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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Santa Catarina Há 2 anos: Santa Catarina

O Vale Sagrado dos Incas

Peru, Cusco, Pisac, Ollantaytambo, Maras

Chegando à Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Chegando à Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Com os jardins suspensos mais vivos e produtivos do mundo, o Vale Sagrado não chegou a entrar na lista das 7 maravilhas do mundo antigo, como seus irmãos babilônicos, mas até hoje deixa de queixo caído centenas de milhares de turistas que o visitam de todos os cantos do globo.

Garoto e lhamas posam para fotos em mirante do Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Garoto e lhamas posam para fotos em mirante do Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


As terraças andinas penduradas nas encostas das gigantes montanhas dos Andes dominam a paisagem deste vale tão sagrado para o povo andino. Sagrado por sua água, por seu clima e claro, por ser o celeiro que alimentou e continua alimentando gerações e gerações na região.

A famosa e bela paisagem do Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

A famosa e bela paisagem do Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Os estreitos vales andinos não foram suficientes para alimentar os antigos Wari, na região de Ayacucho. A partir do século VI eles começaram a desenvolver a técnica de plantio dos Andenes, terraços cortados com 2 ou 3 metros de largura em montanhas com 45° (ou mais) de inclinação e preenchidos com terra cultivável. A técnica exigia uma grande força de trabalho e aos poucos foi sendo aperfeiçoada e disseminada pelos Waris (ou Huaris), primeiro grande império andino entre os séculos VI e X. Apenas mais tarde ela ganharia escalas babilônicas, depois da conquista do Vale de Tambo pelo Inca Pachacútec (1438). Pachacútec, é o Alexandre - O Grande aqui na América do Sul, ele foi o responsável pela transformação do pequeno reino de Cusco no grande Império Inca.

As incríveis ruínas incas de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

As incríveis ruínas incas de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


O terreno seco e pedregoso dos Andes aqui é cortado pelo Rio Urubamba, um dos principais rios do Perú que faz parte da bacia do Rio Amazonas. De Písac até o povoado de Urubamba ele ganha o nome de Rio Vilcanota, que em inca significa sagrado ou coisa maravilhosa.

Subindo a íngrime montanha onde estão as ruínas incas de Pisac, Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Subindo a íngrime montanha onde estão as ruínas incas de Pisac, Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


A 2.800m sobre o nível do mar esta obra de engenharia agrícola possui uma tecnologia incrível de canais de irrigação e terraços de plantio. As construções dos terraços de pedra impermeabilizados, irrigados e desenhados contra terremotos e deslizamentos de terra feita pelos povos pré-colombianos viabilizou o plantio em terrenos tão íngremes e pedregosos. Eles transformaram a paisagem dando novos contornos às montanhas do Vale Sagrado, que até hoje é conhecido por possuir o melhor grão de milho de todo o Perú.

Alguns dos muitos tipos de milho que existem no país, nas Salinas de Maras, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru

Alguns dos muitos tipos de milho que existem no país, nas Salinas de Maras, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru


Originalmente chamado de Valle del Tambo, o Vale Sagrado foi povoado pelos Ayamarcas vindos do Altiplano em busca de melhores terras para o cultivo. Um vale verde com montanhas todas recortadas de cima a baixo e entremeada por pequenos povoados indígenas e ruínas incas, hoje se tornou um dos paraísos dos aventureiros e exploradores apaixonados por história, aventura e arqueologia.

O garoto e as lhamas: foto típica no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

O garoto e as lhamas: foto típica no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


No roteiro estão os sítios arqueológicos como Sacsayhuamán, Písac, Moray, Maras e Ollantaytambo. Ollanta merece um capítulo à parte, não apenas por sua história, mas também por ser das poucas cidades incas ainda viva. Nos próximos posts vamos dar uma olhada em cada um dos sítios incas de beleza e proporções babilônicas que visitamos no Vale Sagrado, vamos?

Peru, Cusco, Pisac, Ollantaytambo, Maras, Andenes, Andes, Andino, arqueologia, Incas, Mundo Andino, Rio Vilcanota, Vale Sagrado, Valle del Tambo

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Reenergizando em Suchitoto

El Salvador, San Salvador, Suchitoto

A pacata cidade colonial de Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador

A pacata cidade colonial de Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador


Suchitoto é uma pequena cidade colonial localizada 47 km ao norte de San Salvador. Uma vila tranquila, onde sentar e ver o tempo passar, entrando no clima e no ritmo pacato dos seus moradores é um prazer por si só.

Igreja matriz de Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador

Igreja matriz de Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador


Como toda cidade colonial, a praça central possui uma igreja, uma fonte e aí se reúnem artesãos locais. A artesania é um dos fortes daqui, algumas galerias são indicadas pela oficina turística que está em frente à praça. Caminhamos pelas ruas da cidade buscando um bom mirante para o Lago Suchitlán, que fica a poucos quilômetros do centro.

A histórica cidade de Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador

A histórica cidade de Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador


O Hostal Mirador, uma pousadinha bem simples, possui uma vista linda para o lago, ainda que bem improvisado, o mirador tem um banco bem convidativo para tomarmos uma cervejinha enquanto admirávamos a paisagem. Depois de 15 anos sem jogar, até arriscamos uma partida de damas, na qual o Rodrigo me massacrou.

