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Dani (14/09)
Nããããão, 1000 dias já é tempo suficiente longe da gente... sauda...
Dani (14/09)
Na, pensei tanto em vocês nestes dias de frio... ainda bem que correu tu...
Angela Thaís Fracaro (14/09)
Oi Ana!Achei seu site por um acaso,pois estava procurando algo sobre a tr...
mario sergio silveira (14/09)
Finalmente filha, felizmente foi tudo bem, meu pressentimento era só cui...
Rodrigo (13/09)
Junto com a banda The Hall Effect, no hotel Paraiso, em Girardot, na Colômbia
Um festival de música com um conceito diferente de tudo que já foi feito na Colômbia. 17 horas de música e muita rumba, com um ambiente super tropical, piscina, gramados e uma infra-estrutura digna de filmes hollywoodianos.
Esperando pelo show do The Hall Effect, em Girardot, na Colômbia
No Brasil, festivais como este (talvez sem a piscina, ok), são comuns, porém aqui na Colômbia geralmente os festivais são realizados em praças, gratuitos e por isso muito mais lotados, porém sem o conforto, infra-estrutura e principalmente a liberação de venda de comida e bebidas alcoólicas, o que, convenhamos, faz uma diferença em festas como esta. A festa aconteceu no Paraíso Hotel Estudios en Ricaurte, Cundinamarca, a 10 minutos de Girardot, menos de 2 horas de Bogotá. Além de proporcionar um clima mais quente e convidativo, o hotel em si já é uma atração, já que foi idealizado e construído também para cenografia de filmes e novelas.
Preparativos para o concerto Rock in Paraíso, em Girardot, na Colômbia
Hot em Paraíso é o primeiro festival em piscina no país e apresentou no seu line-up uma constelação de estrelas latinas como Los Amigos Invisibles, Yotuel (de Orishas), Superlitio, Bomba Estéreo, The Hall Effect, Sidestepper y Systema Solar, que fizeram desta uma das melhores festas do ano! Na primeira edição a organização esperava receber um público com em torno de 2 mil pagantes e o número chegou a quase 4 mil pessoas!
Show do The Hall Effect no hotel Paraíso, em Girardot, na Colômbia
Aqui faço uma pausa para reflexão. Quantos de vocês já ouviram falar nessas bandas acima? Eu confesso que só conhecia o Yotuel do Orishas e a The Hall Effect, por motivos óbvios já contados aqui neste blog. Convivendo e conversando com os nossos novos amigos músicos, nos demos conta de como o Brasil é uma ilha dentro da América Latina. O intercâmbio cultural entre o Brasil e os nossos hermanos latinos é praticamente zero! Bandas que fazem sucesso em toda a América, inclusive nos EUA, onde a população latina é imensa, nunca tiveram espaço nas programações de rádios e TVs brasileiras. Ritmos e músicas sensacionais, salsa, ballenato, rumba, fusion mal chegam ao Brasil. Assim como o melhor da nossa música também nem chegou perto daqui. É claro que a língua é uma barreira, mas se estamos tão abertos ao mercado americano, por que não abrirmos mais uma fronteira e deixarmos a latinidade tomar conta?
Chegamos ao festival e a cada música eu ficava mais indignada por não conhecer e não ter acesso a estas bandas antes. Mal tiveram tempo de se instalar e a The Hall Effect, depois de 12 horas de viagem e pouquíssimas horas de sono, já foi chamada ao palco. Como não somos daqui e nunca tínhamos ouvido falar, demora um pouco para captarmos o tamanho do sucesso que a banda tem. Eu já tinha entendido, sabia que eles eram super requisitados na mídia, TV, rádios e principalmente pelos fãs. Mas quando os vimos no palco pela primeira fez foi que o Rodrigo caiu na real... Eles são grandes mesmo! Profissionais! Rsrsrs!
O rock brit criollo, como foi classificado pela revista Rolling Stones, criado pela banda de rock colombiana The Hall Effect é simplesmente sensacional! A única banda colombiana que compõe e canta em inglês já fez tours pela França e Inglaterra e trilha seu caminho para estrelar ao lado de gigantes da música internacional, com produção dos melhores da música latina e européia.
Show do The Hall Effect no hotel Paraíso, em Girardot, na Colômbia
Fica ainda mais difícil de ter esta noção pela simplicidade e carisma de todos os integrantes da banda, Oscar (vocal), Charry (guitarrista), Douglas (baixista) e Andres (baterista), que estão há 7 anos na estrada, possui milhares de fãs por todo o país. Eles nos receberam de braços abertos no meio da sua turnê e nos carregaram para este festival animal! É mole ou quer mais?
Com o Andres e a Viviana antes do show do The Hall Effect, em Girardot, na Colombia
Coloco aqui um dos clips das músicas deles para começarmos a expandir essas fronteiras da música latina!
A noite caiu e a festa só ficava cada vez melhor. Mesmo sem dormir e cansados das 12 horas de estrada, não tinha como ficarmos parados! Festa, boa música, piscina e bons amigos, a mistura perfeita!
Com o Andres, a Viviana, o Sharry e a Mari depois do show do The Hall Effect, em Girardot, na Colombia
Magnífica vista da Badwater Basin, ponto mais baixo do continente, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
O dia amanheceu após a longa e desconfortável noite em que dormimos na Fiona. Não quero ser injusta, a Fiona é super confortável, podemos passar horas dirigindo sem problema algum, mas dormir em uma cama é outra coisa! O sol estava nascendo sobre as dunas vizinhas, os trailers começando a ganhar vida. Famílias, cachorros, crianças e vovôs preparando seus cafés da manhã e se preparando para mais um grande dia.
