0 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Ubersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jido)

lugares

tags

arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha

paises

Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Guatemala Há 2 anos: Guatemala

San Salvador

El Salvador, San Salvador

Pintura na parede externa da Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

Pintura na parede externa da Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


San Salvador, capital de El Salvador, é uma cidade grande com mais de 3 milhões de pessoas somando sua região metropolitana, aproximadamente metade da população de todo o país. Vemos ao fundo o vulcão San Salvador com 1.960m, que quase destruiu a cidade na grande erupção de 1.917.

Vista do alto do nosso hotel em San Salvador, capital de El Salvador

Vista do alto do nosso hotel em San Salvador, capital de El Salvador


Uma forma de conhecer bem a cidade, sua história e diferentes faces é ir direto para o centro. A Igreja do Rosário é o ponto de partida deste tour. Por fora tem uma estrutura feia de cimento, escura, suja e nada convincente. Por dentro, porém, seus vitrais coloridos fazem um reflexo sobre as paredes escuras, formando um prisma colorido, uma espécie de arco-íris, que colore e dá um ar de magia ao lugar.

O belo interior da moderna Igreja do Rosário, no centro de San Salvador, capital de El Salvador

O belo interior da moderna Igreja do Rosário, no centro de San Salvador, capital de El Salvador


Caminhamos um pouco pelas ruas caóticas, sujas e lotadas, onde quase fui “atacada” por uma senhora, que deve ter visto em mim um diabo ou a mulher do seu ex-marido, por que veio correndo em minha direção, ensaiou um tapa no meu rosto e saiu sem tocar um dedo em mim, mas deixando clara sua indignação. Eu não tinha nada ou fiz nada que a pudesse ter despertado esse sentimento nesta senhora. Claro ficou que ela era meio maluca, coitada. Seguimos pelas ruas do centro histórico e comercial, passando pelas praças La Libertad e Plaza Barrios.

O Palacio Nacional, sede do governo no centro de San Salvador, capital de El Salvador

O Palacio Nacional, sede do governo no centro de San Salvador, capital de El Salvador


Na praça batemos um papo com um mendigo viajante, ele já tinha ido ao Brasil, passado por diversas cidades na América Latina e agora, estava ali, perdido na praça pedindo 5 centavos para poder comer. São cenas como esta que nos fazem pensar e querer entender quais foram os absurdos que aconteceram neste país. Um histórico de uma ditadura porca e uma guerra civil, somados à maior densidade populacional da América Central e uma pobreza absurda, só poderia dar nisso.

Trãnsito pesado na volta à San Salvador, capital de El Salvador

Trãnsito pesado na volta à San Salvador, capital de El Salvador


Milhares de camelôs trabalhando com o comércio informal, inundando as ruas de produtos e ofertas que provavelmente não tenham a mesma demanda. Eles precisam tentar ganhar a vida de alguma forma. Caminhamos mais algumas quadras, enquanto Rodrigo me conta a história de Oscar Romero, Arcebispo de El Salvador que em 1980 foi assassinado em plena missa por de manifestar contra as políticas do governo da época.

A Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

A Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


Chegamos à Catedral Metropolitana, os murais de sua fachada foram criados pelo famoso pintor Fernando Llort. Ele retornou ao país em 1972, depois de uma temporada estudando arquitetura e teologia na França. Suas pinturas sempre representam o cotidiano das vilas, dos campesinos e tem como um dos principais ícones a arte-religiosa. Ele criou a Naïve Art, uma marca que representa a arte moderna salvadoreña em todo o mundo e possui peças expostas no MoMA, Casa Branca e no Vaticano.

A imponente Catedral de San Salvador, capital de El Salvador

A imponente Catedral de San Salvador, capital de El Salvador


À tarde voltamos à paz e calmaria da Zona Rosa, uma grande região da cidade onde vive a maioria da população de classe média-alta e alta. Lá estão os principais shoppings, lojas, serviços, escolas e restaurantes. Um passeio pelo shopping Multiplaza nos mostra que o mundo está cada vez mais pasteurizado, ops, globalizado. Todos aqueles contrastes e aquela vida que vemos no centro, dão a vez para a cultura capitalista regida pelas mesmas marcas, mesmos sonhos e mesmos modelos da vida neste lado do planeta.

Ringue de patinação do gelo no shopping Multiplaza, em San salvador, capital de El Salvador

Ringue de patinação do gelo no shopping Multiplaza, em San salvador, capital de El Salvador

El Salvador, San Salvador,

Veja mais posts sobre

Veja todas as fotos do dia!

Não nos deixe falando sozinhos, comente!

Canyoning em Somoto

Nicarágua, Somoto

A bela paisagem ao final do Canyon de Somoto, na Nicarágua, perto da fronteira com Honduras

A bela paisagem ao final do Canyon de Somoto, na Nicarágua, perto da fronteira com Honduras


Viagem de León para Somoto, passamos ao redor do símbolo nacional, o Vulcão Momotombo, um dos cones mais perfeitos do mundo. Existem trekkings para escalar o Momotombo, são dois dias e dizem que a vista do alto é magnífica, podendo enxergar até a Ilha de Ometepe e seus dois vulcões no lado da Nicarágua, ao sul do país. Nós infelizmente passamos reto, por falta de tempo, e no meu caso, por falta de joelho também. Seguimos ao norte em direção à pacata cidade de Somoto.

O vulcão Momotombo, o mais famoso do país, visto de perto de León, na Nicarágua

O vulcão Momotombo, o mais famoso do país, visto de perto de León, na Nicarágua


O Cânion que existe já milhões de anos, foi “descoberto” há pouco tempo por um casal de pesquisadores tchecos, que explorou todo o cânion e espalhou a notícia. Notícia esta que mudou a vida dessa cidade, que cada vez mais recebe turistas de todos os cantos do mundo para conhecer as belezas do Cânion de Somoto.

Entrada do Canyon de Somoto, na Nicarágua

Entrada do Canyon de Somoto, na Nicarágua


São 6 quilômetros de ponta a ponta e três roteiros turísticos que são oferecidos. O mais simples deles tem a primeira parte do passeio de barco até o estreitamento do cânion, são 4 horas de passeio indo e retornando pelo mesmo caminho.

