0 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Ubersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jido)

lugares

tags

arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha

paises

Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela

mais vistos

mais comentados

novos comentários

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Equador Há 2 anos: Equador

Îles du Salut

Guiana Francesa, Kourou, Îles de Salut

Ilha do Diabo, uma das três ilhas das Îles de Salut, na costa próxima à Kourou, na Guiana Francesa

Ilha do Diabo, uma das três ilhas das Îles de Salut, na costa próxima à Kourou, na Guiana Francesa


Em meados do século XVIII, logo após ter perdido o território canadense para os ingleses, o Primeiro Ministro da França organizou uma expedição para colonizar a Guiana Francesa. Na sua visão, se os ingleses iam dominar a América do Norte, então a América do Sul seria francesa! Para isso eles precisavam ter uma base sólida na América do Sul. A expedição Kourou trouxe para a Guiana Francesa em torno de 13 mil pessoas, a maioria homens, porém metade morreu logo nos primeiros meses vítimas de febre amarela e malária. A falta de planejamento, suprimentos alimentícios e afins, fez com que a população diminuísse ainda mais, algumas famílias que tinham apenas um filho homem foram mandadas de volta, pois não teriam serventia na colonização. A expedição foi um fracasso. Os pouco mais de 200 homens que restaram ficaram nas Îles du Salut, ou Ilhas da Salvação, pois assim se distanciavam dos mosquitos e doenças que encontraram no continente.

Caminhando na Île Royale, a principal das Îles de Salut, na costa próxima à Kourou, na Guiana Francesa

Caminhando na Île Royale, a principal das Îles de Salut, na costa próxima à Kourou, na Guiana Francesa


As Ilhas da Salvação, são também conhecidas como Ilhas do Triângulo, por serem 3 a formarem o arquipélago, Île Royale, Île St. Joseph e Île du Diable. Quase um século depois, a França voltou aos planos de ocupação da região, mas agora a utilizando como Colônia Penal. Foram mais de 20 mil presos trazidos da Europa para cá a partir de 1854, quando foi assinada a lei do transporte de presos, dividindo-os entre os presos comuns, presos políticos e os inimigos do Rei Napoleão III. Os presidiários custavam caro aos cofres franceses, então deportá-los para uma nova terra a ser construída e ocupada era uma boa solução, já que sua pena incluía o trabalho pesado. Resolviam assim dois problemas, quando chegaram lá tiveram que construir toda a infra-estrutura na ilha, inclusive as suas celas. As condições de vida destes presidiários eram das piores, problemas sanitários, na alimentação, combate aos males tropicais acabavam fazendo com que muitos não suportassem e acabassem morrendo.

O antigo hospital na Île Royale, a principal das Îles de Salut, na costa próxima à Kourou, na Guiana Francesa

O antigo hospital na Île Royale, a principal das Îles de Salut, na costa próxima à Kourou, na Guiana Francesa


Alguns presos ilustres passaram pelas Îles du Salut, Alfred Dreyfus foi o maior deles. Um alto comandante do exército francês que foi julgado culpado por traição, pois acreditavam que estaria passando informações confidenciais ao exército alemão. Dreyfus cumpriu a pena de 5 anos em reclusão total na Ilha do Diabo, que se tornou a mais conhecida após o episódio. Antes esta era a ilha onde ficavam os presos com doenças contagiosas, como lepra, etc. A prepararam para recebê-lo, queimando tudo o que havia na olha e construindo uma única cela para que vivesse em total isolamento, 14 guardas o vigiavam 24h por dia.

Cela do antigo presídio na Île Royale, nas Îles de Salut, na costa próxima à Kourou, na Guiana Francesa

Cela do antigo presídio na Île Royale, nas Îles de Salut, na costa próxima à Kourou, na Guiana Francesa


Em momento algum, porém, deixou de acreditar que provariam sua inocência. Um comandante da inteligência francesa conseguiu finalmente desvendar toda a questão, porém foi colocado de lado em um posto na Tunísia para não trazer o caso ao público. Émile Zola, renomado escritor francês, tempos depois um recebeu a informação e publicou uma carta na capa do principal jornal do país, dizendo “J´accuse! Lettre au Président de la République” ou “Eu acuso! Carta ao Presidente da República.”, colocando o governo na parede. Tempos depois Dreyfus foi reincorporado ao exército francês, recobrou sua honra e continuou a servir o seu país. Ele se tornou um símbolo da luta contra o anti-semitismo na França.

Alfred Dreyfus, o preso mais famoso das Îles de Salut, na costa próxima à Kourou, na Guiana Francesa

Alfred Dreyfus, o preso mais famoso das Îles de Salut, na costa próxima à Kourou, na Guiana Francesa


Outro condenado que viveu nas prisões guianesas, este mais controverso, foi Papillon. Ninguém sabe ao certo qual é a sua identidade, pois o livro de mesmo nome escrito sobre as Colônias Penais, reunia histórias de mais de 20 anos de presídio. Acredita-se ser um preso comum, sem muito destaque e inclusive rejeitado pelos seus semelhantes, mas uma pessoa observadora e imaginativa, no mínimo, para relatar tais casos como seus. Este livro ficou famoso e acabou virando filme. As prisões foram fechadas ainda em meados do século XX, depois de um exaustivo trabalho feito pelo jornalista Albert Londres, de denunciando as condições subumanas a que eram submetidos os presos franceses.

Capa famosa de jornal em que Emile Zola intercede por Dreyfus, preso nas Îles de Salut, na costa próxima à Kourou, na Guiana Francesa

Capa famosa de jornal em que Emile Zola intercede por Dreyfus, preso nas Îles de Salut, na costa próxima à Kourou, na Guiana Francesa


Hoje as dependências da Île Royale, antes celas do presídio, são ruínas abertas à visitação. A casa do diretor virou um museu que nos conta em detalhes as histórias citadas acima e outras instalações foram adaptadas para serem usadas como restaurante e albergue. Quem busca conhecer a história da Guiana irá adorar e quem prefere a beleza natural irá se surpreender e ficar encantado com a flora e a fauna do lugar.

