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Granada: The Spice Island

Granada, St Georges

Fort George, no alto de uma colina em St. George's, capital de Granada

Fort George, no alto de uma colina em St. George's, capital de Granada


Granada, the spice island, mostra seus sabores não apenas nos temperos e condimentos que exporta para todo o mundo ou na sua culinária. O seu povo alegre, divertido, curioso e muito receptivo é um dos principais encantos dessa ilha ao sul do Caribe.

A bela praia de Grande Anse, em Granada

A bela praia de Grande Anse, em Granada


Mesmo com toda a sua vontade de colocar o pé na areia e relaxar nos paraísos de águas azuis, um passeio pelo mercado central da capital St George´s é obrigatório! Dezenas de tendas de temperos e condimentos como canela, noz moscada, gengibre, açafrão e todos os tipos de “pimentas” que a ilha produz.

Muitos temperos da 'Spice Isle' no mercado de St. George's, capital de Granada

Muitos temperos da "Spice Isle" no mercado de St. George's, capital de Granada


Um terço da produção mundial de noz moscada vem desta pequena ilha, que a utiliza em grande parte dos pratos da sua culinária local. Da fruta fazem a geleia, ao redor da semente encontram a moca, que parece uma casca avermelhada utilizada para temperar bolos e sopas e a noz moscada dá o sabor especial aos pratos e até ao rum punch granadino.

Noz-moscada e outros temperos no mercado de St. George's, capital de Granada

Noz-moscada e outros temperos no mercado de St. George's, capital de Granada


Adiante está o Mercado de Peixes, que hoje estava fechado para a Festa de Aniversário comemorativa do Dia do Pescador. A paróquia vizinha prometia reunir mais de 1000 pessoas, numa festa de arromba para comemorar o dia destes trabalhadores tão importantes para a economia local.

St. George's, a capital de Granada, no Caribe

St. George's, a capital de Granada, no Caribe


No caminho para lá está a Carenage Bay, com seu calçadão colorido e bem movimentado e uma vista linda para o principal porto da cidade. Barcos de pesca batucando os gritos de carnaval, ancorados ao lado das escunas turísticas e dos “Rum Runners” que levam turistas embalados no rum para passeios ao redor da ilha.

Observando a Carenage, a baía em St. George's, capital de Granada

Observando a Carenage, a baía em St. George's, capital de Granada


Barcos aportados na Carenage, baía em St. George's, capital de Granada

Barcos aportados na Carenage, baía em St. George's, capital de Granada


No canto direito da baía está o antigo Fort George, que foi construído pelos franceses em 1705 e foi palco para grandes batalhas e até para o recente episódio de execução do então Primeiro Ministro Maurice Bishop, líder do partido comunista, em 19 de Outubro de 1983. A má notícia é que ele foi morto pela ala ainda mais radical do partido que tomou o poder em um golpe sobre o próprio governo, julgando-o incompetente no avanço do verdadeiro comunismo. Apenas 6 dias depois, 12 mil soldados americanos desembarcaram na costa de Granada e travaram uma batalha para estabelecer o novo governo democrático. O Fort George hoje, caindo aos pedaços, continua sede do Quartel da Polícia Nacional e pode ser visitado para pelas vistas do Porto de St. George´s.

Observando do alto do forte a cidade de St. George's, capital de Granada

Observando do alto do forte a cidade de St. George's, capital de Granada


Vista do alto do forte em St. George's, capital de Granada

Vista do alto do forte em St. George's, capital de Granada


St. George's, capital de Granada e, ao fundo, a praia de Grande Anse

St. George's, capital de Granada e, ao fundo, a praia de Grande Anse


Feito um tour rápido e resumido pela história e cultura de Granada, agora podemos ir para a parte que interessa: as praias! Grande Anse é uma das praias mais famosas, com hotéis, restaurantes e a apenas 15 minutos de reggae bus do centro. Foram 15 minutos em que me transportei para um cult movie latino-americano, só que em vez de latinos, tínhamos africanos e em vez do reggaeton, tínhamos reggae jamaicano da melhor qualidade!

Caminhando ao longo da Carenage, a baía em St. George's, capital de Granada

Caminhando ao longo da Carenage, a baía em St. George's, capital de Granada


Chegamos à Grande Anse, praia de areias brancas e águas azuis caribenhas. Difícil acreditar que essa praia tranquila na temporada dos furacões, pode ficar lotada com milhares de turistas durante a alta temporada. Granada é repleta de praias paradisíacas, uma das dicas que não pudemos conferir é o Churrasco do Roger, todos os domingos na Hog Island! Alguém por favor, vá lá e nos conte depois!

A bela praia de Grande Anse, em Granada

A bela praia de Grande Anse, em Granada


A noite, consegui arrastar o Rodrigo meio a contra gosto para coferirmos a festa de pré-carnaval nos arredores da marina. A festa rola todas as quintas-feiras de julho até o carnaval, que será na segunda semana de agosto. O calypso, a soca e a power soca são os ritmos que agitam o público que lota os shows com artistas locais e atrações internacionais vindas de ilhas como Dominica, St. Vincent, Trinidad e Tobago e Republica Dominicana! Não ficamos muito tempo, mas vale a experiência! Reunião do melhor da música caribenha, não que seja a minha preferida, mas é o que faz o povo daqui requebrar os quadris e dançar adoidado.

Cartaz de danças caribenhas (em Clifton, cidade em Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe)

Cartaz de danças caribenhas (em Clifton, cidade em Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe)


Quem diria que na nossa última ilhazinha do Caribe teríamos tantas novidades e descobertas. Muitos nos perguntam: vocês não cansam do Caribe? Impossível, cada ilha tem uma paisagem, uma cultura e um tempero especial. Aí eu pergunto, tem como cansar?

Fim de tarde na praia de Grande Anse, a mais famosa de Granada

Fim de tarde na praia de Grande Anse, a mais famosa de Granada

Granada, St Georges, Grande Anse, Island hopping, Praia

Veja todas as fotos do dia!

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Cusco em um Dia

Peru, Cusco

Hábeis artesãs praticam o tear em pátio interno de museu em Cusco, no Peru

Hábeis artesãs praticam o tear em pátio interno de museu em Cusco, no Peru


Antiga capital do Império Inca (século XIII a 1532), Cusco é hoje a mais cosmopolita das cidades turísticas da América do Sul. Apenas em 2013 recebeu mais de 2 milhões de turistas nacionais e internacionais em busca de cultura, história e aventura, 300 mil deles a caminho de Machu Picchu. Arqueologia, história, cultura tradicional, gastronomia, esportes radicais e de aventura; pode parecer exagero, mas Cusco oferece atividades para todos os gostos, idades e bolsos.

Plaza de Armas em Cusco, no Peru

Plaza de Armas em Cusco, no Peru


Uma cidade viva que consegue reunir o velho e o novo, a aventura e o conforto, o tradicional e o inusitado em uma grande salada cultural temperada por sotaques quéchuas, aymarás, latinos, europeus, anglo-saxões e asiáticos, todos convivendo em perfeita harmonia.

Plaza de Armas em Cusco, no Peru

Plaza de Armas em Cusco, no Peru


A primeira vez que estive aqui em 2005, Cusco foi o grand finale de uma viagem de 15 dias de La Paz, na Bolívia, até aqui, passando pelo Titicaca e me aventurando em uma descida alucinante de bike por uma das estradas mais perigosas do mundo a caminho de Machu Picchu. Eu havia planejado toda a viagem sozinha, com trilha para Machu Picchu e tudo, quando um contratempo do meu trabalho me fez atrasar uma semana, perder o passaporte de entrada na trilha Inca oficial, mas em contrapartida ganhei a companhia do Luis, que revelou uma grande amizade e uma das melhores viagens que já fizemos na vida! O Perú tem esse efeito nas pessoas, o choque cultural e as experiências que vivemos aqui nunca são esquecidas.

Porta de igreja em Cusco, no Peru

Porta de igreja em Cusco, no Peru


Hoje, 8 anos mais tarde a Plaza de Armas foi reformada, ganhou novo paisagismo e a cidade saltou de 375 mil para 435 mil habitantes. O turismo se estruturou ainda mais, o setor hoteleiro cresceu a oferta de hostels, hotéis boutiques e hotéis de luxo, o transporte foi organizado, o sistema de controle de entrada nas principais atrações foi ajustado para garantir manutenção e preservação dos sítios arqueológicos e o que estava subutilizado foi potencializado para garantir o melhor funcionamento da indústria turística peruana, que já representa 3,75% do PIB nacional. É, nossos hermanos peruanos estão fazendo tudo direitinho.

