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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Chile Há 2 anos: Chile

Blue Chicago!

Estados Unidos, Illinois, Chicago

Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


Céu azul e um dia lindo para nos despedir de Chicago rumo ao meio oeste americano. Os planos eram muitos! Silvia, minha prima que mora em Milwalkee há 7 anos e já rodou bem a região nos deu algumas dicas ótimas.

Outra vez, admirando o reflexo da cidade na mais popular obra de arte de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Outra vez, admirando o reflexo da cidade na mais popular obra de arte de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


- Um passeio de barco pelo Chicago River, não dos turísticos, de water táxi mesmo, passando pelo píer e indo até o Adler Planetarium. É mais barato que um tour e tem uma das melhores vistas do skyline de Chicago, a partir do lago.

Pessoas se refrescam na brisa vinda do lago, numa marina de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Pessoas se refrescam na brisa vinda do lago, numa marina de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


- Ir até Chinatown provar o tal café da manhã chinês que dizem ser ótimo! Uma experiência bem diferente com certeza!

Parque florido em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Parque florido em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


- Assistir a um espetáculo como o Blue Man Group que está em cartaz ou um musical da cena “Off-Brodway” de Chicago no Theater District, mas carregar o Rodrigo para um show desses seria quase impossível.

Passeando pelo distrito artístico de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Passeando pelo distrito artístico de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


Eram tantos planos misturados ao nosso cansaço, vontade de ficar no hotel e trabalhar nos blogs que acabamos fazendo nada disso e simplesmente deixamos o dia rolar. Saímos novamente caminhando pelo Loop e continuamos o nosso Architecture Tour pelo centro da cidade.

Caminhando por praça central de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Caminhando por praça central de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


O clássico convive bem com o moderno em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

O clássico convive bem com o moderno em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


Chegamos ao Millenium Park e cruzamos até a Buckingham Fountain, já na área do Grant Park. A quantidade de água nesse chafariz não está no gibi! São 5 milhões e 700 mil litros de água, em 193 jatos e o jato central projeta a água a 46m de altura! A Buckingham Fountain é uma das maiores fontes do mundo e foi inspirada na Latona Fountain do Palácio de Versalhes.

A maior fonte de Chicago,em frente ao Lago Michigan (em Illinois, nos Estados Unidos)

A maior fonte de Chicago,em frente ao Lago Michigan (em Illinois, nos Estados Unidos)


A fonte jorra alto num dia de muito sol em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

A fonte jorra alto num dia de muito sol em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


Embasbacados, voltamos caminhando pela beira do lago até a Monroe Street. Com um céu tão azul, não consegui convencer o Rodrigo a entrar em um museu, no caso, o The Art Institute of Chicago. Então voltamos pela Nichols Bridgeway, um calçadão elevado criado pelo italiano Renzo Piano, que corre no alto da Michigan Avenue, interligando a asa mais moderna do instituto de arte até o Millenium Park.

Caminhando entre os arranhacéus de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Caminhando entre os arranhacéus de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


Praticando blues em plena praça de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Praticando blues em plena praça de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


Sexta-feira é dia de música no parque! Chegando lá vimos a movimentação do público que já estendia suas toalhas de piquenique e guardava seus lugares no gramado do Jay Pritzker Music Pavillion. O moderno pavilhão de shows foi projetado pelo arquiteto Frank Gehry, o mesmo que assinou a curvilínea BP Bridge.

Público se prepara para show gratuito de música clássica no Parque Millenium, em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Público se prepara para show gratuito de música clássica no Parque Millenium, em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


O Rodrigo escapou do museu, mas não escaparia da ópera no parque! Ele relutou, tentou escapar para um blues no plaza ou até uma “ida rápida” ao hotel. Eu relutei e consegui levá-lo a uma loja para nos abastecermos de vinho e pão para o nosso piquenique com música no parque. “The Spectre’s Bride” é uma ópera do tcheco Dvorák estreada na Inglaterra em 1884 que fala de uma mulher que reencontra o fantasma do seu amante e o segue até o cemitério em meio a delírios de amor. Ahhh, as óperas! Adoro suas histórias de amor em tons intensos e sempre dramáticos! O Rodrigo, sempre com o ipad (e o Reinaldo Azevedo) na mão, adorou o programa!

Pão, vinho e música clássica no Parque Millenium, em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Pão, vinho e música clássica no Parque Millenium, em Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


Não poderíamos nos despedir de Chicago sem ir a um legítimo bar de blues. Buddy Guy´s Legends é o mais famoso e por isso mesmo nós fugimos. A música é ótima, mas o bar parecia mais uma tourist trap. Seguimos a dica do concierge do nosso hotel e fomos parar no Chicago Blues, um bar super bacana com clima mais intimista e um blues de ótima qualidade.

Tia e sobrinha arrasam em show de blues em bar de Chicago, em Illinois - Estados Unidos

Tia e sobrinha arrasam em show de blues em bar de Chicago, em Illinois - Estados Unidos


Deliciando-se com apresentação de blues em Chicago, em Illinois - Estados Unidos

Deliciando-se com apresentação de blues em Chicago, em Illinois - Estados Unidos


Chegamos tarde e pegamos a última hora de show. Nos seus arredores várias baladas lotadas fechavam suas portas as 2 da manhã e os jovens fervendo se recusavam a ir embora. Duas da manhã, ruas lotadas de gente jovem e divertida, era tudo o que eu queria, além da companhia de um amigo mais festeiro e noturno para me acompanhar. Quase entramos no The Underground, o point da noite de sexta-feira, mas a fila disputadíssima não me ajudou em nada e tive que me render ao marido e voltar para o hotel e os braços de Morpheu.

O entardecer chega e junto com ele, as luzes de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

O entardecer chega e junto com ele, as luzes de Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos


A magnífica e iluminada Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

A magnífica e iluminada Chicago, em Illinois, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Illinois, Chicago, Blues, Millenium Park, Música, ópera

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Alto Paraíso e os Couros

Brasil, Goiás, Alto Paraíso

As muitas cachoeiras do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

As muitas cachoeiras do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Alto Paraíso, uma das mais famosas mecas hippies brasileiras, reúne todas as espécies de atrativos que possam interessar, a quem está procurando uma atmosfera de relaxamento, contato com a natureza e conexão com o plano superior.

As cataratas do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

As cataratas do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Independente de religião, procure você respostas para o seu “eu interior”, Deus, o universo cosmos e/ou o seu divino, aqui poderá encontrar vários caminhos para a sua resposta. Aos mais espiritualizados e adeptos de práticas holísticas de meditação, rituais e afins, a cidade possui toda a sorte de gurus, templos e ferramentas para te proporcionar uma experiência espiritual profunda. Está sendo construído um templo que será um espaço para todos os tipos de rituais xamânicos, inclusive com a utilização de plantas de poder e orientação espiritual.