A caminho do Mosaic Canyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Uma passada rápida na Stove Pipe Wells General Store e já tínhamos nosso café da manhã em mãos para comermos a caminho do Mosaic Canyon. Apenas um dos vários cânions formados nos arredores do Death Valley, suas formações rochosas são belíssimas, a parte inicial em mármore branco e amarelado, formando um mosaico de cores deslumbrante.
Mosaic Cannyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Começamos a caminhar pensando que seria algo rápido, mas o cenário foi nos hipnotizando e nós continuamos, alongando as pernas, o corpo e a mente naquela paisagem sensacional. Caminhamos em torno de uma hora pelo leito do rio, agora seco, até o final da trilha que dá em um paredão, antiga cachoeira.
Escalando uma parede no Mosaic Canyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Ficamos imaginando a quanto tempo a água não passa por ali, serão meses, anos, décadas? Fato é que em um dos desertos mais secos do mundo, um dia a água esculpiu toda essa maravilha por onde estamos andando hoje.
Fim do caminho no Mosaic Canyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Após despertar nessa longa caminhada, tomamos rumo para as Mesquite Dunes e colocamos o pé na trilha mais uma vez. Objetivo, chegar à duna mais alta! Não fomos só nós que pensamos nisso, aos poucos os turistas que estão espalhados pela imensidão de areia começa a afunilar e adotar a mesma rota rumo ao cume da duna.
Mesquite Dunes vistas de longe no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Uma camelada e tanto no deserto dos sonhos, clima fresco, vista linda, um paredão de areia imenso e convidativo para aquela corrida, com passos de gigante, como um astronauta na lua!
Crianças se divertem em duna nas Mesquite Dunes, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Fizemos um pit stop no Furnace Creek Visitor Center, super estrutura bem organizada, uma loja cheia de livros interessantes, camisetas, bonés e badulaques, essas coisas que os turistas geralmente adoram. Nós não, então ficamos com o filme sobre o parque, com duração de uns 20 minutos conta a história do parque e tem imagens aéreas fantásticas do Death Valley, vale a pena!
Turistas caminham nas Mesquite Dunes, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Próxima parada: Badwater Basin. O ponto mais baixo do continente americano é um salar a 83m abaixo do nível do mar. É um lago super raso, que no período de chuvas recebe os sais minerais das montanhas nos seus arredores, que se acumulam formando cristais de sais de diversos formatos.
Muito sal na Badwater Basin, a - 86 m de altitude, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Muito doido imaginar que estamos 83m abaixo no nível do mar, no meio de um deserto e sobre um lago salgado seco. Estamos abaixo do nível da Corveta de Noronha, um dos lugares mais profundos que já mergulhamos! Animal!
Badwater Basin, a - 86 m de altitude, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
No retorno pela mesma estrada fizemos algumas paradas estratégicas, como na Natural Bridge, uma ponte de pedra lindíssima de onde temos uma vista maravilhosa da Badwater Basin e da imensidão que é o Death Valley.
A "Natural Bridge", ou Ponte Natural, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Seguimos para uma estrada cênica batizada de Artists Palette, não é a toa, as montanhas formadas por diferentes minerais dá as mais diversas cores para a paisagem. Vermelho, terracota, laranja, rosa, amarelo, bege, verde claro, verde escuro e todos os meios tons que você imaginar! Alguns mirantes no caminho dão as melhores vistas e paradas para foto.
Muitas cores na "Paleta dos Artistas", no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Retornamos ao Furnace Creek, agora para a pequena vila formada ao redor do resort, um oásis no meio do deserto. Eles possuem uma general store onde se encontra de tudo, além de 3 restaurantes, um bar, mini-golfe, piscina aquecida, canchas de tênis, etc. Nós compramos os passes para banho e piscina e aproveitamos as águas quentinhas para ver o nascer da lua cheia no meio do vale da morte. Após uma pizza e um bom papo com um professor de matemática no bar fomos ao camping, lotado. Acabamos tendo que ir para o camping de RV´s e Trailers, onde o Rodrigo decidiu dormir na Fiona e eu não sosseguei enquanto não montei a barraca, mesmo que capenga, para poder dormir na horizontal. Noite clara e iluminada no Death Valley, boa noite.
O sol se põe no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Típica esquina americana (em Santa Fé, no Novo México)
Santa Fé é um pueblo de colonização espanhola que era parte do território mexicano antes da guerra entre EUA e México. Na Mexican-American War o México perdeu grande parte do seu território para seu vizinho do norte, área correspondente aos atuais estados da Califórnia, Texas, Nevada, Arizona e Novo México.
Pimenta à venda em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Aqui ouvimos muito espanhol pelas ruas, as lojas, restaurantes e hotéis possuem nomes em espanhol. A arquitetura colonial do centro histórico se destaca dentre a arquitetura sem personalidade da maioria das cidades americanas. Aqui as características casas de adobe, com suas paredes sem quina e tons amarelos e terracotas dão cor e charme para a cidade. Tudo isso com a eficiência e organização que é peculiar aos estadunidenses, o melhor dos dois mundos!
Rua de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
O povo é receptivo e a criatividade faz parte da cultura local. Os indígenas, também conhecidos como “native-americans” estão por todos os lados e são os grandes artesãos que influenciam as artes de cerâmica, tecelagem, pintura e até a culinária. Alguns restaurantes de alta gastronomia oferecem a cozinha fusion indígena-americana-mexicana, não exatamente nesta mesma ordem.
