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Max (12/05)
Olá Ana, que aventura hein? pretendo ter essa mesma experiência em bré...
Tatiana de Queiroz (12/05)
Lena (11/05)
Lindíssimas as fotos, Ana! Amei a sexta! E os relatos estão demais, sup...
Gustavo Imbiriba (10/05)
Lindas as fotos! Tentem voltar em setembro para o Festival do Sairé, é ...
beto junqueira (09/05)
ola meus amigos.. Essa cachoeira é de tirar o folego... não resisti tiv...
Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA
A festa à fantasia no dia primeiro de novembro já está virando tradição em Itacaré. É a festa de halloween à moda baiana, já que chega um pouquinho atrasada do real dia das bruxas americano. Como é um aniversário e este ano comemorou os 50 anos de uma personagem conhecida da cidade, a entrada era com convite e fantasia obrigatória. Quem não tivesse convite, mas estivesse fantasiado pagava 10 reais e sem fantasia 20 reais para entrar. Nós ganhamos os convites da Rebeca e usamos uma das principais qualidades do brasileiro, a criatividade!
Com a Denise e a Bianca na Festa à Fantasia de Itacaré - BA
Eu fui de índia, meio apache meio pataxó, juntei os meus colares pataxós com uma folha de comigo-ninguém-pode e um pouco de rímel e fiquei a própria! Já o Rodrigo, com seu corpo mais esbelto, vestiu a roupa de mergulho e carregou sua máscara e snorkell e foi de mergulhador. Chegamos um pouco tarde, mas a festa estava ótima! A Rebeca não pôde ir, mas encontramos a Bianca e a Denise, além do pessoal do rafting que estava arrasando de “mocréias”. Fantasias para todos os gostos, desde as mais tradicionais, diabinha, anjinha, coelhinha da playboy até o trio pia, privada e chuveiro, Osama Bin Laden e um casal de mendigos pedintes. O melhor é o cenário, o Cabana Corais, à beira da Praia das Conchas com a lua nascendo e o reggae tocando. Muuuuuito bom! A temporada de festas de Itacaré foi encerrada com a melhor delas e à moda baiana!
Lugar popular para se comer sanduíches de pernil em Tuscaloosa, no Alabama - EUA
Tuscaloosa é a casa da University of Alabama, com mais de 30 mil estudantes, é a sede do Alabama Crimson Tide, time de futebol americano vencedor do BCS National Championship em 2010 e 2012 e do Bryant-Denny Stadium, que com mais de 102.000 lugares é um dos maiores estádios de futebol americano do país!
A enorme universidade em Tuscaloosa, no Alabama - EUA
Porém o que nos trouxe à capital do estado de Alabama foi algo ainda mais inusitado que seus superlativos,
Despedida do Andrew, em frente à sua casa em Tuscaloosa, no Alabama - Estados Unidos
Rodrigo e Andrew se conheceram há 14 anos em uma viagem pela Indonésia. Foram 15 dias intensos de convivência e viagem pelos rincões de Timor, Flores e Lombok, que os deixaram conectados desde então, mesmo que distantes.
Chegando ao Alabama, no sul dos Estados Unidos
Jen, a esposa de Andrew, ficou tão surpresa quanto eu, quando ele contava que hoje, 14 anos depois, estava recebendo em sua casa um amigo maluco que conheceu num mochilão na Ásia. Fato foi que aos poucos as memórias da viagem, suas aventuras e roubadas, foram completando o quadro e fazendo toda a história fazer ainda mais sentido.