Paisagem na chegada à Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros - GO

Paisagem na chegada à Alto Paraíso, na Chapada dos Veadeiros - GO


Aos que gostam desta aura, mas preferem relaxar utilizando técnicas mais práticas para chegar ao seu ápice zen de forma mais rápida, Alto Paraíso possui todas as especialidades possíveis e imagináveis. Massagens energéticas, shiatsu, acupuntura, cromoterapia, ofurôs, spas completos, além das terapias holísticas e de astrólogos que poderão fazer o seu mapa astral e ver inclusive qual é o seu “human design” (é, essa é nova!).

Nadando em poço do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

Nadando em poço do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Ainda há os tipos que acham que nada disso faz sentido e que a sua conexão com o plano superior pode ser feita de uma forma muito mais simples, apenas vivenciando e ampliando o seu contato com a natureza. Aí Alto Paraíso também oferece lugares mágicos, cascatas, cachoeiras em meio ao cerrado, sobre montanhas de cristais de quartzo, os mesmos que a turma aí de cima acredita serem muito energéticos.

As muitas cachoeiras do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

As muitas cachoeiras do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Chegamos a Alto e logo fomos encontrar a nossa nova amiga de Terra Ronca que mora na cidade. Uma vila de 7 mil habitantes em que pouco mais de 20% é composta por pessoas de fora da cidade que vieram em busca desta aura distinta e peculiar. Muitos destes são os profissionais que oferecem as terapias alternativas, ou proprietários dos espaços diferenciados e pousadas. Outra grande parte veio para trabalhar com o eco-turismo, desenvolver a região do Parque Nacional e seus arredores como agentes de transformação, turismo ou até mesmo como guias.

Com o Chico e o Ivan, nosso guia no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

Com o Chico e o Ivan, nosso guia no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Nosso grupo é um tanto quanto eclético nestas questões. Eu gosto e acredito em um pouco de tudo que citei acima, podendo conviver tranquilamente nas três situações descritas. Já o Rodrigo é o cético, racional, amante do poder da nossa mente. Ele já se identifica mais com a linha, “Meu Deus e minha energia é essa aqui oh, a natureza!”. Além de nós haviam ainda o Chico, mais prático e menos polêmico. A Flávia, que acho que combina um pouco comigo, tem uma visão prática, mas também tem uma esperança no desenvolvimento social sustentável, energia, cosmos, etc. E por último o Ivan, nosso guia, que vai nos levar a Cascata dos Couros.

Nadando em poço à beira do abismo, no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

Nadando em poço à beira do abismo, no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Ivan mudou há pouco para Alto Paraíso, mas definitivamente encontrou o seu lugar. Muito espiritualizado é também adepto do vegetarianismo, não apenas pela sua saúde, mas por discordar do modo de produção atual, que não sustentará o planeta por muito tempo. Produz praticamente todo o alimento que consome e aqui consegue colocar em prática o discurso que muitos têm na cidade como caminho para a sustentabilidade.

Com a Flávia, Chico e Ivan no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

Com a Flávia, Chico e Ivan no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Como tínhamos apenas um dia, pedimos a Ivan e Flávia que nos levassem em uma das melhores atrações da região. Eles escolheram a Catarata dos Couros, que fica a 50km de Alto Paraíso, dentro de uma área de assentamento. O Rio dos Couros possui este nome, pois era onde os caçadores lavavam os couros de suas caças, a maioria veados, para depois vendê-los. Inclusive, outra curiosidade, Veadeiros é o nome de um cachorro que era muito utilizado na região para a caça dos veados.

Fim de tarde na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

Fim de tarde na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


A trilha é fácil, descemos as margens do Rio dos Couros e vemos uma série de cascatas e cachoeiras encadeadas. rio largo e com vistas maravilhosas para o cânion que depois forma a Cachoeira do Buracão, esta vimos apenas do alto. A trilha para o Buracão é mais longa e segue pelo alto da chapada, descendo adiante para encontrá-la por baixo.

Com o Chico e o Ivan no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

Com o Chico e o Ivan no Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


O Rodrigo, sempre querendo fortes emoções, saltou de uma das cachoeiras de 12m de altura. O poço era fundo, tudo muito seguro, segundo o nosso guia, só faltava mesmo era alguém com coragem para saltar e ali estava o Rodrigo. Gosto sempre de lembrar aos leitores que um salto como este não é tão simples quanto parece. Qualquer desvio ou alteração na posição do corpo pode levar a fraturas, rompimento de órgãos internos e até a morte. Portanto amigos, não façam igual se não tiverem certeza da profundidade do poço e da técnica que deve ser aplicada.

Saltando em poço do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO

Saltando em poço do Rio do Couro, na Chapada dos Veadeiros, região de Alto Paraíso - GO


Lindíssimo cenário, ótimas companhias, visual sensacional, uma experiência maravilhosa de energização e contato com o nosso divino através da natureza! Rs! Nos hospedamos no Hostel Catavento, onde Tica e Liege nos atenderam super bem, chalés confortáveis e um preço acolhedor. Pena que não pudemos nem aproveitar a piscina e a ducha energética. Chegamos a noite, a tempo de tomar um banho, trabalhar um pouco e sairmos para encontrar a Flávia no Alquimia Bar. Boa música, escondidinhos de batatas apetitosos e muuuuito assunto fecharam a nossa rápida passagem por Alto Paraíso. Quem sabe voltamos com mais tempo para eu poder explorar um pouco mais o lado exotérico da cidade... Mais um item para a longa lista do 1000dias de “Tudo o que queríamos fazer e não fizemos.”

Brasil, Goiás, Alto Paraíso, cachoeira, Catarata dos Couros, Chapada dos Veadeiros, parque nacional

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Final de semana em Caxambu

Brasil, Minas Gerais, Caxambu

Parque das Águas em Caxambu - MG

Parque das Águas em Caxambu - MG



Temos ficado sempre em lugares simples, buscando o mínimo de conforto e o melhor preço. As nossas viagens sempre foram assim, antes e depois de nos conhecermos. Apenas em nossa lua de mel nos demos ao luxo de gastarmos mais e escolhemos hotéis melhores. Mas vocês concordam que três anos assim seria complicado. Portanto combinamos que de tempos em tempos ficaríamos em um bom hotel, um lugar mais parecido com o que seria a nossa casa, cama boa, lençóis macios e um banho gostoso. Algumas pessoas chamam isso de férias das férias, é quase isso, sempre depende do referencial de quem está falando. Para mim, férias sempre foram para cansar o corpo e descansar a mente. Subir montanhas, fazer trilhas para cachoeiras ou até conhecer cidades diferentes, mas sem luxo. Para outros férias são justamente o oposto, ir para um lugar maravilhoso, ficar em um bom hotel, parar um pouco da correria do dia a dia e descansar além do corpo, a mente. Eu nunca entendi isso, achava um desperdício ficar 10 dias em um mesmo lugar, tamanha a minha sede de conhecer, conhecer, conhecer. Hoje já acho que isso faz mais sentido, dentro do nosso atual estilo de vida. Parar um pouco, descansar o corpo e a mente em 2 dias de Caxambu agora soam como férias, ou um final de semana bem aproveitado.

