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Leandro (04/09)
Obrigado, Ana. Seu blog ajudou na criação do meu roteiro para um fina...
Daniela Chindler (01/09)
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Marcos (29/08)
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Eudyr (29/08)
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samuel baker mororo aragao (26/08)
Família é a base de tudo, é nosso apoio, é nossa esperança, nosso pa...
Rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba.
Bambu entre Sagi, é isso que significa o nome da pousada em que ficamos na primeira vila do Rio Grande do Norte. Lugar tranquilo e ao mensmo tempo cheio de vida. Acordamos com uma vista deslumbrante do rio Sagi desaguando no mar. O café da manhã com muitas frutas, granola, coalhada, pães integrais, queijo branco, tudo feito com o maior carinho pelo Liberato, um dos sócios da pousada.
Vista da nossa varanda, na pousada Sabambugi, praia de Sagi, Baía Formosa - RN
Li o meu livro, escrevi um pouco e saímos para andar e conhecer a Barra do Rio Guaju. Há apenas 3km da vila o rio faz um cenário maravilhoso na divisa dos dois estados, RN e Paraíba.
Energia eólica no lado paraibano da fronteira com Rio Grande do Norte
No alto imensos “cata-ventos” modernos de uma mineradora paraibana que “destrói mas replanta tudinho”, segundo Tico, morador e guia local. A mineradora retira o minério das areias das dunas e depois devolve a areia que “não presta” no lugar, replantando a mata de restinga original.
Nadando no rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba
A Vila do Sagi é pequena e possui apenas 3 pousadas e 2 restaurantes, além de uma turma bem animada para as festas de domingo. Um destes restaurantes serve como base para passeios de bugue feitos pela CVC de Natal e Baía Formosa, até a Barra do Guaju. Nós levamos sorte que domingo é o dia de pausa da CVC, pois a partir de segunda-feira são mais de 2 mil pessoas que vão e voltam, enlouquecidos nos bugues pelas areias e chapadões, para lotar e tirar a paz da mãe natureza neste pequeno santuário.
rio Guaju, na fronteira entre Rio Grande do Norte e Paraíba
A princípio nós pensávamos em ficar apenas uma noite, mas a paz que encontramos aqui foi tanta, sem internet, sem telefone (pois este já perdemos mesmo), sem televisão, sem carro, sem nada, apenas a vista maravilhosa da nossa janela na Sabambugi.
A varanda de nosso quarto, na pousada Sabambugi, na praia de Sagi, Baía Formosa - RN
Aliás, esta foi o motivo maior para termos ficado, que astral maravilhoso tem esta pousada, toda feita em bambus, super ecológica, sem ar condicionado, pois a ventilação natural é suficiente. Cada detalhe foi pensado para deixar a nossa estadia mais confortável e deliciosa. Melhor ainda quando acabou a luz, só víamos o clarão da queimada da plantação de cana ao fundo... “tão romântico”, perfeito para comemorarmos os nossos 20 meses de casamento. Ao final da noite até o clarão da queimada se foi...
Pousada Sabambugi, na praia de Sagi - RN
Conforme esperado, o Old Faithful faz sua "apresentação" no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
O Old Faithful é um dos geysers mais famosos do mundo. Ele não é o mais alto, mas é o mais previsível dos geysers, explodindo em média a cada 91 minutos. Cada explosão lança água fervente e vapor a mais de 30m de altura. Nós já havíamos visto geysers no Chile e na Islândia, mas o que mais me impressionou no Old Faithful foi realmente a duração, que pode chegar a mais de 5 minutos! O centro de visitantes tem um quadro de horários com os intervalos do geyser, que já possui uma bela infraestrutura para os turistas sentarem e esperarem pelo próximo espetáculo. Enquanto esperávamos as crianças em volta ansiosas gritavam “Go Old Faithful! Go High!” - “Vai, Old Faithful, Vai bem alto!”. O show é sempre impressionante e a diversão garantida.
O público aguarda, ansioso, a erupção do mais famoso geiser do mundo, o Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Conforme esperado, o Old Faithful faz sua "apresentação", para a alegria do público, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
A partir do Old Faithfull começa uma trilha que cruza o Geyser Hill e segue ao longo do Firehole River. São dezenas de pequenos geysers, fumarolas, piscinas de água fervente das mais diferentes cores, do alaranjado, passando pelo amarelo gema, verde até o azul! É incrível como as minúsculas criaturas como fungos e bactérias conseguem se adaptar e sobrevivem em águas com acidez e temperaturas são altas! São esses serzinhos que colorem as piscinas térmicas e dão vida à um ambiente tão hostil a outras formas de fauna e flora.
Grand Prismatic Pool escondida por seus próprios vapores, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
As cores sempre vivas da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Se o seu dia começou cedo você ainda conseguirá visitar a Blacksand Basin, Biscuit Basin e a Midway Geyser Basin. Cada uma dessas “basins” tem grupos de geysers e piscinas cromáticas lindas e merecem ser visitadas, como nós chegamos já no meio da tarde acabamos deixando para o dia seguinte a principal delas que é a Midway Basin. Uma das imagens mais famosas do parque, a Grand Prismatic Spring é uma piscina de água fervente imensa e multicolorida.
A fabulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Suas cores intensas a tornam uma fonte muito especial! Por isso, além de andar ao redor da piscina pelas passarelas, é obrigatório fazer a trilha que te leva a um mirante para vê-la de cima! Existem duas opções, uma trilha mais longa que sai da Biscuit Basin, é a mais conhecida, ou uma trilha mais íngreme, mas também mais curta. Quando estiver voltando das passarelas da Grand Prismatic, siga à direita observando o morro à frente. Você verá umas paredes de pedra no alto deste morro, cruze a estrada e logo abaixo deles você encontrará uma trilha pisada sobre o terreno arenoso. É aí mesmo! Suba mirando chegar nas pedras, leva uns 20 ou 30 minutos e lá do alto você terá uma das melhores vistas da Grand Prismatic!
Vista de cima, a impressionante Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Ao sul do Old Faithful está a estrada que liga o Yellowstone ao Grand Teton National Park, foi por ela que nós entramos no parque. A estrada acompanha o Lewis River e é belíssima, cânions e cachoeiras, sem contar um lindo Bull Elk que encontramos no caminho.
Encontro com uma rena no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Ah, essa é outra dica importante: dirija devagar e preste atenção nos arredores das estradas, pode sempre encontrar um elk, bisão ou se der sorte até um urso! Fique de olho nos outros carros, principalmente se eles tiverem grandes câmeras fotográficas, se estiverem parados olhando para o lado, com certeza tem algum animal por lá!
Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Veja também os posts:
- Yellowstone em 3 dias
- Yellowstone Lake e West Thumb
- Grand Canyon e Mamooth Springs
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Uma das marcas da cidade, a abóboda da Feira Internacional de 67, em Montreal, no Canadá
Montreal é a segunda maior cidade do Canadá e a maior da Província de Quebéc, o estado mais francês do Canadá. Digo “mais”, pois por todo país existem cidades francófonas, mas é em Quebéc que a identidade franco-canadense floresceu e se manteve desde os tempos da colônia. Os ingleses bem que tentaram impor sua língua, costumes e religião após o Tratado de Paris de 1763, mas não conseguiram.
O charme da cidade antiga no centro de Montreal, no Canadá
Se eles não podiam impor uma nova cultura, então decidiram sancionar a liberdade de idioma e religião, além da manutenção do seu código civil, através do Quebec Act, em 1774. Este ato foi o principal responsável pela sobrevivência da língua francesa e do catolicismo no novo país inglês presbiteriano. A única língua oficial em todo o estado de Quebec é o francês, mas algumas das principais placas e regiões turísticas o inglês também pode ajudar.
O centenário Bank of Montreal, na Place d'armes, em Montreal, no Canadá
Fundada em 1642 em uma ilha no Rio St Lawrence, Montreal recebeu o seu nome em referência ao Mont-Royal, onde encontramos uma das melhores vistas da cidade. Plana e organizada, uma boa forma de explorar a cidade é de bicicleta ou a pé e utilizando o metro entre as vizinhanças mais distantes. Nosso roteiro de três dias incluiu o centro antigo, Quartier Latin, The Village, o obrigatório Mont-Royal e ainda uma passadinha pelo Estádio Olímpico de 1976.
Basílica de Notre-Dame, na Place d'Armes, em Montreal, no Canadá
A nossa primeira tarde no Canadá começou em Vieux-Montreal (Old Montreal ou Montreal Antiga). O melhor lugar para iniciar as explorações é a Place d´Armes, antigo centro econômico e religioso, tem nos seus arredores o prédio do Banco de Montreal, com um pequeno museu da moeda e a imponente Basílica de Notre-Dame. A basílica construída entre 1824 e 1829 em estilo neogótico é (quase) um exagero de cores e adornos e folheados a ouro. Lotada de turistas, a igreja ficou famosa por ter sido escolhida pela cantora Celine Dion para o seu casamento. Se você quer um cantinho um pouco mais discreto para fazer as suas preces ou apenas contemplar e respirar, siga até os fundos da igreja até a moderna Capela de Sacré-Coeur. O imenso altar feito em uma única peça de bronze é lindo e melhor compreendido quando sabemos que a antiga capela de madeira foi totalmente destruída pelo fogo.
O esplendoroso interior da Basílica de Notre-Dame, em Montreal, no Canadá
O fabuloso altar da Basílica de Notre-Dame, em Montreal, no Canadá
Você pode visitar diversas igrejas e museus, mas no verão apenas caminhar pelas ruas da antiga Montreal já basta como programa turístico. Galerias de arte, restaurantes, bares e uma aura alegre e festiva parecem tomar conta dos montréalaises quando o calor chega. Também pudera! Eles chegam a enfrentar temperaturas entre -10 e -40°C no inverno!
Caminhando pelas charmosas ruas centrais de Montreal, no Canadá
Chegamos à Praça Jacques Cartier, onde restaurantes bem turísticos ficam lotados e artistas de rua animavam a tarde ensolarada. Pelo clima e pela fome acabamos comendo em um destes restaurantes mesmo. Mesmo não sendo nada especial na qualidade e muito menos no preço, eles têm a melhor vista para a praça, para o Hôtel de Ville e o todo o agito, além de uma televisão ligada com as provas de natação nas Olimpíadas de Londres.
Hotel de Ville, em Montreal, no Canadá
Descansando e namorando em parque em frente ao Mercado Central de Montreal, no Canadá
Caminhamos pelo passeio do porto antigo em frente ao St Lauwrence River, passamos pela Torre do Relógio e o Parc du Bassin-Bonsécours com belas vistas para o rio e a Île Ste Hélène. Se você não estiver cansado, fica a dica de um jantar ou noite mais agitada nos bares da Rue St Paul, seja no Irish Pub ou nos bares mais autênticos quebecoises. Nós, depois de tanta estrada, acabamos entregando os pontos e nos rendemos à uma boa noite de sono.
Artista de rua tenta faturar seu ganha-pão em Montreal, no Canadá
Visitando as lindas ruínas jesuítas de San Ignacio Mini, na Argentina
A Província de Misiones na Argentina faz fronteira com o Paraguai e o Brasil, separada respectivamente pelo Rio Paraná e o Rio Iguaçú. Ela divide com o Brasil um dos destinos mais visitados do país e ajuda a criar a polêmica pergunta, qual é o lado mais bonito das Cataratas do Iguaçú, o brasileiro ou o argentino? É difícil realmente escolher, eu gosto muito dos dois e sinceramente acho que a melhor vista é do lado brasileiro, portanto das quedas d´água que estão do lado argentino. Quem sabe assim todos ficam felizes!
Rota das Missões Argentinas
Esta dúvida porém não existe quando o assunto são as missões jesuíticas brasileiras e argentinas. As ruínas dos 7 Povos das Missões no Brasil infelizmente foram muito depredados e o que restou não recebe a devida atenção e infraestrutura. Faltam placas informativas dentro da missão, guias treinados para receber os turistas ou mesmo informações mais detalhadas dentro do museu. Do outro lado, as missões argentinas surpreenderam no cuidado e atenção com o turista, que paga um pouco mais caro pela visita, mas recebe uma verdadeira aula sobre a história e vida dos missionários e indígenas que ali viveram. Cada uma das missões tem um charme diferente e conta uma parte da história que se passou por ali.
Para quem gosta de observar detalhes e gosta de arquitetura, a missão jesuíta de San Ignacio Mini, na Argentina, é imperdível!
Nós cruzamos a fronteira do Brasil com a Argentina por Porto Xavier, a fronteira mais próxima de São Miguel. Depois de uma longa espera na cidade, cruzamos o Rio Uruguai em uma balsa* entre Porto Xavier e San Javier, na Argentina e seguimos direto para a Missão de Santa Ana. Dois dias foram suficientes para conhecermos as ruínas do lado argentino. A cidade de San Ignácio, a 60km de Posadas, é uma boa base para explorar rodas estas ruínas nos seus arredores.
