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SHUFFLE Há 1 ano: Panamá Há 2 anos: Panamá

Rodrigo e as Big Trees

Canadá, Tofino, Victoria

A magnífica floresta de árvores gigantes na Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá

A magnífica floresta de árvores gigantes na Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá


No dia em que Rodrigo nasceu o mundo ficou mais bonito, árvores cresceram mais fortes, as flores se abriram, os pássaros cantaram e a Família Briza Junqueira comemorava a chegada do seu quinto filho. Eu não estava nem nos planos, meus pais nem haviam se conhecido ainda, mas lá no fundo acho que os planos cósmicos já diziam a ele que um dia iríamos nos encontrar.

A magnífica floresta de árvores gigantes na Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá

A magnífica floresta de árvores gigantes na Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá


Hoje não poderia ser diferente, um dia chuvoso e frio em Tofino logo se transformou em um dia ensolarado no alto da cadeia de montanhas no nosso caminho para Victoria. A natureza voltou a se enfeitar, resplandecente e iluminada como há 43 anos. Não havia melhor lugar para comemorarmos o aniversário do Rodrigo do que entre seres tão antigos, sábios e grandiosos quanto uma floresta de árvores gigantes.

A magnífica floresta de árvores gigantes na Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá

A magnífica floresta de árvores gigantes na Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá


A maior e mais antiga das Douglas Fir, em Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá

A maior e mais antiga das Douglas Fir, em Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá


A Cathedral Grove é uma catedral natural que reúne alguns dos espécimes mais ancestrais do reino vegetal, como a rara Douglas Fir, assim batizada em homenagem ao botânico inglês que as descobriu e a estudou aqui na costa oeste do Canadá. As gigantes podem alcançar mais de 70 metros de altura e algumas delas possuem mais de 1300 anos! Seus troncos resistentes as protegem dos insetos, de incêndios e fungos, quase como suas primas maiores, as sequoias.

Placa comparativa da maior e mais antiga das Douglas Fir com a Torre de Pisa, na Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá

Placa comparativa da maior e mais antiga das Douglas Fir com a Torre de Pisa, na Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá


Junto à maior e mais antiga das Douglas Fir, em Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá

Junto à maior e mais antiga das Douglas Fir, em Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá


Provavelmente se o Rodrigo fosse uma árvore, ele seria uma destas majestosas e ancestrais, não por sua estatura (hehehe), mas por sua sabedoria, paciência, sua intensa relação com o tempo e a vida, sempre tentando ir mais alto para alcançar os raios solares e ter o melhor ponto de vista. Sorte a minha, que se fosse uma planta escolheria então ser uma epífita, para me agarrar nos seus galhos mais altos, para crescermos juntos na eternidade desta floresta úmida.

Trilha pela Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá

Trilha pela Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá


Trilha pela Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá

Trilha pela Cathedral Grove, na estrada para Tofino, em Vancouver Island, na British Columbia, no Canadá


Puxa! Hoje estou inspirada! Rsrs! Esse dia é mesmo tão importante para mim, que fiquei até mais poética! Mas, nem só de poesia vive um ser humano. Despedimos-nos do sol, das árvores gigantes e descendo as montanhas a chuva voltou a cair. Dirigimos por mais 2 horas até Victoria, a capital da British Columbia e continuamos a nossa comemoração de uma forma muito mais mundana: com uma boa comida e um ótimo vinho!

Celebração do aniversário do Rodrigo em Victoria, capital da British Columbia, no Canadá

Celebração do aniversário do Rodrigo em Victoria, capital da British Columbia, no Canadá


Fiz uma reserva no Camille’s, um restaurante no centro histórico de Victoria famoso por seu cardápio dinâmico e sua adega de vinhos curada por 4 diferentes someliers. O menu é alterado conforme a disponibilidade de produtos orgânicos, frescos, e produzidos localmente.

Maravilhoso jantar de aniversário do Rodrigo, em Victoria, capital da British Columbia, no Canadá

Maravilhoso jantar de aniversário do Rodrigo, em Victoria, capital da British Columbia, no Canadá


Provamos um corte de carne especialmente cozido em uma nova técnica que está em alta aqui na América do Norte, onde as carnes são assadas/cozidas dentro de uma embalagem a vácuo em alta temperatura e pressão, conservando todas as propriedades e sabores. O vinho canadense do Okanagan Valley foi uma boa surpresa e mais um sinal que deveremos prolongar a estadia no Canadá e fazer um pequeno detour para conhecer a região do vale dos vinhedos.

Um delicioso vinho local para celebrar o aniversário do Rodrigo em Victoria, capital da British Columbia, no Canadá

Um delicioso vinho local para celebrar o aniversário do Rodrigo em Victoria, capital da British Columbia, no Canadá


Terminamos a noite com uma boa música no pub irlandês, agora acompanhados de uma Guiness, a preferida do aniversariante. Eu ainda arrisquei um whisky da adega especial ainda mais completa que a de vinhos do Camille’s.

Pub irlandes em Victoria, capital da British Columbia, no Canadá

Pub irlandes em Victoria, capital da British Columbia, no Canadá


Pedi um Bowmore, smoked and full bodied, tentando imaginar se os meus amigos mais conhecedores de whisky conheceriam ao menos 1/3 desta super seleção. Tenho certeza que eles adorariam estar aqui comemorando os 43 anos do primo, amigo e irmão. Aonde será que estaremos comemorando os 44?

A Ana ficou decepcionada com o tamanho da dose de uísque em pub de Victoria, capital da British Columbia, no Canadá

A Ana ficou decepcionada com o tamanho da dose de uísque em pub de Victoria, capital da British Columbia, no Canadá

Canadá, Tofino, Victoria, aniversário, Árvores, Cathedral Grove, Natureza

Veja todas as fotos do dia!

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O Mar de Kona

Hawaii, Big Island-Green Sand Beach, Big Island-Kona

Chegando à paradisíaca Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Chegando à paradisíaca Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


Kona é a sede para a maior e mais importante prova de triátlon no mundo, afinal foi aqui que nasceu o Iron Man, prova em que os competidores passam de “meros” ciclistas, corredores ou nadadores ao status de superatletas, super heróis ou semi-deuses do esporte. Já é o 34° ano em que a Big Island, Hawaii - recebe aproximadamente 1800 atletas que irão percorrer 226 km (3.800m de natação, 180km de bike e 42km de corrida) sobre o sol escaldante e através dos campos de lava de Kona, para receber o título de IronMan (Homens de Ferro).

Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


Uma curiosidade nesta história é que a famosa prova de Kona começou, na realidade, na cidade de Waikiki em 1978, quando 15 atletas aceitaram o desafio colocado pelo casal Judy e John Collins, ex-membros da marinha americana. Foi apenas em 1981 que a prova foi realocada para Kona, onde mantém intacta a sua tradição desde então.

A belíssima vista do B&B em Kona, na Big Island, no Havaí

A belíssima vista do B&B em Kona, na Big Island, no Havaí


Porém os mares de Kona não são apenas para os incansáveis e heroicos atletas. Há muito nesta costa para meros mortais como nós, que queremos um pouco de praia, sombra e água fresca.

Com as populares cadeiras-mochilas, banhistas chegam à Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Com as populares cadeiras-mochilas, banhistas chegam à Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


A maioria dos vôos para a Big Island chega no aeroporto internacional de Kona, que embora não seja a capital da ilha, é a cidade com maior infraestrutura turística. A melhor forma de se movimentar por aqui é alugando um carro, percorrendo a ilha do alto do Mauna Kea aos campos de lava e vulcões do Hawaii Volcano National Park (veja um roteiro resumido de Big Island aqui).

Admirando o mar ao sul da Big Island, no Havaí

Admirando o mar ao sul da Big Island, no Havaí


Nós chegamos à Ilha pelo aeroporto internacional de Hilo, a capital da Big Island, por isso o nosso roteiro começou pela costa leste, percorreu as montanhas e vulcões e chegou à costa oeste pelo sul da ilha, explorando nos últimos dias a belíssima costa de Kona.

Nosso jipe nos leva pelo difícil caminho da Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

Nosso jipe nos leva pelo difícil caminho da Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


O roteiro litorâneo começou no ponto mais ao sul da ilha, não coincidentemente também referido como o ponto mais ao sul dos Estados Unidos da América. O Hawaii é o mais tropical dos estados americanos e o South Point é o ponto mais austral de todo o país.

Passeio na ponta sul da Big Island, no Havaí

Passeio na ponta sul da Big Island, no Havaí


O South Point está sobre uma longa costa de penhascos rochosos com uma bela vista do Oceano Pacífico. Pescadores locais ficam no alto dos penhascos em busca da janta do dia, enquanto turistas chegam e vão nos seus jipes abertos, alguns bravos o suficiente para saltar do alto da pedra no mar azul abaixo.

Mergulho no penhasco que forma a ponta mais ao sul dos Estados Unidos, no sul da Big Island, no Havaí

Mergulho no penhasco que forma a ponta mais ao sul dos Estados Unidos, no sul da Big Island, no Havaí


O único meio de voltar à terra firme é através de uma escada, no ponto mais ao sul da Big Island, no Havaí

O único meio de voltar à terra firme é através de uma escada, no ponto mais ao sul da Big Island, no Havaí


A poucos quilômetros dali está a estrada para Papakolea ou Green Sand Beach, uma das duas praias de areias verdes em todo o mundo. As areias verde oliva são constituídas por olivinas, minerais vulcânicos raríssimos apenas encontrados aqui e em uma praia no arquipélago de Galápagos. A praia está na baía do Pu´hu Mahana um cone de cinzas vulcânicas formado há 49 mil anos.

A bela praia de Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

A bela praia de Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


O seu acesso é feito por uma estrada off road (5km), quem não está acostumado a dirigir em terrenos bem esburacados e acidentados deve preferir pegar uma carona (em torno de 20 dólares por pessoa), com um dos locais que oferece transporte de carro até lá. Se você tem tempo, a melhor opção é caminhar até a praia pela mesma trilha utilizada pelos carros, sentindo o vento do litoral e com vistas lindas do Pacífico.

O difícil caminho para a Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

O difícil caminho para a Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


Chegando à Green sand Beach, ou praia das areias verdes, no sul da Big Island, no Havaí

Chegando à Green sand Beach, ou praia das areias verdes, no sul da Big Island, no Havaí


Nós havíamos pago um valor extra no carro alugado para poder usar o 4x4 e matar as saudades de umas estradas mais aventurescas. Foram quase 30 minutos para transpor os 5km de trilha entre pedras, buraqueiras e terra, procurando qual seria o caminho correto entre tantas trilhas erodidas. Finalmente chegamos à Papakolea, a praia de areias verdes!

Nosso jipe nos leva pelo difícil caminho da Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

Nosso jipe nos leva pelo difícil caminho da Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


O cenário é lindo e as areias são mesmo verdes. Vale a pena o perrengue para conferir mais esta beleza havaiana.

Como o próprio nome diz, as areias são mesmo verdes na Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí

Como o próprio nome diz, as areias são mesmo verdes na Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí


Ali perto, um pouco mais à leste, seguindo pela estrada principal está a Punaluu Beach ou Black Sand Beach, eleita uma das mais bonitas da ilha. Nós não tivemos tempo de parar, mas sabemos que além de linda, tem fácil acesso e boa infraestrutura.

Delicioso mergulho nas águas azuis do mar ao sul da Big Island, no Havaí

Delicioso mergulho nas águas azuis do mar ao sul da Big Island, no Havaí


O litoral de Kona é todo elevado, grandes montanhas que terminam no mar com lindas baías e algumas praias de pedras, parques históricos havaianos e bons pontos de mergulho. Dirigindo em direção à Kona, antes de chegar à cidade de Captain Cook, você estará próximo ao Pu´uhonua o Honaunau National Historical Park. Reserve uns 30 minutos pelo menos para ver o parque, com esculturas e cabanas havaianas tradicionais, além das várias tartarugas que costumam ser vistas por ali.

O parque histórico de Pu'uhonua, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

O parque histórico de Pu'uhonua, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Antiga canoa havaiana no parque histórico de Pu'uhonua, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Antiga canoa havaiana no parque histórico de Pu'uhonua, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Se você gosta de snorkel ou mergulho, a baía de Honaunau, ao lado do parque, é um dos melhores pontos de shore dive para ver vida marinha e os belíssimos corais do Pacífico. Se é mergulhador, leve equipamento e tanques de mergulho que podem ser alugados em qualquer operadora de mergulho e aproveite os corais mais saudáveis que estão ao longo da costa.

Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Dirija mais 30 minutos ao norte e chegará à Kealakekua Bay para fazer um snorkel com os golfinhos. Se quiser mesmo encontrá-los, terá que incluir o local na programação do dia seguinte, as 6 da manhã, quando os golfinhos retornam da caça para descansar na baía. Nós fomos até lá cedinho, mas não os encontramos. Voltamos mais tarde e eles já estavam longe, mais perto do Captain Cook Monument. A dica é alugar um caiaque para atravessar a baía (60 dólares e 20 minutos remando) ou agendar no dia anterior um barco de turismo que te leva direto lá (150 dólares).

