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Potosí a Tarija

Bolívia, Tarija

Cactus, planta comum na paisagem  entre Potosí e Tarija - Boívia

Cactus, planta comum na paisagem entre Potosí e Tarija - Boívia


Ontem a noite vimos uma apresentação de música folclórica boliviana no bar La Casona. Um grupo de potesinos animados começou a dançar e o mais empolgado deles até me ensinou uns passos. Assim nos despedimos de Potosí, pois hoje começamos a nossa jornada rumo à fronteira com a Argentina. Seguimos ao sul, em direção à cidade de Tarija.

Paisagem magnífica na viagem entre Potosí e Tarija - Boívia

Paisagem magnífica na viagem entre Potosí e Tarija - Boívia


As rodovias na Bolívia não são uma obra fácil, elas cortam um relevo escarpado, subindo cadeias de montanhas e descendo a vales de rios, praticamente todos secos. Assim, embora curvilíneas e demoradas, as estradas nos proporcionam paisagens incríveis!

Rebanho de lhamas wm meio à montanhas na viagem entre Potosí e Tarija - Boívia

Rebanho de lhamas wm meio à montanhas na viagem entre Potosí e Tarija - Boívia


Campos com llamas pastando, montanhas douradas, avermelhadas, cactos de todos os tipos e tamanhos. Cruzamos uma cidade maluca bem na hora da feira livre. Centenas de campesinos, cholas, “cholos” e “cholinhos” comprando, vendendo, trocando, negociando. Dezenas de caminhões e ônibus lotados até a caçamba levando e trazendo a população.

Transporte por caminhão, muito comum na Bolívia (na viagem entre Potosí e Tarija)

Transporte por caminhão, muito comum na Bolívia (na viagem entre Potosí e Tarija)


Não havia como passar, com muita paciência, aproveitamos e fomos viajando na vida desse povo. Quais serão as suas preocupações, como e por que estão todos aglomerados ali? A impressão que fiquei foi que passamos por uma grande Feira de Santana do início do século, onde cada fazendeiro e proprietário rural aproveita para levar a família toda e fazer as compras dos próximos meses.

Feira movimentada em pequena cidade na viagem entre Potosí e Tarija - Boívia

Feira movimentada em pequena cidade na viagem entre Potosí e Tarija - Boívia


As estradas estão sendo asfaltadas, mas grande parte dela ainda é rípio, puro pó e muita pedra. Toda a obra de pavimentação e pontes desta estrada estão sendo feitas pela OAS, empreiteira brasileira. Em um grupo de trabalhadores chegamos a encontrar um brasileiro, que estava fechando a pista e quanto viu nosso carro gritou: “Se é brasileiro pode passar!”.

Fiona enfrenta estradas de rípio e lindas paisagens na viagem entre Potosí e Tarija - Boívia

Fiona enfrenta estradas de rípio e lindas paisagens na viagem entre Potosí e Tarija - Boívia


Descemos e subimos o tempo todo, Tarija está a 1800m de altitude. Saímos dos 4000 pesando que teríamos uma leve descida até alcançá-la. Doce engano. A última serra que subimos estávamos novamente a 3800m de altitude e descemos ziguezagueando a encosta muito íngreme, por uma estrada ripiada de precipícios absurdos, dignos das muitas cruzes pregadas em suas piores curvas.

Paisagem tipo 'Grand Canyon' na viagem entre Potosí e Tarija - Boívia

Paisagem tipo "Grand Canyon" na viagem entre Potosí e Tarija - Boívia


Lááá embaixo víamos a cidade de Tarija, e pensar que “lááááa embaixo” nós chegaremos a altitude do Morro da Igreja em SC, um dos pontos mais altos do sul do Brasil. A cidade fica em um vale e é muito conhecida pela sua produção de vinhos. Vamos beirando uma cadeia de montanhas impressionante, que nos lembra o Grande Cânion Americano, com terra vermelhas e riscadas na horizontal. Desde a cidade de Camargo, os vales da região já possuem um terreno mais fértil, encontramos uma vegetação mais verde e muitas áreas de cultivo.

Atravessando região produtora de vinhos na viagem entre Potosí e Tarija - Boívia

Atravessando região produtora de vinhos na viagem entre Potosí e Tarija - Boívia


Chegamos à Tarija no final da tarde a tempo de dar uma voltinha rápida na cidade e almoçar tardiamente o prato predileto do boliviano, pollo com papas. Com ares argentinos, a capital dos vinhos bolivianos possui ruas planas, cafés e restaurantes charmosos e uma infra-estrutura mais moderna. Em frente à Plaza de Armas fica o restaurante Gato Pardo, onde beliscamos um foundue de queijo e provamos um vinho boliviano. Brindamos à Bolívia que não conhecíamos, saúde!

Vinho e fondue em Tarija - Bolívia

Vinho e fondue em Tarija - Bolívia

Bolívia, Tarija,

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Ville de Quebéc

Canadá, Quebec

Fim de tarde em frente ao Cháteau Frontenac, o mais famoso hotel de Quebec, no Canadá

Fim de tarde em frente ao Cháteau Frontenac, o mais famoso hotel de Quebec, no Canadá


Quebéc, uma das primeiras cidades da América do Norte, foi fundada em 1608 por Samuel Champlain. Seu nome vem da palavra indígena Algoquin “Kebéc”, que significa, “onde o rio se estreita”. O rio, no caso, é o St Lawrence, o mesmo que passa pela cidade de Montreal e liga o Lago Ontário ao Oceano Atlântico. Ele faz parte da paisagem da Vieux Quebéc, centro turístico da antiga capital da província.

O famoso Chateau Frontenac, um dos mais fotografados hoteis do mundo, em Quebec, no Canadá

O famoso Chateau Frontenac, um dos mais fotografados hoteis do mundo, em Quebec, no Canadá


A charmosa Rue du Petit-Champlain, na parte baixa do centro histórico de Quebec, no Canadá

A charmosa Rue du Petit-Champlain, na parte baixa do centro histórico de Quebec, no Canadá


A antiga Quebéc está dividida basicamente entre Haute Ville, parte alta da cidade construída sobre o Cap Diamant, e Basse Ville onde está o porto e a Place Royale. A arquitetura europeia colonial de ruas estreitas de pedra e construções suntuosas dá o charme à cidade que abrigou a primeira Universidade Francesa da América.

A famosa Place Royale e a Eglise Notre-Dame, na parte baixa do centro histórico de Quebeq, no Canadá

A famosa Place Royale e a Eglise Notre-Dame, na parte baixa do centro histórico de Quebeq, no Canadá


Pessoas fantasiadas passeiam pelo centro histórico de Quebec, no Canadá

Pessoas fantasiadas passeiam pelo centro histórico de Quebec, no Canadá


A cidade murada é uma atração a céu aberto e é parte da lista de Patrimônios Históricos da Humanidade pela Unesco. Você pode se perder entre os labirintos de guetos, pracinhas e escadarias por dias. Em cada canto encontramos um bistrô, café ou galeria de arte. Se tiver sorte e chegar à cidade no meio do Festival d´Été, ou Fetival de Verão, irá encontrar ainda dezenas de eventos acontecendo na cidade. Shows de músicas, óperas, peças teatrais e variadas performances acontecem em todos os cantos da cidade e ficam ainda mais concentrados na cidade antiga.