Com a Jenn e o Andrew, em restaurante de Tuscaloosa, no Alabama - EUA
Hoje Andrew e Jen são professores de música na Universidade de Alabama, os dois se conheceram na faculdade, casaram e se mudaram para cá. Na primeira noite nos convidaram para jantar em um restaurante de comida típica sulista, uma das melhores comidas regionais americanas. Eu provei o delicioso
Legítima e deliciosa comida e bebida do Alabama, em restaurante de Tuscaloosa *Estados Unidos)
No caminho eles nos mostraram os estragos do tornado que ocorreu há pouco menos de um ano na região. Os ventos chegaram a mais de 310km/h e resultou em uma destruição absurda da cidade, com 47 mortos e mais de 1000 feridos! Eles estavam em casa acompanhando o rádio e ouviram os ruídos ensurdecedores da ventania e a chuva, quando caiu a luz da vizinhança. Eles correram para o local mais protegido da casa, o closet, rodeado de paredes de alvenaria e sem nenhuma janela, com suas lanternas e seu celular em contato com a irmã de Jen que assistia todos os reports pela televisão em sua casa no Colorado. O tornado vinha na direção da casa deles, mas na última hora desviou e deixou seu rastro por toda a cidade. Foram pouco mais de 30 minutos de tensão e desespero e os dias que se seguiram seriam em um cenário de guerra. O exército estava nas ruas, pessoas desabrigadas que tiveram que recomeçar do zero, 4 de seus alunos se foram. A memória está vívida, ainda mais esta semana, que o desastre fará aniversário de um ano.
O belo parque ao lado da casa do Andrew em Tuscaloosa, no Alabama - EUA
Um aniversário que não é comemorado, mas lembrado com respeito e condolências a todos aqueles que se foram. Esta semana alguns tornados terríveis abateram os estados do meio-oeste dos Estados Unidos, exatamente por onde cruzamos vindo de Santa Fé até Memphis. A nossa passagem pelo Texas e Oklahoma foi rápida e na hora certa, demos um olé nos tornados, uma experiência que parece ser bacana apenas nas telas de cinema.
Interseção de estradas secundárias no interior do Alabama, nos Estados Unidos
Aproveitamos a ótima acolhida para fazer a revisão de 80 mil km da Fiona na Concessionária Toyota da cidade e ainda provar o um dos sanduíches de porco mais tradicionais da região, no Archibald´s, que fica nos arredores da cidade.
Fiona volta da revisão dos 80 mil km (casa do Andrew e da Jenn em Tuscaloosa, no Alabama - EUA)
Aproveitando para trabalhar, na casa do Andrew em Tuscaloosa, no Alabama - EUA
Às vezes é bom parar um pouco para respirar, para uma longa tarde de trabalho, uma corrida no final da tarde e um bom papo com amigos. Andrew e Jen, obrigada pela calorosa recepção e fica registrada a promessa de que agora não demoraremos mais 14 anos para nos reencontrar. Esperamos vocês no México! Roll Tide!
Com a Jen e o Andrew em Tuscaloosa, no Alabama - EUA
Montanhas são lindas, mas não facilitam a comunicação de ninguém!
Nos últimos dias temos andando pelas montanhas da fantástica Serra da Mantiqueira. Visconde de Mauá, com direito a um encontro familiar, Cachoeira do Escorrega, Vale do Alcantilado e muita água gelada! Hoje encontramos todos os cadetes da AMAN em Itatiaia, no caminho para o Pico Agulhas Negras (2.792m) e amanhã seguiremos aqui de Passa Quatro para o pico mais alto do estado de São Paulo, a Pedra da Mina (2.798m). Serão 2 dias de caminhada e acamparemos lá em cima com a temperatura perto ou abaixo de zero graus! Na quinta-feira estaremos de volta e conseguiremos colocar posts e fotos em dia para vocês.
Enfim amigos navegantes do 1000dias, essa passada rápida foi para contar a vocês que não desistimos de escrever, mas estamos muito atarefados coletando histórias para contar!
