1
arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha
Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela
Luis (24/09)
Por falar em notícias frescas...acabei de receber um e-mail do grupo Jal...
Mauricio Francisco Junqueira Junior (24/09)
Olá, Ana!Sou da 6a. geração do Tenente José Francisco Junqueira, 4/ f...
Paulinha Ribas (23/09)
Amigalhe, recebeu a mens d níver q mandei no seu cel? ai q saudade do r...
DELCI BALBINO (22/09)
Show casal nota 1000, ja passei por quase 70 por cento dos lugares que vo...
Luis (21/09)
Olá viajantes! Confirmado, vamos de 4x4 mesmo. De Terra Ronca entraremos...
Junto com a banda The Hall Effect, no hotel Paraiso, em Girardot, na Colômbia
Um festival de música com um conceito diferente de tudo que já foi feito na Colômbia. 17 horas de música e muita rumba, com um ambiente super tropical, piscina, gramados e uma infra-estrutura digna de filmes hollywoodianos.
Esperando pelo show do The Hall Effect, em Girardot, na Colômbia
No Brasil, festivais como este (talvez sem a piscina, ok), são comuns, porém aqui na Colômbia geralmente os festivais são realizados em praças, gratuitos e por isso muito mais lotados, porém sem o conforto, infra-estrutura e principalmente a liberação de venda de comida e bebidas alcoólicas, o que, convenhamos, faz uma diferença em festas como esta. A festa aconteceu no Paraíso Hotel Estudios en Ricaurte, Cundinamarca, a 10 minutos de Girardot, menos de 2 horas de Bogotá. Além de proporcionar um clima mais quente e convidativo, o hotel em si já é uma atração, já que foi idealizado e construído também para cenografia de filmes e novelas.
Preparativos para o concerto Rock in Paraíso, em Girardot, na Colômbia
Hot em Paraíso é o primeiro festival em piscina no país e apresentou no seu line-up uma constelação de estrelas latinas como Los Amigos Invisibles, Yotuel (de Orishas), Superlitio, Bomba Estéreo, The Hall Effect, Sidestepper y Systema Solar, que fizeram desta uma das melhores festas do ano! Na primeira edição a organização esperava receber um público com em torno de 2 mil pagantes e o número chegou a quase 4 mil pessoas!
Show do The Hall Effect no hotel Paraíso, em Girardot, na Colômbia
Aqui faço uma pausa para reflexão. Quantos de vocês já ouviram falar nessas bandas acima? Eu confesso que só conhecia o Yotuel do Orishas e a The Hall Effect, por motivos óbvios já contados aqui neste blog. Convivendo e conversando com os nossos novos amigos músicos, nos demos conta de como o Brasil é uma ilha dentro da América Latina. O intercâmbio cultural entre o Brasil e os nossos hermanos latinos é praticamente zero! Bandas que fazem sucesso em toda a América, inclusive nos EUA, onde a população latina é imensa, nunca tiveram espaço nas programações de rádios e TVs brasileiras. Ritmos e músicas sensacionais, salsa, ballenato, rumba, fusion mal chegam ao Brasil. Assim como o melhor da nossa música também nem chegou perto daqui. É claro que a língua é uma barreira, mas se estamos tão abertos ao mercado americano, por que não abrirmos mais uma fronteira e deixarmos a latinidade tomar conta?
Chegamos ao festival e a cada música eu ficava mais indignada por não conhecer e não ter acesso a estas bandas antes. Mal tiveram tempo de se instalar e a The Hall Effect, depois de 12 horas de viagem e pouquíssimas horas de sono, já foi chamada ao palco. Como não somos daqui e nunca tínhamos ouvido falar, demora um pouco para captarmos o tamanho do sucesso que a banda tem. Eu já tinha entendido, sabia que eles eram super requisitados na mídia, TV, rádios e principalmente pelos fãs. Mas quando os vimos no palco pela primeira fez foi que o Rodrigo caiu na real... Eles são grandes mesmo! Profissionais! Rsrsrs!
O rock brit criollo, como foi classificado pela revista Rolling Stones, criado pela banda de rock colombiana The Hall Effect é simplesmente sensacional! A única banda colombiana que compõe e canta em inglês já fez tours pela França e Inglaterra e trilha seu caminho para estrelar ao lado de gigantes da música internacional, com produção dos melhores da música latina e européia.
Show do The Hall Effect no hotel Paraíso, em Girardot, na Colômbia
Fica ainda mais difícil de ter esta noção pela simplicidade e carisma de todos os integrantes da banda, Oscar (vocal), Charry (guitarrista), Douglas (baixista) e Andres (baterista), que estão há 7 anos na estrada, possui milhares de fãs por todo o país. Eles nos receberam de braços abertos no meio da sua turnê e nos carregaram para este festival animal! É mole ou quer mais?
Com o Andres e a Viviana antes do show do The Hall Effect, em Girardot, na Colombia
Coloco aqui um dos clips das músicas deles para começarmos a expandir essas fronteiras da música latina!
A noite caiu e a festa só ficava cada vez melhor. Mesmo sem dormir e cansados das 12 horas de estrada, não tinha como ficarmos parados! Festa, boa música, piscina e bons amigos, a mistura perfeita!
Com o Andres, a Viviana, o Sharry e a Mari depois do show do The Hall Effect, em Girardot, na Colombia
Balada no Fontainebleu - Miami
Galera, impossível chamar isso aqui de Miami Beach... na buena... todos já haviam me falado como os latinos haviam tomado conta de Miami, mas eu não imaginei que era tanto! Tenho certeza que a fiscalização faz vistas grossas para os ilegais, até por que são a mão se obra barata que faz La Playa de Miami ser o que é, fervilhante, cheia de vida, festa, músicas e turistas.
Chegamos aqui no Spring Break, quando pessoas de todos os Estados Unidos chegam para fugir um pouco do inverno gelado e curtir uma praia. Além disso, ainda está rolando o Sony Ericksson Open de Tenis, que é aqui do lado da casa do Rita em Key Biscayne, portanto trânsito e agito fazem parte do pacote. Daqui do prédio vemos o tempo todo o dirigível da Good Year que está filmando o Open, além dos quatro caças F16 que passaram com um barulho infernal, para fazer a abertura da final feminina hoje cedo. A tal belga arrasou com a Serena Willians, em plena Miami, não deve ter sido fácil!