Museu em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Nós caminhamos pela cidade, praça central onde conhecemos esse simpático dog, já com 10 anos e começando a ficar cego. Sua dona muito simpática nos contou que ele reluta, mas usa os doogles todos os dias para proteger dos raios ultravioletas, responsáveis pela cegueira.
Cão usa "doogles" (dog + googles) em rua de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
A Catedral estava ocupadíssima para um casamento, me chamou atenção a estátua em frente à igreja que homenageia à primeira santa indígena, nos idos de 1600 teria curado enfermidades e salvado vidas com seu dom e suas preces.
Dia de casamento na igreja matriz de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Caminhamos até Loreto Church, famosa por sua escadaria milagrosa. Um milagre da engenharia, pois a escada em caracol não possui nenhum pilar de suporte a não ser a espiral central.
A famosa e milagrosa escada da Loreto Church, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos (antes da construção do corremão)
Ela ficava ainda mais bonita sem os corrimãos, que foram colocados a pedido de um dos padres, que já bem velhinho trabalhava aqui.
A famosa e milagrosa escada da Loreto Church, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Uma cidade deliciosa e super charmosa, com o pouco tempo que tínhamos acabamos optando por um turismo “outdoor”, vendo os artesanatos expostos pelos indígenas nos arcos da praça, a arquitetura e aproveitando o melhor da gastronomia local. Com tempo vale a pena a visita aos museus de arte e diversas galerias.
Venda de artesanato indígena em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Um vendedor de uma loja nos indicou os restaurantes mais bacanas da cidade: para o almoço o Pasquoal, restaurante de comida contemporânea mexicana que só utiliza ingredientes orgânicos. Pratos deliciosos e um ambiente super festivo fazem deste um preferido dos locais, que lotam durante todo o dia.
Decoração no delicioso restaurante Pascual, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
A noite a indicação foi o restaurante Casa de Santa Fé, próximo à catedral de Santa Fé, escolhido principalmente por sua imensa adega. Apaixonados por vinhos a adega conta com mais de 15 mil garrafas de todo o mundo! A carta de vinhos é quase uma enciclopédia e a curiosidade é a forma como os vinhos são escolhidos. A curadoria é feita pelo tipo de vinícola, em geral pequenas e que aplicam técnicas especiais de plantio e corte. “Gostamos de vinhos feitos por pessoas que plantam a uva”, dizem os curadores que se orgulham de não ter as vinícolas líderes de vendas em sua carta. Assim já é de se imaginar que as opções não sejam muito baratas, mas existe uma ampla faixa de preço e uma variedade quase infinita de uvas e origens. Experiência sensacional!
Venda de artesanato indígena em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Hospedagem
Um dos hotéis mais bacanas da cidade é o Hotel Santa Fé Inn (CONFIRMAR), está bem localizado próximo ao centro e seu restaurante de culinária fusion indígena é bem indicado, mas deve ser reservado com antecedência. Nós chegamos à cidade as 22h e já não conseguimos encontrar nenhum dos hotéis e hostales charmosos com a recepção aberta. Nada mal, acabamos ficando em um Motel 6, que por mais padrão “chain motel” que seja, era confortável, bem localizado e estava com a recepção aberta.
Do it your self!
Aqui aquela cultura do “faça você mesmo” impera, o que faz nós latinos acostumados a termos mão de obra barata para tudo, ficarmos meio “preguiçosos”. Fato é que a Fiona precisava de um banho e eu, em um intervalo de trabalho que fizemos durante a tarde, entrei no clima e fui ao Lava Car Self Service.
A Ana dá merecido banho na Fiona em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Ela estava com uma grossa camada de pó desde o Death Valley, daquela que já parece quase um gesso! Coloquei a Fiona em um box, peguei umas dicas com Ronaldo, “chicano power” orgulhoso americano filho de mexicanos que se mudaram para os EUA, e mãos à obra. Estava um frio da porra, coloquei meu casaco impermeável, mangueira na mão, 2 dólares na máquina e 3 minutos de jato de alta pressão na Fiona.
Enquanto a Fiona toma banho, cai neve em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Quando olhei para fora estava caindo a maior neve!!! Acho que foi a primeira vez que vi cair tanta neve de dia, tão lindo! Enquanto eu me molhava, dançava na neve e me divertia a -3°C o Rodrigo estava no hotel quentinho trabalhando. Ok, mais 2 dólares foam soap por tudo, mais 2 enxaguei e a Fiona estava limpa por fora. A segunda parte foi a limpeza por dentro, por que quanto eu encasqueto com alguma coisa vou até o final. 3x de 50 cents para o aspirador, pano nas portas, painéis, tapetes... tudo! Pronto, temos a nossa casa limpa e apresentável! E eu, finalmente uma experiência mais íntima com a neve, em um momento bem corriqueiro e cotidiano, tipo, lavando o carro e vendo a neve cair. Amei!
Lagoa formada por um rio temporário ao lado do Saco de Lã, na região de Cabaceiras - PB
Lajes de pedra com imensos matacões esculpidos pelo vento e pela chuva compõem a paisagem da região de Cabaceiras e Boa Vista. A caatinga aqui parece mais seca, mais rala, logo nosso guia, Paulo, nos explicou a razão. No início da década de 70 desmataram toda a região para introduzir uma árvore do deserto chileno, além de crescer rapidamente ela possui madeira forte e fica verde o ano todo. Acreditava-se que esta só vingaria se não tivesse outras espécies nativas ao redor, por isso o desmatamento era obrigatório para o governo ceder a liberação para importação da planta. Esta é uma vegetação que demora para se recompor, mas hoje já foi comprovado na prática que era uma grande bobagem. A árvore chilena se adaptou muito bem ao sertão brasileiro e ficou bem entrosada com as espécies nativas.
