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marcos-kapital auto peças (28/04)
oi ana tudo bem,estava olhado o seu blog que inveja em que fotos maravilh...
Fabiola (27/04)
Nao tenho sugestão mas um pedido. Me leva!!!! Hehe Boa viagem, querido...
mario sergio (25/04)
edie (25/04)
nossa cara eu morei em poranga desde a minha infacia, até meus 17 anos e...
Oscar | MauOscar@gmail.com (25/04)
Que legal.. Nao tinha ideia que o Death Valley estava abaixo do nivel do ...
Açude da fazenda em Ribeirão Preto - SP
Chegamos a Ribeirão Preto na segunda-feira à noite e paramos direto na Fazenda Cruzeiro. Hoje uma fazenda arrendada para a produção de cana, a Fazenda Cruzeiro participou dos tempos áureos da cafeicultura no Brasil. O terreiro ainda está lá e é utilizado para secar o café dos poucos pés que sobraram, além de servir como a nossa pista de caminhadas no final da tarde. Açudes, matas, cocheira, galinheiro, vaca leiteira e tudo o que uma fazenda tem direito. Havia também quatro colônias, com quase uma centena de famílias que trabalhavam no cafezal, com direito a campo de futebol e uma vendinha, abaixo da imensa paineira que resiste até hoje.
Tirando leite na fazenda em Ribeirão Preto - SP
Terrero de café na fazenda em Ribeirão Preto - SP
O Vovô Haroldo reformou a principal casa da fazenda quando a comprou de D. Iria, mas mesmo sofrendo novas reformas e ampliações, ela não é suficiente para abrigar toda a família, que continua crescendo. Ele teve 8 filhos, dentre eles o Seu Gustavo, meu sogro. Os Super 8 se casaram, tiveram filhos e deram à Vovó Carola e ao Vovô Haroldo 25 netos. Todos estes continuaram a tradição da reunião no mês de julho, o que mantém a família ainda muito unida. Hoje os bisnetos também convivem na fazenda, sendo que o mais velho já possui 21 anos e esta geração ainda não parou por aí, afinal eu e o Ro ainda temos que providenciar pelo menos mais dois primos para esta turma. Algumas das casas da colônia foram reformadas por alguns tios e primos, senão seria praticamente impossível receber todo este pessoal no mesmo período.
Fazenda bem movimentada em Ribeirão Preto - SP
O dia da fazenda começa com um belo café da manhã e inclui uma caminhada até o curral onde você pode optar por leite fresco puro ou com ovomaltine, tirado na hora. Depois uma caminhada nos arredores da fazenda, passando pelas estradas no meio da plantação de cana, também marcadas pelas antigas mangueiras e chegando pela colônia ao lado das macadâmias.
Caminhando entre açudes na fazenda em Ribeirão Preto - SP
Para os corajosos, um belo banho de piscina e chuveirão e já é hora de abrir o apetite. Caipirinhas e deliciosos petiscos preparados pela equipe de secretárias da fazenda, gerenciada pela Dona Maria da Glória, sétima filha do Vovô Haroldo, Gogóia para a família. Um bom bate papo e uma mesa de carteado com jogo de buraco sempre muito disputado. Almoço posto, todos vão à mesa se deliciar, finalizando com uma bela goiabada com requeijão, especialidade da família mineira.
Balde de goiabada na fazenda em Ribeirão Preto - SP
Grupo caminhando na na fazenda em Ribeirão Preto - SP
Durante a tarde, mais jogos de buraco, caminhadas, pedaladas ou cavalgadas. Fazia pelo menos uns dois anos que eu não andava a cavalo, a Tuti foi uma graça, a égua mais mansa e obediente, me senti quase uma amazona. No mesmo dia aconteceu um acidente horrível, Bebel, filha da Cláudia, prima do Ro, levou dois coices de uma égua, um acertou a perna e o outro a cabeça. Foi um susto terrível, ela chegou a desmaiar, mas uma sorte imensa, pois foi de raspão. Tomografia, dois dias no hospital em observação, 10 pontos na cabeça e muito repouso. Graças a Deus a Bebel está bem!
Cavalos na fazenda em Ribeirão Preto - SP
Cavalo na fazenda em Ribeirão Preto - SP
No final de semana chegaram os trabalhadores que não conseguiram tirar férias. Sexta-feira depois do jantar, quando achava que tudo estaria perdido, Marcos e Haroldo voltaram a agitar a balada que já estava cancelada, ajudei a colocar pilha no Guto, Rodrigo e lá fomos nós! Primeiro SA., um barzinho em Ribeirão. Lugar bacana, mas eu já havia avisado o Rodrigo que não valeria como balada, afinal eu queria mesmo era dançar. Fechamos o bar, estávamos indo embora e novamente veio uma animação repentina no carro para seguirmos ao Zucker, dançar! Fechamos a noite com um cachorro-quente, clássico de final de balada. Foi uma bela surpresa! Espero que eu consiga convencer o Ro a fazer outra dessas ainda dentro dos 1000dias!
Pôr-do-sol na fazenda em Ribeirão Preto - SP
O nosso plano era ficarmos até quinta-feira, porém sempre que chegamos à casa da família é difícil irmos embora, vide Curitiba. Sábado foi aniversário de 14 anos do Lulu, 4 do Luca e 40 e uns do Gera. A Sossa preparou uma bela festa de aniversário, mais um motivo para prolongarmos mais um dia a nossa partida.
Aniversariantes na fazenda em Ribeirão Preto - SP
Foi uma semana bem diversificada e agitada, da saudável vida na fazenda até uma balada em Ribeirão, e o mais importante: sempre rodeados de pessoas queridas. Nossa próxima temporada na fazenda será provavelmente em julho de 2013, quando estarei levando, ainda na minha barriga, mais um Junqueira conhecer sua família.
Ana e Nilza na fazenda em Ribeirão Preto - SP
Atravessando a Ponte das Américas, sobre o Canal do Panamá, na chegada à Cidade do Panamá, a capital do país
Chegamos novamente à Cidade do Panamá! Um momento chave da viagem e que nos exige tempo, paciência e um certo planejamento para que as coisas funcionem bem. Daqui vamos enviar a Fiona para Cartagena, na Colômbia e finalmente retornar à nossa querida América do Sul. Mas antes disso temos uma pendência importantíssima para resolver no nosso roteiro, a nossa visita aos dois últimos países que faltam para completarmos todo o Caribe: República Dominicana e Haiti!
Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade
A Ilha de Hispaniola é um destino que nos escapou várias vezes durante a viagem, seja por cronograma ou por budget ou ainda detalhes como surtos de cólera no Haiti pós terremoto. Este foi um dos poucos momentos no planejamento da viagem em pensávamos em pegar pacotes CVC desde o Brasil, para baratear custo de passagem e hotéis, mas aí teríamos que voar do Brasil. Então pensamos em voar desde o Suriname, México, Miami, Nova Iorque e até do Canadá! Sim, as vezes é mais barato comprar um pacotão em um destes lugares do que organizar a sua própria viagem, mas está no nosso sangue e foi difícil se render. Assim decidimos voar da Cidade do Panamá, um ótimo hub para o Caribe, próximo, fácil e barato. Passagens compradas, teremos 20 dias para explorar a ilha, passando pelos dois países! Estou ansiosíssima como se estivéssemos saindo de férias, muito curiosa com o que iremos encontrar no Haiti!
Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade
Paralelo a isso seguimos com os trâmites da travessia do carro a Cartagena. Há mais de um mês estamos em contato com Tea, a agente aduaneira panamenha que tem orientado viajantes nestes trâmites há anos. E você sabe como é, um indica para outro, que indica para outro e no buzz a Tea acaba tendo quase um monopólio deste interessante mercado. Estamos agendando o envio para o dia 12 de Maio e até lá temos que encontrar alguém para dividir o container conosco, cruzem os dedos!