Depois de um belo café da manhã, uma hora de trabalho e umas quatro historinhas infantis que li para o André e para a Luisa (já estou treinando!), nós fomos para La Playa Sur, ou melhor, South Beach, nos encontrar com Ju e David. Passamos por um shopping, que não poderia deixar de ser e fomos em direção à Lincon Road. Bares e diversos restaurantes com um agito que já seria exagerado se comparado à Curitiba... se pensarmos em aonde estávamos há dois dias atrás então... coitado do seu Rubens. Almoço, praia, sorvete, hotel, zzzzzzz, balada! A Ju e o David, coitados... ainda estavam de ressaca do dia anterior, mas eu depois da soneca estava uma pilha, louca para cair num Club! Fomos conhecendo alguns bares nos hotéis próximos até chegarmos ao Fountain Bleau onde paramos para um drink. O Club, esqueça... dress code pesado, eu até entraria, mas o Ro não estava properly dressed, rsrsrs. Mais uma noite para descansarmos, pois a balada de amanhã não vai passar! Nicky Beach Club, em La Playa del Sur!
Narguile em Miami
Um dos milharess de igapós em Anavilhanas, região de Novo Airão - AM
A imagem mais clara que tenho na minha cabeça sobre a Floresta Amazônica é das suas áreas alagadas. Boa parte das florestas passam 6 meses submersas e 6 meses secas. Esta dinâmica de águas desenvolveu no seu entorno uma grande biodiversidade de fauna e flora, o solo de várzea é permeável e as árvores adaptadas a vida embaixo d´água.
Árvore submersa sob mais de 5 metros de água, em Anavilhanas, região de Novo Airão - AM
Hoje fomos explorar uma parte destas florestas, dentro do Arquipélago de Anavilhanas. O maior arquipélago fluvial do mundo, da Ilha da Sacada até a Ilha do Jacaré, com cerca de 400 ilhas, lagos, igarapés, igapó e paranás.
Passeando num dos lagos do arquipélago de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM
Algumas das ilhas de Anavilhanas ficam exatamente em frente à cidade de Novo Airão, são mais de 50 comunidades ribeirinhas no entorno da estação ecológica. Toda esta área é formada por um mosaico de áreas de preservação, parques nacionais, etc. É feito um grande esforço para aliar os interesses das atividades de subsistência destas populações, como pesca, caça e a exploração turística, à preservação deste ecossistema.
Chegando ao arquipélago de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM
A Floresta Amazônica possui 3.500.000 km2, o equivalente a 40% do território brasileiro. São mais de 50 mil espécies de animais vertebrados, 2000 espécies de peixes, dentre elas o pirarucuu, peixe que chega a quase 3m de comprimento e vive nas áreas rasas próximas às margens. São mais de 300 répteis, sendo 175 espécies as serpentes, além dos lagartos e quelônios. Isso tudo sem falar dos mamíferos, mais de 500 e aves, 30% das encontradas em todo o mundo.
Camaleão vem nos fazer companhia no café da manhã na Pousada Bela Vista, em Novo Airão - AM. Ao fundo, o Rio Negro
Vermelho, nosso guia, veio nos buscar com seu barco direto no nosso hotel, dali atravessamos o braço direito do Rio Negro, mais largo e raso, por isso tido como secundário. O braço principal passa à esquerda do arquipélago, em direção à Manaus. Ele é mais fundo e por isso possui um trânsito de grandes embarcações muito mais intenso. Entramos em um Paraná e logo encontramos um bando de botos cinza.
Um dos "paranás" (grandes canais) do arquipélago de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM
Mais alguns minutos entramos em um igapó, um trecho de floresta alagada, passando próximos às copas de árvores imensas e até algumas árvores completamente inundadas. Impressionante é que elas sobrevivem, suas folhas continuam lá, embaixo da água verdinhas se esticando em busca de luz. Ali, entre seringueiras e cipós da orelha de elefante, encontramos um pequeno jacaré de um metro e meio que descansava atrás de uma sapopema, árvore de raízes imensas (parecida com a figueira).
Grande árvore na floresta inundade de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM
Açaí, fruta muito comum em Novo Airão e em todo o estado do Amazonas
A sapopema é a árvore utilizada para comunicação entre os índios e caboclos que vivem na floresta, batendo com um pau seu tronco e fazendo um barulho imenso. Nela encontramos também ovas de caramujos, parecia uma fruta do conde verdinha presa ao seu caule.
Grande caramujo na floresta inundade de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM
Seguimos e no caule de outra árvore encontramos uma tarântula dentro do seu casulo, Vermelho a cutucou até sair, toda peluda e terrível! Mais alguns paranás e igapós depois chegamos ao Apacú, o maior lago do Arquipélago de Anavilhanas.
Uma grande tarântula que habita a floresta inundada de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM
Um mar que quase não podemos ver a outra margem, na cheia possui diversos acessos, porém na seca há apenas uma saída. Ali mergulhamos no meio do lago de águas escuras, avermelhadas e cada mergulho chamava a atenção dos nossos amigos botos cor-de-rosa, que logo apareceram por ali. Não demorou e os cinzas também apareceram e pudemos ver a rivalidade entre eles, barulhos, batidas e saltos nos deram uma ideia de como acontece este encontro.
O Vermelho, nosso guia e piloto em Anavilhanas, região de Novo Airão - AM
Já no caminho de volta paramos rapidamente para uma foto em terra seca e vimos aquele lagarto “Jesus”, que se assustou, quando tentei tirar uma foto, e saiu correndo sobre a água! Sensacional a rapidez do bichinho! O passeio foi lindo e só nos deixou com vontade de voltar para conhecer ainda o Parque Nacional do Jaú, com matas ainda mais intocadas e uma noite na floresta.
Um pequeno visitante em nosso barco durante passeio ao arquipélago de Anavilhanas, região de Novo Airão - AM
Durante o período de seca a paisagem muda completamente, barrancos, campinas, lagos fechados e dezenas de praias de areias claras se formam às margens de cada ilha. Cenários maravilhosos e outro tipo de diversão, com muito calor e água morna.
Rio Negro bem calmo num dia de muito sol em Novo Airão - AM
Despedimos-nos de Novo Airão em um delicioso almoço no restaurante Leão da Amazônia O simpático chefe francês Cristophe e seu sócio cearense possuem dois restaurantes na cidade. Ontem conhecemos a filial do centro, foi uma grande sorte! Chegamos tarde, logo após um evento onde almoçaram o Cônsul da Suíça e o Cônsul do Japão, encontramos queijos e pratos deliciosos já prontos.
Deck sobre o Rio Negro no restaurante Leão da Amazônia, em Novo Airão - AM
Por isso quisemos aproveitar e hoje conhecer a sede principal, o Leão da Amazônia beira rio. Uma salada e um peixe encontro das águas, pirarucu com molho de açaí de um lado e molho branco com vinho e cebola flambada do outro. Tudo isso às margens do lindo Rio Negro. Bela despedida!
