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FLÁVIO ALBERTO CEZÁRIO (19/09)
MENINA ANA: AO LADO DE VOSSOS COMPANHEIROS, COM CERTEZA, SOIS ...
Dona Hele (16/09)
Ana. Realmente , uma belíssima viagem como essa, conhecendo a verdadeira...
Carlos Iracy Coelho Netto (15/09)
Ana, Trabalho com turismo há muito anos sou guia de turismo, aprendi c...
Dani (14/09)
Na, o pai comentou comigo que você tava dodói, mas só conseguimos nos ...
Jorge (14/09)
Parabéns! Muito rico! Estas linhas é um mistério, como pode uma civil...
Bebê tartaruga no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA
O longo litoral baiano tem trechos batizados de diferentes nomes, como forma de organizar e facilitar a divulgação turística. A Costa do Descobrimento, a Costa do Dendê, a Costa do Cacau e agora eu resolvi apelidar o litoral norte utilizando uma de suas maiores belezas naturais, a Costa das Tartarugas.
Vista do Bar do Souza, na Praia do Forte - BA
Não foi a toa que o litoral norte é o local onde se instalou a primeira base do Projeto TAMAR – Projeto TArtarugas MARinhas - na Praia do Forte. De Arembepe até Mangue Seco, nos meses de setembro à março 5 espécies de tartarugas marinhas desovam nas praias deste litoral.
Chegamos na divisa Bahia-Sergipe!
As tartarugas sempre fizeram parte do cardápio dos índios brasileiros, porém com o aumento da população a extinção se tornou um fato. No século XVIII a carne da tartaruga foi muito utilizada pelos portugueses para salvá-los do escorbuto, uma vez que as levavam vivas nos navios para o velho mundo. Pratos requintados foram criados com a sua carne, jóias e adereços refinados se tornaram moda. O trabalho de educação ambiental continua até hoje com as populações caiçaras e indígenas que já tinham a tartaruga no seu hábito de consumo, utilizando inclusive sua carapaça como berço para os seus bebês.
Tubarões Lixa interagindo no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA
As tartarugas cabeçuda, oliva, verde, pente e couro são as espécies encontradas no litoral brasileiro. Estas espécies ainda se encontram em extinção, porém o trabalho realizado pelo TAMAR já avançou muito no conhecimento sobre os hábitos destas espécies e o esforço para a mudança cultural dos pescadores e caiçaras estão ajudando a mudar este cenário.
Representação de tartarugas em tamanho natural, no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA
Nesta época as tartarugas buscam sempre as praias mais largas e cavam de 30 a 60cm de profundidade na areia mais distante da água para deixar seus ninhos bem protegidos. Assim que a tartaruga coloca seus ovos, o ninho é encontrado pela comunidade local, ou mesmo por um dos Tartarugueiros do TAMAR, os ninhos são identificados pela equipe do projeto ganhando uma marcação especial e é feita toda a coleta de dados para pesquisa e acompanhamento até a eclosão dos ovos. O período de encubação dos ovos é de 50 a 55 dias para os ovos eclodirem e durante este período é a temperatura pivotal que irá determinar o sexo das tartaruguinhas. Quanto mais quente, mais fêmeas nascerão, quanto mais frio, mais machos. O TAMAR desenvolveu uma pesquisa junto com uma universidade do Canadá para determinar a equação que determinaria a temperatura média para se ter 50% da ninhada fêmea e 50% da ninhada macho.
Tocando uma arraia, no Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA
Quando as tartaruguinhas nascem demoram em torno de 2 dias para conseguir sair do ninho e aí começa a jornada pela sobrevivência, a corrida para o mar. Elas buscam sempre o ponto mais iluminado, que normalmente seria o horizonte oceânico, porém as praias iluminadas artificialmente ou até mesmo as luzes de casas próximas podem alterar a direção de um filhote, que ao não chegar ao mar tem suas chances de sobrevivência próximas de zero.
Projeto Tamar, na Praia do Forte - BA
Nestes 30 anos de Projeto TAMAR a população de tartarugas marinhas está em franca recuperação e as comunidades do seu entorno tiveram suas vidas alteradas. Hoje muitos pescadores e suas famílias trabalham nas bases do TAMAR como tartarugueiros, costureiras, educadores ambientais e até as crianças como guias-mirins. O trabalho desenvolvido é maravilhoso e se tornou uma potência.
Rua na Praia do Forte - BA
Mesmo eu que não sou das mais consumistas, quando cheguei à loja do projeto não aguentei. São produtos lindos produzidos pela comunidade local e que ajudam a manter este belíssimo trabalho, é claro que compro e seu culpa nenhuma! Ainda aproveitamos para parar um minutinho no Bar do Souza e provamos seu famoso bolinho de peixe e uma caipiroska de umbu deliciosa!
Vista do Bar do Souza, na Praia do Forte - BA
Continuando pela Costa das Tartarugas, seguimos viagem para Mangue Seco, atravessamos fronteira com Sergipe e chegamos a Pontal. Mangue Seco fica na Bahia, porém o acesso mais fácil é pelo vizinho, atravessando de barco o Rio Real até a vila.
A única passageira da travessia Pontal (SE) - Mangue Seco (BA)
Nos instalamos na pousada e caminhamos até a praia no final da tarde, com a esperança de vivenciar mais uma vez uma das melhores lembranças que o Rodrigo tem da vez que esteve aqui, a corrida das tartaruguinhas para o mar. Encontramos os ninhos e sabemos que eles estão prestes a eclodir, mas ainda não foi hoje. Quem sabe amanhã teremos mais sorte de vivenciar o mais belo espetáculo da natureza nesta Costa das Tartarugas.
Marcação de ninho de tartaruga em Mangue Seco (BA)
Nascer-do-sol esplendoroso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá
Hoje pegamos o ferry as 13h em Prince Rupert em direção ao porto de Port Hardy, em Vancouver Island. Finalmente tivemos um dia ensolarado, céu azul e condições perfeitas para passarmos as próximas 10 horas nos decks externos curtindo a paisagem e procurando as nossas tão esperadas baleias!