Preparando a bagagem para deixar a Fiona na Cidade do Panamá, a capital do país
Tudo lindo e resolvido para viajarmos, deixando a Fiona em algum estacionamento barato da cidade e eis que recebemos um e-mail da Tea. Ela nos alertava das leis panamenhas que proíbem que você saia do país sem o seu veículo, isso por que se o carro fica no Panamá teríamos que pagar impostos sobre ele. Mas nós vamos sair e voltar, não devemos pagar impostos e não queremos correr o risco de sermos barrados na aduana de saída, como fazemos?
Vista da Cidade do Panamá, a capital do país, do alto do nosso hotel na cidade
Quando entramos vindos da Costa Rica o passaporte do Rodrigo foi carimbado pela aduana. Segundo eles nós não poderíamos sair sem dar baixa deste carimbo, agora, como se faz isso se o carro ficará aqui? É claro que não somos os primeiros a ter este problema e para isso já foi criada uma solução burocrática, mas relativamente fácil, o Bond ou porto seco. A Kinte é um bond localizado no centro da Cidade do Panamá e possui, dentro de seu depósito de cargas, agentes aduaneiros que fazem a inspeção do carro ou carga para armazenagem pelo período necessário. Pagamos US$ 7,50 por dia (o que não é mal, quase o preço de um estacionamento), mais uma taxa de serviço e emissão de documentos. Aí é mais a chatice das burocracias, documentações, idas e vindas à aduana central, etc.
Rua da Cidade do Panamá, a capital do país
Neste dia descobrimos uma coisa que não sabíamos, aqui na zona central da Cidade do Panamá é comum todos compartirem táxis, são como táxis coletivos e também não existem centrais de táxi para que você possa ligar e chamar um. Tem que ser na sorte! Agora imaginem, nós quase perdendo o horário da aduana e tendo que achar um táxi coletivo que vai para o mesmo lado? Surreal! Fomos e voltamos às voltas desta burocracia com os nervos à flor da pele, mas logo estávamos com tudo resolvido, em um hotelzinho no centro, perto de Santa Fé, dentro da piscina e com uma cerveja na mão! Tudo pronto para a nossa última grande aventura em terras caribenhas, Hispaniola, aí vamos nós!
Chegando à Santo Domingo, capital da República Dominicana
A impressionante cor do mar do caribe, em Tulum, no México
Tulum é um dos meus lugares preferidos na Península do Yucatán. Por quê? Por que ele reúne uma diversidade de atrativos em um mesmo lugar, ruínas mayas na beira do mar, praias de areias brancas e cenotes maravilhosos, bares à beira mar e restaurantes super charmosinhos na praia ou pueblo.
O mar caribenho de Tulum, na costa oriental da península do Yucatán, no México
Tulum Pueblo
Quando passamos por Tulum a primeira vez eu havia ficado com a impressão que apenas o trecho de praia valeria a pena, pois uma cidade que começou a se desenvolver na beira da estrada certamente não poderia ser muito atrativa. Tulum está 130 km ao sul de Cancún e apenas 64 km de Playa del Carmen e, depois de uns dias, percebemos que o Pueblo de Tulum é muito mais do que um amontoado de casas na estrada Cancún – Chetumal. A cidade reúne a população maya que usa o seu idioma no dia a dia e traz a sua culinária dos pratos regionais em uma mescla com os capitalinos e estrangeiros que escolheram este lugar para morar. Italianos, franceses, espanhóis, americanos e canadenses abriram seus negócios e emprestaram um ar mais internacional a este pequeno pueblo, fervilhante em atividades, gastronomia e cultura.
Despedida de nossa simpática pousada em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
O Pueblo de Tulum está no entroncamento entre as rodovias 307 e 109, onde não apenas estão todos os serviços básicos para uma comunidade (posto de gasolina, supermercados, restaurantes, caixas eletrônicos, etc), como um dos principais sítios arqueológicos mayas da Península do Yucatán, as Ruínas de Tulum. A cidade murada é uma ótima desculpa para você começar as suas explorações pela região, veja aqui o post sobre este e outro sítio arqueológico da região.
Qual é o seu humor hoje? Ruínas, praias, cenotes ou nenhuma das anteriores?
Tulum Playa
Se você quer uma praia de areias brancas e um mar de águas azuis, nem tão tranquilas, dobre à esquerda na rodovia 109, ande 4 quilômetros e vire à direita. A partir deste momento você está na longa avenida beira-mar de Tulum, que reúne todos os tipos e opções de hospedagem e restaurantes que você imaginar.
O mar caribenho de Tulum, na costa oriental da península do Yucatán, no México
Uma rua de areia deliciosamente preservada para a alegria daqueles que pensam que praia é pé na areia, andar de bicicleta, tomar um suco ou uma vitamina de frutas de manhã, um solzinho à tarde e uma cervejinha de noite. Quando chegamos o vento norte estava batendo forte, difícil estender uma canga e deitar na areia para tomar sol. Chato para nós, perfeito para os kite e windsurfers que se divertiam praticando e aprendendo a velejar em alguma das escolas de kite de Tulum.
Chegando às belíssimas praias de Tulum, na costa caribenha da península do Yucatán, no México
Restaurantes vão desde os mais simples aos mais elaborados dos resorts-hotéis super charmosinhos. O nosso canto preferido da praia foi no canto esquerdo da praia, próximo à ruína. A praia Santa Fé tem o mar mais tranquilo, um barzinho bem simples mas com cerveja gelada e umas boas quesadillas para disfarçar a fome.
Visual paradisíaco das praias de Tulum, na península do Yucatán, no México
Nos hospedamos no canto oposto, uns 4km ao sul, passando o primeiro aglomerado de hotéis e a muvuca do centrinho da Playa de Tulum. Uma boa referência é o Restaurante La Zebra, dele para frente as pousadas são mais tranquilas, com opções de 50 a 200 dólares. Normalmente as que estão do lado direito, a 5 passos do mar, são as mais baratas. Nós ficamos em uma destas, a recém-inaugurada La Onda, por justos 50 dólares em alta temporada. As que estão a apenas 1 passo da praia são mais carinhas, mas de vez em quando vale a pena se esbaldar!
Rua praiana de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Gostamos muito da Casa Violeta, um pouco mais cara, mas sem disponibilidade quando chegamos. Enfim, são tantas opções que é até difícil escolher. De noite o La Zebra tem as melhores festas e baladinhas na beira da praia. Cada noite com um tema, nós pegamos a noite de salsa, deliciosa! Mas vi que também rolam festas de anos 80 e outras.
Restaurante muito bem locaiizado em praia de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Se você estiver de carro e quiser explorar novas opções de praia, a Punta Allen é um dos lugares que eu iria. Na ponta da longa península de Boca Paila, ela se alonga por 50km de praias e florestas preservadas, dentro da Reserva de Biosfera Sian Ka'an. O acesso é por uma estrada de terra e leva um pouco mais de uma hora de carro. Valeria reservar um dia para explorar toda a península, esta ficou para o nosso retorno.
Litoral de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Cenotes de Tulum
Agora, você não está querendo sal e areia, mas precisa encontrar uma forma de se refrescar e ver algo lindo e diferente? Então faça um tour pelos cenotes da região! Cenotes são basicamente poços de água azul cristalina, uma entrada para o imenso sistema de túneis e cavernas subterrâneo que existe na Península do Yucatán.
Gran Cenote, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Aos mais aventureiros com uma carteirinha Open Water da PADI (ou qualquer outra certificadora) é possível fazer um mergulho de exploração pela área de cavern (somente onde existe luz natural) destes cenotes, conhecendo grutas inundadas com estalactites e estalagmites lindas!
Rampa de acesso ao cenote Pet Cementery, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Se você não é mergulhador, mas ainda assim tem curiosidade, pode pegar sua máscara e seu snorkel e flutuar sobre as águas e entre as estalactites para conhecer um pouco mais deste mundo sub. Agora, se você não é mergulhador e nem quer explorar coisa nenhuma, vá até lá só para tomar um sol, um banho de água doce e aproveitar um dos lugares mais lindos do Yucatán, tirar fotos e se divertir, é como pegar uma prainha sem sal e sem areia.