Chegando à fronteira entre Brasil e Argentina, em Porto Xavier, no Rio Grande do Sul
*A balsa Porto Xavier funciona de hora em hora durante os dias de semana e apenas das 8 às 10h e das 16 às 18h aos sábados e domingos. Se você chegar lá em um sábado as 12h, como nós, e tiver que esperar, tem um restaurantinho por quilo quase em frente à Receita Federal que é muito gostoso e tem wifi.
Cruzando o rio Uruguai, entre Brasil e Argentina, em Porto Xavier, no Rio Grande do Sul
Iluminação torna as ruínas da Missão de Santa Ana, próximo à San Ignacio Mini, na Argentina, ainda mais belas e instigantes
A Reducción de Nuestra Señora de Santa Ana foi fundada em 1633 e tinha como principal atividade agrícola o cultivo do algodão, milho e erva mate, infusão tradicional da região muito apreciada pelos guaranis. Sua praça central é gigantesca e, seguindo o plano arquitetônico de todas as missões, está rodeado pelas casas dos indígenas, a casa dos padres missionários e a igreja, que ocupava a posição central, defronte à entrada principal da missão. Uma das descobertas mais recentes e únicas dentre as missões jesuíticas está um grande reservatório de água interligado por canais em toda a extensão da missão.
Ruínas da igreja da Missão de Santa Ana, próximo à San Ignacio Mini, na Argentina
A decadência de Santa Ana começou 1767, quando os jesuítas foram expulsos dos domínios da coroa espanhola. As missões foram assumidas religiosamente por padres de outras ordens e administrativamente por civis espanholes sem a mínima ideia e aculturamento. Isso somado às guerras que se seguiram no período da independência paraguaia e argentina, levou ao total abandono nos idos de 1820.
As ruínas da Missão de Santa Ana, próximo à San Ignacio Mini, na Argentina
Ainda assim ela guarda cenários excêntricos como o cemitério moderno construído sobre o antigo cemitério indígena. Considerado um solo sagrado pelos colonizadores que chegaram após o seu abandono, o cemitério possui lápides e mausoléus que datam até a década de 80, quando foi proibida a utilização para novos enterros. Até hoje os túmulos são visitados pelos familiares dos felizardos que ali descansam.
O assustador cemitério da Missão de Santa Ana, próximo à San Ignacio Mini, na Argentina
Ainda que menos restaurada que sua vizinha San Ignácio Miní, a Missão de Santa Ana é muito interessante e até mais emocionante do ponto de vista exploratório. Um dos principais diferenciais desta visita foi o nosso guia Yoyo, turismólogo apaixonado pelo seu trabalho e profundo conhecedor da história e da vida das missões. Ele nos deu uma aula sobre este encontro de culturas, a espanhola e a guarani, que resultou em um trabalho tão rico e curioso. Santa Ana foi considerada Patrimônio Histórico da Humanidade pela UNESCO desde 1984, junto com as suas vizinhas.
Em belo fim de tarde, caminhando com nosso excelente guia nas ruínas da Missão de Santa Ana, próximo à San Ignacio Mini, na Argentina
A Erva Mate
Uma curiosidade é que a erva mate é retirada de uma árvore alta e acreditava-se que só crescia em meio à mata e sombra das grandes árvores. Porém os jesuítas, muito observadores, aprenderam o segredo da semeadura de suas duras sementes, que precisam de uma preparação especial antes do seu plantio. Este segredo foi perdido com o tempo e apenas no início do século XX o mate voltou a ser cultivado.
Com um mapa, nosso guia na Missão de Santa Ana nos dá uma verdadeira aula sobre a história das Missões Jesuítas (próximo à San Ignacio Mini, na Argentina)
San Ignacio Mini, a mais bem conservada e restaurada missão jesuíta na Argentina
A Missão de San Ignácio Miní é a mais famosa de todas as missões argentinas. Fundada próxima ao Rio Paranapanema no antigo estado de La Guayrá, atual estado do Paraná, a redução foi transferida mais de uma vez, fugindo dos ataques dos bandeirantes paulistas e mamelucos. Ela foi instalada em definitivo na localidade atual 1696, com cerca de 3 mil indígenas.
San Ignacio Mini, a mais bem conservada e restaurada missão jesuíta na Argentina
A mais famosa é também a mais conservada e restaurada de todas as missões, o que facilita muito a nossa compreensão do estilo de vida e do dia a dia dos missioneiros. Novamente aqui a igreja está na posição central da praça principal, ao lado direito está o claustro dos padres missionários e ao lado esquerdo o cemitério. Ao redor da praça estão as casas dos moradores, cada tribo subdivididas em bairros e com seu cacique participando do conselho de caciques, na administração local. Do lado esquerdo, além da escola estão também as oficinas de carpintaria, música e outras atividades ensinadas pelos padres aos guaranis, que também mantinham a horta comunal nos fundos da missão.
Painel informativo na Missão jesuíta de San Ignacio Mini, na Argentina
O que mais impressiona nas ruínas de San Ignácio é o elaborado trabalho de entalhe feito nas colunas, portas e janelas da igreja e do claustro. A combinação de elementos católicos com as referências e criatividade dos guaranis deu origem a um novo estilo artístico.
Para quem gosta de observar detalhes e gosta de arquitetura, a missão jesuíta de San Ignacio Mini, na Argentina, é imperdível!
Para quem gosta de observar detalhes e gosta de arquitetura, a missão jesuíta de San Ignacio Mini, na Argentina, é imperdível!
A estrutura turística de San Ignácio é perfeita, um museu bem completo com imagens, histórias, peças arqueológicas que remontam a vida dos guaranis na missão, assim como um interessante comparativo de músicas guaranis, missionais e as músicas missionais interpretadas por guaranis. Lindo! No trajeto não temos um guia nos acompanhando, mas todo o caminho está bem sinalizado e possui mesas com informações e textos gravados em um sistema de som que pode ser ouvido conforme avançamos.
Lendo um dos muitos painéis informativos espalhados pelas ruínas de San Ignacio Mini, na Argentina
À noite o show de som e imagem é um espetáculo à parte. Imagens projetadas em cortinas de água, em árvores e nas paredes das missões contam a vida e a história de San Ignácio Miní, com um simpático personagem indígena como narrador principal. Durante a narrativa vamos acompanhando a vida de um pequeno guarani que se encontra com os jesuítas na floresta. A história é muito bem contada e nos envolve junto da magia das imagens em 3D projetadas enquanto caminhamos pela missão. Um espetáculo com uma concepção artística contemporânea, que soube aliar o antigo e o moderno de forma criativa e de muito bom gosto!
Imagens são projetadas nas ruínas da missão de San Ignacio Mini, na Argentina, durante o ótimo show de sons e luzes
Hologramas criam verdadeiros fantasmas no excelente show de luzes e sons na missão de San Ignacio Mini, na Argentina
Uma das missões menos restauradas a Reducción de Nuestra Señora de Loreto, assim como San Ignácio, também foi fundada em terras brasileiras e depois transferida para o oeste do Rio Uruguai. Essa missão chegou a abrigar mais de 7 mil indígenas e foi muito forte na produção do algodão e da erva-mate, tendo um papel de destaque entre as missões vizinhas.
A mata cobre boa parte da Missão de Santa Ana, próximo à San Ignacio Mini, na Argentina
Em Loreto temos a real sensação de como os arqueólogos se sentem ao descobrir novas ruínas! Praticamente todas encobertas pela vegetação e com o trabalho de restauração em estágio inicial, aqui o acompanhamento de um guia se faz necessário e enriquece muito a visita. De forma rápida e objetiva nossa guia percorreu a missão explicando o que cada pedra caída ou montículo de terra significava, nos ajudando a visualizar, em nossa mente, como foi esta antiga missão.
As ruínas da Missão de Santa Ana, próximo à San Ignacio Mini, na Argentina
Loreto recebe todos os anos os peregrinos de Nuestra Señora de Loreto de Pirapó que vem visitar a capela sagrada que fica a 1 quilometro do complexo principal de ruínas.
As ruínas jesuítas de San Ignacio Mini, na Argentina
Ao todo calcula-se que foram construídas em toda a região mais de 30 missões, cada uma abrigando de 1 mil a 7 mil indígenas. O ideal dos padres jesuítas de criar uma sociedade semidemocrática e tendo os ensinamentos religiosos como os pilares da sua educação foi ousado demais para a época. Um lugar onde indígenas teriam os mesmos direitos que homens brancos e onde seus líderes participavam das decisões políticas e econômicas, ensinando-os os modos de vista e costumes europeus, era praticamente uma utopia se tornando realidade. No seu auge as missões eram verdadeiras cidades autônomas, organizadas e que, além de pagar seus impostos à coroa, deviam satisfações apenas ao Papa, obtendo um status de estado independente. A Guerra Guaranítica criou um sentimento de unidade entre os guaranis missioneiros e foi quando tentou-se a criação deste estado, mas infelizmente as forças espanholas e portuguesas foram mais fortes e destruíram por completo uma das únicas chances de uma nação indígena na América.
Quadro mostra como era rezado o Padre Nosso na língua guarani (em San Ignacio Mini, na Argentina)
Longa espera no aeroporto de Paramaribo, no Suriname. Deu até para dormir ou trabalhar...
Eu sabia! Só isso é que posso dizer a vocês. Eu estava com o pressentimento que não deveríamos usar a Suriname Airways neste vôo para Trinidad. Nada contra o Suriname, mas durante a minha pesquisa de cias aéreas e preços para a viagem algo vinha me dizendo, (voz do locutor do comercial “coooompre batom”) “cooompre caribean, coooooompre caribean”, eram 20 dólares a mais apenas e no mesmo horário. Bem, por que gastar 20 x 2, 40 dólares a mais, não é mesmo? Então por não ouvir o meu sexto sentido, a minha intuição, o meu EU, “a nível de mim mesma”, ficamos 5 horas mofando no desconfortável aeroporto de Paramaribo, durante a madrugada de hoje. Isso sem contar o stress para obter informações da companhia aérea, que começou dizendo não ter nem previsão para o horário do vôo, já que a aeronave estava com problemas técnicos. Eram 3:30am, tínhamos dormido apenas 2 horas, passado 1 hora dentro de um microônibus do hotel até o aeroporto, que fica no meio do nada e sem infra-estrutura alguma e ainda tínhamos que esperar sabe Deus até quando para saber quando pegaríamos o vôo? Eu devia ter seguido a minha intuição.
Chegada ao aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago
Ok, passada a raiva e depois de saber que voaríamos as 10am (atrasou para as 11am), eu dormi toda torta no aeroporto, enquanto o Rodrigo trabalhava. Uma hora de vôo e uma a menos de fuso-horário depois chegamos na cidade de Porto of Spain, em Trinidad!
Decoração de carnaval no aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago
O aeroporto já fala muito sobre o país, uma das maiores e mais desenvolvidas ilhas do Caribe na costa da Venezuela. Lindo, limpo e bem organizado, além de ser muito confortável, possuía todos os serviços que precisávamos: além de uma alfândega rápida, tanto na checagem da bagagem, quanto na liberação dos vistos, tinha ATM e um Tourist Information Office para mapas e guias locais atualizados. Chegamos apenas 10 dias após o carnaval, então o hall do aeroporto estava todo ornamentado com os principais personagens do carnaval do país, um dos mais famosos do Caribe. Este aí é o Blue Devil, personagem carnavalesco criado pelos antigos escravos para demonstrar sua indignação e ira perante a sua condição.
Decoração de carnaval no aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago
Dirigimos-nos para o hotel em Maraval, nas vizinhanças de Port of Spain. Quando nossa sorte parecia estar mudando, uma tempestade se abateu sobre a cidade, mesmo no período seco do ano. Nós já estávamos podres e acabados pela noitada no aeroporto, então acabamos ficando por ali mesmo descansando. A noite jantamos em um restaurante e karaokê aqui perto, comida deliciosa e cantores profissionais! UFA, karaokê sempre dá medo, mas vocês sabem, a raça negra é muito privilegiada em vários aspectos e um deles é a voz. Bob Marley, Beyonce, Michel Jackson, James Brown, estavam todos lá hoje à noite, eles, seu microfone e seus cartuchos de karaokê. E ainda queriam que eu cantasse! Alguma chance desta branquela rouca ter coragem? hahaha!
Decoração de carnaval no aeroporto de Port of Spain, em Trinidad e Tobago
Delicioso mergulho no Mirror Lake, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
O nordeste dos Estados Unidos, região conhecida como Nova Inglaterra, é mais famosa por sua costa histórica, belas praias e deliciosas lagostas. Durante o verão as Green Mountains e sua irmã do leste, as White Mountains, ficam meio de escanteio, quando as estações de esqui fecham por falta do elemento fundamental para sua atividade: a neve.
Passeio nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
O que muitos esquecem é que quando a neve vai embora, ela deixa para trás uma nova Nova Inglaterra, tão bonita e especial quanto a sua branca e gelada paisagem. Montanhas verdes, rios cristalinos formados pelo degelo e alimentados por fontes de águas minerais, trilhas sequinhas e a oportunidade de encontrar a vida selvagem que não precisa mais se esconder do frio.