Céu azul na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá
Nosso ferry na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá
O vento estava frio e ficar lá fora não era uma tarefa fácil, então o Rodrigo resolveu olhar pela janela e direcionou os esforços dele para o árduo trabalho de todos os dias, escrevendo e organizando as fotos do blog. Eu, que já estou sempre atrasada mesmo, resolvi aproveitar o sol, o vento frio e a paisagem fantástica da Inside Passage canadense rodando pelo ferry e fazendo novos amigos.
As primeiras luzes da manhã no nosso ferry na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá
Não demorou muito encontrei um grupo com as mesmas intenções. Dois irmãos que vivem no norte de Vancouver Island, o primeiro lenhador profissional, o mais novo técnico em uma madeireira. Ele sabe o tipo de fibra, o padrão dos galhos, a qualidade e a precificação de todas as madeiras. Jovens e apaixonados pela sua terra vinham descrevendo a paisagem, sabiam decor e salteado o caminho, as montanhas, as ilhas e cachoeiras. Esta foi a segunda vez que vieram para Prince Rupert, Terrazas e o norte da British Columbia para pescar nos grandes rios que banham a região. Os salmões já haviam passado, mas as trutas estavam correndo e pelo jeito fizeram a festa dos dois irmãos pescadores.
Céu azul na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá
Junto deles conheci outros dois canadenses, um deles tem um lodge que oferece tour para visualização de ursos, ao norte de Prince Rupert. Ele já foi beachcomber, recolhia troncos de árvores nas praias para vender, uma prática que já foi muito comum nas praias da British Columbia. O litoral da região é repleto de árvores que foram arrancadas e tratadas naturalmente pela mãe natureza, segundo ele um bom cedro vermelho ou sitka spruce que foi “selado” pelo mar é uma das madeiras de melhor qualidade que se pode encontrar, e melhor, o único trabalho é transportar! Com ele viajava um jovem escalador que vai fazer uma viagem para o Brasil, o plano é escalar a via mais difícil do Cristo Redentor! Os dois estão a caminho de Tofino, pois foram contratados para construir uma cabana nos arredores das hot springs. Eles nos convidaram para um camping selvagem, com direito a picles de kelps, ostras, clams frescas e outras iguarias do mar. Vamos ver se conseguirei convencer o maridão, que é aventureiro, mas tem uma preguiça sem igual para acampar!
Muitas cachoeiras na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá
A cada vale o sol se revelava e nos esquentava entre os intervalos de sombra das montanhas. Por trás dos vales, um lago alpino formado pelo degelo das montanhas, nevadas no inverno, verdinhas no verão. Estes lagos que são casas para salmões e trutas também são um dos segredos dos lenhadores desta área. Em cada lago eles fechavam grandes diques e os usavam para armazenar a madeira retirada dos arredores do lago. Quando a produção estava pronta, explodiam o dique e a enxurrada fazia o transporte dos troncos corredeira abaixo, até o mar. Lá embaixo elas eram agrupadas em uma grande rede e arrastadas pelo barco sem nem precisar sair de dentro d´água! Acredito que essa técnica ainda seja utilizada para produções de pequena escala. A indústria madeireira começou na região apenas para dar estrutura às cidades que foram construídas durante o gold rush, às companhias pesqueiras e fábricas de enlatados. Mais tarde com o desenvolvimento do sistema de transporte ela cresceu e se tornou uma das mais fortes aqui nessa região.
Muitas cachoeiras na Inside Passage entre Prince Rupert e Port Hardy, na Vancouver Island, sul da British Columbia, no Canadá
Nada melhor do que aprender em um bate papo de boteco, no caso, de ferry boat. Adoro socializar com locais para aprender um pouco mais sobre a cultura, as preferências, a geografia e a história do lugar. A viagem passou em um piscar de olhos, enquanto eles descreviam a paisagem e contavam as suas experiências e histórias, quando vimos já era hora de dormir.
O dia começa maravilhoso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá
Acordei um pouco antes das 7 da manhã e fui atraída pela luz rosada que eu vi pela janela. Toda encasacada, subi ao 7° andar do navio e vi uma das cenas mais especiais de toda a viagem: o nascer do sol na Inside Passage. Os primeiros raios iluminavam as baías, as ilhas e os pássaros, que já dançavam sobre as águas em busca do café da manhã. Meus olhos sonolentos já estavam atentos em busca das almejadas baleias. Um casal de holandeses me disse ter visto uma 15 minutos antes de eu aparecer, talvez uma orca! Mas ela estava longe, eles não tinham certeza.
O exato momento do nascer-do-sol na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá
Os raios dourados aos poucos foram dando forma e cor para a paisagem, as baleias resolveram não competir com o espetáculo do astro rei e logo retornei para nosso canto quentinho do barco para acordar o meu amado. Café da manhã e não demorou muito para o capitão nos avisar que estávamos aportando em Port Hardy. Que viagem esse último grande trecho de ferry me reservava! Finalmente senti estar curtindo intensamente cada minuto da paisagem, da cultura e da viagem. Aqueles pequenos momentos que fazem a experiência única, que ficará para sempre na memória.
Nascer-do-sol esplendoroso na Inside Passage, chegando à Port Hardy, na Vancouver Island, no Canadá
Maravilhada com a gigantesca araucária na região de Nova Petrópolis - RS
Nova Petrópolis é uma cidade menos conhecida na Serra Gaúcha, menos turística e justo por isso muito mais agradável aos olhos de quem procura tranqüilidade e autenticidade. Ali vemos os trabalhadores saindo das suas casas e começando o seu dia no comércio, lojas e na principal empregadora da cidade, a fábrica de sapatos Dakota.