Muito bem alimentados, à beira do Rio Negro, no restaurante Leão da Amazônia, em Novo Airão - AM
O retorno foi meio penoso, vim dirigindo na estrada tranquila, mas tivemos que ficar mais de uma hora na fila da balsa para Manaus. Sábado, não queríamos deixar de conhecer um lugar que nos foi indicado por Cristophe, o Wyndin Bar. A maior atração é o seu aquário com peixes locais, dois pirarucus de quase dois metros, tambaquis e tartarugas. É simplesmente fantástico. Dá pena ver estes peixes ali, mas é menos sofrido quando sabemos que eles chegaram ali ainda bebês e se acostumaram com aquele espaço. São duas fêmeas, lindíssimas, com quase 2m de comprimento, caudas largas e rosadas maiores de o corpo e a cabeça. Elas parecem ter uma relação ótima, são carinhosas e se acompanham o tempo todo, muito curioso.
Hipnotizado pelo aquário de um restaurante em Manaus - AM
Um dia mergulhados nas florestas alagadas, animais e peixes amazônicos. Deu para ter pelo menos uma ideia deste imenso e magnífico mundo verde, que estamos apenas começando a explorar.
Pirarucu nada em meio a Tambaquis no aquário de um restaurante em Manaus - AM
Glossário das Águas
Igarapé – é um riacho que tem como origem uma nascente de água.
Igapó - uma ligação entre dois rios, ou lagos e rios dentro das florestas alagadas e que desaparecem na época de seca.
Paraná – uma ligação entre dois rios, ou lagos e rios que não seca, a não ser em secas excepcionais.
A paisagem vulcânica da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Terminou o nosso live aboard, mas não as nossas descobertas pelo Arquipélago de Galápagos. Hoje saímos explorar as belezas emersas deste paraíso ecológico. Porém, por mais que nos esforcemos, é difícil fugir de uma programação que inclua barco e muita água.
Subindo ao farol da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Saímos da Ilha de Santa Cruz, pelo mesmo porto de chegada de ontem à noite. O mesmo porto de despedida de ontem, hoje nos traz um novo dia ensolarado e super convidativo. A programação é conhecer a ilha que ontem vimos no caminho para Santa Cruz, a Ilha de Bartolomé.
Paisagem vulcânica da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Um dos principais cartões postais de Galápagos, Bartolomé é uma ilha de origem vulcânica, como praticamente todas que pertencem a esta província. Uma das mais secas, esta ilha possui uma vegetação espinhosa e algumas espécies endêmicas, como este lindo cacto encontrado apenas aqui. A fauna terrestre inclui um tipo de lagartixa, aves e a nem tão terrestre assim, caranguejos, iguanas marinhas, pingüins e leões-marinhos.
Vegetação da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
São 2 horas de navegação em uma lancha rápida e um day tour custa em torno de 130 a 150 dólares, incluindo o tranfer de Puerto Ayora para o porto, café da manhã e o almoço. Já na ida fizemos uma nova amiga, dinamarquesa que já viveu na Venezuela, Irã, EUA e Canadá, fala uns 5 idiomas fluentemente, incluindo alemão e sueco e é uma super aventureira! Passamos bem o tempo da viagem ouvindo suas histórias de longas remadas pelos mares do Alaska, lagos dos Estados Unidos e os planos para os fiordes no sul do Chile. Uma forma diferente de viajar e ver o mundo, espetacular!
Chegando à Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Chegando à ilha nossa primeira incursão é um trekking rápido de 30 minutos ao alto da ilha, onde está localizado o farol. A vista mais sensacional de baías recortadas, banhadas por águas verde-esmeralda em dégradé para o azul das profundezas ao seu redor. Ao fundo vulcões e montanhas de pedras avermelhadas. A vista de quase 360° da ilha repentinamente nos lembra que ontem não era o nosso último dia no paraíso!
Barcos trazem turistás à Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
À direita está o famoso Pináculo de Bartolomé e é para lá que nós vamos. Voltamos ao barco e mais 5 minutos desembarcamos nas praias paradisíacas que víamos lá do alto. Milhares de fotos e encontros bacanas. Logo que voltávamos para a praia de embarque vimos este leão-marinho saindo da água.
Leão marinho na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Tranquilamente ele saiu, caminhou até a sombra e se empanou de areia tentando se livrar das moscas chatas que estavam atazanando a sua vida. Quando nos aproximamos dele para fotografá-lo em sua sombra foi que vimos... Ela queria ficar ali ao lado do seu bebê. Este pequeno lindo teria morrido há pouco tempo, pois estava ali ainda, inteiro, em um canto daquela pequena gruta à beira mar. De repente pudemos entender o seu olhar mais triste, diferente dos leões marinhos curiosos que víamos nos nossos mergulhos.
Leão marinho depois de um banho de areia na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Um snorkel ao redor do Pináculo e descobrimos que parte dele está ali, destroçado ao seu redor. Ele era utilizado como alvo para práticas militares pelos americanos, que usaram Baltra como base de defesa do Canal do Paramá durante a Segunda Guerra Mundial. Surreal!
Caranguejos na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Pouco antes de irmos embora ainda presenciamos o canto triste do pingüim macho, tentando agradar a sua fêmea na sua corte de acasalamento. Triiiste coitado, parecia estar morrendo. Ainda bem que eu não sou uma pinguina. Rsrs!
Pinguim na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Retornamos com o mar mais duro e encrespado, terrível para os pobres turistas que ficam enjoados como eu. Já em Puerto Ayora reencontramos Friso e Henning que acabavam de voltar de um dia maravilhoso da Turtle Bay, cheios de fotos e vídeos sensacionais das iguanas marinhas na água e da praia de areias brancas e água mineral. Henning estava com uma insolação danada, ficou tão embasbacado com a beleza do lugar que se esqueceu do protetor! Fizemos o nosso jantar de despedida destes novos amigos na rua principal e reencontramos Anete, nossa amiga dinamarquesa. Lagostas na chapa, cervejinha local e muita gente nas mesinhas postas no meio da rua em um encontro mais íntimo com o povo e a culinária local. Poderíamos ficar aqui por uma semana e descobrir coisas novas todos os dias, pena que só temos 1000..
Visitando um dos cartões postais de Galápagos, a Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago)
Tentando organizar nossas coisas, em Salvador - BA
Dia de faxina geral em Salvador. Este definitivamente é um dos últimos lugares que teremos o privilégio de poder ficar instalados em uma casa, confortável e com estrutura. Hoje em dia uma das coisas que mais sinto falta de tempos em tempos é uma área de lavanderia! Rsrsrs!