Jogo de damas com vista para o lago Suchitlán, em Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador. A 'Água' ganhou da 'Cerveja'!

Jogo de damas com vista para o lago Suchitlán, em Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador. A "Água" ganhou da "Cerveja"!


Descemos com o carro para o parque às margens do Lago Suchitlán, onde além de restaurantes, podem-se encontrar passeios de barco pelas ilhas e praias do lago e uma tirolesa que fazia a diversão dos turistas guanacos, apelido adotado pelos salvadoreños.

O lago Suchitlán, ao lado da cidade colonial de Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador

O lago Suchitlán, ao lado da cidade colonial de Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador


Ao redor da cidade existem também outras opções turísticas, como a Cascata Los Tercios, que agora estava sem água, outra cachoeira o Salto El Cubo e alguns trekkings. A oficina turística nos pareceu não incentivar muito o eco-turismo aqui. Para Los Tercios por estar sem água, para El Cubo, por ser muito difícil, mas se quer mesmo alguma atividade nos arredores o ideal é procurar um guia que poderá dar informações mais apuradas e interessantes.

Caminhando nas ruas de Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador

Caminhando nas ruas de Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador


Nós escolhemos um dia tranquilo, daqui fomos a um restaurante já na saída da cidade, em meio a um pequeno bosque e árvores de banana, com redes e um ambiente super aconchegante. Provamos um dos pratos típicos salvadoreños, carnes (pusayos), uma lingüiça gaúcha (chorizos), tortillas de milho e uma espécie de tutu de feijão muito saboroso, tudo sobre uma folha de bananeira cortada ali, na hora.

Lago de Suchitlán, ao lado de Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador

Lago de Suchitlán, ao lado de Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador


Terminamos o dia em El Salvador, depois de uma sessão relaxante que eu havia ganho no shopping, fomos ao cinema assistir o Missão Impossível 4 – Protocolo Fantasma. Sim, sentimos falta de estar conectados às novidades do mundo e essa é uma das formas de nos “atualizarmos”. Rsrs! Dia gostoso e tranquilo, ótimo para repor as energias e seguirmos viagem!

Caminhando pelas tranquilas ruas da charmosa Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador

Caminhando pelas tranquilas ruas da charmosa Suchitoto, nas montanhas no norte de El Salvador

El Salvador, San Salvador, Suchitoto, Arquitetura, Cidade Colonial, Lago Suchitlán

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Kennedy Space Center

Estados Unidos, Flórida, Cape Canaveral

Representação do espaço sideral (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Representação do espaço sideral (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


O Kennedy Space Center é parada obrigatória para qualquer pessoa viajando pela Flórida. E como a Flórida é o principal destino dos brasileiros nos Estados Unidos, eu arrisco dizer que o KSC é o único “parques de diversões” obrigatório para qualquer brasileiro na região. Homens, crianças, mulheres e idosos, muambeiros ou apenas turistas de primeira viagem, não há quem não tenha curiosidade pelo universo que habitamos. Lá neste espaço infinito pode estar a resposta para perguntas existenciais até hoje sem resposta. Quem somos? Para onde vamos? De onde viemos? Uma viagem impressionante pela história da exploração do espaço nos apresenta fatos, fotos e experiências de tirar o fôlego.

Funil de escape do motor do ônibus espacial (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Funil de escape do motor do ônibus espacial (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


A nossa visita começou pelo KSC Tour que inclui um passeio pelas dependências do Kennedy Center, com uma vista externa do VAB (Vehicle Assembly Building), o imenso edifício onde os foguetes são construídos.

Gigantesco prédio de montagem de foguetes no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Apenas o quadrado azul da bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete!

Gigantesco prédio de montagem de foguetes no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Apenas o quadrado azul da bandeira é do tamanho de uma quadra de basquete!


O primeiro local visitado é o LC-39 Observation Gantry, onde além de um pequeno museu, está também uma torre de observação das plataformas de lançamento de foguetes, nos quatro pontos cardeais ao redor do Cape Canaveral.
Lá também está exposta uma parte do motor do foguete que lançou o Space Shuttle. Parafernália curiosa que o Rodrigo teve a ousadia de comparar com o motor da Fiona. Já pensou se ela pudesse nos levar para o espaço?

Um dos motores do foguete do ônibus espacial, no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Parece o motor da Fiona!

Um dos motores do foguete do ônibus espacial, no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA. Parece o motor da Fiona!


A próxima parada é o Apollo/ Saturno V Center, onde logo entramos de cabeça na aventura assistindo ao lançamento da Apollo 8 de dentro da sala de comando. Escutamos o áudio original e a sala, mesmo que vazia, reproduz as luzes, controles e até o calor, a vibração e as chamas do foguete nas janelas! Uma experiência muito real!

Sala de controle das Missões Apolo, que levaram o homem à Lua (no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Sala de controle das Missões Apolo, que levaram o homem à Lua (no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


Revivemos ali a chegada do homem à lua, os momentos de tensão e frustração das missões que falharam e vidas que foram perdidas. Na sala principal vimos a imensa Saturno V em exposição, uma nave de 110m de comprimento pendurada, com as explicações detalhadas sobre suas partes, missões, história e tripulações. Foram 12 astronautas a pisar na lua em 6 missões de grande sucesso, apenas a Apolo 13 teve que abortar e ainda assim chegou com a tripulação sã e salva à Terra.

