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Blog da Ana - 1000 dias

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O Matrimônio

Brasil, Paraná, Curitiba

Abraço dos noivos e da Pietra, na festa de casamento, em Curitiba - PR

Abraço dos noivos e da Pietra, na festa de casamento, em Curitiba - PR


Segundo o catecismo: “O Matrimônio foi instituído por Deus quando criou o homem e a mulher. Para os cristãos, Jesus Cristo o elevou à dignidade de sacramento; um sacramento que dá aos esposos uma graça especial para serem fiéis um ao outro e santificar-se na vida matrimonial e familiar, já que o matrimônio cristão é uma autêntica vocação sobrenatural.” (Fonte: www.acidigital.com)

Allan Kardec, examinando o tema em outra obra, assim escreveu: "Na união dos sexos, de par com a lei material e divina, comum a todos os seres viventes, há outra lei divina, imutável como todas as leis de Deus, exclusivamente moral - a Lei do amor. Quis Deus que os seres se unissem, não só pelos laços carnais, como pelos da alma, a fim de que a afeição mútua dos esposos se transmitisse aos filhos, e que fossem dois, em vez de um, a amá-los, cuidar deles e auxiliá-los no progresso" (O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 22, item 3.) (Fonte: www.garanhunsespirita.com.br)

Com a Paula, na festa de casamento, em Curitiba - PR

Com a Paula, na festa de casamento, em Curitiba - PR


Busquei estes significados para tentar transmitir aqui, um pouco do que vimos ontem. Uma cerimônia muito especial, iluminada, repleta de amor e muito carinho. Um pastor luterano ecumênico e um representante espírita juntos celebraram a união do Gustavo e da Paula em meio à rituais do Casamento Celta. Fiquei curiosa e vim pesquisar sobre este ritual e descobri que este deve ter sido o escolhido pelos noivos, pois é um ritual que não está ligado a nenhuma religião específica, “busca a paz entre todas as crenças, pois dá conta de tudo o que é Sagrado, é baseado na força do amor e da escolha.”

na festa de Casamento do Gusta e da Paula, em Curitiba - PR

na festa de Casamento do Gusta e da Paula, em Curitiba - PR


A cerimonia foi simplesmente sensacional! Nem percebemos o tempo passar, choramos, nos emocionamos, rimos, aplaudimos, rezamos e abençoamos os noivos de forma tão intensa, que não resta dúvida alguma de que serão muito felizes! A festa foi ótima, além de reencontrarmos amigos que não víamos há muito tempo, dançamos e nos divertimos muito! Até pequena Luiza mostrou que é super baladeira!

Com a Dani e a Lulu, na festa de casamento do Gusta e da Paula, em Curitiba - PR

Com a Dani e a Lulu, na festa de casamento do Gusta e da Paula, em Curitiba - PR


Eu que sou "pouco" festeira, não conseguia ir embora! Eu e o Ro acabamos sendo os últimos a sair, junto com os noivos, pai dos noivos e alguns amigos que participaram com a mesma emoção e intensidade deste momento. No dia seguinte eu sempre me arrependo, fico achando que abusei da boa vontade de todos, mas sendo este o motivo da nossa vinda para cá, acho até que tenho uma boa desculpa.

Gusta e Pietra na festa de casamento em Curitiba - PR

Gusta e Pietra na festa de casamento em Curitiba - PR


O domingão foi um belo dia para dormir, descansar, já que chegamos às 6am. Almoçamos com a família e a noite, quando a ressaca estava começando a ir embora, fomos nos encontrar com os nossos padrinhos de casamento, só para nos lembrar que há pouco éramos nós que estávamos lá, neste mesmo momento, com esta mesma energia, com a mesma emoção.

Com o Rafa< Laura e Pri em pizzaria em Curitiba - PR

Com o Rafa< Laura e Pri em pizzaria em Curitiba - PR


O casamento chegou a sair de moda, mas hoje eu digo, se vocês tiverem oportunidade CASEM. O ritual é importantíssimo, fortalece a relação e o papel é só mais uma formalidade, ele não pode e nem deve mudar o que fez vocês se unirem, o amor que sentem um pelo outro.

Brasil, Paraná, Curitiba, casamento

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Despedida em alto estilo

Turks e Caicos, Providenciale - Provo

Vista do nosso quarto em Provo - Turks e Caicos

Vista do nosso quarto em Provo - Turks e Caicos


Hoje nos despedimos de Turks and Caicos Islands, e como não poderia deixar de ser, em alto estilo. TCI tem a terceira maior barreira de corais do mundo, ficando atrás apenas da Austrália e Belize. Com tamanha parede, aqui são especializados em Wall Dive, com diversas formações, espécies, tipos de corais e esponjas. Hoje fomos mergulhar em dois dos melhores pontos de mergulho de Provo: “O Anfiteatro” e “A Chaminé”. Nos dois pontos tínhamos grandes chances de ver tubarões, raias e tartarugas, mas a principal atração são as formações de coral e o cenário especial que elas acabam criando.

O Anfiteatro é perfeito, como os romanos e gregos, palco e tudo. Todo revestido de corais negros, um tipo raro de coral, é um mergulho super psicodélico, repleto de cores e formas de outro mundo. A Chaminé é divertida, uma abertura nos corais que desce dos 15 aos 30 metros e se abre para aquela imensidão azul. A visibilidade foi a melhor destes 15 mergulhos que já realizamos até agora e o guia ninguém menos do que Dave, fotógrafo submarino e dono da Provo Turtle Divers. Como o barco estava praticamente vazio o serviço foi vip e ainda pudemos presenciar uma prática totalmente incomum: a caça de Lion fishes! Como eu já contei aqui em posts anteriores, esta é uma espécie invasora nos mares do Caribe e está quebrando todo o equilíbrio do ecossistema da região. Por isso a caça desta espécie é liberada e incentivada, mesmo com scuba, já que este peixe não possui predadores naturais aqui, vive entre 12 e 30 metros de profundidade, na maioria das vezes escondido nos corais. Então, além de admirar a beleza dos corais e procurar diferentes espécies de peixe, torcendo para um tubarão aparecer, também ajudamos a apontar os pobres Lion fishes.