Despedida do Alê, Dani e Lucas, na casa deles em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá
Duas coisas parecem incabíveis durante uma viagem como a nossa: reclamar e parar. Reclamar do que? Estamos realizando todos os nossos sonhos como nunca imaginamos que poderíamos fazer. Pois é galera, mas vocês já devem ter ouvido falar que viajar cansa. Manja aqueles viajantes que voltam das férias mais cansados do que saíram? Aí dizem, “cansados no corpo, mas renovados na mente”. É por aí, nós estamos vendo muita coisa nova, aprendendo sobre o mundo, culturas, natureza e pessoas. A mente está renovadíssima, até demais eu diria, quase em curto com tanta informação nova. O corpo... este já se acostumou com uma cama diferente a cada dia, mas anda cansado desta vida cigana que arranjamos para ele. Eis que em meio aos cansaços e reclamações surge a oportunidade ideal para fazermos um dos pecados capitais dos viajantes: parar.
O queridíssimo Lucas, filho da Dan e do Alê, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá
Sim, nós paramos. Por dois dias, nós paramos. Paramos de correr, dirigir, conhecer, viajar, paramos de nos cobrar em fazer tudo e conhecer tudo ao mesmo tempo agora. Paramos para dormir descentemente, comer saudavelmente e principalmente, paramos para curtir algo que sentimos muita falta, os amigos!
Recebidos pelo Alê e pela Dani com delicioso jantar em sua casa em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá
Quando começamos a planejar esta viagem comentamos com o Alê e a Dani que iríamos nos encontrar na Costa Rica, país que os dois já moraram e onde nasceu o filho Lucas. Eles tinham acabado de voltar para o Brasil e nos deram várias dicas do país centro-americano da ondas, vulcões e praias paradisíacas. O que não imaginávamos, e nem eles, é que quando chegássemos ao Canadá iríamos encontrá-los morando aqui, em Toronto!
Os amigos que nos receberam tão bem em sua casa em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá
O casal trabalha em uma multinacional, vivem viajando e têm oportunidades como esta, de serem transferidos para outros países. A Dani já viveu na Suíça, junto com o Alê na Costa Rica e há 6 meses eles foram transferidos para cá. Moram hoje em Markham, um subúrbio bacana nos arredores da metrópole.
Reencontro com o Alê, antigo amigo, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá
Passamos um final de semana maravilhoso na casa do casal que já conheço há quase 10 anos. 10 anos de muitas festas, churrascos, shows, viagens e histórias juntos. Chegamos na quinta-feira a noite e junto conosco chegou a chuva. Na sexta-feira aproveitamos o dia útil e fizemos o tínhamos que fazer: revisão dos 90 mil km da Fiona, cortamos os cabelos, lavamos roupas, etc.
Adeus, barba e cabelo, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá
A noite, um jantar especial em uma pizzaria em Toronto e um passeio pela rua mais longa do mundo, a Young Street. 1.800 milhas de rua, que vira estrada e volta a ser rua atravessando toda a província de Ontário. Não sei qual foi o critério para definir que ela é uma rua e não uma estrada, mas a fama de rua mais longa do mundo está garantida anyway.
Assistindo à derrota brasileira na final olímpica, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá
A parada foi providencial, tempo chuvoso, olimpíadas e amigos reunidos, quer situação mais perfeita? O sábado foi de muitas emoções acompanhando os jogos brasileiros nas Olimpíadas. O Brasil perdeu no futebol masculino e levou a prata. As meninas do vôlei deram um show e levaram o ouro, o coraçãozinho brazuca aqui vibrou a cada ponto!
Alegria delas e nossa nas Olimpiadas (em Toronto, no Canadá)
À tarde enquanto as meninas foram ao shopping, os meninos ainda assistiram a final do Boxe, onde o brasileiro levou prata. Final do dia com churrasquinho, cervejinha, lutas de espadas e um super encontro com o Homem Aranha! O Lucas está lindo e esperto demais! O time dele do Summer Camp ganhou no futebol, ele nos ensina a pronúncia das palavras em inglês, dá as dicas sobre o ipad e é ligeiro demais na espada! Amigos, obrigada por tudo, foi demais reencontrar vocês!!!