Repolhos Ornamentais no jardim da praça central de Nova Petrópolis - RS
A cidade possui o título de Jardim da Serra Gaúcha, não é a toa que sua praça possui os mais belos jardins de toda a região. Formados por plantas um tanto quanto exóticas, os canteiros são todos comestíveis, sendo estas 5 tipos de repolhos ornamentais. Ficamos impressionados com a beleza e a criatividade, o que até abafou o fato do principal atrativo turístico estar temporariamente desativado. O Labirinto Verde foi replantado e está em processo de reestruturação.
Estátua em homenagem ao fundador do cooperativismo no Brasil, em Nova Petrópolis - RS
Além dos Jardins a praça principal possui uma obra que celebra o cooperativismo, aclamado pela cidade que é a Capital Nacional do Cooperativismo. Foi lá, em 1902, que formou-se a primeira Cooperativa de Crédito do Brasil e da América Latina, A Caixa Rural de Nova Petrópolis.
Como diria Napoleão, "Do alto dessa árvore, dez séculos te contemplam!" (em Nova Petrópolis - RS)
Ali perto, a apenas 10 minutos, fica o magnífico pinheiro multissecular. Mãe de todas as árvores, (pai na realidade), esta imponente araucária atravessou séculos de história e está ali, firme e sem sinal algum de cansaço. Já imaginaram quantas dessas já não foram derrubadas neste século de colonização? Ainda bem que uma restou para contar a história, ah se ela falasse...
O bonde, em Gramado - RS
Mais tarde passamos por Gramado, apenas para nos despedirmos da cidade durante o dia. Uma volta na praça central, igreja principal, bondinho e termômetro oficiais da cidade. Almoçamos um caldo de capelleti delicioso, em frente à feira do livro e já resolvemos presentes da festinha que está por vir. Infelizmente nossa passagem pela serra teve de ser breve e objetiva. Sem dúvida alguma uma semana inteira aqui não seria suficiente para conhecer cada restaurante e todas as atrações.
Igreja em Gramado - RS
Na estrada em direção à São Joaquim vimos um belíssimo pôr-do-sol. Amanhã acordaremos em uma das cidades mais frias do Brasil! O tempo melhorou e pelo jeito não teremos geada. Tudo bem, já passamos muito frio por aqui, nesta semana.
Locomotiva "meio" fora dos trilhos, em Gramado - RS
Bermudas, traje oficial em Hamilton, em Bermuda
Alguém aqui já ouviu falar das Ilhas Bermudas? Se não, certamente já ouviram falar das centenas de aviões e navios desaparecidos no Triângulo das Bermudas. Pois é, é para lá que embarcamos hoje, uma ilha no meio do Oceano Atlântico há mais de mil quilômetros do estado americano de Carolina do Norte.
Mapa mostrando o famoso "Triângulo das Bermudas", onde navios e aviões somem sem deixar pistas, segundo a lenda...
A ilha descoberta em 1.505 pelo espanhol Juan Bermudez foi uma colônia inglesa e é hoje um British Overseas Territory, ou seja, mais um dos vários territórios que compõe a Commonwealth Britânica, uma democracia parlamentarista sob os domínios da Rainha Elizabeth.
City Hall de Hamilton, em Bermuda
A arquitetura inglesa, os pubs e pints de guiness, as igrejas anglicanas e as dezenas de campos de golfe quase nos fazem pensar que estamos mesmo na Inglaterra. Mas basta olharmos para as casas coloridas, um toque caribenho, o mar azul turquesa e os homens de bermudas desfilando seus mais belos trajes sociais, que logo lembramos que estamos mesmo em Bermuda. Sim, o nome oficial em inglês é sem o “s” e falado com um sotaque capiar americano “BeRRRmiúda”.
Atrativa propaganda de bar em Hamilton, capital de Bermuda
A propósito o que veio antes? A bermuda ou Bermuda? Os mais ligeiros já perceberam, o nome da ilha veio do sobrenome do seu descobridor Juan “Bermudez”. Já a bermuda, irmã mais comprida do short, nasceu aqui mesmo quando as tropas inglesas já não tinham como se esconder do calor e resolveram inovar no modelito, cortando suas calças e criando um novo elemento indispensável no guarda roupa de muitos homens e mulheres pelo mundo. Assim a bermuda é usada por políticos, bancários, homens de negócio e até por policiais como roupa social na ilha que a criou, junto à camisas de mangas curtas e longos meiões.
Guarda de trânsito trabalhando de bermudas em Hamilton, capital de Bermuda
Saímos logo cedo de Princeton - New Jersey, pegamos um trem e o aerorail para o aeroporto de Newark. Havíamos tentado reservar pousadas via internet, mas todas retornaram com negativas, estavam lotadas. O jeito foi tentar encontrar um lugar lá mesmo, fora de feriado não seria possível que não achássemos um lugarzinho na ilha.
Estátua pensativa, em parque de Hamilton, capital de Bermuda
Dica: mesmo sem um hotel agendado, nunca deixe em branco o ítem “hotel” do seu papel de imigração. Nós sempre colocamos o nome de algum hotel da ilha, mesmo que não esteja reservado. Hoje isso nos garantiu a entrada na ilha, nosso taxista nos contou que várias pessoas já foram mandadas de volta por não terem hotel marcado.
Uma das tranquilas ruas centrais de Hamilton, capital de Bermuda
O vôo foi tranquilo, embora seja impossível não pensarmos que estamos passando por uma área famosa por vôos e navios desaparecidos. Seria pelo mau tempo? Ou algum campo magnético que acabava com os instrumentos das aeronaves? Certamente esta fama não nasceu do nada, mas eu é que não quero descobrir agora!
Chegando á Bermuda, em pleno Oceano Atlântico
Chegamos na capital Hamilton em um dia nublado e com a ajuda do nosso amigo taxista encontramos logo um Bed & Breakfast super gostoso a uns 15 minutos de caminhada do centro. Bem acomodados logo saímos explorar a cidade, com seus ares britânicos passando pelo Victoria Park, pela Catedral Anglicana de Bermuda, Fort Hamilton, o Dockyard onde acabava de atracar um navio de cruzeiros, além de dar uma olhada na Reid e Front Streets, as melhores para compras e restaurantes.