Cenote Jardin del Eden, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
São vários cenotes, alguns dos mais lindos estão no sistema Sac Actún, como o Pet Cementery, o Pit e o Dos Ojos. Fora dele o Grand Cenote é um dos mais decorados. Um dos cenotes que eu mais gostei para passar o dia de bobeira foi o Jardin del Edén. Suas águas são verdes (não azuis) e não tem nenhum espeleotema, mas o poço é gostoso de nadar, tem vários peixinhos lindos, mesinhas ao redor da água e é super bacana para pular, nadar e se divertir bastante.
Cenote Jardin del Eden, em Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
Depois de passarmos dois dias e uma noite explorando as ruínas e a praia de Tulum com a Val, nós retornamos à região para passar uma semana em treinamento de mergulho em caverna. Nós já éramos Tek e Intro to Cave Divers, mas para mergulharmos com mais segurança e melhorarmos o nosso treinamento, decidimos fazer o curso de Full Cave, aproveitando para conhecer as cavernas inundadas da região, assunto para outro post.
Início de mergulho no Cenote Pet Cementery, em Tulum, no Yucatán, sul do México
N.D.A
Agora se você está aqui e não está a fim de “nenhuma das anteriores”, você ainda terá a opção de descansar na sua charmosa pousada, almoçar na praia de Akumal, fazer um snorkel com as tartarugas e continuar mais um pouco até Playa del Carmen para fazer umas comprinhas e ver o agito de final de tarde na 5ª Avenida. Enfim, atividades não irão faltar para você ao redor de Tulum, o destino mais descolado e alternativo da costa de Quintana Roo.
Fim de tarde em uma pequena praia de Tulum, na costa caribenha do Yucatán, no México
A tradicional e centenária igreja de San Francisso de Asis, em Taos, no Novo México, nos Estados Unidos
Há quase 9 meses estamos rodando pelos Estados Unidos, muito mais do que havíamos planejado para estes 1000dias. Depois de tantos zigue-zagues estávamos ansiosos para girarmos a nossa bússola para o sul e termos, enfim, um novo sentido para a nossa jornada. É chegada a hora, não podemos mais esperar. Hoje começamos a nossa travessia do mid-west americano, cruzando suas imensas planícies rumo ao México, mais de 2.400km que seriam completados nos próximos 10 dias, incluindo ainda alguns pontos de interesse no caminho.
Exibir mapa ampliado
No primeiro dia dirigimos mais de 570km em direção à cidade de Las Vegas. Não, não chegamos à iluminada e agitada Vegas e sim na Las Vegas de New México, a original. Fundada em 1835 ainda durante o período da colônia espanhola, a cidade presenciou a Guerra Americana-Mexicana na disputa pelo seu território, viu o progresso chegar pelas ferrovias que cruzavam para o oeste e junto delas os notáveis bandidos como Billy the Kid, Jesse James, Doc Holiday e Hoodoo Brow.
Estátua na praça central de Las Vegas, no Novo México, nos Estados Unidos
Apenas 70 anos mais tarde surgiu a sua homônima do estado de Nevada. Aqui a Vegas dos cassinos e do show bizz dá espaço para uma charmosa cidade de arquitetura espanhola pueblana, com uma praça central e casas de adobe, como a sua irmã maior Santa Fé.
Tradicional hotel da pequena Las Vegas, no Novo México, nos Estados Unidos
Depois de tanto tempo andando pelas cidades espartanas dos Estados Unidos, com seu urbanismo prático, grandes avenidas e quase nenhuma história, chegar à pequena Las Vegas foi um alívio para os nossos olhos.
Fiona em frente ao nosso hotel na histórica Las vegas, no Novo México, nos Estados Unidos
Ontem quando dirigia rumo ao sul passamos pelas placas de Taos, um povoado pueblano que há pouco tempo havia entrado na nossa lista, apresentado por Mariana e Marlus, curitibanos que vivem no Texas, que conhecemos no Mesa Verde. Eles sugeriram que no nosso caminho para o sul parássemos na pequena vila de Taos, “imperdível!”. A vontade de explorar a história e um pouco da cultura deste estado de origem indígena, meio mexicano, meio americano tomou conta e mais uma vez resolvemos fazer um pequeno detour para o norte. É, é difícil irmos embora sem olhar para trás. Lá fomos nós 124km, entre montanhas nevadas por uma pequena estrada sinuosa, rumo ao norte novamente.
Lago completamente congelado perto da histórica Las Vegas, no Novo México, nos Estados Unidos
Construída entre 1000 e 1450 d.C, o Pueblo de Taos é a comunidade mais antiga dos Estados Unidos, continuamente habitada. Acredita-se que os puebloans são descendentes dos Anasazi, os Ancient Pueblos que viviam em toda a região de Four Corners e inclusive no Mesa Verde National Park que também visitamos. A arquitetura pueblana é composta por casas de adobe com 2 ou mais níveis, paredes compartilhadas e os pátios e varandas na parte de cima, que são utilizados para diversas atividades cotidianas. Abaixo, em um nível subterrâneo, estão os kiwas, salas onde os anciãos reúnem os mais jovens da família para lhes passar todo o seu conhecimento e a história da tribo.
O pueblo de taos, no Novo México, nos Estados Unidos (foto obtida na internet)
O povo de Taos é um dos mais tradicionais, fechados e conservadores de todos os povos indígenas americanos. Toda a sua história é passada única e exclusivamente de forma oral para as novas gerações. Assim eles conseguiram manter viva a sua cultura, ritos e tradições através destes milhares de anos.
Chegando ao mais antigo pueblo dos Estados Unidos, Taos, no Novo México, nos Estados Unidos
As palavras em Tiwa, a língua nativa do pueblo, possuem vida e poder e a tribo acredita que se as palavras fossem escritas perderiam a sua vivacidade, música e dança. Assim, nunca alguém que não possui o sangue indígena, nascido na tribo e criado dentro do pueblo, poderá compreender a verdadeira sabedoria, crença e magia que este povo carrega.
Oferendas nos muros da tradicional igreja de San Francisco de asis, em Taos, no Novo México, nos Estados Unidos
Nós chegamos no Pueblo de Taos em um dia de festa, festas sagradas! É um dia muito especial, um dia em que a tribo está entoando seus cantos e realizando as suas danças sagradas. Mesmo conservadores, eles permitem que pessoas de fora entrem e assistam aos seus rituais, porém não dão explicação alguma sobre o seu significado e tampouco permitem que o povoado e os rituais sejam gravados ou fotografados.
Visitando Taos, a cidade mais antiga dos Estados Unidos, com mais de 700 anos, no Novo México
As danças acontecem entre dezembro e fevereiro a cada 15 dias ou semana. Conforme vão se aproximando do fim do período de festividades, elas se intensificam e podem ocorrer praticamente todos os dias. Elas são realizadas pelos homens da tribo, que se vestem com peles de animais, pintam-se de negro e praticamente em transe, dançam entre as casas do povoado, como se estivessem abençoando e trazendo boas energias para a tribo. Hoje foi o dia da Buffalo Dance, homens vestidos com pesadas cabeças de bisões, seus corpos pintados de negro e envolvidos em peles de animais. Dançavam incessantemente ao som quase hipnotizante dos tambores e cânticos dos anciãos. Os sons parecem mantras compostos apenas por vogais, belos e complexos. As mulheres acompanham todo o ritual ao redor do grupo, com os cabelos trançados ou presos e dobrados com fitas. Suas vestes e mantas coloridas são tecidas à mão, cada uma com sua história e significado. De tempos em tempos somos surpreendidos pelas mulheres, que participam do canto vibrando rapidamente a língua contra os dentes e soltando um som estridente e bem tribal, muito parecidos com os sons feitos pelas mulheres do mundo árabe. Os homens abafados sob as cabeças de bisões parecem entrar em transe, talvez apenas pelo ritmo, talvez sob efeito da mezcalina, comum entre povos indígenas americanos.