A parte baixa do centro histórico de Quebec, no Canadá

A parte baixa do centro histórico de Quebec, no Canadá


Pessoas fantasiadas caminham pelo centro de Quebeq, no Canadá

Pessoas fantasiadas caminham pelo centro de Quebeq, no Canadá


Na parte baixa a Rue Petit-Champlain é a joia da cidade. Dezenas de lojinhas, galerias, bares e restaurantes fazem desta a rua mais disputada do centro antigo. Centenas de turistas lotavam a rua, entre artistas e casais da melhor idade vestidos com a sua mais perfeita roupa do século XVII. Por um segundo nos sentimos voltando no tempo, esbarrando com barões e baronesas, camponeses e camponesas. As barracas de rua tinham exposições sobre comidas, armas, geologia e até arqueologia. Quem comprasse um amuleto por 10 dólares canadenses tinha acesso a áreas especiais com teatros, brincadeiras e mais informações da era colonial.

Pessoas fantasiadas passeiam pelo centro histórico de Quebec, no Canadá

Pessoas fantasiadas passeiam pelo centro histórico de Quebec, no Canadá


A charmosa Rue du Petit-Champlain, na parte baixa do centro histórico de Quebec, no Canadá

A charmosa Rue du Petit-Champlain, na parte baixa do centro histórico de Quebec, no Canadá


No Vieux Port, uma vista para a área industrial da cidade, mal localizada, diga-se de passagem. Ali também encontramos uma feira de artesanatos, grifes de roupas e acessórios produzidos por estilistas quebecoises, bacaníssima! Dentre as atrações imperdíveis da Basse Ville está o Museu da Civilização, com ótimas exposições sobre a história da cidade de Quebéc, a geografia da imensa província e a minha preferida, a exposição sobre as 13 nações indígenas que formam os laços ancestrais do povo quebecoise.

Arte Inuit no Museu da Civilização, em Quebeq, no Canadá

Arte Inuit no Museu da Civilização, em Quebeq, no Canadá


Tenda indígena no Museu da Civilização, em Quebeq, no Canadá

Tenda indígena no Museu da Civilização, em Quebeq, no Canadá


O famoso Chateau Frontenac, um dos mais fotografados hoteis do mundo, em Quebec, no Canadá

O famoso Chateau Frontenac, um dos mais fotografados hoteis do mundo, em Quebec, no Canadá


Na cidade alta Le Château Frontenac é o principal marco arquitetônico da cidade. Um hotel construído em 1893 no estilo dos castelos franceses, é o hotel mais fotografado do mundo. A sua frente um passeio de pedestres com belas vistas para o rio e Levis, a cidade vizinha na outra margem do St Lawrence. A Basílica de Notre-Dame-de-Quebéc é belíssima, vale a visita.

Visto do rio St. Laurent, ou São Lourenço, em Quebec, no Canadá

Visto do rio St. Laurent, ou São Lourenço, em Quebec, no Canadá


Altar da Catedarl Holy Trinity, em Quebec, no Canadá

Altar da Catedarl Holy Trinity, em Quebec, no Canadá


Também super indicado é o Museu da América Francesa, dentro de um monastério do século XVII, conta a história da colonização francesa, a sua importância e a influência na colonização da região dos grandes lagos. Grandes exploradores, navegadores e bem adaptados às condições climáticas, os franco-canadenses foram os primeiros a navegar o Rio Mississipi e mapear os grandes lagos, com a ajuda dos seus amigos indígenas. Além de história o museu ainda tem uma boa amostra de arte contemporânea de artistas locais.

O interessante Museu da América Francesa, num seminário em Quebeq, no Canadá

O interessante Museu da América Francesa, num seminário em Quebeq, no Canadá


O interessante Museu da América Francesa, num seminário em Quebeq, no Canadá

O interessante Museu da América Francesa, num seminário em Quebeq, no Canadá


Você não terá conhecido Quebéc se não passear pelo campos altos do Battlefield Park, com vistas lindas para o St Lawrence River, e ao redor da gigantesca Citadelle. Entre as poderosas paredes da Citadelle você encontrará alguns painéis explicativos sobre a construção da maior fortaleza na América do Norte. Nós não entramos, mas pudemos ver do lado de fora uma parte da cerimônia um tanto quanto inglesa da retirada da guarda.

A guarda da Citadela de Quebec, no Canadá

A guarda da Citadela de Quebec, no Canadá


Cerimônia da troca da guarda, na Citadela de Quebec, no Canadá

Cerimônia da troca da guarda, na Citadela de Quebec, no Canadá


Nesta mesma região, antes do parque, logo após o portal da cidade na Rue St Louis, encontramos o Hôtel du Parlement, prédio pomposo com uma bela fonte, ainda mais bonita com a iluminação noturna. Ao visitar a fonte à noite você não irá perder a viagem, pois na quadra seguinte está o agito dos bares, boates e restaurantes da Grand Allé. Aos mais alternativos, Rue St Jean, dentro do muro, também tem boas opções de bares e restaurantes.

Entrando na cidade murada de Quebeq, no Canadá

Entrando na cidade murada de Quebeq, no Canadá


O palácio do Parlamento, em Quebec, no Canadá

O palácio do Parlamento, em Quebec, no Canadá


Todos os finais de semana uma dica é assistir ao filme sobre a história de Quebéc no mega telão construído nos feios moinhos da Bunge no Vieux Port. A melhor vista é da Rue des Remparts, curiosamente a mesma da nossa pousada. A apresentação dura em torno de meia-hora e começa as 21h30, logo após escurecer. Enquanto o sol se põe o público já começa a chegar para reservar o seu lugar nos muros altos da cidade. Nós assistimos de camarote, do terraço da nossa pousada, com queijos e vinhos à la francesa. Aos sábados ainda acontece uma grande queima de fogos, fechando com chave de ouro as celebrações do verão na cidade de Quebéc.

Armazens do porto transformados em gigantesco cinema ao ar livre, em Quebec, no Canadá

Armazens do porto transformados em gigantesco cinema ao ar livre, em Quebec, no Canadá


Show de fogos animam mais uma noite de verão em Quebec, no Canadá

Show de fogos animam mais uma noite de verão em Quebec, no Canadá

Canadá, Quebec, cidade histórica, Quebec

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Tempo ao tempo

Brasil, Amapá, Macapá

Na orla do rio Amazonas, em Macapá - AP

Na orla do rio Amazonas, em Macapá - AP


Um dia planejado para viagem à Oiapoque, acabou virando um dia de revisão de planejamentos. Ainda sem retorno do consulado francês e com vários afazeres para o site e organização do carro, acabamos decidindo dar tempo ao tempo para ver se as coisas se revolviam. Tiramos o dia para nos empenhar em encerrar as pendências e dedicá-lo a novas pesquisas e planejamento. A etapa caribenha da viagem é a preocupação do momento, já que não iremos deixar o carro em Georgetown, na Guiana Inglesa, qual pode ser o nosso novo hub para os vôos às ilhas do Caribe Sul, onde teremos segurança para estacionar a Fiona?

Observando a orla em Macapá - AP

Observando a orla em Macapá - AP


República Dominicana, Barbados, Sait Marteen e Saint Martin, Saba, St Kits and Neves, Anguila, St Bartholomeu, Antigua e Barbuda... enfim, vários países minúsculos no Caribe que tem que se encaixar em nosso bolso e nosso tempo. Tudo isso parecia resolvido partindo de Georgetown, mas a nossa segurança e a da Fiona estão em primeiro lugar. O Rodrigo estudou como novo hub o Suriname, Colômbia e até Barbados e Trinidad e Tobago, como ilhas maiores e estrategicamente posicionadas. Já temos novas opções de vôo, mas nenhuma delas ainda parece a solução ideal. Com tudo isso em mente, resolvemos sair para arejar, para um almoço tardio lá na orla do Rio Amazonas.

Kite surfing no Rio Amazonas, em Macapá - AP

Kite surfing no Rio Amazonas, em Macapá - AP


Finalmente provamos o tal tucunaré na manteiga, frito inteiro, com cabeça, rabo, espinha e tudo. É gostoso, mas acho que esses peixes de rios, mais fibrosos, podem ter um jeito mais favorável de preparo, que amaciem a carne. Olhando o Rio Amazonas não consigo parar de pensar no que conversei com o taxista ontem, indo para a concessionária buscar a Fiona. Passamos por um canal que parecia ter “coisas” boiando nele. Perguntei se os esgotos aqui eram tratados e ele disse que não, que eram todos jogados sem tratamento direto nos canais e este no Rio Amazonas! Não é possível! Estamos falando de uma capital brasileira às margens do maior rio do mundo e um dos mais importantes rios brasileiros! Tudo bem, a quantidade de água é imensa e a água acaba no mar, mas são os dejetos de 350 mil pessoas no Rio Amazonas! Sem falar que deve ser a mesma água que é utilizada para o abastecimento da cidade e para corajosos banhistas. O nosso taxista confessou, “o canal é um fedor desgraçado!” e quando perguntei se as pessoas tomavam banho no rio principal, ele disse que sim, muitas pessoas, mas ele não se atreve. Se alguém tiver uma informação mais apurada sobre o tratamento de esgoto em Macapá e a qualidade de água do Amazonas, por favor, acalme meu coração e comente aqui, pois estou prestes a perder a esperança na humanidade.

Kite surfing no Rio Amazonas, em Macapá - AP

Kite surfing no Rio Amazonas, em Macapá - AP


Hoje tivemos a prova, vários kite surfers estavam lá praticando um dos esportes mais difundidos dos tempos, até por que onde tiver vento e uma poça d´água eles conseguem se divertir!

Polícia Militar aproveira a 'maré baixa' do Rio Amazonhas para treinamento de cadetes, em Macapá - AP

Polícia Militar aproveira a "maré baixa" do Rio Amazonhas para treinamento de cadetes, em Macapá - AP


Um batalhão da Polícia Federal em treinamento, passou correndo e cantando tche-tchecolê! O Ro não entendeu nada, mas eu conhecia a música da época do escoteiro, boas lembranças de um tempo que ajudaram a formar a minha personalidade e o gosto pela aventura. Eles aproveitaram a maré baixa do Amazonas para treinar técnicas de rolamento e etc, nas margens barrentas do Amazonas. Chegaram limpinhos e saíram assim. Fazer o que? São ossos do ofício!

Cadetes da PM correm pelas ruas de Macapá - AP

Cadetes da PM correm pelas ruas de Macapá - AP


Deixamos tudo pronto, reorganização da bagagem no carro, internet em dia para nos despedimos da nossa última capital do país pelos próximos 30, quiçá 60 dias! Amanhã temos uma longa viagem pela frente, vamos cruzar os dedos para dar tudo certo!

Belo fim de tarde na orla em Macapá - AP

Belo fim de tarde na orla em Macapá - AP

Brasil, Amapá, Macapá,

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Corveta Ipiranga V17

Brasil, Pernambuco, Fernando de Noronha

Nadando sobre o canhão da Corveta em Fernando de Noronha - PE

Nadando sobre o canhão da Corveta em Fernando de Noronha - PE


Já falei aqui sobre aquele filme Imensidão Azul, título em inglês “Big Blue”. Alguns lugares nesta terra, ou melhor, neste mar, nos faz lembrar e sentir dentro do filme. O mergulho na Corveta Ipiranga V17 em Fernando de Noronha é um deles. A Corverta afundou em outubro de 1983, depois de chocar-se com o Cabeço da Sapata, uma montanha submarina de 70m de altura que chega a ficar aflorada nas marés baixas. Ninguém morreu no acidente e a Marinha declarou não haver culpados. A embarcação levou 8 horas para afundar, tempo suficiente para que pescadores da ilha ajudassem a salvar as peças mais importantes e todos os marinheiros que estavam a bordo. A Corveta então descansou, depois de 30 anos de atividade e hoje repousa a 60m de profundidade.

Cabo amarrado na Corveta em Fernando de Noronha - PE

Cabo amarrado na Corveta em Fernando de Noronha - PE


Nós já havíamos feito um primeiro mergulho na Corveta em 2008, apenas explorando sua estrutura externa. Nesta ocasião fiz o meu curso de rec-trimix, pré-requisito para um mergulho simples a esta profundidade. Conhecemos a hélice a 60m, todo o casario e o canhão que se encontra na proa. Foi maravilhoso, mas ali fomos picados pelo bichinho do mergulho técnico. Fernandão nos colocou a maior pilha, contou sobre a estrutura interna e objetos que ainda podiam ser vistos lá dentro. Foi por este motivo que começamos o nosso treinamento de mergulho técnico e aqui estamos hoje para cumprir o prometido.

Preparando-se para mergulhar na Corveta, em Fernando de Noronha - PE

Preparando-se para mergulhar na Corveta, em Fernando de Noronha - PE


Caímos na água parecendo um pinheirinho de natal, dupla de aço com trimix 20/30 nas costas e dois stages, um EAN 50 e outro O2 puro para respirar aos 5m. Planejamento completo nas nossas sped tables e revisados com o nosso instrutor. Em poucos minutos de descida atingimos os 55m, onde deixamos nossos stages de EAN 50.