Catedral Anglicana em Hamilton, capital de Bermuda
Escultura em meio a jardim de parque em Hamilton, capital de Bermuda
Navio-cruzeiro ancorado em Hamilton, capital de Bermuda
O fim de tarde não poderia ser melhor, uma guinnes na Front Street, batendo papo com locais animados em um dos pubs em frente ao Hamilton Dockyard. Agora já podemos nos considerar praticamente bermudenses!
Típica esquina americana (em Santa Fé, no Novo México)
Santa Fé é um pueblo de colonização espanhola que era parte do território mexicano antes da guerra entre EUA e México. Na Mexican-American War o México perdeu grande parte do seu território para seu vizinho do norte, área correspondente aos atuais estados da Califórnia, Texas, Nevada, Arizona e Novo México.
Pimenta à venda em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Aqui ouvimos muito espanhol pelas ruas, as lojas, restaurantes e hotéis possuem nomes em espanhol. A arquitetura colonial do centro histórico se destaca dentre a arquitetura sem personalidade da maioria das cidades americanas. Aqui as características casas de adobe, com suas paredes sem quina e tons amarelos e terracotas dão cor e charme para a cidade. Tudo isso com a eficiência e organização que é peculiar aos estadunidenses, o melhor dos dois mundos!
Rua de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
O povo é receptivo e a criatividade faz parte da cultura local. Os indígenas, também conhecidos como “native-americans” estão por todos os lados e são os grandes artesãos que influenciam as artes de cerâmica, tecelagem, pintura e até a culinária. Alguns restaurantes de alta gastronomia oferecem a cozinha fusion indígena-americana-mexicana, não exatamente nesta mesma ordem.
Museu em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Nós caminhamos pela cidade, praça central onde conhecemos esse simpático dog, já com 10 anos e começando a ficar cego. Sua dona muito simpática nos contou que ele reluta, mas usa os doogles todos os dias para proteger dos raios ultravioletas, responsáveis pela cegueira.
Cão usa "doogles" (dog + googles) em rua de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
A Catedral estava ocupadíssima para um casamento, me chamou atenção a estátua em frente à igreja que homenageia à primeira santa indígena, nos idos de 1600 teria curado enfermidades e salvado vidas com seu dom e suas preces.
Dia de casamento na igreja matriz de Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Caminhamos até Loreto Church, famosa por sua escadaria milagrosa. Um milagre da engenharia, pois a escada em caracol não possui nenhum pilar de suporte a não ser a espiral central.
A famosa e milagrosa escada da Loreto Church, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos (antes da construção do corremão)
Ela ficava ainda mais bonita sem os corrimãos, que foram colocados a pedido de um dos padres, que já bem velhinho trabalhava aqui.
A famosa e milagrosa escada da Loreto Church, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Uma cidade deliciosa e super charmosa, com o pouco tempo que tínhamos acabamos optando por um turismo “outdoor”, vendo os artesanatos expostos pelos indígenas nos arcos da praça, a arquitetura e aproveitando o melhor da gastronomia local. Com tempo vale a pena a visita aos museus de arte e diversas galerias.
Venda de artesanato indígena em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Um vendedor de uma loja nos indicou os restaurantes mais bacanas da cidade: para o almoço o Pasquoal, restaurante de comida contemporânea mexicana que só utiliza ingredientes orgânicos. Pratos deliciosos e um ambiente super festivo fazem deste um preferido dos locais, que lotam durante todo o dia.
Decoração no delicioso restaurante Pascual, em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
A noite a indicação foi o restaurante Casa de Santa Fé, próximo à catedral de Santa Fé, escolhido principalmente por sua imensa adega. Apaixonados por vinhos a adega conta com mais de 15 mil garrafas de todo o mundo! A carta de vinhos é quase uma enciclopédia e a curiosidade é a forma como os vinhos são escolhidos. A curadoria é feita pelo tipo de vinícola, em geral pequenas e que aplicam técnicas especiais de plantio e corte. “Gostamos de vinhos feitos por pessoas que plantam a uva”, dizem os curadores que se orgulham de não ter as vinícolas líderes de vendas em sua carta. Assim já é de se imaginar que as opções não sejam muito baratas, mas existe uma ampla faixa de preço e uma variedade quase infinita de uvas e origens. Experiência sensacional!
Venda de artesanato indígena em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Hospedagem
Um dos hotéis mais bacanas da cidade é o Hotel Santa Fé Inn (CONFIRMAR), está bem localizado próximo ao centro e seu restaurante de culinária fusion indígena é bem indicado, mas deve ser reservado com antecedência. Nós chegamos à cidade as 22h e já não conseguimos encontrar nenhum dos hotéis e hostales charmosos com a recepção aberta. Nada mal, acabamos ficando em um Motel 6, que por mais padrão “chain motel” que seja, era confortável, bem localizado e estava com a recepção aberta.
Do it your self!
Aqui aquela cultura do “faça você mesmo” impera, o que faz nós latinos acostumados a termos mão de obra barata para tudo, ficarmos meio “preguiçosos”. Fato é que a Fiona precisava de um banho e eu, em um intervalo de trabalho que fizemos durante a tarde, entrei no clima e fui ao Lava Car Self Service.
A Ana dá merecido banho na Fiona em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Ela estava com uma grossa camada de pó desde o Death Valley, daquela que já parece quase um gesso! Coloquei a Fiona em um box, peguei umas dicas com Ronaldo, “chicano power” orgulhoso americano filho de mexicanos que se mudaram para os EUA, e mãos à obra. Estava um frio da porra, coloquei meu casaco impermeável, mangueira na mão, 2 dólares na máquina e 3 minutos de jato de alta pressão na Fiona.