Torre de igreja em Cusco, no Peru

Torre de igreja em Cusco, no Peru


Super tourist friendly Cusco possui operadoras turísticas para todas as rotas que você imaginar: do Titicaca ao Vale Sagrado e Machu Picchu, da Cordilheira Blanca ao norte à Amazonia Peruana. A maioria dos guias são professores formados que viram que ganhariam melhor com os gringos. Bem treinados falam, além do espanhol, inglês, alemão, francês, japonês, italiano. português e por que não, russo! Se você estava procurando, acabou de encontrar o ponto ideal para começar suas explorações no país.

Plaza de Armas em Cusco, no Peru

Plaza de Armas em Cusco, no Peru


Nosso roteiro foi pensado com base na agenda do nosso mais novo tripulante, Gustavo Filus, que desembarcou ontem no aeroporto de Cusco e terá 10 dias para explorar toda a região. Nestes período passaremos por Cusco, Vale Sagrado, Águas Calientes e Machu Picchu e fecharemos com chave de ouro com um trekking de 3 dias nas ruínas de Choquequirao, retornando para Cusco na noite anterior do embarque do Gustavo. Vai ser pauleira, mas sem dúvida vai valer a correria!

Com o Gustavo, caminhando em rua do centro de Cusco, no Peru

Com o Gustavo, caminhando em rua do centro de Cusco, no Peru


Ontem depois do aeroporto já adiantamos o tour pelas Ruínas de Saksawaman e fizemos uma visita ao camping onde está o pessoal da Landcruising Adventure, demos uma volta na Plaza de Armas e aproveitamos para o Gustavo aclimatar. Lembre-se! Cusco está a 3.400m de altitude, andar com calma, descansar bastante e tomar muita água vai te poupar do cansaço e dor de cabeça que são normais nestes primeiros dias.

Roteiro em Cusco


Tínhamos um dia de explorações pela cidade, selecionamos então as principais atrações do Boleto turístico de Cusco, além do Museu de Arte Contemporânea, para ver algo mais moderninho, além de um passeio gostoso pelo Bairro San Blás.

Caminhando pelo Qorikancha, ou Templo Mayor Inca, em Cusco, no Peru

Caminhando pelo Qorikancha, ou Templo Mayor Inca, em Cusco, no Peru


Começamos as explorações pelo Museu de Cusco, ou Museu Histórico Regional, localizado na antiga mansão colonial do escritor Garcilaso de La Vega, que viveu aí até 1560, quando aos 20 anos partiu para estudar na Espanha. Garcilaso era filho de um nobre conquistador espanhol com uma Princesa Inca, filha de Túpac Huallpa. Tendo convivido nas duas culturas, falava espanhol e quéchua e foi testemunha ocular de todo período colonizatório de um ângulo muito privilegiado, tornando-se depois o principal cronista da vida dos Incas, a história e a conquista espanhola sobre este Império.

Pátio interno de museu em Cusco, no Peru

Pátio interno de museu em Cusco, no Peru


Mais tarde ele lançou o famoso livro “Comentarios Reales de los Incas”, porém nunca retornou à sua terra natal, morrendo na Espanha em 1616. A sua antiga mansão além da arquitetura colonial espanhola (que eu amo de paixão!), com aqueles pátios internos imensos e paredes de pedra espessas, podemos conhecer melhor a sua história e passagens marcantes da história da conquista espanhola sobre os Incas. Uma das passagens mais fortes é o da captura e morte de Tupac Amaru II, mestiço descendente direto do último imperador Inca que liderou uma revolta contra os espanhóis em 1572. Esta batalha foi a maior enfrentada pelos espanhóis em toda a América Latina, mas mesmo com milhares de soldados indígenas e mestiços e centenas de soldados espanhóis mortos, Tupac Amaru não venceu a batalha. Seu triste fim, após assistir a morte de sua família em praça pública, foi o esquartejamento “a cavalo”. Tempos terríveis, estes.

Representação bastante clara da morte por esquartejamento  do líder revolucionário Tupac Amaru, em museu de Cusco, no Peru

Representação bastante clara da morte por esquartejamento do líder revolucionário Tupac Amaru, em museu de Cusco, no Peru


Dali passamos pelo Museu de Arte Contemporânea do Peru, mais leve e cheio de graça. Situado também em uma antiga casa colonial, seu pátio interno é repleto de artesãos vendendo todo tipo de tecelagens e bugigangas imagináveis. Eu sempre gosto de dar uma olhada no que o país ou a região está produzindo atualmente, as releituras das origens indígenas somadas às cores e aos traços mais modernos sempre trazem um belo resultado. Pena não podermos tirar fotos, mas quem quiser conferir este museu também está no Boleto Turístico de Cusco, na Plaza Regozijo, a mais simpática das redondezas do centro histórico, na minha humilde opinião.

Foto tradicional nas ruas de Cusco, no Peru, com uma lhama e algumas cholas

Foto tradicional nas ruas de Cusco, no Peru, com uma lhama e algumas cholas


Seguimos caminhando pelas estreitas ruas de paralelepípedos no centro de Cusco, entre cholas e llamas artistas, subimos uma ladeira na quina direita da Plaza de Armas, próximo ao escritório da Peru Rail, e chegamos finalmente ao Museu del Inca. Uma das casas mais imponentes transformadas em Museu, a mansao do então tenente Francisco Aldrete Maldonado foi reconstruída e restaurada duas vezes por ocasião dos terremotos de 1650 e 1950. Lá além da grande coleção de arte pré-colonial em ouro, prata, têxteis, cerâmicas e tesouros arqueológicos pertencentes à Universidad Nacional de Cusco, o que mais me chamou atenção é o trabalho desenvolvido pelas mulheres tecelãs que ficam trabalhando no pátio interno. Elas têm uma habilidade e uma rapidez nos movimentos invejável e nos fazem viajar no tempo em que suas tátara-tátara-tátara-tátaravós faziam exatamente o mesmo que elas fazem hoje: teciam belas tramas andinas com lã de llama e alpaca, sentadas sobre suas saias nas mesmas calçadas de pedras por onde andamos hoje.

Hábeis artesãs praticam o tear em pátio interno de museu em Cusco, no Peru

Hábeis artesãs praticam o tear em pátio interno de museu em Cusco, no Peru


Artesãs trabalham em pátio interno de museu em Cusco, no Peru

Artesãs trabalham em pátio interno de museu em Cusco, no Peru


Outro destaque são os Keros, estes vasos cerimoniais feitos em madeira de cabaças (ou porongos), frutos arredondados que secos ficam com esta cara da foto abaixo. O trabalho minuscioso é tão detalhado que precisamos de uma lupa para tentar ler a história contada nos relevos esculpidos à mão por estas exímias artesãs.

A incrível arte da micropintura em cabaças, em museu de Cusco, no Peru

A incrível arte da micropintura em cabaças, em museu de Cusco, no Peru


Uau! Manhã cheia de cultura e museus, hora de uma parada gastronômica especial. Fomos a um dos mais antigos e tradicionais restaurantes de comida peruana em Cusco. Lá a parrilla corre solta e os pratos variam entre cuy (porquinho da índia), cabrito, llama e leitão, todos acompanhados de batatas variadas e arroz. Comida típica deliciosa, só poderia ser acompanhada de uma cerveja típica daqui, não... não estou falando da chicha, fermentado de milho adocicado que é a cerveja dos locais, estou falando dela, a cusqueña!