Lion Fish - Foto tirada por David Volkert

Lion Fish - Foto tirada por David Volkert


A caça é relativamente simples, com um tridente longo o Dave se aproximava do Lion fish e já o acertava. Ele é um peixe meio paradão, fácil de ser caçado. Por ser um peixe com espinhos venenosos, nenhum outro peixe se aproxima e por isso não desenvolveu o instinto de fuga. O maior exemplo disso foi quando vimos dois deles nadando juntos, Dave matou o primeiro e o segundo ficou ao lado olhando e esperando para ser morto! Impressionante! Melhor ainda foi quando uma garoupa grandona ficou ao lado do Dave só esperando ele terminar o trabalho de cortar os espinhos e a cabeça do Lion e assim que ele o soltou do arpão, NHAC! A garoupa papou ele ali mesmo, era tão grande que mal cabia na sua boca! Para terminar o segundo mergulho, de lambuja ainda vimos duas tartarugas lindas e sempre com aquele ar sábio.

Garoupa Tigre - Foto tirada por David Volkert

Garoupa Tigre - Foto tirada por David Volkert


Tartaruga - Foto tirada por David Volkert

Tartaruga - Foto tirada por David Volkert


O restante do dia foi focado em organizar as coisas para a viagem amanhã cedo e trabalhar para colocar o site em dia. Temos muito trabalho pela frente e amanhã, um novo país para apresentar a vocês. E que venha Porto Rico!

Turks e Caicos, Providenciale - Provo, Mergulho

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Lago Izabal e Rio Dulce

Guatemala, Rio Dulce

Lago Izabal, em Rio Dulce, o maior da Guatemala

Lago Izabal, em Rio Dulce, o maior da Guatemala


O Lago Izabal, também conhecido como Golfo Dulce, é maior lago da Guatemala, com 45km de comprimento, 20km de largura e 589,6km2 de área. Ele é considerado pela marinha norte-americana o porto mais seguro do Caribe na temporada dos furacões e, portanto, um dos paraísos para os velejadores do mundo inteiro que se aventuram pelas águas do Caribe.

Um veleiro nas águas do Rio Dulce, na Guatemala

Um veleiro nas águas do Rio Dulce, na Guatemala


A primeira vez que ouvi falar dele foi conversando com um norte americano, que me jurava que este era o maior lago da America Latina. Peraí, eu disse, você deve estar falando do Lago da Nicarágua, certo? Não, obviamente ele não arredou o pé na sua afirmação, mas tendo passado pelo oceano que é o Lago Ometepe (ou Lago Nicarágua) não me restavam dúvidas que ele estava enganado. Ainda assim eu havia ficado intrigada sobre a distante viagem para a costa caribenha da Guatemala.

A caminho de Livingston, no litoral da Guatemala

A caminho de Livingston, no litoral da Guatemala


Finalmente a hora de matarmos a curiosidade estava chegando. Voltamos a pesquisar e colocamos o Lago Izabal definitivamente no nosso roteiro depois de passarmos 3 dias velejando pelas águas de Belize com nosso novo amigo Gaston. Rio Dulce é o seu porto seguro, local onde deixa ancorado o The Rob quando volta à Europa para trabalhar ou visitar a família. O lago estava no nosso caminho de Flores a Honduras, mais ainda havia ali um detour que valeria a pena fazermos, a viagem até a pequena cidade garifuna no encontro do Rio Dulce com o mar, Livingston.

São centenas de barcos e veleiros em Rio Dulce, na Guatemala

São centenas de barcos e veleiros em Rio Dulce, na Guatemala


Toda esta imensa área está conectada com o mundo apenas por uma estrada, que corre desde Flores, no distante estado de Petén, em direção à Honduras e com uma conexão à capital do país. Os outros acessos são feitos via marítima dos portos de Punta Gorda em Belize e de Puerto Barrios, ainda na Guatemala, quase na fronteira com Honduras.

A maior ponte da América Central, sobre o Rio Dulce, na Guatemala

A maior ponte da América Central, sobre o Rio Dulce, na Guatemala


A caótica cidade de Rio Dulce é apenas o ponto de partida para um mundo novo e completamente diferente que vive às margens do Lago Izabal, do El Golfete, porção menor do lago, e do rio propriamente dito. Só para vocês terem uma idéia da desproporção e do choque de mundos, podemos compara-la com a cidade de compras do Di Caprio e de sua chefe autoritária e maluca do filme 'A Praia'. Agitada, cheia de carros, motos, lotada de gente nas ruas, nas feiras livres e nas margens do lago vendendo de tudo o que você pode imaginar.

Caminhando pelas movimentadas e barulhentas ruas de Rio Dulce, na Guatemala

Caminhando pelas movimentadas e barulhentas ruas de Rio Dulce, na Guatemala


Nos arredores da cidade está uma antiga fortaleza, o Castillo de San Felipe, construído pelos espanhóis em 1652 para defender as vilas ao redor do lago de piratas franceses e ingleses. Nos arredores da fortaleza há um parque e uma praia pública onde crianças nadam enquanto suas mães lavam as roupas nas águas do lago.

El Castillo de San Felipe, um forte espanhol no lago Izabal, em Rio Dulce, na Guatemala

El Castillo de San Felipe, um forte espanhol no lago Izabal, em Rio Dulce, na Guatemala


Brincadeiras e lavação de roupa no lago Izabal, em Rio Dulce, na Guatemala

Brincadeiras e lavação de roupa no lago Izabal, em Rio Dulce, na Guatemala


Novas amigas na beira do lago Izabal, em Rio Dulce, na Guatemala. A cerveja na mão parece, mas não é uma Btahma. É uma Brahva!

Novas amigas na beira do lago Izabal, em Rio Dulce, na Guatemala. A cerveja na mão parece, mas não é uma Btahma. É uma Brahva!


Os melhores hotéis de Rio Dulce estão nas margens do Izabal e só tem acesso por barco. O Hostal Backpackers é o mais agitado, com deck na beira d'água, restaurante e organização de tours. Nós ficamos hospedados em um hotel há 10 minutos a pé do forte, 15 minutos de carro da loucura do centro de Rio Dulce. O Hotel Hospedaje del Viajero tem preços bem razoáveis, estacionamento (bem importante para a Fiona) e é muito mais agradável que qualquer outro hotel da cidade. Outra opção procurada por vários viajantes é a Finca El Paraíso ou ainda hospedagens no El Estor, outra vila mais distante na beira do lago, próxima a águas termais, rios e com outra visão do Izabal.

Ilha dos Pássaros, no caminho para Livingston, no litoral da Guatemala

Ilha dos Pássaros, no caminho para Livingston, no litoral da Guatemala


Uma bela water lily cresce em uma parte mais calma do rio Dulce, no nosso caminho para Livingston, na Guatemala

Uma bela water lily cresce em uma parte mais calma do rio Dulce, no nosso caminho para Livingston, na Guatemala


Fiona bem estacionada, era a hora de pegarmos o barco e nos aventurarmos pelas águas do Golfo Dulce. Pegamos a lancha das 9h, linha de transporte público que liga Rio Dulce a Livingston, e começamos a nossa viagem. A lancha começou fazendo um desvio para o Castillo de San Felipe, uma ótima, pois pudemos vê-lo do lago, melhor ângulo para as fotos do forte.

Pronta para partir para Livingston, em Rio Dulce, na Guatemala

Pronta para partir para Livingston, em Rio Dulce, na Guatemala


A maior ponte da América Central, sobre o Rio Dulce, na Guatemala

A maior ponte da América Central, sobre o Rio Dulce, na Guatemala


Em uma hora cruzamos o imenso Lago Izabal, passando pela ilha dos pássaros e chegando ao Golfete. Ali a nossa lancha pinga-pinga começou a baldeação, mas não era qualquer baldeação... Passamos por vilas, casas isoladas da população ribeirinha que vive em um mundo mágico, onde water lilis cobrem o seu jardim e crianças apostam corridas de caiucos enquanto seus pais pescam e lindas garças brancas disputam os céus com pelicanos papudos e desajeitados.

Water Lilies crescem em remanso do rio Dulce, no nosso caminho para Livingston, no litoral da Guatemala

Water Lilies crescem em remanso do rio Dulce, no nosso caminho para Livingston, no litoral da Guatemala


Uma casa em um pequeno tributário do rio Dulce, no nosso camiho para Livingstone, na Guatemala

Uma casa em um pequeno tributário do rio Dulce, no nosso camiho para Livingstone, na Guatemala


Logo a realidade bate à porta e vemos que os caiucos estão cheios de artesanatos e as crianças estão ali, felizes e astutas, vendendo pulseiras, cascos de tartaruga e pequenas esculturas de madeira para ajudar nas contas da casa.

Meninas vêm em suas canoas nos vender artesanato, no caminho para Livingston, no litoral da Guatemala

Meninas vêm em suas canoas nos vender artesanato, no caminho para Livingston, no litoral da Guatemala


Logo adiante está a nossa parada de descanso, 15 minutos na fonte de águas termais, com bar e restaurante de onde saem passeios para a reserva de manatees (peixe-boi) ou para uma caverna sagrada para o povo indígena da região. Toda esta terra pertence aos quec'che mayas, são várias famílias que formaram uma cooperativa e estão voltando seus esforços para o ecoturismo, montando uma infraestrutura bacana com o apoio do governo coreano.

Pequena piscina com águas termais, na beira do rio Dulce, no caminho para Livingston, no litoral da Guatemala

Pequena piscina com águas termais, na beira do rio Dulce, no caminho para Livingston, no litoral da Guatemala


Passamos pela Round House, pousada que viria a ser nossa casa nos próximos dias, após a visita à cidade de Livingston. Continuamos percorrendo paisagens lindíssimas, cânions rochosos e florestas tropicais de verde abundante, entre pássaros, peixes e ribeirinhos.

Restaurante às margens do rio Dulce, no caminho para Livingston, no litoral da Guatemala

Restaurante às margens do rio Dulce, no caminho para Livingston, no litoral da Guatemala


Chegamos à Livingston, na foz do Rio Dulce no Mar do Caribe, milhares de pelicanos empoleirados em um velho trapiche e uma vila garifuna, isolada de tudo e todos, por se descobrir. É, este é só o começo da nossa passagem pelo Lago Izabal, que merece tempo e espaço para contar suas histórias, cada um no seu devido post.

Centenas de pelicanos nos recebem no porto de Livingston, no litoral da Guatemala

Centenas de pelicanos nos recebem no porto de Livingston, no litoral da Guatemala

Guatemala, Rio Dulce, Castillo San Felipe, Golfete, Golfo Dulce, Lago Izabal, Rio Dulce

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Parque Nacional Tayrona

Colômbia, Tayrona

O mar revolto do Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

O mar revolto do Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Localizado nos pés da Serra Nevada colombiana, onde as montanhas encontram o mar do Caribe, o Parque Nacional Tayrona é uma unanimidade tão grande entre viajantes estrangeiros e colombianos que, mesmo com uma pressa danada para chegarmos à Venezuela, nós não ousamos tirá-lo do nosso roteiro. Pagamos os preços proibitivos* cobrados para entrada no parque e fomos conferir com os nossos próprios olhos.

A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


O parque que protege uma área costeira de 15 mil hectares (12 mil terrestres e 3 mil marinhos) foi formado em 1969 e abriga centenas de espécies da fauna e flora colombiana. O encontro de diversos ecossistemas como floresta seca, floresta úmida, mangues e marinho traz ao parque uma grande biodiversidade e cenários incríveis.

Nem só pessoas frequentam as praias de Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Nem só pessoas frequentam as praias de Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


A tranquila e bela baía do Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

A tranquila e bela baía do Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


A entrada de Cañaveral, por onde começamos o nosso trekking está a apenas 34 km de Santa Marta e diversos ônibus que saem da cidade em direção à Riohacha podem deixa-lo na porta do parque. Outra forma de conhecer o Tayrona para aqueles que não querem caminhar é pegando tours de barco que saem de Santa Marta ou Taganga. Pelo mar até o Cabo você passará por pelo menos 4 diferentes baías Concha, Chengue, Gayraca e Cinto, podendo pernoitar ou não no Cabo San Juan, é um jeito bacana de conhecer as belezas do parque vistas de outro ângulo.

Caminho de volta no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Caminho de volta no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Chegamos ao parque no final da tarde e nem as mochilas estavam prontas ainda. Enquanto arrumávamos as compras, águas e equipamentos, um grupo de jovens chegava ao estacionamento totalmente destruídos. Nos olharam com aquela cara de “vocês são loucos de sair andando agora?” e fizeram várias recomendações: contratação de mula, levar muita água, lanternas e avisaram, “a trilha é pesada!” A luz do fim de tarde era um bom indicativo de que deveríamos nos apressar, mas não tem melhor sentimento do que a segurança de que daríamos conta do recado. Alguns locais ainda tentaram nos empurrar as mulas, mas seguimos firmes em direção à trilha, encaixando uma passada rápida e consistente.

Início de caminhada no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Início de caminhada no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Pela primeira vez, observando o mar na trilha no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Pela primeira vez, observando o mar na trilha no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


A trilha entre a entrada do parque e o primeiro camping na área de Arrecifes é praticamente uma avenida, com apenas uma subida rápida e logo chegamos ao mirante e descemos com vistas maravilhosas da praia. O cenário do Tayrona começa a se desenhar diante dos meus olhos. O sol baixava dourando o mar e uma praia selvagem de mar revolto e imensos boulders de granito abria a nossa curta temporada no Tayrona.

Chegando às praias ao mesmo tempo em que o sol se punha, na trilha através do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Chegando às praias ao mesmo tempo em que o sol se punha, na trilha através do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Caminhamos, agora na areia, até o final da praia. “Marcos! Tina!” eu gritei para dois turistas em uma pedra, a penumbra do fim do dia já nos confundia. Continuamos caminhando, passamos por La Piscina, um grupo de jovens colombianos e outro grupo de argentinos que insistiram para usarmos nossas lanternas, mas os olhos ainda aproveitavam os últimos suspiros de luz enquanto nós curtíamos a noite quente do Tayrona.

Metade da trilha e o céu já ficava escuro durante caminhada no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Metade da trilha e o céu já ficava escuro durante caminhada no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Logo voltamos a uma mata escura e tivemos que nos render às lanternas para a última meia hora de trilha e sem baixar o ritmo fechamos os 6,5km de caminhada em menos de duas horas. Na chegada nos registramos e nos demos o prazer de tomar uma águila gelada antes de montar acampamento. Na venda conhecemos Stuart e Marcelo, sul africano e brasileiro viajando juntos pela América Latina. Ah, que delícia falar um pouco de português! Estamos definitivamente mais perto de casa.

Caminhando em praia do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Caminhando em praia do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Acampamento montado, nada melhor do que uma caminhada na praia do Cabo San Juán del Guía sob a luz da lua e um banho de mar sob o céu estrelado para refrescar antes do jantar.

Lua cheia ilumina o mar em Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Lua cheia ilumina o mar em Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Fazendo nosso jantar no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Fazendo nosso jantar no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


A noite foi infernal, um calor danado dentro da nossa abafada barraca “all weather” comprada em pleno inverno americano. Espero que ela sirva ao menos para os acampamentos lá no sul! Rsrs!

Nossa barraca em cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Nossa barraca em cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Apenas saíam os primeiros raios do sol e eu já estava afoita, em busca de ar fresco e uma das luzes mais lindas do dia para conhecer, agora com luz, a mais famosa praia do Parque Nacional Tayrona. O Cabo San Juan é uma ponta de pedra entre duas praias rodeadas de coqueiros e separadas pelo encontro de um rio de águas transparentes com o mar, é mole ou quer mais?

A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


A praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia. À direira, o quiosque em posição privilegiada onde se armam redes para dormir

A praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia. À direira, o quiosque em posição privilegiada onde se armam redes para dormir


A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

A linda praia no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


A maioria dos turistas para por aqui e perdem duas praias quase desertas há menos de 15 minutos por uma trilha fácil. A praia nudista foi a nossa preferida. Não encontramos nenhum peladão, quase deserta ela trouxe exatamente o clima de paz, tranquilidade e isolamento que estávamos buscando.

A paisagem grandiosa do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

A paisagem grandiosa do Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


O camping estava cheio e ficou ainda mais lotado neste segundo dia. Nós havíamos previsto uma ou duas noites no parque e acabamos optando por pegarmos nosso rumo a caminho da Venezuela e aumentar as chances de um detour que não estava programado para a Península de La Guajira.

Acampamento no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Acampamento no Cabo San Juan, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


Desmontamos acampamento, almoçamos e logo já estávamos com os pés na trilha novamente. O conjunto de praias, trilhas, vilas e paisagens rochosas ao longo do Parque Nacional Tayrona o fazem realmente um recanto especial do litoral caribenho colombiano.

Caminhando na praia de Arrecifes, metade daminho para o início da trilha, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia

Caminhando na praia de Arrecifes, metade daminho para o início da trilha, no Parque Nacional Tayrona, no litoral norte da Colômbia


* Preços de Acesso ao Parque Nacional Tayrona: Nós pagamos pela entrada, direito de acampar e 2 dias de estacionamento da Fiona em torno de 65 dólares, além de aproximados 10 dólares por pessoa pessoa por noite de taxa de camping.

Colômbia, Tayrona, Caribe, parque nacional, Praia, Trekking

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Vertigem do baú!

Brasil, São Paulo, Campos do Jordão

Baú e Bauzinho vistos de São Bento do Sapucaí

Baú e Bauzinho vistos de São Bento do Sapucaí


Realmente essa vertigem que eu tenho sentido de uns tempos para cá é uma coisa do baú! Quando falamos que algo é do baú, significa que é algo velho ou que aconteceu há muito tempo... Pois é, é estou ficando velha mesmo. Nunca tive problema com altura, ainda lembro quando eu pegava no pé dos amigos que tinham vertigem ou medo de altura. O fato é que estou assim e desde que o Ro falou da Pedra do Baú eu esperava, ansiosa, por este momento.

Caminhando sobre o Bauzinho em Campos do Jordão - SP

Caminhando sobre o Bauzinho em Campos do Jordão - SP


A Pedra do Baú e o Bauzinho ficam há uns 20 km de Campos do Jordão. Um monumento da natureza, o Complexo do Baú é o paraíso da escalada técnica. A parte superior do Bauzinho é longa e cada vez mais estreita, tem em torno de 100m de altura e fica a apenas 15 minutos de caminhada do estacionamento. Caminhamos até a ponta do Bauzinho, mas a última passagem o Ro teve que fazer sozinho, foram 3 metros que me faltaram para chegar até lá. Uma pedra mais alta e sem proteção alguma ao lado me dava a sensação de que iria cair, rolar pelos 100m de pedra abaixo. A vista dali é belíssima e nos faz ter ainda mais vontade de subir a Pedra do Baú, que podemos ver de um ângulo especial ali embaixo.

Caminhando sobre o Bauzinho em Campos do Jordão - SP

Caminhando sobre o Bauzinho em Campos do Jordão - SP


O topo da Pedra do Baú fica 1500m de altitude e são mais de 400m de pedra até o topo. Para chegar lá uma hora de caminhada e 30 minutos de subida nos degraus fixados na pedra. A subida pela face norte é mais longa e vertiginosa, por isso seguimos pela face sul.

Escalando a Pedra do Baú na região de Campos do Jordão - SP

Escalando a Pedra do Baú na região de Campos do Jordão - SP


Quero e gosto de enfrentar os meus medos, mas também não precisa exagerar! Engraçado que eu poderia descer toda essa pedra de rapel, mas sem a corda e o equipamento de segurança, eu realmente fiquei tensa. Subi e desci com o apoio e paciência do Ro, que novamente veio me acompanhando degrau a degrau, até o topo e até a base. Tudo bem que estou com o ombro tenso e doído até agora, mas fui, vi e venci! Foi lindo, maravilhoso! Vale à pena e espero voltar lá com este medo superado, para subir pela face norte.

No topo da Pedra do Baú, na região de Campos do Jordão - SP

No topo da Pedra do Baú, na região de Campos do Jordão - SP


Na ponta da Pedra do Baú na região de Campos do Jordão - SP

Na ponta da Pedra do Baú na região de Campos do Jordão - SP


À noite fomos conhecer o lado vip de Campos do Jordão, fizemos uma reserva para jantar em um restaurante delicioso eleito pelo Guia 4 Rodas como o melhor foundue de queijo em 2009. O restaurante Foyer fica na Pousada La Villete e só pode ser acessado através de reserva prévia. Foi neste ambiente muito acolhedor e reservado que comemoramos os nossos 4 anos de namoro e 2 de noivado que se completaram no alto da Pedra da Mina, no dia 24/06. Apenas 4 anos dos nossos próximos 50! Estamos quase parecendo Juscelino, querendo fazer 50 em 5, ou melhor 1000, mil dias.

Na ponta da Pedra do Baú na região de Campos do Jordão - SP

Na ponta da Pedra do Baú na região de Campos do Jordão - SP


Ana legal e Ana Chata - SP

Ana legal e Ana Chata - SP

Brasil, São Paulo, Campos do Jordão, Montanha

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Diz aí se você gostou, diz!

Chegando em casa

Brasil, Paraná, Curitiba

Assunto recorrente e pergunta freqüente: ahhh, mas então vocês voltam para casa?!?

Bela araucária no Vale do Matutu - MG

Bela araucária no Vale do Matutu - MG


Alguns retornos estavam no nosso roteiro sim, o primeiro foi para ver a minha sobrinha linda que nasceu durante a viagem. O segundo foi para o casamento de amigos de infância que eu havia prometido que iria antes mesmo que começar a viagem. A terceira vez é um pouco diferente. O nosso roteiro já passaria pelo Paraná para entrarmos no Paraguai, de onde continuaremos para o sul da Bolívia, Argentina e Chile.

Dani e a filhota em Curitiba - PR

Dani e a filhota em Curitiba - PR


Agora, imaginem vocês, estamos a quase um ano longe da família e dos amigos e a apenas 2 ou 3 horas de viagem. É claaaro que vamos dar uma passadinha em casa para vê-los e ainda resolveremos algumas pendências burocráticas da viagem. É, não pensem que viajar 1000dias é fácil, além das saudades, aparecem questões como: renovação de passaportes, regularização de títulos de eleitor, seguro do carro, seguro de saúde, médicos, etc.

Conseguindo a Carteira Internacional de Vacinação, em Fortaleza - CE. Pronta para sair do país!

Conseguindo a Carteira Internacional de Vacinação, em Fortaleza - CE. Pronta para sair do país!


São coisas que podem ser resolvidas em outros lugares, mas com maior dificuldade. Afinal, teríamos que ficar parados 8 dias até receber o novo passaporte em outra cidade qualquer, então por que não em Curitiba?

O Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba - PR

O Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba - PR


Entretanto, isso não atrasou a viagem. Diante de tantos questionamentos acabamos fazendo uma votação com os amigos que acompanham o projeto e conhecem bem os meandros de cada pit stop em Curitiba e decidimos: o tempo em Curitiba não será contabilizado. Além disso, estamos reorganizando todo o nosso cronograma de viagem em função dos passaportes e visto do Canadá para o Rodrigo. Iremos antecipar a viagem pelas Serras Catarinenses e Gaúchas enquanto o passaporte está no processo de visto, afinal não temos como sair do Brasil sem ele.

Andando de carro na praia da Juréia

Andando de carro na praia da Juréia


Quando entramos em Curitiba a nossa sensação foi a mais estranha possível. Parecia que nem havíamos saído daqui, é como se a viagem nem tivesse começado! Não é nem aquele sentimento de retrocesso, que muitos (e nós mesmos) se perguntam se teremos quando a viagem acabar. Será que vocês irão agüentar? Ao mesmo tempo em que é uma delícia pararmos um pouco, aproveitarmos as coisas de casa, comidinhas da mãe, reencontro com os amigos...

Conversando com o pai pelo Skype, em Fortaleza - CE. Viva a internet!

Conversando com o pai pelo Skype, em Fortaleza - CE. Viva a internet!


Nós também ficamos com a sensação de que algo está errado, de que temos que ir embora! Nosso modus operandi já mudou, já nos acostumamos a ser ciganos, a não ter casa e não dormir em um mesmo lugar por mais de 3 dias. É confuso realmente. Isso só nos reforça a certeza de que estamos no caminho certo e que terminaremos este projeto daqui 600 dias com a mesma alegria, pique e força com a que começamos.