O Lucas na sua roupa predileta, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá
Reencontro de amigas na casa da Dani, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá
Amanhã o dia será de explorações em Toronto e tristes despedidas dos amigos. Que seja só um até logo, esperaremos vocês na nossa casa de rodas lá na Costa Oeste! Vancouver, Califórnia ou onde vocês escolherem, estaremos esperando com a Fiona de portas abertas!
O queridíssimo Lucas, filho da Dan e do Alê, em Markham, subúrbio de Toronto, no Canadá
Gigantesco monolito em Pedra Azul, região de Domingos Martins - ES
Muitos Muriquis depois, pegamos estrada voltando para o Espírito Santo em direção ao mar. No caminho para o mar passamos pela Serra Capixaba onde se localiza o famoso Parque Estadual da Pedra Azul. Eu já tinha conhecido a Pedra Azul na viagem que fiz com meus pais e retornei em 2001, mas mesmo assim ela sempre impressiona pela sua imponência.
Gigantesco monolito em Pedra Azul, região de Domingos Martins - ES
Uma pedra de 500m de altitude que é símbolo do turismo no Espírito Santo. Ela é chamada assim, pois possui uma coloração mais clara, quase azulada, que a destaca das dezenas de outras grandes rochas, formação comum na geografia capixaba.
Gigantesco monolito em Pedra Azul, região de Domingos Martins - ES
Chegamos ao parque no final da tarde e infelizmente descobrimos que ele está fechado há mais de um mês, as trilhas estão em manutenção e uma das principais atrações, piscinas naturais, praticamente secas.
Casa no pé da Pedra Azul, região de Domingos Martins - ES
A Pedra Azul fica dentro do município de Domingos Martins, onde decidimos dormir hoje, cidade na região montanhosa de clima ameno e colonização alemã. Eu estava esperando encontrar as tais pousadas charmosas de serra, tomar um vinhozinho com o Ro... huuumm. Ledo engano... Chegando a cidade descobrimos que estas pousadas ficam justamente do outro lado do município, aos pés da Pedra Azul. São pousadas muito bonitinhas, lembram muito as pousadas em Gramado, Visconde de Mauá ou Campos do Jordão, e tem nada mais nada menos que a Pedra Azul no quintal. Nós havíamos visto estas pousadas lá, porém a Pedra Azul fica a 60km da cidade, que queríamos conhecer, além de estar mais próxima de Vitória, nosso próximo destino. Dormimos no Hotel Imperador, a noite baixou uma neblina na cidade que nos animou a tomar um vinhozinho ao som do sino e dos cantos da Igreja Luterana.
É tão gostoso quando engatamos algum trabalho, né? Então, comecei a produção dos vídeos e modéstia a parte acho que estão ficando muito bacanas para uma editora amadora como eu! Rsrsrs!
“O primeiro furinho da Fiona” – The Movie
As aventuras do primeiro pneu furado da Fiona, no PETAR, Núcleo Caboclo.
Medindo a pressão do pneu furado da Fiona, no PETAR
“Ilha Comprida”
A travessia da Ilha Comprida pelos seus 70km de praia, do Boqueirão Sul ao Boqueirão Norte.
Ana fotogrando a praia da Juréia
YOUTUBE – 1000DIAS - www.youtube.com/user/1000diasAmerica
Tenho que tirar o atraso dos filmes do Caribe, mas agora que a produção começou ninguém segura! Se inscrevam no nosso Canal no Youtube, assistam, compartilhem!
Peças mayas expostas no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
A cidade colonial espanhola de Mérida foi construída exatamente sobre T´ho, uma antiga cidade maia. As pedras que formavam os templos de T´ho, hoje formam o templo católico, vulga Catedral de Mérida (ou Catedral de San Ildefonso), em frente à mesma Gran Plaza utilizada pelos nativos quando Francisco de Montejo conquistou a cidade no ano de 1542.
Em escultura nada sutil, um conquistador aparece pisando sobre os indígenas conquistados (em Mérida, no sul do México)
Domingo ensolarado. Em um passeio num pela Gran Plaza lotada com barraquinhas oferecendo cochinita pibil, tortillas de maíz e dezenas de pratos yucatecos, não é difícil imaginarmos a feira nos dias de glória de T´ho, quando as mulheres preparavam as mesmas tortillas de maíz, cestos de henequén e ponchos coloridos de fibra de maguey. Basta soltarmos a imaginação e transformarmos a igreja em uma pirâmide, a Casa de Montejo em um centro administrativo e apagar os carros e motos que giram nas ruas ao redor.
Mercado popular na principal praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México
A arquitetura colonial de Mérida é das mais realistas possíveis, preservada até onde a vida moderna permite, sem planos de comunicação visual especial para seus restaurantes, tomada por fios de luz e gatos de TV a cabo, exatamente como se imagina uma cidade (colonial) latino americana. Andar pelas ruas de Mérida, sem grandes pretensões, é uma boa forma de sentir a cidade. A Calle 60 é a rua mais bonita, com os prédios da Universidad de Yucatán e do Teatro Peón Cortreras como grandes destaques.
Caminhada pelo centro histórico de Mérida, a capital do Yucatán, no México
Fachada da catedral de Mérida, a capital do Yucatán, no México
Já a melhor forma de viajar na história dos maias e da conquista da região é com uma visita rápida ao Palácio Municipal e observar os murais do Pacheco, que contam desde a origem do homem de maiz (milho), até a chegada dos espanhóis.
Pintura moderna mostrando a importância do milho para os povos do Yucatán (em Mérida, no sul do México)
Quem se habilita a ler um texto no idioma maia? (em Mérida, no sul do México)
A Mérida espanhola e dos conquistadores é vista na Casa de Montejo na Gran Plaza, construída em 1549 e com uma bela coleção de mobiliário europeu que passou por todas as gerações da família.
Passeando em dia de chuva pelo centro histórico de Mérida, no sul do México
Interior da Casa de Montejo, a família que conquistou o Yucatán (em Mérida, no sul do do México)
A umas dez quadras da praça central está o Paseo Montejo, uma avenida construída no final do século XIX ladeada por imponentes mansões construídas pelas famílias ricas da cidade na mesma época. Ali começamos a ter uma visão da Mérida moderna, um Irish Pub, um restaurante italiano, outro cubano com ar mais requintado, frequentado pelas classes média e alta de Mérida.
Os grandes e centenários casarões do Paseo Montejo, em Mérida, a capital do yucatán, no México
Monumento Nacional, no final do Paseo Montejo, em Mérida, no sul do México
A cidade que desde a colonização espanhola se colocou como centro cultural da Península do Yucatán, se esforça para manter o título. Dos diversos museus, dentre eles o Museu de Arte Contemporânea , Arte Popular de Yucatán, Museu da Cidade e o Museu de Antropologia Regional, acabamos escolhendo o novíssimo Museu da Cultura Maya para visitar.
A imponente fachada do Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
A exposição começa com um belo vídeo sobre a história geológica da península, incluindo a evento cataclísmico do meteoro que extinguiu os dinossauros até a história e a cultura dos mayas que ainda formam a maioria da população do estado do Yucatán. Painéis escritos em maya yucateco, terceira língua mais falada no México, contando sua história e conectando o passado e o presente de uma forma muito interativa e especial.
Caminhando sobre o mapa do mundo maya, no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
Réplica de uma cova maya exposta no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
Ainda no começo da exposição eu conheci um simpático casal de mexicanos, ele chilango (DF) e ela yucateca, com sua linda filhinha. O carisma e a receptividade dos dois foi tão envolvente que eu não consegui mais ver praticamente nada do museu. O Rodrigo já estava adiante e nós seguimos passeando pelos corredores, pescando informações, trocando histórias e os conhecimentos adquiridos na prática, nas suas casas e com suas famílias. Me contaram como comemoram o dia dos mortos, desenterrando os restos mortais dos defuntos queridos logo no terceiro ou quarto ano depois da morte e, no dia dos mortos, lavando-os e comemorando com suas comidas, bebidas e vestes preferidas. Ate nos ajudaram a montar um roteiro pelo sul do estado, duas figuras muito especiais!
Novos amigos, uma simpática família que também visitava o Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
Durante a noite a cidade também é muito ativa, na nossa primeira passagem por lá eu e a Val fomos conferir a balada na Mérida moderna. O norte da cidade é uma cidade como todas as outras, grandes construções e um corredor de baladas, bares e danceterias. Era um sábado e a bola da vez era uma boate chamada “Más de 30”. Era a única que estava cheia, então as trintonas aqui decidiram encarar a banda tipo baile, com 5 cantores diferentes para dar umas boas risadas.
Uma das muitas divindades mayas, em exposição no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
Na nossa segunda passagem pela cidade, já depois de deixar a Valéria no aeroporto de Cancun, foi a vez de uma tradicional Noite Mexicana. No início do Paseo Montejo estava montado um palco com apresentações dos grupos de danças típicas vindos de Veracruz, Campeche e aqui mesmo do Yucatán, com lindos sapateados e ternos brancos, como chamam por aqui estes belos vestidos rodados.
Apresentação de danças e trajes típicos durante festa em praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México
Apresentação de danças e trajes típicos durante festa em praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México
Aos que vieram por Cancún e já chegaram até aqui, não deixem de conhecer as ruínas de Uxmal e com tempo, reservar um dia para fazer a Ruta Puuc, passando por mais 5 pequenas ruínas maias, e programando um belo almoço em uma das fazendas de henequén na região. No caminho para cá vocês também já devem ter passado pela turística pirâmide de Chichen Itzá e o Pueblo Mágico de Valladolid, assuntos do meu próximo post.
Banco especial para namorados, no Paseo Montejo, em Mérida, no sul do México
Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos
Céu azul e um dia lindo para nos despedir de Chicago rumo ao meio oeste americano. Os planos eram muitos! Silvia, minha prima que mora em Milwalkee há 7 anos e já rodou bem a região nos deu algumas dicas ótimas.
Outra vez, admirando o reflexo da cidade na mais popular obra de arte de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos
- Um passeio de barco pelo Chicago River, não dos turísticos, de water táxi mesmo, passando pelo píer e indo até o Adler Planetarium. É mais barato que um tour e tem uma das melhores vistas do skyline de Chicago, a partir do lago.
Pessoas se refrescam na brisa vinda do lago, numa marina de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos
- Ir até Chinatown provar o tal café da manhã chinês que dizem ser ótimo! Uma experiência bem diferente com certeza!
Parque florido em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos
- Assistir a um espetáculo como o Blue Man Group que está em cartaz ou um musical da cena “Off-Brodway” de Chicago no Theater District, mas carregar o Rodrigo para um show desses seria quase impossível.
Passeando pelo distrito artístico de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos
Eram tantos planos misturados ao nosso cansaço, vontade de ficar no hotel e trabalhar nos blogs que acabamos fazendo nada disso e simplesmente deixamos o dia rolar. Saímos novamente caminhando pelo Loop e continuamos o nosso Architecture Tour pelo centro da cidade.
Caminhando por praça central de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos
O clássico convive bem com o moderno em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos
Chegamos ao Millenium Park e cruzamos até a Buckingham Fountain, já na área do Grant Park. A quantidade de água nesse chafariz não está no gibi! São 5 milhões e 700 mil litros de água, em 193 jatos e o jato central projeta a água a 46m de altura! A Buckingham Fountain é uma das maiores fontes do mundo e foi inspirada na Latona Fountain do Palácio de Versalhes.