As belas e tranquilas águas da baía dos golfinhos, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí

As belas e tranquilas águas da baía dos golfinhos, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí


Ao norte da cidade de Kona estão as praias mais bonitas deste litoral. Praias de areias brancas e ares de paraíso perdido no meio do Pacífico. Só não está totalmente perdido se você for até a praia em um final de semana, quando os locais se divertem em família e grupos de amigos se reúnem para o surf ou body board. Se tiver que escolher apenas uma, a nossa dica é ir até a Kua Bay, que reúne todos os pré-requisitos para um paraíso tropical à beira mar.

Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


Descolando um tubo na praia de Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí

Descolando um tubo na praia de Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí


Praia, mergulhos, sítios arqueológicos havaianos, charmosos B&B ou grandes resorts com toda a infraestrutura turística mais american que você imaginar, não interessa qual seja o estilo de férias praianas que você está procurando,, sem dúvida irá encontrar aqui em Kona.

Hospedagem
Em Kona ficamos hospedados na casa de David e Eliane, ele neozelandês e ela suíça. Eles construíram alguns quartos na sua casa, entre Captain Cook e Kona e a transformaram em um Bed & Breakfast que ajudou a pagar a faculdade dos filhos. O quarto maravilhoso tem vista para o mar e o delicioso café da manhã é servido na sua casa, com frutas, ovos, pães, ao gosto do freguês com a companhia do simpatissíssimo casal. David é pastor evangélico, tem o dom da palavra e várias histórias lindas para contar. Foi um encontro belíssimo, recomendamos!

O maravilhoso café da manhã no B&B em Kona, na Big Island, no Havaí

O maravilhoso café da manhã no B&B em Kona, na Big Island, no Havaí

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Rota do Cangaço

Brasil, Alagoas, Piranhas

Navegando no rio São Francisco, próximo à Piranhas - AL

Navegando no rio São Francisco, próximo à Piranhas - AL


Partiu de Piranhas o barco que nos levou conhecer a Rota do Cangaço, chamada assim por fazer parte de um dos momentos mais importantes na história deste movimento. Foi logo aqui em frente à antiga Piranhas que lampião e mais 38 cangaceiros desceram o rio em canoas até um novo esconderijo, a Grota do Angico.

Grota do Angico, local onde Lampião e Maria Bonita foram mortos, em Canindé do São Francisco - SE

Grota do Angico, local onde Lampião e Maria Bonita foram mortos, em Canindé do São Francisco - SE


Foi a primeira vez que ficaram neste esconderijo, segundo o guia turístico do local. Lampião liberou os vigílias, já que os macacos pensavam que ele estava em outro esconderijo. O coitero de Lampião foi comprar alimentos na vila para todo o bando e despertou desconfiança entre os moradores da vila que avisaram a volante da cidade. Esta por sua vez reuniu três grupos de volantes das cidades vizinhas e imediatamente foram para o local.

Casa do coitero de Lampião, perto da Grota do Angico, região de Canindé do São Francisco - SE

Casa do coitero de Lampião, perto da Grota do Angico, região de Canindé do São Francisco - SE


As volantes subiram com metralhadoras das mais modernas, doadas pelos EUA para combate de guerrilhas ao Brasil. Lampião morreu com rajadas de metralhadoras e foi decapitado, Maria Bonita não teve a mesma sorte, pois morreu durante a decapitação. Suas cabeças foram expostas em Tapera e diversas cidades da região, como exemplo e represália aos cangaceiros que restaram. Ali não morreram apenas Virgulino e seus comparsas, morreu também o cangaço.

Foto de Lampião e seu bando exposta em restaurante próximo a Grota do Angico, em Canindé do São Francisco - SE

Foto de Lampião e seu bando exposta em restaurante próximo a Grota do Angico, em Canindé do São Francisco - SE


Eram 45 homens, que por mais cuidadosos e silenciosos que fossem, estavam na caatinga, pisando em folhas secas e carregando armamentos, perguntamos: como Lampião e seus homens não ouviram e perceberam a chegada dos policiais?

Navegando no rio São Francisco, próximo à Piranhas - AL

Navegando no rio São Francisco, próximo à Piranhas - AL


Alguns dizem que foi a cachaça que apagou o bando, o que eu duvido já que eram acostumados a beber todos os dias. Outros acham que armaram para eles, colocando alguma droga ou sonífero nas bebidas. O que aconteceu lá ninguém sabe ao certo e sem dúvida alguma esta é uma das faíscas que mantém acesa a chama da curiosidade e paixão pela história deste personagem tão controverso do nordeste e do Brasil.

Com os especialistas em cangaço, na Grota do Angico, região do Canindé do São Francisco - SE

Com os especialistas em cangaço, na Grota do Angico, região do Canindé do São Francisco - SE


Este mergulho na história foi entremeado por conversas divertidíssimas com os nossos amigos historiadores do cangaço, uma dose de pinga com caju e um tucunaré frito às margens do SanFran.

Nadando no São Francisco depois do passeio à Grota do Angico - SE

Nadando no São Francisco depois do passeio à Grota do Angico - SE


Depois de um mergulho e despedidas de tal local histórico foi que demos falta de um dos personagens mais importantes do 1000dias, o nosso querido celular! Voltamos, procuramos no restaurante e não encontramos. Ele só pode ter ficado ali, na mesa, no balcão ou então na trilha. Será este mais um dos mistérios que rondam a Grota do Angico? Lampião decidiu ficar com ele para fazer contatos imediatos de terceiro grau? Nosso amigo Nokia saiu dos 1000dias, mas entrou para a história do cangaço!

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We´ll be diving

Ilhas Virgens Britânicas, Tortola - Road Town

Visão de Road Bay, em Tortola - BVI

Visão de Road Bay, em Tortola - BVI


Temos mergulhado por todo o Caribe nos últimos 39 dias. Até hoje foram 20 mergulhos em naufrágios, paredes e recifes de corais maravilhosos. Surpresas e atrações de todos os tipos, de shark feeding, com mais de 30 tubarões, até mergulhos em sites que pareciam o aquário do “Finding Nemo”, com peixinhos pequenininhos e imensos jardins de worms e christmas trees. Conversando no skype com meu pai esses dias ele me perguntou, “vocês não enjoam de mergulhar?”, e acredito que essa pergunta passa pela cabeça de vocês todos... A resposta é muito simples: não. Não há como enjoar de um ecossistema como este, tão diverso, tão curioso e tão diferente do ambiente em que vivemos no nosso dia-a-dia.