Dia chuvoso na visita às Îles de Salut, na costa próxima à Kourou, na Guiana Francesa

Dia chuvoso na visita às Îles de Salut, na costa próxima à Kourou, na Guiana Francesa


Terminamos nosso dia em Kourou, ainda buscando novidades e explorando a pequena cidade. Quase tudo fechado, nos foi indicado o Restaurante Petit Café, onde jantamos uma carne pouco comum no Brasil, Canguru, carne vermelha e macia ao molho roquefort, delícia!

Guiana Francesa, Kourou, Îles de Salut, Alfred Dreyfus, Île du Salut, Korou, Papillon

Veja todas as fotos do dia!

Comentar não custa nada, clica aí vai!

Andança

Brasil, Bahia, Morro de São Paulo

Quarta praia em Morro de São Paulo - BA

Quarta praia em Morro de São Paulo - BA


“Vim tanta areia andei, da lua cheia eu sei, uma saudade imensa... onde andei...” Sempre me identifiquei com esta música, andança, ela me resume muito bem, a minha vontade de fazer, sair andando por aí, “Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto...”

Riacho da Quinta Praia, em Morro de São Paulo - BA

Riacho da Quinta Praia, em Morro de São Paulo - BA


Assim foi, chegamos a Morro de São Paulo, lugar já marcado pelo turismo em massa, milhares de pousadas e agências de turismo, mas fomos buscar conhecer um pouco mais. Caminhamos entre a primeira, segunda, terceira e como se não bastasse a quarta praia. Esta possui pouco mais de 5km de comprimento, ao longe acompanhávamos a maré deixando todos os arrecifes aflorados e aos poucos sendo reconquistado pelo mar, o velho mar.

Quinta Praia, em Morro de São Paulo - BA

Quinta Praia, em Morro de São Paulo - BA


Água de coco na Quarta Praia em Morro de São Paulo - BA

Água de coco na Quarta Praia em Morro de São Paulo - BA


A quinta praia não é muito explorada por aqui não, mas é uma das mais belas, logo que cruzamos o manguezal temos a vista mais impressionante, areia branca, rio vermelho e mar em vários tons de verde, sensacional.

Riacho da Quinta Praia, em Morro de São Paulo - BA

Riacho da Quinta Praia, em Morro de São Paulo - BA


Retornamos em um pique de caminhada que poucos poderiam acompanhar, ninguém entendia o que estava acontecendo, aqueles dois afoitos passando rapidamente entre a tranqüilidade dos baianos e turistas que tomavam conta destas praias. Nossa pressa era para ver lá do alto do morro do farol, o maravilhoso pôr-do-sol. Para variar o Rodrigo é meio desesperado, esqueceu de calcular a altura do morro, 15h40 ele achou que o sol estaria se pondo... seria o fim do mundo? Quando chegamos ao alto foi que tive certeza, faltava ainda pelo menos 1h20 para o sol se pôr. Enquanto explorávamos o morro encontramos a tiroleza, a maior da América. Com 70m de altura e 340m de comprimento, a tiroleza do Morro do Farol desce até a primeira praia com a vista mais linda de toda a Vila de Morro de São Paulo.

A famosa Tirolesa da Primeira Praia em Morro de São Paulo - BA

A famosa Tirolesa da Primeira Praia em Morro de São Paulo - BA


É claro que decidi descer, Rodrigo estava fissurado pelo pôr-do-sol, mas eu tive que escolher. Dentre tantos momentos como este, escolhi sair, correr, voar e ver de cima e com muita adrenalina esta ilha maravilhosa. Foi sensacional! Eu já fiz muitas tirolezas, mas esta é realmente doida, tão longa que podemos curtir o visual, girar, olhar, gritar, pensar, até cair no mar, quicando como uma bola de vôlei na imensa quadra morna e verde. Vale à pena, vale demais!

A famosa Tirolesa da Primeira Praia em Morro de São Paulo - BA

A famosa Tirolesa da Primeira Praia em Morro de São Paulo - BA


À noite, depois de um belo jantar com novos amigos do mundo, uma mineira viajante e o alemão mais brasileiro que já conheci, fomos ao luau na segunda praia. Luau é modo de dizer, já que não tem fogueira, pois a prefeitura proibiu e muito menos som ao vivo. O DJ vai agitando a festa e as caipirinhas das várias barracas de frutas em torno embalam a noite à beira mar. Encontramos os belgas, nossos amigos lá do rafting de Itacaré, que coincidentemente estão em um roteiro parecido com o nosso.

Pôr-do-sol em Morro de São Paulo - BA

Pôr-do-sol em Morro de São Paulo - BA


Nos divertimos a noite toda, treinando um pouco do inglês e curtindo esses encontros espirituais que acontecem não por acaso, como foi com o meu com Cristina. É ótimo quando encontramos alguém que tem a mesma energia e o mesmo modo de ver as coisas, e isso fica ainda mais especial quando esta pessoa vem de uma cultura tão distante. Foi uma noite animada, que só poderia acontecer aqui mesmo nestas andanças, à moda baiana em Morro de São Paulo!

Mergulhando na piscina natural na Quarta Praia, em Morro de São Paulo - BA

Mergulhando na piscina natural na Quarta Praia, em Morro de São Paulo - BA

Brasil, Bahia, Morro de São Paulo, Praia, primeira, quarta, quinta, segunda, terceira

Veja todas as fotos do dia!

Gostou? Comente! Não gostou? Critique!

Feliz Año Nuevo!

Guatemala, Antigua

Ano Novo em Antigua, na Guatemala

Ano Novo em Antigua, na Guatemala


A virada ainda era uma incógnita, tentamos falar com Rossana, amiga de Rodrigo Marc, um amigo conterrâneo que hoje vive no México. Fomos virtualmente apresentadas, mas ainda não havíamos conseguido contato. Então, provavelmente comeríamos algo no centro e mais tarde iríamos para a Praça Centralm que estaria lotada, para tentar encontrar Pablo e seus pais. O espumante pelo menos já estava garantido!

A bela iluminação da Catedral de Santiago, no Parque Central de Antigua, na Guatemala

A bela iluminação da Catedral de Santiago, no Parque Central de Antigua, na Guatemala


Já eram sete horas da noite quando conseguimos falar com Rossana, que nos convidou para jantar no hotel de uma amiga e depois ver os fogos do restaurante de um amigo, onde todos deveriam ficar até o amanhecer de 2012. Na hora topamos e combinamos de nos encontrar no Hotel EuroMaya as 21h.

Celebração de Ano novo em Antigua, na Guatemala

Celebração de Ano novo em Antigua, na Guatemala


A noite estava fria, saímos para o hotel atrasados, pois pouco antes de sairmos conseguimos encontrar alguns familiares online no skype! Conversamos com os pais, tios e primos do Ro que estavam lá em Poços de Caldas, já próximos da meia-noite e vimos os fogos de artifícios do Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo pelo skype enquanto falávamos com o meu pai. Tecnologia é mesmo uma maravilha moderna!

Festejando a chegada do Ano Novo em Antigua, na Guatemala

Festejando a chegada do Ano Novo em Antigua, na Guatemala


No hotel uma ceia deliciosa já estava servida e quentinha, muito parecida com a que temos aí no Brasil, tender e perú com acompanhamentos, vinho, espumante e toda a decoração natalina e de réveillon super em cima. Os donos do hotel são um casal, ele guatemalteco e ela espanhola, portanto as comemorações tinham um toque de cada cultura. Após o jantar eles fizeram um sorteio com todos os participantes, premiando uma passagem à Tikal e vários outros prêmios. O Rodrigo foi sorteado e ganhou um café da manhã, com direito a acompanhante, no Hotel Camiño Real, um dos mais bacanas de Antigua.

Festa de reveillon em Antigua, na Guatemala

Festa de reveillon em Antigua, na Guatemala


O ponto alto da noite foi comemorado na tradição espanhola. Todos se enfeitaram com os “kits réveillon” que ganhamos, que incluíam um pacote com 12 uvas. Na frente do hotel vimos os fogos de artifício e os 12 segundos antes da meia-noite foram marcados por badaladas de um sino. Cada badalada, uma uva que tínhamos que comer, haja agilidade! Passei a virada empolgada, filmando, fotografando e enfiando as uvas na boca! Hahaha! O Rodrigo entrou no clima, se enfeitou com o chapéu e o nariz de palhaço e comeu as 12 uvas!

Vestido para o reveillon em festa em Antigua, na Guatemala

Vestido para o reveillon em festa em Antigua, na Guatemala


A noite seguiu com mais fogos da Praça Central, baladinhas com o pessoal que estava no hotel e ainda fomos até o El Sereno, restaurante do amigo da Rossana, para tomar uma saidera e ver do alto a cidade iluminada em festa. No caminho tentamos achar Pablo e seus pais no meio da festa da Praça Central, mas era tanta fumaça e tanta gente que foi impossível.

O sino para marcar os últimos segundos do ano, em Antigua, na Guatemala

O sino para marcar os últimos segundos do ano, em Antigua, na Guatemala


Noite de festa e algumas reflexões. Neste ano que passou conhecemos centenas de novos lugares, pessoas e culturas. Foi um ano maravilhoso, de muito aprendizado ao qual só temos que agradecer e pedir para que o ano que chega, seja tão iluminado quanto o que passou. Começamos 2012 com o pé direito e com a certeza de que se a profecia Maia se concretizar, teremos vivido intensamente o maior sonho da nossa vida.

Muita festa na virada do ano em Antigua, na Guatemala

Muita festa na virada do ano em Antigua, na Guatemala

Guatemala, Antigua, Cidade Colonial, cidade histórica, réveillon

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Cavernas + cavernas!

Brasil, São Paulo, Petar

Para mostrar a vocês a beleza das cavernas do PETAR, conseguimos umas fotos de quem realmente conhece essas belezas naturais, o Jura, um dos donos da Parque Aventura, empresa de ecoturismo que nos guiou pelas cavernas do Petar e que organizou o rapel na Cachoeira das Arapongas. Dá uma olhada...

Formações na Caverna Teminina, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

Formações na Caverna Teminina, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras


Salão dos Discos na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

Salão dos Discos na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras


Flores de aragonita, no Salão dos Cristais - Caverna Santana - PETAR - Foto do Jura, da Parque Aventuras

Flores de aragonita, no Salão dos Cristais - Caverna Santana - PETAR - Foto do Jura, da Parque Aventuras


Formações na Caverna Teminina, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

Formações na Caverna Teminina, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras


Salão Taqueupa na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

Salão Taqueupa na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras


Flores de aragonita, no Salão dos Cristais - Caverna Santana - PETAR - Foto do Jura, da Parque Aventuras

Flores de aragonita, no Salão dos Cristais - Caverna Santana - PETAR - Foto do Jura, da Parque Aventuras


Salão Taqueupa na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

Salão Taqueupa na Caverna Santana, no PETAR. Foto do Jura, da Parque Aventuras

Brasil, São Paulo, Petar, Cavernas

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Prudentópolis

Brasil, Paraná, Curitiba, Prudentópolis

Observando o canyon abaixo do Salto Barão do Rio Branco, em Prudentópolis - PR

Observando o canyon abaixo do Salto Barão do Rio Branco, em Prudentópolis - PR


A terra das cachoeiras gigantes, Prudentópolis é um destino pouco conhecido mesmo dentre os paranaenses. Muitas vezes viajamos mais de mil quilômetros até a Serra do Cipó ou Chapada Diamantina para vermos cachoeiras desta magnitude, sendo que há apenas 200 km de Curitiba encontramos um punhado delas.

Olha a força da água no Salto São João, em Prudentópolis - PR

Olha a força da água no Salto São João, em Prudentópolis - PR


A primeira é o Salto Barão do Rio Branco, formado pelo Rio dos Patos, possui um mirante e acesso à parte baixa por uma escadaria de 496 degraus. É a mais “urbanizada” delas, pois ali foi construída uma PCH – Pequena Central Hidrelétrica, que gera parte da energia utilizada pela cidade. Mesmo com as modificações humanas, o cânion do Rio dos Patos e a cortina d´água formam um cenário sensacional.

O enorme Salto Barão do Rio Branco, em Prudentópolis - PR

O enorme Salto Barão do Rio Branco, em Prudentópolis - PR


Após uma breve passada na cidade para o check in no hotel e almoço, fomos conhecer a Igreja de São Josafat, de 1928. Já as missas são realizadas em ucraniano. O padre está viajando, não pudemos vê-la por dentro, mas só o passeio pelo seu jardim e os arredores do prédio já são inspiradores.

Igreja São Josafat, em Prudentópolis - PR

Igreja São Josafat, em Prudentópolis - PR


Envolvidos por este clima, pegamos a Fiona e escolhemos nosso próximo destino, o Salto São João. Formada pelo rio de mesmo nome o Salto São João possui 84 m de altura. Passando a sua entrada há um ponto fácil de vê-la por inteiro. Não é exatamente um mirante, mas é o suficiente para ganhar ânimo para a caminhada dentro da propriedade.

Mirante do magnífico Salto São João, em Prudentópolis - PR

Mirante do magnífico Salto São João, em Prudentópolis - PR


É cobrada entrada de apenas 3 reais, pela manutenção da trilha e banheiros e uma caminhada de 30’ nos leva ao topo da cachoeira. A pedra exatamente sobre a cachoeira parece ter sido colocada à dedo ali como mirante. A força da água sob os nossos pés é energizante, um ótimo ponto para meditação, defronte ao cânion e sobre as águas cristalinas do Rio São João.

Área rural de Prudentópolis - PR

Área rural de Prudentópolis - PR


Como devem ter percebido, o acesso às cachoeiras, embora de terra, são estradas boas e de fácil localização. As trilhas também são um convite à pessoas de qualquer idade esticarem suas pernas em um passeio em meio à mata verde de araucárias. Assim, rapidinho chegamos na propriedade de Dona Luiza e Seu Demétrio, onde ficam as cachoeiras de São Sebastião e Mlot. Ambas caem no mesmo poço, e só podem ser avistadas juntas lá debaixo. A trilha íngreme e escorregadia dura em torno de 1h30 ida e volta. Enquanto Rodrigo descia para tirar umas fotos, eu e minha mãe ficamos em cima, de onde vimos a São Sebastião e chegamos no topo da Mlot e pudemos avistar o poço. Enquanto aguardávamos o Rodrigo assuntamos com a família que ali vive, Dona Luiza, de origem polonesa, Seu Demétrio, seu tio e mais três filhos.

O Salto São Sebastião, em Prudentópolis - PR

O Salto São Sebastião, em Prudentópolis - PR


A região foi colonizada principalmente por ucranianos e algumas famílias polonesas. Engraçado que o Seu Demétrio logo disse “sou brasileiro, ué!”, quando a esposa confirmava se sua origem ucraniana. “Se todos que vieram para cá são poloneses ou ucranianos, quem que é brasileiro então?”.

O Demétrio e a Luiza, na sua propriedade, no Salto São Sebastião. em Prudentópolis - PR

O Demétrio e a Luiza, na sua propriedade, no Salto São Sebastião. em Prudentópolis - PR


Concordo em gênero, número e grau, Seu Demétrio! O Brasil é formado por todas estas nações, que aqui chegaram buscando uma vida melhor. Alguns escravizados, outros expulsos de seus países e outros poucos empreendedores corajosos que sabiam bem aonde estariam se metendo. Foi essa mistura que deu o povo brasileiro, diferente no norte, nordeste, sul e centro-oeste principalmente pela cor, mas não pela história de trabalho e luta. (Opa, votem em mim! Rsrsrs!!!)

Galinha preparada para o frio, em Prudentópolis - PR

Galinha preparada para o frio, em Prudentópolis - PR


Comemos todos os tipos de laranja que encontramos no pomar de Dona Luiza, cenário bucólico, com galináceos de todos os tipos, até nipônicos. Tiramos algumas fotos da família que se emocionou e acabaram ganhando de presente porta-retratos com as fotos de família e mais algumas de lembrança. É um pedacinho do 1000dias ficando ali em Prudentópolis.

A família proprietária da área do Salto São Sebastião, em Prudentópolis - PR

A família proprietária da área do Salto São Sebastião, em Prudentópolis - PR

Brasil, Paraná, Curitiba, Prudentópolis, Salto Barão do Rio Branco, Salto São João, Salto São Sebastião

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Trekking Santa Cruz

Peru, Huaraz

Início do Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Início do Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


O trekking pela Quebrada Santa Cruz é considerado um dos melhores e mais bonitos do mundo. Normalmente ele é feito em 4 dias de caminhada, cada dia caminhando em média 13km e o quarto dia é mais curto, com pouco mais de 5km. Nós decidimos fazê-lo em 3 dias, já que o nosso tempo é curto e precisamos chegar em Guayaquil no Equador, até o dia 09/09.

Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Trekking de Santa Cruz, na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Abaixo a nossa programação:

1º DIA – Cashapampa (2.900m) a Llamacorral (3.800m) - 13km
2º DIA – Llamacorral (3.800m) a Taulipampa (4.250m) – 13km
3º DIA - Taulipampa (4.250m) – Passo Ponta Unión (4.750m) – Vaqueria – 18km

A trilha é bem marcada e pode ser feita sem guias, porém aí teríamos que carregar toda a estrutura, barraca, sacos de dormir e comida para os 3 dias ou 4 dias. Como não queríamos ter riscos de atraso, pensamos inicialmente em contratar apenas um arrieiro com uma mula. Ele cobraria em torno de 100 soles, além da alimentação e do equipamento (barraca e saco de dormir) que teria que ser alugado para ele. Teríamos também que encontrar uma solução para o transporte até o início da trilha em Cachapampa, ou táxi, mais caro, ou transporte coletivo até uma parte e uma caminhada mais longa. A outra opção era entrarmos em um grupo, termos o acompanhamento de um guia, um cozinheiro e o arrieiro carregando todo o equipamento, já incluindo os transportes. O preço foi 40 dólares por dia, por pessoa, incluindo tudo! Acabamos optando pela facilidade e agilidade e entramos no grupo da Huáscarán, formado por mais 4 pessoas, uma húngara, um alemão, uma luxemburguesa e um austríaco.

Nosso grupo almoça do lado de rio na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Nosso grupo almoça do lado de rio na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Sem dúvida alguma foi a melhor opção! Quando chegávamos ao acampamento as barracas já estavam montadas, junto da estrutura de banheiro, tenda de cozinha e “restaurante”. Chás quentinhos, pipoca, lanches de trilha prontos, almoços saudáveis e jantares elaborados também!

Hora do almoço no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Hora do almoço no trekking na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


Na barraca, além do nosso isolante térmico, tínhamos um colchão de ar fino, mas que nos dava muito mais conforto. Uma estrutura vip, para realmente só nos preocuparmos em caminhar e aproveitar as belezas que o trekking tinha a oferecer. Além de toda a infra-estrutura, ainda tínhamos a convivência com o grupo internacional e com o nosso guia Oscar, um engenheiro agrônomo super viajado e interessantíssimo! Tibúrcio, nosso cozinheiro, estava sempre mais ocupado, preparando nossas refeições, mas sempre que tinha um tempinho gostava também de socializar e passar seus conhecimentos das montanhas e da região.

Nosso acampamento na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru

Nosso acampamento na região da Cordillera Blanca, próximo à Huaraz - Peru


A experiência deste trekking ficou muito mais rica, pois não se resumiu apenas em conhecer a natureza, mas também a cultura e as histórias do local, ainda com um tempero internacional especial!

Peru, Huaraz, Trekking Santa Cruz

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Mar de Fora e Sancho

Brasil, Pernambuco, Fernando de Noronha

Pasagem sobre corais durante mergulho nas Pedras Secas, em Fernando de Noronha - PE

Pasagem sobre corais durante mergulho nas Pedras Secas, em Fernando de Noronha - PE


Nossa rotina em Noronha continua, mergulhos pela manhã e praias à tarde. Hoje começamos mergulhando em dois dos melhores pontos da ilha, a Lage Noronha e a travessia de Pedras Secas II para Pedras Secas I.

Preparando-se para o mergulho em Fernando de Noronha - PE

Preparando-se para o mergulho em Fernando de Noronha - PE


Os dois pontos ficam no mar de fora, que nesta época é um pouco mais tranquilo comparado à setembro, temporada de mergulho em Noronha. A Lage Noronha é conhecida por suas fortes correntes, o que também traz muita vida ao local. Tubarões bico-finos, uma raia-chita linda, barracudas, cardumes de pirajiba e diversas espécies de peixes. Uma cena que eu nunca havia testemunhado antes, uma chuva de peixes belíssima! O cardume pega uma corrente circular e eles ficam subindo e descendo lembrando uma chuva. É belíssima, embora o Fernando tenha dito que a chuva não foi completa, imagine se fosse!

Cardume de peixes durante mergulho na Lage Noronha, em Fernando de Noronha - PE

Cardume de peixes durante mergulho na Lage Noronha, em Fernando de Noronha - PE


Seguimos para o segundo ponto de mergulho, como estamos com Nitrox e duplas de aço a operação no barco fica muito mais fácil, não precisamos trocar cilindros, etc. Ainda bem, pois mesmo tranquilo o mar de fora estava muito batido para o meu podre labirinto.

Arraia Chita durante mergulho na Lage Noronha, em Fernando de Noronha - PE

Arraia Chita durante mergulho na Lage Noronha, em Fernando de Noronha - PE


Chegando a Pedras Secas II, correnteza punk! Escalamos o mergulho quase todo, grabbing and pushing all dive long! Caímos na Cabeça das Pedras Secas e fomos em direção à Caveira, formação de coral que lembra uma caveira perfeita! Fernandão checou e ela não estava tão brava, deixou entrarmos e vermos as suas cavernas e formações com esponjas coloridíssimas, várias lagostas e peixes.

Subida do mergulho na Lage Noronha, em Fernando de Noronha - PE

Subida do mergulho na Lage Noronha, em Fernando de Noronha - PE


Na travessia para Pedras Secas I o Haroldo, que estava com um cilindro apenas teve que se despedir, mas nós seguimos e ainda conseguimos cruzar o cânion maravilhoso! Voltamos com o ar no talo, mas que mergulho animal! O Haroldo não viu as Pedras Secas I neste mergulho, mas teve uma experiência e tanto voltando para o barco, um bico-fino voltou para o barco junto com ele e o Guilherme. O tubarão foi subindo direto e reto na direção dos dois, haja coração!

Descendo para a Praia do Sancho, em Fernando de Noronha - PE

Descendo para a Praia do Sancho, em Fernando de Noronha - PE


Depois de um almocinho básico no Flamboyant, pegamos um táxi para conhecer a praia mais bonita de Noronha, na minha opinião, a praia do Sancho. Entre suas imensas falésias e mar esmeralda, a Praia do Sancho está entre as mais belas do Brasil, quiçá do mundo! Super esportistas, aproveitamos para caminhar, nadar e fazer um snorkell no costão. Delícia!

Praia do Sancho vista de cima, em Fernando de Noronha - PE

Praia do Sancho vista de cima, em Fernando de Noronha - PE


Voltamos caminhando pela estrada e depois pela praia da Cacimba, para ver o pôr-do-sol no Forte do Boldró. Dezenas de pessoas aguardam todas as tardes este momento mágico, quando o sol alaranja o céu e ilumina a Cacimba, à sombra dos Dois Irmãos. Sensacional!