Caatinga seca na região de Cabaceiras - PB
Matacões são estas rochas arredondadas de origem vulcânica, também podem ser chamadas de boulders ou tors. Formações geológicas muito curiosas, são compostas de granito (feldspato, mica e quartzo) e xenólitos, rochas mais densas com mais de 1,2 milhões de anos, consideradas as mais antigas rochas do Brasil. Durante os milhões de anos as várias camadas de rocha foram sofrendo o fenômeno conhecido como “acebolamento”, pelos efeitos de pressão, aquecimento e esfriamento da rocha, quebrando suas camadas vertical e horizontalmente. Os primeiros blocos remanescentes são quadrados e aos poucos os ventos e a chuva vão abaulando e deixando as pedras neste formato arredondado.
Lajedo Manoel de Souza, na região de Cabaceiras - PB
O local conhecido como Saco de Lã ajuda bem a entender este fenômeno geológico, pois uma grande rocha foi partida em várias partes, ainda mais retangulares, que lembram sacos de lã sobrepostos. Reparem a pedra mais alta, ela, mais exposta ao sol e vento, já começa a ficar mais arredondada.
Saco de Lã, na região de Cabaceiras - PB
Toda esta beleza não chamou a atenção apenas de nós, homens modernos, chamou também a atenção de homens pré-históricos que deixaram aqui, impressas nestes matacões, parte de sua história e sua vida gravadas. Pinturas rupestres da tradição agreste são encontradas nos paredões do Lajedo do Manuel de Souza.
Matacão em forma de capacete no Lajedo Manoel de Souza, na região de Cabaceiras - PB
Pinturas rupestres no Lajedo Manoel de Souza, na região de Cabaceiras - PB
Parte desta aula de geologia nos foi dada por Djair, paraibano de 26 anos que estudou 2 anos de arqueologia e voltou para Boa Vista, para cumprir o que acredita ser a sua missão: preservar o Lajedo do Sítio Bravo. Nascido e criado na região do Cariri Paraibano, aos 12 anos ele conheceu o geólogo e empresário apaixonado pela natureza Eduardo Bagnoli. Eduardo estava explorando a região, quando pediu ao Djair que o levasse conhecer as pedras e lajedos da região. Daí nasceu uma grande amizade que apresentou um novo mundo ao jovem Djair, o mundo da geologia, arqueologia, geografia e história. Curioso e um grande entusiasta, Djair possui o projeto de construção de um museu, para exposição das peças já encontradas por ele na região. São mais de mil peças entre ferramentas pré-históricas, ossadas de animais da mega-fauna e cemitérios indígenas pré-históricos.
Pequena amostra de instrumentos pré-históricos coletados pelo Djair na região de Cabaceiras - PB
Dentro de sua propriedade, refizemos o caminho que acreditam ser um caminho sagrado para estes povos antigos. Pedras polidas marcam os locais importantes de rituais, sejam elas painéis de pinturas da tradição Itacoatiara, como um caminho de mais de 800m polidos à mão interligando os locais de cerimoniais. Segundo estudos e testes realizados, este polimento não poderia ter sido feito pela erosão natural, o que pode colocar abaixo a teoria da sociedade igualitária nos povos pré-históricos brasileiros.
Matacão, parte polido parte não polido, no Lajedo Sítio Bravo, região de Cabaceiras - PB
Os rituais realizados buscavam locais não apenas com uma energia especial, mas também apropriados em relação ao tema. Pedras que remetem a órgãos sexuais, marcam o local onde ocorriam os rituais de acasalamento. A furna circundada por três animais esculpidos na rocha, marcam o local onde eram feitas oferendas aos deuses da natureza, para melhor caça, chuva, etc. Há também uma teoria de que estes rituais poderiam ser antropofágicos, onde os homens mais fortes e sábios eram sacrificados aos Deuses e seu conhecimento adquirido por seus pares através de sua carne.
Pedra em formato do órgão genital feminino no Lajedo Sítio Bravo, na região de Cabaceiras - PB
Ao entrar nesta furna, um tipo de caverna ou toca que recebe claridade exterior, Djair tem seu próprio ritual para pedir autorização aos bons espíritos que os guardam. Esfrega alecrim do campo para liberar o aroma, protegendo o local e os visitantes que o acompanham. Logo ao fundo das mesas de cerimoniais que até hoje estão lá preservadas, fica um portal natural para o cemitério indígena. As ossadas ali encontradas são de homens fortes, daí o embasamento da tese acima descrita. Todo este tesouro arqueológico ainda está lá, aguardando verba para pesquisa e estrutura correta para escavação.
Mesa cerimonial (sacrifícios humanos?) em toca no Lajedo Sítio Bravo, na região de Cabaceiras - PB
Djair já conseguiu amarrar diversas parcerias para a realização deste projeto, dentre elas o apoio da FUNDHAM, Fundação do Homem Americano. Ele viajou de bicicleta mais de 8 dias para chegar à Serra da Capivara e, sem hora marcada, conseguir apresentar seus slides para a arqueóloga Niede Guidon. Apaixonado, engajado em pesquisar, organizar, aprender e ensinar, Djair dá aulas de inglês gratuitas para as crianças da comunidade e ofereceu dar aulas de educação ambiental na escola em Boa Vista, estas, porém foram negadas. Compra briga com os caçadores para proteger as emas, teiús, etc, é ameaçado pelos seus opositores e tido como maluco pelos mais amigos.