Descida para a Corveta em Fernando de Noronha - PE

Descida para a Corveta em Fernando de Noronha - PE


A penetração planejada e sugerida pelo Fernando inclui o primeiro andar, a partir da escotilha de proa. Passamos pelos quartos dos oficiais, onde pudemos ver os armários com os uniformes ainda pendurados nos cabides, uma das cenas mais fantasmagóricas que já vi ao vivo.

Roupas penduradas em cabides no interior da Corveta em Fernando de Noronha - PE

Roupas penduradas em cabides no interior da Corveta em Fernando de Noronha - PE


É fácil imaginar tudo aquilo em pleno funcionamento e é mágico realizar que hoje ela serve como casa para corais, esponjas, camarões e milhares de espécies marinhas.

Mergulhando no interior da Corveta em Fernando de Noronha - PE

Mergulhando no interior da Corveta em Fernando de Noronha - PE


Seguimos pelo corredor e vemos o armário onde guardavam botas e mais a frente uma sala com engradados de coca-cola, casacos flutuantes e vários utensílios espalhados. Subimos a escada e logo à direita está a antiga copa onde aconteciam as confraternizações, ao lado da sala de comunicação, com telégrafos, telefones e diversos instrumentos e mapas de navegação.

Telefone no interior da Corveta em Fernando de Noronha - PE

Telefone no interior da Corveta em Fernando de Noronha - PE


Tudo intacto, começando a ser coberto por uma fina camada verde. Terminamos nosso tour na cabine de comando, olhando pela janela do capitão a proa do navio, a vista que considero uma das mais bonitas do mergulho. O planejamento foi perfeito, saímos da corveta com 25’ de fundo e 1500psis.

Nadando em volta da Corveta em Fernando de Noronha - PE

Nadando em volta da Corveta em Fernando de Noronha - PE


Exatamente na hora em que eu estava saindo da corveta, fui checar o meu manômetro. Vi que estava com 3mil psis, ou seja, cilindro completamente cheio e no mesmo segundo só ouvi um estouro e muito gás vazando, o manômetro estava esvaziando rapidamente! Procurei pelo Fernando à frente, não vi, voltei para dentro da cabine indo direto na mangueira longa do Rodrigo, quando ele me apontou o Fernando que já me acalmava dizendo, está tudo bem, fui eu! Meu coração quase saiu pela goela, ficar sem ar a 50m não era exatamente o planejado e rapidamente eu entendi, o meu manifold estava fechado, por isso o manômetro marcava 3mil psis e o Fernando decidiu me dar um susto, abrindo-o exatamente na hora em que eu checava o gás. SOCORRO! Agora já sei qual é a sensação e o desespero, o susto serviu no mínimo como um treinamento psicológico, agora já sei minha reação!

Cardume de peixes na Corveta, em Fernando de Noronha - PE

Cardume de peixes na Corveta, em Fernando de Noronha - PE


Havíamos combinado que se tudo corresse perfeitamente poderíamos decidir dar uma esticadinha e usar o nosso planejamento de contingência, ficando mais 5’ ali fora, olhando o casario. Depois deste “pequeno” susto, decidimos ficar. Badejos imensos rondavam a corveta, fomos dar um alô para a pequena peixinha que mora no canhão e começamos a nossa deco em meio aquela imensidão azul.

Um grande badejo nada na Corveta em Fernando de Noronha - PE

Um grande badejo nada na Corveta em Fernando de Noronha - PE


Olhávamos para cima e só víamos o Haroldo, que inconformado de não poder descer mais, assistiu a tudo dos 40m de profundidade, na Aventura Profunda que pôde fazer. Ele desceu com o Guilherme, outro instrutor que nos aguardou lá com muito carinho e nossos stages de O2.

O haroldo nos aguarda na subida da Corveta em Fernando de Noronha - PE

O haroldo nos aguarda na subida da Corveta em Fernando de Noronha - PE


Ao todo foram 76 minutos de mergulho, sendo 30’ de fundo e os outros 46’ de descompressão pagas com muito prazer! Só faltou a companhia da raia manta, privilégio que só o Rodrigo e o Fernando tiveram em um mergulho pregresso no mesmo local.

Início da subida da Corveta em Fernando de Noronha - PE

Início da subida da Corveta em Fernando de Noronha - PE


Voltando para o Porto ainda celebramos o feito com um cardume de golfinhos rotadores super exibidos! Foi simplesmente fantástica a experiência da Corveta e ainda temos muito a explorar, portanto tenho certeza que esta não é uma despedida e sim apenas um até logo!

Golfinhos acompanham nosso barco em Fernando de Noronha - PE

Golfinhos acompanham nosso barco em Fernando de Noronha - PE

Brasil, Pernambuco, Fernando de Noronha, Corveta Ipiranga V17, Mergulho, Naufrágio

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Aquí és Granada!

Nicarágua, Granada

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Granada é a bisavó do turismo na Nicarágua e o ultimo destino que faltava conhecermos no nosso retorno ao país. A charmosa cidade colonial às margens do Lago Nicarágua foi fundada em 1524 e logo se tornou um importante centro comercial nas águas protegidas do maior lago da América Central. Sua arquitetura colonial, grandes casarões e ricas igrejas estão sendo restauradas e pouco a pouco devolvem à cidade os mesmos ares de grandeza dos seus tempos áureos.

Igreja de Guadalupe, em Granada, na Nicarágua

Igreja de Guadalupe, em Granada, na Nicarágua


A vistosa Catedral de Granada, na Nicarágua

A vistosa Catedral de Granada, na Nicarágua


Sua conexão com o Mar do Caribe a fez um porto seguro, mas também um fácil alvo para piratas franceses e ingleses que a saquearam pelo menos três vezes até meados do século XVII. A mesma ligação com o mar também dá passagem para uma rica fauna marinha pintada nos murais da cidade, com destaque para os temidos tubarões touro, que sobrevivem em água doce e também chamam o Lago Nicarágua de lar.

Praia do lago Nicarágua, em Granada, na Nicarágua

Praia do lago Nicarágua, em Granada, na Nicarágua



A cidade está localizada nos pés do Vulcão Mombacho, outro motivo para viajantes mais aventureiros explorarem a natureza pulsante da região em tours nos arredores ou caminhadas ao topo do vulcão. Os viajantes buscando uma experiência mais íntima com a cultura e a língua espanhola vão se encontrar nos diversos cursos de espanhol para estrangeiros e no clima vibrante e jovem da cidade.

Caminhando pelas ruas de Granada, na Nicarágua

Caminhando pelas ruas de Granada, na Nicarágua


Admirada com os grafites de Granada, na Nicarágua

Admirada com os grafites de Granada, na Nicarágua


A Calle La Calzada é um calçadão repleto de bares e restaurantes onde locais e estrangeiros se reúnem nos finais de tarde de Granada. Duas quadras para cima está a Plaza Central e a bela Catedral da cidade. Passando a praça e continuando em direção ao centro as ruas ganham ainda mais movimento e uma aura mais autentica, com estudantes e trabalhadores no corre-corre do dia a dia.

casas colorem as ruas de Granada, na Nicarágua

casas colorem as ruas de Granada, na Nicarágua


A Iglesia de La Merced é o melhor mirante da cidade, pagando um dólar podemos subir as escadas da torre e ver Granada, seus telhados coloniais, o vulcão Mombacho e o lago Nicarágua lá do alto. Fica melhor ainda se você programar de chegar lá no final da tarde, com uma luz maravilhosa para fotografar as casas e ruas coloridas da cidade.

Caminhando pelas ruas coloridas da histórica Granada, na Nicarágua

Caminhando pelas ruas coloridas da histórica Granada, na Nicarágua


Na gastronomia não faltam opções da culinária local e internacional que se multiplicaram pelo centro antigo junto com os expats que escolheram Granada como lar. Muitos deles tinham como plano inicial a vizinha Costa Rica, mas preferiram se refugiar na atmosfera mais tranquila e alternativa da Nicarágua.

Vista do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

Vista do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


São dezenas e dezenas de hospedagens em Granada, na Nicarágua

São dezenas e dezenas de hospedagens em Granada, na Nicarágua


Eu aproveitei os dois dias na cidade para encontrar uma boa terapeuta corporal para colocar as minhas costas no lugar. Essa quilometragem toda sentada me deixou com a postura péssima, mas a Claudia, fisioterapeuta no Pure Natural Health Center tem mãos de fada! Queria poder levá-la comigo na Fiona! Kkk!

Um providencial encontro com uma massagista de mão cheia, em Granada, na Nicarágua

Um providencial encontro com uma massagista de mão cheia, em Granada, na Nicarágua


Nos apaixonamos por Granada! A sua competitividade com Leon, segunda cidade colonial do país, pode até continuar acirrada na política ou na história, mas Leon que me perdoe, o charme de Granada vai ser difícil de bater. Contra William Walker e todos os antigos leoneses que contrataram o flibusteiro para conquistar e destruir Granada eu digo: aquí no "fué", aqui és Granada! (Quer saber mais desta história? Leia o post do maridão aqui)

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Visita ao alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

Visita ao alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Tínhamos planejado ficar mais um dia enquanto esperávamos notícias dos nossos amigos viajantes Carol e Alexis, que estão perdidos em algum lugar da Nicarágua, mas no ultimo minuto do segundo tempo eles deram um sinal de fumaça e lá vamos nós, pé na estrada novamente para encontrá-los. Próxima parada: San Juan del Sur!

Em uma incrível e emocionante coincidência, uma nuvem desenha o mapa das Américas nos ceús de Granada, na Nicarágua. Espetacular!

Em uma incrível e emocionante coincidência, uma nuvem desenha o mapa das Américas nos ceús de Granada, na Nicarágua. Espetacular!

Nicarágua, Granada, Cidade Colonial, cidade histórica, Lago Nicarágua, Volcan Mombacho

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La Playa del Sur - Miami

Estados Unidos, Flórida, Miami

Balada no Fontainebleu - Miami

Balada no Fontainebleu - Miami



Galera, impossível chamar isso aqui de Miami Beach... na buena... todos já haviam me falado como os latinos haviam tomado conta de Miami, mas eu não imaginei que era tanto! Tenho certeza que a fiscalização faz vistas grossas para os ilegais, até por que são a mão se obra barata que faz La Playa de Miami ser o que é, fervilhante, cheia de vida, festa, músicas e turistas.

Chegamos aqui no Spring Break, quando pessoas de todos os Estados Unidos chegam para fugir um pouco do inverno gelado e curtir uma praia. Além disso, ainda está rolando o Sony Ericksson Open de Tenis, que é aqui do lado da casa do Rita em Key Biscayne, portanto trânsito e agito fazem parte do pacote. Daqui do prédio vemos o tempo todo o dirigível da Good Year que está filmando o Open, além dos quatro caças F16 que passaram com um barulho infernal, para fazer a abertura da final feminina hoje cedo. A tal belga arrasou com a Serena Willians, em plena Miami, não deve ter sido fácil!

Depois de um belo café da manhã, uma hora de trabalho e umas quatro historinhas infantis que li para o André e para a Luisa (já estou treinando!), nós fomos para La Playa Sur, ou melhor, South Beach, nos encontrar com Ju e David. Passamos por um shopping, que não poderia deixar de ser e fomos em direção à Lincon Road. Bares e diversos restaurantes com um agito que já seria exagerado se comparado à Curitiba... se pensarmos em aonde estávamos há dois dias atrás então... coitado do seu Rubens. Almoço, praia, sorvete, hotel, zzzzzzz, balada! A Ju e o David, coitados... ainda estavam de ressaca do dia anterior, mas eu depois da soneca estava uma pilha, louca para cair num Club! Fomos conhecendo alguns bares nos hotéis próximos até chegarmos ao Fountain Bleau onde paramos para um drink. O Club, esqueça... dress code pesado, eu até entraria, mas o Ro não estava properly dressed, rsrsrs. Mais uma noite para descansarmos, pois a balada de amanhã não vai passar! Nicky Beach Club, em La Playa del Sur!

Narguile em Miami

Narguile em Miami

Estados Unidos, Flórida, Miami, Praia

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Rumo à Capital!

Brasil, Paraíba, João Pessoa

Nadando no rio ao acordar, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Nadando no rio ao acordar, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Acordei tarde, banho de rio, piscina e ainda descolei um café da manhã tardio com o Almir, querido. Era quase uma da tarde quando, abaixo de chuva, conseguimos nos despedir das Cris e pegar estrada. Ah, um agradecimento especial às meninas, minhas novas amigas, elas fizeram uma surpresa linda para mim, deram de presente 2 brincos lindooos! Eu fiquei impressionada e emocionada, fui pega tão de surpresa que nem tive como retribuir a altura!

Despedida da Pousada Dos Mundos e da Cristina, Cristiane e Almir, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Despedida da Pousada Dos Mundos e da Cristina, Cristiane e Almir, em Jacumã, distrito de Conde - PB


O Rodrigo já tinha nadado pelo rio até o mar e corrido uns 8km para a praia de Coqueiro, passando por Tabatinga 2. Aproveitamos a preguiça da moça aqui e a chuva para ir até lá de carro fazer algumas fotos. Que lugar sensacional! Tabatinga 2 é ainda mais linda, falésias imensas e uma baia verdinha e tranqüila, demais!

Visitando as falésias de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Visitando as falésias de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Seguimos viagem para o ponto mais oriental do Brasil, há apenas 30km dali, a Ponta do Seixas. Um farol todo diferente, bonitão está construído para marcar o ponto onde estamos mais próximos da África. Este farol é da época de Garrastazú Médici, presidente linha dura do Brasil na ditadura militar no início da década de 70, bicho ruim este!

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB


Junto ao farol fica a Estação Cabo Branco um espaço cultural belíssimo de onde podemos ter uma vista 360° de João Pessoa, Ponta do Seixas e região. Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a Estação reúne espaços para exposições permanentes e temporárias, teatro e convenções.

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB

O Farol do Cabo Branco, na Ponta do Seixas, em João Pessoa - PB


O ambiente é muito agradável, um espaço bem democrático, aberto ao público sem custo algum. Lembrou bastante o nosso “Olho”, o MON lá em Curitiba. Bacana entrar em João Pessoa já com esta visão cultural e privilegiada da cidade.

Estação Cabo Branco, espaço cultural em João Pessoa - PB

Estação Cabo Branco, espaço cultural em João Pessoa - PB


Saímos deste espaço tão gostoso e agradável, totalmente desavisados que entraríamos em uma missão (quase) impossível: encontrar um hotel com 2 noites disponíveis e com uma diária razoável, entre 100 e 150 reais. Que função! Hoje é quinta-feira, não imaginamos que João Pessoa estaria tão lotada. Rodamos a Av. Cabo Branco (beira-mar) inteirinha parando de hotel em hotel, os que tinham vaga para as duas noites custavam no mínimo 250,00. Até achamos um mais barato e com vaga, mas este era com camas de solteiro e de higiene meio duvidosa... Enfim, duas horas de procura depois acabamos nos rendendo ao mais barato que conseguimos... 228,00!!! Um absurdo pela qualidade oferecida, mas alta temporada no nordeste é assim mesmo... desgrama.

Exposição de quadros na Estação Cabo Branco, em João Pessoa - PB

Exposição de quadros na Estação Cabo Branco, em João Pessoa - PB


Finalmente instalados, saímos para um jantarzinho básico e uma caminhada rápida na orla e voltamos aos nossos afazeres bloguísticos.

O mar na Ponta do Seixas. Do lado de lá é a África, pertinho.. (em João Pessoa - PB)

O mar na Ponta do Seixas. Do lado de lá é a África, pertinho.. (em João Pessoa - PB)

Brasil, Paraíba, João Pessoa, coqueiros, Ponta do Seixas, Praia, Tabatinga

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Pedras de Igatu

Brasil, Bahia, Igatu (P.N. Chapada Diamantina)

Caminhando em Igatu, na Chapada Diamantina - BA

Caminhando em Igatu, na Chapada Diamantina - BA


O dia começou chuvoso em Igatu, mas nada poderia estragar a nossa manhã. Uma noite bem dormida, um café da manhã delicioso e até um banho de piscina para os mais corajosos (Rodrigo, é claro). A Pousada Pedras de Igatu é a melhor opção na cidade, uma infra-estrutura ótima, com piscina, sauna, restaurante e o principal para nós “homeless” um ambiente super aconchegante.

Pousada Pedras de Igatu, em Igatu, na Chapada Diamantina - BA

Pousada Pedras de Igatu, em Igatu, na Chapada Diamantina - BA


Assim que a chuva parou fomos desbravar a antiga cidade de pedra de Igatu, cidade que já chegou a ter em torno de 6 mil habitantes, no auge do garimpo do carbonato, também conhecido como diamante negro. Foi o carbonato da região de Mucugê e Igatu que perfurou os túneis dos metrôs de Londres, Paris e também o Canal do Panamá. Na década de 50 depois de uma disputa política e já quando o garimpo estava praticamente acabado, a cidade foi toda abandonada, restando apenas as ruínas hoje encontradas.

Ruínas de antigas residências de garimpeiros em Igatu, na Chapada Diamantina - BA

Ruínas de antigas residências de garimpeiros em Igatu, na Chapada Diamantina - BA


A população atual de Igatu é hoje em torno de 420 habitantes e já foi menor. Aos poucos a cidade está entrando na rota turística da Chapada Diamantina e ganhando novos moradores e investidores. Além da antiga cidade, uma das atrações é a Galeria de Arte, que possui uma ótima exposição de arte moderna, além de um pequeno museu da história do garimpo e uma loja de artesanato local.

Peça exposta em galeria em Igatu, na Chapada Diamantina - BA

Peça exposta em galeria em Igatu, na Chapada Diamantina - BA


Pena que não pudemos ficar mais, seguimos agora a nossa viagem rumo ao Poço Azul!

Brasil, Bahia, Igatu (P.N. Chapada Diamantina), Chapada Diamantina, cidade histórica, parque nacional, Parque Nacional Chapada Diamantina, Pedras de Igatu, Pousada

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Tobago Cays, Espaçonaves e Dreadlocks!

São Vicente E Granadinas, Union Island, Tobago Cays

Caminhando em praia de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Caminhando em praia de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Tobago Cays é um grupo de 5 pequenas ilhas desertas, de areias brancas, águas azuis turquesa e algumas palmeiras. Elas são exatamente aquela imagem do paraíso caribenho que todos nós temos nos nossos melhores sonhos.

Admirando praia de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Admirando praia de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


O que nunca sonhamos é que às vezes este paraíso também pode se cobrir nuvens negras em minutos e o céu pode despencar numa tempestade tropical com ventos violentos, bem quando nos preparávamos para tomar aquele banho de sol. Pois é, a nossa sorte foi que o céu só desabou depois de pisarmos na pequena ilha de Petit Tabac, a mais distante delas. Essa ilhota perdida no mar das Granadinas foi um dos cenários do filme Piratas do Caribe.

Praia paradisíaca em manhã nublada em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Praia paradisíaca em manhã nublada em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


A tempestade se aproxima em uma das pequenas ilhas de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

A tempestade se aproxima em uma das pequenas ilhas de Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Vimos de longe a tempestade chegando, torcendo para que ela passasse de raspão, mas ela nos pegou em cheio! Tiger, nosso barqueiro e guia, logo foi nos mostrar uma das mais novas atrações da ilha: destroços de uma espaçonave russa trazida pelo mar. O quê? Isso mesmo! Uma espaçonave, aquela parte de cima do foguete, que voa para o espaço sideral! Tudo bem, também demorou um pouco para cair a nossa ficha, só acreditamos quando chegamos lá e a vimos, com esses olhos que a terra há de comer! Estava tudo lá, as camadas de sua fuselagem, espuma isolante, metal e até os escritos em russo! Alguém traduz, por favor?

Restos de nave russa em tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Restos de nave russa em tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Nós impressionados e super curiosos, enquanto Tiger, sem cerimônia alguma cortava e girava aquele objeto quase sagrado! Já imaginaram por onde essa estrovenga já passou? Já esteve nos salões mais secretos da Roscosmos, Agência Espacial Federal Russa, atravessou toda a atmosfera terrestre e chegou onde nós, hoje, mal podemos sonhar em chegar, no espaço! Fato foi que os seus restos mortais vieram parar aqui e hoje serviram como um ótimo abrigo para os náufragos brasileiros perdidos no meio da tempestade tropical, no meio do Caribe.

Protegendo-se da forte chuva e vento em um abrigo feito com destroços de espaçonave russa, em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Protegendo-se da forte chuva e vento em um abrigo feito com destroços de espaçonave russa, em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Protegendo-se de tormenta em abrigo improvisado com restos de nave russa em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Protegendo-se de tormenta em abrigo improvisado com restos de nave russa em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Criado há apenas 5 anos o Tobago Cays National Park tenta preservar a vida marinha e seu habitat que vem sendo invadido por milhares de barcos e veleiros todos os anos. Aos poucos o tempo começou a melhorar e seguimos para a área do parque marinho, uma baía mais rasa e protegida por uma barreira de corais próxima à ilha de Baradal.

Praia e mares paradisíacos em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Praia e mares paradisíacos em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


O fundo de areia com algas e grama marinha é o ambiente ideal para as tartarugas, que vêm se alimentar nesta baía. A visibilidade não estava das melhores, quisera, depois de uma tempestade daquelas, mas em meia-hora de snorkel conseguimos ver mais de 20 tartarugas de todos os tamanhos, a maioria tartarugas-verdes.

Snorkel com tartarugas em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Snorkel com tartarugas em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


O sol saiu e nós seguimos para a próxima ilha, Petit Bateau, ao famoso churrasco do Bowl Head. Frutos do mar, batatas assadas com alho e o delicioso cozido de “lamby”, um molusco encontrado aos montes na região.

Praia e mares paradisíacos em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Praia e mares paradisíacos em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Local do nosso almço em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Local do nosso almço em Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Unimos-nos a um grupo de franceses que estava no barco vizinho do Captain Harris, mais conhecido como “O Pirata do Caribe”. Só figuras raras, rastas com seus dreadlocks e cigarros imensos organizavam a turistada e davam as dicas: “frutas para os passarinhos, papel e plástico no lixo e os pratos lavem no mar, que arraias e tubarões vão aparecer aqui na frente”. Dito e feito, tubarão não vimos, mas meia hora depois algumas arraias e um puffer fish (baiacú) gigante atenderam ao chamado! Timing perfeito para um snorkel com os nossos novos amigos, do mar e da terra.

Novos amigos em Happy Island, em frente à Union Island, no sul São Vicente e Granadinas, no Caribe

Novos amigos em Happy Island, em frente à Union Island, no sul São Vicente e Granadinas, no Caribe


A nossa última parada foi na Happy Island, uma ilha-bar construída com conchas de lambys desde 2002! Ela começou como um punhado de conchas e uma pequena cabana vendendo cervejas e rum punchs e aos poucos foi sendo ampliada. Hoje Janti, o feliz dono da Happy Island, recebe os turistas que vem em seus barcos com música na caixa e muita energia.

Chegando à minúscula Happy Island, em frente à Union island, em São Vicente e Granadinas, no Caribe

Chegando à minúscula Happy Island, em frente à Union island, em São Vicente e Granadinas, no Caribe


Tomamos um rum punch na companhia do simpático casal de chefs Barbara e Adam, canadenses que vivem na Califórnia e estão de férias com sua filha, velejando em seu barco charter no Caribe. Além de nos convidarem para encontrá-los no Napa Valley, nos fizeram uma surpresa, que só descobrimos quando fomos pagar os nossos rum punchs! Muito obrigada casal!

Saindo de voadeira de Union Island para Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Saindo de voadeira de Union Island para Tobago Cays, no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Enquanto isso, Janti narrava no microfone a chegada emocionante da família francesa, que decidiu nadar do seu barco até a ilha, pai, mãe e três filhos! As duas mais novas vieram super guerreiras, com suas máscaras, nadadeiras e uma delas até com a pranchinha! Sensacional!

Novos amigos em Happy Island, em frente à Union Island, no sul São Vicente e Granadinas, no Caribe

Novos amigos em Happy Island, em frente à Union Island, no sul São Vicente e Granadinas, no Caribe


Retornamos à Clifton, em Union Island, depois de um dia maravilhoso, com direito à tempestade tropical, lamby do Bowl Head, bons papos com Arnauld e Emanuele, Nicole e o Captain Harris. Alguns deles ainda encontraríamos mais tarde para tomar uma caipirinha bem brasileira no bar da Nikki, depois de curtir um reggae com Mugas, o dono da loja de produtos rasta que quer voltar para Gana, terra sagrada, mãe de todos os africanos. Eu achei que era Etiópia, mas cada tem direito de escolher o seu lugar.

Visitando loja de duas super figuras em Clifton, na Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Visitando loja de duas super figuras em Clifton, na Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Visitando loja de duas super figuras em Clifton, na Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Visitando loja de duas super figuras em Clifton, na Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

São Vicente E Granadinas, Union Island, Tobago Cays, Happy Island, ilha, Island hopping, Tobago Cays

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A Pirâmide de Tepoztlán

México, Tepoztlán

No alto da pirâmide de Tepoztlán, no México

No alto da pirâmide de Tepoztlán, no México


Tepoztlán é o sétimo pueblo mágico em nossa viagem pelo México, mais um dos encantadores povoados cheios de personalidade, vida e alguma história para contar. Quanto mais próximos da Cidade do México, mais sentimos que os pueblos, mesmo os mágicos, ganham ares mais urbanos e menos pueblanos. O pequeno Pueblo Mágico chegou a perder o seu título em 2009, mas reconquistou-o em 2010 após corrigir problemas e garantir que, mesmo mais modernizada, mantém seu estilo de vida tradicional e os atrativos da região bem preservados.

Indicação para a trilha até a pirâmide de Tepoztlán, no México

Indicação para a trilha até a pirâmide de Tepoztlán, no México


Localizada no estado de Morelos, Tepoztlán está 80 km ao sul da capital mexicana e a apenas 20km da cidade de Cuernavaca, uma dos esconderijos preferidos dos chilangos (capitalinos mexicanos) no final de semana.

Guaximins habitam o alto da montanha onde está a pirâmide de Tepoztlán, no México

Guaximins habitam o alto da montanha onde está a pirâmide de Tepoztlán, no México


A grande relíquia de Tepoztlán não está em sua arquitetura colonial, mas sim em um sítio arqueológico muito especial, mesmo que pequeno e escondido no meio das montanhas de Tepozteco: a Pirâmide de Tepoztlán. As ruínas eram o nosso objetivo dentro dos treinamentos de aclimatação para as altas montanhas que estavam por vir.

Montanhas na região de Tepoztlán, no México

Montanhas na região de Tepoztlán, no México


Mesmo sendo uma pirâmide pequena, se comparada a outros sítios arqueológicos mexicanos, sua importância está apoiada na crença que ali teria nascido o principal Deus da cultura asteca, Quetzalcoátl, a serpente emplumada.

Chegando à pirâmide de Tepoztlán, no México

Chegando à pirâmide de Tepoztlán, no México


A trilha que nos leva ao topo das montanhas tepoztecas é íngreme e demanda certa persistência, mas praticamente todo o caminho possui escadas e é bem demarcado. No final, próximo a uma grande rocha foram instaladas até escadas de ferro para garantir o acesso de todos, turistas, peregrinos e curiosos, até o local onde está a pirâmide.

Pequeno altar em rua de Tepoztlán, na região central do México

Pequeno altar em rua de Tepoztlán, na região central do México


Trilha para a pirâmide de Tepoztlán, na região central do México

Trilha para a pirâmide de Tepoztlán, na região central do México


Felizmente a seleção natural aqui não poderia ser mais perfeita, famílias locais, acostumadas com a altitude e maiores caminhadas são as que mais se dispõem a subir a montanha, assim como os turistas mais atléticos e aventureiros. A pequena dificuldade de chegar até o topo, em pouco mais de uma hora de caminhada, já seleciona bem o público que vai até lá em cima.

No alto da montanha, a pirâmide de Tepoztlán, no México

No alto da montanha, a pirâmide de Tepoztlán, no México


Nós, sem muito esforço, chegamos em 45 minutos. Nós, vírgula! Eu! Pois meu maridão poderia ter feito em 20 ou 30, correndo, sem sentir nada. De qualquer forma, chegamos todos inteiros e felizes, aproveitamos a pequena e linda pirâmide onde um rei chegou a ser Deus e ditou suas próprias regras, antes de ser dominado pelos Aztecas. Fato é que estas ruínas sempre foram muito respeitadas pelas comunidades vizinhas, já que é a terra de Quetzalcoátl.

Quadro informativo sobre o povo que construiu a pirâmide de Tepoztlán, no México

Quadro informativo sobre o povo que construiu a pirâmide de Tepoztlán, no México


Retornamos ao nosso hotel para encontrar a Fiona, que acabara de receber um merecido banho. Ontem à noite chegamos à cidade e buscando por um hostal acabamos conhecendo o dono de um hotel, que nos ofereceu um desconto para ficarmos lá, ainda mais próximos das ruínas. A princípio o hotel parecia meio “fora de mão”, mas ele era realmente o mais próximo da trilha e ainda guardava uma das pessoas mais especiais que conheci aqui no México. Pedrin é o gerente do hotel, foi ele que nos ofereceu lavar a Fiona enquanto caminhávamos montanha acima. Um homem sensível e de bom papo, mas que escondia em seu jeito simples um conhecimento espetacular sobre natureza do espírito e da alta humana.

Rua de Tepoztlán, na região central do México

Rua de Tepoztlán, na região central do México


De volta à pousada sentamos no gramado e começamos a jogar conversa fora com Pedrin, que logo nos surpreendeu com sua astuta postura política e conhecimento histórico. É raro encontrarmos alguém com tanta cultura e clareza de ideias como Pedrin. Falamos sobre as mudanças culturais que se passaram em Tepoztlán nos últimos anos e ele, nos contado os fatos, logo fez referência à colonização e à relação criada entre os colonizadores e indígenas, suas ansiedades, problemas e posições. Foi ele que nos contou que Tepoztlán só não perdeu o posto de pueblo mágico, pois seus moradores não deixam que grandes redes de varejo entrem aqui e façam se esvair as chances dos comércios locais vingarem.

Muito comércio na área onde se inicia a trilha para a pirâmide de Tepoztlán, na região central do México

Muito comércio na área onde se inicia a trilha para a pirâmide de Tepoztlán, na região central do México


A conversa foi se aprofundando e logo estávamos falando sobre um assunto que nem ao Rodrigo muito interessa, já que para ele apenas o mundo material já é demasiado complexo... O mundo espiritual para nós, espíritas, é algo simples se ser sentido, percebido, algo quase matemático, como 2 + 2 = 4. Não é por que não conseguirmos vê-lo ou tocá-lo que ele não está lá. A mesma certeza possuem os povos indígenas mexicanos, mais ainda seus xamãs, ou pajés, pessoas com uma sensibilidade ainda maior para a energia cósmica que está ao nosso redor.

Do alto da montanha, vista para a cidade de Tepoztlán, no México

Do alto da montanha, vista para a cidade de Tepoztlán, no México


Conversando sobre situações comuns, como a dor de cabeça que Rodrigo vem sentindo, Pedrin me contou sobre o seu irmão, médico, neto de curandeiros, que possui uma grande facilidade de perceber a doença em seus pacientes. Assim como Pedrin, que além de ter o dom de curar com as mãos, também tem um controle do seu corpo e da sua mente impressionantes! Quando foi extrair um dente, depois de três anestesias sem efeito, conseguiu apenas desligar o cérebro do seu sistema nervoso e simplesmente não sentiu dor alguma ao extrair um dente do siso, apenas com uma profunda meditação.

Momento de descanso sobre a pirâmide de Tepoztlán, no México

Momento de descanso sobre a pirâmide de Tepoztlán, no México


Bom, nem preciso dizer que em poucos minutos nossas auras de conectaram e de certa forma parecia que já nos conhecíamos há milhares de anos. Ele me contava sobre suas leituras sobre o budismo, espiritualismo, um cientista russo que estudou a relação do corpo e do espírito em momentos de transição, deixando um lençol extra fino em pacientes que estavam perto da morte e percebendo que a fina seda flutuava assim que o paciente se desligava do corpo.

Momento de descanso sobre a pirâmide de Tepoztlán, no México

Momento de descanso sobre a pirâmide de Tepoztlán, no México


Ele me contou que aqui perto existem algumas montanhas especiais, lugares utilizados por seus ancestrais para energização, montanhas que não são muito conhecidas para turistas, mas que são utilizadas por ele e outros curadores para equilibrar suas energias. Eu adoraria ir até lá para conhecer.

Rua de Tepoztlán, na região central do México, com a montanha da pirâmide ao fundo.

Rua de Tepoztlán, na região central do México, com a montanha da pirâmide ao fundo.


Quanto a mim, ele voltou a um assunto que eu já havia ouvido de várias outras fontes. Uma energia de cura que me acompanha e que está em mim ou que posso canalizar. Ele comentou não apenas o que eu já sei, mas exemplificou os meus medos e inseguranças como se lesse a minha mente, o meu coração. Ele me encorajou a praticar e estudar e sei que se necessário, seria meu guia para desenvolver este dom.

Visita à pirâmide de Tepoztlán, no México

Visita à pirâmide de Tepoztlán, no México


Uma longa conversa que me deixou pensativa por alguns dias, afinal por que estamos aqui no mundo? O que podemos fazer de melhor à humanidade? Não existe uma resposta pronta, cada um deve encontrar a sua, e quem sabe o nosso caminho não esteja por aí?

Comérciode artesanato em Tepoztlán, na região central do México

Comérciode artesanato em Tepoztlán, na região central do México

México, Tepoztlán, Morelos, pirâmide, Pueblo Mágico, Tepozteco

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