Representação da chegada do homem à Lua (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Representação da chegada do homem à Lua (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


O ponto alto da nossa visita foi o filme Hubble 3D no Imax, que não pudemos assistir em outros lugares. Foram 43 minutos de cenas reais sobre a operação completa de treinamento da equipe que aceitou a dificílima missão de salvar o Telescópio Hubble. O telescópio que descobriu supernovas e buracos negros em galáxias muito distantes estava condenado a cair na atmosfera terrestre.

Chegando ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Chegando ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Além de resgatá-lo, a equipe precisou repará-lo e fazer um up grade tecnológico, inserindo novas lentes ainda mais poderosas. Qualquer falha significaria não apenas em um terrível prejuízo financeiro, mas no fim do nosso super olho lá fora, no espaço. A história e as cenas reais filmadas em 3D, somadas às imagens do novo Hubble foram um dos momentos mais emocionantes da viagem. O mais próximo que nós poderemos chegar do espaço, desvendando nebulosas em Andrômeda e um cânion com um berço de estrelas na Via Láctea.

Foguete Apolo em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Foguete Apolo em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


É quando nos damos conta da nossa pequeneza... Mesmo diante das maiores belezas do Planeta Terra, seus imensos rios e montanhas, mares e continentes, vemos que somos pó.

As várias roupas de astronautas, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

As várias roupas de astronautas, em exposição no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


Se alguém aqui ainda achar toda essa emoção e conhecimento não são suficientes e que precisa de mais emoção, como uma montanha russa de algum outro parque da Disney, digo que vá então ao Shuttle Launch Experience. Um brinquedo de realidade virtual onde sentimos na pele como é estar dentro de um foguete na hora do lançamento. O projeto teve o acompanhamento dos astronautas que já passaram pela experiência e que garantem: é a simulação mais real que podemos vivenciar. Guiados por um dos astronautas, recebemos todas as instruções até o momento do lançamento, quando o simulador nos coloca na posição de 90 graus de inclinação e dispara em direção ao espaço.

Imagem do lançamento de um foguete Apolo (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)

Imagem do lançamento de um foguete Apolo (Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA)


E aí, será que consegui convencer? Mais importante que convencer, neste caso, é saber que essa possibilidade existe. Digo isso porque, mesmo sendo apaixonados pelo espaço e super antenados em tudo que gira em torno, não havíamos programado a visita ao Kennedy Space Center. Porém passando na frente não resistimos e mudamos toda a programação.

'Jardim dos foguetes', no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

"Jardim dos foguetes", no Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA


O Site do KSC é completo e dá todas as informações sobre como chegar, quanto pagar e quais as programações especiais podem ser feitas, como um almoço com um astronauta e programas especiais de vivência para as crianças. Inclua um pouco de cultura, história e emoção sobre a vida real na sua viagem para o mundo da fantasia.

Visita ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Visita ao Kennedy Space Center, no Cabo Canaveral, na Flórida - EUA

Estados Unidos, Flórida, Cape Canaveral, Cabo Canaveral, espaço, Kennedy Space Center, NASA , Space Coast

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Baños e Salmonelas

Equador, Baños

Duas das muitas cachoeiras da Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador

Duas das muitas cachoeiras da Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador


Baños é uma cidade totalmente voltado para o turismo, tanto interno quanto para estrangeiros. Na rota de passagem para o Oriente, é uma ótima parada para os aventureiros que pretendem desbravar a selva amazônica equatoriana. Localizada aos pés do Tungurahua, vulcão hiper ativo que volta e meia dá o ar da graça com pequenas erupções, como no ano passado, ou com grandes erupções como a que ocorreu em 2006. Os povoados próximos do vulcão e até a cidade de Baños já foram evacuadas um par de vezes nos últimos 10 anos e hoje quem passou por isso afirma dormir sempre com um olho aberto.

O vulcão ativo Tungurahua, ao lado de Baños, no Equador

O vulcão ativo Tungurahua, ao lado de Baños, no Equador


Baños é famosa por suas águas termais de origem vulcânica, águas com propriedades curativas indicadas para reumatismo, problemas digestivos, gástricos, para a pele e os cabelos. Entretanto este verde vale ainda oferece diversos atrativos turísticos ligados ao ecoturismo, como o rafting, rapel, tirolezas, pedal, canyoning e ainda alguns esportes mais radicais com passeios em bugs turbinados, MotoCross, etc. Mochileiros de todos os cantos do mundo se encontram aqui para curtir a natureza e a atmosfera festiva da pequena cidade.

O canyon verde que liga Baños à Puyo, no Equador

O canyon verde que liga Baños à Puyo, no Equador


Para nós, o dia amanheceu chuvoso e com uma nova preocupação. Durante a noite Laura teve uma forte crise com os sintomas de salmonela. Noite de cão para Laura, nada parava em seu estômago, nem água... assim sendo, chamamos um médico que veio atendê-la na pousada, com soro na veia e medicação para dor. Antibióticos só pela manhã depois de confirmar o bicho no exame de sangue. 6am, ainda mal, ela não agüentou e foi direto para a clínica. O exame de sangue comprovou, Laura tem 5 tipos diferentes de salmonela no sangue com uma contagem altíssima! Coitada... mal chegou ao Equador de férias e já está no soro, completamente entregue. O médico, Dr. Gerardo Zumbana, é super viajado, já trabalhou em organizações como o Médico Sem Fronteiras na África, onde descobriu que nem todos são tão idealistas como ele. Casado com Dra. Irina Podaniova, russa. Ele fala pelo menos 5 idiomas e foi a nossa salvação aqui em Baños! Quem diria que encontraríamos uma clínica que mais parece um hotel, com a qualidade de atendimento impecável como esta? Bem, dos males o menor, a Lau já está medicada e agora é questão de tempo para matar as bactérias e poder continuar viagem.