Vacas atravessam o rio Coco, no Canyon de Somoto, na Nicarágua, perto da fronteira com Honduras

Vacas atravessam o rio Coco, no Canyon de Somoto, na Nicarágua, perto da fronteira com Honduras


O segundo roteiro começa por uma entrada no meio do cânion, desce o rio, atravessando o cânion desde a parte mais estreita até o final e também tem a duração de 4 horas. O terceiro roteiro, mais longo, mas o que mais recomendamos, inicia no começo do cânion, segue o leito do rio, caminhando e nadando alguns trechos, passando por cavernas lindas e até o encontro dos rios Comalí e Tapacalí, quando formam o Rio Coco.

Explorando o espetacular Canyon de Somoto, na Nicarágua

Explorando o espetacular Canyon de Somoto, na Nicarágua


Com o Roibin, nosso guia, no início da travessia do Canyon de Somoto, na Nicarágua, perto da fronteira com Honduras

Com o Roibin, nosso guia, no início da travessia do Canyon de Somoto, na Nicarágua, perto da fronteira com Honduras


São duas horas de caminhada tranquila, com alguns trechos de natação até chegarmos ao estreito, próximo do ponto de início do segundo tour. Aí começam os saltos, uma das diversões preferidas da dupla aqui. São poços profundos e plataformas de pedra que convidam para saltos de 6, 8 10, 13 e 23m de altura! Os guias sempre recomendam que os turistas saltem no máximo dos 10m, o que eu acho que está bom demais.

Saltando de 10 metros de altura em piscina natural no Canyon de Somoto, na Nicarágua

Saltando de 10 metros de altura em piscina natural no Canyon de Somoto, na Nicarágua


O Rodrigo, porém ficou ensaiando um salto dos 23m, mas acabou convencido por mim e por Roibin a play safe e diminuiu para outro de 13m. Eu, tranquila fui saltar dos 10m e levei o maior escorregão da minha vida! Meu pé escorregou na pedra e eu caí toda torta, com a lateral do corpo na água. AI! Não foi nada prazeroso, mas graças a Deus nada sério aconteceu!

A Ana salta no Canyon de Somoto, na Nicarágua

A Ana salta no Canyon de Somoto, na Nicarágua


Seguimos pelo rio onde conhecemos umas figuras engraçadíssimas! Breen e John são canadenses. Breen já nos convidou para ficar em sua casa em Jones Falls, na região dos lagos no Canadá. John vive 6 meses no Canadá, na Alaska Highway, e os 6 meses de inverno lá, no verão delicioso da Nicarágua.

Nosso guia salta de mais de 15 metros de altura no Canyon de Somoto, na Nicarágua

Nosso guia salta de mais de 15 metros de altura no Canyon de Somoto, na Nicarágua


Ele nos contou que recebeu em sua casa um dos maiores aventureiros dos tempos modernos que eu já ouvi falar, o inglês que está circunavegando a terra a pé em 13 anos! Ele começou o périplo em 2001 e terminará em 2013, sem utilizar nenhum outro tipo de transporte a não ser seus pés. Damphir é um nicaragüense da costa caribenha, divertido e super simpático, ele estava fazendo um vídeo de todo o passeio deles, que vocês podem conferir abaixo.



O final da caminhada incluiu uns quase 500m de natação, já que o barqueiro não estava lá e uma bela Toña na casa da família de Roibin, onde estava estacionada a Fiona, ponto onde começou toda a aventura.

Com a família do Roibin, nosso guia, ao final da travessia do Canyon de Somoto, na Nicarágua, perto da fronteira com Honduras

Com a família do Roibin, nosso guia, ao final da travessia do Canyon de Somoto, na Nicarágua, perto da fronteira com Honduras


Um dia delicioso em contato com a natureza e com um pouco da cultura nicaragüense. De quebra, deixo aqui um vídeo da série “Soy loco por ti América”, onde Roibin nos conta onde estamos e por que ele gosta de viver aqui.

Nicarágua, Somoto, cânion, Cañon, Canyon, Somoto, Trekking

Veja todas as fotos do dia!

Gostou? Comente! Não gostou? Critique!

Uma tarde em Savannah

Estados Unidos, Georgia, Savannah

Região renovada das antigas docas, em Savannah, na Georgia - EUA

Região renovada das antigas docas, em Savannah, na Georgia - EUA


Savannah, a primeira capital do estado da Geórgia e sua história valem muito mais que uma tarde de visita. Praças e jardins formam centros comunitários com escolas, igrejas e prédios públicos, entremeados às quadras residenciais da cidade. Uma planificação urbana indescritivelmente inteligente e igualitária para uma época em que a escravatura era fato e uma normalidade.

Pausa para leitura em Savannah, na Georgia - EUA

Pausa para leitura em Savannah, na Georgia - EUA


James Oglethorpe, um general representante do Rei George II, aportou nessas terras e foi o idealizador e fundador da cidade. Chegando às novas terras do outro lado do Atlântico Oglethorpe entrou em acordo com o chefe da nação indígena local e instalou a nova colônia às margens do Rio Savannah.

Savannah, na Georgia - EUA

Savannah, na Georgia - EUA


O projeto urbano e a arquitetura colonial fazem da cidade uma das preferidas de conhecidos viajantes norte americanos, como conta Seth Kugel, colunista do IG e conhecido Frugal Traveler do New York Times.

Carruagens para turistas em Savannah, na Georgia - EUA

Carruagens para turistas em Savannah, na Georgia - EUA


Devido à sua beleza, Savannah foi a única cidades na linha de ataque do General Sherman que não foi queimada durante a Guerra Civil Americana, conhecida por nós como a Guerra da Secessão. Era linda demais para ser queimada. Sherman, que dá nome à maior sequoia do mundo, foi o responsável pelo incêndio que destruiu a cidade de Atlanta e foi também quem aceitou a rendição dos estados confederados ao final da guerra.

Caminhando pelo passeio beira-rio em Savannah, na Georgia - EUA

Caminhando pelo passeio beira-rio em Savannah, na Georgia - EUA


Uma caminhada pelo calçadão à beira do Rio Savannah dá uma boa ideia sobre a história da cidade, importante porto comercial em meados do século XIX. Algumas casas antigas foram restauradas e se tornaram museus que abrigam coleções de mobiliários e detalhes do estilo de vida dos colonialistas da época.

Casas em Savannah, na Georgia - EUA

Casas em Savannah, na Georgia - EUA


Uma das principais atrações da cidade é a distinta culinária sulista, parecida com a que já encontramos em New Orleans e Tuscaloosa. Grits (um tipo de polenta branca), feijão verde, vegetais cozidos e variados tipos de carnes bem gordurosas como costela, carne de porco, frango frito, acompanhadas de carboidratos deliciosos e proibitivos foram o nosso deleite no domingo chuvoso do dia das mães.

Tradicional restaurante de piratas em Savannah, na Georgia - EUA

Tradicional restaurante de piratas em Savannah, na Georgia - EUA


Um dos favoritos dos savannenses, The Pirate House é também uma experiência antropológica, reunindo famílias completas, todos vestidos com suas roupas no melhor estilo sulista tradicional.

Vestida para o domingo, em Savannah, na Georgia - EUA

Vestida para o domingo, em Savannah, na Georgia - EUA


É quase injusto passarmos apenas uma tarde em Savannah, mas em um país continental como os Estados Unidos infelizmente temos que fazer nossas opções e concessões. Com tempo sem dúvida valeriam pelo menos 3 ou 4 dias explorando cuidadosamente cada beco, bistrô e bar na famosa noite boêmia da antiga capital da Georgia. Fica a dica!

Savannah, na Georgia - EUA

Savannah, na Georgia - EUA

Estados Unidos, Georgia, Savannah, cidade histórica, Road Trip

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Písac

Peru, Pisac

Pisac e as ruínas incas que sobem toda a montanha, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Pisac e as ruínas incas que sobem toda a montanha, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


O primeiro grande povoado dentro do Vale Sagrado, Písac está localizado em um cenário quase bucólico. Quase, por que a modernidade já começa a penetrar lenta, porém consistentemente como a água. Em meio às antigas casas de adobe já encontramos restaurantes e pousadas bem charmosinhos atendendo à demanda das hordas de turistas que invadem a cidade principalmente entre os meses de maio e setembro.

Dia de festa na Plaza de Armas de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Dia de festa na Plaza de Armas de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Todas as quintas e domingos a cidade sedia as feiras artesanais, onde produtores de toda a região se reúnem para vender artesanatos locais, colares, produtos feitos com lã de llama e alpaca, adereços de prata e esculturas em pedras.

Vendedora descansa um pouco durante festa em Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Vendedora descansa um pouco durante festa em Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


A praça principal estava lotada, hoje era dia da tradicional festa dominical de Písac. Após a missa rezada em quéchua toda a cidade se reúne em seus trajes tradicionais e varáyocs, bastões adornados carregados pelos chefes de suas comunidades, como símbolo de comando. Homens, mulheres, jovens e crianças dançam após cantarem hinos regionais e se divertem em meio aos turistas curiosos.

Vestido para a festa cívica em Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Vestido para a festa cívica em Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Garoto se diverte durante festa na cidade de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Garoto se diverte durante festa na cidade de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Nós atravessamos a praça rumo ao Parque Arqueológico de Písac, subindo pela ladeira mais movimentada do povoado, onde estão todos os vendedores da feira de artesanatos. Impossível não comprar e barganhar um gorro de lã de alpaca, nem que seja apenas para conversar e entrar um pouco mais a fundo no universo dessa gente. A feira gritada em diversos idiomas é mais viva do que nunca, alemão, inglês, espanhol e, claro, o quéchua para um bom freguês.

Visita ao famoso Mercado de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Visita ao famoso Mercado de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Adentramos finalmente ao parque arqueológico e subimos, subimos, subimos... algo entre 800 e 1000 degraus se não me falharam as contas. Aqui estão as terraças mais bonitas de todos os Andes.

Ruínas da antiga cidade inca de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Ruínas da antiga cidade inca de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Ruínas da antiga cidade inca de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Ruínas da antiga cidade inca de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Entre elas centros cerimoniais, observatórios astronômicos, pequenas torres e fortalezas e toda uma cidade construída na encosta da montanha. Junto a nós subiam um avô e sua netinha, que mesmo cansada não deixava de demonstrar a alegria de conhecer as ruínas que seu avô escalava quando era criança.


Subindo a íngrime montanha onde estão as ruínas incas de Pisac, Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Subindo a íngrime montanha onde estão as ruínas incas de Pisac, Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Caminhamos entre pedras, terraços e ruínas por mais de duas horas, sabíamos que do alto haveria uma chance de contornarmos e voltarmos por fora, assim fazem os ônibus de turismo. Mas preferimos voltar e aproveitar a melhor vista panorâmica do Vale Sagrado, descendo os mesmos 1000 e tantos estreitos degraus até a feira de artesanatos. Lá do alto vimos as festividades na praça, o Rio Vilcanota correndo tranquilo com suas águas de degelo e um imenso vale recortado pelos andenes incas. Uma verdadeira experiência!

Vista do alto das ruínas, a lotada Plaza de Armas de Pisac, em dia de festa, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Vista do alto das ruínas, a lotada Plaza de Armas de Pisac, em dia de festa, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru


Com o Gustavo, nas ruínas incas de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Com o Gustavo, nas ruínas incas de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru

Peru, Pisac, Andenes, Andes, arqueologia, Incas, Mundo Andino, Parque Arqueológico de Písac, Vale Sagrado

Veja mais posts sobre Andenes

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Carimbó

Brasil, Pará, Alter do Chão

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA


Música e dança típica do Pará, o Carimbó é um ritmo que originalmente mistura elementos da cultura indígena e negra. O nome deriva dos tambores utilizados para marcar o ritmo, curimbó, feitos de madeira de árvore.

Nos anos 60 e 70, pela influência do merengue e outros ritmos latinos, receberam notas de instrumentos elétricos (como a guitarra) e daí surgiu a lambada, que virou febre no final da década de 80. Não é facilmente encontrado no sul, mas só em SP já existem mais de 36 festivais de cultura nortista onde o Carimbó tem lugar de destaque.

Nós já estávamos atrás de uma apresentação há tempos, na Ilha do Marajó e em Algodoal, locais mais tradicionais do ritmo e onde deveria ser fácil encontrá-los. Porém em Algodoal só teriam apresentações no final de semana e em Marajó, pelo menos em Soure, nos disseram ser difícil encontrar nos dias de hoje, a cultura está se perdendo e sendo substituída pelo forró.

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA


Ontem ficamos sabendo que iria acontecer uma apresentação de Carimbó no Espaço Cultural Alter do Chão. O nosso plano inicial era ir dormir hoje em uma comunidade da FLONA, mas eu não perderia por nada este show! Uma banda tradicional formada por senhores e jovens de Santarém e Alter e infelizmente sem a presença do nosso novo amigo, Seu Carmargo, que estava tocando na festa de dia das mães. Muito atencioso ainda deu uma escapada de lá para me entregar os CDs de Sairé que havia me dito ontem, de sua banda Espanta Cão e do Boto Tucuxi.

Bar cheio de jovens, paraenses e outros adotados de todos os lados. Rio, São Paulo, Argentina, Itália, Pernambuco e onde mais imaginar, é um espaço super cosmopolita que reúne pessoas ligadas à cultura indígena e à cultura local. Eu fiquei observando a dança, tentando aprender de longe, quando arrisquei os primeiros passos, logo ganhei a companhia do Kleyton. Um manauara que adotou o Pará como casa. Ele viajou o Brasil inteiro, conhece o norte e o nordeste como ninguém, foi difícil acharmos um lugar que ele não tivesse ido, rsrs!

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA

Banda de Carimbó se apresentando em Alter do Chão - PA


Kleyton me tirou para dançar, me ensinou alguns passos e o princípio básico da dança. “Imagine que eu sou o boto e você é o peixe, e eu estou tentando te cercar e você está tentando fugir”, sempre girando em círculos e pisando à frente, ele vai conduzindo a dança sem precisar nem encostar na dama. É uma delícia! O passo à frente e o corpo mais curvado são referências da cultura indígena e as vestes tradicionais mais ligadas à cultura negra. Nas apresentações mais formais, as mulheres usam saias longas e colorida, blusa lisa e colar de contas. O homem com calça e blusas brancas e chapéu de palha.

Um ritmo contagiante e fácil de dançar, o Carimbó é diversão na certa! O cacique e sua esposa estavam lá, misturados aos jovens, crianças e gringos, todos totalmente entrosados. Ao mesmo tempo na cidade ainda estava acontecendo o baile do dia das mães e uma cerimônia de preparo do aiwaska, na comunidade do Santo Daime. Ficamos lá até as duas horas sem nem sentir o tempo passar... Como diz Dona Onete, o Carimbó arrepiou!

Brasil, Pará, Alter do Chão, Carimbó, Curimbó, Rio Amazonas, Rio Tapajós

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Confusiones

Brasil, Piauí, Caracol (P.N. Serra das Confusões)

Pictografias na Toca do Enoque no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Pictografias na Toca do Enoque no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Uma bela noite de sono para repor a minúscula noite de sono de ontem. Deitamos para tirar um cochilo perto das 22h e dormimos até o dia seguinte! Bom, pois acordamos bem descansados e com bastante pique para o dia de hoje.

Estrada no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Estrada no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Segundo Naldo, teremos muita estrada (3 horas de carro), porém pouca caminhada pela frente. Entramos no parque, passamos pelo ponto que estacionamos ontem e chegamos à Comunidade do Capim. Lugar seco, no meio da caatinga, (ainda não entendo como este povo veio parar aqui), longe de tudo, sem água, num calor dos diabos. Há pouco tempo a FUMDHAM, ONG presidida por Niede Guidon, perfurou um poço para fornecer água à esta comunidade. Um pouco mais adiante chegamos à comunidade de Barreiros, de onde sai uma outra estrada para os recém descobertos sítios arqueológicos da Toca do Capim e Toca do Enoque.

Moradia dentro do Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Moradia dentro do Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Tínhamos pouquíssimas informações e o nosso guia, Naldo, ainda é aprendiz de seu pai. Portanto nos levou aos lugares, contou sobre a vida do entorno, porém não tinha muita informação sobre as pinturas e os sítios para nos passar. Decidimos ir direto para a Toca do Capim, já que era a mais distante. Chegando lá, primeira confusione do dia: furou o pneu da Fiona! Um graveto de madeira seca da caatinga, afiado como faca, entrou na lateral do pneu. Surreal! Já escolados pelo primeiro pneu furado, fomos direto para o nosso kit primeiros socorros da Fiona. O Rodrigo queria usar o spray, mas eu estava desconfiada, preferindo ir direto para o chicletão tapa-buracos. Lendo as instruções vimos que a segunda opção era melhor mesmo, já que o spray não funcionava direito para furos laterais. Enfiei o “esburacador”, limpei e uniformizei o buraco e enfiamos a tira de chiclete para fechar o furo. Quase funcionou... quase... o rasgo foi tão lardo que o chiclete não era grande o suficiente. Aí já íamos começar a trocar o pneu, quando descobrimos que a trava anti-furto do step simplesmente emperrou! A chave tetra não girava, estávamos sem step! Enfiamos um segundo chicletão para tentar diminuir o buraco, que ficou uns 70% fechado. Testamos o compressor e funcionou. Decidimos ver a toca do capim e seguir adiante, enchendo o pneu a cada 15 minutos, mais ou menos.

Pneu furado no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Pneu furado no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Segunda Confusione do dia, a Toca do Capim estava trancada! Foi colocada uma grade de madeira com cadeado, ok, tudo em prol da conservação. Vimos as várias pinturas rupestres dali da grade mesmo, muitas formas geométricas e muitas escavações, numa delas foi encontrado os fósseis de um menino.

Lado de fora da Toca do Capim, no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Lado de fora da Toca do Capim, no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Preocupados com o pneu seguimos estrada em direção ao povoado até a entrada para o Enoque. O pneu agüentou bem, decidimos ir até lá. Chegamos e vimos o imenso paredão, todo pictogravado e logo ali ao lado um olho d´água. Ali vivia Enoque, um borracheiro que hoje já não está mais entre nós.

Toca do Enoque no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí

Toca do Enoque no Parque Nacional da Serra das Confusões, no sul do Piauí


Voltamos para o carro, pneu e chiclete agüentando firmes, nós precisávamos chegar de volta à cidade. Fomos rodando, verificando e enchendo o pneu de tempos em tempos. A tática funcionou, chegamos à borracharia eram umas 15h15 da tarde e saímos de lá as 17h30, a maior parte do tempo tentando abrir a droga da tranca emperrada. Pneu consertado, decidimos colocar logo a Fiona na estrada para evitar mais confusiones. Moral da história, precisaremos achar um chaveiro em São Raimundo.

Tentando consertar a trava do estepe em Caracol, próximo ao Parque Nacional das Confusões - PI

Tentando consertar a trava do estepe em Caracol, próximo ao Parque Nacional das Confusões - PI


Hoje realmente foi um dia conturbado e o pior foi que descobrimos que a Toca do Enoque que nós achamos que fomos, não é a toca do Enoque! Fomos a um paredão que o nome parece ser Toca do Olho d´água. Ficamos há apenas 300m da famosa Toca do Enoque, que possui pinturas ainda mais bonitas. Afinal, agora entendi por que esta é a Serra das Confusões!

Monumento em Caracol, próximo ao Parque Nacional das Confusões - PI

Monumento em Caracol, próximo ao Parque Nacional das Confusões - PI

Brasil, Piauí, Caracol (P.N. Serra das Confusões), arqueologia, parque nacional, Parque Nacional Serra das Confusões, pinturas rupestres, sertão, sítios arqueológicos

Veja todas as fotos do dia!

Não nos deixe falando sozinhos, comente!

5 dias no Mamirauá

Brasil, Amazonas, Tefé, Mamirauá

Menina se diverte em canoa durante nossa visita à comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas

Menina se diverte em canoa durante nossa visita à comunidade localizada na Reserva de Mamirauá, perto de Tefé, no Amazonas


Uma viagem para o explorar a Amazônia parece algo próximo de uma expedição aos confins do mundo. Um inferno verde, quente e úmido, cheio de insetos, aranhas, cobras e animais peçonhentos, onde em cada esquina encontraríamos tribos indígenas canibais e rios cheios de piranhas. Se você quiser que seja assim, primeiro contrate a produção da Discovery Channel, depois lembre-se de dar um ar de dramaticidade para tudo aquilo que está vivenciando e ainda assim faltará a parte dos índios canibais, pois estes, se um dia existiram, hoje estão em falta.

Uma gigantesca Samaúma, na região de Tefé, no Amazonas

Uma gigantesca Samaúma, na região de Tefé, no Amazonas


São várias as formas para conhecer a Amazônia, lembrando que é a maior floresta do mundo e ela não é homogênea. Formada por diversos tipos de florestas, rios em diferentes biomas é quase impossível ver tudo em apenas uma viagem (a não ser que a sua viagem dure 1000dias!). Nós fizemos várias incursões ao longo do maior rio do mundo, de Tefé à Ilha do Marajó, passando por Alter do Chão, Manaus, Belém e a Transamazônica e cruzando de Pacaraima, no norte de Roraima, até Rio Branco, no Acre e Puerto Maldonado no Perú. Ainda assim posso dizer que não conhecemos nem 5% das belezas que a região possui.

Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas

Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas


A maioria destes roteiros partem das grandes cidades e no fim ainda sentíamos a necessidade de ir mais longe e conhecer mais a fundo essa região. Existem alguns hotéis de selva bem agringalhados que te levam ao coração da floresta, mas se você quer conhecer a Amazônia na sua forma mais genuína, intensa e ainda confortável, o lugar para isso é a Reserva Sustentável do Mamirauá e sua pousada flutuante, o Uacari Lodge.

Chegando à Pousada Uacari, nossa casa pelos próximos 5 dias na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Chegando à Pousada Uacari, nossa casa pelos próximos 5 dias na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Já comentei sobre a floresta e sobre o Instituto Mamirauá, hoje vou contar como foi o nosso roteiro durante os quatro dias que ficamos hospedados no coração da reserva. A pousada Uacari oferece pacotes de 2, 5 e 7 dias incluindo hospedagem, alimentação e todos os passeios guiados durante a estadia. Nós escolhemos o pacote de 4 noites, que se inicia sempre nas segundas-feiras e termina nas sextas, incluindo transfer do aeroporto de Tefé até a pousada flutuante.

A caminho da Reserva de Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

A caminho da Reserva de Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas



Dia 1 - Segunda-feira - 01/07/13


Voar sobre a floresta amazônica é uma experiência única. Só lá do alto temos a dimensão da grandiosidade da maior floresta do mundo. O verde entrecortado por sinuosos rios negros e solimões abre em nosso imaginário histórias, lendas, imagens que antes só víamos em documentários. Incrível a biodiversidade que se esconde sob esse tapete verde.

Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas

Sobrevoando o gigantesco rio Solimões na região de Tefé, no Amazonas


Uma hora depois chegamos à Tefé, localizada no coração da Amazônia, a 520km de Manaus. Lá fomos recebidos pelo pessoal da Uacari que logo nos conduziu para o embarcadeiro onde subimos em uma lancha rápida para mais uma hora e meia de viagem Rio Solimões acima, entrando no Rio Japurá onde flutua a pousada.

A bela Pousada Uacari, em plena Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

A bela Pousada Uacari, em plena Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Fomos recebidos pela equipe da pousada, todos moradores das comunidades ribeirinhas da reserva. Depois de acomodados em nossos bangalôs, saímos em um passeio de voadeira pelo cano principal da reserva.

Guia nos dá explicações durante passeio de canoa motorizada pela Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Guia nos dá explicações durante passeio de canoa motorizada pela Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Adriano, nosso guia, foi ótimo não apenas apontando espécies de árvores, frutos e animais no caminho, mas explicando suas conexões e como funciona este ecossistema. Hoje avistamos vários macacos de cheiro se alimentando nas árvores inundadas à beira do rio e diferentes pássaros.

Fruta muito comum nessa época do ano na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Fruta muito comum nessa época do ano na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


A noite tivemos uma palestra com o Biólogo e Pesquisador Emiliano Ramalho sobre o Projeto Uiareté, sobre as onças da várzea amazônica. Muito boa!
Veja mais sobre a nossa chegada ao coração da amazônia aqui.

Dia 2 - Terça-feira - 02/03/13


Mesmo com a manhã chuvosa, pronta para mais um dia de explorações na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas

Mesmo com a manhã chuvosa, pronta para mais um dia de explorações na Reserva do Mamirauá, na região de Tefé, no Amazonas


Tomamos um café da manhã logo cedo e saímos para um passeio de barco pela manhã, passando por outros rios e canos. Avistamos e identificamos uma infinidade de pássaros, tucanos, pica-paus, o gavião preto e o gavião panema, socó boi, socó onça, o jaçanã e até um alencorne. Leia mais...

Dia 3 - Quarta-feira - 03/07/13


Visita à comunidade ribeirinha na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Visita à comunidade ribeirinha na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Hoje é dia de visita a uma comunidade ribeirinha. Depois do café da manhã subimos no nosso único meio de transporte, o barco, e seguimos para a Comunidade Vila Alencar. Uma vila com não mais de 20 casas suspensas, tipo palafitas, uma escola, um barzinho palafita e até um curral flutuante! A vida desses brasileiros teve que se adaptar ao ritmo da floresta, 6 meses seca, 6 meses inundada. Leia mais...

Dia 4 - Quinta-feira - 04/07/13


Entrando de canoa na floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Entrando de canoa na floresta alagada, na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Acordamos na paz da Floresta Amazônica, mas uma coisa ainda nos incomodava. Eu não queria ir embora sem encontrar um Uacari! Leia mais...

Dia 5 - Sexta-feira - 05/07/13


Nosso último e magnífico nascer-do-sol na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas

Nosso último e magnífico nascer-do-sol na Reserva do Mamirauá, região de Tefé, no Amazonas


Dia de despedir-nos do Mamirauá, mas não antes sem dar um último passeio pelos arredores da pousada. Café da manhã com frutas, pão e chá e logo estávamos sobre a nossa canoinha com o grande Izael. Leia mais...

Mais detalhes sobre a Reserva Sustentável do Mamiraúa e essa viagem incrível nos posts:
- Viagem ao Coração da Amazônia
- Reserva do Mamirauá

Brasil, Amazonas, Tefé, Mamirauá, Amazônia, Pousada Uacari, Reserva Sustentável do Mamirauá, Rio Japurá, Rio Solimões, Uacari Branco, Varzea, Vila Alencar

Veja todas as fotos do dia!

Participe da nossa viagem, comente!

3 em 1

Estados Unidos, Flórida, Miami

Minha professora de português do segundo grau, a Profª Elaine, adoraaaava resumos e resenhas. Eu, como vocês devem perceber, adooooro falar muito, escrever muito, contar detalhes, portanto um resumo já era complicado para mim, uma resenha então, era um parto! De qualquer forma tive que aprender à força, um dos trabalhos que nunca esqueci foi a resenha do livro “O Cortiço”: resenhei o livro de umas 100 páginas em apenas 10, em uma única noite! Porém, nós temos que continuar nos aprimorando sempre, por isso decidi hoje fazer um resumo dos nossos três últimos dias em Miami.

No sábado voltamos de Charlotte Amalie, St Thomas, direto para a casa do Marcelo e da Su, em Key Biscayne. Novamente nos receberam de portas abertas em um final de semana realmente especial para a família. Sábado, dia 08 foi o aniversário da Su e no dia 09, domingo, o dia das mães. E lá estávamos nós, os dois viajantes “intrometidos” no meio, comemorando com eles. Para retribuir também tínhamos uma comemoração muito especial para compartilhar com eles, o nosso aniversário de primeiro ano de casamento!

Na noite do dia 08 fomos ao Mr. Chow, um restaurante chinês maravilhoso no W Hotel. Brindamos ao aniversário da Su no sábado e assim que virou meia-noite brindamos novamente ao nosso aniversário de casamento. Foi ainda mais especial, pois há um ano o Marcelo e a Su haviam voado de Miami para SP, depois Curitiba, carro para Pontal do Sul, barca para a Ilha do Mel e lá estavam comemorando o aniversário da Su e nos prestigiando naquele momento tão mágico para nós. Realmente fico sem palavras para agradecê-los!

Mais tarde já tínhamos um encontro marcado com outro casal de amigos em um Hotel próximo em South Beach. Coincidentemente a Sandra e o Aymoré tinham agendado uma viagem para Miami no mesmo final de semana que estaríamos aqui! E não estavam sozinhos, trouxeram também o Guilherme, que veio passear confortavelmente na barriga da mamãe. Sensacional! Colocamos a conversa em dia sob a luz das estrelas ao lado da piscina e com uma trilha sonora de primeira. Animados ainda seguimos para a pista de dança para fechar a noite com chave de ouro!

O dia seguinte foi mais tranqüilo, acordamos às 11h, fomos para a piscina com a família comemorar o dia das mães, aproveitando o sol e calor absurdo que começa a fazer aqui em Miami. Para quem achou que dormimos demais, foram as mesmas parcas 6 horas, mas como tínhamos chegado em casa às 5am não teve outro jeito. Também aproveitamos o tempo e infra para trabalhar bastante, colocar as nossas atividades do site em dia. Hoje só demos um pulinho na praia para nos despedir do verão, mar de 31°C, quase nada refrescante. Fizemos as malas e agora, aeroporto! Mamãããe, to voltando para casa! Rsrsrs!

É uma sensação engraçada ir para o aeroporto depois de uma viagem dessas sem ficar triste. Eu sempre ficava meio deprê por que sabia que estava voltando para trabalhar, aquela depressão pós-férias básica que todo mundo já teve um dia. Mas desta vez não, pela primeira vez estou voltando para casa para continuar uma viagem que só está começando! Vamos buscar a Fiona e pegar a estrada! Faltam apenas 956 dias, mas espero que eles sejam suficientes para eu continuar treinando os resumos e resenhas, já que hoje pelo jeito não consegui. Um dia eu chego lá!

Estados Unidos, Flórida, Miami, EUA, Key Biscayne

Veja todas as fotos do dia!

Não nos deixe falando sozinhos, comente!

The Lake House

Estados Unidos, Connecticut, Lakeville

O Quentin leva as meninas para passear no novo veleiro da família, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

O Quentin leva as meninas para passear no novo veleiro da família, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


Há 15 dias começamos esta viagem com a nossa sobrinha, Dona Bebel Junqueira, na casa dos novos amigos Amy e Joe, na Pennsylvânia. Lá Bebel reencontrou suas amigas dos “velhos tempos” de Estados Unidos. Você sabe como é, nessa idade 3 anos parecem uma eternidade, mas paradoxalmente, é como se fosse ontem! Essa foi a sensação de Bebel, Matilde e Lola, que não se viam há anos, mas já eram melhores amigas desde o primeiro segundo em que pisamos na casa de lago de Quentin e Risë.

Bebel com a Matilde e o Theo mo interior da 'Casa do Lago', em Lakeville, Connecticut, nos Estados Unidos

Bebel com a Matilde e o Theo mo interior da "Casa do Lago", em Lakeville, Connecticut, nos Estados Unidos


Almoço com a Rise e a Quentin, na sua casa em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

Almoço com a Rise e a Quentin, na sua casa em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


Quentin é belga-francês e Risë é americana, eles vivem em Nova Iorque com seus filhos Theo, 15 anos, Matilde, 12 anos e Lola, 10. Foi em um parque da Big Apple, passeando com suas filhas, que Quentin e Pedro se conheceram e daí floresceu uma grande amizade.

A Rise aproveita o fim de tarde no pier sobre o lago, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

A Rise aproveita o fim de tarde no pier sobre o lago, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


A casa bilíngue é sempre agitada, Achiles o novo integrante canino da família ainda está se acostumando com as fronteiras do seu novo playground. Um imenso gramado à beira de um lago na região de Lakeville, este foi o cenário do encontro com essa família tão especial.

Nossa vista na 'Casa do Lago', em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

Nossa vista na "Casa do Lago", em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


No primeiro dia atravessamos o lago nadando com Quentin, Matilde e Bebel, que tiveram fôlego suficiente para, além da longa travessia, ainda matraquear, filmar, nadar e brincar por todo o caminho. No segundo dia fomos novamente, desta vez sem as crianças. Sem muitas paradas fizemos a travessia em aproximadamente 40 minutos, um bom exercício e boas recordações da época de travessias em Santa Catarina com o pessoal do Sion. A propósito, preciso melhorar o meu tempo!

refrescando-se no lago em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

refrescando-se no lago em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


Fomos paparicados com refeições deliciosas ao ar livre, boas conversas regadas a um chá de frutas no deck sobre o lago e um clima tranquilo e super relaxado. Theo chegou mais tarde, vindo de trem de Nova Iorque após um campeonato de cartas. Não me perguntem que tipo de cartas, talvez eu já esteja um pouco velha para entender ou ele muito jovem para explicar. Rsrs!

Café da manhã com a Matilde a a Lola, na deliciosa 'Casa do Lago', em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

Café da manhã com a Matilde a a Lola, na deliciosa "Casa do Lago", em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


Aproveitando a vida mansa no fim de semana na 'Casa do Lago', em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

Aproveitando a vida mansa no fim de semana na "Casa do Lago", em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


Para as meninas não tinha tempo ruim, com seus biquínis, óculos de natação e uma go pro na mão passavam horas na água, nadando, saltando e criando mais de duas hora de vídeos e histórias. A diversão pós-lago era assistir aos looongos e, segundo elas, “boring videos”.

A Bebel e a Matilde se divertem no lago em frente à casa, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

A Bebel e a Matilde se divertem no lago em frente à casa, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


A Bebel e a Matilde se divertem no lago em frente à casa, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

A Bebel e a Matilde se divertem no lago em frente à casa, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


*Nota: alguma hora tenho que encontrar tempo para editá-los!

Assistindo a filmagem subaquática feita no lago (em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos)

Assistindo a filmagem subaquática feita no lago (em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos)


Durante o jantar ouvimos a narração emocionada de Bebel de uma história sobre uma “really really really nice girl” que está sendo vítima de uma vingança de uma “really really really bad girl”. Qualquer semelhança com a Avenida Brasil não é mera coincidência! Longas conversas, regadas a um bom vinho, e nem vemos a hora passar.

Tomando sol na pequena plataforma flutuante no lago em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

Tomando sol na pequena plataforma flutuante no lago em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


Hoje terminamos a temporada com a nossa ilustre visitante na casa destes novos velhos amigos. Despedidas são sempre chatas, mas Bebel já está ansiosa para começar a segunda etapa da sua viagem, reencontrar os primos em Princeton e conhecer novos amigos da sua idade no Summer Camp!

A Bebel e a Matilde se divertem no lago em frente à casa, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

A Bebel e a Matilde se divertem no lago em frente à casa, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


15 dias para viajar pelo nordeste dos Estados Unidos, passando pelos principais parques e cidades, não é das tarefas mais fáceis. Somamos a isso a vontade de encontrar os amigos e o resultado é sempre muito melhor do que o esperado! O equilíbrio é o segredo de tudo, nem que para isso precisemos acelerar em alguns pontos, para depois poder relaxar à beira do lago na companhia de amigos.

A 'frota' de veículos aquáticos na Casa do Lago, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos

A "frota" de veículos aquáticos na Casa do Lago, em Lakeville, estado de Connecticut, nos Estados Unidos


Obrigada Quentin e Risë por nos receber em sua casa, em sua família. Obrigada por nos proporcionar momentos e memórias tão especiais em dois dos nossos 1000dias, aqui neste cantinho de Connecticut. Obrigada Pedro e Íris por nos emprestar sua filha por estes dias, uma ótima companheira de viagem que já nos deixa muitas saudades. A Fiona ficará vazia depois dela.

Estados Unidos, Connecticut, Lakeville, Amigos, Lago

Veja todas as fotos do dia!

A nossa viagem fica melhor ainda se você participar. Comente!

Um dia em Nuuk

Groelândia, Nuuk

Nuuk, capital da Groelândia, em um dia frio e ensolarado de primavera

Nuuk, capital da Groelândia, em um dia frio e ensolarado de primavera


Nuuk, a menor capital do mundo, possui apenas 16 mil habitantes, mas uma das maiores cidades da região Ártica. Fundada em 1728 pelo missionário Hans Egede, está localizada na costa sudoeste da ilha e marca o início de um imenso sistema de fiordes. Navegar a costa oeste do país a partir de Nuuk é um dos tours mais procurados pelos turistas que vem à Groelândia, ao lado da viagem à cidade de Ilulissat.

Obra de arte na orla de Nuuk, capital da Groelândia

Obra de arte na orla de Nuuk, capital da Groelândia


Sede política e econômica do país, teve seu nome alterado para Nuuk, "a península", em kalalissut em 1979, até então se chamava Godthab, “boa esperança” em dinamarquês. Hoje abriga o Parlamento da Gronelândia, o Tribunal Gronelandês, a Biblioteca Nacional, o Museu Nacional e o Hospital Especializado Nacional, além da Universidade da Groelândia, única universidade pública no país.

Arte moderna nas ruas de Nuuk, capital da Groelândia

Arte moderna nas ruas de Nuuk, capital da Groelândia


Deixamos as malas em armários no aeroporto e saímos bater perna, já que o nosso voo para a Islândia é só às dez da noite. Um passeio pelas ruas movimentadas da capital e logo percebemos que ir às compras nos deliciosos supermercados é a atividade preferida dos capitalinos. Supermercado lotado, seja para compras ou apenas para fazer um almoço rápido ou atacar as delícias da confeitaria.

Balcão bem sortido em padaria de Nuuk, capital da Groelândia

Balcão bem sortido em padaria de Nuuk, capital da Groelândia


Os cafés também são um ótimo refúgio para os dias frios, na parte alta da cidade encontramos o cantinho que utilizamos como base durante o dia. Tortas de banana, chocolate, blueberry, sanduíches gourmets e indulgências bem internacionais, nada de filezinho de baleia.

Deliciosos pães em padaria de Nuuk, capital da Groelândia

Deliciosos pães em padaria de Nuuk, capital da Groelândia


Uma coisa que me chamou atenção foi a quantidade de bebês nas ruas. As mães saem passear, vão às compras e aos cafés com seus carrinhos. Como? O bebê usa pelo menos 4 camadas de roupas poderosas, mas o segredo está no mini saco de dormir para baixíssimas temperaturas! Em cima de tudo isso ainda está uma capa plástica contra neve, chuva e vento que se encaixa perfeitamente no carrinho, deixando o pequeno em uma estufa particular. No lado de fora dos cafés vemos apenas o estacionamento de carrinhos e pasmem, os bebês estão ali, dormindo, enquanto as mães estão lá dentro! Algumas mães mais tecnológicas levam até a babá eletrônica com elas, caso o bebê acorde. Vivendo e aprendendo!

Estacionamento de carrinhos de bebê em um acolhedor café de Nuuk, capital da Groelândia

Estacionamento de carrinhos de bebê em um acolhedor café de Nuuk, capital da Groelândia


O centro histórico, suas casinhas coloridas e o porto tem uma vista linda do Oceano Atlântico. Aproximamos-nos da Catedral Luterana de Nuuk, com suas portas fechadas, e subimos a pequena trilha do monte onde está a estátua em homenagem ao missionário e fundador da cidade.

A catedral Luterana de Nuuk e a estátua de Hans Egede, na Groelândia

A catedral Luterana de Nuuk e a estátua de Hans Egede, na Groelândia


O Museu Nacional, que oferece exposições sobre a história norse e inuit, estava fechado no dia de folga internacional dos museus, segunda-feira. Fomos então ao Centro Cultural Katuaq, prédio modernoso no centro da cidade que oferece programações de música, cinema e teatro, a melhor programação para um fim de tarde de frio e neve.

Bonequinhos brancos, conhecido artesanato groelandes em loja de Nuuk, capital da Groelândia

Bonequinhos brancos, conhecido artesanato groelandes em loja de Nuuk, capital da Groelândia


Filmes nacionais são exibitos a cada 15 dias ou mês, mas hoje era a programação era a grande estreia do filme The Avengers. Uma fila imensa se formou abaixo de neve e vento para assistir o filme na sessão das 18h. Aqui o mercado de óculos 3D já parece estar avançando rapidamente, pois para assistir o filme somos obrigados a comprá-los e vários modelos e designs são oferecidos. Não era exatamente o que estávamos procurando, mas foi uma experiência e tanto assistir um filme americano, com textos em russo, legendas em dinamarquês, rodeados de inuits por todos os lados!

Cartaz de filme dinamarquês nas ruas de Nuuk, capital da Groelândia

Cartaz de filme dinamarquês nas ruas de Nuuk, capital da Groelândia


Nosso plano inicial era fazer um passeio de barco para avistamento de baleias. Segundo os sites e informações que tínhamos os passeios saem do porto de Nuuk todos os dias durante ao longo do ano. A primeira parada foi no ponto de informações turísticas da cidade que também funciona como agência de turismo. Chegamos cedo, mas infelizmente hoje não havia nenhum barco saindo e mesmo que saíssem o rapaz nos disse que esta não é a melhor temporada para baleias, com sorte veríamos uma jubarte, que também encontramos na costa brasileira. Os arredores da cidade oferecem algumas opções de trilhas e atividades relacionadas à natureza. Nesta época, porém as trilhas não estão muito claras devido à neve.

De volta à Nuuk, capital da Groelândia

De volta à Nuuk, capital da Groelândia


O site da de turismo da Groelândia é belíssimo e tem informações completas sobre todos os passeios que podem ser feitos durante qualquer temporada. Porém se você não está em grupo e chega em um período com menos turistas, ficará bastante amarrado para viabilizar os passeios. Nós que normalmente tentamos fugir dos tours em grupo e das hordas de turistas aqui sentimos falta deles! Então a dica é programar a sua viagem para um período de alta temporada, verão ou inverno, dependendo das atividades que esteja mais interessado. A meia estação tem menos movimento e os preços não ficam mais baixos por isso.

Com muito vento, junto à estátua de Hans Egede, fundador de Nuuk, capital da Groelândia, em 1728

Com muito vento, junto à estátua de Hans Egede, fundador de Nuuk, capital da Groelândia, em 1728


Hoje nos despedidos da Groelândia, quebrando tabus, pois sabemos que sim, a Groelândia existe e merece mais do que 5 dias para ser explorada. O seu povo caloroso e receptivo, a natureza selvagem garantem todo um mundo novo a ser descoberto. O Ártico nos reserva belezas lindas e cada vez mais acessíveis pela tecnologia e infra-estrutura disponível. Com certeza voltaremos.

Aproveitando a bela tarde de Nuuk, capital da Groelândia, para caminhar pela cidade

Aproveitando a bela tarde de Nuuk, capital da Groelândia, para caminhar pela cidade

Groelândia, Nuuk, Ártico

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Página 116 de 113
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet