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Chegando em Fernando de Noronha - PE
Depois da correria de acordar cedo em Gravatá, passar todos os equipamentos de mergulho do nosso “cofre” na Fiona para as caixas de mergulho, viajar 80km até Recife, ir ao salão enquanto o Ro levava a Fiona para o balanceamento, nos perdermos, nos encontrarmos e não conseguirmos fazer tudo o que estava combinado, pegar o vôo, ver a Elba Ramalho e almoçar um pão com recheio de queijo, chegar em qualquer praia seria especial, mas chegar à Fernando de Noronha, é chegar ao paraíso!
Depois de tantos encontros e desencontros, hoje em Noronha tudo funcionou super bem. Nosso vôo saiu no horário, chegamos e o Haroldo, nosso primo, já estava nos esperando. Ele não estava tão feliz quanto nós, pois além da semana de cão, as bagagens dele haviam sido extraviadas. Mas como Noronha é o paraíso, logo elas foram encontradas e já estavam a caminho. Aqui nada dá errado, se der provavelmente foi você que ainda não entrou no clima da ilha.
Chegar à Noronha hoje, depois de 2 anos que estivemos aqui, é uma experiência muito bacana. O Parque preservado e você sabe que as coisas não terão mudado radicalmente. Um bar ali, outra pousada aqui, mas o clima, algumas pessoas e aqueles lugares mais especiais, continuam lá, intactos e maravilhosos para revermos quantas vezes pudermos!
Praia do Sancho vista do avião, em Fernando de Noronha - PE
Aproveitamos o final da tarde para caminhar até a praia da Conceição, passando pelo Cachorro e praia do Meio. Um belo banho de mar nas águas transparentes e uma caipirinha para relaxar no Bar da Conceição. Embalados, jantamos em um restaurante italiano, aproveitando para colocar o papo em dia com o Haroldo, regados a baldes de caipirinhas deliciosas! Bela recepção, bem vindos ao paraíso!
Sobrevoando a magnífica Kaiteur Falls, na Guiana
Sobrevoamos a Amazônia Guianesa quase fronteira com o Brasil. A primeira visão que temos da cachoeira é no sobrevôo espetacular que o piloto faz para todos poderem ver e fotografá-la. As vistas aéreas são sempre privilegiadas, conseguirmos ter a noção da amplitude e grandeza deste cenário. Sensacional!
Caminhando no pier da praia de Mission Beach, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
San Diego representa o que muitos chamam de Californian Dream. Praias, gente bonita, clima agradável, altas ondas e aquele jeito tranquilo difícil de ser encontrado em uma cidade grande que tem praticamente tudo o que você procura. Bons restaurantes, museus, parques e uma infinidade de shoppings e lojas para os shoppings freaks.
No alto do Soledad Natural Park, com uma bela vista de San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Depois de 600 dias na América Latina, ainda estamos nos acostumando com o estilo de cidade americana, em que no lugar de ruas você tem estradas, tudo é distante e se feito de carro fica muito mais fácil, pois você atravessa os mais de 15 km entre Hotel Circle e a La Jolla em apenas 15 minutos, por freeways, pontes, viadutos e avenidas. Não é exatamente o que eu chamaria de uma cidade aconchegante, mas aos poucos vamos descobrindo que dependendo do seu budget ela pode ser o que você quiser. Do antigo Gaslamp Quarter ao charmoso bairro de La Jolla, passando pelas casas de veraneio na Mission Beach, San Diego é uma ótima porta de entrada nesta viagem pelos Estados Unidos.
O Jardim Botânico, no Balboa Park, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
A cidade merece muito mais do que três dias. Uma semana, 15 dias ou até um ano para ser devidamente explorada, (que o diga a brazucada que vem e não volta nunca mais), mas às vezes nós não temos todo este tempo disponível. Então resolvi facilitar a minha vida e a de vocês também fazendo um resumo do que vimos nos três dias de San Diego.
Depois do pôr-do-sol, uma sessão de surf nas águas geladas de Mission Beach, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
PRIMEIRO DIA
O Balboa Park é o lugar ideal para uma caminhada despretensiosa em um lindo dia de sol. Seja para apenas ver a vida passar dentre os edifícios coloniais do Passeio El Prado, seus lindos jardins e a estufa botânica com um belo orquidário. Se você tem mais tempo se programe para conhecer um (ou dois) dos seus 10 museus, que vão desde o completo Museu de História Natural, outro de Antropologia, até o Air & Space Museum.
Visita ao Jardim Botânico no Balboa Park, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
O Timken Museum of Art é gratuito e possui uma amostra da coleção de arte de uma família russa se mudou para San Diego no final do século XIX, fez fortuna e se tornou influente política e artisticamente neste pedaço da América. O parque tem conteúdo e atrações suficientes para pelo menos uma semana de explorações, cada museu, cânion, jardim e edifício vale a visita.
A Casa del Prado no Balboa Park, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
A atração mais famosa no Balboa Park é o San Diego Zoo, um dos mais aclamados do mundo! Ursos panda, coalas e as mais diversas espécies podem ser vistas aqui. Nós “pulamos”, pois temos certa dificuldade em apoiar este tipo de prática, já bem ultrapassada, de enjaular animais.
A alegre Spanish Town, no Balboa Park, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Para um lindo final de tarde uma boa pedida é a área de Mission Bay, com diversas marinas e restaurantes e a movimentada Mission Beach. Pegamos dias frios e com muito vento, nada muito parecidos com o sonho californiano. Ainda assim caminhar pelo calçadão e pela areia até o trapiche para ver o pôr do sol foi uma experiência bacana.