A deliciosa e tradicional cerveja local, em Cusco, no Peru

A deliciosa e tradicional cerveja local, em Cusco, no Peru


Bem alimentados continuamos a nossa caminhada agora pelas ladeiras do bairro mais charmoso de Cusco, o artístico e super cool San Blás. Dica, se você está mochilando e não tem um carro para estacionar (como a nossa Fiona), fique hospedado aqui. San Blás é o novo point latino hipster de Cusco, têm vários hostels, posadas e hostels boutiques super bacaninhas, além de restaurantes e barzinhos descolados. Aqui vale deixar a preguiça de lado e subir, subir, subir, até encontrar o mirante de San Blás com uma bela vista da cidade. Detalhe... acabou a bateria da minha câmera, então fiquei sem fotos lá do alto. =(

Praça de San Blas, em Cusco, no Peru

Praça de San Blas, em Cusco, no Peru


Os simpáticos caminhos do bairro de San Blas, em Cusco, no Peru

Os simpáticos caminhos do bairro de San Blas, em Cusco, no Peru


Imagino que até vocês já devam estar ficando cansados por aqui, mas a nossa visita ainda não acabou. Ainda nos falta nada mais nada menos que o Qorikancha, Templo Mayor Inca! Toda a cidade de Cusco foi construída sobre a antiga capital do Império Tahuantinsuyo, o Império Inca. A Catedral de Santo Domingo, por exemplo, foi construída sobre o Palácio de Viracocha, outros templos e terraços deram não apenas o seu espaço, mas a sua estrutura e cada uma de suas pedras para os espanhóis construírem ali, em cima, a sua história e sua nova capital. Não à toa os descendentes e defensores mais aguerridos da cultura inca tem uma certa ressalva com europeus.

Nem todos concordam com todo esse turismo em Cusco, no Peru

Nem todos concordam com todo esse turismo em Cusco, no Peru


Com o Qoricancha não foi diferente, o Convento de Santo Domingo foi construído sobre o Templo Mayor dos Incas, Templo do Deus Sol. Segundo relatos de Garcilaso o templo mayor tinha o piso e as paredes cobertos de placas de ouro, um jardim repleto de estátuas de ouro e um imenso disco dourado incrustado de pedras precisosas que representava o Inti, Deus Sol.

Relíquia Inca no Qorikancha, ou Templo Mayor, em Cusco, no Peru

Relíquia Inca no Qorikancha, ou Templo Mayor, em Cusco, no Peru


Tudo isso foi derretido, transformado em barras de ouro e levado pelos espanhóis. O que restou foi utilizado na decoração da Catedral Santo Domingo. Riqueza pouca é bobagem. Dizem que os Incas não davam valor ao ouro como os espanhóis e este talvez tenha sido mais um erro dos nativos americanos, ao não perceberem a ganância do povo conquistador que chegava para tomar não apenas suas riquezas, mas a sua moral e o seu império.

Jardins do palácio Qorikancha, em Cusco, no Peru

Jardins do palácio Qorikancha, em Cusco, no Peru


Foto em parede do Templo Mayor, no mesmo lugar de 23 anos atrás, em Cusco, no Peru

Foto em parede do Templo Mayor, no mesmo lugar de 23 anos atrás, em Cusco, no Peru


Por último, mas não menos importante, fechamos o nosso intensivo de Cusco com uma visita ao show de danças típicas com apresentações de grupos tradicionais das mais diferentes vilas e regiões peruanas. Jovens meninas e meninos com suas roupas tradicionais revelam as raízes andinas e a influência espanhola na dança e na música peruana.

Apresentação de dança típica em Cusco, no Peru

Apresentação de dança típica em Cusco, no Peru


Apresentação de dança típica em Cusco, no Peru

Apresentação de dança típica em Cusco, no Peru


O jantar, podres e acabados, foi em um restaurante em frente à Plaza San Francisco, já um pouco fora do eixo mais turístico da plaza de armas. Um restaurante simples mas bem simpático e cheio de locais. Carne de Alpaca com risoto de quinoa, hummm, meu prato predileto! Ainda mais depois de 8 dias a pão, água, pedialite e canja de galinha. Daqui seguimos rumo ao Vale Sagrado para mais explorações dos Andes Peruanos.

Visita ao Qorikancha, ou Templo Mayor, em Cusco, no Peru

Visita ao Qorikancha, ou Templo Mayor, em Cusco, no Peru



Curiosidade 1 – Vejam a segunda foto do post, algo lhes chama atenção? Sim! Uma bandeira linda com um arco-íris, ao lado da bandeira do Perú! Pois é meu povo, essa bandeira espalhada por toda cidade não é uma ode ao movimento gay, como eu pensava. Achei que tinha chego aqui na Cusco Gay Week ou algo assim, mas embora eu tenha simpatizado ainda mais com a cidade ao vê-la por aí, logo descobri que é a própria bandeira da cidade de Cusco, que representa a pluralidade dos povos andinos. =)

Curiosidade 2 – Tá vendo essa foto aí abaixo? Pois é, bem legal, adoro provar chapéus, mas em Cusco alguns vendedores não verão com bons olhos se você chegar na loja e provar o chapéu dele sem pedir permissão antes... acredite, eu levei uma bronca por provar um chapéu regional, não este aí do Cats!

Experimentando chapeu em lojinha de Cusco, no Peru

Experimentando chapeu em lojinha de Cusco, no Peru

Peru, Cusco, museu, Museu Inca, Qorikancha, roteiro, San Blás

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A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Tobago Cays, Espaçonaves e Dreadlocks!

São Vicente E Granadinas, Union Island, Tobago Cays

Caminhando em praia de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Caminhando em praia de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Tobago Cays é um grupo de 5 pequenas ilhas desertas, de areias brancas, águas azuis turquesa e algumas palmeiras. Elas são exatamente aquela imagem do paraíso caribenho que todos nós temos nos nossos melhores sonhos.

Admirando praia de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Admirando praia de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


O que nunca sonhamos é que às vezes este paraíso também pode se cobrir nuvens negras em minutos e o céu pode despencar numa tempestade tropical com ventos violentos, bem quando nos preparávamos para tomar aquele banho de sol. Pois é, a nossa sorte foi que o céu só desabou depois de pisarmos na pequena ilha de Petit Tabac, a mais distante delas. Essa ilhota perdida no mar das Granadinas foi um dos cenários do filme Piratas do Caribe.

Praia paradisíaca em manhã nublada em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Praia paradisíaca em manhã nublada em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


A tempestade se aproxima em uma das pequenas ilhas de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

A tempestade se aproxima em uma das pequenas ilhas de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Vimos de longe a tempestade chegando, torcendo para que ela passasse de raspão, mas ela nos pegou em cheio! Tiger, nosso barqueiro e guia, logo foi nos mostrar uma das mais novas atrações da ilha: destroços de uma espaçonave russa trazida pelo mar. O quê? Isso mesmo! Uma espaçonave, aquela parte de cima do foguete, que voa para o espaço sideral! Tudo bem, também demorou um pouco para cair a nossa ficha, só acreditamos quando chegamos lá e a vimos, com esses olhos que a terra há de comer! Estava tudo lá, as camadas de sua fuselagem, espuma isolante, metal e até os escritos em russo! Alguém traduz, por favor?

Restos de nave russa em tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Restos de nave russa em tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Nós impressionados e super curiosos, enquanto Tiger, sem cerimônia alguma cortava e girava aquele objeto quase sagrado! Já imaginaram por onde essa estrovenga já passou? Já esteve nos salões mais secretos da Roscosmos, Agência Espacial Federal Russa, atravessou toda a atmosfera terrestre e chegou onde nós, hoje, mal podemos sonhar em chegar, no espaço! Fato foi que os seus restos mortais vieram parar aqui e hoje serviram como um ótimo abrigo para os náufragos brasileiros perdidos no meio da tempestade tropical, no meio do Caribe.

Protegendo-se da forte chuva e vento em um abrigo feito com destroços de espaçonave russa, em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Protegendo-se da forte chuva e vento em um abrigo feito com destroços de espaçonave russa, em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Protegendo-se de tormenta em abrigo improvisado com restos de nave russa em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Protegendo-se de tormenta em abrigo improvisado com restos de nave russa em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Criado há apenas 5 anos o Tobago Cays National Park tenta preservar a vida marinha e seu habitat que vem sendo invadido por milhares de barcos e veleiros todos os anos. Aos poucos o tempo começou a melhorar e seguimos para a área do parque marinho, uma baía mais rasa e protegida por uma barreira de corais próxima à ilha de Baradal.

Praia e mares paradisíacos em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Praia e mares paradisíacos em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


O fundo de areia com algas e grama marinha é o ambiente ideal para as tartarugas, que vêm se alimentar nesta baía. A visibilidade não estava das melhores, quisera, depois de uma tempestade daquelas, mas em meia-hora de snorkel conseguimos ver mais de 20 tartarugas de todos os tamanhos, a maioria tartarugas-verdes.

Snorkel com tartarugas em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Snorkel com tartarugas em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


O sol saiu e nós seguimos para a próxima ilha, Petit Bateau, ao famoso churrasco do Bowl Head. Frutos do mar, batatas assadas com alho e o delicioso cozido de “lamby”, um molusco encontrado aos montes na região.

Praia e mares paradisíacos em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Praia e mares paradisíacos em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Local do nosso almço em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Local do nosso almço em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Unimos-nos a um grupo de franceses que estava no barco vizinho do Captain Harris, mais conhecido como “O Pirata do Caribe”. Só figuras raras, rastas com seus dreadlocks e cigarros imensos organizavam a turistada e davam as dicas: “frutas para os passarinhos, papel e plástico no lixo e os pratos lavem no mar, que arraias e tubarões vão aparecer aqui na frente”. Dito e feito, tubarão não vimos, mas meia hora depois algumas arraias e um puffer fish (baiacú) gigante atenderam ao chamado! Timing perfeito para um snorkel com os nossos novos amigos, do mar e da terra.

Novos amigos em Happy Island, em frente à Union Island, no sul São Vicente e Granadinas, no Caribe

Novos amigos em Happy Island, em frente à Union Island, no sul São Vicente e Granadinas, no Caribe


A nossa última parada foi na Happy Island, uma ilha-bar construída com conchas de lambys desde 2002! Ela começou como um punhado de conchas e uma pequena cabana vendendo cervejas e rum punchs e aos poucos foi sendo ampliada. Hoje Janti, o feliz dono da Happy Island, recebe os turistas que vem em seus barcos com música na caixa e muita energia.

Chegando à minúscula Happy Island, em frente à Union island, em São Vicente e Granadinas, no Caribe

Chegando à minúscula Happy Island, em frente à Union island, em São Vicente e Granadinas, no Caribe


Tomamos um rum punch na companhia do simpático casal de chefs Barbara e Adam, canadenses que vivem na Califórnia e estão de férias com sua filha, velejando em seu barco charter no Caribe. Além de nos convidarem para encontrá-los no Napa Valley, nos fizeram uma surpresa, que só descobrimos quando fomos pagar os nossos rum punchs! Muito obrigada casal!

Saindo de voadeira de Union Island para Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Saindo de voadeira de Union Island para Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Enquanto isso, Janti narrava no microfone a chegada emocionante da família francesa, que decidiu nadar do seu barco até a ilha, pai, mãe e três filhos! As duas mais novas vieram super guerreiras, com suas máscaras, nadadeiras e uma delas até com a pranchinha! Sensacional!

Novos amigos em Happy Island, em frente à Union Island, no sul São Vicente e Granadinas, no Caribe

Novos amigos em Happy Island, em frente à Union Island, no sul São Vicente e Granadinas, no Caribe


Retornamos à Clifton, em Union Island, depois de um dia maravilhoso, com direito à tempestade tropical, lamby do Bowl Head, bons papos com Arnauld e Emanuele, Nicole e o Captain Harris. Alguns deles ainda encontraríamos mais tarde para tomar uma caipirinha bem brasileira no bar da Nikki, depois de curtir um reggae com Mugas, o dono da loja de produtos rasta que quer voltar para Gana, terra sagrada, mãe de todos os africanos. Eu achei que era Etiópia, mas cada tem direito de escolher o seu lugar.

Visitando loja de duas super figuras em Clifton, na Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Visitando loja de duas super figuras em Clifton, na Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Visitando loja de duas super figuras em Clifton, na Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Visitando loja de duas super figuras em Clifton, na Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

São Vicente E Granadinas, Union Island, Tobago Cays, Happy Island, ilha, Island hopping, Tobago Cays

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Princeton em Família

Estados Unidos, New Jersey, Princeton Junction

Degustação de cervejas em bar de  Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos

Degustação de cervejas em bar de Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos


Há 5 anos estivemos visitando nossos primos Anita e Larry em Princeton. Naquele setembro de 2007 a Luiza já estava interagindo bastante super fofa com seu sotaque americano. Tomaz estava aprendendo a falar, mas ainda nos olhava muito desconfiado, “quem são esses estranhos na minha casa?” e a pequena Nina havia acabado de chegar na família Chevres.

A Nina, caçula da Anita e do Larry, devora seu frango em Princeton Junction, em New Jersey - EUA

A Nina, caçula da Anita e do Larry, devora seu frango em Princeton Junction, em New Jersey - EUA


Depois disso nos encontramos novamente algumas vezes nas férias de julho na fazenda, acompanhei as peripécias da família pelas lindas fotos da mamãe fotógrafa (salve o facebook!), mas estava super curiosa para encontrá-los novamente.

Fotografando a 'comida brasileira', em Princeton Junction, em New Jersey - EUA

Fotografando a "comida brasileira", em Princeton Junction, em New Jersey - EUA


Anita e Larry nos levam para night em Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos

Anita e Larry nos levam para night em Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos


Depois de tantos planos e mais de 80 mil quilômetros finalmente chegamos à Princeton Junction, que além de ser nossa base para explorações na região, vôos de um dos hubs mais baratos da América do Norte, é um jeito de matarmos um pouco as saudades da família.

Chegando à casa da Anita e do Larry em Princeton Junction, em New Jersey - EUA

Chegando à casa da Anita e do Larry em Princeton Junction, em New Jersey - EUA


Almoço em família na casa da Anita, com o Tomas, Luiza e Nina em Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos

Almoço em família na casa da Anita, com o Tomas, Luiza e Nina em Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos


Princeton Junction fica há uns 15 minutos da cidade de Princeton, sede de uma das mais importantes Universidades dos Estados Unidos. Por aqui passaram 35 ganhadores do Prêmio Nobel, 3 presidentes americanos dentre eles o querido John F. Kennedy e mais um punhado de estudantes e novos empreendedores de todo o mundo.

Deliciosa cerveja em Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos

Deliciosa cerveja em Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos


Tiramos o dia para organizar as malas para a nossa viagem ao Caribe, dentre as tarefas do dia fui resolver um assunto feminino que quase nunca falo aqui no blog, depilação. Depois que mulher acostuma é difícil migrar para a gilete... estou às voltas com isso tentando me adaptar dependendo do lugar por onde passamos. Assim, chegando aqui, peguei a dica com a prima “local” de um lugar para resolver esse problema e fui à depiladora. Não foi a mais cara dos EUA, mas sem dúvida foi a mais cara da minha vida! Primeira e última vez! Vou ter que continuar a busca por um novo método efetivo, prático e mais barato. Se tiverem dicas eu estou aceitando! Rsrs!

Chegando à New Jersey, nos Estados Unidos

Chegando à New Jersey, nos Estados Unidos


No início da tarde tivemos um almoço delicioso preparado pela Anita, comida brasileira com tempero caseiro, acompanhado de boas histórias da família. Uma tarde de babysitter enquanto Anita fazia compras e a noite foi em uma cervejaria no centro de Princeton. Fizemos a rodada de degustações das cervejas artesanais com sete diferentes sabores de café ao bacon e provei a criatividade na cozinha americana vegetariana em um hambúrguer de cogumelo.

Comidinha brasileira! (em Princeton Junction, em New Jersey - EUA)

Comidinha brasileira! (em Princeton Junction, em New Jersey - EUA)


No dia seguinte continuamos nas arrumações, brincando com as crianças e a Peper, nova integrante canina da família, enquanto o Rodrigo foi intimado para uma corrida com o Larry. Esta noite começa a nossa quarta etapa de viagem pelas ilhas do Caribe, em um trem para o JFK Airport em Nova Iorque. Embarcamos as 7h30 da manhã para 35 dias em terras caribenhas em plena temporada de furacões, nos desejem sorte! Uma boa viagem para todos nós!