Atravessando um "jardim de cactus" no Lajedo Sítio Bravo, na região de Cabaceiras - PB
A empolgação com as explicações foi tanta que acabamos deixando a Laje do Pai Mateus para amanhã e vimos o pôr-do-sol do alto da mineradora. Além do cenário magnífico recebemos de quebra uma aula sobre o bentonita, cinza vulcânica acumulada há milhões de anos e hoje é utilizada como um tipo de isolante térmico, resultando em mais de 100 sub-produtos. Um dia intenso em que ganhamos uma aula de geologia e história no sertão.
Entrevistando o Djair no Lajedo Sítio Bravo, na região de Cabaceiras - PB
Pigmento usado em pinturas rupestres, na região de Cabaceiras - PB
Acredito sim que cada um tem a sua missão, então que seja feita com amor e vontade. É emocionante e entusiasmante passar uma tarde com este rapaz, tão sabido e tão escolado. Meu voto e torcida é que Djair seja a Niede Guidón do Cariri Paraibano, que guardadas as proporções, já é a história que ele está construindo. Espero apenas que não demore a ter o reconhecimento e apoio para seu projeto, pois queremos ainda estar aqui para ver!
Pequena amostra de instrumentos pré-históricos coletados pelo Djair na região de Cabaceiras - PB
Abordando nosso voo particular entre Port-au-Prince e Cap-Haitien, no norte do país
Quando programamos a nossa ida ao Haiti uma das únicas coisas que sabíamos é que queríamos conhecer Port-au-Prince, no sul, e os arredores da cidade de Cap-Haitien, no norte do país. Assim sendo começamos a pesquisar como fazer a viagem da capital à Cap-Haitien. A notícia que tínhamos era de que as estradas estavam péssimas e que a viagem levaria quase um dia. Hoje com as estradas quase novas, em ônibus a viagem dura entre 6 e 8 horas.
Exibir mapa ampliado
Enfim, pesquisamos no mestre google e chegamos à Sunrise Airways, entramos no site, compramos as passagens e tínhamos tudo resolvido. Chegado o dia da viagem, eis que somos recebidos na companhia aérea com a pergunta: “Como vocês compraram as nossas passagens?” E naturalmente respondemos, “pelo site na internet!”, já com medo de ter algo errado com a reserva. Eis que ganhamos um sorriso especial e uma cara de surpresa, “vocês foram os nossos primeiros clientes online!”. UAU! Que máximo! Estreamos o site e venda online da companhia aérea! Eles estavam tão felizes com o feito que resolveram nos presentear com um desconto de 25% para a nossa próxima compra na companhia! Só mais um bom motivo para voltarmos ao país!
Ainda em Port-au-Prince, esperando o nosso voo para Cap-Haitien, no norte do país
Já não bastasse essa recepção calorosa, ainda tivemos um vôo super especial, já que éramos os únicos passageiros à bordo. O serviço privativo incluiu uma visita à cabine dos pilotos, liberação para tirarmos fotos de qualquer assento e o principal, um sobrevôo sobre a Citadelle, a maior fortaleza do Caribe!
voo entre Port-au-Prince e Cap-Haitien, as duas principais cidades do Haiti
Pouco antes de chegar à Cap-Haitien, sobrevoando a colossal Citadelle, a maior fortaleza do Caribe
Os pilotos são dominicanos para a minha sorte, então pude me comunicar em espanhol e fazer quaisquer perguntas. A questão que mais me instigava era sobre a famosa foto da fronteira dos dois países. Nós estávamos relativamente longe da fronteira e não poderíamos vê-la de cima, mas eles confirmaram... aquela cena é clara e deprimente. Daqui de cima vemos que o país é majoritariamente marrom e cinza, rios correm com suas margens desprotegidas e a terra parece sem vida.
Sobrevoando o interior do Haiti, no voo entre a capital Port-au-Prince e Cap-Haitien, no norte do país
A minha alegria foi que a paisagem começou a mudar assim que começarmos a cruzar as montanhas do norte, verde! Florestas! Não são nenhuma Floresta Amazônica, mas elas ainda existem no país... ainda há esperança! Ao longe, no alto das montanhas estava bela e majestosa, a Citadelle! O piloto ainda contornou a fortaleza bem próximo para podermos tirar algumas fotos, sensacional! Sabe lá como faremos para chegar até aqui, tão alto, amanhã!
Pouco antes de chegar à Cap-Haitien, sobrevoando a colossal Citadelle, a maior fortaleza do Caribe
Quem diria que chegaríamos ao Haiti e seríamos VIPs dessa maneira? Foi uma bela recompensa por sairmos do lugar comum e nos aventurarmos pelo país menos turístico das Américas!
Abordando nosso voo particular entre Port-au-Prince e Cap-Haitien, no norte do país
Reflexos no vidro da Igreja da Pampulha em Belo Horizonte - MG
Hoje trabalhamos bastante pela manhã e fomos conhecer um dos mais famosos restaurantes de comida tradicional mineira, o Dona Lucinha, delicioso!
Coleção de pingas no Dona Lucinha, em Belo Horizonte - MG
Caminhamos e fizemos a digestão visitando o Espaço Cultural TIM – UFMG, que hoje já estava aberto. Um museu interativo, com diversas atrações, desde um planetário até exposições que mostravam a origem do universo do ponto de vista científico e religioso. Através das lendas dos povos antigos dos cinco cantos do mundo, a exposição apresenta as cosmogonias Judaico-Cristã, Grega, Maia-Quiché, Maxakali e Yorubá contadas nas suas respectivas línguas. O áudio é direcionado e posicionado em frente ao painel com a imagem representativa de cada mito, podendo ser acompanhada em português através da legenda que está no chão. Maravilhoso!
Espaço TIM em Belo Horizonte - MG
Continuamos explorando a cidade, agora na parte externa. Vamos para a Lagoa da Pampulha e sua respectiva Igreja. Primeira obra do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, construído por JK, com uma equipe de artistas fraca: Oscar Niemeyer, Burle Marx e Candido Portinari são só alguns dos nomes que idealizaram e realizaram a obra.
A Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte - MG
Final da tarde e pôr do sol no alto do Mangabeiras e finalmente a Ladeira do Amendoim. Ainda bem que meu pai não atendeu ao meu pedido, quando chorei no carro para ele desviar de Ouro Preto para BH por que eu queria conhecer a tal ladeira. É legal, parece mesmo que estamos subindo, mas não tem nada de ladeira, o que torna tudo menos impressionante.
Praça do Papa, nas Mangabeiras, em Belo Horizonte - MG
Dia cheio e a noite segue no mesmo pique. Não quisemos dar o trabalho da Karina nos hospedar, mas demos o trabalho de nos receber, afinal ficamos muito curiosos de conhecer esta anfitriã super descolada do Couch Surfing! Invadimos o aniversário da Carol, roomie da Karina, já que era a única noite em que poderíamos conhecê-las. Foi divertidíssimo! Um encontro prioritariamente feminino e lá estava o Rodrigo, bendito fruto se divertindo. Eu, Ka, Carol, Bel, Fabi, Sandra, Adriana, Cláudia e só no finalzinho chegou o João, namorado da Ka.
Com a Karina, Carol (aniversariante) e a Fabi em Belo Horizonte - MG
Puxa, essa hospitalidade mineira ainda me surpreende, que maravilha! Ainda na esperança de encontrar o Zé Elias, amigo mineiro que conheci na Bolívia, fomos até o Conservatório, um barzinho de jazz com um som ótimo! O Zé acabou não podendo ir, ficou para amanhã.
Nossa, um dia cheio, bem do jeito que eu gosto, cheio de arte! Arte no museu, arte na arquitetura, arte de socializar e a arte na música. Só matando um bocadin as saudades da cidade grande.
Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte - MG
Se divertindo com as conchas na Praia Brava da Almada em Ubatuba - SP
Um dia de sol e céu azul, perfeito para explorar novas praias do litoral norte de Ubatuba! Saímos logo cedo com o plano de passar por pelo menos 5 praias, Itamambuca, Prumirim, Puruba, Almada e a Brava da Almada. Praias muito bem indicadas pelo 4 Rodas e que o Ro, em anos de veraneio por aqui, ainda não conhecia.
Dia ensolarado na Praia da Almada em Ubatuba - SP
Fomos logo para a praia mais distante, Almada, uma praia de águas tranqüilas e com uma infra-estrutura completa para receber milhares de turistas na temporada e feriados. Barzinhos especializados em caipirinhas e restaurantes oferecem petiscos e peixe na telha ali, na beira da praia. A apenas meia hora de caminhada fica a sua irmã mais selvagem, a Brava da Almada. Praia de surfistas tem uma bela vista para a Ilha dos Porcos. Eu estava meio com preguiça de ficar rodando de praia em praia, parar em um lugar as vezes também é bom, né? Então o Ro se rendeu e preferiu ficar ali, na Almada mesmo durante quase todo o dia.
Feliz da vida na Praia Brava da Almada em Ubatuba - SP
De lá fizemos um lanchinho rápido em um bar com uma vista fenomenal para a praia do Estaleiro e fomos em direção ao sul bisbilhotando as outras praias que deixamos de aproveitar.
Final de tarde visto sob a lente do óculos na estrada da Almada em Ubatuba - SP
Vou dizer que é quase uma tortura... uma praia mais linda que a outra! A praia do Puruba fica logo após o encontro de dois rios, que você pode atravessar com um canoeiro pago ou de graça pelo serviço de barco da prefeitura. Lembrou um pouco a praia da Guarda do Embaú e a música “Lugar melhor pra um vagabuuundo, que um rio à beira mar! Odoiá odofiaba, salve minha mãe Iemanjá!” rsrs.
Praia de Puruba em Ubatuba - SP. Para se chegar ao mar é preciso atravessar um rio
Mais adiante entramos no condomínio que guarda a Praia do Prumirim. Praia de tombo com uma lagoa linda e um barzinho em cima das pedras, pena que já estava fechado.
Bar sobre uma rocha, entre o rio e o mar na Praia de Prumirim em Ubatuba - SP
A praia é muito bem conservada, o condomínio preservou os 100m de mata à beira da praia, então caminhamos 2 minutos por uma trilha que lembra a Ilha do Mel, no fim fica uma mistura de Atami (pelo condomínio) com Ilha do Mel, pela trilhazinha. Outra praia que teremos que voltar após os 1000dias. Já estou vendo tudo! Serão mais 1000dias depois destes 1000!
Sentindo o sol no Bar da Dona Xica na estrada da Almada em Ubatuba - SP
Tradicional jogo de futebol no fim de tarde na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA
Dia dedicado à baía de Camamu. A nossa pousada, muito pró-ativa, já havia até reservado o passeio para nós, que havíamos pedido informações. Lugar garantido na escuna da Pontal da Baleia, seguimos viagem agora de barco.
O passeio de escuna é aquela coisa, sempre importante que:
1 - A música da escuna tem que ter bom gosto e estar em uma altura confortável.
2 - A escuna não deve estar cheia,
3 - Se estiver, que seja de pessoas discretas e tranqüilas,
4 - Se não forem discretas e tranqüilas, então que sejam simpáticas e engraçadas!
Nossa escuna na Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA
BINGO! Nossa escuna não estava tão cheia não, mas ela também não era muito grande. Eram 12 pessoas que iriam compartilhar conosco belos momentos na Baía de Camamu, passando pela Coroa Vermelha, Ilha da Pedra Furada, Ilha do Goió, Ilha do Sapinho e Ilha do Campinho.
Pequena praia na Baía de Camamu - BA
Destas 12 pessoas, 4 delas nós conhecemos já na pousada, mineiros de Governador Valadares. Giovani, Ginaldo, Mateus e Khoyó, “vulgo” Vovô. Curiosos com a viagem a conversa já começou a esquentar e imaginem se a rivalidade entre os Galos e o Cruzeirense do Rodrigo não pegou fogo!?! Foi uma loucura, nunca tinha ouvido tantas piadas.
O banco de areia Coroa Vermelha, na Baía de Camamu - BA
A primeira parada foi na Coroa Vermelha, banco de areia que se formou há 13 anos e mesmo com tão pouco tempo tem muita história para contar. A primeira que escutamos é que um nativo malandro logo se intitulou dono da “nova” terra e espertamente a vendeu a um belga, que acabou tendo a construção da sua casa embargada pelo Ibama, já que o local é dormitório de muitas garças. Quando fomos confirmar a história com o mestre da nossa embarcação a versão que ele nos contou foi diferente. Um nativo viu a coroa e resolveu logo plantar um coqueiro ali e montou sua barraquinha para vender água e cerveja aos barcos que passavam no verão. Bel (e não o belga), Bel sabem? Do Chiclete com Banana? Sim, ele mesmo. Ele teria oferecido uns trocados ao amigo vendedor para que a areia toda fosse dele e assim foi. Logo começou a construir e a primeira coisa que fez foi o píer no canto da ilha, que logo foi embargado pelo Ibama. Pelo menos o final das duas histórias é igual e, para nós, é muito feliz!
a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA
A Ilha da Pedra Furada é uma pequena ilha particular que cobra dois reais para o desembarque. Águas limpas e a formação rochosa curiosa da pedra furada fazem desta ilha um lugar especial.
a ilha de Pedra Furada, na Baía de Camamu - BA
Não demorou muito para conhecermos os outros casais do barco, Pepita e Moises, casal de baianos recém-casados comemorando a lua de mel. Eles casaram no domingo e Pepita foi votar vestida de noiva mesmo, ficou até famosa, pois apareceu no fantástico dando o exemplo de civilidade! Guto músico paulista e Carol designer de Joinville, ambos vivem em São Paulo e estão aqui tentando ajustar o ritmo frenético à tranqüilidade baiana.
Pequena ilha na Baía de Camamu - BA
Uma parada estratégica na paradisíaca Ilha do Goió, suas areias rasas e brancas fazem a água da baia que já é clara ficar ainda mais transparente! A ilha possui 3 fontes de água doce e até um manguezal. Pena não podermos ficar um pouco mais para caminhar até lá, conhecer de perto as fontes que abastecem a região.
Pequena ilha na Baía de Camamu - BA
Atravessamos o estreito canal entre a Ilha do Goió e a Ilha do Sapinho, onde almoçamos e começamos a descobrir os dotes musicais da moçada do barco. Uma moqueca de peixe e muita moda de viola cantada pelo Giovani, que almoço delicioso!
Almoçando na Baía de Camamu - BA, com nossos amigos mineiros
Uma última parada para um banho na Ilha do Campinho, ao lado de onde foi construído um porto para escoamento de grãos e abandonado pelo governo antes mesmo de entrar em funcionamento. Menos mau, assim esse paraíso fica ali, quase intocado.
Saltando da escuna na Baía de Camamu - BA
A esta altura do campeonato, mineiros, baianos, sulistas e paulistanos já estavam todos amigos, aquela farra! Combinamos todos de nos encontrar na Ponta do Mutá para ver o sol se por novamente, em frente à pousada em que Guto e Carol estavam hospedados. Ontem eu havia ficado curiosa com uma baita fogueira que estava ali montada, mas o pessoal do bar que eu estava disse que era enfeite, que qualquer dia poderia ser acesa. Foi quando vi Guto falando com os seus amigos da pousada que queira acendê-la hoje! Tinha sido feita em homenagem ao seu aniversário! Foi o sol baixar mais um pouquinho que a moda de viola voltou a embalar o final da tarde e a nossa noite.
Nossa turma da escuna reunida para o pôr-do-sol na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA
À luz da fogueira tivemos um luau de lua nova na Ponta do Mutá! Nossos amigos mineiros e o Guto deram um show no violão enquanto eu e Carol matraqueávamos sobre a vida. Foi delicioso... tive que ficar, até tomar coragem de cantar!
Fogueira e cantoria na Ponta do Mutá, em Barra Grande, na Península do Maraú - BA
Nosso primeiro luau nos 1000dias, olhe até que demorou né? Depois de 220 dias este foi sem dúvida alguma um momento inesquecível! Isso explica o meu atraso... São muitas histórias e para poder contá-las elas devem ser vividas!
Refrescando-se na Baía de Camamu - BA
Fachadas coloridas da Lapa, no Rio de Janeiro - RJ
O Rio é uma cidade de muitas faces, além de todos os atrativos naturais, montanhas, praias, lagoa, rios, o Rio possui também uma longa participação na história do Brasil. O centro histórico do Rio de Janeiro conta a história do Brasil em seus prédios, ruas e avenidas, desde o Brasil Colonial até a República. Em uma cidade como esta é difícil deixar as praias em um dia de sol para caminhar e camelar no centro, mas também é impossível passar por aqui e não conhecer uma das mais antigas cidades brasileiras.