Andando de carro na praia da Juréia

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Brasil, Paraná, Curitiba,

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Vieux Montreal

Canadá, Montreal

Uma das marcas da cidade, a abóboda da Feira Internacional de 67, em Montreal, no Canadá

Uma das marcas da cidade, a abóboda da Feira Internacional de 67, em Montreal, no Canadá


Montreal é a segunda maior cidade do Canadá e a maior da Província de Quebéc, o estado mais francês do Canadá. Digo “mais”, pois por todo país existem cidades francófonas, mas é em Quebéc que a identidade franco-canadense floresceu e se manteve desde os tempos da colônia. Os ingleses bem que tentaram impor sua língua, costumes e religião após o Tratado de Paris de 1763, mas não conseguiram.

O charme da cidade antiga no centro de Montreal, no Canadá

O charme da cidade antiga no centro de Montreal, no Canadá


Se eles não podiam impor uma nova cultura, então decidiram sancionar a liberdade de idioma e religião, além da manutenção do seu código civil, através do Quebec Act, em 1774. Este ato foi o principal responsável pela sobrevivência da língua francesa e do catolicismo no novo país inglês presbiteriano. A única língua oficial em todo o estado de Quebec é o francês, mas algumas das principais placas e regiões turísticas o inglês também pode ajudar.

O centenário Bank of Montreal, na Place d'armes, em Montreal, no Canadá

O centenário Bank of Montreal, na Place d'armes, em Montreal, no Canadá


Fundada em 1642 em uma ilha no Rio St Lawrence, Montreal recebeu o seu nome em referência ao Mont-Royal, onde encontramos uma das melhores vistas da cidade. Plana e organizada, uma boa forma de explorar a cidade é de bicicleta ou a pé e utilizando o metro entre as vizinhanças mais distantes. Nosso roteiro de três dias incluiu o centro antigo, Quartier Latin, The Village, o obrigatório Mont-Royal e ainda uma passadinha pelo Estádio Olímpico de 1976.

Basílica de Notre-Dame, na Place d'Armes, em Montreal, no Canadá

Basílica de Notre-Dame, na Place d'Armes, em Montreal, no Canadá


A nossa primeira tarde no Canadá começou em Vieux-Montreal (Old Montreal ou Montreal Antiga). O melhor lugar para iniciar as explorações é a Place d´Armes, antigo centro econômico e religioso, tem nos seus arredores o prédio do Banco de Montreal, com um pequeno museu da moeda e a imponente Basílica de Notre-Dame. A basílica construída entre 1824 e 1829 em estilo neogótico é (quase) um exagero de cores e adornos e folheados a ouro. Lotada de turistas, a igreja ficou famosa por ter sido escolhida pela cantora Celine Dion para o seu casamento. Se você quer um cantinho um pouco mais discreto para fazer as suas preces ou apenas contemplar e respirar, siga até os fundos da igreja até a moderna Capela de Sacré-Coeur. O imenso altar feito em uma única peça de bronze é lindo e melhor compreendido quando sabemos que a antiga capela de madeira foi totalmente destruída pelo fogo.

O esplendoroso interior da Basílica de Notre-Dame, em Montreal, no Canadá

O esplendoroso interior da Basílica de Notre-Dame, em Montreal, no Canadá


O fabuloso altar da Basílica de Notre-Dame, em Montreal, no Canadá

O fabuloso altar da Basílica de Notre-Dame, em Montreal, no Canadá


Você pode visitar diversas igrejas e museus, mas no verão apenas caminhar pelas ruas da antiga Montreal já basta como programa turístico. Galerias de arte, restaurantes, bares e uma aura alegre e festiva parecem tomar conta dos montréalaises quando o calor chega. Também pudera! Eles chegam a enfrentar temperaturas entre -10 e -40°C no inverno!

Caminhando pelas charmosas ruas centrais de Montreal, no Canadá

Caminhando pelas charmosas ruas centrais de Montreal, no Canadá


Chegamos à Praça Jacques Cartier, onde restaurantes bem turísticos ficam lotados e artistas de rua animavam a tarde ensolarada. Pelo clima e pela fome acabamos comendo em um destes restaurantes mesmo. Mesmo não sendo nada especial na qualidade e muito menos no preço, eles têm a melhor vista para a praça, para o Hôtel de Ville e o todo o agito, além de uma televisão ligada com as provas de natação nas Olimpíadas de Londres.

Hotel de Ville, em Montreal, no Canadá

Hotel de Ville, em Montreal, no Canadá


Descansando e namorando em parque em frente ao Mercado Central de Montreal, no Canadá

Descansando e namorando em parque em frente ao Mercado Central de Montreal, no Canadá


Caminhamos pelo passeio do porto antigo em frente ao St Lauwrence River, passamos pela Torre do Relógio e o Parc du Bassin-Bonsécours com belas vistas para o rio e a Île Ste Hélène. Se você não estiver cansado, fica a dica de um jantar ou noite mais agitada nos bares da Rue St Paul, seja no Irish Pub ou nos bares mais autênticos quebecoises. Nós, depois de tanta estrada, acabamos entregando os pontos e nos rendemos à uma boa noite de sono.

Artista de rua tenta faturar seu ganha-pão em Montreal, no Canadá

Artista de rua tenta faturar seu ganha-pão em Montreal, no Canadá

Canadá, Montreal, América Francesa, cidade histórica, Old Montreal, Quebec

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Cânion Guartelá

Brasil, Paraná, Castro, Tibagi

Canyon formado pelo rio Iapó, um dos maiores do mundo, no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

Canyon formado pelo rio Iapó, um dos maiores do mundo, no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


O Cânion Guartelá formado pelo Rio Iapó fica entre as cidades de Castro e Tibagi. Possui 32 km de extensão e por isso é considerado o 6° maior cânion do mundo, sendo que os outros 5 primeiros são medidos por outras grandezas, profundidade, etc.