Hoje ao invés de cachoeiras viemos buscar as águas milagrosas de Caxambu. Águas sulfurosas, com magnésio e sais minerais variados que curam diversas enfermidades há centenas de anos. Problemas intestinais, dermatológicos, hepáticos, oftalmológicos, emocionais e outros. Até a Princesa Isabel curou a sua esterilidade nestas fontes e como agradecimento ergueu uma das principais igrejas da cidade.

A fonte D. Pedro I no Parque das Águas em Caxambu - MG

A fonte D. Pedro I no Parque das Águas em Caxambu - MG


Thermas no Parque das Águas em Caxambu - MG

Thermas no Parque das Águas em Caxambu - MG


As Termas de Caxambu foram totalmente restauradas com suas características originais e acabaram de ser reinauguradas pelo Prefeito da cidade e o atual Governador de Minas Anastasia, porém só serão abertas ao público dentro de 15 dias. Em frente ao Parque de Águas fica o tradicional Hotel Glória, que ainda guarda em sua memória os grandes artistas e políticos que ali ficaram hospedados e que hoje recebe, ninguém mais ninguém menos do que a Expedição 1000dias! Rsrsrs!

Interior do Hotel Glória em Caxambu - MG

Interior do Hotel Glória em Caxambu - MG


Uma cidade pacata que nem se quiséssemos fazer muita coisa conseguiríamos. Andar no parque, tomar as águas medicinais e fazer uma bela massagem com Hans no hotel, esta foi a programação, além, é claro, de trabalhar um pouco no site.

Coreto no Parque das Águas em Caxambu - MG

Coreto no Parque das Águas em Caxambu - MG


Daqui vamos para o Vale do Matutu, mais cachoeiras e longas caminhadas nos esperam, portanto esta foi sem dúvida uma parada estratégica! Agora já repusemos as energias e vamos em frente!

Se equilibrando no Parque das Águas em Caxambu - MG

Se equilibrando no Parque das Águas em Caxambu - MG

Brasil, Minas Gerais, Caxambu,

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Adaptando o estômago.

Ilhas Virgens Americanas, St John - Cruz Bay

O PROBLEMA
Um dos temas que mais tem me incomodado nestes últimos 35 dias é a alimentação. Praticamente todos os países possuem algum prato local, que logo logo vocês poderão conhecer no nosso link de gastronomia do site. Estamos viajando boa parte do tempo no circuito turístico, onde os restaurantes já se adaptaram às preferências dos seus maiores freqüentadores, os americanos. É uma tristeza, a junk food impera. O famoso breakfast americano, com ovo, bacon, mufins e, durante o dia, todos os tipos de sanduíches, donuts, batatas fritas, onion rings e porcarias possíveis. Para beber? Sucos artificialmente flavorizados, aromatizados e de todas as cores que você imaginar, quando não servem apenas refrigerantes.

Eu que havia praticamente banido frituras da minha vida passei a ser uma consumidora assídua e já sinto a diferença nas roupas, na pele, no funcionamento geral do organismo e até na disposição. Na culinária local as opções acessíveis são mais frituras: Conch Fritter nas Bahamas e Turks and Caicos e Pastelillos em Porto Rico. Encontramos também os frutos do mar bem apimentados geralmente, mas peixes o Rodrigo não é muito fã e moluscos, quem não come sou eu. Lanches e comidas assadas são peça rara por aqui, acho que eles não aprenderam a usar o forno.

QUANTO CUSTA?
Comendo o que o povo come gastamos em torno de 60 reais por refeição, surreal, totalmente fora da nossa realidade. Qual é a opção que temos? Ou podemos cozinhar a nossa própria refeição, o que não é fácil já que não temos cozinha, ou ainda buscarmos a alta gastronomia importada da Itália, França, etc. Aí é claro, em um bom restaurante de culinária internacional conseguimos comer de forma mais saudável, mas o investimento é consideravelmente alto, em torno de 120 reais por um prato de salada e um prato de carne que nós dividimos para economizar dinheiro e calorias. Em uma viagem de férias não é problema gastarmos isso por refeição, mas quando isso passa a fazer parte da sua nova rotina, se torna muito caro!

A SOLUÇÃO
Depois de eu ter surtado umas duas ou três vezes com o Rodrigo para não nos rendermos, finalmente encontramos uma solução paliativa: vamos ao supermercado, compramos frutas, muita água e alguma bolachinha salgada para fazer pequenos lanches durante o dia. E fazemos uma grande refeição em algum restaurante que ofereça pelo menos uma boa salada. Conseguimos colocar isso em prática mesmo há poucos dias, mas já estou sentindo o resultado. Estou desinchando, minha disposição e meu humor estão muito melhores!

Conhecemos um americano em Turks que já rodou bem nas rodovias americanas e ele nos deu a dica: “levem sua própria comida, preparem saladas, sanduíches naturais, sucos, etc. Se ficarem na dependência dos postos que encontrarão no caminho vocês vão ganhar pelo menos uns 50 pounds!”.

ENFIM...
Passaremos os próximos meses no Brasil, então acho que não teremos grandes problemas com a alimentação. Esta primeira etapa aqui no Caribe valeu a pena para nos planejarmos para as highways americanas e lembrarmos que a comida de casa é sempre a mais gostosa.

Ilhas Virgens Americanas, St John - Cruz Bay, Gastronomia

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Sem meu dupla =(

Saba, The Bottom

Uma bela arraia xita durante o mergulho em Tent Reef, na costa de Saba - Caribe

Uma bela arraia xita durante o mergulho em Tent Reef, na costa de Saba - Caribe


Hoje foi mais um dia de mergulhos em Saba, mas com uma grande novidade: sem o meu amado dupla. Hoje cedo ainda não estava se sentindo bem, obviamente a indicação é ficar na pousada dormindo e descansando. Eu ficaria também se já não tivéssemos pago um pacote de mergulho sem direito de cancelamento e ressarcimento, como ele estava melhorzinho, fui.

Árvore de Natal sobre Coral-cérebro, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

Árvore de Natal sobre Coral-cérebro, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe


Conseguimos mais um dia ir a ponto de mergulho diferentes, Outer Limits, Tent's Reef Wall e Big Rock Market. No primeiro fui apenas eu e um alemão em treinamento para a equipe da operadora, além do dive master. Mergulho mais profundo o Outer Limits é mais um dos pinaclos submarinos, formações em forma de agulha, o pinaclo inicia aos 27m e cai até os 50m, nós ficamos só no topo e um mergulho recreacional profundo, até os 34m. Na parede vimos uma moréia verde grandona e tivemos a visita de um Caribbean Reef Shark de aproximados 2m.

Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe

Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe


Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe

Uma bela moréia verde, durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe


Voltamos ao porto e buscamos uma família mergulhadora, os pais que vivem em St Maarten e o filho na Inglaterra. Fomos novamente à Tent Bay, mas em um novo ponto, o Tent Reef Wall - Paredão que faz parte do conjunto conhecido como Tent Reef, ele começa aos 6,7m e desce até quase 40m. Ficamos mais rasos, 24m, onde já pudemos ver uma grande variedade de corais e esponjas, uma spanish lobster. Na parte mais rasa, corais mais jovens e uma bela tartaruguinha.

Corais semelhantes à pérolas, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

Corais semelhantes à pérolas, durante mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe


Normalmente os mergulhos terminariam por aqui, mas já que o Ro não usou os 2 últimos mergulhos dele e não teríamos ressarcimento, aproveitei e incluí um terceiro na minha lista. Big Rock Market é a única formação puramente coralínea, sem paredes de lava ou afins, estes recifes são rasos mas muito ricos em vida submarinha. Encontramos alguns boulders e um recife com uma formação parecendo a cauda de um avião. Grande variedade de peixes de coral, barracudas, um pequeno tubarão lixa e uma linda raia xita na sua hora do almoço. Ficamos uns 20 minutos com ela, para lá e para cá, super tranquila com os curiosos borbulhadores.

Peixe curioso durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe

Peixe curioso durante mergulho em Outer Limits, na costa de Saba - Caribe


Fechamos a temporada de mergulho na ilha de Saba, realmente um lugar maravilhoso como sempre promete o mar do Caribe, principalmente pela diversidade de corais e peixes e no caso de Saba diferentes mergulhos, parede, pináculos, etc. Mergulhar é um dos meus hobbies preferidos, mas definitivamente não é a mesma coisa mergulhar sem meu dupla amado! Espero que ele melhore logo para St. Eustatius.

Final de mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

Final de mergulho em Tent Reef Wall, na costa de Saba - Caribe

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Nevis, de bem com a vida

Saint Kitts E Neves, Basseterre, Charlestown

O característico vulcão encoberto de Nevis - Caribe

O característico vulcão encoberto de Nevis - Caribe


Nevis é uma ilha pequena, arredondada e habitada em torno de uma grande montanha do mesmo nome. Monte Nevis foi assim batizado por Colombo, que quando o avistou-o coberto de nuvens teve a impressão de ser um monte nevado. Nestes três dias que passamos em St. Kitts ele realmente estava sempre nublado, então até perguntamos ao Joseney nosso amigo taxista se era sempre assim: “Imagina, isso é por que vocês não moram aqui! Ele fica muito aberto também”, ele nos respondeu. O Mt Nevis é pouco mais baixo que o Liamuiga e sua cratera já desabou, portanto não possui aquele formato clássico de vulcão. Nevis possui uma fonte de água mineral e também fonte de águas termais. Por este motivo abrigou o primeiro hotel nas ilhas caribenhas nos idos de 1700 e muitos. Era um hotel de águas termais, um dos destinos mais bacanas para os britânicos ricos da época.

Jardim Botânico de Nevis - Caribe

Jardim Botânico de Nevis - Caribe


Reservamos o dia de hoje para exercícios na Pinneys Beach, caminhada, sessão de ginástica, abdominais e uma bela natação. Queria muito que isso fosse uma prática comum no nosso dia-a-dia, “afinal somos donos do nosso tempo”, não é mesmo? Infelizmente não! Tempo é algo escasso nessa viagem mochileira corrida em que nos metemos. Sem contar que disciplina para a atividade física também é outro atributo indispensável neste caso, coisa que sem uma rotina mais “normal” eu não consigo ter.

Pinney Beach, em Nevis - Caribe

Pinney Beach, em Nevis - Caribe


A praia é linda água transparente de areias escuras, típica das ilhas vulcânicas. Ainda que receba catamarãs lotados de “cruzeiristas” e tenha no final da praia um Four Seasons Resort, conseguimos nos afastar uns 50m de tudo e ficamos praticamente sozinhos no meio da praia.

Nadando em Pinney Beach, em Nevis - Caribe

Nadando em Pinney Beach, em Nevis - Caribe


O restante da ilha é composto por algumas outras vilas e alguns hotéis charmosos construídos nas antigas fazendas de cana, no estilo do Rawlins Plantation em St. Kitts. Para conhecer um pouquinho mais do interior da ilha, pegamos o táxi com Jonesey e fomos até o Jardim Botânico.

Visitando o Jardim Botânico de Nevis - Caribe

Visitando o Jardim Botânico de Nevis - Caribe


Uma propriedade particular, idealizada e desenvolvida por uma família de nevitians, o Botanical Garden é uma estrutura impressionante. Confesso que eu não esperava tanto deste lugar. Uma coleção de orquídeas magníficas, além de todas as espécies de palmeiras, bromélias, suculentas, árvores frutíferas e etc. As estátuas em estilo indonésio e tailandês dão um ar exótico ao jardim botânico caribenho.

Lindas orquídeas no Jardim Botânico de Nevis - Caribe

Lindas orquídeas no Jardim Botânico de Nevis - Caribe


A loja de artesanatos locais também oferece peças lindíssimas feitas em palha, coco, madeira e bordados. Artigos de decoração, cozinha e uso diário de altíssimo gosto. É daquelas que dá vontade de levar tudo para casa. Que casa? É, nessas horas fico só na vontade! RS! A estufa também é outro ponto alto, esculturas imensas dão um certo ar salomônico para o ambiente.

Jardim Botânico de Nevis - Caribe

Jardim Botânico de Nevis - Caribe


Eles oferecem também um restaurante thailandês, com chef original e sem alterações de cardápio ou temperos. É made in Thailand, the original! Pena que tínhamos pouco tempo e não nos programamos para almoçar lá. O ferry das 17h para St Kitts estava nos esperando. Fizemos um caminho alternativo para ver um pouco mais do “interior” da ilha, há 15 minutos da capital Charlestown. Estava rolando uma competição inter-escolar de atletismo, corrida. Festa imensa que parou a pequena ilha de 12.500 habitantes, com direito à transmissão ao vivo na TV e tudo!

Lindas orquídeas no Jardim Botânico de Nevis - Caribe

Lindas orquídeas no Jardim Botânico de Nevis - Caribe


No caminho Joseney, o cara mais tranquilo e de bem com a vida que já encontramos na viagem, também é um dos mais antigos taxistas da ilha. Leva e traz passageiros para conhecer seu pedaço de paraíso desde 1973. Fechamos o dia em Nevis com uma entrevista especial do Joseney para mais um capítulo do Soy loco por ti América.


Desculpem, os vídeos estão ainda sem legendas, logo vou aprender a fazer isso! Por enquanto dá para ir treinando o inglês! Ele representa perfeitamente o sotaque e estilo de vida do povo desta pequena ilha britânica no Caribe,

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Mina da Passagem

Brasil, Minas Gerais, Mariana

Lago da Mina da Passagem em Mariana - MG

Lago da Mina da Passagem em Mariana - MG


Em setembro do ano passado ganhei do Rodrigo um presente diferente, o curso de mergulho em cavernas. Este sempre foi um dos meus sonhos como mergulhadora, mergulhar em cavernas. Só depois do curso fui ver que o buraco era muito mais embaixo. Não estamos falando de entrar em pequenas grutas ou restrições criadas pelos corais, mas sim de cavernas imensas alagadas. No Brasil temos diversos locais perfeitos para esta prática, como Bonito no Mato Grosso do Sul, Nobres no Mato Grosso ou mesmo a Chapada Diamantina na Bahia. O único “pequeno” empecilho foi que o Ibama proibiu a prática deste esporte em cavidades naturais sem que haja o plano de manejo da caverna com uma avaliação específica para este fim. Um plano como este tem um custo muito alto e nem o governo e nem os proprietários das terras tem interesse de investir, além destes não quererem se comprometer em liberar o espaço para um esporte arriscado como este. Sendo assim não temos como praticar o mergulho em caverna a não ser fora do Brasil ou usando a criatividade, característica peculiar ao nosso povo.

Acesso para a Mina da Passagem em Mariana - MG

Acesso para a Mina da Passagem em Mariana - MG


Foi assim que uma mina de ouro, com mais de 300km de túneis escavados se tornou um dos mais interessantes pontos de mergulho em caverna no Brasil. A Mina da Passagem em Mariana foi desativada no início do século passado, depois de décadas de exploração a mineradora responsável parou de drenar a água encontrada nos veios cavados, deixando que ela inundasse. O lago da mina possui água mineral transparente, com uma temperatura constante de 21°C, perfeita para o mergulho! O responsável por esta idéia e pela infra-estrutura montada na mina para os mergulhadores foi Romeu Dib, um dos mais experientes instrutores e exploradores de cavernas submersas do país. (www.divegold.com.br)

Romeu Dib, nosso guia no mergulho na Mina da Passagem em Mariana - MG

Romeu Dib, nosso guia no mergulho na Mina da Passagem em Mariana - MG


Esta operação de mergulho é um tanto quanto curiosa. Ao invés de irmos à praia vamos para Minas Gerais, que nem mar possui. Ao invés de entrarmos em um barco, pegamos um carrinho de mineração. Depois do mergulho é que vem a melhor parte, não precisamos lavar todo o equipamento, pois o próprio mergulho já se encarregou disso! Uma beleza!

Entrando na Mina da Passagem em Mariana - MG

Entrando na Mina da Passagem em Mariana - MG


Chegamos à mina as 10h, eu e Rodrigo pedimos ao Dib um primeiro mergulho guiado, já que ele conhece a mina como a palma da mão e o nosso último mergulho havia sido em janeiro. O Dib não só veio nos encontrar como trouxe outro mergulhador experiente para o seu batismo em caverna, o Jorge. O mergulho guiado foi maravilhoso, eu fui liderando a equipe seguindo a gold line e as instruções do Dib nos “jumps” que fizemos para túneis secundários. Fizemos uma travessia, chegamos a 21m de profundidade em quase 40 minutos de mergulho. Foi demais!

Ana mergulhando na Mina da Passagem, em Mariana - MG

Ana mergulhando na Mina da Passagem, em Mariana - MG


O nosso segundo mergulho foi a nossa estréia solo em caverna, sem ninguém mais experiente junto conosco. Sem dúvida ficamos mais ansiosos e muito mais atentos! Já havíamos mergulhado com o Reinaldo Alberti, nosso instrutor que nos formou Intro to Cave Divers e também com o Dib. No entanto mergulhar sozinhos foi sensacional! Só assim tivemos certeza que estamos preparados para os mergulhos na Flórida e no México, onde o american way “do it yourself” não nos facilitará nem um pouco a vida.

Placa meio 'borrada', subaquática, advertindo mrgulhadores da Mina da Passagem, em Mariana - MG

Placa meio "borrada", subaquática, advertindo mrgulhadores da Mina da Passagem, em Mariana - MG


Logo na entrada encontramos uma placa colocada pelo Dib, alertando dos perigos de mergulhadores não treinados passarem daquele ponto, pois muitas pessoas já morreram achando que sabiam o que estavam fazendo. Mergulhar na mina é muito diferente, não vamos avistar nenhuma espécie de peixe ou coral. Vemos apenas túneis, espelhos d´água formados pelo ar que expiramos e as ruínas inundadas da mina. Trilhos, dormentes, escorregadores e alguns utensílios utilizados para mineração. Durante o mergulho fiquei imaginando os mineiros trabalhando, o ouro sendo encontrado e extraído. Um mergulho na história! Penso também em quantas pessoas podem ter morrido lá embaixo e chego a arrepiar de imaginar que seus espíritos podem estar lá, nos vendo mergulhar e achando tudo aquilo muito estranho! Rsrs.

Autofoto durante mergulho na Mina da Passagem, em Mariana - MG

Autofoto durante mergulho na Mina da Passagem, em Mariana - MG


Ana atravessando restrição em mergulho na Mina da Passagem, em Mariana - MG

Ana atravessando restrição em mergulho na Mina da Passagem, em Mariana - MG


A experiência de mergulhar em uma mina já é fantástica, mas também não vemos a hora de mergulharmos em cavernas naturais. Já está tudo programado dentro dos 1000dias, mas ainda deve demorar pelo menos uns 300 para chegarmos lá!

Escada que dá acesso aos mergulhadores para o lago na Mina da Passagem em Mariana - MG

Escada que dá acesso aos mergulhadores para o lago na Mina da Passagem em Mariana - MG


Enquanto ficamos sonhando com os próximos mergulhos, ainda extasiados pelo que acabamos de fazer, aproveitamos para ir até o centro histórico de Mariana. Fizemos um lanche e visitamos a Igreja Matriz e seus arredores. Mariana foi a primeira capital de Minas Gerais e por isso possui uma história muito rica impressa em suas ruas e sua arquitetura. Vale à pena explorar e respirar um pouco esta história, sem pressa, tentando prolongar ao máximo cada minuto destes nossos 1000dias.

Igreja de São Francisco em Mariana - MG

Igreja de São Francisco em Mariana - MG

Brasil, Minas Gerais, Mariana, Mergulho, Mina da Passagem

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Diz aí se você gostou, diz!

Reveillón em Aspen

Estados Unidos, Colorado, Aspen

De bondinho, atravessando as montanhas nevadas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

De bondinho, atravessando as montanhas nevadas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Aspen, a cidade dos ricos e famosos onde a beleza e o glamour dos seus frequentadores são o seu principal cartão postal, antes mesmo do motivo que os levou originalmente até lá, foi a cidade onde decidimos passar o nosso Reveillón. Eu confesso nunca ter me comovido com essa fama da cidade de ares suíços nas montanhas nevadas do Colorado, mas aqui por estas bandas não tive dúvida que seria o melhor lugar para encontrarmos uma boa festa de Ano Novo.

Bondinhos trazem esquiadores e equis para o alto da montanha, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Bondinhos trazem esquiadores e equis para o alto da montanha, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Suas montanhas nevadas foram descobertas pelos mineradores de prata no final do século XIX e usadas como campo de treino para os soldados americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Quem diria então, que estas mesmas paisagens se tornariam uma das principais comunidades de ski do mundo?

No alto das montanhas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos, a mais de 3 mil metros de altitude

No alto das montanhas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos, a mais de 3 mil metros de altitude


O esporte de inverno preferido dos americanos endinheirados teve origem nos países nórdicos há mais de 4 mil anos. A palavra ski é norueguesa e significa “pedaço de madeira dividido”, referindo-se aos pedaços de madeira que ajudavam na locomoção dos norsemen durante os invernos tenebrosos daquele canto do mundo.

Cena típica nas ruas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Cena típica nas ruas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Foram os australianos e os americanos, porém, que colocaram o esporte em evidência, criando os primeiros clubes de esqui e as primeiras competições organizadas em 1861 na cidade de Kiandra, Austrália. Aqui em Aspen, após o término da Segunda Guerra Mundial, a estrutura turística para a prática do esporte foi iniciada por militares com olhos treinados e bom faro para o negócio. Logo grandes hotéis e resorts apareceram e estava feita a fama de um dos maiores centros de esqui do mundo.

No alto da montanha, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

No alto da montanha, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Hoje os principais Resorts de Ski nesta região são o próprio Aspen Mountain e o seu vizinho Snowmass Village, um paraíso para os adeptos do snowboard e do ski. Chegamos na altíssima temporada e provavelmente no feriado mais concorrido do ano. Ótimo para vermos o movimento e termos uma experiência de inverno completa nos Estados Unidos, certo? Bem, quase, depende de quanto você está disposto a investir nesta brincadeira. A começar pelo hotel, bacana mesmo é ficar hospedado no resort de ski, no pé da montanha, que para a noite de Réveillon chega a custar até 2.400 dólares. Um pacote de 3 dias de aula para adultos iniciantes: 429 dólares por pessoa. Ah, tudo isso tudo isso sem os impostos! Sem contar que ninguém vai ter aulas de esqui sem o seu equipamento básico pessoal, calças, jaquetas, luvas e óculos de neve, que ficariam por baixo mais uns 500 dólares, comprando os mais baratinhos. Enfim, este não é um investimento para quem quer apenas testar uma vez, ou você está disposto a gastar, aprender e praticar, ou meu filho... esquece, um dia de aula não irá te fazer esquiar. Uma senhora com quem conversei deu a explicação mais simples e clara que eu já ouvi. Esquiar é um esporte de memória muscular, é como andar de bicicleta, o corpo demora a aprender se equilibrar na bicicleta, mas uma vez que aprende não esquece nunca mais.

Preparando-se para descer de snow board as montanhas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Preparando-se para descer de snow board as montanhas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Viemos para Aspen decididos a aprender a esquiar, pelo menos tentar, mas depois de ver estes preços decidimos postergar e tentar encontrar alguma montanha mais amiga dos iniciantes lá para os lados de Boulder.

Cena comum nas ruas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Cena comum nas ruas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Ok, agora até parece que o mundo acabou... sem esqui, sem hotel, o que afinal viemos fazer em Aspen?

A bela estrada que segue ao lado do rio Colorado, no leste de Utah, nos Estados Unidos

A bela estrada que segue ao lado do rio Colorado, no leste de Utah, nos Estados Unidos


Bem, o nosso último dia do ano começou do mesmo jeito que 80% dos nossos últimos 1000dias, com uma deliciosa viagem de carro saindo das planícies geladas do deserto de Utah e cruzando as montanhas do Colorado. Cenários lindos, acompanhados pelos nossos familiares que, cada um em seu fuso horário, nos ligava no skype para comemorar o ano novo. Já sabendo dos preços salgadíssimos de Aspen, o nosso plano era ficarmos hospedados em Glenwood Springs, a 40 minutos de lá e aproveitarmos a virada no meio dos ricos, chiques e famosos.

Muita neve forma uma incrível paisagem invernal em estrada no leste de Utah, a caminho do Colorado, nos Estados Unidos

Muita neve forma uma incrível paisagem invernal em estrada no leste de Utah, a caminho do Colorado, nos Estados Unidos


A nossa passagem por Glenwood Springs acabou sendo mais rápida do que esperávamos, mas não poderia ter sido mais certeira. Logo na entrada da cidade encontramos uma Concessionária da Toyota e a Fiona vinha pedindo para darmos uma passada lá, era o filtro de combustível que precisava ser trocado. Dia 31 de Dezembro, as 17h e a oficina havia acabado de fechar, já sem esperanças o Rodrigo voltou ao carro ainda no estacionamento da concessionária, quando vimos um mecânico com uniforme da Toyota passando ao lado do carro. Foram 15 minutos e logo a Fiona estava pronta! Seu charme encantou o chefe da oficina que nunca tinha visto uma Toyota como ela em toda a sua vida, quanto menos ter a oportunidade de mexer em uma delas!

A Fiona nos leva confortavelmente através da neve e frio de estrada no leste de Utah, a caminho do Colorado, nos Estados Unidos

A Fiona nos leva confortavelmente através da neve e frio de estrada no leste de Utah, a caminho do Colorado, nos Estados Unidos


Ele ganhou o dia e nós também! Enquanto isso eu conversava com uma das vendedoras mais animadas e inteiradas das baladas de Aspen, para entender como as coisas funcionavam por lá. Geneva não apenas nos deu toda a letra como encontrou um hotel para ficarmos em uma vila mais próxima a Aspen e tão animada quanto! “O negócio é o seguinte, vocês vão para Aspen, veem a festa e se não estiverem a fim de pagar 200 dólares para entrar em uma balada, fiquem por Basalt mesmo, no Brick Poney que os cowboys lá são sempre animados!” Fechado! A Toyota de Glenwood Springs e sua equipe agilizadíssima resolveram a nossa vida.

Última noite do ano, caminhando nas ruas enfeitadas e nevadas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Última noite do ano, caminhando nas ruas enfeitadas e nevadas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Assim fizemos, Basalt é uma gracinha, a cidade alternativa da região com bons cafés, restaurantes e até um Whole Foods não poderia ser melhor opção! Pagamos justos 130 dólares na diária (menos que isso seria mesmo impossível) e ficamos super bem localizados. Perto das 20h fomos para Aspen e chegamos à praça principal no momento dos fogos de artifício! Os fogos iluminavam a montanha nevada ao fundo, as casinhas e chalés com suas luzinhas de Natal fechavam o cenário lúdico e encantado da pequena cidade de Aspen.

Reveillon em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Reveillon em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Neste momento eu estava conectada com a minha tia e a minha avó no skype e ainda pude mostrar a elas um pouco dos fogos que estávamos assistindo, um momento inesquecível para mim, ouvindo a minha avózinha de 82 anos dizer: “Viram só? Agora eu posso dizer que já estive em Aspen!” Priceless!

Última noite de 2012 na iluminada e gelada Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Última noite de 2012 na iluminada e gelada Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


A nossa ceia de Reveillón foi em uma animada taverna franco-suíça, com um founde de queijo divino, acompanhados por um bom vinho e uma sobremesa bem brasileira, doce de leite feito na munheca (sem panela de pressão!) pela assistente brasileira do chef! Hummm, delicioso!

Muito estilo na última refeição do ano, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos. Fondue com vinho!

Muito estilo na última refeição do ano, em Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos. Fondue com vinho!


A virada foi em Basalt, no point indicado pela Geneva, afinal bebida e direção não combinam! Levamos nosso super espumante vindo do Napa Valley e entramos na festa dos cowboys e esquiadores mais descolados de Aspen. Gente bonita e bem doida, todos loucos para cair na pista e dançar até dizer chega.

Celebrando os últimos minutos de 2012vna pequena basalt, ao lado de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Celebrando os últimos minutos de 2012vna pequena basalt, ao lado de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Celebrando os últimos minutos de 2012vna pequena basalt, ao lado de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Celebrando os últimos minutos de 2012vna pequena basalt, ao lado de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


O dia seguinte foi de ressaca nas alturas. Depois de passear pela cidade durante a manhã, subimos o tão falado bondinho até o topo da Ajax, uma das pistas mais famosas das montanhas de Aspen. O cenário lá em cima é indescritível, a montanha nevada salpicada de pequenos esquiadores, que descem coloridos e ágeis em seus esquis e snowboards pelas pistas nevadas, sem titubear.

Centenas de esquiadores disputam as pistas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Centenas de esquiadores disputam as pistas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Centenas de esquiadores disputam as pistas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Centenas de esquiadores disputam as pistas de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Um passe para estas pistas pode custar 600 dólares ou mais por ano e te dão direito a 14 dias na pista... uma loucura. É, definitivamente este esporte é para quem pode. Assim, é claro que todos eles ficam loucos pra aproveitar ao máximo, sobem no teleférico e descem pelas pistas quantas vezes as pernas aguentarem!

Bate´papo animado antes da longa descida de esqui até a cidade de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Bate´papo animado antes da longa descida de esqui até a cidade de Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos


Lá no alto uma super estrutura de bar, restaurante, lojas e até massagem. Almoçamos no topo da estação de esqui com vistas lindas para as montanhas e só tentando imaginar se um dia nos sentiríamos parte dessa elite invernal. Quem sabe na próxima encarnação, nesta acho que não vim com muita paciência para isso. Ainda não desistimos das aulas de esqui, quem sabe as montanhas andinas serão mais receptivas com estes viajantes.

Admirando a beleza das montanhas que circundam Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Admirando a beleza das montanhas que circundam Aspen, no Colorado, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Colorado, Aspen, esqui, Montanha, neve, Ski

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Aquí és Granada!

Nicarágua, Granada

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Granada é a bisavó do turismo na Nicarágua e o ultimo destino que faltava conhecermos no nosso retorno ao país. A charmosa cidade colonial às margens do Lago Nicarágua foi fundada em 1524 e logo se tornou um importante centro comercial nas águas protegidas do maior lago da América Central. Sua arquitetura colonial, grandes casarões e ricas igrejas estão sendo restauradas e pouco a pouco devolvem à cidade os mesmos ares de grandeza dos seus tempos áureos.

Igreja de Guadalupe, em Granada, na Nicarágua

Igreja de Guadalupe, em Granada, na Nicarágua


A vistosa Catedral de Granada, na Nicarágua

A vistosa Catedral de Granada, na Nicarágua


Sua conexão com o Mar do Caribe a fez um porto seguro, mas também um fácil alvo para piratas franceses e ingleses que a saquearam pelo menos três vezes até meados do século XVII. A mesma ligação com o mar também dá passagem para uma rica fauna marinha pintada nos murais da cidade, com destaque para os temidos tubarões touro, que sobrevivem em água doce e também chamam o Lago Nicarágua de lar.

Praia do lago Nicarágua, em Granada, na Nicarágua

Praia do lago Nicarágua, em Granada, na Nicarágua



A cidade está localizada nos pés do Vulcão Mombacho, outro motivo para viajantes mais aventureiros explorarem a natureza pulsante da região em tours nos arredores ou caminhadas ao topo do vulcão. Os viajantes buscando uma experiência mais íntima com a cultura e a língua espanhola vão se encontrar nos diversos cursos de espanhol para estrangeiros e no clima vibrante e jovem da cidade.

Caminhando pelas ruas de Granada, na Nicarágua

Caminhando pelas ruas de Granada, na Nicarágua


Admirada com os grafites de Granada, na Nicarágua

Admirada com os grafites de Granada, na Nicarágua


A Calle La Calzada é um calçadão repleto de bares e restaurantes onde locais e estrangeiros se reúnem nos finais de tarde de Granada. Duas quadras para cima está a Plaza Central e a bela Catedral da cidade. Passando a praça e continuando em direção ao centro as ruas ganham ainda mais movimento e uma aura mais autentica, com estudantes e trabalhadores no corre-corre do dia a dia.

casas colorem as ruas de Granada, na Nicarágua

casas colorem as ruas de Granada, na Nicarágua


A Iglesia de La Merced é o melhor mirante da cidade, pagando um dólar podemos subir as escadas da torre e ver Granada, seus telhados coloniais, o vulcão Mombacho e o lago Nicarágua lá do alto. Fica melhor ainda se você programar de chegar lá no final da tarde, com uma luz maravilhosa para fotografar as casas e ruas coloridas da cidade.

Caminhando pelas ruas coloridas da histórica Granada, na Nicarágua

Caminhando pelas ruas coloridas da histórica Granada, na Nicarágua


Na gastronomia não faltam opções da culinária local e internacional que se multiplicaram pelo centro antigo junto com os expats que escolheram Granada como lar. Muitos deles tinham como plano inicial a vizinha Costa Rica, mas preferiram se refugiar na atmosfera mais tranquila e alternativa da Nicarágua.

Vista do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

Vista do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


São dezenas e dezenas de hospedagens em Granada, na Nicarágua

São dezenas e dezenas de hospedagens em Granada, na Nicarágua


Eu aproveitei os dois dias na cidade para encontrar uma boa terapeuta corporal para colocar as minhas costas no lugar. Essa quilometragem toda sentada me deixou com a postura péssima, mas a Claudia, fisioterapeuta no Pure Natural Health Center tem mãos de fada! Queria poder levá-la comigo na Fiona! Kkk!

Um providencial encontro com uma massagista de mão cheia, em Granada, na Nicarágua

Um providencial encontro com uma massagista de mão cheia, em Granada, na Nicarágua


Nos apaixonamos por Granada! A sua competitividade com Leon, segunda cidade colonial do país, pode até continuar acirrada na política ou na história, mas Leon que me perdoe, o charme de Granada vai ser difícil de bater. Contra William Walker e todos os antigos leoneses que contrataram o flibusteiro para conquistar e destruir Granada eu digo: aquí no "fué", aqui és Granada! (Quer saber mais desta história? Leia o post do maridão aqui)

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

A Catedral e o Lago Nicarágua vistos do alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Visita ao alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua

Visita ao alto da torre da Igreja La Merced, em Granada, na Nicarágua


Tínhamos planejado ficar mais um dia enquanto esperávamos notícias dos nossos amigos viajantes Carol e Alexis, que estão perdidos em algum lugar da Nicarágua, mas no ultimo minuto do segundo tempo eles deram um sinal de fumaça e lá vamos nós, pé na estrada novamente para encontrá-los. Próxima parada: San Juan del Sur!

Em uma incrível e emocionante coincidência, uma nuvem desenha o mapa das Américas nos ceús de Granada, na Nicarágua. Espetacular!

Em uma incrível e emocionante coincidência, uma nuvem desenha o mapa das Américas nos ceús de Granada, na Nicarágua. Espetacular!

Nicarágua, Granada, Cidade Colonial, cidade histórica, Lago Nicarágua, Volcan Mombacho

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A caminho da Pipa

Brasil, Rio Grande Do Norte, Praia da Pipa

O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


Uma das partes mais gostosas da viagem é quando pegamos rotas diferentes, por que estrada de asfalto são todas iguais, muda um pouco a paisagem aqui e ali, mas não é tão curtida como um off-road, por exemplo. Hoje saímos de Sagi pela praia e os chapadões até a Praia da Pipa. Aquela sensação de “easy rider”, rodando pelas areias, vento, sol, mar, sempre fez parte do meu imaginário de viagem de carro pelo nordeste e aqui vamos nós!

Longas praias desertas no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN, antes de chegar à Baía Formosa

Longas praias desertas no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN, antes de chegar à Baía Formosa


São quase 30km entre as duas cidades e na maré baixa conseguiríamos fazer praticamente todo o caminho pela areia. Passamos por Baía Formosa e ali já vimos que a maré ainda estava alta nas pedras e falésias, tivemos que entrar pela Fazenda Estrela e fazer parte da estrada entre coqueiros e alagados. Chegamos à Barra de Cunhaú, um rio largo que atravessamos numa balsa de um carro só.

Embarcando a Fiona para cruzar o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

Embarcando a Fiona para cruzar o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


Era comum seguir de carro pela areia daqui até a próxima balsa, mas a proibição foi feita e esta eu obedeço com gosto! A praia é berçário para as tartarugas marinhas que ainda estão em época de reprodução e fazem seus ninhos nestas areias. Já pensaram as coitadinhas tendo que agüentar carros e bugues?

Na balsa sobre o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

Na balsa sobre o rio Cunhaú, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


Por isso pegamos um trechinho de estrada até a Barrinha e dali seguimos para a próxima balsa do Rio Sibaúma, essa balsa ainda menor e quase desnecessária. A Fiona ficou até meio chateada de não ter estreado seu snorkell, mas não poderíamos burlar o ganha pão dos balseiros dali.

Cruzando o rio Sibaúma numa pequena balsa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

Cruzando o rio Sibaúma numa pequena balsa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


De Sibaúma até a Pipa são mais 3km sobre um chapadão maravilhoso! A vista do alto das falésias é ainda mais bonita, o verde contrastando com a terra da chapada à beira mar, fantástico!

O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

O magnífico Chapadão, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


Logo vemos que estamos chegando à Pipa, aumenta o movimento de carros e o golpe final, excursões da CVC por toda parte. Centenas de turistas descendo dos trenzinhos puxados por tratores, mega empreendimentos imobiliários “Pipa Beach Bungalos”, praia lotada de barracas e guarda-sóis. É o desenvolvimento chegando...

Praia próxima à Pipa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN

Praia próxima à Pipa, no caminho entre a praia do Sagi e a Praia da Pipa - RN


A Praia da Pipa é um daqueles destinos obrigatórios para qualquer brasileiro. Um lugar especial que virou atração turística não apenas por suas belas praias, mas pela infra-estrutura turística e pelo astral das pessoas que fazem o lugar. O Rodrigo já conhecia e sugeriu que ficássemos apenas um dia e uma noite, mas eu tinha lá minhas dúvidas, queria sentir o lugar antes para decidir ficar, quem sabe, pelo menos mais uma noite.

Caminhando na Praia da Pipa - RN

Caminhando na Praia da Pipa - RN


É realmente estranho sair de lugares como os que temos andado, tranquilos e distantes de tanto agito e chegar à Pipa. Ficamos meio tontos com tantas coisas, mas a energia e a própria infra do lugar vai nos envolvendo e não nos deixa ir embora. As praias são bonitas, mas lotadas. Temos que treinar os olhos para ver a beleza em meio a tanta gente e tanta farofa. Chegamos à praia do centro e logo pensei, “se for só isso podemos ir amanhã”. Caminhamos até a baia dos golfinhos, praia com falésias imensas, águas tranqüilas onde os golfinhos costumam passar o dia e caçar alguns cardumes de sardinha. É uma caminhada curta para chegar até lá, aí nos perguntamos: por que as pessoas gostam tanto de ficar aglomeradas? Uma praia dessas, tão linda e tão vazia, enquanto a outra está lotada? Enfim, mistérios do ser humano.

Baía dos Golfinhos, Praia da Pipa - RN

Baía dos Golfinhos, Praia da Pipa - RN


O fim de tarde foi chegando, os bares e restaurantes começaram a abrir e as ruas começaram a ganhar vida. Lanchamos um sanduíche delicioso que não encontrávamos há muito tempo, até aqui, só cheeseburguer e olha lá! Risoterias, bares, lojas, enfim... um mundo de coisas e pessoas alternativas vindas de todos os cantos do mundo, para formar esta atmosfera “pipana”. Decidido, vamos ficar mais um dia! Já vimos lugares tão ou até mais bonitos, mas a viagem e a vida não são feitas apenas disso. Precisamos respirar um pouco desta atmosfera e nos alimentar da energia cosmopolita que transborda neste lugar.

Falésias na baía dos Golfinhos, em Praia da Pipa - RN

Falésias na baía dos Golfinhos, em Praia da Pipa - RN

Brasil, Rio Grande Do Norte, Praia da Pipa, Barra do Cunhaú, off road, Praia, Simbaúma

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