Biblioteca Municipal, no Rio de Janeiro - RJ
Começamos nosso roteiro pela Praça Floriano e Cinelândia, lugar que eu lembrava bem, pois foi cenário para manifestações de mães que tiveram seus filhos seqüestrados e/ou desaparecidos. Nesta mesma época houve uma novela que fazia campanha social sobre as mães da candelária e seus filhos desaparecidos, as escadarias da Biblioteca Municipal ficaram famosas desde então. Na mesma praça encontramos o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, que foi restaurado há pouco tempo e estava com a ópera Romeu e Julieta em cartaz. Eu já assisti a algumas óperas neste teatro, belíssimo, mas sem dúvida precisaria revisitá-lo agora, após a reforma e restauração.
Cinelândia, no Rio de Janeiro - RJ
Teatro Municipal, no Rio de Janeiro - RJ
Caminhamos pela 13 de maio até o Largo da Carioca lotado de camelôs e logo avistamos o prédio da Petrobrás e ao lado o prédio do BNDES, impossível não notar o contraste da riqueza destas duas instituições instaladas em meio àquela loucura do centro de uma cidade como o Rio. Na mesma calçada onde os grandes e engravatados empresários brasileiros, passam para ir ao BNDES levantar milhões para suas empresas, muitas vezes em troca de favores eleitorais, nós vemos um mendigo chafurdando no lixo, comendo o que restou da marmita de outrem.
Prédio da Petrobrás, no Rio de Janeiro - RJ
Rua da Alfândega, no Rio de Janeiro - RJ
Centro é sempre aquele misto de lojas, muita sujeira, camelôs, história sendo reformada ou ainda abandonada. Aqui no Rio vemos muitos monumentos históricos em reforma, depois do Teatro Municipal foi a vez do Convento Santo Antônio, nossa próxima parada. O convento data de 1608, um dos mais antigos do Rio, toda sua estrutura está sendo restaurada, incluindo a igreja do convento, com a imagem do altar de Santo Antônio impressa em uma lona que protege o trabalho de restauração que está em andamento. Ao lado fica a capela da Ordem Terceira de São Francisco, esta com talho mais tardio e totalmente adornada em ouro.
O belo interior da Igreja de São Francisco, no Rio de Janeiro - RJ
Embora seja belíssima, ostenta uma riqueza absurda, principalmente se comparada à sua vizinha que nomeia o convento.
Igreja de São Francisco, no Rio de Janeiro - RJ
Uma paradinha para o almoço na Confeitaria Colombo nos fez lembrar Buenos Aires, café antigo de dois andares, espelhos imensos e decoração art nouveau. Uma salada com quiche de gorgonzola e direito à sobremesa!
Interior da Confeitaria Colombo, no centro Rio de Janeiro - RJ
Re-energizados, continuamos o nosso tour em direção à Praça Tiradentes, passando pelo Real Gabinete Português de Literatura, que possui uma biblioteca de estantes em madeira recobrindo as paredes dos três andares de livros antigos e valiosíssimos, como a edição princeps de Os Lusíadas, por exemplo.
Biblioteca do Real Gabinete Portugues de Leitura, no Rio de Janeiro - RJ
Um pouco à frente enfrentamos o nada deserto Saara, região com milhares de lojas de variedades paraguaias e chinesas, até alcançar finalmente as ruas da Lapa, conhecida pela sua vida noturna.
Pintura de rua na Regente Feijó, centro do Rio de Janeiro - RJ
Ali próximo já avistamos a Catedral Metropolitana, já votada a mais feia construção da cidade do Rio de Janeiro. Feia por fora, imponente por dentro. Seus vitrais se destacam meio ao concreto e seus 20 mil lugares se perdem abaixo dos 90 metros de altura da sua capela.
Interior da catedral do Rio de Janeiro - RJ
Fechando o circuito passamos pelos também em reforma Arcos da Lapa, antigo aqueduto da cidade. Sinceramente... ele ficava mais bonito mais velhinho.
Arcos da Lapa reformados, no Rio de Janeiro - RJ
Pegamos novamente o metrô até Ipanema, o mesmo que nos levou até o centro, e fazemos uma última parada estratégica no Bar Devassa em Ipanema, planejando como serão os nossos próximos dias com a previsão de 52mm de chuva que vem aí. Hoje mesmo planejávamos ir até o Rio Scenarium, mas o cansaço nos venceu, acho que é assim que percebemos que estamos ficando velhos... preferimos dormir cedo para ir pedalar na lagoa do que sair dançar em uma das melhores baladas do Rio.
Campanha educativa, no centro Rio de Janeiro - RJ
É tão gostoso quando engatamos algum trabalho, né? Então, comecei a produção dos vídeos e modéstia a parte acho que estão ficando muito bacanas para uma editora amadora como eu! Rsrsrs!
“O primeiro furinho da Fiona” – The Movie
As aventuras do primeiro pneu furado da Fiona, no PETAR, Núcleo Caboclo.
Medindo a pressão do pneu furado da Fiona, no PETAR
“Ilha Comprida”
A travessia da Ilha Comprida pelos seus 70km de praia, do Boqueirão Sul ao Boqueirão Norte.
Ana fotogrando a praia da Juréia
YOUTUBE – 1000DIAS - www.youtube.com/user/1000diasAmerica
Tenho que tirar o atraso dos filmes do Caribe, mas agora que a produção começou ninguém segura! Se inscrevam no nosso Canal no Youtube, assistam, compartilhem!
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