A maior fonte de Chicago,em frente ao Lago Michigan (em Illinois, nos Estados Unidos)
A fonte jorra alto num dia de muito sol em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos
Embasbacados, voltamos caminhando pela beira do lago até a Monroe Street. Com um céu tão azul, não consegui convencer o Rodrigo a entrar em um museu, no caso, o The Art Institute of Chicago. Então voltamos pela Nichols Bridgeway, um calçadão elevado criado pelo italiano Renzo Piano, que corre no alto da Michigan Avenue, interligando a asa mais moderna do instituto de arte até o Millenium Park.
Caminhando entre os arranhacéus de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos
Praticando blues em plena praça de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos
Sexta-feira é dia de música no parque! Chegando lá vimos a movimentação do público que já estendia suas toalhas de piquenique e guardava seus lugares no gramado do Jay Pritzker Music Pavillion. O moderno pavilhão de shows foi projetado pelo arquiteto Frank Gehry, o mesmo que assinou a curvilínea BP Bridge.
Público se prepara para show gratuito de música clássica no Parque Millenium, em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos
O Rodrigo escapou do museu, mas não escaparia da ópera no parque! Ele relutou, tentou escapar para um blues no plaza ou até uma “ida rápida” ao hotel. Eu relutei e consegui levá-lo a uma loja para nos abastecermos de vinho e pão para o nosso piquenique com música no parque. “The Spectre’s Bride” é uma ópera do tcheco Dvorák estreada na Inglaterra em 1884 que fala de uma mulher que reencontra o fantasma do seu amante e o segue até o cemitério em meio a delírios de amor. Ahhh, as óperas! Adoro suas histórias de amor em tons intensos e sempre dramáticos! O Rodrigo, sempre com o ipad (e o Reinaldo Azevedo) na mão, adorou o programa!
Pão, vinho e música clássica no Parque Millenium, em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos
Não poderíamos nos despedir de Chicago sem ir a um legítimo bar de blues. Buddy Guy´s Legends é o mais famoso e por isso mesmo nós fugimos. A música é ótima, mas o bar parecia mais uma tourist trap. Seguimos a dica do concierge do nosso hotel e fomos parar no Chicago Blues, um bar super bacana com clima mais intimista e um blues de ótima qualidade.
Tia e sobrinha arrasam em show de blues em bar de Chicago, em Illinois - Estados Unidos
Deliciando-se com apresentação de blues em Chicago, em Illinois - Estados Unidos
Chegamos tarde e pegamos a última hora de show. Nos seus arredores várias baladas lotadas fechavam suas portas as 2 da manhã e os jovens fervendo se recusavam a ir embora. Duas da manhã, ruas lotadas de gente jovem e divertida, era tudo o que eu queria, além da companhia de um amigo mais festeiro e noturno para me acompanhar. Quase entramos no The Underground, o point da noite de sexta-feira, mas a fila disputadíssima não me ajudou em nada e tive que me render ao marido e voltar para o hotel e os braços de Morpheu.
O entardecer chega e junto com ele, as luzes de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos
A magnífica e iluminada Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos
Vocês podem não acreditar, mas hoje ficamos trabalhando o dia inteirinho dentro de casa em Key Biscayne. Acho que até deixarmos tudo em dia, posts, fotos, vídeos, redes sociais, compras de equipamentos, etc, teremos mesmo que fazer esta força tarefa. Saímos apenas para dar um pulinho ali no Fill Express em Pompano Beach - Fort Lauder Dale. Compramos pela internet nesta loja lá no Brasil, porém quando as compras chegaram foi que percebemos que estavam faltando algumas peças, então resolvemos ir até lá conferir pessoalmente, já que era aqui pertinho.
