramos no grupo da Huáscarán, formado por mais 4 pessoas, uma húngara, um alemão, uma luxemburguesa e um austríaco.

Nosso grupo almoça do lado de rio na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Nosso grupo almoça do lado de rio na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Sem dúvida alguma foi a melhor opção! Quando chegávamos ao acampamento as barracas já estavam montadas, junto da estrutura de banheiro, tenda de cozinha e “restaurante”. Chás quentinhos, pipoca, lanches de trilha prontos, almoços saudáveis e jantares elaborados também!

Hora do almoço no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Hora do almoço no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Na barraca, além do nosso isolante térmico, tínhamos um colchão de ar fino, mas que nos dava muito mais conforto. Uma estrutura vip, para realmente só nos preocuparmos em caminhar e aproveitar as belezas que o trekking tinha a oferecer. Além de toda a infra-estrutura, ainda tínhamos a convivência com o grupo internacional e com o nosso guia Oscar, um engenheiro agrônomo super viajado e interessantíssimo! Tibúrcio, nosso cozinheiro, estava sempre mais ocupado, preparando nossas refeições, mas sempre que tinha um tempinho gostava também de socializar e passar seus conhecimentos das montanhas e da região.

Nosso acampamento na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Nosso acampamento na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


A experiência deste trekking ficou muito mais rica, pois não se resumiu apenas em conhecer a natureza, mas também a cultura e as histórias do local, ainda com um tempero internacional especial!

Peru, Huaraz, Trekking Santa Cruz

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