A Fiona está um desastre de suja e com uma bagunça absurda! Passamos a manhã empenhados em atualizar o site, responder emails, comentários do site, redes sociais e outras burocracias. A tarde foi dedicada a organizar esta bagunça, jogar os lixos fora, lavar roupa, esvaziar o carro para poder levá-lo a um lava-car.
Nossas mochilas e equipamentos, em Salvador - BA
A noite resolvemos tomar um banho de “civilização” e fomos ao Shopping Iguatemi. Levamos um baile para conseguir estacionar no shopping depois de todo o engarrafamento nas avenidas Paralela e ACM, pudera, saímos bem no horário de pico. Meia hora depois, estacionados a Dry wash se recusou a lavar a Fiona, suja demais, só com jato de água mesmo.
Finalmente consegui ir ao salão e pegamos um cineminha. Correção, cineminha não, cinemão! Assistimos ao filme Tropa de Elite 2, faca na caveira! O filme é muito bom, realidade nua e crua. Será que conseguiremos mudar o Brasil? A mudança cultural é sempre lenta, por isso temos que ser persistentes para que aconteça também uma faxina geral nas instituições públicas e políticas brasileiras.
Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO
Adoooro acampar, mas eita coisa difícil de convencer o Rodrigo a fazer. Para a minha surpresa, desta vez quem surgiu com a proposta foi ele! Uma praia deserta às margens do Rio Novo no Jalapão, cenário perfeito para um acampamento. Lá fomos nós, já no final da tarde de ontem, torcendo para conseguir chegar ainda com um pouco de luz.
Noite de acampamento na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Além de ser um lugar mágico a Prainha do Rio Novo também está em uma localização estratégica, ao lado da Cachoeira da Velha. Este trecho entre Mateiros e Ponte Alta que começamos ontem tem muitas atrações e tínhamos duas opções, ou rodamos 40 km até as Dunas e voltamos dormir em Mateiros, ou seguimos mais 65 km adiante e dormimos na Prainha, já curtimos os arredores, conhecemos a Cachoeira da Velha cedo e continuamos viagem para Palmas. Esta foi mais uma das super dicas do Luis, leitor e aventureiro que esteve no Jalapão alguns meses antes de nós.
Flores no cerrado, no Jalapão - TO
Estava anoitecendo quando montamos o acampamento e não tivemos um segundo para explorar o rio e ver qual era a sua natureza: pedras, pura areia, galhos? Teremos que descobrir. O Luis comentou que ficou tomando banho até tarde da noite por lá, quer dizer, perigoso não devia ser. Nós estávamos completamente sozinhos e numa escuridão total. Acampamento montado, inclusive com uma varandinha gostosa, fui logo preparar o nosso jantar.
Cozinhando na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Não tínhamos muita opção nos mercados de Mateiros, nos restou um macarrão ao molho tomate, sem queijo ralado. Sobremesa, uvas e chocolate, mas estava tão gostoso! Só o fato de estarmos ali, longe de tudo e todos, com uma comida quentinha, às margens do rio, céu estrelado, esperando a lua nascer, já deixava tudo muito mágico.
Acampamento em noite de lua cheia, na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
A lua cheia só nasceu as perto das onze horas. Depois de um breve cochilo, o casal teve que se encorajar para sair da barraca e tomar banho de rio. Como eu já disse aqui no blog, to ficando velha e medrosa. Sei que na região tem alguns macacos, mas os barulhos que eu ouvia eram de bichos pisando nas folhagens. Sei também que um cerradão desses tem muita onça, vai que ela resolve ir ali para beber água? E as cobras com seus hábitos noturnos? Teria alguma sucuri à espreita no rio? Sabe lá, como dizem, é aí que a onça bebe água! É claro que nada aconteceu, tomamos um delicioso banho de rio à luz da lua! Será que alguém pode apagar a luz?
Noite clara de lua cheia, na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Vocês sabem aquele momento mais frio da noite? Minutos antes do sol nascer, aquele frio gelado inexplicável nos fez entrar dentro dos sacos de dormir. Este é um dos momentos do dia e do mundo que só sabemos que existe se viramos uma noite a céu aberto ou se acampamos, pois nota-se a diferença claramente! Minutos antes do sol nascer, o ar gela. Quando você acorda cedo em casa, mesmo madrugando, não sabe exatamente qual era a temperatura antes. Enfim, amanhecemos e começamos o dia com aquele solzinho gostoso entrando na barraca.
De manhã bem cedo, em acampamento na Prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Fomos acordar e tirar a preguiça no rio, sem nem pestanejar! Rio Novo maravilhoso, que ainda guardava duas outras praias lindas rio abaixo. Após nadarmos e explorarmos bem cada praia, levantamos acampamento e seguimos viagem para a nossa vizinha, a Cachoeira da Velha.
Nadando na prainha do Rio Novo, no Jalapão - TO
Saímos na hora certa, quando vinha chegando um pessoal de excursão para lotar a nossa prainha particular. Menos de um quilômetro depois está a entrada para a Cachoeira da Velha.
No mirante da Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO
Uma grande queda d´água, belíssima, com o Espírito Santo ao fundo. Foi construída uma passarela suspensa sobre o capim dourado e as sempre vivas, estrutura que certamente facilitou o acesso. O mirante para a ainda tem uma escada que nos leva a outros pontos de vista, mais próximos ao rio. A cachoeira é tão forte que não se pode banhar, para quem quer caminhar, dali mesmo parte uma trilha para a Prainha, beirando o leito do rio.
Árvore cresce no meio da Cachoeira da Velha, no Rio Novo, no Jalapão - TO
E essa foi a nossa despedida do Jalapão, com direito a camping selvagem às margens do rio, praias e até uma cachoeira velha no Rio Novo. Momentos especiais para a coleção do nossos 1000dias.
Rio Novo, um pouco acima da Cachoeira da Velha, no Jalapão - TO
Visitando as impressionantes ruínas do Palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti
Um grande palácio que rivalizou, em grandeza e requintes, o Palácio de Versailles e a maior fortaleza do Caribe! Alguma vez você imaginou que poderia encontrar tudo isso aqui, no Haiti?
O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti
Sim, eles existem e nós fomos lá conferir. O Palácio de San-Souci e a Citadelle Laferrière são monumentos à loucura e mania de grandeza de um dos libertadores do país, Henri Christophe. Isso em nenhum momento lhes tira a grandeza e a genialidade arquitetônica de ambos, pelo contrário, a loucura somada à beleza cênica dos seus arredores as fazem ainda mais obrigatórias em qualquer roteiro pelo país.
Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti
Após ter lutado pela libertação do Haiti dos domínios franceses e de romper com seus colegas e líderes revolucionários, Christophe decidiu se tornar Rei do “Reino do Haiti”, no norte do país. A excentricidade do maluco não parou por aí, ele queria também se equiparar aos seus algozes franceses em título, poder e símbolos de riqueza e afundou todos os recursos que já não possuía na construção do seu castelo San-Souci e na maior fortaleza do Caribe.
Ruínas do palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti
O Castelo de San-Souci foi construído entre os anos de 1810 e 1813 e era a residência oficial do Rei Christophe, sua esposa Marie-Louise e suas duas filhas. Era o maior e mais impressionante dos 9 castelos e diversas residências reais, muitos dizem que nos seus tempos áureos ele seria o equivalente caribenho do Palácio de Versalles. Em outubro de 1820 Christophe se suicidou no castelo e 10 dias depois seu filho foi assassinado por revolucionários. Vinte e dois anos mais tarde, um grande terremoto se abateu na região e deixou o castelo em ruínas e este nunca mais foi reformado.
Visitando as impressionantes ruínas do Palácio de Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti
A pouco mais de 8 km montanha acima está a Citadelle Laferrière, construída entre 1805 e 1820 para defender o Haiti de invasões francesas que nunca ocorreram. Ela possui a maior coleção de armas de artilharia do século XVIII, dentre eles 365 canhões dos mais diversos calibres e suas respectivas bolas de ferro.
Galeria cheia de canhões na Citadelle, no norte do Haiti
Há uma enorme quantidade de balas de canhão, de diversos tamanhos, espalhadas por toda a Citadelle, a gigantesca fortaleza no norte do Haiti
Há uma enorme quantidade de balas de canhão, de diversos tamanhos, espalhadas por toda a Citadelle, a gigantesca fortaleza no norte do Haiti
A maior fortaleza do Caribe, e uma das maiores da América, tem 10 mil metros quadrados, 40 metros de altura e empregou mais de 20 mil trabalhadores na sua construção. A Citadelle é mamutesca e realmente impressiona pela massividade de sua estrutura, são andares e mais andares construídos no topo do Bonnet a L´Eveque, uma montanha a 970m sobre o nível do mar, com vistas maravilhosas da região.
Placa informativa com o mapa da Citadelle, no norte do Haiti
A grandiosa paisagem que se vê do alto da Citadelle, no norte do Haiti
Do castelo à Citadelle pegamos um moto-táxi (episódio detalhado abaixo), e o último quilometro deve ser feito a pé ou à cavalo. A caminhada é linda, com vistas sensacionais das montanhas, da baía de Cap-Haitien e o litoral norte do Haiti. Dizem que em dias claros se pode ver até Cuba, mas tenho minhas dúvidas.
Observando a vista do alto da Citadelle, no norte do Haiti
Observando a vista através das janelas da Citadelle, no norte do Haiti
Decidimos retornar à Milot a pé, passando pelas vilazinhas de montanha, vendo mais de perto como esse povo vive, conversando com locais e aproveitando as belíssimas vistas. A decida é dura e exige bons joelhos, no final os meus já estavam pedindo água! Mas foi um belo exercício e uma ótima forma de nos envolvermos mais com a cultura e a paisagem da região.
Família observa os visitantes que caminham de Sans-Souci à Citadelle, no norte do Haiti
O caminho morro acima até a Citadelle, no norte do Haiti
Desde 1982 as ruínas de San-Souci foram declaradas Patrimônio da Humanidade pela UNESCO. São os lugares com maior potencial turístico no Haiti. O governo sabe disso e já começou a preparar a estrutura turística, colocando placas informativas, construindo instalações com centro de informações, lojas de artesanatos e banheiros na base de acesso à fortaleza.
Futuro centro de apoio aos turistas, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti
Tudo isso é parte de um plano maior para disseminar o turismo que já existe no litoral norte, trazendo os turistas de cruzeiro de Labadie, praia privada da Royal Caribbean, em day tours para cá. Ajudará a comunidade e será uma grande aventura para estes turistas que, quando aportam nesta praia, muitas vezes nem sabem que estão no Haiti.
Encontro com criança no caminho até a Citadelle, no norte do Haiti
Muita gente usa cavalos para chegar até a Citadelle, no norte do Haiti
O Castelo de San-Souci está localizado à margem da pequena e simpática cidade de Milot, a pouco mais de meia hora da capital du nord, Cap-Haitien. Milot pode ser acessada de taptap, moto-táxi ou táxi desde Cap-Haitien. Aluguel de carro no Haiti é caríssimo, algo em torno de 150 dólares. Um taxi que te levaria e ficaria a disposição cobraria algo parecido, pouco mais de 100 dólares, assim as opções que nos restavam seriam duas moto-táxis ou o popular taptap.
Um taptap nas ruas de Cabaret, cidade ao norte de Port-au-Prince, no Haiti
O taptap é um transporte “público” basicamente descrito como lotação. Entram todos nas caçambas das caminhonetes mais coloridas que já vimos, onde uma boa caixa de som não pode faltar! No taptap ouvimos kompa, reggae e até Michel Teló! Difícil é avisar o motorista para baixar o som ensurdecedor, já que não falamos creole. Com sorte alguns dos 20 outros passageiros entulhados ao nosso lado também estavam ficando surdos e resolveram esse problema por nós.
Deixando Cap-Haitien, já no Taptap cheio, seguindo em direção â Citadelle, no norte do Haiti
O taptap sai da Pont Neuf em Cap-Haitien, que está há uns 5 minutos de moto-táxi (200 gourds) do Boulevard onde está o seu hotel. Só entrar no taptap já é uma aventura, pois os motoristas te disputam a tapa, tentando organizar a fila dos carros de saída dentro do posto de gasolina ao lado da ponte. Uma vez lá dentro, vamos baldeando e aproveitando a experiência sociológica ao máximo, com os olhares curiosos de todos os haitianos para os estrangeiros branquelos dentro do taptap, cena rara.
Em Cap-Haitien, aguardando o Taptap encher para seguir em direção à Citadelle, no norte do Haiti
27 quilômetros e várias paradas depois, chegamos à cidade de Milot. O ponto final está a apenas 3 quadras do Castelo de San-Souci. Ali mesmo, ao lado da placa, embaixo da árvore do lado do alambrado, você paga o ingresso válido para o palácio e para a Citadelle. Hoje nós dispensamos acompanhamento de guias (quem nos acompanha sabe que essa é uma briga antiga, o Rodrigo odeia, eu gosto, e tentamos revezar para não dar briga), mas foi difícil fazer os meninos guias da região largarem do nosso pé, afinal eles precisam e muito de qualquer dinheiro. Enfim, quando o Rodrigo decide que não quer, não tem pena, não tem choro e nem vela... nem para mim, nem para o guia.