A Laura se recupera  em seu quarto, em clínica de Baños, no Equador

A Laura se recupera em seu quarto, em clínica de Baños, no Equador


Enquanto isso, raptamos um pouquinho o Rafael que não saiu do lado dela um minuto, para conhecer um pouquinho os arredores. Com o tempo chuvoso, optamos por um passeio de carro pela Rota das Cachoeiras. São mais de 8 quedas d´água ao longo da rodovia, diversas tirolezas que cruzam o cânion, com mais de 80m de altura!

Bondinho leva turistas para perto de cachoeiras na Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador

Bondinho leva turistas para perto de cachoeiras na Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador


O retorno é feito em pequenos bondinhos, que mesmo em dia de chuva ficam lotados. À 18km de Baños na estrada para Puyos fica o Pailón del Diablo. Uma trilha de 20 minutos nos leva ao mirante desta cascata espetacular. A força da água cavou uma imensa garganta na rocha, um pequeno santuário onde a natureza mostra a sua força e beleza.

Visitando o famoso Pailón del Diablo, perto de Baños, no Equador

Visitando o famoso Pailón del Diablo, perto de Baños, no Equador


Retornamos à cidade com esperanças de ver a Laura melhor, seu quadro está melhorando mas ainda não recebeu alta. Segundo o Dr. Zumbana ela ainda precisará ficar mais um dia internada. O Rafa se mudou para a clínica, que by the way, tem uma cama bem mais confortável que a da nossa pousada! Rs! Jantarzinho no restaurante suíço, matando a vontade de raclete e o risco de adquirirmos mais salmonelas.

Atravessando ponte no Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador

Atravessando ponte no Ruta de las Cascadas, em Baños, no Equador

Equador, Baños, aventura, Cachoeiras, Ecoturismo, Ecuador

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As Praias de Parati

Brasil, Rio De Janeiro, Parati

Parati - RJ, vista do mar

Parati - RJ, vista do mar


Escuna em Parati? Que programa de índio! No entanto se for feito durante a semana pode ser muito interessante. Estávamos morrendo de saudades do mar! Parati é uma cidade de baía, por isso para chegar à praia deve-se usar o carro ou uma embarcação. Agendamos logo um passeio de barco, aproveitando que a cidade não está tão cheia durante a semana.

Passeio de escuna em Parati - RJ

Passeio de escuna em Parati - RJ


O barco saiu das 10h do trapiche com uns 20 passageiros, destes mais da metade eram estrangeiros. O trajeto passa pela Ilha Comprida, Saco da Velha, Lagoa Azul e termina na Praia Vermelha. Sol, mar esmeralda, transparente!

Nadando na praia Vermelha, em Parati - RJ

Nadando na praia Vermelha, em Parati - RJ


Tentando fotografar os peixes na Ilha Comprida, em Parati - RJ

Tentando fotografar os peixes na Ilha Comprida, em Parati - RJ


Durante o passeio conhecemos dois amigos, Jane é australiana e Fergal é irlandês. São super interessantes e divertidíssimos, ele é designer de interiores e mora no Rio de Janeiro, os dois se conheceram em Londres onde dividiram apartamento. Recentemente Jane trabalhava com cavalos perto de Sevilha na Espanha, veio visitar os amigos no Brasil e resolveu esticar um pouquinho fazendo uma viagem pela América do Sul.

Saco da Velha, em Parati - RJ

Saco da Velha, em Parati - RJ


Depois de alguns mergulhos, muito papo e uma caipirinha de maracujá almoçamos a bordo na Lagoa Azul, um dos pontos mais bonitos do passeio. Voltamos ao trapiche e vamos direto para a mesma estrada por onde passamos ontem, a estrada de Cunha.

Saltando da escuna no mar, em Parati - RJ

Saltando da escuna no mar, em Parati - RJ


Ao lado do Caminho do Ouro encontramos a Cachoeira do Tobogã e Poço do Tarzan lindos, mas um pouco secos, já que não é a época das monções. O tobogã ainda funciona bem, mas não com a mesma velocidade que se estivesse cheio d´água. Depois de um dia salgado, debaixo do sol, um banho de água doce é sempre renovador!

Escorregando pela Cachoeira do Escorrega, em Parati - RJ

Escorregando pela Cachoeira do Escorrega, em Parati - RJ


Finalizamos o dia com um jantar delicioso com a Jane e o Fergal, ótimas companhias, tentando desenferrujar um pouco o inglês. Demos uma voltinha na Praça da Matriz onde a festa para a padroeira da cidade rola solta até tarde. Barraquinhas e bandas de pop rock, uma beleza! Pena que estava vazia... Amanhã trilha para as praias ao sul de Parati, vamos ao Sono!

Jantar em Parati - RJ

Jantar em Parati - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Parati, cachoeira, Praia

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Rumo à Capital!

Brasil, Paraíba, João Pessoa

Nadando no rio ao acordar, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Nadando no rio ao acordar, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Acordei tarde, banho de rio, piscina e ainda descolei um café da manhã tardio com o Almir, querido. Era quase uma da tarde quando, abaixo de chuva, conseguimos nos despedir das Cris e pegar estrada. Ah, um agradecimento especial às meninas, minhas novas amigas, elas fizeram uma surpresa linda para mim, deram de presente 2 brincos lindooos! Eu fiquei impressionada e emocionada, fui pega tão de surpresa que nem tive como retribuir a altura!

Despedida da Pousada Dos Mundos e da Cristina, Cristiane e Almir, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Despedida da Pousada Dos Mundos e da Cristina, Cristiane e Almir, em Jacumã, distrito de Conde - PB


O Rodrigo já tinha nadado pelo rio até o mar e corrido uns 8km para a praia de Coqueiro, passando por Tabatinga 2. Aproveitamos a preguiça da moça aqui e a chuva para ir até lá de carro fazer algumas fotos. Que lugar sensacional! Tabatinga 2 é ainda mais linda, falésias imensas e uma baia verdinha e tranqüila, demais!

Visitando as falésias de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Visitando as falésias de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Seguimos viagem para o ponto mais oriental do Brasil, há apenas 30km dali, a Ponta do Seixas. Um farol todo diferente, bonitão está construído para marcar o ponto onde estamos mais próximos da África. Este farol é da época de Garrastazú Médici, presidente linha dura do Brasil na ditadura militar no início da década de 70, bicho ruim este!

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB


Junto ao farol fica a Estação Cabo Branco um espaço cultural belíssimo de onde podemos ter uma vista 360° de João Pessoa, Ponta do Seixas e região. Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a Estação reúne espaços para exposições permanentes e temporárias, teatro e convenções.

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB


O ambiente é muito agradável, um espaço bem democrático, aberto ao público sem custo algum. Lembrou bastante o nosso “Olho”, o MON lá em Curitiba. Bacana entrar em João Pessoa já com esta visão cultural e privilegiada da cidade.

Estação Cabo Branco, espaço cultural em João Pessoa - PB

Estação Cabo Branco, espaço cultural em João Pessoa - PB


Saímos deste espaço tão gostoso e agradável, totalmente desavisados que entraríamos em uma missão (quase) impossível: encontrar um hotel com 2 noites disponíveis e com uma diária razoável, entre 100 e 150 reais. Que função! Hoje é quinta-feira, não imaginamos que João Pessoa estaria tão lotada. Rodamos a Av. Cabo Branco (beira-mar) inteirinha parando de hotel em hotel, os que tinham vaga para as duas noites custavam no mínimo 250,00. Até achamos um mais barato e com vaga, mas este era com camas de solteiro e de higiene meio duvidosa... Enfim, duas horas de procura depois acabamos nos rendendo ao mais barato que conseguimos... 228,00!!! Um absurdo pela qualidade oferecida, mas alta temporada no nordeste é assim mesmo... desgrama.

Exposição de quadros na Estação Cabo Branco, em João Pessoa - PB

Exposição de quadros na Estação Cabo Branco, em João Pessoa - PB


Finalmente instalados, saímos para um jantarzinho básico e uma caminhada rápida na orla e voltamos aos nossos afazeres bloguísticos.

O mar na Ponta do Seixas. Do lado de lá é a África, pertinho.. (em João Pessoa - PB)

O mar na Ponta do Seixas. Do lado de lá é a África, pertinho.. (em João Pessoa - PB)

Brasil, Paraíba, João Pessoa, coqueiros, Ponta do Seixas, Praia, Tabatinga

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Santa Bárbara e o Poço (quase) Azul

Brasil, Maranhão, Riachão (P.N Chapada das Mesas), Alto Parnaíba

A cachoeira Santa Bárbara, próxima à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA

A cachoeira Santa Bárbara, próxima à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA


Acordar cedo no campo, tomar um belo café da manhã assistindo PEGN e Globo Rural e sair para tomar um banho de cachoeira. Começo de domingo perfeito, não acham? Pois é, nós também. Aqui, no quintal “de casa” ficam o Poço Azul e a Cachoeira Santa Bárbara.

Aproveitando o sol após o banho na Cachoeira Santa Bárbara, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA

Aproveitando o sol após o banho na Cachoeira Santa Bárbara, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA


O Poço Azul, quase azul... na verdade verde (e dependendo da incidência da luz ele fica meio opaco) é formado por uma imensa queda d´água. A sua cor varia conforme a época do ano, nos tempos de seca ele chega a ficar azulzinho, garante o pessoal da portaria.

O esverdeado poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA

O esverdeado poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA


Ainda era cedo, precisávamos esquentar mais um pouquinho na trilha para o banho, então seguimos para a Santa Bárbara, a apenas 5 minutos de distância. Uma imensa cachoeira de uns 40m de altura no fim de um cânion de paredes altas e esverdeadas pelo musgo.

Rio e vegetação do Poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA

Rio e vegetação do Poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA


A queda é tão forte que forma uma grande cortina de fumaça e vapor d´água, que somadas à luz do sol formam um lindo arco-íris!

Arcoíris formado na cachoeira Santa Bárbara, próxima à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA

Arcoíris formado na cachoeira Santa Bárbara, próxima à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA


O Rodrigo adora enfrentar águas mais desafiadoras, o lago ali não parece ser muito utilizado para banho, mas ele ignorou os corrimões de madeira e se jogou. Parecia estar uma delícia, mas eu preferi mesmo um banho no tranquilo e calmo Poço Azul.

Refrescando-se no Poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA

Refrescando-se no Poço Azul, próximo à Riachão, região da Chapada das Mesas - MA


Começo de dia perfeito feito, nós pegamos novamente a estrada. Hoje nosso destino é a cidade de Alto Parnaíba, ponto de acesso do Parque Nacional das Nascentes do Parnaíba. Estamos arriscando um novo roteiro para o Jalapão, apenas utilizado pelas provas do Rally dos Sertões.

Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão

Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão


Passamos por trechos da Transamazônica, com o asfalto em reforma e com trechos de terra. Depois de quilômetros e quilômetros entre fazendas de soja e milho, intercaladas por sedes agrícolas de grandes empresas como a Cargil, Comil e outras no mesmo ramo. Ao mesmo tempo em que o cenário das plantações é lindo, céu azul, plantas verdinhas, aquela visão de terras férteis e produtivas... Dá uma peninha do cerrado... Fazendões imensos, devem ser todos amigos do Sarney.

Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão

Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão


Cruzamos a região da Chapada das Mangabeiras, na divisa dos estados do Piauí e Maranhão. A paisagem e as montanhas avermelhadas nos lembram que estamos pertinho do Parque Nacional da Serra das Confusões, onde já estivemos na rota de subida.

Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão

Chegando à Alto Parnaíba, região da Chapada das Mangabeiras, extremos sul do Maranhão


Chegamos no final da tarde à cidade de Alto Parnaíba e com sorte, pois pegamos um dos últimos quartos no hotel mais honesto da cidade. Hoje é aniversário do município e por isso está tudo lotado.

Noite movimentada na praça central de Alto Parnaíba - MA

Noite movimentada na praça central de Alto Parnaíba - MA


Alto Parnaíba comemora 145 anos de vida e assim a praça central está toda movimentada, jovens, famílias e crianças em torno das barraquinhas, bares e da quadra de futebol. Uma verdadeira cidade do interior do sul do Maranhão, em dia de festa.

Noite movimentada na praça central de Alto Parnaíba - MA

Noite movimentada na praça central de Alto Parnaíba - MA


Amanhã conseguiremos mais informações sobre a estrada, que hoje nos disseram ser quase impossível até para 4 x 4, veremos!

Brasil, Maranhão, Riachão (P.N Chapada das Mesas), Alto Parnaíba, cachoeira, Chapada das Mangabeiras, parque nacional, Poço Azul, Rio, Santa Bárbara

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Flechas e Conchas

Argentina, Molinos, Cafayate

Fim de tarde no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina

Fim de tarde no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina


Um cavalo é sempre especial, mas quando queremos andar a América toda em 1000dias precisamos de algo mais rápido. Pegamos a nossa Fiona, com seus 160 cavalos e aceleramos em direção à Cafayate. As quebradas construídas durante milhares de anos pelas geleiras e degelos dos Andes, escondem tesouros naturais incríveis.

Atravessando o Vale das Flechas, entre Molinos e Cafayate, na Argentina

Atravessando o Vale das Flechas, entre Molinos e Cafayate, na Argentina


Já no caminho encontramos o famoso Valle de las Flechas, uma formação geológica espetacular! Ali a pressão exercida nos montes fez com que as camadas de rocha ficassem em ângulos diagonais e que fossem esculpidas em formas de flechas pelo tempo e o vento.

Vale das Flechas, entre Molinos e Cafayate, na Argentina

Vale das Flechas, entre Molinos e Cafayate, na Argentina


Monumento Natural de Angastaco, a região possuía um imenso lago, hoje uma grande planície em meio às rochas pontiagudas.

Caminhando no Vale das Flechas, entre Molinos e Cafayate, na Argentina

Caminhando no Vale das Flechas, entre Molinos e Cafayate, na Argentina


Fizemos um breve almoço delicioso na cidadezinha de San Carlos logo depois do vale. Um cordeiro delicioso regado à cerveja artesanal “Me echó La Burra” local com 8% de álcool.

Deliciosa cerveja artesanal, de grau 8, em pequena cidade entre Molinos e Cafayate, na Argentina

Deliciosa cerveja artesanal, de grau 8, em pequena cidade entre Molinos e Cafayate, na Argentina


Há apenas 40 km de Cafayate, já na Rota 68, encontra-se o Vale das Conchas, onde as paredes areníticas foram esculpidas em diferentes cores e formas. Algumas mais famosas como a Garganta del Diablo, o Anfiteatro, Las Ventanas e El Obelisco podem ser vistas da estrada, com direito à muitas paradas para fotografia. Na Garganta Del Diablo conseguimos escalar e subir até o fundo do estreito cânion com 80m de altura.

Garganta del Diablo, no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina

Garganta del Diablo, no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina


No Anfiteatro encontramos uma fenda natural com acústica perfeita, sendo testada ao vivo e à cores por um velho cantor, que se apresentava e vendia seus CDs, inspirado pela lua crescente que acabara de surgir no céu.

Entrando no Anfiteatro, no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina

Entrando no Anfiteatro, no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina


Depois de tantas quebradas, formações rochosas, cânions, vales e montanhas coloridas, pensamos que não nos surpreenderíamos mais, pois aos poucos vamos nos acostumando. Pois aqui digo tranquilamente, ficamos embasbacados com a capacidade que a natureza do norte argentino tem em continuar surpreendendo!

Explorando a Garganta del Diablo, no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina

Explorando a Garganta del Diablo, no Vale das Conchas, próximo à Cafayate - Argentina


Além de cenários naturais espetaculares, Cafayate também é muito procurada pelo eno-turismo. A cidade é cercada por parreirais e bodegas que oferecem degustações e boas explicações sobre a produção dos seus vinhos. Vinhos e paisagens para todos os gostos.

Placa da Rota do Vinho na região de Cafayate - Argentina

Placa da Rota do Vinho na região de Cafayate - Argentina

Argentina, Molinos, Cafayate,

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Boneiru

Bonaire, Kralendijk, Rincon

Admirado com o lincrível pôr-do-sol em Kralendijk, em Bonaire

Admirado com o lincrível pôr-do-sol em Kralendijk, em Bonaire


Bonaire, uma ilha de apenas 18 mil habitantes, está situada no mar do Caribe, perto da costa da Venezuela. Descoberta em 1499 pelos espanhóis que apenas arrancaram os índios que lá viviam para mão de obra escrava na ilha de Hispaniola. Abandonada pelos espanhóis, ela acabou ficando sobre os auspícios portugueses, que estavam na ilha vizinha de Curaçao. Estes a venderam para os holandeses, que precisaram de uma base militar nas guerras contra os espanhóis. Alguns dizem que o seu primeiro nome foi “Isla do Palo Brasil”, embora seja difícil acreditar que esta árvore estivesse lá, em uma terra tão seca e diferente de nossas matas verdejantes.

Extração de sal em South Pier, no sul de Bonaire

Extração de sal em South Pier, no sul de Bonaire


Foi no período da ocupação holandesa, nos idos de 1620, que a Dutch West India Company iniciou a exploração de sal, que até hoje é uma das principais economias da ilha. Depois disso a ilha ainda passou pelas mãos dos ingleses duas vezes, durante as guerras Napoleônicas, até que em 1814, finalmente voltou ao comando holandês. Durante a Segunda Guerra Mundial ela foi utilizada como base militar e aérea para as tropas americanas e inglesas. O Flamingo Aeroporto, utilizado até hoje, foi construído nesta época pelos americanos.

Chegando ao aeroporto de Kralendjik, capital de Bonaire

Chegando ao aeroporto de Kralendjik, capital de Bonaire


Hoje, mesmo com a dissolução das Antilhas Holandesas, Bonaire escolheu continuar território holandês. A sua capital é Kralendijk e o segundo maior povoado é a cidade de Rincon, das mais antigas, construída no interior pois estaria mais protegida de ataques de piratas.

Igreja em Rincon, cidade no norte de Bonaire

Igreja em Rincon, cidade no norte de Bonaire


Toda esta diversidade cultural trouxe às cidades uma arquitetura colonial mesclada, sinceramente um pouco difícil de ser reconhecida. As influências, porém, ficaram claras e podem ser facilmente reconhecidas na língua nativa, o Papiamento. Esta é reconhecida como a segunda língua oficial, após o holandês, é claro.

Quase compramos um livro que ensina papiamento (no aeroporto de Oranjestad, em Aruba)

Quase compramos um livro que ensina papiamento (no aeroporto de Oranjestad, em Aruba)


Papiamento - Português
Bonbini - Bem-vindo
Bon dia - Bom dia
Bon tardi - Boa tarde
Bon nochi - Boa noite
Pasa bon dia! - Tenha um bom dia!
Por fabor - Por favor
Boneiru – Bonaire (com a mesma pronuncia do inglês)

Olhando assim parece ridiculamente fácil para nós, porém na realidade é praticamente impossível entender-los. O sotaque se parece mais com algum dialeto africano, que usa palavras em espanhol, português e no inteligível holandês. Uma beleza! Mas não se assustem, depois de 4 dias ouvindo a rádio eu já até conseguia entender do que se tratava a notícia.

Bonaire, 'Divers Paradise'

Bonaire, "Divers Paradise"


Além do sal, a principal economia da ilha atualmente é o turismo. Já nos anos 60 a ilha recebia pessoas interessadas em mergulho e snorkell, porém foi a partir da década de 80 que este negócio passou a ser mais explorado. Hoje a ilha possui dezenas de resorts ao seu redor com infra-estrutura para receber mergulhadores de todos os cantos do mundo! Nem preciso dizer que nós viemos aqui para mergulhar! Mas esse é assunto para o próximo post.

O belo mar da região de Karpata, no norte de Bonaire

O belo mar da região de Karpata, no norte de Bonaire

Bonaire, Kralendijk, Rincon, Antilhas Holandesas, Caribe, mar, papiamento

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Sun, Sun, Sun here it comes!