Esperando o trem para Nova iorque na estação de trem de Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos

Esperando o trem para Nova iorque na estação de trem de Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos

Estados Unidos, New Jersey, Princeton Junction, Amigos, Princeton

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USVI e as 11mil virgens

Ilhas Virgens Americanas, St Thomas - Charlotte Amalie, St John - Cruz Bay

Caminhada de Cruz Bay até Caneel Bay - USVI

Caminhada de Cruz Bay até Caneel Bay - USVI


United States Virgin Islands, ou como os americanos adoram fazer siglas de tudo, USVI. Essas ilhas foram descobertas também por Cristóvão Colombo (ele fez a limpa aqui no Caribe), e batizadas por ele Santa Úrsula e as 11 mil virgens. Durante poucos anos ficou sobre os auspícios dos espanhóis até que a grande guerra entre Inglaterra e Espanha no século XVI enfraqueceu o império espanhol fazendo com que abrissem a guarda de alguns territórios. A partir daí este território começou a ser ocupado por diversas nacionalidades, aqui, principalmente os dinamarqueses. As USVIs pertenceram à Dinamarca até a 1ª Guerra Mundial, quando os Estados Unidos, preocupados com o avanço das tropas alemãs sobre a Dinamarca, acabaram comprando estas terras por 25 milhões de dólares em ouro.

Caminhada de Cruz Bay até Caneel Bay - USVI

Caminhada de Cruz Bay até Caneel Bay - USVI


Hoje saímos cedo de Fajardo a caminho de San Juan para pegar o vôo para USVI. No aeroporto fiquei feliz quando vi que estávamos na fila dos vôos internacionais, pois uma preocupação constante é o nosso peso extra para todo esse equipamento de mergulho que estamos carregando. Mas não teve jeito, como falamos Porto Rico não é exatamente um território americano, mas também não é um país completamente independente. USVI passa por uma situação parecida, como pertence ao commonwealth americano estávamos em um vôo nacional e tivemos que pagar US$ 120,00 para a bagagem, 25 para cada bagagem e mais 35 para a segunda peça. Nunca vi incluírem apenas a bagagem de mão no custo da passagem... coisa de americanos. Aposto que alguém reclamou na justiça o direito de pagar menos se nunca levava bagagem alguma, e a companhia aérea nunca deve ter repassado este “desconto” para o consumidor. Capitalismo podre.

Caneel Bay, USVI

Caneel Bay, USVI


Chegando à Saint Thomas já pegamos um táxi comunitário em direção à Red Hook, porto mais próximo de Cruz Bay, em St John, onde estamos hospedados. Fomos tentar aproveitar o pouco tempo que havia nos restado, explorando a vila de Cruz Bay e algumas praias dentro do Parque Nacional das Ilhas Virgens. Pegamos uma trilha deliciosa, cheia e cactos, pássaros e ermitões. Apara chegarmos às praias caminhamos em torno de 30 minutos (1,6km) por uma trilha que nos levou direto para as praias conhecidas como Solomon Beach, Honey Moon Beach e Caneel Bay. As duas primeiras maravilhosas, super preservadas, árvores nativas, água transparente, ótima para snorkeling. A terceira, Caneel Bay é uma pequena baía ocupada por um resort, pequeno se comparado com os que vimos nas Bahamas e TCIs, mas grande o suficiente para ter um pequeno campo de golf, praia e marina próprias. Experimentamos uma cerveja local, Virgin Island Pale Ale, escolhida no cardápio pelo Rodrigo, quando provei foi que vimos que ela era “mango natural flavored”! Pô, cerveja com gosto de manga? Essa eu nunca tinha visto! Quando provei o garçom percebeu a surpresa/decepção e acabou nos servindo “na faixa” a versão summer da mesma marca, mostrando que os virgin islanders também sabem fazer cerveja de verdade.

Cerveja com Gosto de Manga - USVI

Cerveja com Gosto de Manga - USVI


A recente colonização americana já tem suas marcas, mas percebemos a cultura da ilha completamente misturada. Muitos negros trazidos pelos dinamarqueses para o plantio de cana e imigrantes das ilhas próximas de origem espanhola. Contudo não encontramos ainda nenhuma marca dos quase quatro séculos de influência dinamarquesa, mas ainda temos mais dois dias para descobrir!

Caneel Bay, USVI

Caneel Bay, USVI

Ilhas Virgens Americanas, St Thomas - Charlotte Amalie, St John - Cruz Bay, Praia, trilha, USVI

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Diz aí se você gostou, diz!

Da Fumaça ao Pati

Brasil, Bahia, Lençóis (P.N. Chapada Diamantina), Vale do Pati (P.N. Chapada Diamantina)

Local onde o rio cai para formar os 380 metros da Cachoeira da Fumaça, próximo à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA

Local onde o rio cai para formar os 380 metros da Cachoeira da Fumaça, próximo à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA


Nem sempre onde há Fumaça há fogo. Passamos uma noite deliciosa protegidos na toca a beira do cânion, tomamos um vinho e comemos o nosso delicioso sanduíche de pão com queijo. Durante a madrugada, a noite estrelada que vimos quando chegamos, deu espaço à névoa branca que subia do cânion há 400m abaixo de nós.

No nosso local de acampamento, ao lado da queda da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA

No nosso local de acampamento, ao lado da queda da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA


A Cachoeira da Fumaça foi assim batizada, pois no período de seca os donos de rebanhos usavam os gerais próximos ao Capão como pasto para o gado e lá de longe avistavam uma fumaça. Nós conseguimos vê-la ainda com um pouco d´água, mas a noite a impressão que tive foi que toda a água dela se transformou na névoa que cobriu toda a paisagem.

No mirante da parte alta da Cachoeira da Fumaça, próximo à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA

No mirante da parte alta da Cachoeira da Fumaça, próximo à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA


Um belo café da manhã do nosso vasto cardápio, pão com queijo, e para esquentar, um gole do vinho que sobrou de ontem. Um brinde à Fumaça!

Nosso café da manhã (sanduiche de queijo e vinho) com vista, na parte alta da Cachoeira da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA

Nosso café da manhã (sanduiche de queijo e vinho) com vista, na parte alta da Cachoeira da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA


Sessão de fotos à beira do abismo, rezando para não termos uma tromba d´água. Moral da história: nem sempre onde há fumaça há fogo, neste caso há água!

Pendurada no mirante de observação da Cachoeira da Fumaça, próximo à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA

Pendurada no mirante de observação da Cachoeira da Fumaça, próximo à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA


A Cachoeira da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA

A Cachoeira da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA


Nos despedimos de Marcos que logo cedo continuou sua caminhada e em seguida fomos nós a pegar a trilha para o Capão. Uma hora e pouco depois chegamos à Associação de Guias do Capão, onde Lúcio nos esperava com a Fiona. Maravilhados, mas também cansados e doloridos, tínhamos apenas alguns quilômetros de estrada para nos recuperar, mais 3 horas de trilha nos esperavam no Vale do Pati!

Atravessando os Gerias do Rio Preto a caminho do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

Atravessando os Gerias do Rio Preto a caminho do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Chegamos à Guiné e fomos direto ao Morro do Beco, uma das principais trilhas de acesso ao vale. Uma subida seguida de uma longa caminhada pelos Gerais do Rio Preto. SENSACIONAL! Que vista maravilhosa, banho de rio delicioso, caminhada gostosa e sonhada chegada à nossa confortável base no Pati, a Igrejinha.

A Igrejinha, nossa base no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

A Igrejinha, nossa base no Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Lá ficamos alojados na hospedaria do João. Colchão no chão, banho morno e um belo jantar preparado pelo Lúcio, nosso guia e chef de cozinha. Já disse a ele que quero que ele nos acompanhe nos 1000dias! Nunca fui tão bem tratada, saladinhas, suco, um strogonoff de frango e carne com cogumelos e frutas de sobremesa!

A paisagem exuberante do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

A paisagem exuberante do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA


Um chazinho digestivo para esquentar ao pé da fogueira feita pelos nossos vizinhos vindos de uma jornada pelos encontros de comunidades alternativas. Muito descanso, pois amanhã tem mais Vale do Pati!

O Lúcio nos explica a geografia do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

O Lúcio nos explica a geografia do Vale do Pati, na Chapada Diamantina - BA

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Popo e Itza!

México, Amecameca

De camarote, em rochedo do Izta, admirando o maravilhoso vulcão Popo, perto de Amecameca, na região central do México

De camarote, em rochedo do Izta, admirando o maravilhoso vulcão Popo, perto de Amecameca, na região central do México


Popocatépetl (5.465m) e Itzaccíhuatl (5.230m) são, consecutivamente, a segunda e a terceira maiores montanhas do México. Popoca “fumegante”, tepétl “montanha”, em nahuátl, ou simplesmente El Popo, como chamado carinhosamente, é um vulcão ativo com mais de 730 mil anos de idade. Um dos vulcões mais ativos do México teve pelo menos 15 grandes erupções desde a chegada dos espanhóis e desde 1994, quando sua atividade voltou a ser constante, está proibida a aproximação da montanha, pelos efeitos tóxicos dos gases emitidos constantemente.

Chegando perto do vulcão Popo, que solta funaça há 15 anos, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)

Chegando perto do vulcão Popo, que solta funaça há 15 anos, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)


Itzaccíhuatl, Itzac “branca”, cíhuatl “mulher”, está conectado ao Popo pelo Paso de Cortéz e seu nome se refere ao formato da montanha, que lembra uma mulher deitada, coberta por um manto de neve. O Itza é formado por uma série de vulcões cônicos sobrepostos, apresentando vários picos. O mais alto deles é o peito da mulher deitada, “El Pecho” com 5.230m, seguido por “La Cabeza” e “Los Pies”. Os múltiplos vulcões estão extintos desde a última grande era glacial.

Izta, a mulher de branco deitada, vulcão próximo à Amecameca, na região central do México

Izta, a mulher de branco deitada, vulcão próximo à Amecameca, na região central do México


Reza a lenda que Itzaccíhuatl era uma linda princesa asteca apaixonada por Popo, o mais bravo guerreiro do seu reino. O imperador prometeu a mão de sua filha a Popocatepétl se ele retornasse da Guerra de Oaxaca com a batalha vencida e a cabeça de seu inimigo. Ainda durante a batalha, um dos guerreiros inimigos que tinha ódio a Popo, veio ao imperador e lhe disse que Popo havia morrido. Itza entrou em depressão, chorando incessantemente e sem se alimentar direito, desfaleceu de desgosto. No dia do seu enterro Popo retornou vitorioso da guerra e encontrou a sua amada morta. Furioso e desconsolado ele a levou para o alto de uma montanha e prometeu velar por seu sono eternamente. Os Deuses, emocionados por tamanho amor, os transformaram em montanhas, Itza, a mulher branca, deitada e velada pelo guerreiro Popo, que envia sinais de que está sempre desperto cuidando de sua amada. E o salafrário mentiroso que provocou tudo isso, o que aconteceu com ele? Onde está? Vocês devem estar se perguntando. Ele é o Pico de Orizaba, que pode ver à distância os dois amantes eternamente unidos pelos Deuses.

Quadro representando a lenda de criação dos vulcões Popo e Itza, um guerreiro e uma mulher deitada, em exposição no centro de visitantes do parque onde estão esses dois vulcões, perto de Amecameca, na região central do México

Quadro representando a lenda de criação dos vulcões Popo e Itza, um guerreiro e uma mulher deitada, em exposição no centro de visitantes do parque onde estão esses dois vulcões, perto de Amecameca, na região central do México


Achei linda essa história! A lenda tem algumas variações, mas esta foi a que mais se repetiu em nossas pesquisas. Algumas dizem que o “salafrário” seria o Nevado de Toluca, e que Popo lhe teria cortado a cabeça. É possível... Apenas os Deuses devem saber.

Do alto do Izta, a visão da maior montanha mexicana, o Pico Orizaba, na região central do país

Do alto do Izta, a visão da maior montanha mexicana, o Pico Orizaba, na região central do país


Popo e Itza passaram a fazer parte dos 1000dias, dentro do roteiro de aclimatação para a escalada que Gera e Rodrigo farão nos próximos dias ao ponto mais alto do país, o Pico de Orizaba (5.636m).

Aos pés do fumegante vulcão Popo, no dia da nossa subida ao Izta, perto de Amecameca, na região central do México

Aos pés do fumegante vulcão Popo, no dia da nossa subida ao Izta, perto de Amecameca, na região central do México


Localizados no Eixo Neovulcânico dentro do Parque Nacional Itzaccihuátl – Popocatepétl, a cidade mais próxima para explorar o parque é a pequena Amecameca, que está a pouco mais de 70km da capital mexicana. Vários ônibus conectam a Ciudad de Mexico a Amecameca do TAPO – Terminal de Autobuses de Pasajeros del Oriente, e de lá táxis podem te levar ao parque, ou ainda várias operadoras turísticas na Cidade do México organizam excursões guiadas.

Uma bela visão do Izta, a terceira mais alta montanha do país, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)

Uma bela visão do Izta, a terceira mais alta montanha do país, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)


O Gera e a Valéria, os novos passageiros da Fiona, a caminho do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México

O Gera e a Valéria, os novos passageiros da Fiona, a caminho do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México


O centro de visitantes antes servia como abrigo aos montanhistas que queriam ter uma primeira noite na altitude, já que ele está localizado próximo dos 3 mil metros. Hoje vimos que foi proibido o pernoite no salão, que além de uma bela vista do Popo, possui uma pequena exposição sobre o parque nacional e seus dois principais atrativos.

Subindo o vulcão Iztaccihuatl e com visão para o vulcão Popocatépetl, perto de Amecameca, na região central do México

Subindo o vulcão Iztaccihuatl e com visão para o vulcão Popocatépetl, perto de Amecameca, na região central do México


O mapa da trilha que sobe a mulher deitada, o vulcão Iztaccihuatl, perto de Amecameca, na região central do México

O mapa da trilha que sobe a mulher deitada, o vulcão Iztaccihuatl, perto de Amecameca, na região central do México


Deixamos o carro no estacionamento do La Joya, ponto onde iniciamos a caminhada nos arredores do Itzaccíhuatl. Antes, umas quesadillas de milho negro moído, que resulta em uma massa azulada, feita à mão, assadas na chapa do fogão a lenha e recheada com os mais diversos sabores, pelas tiazinhas que vivem ali na região. Uma delícia! Ali se reúnem todos os montanhistas antes da escalada, muitos mexicanos vindos de diferentes cantos do Estado do México, porque hoje é sábado.

Preparando quesadillas em um restaurante aos pés do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México

Preparando quesadillas em um restaurante aos pés do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México


Preparando quesadillas em um restaurante aos pés do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México

Preparando quesadillas em um restaurante aos pés do vulcão Izta, perto de Amecameca, na região central do México


Gera e Rodrigo aceleram para o seu treino e aclimatação e eu e a Val subimos bem tranquilas, mais falantes do que nunca, parando a cada passo para aproveitar a incrível paisagem e recuperar o fôlego da matraquisse aos 4 mil metros de altitude.

durante a subida do vulcão Izta, temos vistas magníficas do vulcão Popocatéptl, perto de Amecameca, na região central do México

durante a subida do vulcão Izta, temos vistas magníficas do vulcão Popocatéptl, perto de Amecameca, na região central do México


Descendo uma das encostas do Iztaccihuatl, perto de Amecameca, na região central do México

Descendo uma das encostas do Iztaccihuatl, perto de Amecameca, na região central do México


Assim que alcançamos o primeiro portal começamos a ter a presença contínua de um dos maiores personagens desta história, Popocatepétl, com seu formato cônico e caldeira fumegante, o vulcão mais clássico e perfeito que poderíamos imaginar. Passamos o Vale Feliz em direção ao segundo portal e depois de uma longa e íngreme subida temos a vista de boa parte da cordilheira do Itza, um lindo e profundo vale abaixo e o Popo do outro lado.

Subindo o vulcão Iztaccihuatl e com visão para o vulcão Popocatépetl, perto de Amecameca, na região central do México

Subindo o vulcão Iztaccihuatl e com visão para o vulcão Popocatépetl, perto de Amecameca, na região central do México


Encontramos uma bela pedra, plana e com vista para todos os lados, perfeita para descansarmos e deixarmos o tempo passar, enquanto Rodrigo e o Gera se embrenhavam montanha acima. Eles foram longe, o Ro chegou até o primeiro glaciar, o Glaciar de Ayoloco, no começo da Panza, a barriga da Julieta mexicana.

Para chegar ao cume do Izta, é preciso atravessar essa grande geleira (perto de Amecameca, na região central do México)

Para chegar ao cume do Izta, é preciso atravessar essa grande geleira (perto de Amecameca, na região central do México)


Dois alpinistas atravessam a geleira que dá acesso ao cume do Iztaccihuatl, vulcão próximo à Amecameca, na região central do México

Dois alpinistas atravessam a geleira que dá acesso ao cume do Iztaccihuatl, vulcão próximo à Amecameca, na região central do México


Cruzamos vários grupos subindo, famílias, escolares, locais e estrangeiros, todos equipados com seus piolets e crampons para os trechos de gelo, bem intencionados de chegar ao cume. Era difícil imaginar onde todos conseguiriam encontrar um lugar para acampar esta noite, mas animação não faltava.

O refúgio de alta altitude no vulcão Iztaccihuatl, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)

O refúgio de alta altitude no vulcão Iztaccihuatl, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)


Com o Gera no alto do vulcão Izta, com o Popo ao fundo, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)

Com o Gera no alto do vulcão Izta, com o Popo ao fundo, na região de Amecameca, no centro do México (foto de Geraldo Ozorio)


Retornamos já com a luz de final de tarde e logo fomos alcançadas pelos montanhistas, Rodrigo e Gera, que se sentiam bem preparados para os desafios que estavam por vir. Mais um lindo dia nas montanhas mexicanas, finalizando com chave de ouro a temporada de aclimatação e descobertas das belezas naturais no altiplano mexicano.

Nas encostas do Izta, com o Gera e a Val, com o Popo ao fundo, perto de Amecameca, na região central do México

Nas encostas do Izta, com o Gera e a Val, com o Popo ao fundo, perto de Amecameca, na região central do México


Uma belíssima lua cheia nasce perto de Amecameca, na região central do México

Uma belíssima lua cheia nasce perto de Amecameca, na região central do México


A noite de comemorações e breves despedidas foi em uma pequena lanchonete em Amecameca, com direito a Pozole, uma sopa de milho e vegetais, Panbazo, uma massa de pão frita e recheada com queijo, frango e nata e uns tacos enfrijollados dos mais tradiças impossíveis!

A Valéria se refstelando com comida típica mexicana na cidade de Amecameca, na região central do país

A Valéria se refstelando com comida típica mexicana na cidade de Amecameca, na região central do país


Amanhã o Rodrigo segue para Puebla, onde terá um último dia de descanso antes da ascensão do Orizaba. Enquanto isso eu, a Val e o Gera pegamos um ônibus para a Cidade do México. O Gera retorna a casa, rever a esposa Rosa antes da subida do Orizaba e nós seguiremos com as nossas explorações turísticas da região. Serão quase 3 dias de separação do casal que convive 24 horas por dia, 7 dias por semana, nos últimos 1000dias, a maior delas! Mas tenho certeza que iremos sobreviver.

O casal 1000dias com o vulcão Popocatépetl ao fundo, perto de Amecameca, na região central do México

O casal 1000dias com o vulcão Popocatépetl ao fundo, perto de Amecameca, na região central do México

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Ruby Falls

Estados Unidos, Georgia, Ruby Falls

Visitando Ruby Falls, na Georgia - EUA. Uma cachoeira dentro de uma caverna!

Visitando Ruby Falls, na Georgia - EUA. Uma cachoeira dentro de uma caverna!


Fizemos um achado na região de Chattanooga, no caminho entre Atlanta e Nasheville! Um achado para nós, pois a Ruby Falls já é sucesso na região há mais de 80 anos!

Visitando Ruby Falls, na Georgia - EUA

Visitando Ruby Falls, na Georgia - EUA


No início do século passado a Southern Railroad Company fechou a entrada de uma antiga caverna conhecida pela população e que fez parte da história dos habitantes de Chattanooga e proximidades do Rio Tennessee. Leo Lambert, um entusiasta da espeleologia na época, decidiu que reabriria a Lookout Mountain Cave para o público e começou um projeto de engenharia ambicioso para a época, a construção de um elevador que desse acesso ao túnel desta caverna.

Belas formações na caverna de Ruby Falls, na Georgia - EUA

Belas formações na caverna de Ruby Falls, na Georgia - EUA


Em 1928 a obra começou e no dia 28 de dezembro do mesmo ano um novo túnel foi encontrado a quase 80m de profundidade, 49m antes da Lookout Mountain Cave. Leo Lambert entrou com sua equipe e foram necessárias mais de 17 horas rastejando em um estreito corredor de um metro e meio de largura e apenas 46 cm de altura!

Lago reflete formações de caverna em Ruby Falls, na Georgia - EUA

Lago reflete formações de caverna em Ruby Falls, na Georgia - EUA


No caminho esses bravos homens encontraram formações calcárias e espeleotemas belíssimos! Ao final este corredor se abriu e um tesouro inacreditável se revelou, uma cachoeira subterrânea de 44m de altura!

A fantástica Ruby Falls, na Georgia - EUA

A fantástica Ruby Falls, na Georgia - EUA


Estou rico! Deve ter pensado o figura do Lambert, que colocou o nome de sua esposa Ruby, na sua mais nova descoberta. Esta foi uma época áurea para o turismo nos Estados Unidos, famílias nobres se aventuravam por terras norte-americanas em busca de belezas naturais. Logo depois disso veio a grande depressão de 1929 e as cavernas se tornaram uma forma de ganhar dinheiro nesta região rica em calcário e minerais, não apenas com mineração mas também com o turismo.

Algumas formações tem até nome em Ruby Falls, na Georgia - EUA

Algumas formações tem até nome em Ruby Falls, na Georgia - EUA


Nós não tínhamos ideia do que iríamos encontrar, mas seguimos algumas placas que anunciavam o local. O passeio leva em torno de duas horas e começa da forma mais inesperada impossível, de dentro de um castelo. Esperando sair para uma trilha para ver a cachoeira do lado de fora, pegamos o elevador e descemos 80m dentro da terra! Toda esta história contada acima nós descobrimos no tour, o que fez a descoberta ainda mais impressionante! A trilha é iluminada, assistimos a um vídeo e somos guiados pelas belezas subterrâneas da Ruby Falls até a cachoeira, com um show de luzes e até trilha sonora. São dessas coisas que só encontramos nos Estados Unidos.

Estados Unidos, Georgia, Ruby Falls, cachoeira, Caverna, Chattanooga, espeleologia

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Mergulhando no Blue Hole e Half Moon Caye

Belize, Blue Hole

Caribbean Gray Reef Sharks nadam ao nosso lado durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Caribbean Gray Reef Sharks nadam ao nosso lado durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


O Blue Hole está localizado no Lighthouse Reef, um arrecife de corais dentro da área protegida pela Grande Barreira de Corais de Belize, a segunda maior do mundo, apenas atrás da Austrália. Ainda que vizinho, o Blue Hole não pertence à grande barreira de corais e está localizado a 70km da costa belizenha.

Navegando sobre o Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Navegando sobre o Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


A viagem de barco dura duas horas, acompanhada de um bonine para não enjoar, foi super tranquila. Tínhamos um grupo bem mesclado de italianos, israelenses, lituanos, alemães, canadenses e americanos, além dos dois brazucas aqui.

A caminho do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

A caminho do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


O mergulho no Blue Hole foi lindíssimo, o que impressiona lá é a sua geografia, é imaginar que este gigante já esteve mais de 50m sobre o nível do mar e formou todas aquelas estalactites gigantescas! Não foi à toa que Jacques Cousteau o declarou um dos 10 melhores lugares para mergulhar no mundo!

Muitos mergulhadores no Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Muitos mergulhadores no Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


Mesmo com uma visibilidade baixa, em torno de 5m, conseguimos ter uma ideia da grandiosidade do buraco, que possui 300m de diâmetro e 124m de profundidade. Mergulhamos apenas em um pequeno trecho da parede leste onde estão as grandiosas estalactites.

Mergulhando nos estalactites do Blue Hole, a 40 metros de profundidade. na grande barreira de corais de Belize


Alguns sortudos conseguiram ver alguns tubarões que estavam nadando ao nosso lado, enquanto nós seguíamos impressionados entre as imensas formações a mais de 40 m de profundidade! Pela falta de luz lá dentro do Blue Hole não existe muita vida, o que impressiona é mesmo o cenário e a história geológica do lugar.

Mergulhando nos estalactites do Blue Hole, a 40 metros de profundidade. na grande barreira de corais de Belize

Mergulhando nos estalactites do Blue Hole, a 40 metros de profundidade. na grande barreira de corais de Belize


Já adianto que quem não é mergulhador pode ficar decepcionado, já que lá, sobre o Blue Hole, não é possível ver nada. Aquela imagem linda que todos conhecemos é só sobrevoando mesmo.

Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


Nossa próxima parada foi Half Moon Wall, um dos mergulhos mais impressionantes que já fizemos! A parede é maravilhosa, coberta de corais coloridos, muitos peixinhos, cavernas e pequenos cânions para explorar, mas ainda assim não olhamos nada disso.

Caribbean Gray Reef Sharks nadam ao nosso lado durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Caribbean Gray Reef Sharks nadam ao nosso lado durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


Por quê? Não conseguíamos tirar os olhos dos lindos tubarões que estavam nos acompanhando no mergulho! Isso mesmo, geralmente tubarões vêm, nos olham de canto e continuam sua rota, mas estes eram diferentes. Os Gray Caribbean Reef Sharks tinham em torno de 2m de comprimento, vivem aqui e estavam curiosos com estes visitantes mergulhando em sua parede de corais.

Encontro com tubarões em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Encontro com tubarões em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


Eles iam e vinham, passando a poucos metros de nós, muito curiosos! Difícil saber se quem estava sendo assistido ali, minha opinião? Eles estavam mergulhando para nos assistir, somos um bicho bem curioso mesmo embaixo d´água, não?

Início de mergulho no Blue Hole na grande barreira de corais de Belize

Início de mergulho no Blue Hole na grande barreira de corais de Belize


No final do mergulho ainda vimos uma tartaruga e uma raia, lindas! Um dos melhores mergulhos da viagem!

Nadando lado à lado com os belíssimos Caribbean Gray Reef Sharks, durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Nadando lado à lado com os belíssimos Caribbean Gray Reef Sharks, durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


Mergulhando nas paredes de corais de Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Mergulhando nas paredes de corais de Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


De volta ao barco o almoço foi servido, frango ao curry, salada e arroz bem gostosos e logo tivemos um tempo livre para passear pela ilha e visitar a colônia de pássaros que vive na reserva.

Nosso almoço em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Nosso almoço em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


Caminhando nas praias de Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Caminhando nas praias de Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


O Half Moon Natural Monument é casa para mais de 4 mil Red-Footed Boobies, que vem para ilha se reproduzir e outra centena de Fragatas com seus papos vermelhos inflados, dando um show de cores e vida! Maravilhoso!

Pássaro infla seu papo vermelho em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Pássaro infla seu papo vermelho em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


Colônia de pássaros em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Colônia de pássaros em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


Colônia de pássaros em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Colônia de pássaros em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


Iguana em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Iguana em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize


Logo foi a vez do nosso terceiro e último mergulho, no Long Caye Aquarium, outra parede de corais maravilhosa, com mais de 30m de visibilidade e 50 de profundidade. Como era nosso terceiro mergulho ficamos nos 20m e agora sem os tubarões para nos distrair pudemos nos divertir explorando cada caverninha coral e ainda tivemos um encontro lindo com duas arraias xitas (spotted eagle rays). Sensacional!

Barracuda curiosa se aproxima de nós durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Barracuda curiosa se aproxima de nós durante mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


No final do mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize, ainda encontramos essa tartaruga acompanhada de dois peixes pegando carona em seu casco

No final do mergulho em Half Moon Wall, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize, ainda encontramos essa tartaruga acompanhada de dois peixes pegando carona em seu casco


Uma bela arraia chita durante mergulho em Long Caye Aquarium, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize

Uma bela arraia chita durante mergulho em Long Caye Aquarium, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais de Belize


Confesso a vocês que se nós tivéssemos pagado o valor acima citado apenas para o Blue Hole eu teria ficado um pouco decepcionada, mas a combinação dos três mergulhos, a visita à colônia de pássaros e o serviço da tripulação foram excepcionais e fizeram o preço super justo!

Momento de descanso em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Momento de descanso em Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize



Dicas Práticas

Tubarão devora mergulhador na decoração de restaurante em San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize

Tubarão devora mergulhador na decoração de restaurante em San Pedro, na grande barreira de corais, em Belize


Uma das nossas únicas preocupações durante os 3 dias que ficamos em Caye Caulker era rodar todas as operadoras de mergulho para garantir que esta teria o grupo com no mínimo 8 pessoas para poder sair. Foram 2 dias até que eles conseguissem reunir o grupo. A operadora que nos garantiu a viagem foi a Frenchie´s, uma das maiores operações da ilha, muito sérios e organizados e por isso também um pouco mais caros. Este passeio não é barato, são 450 dólares belizenhos (US$ 225,00), incluindo tudo. O mesmo tour saindo de San Pedro custaria mais de B$ 700,00 além de mais tempo de navegação. A viagem em uma lancha rápida é de 2 horas de ida e mais 2 horas de volta, inclui almoço e 3 mergulhos com uma parada rápida na Área de Preservação em Half Moon Caye (taxa de entrada na área é cobrada à parte.)

Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

Half Moon Caye, perto do Blue Hole, na grande barreira de corais, em Belize

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Imensidão Azul

Bahamas, New Providence - Nassau

Naufrágo em Nassau

Naufrágo em Nassau



Hoje retornamos à Stuart Cove para mais dois mergulhos, o primeiro no Palace Wall, uma barreira de corais na beira da Língua do Oceano, um abismo submarino de 6 mil metros de profundidade! By the way, não sei que por o chamam de “língua do oceano”, normalmente essas coisas profundas são “gargantas”, ou eu que estou enganada? É impressionante! Nos afastamos menos de um kilômetro da costa e já percebemos a diferença na cor da água, ali já começa a língua do oceano. A profundidade faz com que o azul fique escuro, mantendo a visibilidade de uns 40 metros. Um azul magnífico de profundidade abissal.

Eu sempre adorei este filme, Imensidão Azul, um clássico que todos já devem ter assistido. É baseado em uma história real sobre a competição de dois famosos apneistas, que batem recordes atrás de recordes nas imensidões azuis mundo afora. Enquanto mergulhamos, é impossível não lembrarmos deste filme, nos sentimos dentro dele, com uma pequena diferença: eles iam muito mais fundo que nós, só no pulmão. Sem perceber chegamos fácil aos 30 metros de profundidade e a vontade é de continuar, indo mais e mais fundo. Alguém desavisado iria sem medo de ser feliz! Aquele azul nos deixa calmos, ouvimos apenas o barulho da nossa própria respiração... A única diferença seria a vida, que pouco a pouco iria desaparecer, tanto a dos peixes que não vivem a esta profundidade, quanto a nossa, que logo iria se apagar.

Azul para todos os lados, abri os braços como se estivesse voando. Enquanto brincava, minha imaginação também viajava no que poderíamos encontrar naquele abismo. Logo me lembrei de outro filme que assisti muito na TV durante a minha infância: O segredo do Abismo. Adoro imaginar aqueles seres líquidos, no filme apresentados como extra-terrestres, láááááá embaixo. Já pensou? Se fosse como o filme eu poderia tentar descer o abismo e torcer para que eles me salvassem, como fizeram com o pesquisador dado como morto. Pois é, infelizmente não temos 1000 vidas como desejou o Rodrigo, para podermos nos aventurar e tentar enfrentar uma descida dessas.

De volta ao mundo real, vamos logo para o segundo mergulho, no naufrágio Antony Bell, um barco bonitinho, parecido com os de desenho animado. Ele foi afundado em agosto de 2009, por isso está ainda bem intacto e é facilmente penetrável. Nos divertimos por ali e também nos corais vendo novamente os vários peixinhos, lagostas e lions fishes. Um parênteses, vocês já perceberam que este tal Lion fish está em todas? Pois é, uma curiosidade que eu havia esquecido de comentar. O Lion Fish é uma espécie invasora aqui nas Bahamas. Originário da Austrália ele provavelmente foi trazido por algum colecionador maluco que os devolveu ao mar sem mensurar o desequilíbrio que poderia causar. Hoje é quase uma praga aqui nestes mares. Ele é lindo, como todo animal venenoso é super colorido, chama atenção, mas as barbatanas dele possuem um veneno mortal.

Voltamos para casa com sede de quero mais, mas vamos deixar um pouco para as outras Ilhas. Amanhã voamos para Eleuthera e depois Long Island, não a de NY, a de Bahamas mesmo. Vamos conhecer um pouco mais dessa imensidão azul.

Preparação para mergulho em Nassau - Bahamas

Preparação para mergulho em Nassau - Bahamas

Bahamas, New Providence - Nassau, Mergulho

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