Traje das danças sagradas do pueblo de Taos, no Novo México, nos Estados Unidos (obtido na internet)
A ligação destes indígenas com a natureza e o equilíbrio do mundo é a base da sua crença. Se o mundo está doente, nós também estamos doentes, os rios são o nosso sangue, a terra o nosso corpo e a única forma de nos mantermos sãos e vivos é cuidando da terra, respeitando a natureza e equilibrando as más energias com as nossas preces e boas vibrações.
Um espetacular pôr-do-sol nas imediações de Taos, no Novo México, nos Estados Unidos
Eles trabalham para manter o equilíbrio do planeta, hoje extirpado pelo homem branco. Se eu tivesse que opinar, diria que o ritual aparentemente tem ligação com a abundância na caça dos bisões e veados, mas esta é apenas a visão de uma branca viajante, distante da realidade deste povo.
Escultura do patrono da igreja de San Francisco de asis, em Taos, no Novo México, nos Estados Unidos
As danças continuaram pela vila, mas agora o povo já não podia acompanhá-las. Sem saber tentamos continuar seguindo os dançarinos, mas uma mulher do pueblo nos avisa que dali não poderíamos passar. Voltamos ao centro da vila, curiosos e querendo entender o que era aquilo que acabávamos de presenciar. Todas as vendas de artesanatos e comida hoje deveriam estar fechadas, mas logo após o término das danças vemos duas delas abertas. A primeira com seus pães fazendo um grande sucesso. Várias pessoas saíam dali com doces e pães frescos, feitos de pura farinha. Entro em uma cabana e sou recebida por Chilli Flower Poho, uma artesã que voltou a viver na tribo depois de um longo período conhecendo o mundo lá fora. Ela viajou o mundo, conhece sobre a cultura do povo branco, mas sente que Taos Pueblo é a sua casa. Tem filhos de um primeiro casamento e um novo namorado pueblano, mas que mora fora do povoado.
“Sei que o meu papel é estar aqui, passar a nossa cultura adiante, eu posso sair do pueblo, mas o pueblo faz parte de mim e sempre estará comigo.”, me diz Chilli Flower. “Meu namorado quer se casar, ele é daqui, mas tem dúvidas se quer voltar a viver dentro da comunidade. Eu já deixei claro a ele, se não quiser voltar ao pueblo, não iremos nos casar, pois daqui eu não saio, tenho consciência que este é o meu lugar.”
Ela me pergunta de onde sou e quando digo que sou brasileira logo comenta sobre a dança. O samba é muito bonito, “vocês brasileiras sabem dançar muito bem! Quando eu era jovem, eu e meu irmão ganhamos um concurso de dança na cidade!”. Eu curiosa, lhe perguntei que tipo de dança era, pensando, sei lá, que seria algo mais tradicional ou ligado à época... “Dance, música eletrônica” ela me responde. É claro! Afinal, em que mundo nós vivemos? Hahaha!
O céu pintado de vermelho durante um memorável pôr-do-sol nas imediações de Taos, no Novo México, nos Estados Unidos
Ela nos conta sobre suas experiências e visão de mundo, como gostaria que a tribo fosse um pouco mais aberta para as mulheres. Elas participam dos conselhos familiares, mas apenas os homens podem votar. Durante o período que viveu em outra comunidade indígena, percebeu como podem existir outras maneiras de lidar com essas questões.
“Lá as mulheres tinham espaço, voto direto e podiam participar das reuniões da tribo ao lado dos homens, aqui ainda não. Mas os homens sempre gostam de pedir a minha opinião sobre as questões da comunidade, pois querem a visão de alguém que conhece o mundo lá fora...”
Há também os que temam que a língua tiwa esteja se perdendo, e junto dela sua história, cânticos e danças sagradas. As crianças já não descem mais aos kiwas para ouvir os seus avós, preferem ver televisão. Tito Naranjo, um membro da tribo, chegou a ser expulso do pueblo em 2004, aos 66 anos, por decidir escrever sobre a dança dos veados no jornal local. O professor universitário acredita que a língua, a história e os rituais devem ser descritos para que não se percam no tempo. Mas os anciãos da tribo acreditam que com este ato ele tenha matado a dança do veado e ele se defende dizendo “não, a dança está aí, viva e bem.”
A nova percepção de mundo de homens como Tito Naranjo e mulheres como Chilli Flower trarão ao Pueblo de Taos alterações na sua organização e nas suas crenças. Este é um movimento natural, afinal eles não vivem isolados do mundo exterior. Neste rápido contato que tivemos com a comunidade, fica claro que o amor que o pueblo nutre por suas tradições, conhecimentos e cultura não será perdido. Porém o desafio que eles enfrentam para abrir a comunidade para novas ideias e conhecimentos é menor que o desafio que os seus anciãos terão para manter a sua cultura intacta.
O céu pintado de vermelho durante um memorável pôr-do-sol nas imediações de Taos, no Novo México, nos Estados Unidos
Baú e Bauzinho vistos de São Bento do Sapucaí
Realmente essa vertigem que eu tenho sentido de uns tempos para cá é uma coisa do baú! Quando falamos que algo é do baú, significa que é algo velho ou que aconteceu há muito tempo... Pois é, é estou ficando velha mesmo. Nunca tive problema com altura, ainda lembro quando eu pegava no pé dos amigos que tinham vertigem ou medo de altura. O fato é que estou assim e desde que o Ro falou da Pedra do Baú eu esperava, ansiosa, por este momento.
Caminhando sobre o Bauzinho em Campos do Jordão - SP
A Pedra do Baú e o Bauzinho ficam há uns 20 km de Campos do Jordão. Um monumento da natureza, o Complexo do Baú é o paraíso da escalada técnica. A parte superior do Bauzinho é longa e cada vez mais estreita, tem em torno de 100m de altura e fica a apenas 15 minutos de caminhada do estacionamento. Caminhamos até a ponta do Bauzinho, mas a última passagem o Ro teve que fazer sozinho, foram 3 metros que me faltaram para chegar até lá. Uma pedra mais alta e sem proteção alguma ao lado me dava a sensação de que iria cair, rolar pelos 100m de pedra abaixo. A vista dali é belíssima e nos faz ter ainda mais vontade de subir a Pedra do Baú, que podemos ver de um ângulo especial ali embaixo.
Caminhando sobre o Bauzinho em Campos do Jordão - SP
O topo da Pedra do Baú fica 1500m de altitude e são mais de 400m de pedra até o topo. Para chegar lá uma hora de caminhada e 30 minutos de subida nos degraus fixados na pedra. A subida pela face norte é mais longa e vertiginosa, por isso seguimos pela face sul.
Escalando a Pedra do Baú na região de Campos do Jordão - SP
Quero e gosto de enfrentar os meus medos, mas também não precisa exagerar! Engraçado que eu poderia descer toda essa pedra de rapel, mas sem a corda e o equipamento de segurança, eu realmente fiquei tensa. Subi e desci com o apoio e paciência do Ro, que novamente veio me acompanhando degrau a degrau, até o topo e até a base. Tudo bem que estou com o ombro tenso e doído até agora, mas fui, vi e venci! Foi lindo, maravilhoso! Vale à pena e espero voltar lá com este medo superado, para subir pela face norte.
No topo da Pedra do Baú, na região de Campos do Jordão - SP
Na ponta da Pedra do Baú na região de Campos do Jordão - SP
À noite fomos conhecer o lado vip de Campos do Jordão, fizemos uma reserva para jantar em um restaurante delicioso eleito pelo Guia 4 Rodas como o melhor foundue de queijo em 2009. O restaurante Foyer fica na Pousada La Villete e só pode ser acessado através de reserva prévia. Foi neste ambiente muito acolhedor e reservado que comemoramos os nossos 4 anos de namoro e 2 de noivado que se completaram no alto da Pedra da Mina, no dia 24/06. Apenas 4 anos dos nossos próximos 50! Estamos quase parecendo Juscelino, querendo fazer 50 em 5, ou melhor 1000, mil dias.