Enquanto a Fiona toma banho, cai neve em Santa Fé, no Novo México - Estados Unidos
Quando olhei para fora estava caindo a maior neve!!! Acho que foi a primeira vez que vi cair tanta neve de dia, tão lindo! Enquanto eu me molhava, dançava na neve e me divertia a -3°C o Rodrigo estava no hotel quentinho trabalhando. Ok, mais 2 dólares foam soap por tudo, mais 2 enxaguei e a Fiona estava limpa por fora. A segunda parte foi a limpeza por dentro, por que quanto eu encasqueto com alguma coisa vou até o final. 3x de 50 cents para o aspirador, pano nas portas, painéis, tapetes... tudo! Pronto, temos a nossa casa limpa e apresentável! E eu, finalmente uma experiência mais íntima com a neve, em um momento bem corriqueiro e cotidiano, tipo, lavando o carro e vendo a neve cair. Amei!
O vulcão Baru, ponto mais alto do Panamá, na região de Boquete
O Panamá tem 3 principais passos fronteiriços com a Costa Rica. O principal deles é o de Paso Canoas na Rodovia Panamericana (ou Interamericana, como é chamada por aqui). Esta fronteira é super movimentada e por isso o Rodrigo quis evitá-la. A segunda fronteira mais utilizada é do litoral caribenho, perto de Bocas del Toro, que conheceremos no retorno da viagem. Sobrou então a fronteira de Rio Sereno, na região central e montanhosa do país.
As estradas panamenhas foram asfaltadas há pouco tempo, estão uma belezinha. Mas como toda estrada de montanha, as curvas tornam o trajeto mais longo embora muitas vezes seja mais bonito. Eu por outro lado adoro fugir de tantas curvas, já que meu labirinto não me ajuda a curtir sem enjoar. Além disso, eu estava com uma pulga atrás da orelha, algo me dizia que não era por aí. Aquele sexto-sentido que nunca tem espaço frente a argumentos racionais e “interneticamente” comprovados. Acabamos decidindo cruzar pela fronteira menos utilizada. Afinal algumas teimosias do Rodrigo são pertinentes e já devem ter nos facilitado alguns caminhos.
Chegamos a Rio Sereno e entramos em todas as filas necessárias. Demos baixa do carro na aduana e saída na imigração panamenha e atravessamos a rua para a Costa Rica. Já com o passaporte do Ro carimbado, fizemos a pergunta fatídica “onde é a aduana?”. Nesse momento a casa caiu. O oficial da imigração nos perguntou em tom fúnebre “Vocês estão de carro? Então não posso autorizar a entrada de vocês no país, pois nesta fronteira não existe aduana.”
As estradas que rodamos ainda não estão atualizadas no googlemaps
Nas pesquisas do Rodrigo alguns poucos sortudos conseguiram passar de moto por aqui, mas esqueceram de mencionar que a aduana funciona apenas quando o funcionário aparece. E quando ele aparece? Só Deus sabe! Bem, não teve jeito. Tivemos que cancelar a entrada na Costa Rica, cancelar a saída do Panamá, reaver os documentos da Fiona e dirigir quase 3 horas para Paso Canoas, aquela primeira fronteira da qual estávamos fugindo.
Ok, a fronteira é uma zona, trocentos carros bagunçando o trânsito, mas chegando lá a imigração e as filas nem estavam grandes, 3 pessoas na nossa frente. O processo nem foi demorado, compramos o seguro e o que demorou mesmo foi apenas a emissão do documento da Fiona, tamanha a agilidade do “sistema”. Afinal, não é lógico que a principal fronteira tenha processos mais rápidos para dar conta do volume? Ah! Detalhe, o nosso destino final já era aqui no litoral, pertinho da Panamericana. By the way, por que mesmo demos uma volta pelas montanhas?
Indicações na trilha para o The Quill, em Statia - Caribe
Um dos grandes atrativos de Statia é o vulcão que o formou, conhecido como The Quill. A origem do seu nome veio da palavra holandesa kuil, o nome remete ao seu formato, que é mesmo parecido com um “pinico”.
No alto do The Quill, em Statia - Caribe
A STENAPA, ST Eustatius NAtional PArk, é uma organização ativa na ilha, além de manter estações de pesquisa no parque marinho, trabalha na organização e manutenção de todas as trilhas do The Quill. Todas as rotas são sinalizadas e não tem necessidade da contratação de guias. A taxa do parque é de 6 dólares por pessoa, pago na aquisição de um tag na oficina de turismo ou na própria STENAPA, sem este tag você pode ser multado e retirado da trilha pela fiscalização. Junto da tag recebemos um folheto com o mapa das trilhas no The Quill, informações de duração, níveis dificuldade e uma pequena descrição da trilha.
Início da trilha para a subida do The Quill, em Statia - Caribe
Começamos a caminhada lá da nossa pousada até o escritório de informações turísticas as 9h30. Providenciamos um sanduíche para o nosso almoço no Big Burger da cidade e pegamos a estrada em direção ao The Quill. Do centro até o início da trilha são uns 30 minutos andando pelas vizinhanças da cidade alta, já subindo a montanha. Se preferir, não deve ser difícil conseguir um táxi ou uma carona até lá. A mata fora do The Quill é mais seca, baixa e espaçada, já encontramos no caminho duas cobras e alguns galináceos do campo. O nosso primeiro objetivo era chegarmos até a boca do vulcão, pela trilha principal. Dali alguns mirantes já nos animam, a vista do alto deverá ser linda!
Cratera do The Quill, em Statia - Caribe
No caminho encontramos também algumas placas informativas sobre a história da formação da ilha, idade do vulcão e data da última erupção, (400 a.C.) há pouco mais de 1600 anos atrás. Pouco menos de 40 minutos de caminhada e chegamos à cratera! Já não é o meu primeiro vulcão, mas a emoção é parecida. Saber que toda aquela ilha existe por sua causa (do vulcão, é claro), que ele está apenas dormindo e pode acordar a qualquer momento! Já imaginaram o estrago?
A floresta no fundo da cratera do The Quill, em Statia - Caribe
Logo depois de chegarmos ao primeiro mirante onde visualizamos a cratera, atrás de nós chegou um galo! Lindo galo! Hahaha! Ele chegou todo curioso e dono da montanha, subiu até a pedra, olhou a cratera de peito estufado e plumas brilhantes! Nosso amigo galo montanhês, como o apelidamos.
O orgulhoso guardião do The Quill, em Statia - Caribe
Nosso objetivo maior do dia era continuar para uma trilha menos explorada, a trilha do pico mais alto do The Quill, montanha conhecida como Mazinga! A trilha segue pela crista lateral direita da cratera, algumas partes mais íngremes, sempre sob uma floresta conhecida como Floresta dos Elfos. Ela não fica mais de 5m de altura, possui algumas espécies de lagartos, várias tipos de bromélia e a nossa “amiga” cobra da barriga vermelha. Digo “amiga”, por que eu nunca tive nenhum medo ou pânico especial por cobras, desde que elas lá e eu aqui. Só que hoje, especificamente neste trecho da trilha, tivemos contatos imediatos de primeiro grau com umas 20 bichas como esta! Cada buraco, cada pedra, cada passo uma delas saia correndo. Já sabíamos que existiam, que não são venenosas, mas pô, um bicho preto, escamoso e rastejante como este não é nada agradável há menos de um metro de você.
Uma das dezenas de cobras que vimos na caminhada ao The Quill, em Statia - Caribe
A caminhada até o Mazinga dura em torno de 1h30, fizemos mais rápido e ainda assim conseguimos chegar 5 minutos depois da nebulosidade baixar e tomar conta de toda a nossa linda e esperada vista. Eu cansei umas 3x mais nesta trilha relativamente fácil. Corri, pulei e elevei meus batimentos cardíacos a milhão só pelo estresse emocional de cruzar com as bichinhas o tempo todo. Durante toda a trilha encontramos centenas de ermitões, caranguejos montanheses, que vivem dentro de uma concha e se escondem quase completamente dentro dela quando estamos passando. Ótima forma de eles descerem, rolando morro abaixo, eu quero ver é subirem!
Equilibrando-se sobre a cratera do The Quill, duzentos metros abaixo de nós! (em Statia - Caribe)
Inconformado com as nuvens que nos abatiam, Rodrigo buscou, fuçou e esmiuçou o topo do Mazinga durante quase 1 hora e acabou descobrindo dois pontos mais altos, um é uma pedra seguindo pela mesma trilha. Subimos lá e garantimos nossa marca e objetivo de estar no ponto mais alto. Não satisfeito continuou pela trilha que já ficava mais fechada, fui até uma parte e surtei com as últimas cobras, decidindo ficar no caminho esperando por ele. Este “segundo topo” não propagandeado pela Stenapa é realmente o mais alto, porém dentre árvores e nuvens, não garantiu nenhuma melhor vista.
A neblina encobre a Ana, na encosta do cume falso do The Quill, em Statia - Caribe
Descemos a crista em direção ao primeiro mirante, eu já um pouco mais tranquila, um pouco mais acostumada com as répteis rastejantes. Tudo isso depois de uma longa discussão com o Rodrigo, pois ele achava absurda a minha reação. Queria que eu achasse normal! Hahaha! Sou descolada, destemida e até “metida” para algumas atividades, mas aí a me amigar das cobras já é demais.
Uma das dezenas de cobras que vimos na caminhada ao The Quill, em Statia - Caribe
Novamente no ponto do galo montanhês, decidimos então explorar a outra trilha que desce até o fundo da cratera. Um íngreme caminho, parte com degraus e parte formado por um desabamento de pedras nos leva a um ambiente completamente diferente do lado externo da cratera. Justamente pelo seu formato, ali cria-se um micro-clima tropical e portanto uma mini floresta tropical.
Admirando a incrível figueira na cratera do The Quill, em Statia - Caribe
Árvores imensas, figueiras com 70 metros de altura, algodão, cacau, bananeiras e outras plantas típicas deste bioma podem ser encontradas dentro da cratera. A mais impressionante é a união de duas figueiras, uma delas daquele tipo de tenta estrangular a hospedeira a matando aos poucos e crescendo sobre ela. Aqui, porém, aconteceu alguma mutação e a hospedeira resistiu bravamente ao estrangulamento. Tanto que a parasita acabou formando um estranho tipo de simbiose e hoje as duas crescem exponencialmente!
Incrível figueira na cratera do The Quill, em Statia - Caribe
Algumas árvores frutíferas encontradas dentro da cratera foram plantadas pelos próprios colonizadores, que em tempos antigos utilizaram como terreno de plantio toda a extensão externa e também parte da cratera do The Quill para o plantio das diversas culturas trazidas para a ilha, como cana, índigo e cacau.
Explorando a cratera do The Quill, em Statia - Caribe
Já eram 16h15, ainda queríamos explorar a última trilha no alto do The Quill, um caminho ainda mais íngreme para uma vista panorâmica, mas de apenas 40 minutos de caminhada ida e volta. O tempo teimava em não nos ajudar, não teria por que subir toda a trilha, entre cobras e lagartos para não ver nada. Acabamos decidindo voltar à cidade, depois de um dia inteiro de explorações na mãe de todas as montanhas de Statia.
Fim de tarde em Oranjestad, em Statia - Caribe
É claro que quando chegamos à base o tempo deu aquela limpada e pudemos ver o pico da trilha panorâmica. É aquela sempre esperada Lei de Murphy. Fato é, que independente das vistas, tivemos um belo dia de caminhadas, exercícios, belas paisagens e principalmente aprendizados. Eu por exemplo, aprendi que tenho medo de cobras, quando elas não respeitam meu espaço. Enquanto estivermos aproveitando e aprendendo, principalmente sobre nós mesmo, é sinal de que estamos vivendo! E vocês, o que aprenderam hoje?
Nosso companheiro no alto do The Quill, em Statia - Caribe
Nova campanha cívica da Fiona, em Curitiba - PR
Curitiba está mobilizada em torno de uma causa pouco notada pela maioria da população: o respeito à sinalização para pessoas com deficiência. “Esta vaga não é sua nem por um minuto” surgiu a partir de uma situação vivida por Mirella Prosdócimo, curitibana portadora de deficiência. Mirella ao invés de se fechar, transformou sua indignação em causa e lançou uma campanha de conscientização, chamando a atenção de toda a cidade para os direitos das pessoas com deficiência. Eu respeito a lei e o próximo e convido a todos os motoristas a aderirem à causa, ajudando na divulgação desta campanha.
Curta a página do "Esta vaga não é sua" no facebook.
Delicioso mergulho no Mirror Lake, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
O nordeste dos Estados Unidos, região conhecida como Nova Inglaterra, é mais famosa por sua costa histórica, belas praias e deliciosas lagostas. Durante o verão as Green Mountains e sua irmã do leste, as White Mountains, ficam meio de escanteio, quando as estações de esqui fecham por falta do elemento fundamental para sua atividade: a neve.
Passeio nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
O que muitos esquecem é que quando a neve vai embora, ela deixa para trás uma nova Nova Inglaterra, tão bonita e especial quanto a sua branca e gelada paisagem. Montanhas verdes, rios cristalinos formados pelo degelo e alimentados por fontes de águas minerais, trilhas sequinhas e a oportunidade de encontrar a vida selvagem que não precisa mais se esconder do frio.
Trilha para a cachoeira Sabbaday, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
A área oferece oportunidades para montanhismo, escalada em rocha, caminhadas, caiaque, rafting e uma infinidade de atividades para os amantes da natureza. Tudo isso, é claro, com a praticidade e a infraestrutura peculiar aos parques e florestas nacionais americanas: estacionamentos, mirantes, trilhas sinalizadas com vários níveis de dificuldade e acessibilidade garantida para todos.
Viajando pelas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Trilha para a cachoeira Sabbaday, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Nós utilizamos como base a pequena vila de Woodstock, vizinha à cidade de Lincoln, já no estado de New Hampshire. Ficamos hospedados no Wilderness Inn, que além de muito confortável e um café da manhã divino, tem como principal diferencial o atendimento personalizado dos donos, viajantes inveterados! Rosana nos ajudou a montar um roteiro, forneceu mapas e deu as melhores dicas de toda a área e acabamos decidindo estender a nossa estadia por mais uma noite para poder explorar melhor a região.
Nosso roteiro nas White Mountains
O dia começa com um pit stop no posto mais próximo para abastecer o carro e preparar a nossa cesta de piquenique, já que dentro da floresta não se encontram postos e restaurantes. Entramos na floresta nacional pela Kancamagus Highway, uma estrada cênica com vários mirantes, vistas fantásticas das montanhas e informações interessantes sobre a história geológica destas terras.
Rio de águas claras e geladas nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Estes montes já foram cobertos por mais de 1 km de gelo, há mais de 15 mil anos, na última glaciação. O degelo formou os “notchs”, vales estreitos que hoje concentram as principais atrações da Floresta Nacional das Montanhas Brancas. Antes de nos embrenharmos nos vales queríamos ter uma visão mais ampla da região e fizemos um pequeno detour para o famoso Mount Washington, o ponto mais alto do nordeste dos Estados Unidos, com 1.917m de altitude.
A bela paisagem durante a subida do Mount Washington, ponto mais alto das White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Há várias formas de chegar ao topo do Mount Washington, trem é a mais cara e talvez a mais divertida delas. A nossa escolha normalmente seria a forma mais tradicional, a pé. Há várias rotas e geralmente a mais bonita é a mais difícil. Hoje, porém, acabamos optando por conhecer outra das atrações do parque: a Mt. Washington Drive Road. Um parque privado, criado em 1861 pelo visionário proprietário dessas terras, é a atração turística (construída pelo homem) mais antiga dos Estados Unidos.
Fiona nos leva pelas estradas das White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Trem leva turistas ao topo do Mount Washington, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
O Mt. Washington possui um observatório climático completo e se orgulha de quebrar os records de piores condições climáticas do mundo! No seu cume já foram registrados ventos de 372km/h, em uma tempestade em abril de 1934. Para ler os relatos completos da aventura do homem que viu, mediu e sobreviveu a esta tempestade para contar a história, é só clicar aqui.
A caminho do topo do Mount Washington, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Muito vento, gift shops e fotos depois, seguimos em direção ao Crawford Notch, lugar que poderíamos ficar pelo menos uns 2 dias explorando suas trilhas e diferentes paisagens. O plano inicial era fazer uma trilha de 4 km, mas para isso o dia precisaria ter começado 3 horas mais cedo.
Experimentando fantasia de alce na lojinha do Mount Washington, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
No topo do Mount Washington e das White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Fizemos uma rápida parada em Bretton Woods, local onde foi assinado o histórico acordo que remodelou toda a economia mundial, criando o FMI, o Banco Mundial e estabelecendo o dólar como a moeda mundial de comércio.
Hotel onde se realizou a famosa conferência de Bretton Woods, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Local onde foram definidas as novas diretrizes do mundo capitalista, um marco importantíssimo e bem lembrado pelo meu amado marido economista. Detalhe: o Acordo de Bretton-Woods foi assinado em julho de 1944, no mês seguinte da Invasão da Normandia, o famoso “Dia D”, já no final da Segunda Guerra Mundial.
Visitando Bretton Woods, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Terminamos a loop road passando pelo Franconia Notch, onde fizemos uma trilha rápida pelo Basin, para começar a acostumar nossa sobrinha linda às atividades esportivas na natureza. Ela é meio preguiçosa, mas com jeitinho conseguimos tirá-la do conforto da Fiona e colocá-la em movimento.
The Basin, lembrança da última era glacial nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
No caminho para casa ainda faríamos uma última parada, a mais esperada do dia para nossa querida sobrinha, o Mirror Lake! Toda a preguiça que a Bebel tem para caminhar simplesmente desaparece quando o assunto é água! Nossa linda sereia não demorou um segundo para entrar na água do Mirror Lake, parada obrigatória para fechar o dia de viagem em New Hampshire.
Mirror Lake, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Vamos embora sem ter encontrado nenhum alce, animal comum nessa região, mas difícil de ser avistado durante os dias quentes. Ficamos sem o alce, mas tivemos a sorte de ver um urso preto, lindo! A sorte foi apenas a de estarmos passando em frente ao pequeno circo da cidade na hora de descanso do pobre coitado. Ele estava fora de sua jaula, na área de playground, mas com uma cara meio aburrida.
Um urso negro usado em apresentações em Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Um urso negro usado em apresentações em Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Um dia é pouco para explorar tudo o que a White Mountains National Forest têm a oferecer. Em um dia completo conseguimos ter um bom overview, mas se você tiver um final de semana ou até um feriado prolongado de 4 ou 5 dias, sem dúvida não faltarão atividades. Seja no verão ou no inverno, trekking ou skiing, a beleza natural da região não irá decepcionar.
Ponte refletida em lago cristalino, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
As montanhas mais altas são iluminadas pelo sol que nasce no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
O Parque Nacional Grand Teton faz parte do corredor natural de preservação do seu irmão mais velho o ilustre Yellowstone. Mesmo muitas vezes ofuscado pela fama do vizinho, o parque não deixa de receber milhares de visitantes que combinam ambos em uma mesma viagem e descobrem universos completamente diferentes de lagos e montanhas há menos de 50km da fronteira sul do parque.
Lago espelhado no início de nossa caminhada no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
A cordilheira que onde se destaca o poderoso pico Grand Teton (4.197m), possui uma das formações rochosas mais antigas do mundo, com mais de 2,7 bilhões de anos de idade. As montanhas, por sua vez, estão dentre as mais jovens do mundo, sendo resultado de terremotos e movimentações das placas tectônicas na falha de Teton. Seguidos terremotos fizeram que um lado da placa se afundasse sob a placa tectônica vizinha, criando uma grande depressão chamada de Jackson Hole, enquanto do outro lado cresceu a grande cadeia do Grand Teton. As montanhas foram esculpidas pela erosão dos ventos, glaciares e água que nivelaram o vale e deixaram no seu caminho lindos rios, moraines e lagos de água cristalina.
Pôr-do-sol no String Lake, lago no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Os terremotos passaram e deixaram para trás um cenário magnífico com diversos picos nevados, um ecossistema riquíssimo em fauna e flora e um verdadeiro playground para os montanhistas, hikers, paddlers e amantes de atividades em meio à natureza. Os mais de 310.000 acres de área preservada podem ser facilmente explorados pela Loop Road, uma estrada que corta o parque com as melhores vistas para as montanhas e o grandioso Grand Teton. Cada mirante nos dá um ângulo diferente, a luz de final de tarde deixou o ar destas montanhas ainda mais mágico. Aos poucos fomos percebendo que a nebulosidade que filtrava a luz, na realidade era fumaça vinda dos grandes incêndios de Idaho, estado vizinho.
As montanhas e lagos do Parque Nacional de Grand Teton, no Wyoming, nos Estados Unidos
Hoje começamos nossa viagem em Riverton e logo cruzamos a Bighorn National Forest, uma imensa área verde, com áreas de camping e alguns trekkings no meio da floresta de pinus. Entramos no Grand Teton pela Moran Junction com uma bela vista do Jackson Lake e seguimos para o sul em direção ao Visitor Center do Jenny Lake. Um detour obrigatório é a Signal Mountain, que tem uma vista belíssima do Snake River, que serpenteia a planície de Jackson Hole, e a oeste para as montanhas.
As planícies do parque Grand Teton vistas do alto de Signal Mountain (Wyoming, nos Estados Unidos)
No centro de visitantes conseguimos um mapa mais detalhado da região que iremos explorar em um trekking no dia seguinte. Novamente, a organização dos parques americanos é absurda. Os caras nos dão um mapa topográfico apuradíssimo da trilha com todas as distâncias e ganhos de altitude, perfeito para trekkers independentes. Este é um detalhe curioso, em quase toda a América Latina como as trilhas nem sempre possuem manutenção e não são bem sinalizadas, somos obrigados a contratar guias.
Após quase duas milhas, chegamos à placa indicativa. Nosso objetivo é o loop, uma das grandes trilhas no Grand Teton National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Quando é um trekking de alta montanha ou em lugares mais isolados nós não ligamos, até gostamos, na verdade, por que é um ótimo contato com a cultura local e a troca de experiências pode ser muito rica. Aqui nos Estados Unidos a cultura é do “faça você mesmo” e este profissional praticamente não possui demanda já que é tudo muito organizado e fica quase impossível se perder.
Lendo painel informativo sobre as imponentes montanhas do parque de Grand Teton, no Wyoming, nos Estados Unidos
Enfim, traçada a rota de amanhã, tiradas as dúvidas sobre como lidar e/ou evitar um encontro mais íntimo com ursos, continuamos nosso caminho em direção à cidade de Jackson, no portão sul do parque. Jackson é uma cidade dedicada ao turismo, oferece toda a infraestrutura necessária, hotéis, motéis, restaurantes, lojinhas e algum agito noturno onde os jovens montanhistas se reúnem para dançar música country e tomar uma boa cerveja artesanal. Durante a alta temporada, encontrar um quarto disponível pode ser difícil mesmo com os preços mais altos. O Kildo Motel é uma opção simples, com preços mais acessíveis e ótima localização, a duas quadras da praça principal.
Portal em praça na cidade de Jackson, feito apenas com chifres de renas (ao sul do Grand Teton National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos)
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