Ana no barco que nos levou ao naufrágio do Rhone

Ana no barco que nos levou ao naufrágio do Rhone


Hoje fomos mergulhar novamente. Caminhando pela cidade chegamos à uma operadora de mergulho chamada “We be divin’.” Ela não estava em nenhum guia ou revista que recebemos aqui na cidade, mas foi novamente uma sorte imensa a termos encontrado. Sherl, a dona, além de ter nos dado uma bela consultoria sobre a melhor programação da ilha, também foi perfeita em fazer a nossa programação de mergulho. Sabíamos que o Rhone era obrigatório, uma embarcação inglesa que foi declarada “inafundável”, que possuía em torno de 200 passageiros e naufragou em 1867. Vocês já perceberam que quando algum engenheiro maluco resolve chamar um barco de “unsinkable” a natureza faz questão de mostrar que não é bem assim? Quem diria que o que afundaria o Titanic seria um iceberg? Pois bem, o que afundou o RMS Rhone foi um furacão categoria 5. Nessas horas as razões mais absurdas são ficha perto da fúria da mãe natureza. Fizemos 2 mergulhos só neste site, um mais profundo, em torno de 25m e o segundo que não passava dos 17m. Impressionante mergulhar em um naufrágio tão antigo, um mergulho na história e também em um recife artificial repleto de vida! O navio já está completamente incrustado de corais, esponjas das mais coloridas possíveis, trazendo consigo tartarugas, barracudas e todos os tipos de peixes. Vejam mais detalhes sobre a trágica história do Rhone no blog do Rodrigo.

Ana no barco que nos levou ao naufrágio do Rhone

Ana no barco que nos levou ao naufrágio do Rhone


O terceiro mergulho foi em outro ponto, um pouco mais raso, chamado “Painted Walls”. É um pequeno cânion submarino que segue de 13 a 6m de profundidade. As suas paredes são incrivelmente coloridas, parece até uma das obras do Romero Brito. A biodiversidade é tão absurda que não temos realmente como enjoar. Cada mergulho é único. A interação que você tem com aquele ambiente é diferente, principalmente por que você nunca sabe que bicho irá encontrar. Tartarugas? Tubarões? Lagostas? Polvos? O fator surpresa faz parte da emoção de cada mergulho. O Ro me perguntou se conseguia me imaginar mergulhando com ele aos 60, 70 anos de idade. Minha resposta? Yes, we’ll be diving!

PS.: terminamos o dia com mais um pôr-do-sol maravilhoso, na Smugglers Cove, praia mais a oeste da ilha e depois um delicioso jantar que mereceu um post especial, leia abaixo o post “Aventureiros se atraem”.

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Um Domingo em Toronto

Canadá, Toronto

Visita ao charmoso Distillery District, em Toronto, no Canadá

Visita ao charmoso Distillery District, em Toronto, no Canadá


A quinta maior cidade da América do Norte, Toronto possui uma população de 5,5 milhões de habitantes. A sua grandeza não está apenas na população, mas na diversidade cultural sendo considerada uma das capitais mais multiculturais do mundo. O Canadá tem a maior taxa de imigração per capta do mundo e apenas Toronto recebeu mais de um milhão de imigrantes italianos, chilenos, portugueses, gregos, chineses, indianos e sul- asiáticos depois da Segunda Guerra Mundial. Hoje vemos nas ruas a segunda e até terceira geração destes imigrantes, canadenses de todas as feições, culturas e religiões vivendo pacificamente. É curioso por que aqui o sentimento é que essas pessoas adotaram o Canadá, realmente pertencem ao lugar. A sensação é diferente em Nova Iorque, por exemplo, onde vemos a mesma diversidade e pluralidade misturadas, alguns por mais de 30, 40 anos, mas sem pertencerem.

CN Tower, marca registrada de Toronto, no Canadá

CN Tower, marca registrada de Toronto, no Canadá


O bonito estádio do Blue Jays, time de beisebol de Toronto, no Canadá

O bonito estádio do Blue Jays, time de beisebol de Toronto, no Canadá


A pequena Cidade de York foi fundada em 1793 como capital da colônia britânica de Upper Canada. A mais inglesa das cidades do leste canadense, chegou a ser invadida pelos americanos na Guerra de 1812, foi renomeada Toronto em 1834 e devastada por um grande incêndio em 1904. Este imenso “ponto de encontro”, significado do nome Toronto do aborígene Seneca, nunca foi levado tão a sério. Hoje Toronto recebe dezenas de milhares de imigrantes anualmente e em torno de 49% dos seus habitantes nasceram fora do Canadá.

Vista do alto da CN Tower, em Toronto, no Canadá

Vista do alto da CN Tower, em Toronto, no Canadá


Não tem melhor lugar para ter uma primeira visão da cidade que a gigantesca CN Tower. Construída inicialmente como uma estrutura para antenas de rádio e televisão com 553m de altura a CN Tower é a mais alta torre e está entre as mais altas construções do mundo. Hoje o seu observation deck recebe mais de 2 milhões de visitantes por ano e a vista 360° de toda a cidade de Toronto, Lago Ontário e arredores é imperdível. Nós esperamos uma hora na fila com o ticket mais básico de 24 dólares, quem estiver disposto a pagar 10 dólares a mais fura a fila e chega lá em apenas 15 minutos.

Admirando a vista do alto da CN Tower, em Toronto, no Canadá

Admirando a vista do alto da CN Tower, em Toronto, no Canadá


Sobre uma placa de vidro, a 350 metros de altura, 'flutuando' sobre Toronto, no Canadá, na CN Tower

Sobre uma placa de vidro, a 350 metros de altura, "flutuando" sobre Toronto, no Canadá, na CN Tower


Descemos da torre impressionados com a quantidade de gente com a camisa do Blue Jays, time de baseball com o estádio ao lado da CN Tower, domingão é dia de jogo! Enquanto homens, mulheres e crianças chegavam para lotar o estádio, todos devidamente uniformizados, nós caminhamos contra a corrente cruzamos o Financial District em direção ao St. Lawrence Market. No caminho encontramos o Hockey Hall of Fame, esporte nacional que aqui reconhece seus heróis da longa temporada de inverno.

Escultura em frente ao Hall of Fame dedicado ao esporte nacional, o Hockey sobre gelo, em Toronto, no Canadá

Escultura em frente ao Hall of Fame dedicado ao esporte nacional, o Hockey sobre gelo, em Toronto, no Canadá


Arquitetura diversificada bos prédios de Toronto, no Canadá

Arquitetura diversificada bos prédios de Toronto, no Canadá


O St Lawrence Market é o mercadão da cidade de Toronto, com restaurantes, bares, açougues e lojas de produtos finos. No domingo o mercado está fechado, deixa apenas as portas abertas para os turistas poderem ter um gostinho de como ele é por dentro. Porém, do lado de fora é que está a diversão, uma deliciosa feirinha de antiguidades, quinquilharias e badulaques de todas as épocas e cantos do mundo! A feirinha está no prédio em frente ao St Lawrence e nos dias de verão se espalha pelas calçadas com um clima mesclado de Feirinha Hippie com Praça Espanha de Curitiba.

O charmoso prédio do Mercado, em Toronto, no Canadá

O charmoso prédio do Mercado, em Toronto, no Canadá


Folheando LPs antigos em feira de quinquilharias em Toronto, no Canadá

Folheando LPs antigos em feira de quinquilharias em Toronto, no Canadá


Feira de antiguidades em Toronto, no Canadá

Feira de antiguidades em Toronto, no Canadá


Seguimos por mais algumas quadras e logo chegamos ao Distillery District. Esta área de antigas fábricas e destilarias abandonadas foi revitalizada e se tornou o hot spot para amostras e galerias de arte, bons restaurantes, bares e bistrôs. As ruas estreitas entre os tons terracota das paredes dos antigos galpões são o cenário para uma exposição de fotos incríveis do nosso Planeta Terra.

Exposição de fotos tiradas do espaço por Guy Laliberte, fundador do Cirque do Soleil, em rua de Toronto, no Canadá

Exposição de fotos tiradas do espaço por Guy Laliberte, fundador do Cirque do Soleil, em rua de Toronto, no Canadá


Praça principal do Distillery District, em Toronto, no Canadá

Praça principal do Distillery District, em Toronto, no Canadá


O tema é a água e o fotógrafo é o Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil e o sétimo turista espacial do mundo a visitar a Estação Espacial Internacional, por uma bagatela de 35 milhões de dólares. Pois é, mas o cara não foi só a passeio. Lá do espaço, além de dirigir um espetáculo concomitante em 14 cidades nos 5 continentes chamado “Da Terra às estrelas pela Água”, ele registrou os principais rios, desertos e as mais incríveis massas de água do mundo. Essas imagens e exposições fazem parte de um projeto filantrópico ainda maior, chamado One Drop, com o objetivo de chamar a atenção aos problemas mundiais relacionados à água, ou à falta dela.

Arte nas ruas de Toronto, no Canadá

Arte nas ruas de Toronto, no Canadá


Embasbacados com as fotos, nos mordendo de inveja da viagem espacial e das imagens do nosso planetinha azul, nós resolvemos fazer uma parada prolongada para almoço na Mills Street Brewery, uma cervejaria artesanal deliciosa e super indicada pelo casal Dani e Alê.

Degustando cervejas  em restaurante do Distillery District, em Toronto, no Canadá

Degustando cervejas em restaurante do Distillery District, em Toronto, no Canadá


A parada prolongada tinha uma razão, hoje a minha irmã Juliane dançou na Cerimônia de Encerramento das Olimpíadas de Londres! O show com o melhor da música britânica celebrou este momento de união dos cinco continentes em torno do esporte, foi maravilhoso. Me diverti com George Michel, Beady Eye, a volta das Spice Girls e até uma aparição emocionante do Fred Mercury. Só faltou colocá-lo no telão cantando “We are the Champions!”, é chavão, mas aí eu chorava. Eu não desgrudei os olhos do show de abertura procurando pela Juliane, mas a TV Canadense cortou bem na hora! Sorte que internet existe e a coruja aqui pôde ver fotos da irmã arrasando no estádio olímpico para milhares de pessoas. Linda!

Falando com o papai, via Skype e Ipad, em restaurante no Distillery District, em Toronto, no Canadá

Falando com o papai, via Skype e Ipad, em restaurante no Distillery District, em Toronto, no Canadá


Na caminhada de volta passamos pelo City Hall, todo o Theater District e até uma voltinha de Fiona nos arredores da Universidade de Toronto. Foi uma boa amostra da metrópole para apenas um dia de explorações. Os museus e outras vizinhanças terão que ficar para a próxima.

O solene prédio da antiga sede da prefeitura, em Toronto, no Canadá

O solene prédio da antiga sede da prefeitura, em Toronto, no Canadá

Canadá, Toronto, Capital, CN Tower, Distillery District, St Lawrence Market

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80 anos

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto

O aniversariante durante festa na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

O aniversariante durante festa na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Desde que decidimos estender a nossa viagem e priorizar o roteiro, em revelia aos 1000 dias estipulados no início do nosso planejamento, nós sabíamos que este dia ia chegar. Dia 20 de Junho de 2013, o dia em que comemoramos os 80 anos do homem que, de certa forma, tornou possível tudo o que estamos vivendo hoje. Há 80 anos nascia o meu sogro, Gustavo Afonso Junqueira.

O aniversariante e os sete irmãos, na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

O aniversariante e os sete irmãos, na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Seu Gustavo, pai de Lina, Lalau, Pedro, Guto, Rodrigo e Paulinho, completa hoje 80 anos de alegrias, 80 anos de sucessos e realizações, 80 anos de ótimos exemplos, 80 anos de muitas histórias, muitas viagens, muitos ensinamentos aos seus filhos que não apenas o respeitam, mas o têm como um exemplo de homem, pai, filho, profissional e amigo. Para mim bastou uma noite na companhia do Seu Gustavo e minha sogra Dona Nilza para entender e absorver todo o sentimento que o Rodrigo expressa por eles. Foi em Curitiba há quase 7 anos, fomos à uma apresentação de jazz e um jantar deliciosos, quando tive o prazer de conhece-los. Anos mais tarde, à beira da Praia Grande na Ilha do Mel, tive o prazer maior ainda de ser recebida de braços abertos pelo patriarca e pela matriarca da Família Briza Junqueira, minha nova família com quem casei de coração aberto e sorriso no rosto, orgulhosa por passar a fazer parte dela.

Reencontro com os pais na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Reencontro com os pais na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Não fosse o Seu Gustavo, e claro! a Dona Nilza, este sonho que estamos vivendo hoje, simplesmente não seria realidade. Depois de 3 anos sem encontra-los, motivos para pegarmos um avião em Boa Vista e voarmos até Campinas (seguidos de 3 horas de carro até Ribeirão Preto) não faltavam! No aeroporto de Campinas Lalau, irmã do Ro vinda de São Carlos e minha mãe, vinda de Curitiba, já nos esperavam, tão ansiosas quanto nós! Foi a primeira emoção! Foram mais de 9 horas entre Boa Vista e Campinas, com paradas em Manaus e Brasília, mas ainda assim o avião nos pareceu quase uma máquina encantada! Como assim entramos em um trambolho voador e caímos aqui, ao lado das pessoas que amamos!? É mágico!

Levantando voo em Boa Vista, capital de Roraima, às margens do Rio Branco

Levantando voo em Boa Vista, capital de Roraima, às margens do Rio Branco


As 3 horas de viagem em que Lalau dirigiu na madrugada entre Campinas e Ribeirão passaram voando. Eram muitas histórias, muitas curiosidades, muitos assuntos para colocarmos em dia. Chegamos em casa as 3 da manhã e no dia seguinte, as 9h, como num passe de mágica, acordamos para tomar o café da manhã com a família! O momento preferido do meu amor, Rodrigo, que ama tomar um suco de laranja fresquinho, um iogurte com granola e morangos picados, seguidos por um pãozinho francês com requeijão. Parece que tudo aqui tem um sabor diferente, é o sabor de estar casa! Até os morangos são mais vermelhos e docinhos! Dona Nilza e Seu Gustavo estavam na mesa e aos poucos foram recebendo seus filhos, netos e nora, que acordavam um a um e aos poucos iam preenchendo a casa novamente. Casa cheia!

Família reunida na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Família reunida na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Demos aquele abraço gostoso, os primeiros parabéns ao aniversariante do dia, do mês, do ano! Porém hoje o dia prometia, não apenas nós, mas mais de 80 pessoas vindas de todos os cantos do Brasil logo se reuniriam na fazenda em uma grande festa para comemorar o aniversário. Hora de rever toda a família, tios, primos, filhos dos primos e amigos que sob as jabuticabeiras brindaram e se emocionaram com as palavras do jornalista e poeta da família, que em forma de conto bíblico narrou a trajetória do pai.

Tradicional pose para fotos, durante festa na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Tradicional pose para fotos, durante festa na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Foram momentos especiais que durariam mais dois dias, indo e vindo entre Ribeirão Preto e a Fazenda Cruzeiro, cercado de pessoas queridas que não precisam de minutos para estarem íntimas novamente, mesmo depois de 3 anos sem se ver. Família é isso, tem lugar mais confortável no mundo que estar entre aqueles que amamos?

Reencontro com primos e irmãos na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Reencontro com primos e irmãos na fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Essa imersão familiar só me deixou ainda mais saudosa de Curitiba, que não entrou nos nossos planos de “férias das férias”, já que estaremos passando por lá de carro em alguns meses. Logo será a minha vez de reencontrar meu pai, irmã, sobrinha, tios, primos e amigos!

Fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo


Seu Gustavo e Dona Nilza como sempre muito ativos, seguem as comemorações dos 80 anos em uma programação intensa e nós iremos acompanha-los! De Ribeirão seguiremos com eles e Lina, minha cunhada, para a Praia de Picinguaba, no litoral norte de São Paulo. Fecharemos a nossa curta temporada paulista em um novo reencontro familiar na casa de nossos primos em Ilhabela, contando os dias para voltarmos a encontra-los em um futuro não muito distante, ao final dos 1000dias. Até lá terei tempo para me inspirar novamente e tentar ser mais inventiva, pois terei que escrever mais um post comemorativo de 80 anos, né Dona Nilza?

Fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Fazenda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo

Brasil, São Paulo, Ribeirão Preto, 80 anos, aniversário, Família

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Os ventos cearenses!

Brasil, Ceará, Fortaleza, Lagoinha, Cumbuco

Condições ideais para a prática de kitesurf em Cumbuco - CE

Condições ideais para a prática de kitesurf em Cumbuco - CE


Os ventos cearenses são famosos e muito procurados para os esportes aquáticos como o windsurf e o kite surf. Há apenas 25km de Fortaleza encontramos o paraíso dos kite surfers, chegamos a Cumbuco! Toda a costa do Ceará é muito procurada para a prática deste esporte, pois possui ótimos ventos e locais apropriados para todos os níveis. Cumbuco, entretanto, foi o lugar com maior infra-estrutura e número de kites que já vimos durante toda a viagem! Eu só tinha visto algo parecido lá na Lagoa e na praia do Ibiraquera, em Garopaba, outro dos principais pontos de kite no litoral brasileiro.

Condições ideais para a prática de kitesurf em Cumbuco - CE

Condições ideais para a prática de kitesurf em Cumbuco - CE


Os iniciantes geralmente procuram lagoas, lugares de água bem calma e rasa que facilitam levantar a cada tombo ou queda da pipa. Depois de algumas noções básicas de vento e pilotagem do kite começa a prática com a prancha. A evolução do aluno vai depender da facilidade que ele tem com o equipamento, a compreensão dos ventos, etc. Quanto mais experiente ele se tornar, mais desafios serão dados, como trocar a lagoa pelo mar. Depois de dominadas as manobras básicas, começam as manobras mais complicadas, como surfar e “dropar” ondas e outras mais radicais, piruetas e rodopios voando alto com o kite.

Muito sol e vento em Cumbuco - CE

Muito sol e vento em Cumbuco - CE


Há tempos tenho vontade de aprender, mas para isso temos que estar dispostos e encarar uma sessão de no mínimo 8 horas de aula, que custam em média 750,00 o pacote. É uma semaninha pelo menos para fechar estas aulas e começar a ficar em pé. Depois disso muuuito treino e empenho para conseguir relaxar e aproveitar. Eu quero! Só falta termos tempo e disposição ($$$)! Rsrsrs!

A nossa passagem por Cumbuco foi rápida, almoçamos, pegamos uma prainha e ficamos babando nos kites fazendo suas super manobras. Imagino que a sensação do kite deve ser de uma liberdade tremenda! E para nós que estamos olhando de fora parece tão fácil! Vamos ver, quem sabe em Jeri não tomamos coragem!

Fim de tarde na praia da Lagoinha - CE

Fim de tarde na praia da Lagoinha - CE


Seguimos viagem para a praia de Lagoinha. Tem chovido muito em toda esta região, já dizem que só neste começo de inverno choveu mais que em todo o inverno do ano passado! Com isso as lagoas estão cheias, os campos de carnaubais encharcados, do jeito que elas gostam. Chegamos à Lagoinha no final da tarde com uma trégua da chuva e decidimos sair dar uma corrida na praia e acabamos presenciando um pôr-do-sol maravilhoso! Infelizmente sem fotos, já que para a corrida saímos sem máquina.

Fim de tarde na praia da Lagoinha - CE

Fim de tarde na praia da Lagoinha - CE


Lagoinha é uma praia que está começando a ser urbanizada, já possui um punhado de pousadas, 2 grandes à beira mar e outras no alto do morro, onde fica a vila. A única má notícia daqui é que está em andamento uma construção grosseira gigantesca à beira da praia. Um hotel imenso e vários chalés ao lado que parecem ser do mesmo projeto. Bem que poderia ser embargada por algum órgão ambiental e implodida! Motivo: estragou a paisagem e tirou a vista de um dos pores do sol mais bonitos que já vimos durante toda a viagem!

Hotel em construção na praia de Lagoinha - CE

Hotel em construção na praia de Lagoinha - CE

Brasil, Ceará, Fortaleza, Lagoinha, Cumbuco, Kite Surf, Praia

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Cachoeira do Buracão

Brasil, Bahia, Ibicoara (P.N. Chapada Diamantina)

Cachoeira do Buracão vista de cima, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Cachoeira do Buracão vista de cima, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A Chapada Diamantina é muito extensa, pode-se dizer que é uma continuação da Serra do Espinhaço que visitamos lá em Minas Gerais, região onde também foi encontrado muito diamante. Esta é conhecida com uma das únicas cordilheiras brasileiras, não pela altitude alcançada, mas pela sua extensão. O sul da Chapada Diamantina ainda não era muito explorado turisticamente e há apenas alguns anos foram incluídos nos roteiros duas novas cachoeiras, consideradas das mais bonitas da chapada, a Cachoeira do Buracão e a da Fumacinha. Elas ficam próximas da cidadezinha de Ibicoara, que possui uma estrutura turística ainda bem precária se comparada com Lençóis, por isso a maior parte dos passeios parte das outras cidades-base como Mucugê ou Lençóis.

Nossa pousada em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

Nossa pousada em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA


Depois de uma manhã de descanso para recuperar um pouco as minhas forças, e enquanto o Rodrigo explorava o Parque Municipal de Mucugê, onde está a Cachoeira do Tiburtino, seguimos viagem para Ibicoara. Lá fomos direto à associação de guias e encontramos o Janú, que topou nos levar até o Buracão. Janú, já foi Secretário do Meio Ambiente na cidade de Ibicoara, sempre engajado para a conscientização ambiental da comunidade contra as queimadas criminosas, caça e outras atividades ilegais. Ele também trabalhou na criação do Parque Municipal do Buracão, já que a cachoeira fica fora do Parque Nacional da Chapada Diamantina, área expropriada de um investidor que nem sabia de sua existência.

Parte de cima da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Parte de cima da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


Rodamos em torno de 40 minutos de carro e mais 2km a pé por uma trilha plana e super tranqüila às margens do Rio Espalhado até chegar à entrada do Cânion do Buracão. O estreito cânion com paredões de quase 100m de altura forma um cenário espetacular, digno de filmes do Indiana Jones!

Canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A queda d´água fica ao fundo deste cânion, conseguimos avistá-la por cima e depois descemos uma fenda e para chegar à cachoeira ou atravessamos a pinguela e vamos beirando os altos paredões, ou pode-se ir nadando. Saltamos ali mesmo, do alto dos 6m da pinguela nas águas escuras do Rio Espalhado e fomos nadando direto pelo cânion até o poço principal. Sensacional!

Com o Janu no canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Com o Janu no canyon da Cachoeira do Buracão, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


Nadamos até a queda de 85m da Cachoeira do Buracão, com um barulho ensurdecedor! O Rodrigo foi explorando o poço ia ficando cada vez mais fundo, 10, 12, 15m até o ponto mais fundo, que segundo Janú chega a 40m de profundidade!

Cachoeira do Buracão vista por baixo, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Cachoeira do Buracão vista por baixo, próxima à Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


A previsão de tempo não estava nos ajudando muito, a chuva se aproximava, estávamos vendo as nuvens escuras e raios, a preocupação é que chovesse na cabeceira do rio e uma tromba d´água nos pegasse ali dentro do cânion. Quando estávamos ao lado da queda começamos a perceber o volume de água aumentando, o vento e o barulho também estavam cada vez mais fortes. Aproveitamos o bastante, mas logo fomos embora, afinal para não queremos dar sorte ao azar!

O canyon estreito que leva à Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

O canyon estreito que leva à Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA


No retorno ainda fomos conhecer a comunidade de Brejões, que fica no caminho da nossa atração de amanhã, a Cachoeira da Fumacinha. Conhecemos o Seu Luiz, dono da propriedade que produz cana e uma cachaça de alambique de mais de 100 anos de tradição. Envelhecida em barris de carvalho e com um baixo teor alcoólico, mesmo que eu não sou muito de cachaça, achei deliciosa! Deixamos tudo combinado para o nosso café da manhã e almoço de amanhã, que teremos mais 8h de caminhada para chegar à Fumacinha, considerada por muitos a cachoeira mais bonita da Chapada!

Nadando na Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

Nadando na Cachoeira do Buracão, região de Ibicoara, na Chapada Diamantina - BA

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Rafting com emoção!

Brasil, Bahia, Itacaré

O rio das Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA

O rio das Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA


O rafting no Rio de Contas é considerado o segundo melhor rafting do Brasil, segundo a agente de turismo local. Com algumas corredeiras de grau 2 e a emocionante corredeira de grau 6 que possui porém uma passagem lateral de grau 4, uma cachoeira que cai meio à um turbilhão de águas profundas. Uma curiosidade, o nome do rio está ligado à história da região, pois é o local onde os coronéis antigamente acertavam suas contas.

Nosso barco de rafting em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Nosso barco de rafting em Taboquinha, região de Itacaré - BA


Saímos em direção à Taboquinhas, vilarejo que fica a 28km de Itacaré, onde fica a base da Planeta Água, operadora de rafting que nos levou para esta aventura. Chegando lá encontramos com mais de 30 pessoas no briefing, feriado é assim mesmo. Logo cedo eles tiveram um problema com a land rover que levaria parte dos turistas para lá e a mesma land rover que iria levar no seu engate os barcos para o local de início do passeio. Sendo assim, enquanto eu acompanhava o briefing, Rodrigo preparava o engate da Fiona que finalmente seria estreado! Ela ficou super estilosa carregando todos aqueles botes de borracha, dá para ver que nasceu para a aventura mesmo!