Na ponta da Pedra do Baú na região de Campos do Jordão - SP
Ana legal e Ana Chata - SP
Caminhando em praia de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe
Tobago Cays é um grupo de 5 pequenas ilhas desertas, de areias brancas, águas azuis turquesa e algumas palmeiras. Elas são exatamente aquela imagem do paraíso caribenho que todos nós temos nos nossos melhores sonhos.
Admirando praia de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe
O que nunca sonhamos é que às vezes este paraíso também pode se cobrir nuvens negras em minutos e o céu pode despencar numa tempestade tropical com ventos violentos, bem quando nos preparávamos para tomar aquele banho de sol. Pois é, a nossa sorte foi que o céu só desabou depois de pisarmos na pequena ilha de Petit Tabac, a mais distante delas. Essa ilhota perdida no mar das Granadinas foi um dos cenários do filme Piratas do Caribe.
Praia paradisíaca em manhã nublada em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe
A tempestade se aproxima em uma das pequenas ilhas de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe
Vimos de longe a tempestade chegando, torcendo para que ela passasse de raspão, mas ela nos pegou em cheio! Tiger, nosso barqueiro e guia, logo foi nos mostrar uma das mais novas atrações da ilha: destroços de uma espaçonave russa trazida pelo mar. O quê? Isso mesmo! Uma espaçonave, aquela parte de cima do foguete, que voa para o espaço sideral! Tudo bem, também demorou um pouco para cair a nossa ficha, só acreditamos quando chegamos lá e a vimos, com esses olhos que a terra há de comer! Estava tudo lá, as camadas de sua fuselagem, espuma isolante, metal e até os escritos em russo! Alguém traduz, por favor?
Restos de nave russa em tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe
Nós impressionados e super curiosos, enquanto Tiger, sem cerimônia alguma cortava e girava aquele objeto quase sagrado! Já imaginaram por onde essa estrovenga já passou? Já esteve nos salões mais secretos da Roscosmos, Agência Espacial Federal Russa, atravessou toda a atmosfera terrestre e chegou onde nós, hoje, mal podemos sonhar em chegar, no espaço! Fato foi que os seus restos mortais vieram parar aqui e hoje serviram como um ótimo abrigo para os náufragos brasileiros perdidos no meio da tempestade tropical, no meio do Caribe.
Protegendo-se da forte chuva e vento em um abrigo feito com destroços de espaçonave russa, em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe
Protegendo-se de tormenta em abrigo improvisado com restos de nave russa em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe
Criado há apenas 5 anos o Tobago Cays National Park tenta preservar a vida marinha e seu habitat que vem sendo invadido por milhares de barcos e veleiros todos os anos. Aos poucos o tempo começou a melhorar e seguimos para a área do parque marinho, uma baía mais rasa e protegida por uma barreira de corais próxima à ilha de Baradal.
Praia e mares paradisíacos em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe
O fundo de areia com algas e grama marinha é o ambiente ideal para as tartarugas, que vêm se alimentar nesta baía. A visibilidade não estava das melhores, quisera, depois de uma tempestade daquelas, mas em meia-hora de snorkel conseguimos ver mais de 20 tartarugas de todos os tamanhos, a maioria tartarugas-verdes.
Snorkel com tartarugas em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe
O sol saiu e nós seguimos para a próxima ilha, Petit Bateau, ao famoso churrasco do Bowl Head. Frutos do mar, batatas assadas com alho e o delicioso cozido de “lamby”, um molusco encontrado aos montes na região.
Praia e mares paradisíacos em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe
Local do nosso almço em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe
Unimos-nos a um grupo de franceses que estava no barco vizinho do Captain Harris, mais conhecido como “O Pirata do Caribe”. Só figuras raras, rastas com seus dreadlocks e cigarros imensos organizavam a turistada e davam as dicas: “frutas para os passarinhos, papel e plástico no lixo e os pratos lavem no mar, que arraias e tubarões vão aparecer aqui na frente”. Dito e feito, tubarão não vimos, mas meia hora depois algumas arraias e um puffer fish (baiacú) gigante atenderam ao chamado! Timing perfeito para um snorkel com os nossos novos amigos, do mar e da terra.
Novos amigos em Happy Island, em frente à Union Island, no sul São Vicente e Granadinas, no Caribe
A nossa última parada foi na Happy Island, uma ilha-bar construída com conchas de lambys desde 2002! Ela começou como um punhado de conchas e uma pequena cabana vendendo cervejas e rum punchs e aos poucos foi sendo ampliada. Hoje Janti, o feliz dono da Happy Island, recebe os turistas que vem em seus barcos com música na caixa e muita energia.
Chegando à minúscula Happy Island, em frente à Union island, em São Vicente e Granadinas, no Caribe
Tomamos um rum punch na companhia do simpático casal de chefs Barbara e Adam, canadenses que vivem na Califórnia e estão de férias com sua filha, velejando em seu barco charter no Caribe. Além de nos convidarem para encontrá-los no Napa Valley, nos fizeram uma surpresa, que só descobrimos quando fomos pagar os nossos rum punchs! Muito obrigada casal!
Saindo de voadeira de Union Island para Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe
Enquanto isso, Janti narrava no microfone a chegada emocionante da família francesa, que decidiu nadar do seu barco até a ilha, pai, mãe e três filhos! As duas mais novas vieram super guerreiras, com suas máscaras, nadadeiras e uma delas até com a pranchinha! Sensacional!
Novos amigos em Happy Island, em frente à Union Island, no sul São Vicente e Granadinas, no Caribe
Retornamos à Clifton, em Union Island, depois de um dia maravilhoso, com direito à tempestade tropical, lamby do Bowl Head, bons papos com Arnauld e Emanuele, Nicole e o Captain Harris. Alguns deles ainda encontraríamos mais tarde para tomar uma caipirinha bem brasileira no bar da Nikki, depois de curtir um reggae com Mugas, o dono da loja de produtos rasta que quer voltar para Gana, terra sagrada, mãe de todos os africanos. Eu achei que era Etiópia, mas cada tem direito de escolher o seu lugar.
Visitando loja de duas super figuras em Clifton, na Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe
Visitando loja de duas super figuras em Clifton, na Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe
A paisagem vulcânica da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Terminou o nosso live aboard, mas não as nossas descobertas pelo Arquipélago de Galápagos. Hoje saímos explorar as belezas emersas deste paraíso ecológico. Porém, por mais que nos esforcemos, é difícil fugir de uma programação que inclua barco e muita água.
Subindo ao farol da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Saímos da Ilha de Santa Cruz, pelo mesmo porto de chegada de ontem à noite. O mesmo porto de despedida de ontem, hoje nos traz um novo dia ensolarado e super convidativo. A programação é conhecer a ilha que ontem vimos no caminho para Santa Cruz, a Ilha de Bartolomé.
Paisagem vulcânica da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Um dos principais cartões postais de Galápagos, Bartolomé é uma ilha de origem vulcânica, como praticamente todas que pertencem a esta província. Uma das mais secas, esta ilha possui uma vegetação espinhosa e algumas espécies endêmicas, como este lindo cacto encontrado apenas aqui. A fauna terrestre inclui um tipo de lagartixa, aves e a nem tão terrestre assim, caranguejos, iguanas marinhas, pingüins e leões-marinhos.
Vegetação da Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
São 2 horas de navegação em uma lancha rápida e um day tour custa em torno de 130 a 150 dólares, incluindo o tranfer de Puerto Ayora para o porto, café da manhã e o almoço. Já na ida fizemos uma nova amiga, dinamarquesa que já viveu na Venezuela, Irã, EUA e Canadá, fala uns 5 idiomas fluentemente, incluindo alemão e sueco e é uma super aventureira! Passamos bem o tempo da viagem ouvindo suas histórias de longas remadas pelos mares do Alaska, lagos dos Estados Unidos e os planos para os fiordes no sul do Chile. Uma forma diferente de viajar e ver o mundo, espetacular!
Chegando à Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Chegando à ilha nossa primeira incursão é um trekking rápido de 30 minutos ao alto da ilha, onde está localizado o farol. A vista mais sensacional de baías recortadas, banhadas por águas verde-esmeralda em dégradé para o azul das profundezas ao seu redor. Ao fundo vulcões e montanhas de pedras avermelhadas. A vista de quase 360° da ilha repentinamente nos lembra que ontem não era o nosso último dia no paraíso!
Barcos trazem turistás à Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
À direita está o famoso Pináculo de Bartolomé e é para lá que nós vamos. Voltamos ao barco e mais 5 minutos desembarcamos nas praias paradisíacas que víamos lá do alto. Milhares de fotos e encontros bacanas. Logo que voltávamos para a praia de embarque vimos este leão-marinho saindo da água.
Leão marinho na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Tranquilamente ele saiu, caminhou até a sombra e se empanou de areia tentando se livrar das moscas chatas que estavam atazanando a sua vida. Quando nos aproximamos dele para fotografá-lo em sua sombra foi que vimos... Ela queria ficar ali ao lado do seu bebê. Este pequeno lindo teria morrido há pouco tempo, pois estava ali ainda, inteiro, em um canto daquela pequena gruta à beira mar. De repente pudemos entender o seu olhar mais triste, diferente dos leões marinhos curiosos que víamos nos nossos mergulhos.
Leão marinho depois de um banho de areia na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Um snorkel ao redor do Pináculo e descobrimos que parte dele está ali, destroçado ao seu redor. Ele era utilizado como alvo para práticas militares pelos americanos, que usaram Baltra como base de defesa do Canal do Paramá durante a Segunda Guerra Mundial. Surreal!
Caranguejos na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Pouco antes de irmos embora ainda presenciamos o canto triste do pingüim macho, tentando agradar a sua fêmea na sua corte de acasalamento. Triiiste coitado, parecia estar morrendo. Ainda bem que eu não sou uma pinguina. Rsrs!
Pinguim na Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago), em Galápagos
Retornamos com o mar mais duro e encrespado, terrível para os pobres turistas que ficam enjoados como eu. Já em Puerto Ayora reencontramos Friso e Henning que acabavam de voltar de um dia maravilhoso da Turtle Bay, cheios de fotos e vídeos sensacionais das iguanas marinhas na água e da praia de areias brancas e água mineral. Henning estava com uma insolação danada, ficou tão embasbacado com a beleza do lugar que se esqueceu do protetor! Fizemos o nosso jantar de despedida destes novos amigos na rua principal e reencontramos Anete, nossa amiga dinamarquesa. Lagostas na chapa, cervejinha local e muita gente nas mesinhas postas no meio da rua em um encontro mais íntimo com o povo e a culinária local. Poderíamos ficar aqui por uma semana e descobrir coisas novas todos os dias, pena que só temos 1000..
Visitando um dos cartões postais de Galápagos, a Ilha de San Bartolomeu (próxima a Isla de Santiago)
O Portal da Chapada, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Pedra Caída, uma das principais atrações turísticas da Chapada das Mesas. Fora da área do Parque Nacional, na estrada de Estreito e Imperatriz, há aproximadamente 30km de Carolina. O Rodrigo já conhecia de uma viagem feita há 10 anos. De lá para cá soubemos que a área foi vendida para um novo dono, também proprietário da empresa de balsas Pipes, que domina o mercado aqui nos Rios Tocantins e Araguaia. Empreendedor, o novo proprietário esta montando uma nova infra-estrutura, inaugurou 3 tirolesas e mudou também os valores para visitar o local, cada atração dentro da propriedade tem um valor, 20, 30 reais por pessoa, com acompanhamento de guias locais. Já fomos para lá com medo do esquemão em que íamos nos meter, mas o Rodrigo era taxativo, Pedra Caída é obrigatória.
Paredões do canyon da Pedra Caída, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Chegamos lá e a infra já impressiona, o receptivo é feito por um rapaz que explica todas as atrações, preços e horários de saída dos passeios. O guia do Santuário da Pedra Caída sai de hora em hora, para a Caverna e o Capelão as 10h e as 14h. Além destes queríamos ainda tentar fazer a tirolesa, mas estava meio corrido, saindo as 14h não teríamos tempo hábil até as 17h, hora em que fecha o parque. Não é por nada, mas nós gostamos de eco-turismo, dentre outros motivos óbvios, pela liberdade que temos de ir e vir dentro das nossas aptidões e disposição, não conseguir fazer por causa de agenda é muito chato. Eis que surge uma solução! Tino, guia experiente da Pedra Caída, propôs um esquema especial já que estávamos com o nosso carro, eles rearranjaram os horários dos guias na agenda e tudo certo para começarmos o dia!
Caminho pelo rio até a Cachoeira do Capelão, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
As atrações aqui da Pedra Caída têm um acesso muito fácil, estradas de terra para carros 4x4 e trilhas de 5, 10 minutos que qualquer pessoa consegue fazer. Antigamente o lugar era uma farofa, só o Santurário era explorado, ingresso mais barato e 500 pessoas lá dentro, comendo, bebendo e lotando o local. Visando um público diferenciado e a preservação do meio natural foi que o novo proprietário mudou a tabela de preços. Hoje com os preços mais salgados o povo pensa duas vezes em vir até aqui. Além da estrutura que já existia, piscinas (artificiais) de água natural, mesas e bares na área mais próxima à entrada, foram montadas passarelas de madeira, áreas de descanso, uma ponte pencil, as rampas de acesso e plataformas das tirolesas de 400, 600 e 1200m, a segunda maior do Brasil. Antenado nas tendências do eco-turismo e do turismo de aventura, a empresa investe em treinamento dos profissionais, é associada da Abeta e está de olho em novos projetos como, por exemplo, o acesso de PPNEs (Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais), como a pioneira cidade de Socorro, no interior de SP.
Passarela para a Cachoeira da Caverna, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Depois de toda essa explicação a nossa disposição até começou a mudar, assim até pagamos mais felizes! Começamos o tour pela Cachoeira do Capelão, nome dado na região para o macaco bugio gritador, que costuma aparecer nesse pequeno éden. A cachoeira é uma pintura, um pequeno lago de areias vermelhas, águas transparentes e uma queda desenhada na ferradura formada pela rocha. Tudo isso a apenas 5 minutos do estacionamento.
A belíssima Cachoeira do Capelão, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
A segunda parada é a Cachoeira da Caverna, 10 minutos de caminhada pelo leito do rio e chegamos à uma gruta linda e infestada de morcegos. Tudo bem, eles não gostam de turistas não, estes só gostam de frutas. Esta trilha nos lembrou muito os cânions secos dos parques nacionais vizinhos, Confusões e Serra da Capivara, porém aqui tem água o tempo todo. Lá estas trilhas por cânions e leitos de rios são comuns, mas os rios só aparecem no período de chuvas.
Saindo da Cachoeira da Caverna, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
O encanto desta cachoeira está na sua localização, cercada por paredões de pedra, com acesso apenas por dentro do rio. A temperatura da água é perfeita, nem quente, nem fria, podemos ficar horas ali que não sentíamos frio. Há uma pequena gruta atrás da cortina d´água e um lugar perfeito para você se instalar na hidromassagem da cachoeira. Foi difícil do Tino nos arrancar dali, mas o tempo estava correndo e precisávamos seguir para a o Santuário.
Cachoeira da Caverna, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
O Santuário da Pedra Caída é assim chamado por ser um lugar muito especial para a tribo indígena que habita a região há muitos anos, a tribo Krikati ou Crêcateh, como se escreve na sua língua. “O criador se manifesta para as criaturas através da sua criação” e este é sem dúvida um dos lugares para nos lembrarmos que a Mãe-Natureza existe.
Aproveitando ao máximo a Cachoeira da Pedra Caída, em Carolina, região da Chapada das Mesas - MA
Caminhamos pela passarela de madeira, atravessamos a ponte pêncil sobre um estreito cânion de onde conseguimos ter uma noção do que está por vir. Descemos uma rampa de madeira, ziguezagueando defronte ao imenso paredão. A passarela continua margeando o rio, de um lado ela segue para a plataforma onde é feito o rapel e do outro para o nosso objetivo, a Cachoeira da Pedra Caída.
Ponte sobre o canyon da Pedra Caída, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
É nesta hora que Tino nos faz o convite “Mac’me cuh tohr toc cym xwa?”, (Mac’me = vamos, cuh tohr toc = cachoeira, cỹm xwa = banhar) ou “vamos tomar um banho de cachoeira?”, entrando em um território sagrado para os Crêcateh. Entramos no rio e continuamos subindo, conforme o cânion ia se afunilando. Parecemos estar entrando em um cenário de filme do Indiana Jones, todas as paredes possuem escritos cavados no arenito. Alguns datam da década de 40 e 50, são tantos, tão apinhados e com limo por cima, que parecem hieróglifos! O meu espanto e indignação, do início, tiveram que dar espaço para a imaginação e deixar as antigas pichações virarem escritas sagradas dos antigos povos que ali viveram.
Quase chegando à Cachoeira da Pedra Caída, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Ao final do cânion chegamos ao último salão, de onde cai a imensa cachoeira da Pedra Caída. São uns 40m de queda, muita água, muito vapor e um salão circular e particular. Estávamos apenas nós, no útero, no santuário da mãe natureza, experiência inesquecível!
A clarabóia da Cachoeira da Pedra Caída, em Carolina, região da Chapada das Mesas - MA
Fizemos todo o caminho de volta maravilhados e no meio do caminho os gritos emocionados de uma moça não nos deixaram ter dúvida, vamos à tirolesa! A segunda maior tirolesa do Brasil, com 1200m, a tirolesa da Pedra Caída foi inaugurada há uns 3 meses pelo Sabiá. O doido cortou o seu cabo na parte mais alta, enquanto a tirolesa estava em movimento e chegou ao chão com o seu pára-quedas depois do base-jump básico.
A famosa tirolesa dos 1.200 metros, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
A subida é desleal, mesmo no final da tarde o sol ainda estava quente, pouco vento e quase quarenta minutos de rampa pela frente. É claro que o caminho de volta é muito mais rápido, prazeroso e o principal, com uma vista linda de toda a chapada!
Descendo a tirolesa dos 1.200 metros, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Fomos embora da Pedra Caída felizes e muito mais do que satisfeitos. Tino foi perfeito, atencioso, nos deu boas explicações sobre a flora, fauna e história do local, além da ótima companhia.
Junto com o Tino, nosso guia no Complexo da Pedra Furada, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Tenho um único adendo. É bom lembrar aos desbravadores e eco-turistas mochileiros que toda essa estrutura que está aqui é linda e ajuda a preservar o local, mas ela não foi feita pelo que já foi, mas sim pelo que está por vir! Agências de turismo (do tipo CVC) estão estudando o local e incluindo nos seus roteiros, com toda a razão, já que a empresa tem a estrutura perfeita para todas as idades e perfis de público. Então, venham logo!
Fim de tarde na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Sol se pondo, mas ainda tínhamos tempo de dar uma última esticada para conhecer o Portal da Chapada. Uma formação rochosa em forma de portal (ou janela?) em meio a um imenso paredão de arenito.
O Portal da Chapada, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
A luz avermelhada do sol deixou o espetáculo ainda mais bonito! Do alto pudemos ver o Morro do Chapéu e suas montanhas irmãs em formato de mesa.
Magnífico visual de final de tarde na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA
Amanhã saímos de Carolina, mas continuamos nossas explorações pela Chapada das Mesas, agora no município de Riachão. Veremos que outras surpresas nos aguardam.
A van do grupo The Hall Effect, em parada durante a viagem entre Cali e Girardot, na Colômbia
Hoje aconteceu de tudo, fomos considerados quase mortos por tabela, junto com toda a Banda The Hall Effect. Como assim mortos? Hoje aconteceu de tudo, mas eu juro que vou tentar resumir.
Saímos de Cali já eram quase 4 horas da manhã, seguindo Angelo que dirigia a van da banda, o melhor guia de estradas que poderíamos encontrar. Nicolas resolveu vir conosco no carro, a revelia de seus amigos que tentaram impedi-lo, tamanho o porrete que ele tinha tomado no bar em Cali. Até uma batida de carro vimos acontecer ao vivo quando ainda estávamos no posto de gasolina antes de pegar a estrada.
Fomos por caminhos alternativos, tentando evitar pedágios, até chegarmos à rota principal. Passamos um, passamos dois e eis que amanhece o dia e começamos a encontrar alguns “trancóns de mulas”, vulgo engarrafamento de caminhões, carretas. Essa rodovia liga o principal porto do país à Bogotá, são centenas de mulas que trafegam nela todos os dias. Um dos trancóns conseguimos passar, quilômetros e quilômetros que estavam interrompidos pela polícia apenas para caminhões. Continuamos em direção à cidade de Armênia e encontramos outro trancón. Escolados, passamos pelo acostamento até chegarmos ao engarrafamento de carros onde o policial nos avisou, a via está fechada por derrumbres, deslizamentos de terra. São mais de 40km de mulas e sem previsão de abertura.
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Paramos por um tempo em um restaurante na beira da estrada e a banda tomou seu café da manhã. Caldo de costela e Nicolas, se recuperando do porrete, comeu um digno prato de caminhoneiro, típico café da manhã aqui na região. Tentamos dar um olé nesse engarrafamento e tentamos uma via alternativa depois da cidade de Armênia... nada. A esta altura já estávamos preocupados com o horário de chegada da banda no show. Eles começaram a ligar para a organização e avisaram da situação. Tínhamos que chegar, não tinha jeito!
A banda The Hall effect durante a viagem entre Cali e Girardot, na Colômbia
A única alternativa era tentar uma via mais longa (muuuuuuito mais longa), por Manizales, passando pela Zona Cafeteira. Esta via estava fechada desde sexta-feira, mas segundo a polícia de carreteras tinha sido aberta novamente e era a nossa única chance de atravessar hoje a cordilheira para Bogotá. Uma viagem que era para durar 6 a 7 horas ia se estender por pelo menos mais 5 horas.
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Esta região era exatamente a zona que iríamos deixar de conhecer ou até fazer um grande detour de Bogotá para conhecermos, tida como uma das mais bonitas da Colômbia, pelas imensas plantações de café e o Parque Nacional de los Nevados. No final acabamos passando por ela muito antes do que imaginávamos, cansados, virados e numa pressa desgraçada, mas passamos. O detour que estávamos planejando caiu por terra ali mesmo! Rsrs!
Paisagem colombiana durante a viagem entre Cali e Girardot, na Colômbia
Em uma das paradas Nicolas que estava conosco no carro voltou para a van e recebemos um novo visitante, Douglas. Uma companhia sensacional, super interessado na nossa viagem e nós da dele! Troca de cultura, enquanto ele nos contava das suas experiências com a banda, quando viveu na França e na Inglaterra, eu ia mostrando para ele músicas brasileiras de todos os estilos. Casado e com uma filha de 3 anos, contava apaixonado sobre sua Clarita e Amelie.
Paisagem colombiana durante a viagem entre Cali e Girardot, na Colômbia
A esta altura a viagem já havia virado uma epopéia. Parte da estrada que estávamos foi inundada, chegamos neste trecho justamente na hora em que o rio transbordou e formou uma cachoeira e um rio cruzando a pista! Uma televisão nacional estava filmando esta cena e pegou a imagem da van da The Hall Effect e de um carro desconhecido escrito “1000dias” passando pela enchente. Já era meio-dia e o festival estava começando. Douglas e os outros integrantes ligavam para o Júlio (manager), que enlouquecido tinha que dar alguma notícia para o público que os esperava. Pronto, o telefone sem fio estava feito! Van da banda The Hall Effect foi atingida pelo deslizamento na estrada a caminho do festival. As cenas da TV e notícias da rádio correram e até o irmão do Douglas chegou a ligar para ele, pois ouviu na rádio que não se sabia se a banda chegaria para o show. Estão mortos! Pensaram! Hahaha!
Horas de rally, encontros e desencontros com a van em trechos de terra esburacados, finalmente chegamos à Girardot. 12 horas depois, acabados pelo pouco sono, cansaço da estrada e stress da viagem, estávamos finalmente no tão sonhado e esperado festival. Nós íamos apenas aproveitar, dançar e nos divertir... e eles que tinham que tocar!?! Coitados... essa vida de roqueiro em turnê não é fácil!
Quando o pessoal da organização e alguns fãs os viram entrando, foi que nós nos demos conta de toda a história. Eles diziam: vocês estão vivos! Hahaha! E aos poucos fomos ligando as peças, as notícias e cenas fecharam o telefone sem fio que rolou. Rodrigo foi firme no volante, não quis trocar comigo nem um instante! Eu cheguei até a ficar apreensiva que ele desistisse e quisesse ficar lá pela zona cafeteira, mas ele não pestanejou e finalmente chegamos! Vivos, sãos e salvos.
Meio de transporte comum em Camaguey, em Cuba
Não somos e não temos a intenção de ser um guia de turismo, mas algumas dicas podem ser valiosas para organizar e agilizar a sua viagem para Cuba.
CÂMBIO
O sistema econômico é um tanto quanto esquisito. Hoje o país possui duas moedas, a Moneda Nacional (25 pesos = 1 CUC) e os CUCs ou Pesos Convertibles (CUC$ 1,00 = US$ 1,10 ). Notaram que um dólar vale 10% menos que um CUC? Sim, existe uma taxa sobre a moeda americana. A dica é viajar para Cuba com euros que não são taxados e valem 1 Euro = 1,26 CUCs (cambio variável).
HOSPEDAGEM EM CASAS DE FAMILIA
Dentro do sistema socialista e comunista uma das formas que os cubanos têm de fazer dinheiro é recebendo turistas em suas casas. Existem as casas legais, licenciadas pelo governo e é claro, também existem as ilegais. A diferença de custo deve ser de uns 10 CUCs e sem dúvida é o conforto e a qualidade. A casa mais famosa de Havana é a Casa de Ana e Pepe, estão super bem indicados no Trip Advisor e sempre lotados, por isso Pepe trabalha também como agente de turismo, agenciando as casas em Havana e outras cidades e é claro, cobrando uma comissão deles por isso. A comissão é em torno de 5 CUCs, então se você agendar direto o valor deve ser um pouco mais barato do que o citado. Segue abaixo a lista das casas onde ficamos hospedados em cada uma das cidades.
Reencontro com a Dona Margarita em Havana, em Cuba
La Havana – Casa de Dona Margarita
Endereço: Calle 21, 1252. Entre Calles 20 e 22. Bairro El Vedado.
Tel.: (537) 8302601
Preço: CUC $ 30,00 + 6 CUCs de café da manhã.
Cienfuegos – Casa de Omar e Ileana
Endereço: Avenida 52, 4309. Entre calles 43 e 45.
Tel.: 0 4355.0408
Preço: CUC $ 25,00 + 5 CUCs de café da manhã.
Trinidad – Casa de Humberto e Magalys
Endereço: Alameda Jesus Menéndez, 15. Entre Calles Lino Pérés e Camilo Cienfuegos.
Tel.: 0 4199.3192
Preço: CUC $ 25,00 + 5 CUCs de café da manhã.
Camagüey – Casa de Mirian Guerra de La Cruz
Endereço: Calle Joaquin de Agüero, 525. Entre 25 de Julio e Perucho Figueredo. Reparto Vigía.
Tel.: 0 3228.2120/ 0 5270.3252
Preço: CUC $ 20,00 + 5 CUCs de café da manhã.
Santiago de Cuba – Casa de Georgina Martinez
Calle Pérez Carbó, 1570. Entre Aguilera e Lico Bergue.
Tel.: 0 2262.5354
Preço: CUC $ 25,00 + 5 CUCs de café da manhã.
ALUGUEL DE CARRO
Com o nosso carro em Playa Ancón, em Trinidad - Cuba (foto de Laura Schunemann)
Nosso amigo e companheiro de viagem fez uma pesquisa e negociações com as empresas de locação de carro e a que ficou mais em conta foi a Cubacar, embora comparada com outros lugares ainda seja muito caro. Pagamos 75 dólares/dia + 15 dólares de seguro diário + 3 dólares por dia para adicionar um segundo condutor e 100 dólares de taxa de retorno, pois entregaremos o carro em Santiago e não em Havana. Viabilizou porque estamos em 4 pessoas, senão viajar de ônibus seria a melhor opção. Outra companhia que pode ser pesquisada é a Rex. Vale a pena reservar com antecedência, os carros estavam completamente esgotados em Havana, para locação para os próximos três dias para irmos à Viñales. Acabamos encontrando um carro médio (econômico estava esgotado) na Cubacar em frente ao Terminal da Via Azul do El Vedado.
LINHAS AÉREAS
O incrível mar na costa sul de Cuba, voando para Havana
As companhias aéreas de Cuba oferecem poucos horários de vôo, então é obrigatória a compra das passagens com antecedência, mesmo que você tenha tempo para a sua viagem. É comum os vôos mais requisitados ficarem lotados, sem possibilidade de compra com mais de um mês de antecedência. As companhias disponíveis são a Cubana de Aviación, Aero Caribbean e a jovem Aerogaviota.
Check in – vôos nacionais duas horas antes do horário do vôo e três horas em vôos internacionais. Chegar com antecedência para o check in é obrigatório. A oferta de horários e aeronaves é baixa, portanto as companhias aéreas fecham o check in dos passageiros e abrem a lista de espera uma hora antes, para dar tempo dos passageiros chegarem ao aeroporto e embarcarem.
ÔNIBUS
Parada na rodoviária de Santa Clara, em Cuba
São duas principais companhias de ônibus em Cuba, a Via Azul e a Astro. A Via Azul é mais confortável e mais cara do que a Astro, que é o transporte mais acessível, mas ainda assim a Via Azul é bastante utilizada pelos cubanos. Algumas agências de turismo conseguem organizar transfers com a Transtur, empresa voltada apenas para turistas, que trabalha mais com grupos e fretes. A Transtur costuma ser mais rápida, sem muitas paradas, mas tem menos opções de horários. No site da Via Azul podem ser feitas reservas online, melhor opção que comprar em agências de viagem, que muitas vezes não repassam a reserva à central, como aconteceu conosco. Em qualquer uma delas a dica é levar água, algum biscoito e deixar os casacos de frio à mão, pois o ar condicionado é congelante!
Horários: achei uma página bem simples, mas que tem várias informações sobre transporte em Cuba. Sua última atualização foi em Julho de 2011, mas já ajuda a dar uma boa noção de horários de passagens e tem alguns telefones úteis.
TRANSPORTE ROOTS
Esperando o trem passar, na viagem entre Trinidad e Camaguey, em Cuba
Se o seu negócio é preço baixo e você não se importa de passar um dia ou quem sabe até três em transito, existem as opções de trem e caminhão. Além de mega lotado, o trem é antigo e por isso um percurso de 15 horas às vezes pode levar três dias, pois a locomotiva quebra e pára para reparos no caminho. Detalhe, não tem nem um vagão restaurante ou ambulantes ao redor do trem para vender uma cervejinha.
Transporte por caminhão, o mais popular em Cuba (estrada entre Pinar del Rio e Havana)
O caminhão é a opção mais roots, é como a maioria dos cubanos viajam, alguns com banco outros só na caçambona mesmo. Conhecemos dois brazucas que fizeram em três dias de Havana para Santiago em caminhão e carona. Eles gastaram apenas 5 CUCs, mas confessaram que foi um perrengue e a volta seria de ônibus.
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