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SHUFFLE Há 1 ano: Equador Há 2 anos: Equador

Monte Liamuiga

Saint Kitts E Neves, Basseterre, Charlestown, Liamuiga

Cratera do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe

Cratera do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe


É chegado o dia! Hoje o programa do dia é um trekking para o alto da montanha mais alta de St. Kitts e Nevis. O Monte Liamuiga está localizado na cordilheira noroeste da ilha e possui 1138m de altitude.

Árvore com enormes raízes na trilha do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe

Árvore com enormes raízes na trilha do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe


Liamuiga significa “ilha de terras férteis”, nome dado não só ao monte como à própria ilha pelos índios caribes que habitavam esta região. Este vulcão adormecido há mais de 1800 anos, foi o responsável pela formação geológica da ilha, assim como por suas terras férteis. Hoje o vulcão está coberto por uma densa e rica floresta tropical e ainda pode-se observar no alto a sua cratera e imaginar de perto a sua força e potencia nos tempos passados.

Cogumelo gigante, do tamanho de uma pia, na trilha do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe

Cogumelo gigante, do tamanho de uma pia, na trilha do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe


A indicação que recebemos aqui e no nosso guia de viagens é que contratássemos um guia. Greg´s Safari é o mais conhecido na região, através deles conhecemos o nosso guia, Sylvester. A trilha tem seu início perto do vilarejo de St. Paul, em uma estrada de terra que contorna as terras da Rawlins Plantation. No caminho um grande hotel, campo de golfe e spa estão sendo construídos, único empreendimento deste porte que vimos nesta região da ilha. Não existe nenhuma sinalização no início ou durante a trilha, mas ela está bem pisada, não é fácil se perder.

Vegetação no monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe

Vegetação no monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe


A caminhada leva de duas a três horas, dependendo do preparo físico. Muitas pedras e raízes ajudam a formar o caminho que nos leva dos 500m de altitude, onde deixamos o carro, até a boca do vulcão, a pouco mais de 1000m. Encontramos outros grupos, algumas pessoas ficaram no caminho, mal informadas sobre o preparo necessário e o quão íngreme a trilha poderia ficar. Encontramos também uma família com uma menininha de uns 3 anos de idade e um bebê no colo da mãe, e era a menininha que estava liderando o grupo, super determinada!

Na cratera do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe

Na cratera do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe


Nós alcançamos a cratera do vulcão em pouco menos de uma hora e meia, subimos rápido, o que nos garantiu ainda uma vista da magnífica cratera. Cinco minutos depois a paisagem foi tomada pelas nuvens e uma fina garoa. Eu já tinha visto vulcões quando fui para a Indonésia, alguns deles ativos, mas só avistei de longe. Esta, porém, foi a primeira vez que estive no topo de um vulcão! Sua cratera é extraordinária, para chegar ao fundo da boca são necessárias mais duas horas de caminhada e o uso de técnicas verticais em alguns trechos. Mesmo assim, só chegar ali na beiradinha e ver aquele buraco imenso, já é sensacional!

No topo do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe

No topo do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe


É fácil imaginá-lo cuspindo lava e borbulhando, com jeitinho e sorte também conseguimos avistar o mar e a ilha de St. Eustatius lá do alto. O pico fica do outro lado da cratera e não existe uma trilha que siga a crista para alcançá-la. Segundo Sylvester ninguém chegou até o ponto mais alto do Liamuiga ainda, mas se o quisera provavelmente subiria por outra trilha do outro lado da montanha. Se tivéssemos tempo iríamos ficar por aqui explorando, voltar para fazer o trekking até o fundo da cratera e quem sabe até achar algum maluco para chegar ao cume, ficou para uma próxima.

Vista do topo do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe

Vista do topo do monte Liamuiga, o vulcão da ilha de St. Kitts - Caribe


Tínhamos que voltar para pegar o ferry-boat para Nevis, ilha irmã de St. Kitts. Conseguimos chegar a tempo de um banho rápido e pegamos o ferry das 15h. 45 minutos de navegação, praticamente o tempo todo protegida pela própria ilha, então não chega a enjoar.

Viagem de balsa entre St. Kitts e Nevis

Viagem de balsa entre St. Kitts e Nevis


Chegamos lá e caminhamos uns 2km até o nosso hotel. Nossa primeira opção, o Sea Spawn, fechou há 2 anos, pois o dono faleceu, foi vendido e deve retomar as atividades talvez ainda este ano.

Nevis, com seu pico sempre coberto por nuvens

Nevis, com seu pico sempre coberto por nuvens


Acabamos indo para o Pinneys Hotel a tempo de um final de tarde delicioso a beira mar, no deck da piscina. O sol se punha enquanto eu matava as saudades da irmã pelo skype, observava as técnicas de pesca do rasta e o Rodrigo caminhando na praia. Não agüentei de saudades e fui até a praia atrás dele, a água quentinha e transparente foi irresistível, demos aquele mergulho delicioso de final de tarde, cuca-fresca e alma lavada para entrar no clima sereno e tranquilo de Nevis.

Belo pôr-do-sol em Pinney's Beach, na ilha de Nevis

Belo pôr-do-sol em Pinney's Beach, na ilha de Nevis

Saint Kitts E Neves, Basseterre, Charlestown, Liamuiga, beach, Caribbean, mar, Mt Liamiuga, Nevis, Pinneys Beach, Praia, Saint Kitts and Nevis, Saint Kitts E Nevis, sea, St Kitts, volcano, vulcão, Wellington Road

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100 dias!

Brasil, São Paulo, São Sebastião, Maresias, Ilha Bela

Um dia de transito, transição de paisagens, ares e mundos. Saímos de Maresias, aconchegados nas companhias de nosso primo e amigos, para um novo lugar onde parecemos encontrar novos amigos e primos em nossas antigas lembranças.

Final de tarde na praia do Viana em Ilha Bela - SP

Final de tarde na praia do Viana em Ilha Bela - SP


Já estivemos em Ilha Bela, em momentos anteriores. O mais recente deles foi justamente para conhecer um dos projetos de vida de outra família. Celina e Dudu, primos do lado Junqueira, na época nos mostravam o terreno que haviam comprado para começar a construir este sonho. Hoje já estamos aqui, dentro do sonho. Uma casa linda, deliciosa, que avista o mar e as montanhas em todos os lados.

Vista do quarto na casa da Celina e Dudu em Ilha Bela - SP

Vista do quarto na casa da Celina e Dudu em Ilha Bela - SP


A casa está terminando de ser construída, mas já vemos em cada detalhe o cuidado, carinho e atenção que aqui foram investidos. Infelizmente não conseguimos nos encontrar com eles, pois só chegamos na segunda-feira, mas com certeza não faltarão oportunidades!

Centro histórico de São Sebastião - SP

Centro histórico de São Sebastião - SP


A caminho daqui passamos por São Sebastião, conhecemos rapidamente a Praça da Igreja Matriz e as ruas centrais e já nos encaminhamos para a balsa.

Atravessando de balsa para Ilha Bela - SP

Atravessando de balsa para Ilha Bela - SP


Almoçamos no Viana, vendo o sol se pôr nas montanhas da serra do mar. A noite fomos para a vila comemorar os nossos 100 dias de viagem!

Final de tarde na praia do Viana em Ilha Bela - SP

Final de tarde na praia do Viana em Ilha Bela - SP


100 dias de estrada completos HOJE, segunda-feira. 10% da viagem já se passaram! 1000dias parecem muitos, mas voam quando se trata de uma viagem que tem como objetivo conhecer cada pedacinho da América. Nestes 100 dias vemos que o nosso maior desafio não será completar a viagem, mas sim fazer vocês viajarem junto conosco! Compartilhando os lugares, pessoas, momentos e sentimentos, tentando traduzi-los em palavras e imagens que os encorajem a realizar também os seus 1000dias! E aí? Vão encarar?

Almoço no Viana em Ilha Bela - SP

Almoço no Viana em Ilha Bela - SP

Brasil, São Paulo, São Sebastião, Maresias, Ilha Bela, Praia

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Icefields Parkway

Canadá, Banff National Park, Jasper National Park

Explorando a geleira de Columbia Ice Fields, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Explorando a geleira de Columbia Ice Fields, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Imaginem a situação: estamos no Canadá, cruzando as Montanhas Rochosas, um lugar em que as mínimas podem chegar a -52°C e a brazuca aqui escuta o nome “Icefields Parkway”. Hummm, interessante! Ela vê um imenso caminhão com rodas de 1,5m de diâmetro, que leva turistas por essas rotas, fotos do caminhão pequenininho em meio a um imenso campo branco e gelado. O que ela imagina? Cruzaremos sobre um imenso glaciar, tudo nevado, talvez a Fiona precise de correntes, 4 x 4 com certeza! Mas, será que vamos conseguir passar? É claro, estamos em um país de primeiro mundo, organizado, se um carro como o nosso não conseguir passar eles não nos deixam nem entrar na rodovia.

Ao lado do veículo que leva turistas nas geleiras do Banff National Park, em Alberta, no Canadá

Ao lado do veículo que leva turistas nas geleiras do Banff National Park, em Alberta, no Canadá


Lindo! Assim pegamos a estrada que cruza as Rochosas, ligando o Banff National Park em direção ao Jasper National Park. Nesta região está localizado um dos maiores campos de gelo do mundo, o Columbia Icefield, com 325km2, que pode chegar a 365m de profundidade! Nele se originam alguns dos principais rios da região, como o Athabasca River e o North Saskatchewan River, que por sua vez seguem ao Rio Columbia e à Hudson Bay, no Oceano Ártico. O Columbia Icefield alimenta 8 principais glaciares, alguns dos quais são visíveis da própria parkway.

A bela geleira de Crowfoot, na estrada entre Lake Louise e Jasper, em Alberta, no Canadá

A bela geleira de Crowfoot, na estrada entre Lake Louise e Jasper, em Alberta, no Canadá


Pegamos a estrada animadíssimos, muito gelo e muita neve nos esperavam! Certo? Errado! Já nos primeiros quilômetros vimos que não seria nada disso, afinal estamos no verão, não é mesmo? Verão, minha gente, é quente até no meio do Canadá. Não sei se é culpa do aquecimento global ou não, mas este é um fato. Assim como inverno é frio até no Brasil! Ok, não em todo Brasil, mas lá nas minhas terras subtropicais o aquecimento global só a esfriou ainda mais.

Estrada que corta as montanhas e a belíssima paisagem entre Lake Louise e Jasper, em Alberta, no Canadá

Estrada que corta as montanhas e a belíssima paisagem entre Lake Louise e Jasper, em Alberta, no Canadá


Os 232 km de estrada cruzam paisagens magníficas, entre montanhas nevadas, florestas de coníferas, lagos alpinos, glaciares e cachoeiras. Nesta época do ano a estrada está aberta, um asfalto ótimo sem um pingo de neve ou gelo. Mas leve um casaquinho, pois as montanhas criam o seu próprio microclima, movimentando o ar gelado dos glaciares para a beira dos lagos e o fundo dos vales.

Estrada que corta as montanhas e a belíssima paisagem entre Lake Louise e Jasper, em Alberta, no Canadá

Estrada que corta as montanhas e a belíssima paisagem entre Lake Louise e Jasper, em Alberta, no Canadá


No caminho paramos em inúmeros mirantes, Hebert Lake e suas águas cristalinas, onde conhecemos Len e Irmite, um simpático casal canadense que nos encheu de dicas sobre a British Columbia e os nossos caminhos pela costa do Pacífico. Quem sabe conseguiremos encontrá-los próximos à Vancouver na nossa descida pelo Canadá!

Foto antiga mostra a geleira de Crowfoot ainda com três dedos, na estrada entre Lake Louise e Jasper, em Alberta, no Canadá

Foto antiga mostra a geleira de Crowfoot ainda com três dedos, na estrada entre Lake Louise e Jasper, em Alberta, no Canadá


O Crowfoot Glacier é o primeiro dos glaciares que avistamos. O nome vem do seu formato parecido com um pé de um corvo, porém com a retração do glaciar ele perdeu um dos seus dedos. Há 94 anos uma foto deste mesmo lugar (acima) mostra como era a geleira, mais um dos sinais claros do aumento da temperatura no nosso planeta.

A geleira de Crowfoot, agora com apenas dois dedos, na estrada entre Lake Louise e Jasper, em Alberta, no Canadá

A geleira de Crowfoot, agora com apenas dois dedos, na estrada entre Lake Louise e Jasper, em Alberta, no Canadá


Adiante paramos para uma foto no Bow Lake, lago criado pelo Bow Glacier e que também alimenta o Bow River que criou do Bow Valley. Impressionante como um mesmo “Bow” pode ser responsável por tanta beleza!

O magnífico cenário da estrada entre Lake Louise e Jasper, em Alberta, no Canadá

O magnífico cenário da estrada entre Lake Louise e Jasper, em Alberta, no Canadá


Infelizmente não podemos parar em todos os mirantes do caminho e como o nosso dia é longo, fizemos a próxima parada no Peyto Lake. Este lago também é criado pelo glaciar de mesmo nome, que está localizado na Peyto Mountains. O glaciar está cada vez mais diminuto e pode ser visto a uma longa distância, mas o seu lago é um dos mais famosos dos Icefileds, com fotos maravilhosas em dias ensolarados. É, infelizmente não tivemos a mesma sorte. A chuva nos pegou no alto da trilha e descemos correndo para o conforto da Fiona.

Lagos e montanhas na estrada entre Lake Louise e Jasper, em Alberta, no Canadá

Lagos e montanhas na estrada entre Lake Louise e Jasper, em Alberta, no Canadá


Já bem impressionados com as belezas do caminho e esperando mais um glaciar no alto da montanha chegamos ao Athabasca Glacier. Embasbacados, finalmente entendemos qual era todo aquele marketing dos grandes caminhões e aventuras pelo gelo!

minúsculas pessoas caminham na geleira de Columbia Ice Fields, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

minúsculas pessoas caminham na geleira de Columbia Ice Fields, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


O gigantesco Athabasca Glacier é uma das seis principais línguas de gelo do Columbia Icefield. Ele atualmente retrocede de 2 a 3 metros por ano, já diminuiu 1,5km nos últimos 125 anos e perdeu metade do seu volume. Ainda assim, suas proporções são imensas, com 6km de comprimento e pouco mais de 6km2 de área, é um o glaciar mais visitado da América do Norte.

Riacho atravessa a geleira de Columbia Ice Fields, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Riacho atravessa a geleira de Columbia Ice Fields, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Descemos do carro e subimos uma de suas imensas moraines, pilhas de terra e pedras criadas pela geleira, cruzando as placas de marcação do seu retrocesso. As placas indicam onde a geleira estava naquele ano. Passamos por 1982 e ainda andamos um longo caminho até chegar ao gelo.

A caminho da geleira em Columbia Ice Fields, a placa marca até onde o gelo chegava em 1982 (no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá)

A caminho da geleira em Columbia Ice Fields, a placa marca até onde o gelo chegava em 1982 (no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá)


Excursões com guias e equipamentos especializados são vendidas do outro lado da estrada para trekkings pelo glaciar. Nós chegamos lá e vimos todos caminhando sobre um longo caminho já pisado, sujo e marcado na geleira e, é claro, não passamos vontade. Andamos pelo belíssimo glaciar, ao lado das corredeiras azuladas criadas sobre o gelo e até o sol deu o ar da graça.

Caminhando pela fantástica geleira de Columbia Ice Fields, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Caminhando pela fantástica geleira de Columbia Ice Fields, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Aqui vale uma ressalva! Caminhar no glaciar não é recomendado. O perigo mora nas fissuras criadas pela água sob o gelo. Com o peso de uma criança o gelo que está escondendo um oco super profundo pode ceder e tanto a queda quanto o frio, podem ser fatais.

O balé das águas na Athabasca Falls, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

O balé das águas na Athabasca Falls, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Fechamos o roteiro passando rapidamente pela Sunwapta Falls e com uma deliciosa caminhada pela Athabasca Falls. Um cânion estreito foi esculpido pelas águas geladas desta cachoeira que já mudou de curso e escavou novos caminhos, deixando cenários espetaculares.

As poderosas Athabasca Falls, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

As poderosas Athabasca Falls, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Rio corta canyon através de diversas camadas de rocha, em Athabasca Falls, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá

Rio corta canyon através de diversas camadas de rocha, em Athabasca Falls, no Jasper National Park, em Alberta, no Canadá


Nossa chegada à cidadezinha de Jasper foi brindada com um bom vinho e uma ótima música canadense no Olive Bistro. Dia perfeito, com ventos, chuvas e até sol, em uma das estradas mais cênicas da América do Norte! Enfim final feliz para os brasileiros aqui que aos poucos aprendem mais sobre a geografia e o clima destes cantos do norte da América.

Olha só a gente 'perdido' no meio do Canadá!

Olha só a gente "perdido" no meio do Canadá!

Canadá, Banff National Park, Jasper National Park, Canadian Rockies, Columbia Icefiled, Estrada, Icefield, Lago, Road Trip, Rochosas Canadenses

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Mergulho em Caverna

Estados Unidos, Flórida, Peacock, Ginnie Springs

Chegando à saída da caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Chegando à saída da caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Mergulho em caverna é um dos esportes mais perigosos do mundo. Os motivos são simples: mergulhamos em uma caverna inundada, nadamos centenas de metros adentro e qualquer problema que tivermos com o equipamento, não existe como subir e respirar. O nosso único suprimento de ar está nas garrafas duplas que levamos nas costas, não temos margem para qualquer falha, seja no equipamento ou no treinamento.

Tanques duplos prontos para o mergulho em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos

Tanques duplos prontos para o mergulho em Peacock, na Flórida, nos Estados Unidos


O treinamento para mergulho em caverna é uma certificação de mergulho técnico, que possui como pré-requisito os cursos de rescue diver e primeiros socorros. São 4 níveis de treinamento dentro da certificação da IANTD – Cavern, Intro to Cave, Cave e Technical Cave (ou Full Cave). Nós estamos apenas começando neste mundo, até por que no Brasil é uma atividade difícil de ser realizada, já que as nossas cavernas inundadas são fechadas para esta atividade.

A tradicional placa de advertência na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

A tradicional placa de advertência na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Na configuração técnica do equipamento seguimos sempre a regra de ouro deste esporte: redundância. O planejamento de cada mergulho trabalha com a regra do terço: 1/3 utilizamos para entrar na caverna, 1/3 para retornar à entrada da caverna e o outro 1/3 só será utilizado para alguma emergência. Temos 3 lanternas, sendo a principal uma lanterna de led com grande luminosidade e bateria de longa duração. A segunda e a terceira lanterna só deverão ser usadas em caso de emergência. Levamos conosco máscara extra, uma spool (carretel) utilizado para procedimentos de busca caso você se perder, além do carretel que deve ser colocado na área de luz da caverna até a golden line, linha que marca o túnel principal por onde iremos navegar dentro do sistema inundado.

Pronto para entrar na água em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Pronto para entrar na água em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Se perder em uma caverna seca ou alagada é muito fácil! Por isso estamos sempre antenadíssimos na linha que protege a nossa vida, que mesmo sem luz ou sem visibilidade, irá nos levar para fora da caverna, a Golden Line! As cavernas têm diferentes origens, formações e características. Sua origem irá determinar o seu relevo e geografia, sendo difícil encontrar algum padrão para a navegação dentro destes sistemas.

Junto ao cabo guia na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Junto ao cabo guia na caverna alagada em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Apenas se você é um mergulhador muito experiente e com o treinamento adequado é que poderá sair da Golden Line e explorar outros túneis, passagens e restrições fora da linha principal. Nós por enquanto ficamos apenas na Golden Line e se mergulhamos em dupla, sem um instrutor de caverna conosco, temos que fazer a regra do 1/6! Dividimos o suprimento de ar em 6 partes e utilizamos apenas duas, 1/6 para ir e 1/6 para voltar, todo o restante é reserva de emergência.

Começo de mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos

Começo de mergulho em Peacock, na Flórida, Estados Unidos


Achei interessante fazer essa breve explicação para vocês entenderem um pouco como funciona o mergulho em caverna. As regras e equipamentos foram criados por algum motivo e a maioria deles com base em falhas reais que muitas vezes custaram a vida de algum mergulhador. Às vezes tendemos a pensar que estes acidentes estão distantes da nossa realidade, porém esta semana em uma das cavernas mais visitadas do México houve um incidente fatal envolvendo dois mergulhadores brasileiros e inclusive o guia que os acompanhava. Soubemos muito tempo depois e não temos detalhes sobre o treinamento, experiência ou como imaginam ter acontecido o acidente... Independente disso, mais uma vez fica claro que neste esporte qualquer deslize pode ser fatal.

Estados Unidos, Flórida, Peacock, Ginnie Springs, Caverna, dive, Mergulho, Peacock Springs

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Los Llanos Venezuelanos

Venezuela, Los Llanos

Capivara no fim de tarde no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Capivara no fim de tarde no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Os Llanos Venezuelanos estão localizados no sul do país, e como o próprio nome diz, são uma área imensa de planícies que durante o período de cheias se inunda, reunindo uma quantidade absurda de espécies de pássaros, jacarés, cobras e afins. Correspondente ao nosso Pantanal Mato-grossense em fauna e flora, os llanos também desenvolveram como principal atividade a pecuária e durante longos anos a criação de gado extensiva maculava este bioma tão sensível.

A criação de gado é muito comum na região dos llanos, na Venezuela

A criação de gado é muito comum na região dos llanos, na Venezuela


Com o passar dos anos os donos destas fazendas começaram a perceber a vocação natural de suas terras para o ecoturismo. Os Hatos venezuelanos (fazendas), começaram a desenvolver as atividades de turismo ecológico no final da década de 70, trazendo para a população local e seus visitantes uma nova visão de coexistência do homem e da natureza.

A paisagem grandiosa do Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

A paisagem grandiosa do Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


O Hato El Cedral foi um dos pioneiros neste trabalho e hoje é o único que está em funcionamento. Desde que o presidente Hugo Chavez começou o seu governo e a recuperação de “terras improdutivas”, vários Hatos foram fechados e confiscados pelo governo. O Hato El Cedral é o modelo de negócio que está sendo adotado pelo governo hoje, uma parceria público-privado, onde 10% da fazenda pertence a um grupo privado que faz a gestão da fazenda, tanto da atividade pecuária, quanto da atividade turística e tem o governo com os outros 90% da sociedade.

Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela

Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela


Este modelo deve ser replicado para os outros Hatos que hoje estão fechados, notadamente o Hato Piñero, na área de Cojedes, mais ao norte, que possui um ecossistema diferente, uma zona de floresta e outro tipo de fauna e flora que tem como principal atrativo a onça-pintada (jaguares). O diretor do Hato El Cedral com quem conversamos nos adiantou que o mesmo grupo que administra este hato está em negociações com o governo para passar a administrar os outros hatos e desenvolver uma rede eco turística, começando com os tours para avistar jaguares no Hato Piñero.

Capivaras vivem às milhares no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela

Capivaras vivem às milhares no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela


Um enorme jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela

Um enorme jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela


Nós chegamos no Hato El Cedral depois de uma viagem de umas 8 horas desde Mérida, com uma parada na cidade de Barinas, centro econômico da região. Sem reserva, como sempre, quase não pudemos entrar, já que o hato trabalha sempre com grupos organizados e pré-agendados. Tivemos sorte e conversando com o pessoal da administração conseguimos um quarto. Chegamos no final da tarde e só os 8km de estrada entre o portão de entrada e a sede da fazenda já foram absurdos: centenas de capivaras, lagartos, iguanas, jacarés, veados a distância e um sem número de espécies de pássaros nos adiantavam o que estávamos prestes a presenciar.

Martin Pescador no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Martin Pescador no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


O fim de tarde quente e com bastante vento anunciava a chuva chegando no pantanal venezuelano. Nuvens negras se aproximavam rapidamente e junto delas revoadas de cegonhas, biguás, garças reais, garças morenas, colhereiros e até urubus, todos buscavam refúgio nas árvores da sede do hato, sobre as nossas cabeças. Eram centenas, milhares, incontáveis aves se divertindo nas térmicas e nos ventos malucos que a tempestade tropical trazia, um espetáculo!

Uma tempestade se aproxima do Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela

Uma tempestade se aproxima do Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela


Centenas de pássaros de variadas espécies aproveitam a ventania trazida por uma tempestade para fazer suas revoadas, no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela

Centenas de pássaros de variadas espécies aproveitam a ventania trazida por uma tempestade para fazer suas revoadas, no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela


Enquanto isso o pessoal do nosso refeitório preparava uma “carne al palo”, típico churrasco gaúcho feito no fogo de chão com a diferença apenas nos cortes utilizados aqui. O jantar é servido as 19h, assim que é tocado o sino. Uma comida caseira deliciosa com um tempero de fazenda, fechava a noite no Hato El Cedral.

Preparando nosso jantar no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela

Preparando nosso jantar no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela


Pássaros começam a se acomodar para passar a noite no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela

Pássaros começam a se acomodar para passar a noite no Hato El Cedral, na região dos llanos, na Venezuela


Na manhã seguinte, 7h da manhã estamos em pé e o sino nos chama para o café da manhã. Victor, o guia local já está pronto com seu caminhão para nos levar ao nosso safari pantaneiro. Estamos sozinhos com ele, o único grupo de turistas foi embora hoje e deixou Victor à nossa inteira disposição! O tour matutino vai das 8h às 11h30 e atravessa a estrada que corta a fazenda entre alagados e campos onde vivem dois tipos de jacarés, o babo e o jacaré do Orinoco. O primeiro tem em média um metro e meio, no máximo 2 metros, já o jacaré do Orinoco é um dos maiores da sua família e pode chegar a 4 metros!

Estrada que corta o Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Estrada que corta o Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Filhote de veado no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Filhote de veado no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Victor lembra de sua infância quando tudo o que se via era gado e comemora o avanço e os aprendizados que teve nos seus mais de 40 anos de trabalho no Hato El Cedral. Ele hoje é especialista em fauna na região, conhece de cor as centenas de espécies de pássaros e outros animais que são encontrados por aqui. Oreos, cari-caris, garças, cegonhas, martins-pescadores e aves que deixariam qualquer bird-watcher enlouquecido! Nós que nunca fomos muito passarinheiros aqui nos tornamos rapidamente os mais curiosos amantes destes seres alados!

Uma Garça Morena, no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Uma Garça Morena, no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Um belo Tordo Maizero, no  Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Um belo Tordo Maizero, no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Um Churrinche, no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Um Churrinche, no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Uma dupla de Caricaris no  Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Uma dupla de Caricaris no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


O ponto alto da manhã foi quando encontramos uma sucuri ou anaconda, a maior cobra constritora da América do Sul. Ela estava bem camuflada em uma pequena poça ao lado da estrada e Victor com seus olhos treinados a encontrou! Nós de botas e Victor com os pés descalços, cruzamos o charco e fomos observá-la de perto. A princípio pensamos em não tocá-la, mas Victor nos propôs, “querem vê-la se movendo?” e o Rodrigo, sem titubear respondeu: SIM!

Uma enorme sucuri em meio ao terreno pantanoso do Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Uma enorme sucuri em meio ao terreno pantanoso do Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


O Vitor nos mostra como pegar uma sucuri pelo rabo no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

O Vitor nos mostra como pegar uma sucuri pelo rabo no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Victor a pegou pelo rabo e a trouxe para o gramado, nos encorajou a pegá-la também e até nos ensinou a como dirigir a cobra de quase 5 metros quando ela se curvava em nossa direção. UAU! Adrenalina pura, sentimos a força de seus músculos tentando se soltar e logo a deixamos ir. Não me parece uma interação muito agradável para a cobra, que coitada estava ali, na sua, descansando. Pelo tamanho e grossura Victor acha que ela estava grávida! Pobre sucuri, logo desapareceu em meio à lama e as folhagens em uma poça de não mais de 30cm de profundidade.

A Ana mostra que não tem medo de sucuri no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

A Ana mostra que não tem medo de sucuri no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


A sucuri se afasta de nós no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

A sucuri se afasta de nós no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Depois do almoço, já perto das 15h, retornamos ao caminhão, encontramos “mi mujer” uma jacaré fêmea que Victor criou desde pequena e hoje, com não mais de 14 anos, é totalmente obesa e mal consegue se mover! Não muito longe dela estão tartarugas galápagos dividindo a beira do rio tranquilamente com babos e orinocos, enquanto as famílias de capivaras atravessam nadando as águas infestadas de cobras e jacarés. A natureza é mesmo sábia, predador e presas podem conviver tranquilamente no mesmo ambiente, pois sabem que ninguém ali será caçado à exaustão. Os jacarés e cobras só vão caçar o necessário para sobreviverem e assim cada um cumprirá o seu papel no equilíbrio desta cadeia alimentar.

Mimujer, uma enorme e obesa jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Mimujer, uma enorme e obesa jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Jacarés e tartarugas convivem pacificamente no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Jacarés e tartarugas convivem pacificamente no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Uma creche de capivaras no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Uma creche de capivaras no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Finalmente chegamos ao barco. O rio está baixo e curto, na temporada de chuvas ele enche e quase todos os campos se tornam planícies alagadas. Victor diz preferir a época de cheias, quando podem pescar e fazer tours longos em barcos, mas durante a seca, os jacarés e as centenas de tartarugas se apertam neste pequeno rio, facilitando a vida do Victor e dos turistas.

Olho sempre atento de um jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Olho sempre atento de um jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Passeando em rio no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Passeando em rio no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Um minuto de barco e já estamos cercados de jacarés, Victor conhece a quase todos eles pelo nome e traz para os seus bichinhos de estimação bons pedaços de carne que ajudam a criar um show ainda mais interessante.

Jacaré se esforça para pegar um naco de carne em rio no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Jacaré se esforça para pegar um naco de carne em rio no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Um grande jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Um grande jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Filhote de jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Filhote de jacaré no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Na água os babos saltam e giram para abocanhar os maiores pedaços. Na terra tiganas, pássaros carnívoros, inflam seu leque de penas para assustar e defender seu naco de carne perante o cari-cari e as tartarugas galápagos. Um show! Nunca tinha imaginado um pássaro pequenininho deste tão valente e com tal artimanha para se defender.

Tigana abre suas asas para assustar um rival no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Tigana abre suas asas para assustar um rival no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Um Gavião protege sua comida de outro gavião no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Um Gavião protege sua comida de outro gavião no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Pássaro passeia pelas margens de um rio no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

Pássaro passeia pelas margens de um rio no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


Mais um fim de tarde chega ao Hato El Cedral, o sol baixa espelhando os cursos d´água e os animais ao redor das áreas alagadas parecem reverenciar este momento, serenos e tranquilos, pois sabem que amanhã o ciclo começa novamente.

O fantástico entardecer no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

O fantástico entardecer no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal


O fantástico entardecer no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

O fantástico entardecer no Hato El Cedral, na região dos llanos venezuelanos, perto da cidade de Mantecal

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Burocracias Panamenhas

Panamá, Cidade do Panamá

Atravessando a Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá, na chegada à Cidade do Panamá, a capital do país

Atravessando a Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá, na chegada à Cidade do Panamá, a capital do país


Chegamos novamente à Cidade do Panamá! Um momento chave da viagem e que nos exige tempo, paciência e um certo planejamento para que as coisas funcionem bem. Daqui vamos enviar a Fiona para Cartagena, na Colômbia e finalmente retornar à nossa querida América do Sul. Mas antes disso temos uma pendência importantíssima para resolver no nosso roteiro, a nossa visita aos dois últimos países que faltam para completarmos todo o Caribe: República Dominicana e Haiti!

Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade

Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade


A Ilha de Hispaniola é um destino que nos escapou várias vezes durante a viagem, seja por cronograma ou por budget ou ainda detalhes como surtos de cólera no Haiti pós terremoto. Este foi um dos poucos momentos no planejamento da viagem em pensávamos em pegar pacotes CVC desde o Brasil, para baratear custo de passagem e hotéis, mas aí teríamos que voar do Brasil. Então pensamos em voar desde o Suriname, México, Miami, Nova Iorque e até do Canadá! Sim, as vezes é mais barato comprar um pacotão em um destes lugares do que organizar a sua própria viagem, mas está no nosso sangue e foi difícil se render. Assim decidimos voar da Cidade do Panamá, um ótimo hub para o Caribe, próximo, fácil e barato. Passagens compradas, teremos 20 dias para explorar a ilha, passando pelos dois países! Estou ansiosíssima como se estivéssemos saindo de férias, muito curiosa com o que iremos encontrar no Haiti!

Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade

Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade


Paralelo a isso seguimos com os trâmites da travessia do carro a Cartagena. Há mais de um mês estamos em contato com Tea, a agente aduaneira panamenha que tem orientado viajantes nestes trâmites há anos. E você sabe como é, um indica para outro, que indica para outro e no buzz a Tea acaba tendo quase um monopólio deste interessante mercado. Estamos agendando o envio para o dia 12 de Maio e até lá temos que encontrar alguém para dividir o container conosco, cruzem os dedos!

Preparando a bagagem para deixar a Fiona na Cidade do Panamá, a capital do país

Preparando a bagagem para deixar a Fiona na Cidade do Panamá, a capital do país


Tudo lindo e resolvido para viajarmos, deixando a Fiona em algum estacionamento barato da cidade e eis que recebemos um e-mail da Tea. Ela nos alertava das leis panamenhas que proíbem que você saia do país sem o seu veículo, isso por que se o carro fica no Panamá teríamos que pagar impostos sobre ele. Mas nós vamos sair e voltar, não devemos pagar impostos e não queremos correr o risco de sermos barrados na aduana de saída, como fazemos?

Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade

Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade


Quando entramos vindos da Costa Rica o passaporte do Rodrigo foi carimbado pela aduana. Segundo eles nós não poderíamos sair sem dar baixa deste carimbo, agora, como se faz isso se o carro ficará aqui? É claro que não somos os primeiros a ter este problema e para isso já foi criada uma solução burocrática, mas relativamente fácil, o Bond ou porto seco. A Kinte é um bond localizado no centro da Cidade do Panamá e possui, dentro de seu depósito de cargas, agentes aduaneiros que fazem a inspeção do carro ou carga para armazenagem pelo período necessário. Pagamos US$ 7,50 por dia (o que não é mal, quase o preço de um estacionamento), mais uma taxa de serviço e emissão de documentos. Aí é mais a chatice das burocracias, documentações, idas e vindas à aduana central, etc.

Rua da Cidade do Panamá, a capital do país

Rua da Cidade do Panamá, a capital do país


Neste dia descobrimos uma coisa que não sabíamos, aqui na zona central da Cidade do Panamá é comum todos compartirem táxis, são como táxis coletivos e também não existem centrais de táxi para que você possa ligar e chamar um. Tem que ser na sorte! Agora imaginem, nós quase perdendo o horário da aduana e tendo que achar um táxi coletivo que vai para o mesmo lado? Surreal! Fomos e voltamos às voltas desta burocracia com os nervos à flor da pele, mas logo estávamos com tudo resolvido, em um hotelzinho no centro, perto de Santa Fé, dentro da piscina e com uma cerveja na mão! Tudo pronto para a nossa última grande aventura em terras caribenhas, Hispaniola, aí vamos nós!

Chegando à Santo Domingo, capital da República Dominicana

Chegando à Santo Domingo, capital da República Dominicana

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Trabalho e pé na estrada

Brasil, São Paulo, Petar, Cananéia/Ilha Comprida

A Lan House de Iporanga

A Lan House de Iporanga


Hoje foi o dia de atualizarmos os nossos blogs e pegarmos estrada para Cananéia. Escrevemos diariamente, mas nem sempre conseguimos acesso a internet. Aqui no Petar o único meio de acessarmos a internet é através de sinal 3G, e a operadora que funciona mal e mal é a Vivo. Resultado: ficarmos quase três dias offline, sem conseguirmos enviar os posts e as fotos. Ah! Vale falar, quando postamos só texto, sem fotos, é por que não conseguimos enviá-las naquela banda, mas no máximo 2 dias depois confiram os posts novamente, pois as fotos estarão lá!

Seguimos viagem rumo ao centro de Iporanga e encontramos uma única lan house na cidade, sorte que estava aberta! Uma hora e 7 reais depois, blogs atualizados! Resolvidos os detalhes técnicos, continuamos viagem. O plano inicial era conhecermos uma cachoeira no Parque Estadual Carlos Botelho, mas o dia amanheceu frio e chuvoso novamente, acabamos desistindo e seguimos direto para Cananéia.

Passeando de tarde em Cananéia

Passeando de tarde em Cananéia


Chegamos e logo deixamos nossas coisas no Hotel Golfinho Plaza, indicado pela 4 Rodas e pelo Lonely Planet como um bom custo benefício. Cananéia para mim sempre foi uma cidade de passagem. Uma das mais antigas do Brasil, foi fundada pelos portugueses em 1531. Sua fachada de cidade colonial permanece e embora alguns prédios estejam em estado de abandono, a energia é de uma cidade jovem e muito ligada ao meio-ambiente. Talvez por que seja o principal acesso para o Parque Estadual da Ilha do Cardoso, lugar especial para quem gosta de cachoeiras, praias e um público alternativo, mas este vai ficar para a nossa próxima passagem por aqui.

Passeando de tarde em Cananéia

Passeando de tarde em Cananéia

Brasil, São Paulo, Petar, Cananéia/Ilha Comprida, Estrada, Parque Estadual, Petar

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Sem meu dupla =(

Saba, The Bottom

Uma bela arraia xita durante o mergulho em Tent Reef, na costa de Saba - Caribe

Uma bela arraia xita durante o mergulho em Tent Reef, na costa de Saba - Caribe


Hoje foi mais um dia de mergulhos em Saba, mas com uma grande novidade: sem o meu amado dupla. Hoje cedo ainda não estava se sentindo bem, obviamente a indicação é ficar na pousada dormindo e descansando. Eu ficaria também se já não tivéssemos pago um pacote de mergulho sem direito de cancelamento e ressarcimento, como ele estava melhorzinho, fui.

Árvore de Natal sobre Coral-cérebro, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

Árvore de Natal sobre Coral-cérebro, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe


Conseguimos mais um dia ir a ponto de mergulho diferentes, Outer Limits, Tent's Reef Wall e Big Rock Market. No primeiro fui apenas eu e um alemão em treinamento para a equipe da operadora, além do dive master. Mergulho mais profundo o Outer Limits é mais um dos pinaclos submarinos, formações em forma de agulha, o pinaclo inicia aos 27m e cai até os 50m, nós ficamos só no topo e um mergulho recreacional profundo, até os 34m. Na parede vimos uma moréia verde grandona e tivemos a visita de um Caribbean Reef Shark de aproximados 2m.

Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe

Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe


Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe

Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe


Voltamos ao porto e buscamos uma família mergulhadora, os pais que vivem em St Maarten e o filho na Inglaterra. Fomos novamente à Tent Bay, mas em um novo ponto, o Tent Reef Wall - Paredão que faz parte do conjunto conhecido como Tent Reef, ele começa aos 6,7m e desce até quase 40m. Ficamos mais rasos, 24m, onde já pudemos ver uma grande variedade de corais e esponjas, uma spanish lobster. Na parte mais rasa, corais mais jovens e uma bela tartaruguinha.

Corais semelhantes à pérolas, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

Corais semelhantes à pérolas, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe


Normalmente os mergulhos terminariam por aqui, mas já que o Ro não usou os 2 últimos mergulhos dele e não teríamos ressarcimento, aproveitei e incluí um terceiro na minha lista. Big Rock Market é a única formação puramente coralínea, sem paredes de lava ou afins, estes recifes são rasos mas muito ricos em vida submarinha. Encontramos alguns boulders e um recife com uma formação parecendo a cauda de um avião. Grande variedade de peixes de coral, barracudas, um pequeno tubarão lixa e uma linda raia xita na sua hora do almoço. Ficamos uns 20 minutos com ela, para lá e para cá, super tranquila com os curiosos borbulhadores.

Peixe curioso durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe

Peixe curioso durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe


Fechamos a temporada de mergulho na ilha de Saba, realmente um lugar maravilhoso como sempre promete o mar do Caribe, principalmente pela diversidade de corais e peixes e no caso de Saba diferentes mergulhos, parede, pináculos, etc. Mergulhar é um dos meus hobbies preferidos, mas definitivamente não é a mesma coisa mergulhar sem meu dupla amado! Espero que ele melhore logo para St. Eustatius.

Final de mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

Final de mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

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Santiago em 1 dia

Cuba, Santiago de Cuba

O glorioso entardecer no Castillo San Pedro del Morro, ao sul de  Santiago de Cuba

O glorioso entardecer no Castillo San Pedro del Morro, ao sul de Santiago de Cuba


Não que Santiago seja uma cidade que deva ser conhecida em apenas um dia, mas se o acaso te levar a esta situação, aqui vai a minha sugestão.

Comprando ervas e verduras em Santiago de Cuba, no leste do país.

Comprando ervas e verduras em Santiago de Cuba, no leste do país.


O nosso roteiro começou pelo bairro bacana de Santiago, sim, até em um país socialista existem diferenças sociais. O bairro de Vista Alegre é onde estão localizadas galerias de arte contemporânea e o Museu da Imagem de Cuba, com exposições de fotografias antigas e recentes do país. Começando o dia cedo se pode passar pelo por um dos agradáveis cafés do bairro, normalmente há pouca variedade no menu (como em toda Cuba), mas o bairro é bem arborizado e aprazível.

Táxi em Santiago de Cuba, no leste do país.

Táxi em Santiago de Cuba, no leste do país.


Saímos dali e pegamos um táxi para a Plaza Céspedes, no coração de Santiago, para encontrar o Rodrigo. Ele havia saído mais cedo para a estação rodoviária confirmar nossas passagens e aproveitou para passar no Museu Frank País, que conta a vida deste personagem importante na história da Revolução Cubana. Frank País foi o maior organizador da luta clandestina e do suporte à guerrilha liderada por Fidel, Che, Camilo e Raul. O museu estava fechado, mas Rodrigo conseguiu uma “exclusiva” com a diretora do museu, que lhe contou a história, respondendo a todas as suas perguntas por mais de meia hora.

Vista do Balcón de Velázquez em Santiago de Cuba, no leste do país.

Vista do Balcón de Velázquez em Santiago de Cuba, no leste do país.


Na Plaza Céspedes estão alguns dos edifícios históricos mais importantes da cidade, como a Catedral, o Museu de Ambiente Histórico Cubano, antiga casa de Diego Velásquez (1522) e o tradicional Hotel Casa Granda, onde comemos ontem à noite. Inclusive desconfio seriamente que foi o frango que comi aí ontem que me fez mal e me deixou todo o dia com dores e um mal estar terrível. Bem, encontramos Rodrigo e seguimos para o Balcón Velásquez, um dos lugares com melhor vista para o porto de Santiago, de onde pudemos ver também a escola onde Fidel Castro estudou e ao lado o Museu da Luta Clandestina, com fotos e memórias dos principais líderes da luta clandestina ao lado de Frank País.

Visitando o museu de La Lucha Clandestina, em Santiago de Cuba, no leste do país.

Visitando o museu de La Lucha Clandestina, em Santiago de Cuba, no leste do país.


Enquanto víamos a exposição, Rafa e Laura conheceram uma figura sentada à porta do museu. Um senhor com aparência de mendigo, meio borracho e que começou a contar uma história:
Se hoje estou assim é por três motivos: o primeiro é o álcool, o segundo é falar sempre a verdade e o terceiro foi ter me apaixonado pela mulher errada.” O senhor X estudou medicina em Cuba e especializou-se em medicina nuclear na Rússia. Lá se apaixonou pela filha do Erich Honnecker, líder da Alemanha Oriental, tentou, mas foi impedido de viver este amor impossível. Voltando contra a sua vontade a Cuba casou-se com uma cubana, teve filhos e fez-se chefe de medicina nuclear, setor de quimioterapia no início da revolução. Um dia em um encontro com Fidel, este o perguntou por que, mesmo com tantos investimentos, tantas pessoas continuavam morrendo de câncer em seu país. Ele sem titubear o respondeu: “porque todo o dinheiro doado pelos ricos apoiadores da revolução vai para as suas clínicas particulares e não chegam aos hospitais públicos.” Em pouco tempo ele teve o seu direito de exercer a medicina caçado e desiludido começou a beber. Daí para frente vocês já imaginam... a bebida lhe afastou de sua família, perdeu sua esposa, filhos, profissão e sua saúde. “Sou um alcoólatra, vocês podem estar pensando que é tudo invenção minha, aguardem um minuto que eu já volto” E voltou com fotos de toda a sua vida, viagens à Rússia, fotos como médico, sua família, etc. Impressionante! Eu o conheci, mas a história completa nos foi reproduzida depois por Laura e Rafael, que tiveram o prazer e a sorte de sentar e escutar essa história de vida que mais parece um filme!

Balcón de Velázquez, em Santiago de Cuba, no leste do país.

Balcón de Velázquez, em Santiago de Cuba, no leste do país.


A esta altura o mal estar me pegou forte e me fez baixar o ritmo de caminhadas. Eu e o Ro pegamos um táxi para a pousada e ali ficamos por umas duas horas, enquanto Laura e Rafa foram visitar uma fábrica de charutos. Esse é o roteiro para vocês, que não seguirão o meu exemplo e não ficarão doentes. Chazinho de menta, muita água e descanso me ajudaram a melhorar um pouco e assim que eles chegaram saímos para o Castillo San Pedro del Morro, uma fortaleza há uns 10 km do centro da cidade.

A baía de Santiago de Cuba vista do alto do Castillo San Pedro del Morro, ao sul da cidade

A baía de Santiago de Cuba vista do alto do Castillo San Pedro del Morro, ao sul da cidade


O castillo é belíssimo e está bem localizado no alto de um morro (60 m.s.n.m.) com uma bela vista para a Baía de Santiago de Cuba, o porto e toda a sua costa. Projetado em 1587, foi construído apenas entre 1633 e 1693 para defender a cidade de piratas do Caribe. Tornou-se um Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco em 1997, sendo considerada uma das fortalezas mais bem preservadas no caribe-hispânico.

A bela vista do Castillo San Pedro del Morro, ao sul de  Santiago de Cuba

A bela vista do Castillo San Pedro del Morro, ao sul de Santiago de Cuba


O fim de tarde em uma de suas varandas é espetacular! Coincidência ou não, foi justamente aí que encontramos dois grupos de brasileiros, Juliana e Gabriel, um casal de gaúchos estudantes de psicologia que estão em uma viagem de um mês por Cuba e Rodrigo e Rafael, dois amigos estudantes de medicina que vieram para um estágio de um mês e deram uma esticadinha para conhecer o país. Encontrar toda essa brazucada foi muito bacana, cada um contado suas impressões, experiências e aventuras pelo país e eu só escutando, estava passando tão mal que nem consegui acompanhá-los em uma cervejinha.

Reunião de brasileiros em Santiago de Cuba, no leste do país.

Reunião de brasileiros em Santiago de Cuba, no leste do país.


Na volta inventamos de dar carona para todos eles até o centro da cidade, imaginem como ficou o carro com 8 pessoas dentro!?! Acreditem ou não foram 6 na frente e 2 no porta-malas! Nem eu que estava lá e vi tudo, podia acreditar na situação, então aí vai a foto do crime! Rsrsrs!

Acomodando-se no porta-malas do nosso carro em Santiago de Cuba, no leste do país.

Acomodando-se no porta-malas do nosso carro em Santiago de Cuba, no leste do país.


Se o seu dia acaba como o meu, não sobrou muito tempo, se prepare para ir à rodoviária e espero que tenham gostado! Senão, a noite ainda pode ser longa começando na Casa de La Trova e seguindo os passos dos cubanos mais antenados que você encontrar por lá!

Lua nova sobre o Castillo San Pedro del Morro, ao sul de  Santiago de Cuba

Lua nova sobre o Castillo San Pedro del Morro, ao sul de Santiago de Cuba


Nós seguimos para a rodoviária, demos um até logo aos nossos amigos e nos preparamos psicologicamente para as próximas 15 horas dentro de um ônibus. Ele saía às 22h, chegamos lá uma hora antes e descobrimos que a agência de turismo que nos vendeu a passagem em Trinidad não passou os dados, a reserva e a compra para o escritório central da Via Azul. Quase ficamos sem vagas! Ainda bem que nosso santo é forte, sobraram duas poltroninhas e deu tempo de embarcarmos.
Embarco neste ônibus com aquela tristeza que bate quando a viagem já está acabando. Engraçado, fazia tempo que eu não sentia isso, acho que a última vez que tive esta sensação foi em Galápagos. Também, viajando 1000dias é impossível ficarmos tristes, isso só nos dá a certeza de que um dia voltaremos para Cuba.

Cuba, Santiago de Cuba, cidade histórica

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Brasil, Espírito Santo, Vitória

Escalando a torre em frente ao Mosteiro da Penha, em Vila Velha - ES

Escalando a torre em frente ao Mosteiro da Penha, em Vila Velha - ES


Hoje exploramos o centro histórico de Vitória, depois de ter encontrado na sorte a assistência técnica da Nokia para arrumar o nosso celular, botão quebrado R$ 120,00! Pelo menos o cara arrumou em 20 minutos. Seguimos para o centro, lugar impossível de estacionar. Não existe estacionamento particular e os públicos rotativos estão lotados desde cedo. A dica é tentar uma praça ao lado ao Palácio Anchieta, sede do governo do estado, que tem vários cuidadores de carro que ficam com a sua chave e manobram nas vagas proibidas, em frente à garagens de prédio, etc.

O Palácio Anchieta, sede do governo, em Vitória - ES

O Palácio Anchieta, sede do governo, em Vitória - ES


O Palácio Anchieta é lindo, um prédio do Século XVI que era um colégio jesuíta e foi reformado diversas vezes até chegar à estrutura atual, majestosa, que pode ser visitada com horários agendados previamente, mesmo com os escritórios em funcionamento.

Igreja de São Gonçalo, em Vitória - ES

Igreja de São Gonçalo, em Vitória - ES


Ao lado fica a Igreja de São Gonçalo e a Catedral, inspirada na Catedral de Colônia. As três construções formavam o complexo arquitetônico mais importante da cidade no início do século XVII, fico imaginando como deveria ser linda a vista e a vila, à beira mar e com os terrenos menos ocupados.

A ponte que liga  Vila Velha à Vitória- ES

A ponte que liga Vila Velha à Vitória- ES


Dali, saímos correndo buscar nossos sobrinhos que vieram de Ribeirão Preto nos visitar no feriado. O Léo e a Karen chegaram ao aeroporto as 13h e vão de Fiona conosco para Itaúnas, onde iremos comemorar o aniversário de 41 anos do Rodrigo. Com eles fomos conhecer o famoso Convento Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, com uma vista lindíssima da cidade de Vitória, e onde podemos observar a terceira ponte, entre Vila Velha e Vitória e o porto de Tubarão. Passamos pela Praia da Costa petiscar e seguimos para o hotel labutar.

O Mosteiro da Penha, em Vila Velha - ES

O Mosteiro da Penha, em Vila Velha - ES


A Praia da Costa, em Vila Velha - ES

A Praia da Costa, em Vila Velha - ES


Mais tarde fomos apresentar ao Léo e à Karen o Triângulo das Bermudas, bebericamos enquanto esperávamos a chegada da Laura e Rafael, casal de amigos e padrinhos de casamento, que seriam buscados pela Ana no aeroporto. Jantamos no Pirão, eleito o restaurante com a melhor Moqueca Capixaba do Espírito Santo!

Devorando a moqueca do restaurante Pirão, em Vitória - ES

Devorando a moqueca do restaurante Pirão, em Vitória - ES


Realmente é uma delícia e vale muito à pena. Animados, esticamos para o Bar da Devassa e aos poucos o pessoal foi se entregando. O Léo e a Karen nem entraram, foram logo para o hotel meia hora depois o Rodrigo e mais 10 minutos o Rafa também nos abandonaram. Pra que? Juntou a fome com a vontade de comer, três amigas loucas para conversar, desabafar, tipo papo de mulher. Eu a Ana e a Laura fomos para o Quintalzinho, bar 24 horas e só saímos de lá as 5 horas da manhã, com o dia amanhecendo! Que delícia, eu estava morrendo de saudades delas e das conversas.

Conserto do celular quebrado – R$ 120,00
Manobrista para estacionar o carro no centro, na confiança – R$ 5,00
Moqueca Capixaba – 150,00
Encontrar os amigos em Vitória, não tem preço!

Coma amiga Ana, os padrinhos Rafa e Laura e os sobrinhos Leo e Karen, no restaurante Pirão, em Vitória - ES

Coma amiga Ana, os padrinhos Rafa e Laura e os sobrinhos Leo e Karen, no restaurante Pirão, em Vitória - ES

Brasil, Espírito Santo, Vitória, convento, Praia, Praia do Canto

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