Eu achei que íamos aproveitar para pegar uma praia, mas o Rodrigo realmente está determinado a trabalhar, trabalhar, trabalhar, pedi para ele dar uma voltinha na cidade para eu conhecê-la pelo menos através da janela do carro e ele já ficou meio nervoso. De volta em casa, uma hora depois, voltamos à frente do computador trabalhar. Atualizamos tudo, pesquisamos novos equipamentos e conseguimos finalmente comprá-los em outra famosa loja na internet. A loja em questão estava fechada mesmo para as compras online de sexta-feira até 8.45pm de hoje, devido ao “Pesach” um feriado judaico concomitante com a nossa Páscoa, que comemora o Êxodo, quando se deu alforria dos israelenses no Egito antigo.
Além disso, marcamos o nosso primeiro mergulho em Key Largo. Combinamos entre nós, mas não com a operadora, já que eles fechavam as 5pm e não conseguimos ligar a tempo. Depois disso o meu único pedido foi sairmos para jantar, ver o mundo, conhecer algo diferente mesmo que aqui do lado. Conseguimos sair para jantar só as 10.30pm, o que nos fez acabar no 7 Eleven comprando uma pizza, já que todos os restaurantes estavam fechados. Great Day! Mas espero que não sejam muitos como este durante a viagem.
As largas avenidas de Miramar, bairro chique de Havana - Cuba
Bueno! Nossas últimas impressões do país não poderiam ser em melhor lugar: na estrada. O dia começou com a viagem de carro de Viñales para Havana, direto ao aeroporto. Depois de um mês viajando pela Jamaica de Bob Marley, Cayman Islands, as ilhas paraíso, não apenas fiscais, fechamos com chave de outro esta empreitada caribenha em um dos melhores destinos de viagem do mundo, a ilha de Cuba. Mundos completamente diferentes, o que faz a viagem ficar ainda mais intensa e interessante, indicamos o roteiro!
Transporte por caminhão, o mais popular em Cuba (estrada entre Pinar del Rio e Havana)
Pegamos um vôo direto de Havana para a Cidade do México e um trânsito de 2 horas no emaranhado de avenidas, túneis e elevados, do aeroporto para a nossa casa na megalópole em Santa Fé. Nossa “vírgula”, a casa de nosso grande amigo Rodrigo, que além de viajante e explorador incansável de destinos inusitados, é também um grande chef de cozinha. Descobrimos esse seu lado há pouco tempo, mas o fato é que quando alguém mora sozinho e longe de casa, precisa aprender a cozinhar se quer ter aquele temperinho gostoso do nosso país. Além de pão de queijo congelado, até os temperos ele traz de casa para poder matar a saudade de vez em quando. Sensacional!
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Nós chegamos junto com o Rodrigo na casa dele e nos encontramos em frente à sua vaga no estacionamento, olhando desconsolados para o pneu furado da Fiona. Estava totalmente arreado, não temos ideia de como isso aconteceu, mas o adiantado da hora nos obrigou a deixá-la mais um dia assim, amanhã resolveremos. Não conseguimos parar de falar um minuto com o Rodrigo, que decidiu fazer um jantar para nós, “chique no úrtimo”!
Chegando de volta no apartamento do curitibano Rodrigo, na Cidade do México, capital do país
O dia seguinte foi de organização, reposição de energias e trabalho. A péssima notícia é que um vírus contaminou o meu computador e o travou completamente. O nome do bicho é “Security Shield” e na verdade não é exatamente um vírus e sim um malware, um software “mal” que se instala no computador e começa a bloquear todas as ações do Windows e principais programas. Eu não consegui encontrá-lo no meu computador para excluí-lo, nem manualmente, nem com o meu anti-vírus gratuito. Assim sendo, tivemos que sair em busca de um técnico para fazer uma faxina geral no meu computador e por isso ficarei sem trabalhar pelos próximos 3 ou 4 dias. A sorte é que eu nem estou atrasada uns 20 dias nos updates do blog, né? Tudo bem, um dia eu recupero.
Caronistas, muito comum nas estradas cubanas (estrada entre Pinar del Rio e Havana)
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