Riacho de águas geladas no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

Riacho de águas geladas no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


A história do seu nome vem dos tropeiros paulistas que vieram colonizar a região, fazendo extração de madeira, ouro e diamantes. Quando eles chegaram por aqui tiveram grande resistência dos índios tupi-guarani que habitavam a região, passando por pequenas batalhas e mortes dos silvícolas que tentavam defender seu território. A partir daí desenvolveram códigos para se comunicar, e certa vez um dos fazendeiros disse ao vizinho “Guarda-te lá que aqui bem fico”. A expressão evoluiu, encurtou e daí surgiu a nomenclatura de duas regiões destas redondezas, o “Guartelá” e o “Bem Fico”.

Admirando o mesmo visual que os índios já admiravam há 10 mil anos! (na Lapa Poinciano, P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR)

Admirando o mesmo visual que os índios já admiravam há 10 mil anos! (na Lapa Poinciano, P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR)


Um Parque Estadual formado para preservação de toda a extensão do cânion, seus campos rupestres que misturam as matas atlânticas, nas várzeas do rio, cerrado nas partes mais altas e inclusive a caatinga. Esta distinta cobertura vegetal e de rochas areníticas, inclusive com presença de formações coralíneas, comprova a evolução geológica deste terreno, que antes foi mar, depois se torno um deserto gelado e hoje possui o clima sub-tropical.

Antigas formações de coral no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

Antigas formações de coral no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


A minha história com o cânion é antiga, a primeira vez que estive aqui eu estava com 12 anos. Foram algumas atividades escoteiras, acampamentos, escaladas, banhos de cachoeira e afins. A estrutura e as regras do parque se modificaram completamente, antes podíamos ir e vir por tudo. Hoje as trilhas são controladas e tem a obrigatoriedade de acompanhamento de guias. Antes chegávamos de carro às margens dos panelões, hidromassagem natural deliciosa, apenas suportável no verão, já que as águas são proibitivamente frias!

Os famosos panelões do P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

Os famosos panelões do P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


A última vez que estive aqui, já faz 10 anos, vim passar o dia e fiz a trilha da Pedra Ume, hoje aberta apenas para pesquisadores. São 18km em uma área menos explorada que nos levam à uma fenda linda e à caverna onde são encontradas as pedras umes, usadas para curtume de couro, etc. É maravilhoso! Hoje achamos que faríamos esta trilha, hoje conhecida como trilha completa. Infelizmente ela não é tão completa assim, mas ainda assim nos levou paisagens sensacionais!

P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


Caminhamos pelo cerrado com vistas lindas do cânion, atravessamos a pedra do gavião e chegamos à Lapa do Ponciano, onde encontramos pinturas rupestres que datam de 10 a 12 mil anos! Acredita-se que as tribos que viviam por aqui sinalizavam nestas lapas os locais dos seus abrigos e a direção para onde estavam seguindo, além de cenas e animais encontrados por eles nas redondezas.

Pinturas rupestres na Lapa Poinciano, no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

Pinturas rupestres na Lapa Poinciano, no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


Gilberto foi o nosso guia, junto das monitoras da Eco Ação. Sua família chegou na região à muitos anos, fez parte da história da colonização da região e ele é um dos principais conhecedores do parque e das fazendas que estão no entorno. Foi ótimo nas explicações, dados histórico, principalmente por sua paixão pelo cânion.

Aulas de geografia e geologia durante passeio no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

Aulas de geografia e geologia durante passeio no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


Aqui acontece um dos raftings mais radicais do Brasil, são 14 horas descendo o rio de bote, durante quase metade do percurso em corredeiras de nível 4 e depois da cachoeira de 6m que vemos do mirante o rafting se torna nível 6! Gilberto nos contou histórias que só nos deixaram ainda mais loucos para voltar no verão, época mais indicada para a realização desta atividade.

O turbulento rio Iapó, no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

O turbulento rio Iapó, no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


Terminamos o passeio na trilha básica, voltando ao mirante da Cachoeira da Ponte de Pedra, fechada para banho, fotos, etc, onde eu cansei de tomar banho e brincar. É sempre uma delícia voltar ao cânion, lembrar da infância e estar em um lugar tão espetacular que está tão pertinho de casa. Belezas do Paraná que muitos curitibanos e paranaenses nem sabem que existe!

Belíssimo visual do canyon no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR

Belíssimo visual do canyon no P.E do Guartelá, região de Tibagi - PR


Pegamos nosso rumo para a cidade de Castro, onde passaremos esta noite. Uma cidade super gracinha, casas coloniais antigas bem preservadas no centro, festa junina, frio do sul e céu de brigadeiro! Passamos mais um dia dos 1000, depois de tanto Brasil, aqui no Meu Paraná!

Prédios antigos e araucárias, cenário de Castro - PR

Prédios antigos e araucárias, cenário de Castro - PR

Brasil, Paraná, Castro, Tibagi, Cânion Guartelá, Parque Estadual, Parques e Reservas, pinturas rupestres

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San Miguel de Allende

México, San Miguel de Allende

As cores da catedral de San Miguel de Allende, no México

As cores da catedral de San Miguel de Allende, no México


Antes um Pueblo Mágico, hoje Patrimônio Histórico da Humanidade pela Unesco, San Miguel de Allende é uma das mais belas cidades coloniais no México central. Fundada em 1.542 pelo monge franciscano Frei Juan de San Miguel, recebeu um novo endereço assim que fontes de água termal foram descobertas pelos astutos cachorros do Frei San Miguel.

Templo de San Francisco, em San Miguel de Allende, no México

Templo de San Francisco, em San Miguel de Allende, no México


Anos mais tarde teve um papel importante na Guerra da Independência mexicana, sendo a terra natal de um dos líderes da independência, Ignácio de Allende. Allende foi capturado no período da guerra quando marchava aos EUA para buscar armas, foi fuzilado e decapitado. A sua cabeça foi exposta na Alhóndiga de Granaditas, uma das praças centrais de Guanajuato, a capital do estado. Em 1826 o povoado de San Miguel foi elevado à cidade, que em sua homenagem aderiu ao nome do herói local, tornando-se San Miguel de Allende.