Belo fim de tarde no pier da praia de Mission Beach, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Gente bonita e saudável já entrando no clima da primavera e colocando as perninhas de fora em um shortinho de corrida, bicicleta ou skate, enquanto os animados alunos de surf, em seu slive longo, se embrenhavam nas ondas geladas e douradas do Pacífico. Fiquei impressionada com a corda de algas na beira da praia, me fez lembrar que uma das maiores florestas de algas do mundo está não muito longe daqui, a caminho das Ilhas Guadalupe, no litoral da Baja Califórnia.
A Ana ficou impressionada com o tamanho dessa alga em Mission Beach, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Se dinheiro não é problema, uma dica bacana é ficar hospedado nas cabanas sobre o trapiche no final da Mission Beach (entre 230 a 360 dólares aprox.), além de charmosos possuem uma das melhores vistas de San Diego!
Tem até um hotel nesse pier na praia de Mission Beach, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
SEGUNDO DIA
O segundo dia resolvemos explorar o lado norte de San Diego, as distâncias são grandes, por isso um carro aqui se faz ainda mais necessário. Dirigimos em torno de 30 minutos para chegar ao começo de Del Mar Beach, uma vizinhança bacana que faz divisa com Torrey Pines State Natural Reserve. Uma costa com grandes falésias terracota com belas vistas da Black´s Beach, praia preferida dos naturistas, pelo frio imagino que não (ainda) nesta época do ano. Voltando em direção ao centro passamos pelos arredores da UCSD – Universidade da Califórnia, San Diego – e suas imensas instalações e prédios de pesquisa.
Del Mar beach, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
A próxima parada é no Soledad Natural Park, localizado no alto do Monte Soledad, é um dos melhores mirantes de San Diego, com vista 360°, podemos ver toda a cidade até a fronteira com o México. O parque possui um memorial destinado a militares veteranos e está próximo à nossa próxima atração para um belo fim de tarde, o bairro de La Jolla.
Monumento no alto do monte Soledad, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
La Jolla (leia-se La Roia) é um dos bairros mais caros de San Diego, com um centro comercial bem agradável e uma ótima seleção de bares e restaurantes. O calçadão tem uma vista belíssima e nos convida para uma caminhada entre as pequenas praias onde estafermos leões-marinhos se instalam nesta época do ano.
Pequena praia de La Jolla tomada por leões-marinhos (em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos)
O cheiro não é muito agradável, mas as vistas e a breve interação que você consegue ter com esses bichos são demais! Eles se exibem preguiçosamente para os turistas e suas câmeras, os mais esfomeados tomam coragem e se lançam à água para dar uma pescadinha básica. Children´s Pool e a La Jolla Cove são os melhores lugares para ver essas figuras.
Exibicionistas e preguiçosos, leões-marinho descansam em praia de La Jolla, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Leões-marinhos aproveitam o sol de fim de tarde num rochedo em La Jolla, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Levamos um susto quando vimos umas toucas de natação coloridas surgirem na água ao lado dos leões-marinhos. Era um treino ou uma competição de travessias em águas abertas, que nos fez lembrar os tempos de Sion, onde eu e o Rodrigo nos conhecemos. A água só era “um pouquinho” mais quente!
Belíssimo entardecer em frente ao mar de La Jolla, em San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
TERCEIRO DIA
O terceiro dia amanheceu nublado e ainda mais frio, saímos tarde após uma longa pesquisa entre as diversas corretoras de seguro da cidade e pegamos um final de tarde no Cabrillo National Monument. Chegamos depois das 17h, quando o parque já estava fechado, mas foi legal conhecer a região e conseguimos ter algumas vistas além dos imensos cemitérios ao longo da estrada.
Skyline de San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Lá do farol pode-se avistar a Coronado Island e a Coronado Bay Brigde, imensa e impressionante. Chegando mais cedo uma hora e meia são mais do que suficientes para explorar o parque. A dica é vir cedo e depois descer para conhecer a Coronado Island, que no nosso caso ficou para uma próxima. Descemos e contornamos a baía de San Diego, passando pelas marinas de Point Loma, até chegar ao histórico Gaslamp Quarter.
Gaslamp Quarter, o coração de San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
O Gaslamp Quarter é o coração do downtown San Diego. A região foi idealizada por Alonzo Horton nos idos de 1867, por um empresário entusiasta do ramo imobiliário, que a chamava de New Town. Um conjunto de bares, cassinos e restaurantes a fizeram prosperar e hoje estes edifícios foram restaurados e adornam as ruas deste distrito comercial, com centenas de lojas, bares, clubs e mais de 6 mil restaurantes. O Westfield Horton Plaza é centro comercial do bairro e ali, próximo ao principal portal do Gaslamp Quater, está o gigantesco centro de convenções de San Diego.
Gaslamp Quarter, o coração de San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Não poderíamos sair de San Diego sem ver um pouco da noite na cidade. Escolhemos por acaso o que logo descobrimos ser um dos mais badalados restaurantes do momento! O
Um dos bares da moda de San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Lá conhecemos Paulo, um brasileiro figuríssima que mora aqui há mais de 15 anos. Ele tem um site e uma rede de networks no facebook que faz o contato das comunidades brasileiras nas principais cidades dos EUA chamado Brasil-USA. Provamos um escondidinho de coração de alcachofra com queijo gruyere de comer ajoelhado e logo fizemos amizade com Alisa, uma loirona simpática do Texas.
Com o Paulo em bar agitado de San Diego, no sul da Califórnia - Estados Unidos
Essa foi a nossa despedida de San Diego, que como eu havia dito acima, pode ser e ter o que você quiser: praia, bairros chiques, descolados e boêmios. Difícil mesmo foi resumir tanta coisa bacana em um só post.
A combinação perfeita em Tulum: ruínas mayas e o mar caribenho! (na península do Yucatán, no México)
Após um passeio pelas incríveis ruínas de Chichén Itzá, Uxmal e as Grutas de Lol-Tún (veja post anterior), chegou a vez de viajarmos pelas ruínas mayas no atual estado mexicano de Quintana Roo. A propósito, poucos sabem que Chichén não faz parte deste estado, já que a maioria visita estas ruínas vindos em tours da cidade de Cancún ou Playa del Carmen. Entretanto é aqui em Quintana Roo que estão duas ruínas muito especiais, Cobá e Tulum, cada uma com suas histórias e encantos.
RUÍNAS DE COBÁ
A mais alta das pirâmides em Cobá, que pode ser subida por turistas (na península do Yucatán, no México)
A uma hora de Valladolid, no caminho para Tulum e já no estado de Quintana Roo estão as ruínas de Cobá. O complexo foi descoberto pelos “chicleteros”, trabalhadores que extraíam a borracha do Zapote Chico, árvore que deu origem à goma de mascar Adams.
A mata densa que tomou conta das ruínas de Cobá, na península do Yucatán, no México
Passando por túnel sob as ruínas mayas de Cobá, na península do Yucatán, no México
Cobá teve o seu apogeu entre os anos de 800 e 1.100 d.C. e chegou a abrigar uma população de 40 mil habitantes. Das ruínas mayas aqui citadas é a menos turística e por isso mesmo guarda um charme especial. Além do Templo de las Iglesias e do Conjunto de las Pinturas, o templo mais impressionante é o Nohoch Mul, ou grande pirâmide. Esta é a maior pirâmide maya no Yucatán, com 42 metros de altura! Lá do alto podemos ver as colinas que margeiam a Ruta Puuc.
Pela lateral, o Rodrigo ultrapassa vários turistas na subida à mais alta das pirâmides de Cobá, na península do Yucatán, no México
Um pequeno Juego de Pelotas, com seus aros característicos nas laterias, nas ruínas mayas de Cobá, na península do Yucatán, no México
Turistas usam a corda para descer a pirâmide de Cobá, na península do Yucatán, no México
As estruturas estão espalhadas por uma grande área, conectadas por sacbeob, caminhos brancos mayas. A mata secundária é bem crescida para o pobre solo da região e faz a caminhada ainda mais prazerosa dos dias quentes. Há também a opção de alugar bicicletas ou ainda pagar um bici-táxi para dar a volta por todo o sítio. Nós aproveitamos para caminhar na mata e fazer um pouco de exercício.
Bicitaxis levam turistas pelas longas alamedas das ruínas mayas de Cobá, na península do Yucatán, no México
Junto com a Val, caminhando pelas longas alamedas de Cobá, antiga cidade maya na península do Yucatán, no México
Ficamos hospedados na vila de Cobá, um quilômetro antes da entrada do sítio arqueológico. A vila é pequenininha e nada turística, encontramos um hostal familiar onde pudemos trocar receitas com a filha mais velha, que nos ensinou bastante sobre a culinária local, temperos e molhos. Numa caminhada rápida pela pequena vila eu e a Val ainda pudemos ver o final de um casamento que estava acontecendo na igrejinha, foi sensacional. A propósito, a Vila de Cobá foi eleita pela Valéria a melhor hospedagem da viagem!
Com a Val, no topo da mais alta pirâmide da cidade maya de Cobá, na península do Yucatán, no México
RUÍNAS DE TULUM
A Cidade Maya de Tulum foi ocupada entre os anos de 1200 e 1521 d.C, no período conhecido como pós-clássico. Seu nome na língua maya quer dizer “muro”, mas este foi o nome dado pelos exploradores no século XX. A cidade era chamada por seus habitantes de Zama, ou “entardecer”, mal sabiam os mayas que este seria mesmo o entardecer de sua civilização, já que esta foi uma das últimas cidades mayas a ser abandonada, 75 anos depois da chegada dos espanhóis.
A combinação perfeita em Tulum: ruínas mayas e o mar caribenho! (na península do Yucatán, no México)
O sítio Arqueológico não é muito extenso, mas é excepcional, pois são as únicas ruínas mayas na beira do mar. Sua localização estratégica fazia de Tulum um importante porto para os mayas, que interligavam suas rotas comerciais com as cidades mais ao sul, passando por Belize e até Honduras.
Mar do Caribe visto do alto das ruínas mayas de Tulum, no México
Imaginem qual não foi a surpresa do navegador espanhol Juan de Grijalva quando passou por este litoral em 1518 e avistou uma imensa cidade amuralhada, com edifícios coloridos em vermelho, azul e amarelo e uma chama no topo de um mirante! Que privilégio esses navegadores tiveram! Segundo alguns arqueólogos esta chama seria de um farol, outros acreditam que era uma capela.
Visitando as ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar do Caribe, no México
Os templos ainda possuem alguns estucos e estelas, fachadas decoradas e além do Kukulcán (a serpente emplumada), aqui se encontraram também referências ao Deus do Vento e outro chamado pelos arqueólogos de Deus Descendente. As águas azuis do Mar do Caribe e as pequenas praias de areias brancas completam um cenário magnífico, entre ruínas e iguanas. Imperdível!
Iguanas, os atuais moradores das ruínas mayas de Tulum, no sul do México
As impessionantes ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar caribenho, na península do Yucatán, no México
Justamente por sua localização este é um dos sítios mais visitados no estado de Quintana Roo, próximo à Playa del Carmen, do Povoado de Tulum e a apenas 1h40 de Cancún. Fomos cedo para tentar evitar a superlotação, mas acho que todos pensaram igual. Nós contratamos um guia para dar uma melhor ideia da cultura maya in loco. É sempre mais fácil e faz a visita render bastante, já que ele sabe os principais pontos e passa várias informações interessantes.
A impressionante cor do mar do caribe, em Tulum, no México
As impessionantes ruínas mayas de Tulum, em frente ao mar caribenho, na península do Yucatán, no México
Nesta série de posts sobre as ruínas mayas espero ter conseguido resumir um pouco da história e da nossa experiência nestes 4 sítios arqueológicos da Península do Yucatán. Para mim foi uma experiência riquíssima! Saímos daqui muito mais íntimos desta civilização tão próxima e ao mesmo tempo tão distante de nós. Mas a nossa passagem pelo Mundo Maya não para por aqui, ainda iremos encontrá-los mais ao sul em Belize, Guatemala e Honduras!
Uma das muitas estelas expostas na cidade maya de Cobá, na península do Yucatán, no México
E aí, gostaram do passeio pelas ruínas mayas de Quintana Roo? Confiram também as antigas cidades Mayas de do estado vizinho de Yucatán.
Fotografando o pôr-do-dol em Nova Iorque - Estados Unidos
Falar de Nova Iorque parece fácil, pois a cidade que nunca dorme tem atrações para todos os gostos, bolsos e estilos. Ao mesmo tempo é uma grande responsabilidade. Selecionar atividades para três dias na Big Apple e sair de lá feliz com a programação é uma missão quase impossível. Nós tentamos mesclar programas culturais e ao ar livre, explorando novos espaços, outros bem antigos, mas ainda desconhecidos pelo casal.
Times Square durante a tarde, em Nova Iorque - Estados Unidos
Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos
É importante deixar claro aqui que já estivemos em Nova Iorque em outra ocasião. No começo do inverno, em outubro de 2007, o Rodrigo veio correr a prova da famosa Maratona de Nova Iorque e eu vim como equipe de terra e tiete. O friozinho e os dias na cidade nos deram oportunidade de conhecer algumas atrações obrigatórias como Empire State, Museu de História Natural e o Metropolitan Museum of Art. Assim sendo desta vez tivemos mais tempo para dedicar aos nossos locais preferidos e descobrir as novidades da ilha de Manhattan.
Lago para prática de remo no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Lago no Central Park conhecido por seus "veleiros de brinquedo", em Nova Iorque - Estados Unidos
Nova Iorque no verão é uma cidade muito vívida, colorida e movimentada. Pessoas de todos os cantos do mundo vão e vem pelas avenidas. Escutamos árabe, chinês, alemão, norueguês, espanhol, japonês, alguns idiomas irreconhecíveis e muuuuuito português, brasileiro, é claro. A brazucada se destaca facilmente na multidão, com suas sacolas de compras e uma certa euforia típica dos nossos conterrâneos (me incluo nessa). Não é para menos, a alegria de estar conhecendo a capital do mundo é grande e salta aos olhos dos dois curiosos viajantes aqui. Andar pelas ruas nova iorquinas é realmente uma experiência antropológica.
Não é fácil (nem barato!) estacionar em Nova Iorque - Estados Unidos
Vista da High Line em Nova Iorque - Estados Unidos
Não tem melhor opção para começar a se sentir mais íntimo da cidade que uma longa manhã de explorações no Central Park! Roupa de caminhada, tênis de corrida e sem perder tempo já vamos comendo “on the go” um copão de iogurte natural com granola comprado na esquina. Em uma cidade plana como esta o ideal para os turistas saudáveis e bem dispostos é suar a camisa e sair andando por aí.
Alongamento no Central Park, numa magnífica manhã de verão em Nova Iorque - Estados Unidos
Passamos pela iluminada Times Square, caminhamos a 7ª e 6ª Avenida e cruzamos todo o Central Park. Gramados lotados de veranistas de biquíni tomando sol, praticando ioga, corrida, bike, mães com seus bebês e cachorros levando seus donos para passear. As quadras de baseball estavam cheias, com seus times de masters aproveitando o verão para colocar os treinos em dia. O coração verde de Manhattan ganha um ar praiano irresistível nestes dias quentes de verão.
Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Aproveitando o dia de sol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Jogo de beisebol no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Caminhamos forte até o Dakota Building, prédio onde viveu e morreu o Beatle John Lennon. Passamos pelos campos de morango em direção ao Reservoir e com corpo aquecido aceleramos na corrida apreciando o skyline de Manhatan sobre a água que abastece a cidade.
Corrida ao redor do Resevoir, no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Chegamos ao Upper East Side na altura da 87 St. com a 5ª Avenida, em frente ao Guggenheim Museum e já decidimos o museu da vez. Descemos pela Museum Mile já nos lamentando por não ter tempo de rever o Metropolitan, que entre outras exposições destacava a Byzantium and Islam - Age of Transition. Se alguém for, por favor nos conte!
O famoso Museu Metropolitan, na 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos
Levando cães para passear no Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Um detour rápido até a Park Avenue, cruzando a vizinhança bacana dos wealthies new yorkers e retornamos ao Central Park com blackberries e cerejas frescas. Logo chegamos à 5ª Av e ao templo do consumismo moderno, a Apple Store. A experiência de uso é o foco principal neste case de marketing dentro de um cubo de vidro, parada obrigatória para qualquer marqueteiro, comunicador ou aficionado por tecnologia.
A famosa loja da Apple na 5a Avenida, esquina do Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
Maravilhosa loja de frutas no Upper East Side, em Nova Iorque, Nos Estados Unidos
Do moderno a um antigo templo da cidade, a St Patrick´s Cathedral. Imponente e silenciosa, a catedral construída de 1858 tem mais de um milhão de velas acendidas todos os anos! Passamos pelo Rockfeller Center e antes de continuarmos a caminhada fizemos um pit stop rápido no hotel para um banho e o figurino mais casual de fim de tarde.
Interior da Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos
Catedral de St. Patrick, em Nova Iorque - Estados Unidos
A Highline é a atração no Meatpacking District. Antes esta zona esquecida da cidade, entre o West Village e o sul de Chelsea era cortada por uma linha de trem desativada, com mato crescido que nada acrescentava à cidade. Em um projeto de revitalização do bairro, conservação de sua história e criação de um cinturão verde ao redor da ilha, nasceu o projeto da Highline.
Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos
Iniciativa de alguns poucos moradores da região que discordavam da demolição dessa estrutura e que se uniram para montar o projeto, angariar fundos e transformaram uma área perdida em mais um lindo parque. A estreita passarela elevada ganhou calçada, um projeto de paisagismo com plantas nativas do estado de Nova Iorque, além de mirantes, exposições de arte e áreas de lounge com cadeiras de praia em frente a uma corrente de água, como uma praia nos jardins suspensos da Babilônia.
Caminhando pela High Line em Nova Iorque - Estados Unidos
Pessoas relaxam e tomam sol na High Line em Nova Iorque - Estados Unidos
Cruzamos o agito dos bares e restaurantes do Meatpacking District e do Chelsea em direção ao prédio triangular que muitos devem lembrar do seriado Friends, quase em frente ao Madison Square Park e ao nosso destino final, o indicadíssimo Eataly!
Caminhando pela 5a Avenida, em Nova Iorque - Estados Unidos
O Eataly é um mercadão italiano com todos os produtos da mama que você pode imaginar. Desde verduras e legumes frescos, passando por cogumelos, molhos de tomate importados, azeites, balsâmicos, massas artesanais, caseiras, compotas, embutidos e, é claro, muitos queijos e vinhos! No centro deste mercadão de luxo, alguns restaurantes preparam tábuas e oferecem especialidades desde o Vêneto à Costa Amalfitana!
Venda de queijos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos
Queijos, salames e vinhos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos
Vnda de cogumelos no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos
Delicioso vinho italiano no "Eat-aly", em Nova Iorque - Estados Unidos
Este roteiro completo possui aproximadamente 25 km, caminhados quase sem sentir dentre os arranha-céus de Manhattan e algumas de suas melhores atrações!
Visualizar Walking tour em NY (rota aproximada - 25 km) em um mapa maior
Aos mais preguiçosos, metrôs e/ou táxis estão sempre disponíveis no caminho, mas garanto, não só pelas calorias perdidas, se o fizer a pé não irá se arrepender!
Central Park, em Nova Iorque, nos Estados Unidos
"Cuidado com as lhamas!" (no caminho entre Salta e Cachi - Argentina)
Hoje começamos o nosso roteiro no sul da Província de Salta. Chegamos ao Vale Calchaquíes, em direção às cidades de Cachi e Cafayate. A estrada é belíssima, mais uma das paisagens grandiosas das quebradas formadas pelas geleiras e degelos. Montanhas coloridas em todos os tons de amarelo, vermelho, terracota, preto, dependendo do mineral encontrado na sua composição.
Bela paisagem entre Cachi e Molinos, nos vales Calchaquíes - Argentina
Cruzamos o Parque Nacional de los Cardones, um tipo de cactos predominante na região utilizado há centenas de anos para a construção de casas, igrejas nos tempos coloniais, etc. Há até um estudo liga a concentração de cardones às regiões que já foram habitadas, pois os antigos povos e alimentavam do seu fruto e disseminavam suas sementes já com um ótimo adubo orgânico pela puna e encostas destes morros.
Os famosos Cardones, no caminho entre Salta e Cachi - Argentina
A rodovia chega a aproximados 3400m de altitude na Cuesta del Obispo, com uma linda vista da região. A cidade de Cachi é a cidade mais estruturada para explorar a área, almoçamos no delicioso bistrô da praça e visitamos sua igreja com tetos e vigas de cardones.
Admirando a estrada que sobe a Cuesta del Obispo, no caminho entre Salta e Cachi - Argentina
Ali perto fica um lugarejo ainda menor, mas de grande importância histórica para a região. Ali viveram um governador da época colonial espanhola e um herói federalista, que lutou pela união da Argentina. Vale a pena conhecer o Hostal Provincial de Molinos, antiga casa do último governador de Salta nos tempos coloniais deste vilarejo.
Placa de hotel em Molinos, nos vales Calchaquíes - Argentina
Foi lá que resolvemos passar a noite. A vila é pequena, não há muito o que conhecer. A linda igrejinha e o museu, pequeno, mas muito bem montado, com informações sobre a região, os tempos coloniais e guerras entre federalistas e unitários.
Igreja iluminada de Molinos, nos vales Calchaquíes - Argentina
A paisagem e calmaria dos arredores de Molinos são um convite para uma cavalgada. Fechamos os olhos e viajamos aos tempos coloniais, onde lugares como este permanecem até hoje como eram nos velhos tempos.
Tranquila rua restaurada em Molinos, nos vales Calchaquíes - Argentina
Chegando à Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru
Com os jardins suspensos mais vivos e produtivos do mundo, o Vale Sagrado não chegou a entrar na lista das 7 maravilhas do mundo antigo, como seus irmãos babilônicos, mas até hoje deixa de queixo caído centenas de milhares de turistas que o visitam de todos os cantos do globo.
Garoto e lhamas posam para fotos em mirante do Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru
As terraças andinas penduradas nas encostas das gigantes montanhas dos Andes dominam a paisagem deste vale tão sagrado para o povo andino. Sagrado por sua água, por seu clima e claro, por ser o celeiro que alimentou e continua alimentando gerações e gerações na região.
A famosa e bela paisagem do Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru
Os estreitos vales andinos não foram suficientes para alimentar os antigos Wari, na região de Ayacucho. A partir do século VI eles começaram a desenvolver a técnica de plantio dos Andenes, terraços cortados com 2 ou 3 metros de largura em montanhas com 45° (ou mais) de inclinação e preenchidos com terra cultivável. A técnica exigia uma grande força de trabalho e aos poucos foi sendo aperfeiçoada e disseminada pelos Waris (ou Huaris), primeiro grande império andino entre os séculos VI e X. Apenas mais tarde ela ganharia escalas babilônicas, depois da conquista do Vale de Tambo pelo Inca Pachacútec (1438). Pachacútec, é o Alexandre - O Grande aqui na América do Sul, ele foi o responsável pela transformação do pequeno reino de Cusco no grande Império Inca.
As incríveis ruínas incas de Pisac, no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru
O terreno seco e pedregoso dos Andes aqui é cortado pelo Rio Urubamba, um dos principais rios do Perú que faz parte da bacia do Rio Amazonas. De Písac até o povoado de Urubamba ele ganha o nome de Rio Vilcanota, que em inca significa sagrado ou coisa maravilhosa.
Subindo a íngrime montanha onde estão as ruínas incas de Pisac, Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru
A 2.800m sobre o nível do mar esta obra de engenharia agrícola possui uma tecnologia incrível de canais de irrigação e terraços de plantio. As construções dos terraços de pedra impermeabilizados, irrigados e desenhados contra terremotos e deslizamentos de terra feita pelos povos pré-colombianos viabilizou o plantio em terrenos tão íngremes e pedregosos. Eles transformaram a paisagem dando novos contornos às montanhas do Vale Sagrado, que até hoje é conhecido por possuir o melhor grão de milho de todo o Perú.
Alguns dos muitos tipos de milho que existem no país, nas Salinas de Maras, no Valle Sagrado, perto de Cusco, no Peru
Originalmente chamado de Valle del Tambo, o Vale Sagrado foi povoado pelos Ayamarcas vindos do Altiplano em busca de melhores terras para o cultivo. Um vale verde com montanhas todas recortadas de cima a baixo e entremeada por pequenos povoados indígenas e ruínas incas, hoje se tornou um dos paraísos dos aventureiros e exploradores apaixonados por história, aventura e arqueologia.
O garoto e as lhamas: foto típica no Valle Sagrado, nas proximidades de Cusco, no Peru
No roteiro estão os sítios arqueológicos como Sacsayhuamán, Písac, Moray, Maras e Ollantaytambo. Ollanta merece um capítulo à parte, não apenas por sua história, mas também por ser das poucas cidades incas ainda viva. Nos próximos posts vamos dar uma olhada em cada um dos sítios incas de beleza e proporções babilônicas que visitamos no Vale Sagrado, vamos?
Entardecer visto do alto das dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
São 8h30 da manhã e acabamos de chegar à Ilha de Lençóis. Caminhamos para a vila de pescadores procurando por pouso e fomos recepcionados por uma moradora e sua filha que nos acompanharam até a pousada de Hélio. A ilha possui 3 pousadas, mas logo simpatizamos com esta pousada familiar, com quartos amplos, limpos e arejados, banheiro conjugado, em uma casa de palha de babaçu.
Difícil caminhanda chegando na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Hélio e Marluce são os simpáticos donos da pousada. Hélio nos contou que 10 anos atrás recebeu as primeiras turistas aqui, ainda antes da luz chegar na comunidade. Eram 3 meninas de São Paulo que não conseguiram pouso na única pousada que havia, onde hoje é o Serafim. Foi aí que ele viu uma oportunidade e começou a se organizar. Foi melhorando a casa, aumentou o número de quartos, arrumou o banheiro, comprou uma bomba de água e foi montando uma infra-estrutura para receber seus hóspedes.
Entardecer visto do alto das dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
A luz chegou à Ilha de Lençóis em 2006 com o programa do governo Luz para Todos. A geração é feita através de dois moinhos de energia eólica, placas solares e para os períodos de inverno um gerador a diesel. A energia trouxe consigo alguns itens básicos do mundo moderno como, por exemplo, a geladeira. Em um lugar distante 4 horas de barco do continente, uma geladeira é um item essencial. A alimentação é basicamente peixe e camarão, além dos grãos, arroz e feijão. Queijo, frutas e verduras são itens muito perecíveis para a viagem e venda na ilha.
Energia elétrica na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
O isolamento desta comunidade é tanto, que o casamento genético entre parentes acabou tornando comuns os casos de albinismo na população. Conhecidos como os Filhos da Lua, os albinos possuem uma característica recessiva de genes que fazem com que eles não produzam melanina na pele. Por isso seus cabelos são loiros bem claros, sua pele branca e hiper sensível à luz, não podendo ser expostas ao sol.
Caminhando nas dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Enquanto caminhávamos para as lagoas com Nielly, 13 anos, filha mais velha de Hélio, perguntamos se ainda são comuns os casos, ela conseguiu contar ainda 10 pessoas albinas que vivem na comunidade, além de seu avô, que já se mudou para Cururupu. Uma manhã de céu aberto e sol já pode significar queimaduras de terceiro grau em suas peles. Por isso é mais fácil encontrá-los fora de casa em dias nublados ou ainda a noite. Os adultos albinos optam por trabalhar durante a noite, criando uma rotina alternativa para se adaptar ao clima local. Outros acabam se mudando para uma cidade maior, fugindo do sol e do efeito altamente cancerígeno que possui em suas peles.
Dunas e pequenas lagoas na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Não é a toa que a ilha possui o nome de Lençóis. Suas dunas e lagoas lembram o Parque Nacional homônimo, e ela possui um subsolo rico em lençóis freáticos, motivo pelo qual esta é uma das ilhas mais ricas em recursos naturais na região. A comunidade do Guará, em uma ilha vizinha, não possui uma só fonte de água doce, dependendo de transporte de barco para toda a água potável consumida pela população. Hoje mesmo soubemos que um grupo do ICM Bio e Polícia Federal veio fazer a instalação de duas cisternas que irão captar água da chuva, ajudando a comunidade mais pobre da Reserva.
Enquanto tomávamos um banho de mar, encontramos o Seu Domingos, pescador que havia acabado de tirar um Xaréu de 10 kg da água! Ele veio nos avisar para tomar cuidado, pois algum peixe grande havia furado a sua rede. Olha que um peixe para furar a rede que pesca um Xaréu deste tamanho, só pode ser um tubarão ou um mero, nos disse ele preocupado.
Seu Domingos e sua pescaria, na praia da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Tínhamos que voltar logo mesmo, pois sabíamos que Marluce já estava nos aguardando para o almoço. Retornamos pelas dunas, tomamos um banho de lagoa, que ainda estão começando a encher. Depois do almoço aproveitamos para tirar uma pestana antes de subir as outras dunas que existem na ilha. Estas são mais altas e não formam lagoas, mas possuem um lindo visual das Reentrâncias Maranhenses, perfeito para o pôr-do-sol. Pena que as nuvens negras não estavam ajudando muito. Mais tarde fomos à procura do Mário, nosso transporte de volta e acabamos caindo por engano no Bar do Martins.
Nas dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Foi pisarmos ali que o mundo desabou. Foram horas de tempestade tropical, vento e muita chuva. Presos no bar, restava tomarmos uma Schin de Itú (única cerveja do bar) e socializar com Seu Zé Maria e as crianças que ficaram por lá. Acabou que no final virou um baita carnaval! Estavam lá Micaela, Micael (irmãos gêmeos), Ana Luiza, José Kleber, Devanilson, Gleise e várias outras crianças que não me deixaram respirar um só minuto.
Festa com as crianças no Bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Esconde-esconde, pega-pega, cavalinho, ciranda; brincamos e dançamos tudo o que vocês possam imaginar. Até aula de geografia rolou. O Zé Maria já estava até mandando as crianças para casa depois de tanta folia.
Com o Zé Maria, no Bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA
Quando a chuva parou, foi a minha deixa para irmos embora. Deixei os pequenos gêmeos em casa e fomos para o nosso descanso merecido. Este foi apenas o primeiro dia e já estamos nos sentindo em casa, vai ser difícil ir embora.
Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok
Acordamos em Seward ainda com muita chuva. Nosso plano inicial era ir a Valdez, também no litoral chuvoso e os “flood and wind warnings” ainda estavam vermelhos. É, aparentemente esse mau tempo veio para ficar, mas ainda assim decidimos ir e enfrentar a estrada, afinal eu não queria passar o meu aniversário em uma cidade alagada e devastada por tufões!
Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska
Pegamos a estrada em direção a Anchorage, sempre em contato com os nossos amigos Kombianos, que acompanhavam na rádio e televisão os avisos e pareciam estar preocupados com os dois doidos aqui enfrentando a ventania. A chuva e o vento continuaram forte, mas foi no Belluga Point, já a poucos quilômetros de Anchorage, que sentimos o vento aumentar. Paramos com a esperança de ainda encontrar alguma belluga, mas aparentemente elas não somos só nós que nos incomodamos com vento e mar agitado.
Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska
A curiosidade de sentir a força e o poder do vento veio primeiro no louco do Rodrigo. Ele saiu do carro num vento e frio desgraçado, só de camiseta e deixou o vento sustentar todo o seu peso. Corria contra o vento e voltava planando, se divertindo e entretendo os outros motoristas que paravam por ali. Depois das fotos me enchi de coragem e saí, enfrentando a água e o vento, até que um tufão mais forte me pegou forte e levou por uns poucos metros. Foi um bom susto! Eu corri para o carro e fim da brincadeira!
Enfrentando e se divertindo com ventos de mais de 100 km/h, na estrada para Anchorage, de volta da Península do Kenai, no sul do Alaska
Em Anchorage paramos por uma hora para reencontrar Meli e Jorge, tomamos um chá no Starbucks trocando mais experiências sobre as nossas viagens e entendendo melhor os planos para o futuro próximo. Quem sabe conseguimos nos encontrar na estrada! Para nós que estamos na estrada a muito tempo, detalhes como voltar a uma mesma cidade e reencontrar pessoas conhecidas se tornam estranhamente prazerosos. É a sensação de um lugar comum que não temos há muito tempo, a falsa sensação de estar em casa.
A Fiona reencontra a aventureira Lunita, em Anchorage, maior cidade do Alaska
Nos despedimos de Anchorage sem muita esperança do tempo melhorar e acabamos decidindo cancelar a nossa ida a Valdez e seguimos para o norte, direto para a pequena cidade de Tok. Já passamos por aqui quando chegamos ao Alaska, foi a nossa primeira parada no centro de visitantes, mais uma vez já nos sentimos quase locais! Hehehe.
Reencontro com os amigos viajantes colombianos, Jorge e Meli, em Anchorage, maior cidade do Alaska
Dirigimos todo o dia, passando por novas paisagens belíssimas, geleiras, rios e áreas naturais da região de Vasilia que certamente mereceriam mais pelo menos 3 dias ou uma semana para serem exploradas.
Uma colossal e fantástica geleira parece invadir o vale, no caminho entre Anchorage e Tok, no Alaska
Já era noite e o céu estava estrelado! Nos hospedamos no primeiro motel que encontramos na beira da estrada e ficamos de olho no céu, a previsão da aurora era boa, 5/10! Já que não pudemos conhecer vários dos parques nacionais no Kenai, viemos para cá com a esperança de encontrarmos uma boa aurora! As condições estavam aí, só faltava aquela pitada de sorte para termos uma bem sobre as nossas cabeças!
Nossa mais bela Aurora Boreal, nos céus de Tok, no Alaska
Acabava de virar meia-noite e nós já comemorávamos o meu aniversário, 31 anos! De repente olhamos para o alto e vemos as luzes verdes começando a iluminar o céu. Pegamos a Fiona e saímos da cidade, qualquer luz pode diminuir a nossa capacidade de enxergar a aurora. A íris se acostuma ao escuro e a aurora fica ainda mais clara e brilhante. Rodamos uns 20km e as luzes pareciam não querer nos deixar! Finalmente chegamos a um recuo da estrada, entrada de uma terra indígena, logo após a balança de carga de caminhões. Olhamos para o céu e lá estava ela, bela e formosa. Ela não parecia muito diferente do que já havíamos visto em Coldfoot e em Denali, mas estava mais prolongada e formava arcos completos a 90° da linha do horizonte, cruzando o céu de leste a oeste. Era um formato curioso, enfim, “vivendo e aprendendo sobre as auroras”, pensamos.
Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska
De repente, apontei o canto esquerdo do arco para o Rodrigo, as luzes estavam começando a ficar mais fortes, saímos da Fiona e o espetáculo de luzes começou! Uma explosão de cores, verde, azul, vermelha, branca e roxa, todas as cores formando espirais e cones que caíam dos céus dançando como uma cortina de luzes ao vento.
Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok
A imagem era tão inacreditável, que ríamos, gritávamos e chorávamos de emoção, todos os sentimentos ao mesmo tempo! Ali já nos demos conta de quão único era o momento que estávamos vivendo, quão raro e esplêndido era aquele evento celeste, que na mesma intensidade durou não mais do que 5 minutos e aos poucos diminuiu e se esvaneceu, voltando a ser a aurora que nós já conhecíamos. Hoje nos demos conta que a aurora que vimos não era a verdadeira auroral boreal! O céu se iluminou tanto quando em imenso show de fogos de artifícios, mas trilhões de vezes mais bonito! Tanto na dança, quanto na velocidade, quanto nas cores e na intensidade, só imagine que a luz e o clarão da tal aurora, não é como a luz do sol, e sim como a luz dos fogos... A noite fica clara e nós, embaixo, embasbacados.
Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok
Fugimos da chuva com um objetivo, a aurora, mas não imaginamos que seríamos recompensados a esta altura! Esse foi sem dúvida o maior presente de aniversário que eu nunca havia pensado que um dia iria receber na minha vida! Uma aurora boreal animal, na beira da estrada na periferia de Tok, a 1 hora da manhã!?! Isso não tem preço!!!
Um verdadeiro show de luzes e cores na nossa mais linda Aurora Boreal nessa passagem pelo Alaska, em Tok
32° ano, seja bem vindo! Prometo que será bem vivido!
Um verdadeiro show cósmico, na Aurora Boreal na noite sem lua em Tok, no Alaska
O vulcão Baru, ponto mais alto do Panamá, na região de Boquete
O Panamá tem 3 principais passos fronteiriços com a Costa Rica. O principal deles é o de Paso Canoas na Rodovia Panamericana (ou Interamericana, como é chamada por aqui). Esta fronteira é super movimentada e por isso o Rodrigo quis evitá-la. A segunda fronteira mais utilizada é do litoral caribenho, perto de Bocas del Toro, que conheceremos no retorno da viagem. Sobrou então a fronteira de Rio Sereno, na região central e montanhosa do país.
As estradas panamenhas foram asfaltadas há pouco tempo, estão uma belezinha. Mas como toda estrada de montanha, as curvas tornam o trajeto mais longo embora muitas vezes seja mais bonito. Eu por outro lado adoro fugir de tantas curvas, já que meu labirinto não me ajuda a curtir sem enjoar. Além disso, eu estava com uma pulga atrás da orelha, algo me dizia que não era por aí. Aquele sexto-sentido que nunca tem espaço frente a argumentos racionais e “interneticamente” comprovados. Acabamos decidindo cruzar pela fronteira menos utilizada. Afinal algumas teimosias do Rodrigo são pertinentes e já devem ter nos facilitado alguns caminhos.
Chegamos a Rio Sereno e entramos em todas as filas necessárias. Demos baixa do carro na aduana e saída na imigração panamenha e atravessamos a rua para a Costa Rica. Já com o passaporte do Ro carimbado, fizemos a pergunta fatídica “onde é a aduana?”. Nesse momento a casa caiu. O oficial da imigração nos perguntou em tom fúnebre “Vocês estão de carro? Então não posso autorizar a entrada de vocês no país, pois nesta fronteira não existe aduana.”
As estradas que rodamos ainda não estão atualizadas no googlemaps
Nas pesquisas do Rodrigo alguns poucos sortudos conseguiram passar de moto por aqui, mas esqueceram de mencionar que a aduana funciona apenas quando o funcionário aparece. E quando ele aparece? Só Deus sabe! Bem, não teve jeito. Tivemos que cancelar a entrada na Costa Rica, cancelar a saída do Panamá, reaver os documentos da Fiona e dirigir quase 3 horas para Paso Canoas, aquela primeira fronteira da qual estávamos fugindo.
Ok, a fronteira é uma zona, trocentos carros bagunçando o trânsito, mas chegando lá a imigração e as filas nem estavam grandes, 3 pessoas na nossa frente. O processo nem foi demorado, compramos o seguro e o que demorou mesmo foi apenas a emissão do documento da Fiona, tamanha a agilidade do “sistema”. Afinal, não é lógico que a principal fronteira tenha processos mais rápidos para dar conta do volume? Ah! Detalhe, o nosso destino final já era aqui no litoral, pertinho da Panamericana. By the way, por que mesmo demos uma volta pelas montanhas?
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