Fiona estreia seu reboque em grande estilo, em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Fiona estreia seu reboque em grande estilo, em Taboquinha, região de Itacaré - BA


O nosso guia foi o Hanio, uma figura! Sabendo do site e das filmagens que queríamos fazer, ele conseguiu nos colocar em um bote especial, com apenas 6 pessoas incluindo ele e o Lilton, super câmera man e guia em treinamento da Planeta. Duas viagens de Fiona para levar os botes e estamos prontos. O sítio de onde começamos o rafting é maravilhoso, um remanso do Rio das Contas está repleto de baronesas, o que indica que a estiagem e as cheias do rio não ocorreram por um longo período, deixando que elas reproduzissem e cobrissem o rio de um verde florido.

Pronta para o rafting em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Pronta para o rafting em Taboquinha, região de Itacaré - BA


A primeira queda que passamos é um grau dois, só para aquecer. Na sequencia já chegamos à corredeira mais hard core, enquanto todos tiveram que passar por trilhas, nós diminuímos o peso do barco, ficando o Eduardo e o Lilton fora e eu, Rodrigo e Andressa fomos com o Hanio descer a corredeira. O barco precisa estar mais leve e precisa descer de lado, caso contrário viraríamos como aconteceu com o nosso bote de segurança. Alucinante! Mas mais alucinante ainda foi pular no meio desta mesma corredeira, logo depois da queda de grau 6.

Salto na corredeira do Rio das Contas em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Salto na corredeira do Rio das Contas em Taboquinha, região de Itacaré - BA


O turbilhão de água te embola por uns 20 segundos e você reaparece já uns 50m para frente, é muito forte! Essa era uma que eu nunca tinha imaginado que faria, pois sempre achamos que tem pedra ou algo, mas ali o povo já conhecia e sabe que deve ter uns 15m ou mais de profundidade. RADICAL!

Preparando-se para o salto em corredeira do Rio das Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Preparando-se para o salto em corredeira do Rio das Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA


O rafting continua por corredeiras menores, um cânion maravilhoso e logo depois um salto de 7 metros de altura da famosa “Pedra do Pulo”.

Salto em canyon do Rio das Contas em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Salto em canyon do Rio das Contas em Taboquinha, região de Itacaré - BA


Fechamos o passeio com um mergulho delicioso no rio, quente mas ainda assim refrescante! Chegamos na base nadando os últimos 1000m e para fechar com chave de ouro ainda rolou uma tirolesa!

Tirolesa no Rio das Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Tirolesa no Rio das Contas, em Taboquinha, região de Itacaré - BA


Almoçamos lá mesmo em Taboquinhas com os nossos companheiros de rafting e provamos o mel de cacau, sumo da fruta retirado de forma artesanal, delicioso! Sem dúvida nenhuma este é um passeio obrigatório em Itacaré!

Refrescando-se ao final do rafting em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Refrescando-se ao final do rafting em Taboquinha, região de Itacaré - BA

Brasil, Bahia, Itacaré, mar, Praia, rafting, Rio, trilha

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Písac

Peru, Pisac

Pisac e as ruínas incas que sobem toda a montanha, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Pisac e as ruínas incas que sobem toda a montanha, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


O primeiro grande povoado dentro do Vale Sagrado, Písac está localizado em um cenário quase bucólico. Quase, por que a modernidade já começa a penetrar lenta, porém consistentemente como a água. Em meio às antigas casas de adobe já encontramos restaurantes e pousadas bem charmosinhos atendendo à demanda das hordas de turistas que invadem a cidade principalmente entre os meses de maio e setembro.

Dia de festa na Plaza de Armas de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Dia de festa na Plaza de Armas de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Todas as quintas e domingos a cidade sedia as feiras artesanais, onde produtores de toda a região se reúnem para vender artesanatos locais, colares, produtos feitos com lã de llama e alpaca, adereços de prata e esculturas em pedras.

Vendedora descansa um pouco durante festa em Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Vendedora descansa um pouco durante festa em Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


A praça principal estava lotada, hoje era dia da tradicional festa dominical de Písac. Após a missa rezada em quéchua toda a cidade se reúne em seus trajes tradicionais e varáyocs, bastões adornados carregados pelos chefes de suas comunidades, como símbolo de comando. Homens, mulheres, jovens e crianças dançam após cantarem hinos regionais e se divertem em meio aos turistas curiosos.

Vestido para a festa cívica em Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Vestido para a festa cívica em Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Garoto se diverte durante festa na cidade de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Garoto se diverte durante festa na cidade de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Nós atravessamos a praça rumo ao Parque Arqueológico de Písac, subindo pela ladeira mais movimentada do povoado, onde estão todos os vendedores da feira de artesanatos. Impossível não comprar e barganhar um gorro de lã de alpaca, nem que seja apenas para conversar e entrar um pouco mais a fundo no universo dessa gente. A feira gritada em diversos idiomas é mais viva do que nunca, alemão, inglês, espanhol e, claro, o quéchua para um bom freguês.

Visita ao famoso Mercado de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Visita ao famoso Mercado de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Adentramos finalmente ao parque arqueológico e subimos, subimos, subimos... algo entre 800 e 1000 degraus se não me falharam as contas. Aqui estão as terraças mais bonitas de todos os Andes.

Ruínas da antiga cidade inca de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Ruínas da antiga cidade inca de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Ruínas da antiga cidade inca de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Ruínas da antiga cidade inca de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Entre elas centros cerimoniais, observatórios astronômicos, pequenas torres e fortalezas e toda uma cidade construída na encosta da montanha. Junto a nós subiam um avô e sua netinha, que mesmo cansada não deixava de demonstrar a alegria de conhecer as ruínas que seu avô escalava quando era criança.


Subindo a íngrime montanha onde estão as ruínas incas de Pisac, Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Subindo a íngrime montanha onde estão as ruínas incas de Pisac, Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Caminhamos entre pedras, terraços e ruínas por mais de duas horas, sabíamos que do alto haveria uma chance de contornarmos e voltarmos por fora, assim fazem os ônibus de turismo. Mas preferimos voltar e aproveitar a melhor vista panorâmica do Vale Sagrado, descendo os mesmos 1000 e tantos estreitos degraus até a feira de artesanatos. Lá do alto vimos as festividades na praça, o Rio Vilcanota correndo tranquilo com suas águas de degelo e um imenso vale recortado pelos andenes incas. Uma verdadeira experiência!

Vista do alto das ruínas, a lotada Plaza de Armas de Pisac, em dia de festa, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Vista do alto das ruínas, a lotada Plaza de Armas de Pisac, em dia de festa, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Com o Gustavo, nas ruínas incas de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Com o Gustavo, nas ruínas incas de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Peru, Pisac, Andenes, Andes, arqueologia, Incas, Mundo Andino, Parque Arqueológico de Písac, Vale Sagrado

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