Caminhando em praça de San Miguel de Allende, no México

Caminhando em praça de San Miguel de Allende, no México


Nos idos de 1900 a cidade foi sendo abandonada e quase se transformou em um pueblo fantasmo, porém já em 1926 foi declarada monumento histórico nacional, devido ao seu valor histórico de origem colonial. A arquitetura Barroca-Neoclássica foi redescoberta por artistas de outras partes do mundo, que se mudaram e começaram movimentos culturais, formando dois dos mais conhecidos institutos de arte do país, o Instituto Allende e a Escuella de Bellas Artes.

Igreja da 3a ordem, em San Miguel de Allende, no México

Igreja da 3a ordem, em San Miguel de Allende, no México


Pátio do nosso hotel, um antigo convento em San Miguel de Allende, no México

Pátio do nosso hotel, um antigo convento em San Miguel de Allende, no México


Assim, após a Segunda Guerra Mundial, a charmosa cidade de San Miguel de Allende se tornou um refúgio para soldados americanos fora de serviço, que viam na cidade mexicana uma ótima opção de vida, clima ameno, águas termais e atividades educacionais ligadas ao Instituto Allende. Hoje grande parte da população da cidade é formada por expatriados americanos, canadenses, europeus, o que traz para cidade um ar mais cosmopolita, restaurantes para todos os gostos e bolsos, galerias de arte e um ar sempre festivo.

Venda de bonecas nas ruas de San Miguel de Allende, no México

Venda de bonecas nas ruas de San Miguel de Allende, no México


Sobre as festas da cidade, “Todas las semanas del año San Miguel tenemos fiestas, nos gusta mucho las fiestas!” me contou Dona Maria, na sua lavanderia. Segundo ela a mais bonita acontece durante o último final de semana de setembro e comemora o dia do padroeiro da cidade, San Miguel Arcángel. Todas as ruas ficam enfeitadas, todas as igrejas e os santos recebem roupas especiais feitas a mão pelas artesãs da cidade, que a cada ano se superam na beleza e criatividade. Deve ser uma festa linda!

Fogos de artifício em noite de festa em San Miguel de Allende, no México

Fogos de artifício em noite de festa em San Miguel de Allende, no México


A igreja parece se indendiar, mas são apenas fogos de artifício em noite de festa em San Miguel de Allende, no México

A igreja parece se indendiar, mas são apenas fogos de artifício em noite de festa em San Miguel de Allende, no México


Nós tivemos a sorte de chegar à cidade exatamente na semana de festividades de aniversário de Ignácio Allende, com direito a parada militar, bandas marciais com escolares de todas as idades, festas e queimas de fogos. A demonstração do poder militar em um país tão assolado pela guerra do narcotráfico é até tocante, mas o sentimento era de pura alegria e orgulho.

Desfile militar em dia de festas em San Miguel de Allende, no México

Desfile militar em dia de festas em San Miguel de Allende, no México


Soldados desfilam fortemente armados em veículo militar em dia de festa na cidade de San Miguel de Allende, no México

Soldados desfilam fortemente armados em veículo militar em dia de festa na cidade de San Miguel de Allende, no México


As crianças com seus uniformes para ocasiões de festa, tocando maravilhosamente nas bandas marciais eram um show a parte! A praça estava toda decorada com estátuas e faixas para o herói da cidade.

Dia de festas e desfiles em San Miguel de Allende, no México

Dia de festas e desfiles em San Miguel de Allende, no México


Dia de festas e desfiles em San Miguel de Allende, no México

Dia de festas e desfiles em San Miguel de Allende, no México


Assim, nos deixamos levar pelas festas e histórias, sem um guia na mão e pontos certos para as próximas fotografias, sem muitos planos e roteiros.

Rua colorida do centro histórico de San Miguel de Allende, no México

Rua colorida do centro histórico de San Miguel de Allende, no México


Para mim, a melhor forma de conhecer uma cidade é assim, caminhando, sentindo, conversando com seus moradores e nos deixando levar pelo seu próprio ritmo. Principalmente se é uma cidade pequena, onde o principal atrativo é a cidade em si, sua arquitetura e o seu povo. San Miguel é uma cidade que nos permite fazer isso, afinal em uma viagem tão longa, é importante nos deixarmos simplesmente viver.

O público aompanha interessado a queima de fogos de artifício em noite de festa na cidade de San Miguel de Allende, no México

O público aompanha interessado a queima de fogos de artifício em noite de festa na cidade de San Miguel de Allende, no México

México, San Miguel de Allende, Cidade Colonial, cidade histórica, Ignácio Allende, Patrimônio Histórico da Humanidade

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Força estranha...

Brasil, Paraná, Curitiba

Queijos e vinho na última noite em Curitiba

Queijos e vinho na última noite em Curitiba


Mais um dia em Curitiba... Acho que as saudades dos amigos e a vontade que, lá no fundo, a família tem de ficarmos aqui, está agindo de alguma forma estranha. Chegamos a Curitiba faz uma semana, nosso plano era irmos embora dia 16/05, mas é impressionante como sempre aparece alguma coisa para resolvermos. Ficamos trabalhando de ontem para hoje até as 3 horas da manhã, a Fiona já está toda carregada. Estávamos prontos para ir embora cedo, mas além da internet 3G da TIM parar de funcionar, me ligaram de lá com uma conta absurdamente cara, avisando que são cobranças acumuladas de 3 meses. Isso tudo unido ao tempo ruim, frio e chuvoso que tira o ânimo de qualquer um de ir para cavernas, praias e montanhas... Somos aventureiros, mas não temos nada especial e diferente dos outros seres humanos para combater o frio.

Sendo assim, resolvemos ficar e resolver as últimas pendengas. Fomos visitar o Alcides e a Cida, nossos anjos da guarda no Summerville, prédio em que morávamos. O Alcides nos ajudou a perfurar mais uma tampa para a caixa de mergulho e a Cida nos entregou a maldita conta da TIM e uma boa notícia: minha nova carteira de motorista AB! Agora sou motociclista de verdade! Rsrsrs!

Como não somos de ferro, resolvemos aproveitar a nossa última noite para curtir esse friozinho bom para tomar um vinho e comer uns queijos, meu vício. Só nós dois, o casal que vive 24h grudado, mas que nem por isso está aproveitando para namorar e curtir um ao outro. Amanhã vamos para o PETAR logo cedo, não deixaremos essa força estranha que nos prende a Curitiba ganhar novamente!

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