Trilha para a cachoeira Sabbaday, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
A área oferece oportunidades para montanhismo, escalada em rocha, caminhadas, caiaque, rafting e uma infinidade de atividades para os amantes da natureza. Tudo isso, é claro, com a praticidade e a infraestrutura peculiar aos parques e florestas nacionais americanas: estacionamentos, mirantes, trilhas sinalizadas com vários níveis de dificuldade e acessibilidade garantida para todos.
Viajando pelas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Trilha para a cachoeira Sabbaday, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Nós utilizamos como base a pequena vila de Woodstock, vizinha à cidade de Lincoln, já no estado de New Hampshire. Ficamos hospedados no Wilderness Inn, que além de muito confortável e um café da manhã divino, tem como principal diferencial o atendimento personalizado dos donos, viajantes inveterados! Rosana nos ajudou a montar um roteiro, forneceu mapas e deu as melhores dicas de toda a área e acabamos decidindo estender a nossa estadia por mais uma noite para poder explorar melhor a região.
Nosso roteiro nas White Mountains
O dia começa com um pit stop no posto mais próximo para abastecer o carro e preparar a nossa cesta de piquenique, já que dentro da floresta não se encontram postos e restaurantes. Entramos na floresta nacional pela Kancamagus Highway, uma estrada cênica com vários mirantes, vistas fantásticas das montanhas e informações interessantes sobre a história geológica destas terras.
Rio de águas claras e geladas nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Estes montes já foram cobertos por mais de 1 km de gelo, há mais de 15 mil anos, na última glaciação. O degelo formou os “notchs”, vales estreitos que hoje concentram as principais atrações da Floresta Nacional das Montanhas Brancas. Antes de nos embrenharmos nos vales queríamos ter uma visão mais ampla da região e fizemos um pequeno detour para o famoso Mount Washington, o ponto mais alto do nordeste dos Estados Unidos, com 1.917m de altitude.
A bela paisagem durante a subida do Mount Washington, ponto mais alto das White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Há várias formas de chegar ao topo do Mount Washington, trem é a mais cara e talvez a mais divertida delas. A nossa escolha normalmente seria a forma mais tradicional, a pé. Há várias rotas e geralmente a mais bonita é a mais difícil. Hoje, porém, acabamos optando por conhecer outra das atrações do parque: a Mt. Washington Drive Road. Um parque privado, criado em 1861 pelo visionário proprietário dessas terras, é a atração turística (construída pelo homem) mais antiga dos Estados Unidos.
Fiona nos leva pelas estradas das White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Trem leva turistas ao topo do Mount Washington, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
O Mt. Washington possui um observatório climático completo e se orgulha de quebrar os records de piores condições climáticas do mundo! No seu cume já foram registrados ventos de 372km/h, em uma tempestade em abril de 1934. Para ler os relatos completos da aventura do homem que viu, mediu e sobreviveu a esta tempestade para contar a história, é só clicar aqui.
A caminho do topo do Mount Washington, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Muito vento, gift shops e fotos depois, seguimos em direção ao Crawford Notch, lugar que poderíamos ficar pelo menos uns 2 dias explorando suas trilhas e diferentes paisagens. O plano inicial era fazer uma trilha de 4 km, mas para isso o dia precisaria ter começado 3 horas mais cedo.
Experimentando fantasia de alce na lojinha do Mount Washington, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
No topo do Mount Washington e das White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Fizemos uma rápida parada em Bretton Woods, local onde foi assinado o histórico acordo que remodelou toda a economia mundial, criando o FMI, o Banco Mundial e estabelecendo o dólar como a moeda mundial de comércio.
Hotel onde se realizou a famosa conferência de Bretton Woods, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Local onde foram definidas as novas diretrizes do mundo capitalista, um marco importantíssimo e bem lembrado pelo meu amado marido economista. Detalhe: o Acordo de Bretton-Woods foi assinado em julho de 1944, no mês seguinte da Invasão da Normandia, o famoso “Dia D”, já no final da Segunda Guerra Mundial.
Visitando Bretton Woods, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Terminamos a loop road passando pelo Franconia Notch, onde fizemos uma trilha rápida pelo Basin, para começar a acostumar nossa sobrinha linda às atividades esportivas na natureza. Ela é meio preguiçosa, mas com jeitinho conseguimos tirá-la do conforto da Fiona e colocá-la em movimento.
The Basin, lembrança da última era glacial nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
No caminho para casa ainda faríamos uma última parada, a mais esperada do dia para nossa querida sobrinha, o Mirror Lake! Toda a preguiça que a Bebel tem para caminhar simplesmente desaparece quando o assunto é água! Nossa linda sereia não demorou um segundo para entrar na água do Mirror Lake, parada obrigatória para fechar o dia de viagem em New Hampshire.
Mirror Lake, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Vamos embora sem ter encontrado nenhum alce, animal comum nessa região, mas difícil de ser avistado durante os dias quentes. Ficamos sem o alce, mas tivemos a sorte de ver um urso preto, lindo! A sorte foi apenas a de estarmos passando em frente ao pequeno circo da cidade na hora de descanso do pobre coitado. Ele estava fora de sua jaula, na área de playground, mas com uma cara meio aburrida.
Um urso negro usado em apresentações em Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Um urso negro usado em apresentações em Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
Um dia é pouco para explorar tudo o que a White Mountains National Forest têm a oferecer. Em um dia completo conseguimos ter um bom overview, mas se você tiver um final de semana ou até um feriado prolongado de 4 ou 5 dias, sem dúvida não faltarão atividades. Seja no verão ou no inverno, trekking ou skiing, a beleza natural da região não irá decepcionar.
Ponte refletida em lago cristalino, nas White Mountains, região de Lincoln, em New Hampshire - Estados Unidos
A bela Praia do Simão em Ubatuba - SP
Depois de tantas trilhas nas montanhas, descemos a serra e decidimos explorar as trilhas praianas, aqui, na região de Ubatuba. Da última vez que viemos para cá fomos até as praias da Cassandoca e Cassandoquinha, uma região quilombola que está dentro de uma área de preservação. São praias belíssimas e que dão acesso por uma trilha a outras 3 praias praticamente desertas. O Ro e o Guto fizeram nesta ocasião a trilha completa, mas em um esquema meio tri-atleta que eu não conseguiria acompanhar. Desta vez nos planejamos e com a ajuda do Jairo, marido da Edna, pudemos fazer a travessia desta trilha desde a praia da Lagoa, até a praia da Cassandoca. O Jairo nos deixou na praia da Lagoa, onde começamos a caminhada.
Placa orientativa na Trilha da Cassandoca em Ubatuba - SP
É uma trilha tranquila, 3 horas andando em meio à Mata Atlântica, cruzando diversos riachinhos e com vistas belíssimas da costa. Passamos pela Praia do Simão, também conhecida como Brava do Frade e o Saco da Banana, que faz jus ao nome, tamanha a plantação de bananas que existe no lugar.
Atravessando um bananal na Trilha da Cassandoca em Ubatuba - SP
É importantíssimo levar repelente, principalmente nesta época de borrachudos. Eu fui pega desprevenida, mas já na Praia da Lagoa conhecemos um morador, o Bill, que nos emprestou um pouco de citronela e nos salvou das picadas.
Lagoa na Praia da Lagoa em Ubatuba - SP
A praia da Lagoa é maravilhosa, uma lagoa à beira mar, de água límpida é a principal atração, além da praia, é claro. Pescadores estavam acampando ali, passando uma semana talvez. Vida tranqüila, sem aborrecimento, a não ser dos borrachudos. A Praia do Simão é outra praia belíssima, praticamente deserta, longe de tudo e todos... Vi apenas uma casinha tímida no canto da praia. Possui uma área perfeita para camping, com bica de água doce e tudo! Andamos mais um pouco e chegamos à Cassandoquinha, uma região já habitada possui alguns sitiozinhos de cair o queixo, à beira da praia e do rio, casas e jardins muito bem conservados dão aquele ar bucólico à paisagem praiana.
Pequeno riacho no final da Praia da Cassandoca em Ubatuba - SP
Chegamos à Cassandoca e lá estava o Jairo para nos resgatar. No caminho de volta ele veio nos contando as histórias da sua família e de como a região se desenvolveu nos últimos 30 anos. Seu pai, caiçara, vivia apenas da roça e da pesca. Não precisava de mais nada no sertão de Ubatuba. Plantava sua cana, arroz, café, fazia farinha e vendia ou trocava na cidade uma vez por mês. Pra que mais? Tempo bom de quem sabia viver uma vida simples, saudável e feliz. Quem sabe não é por esta trilha que a humanidade deveria rumar? Infelizmente este é um caminho sem volta, mas devemos sempre nos lembrar dos simples prazeres, assim pelo menos valorizamos mais o pouco que temos.
Praia da Cassandoca em Ubatuba - SP
Trabalhadores na estrada Tabatinga - Praia Mansa em Ubatuba - SP
Caminhando no pier da praia de Mission Beach, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
San Diego representa o que muitos chamam de Californian Dream. Praias, gente bonita, clima agradável, altas ondas e aquele jeito tranquilo difícil de ser encontrado em uma cidade grande que tem praticamente tudo o que você procura. Bons restaurantes, museus, parques e uma infinidade de shoppings e lojas para os shoppings freaks.
No alto do Soledad Natural Park, com uma bela vista de San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Depois de 600 dias na América Latina, ainda estamos nos acostumando com o estilo de cidade americana, em que no lugar de ruas você tem estradas, tudo é distante e se feito de carro fica muito mais fácil, pois você atravessa os mais de 15 km entre Hotel Circle e a La Jolla em apenas 15 minutos, por freeways, pontes, viadutos e avenidas. Não é exatamente o que eu chamaria de uma cidade aconchegante, mas aos poucos vamos descobrindo que dependendo do seu budget ela pode ser o que você quiser. Do antigo Gaslamp Quarter ao charmoso bairro de La Jolla, passando pelas casas de veraneio na Mission Beach, San Diego é uma ótima porta de entrada nesta viagem pelos Estados Unidos.
O Jardim Botânico, no Balboa Park, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
A cidade merece muito mais do que três dias. Uma semana, 15 dias ou até um ano para ser devidamente explorada, (que o diga a brazucada que vem e não volta nunca mais), mas às vezes nós não temos todo este tempo disponível. Então resolvi facilitar a minha vida e a de vocês também fazendo um resumo do que vimos nos três dias de San Diego.
Depois do pôr-do-sol, uma sessão de surf nas águas geladas de Mission Beach, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
PRIMEIRO DIA
O Balboa Park é o lugar ideal para uma caminhada despretensiosa em um lindo dia de sol. Seja para apenas ver a vida passar dentre os edifícios coloniais do Passeio El Prado, seus lindos jardins e a estufa botânica com um belo orquidário. Se você tem mais tempo se programe para conhecer um (ou dois) dos seus 10 museus, que vão desde o completo Museu de História Natural, outro de Antropologia, até o Air & Space Museum.
Visita ao Jardim Botânico no Balboa Park, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
O Timken Museum of Art é gratuito e possui uma amostra da coleção de arte de uma família russa se mudou para San Diego no final do século XIX, fez fortuna e se tornou influente política e artisticamente neste pedaço da América. O parque tem conteúdo e atrações suficientes para pelo menos uma semana de explorações, cada museu, cânion, jardim e edifício vale a visita.
A Casa del Prado no Balboa Park, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
A atração mais famosa no Balboa Park é o San Diego Zoo, um dos mais aclamados do mundo! Ursos panda, coalas e as mais diversas espécies podem ser vistas aqui. Nós “pulamos”, pois temos certa dificuldade em apoiar este tipo de prática, já bem ultrapassada, de enjaular animais.
A alegre Spanish Town, no Balboa Park, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Para um lindo final de tarde uma boa pedida é a área de Mission Bay, com diversas marinas e restaurantes e a movimentada Mission Beach. Pegamos dias frios e com muito vento, nada muito parecidos com o sonho californiano. Ainda assim caminhar pelo calçadão e pela areia até o trapiche para ver o pôr do sol foi uma experiência bacana.
Belo fim de tarde no pier da praia de Mission Beach, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Gente bonita e saudável já entrando no clima da primavera e colocando as perninhas de fora em um shortinho de corrida, bicicleta ou skate, enquanto os animados alunos de surf, em seu slive longo, se embrenhavam nas ondas geladas e douradas do Pacífico. Fiquei impressionada com a corda de algas na beira da praia, me fez lembrar que uma das maiores florestas de algas do mundo está não muito longe daqui, a caminho das Ilhas Guadalupe, no litoral da Baja Califórnia.
A Ana ficou impressionada com o tamanho dessa alga em Mission Beach, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Se dinheiro não é problema, uma dica bacana é ficar hospedado nas cabanas sobre o trapiche no final da Mission Beach (entre 230 a 360 dólares aprox.), além de charmosos possuem uma das melhores vistas de San Diego!
Tem até um hotel nesse pier na praia de Mission Beach, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
SEGUNDO DIA
O segundo dia resolvemos explorar o lado norte de San Diego, as distâncias são grandes, por isso um carro aqui se faz ainda mais necessário. Dirigimos em torno de 30 minutos para chegar ao começo de Del Mar Beach, uma vizinhança bacana que faz divisa com Torrey Pines State Natural Reserve. Uma costa com grandes falésias terracota com belas vistas da Black´s Beach, praia preferida dos naturistas, pelo frio imagino que não (ainda) nesta época do ano. Voltando em direção ao centro passamos pelos arredores da UCSD – Universidade da Califórnia, San Diego – e suas imensas instalações e prédios de pesquisa.
Del Mar beach, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
A próxima parada é no Soledad Natural Park, localizado no alto do Monte Soledad, é um dos melhores mirantes de San Diego, com vista 360°, podemos ver toda a cidade até a fronteira com o México. O parque possui um memorial destinado a militares veteranos e está próximo à nossa próxima atração para um belo fim de tarde, o bairro de La Jolla.
Monumento no alto do monte Soledad, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
La Jolla (leia-se La Roia) é um dos bairros mais caros de San Diego, com um centro comercial bem agradável e uma ótima seleção de bares e restaurantes. O calçadão tem uma vista belíssima e nos convida para uma caminhada entre as pequenas praias onde estafermos leões-marinhos se instalam nesta época do ano.
Pequena praia de La Jolla tomada por leões-marinhos (em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos)
O cheiro não é muito agradável, mas as vistas e a breve interação que você consegue ter com esses bichos são demais! Eles se exibem preguiçosamente para os turistas e suas câmeras, os mais esfomeados tomam coragem e se lançam à água para dar uma pescadinha básica. Children´s Pool e a La Jolla Cove são os melhores lugares para ver essas figuras.
Exibicionistas e preguiçosos, leões-marinho descansam em praia de La Jolla, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Leões-marinhos aproveitam o sol de fim de tarde num rochedo em La Jolla, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Levamos um susto quando vimos umas toucas de natação coloridas surgirem na água ao lado dos leões-marinhos. Era um treino ou uma competição de travessias em águas abertas, que nos fez lembrar os tempos de Sion, onde eu e o Rodrigo nos conhecemos. A água só era “um pouquinho” mais quente!
Belíssimo entardecer em frente ao mar de La Jolla, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
TERCEIRO DIA
O terceiro dia amanheceu nublado e ainda mais frio, saímos tarde após uma longa pesquisa entre as diversas corretoras de seguro da cidade e pegamos um final de tarde no Cabrillo National Monument. Chegamos depois das 17h, quando o parque já estava fechado, mas foi legal conhecer a região e conseguimos ter algumas vistas além dos imensos cemitérios ao longo da estrada.
Skyline de San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Lá do farol pode-se avistar a Coronado Island e a Coronado Bay Brigde, imensa e impressionante. Chegando mais cedo uma hora e meia são mais do que suficientes para explorar o parque. A dica é vir cedo e depois descer para conhecer a Coronado Island, que no nosso caso ficou para uma próxima. Descemos e contornamos a baía de San Diego, passando pelas marinas de Point Loma, até chegar ao histórico Gaslamp Quarter.
Gaslamp Quarter, o coração de San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
O Gaslamp Quarter é o coração do downtown San Diego. A região foi idealizada por Alonzo Horton nos idos de 1867, por um empresário entusiasta do ramo imobiliário, que a chamava de New Town. Um conjunto de bares, cassinos e restaurantes a fizeram prosperar e hoje estes edifícios foram restaurados e adornam as ruas deste distrito comercial, com centenas de lojas, bares, clubs e mais de 6 mil restaurantes. O Westfield Horton Plaza é centro comercial do bairro e ali, próximo ao principal portal do Gaslamp Quater, está o gigantesco centro de convenções de San Diego.
Gaslamp Quarter, o coração de San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Não poderíamos sair de San Diego sem ver um pouco da noite na cidade. Escolhemos por acaso o que logo descobrimos ser um dos mais badalados restaurantes do momento! O
Um dos bares da moda de San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Lá conhecemos Paulo, um brasileiro figuríssima que mora aqui há mais de 15 anos. Ele tem um site e uma rede de networks no facebook que faz o contato das comunidades brasileiras nas principais cidades dos EUA chamado Brasil-USA. Provamos um escondidinho de coração de alcachofra com queijo gruyere de comer ajoelhado e logo fizemos amizade com Alisa, uma loirona simpática do Texas.
Com o Paulo em bar agitado de San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Essa foi a nossa despedida de San Diego, que como eu havia dito acima, pode ser e ter o que você quiser: praia, bairros chiques, descolados e boêmios. Difícil mesmo foi resumir tanta coisa bacana em um só post.
Oranje Beach, uma das duas praias de Sint Eustatius - Caribe
Famosa por ter sido a primeira representante de uma potência estrangeira a reconhecer os Estados Unidos da América como uma nação independente, Sint Eustatius serviu como porto de fornecimento de pólvora e munição para a guerra da Independência Americana.
Homenagem ao grande feito histórico de Sint Eustatius - Caribe (o que lhe custou muito caro!)
A pequena Statia, como é carinhosamente chamada, possui em torno de 3200 habitantes e é ligada administrativamente à Holanda, como um estado das Antilhas Holandesas. Possui universidade e toda a infra-estrutura administrativa, além de abrigar um importante posto de abastecimento para navios de grande porte que estão na rota entre EUA ou Europa para a América do Sul.
Fort Oranje, em Oranjestad, única cidade de Sint Eustatius - Caribe
A cidade é dividida entre upper town e low town, mais ou menos como as praias no sul da Bahia, Trancoso e Arraial d´Ajuda. Um enorme degrau dividi a rua costeira, que possui os melhores hotéis e restaurantes com um estilo característico de Statia, nada que se possa dizer americanizado como o restante do Caribe. A praia que margeia esta rua é Oranjestad Bay, uma das únicas praias da ilha, ainda assim inconstante, com mais ou menos areia dependendo do período do ano e das correntes. A upper town parece uma cidade de casinhas de bonecas. As casas antigas datando do século XVII são de madeira, pequenininhas, baixinhas e coloridinhas. Ali fica a maioria dos prédios adminsitrativos, biblioteca, banco e comércio.
Passeando na simpática Oranjestad, capital de Sint Eustatius - Caribe
A principal atração é o Fort Oranje, que começou a ser construído pelos franceses em 1629, mas foi ampliado e concluído depois que os holandeses dominaram a ilha. Statia trocou de mãos entre franceses, ingleses e holandeses mais de 22 vezes! Isso sem contar que antes quem a habitava eram os Caribs. Foi neste forte que foram disparados a primeira saudação à nova nação americana, conhecido como “First Salute”, 11 disparos como resposta aos 13 disparos feitos pelo Andrew Doria, navio americano que carregava uma cópia da declaração de independência.
Vista do alto do Fort Oranje, em Sint Eustatius - Caribe
Há apenas 2 quadras dali ficam as ruínas da antiga Sinagoga Honen Dalim, de 1739, ao que consta, a segunda mais antiga sinagoga do hemisfério ocidental. Ela está sendo vagarosamente restaurada com doações feitas por entidades judaicas, principalmente holandesas.
Ruínas da segunda mais antiga sinagoga do hemisfério ocidental (em Oranjestad, Sint Eustatius - Caribe)
A Igreja Reformista Holandesa fica dentro do mesmo complexo do Fort Oranje, sua construção de 1755 está intacta, porém seu telhado foi arrancado por um furacão em 1792 e ela está aberta desde então. É uma bela estrutura em meio ao antigo cemitério.
Antiga igreja holandesa que perdeu seu teto num furacão em 1792 e assim permaneceu! (em Oranjestad, Sint Eustatius - Caribe)
Depois de explorarmos os pontos históricos descemos para a cidade baixa, buscando informações sobre mergulhos e um bom lugar para almoçar. Já agendei um mergulho para mim amanhã na Scubacqua, que vai me levar a alguns dos 36 pontos de mergulho da ilha. Almoçamos no Golden Era Hotel, à beira da baía de Oranjestad e com vista para Saba e os navios que aguardavam abastecimento.
Almoçando na orla do mar do Caribe, em Oranjestad, capital e única cidade de Sint Eustatius
Voltamos para a nossa pousada no “interior” da ilha, caminhando e procurando por lojas de equipamentos elétricos. Pois é, esquecemos em Saba o nosso super adaptador que cabia em todas estas tomadas americanas e ficamos sem ter como carregar as nossas baterias. Conhecemos toda a cidade e seus arredores visitando cada uma das lojas, Dougins, Rivers, Dutch Plumbing e até a Mansion Hardware, todos estavam “out of stock”. Já estava começando a acreditar que ficaríamos sem ter como escrever durante estes 4 dias, Rodrigo totalmente de bode, quando entrei em um mercadinho para comprar água e por acaso perguntei. Não é que eles tinham!?! No lugar menos provável foi onde conseguimos salvar o dia! (e o bom humor do marido, hahaha).
Vista do alto do Fort Oranje, em Sint Eustatius - Caribe
Statia me parece uma ilha mais autêntica, sem tanta influência turística, sem navios de cruzeiros, grandes lojas ou badalação. A vida como ela é, ou melhor, como ela realmente deveria ser no Caribe dos anos 50.
Depois de um dia inteiro de caminhada, hoje resolvemos fazer um programa que exigisse menos de nossas pernas, mas não menos bonito ou interessante, afinal hoje foi o nosso último dia no Matutu. Super bem indicada a Cachoeira dos Garcias era um programa que já estava praticamente descartado, pela distância do Vale do Matutu, são 25km em direção à Aiuruoca, em um vale vizinho.
Cachoeira dos Garcias em Aiuruoca - MG
Sem preguiça pegamos o carro e seguimos em direção à cidade. Depois do asfalto de Aiuruoca ainda andamos cerca de 10km em uma estrada de terra que está sendo toda calçada com aquelas pedras estilo “pé-de-moleque”, como as ruas de Ouro Preto. Esta mesma estrada dá acesso para outra trilha que sobe o Pico do Papagaio e a Pousada Do Lado de Lá, que se diz a mais alta do Brasil.
Pico do Papagaio visto do Vale dos Garcias em Aiuruoca - MG
Chegando à Cachoeira dos Garcias, que fica no vale de mesmo nome, a caminhada é curta, em torno de 20 minutos e logo vemos a cachoeira mais bonita da região. É lindíssima, com um poço de água bem verde e uns 30 metros de queda. Lá no alto um grupo de Baependi estava preparando um rapel, para descerem os 30m sem se molhar, uma vez que a temperatura da água estava realmente proibitiva. Mesmo assim, adivinhem quem entrou na água?
Enfrentando as águas geladas da Cachoeira dos Garcias em Aiuruoca - MG
Sim, nós entramos! Verdadeiros heróis! Hahahaha! Juro, meu corpo está tentando entender ainda por que eu faço isso com ele... águas geladíssimas e depois um sol quente, a noite fria e um banho quente. Se descobrissem que ficar 2h por dia na água gelada emagrecesse 500g eu ia viver aqui, nessas cachoeiras! Pelo menos acho que essa terapia deve ajudar a diminuir celulite, pois ativa a circulação.
Enfrentando as águas geladas da Cachoeira dos Garcias em Aiuruoca - MG
Voltando do Vale dos Garcias, seguimos para o Vale do Matutu em busca de outra boa indicação que nos fizeram: as trutas defumadas. A Lalau comentou comigo, “não vá embora do Matutu sem provar a truta defumada!”. E assim fizemos, depois de Aiuruoca, já em direção à nossa pousada, fica o restaurante Kiko e Kika. A Kika uma veterinária carioca e o Kiko um Frances já bem brasileiro e que herdou uma técnica riquíssima de defumação de trutas. Já é a terceira geração de defumadores na família e isso, aliado ao conhecimento culinário da Kika, resultou no restaurante mais gostoso e fino da região. Comemos uma truta defumada à espanhola deliciosa e de sobremesa uma torta de amora. Huuuum, delícia! Tudo isso com a bela companhia do Kiko, Kika e do Chirrac (de Jacque Chirrac, o presidente da França), o cão da rodésia de 60kg sensacional! Caçador de leões, o Chirrac tem um olhar meio blasé e um comportamento felino, sem muita festa mesmo para os amantes de cachorros, mas quando abaixei para tirar uma foto dele, quase me derrubou pedindo carinho, tão linduuu!
Restaurante do Kiko e da Kika em Aiuruoca - MG. Ótimas trutas!
Voltamos à pousada, adivinha quem estava lá? O Simba! Muito figura, ontem ele acompanhou a Araceli, que se mudou para a nossa pousada, e assim ele veio junto. Conhecemos no jantar uma nova hóspede também muito aventureira e viajante, a Cassie, que trouxe com ela o Sombra, um labrador preto muito fofo. Ele e o Simba não estão muito amigos ainda não, espero que amanhã fiquem em paz. O Simba, que não é bobo nem nada, logo veio se achegando no nosso quarto e dominou um tapetinho, como quem diz “posso dormir aqui hoje?”. Demos comida e deixamos ele dormir aqui dentro, no quentinho. E assim vamos nos encaminhando para o fim da nossa estada no Vale do Matutu, amanhã partiremos cedinho para a nossa próxima parada: Visconde de Mauá.
Céu estrelado e Pico do Papagaio no Vale do Matutu - MG
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