Ainda tentando me livrar de um insistente guia, na Citadelle, no norte do Haiti
Chegando ao palácio Sans-Souci, no caminho para a Citadelle, no norte do Haiti
Para ir à Citadelle precisávamos pegar uma moto-táxi para cada um (200 gourds – 4,5 dólares), mas não sem ter que lidar com uma batalha dos motociclistas. Todos queriam e precisavam trabalhar e enquanto nós estávamos tentando visitar o palácio, eles discutiam entre eles e nos exigiam uma definição. Uns 15 carinhas nos encurralaram numa placa, com os ânimos exaltados e disseram “vocês terão que escolher quem vai levá-los!”. Momento tenso. Chamaram o diretor de turismo e armaram uma reunião, nos dizendo, “conversem com o diretor!”
Ruínas do Palácio de Sans-Souci, no norte do Haiti
Era uma cena surreal, sinceramente, só não mandei todos “passear” por que vi que ali valeria a lei do mais forte. Enfim, fomos conversar com o diretor, que por sinal havíamos acabado de conhecer no taptap vindo a Milot. Ele trabalha para o Ministério de Turismo e tem, dentre as suas diversas atividades, a função de organizar a comunidade local para receber os turistas. Era o único que tinha alguma moral com a galera, discutindo em creole, francês e intermediando conosco em inglês, quem, afinal, iria nos levar montanha acima.
Motorista da moto que levou a Ana até os pés da Citadelle, no norte do Haiti
Já sabemos, mas com uma cena assim é que fica claro como 4 dólares fazem toda a diferença na vida desse povo. Foi um momento estressante para quem quer apenas aproveitar aquele cenário incrível nas montanhas haitianas, mas logo passou e estávamos nas garupas dos motociclistas que primeiro haviam nos abordado, educadamente, antes de entrarmos no castelo. O diretor nos seguiu em seu carrinho de golf, para acompanhar os primeiros turistas independentes que ele via chegar ali, bem curioso e atencioso.
Encontro com o encarregado do Ministério do Turismo, nas ruínas de Sans-Souci, no norte do Haiti
Retornamos à Cap-Haitien em um taptap que pegamos no centro da cidade, logo após termos feito um lanche rápido no restaurante do único hotel-pousada que vimos em Milot. No taptap conhecemos uma menina que, curiosa, nos perguntou de onde éramos e o que fazíamos ali. O Rodrigo se comunicou com ela em francês, eu entendendo quase tudo, mas precisando do marido para traduzir as minhas perguntas e respostas.
Fazendo amigas no Taptap que nos trazia de volta da Citadelle para Cap-Haitien, no norte do Haiti
Eis que ela nos pergunta: “Por que vocês não falam creole?” Bem... como explicar... nós falamos português, espanhol, inglês e até o francês (no caso do Rodrigo), mas creole não foi assim, uma prioridade, pois só podemos fala-lo aqui. E ela genuinamente intrigada e sem entender direito, começou a tentar me explicar algumas frases como:
“Non mwen se Ana”, “Mwen swiv brezilyen” e a expressão “Bon Bagay”, que quer dizer “gente boa”, bastante utilizada pelos militares brasileiros, por sinal. Para a leiga aqui tudo me pareceu muito com o francês, mas meio tupiniquim “Mim nome é Ana”, mais simples e curto que o francês, quem sabe até mais fácil. Gostei! Se vier morar aqui sem dúvida terei que aprender! Rs!
A popular expressão em creolle que quer dizer "boa gente", em Cap-Haitien, no norte do Haiti
O final do dia foi no bar encima do mercado no Boulevard, com vista para o mar e uma boa prestigie gelada, com uma sensação boa de missão cumprida. Um dia lindo, cheio de explorações e interações no interior do Haiti, descobrindo cada vez mais o quanto esse país tem a nos oferecer e que mesmo com tantas dificuldades, descobrir o quão sorridente e gentil seu povo é. Hey, aqui entre nós, tenho um segredo para contar a vocês, acho que estou apaixonada pelo Haiti!
No interior de uma das torres da Citadelle, no norte do Haiti
Atravessando a Barra da Lagoa, na Praia Deserta - Superagui
Lugar onde aparentemente o tempo parou, Superagui e sua praia deserta de 30km acompanham as mudanças do mundo de outra forma. Quando saímos de bicicleta para o nosso próximo destino, a Barra do Ararapira, todos já nos avisaram "iiihhh, saiam cedo que a Barra mudou muito, vocês não conseguirão passar de bicicleta por lá." E já programaram com o Dico, Presidente da Associação de Moradores, para nos buscar de barco onde o mar já havia avançado.
Viemos pedalando nesta praia deserta e dentre diversos pensamentos eu observava como a praia desta vez estava limpa. Em outra ocasião, em setembro de 2006, provavelmente por conta de outra maré, a praia deserta mais parecia um lixão a céu aberto, com toneladas de lixo, de garrafas pet até sofás, vindos dos navios que estão a caminho de Paranaguá.
Posando para foto na Praia Deserta - Superagui
Atravessando as bikes de voadeira, na Barra do Ararapira
Na voadeira para a Barra do Ararapira
Na Barra do Ararapira logo nos encontramos com Seu Rubens, um dos líderes da comunidade que ainda hoje briga para manter a vila de pescadores em pé, já que o mar está avançando sobre ela. Barreiras de contenção, dragas, diversos planos já foram traçados e estão aguardando aprovação de verba da diretoria do Parque Nacional ou mesmo da Secretaria do Meio Ambiente. Eu logo pensei no aquecimento global depois de ver todo o aquele lixo, hoje senão na praia, com certeza no mar e a barra sendo engolida. A experiência e sabedoria dos 63 anos de Seu Rubens dizem, "aquecimento global é besteira, isso é o ciclo da própria natureza." Conta ele que a Barra realmente já mudou muito desde que ele nasceu. Uma pequena Ilha que vemos entre Paraná e São Paulo não existia, era um grande banco de areia, idêntico à coroa que vemos hoje na maré seca. "Não demora muito tudo isso aqui vai fechar até o Cardoso e virar uma coisa só", esta é a teoria-prática de Seu Rubens que hoje acompanha o tempo de uma forma diferente da nossa.
Barco na Barra do Ararapira
Praia na Barra do Ararapira
Dico,Ana e o Seu Rubens - Barra do Ararapira
Aqui o tempo é medido pelo movimento da terra, pelas mudanças que fazem parte do ciclo normal da natureza, não pelo tempo que deixamos de ter na correria do dia a dia. Não pelo tempo que nos engole e nos faz perder o sono e a conexão com o real fluxo da vida.
O imenso monolito conhecido como Peña de Bernal, no México
Continuamos na nossa rota pelos Pueblos Mágicos Mexicanos, rumo à Cidade do México. Depois de passarmos por Real de Catorce simplesmente apaixonamos e resolvemos riscar do roteiro as grandes cidades como San Luis Potosí e Queretaro, já que não teríamos tempo suficiente para conhecer tudo.
Bernal, no México
Tempo? Temos 1000dias! Já estamos estourando deliberadamente o nosso “prazo” de 1000dias e ainda estamos com pressa? É, eu também acho isso intrigante, mas o fato é que mesmo viajando, livres e descompromissados, a vida vai nos colocando surpresas pelo caminho. E a surpresa que está vindo por aí não poderia ser melhor: esta semana recebemos a visita de uma grande amiga minha, Valéria, amiga da vida inteira! Há tempos a Val está tentando nos encontrar, mas estava difícil conseguir sincronizar as agendas de trabalho e férias dentro dos roteiros desejados. Aqui no México finalmente as agendas coincidiram! Ela está chegando hoje na Cidade do México e nós estamos acelerando para encontrá-la.
Charmosa entrada de residência na pequena Bernal, Pueblo Mágico no México
O detalhe é que não bastava uma, tivemos que combinar aqui outra surpresa, na realidade um sonho do Rodrigo que está próximo a se realizar: subir o vulcão Orizaba, o ponto mais alto do México. Quem irá acompanha-lo é o Gera, amigo do seu irmão Guto, um montanhista brasileiro que vive aqui no México. Eu normalmente estaria nesta empreitada junto com eles, mas com a chegada da Val, decidi acompanhar a minha amiga nos roteiros turísticos e fizemos um combinado perfeito, separando o Clube das Lulus e dos Bolinhas, afinal depois de tanto tempo longe, nós teremos muito papo para colocar em dia.
Propaganda de restaurante em Bernal, no México
O Orizaba está localizado a oeste do Distrito Federal e até lá o Rodrigo tem que se aclimatar. O planejamento foi um pouco trabalhoso, mas no final não poderia ter ficado mais perfeito! Os Pueblos Mágicos que estamos visitando são, geralmente, próximos a lindas áreas naturais e acima dos 2 mil metros.
Igreja do Pueblo Mágico de Bernal, no México
San Sebastián de Bernal, no estado de Queretaro, é um pueblo mágico e seu principal cartão postal é um antigo vulcão que se solidificou há mais de 10 milhões de anos e foi levado pela erosão, restando apenas uma rocha única do magma sólido, um monolito a 2.510m de altitude sobre o nível do mar.
Bernal, no estado de Queretaro, com a famosa pedra ao fundo, no México
A Peña de Bernal, com 350m de altura, é considerada o terceiro maior monolito do mundo, atrás apenas da Pedra de Gibraltar e do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro. Nós ficamos na maior dúvida, pois outras pedras igualmente grandes nos vêm à memória, mas várias fontes confirmam a versão do governo mexicano.
Peña de Bernal, no México
Dizem que a cidade foi construída sobre uma imensa pedra de quartzo, antes minerada pelos espanhóis, hoje procurada por diferentes grupos por ser um local de energia muito especial. Verdade ou não, há milhares de anos o local recebe milhares de peregrinos de origem Otomí-chichimeca que no sincretismo da religião indígena e católica, carregam lindas cruzes milagrosas nas suas peregrinações anuais para pedir por proteção e rezar pela água escassa nos desertos desta região.
Vegetação semidesértica ao redor da Peña de Bernal, no México
Cactos florido na região de Bernal, no México
Depois de uns dias sem muitos exercícios, hoje começamos o treino para o Orizaba. A subida da Peña de Bernal é bem tranquila e tem vistas maravilhosas! Subimos por uma trilha e depois pelos caminhos de pedra até o último mirante. Parei por um momento, fechei os olhos e senti uma energia muito especial por estar ali, em um dia ensolarado, em um lugar sagrado de uma natureza super distinta e especial.
Meditação na Peña de Bernal, no México
Para subir até o topo só com equipamento de escalada, já que as escadas de ferro que existiam foram retiradas. O Rodrigo até tentou encarar um “free style” no começo, onde ainda encontrava alguns degraus, mas depois de ver a cara da esposa preocupada ele resolveu voltar.
Pausa na subida da Peña de Bernal, no México
Amanhã continuamos o treinamento, enquanto a Valéria já começa suas explorações pela capital mexicana, Zócalo e arredores. Nosso encontro será no dia seguinte na cidade de Toluca, não vejo a hora de encontrar a minha amiga! Enfim, exercitados e felizes, retornamos para mais algumas horas de estrada, cruzando DF em direção ao nosso próximo pueblo mágico.
Caminhada na famosa Peña de Bernal, no México
Praça central de Port-au-Prince, capital do Haiti
Port-au-Prince, a capital haitiana, é um dos últimos lugares que qualquer pessoa pensaria em fazer turismo nos tempos atuais. Primeiro por que praticamente tudo (do pouco) que tinha para ser conhecido no centro da cidade foi destruído no terremoto de 12 de Janeiro de 2010. Segundo por que após o terremoto, o país que já era assolado pela pobreza, passou por ondas de violência e doenças resultantes da catástrofe. Assaltos e sequestros, inclusive de membros das organizações religiosas e ONGs que estavam aqui para ajudar o país, se espalharam pela capital, afinal as prisões foram destruídas e todos os presos voltaram à ativa. Soldados de todos os cantos do mundo vieram para o Haiti e ao que tudo indica foram os nepaleses que trouxeram para a ilha um tipo de cólera que resultou em surto, variedade anteriormente inexistente no país. Terceiro por que Port-au-Prince é uma cidade grande de um país subdesenvolvido e, mesmo se não tivesse passado pelo terremoto, já não teria tantas atrações a oferecer, ela seria o ponto de chegada e partida de uma viagem pelo Haiti, mas não o destino por si só.
Comida preparada e vendida nas ruas centrais de Port-au-Prince, capital do Haiti
É, não somos turistas muito tradicionais mesmo. A curiosidade de ver como o epicentro de uma tragédia está se levantando, foi um dos motivos que nos fez decidir passar ao menos um dia explorando o centro de Port-au-Prince. Subimos em uma moto-táxi em Pétion-Ville rumo à parte baixa da cidade. Jackson não hesitou em colocar nós dois na garupa e, com um ótimo equilíbrio nos guiar pelas ladeiras que nos levariam até o centro. No caminho o pneu furou, paramos para consertar e aproveitamos para conhecer as vizinhanças intermediárias. Não importa por onde andamos sempre vemos muitos escolares, bom sinal para o país.
Nossa moto-taxi furou o pneu no caminho para o centro de Port-au-Prince, capital do Haiti
A região central foi a mais destruída pelo terremoto e não tínhamos ideia do que iríamos encontrar por lá. Sabíamos que havia a praça principal, Champs de Mars, o antigo palácio da presidência, a igreja onde faleceu a Irmã Zilda Arns e um hotel bem tradicional, o Hotel Oloffson. Nós esperávamos ver escombros, ruas e prédios destruídos, talvez meio abandonados, e ao invés disso encontramos uma cidade movimentada, ruas e praças lotadas com centenas de estudantes andando de lá para cá.
O tradicional hotel Oloffson, no centro de Port-au-Prince, capital do Haiti
Os escombros já foram retirados, o terreno onde estava o palácio da presidência está fechado por telas. Espiamos pelos buraquinhos e vimos que o prédio já foi todo retirado, os gramados estão verdinhos e uma casa e contêineres estão substituindo os escritórios. Se não soubesse do terremoto e ninguém me contasse, eu não poderia dizer que algo desta magnitude aconteceu. Talvez aos que já conhecessem a cidade e soubessem dos grandes edifícios, mas não para nós, que o máximo que conseguimos achar foram alguns prédios rachados, como os edifícios mais antigos condenados em São Paulo ou no Rio.
Monumento no centro de Port-au-Prince, capital do Haiti
Trabalhadores e pessoas curiosas olhavam esses dois branquelos “gringos” andando pela praça, realmente devemos ser uma cena rara por essas bandas. Quase não encontramos brancos na cidade, muito menos turistas. A maioria dos brancos que estão aqui trabalham para alguma organização social ou religiosa, ou são militares trabalhando na Força de Paz da ONU. Qualquer um que viesse falar conosco nos perguntaria primeiro “com que organização vocês estão aqui no Haiti?”, e quando respondíamos que éramos meros turistas, a cara de espanto vinha misturada com um sorriso e acompanhada de um Bienvenue au Haiti!
Praça central de Port-au-Prince, capital do Haiti
Desde o início da viagem eu tinha em mente que quando chegasse aqui gostaria de ter ao menos uma semana para trabalhar como voluntária em alguma organização, escola, orfanato, hospital, o que fosse. Pesquisei e conversei com muitas pessoas que já haviam tido algum contato com o Haiti, mas nunca tinha conseguido algo que parecesse acessível, certamente eu não estava sabendo aonde procurar. Foi quando conheci um brasileiro, hospedado na mesma pousada que nós na cidade de Boston, que havia sido voluntário no Haiti logo após o terremoto. Ele foi o primeiro a me dar uma opinião bem realista de onde eu poderia estar me metendo. Após os seus dias no Haiti ele passou 6 meses sem dormir direito, deprimido e com pesadelos sobre tudo o que presenciou no pós-terremoto. “Se você nunca trabalhou com situações extremas e não está psicologicamente preparada para isso, pense bem se pode encarar um trabalho como este”. Eu levei em consideração o que ele falou, mas a princípio eu continuava com a ideia do voluntariado. Aos poucos eu fui absorvendo o que ele disse e pesando também com as questões práticas da viagem: tínhamos pouco tempo, o Rodrigo não estava com a mesma vontade, ou seja, teríamos que nos separar e ficaríamos com tempos diferentes de viagem, além de, de fato, eu não estar preparada para me voluntariar em uma crise humanitária. Assim decidi que viria conhecer o país primeiro, fazer contatos, analisar a situação e ver como eu me sentiria, para então voltar (ou não) para fazer um trabalho mais efetivo, tanto para a comunidade, quanto para mim.
Estudantes caminham no centro de Port-au-Prince, capital do Haiti
Viemos ao Haiti preparados para ver o pior, afinal tudo o que escutamos e vemos na mídia são histórias arrasadoras e uma miséria incurável. Quando chegamos vimos que a miséria está lá, sem dúvida, com cicatrizes ainda maiores deixadas pelo terremoto de 2010, como milhares de desabrigados, centenas de crianças órfãs e desempregados perambulando pelas ruas. As partes mais pobres da cidade são Citté Soleil e Belair, as duas grandes favelas onde se concentram as desgraças do país e os esforços do exército brasileiro, que tem bases fixas dentro das duas áreas. Nós cruzamos Belair rapidinho em cima da nossa moto-táxi. Mesmo Jackson não gosta de passar por lá, chegando perto só nos avisou, “Guardem tudo, se segurem que vou acelerar, essa área é muito perigosa!”. Ali vimos uma certa confusão de um povo subindo um alambrado e tentando invadir um terreno cheio de carros sucateados. Parece que naquele dia iam distribuir peças ou carros e aparentemente o pessoal estava bem impaciente. Lá sim vemos o favelão que imaginamos que dominava toda Port-au-Prince. Casas provisórias de campanha que se tornaram permanentes. Estes acampamentos que ainda abrigam mais de 200 mil pessoas, não estariam tão lotados não fosse a migração de haitianos de outras áreas do país que vieram para a capital tentar pegar uma carona nas doações e assentamentos que o governo e a comunidade internacional está fazendo. Ou seja... nada está tão ruim que não possa piorar.
Monumento ao heroi da independência na praça central de Port-au-Prince, capital do Haiti
Ao mesmo tempo essa miséria não é muito diferente da que conhecemos nos tempos paupérrimos do Brasil. Falo da miséria verdadeira, não das nossas favelas atuais que tem luz, gatonet e 2 televisores em cada casa. Se você já entrou em uma favela sabe do que estou falando, falta de saneamento básico e energia elétrica, lixões entre as casas, crianças brincando no lixo sem roupa, sem ter água para beber e qualquer comida para comer. Não andei pelas favelas daqui, mas passeio no meio dela em cima de uma moto e posso dizer que reconheci...
Comida preparada e vendida nas ruas centrais de Port-au-Prince, capital do Haiti
Seguimos cruzando caminhões da ONU, comendo poeira e costurando entre outras motos, carros e tap-taps. Nosso motorista era bom! Mais meia hora na garupa e chegamos ao Campo Charlie, principal base das tropas brasileiras aqui no Haiti. Quer melhor atividade turística em Port-au-Prince que conhecer o trabalho que o Brasil está desenvolvendo aqui? Agenda feita! Logo teremos uma visita à base do BRAENGCOY, espero vocês.
Blog da Ana
Blog da Rodrigo
Vídeos
Esportes
Soy Loco
A Viagem
Parceiros
Contato
2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)


.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)


.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)







.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)