Brasil, Rio De Janeiro, Búzios

Encostas da praia da Ferradurinha, em Búzios - RJ

Encostas da praia da Ferradurinha, em Búzios - RJ


Noite de muito trabalho, manhã de muito sono, até por que com previsão de chuva nós nos damos este direito. Quase 10h da manhã levantamos atrasados para o café e o que encontramos olhando pela janela do quarto??? SOL! Céu azul e muito sol! Inacreditável. “Vamos nos agilizar para aproveitarmos o pouco de sol que teremos hoje na praia”, logo pensamos. O nosso roteiro de hoje incluía várias outras praias mais distantes da península, por isso resolvemos levar a Fiona passear. Praia da Ferradura, Ferradurinha, Geribá e Praia da Tartaruga.

Praias do Forno e da Foca, em Búzios - RJ

Praias do Forno e da Foca, em Búzios - RJ


Iniciamos o nosso roteiro pelos mirantes de Búzios, onde pudemos enxergar melhor a nossa façanha de ontem. Foi realmente uma boa caminhada que demos, sem nem notar. No caminho para a Praia da Ferradura fomos explorando novas vizinhanças com casas magníficas e chegamos à Lagoinha, uma área de pedras onde a maré cheia forma uma bela piscina natural. A placa no local nos esclarece que a lagoa é ponto de interesse geológico, pois ali foi possível medir a idade das pedras que a formam, que remontam à época em que Búzios era colada à África, no antigo continente chamado Godwana.

Dia de sol em em Búzios - RJ. Praia Brava ao fundo

Dia de sol em em Búzios - RJ. Praia Brava ao fundo


Ponta da Lagoinha, em Búzios - RJ

Ponta da Lagoinha, em Búzios - RJ


Vista linda, céu claro, vamos em frente, pois a praia nos espera! Chegamos à Praia da Ferradura, uma baía tão fechada que parece até uma lagoa de água salgada. Dali, seguimos para Ferradurinha, praia que já foi eleita pelo Guia 4 Rodas a segunda mais bonita do Brasil. Não duvido, é belíssima, mas uma pena que pequenas enseadas acabam sendo alvo fácil do lixo despejado no mar. Caminhamos pelas pedras e decidi pular ali mesmo e ir nadando até a praia.

Voltando a nado para a praia da Ferradurinha, em Búzios - RJ

Voltando a nado para a praia da Ferradurinha, em Búzios - RJ


Durante a natação, quase me engalfinhei num plástico, se engolisse água engoliria partículas plásticas... as mesmas, Pedro, que comentamos outro dia durante o jantar. O plástico que está nos mares vai se decompondo, porém como não é biodegradável, ele se decompõe sendo reduzido a partículas, micro-partículas, que são engolidas pelos peixes e consequentemente por nós, que comemos os peixes. Quando será que o povo vai entender a necessidade da mudança dos hábitos? A necessidade da reciclagem do lixo? Teremos peixes e seres mutantes antes mesmo desta mudança ocorrer.

Praia da Ferradurinha, em Búzios - RJ, depois de um banho de mar

Praia da Ferradurinha, em Búzios - RJ, depois de um banho de mar


Depois de curtir algumas horinhas ali na Ferradurinha fomos conhecer a praia de Geribá, praiona com ondas, linda!

Caminhando na praia de Geribá, em Búzios - RJ

Caminhando na praia de Geribá, em Búzios - RJ


Só fiquei meio triste, pois vimos ali 2 pinguins nas últimas e um já morto. Infelizmente estes pingüins se perderam da corrente fria que estava levando o bando todo para o sul. Quando ele se perde, acaba se aproximando do continente em busca de alimento e as águas quentes começam a enfraquecê-lo. Foi o que explicou para nós um pescador. Quando o pingüim ainda está forte, os pescadores resgatam, avisam o Ibama que os leva até o alto mar. Quando já o encontram fraco nem adianta resgatá-lo, pois ele não vai agüentar, o coitado vai ficar ali até a morte.

Pinguim perdido, na praia de Geribá, em Búzios - RJ

Pinguim perdido, na praia de Geribá, em Búzios - RJ


Bem, voltando para o que é bom. Saímos de Geribá e fomos conhecer a nossa última praia aqui em Búzios, a Praia da Tartaruga. Uma enseada cheia de pescadores, principalmente os mergulhões que deram um show de pesca no cardume que estava sendo cercado pelos pescadores.

Barcos de pesca no fim de tarde na praia da Tartaruga, em Búzios - RJ

Barcos de pesca no fim de tarde na praia da Tartaruga, em Búzios - RJ


Um pôr-do-sol maravilhoso, aquela brisa gostosa de fim de tarde, rendeu até uma soneca no colo do Rodrigo. Para fechar o dia nesta terra tomada por argentinos, uma legítima pizza italiana. Espero que o sol continue nos acompanhando nestas praias da vida.

Mar e céu azuis, na Ponta da Lagoinha, em Búzios - RJ

Mar e céu azuis, na Ponta da Lagoinha, em Búzios - RJ

Brasil, Rio De Janeiro, Búzios, Armação de Búzios, Ferradurinha, Geribá e Lagoinha, Praia, Praia da Ferradura, Praia da Tartaruga

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