Magnífico fim de tarde nos Dois Irmãos, em Fernando de Noronha - PE

Magnífico fim de tarde nos Dois Irmãos, em Fernando de Noronha - PE


Tomamos uma cervejinha, fomos atacados pelas muriçocas e muito bem atendidos no barzinho, que até repelente providenciou para nos salvar. Depois dessa tivemos que voltar andando para a vila, aproveitando para queimar as calorias ganhas.

Fim de tarde no mirante do Boldró, em Fernando de Noronha - PE

Fim de tarde no mirante do Boldró, em Fernando de Noronha - PE


Fizemos um pit stop no Projeto TAMAR, comprinhas básicas para ajudar a salvar as tartarugas e palestras. Dentre elas vimos um documentário da BBC sobre a Geórgia do Sul e seus habitantes: leões marinhos, lobos marinhos, focas-leopardo e pinguins Imperiais! Vocês podem imaginar que 85% da população mundial de todas estas espécies se reproduzem lá na Geórgia do Sul? Não vemos a hora de chegar lá nestes nossos 1000dias!

Brasil, Pernambuco, Fernando de Noronha, Lage Noronha, Praia do Sancho, Travessia Cabeça das Pedras Secas II para Pedras S

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

Floresta Petrificada

Estados Unidos, Arizona, Petrified Forest

Troncos petrificados há mais de 200 milhões de anos no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Troncos petrificados há mais de 200 milhões de anos no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Nossa próxima parada foi o Parque Nacional da Floresta Petrificada. Um conjunto gigantesco de madeira fossilizada, que passou por um processo muito peculiar de mineralização, tornando-se pedra!

Madeira petrificada há mais de 200 milhões de anos, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Madeira petrificada há mais de 200 milhões de anos, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Olhamos por fora fica difícil de acreditar, mas todos estes troncos perfeitos hoje são rochas, pedras, minerais! E não são quaisquer calhaus, são pedras multicoloridas com verde, vermelho, amarelo, negro, azul e até branco, além do próprio tom da madeira mais escura ou mesmo clara.

Madeira petrificada há mais de 200 milhões de anos, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Madeira petrificada há mais de 200 milhões de anos, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Toda esta região foi, 225 milhões de anos atrás, uma floresta de imensas coníferas parecidas com as nossas araucárias. Viviam aqui os antecessores dos dinossauros, répteis carnívoros de grande estatura e estrutura, bípedes e quadrúpedes, alguns com carapaças, outros com imensas mandíbulas e ainda assim mais próximos aos crocodilos que aos dinossauros.

Observando troncos petrificados no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Observando troncos petrificados no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


As árvores foram caindo e sendo arrastadas pela água neste grande pântano lodoso, onde nem bactéria poderia sobreviver. Durante milhões de anos foram sendo enterradas por cinzas vulcânicas ricas em minerais. A água serviu como meio de transporte destes minerais que começaram a substituir sua estrutura original (celulose), por estruturas minerais, iniciando o processo de petrificação.

Gigantesco tronco petrificado, picotado por caçadores de cristais no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Gigantesco tronco petrificado, picotado por caçadores de cristais no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Vários destes minerais que foram se entranhando na estrutura de madeira formaram cristais e pedras semipreciosas. Assim, homens que pensaram que teriam descoberto um imenso depósito de madeira, logo se depararam com uma fonte de renda ainda maior, explorando extensivamente este tesouro da história natural.

Cristais coloridos no interior de árvores petrificadas no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Cristais coloridos no interior de árvores petrificadas no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Anéis, colares, enfeites, mesas, cadeiras, baquetas e tudo mais o que você imaginar que pode ser feitos com pedra, são vendidos nesta região. “Um tampo de mesa que há 60 anos eu compraria por 30 dólares hoje pode custar mais de 3.000!”, me conta um senhor que vive na região e viu o Parque Nacional ser formado, dificultando a ação dos extrativistas de madeira petrificada e ao mesmo tempo valorizando o produto. Mesmo com toda a infra-estrutura e rígida legistação que protege este fósseis, atualmente são roubados do parque em torno de 12 toneladas de madeira petrificada por ano! Isso sem contar com as outra toneladas que estão fora dos limites do parque. Surreal!

Enorme árvore petrificada no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Enorme árvore petrificada no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


A trilha do Rainbow Forest Museum e Crystal Forest são lindas e em menos de 30 minutos podem ser feitas. A estrada que cruza o parque é belíssima e passa por paisagens lunares, esculpidas pelo vento, pelas águas e pelo tempo.

Caminhando no surpreendente Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Caminhando no surpreendente Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Um dos monumentos mais impressionantes é a Agata Bridge. Uma árvore petrificada ficou sobre um solo mais débil e que aos poucos foi lavado pela erosão, formando a ponte. Ela foi uma das principais responsáveis pela criação do parque nacional.

Tronco petrificado forma ponte natural no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Tronco petrificado forma ponte natural no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Adiante visitamos os petroglifos com idade estimada entre 650 a 2.000 anos, creditados aos primeiros grupos humanos que habitaram esta região. As ruínas do Puerco Pueblo dão algumas pistas sobre como viveu esta população a base de milho e caça, em casas construídas de pedra. Sem portas nem janelas e com entrada pelo teto, as casas foram projetadas para proteger seus moradores do intenso vento que sopra no deserto.

A mais famosa pintura rupestre americana, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

A mais famosa pintura rupestre americana, no Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


O Petrified Forest National Park é belíssimo e vale muito a visita, que começando cedo pode ser combinada com a Cratera do Meteoro. Agora, se você tem tempo e quer curtir as paisagens sem pressa, ter mais tempo para ver os museus e ainda dar uma parada no restaurante próximo a entrada norte do parque, programe-se para um dia inteiro de passeio.

Fiona nos leva através do magnífico Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Fiona nos leva através do magnífico Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos


Nós já havíamos passado por outra floresta petrificada em Teresina, Piauí, mas infelizmente além de contar com poucas unidades de fósseis, ela está abandonada e não possui a infraestrutura de suporte como a que encontramos aqui. Espero que um dia o Brasil valorize e consiga cuidar de seus tesouros naturais.

Admirando a belíssima paisagem do Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Admirando a belíssima paisagem do Petrified Forest National Park, no Arizona - Estados Unidos

Estados Unidos, Arizona, Petrified Forest, Floresta Petrificada, Natureza, Petrified Forest National Park, Route 66

Veja mais posts sobre Floresta Petrificada

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Alto Paraíso e os Couros

Brasil, Goiás, Alto Paraíso

As muitas cachoeiras do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

As muitas cachoeiras do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Alto Paraíso, uma das mais famosas mecas hippies brasileiras, reúne todas as espécies de atrativos que possam interessar, a quem está procurando uma atmosfera de relaxamento, contato com a natureza e conexão com o plano superior.

As cataratas do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

As cataratas do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Independente de religião, procure você respostas para o seu “eu interior”, Deus, o universo cosmos e/ou o seu divino, aqui poderá encontrar vários caminhos para a sua resposta. Aos mais espiritualizados e adeptos de práticas holísticas de meditação, rituais e afins, a cidade possui toda a sorte de gurus, templos e ferramentas para te proporcionar uma experiência espiritual profunda. Está sendo construído um templo que será um espaço para todos os tipos de rituais xamânicos, inclusive com a utilização de plantas de poder e orientação espiritual.

Paisagem na chegada à Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros - GO

Paisagem na chegada à Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros - GO


Aos que gostam desta aura, mas preferem relaxar utilizando técnicas mais práticas para chegar ao seu ápice zen de forma mais rápida, Alto Paraíso possui todas as especialidades possíveis e imagináveis. Massagens energéticas, shiatsu, acupuntura, cromoterapia, ofurôs, spas completos, além das terapias holísticas e de astrólogos que poderão fazer o seu mapa astral e ver inclusive qual é o seu “human design” (é, essa é nova!).

Nadando em poço do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

Nadando em poço do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Ainda há os tipos que acham que nada disso faz sentido e que a sua conexão com o plano superior pode ser feita de uma forma muito mais simples, apenas vivenciando e ampliando o seu contato com a natureza. Aí Alto Paraíso também oferece lugares mágicos, cascatas, cachoeiras em meio ao cerrado, sobre montanhas de cristais de quartzo, os mesmos que a turma aí de cima acredita serem muito energéticos.

As muitas cachoeiras do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

As muitas cachoeiras do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Chegamos a Alto e logo fomos encontrar a nossa nova amiga de Terra Ronca que mora na cidade. Uma vila de 7 mil habitantes em que pouco mais de 20% é composta por pessoas de fora da cidade que vieram em busca desta aura distinta e peculiar. Muitos destes são os profissionais que oferecem as terapias alternativas, ou proprietários dos espaços diferenciados e pousadas. Outra grande parte veio para trabalhar com o eco-turismo, desenvolver a região do Parque Nacional e seus arredores como agentes de transformação, turismo ou até mesmo como guias.

Com o Chico e o Ivan, nosso guia no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

Com o Chico e o Ivan, nosso guia no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Nosso grupo é um tanto quanto eclético nestas questões. Eu gosto e acredito em um pouco de tudo que citei acima, podendo conviver tranquilamente nas três situações descritas. Já o Rodrigo é o cético, racional, amante do poder da nossa mente. Ele já se identifica mais com a linha, “Meu Deus e minha energia é essa aqui oh, a natureza!”. Além de nós haviam ainda o Chico, mais prático e menos polêmico. A Flávia, que acho que combina um pouco comigo, tem uma visão prática, mas também tem uma esperança no desenvolvimento social sustentável, energia, cosmos, etc. E por último o Ivan, nosso guia, que vai nos levar a Cascata dos Couros.

Nadando em poço à beira do abismo, no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

Nadando em poço à beira do abismo, no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Ivan mudou há pouco para Alto Paraíso, mas definitivamente encontrou o seu lugar. Muito espiritualizado é também adepto do vegetarianismo, não apenas pela sua saúde, mas por discordar do modo de produção atual, que não sustentará o planeta por muito tempo. Produz praticamente todo o alimento que consome e aqui consegue colocar em prática o discurso que muitos têm na cidade como caminho para a sustentabilidade.

Com a Flávia, Chico e Ivan no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

Com a Flávia, Chico e Ivan no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Como tínhamos apenas um dia, pedimos a Ivan e Flávia que nos levassem em uma das melhores atrações da região. Eles escolheram a Catarata dos Couros, que fica a 50km de Alto Paraíso, dentro de uma área de assentamento. O Rio dos Couros possui este nome, pois era onde os caçadores lavavam os couros de suas caças, a maioria veados, para depois vendê-los. Inclusive, outra curiosidade, Veadeiros é o nome de um cachorro que era muito utilizado na região para a caça dos veados.

Fim de tarde na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

Fim de tarde na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


A trilha é fácil, descemos as margens do Rio dos Couros e vemos uma série de cascatas e cachoeiras encadeadas. rio largo e com vistas maravilhosas para o cânion que depois forma a Cachoeira do Buracão, esta vimos apenas do alto. A trilha para o Buracão é mais longa e segue pelo alto da chapada, descendo adiante para encontrá-la por baixo.

Com o Chico e o Ivan no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

Com o Chico e o Ivan no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


O Rodrigo, sempre querendo fortes emoções, saltou de uma das cachoeiras de 12m de altura. O poço era fundo, tudo muito seguro, segundo o nosso guia, só faltava mesmo era alguém com coragem para saltar e ali estava o Rodrigo. Gosto sempre de lembrar aos leitores que um salto como este não é tão simples quanto parece. Qualquer desvio ou alteração na posição do corpo pode levar a fraturas, rompimento de órgãos internos e até a morte. Portanto amigos, não façam igual se não tiverem certeza da profundidade do poço e da técnica que deve ser aplicada.

Saltando em poço do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

Saltando em poço do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Lindíssimo cenário, ótimas companhias, visual sensacional, uma experiência maravilhosa de energização e contato com o nosso divino através da natureza! Rs! Nos hospedamos no Hostel Catavento, onde Tica e Liege nos atenderam super bem, chalés confortáveis e um preço acolhedor. Pena que não pudemos nem aproveitar a piscina e a ducha energética. Chegamos a noite, a tempo de tomar um banho, trabalhar um pouco e sairmos para encontrar a Flávia no Alquimia Bar. Boa música, escondidinhos de batatas apetitosos e muuuuito assunto fecharam a nossa rápida passagem por Alto Paraíso. Quem sabe voltamos com mais tempo para eu poder explorar um pouco mais o lado exotérico da cidade... Mais um item para a longa lista do 1000dias de “Tudo o que queríamos fazer e não fizemos.”

Brasil, Goiás, Alto Paraíso, cachoeira, Catarata dos Couros, Chapada dos Veadeiros, parque nacional

Veja todas as fotos do dia!

Comentar não custa nada, clica aí vai!

Dunas do Jalapão

Brasil, Tocantins, Mateiros

A Serra do Espírito Santo se erodindo, alimentando as dunas do Jalapão - TO

A Serra do Espírito Santo se erodindo, alimentando as dunas do Jalapão - TO


Hoje fomos visitar duas das principais atrações do Jalapão: o Maciço do Espírito Santo e as Dunas. Há aproximadamente 40 minutos da cidade de Mateiros, a entrada para a trilha do Espírito Santo é bem sinalizada, possui uma área de estacionamento e apenas um pequeno trecho de areia que um carro baixo pode querer agarrar.

Fiona nos espera no pé da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO

Fiona nos espera no pé da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO


Só a estrada para lá já é um desbunde. Chapadas imensas com paredões coloridos entre cerrados, capins dourados e sempre vivas.

A vastidão do Jalapão - TO

A vastidão do Jalapão - TO


A subida da chapada leva em torno de meia hora, a trilha é um pouco íngreme e vai ziguezagueando a encosta, com bancos para descanso e até cordas bem colocadas para auxiliar na subida e principalmente com as pedras soltas na descida. Lá em cima são mais 3 quilômetros de caminhada até o mirante. No alto vemos uma grande planície cerrada, vistas para todos os lados até cruzarmos efetivamente o chapadão para o outro lado da montanha e começarmos a avistar as dunas.

Serra do Espírito Santo e dunas do Jalapão - TO

Serra do Espírito Santo e dunas do Jalapão - TO


O processo de erosão do maciço Espírito Santo está acontecendo em uma velocidade impressionante, o que parece quase um desastre da natureza, ao mesmo tempo forma uma das paisagens mais maravilhosas do Jalapão. Uma montanha escarpada colorida de vermelho, amarelo e branco, tons mais escuros e veias desgastadas pelo vento que a deixam com um visual similar à do Grande Cânion dos Estados Unidos.

No mirante do Espírito Santo, ponto de observação das dunas do Jalapão - TO

No mirante do Espírito Santo, ponto de observação das dunas do Jalapão - TO


O desgaste desta encosta arenítica forma abaixo delas as famosas dunas do Jalapão, nossa próxima parada. São mais 15 minutos de carro até a entrada das dunas, em frente ao único bar que você verá do lado esquerdo da estrada. A tiazinha do bar vem abrir as porteiras e cobrar 5 reais por pessoa e dar as dicas de qual trilha seguir. Ali encontramos uma família do interior de São Paulo que está morando em Palmas, Lúcio, Daniela e seus filhos Felipe e Enzo. Eles estavam em uma caminhonete 4 x 2 e pediram resgate caso atolassem no areal. É claro! Vamos que vamos! Lúcio passou voando nas areias mais fofas, teve que ter braço forte e não precisou de resgate nenhum! Carros baixos já teriam problemas.

As famosas dunas avernelhadas do Jalapão - TO

As famosas dunas avernelhadas do Jalapão - TO


Uma trilha de uns 500m nos levam a um dos cenário mais sensacionais da região. As dunas avermelhadas sugerem finalmente a imagem de deserto que fazemos do Jalapão. Um riacho que logo à frente vai encontrar o Rio Novo, forma um pequeno oásis na base das dunas. Ali vemos ao vivo e a cores o processo geológico de formação das dunas e erosão do maciço. Aquilo que a terra leva milhões de anos para construir e alguns chegam e conseguem destruir em minutos.

As famosas dunas avernelhadas do Jalapão - TO

As famosas dunas avernelhadas do Jalapão - TO


O Naturatins, órgão governamental que trabalha junto ao ICM-Bio e à Secretaria de Meio Ambiente, fiscalizando e orientando, colocou uma placa na base das dunas solicitando que o paredão não seja utilizado para subidas ou descidas nas dunas. Este deslizamento de areia está causando o processo de assoreamento do riozinho abaixo dela e por conseqüência, do Rio Novo. Ainda assim chegamos lá e o paredão estava todo pisado, de cima abaixo, de um lado a outro. Pena ver que ainda existem pessoas sem consciência ambiental e o mínimo de respeito.

Explorando as dunas do Jalapão - TO

Explorando as dunas do Jalapão - TO


Esperamos que esta consciência mude, para que as gerações futuras possam ter o mesmo privilégio de chegar a um lugar em que o tempo é contado em cada grão de areia em que pisamos.

As planícies do Jalapão vistas do alto da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO

As planícies do Jalapão vistas do alto da Serra do Espírito Santo, no Jalapão - TO

Brasil, Tocantins, Mateiros, deserto, Dunas, Jalapão, Mirante, Parque, parque nacional

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

Página 534 de 113
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet