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Blog da Ana - 1000 dias

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Kenai Península

Alaska, Homer, Seward

Muitas cores na bela paisagem da estrada entre Homer e Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska

Muitas cores na bela paisagem da estrada entre Homer e Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska


A Kenai Península é conhecida como o parque de diversões do Alasca, ou ao menos dos moradores de Anchorage e arredores. Eles vêm à península nos feriados e finais de semana para pescar, caçar, pedalar, escalar, fazer trekking, rafting e canoagem ou apenas sentar em uma cabana e ver a vida selvagem passar em um dos seus parques e reservas. Nela estão localizados o Kenai Fjords National Park, Kachemak Bay State Park e as rotas de acesso aos Parques Nacionais de Lake Clark e o famoso Katmai National Park.

Cisnes parecem enfeitar ainda mais a bela paisagem na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska

Cisnes parecem enfeitar ainda mais a bela paisagem na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska


O caminho de Anchorage para as cidades ao sul na península já é sozinha, uma atração. Após o a imensa baia tem o espetáculo da grande maré, que enche rapidamente criando uma longa e interminável onda que alguns corajosos (pela temperatura da água, não pela onda) podem até surfar! No “Windy Point” uma boa vista das montanhas e da baía e um pouco adiante em dias mais claros podem ser vistas as baleias belugas, no Beluga Point, além de golfinhos, pássaros e o que a sua sorte permitir. Alguns museus de mineração vão contando as histórias dos pioneiros que desbravaram a região, da construção da linha de trem que cruza de Seward a Fairbanks paralela à estrada, no mesmo caminho das montanhas.

Mesmo com chuca, também há incêndios no ALaska! (estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska). Esse aí parece ter sido planejado...

Mesmo com chuca, também há incêndios no ALaska! (estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska). Esse aí parece ter sido planejado...


Vizinho ao Kenai está o Katmai National Park, o paraíso dos ursos grizzlies e brown bears. Sabe aquela cena famosa dos ursos pescando salmão na beira de uma cachoeira? Pois é, é lá mesmo. Uma das cenas mais famosas do Alasca, que está em todos os informativos, revistas e folhetos turísticos e é conhecida provavelmente, por apenas 1 % da população local. O motivo? O lugar é (in)acessível apenas por uma longa e cara viagem de barco ou voos de avião, que custam entre 350 a 600 dólares, dependendo da época e tipo de tour. Até onde conseguimos pesquisar os voos mais baratos saem de Homer, que está mais próximo geograficamente da entrada do parque nacional e da pequena vila de King Salmon.

Estamos em 'Bear Country', em trilha na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska

Estamos em "Bear Country", em trilha na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska


Foi no Katmai, o santuário dos ursos grizzlies, que o famoso e controverso Grizzlie Man e sua namorada foram atacados e devorados por um urso, conhecido por ele como Mr. Brown. Infelizmente Mr. Brown também morreu, para não passar para sua prole o gosto por carne humana. Treadwell viveu durante 13 anos entre estes lindos e imprevisíveis animais, mas Mr. Brown era relativamente novo na área e não deve ter ido muito com a cara dele. Esta é uma longa e curiosa história, se quiser saber mais o cineasta alemão Werner Herzog fez um filme-documentário, o “Grizzlie Man”. O filme recebeu vários prêmios, embora ainda hajam controvérsias sobre a leitura psicológica e o enfoque que foi dado.

Cores de Outono predominam nessa época na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska

Cores de Outono predominam nessa época na estrada para Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska


Outro parque nacional obrigatório é o Kenai Fiords National Park, coberto pelo imenso Harding Icefield, possui 607.805 acres de área preservadas e é o lugar que orcas, lontras, puffins, ursos e alces chamam de lar. Excursões de barco e caiaque entre os fiordes e os trekkings no Exit Glacier, são alguns dos programas mais procurados na pequena cidade de Seward.

Descendo a montanha como uma verdadeira rampa de gelo, a incrível Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska. Com a chuva, o rio que nasce na geleira está furioso

Descendo a montanha como uma verdadeira rampa de gelo, a incrível Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska. Com a chuva, o rio que nasce na geleira está furioso


Seward está localizada na Ressurection Bay, o fundo de um dos fiordes que forma o parque e é uma das mais distantes cidades na rota dos cruzeiros no Alasca. Imagino que seja um lindo lugar para conhecer de barco entre as altas paredes dos fiordes, se não estiver chovendo. Nós subimos de Homer para cá com tempo horrível, no caminho obras e alguns bravos alascans enfrentando o mau tempo em prol de uma boa pescaria.

Muita chuva no caminho para Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska

Muita chuva no caminho para Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska


Chegamos ao hotel no final da tarde e descobrimos que a cidade estava com dois avisos de segurança, as próximas 24 horas prometiam enchentes e tufões de ventos que poderiam chegar até 100 milhas/hora, o equivalente a 160km/h! Na beira do mar mal conseguíamos ver a baía, quanto menos os fiordes, e a chuva só piorava. Aqueles que puderam, cancelaram sua estadia e voltaram para Anchorage, uma moradora me disse que isso não é comum por aqui. Para nós encontrar o mau tempo dentro de um hotel aqui ou lá não faria diferença alguma, o problema seria a estrada. Ainda assim decidimos ficar e só saímos para jantar em um restaurante na rua principal, voltamos ao hotel e ficamos de olho nos sites meteorológicos para decidir os nossos próximos passos. Agora é cruzar os dedos e torcer para que a tempestade passe.

Muita água e corrente fprtíssima no rio que nasce na Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska

Muita água e corrente fprtíssima no rio que nasce na Exit Glacier, região de Seward, na Península do Kenai, sul do Alaska

Alaska, Homer, Seward, Kachemak Bay, Katmai, Kenai, parque nacional

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Preparativos

Brasil, Minas Gerais, Passa Quatro (Pedra da Mina)

Ontem, a caminho de Passa Quatro passamos por Itamonte para colocar gasolina na Fiona. No posto o Ro comentou que iríamos subir a Pedra da Mina e que precisávamos achar um guia. O cara do posto não só nos indicou a o pessoal da Harpia, como ligou para lá para combinarmos de nos encontrar para organizar a subida na manhã seguinte.

Chegando lá comecei a perceber que esta caminhada não seria tão simples. O Alessandro e o Rodolfo, montanhistas, guias e sócios da Harpia e do Casarão, hostel para montanhistas da cidade, começaram a nos perguntar sobre o equipamento que tínhamos para montanha, qual era a nossa experiência, etc, etc. Falamos, mas aos poucos eles foram passando o recado que a Pedra da Mina era mais complicada do que eu imaginava. Um dia antes um cara foi resgatado de helicóptero na região, pois se perdeu tentando fazer a travessia da Serra Fina. Já sabíamos que não era fácil, Haroldo e Guto (primo e irmão do Ro) fizeram duas vezes e já haviam nos alertado, por isso decidimos fazer a caminhada em dois dias, acampando lá em cima. Mesmo tendo mais tempo para fazer o percurso, isso nos exigiu um planejamento diferente, teríamos que carregar nossa casa lá para cima, água, comida e equipamentos.

Nosso plano inicial não incluía compra alguma, mas nem eu nem o Ro tínhamos uma bota para montanha. Eu sempre usei tênis, acho muito mais confortável, mas não era o equipamento adequado para carregar peso em uma subida como esta. Depois de muita conversa, me convenceram a usar botas. Assim, compramos apenas o equipamento básico que estávamos precisando, isolante térmico, botas próprias para escalada e uma jaqueta impermeável e corta-vento, que de quebra vem com um sensor para me acharem se eu for pega por uma avalanche! Espero nunca precisar usar o sensor, mas a jaqueta pelo jeito será necessária, já que a previsão para a noite é de -3°C lá em cima! Bem equipados, agora só resta saber se realmente estou com o preparo físico, mas isso só vou descobrir lá no caminho.

Brasil, Minas Gerais, Passa Quatro (Pedra da Mina), Harpia, Montanha, Pedra da Mina, Serra Fina, Trekking

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Hasta la vista baby!

Equador, Quito

Laura e Rafa pegando o táxi para o aeroporto em Quito, no Equador

Laura e Rafa pegando o táxi para o aeroporto em Quito, no Equador


Quito tem um clima meio instável, mas neste pouco tempo que ficamos aqui até que conseguimos encontrar um certo padrão. Todo e qualquer passeio que você tenha para fazer em lugares abertos, faça pela manhã. Com sorte você terá céu azul e uma ótima luz para fotos. Perto do meio-dia o tempo começa a fechar, as nuvens cinza tomam conta do céu e tem uma grande chance de chover.
Tentando aproveitar os últimos momentos antes de Laura e Rafael pegarem o vôo para o Brasil, fomos conhecer um dos principais mirantes da cidade de Quito.

Quito vista do alto do teleférico, no Equador

Quito vista do alto do teleférico, no Equador


Quito foi construída na base de um vulcão ativo que teve a sua última grande erupção em 1660. Atividades vulcânicas foram registradas também no século XIX e a última em 2006, nada sério, mas chegou a fechar o aeroporto pela grande quantidade de cinzas que foi espalhada sobre a cidade.

Observando uma Quito bem nublada no teleférico da capital, no Equador

Observando uma Quito bem nublada no teleférico da capital, no Equador


O teleférico construído na base do Ruccu Pichincha nos leva dos 2.900m à Cruz de Loma a 4.100m de altitude, em no máximo 10 minutos. Nós demoramos um pouco mais para subir e 30 minutos a mais na hora de descer, já que pegamos uma chuva de granizo forte que deixou todo o páramo branco, como se houvesse nevado.

Muita chuva e granizo no teleférico em Quito, no Equador

Muita chuva e granizo no teleférico em Quito, no Equador


Em resumo, quando chegamos lá em cima não pudemos ver o Antisana, nem o Cotopaxi e muito menos o Cayambe, vulcões que fazem parte da bonita paisagem normalmente alcançada desde o mirante em dias claros de sol. Lá em cima também existem algumas trilhas nos páramos de altitude com belas vistas e inclusive uma que chega à boca do vulcão a 4.900m. Nós que chegamos junto com a chuva, aproveitamos para tomar um chazinho gostoso nos bares enquanto esperávamos o tempo e o teleférico abrir para o retorno.

Laura e Rafa no teleférico em Quito, no Equador

Laura e Rafa no teleférico em Quito, no Equador


Retornamos ao hotel depois de uma passada rápida pelo Burguer King, junk, mas fast food para que Laura e Rafa não perdessem o horário do vôo. No restante do dia aproveitamos para trabalhar no site e retirar as coisas de dentro da Fiona, que já está com a sua revisão de 60 mil km agendada na Toyota Casabaca, concessionária em Quito.

Foto de despedida dos padrinhos Rafa e Laura, no hotel Eugenia, em Quito, no Equador

Foto de despedida dos padrinhos Rafa e Laura, no hotel Eugenia, em Quito, no Equador


À noite jantamos no Pavarotti, restaurante italiano super indicado pelo trip advisor, já que o seu vizinho La Choza, de comida típica equatoriana, já estava fechado. Estávamos ainda tristes e indignados pela notícia que acabávamos de ler “Aos 56 anos, morre Steve Jobs.” Enquanto conversávamos sobre seus feitos e dessa luta injusta que travou contra o câncer, o vemos participando mais uma vez na nossa vida. O garçom nos ofereceu uma curiosa carta de vinhos, em um Ipad. Escolhemos o vinho no mapa mundi, o menu interativo falava sobre a região, vinícola e detalhes do vinho. É Steve, você ainda está entre nós.

Tempo bastante nublado em Quito, no Equador, vista aos 4 mil metros no morro Pichincha

Tempo bastante nublado em Quito, no Equador, vista aos 4 mil metros no morro Pichincha

Equador, Quito, Ecuador, Pichincha, Steve Jobs, Teleférico

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St Vincent and the Granadines

São Vicente E Granadinas, Kingstown, Bequia, Union Island

Pier avança sobre o lindo mar de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe

Pier avança sobre o lindo mar de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe


São Vincente e Granadinas é um dos arquipélagos mais famosos entre os velejadores do Mar do Caribe, chegando aqui logo entendemos o porquê. Além das águas turquesas, praias de areia branca e sol inesgotável, aqui eles encontram os cenários e as condições perfeitas para viajar. Um conjunto de pequenas ilhas paradisíacas formam as Granadinas, irmãs menores de St. Vincent, todas com baias protegidas e perfeitas para os barcos aportarem. O arquipélago é o penúltimo país ao sul deste arco vulcânico ao sul do Caribe e por isso o ponto de partida, ou chegada, para muitos velejadores.

Mapa estilizado de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Mapa estilizado de São Vicente e Granadinas, no Caribe


A capital de St Vincent é a cidade de Kingston, não confundir com a capital homônima da Jamaica. Kingston é apenas um porto de passagem para a maioria dos viajantes como nós, que chegamos de avião vindos de Santa Lúcia e tivemos não mais de 15 minutos até a estação de ferry. Pelo menos escolhemos uma estrada cênica, o caminho longo e mais bonito, para chegar até lá! Se tiver tempo ouvimos dizer que vale a pena o trekking do Soufrière Volcano, em torno de 6 horas de caminhada.

Deixando para trás Kingstown, a capital de São Vicente, no Caribe

Deixando para trás Kingstown, a capital de São Vicente, no Caribe


Terminal de ferries da capital de São Vicente, no Caribe

Terminal de ferries da capital de São Vicente, no Caribe


Uma hora de viagem e vamos direto para uma das Granadinas, Bequia (pronuncia-se “békway” ou “bécuei” na escrita abrasileirada). Casa de aproximadamente 5 mil vicentinos é uma ilha de 18km2 e super tranquila, um lugar perfeito para relaxar e descansar.

Visão de Port Elizabeth, capital da ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe

Visão de Port Elizabeth, capital da ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe


Caminhando para o hotel pela orla de Port Elizabeth, a capital da ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe

Caminhando para o hotel pela orla de Port Elizabeth, a capital da ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe


Foi o que fizemos, passamos dois dias em um hotel na beira da baia em Port Elizabeth. Foi construída uma calçada entre a baia e a cidade, um promenade super gostoso para uma caminhada de final de tarde.

Jogando Bets em praia de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe

Jogando Bets em praia de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe


Calçada ao lado do mar em Port Elizabeth, em Bequia, ilha de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Calçada ao lado do mar em Port Elizabeth, em Bequia, ilha de São Vicente e Granadinas, no Caribe


As praias de Princess Margaret e Lower Bay são as mais bonitas e ficam a 20 minutos de caminhada dali ou 5 minutos de boat-táxi. Quase todos os hotéis tem um píer e podem ajudar a encontrar um barco ou te indicarão o ponto mais próximo.

Turistas pegam 'táxi' em Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe

Turistas pegam "táxi" em Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe


Nós fomos caminhando pela estrada no primeiro dia e no segundo decidimos ir nadando, fazendo snorkel e um bom exercício! Quem estiver mais disposto para explorar, alugar um carro ou pagar um táxi para fazer o tour ao redor da ilha, passando por praias e mirantes, também é uma opção.

A maré forma pequenas piscinas em praia de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe

A maré forma pequenas piscinas em praia de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe


Caminhando por praia na ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe

Caminhando por praia na ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe


Nesse nosso ritmo frenético, pulando de ilha em ilha, Bequia foi o lugar perfeito para tirarmos esses dois dias de descanso antes de seguirmos viagem.

Esperando a vida passar... (em Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe)

Esperando a vida passar... (em Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe)


No terceiro dia pela manhã pegamos o ferry e seguimos para Union Island, com paradas nas ilhas de Mustique, Canouan, Mayreau, a menor das ilhas com apenas 2,4 km2 e 254 habitantes.

Passando por uma das muitas ilhas de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Passando por uma das muitas ilhas de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Vários pedaços de paraíso perdidos no meio do Caribe. O último trecho da viagem eu ganhei a permissão do capitão para viajar no alto do ferry, com uma vista linda das ilhas, cabelos ao vento e um sorriso de orelha a orelha! Pena que a câmera não consegue captar todas essas emoções.

Navegando entre as ilhas Granadinas, em São Vicente e Granadinas, no Caribe

Navegando entre as ilhas Granadinas, em São Vicente e Granadinas, no Caribe


Cabibe de comando do fast ferry em São Vicente e Granadinas, no Caribe

Cabibe de comando do fast ferry em São Vicente e Granadinas, no Caribe


Quando chegamos em Mayreau eu pensei que já era Union Island e quase desci do ferry. Um senhor com quem confirmei a parada me disse, “quando você chegar em Union você saberá, é diferente.”

Bob Marley, sempre presente! (em Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe)

Bob Marley, sempre presente! (em Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe)


Chegamos à Union Island, 2 mil habitantes e não mais que 5km comprimento por 2,5km de de largura. Crianças correndo na rua, as casinhas coloridas dos feirantes com milhares de frutas na praça central e uma alegria intrínseca ao modo de vida dos que nasceram ou escolheram viver aqui.

A simpática vendedora de frutas em Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

A simpática vendedora de frutas em Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Praça central de Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Praça central de Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Nos hospedamos aí mesmo na baia, no Clifton Beach Guesthouse, simples mas com ótimo preço e bem localizado. Demos uma volta pela vila, compramos frutas e logo já estávamos cercados de amigos no Eclipse Twilight, bar onde Nikki e sua mãe recebem pescadores, tripulações, amigos, expats, locais e yatchers de todos os cantos do mundo!

Com a argentina Eugenia e a vicentina Niki, em Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Com a argentina Eugenia e a vicentina Niki, em Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Era aniversário de uma americana que trabalha no projeto de preservação das tartarugas, ela e suas amigas agitavam o karaokê, uma das amigas locais discotecava o melhor do groove funk dos anos 70 e eu preparava caipirinha de abacaxi para o pessoal. Várias pessoas interessantes, dentre elas um capitão da ilha de Dominica que já viajou por todo o Caribe e agora deve comprar um barco maior para se aventurar pelo Pacífico. Na sua tripulação ele leva Eugênia, uma argentina que trabalhou 6 anos na Espanha, cruzou o Atlântico trabalhando em um veleiro e agora está viajando pelo Caribe conforme consegue trabalho como tripulante.Outra forma de viajar barato e conhecer todo o Caribe, sensacional!

Com a argentina Eugenia, em Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Com a argentina Eugenia, em Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Rodrigo foi embora mais cedo, mas a minha noite terminou já era quase uma hora da manhã, com novos amigos e muita diversão onde eu menos imaginava! É, aquele senhor estava certo, todos saberão quando chegarem à Union Island!

Curtindo a belíssima Port Elizabeth, em Bequia, ilha de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Curtindo a belíssima Port Elizabeth, em Bequia, ilha de São Vicente e Granadinas, no Caribe

São Vicente E Granadinas, Kingstown, Bequia, Union Island, Caribbean, Clifton, Island hopping, Port Elizabeth, Praia, St Vincent and The Granadines

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Yellowstone em 3 dias

Estados Unidos, Wyoming, Yellowstone National Park

A fabulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

A fabulosa Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Todos nós já tivemos algum contato com o Yellowstone National Park na nossa vida. Os trintões e quarentões com certeza lembram do Zé Colméia e seu amigo Catatau. Pois é, Yellowstone é o parque nacional em que esses ursos simpáticos que nos acompanharam boa parte da infância viviam. Os mais jovens já tem uma referência mais dramática, a produção hollywodiana 2012 com cenas hiper-realistas da explosão do super vulcão. Não importa qual seja a sua referência, você já o conhece e se não conheceu pessoalmente ainda, deve considerar sériamente em conhecer. Este é um daqueles lugares na terra que todos temos ver antes de morrer.

Chegando ao Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Chegando ao Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


O maior parque dos “Lower 48” (todos os estados continentais, excluindo os Alasca), está no estado de Wyoming e ainda entende sua área sobre Idaho, a sudoeste, e Montana a noroeste e norte. Localizado sobre um dos maiores vulcões do mundo, o parque possui geisers, fontes de águas termais, fumarolas e poços de lama que demonstram que ainda há atividade vulcânica na região e ele está apenas dormindo.

Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Calcula-se que sua última explosão foi há aproximadamente 640 mil anos, antecedida por outras duas há 1,3 e 2 milhões de anos. A próxima erupção pode ser a qualquer momento e se ela ocorrer irá afetar não apenas os Estados Unidos, mas todo o mundo. Calma! Ainda assim, não há motivo para pânico. O Yellowstone é o vulcão mais estudado e monitorado do mundo. Qualquer informação mais detalhada pode ser encontrada aqui no site oficial do Observatório Vulcânico do Yellowstone.

A magnífica erupção do Grand Geiser, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

A magnífica erupção do Grand Geiser, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Enquanto este gigante dorme nós aproveitamos para conhecer as maravilhas criadas por ele nos últimos milhões de anos. O parque é imenso e foi dividido em 4 grandes áreas para facilitar o acesso dos milhões de turistas que visitam o parque anualmente. São necessários no mínimo 3 dias para ter uma visão geral de toda a área, mas você também pode ficar aqui um mês e ainda não ter visto tudo.

Admirados com a beleza hipnótica da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Admirados com a beleza hipnótica da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Nós tivemos três dias intensos no parque, com longos dias de verão e muita disposição para explorar todas as estradas possíveis. Fizemos algumas trilhas curtas, mas com tempo vale a pena se equipar e se aventurar em algum acampamento selvagem nas áreas mais distantes. Nos próximos posts vou tentar resumir o que vimos nestes três dias organizando-o nestas 3 áreas: Old Faithfull, Yellowstone Lake e West Thumb, The Grand Cânion of Yellowstone e Mamooth Springs.

Admirada com as lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Admirada com as lindas piscinas coloridas, de águas transparentes e ferventes, na área do Old Faithful, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Fizemos o nosso tour pelo Yellowstone baseados na cidade de West Yellowstone, na saída oeste do parque, próxima ao Madison Information Center. A cidadezinha tem toda infraestrutura e várias opções de acomodações mais baratas do que os hotéis dentro do parque. Alguns dos lodges oferecem quartos com preços até bem razoáveis, mas estes são os que lotam primeiro e devem ser reservados com 2 ou 3 meses de antecedência.

Mais uma cachoeira de águas geladas no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Mais uma cachoeira de águas geladas no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Nós rodamos, apenas dentro do parque, mais de 500 km. E olha que praticamente não repetimos caminhos! Então para aproveitar ao máximo os seus dias no Yellowstone, vale a pena alugar um carro, abastecê-lo de lanches, água e sucos e aproveitar bem a luz que durante o verão vai quase até as nova horas da noite. Se tiver você não estiver com pressa e tiver tempo para aproveitar este paraíso natural, este mesmo roteiro feito com calma irá ocupar facilmente mais dois ou três dias.

Enorme piscina de águas ferventes na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Enorme piscina de águas ferventes na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


A nossa experiência no Yellowstone foi fantástica! Encontro com animais e as forças mais poderosas da natureza nos renovam e fazem pensar como somos pequenos na escala de tempo e evolução. Um lugar único no mundo.

Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Maravilhoso entardecer na área da Grand Prismatic Pool, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos



Veja também os posts:
- Yellowstone - Old Faithful Area
- Yellowstone Lake e West Thumb
- Grand Canyon e Mamooth Springs

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Estados Unidos, Wyoming, Yellowstone National Park, National Park, parque nacional, roteiro, vulcão, West Yellowstone, Yellowstone Area

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Serra da Bocaina

Brasil, São Paulo, São José do Barreiro (P.N Serra da Bocaina)

Cachoeira de Santo Isidro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP

Cachoeira de Santo Isidro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP


Depois de uma intensa noite de pesquisas eleitorais e marinhas, acordei para a realidade. Nosso objetivo hoje é fazer uma rápida exploração no Parque Nacional da Serra da Bocaina, parque criado em 1971 com 110 mil hectares que abrigam diversos atrativos naturais. Mais tarde seguiremos para a cidade histórica de Bananal.

Mapa do Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP

Mapa do Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP


Começamos pela cidade de São José do Barreiro, onde dormimos esta noite, portal de entrada do Parque Nacional da Serra da Bocaina. Uma cidadezinha histórica muito gostosa, com algumas pousadas e restaurantes. Da cidade até a entrada do parque seguimos 26 km por uma estrada de terra em péssimas condições de conservação. Muito maluco é ver que durante trechos da serra encontramos casas, pousadas e condomínios muito bacanas e bem conservados. Ah, além da Fiona adivinhem quem mais trafega pela estrada? FUSCAS, é claro! Fiéis companheiros da Fiona. Este caminho não nos leva apenas ao Parque Nacional, leva também para o início da Trilha do Ouro.

Região da Serra da Bocaina próximo à São José do Barreiro - SP

Região da Serra da Bocaina próximo à São José do Barreiro - SP


A Trilha do Ouro era uma rota alternativa para o escoamento de ouro das Minas Gerais. Ela desce toda a Serra da Bocaina, seguindo o Rio Mambucaba e tem um total de 1200km de estrada com o antigo calçamento. Acredito que deveria ser uma das rotas da Estrada Real, pois as cidades históricas de Areias, São José do Barreiro, Arapeí e Bananal fazem parte do roteiro do Instituto ER, embora a trilha não esteja nos roteiros oficiais. Será que era um dos desvios utilizados para não pagarem os impostos à coroa? O primeiro registro que se tem deste caminho é de 1596, onde e quando Martim de Sá teria entrado em guerra contra os Tupinambás. A trilha é um dos principais atrativos turísticos do parque, com roteiro de 4 dias de caminhada, passando por lindas cachoeiras, campos a 1800m de altitude e visuais espetaculares.

Caminhando no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP

Caminhando no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP


Desta vez, como o nosso cronograma está meio apertado, nós fomos mais conservadores e resolvemos conhecer apenas uma de suas mais belas cachoeiras, a Cachoeira do Santo Isidro. Com quase 70 metros de altura a queda d´água é maravilhosa e fica há apenas 1,2km da portaria do parque. Banho gelado para acordar e retornamos a caminho de Bananal.

Nadando na Cachoeira de Santo Isidro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP

Nadando na Cachoeira de Santo Isidro, no Parque Nacional da Serra da Bocaina - SP


A estrada de São José do Barreiro até Arapeí estava pior do que esperávamos, então apenas vimos Bananal da janela do carro e seguimos para Paraty-Mirim em mais quase 3 horas de estrada.

Praça central de São José do Barreiro - SP

Praça central de São José do Barreiro - SP


Nossa intenção era conseguir uma pousadinha e amanhã cedo pegar um barco para o Saco do Mamanguá, o único fiorde brasileiro, e depois para o Pouso da Cajaíba. Chegando lá descobrimos que a vila é o melhor canal para pegar o barco mesmo, porém não encontramos nenhuma pousada, então voltamos para Paraty. Já deixamos um barco esquematizado, mas queremos achar um preço melhor, 250,00 ficou pesado para duas pessoas. Vamos ver qual será a nossa sorte amanhã!

Brasil, São Paulo, São José do Barreiro (P.N Serra da Bocaina), cachoeira, Paraty, Parque Nacional da Serra da Bocaina

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Gastronomia: um encontro com boas mesas em Seattle

Estados Unidos, Washington State, Seattle

Para quem gosta de pimentas! (Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos)

Para quem gosta de pimentas! (Pike Public Market, em Seattle, estado de Washington, nos Estados Unidos)


A comida é um dos traços mais importantes da cultura de cada região ou país e está 100% relacionada com o tema viagem. Porém viajando por 1000dias fica difícil fazermos explorações gastronômicas em todas as cidades que passamos. Vocês hão de convir comigo que: um, as vezes precisamos de comidinhas mais “caseiras” (se é que é possível tê-las longe de casa) e dois, não há bolso que aguente. Ainda assim sempre procuramos encontrar restaurantes típicos ou tradicionais por onde passamos, principalmente nas cidades que se destacam no tema.

Space Needle vestida para a noite, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Space Needle vestida para a noite, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Seattle é reconhecida por sua boa culinária. A cidade reúne uma grande variedade de restaurantes das mais diversas escolas, para todos os gostos, bolsos e paladares. Esta exploração não foi exatamente planejada, mas sendo Seattle a cidade que é, rica e super convidativa para uma boa mesa, nós não conseguimos escapar! Passamos um total de quatro noites na cidade e cada uma delas fomos a um restaurante diferente.

Metropolitan Grill - Downtown Seattle - dentre vários prêmios foi selecionado Tom Horan´s Top 10 Steakhouses in America (1996-2011)
www.themetropolitangrill.com

Foto retirada do site do The Metropolitana Grill, em Seattle

Foto retirada do site do The Metropolitana Grill, em Seattle


O primeiro deles foi o Metropolitan Grill, a convite do nosso primo Haroldo. Este é um dos restaurantes mais premiados de Seattle e figura na lista dos 10 melhores dos Estados Unidos! Uma Steak House por excelência, o Metropolitan possui um cardápio diversificado, porém as carnes são a estrela principal da sua cozinha. Nós provamos o Prime Porterhouse, que une os melhores cortes de carne, T-Bone Steak e o Filet Mignon. Divinos! Há muito tempo não provávamos uma carne tão saborosa!

O maravilhoso e suculento T-Bone no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

O maravilhoso e suculento T-Bone no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


O Haroldo já esteve aqui em Seattle em outras ocasiões e resolveu nos presentear um jantar no seu restaurante preferido para comemorarmos os nossos três aniversários (o meu 20/09, do Rodrigo 11/10 e o dele 18/10). Obviamente, não poderíamos recusar um presente destes (!!!) e em sua homenagem, apreciador de bons uísques que é, terminamos nossa noite no bar do restaurante. O intuito era provar um bom scotch, single malt, mas sinceramente, não entendemos patavinas das milhares de variedades e sabores deste destilado.

A chique tampa do Blue Label King george, que tomamos no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

A chique tampa do Blue Label King george, que tomamos no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Ao barman o Rodrigo pediu duas marcas diferentes, para que pudéssemos experimentar, ambos single malt na faixa de 12 a 15 dólares. Ele fez algumas perguntas sobre o nosso gosto e escolheu dois scotchs, uísques com denominação de origem, ou seja, produzidos na Escócia. O The Glenrothes de 25 dólares e o de Oban (um Highlands) de 18. Ao nos servir as doses, disse para não nos preocuparmos com o preço. Ficamos ali conversando sobre a bebida e aos poucos fomos ficando amigos, nós perguntando e ele respondendo, nos dando uma aula sobre o assunto.

O início do nosso 'tour' pelos Scotchs do Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

O início do nosso "tour" pelos Scotchs do Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Enquanto conversávamos, ele nos serviu outras duas doses, uma do Laphroaig um Islay all-malt que ele disse ser o preferido dos verdadeiros entendedores. Ele tem um aroma de band-aid (sim, cheiro de band-aid! Estranhíssimo!), sabor que vem do malte de cevada seco e defumado no blue peat (turfa azul, única na ilha). Uma loucura! O Rodrigo achou forte demais, mas eu gostei. O outro, The Balvenie é um doublewood, mais aveludado, uma delícia. Sentimos muita falta ali do Haroldo e alguns amigos da turma do uísque, que sem dúvida estariam curtindo demais aquela degustação.

O maravilhoso Blue Label King George que experimentamos no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

O maravilhoso Blue Label King George que experimentamos no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Ao final, já desacreditávamos os Johnny Walkers, pensando que os uísques blended seriam sempre inferiores, e então ele nos comprovou a grande besteira que estávamos falando. Ele nos serviu uma dose de um Blue Label King George, série super especial da Johnny Walker. Preço da dose: 125 dólares!

Preços de cardápio de alguns dos uísques no bar do Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

Preços de cardápio de alguns dos uísques no bar do Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Um blend dos melhores uísques com mais de 30 anos de barril, um dos únicos da marca aprovado pela casa real inglesa. A esta altura já estávamos preocupados com a conta do bar e foi só nesse ponto que falamos da nossa viagem para o nosso novo amigo do outro lado do balcão. Foi aí que ele disse: "já estou sabendo!" A história da nossa viagem chegou ao barman antes de nós! Tínhamos ficado amigos do maitre, que nos deu várias dicas do Hawaii e aparentemente, ele espalhou a história pelo restaurante. Não sei se foi a história da viagem ou não, mas finalmente, pedimos a conta do bar e ela somou 27 dólares! Inacreditável! Mais que uma experiência gastronômica e etílica, tivemos uma experiência de receptividade e acolhimento, em altíssimo estilo!

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Duke´s Chowder House - Lake Union - Chowders premiados
www.dukeschowderhouse.com

Foto retirada do site do Duke's Chowder House, em Seattle


O nosso segundo experimento culinário em Seattle aconteceu totalmente ao acaso. Queríamos ir em um lugar vivo, onde pudéssemos caminhar, ver pessoas e encontrar algum restaurantinho gostoso para jantar. Pedimos a indicação na recepção do nosso hotel e eles nos indicaram a região do Lake Union. Chegando lá não havia ninguém nas ruas ou às margens do lago. Restaurantes grandes e pomposos em frente à marina, sem alma, caros e sem graça. De qualquer forma já estávamos lá, andamos, andamos, fuçamos entre os corredores e eis que encontramos um lugar com cara de cantina, menor e super aconchegante: o Duke´s Chowder House, especializado em frutos do mar. Chowders são um prato típico da região da Nova Inglaterra, uma sopa grossa de vegetais ou maricos, a mais famosa é feita com ameijoas (clams em inglês, ou vongole em italiano).

Propaganda no Duke Restaurant, na orla do Lake Union, um dos lagos de Seattle, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos

Propaganda no Duke Restaurant, na orla do Lake Union, um dos lagos de Seattle, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Delicioso salmão ao molho de black berries e queijo de cabra, no Duke Restaurant, na orla do Lake Union, um dos lagos de Seattle, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos

Delicioso salmão ao molho de black berries e queijo de cabra, no Duke Restaurant, na orla do Lake Union, um dos lagos de Seattle, no estado de Washington, noroeste dos Estados Unidos


Não somos muito fãs de moluscos e conchas, porém uma das especialidades da casa são os pratos de salmão! A cada três meses Duke (sim, o dono), vai para o Alasca e pesca todo o salmão que é servido no seu restaurante! Todos os seus ingredientes são frescos e naturais (até a carne é de fazendas “orgânicas”, 100% Grass Fed). Nós provamos o Blueberry & Goat Cheese Wild Alaskan Salmon (salmão com queijo de cabra, ao molho de blueberries), magnífico! Ao nosso lado vimos king crabs, ostras e os premiados chowders, sem dúvida um lugar especial na cena gastronômica de Seattle.

Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Pike Public Market, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


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Mezcaleria Oaxaca - Queen Anne - Eleito o melhor restaurante mexicano de 2012 pelo Seattle Weekly´s - Best of Seattle Awards.
www.mezcaleriaoaxaca.com

Foto retirada do site da Mezcaleria Oaxaca, em Seattle

Foto retirada do site da Mezcaleria Oaxaca, em Seattle


A Mezcaleria Oaxaca está localizada no bairro de Queen Anne, uma comunidade conhecida por suas festas de rua, halloweens e bons restaurantes, no norte de Seattle. O restaurante é famoso por sua grande coleção de mezcales, bebida típica mexicana, e faz um estilo alternativo, com a cozinha aberta próxima ao bar e mesas compartilhadas. O nosso prato foi a Enchilada com Mole’ – tasajo (carne vermelha cortada bem fininha), tortillas ao mole’ oaxaqueño, cebola, queijo oaxaqueño e creme mexicano. Um sabor distinto delicioso! Um único detalhe meio chato, mas curioso, é que eles não aceitam receber novas pessoas em um grupo ou mesa já acomodado. Como o espaço é pequeno e eles estão super requisitados, são rígidos com o número de pessoas nas mesas, para fazer a lista de espera andar.

Foto retirada do site da Mezcaleria Oaxaca, em Seattle

Foto retirada do site da Mezcaleria Oaxaca, em Seattle


Chegamos até lá acompanhando os nossos novos amigos David e Corinne. Conhecemos David cruzando o Cascade National Park em uma cidadezinha minúscula onde paramos para abastecer. Ele é americano e morou no Brasil por alguns anos com sua esposa Corinne. Em 2003 eles decidiram voltar aos Estados Unidos, mas sem pressa. Vieram do Rio de Janeiro até Seattle em seu Land Cruiser brasileiro, em uma viagem que durou 2 anos e meio! Quando David viu o carro com placa de Curitiba estacionado no posto de gasolina, não acreditou! Se aproximou falando português e nos convidou para jantarmos em Seattle. Após um encontro no Golden Park, fomos à sua vizinhança, o simpático bairro de Queen Anne.

Nossos mais novos amigos em Seattle, o David, a Corine e a filha Thalia (no estado de Washington, nos Estados Unidos)

Nossos mais novos amigos em Seattle, o David, a Corine e a filha Thalia (no estado de Washington, nos Estados Unidos)


Talia, a filhinha de 4 anos, tinha uma festa de Halloween no centro comunitário. Corinne a acompanhou, enquanto nós e David fomos provar as iguarias de uma de nossas cidades mexicanas preferidas. Quando Corinne e Talia voltaram da festa, foi impossível conseguirmos sentar juntos na mesma mesa, o que acelerou a nossa saída do restaurante. O encontro com nossos novos amigos viajantes foi especialíssimo, é sempre bacana encontrar pessoas que já passaram por uma experiência como a que estamos vivendo. Mesmo cada viagem sendo única e diferente, só quem já passou alguns anos na estrada (literalmente!) entende o sentimentos, as dificuldades e as alegrias de uma viagem como esta. Cheers!

Nossos mais novos amigos em Seattle, o David, a Corine e a filha Thalia (no estado de Washington, nos Estados Unidos)

Nossos mais novos amigos em Seattle, o David, a Corine e a filha Thalia (no estado de Washington, nos Estados Unidos)


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SkyCity Restaurant - Space Needle - Um jantar nas a alturas!
www.spaceneedle.com/restaurant

Vista do restaurante giratório da Space Needle, em Seattle  Photography by Ben Weaver (flickr - httpwww.flickr.comphotosben_weaver5551261859 ) © All Rights Reserved

Vista do restaurante giratório da Space Needle, em Seattle Photography by Ben Weaver (flickr - httpwww.flickr.comphotosben_weaver5551261859 ) © All Rights Reserved


Uma das experiências mais cênicas de Seattle é a visita ao Space Needle, torre de observação a 184m de altura no meio de Seattle. Experiência ainda mais deslumbrante é poder se deliciar em pratos maravilhosos, beber um bom vinho enquanto observa a cidade no restaurante giratório da Space Needle. O menu tem pratos exclusivos e uma ótima seleção de vinhos para acompanhar. Nós provamos como aperitivo o Smoked Prociutto and Beecher´s Flagship e o prato principal foi o Pear and Brie Agnolotti (Holmquist Hazelnuts, fennel-kale salad, fig reduction, micro basil). Divino!

Reencontro com nossos amigos Kombianos em jantar no restaurante giratório da Space Needle, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Reencontro com nossos amigos Kombianos em jantar no restaurante giratório da Space Needle, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


A cada 45 minutos o restaurante dá uma volta completa. Super bem acompanhados dos nossos amigos Jorge e Melissa (do Kombianos.com), nós demos três voltas no restaurante sem nem sentir o tempo passar! Nós retornamos à Seattle para uma festa especial de Halloween com o DJ Paul van Dyk (assunto para outro post) e no retorno conseguimos encontrar os nossos amigos novamente! Eles já haviam se programado para o jantar no SkyCity e nos convidaram a unir-se a eles. Uma noite agradabilíssima e muito especial para a nossa despedida de Seattle.

Delicioso vinho do estado de Washington, nossa bebida durante o  jantar no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

Delicioso vinho do estado de Washington, nossa bebida durante o jantar no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Não sei se vocês notaram, mas um detalhe curioso sobre o casal aqui fica bem claro neste post. Estivemos em quatro restaurantes diferentes e em todos eles, sem exceção, nós escolhemos os mesmos pratos! O “nós provamos” de cada descrição não era eufemismo ou vontade de encurtar a história. Sem conversarmos, (quase) sempre escolhemos o mesmo prato e as poucas vezes que eu resolvi mudar apenas para provar “algo diferente” eu me arrependi. Eu e o Rodrigo temos um gosto muito parecido para comida e acho que com a nossa convivência 24 horas durante estes 1000dias isto só está se agravando! Rs!

Acompanhado de um vinho, admirando as luzes de Seattle, no alto da Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos

Acompanhado de um vinho, admirando as luzes de Seattle, no alto da Space Needle, no estado de Washington, costa oeste dos Estados Unidos


Tenho certeza que, por mais que tenhamos nos esforçado e feito este sacrifício de visitar alguns dos melhores restaurantes de Seattle, vários deles ainda ficaram fora da lista. Se você é fã da cozinha chinesa, confira este post do MauOscar.com, sobre o restaurante chinês de dumpling mais famoso do mundo e que também está aqui na cidade. E aí? Você também tem mais dicas gastronômicas aqui de Seattle? Deixe seu comentário e compartilhe conosco!

Estados Unidos, Washington State, Seattle, Culinária, Duke´s Chowder House, Gastronomia, Metropolitan Grill, Mezcaleria Oaxaca, Restaurantes, SkyCity Restaurant

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Cachoeiras Amazônicas

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo, Balbina

Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Peixe-boi no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


No destino de todos os aventureiros e viajantes que passam pela região amazônica, Presidente Figueiredo oferece diversas opções de trilhas e cachoeiras em meio à famosa Floresta Amazônica. As cachoeiras ficam todas espalhadas ao longo da BR-174 e da estrada que sai em direção à Balbina, todas sinalizadas pela quilometragem onde se encontram.

A floresta ao redor da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

A floresta ao redor da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM


No km 51 encontramos a Cachoeira da Neblina, nossa primeira vítima do dia. Trilha de 12km, caminhada de 1h30 em passos rápidos e trilha sem manutenção. Não sei por que cargas d´água o Rodrigo encasquetou de conhecer esta cachoeira, mas me pareceu uma boa ideia e lá fomos nós.

Longa caminhada na floresta para se chegar à Cachoeira da Neblina, em Presidente Figueiredo - AM

Longa caminhada na floresta para se chegar à Cachoeira da Neblina, em Presidente Figueiredo - AM


É uma das mais distantes e menos exploradas (pensando bem, acho que foi por isso! rsrs), já que o próprio proprietário não tem interesse em divulgar a cachoeira, pois usa esta área para fins de pesquisa.

Caminhando na floresta amazônica, próximo à Presidente Figueiredo - AM

Caminhando na floresta amazônica, próximo à Presidente Figueiredo - AM


Mesmo sem manutenção a trilha não precisa de guia, embora longa, é praticamente plana o tempo todo. Nesta época de chuvas as cachoeiras da região estão todas lotadas de água, são cachoeiras em proporções amazônicas! Segundo o responsável pelo sítio, na época seca é possível nadar neste lago e passar por detrás da cortina d´água. Impossível imaginarmos uma cena dessa tamanha a quantidade de água!

Cachoeira da Neblina com muita água, na estação de chuvas. (em Presidente Figueiredo - AM)

Cachoeira da Neblina com muita água, na estação de chuvas. (em Presidente Figueiredo - AM)


Seguimos com as nossas explorações, agora em direção à Represa de Balbina. Mais um daqueles lugares que não sabemos se ficamos com raiva ou felizes. Uma imensa área de floresta foi alagada para a construção da Hidrelétrica de Balbina, sabe Deus quantas espécies podem ter se perdido e quantos animais se afogaram.

Arara no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Arara no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Por outro lado esta hidrelétrica trouxe o desenvolvimento para esta região, suprindo energeticamente as cidades de Manaus, Presidente Figueiredo e redondezas. Ainda que alterada, não podemos reclamar em nada da nova paisagem formada. O lago é lindo e é casa para botos e diversas outras espécies de peixes amazônicos.

A represa de Balbina - AM

A represa de Balbina - AM


O Tarzan, pescador vindo do Acre, me ensinou como chamar os botos, que demoravam a aparecer. Bati duas pedras, fazendo um som embaixo d´água que atrai os botos. Alguns minutos depois eles estavam ali, um casal lindo nadando há apenas 15m do Rodrigo. Fantástico!

Nadando na represa de Balbina - AM

Nadando na represa de Balbina - AM


Tínhamos a esperança de almoçar aqui no restaurante do Miranda, mas infelizmente chegamos atrasados. Ficamos empolgados com a visita no centro de pesquisas que é mantido pela hidrelétrica. Lá pudemos ver uma anta com seu filhote, peixes-bois de todos os tamanhos e idades, tartarugas de água doce e inclusive uma albina!

Tartaruga albina no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Tartaruga albina no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Em grandes viveiros eles mantém araras de todas as cores, papagaios, mergulhões e tucanos belíssimos. Todos estes animais foram resgatados e/ou apreendidos pelo Ibama e estão em processo de reabilitação.

Vistoso Tucano no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM

Vistoso Tucano no Centro de Pesquisas de Animais, em Balbina - AM


Terminamos o nosso tour de hoje no km 58, na Cachoeira da Pedra Furada. Uma das únicas quedas d´água em que é possível se banhar na região. Outras corredeiras ou remansos até possuem área de banho, mas cachoeira mesmo, de entrar em baixo e massagear as costas, nesta época a Pedra Furada é uma das únicas. A formação é super curiosa, o rio escorre pela pedra que é literalmente furada, deixando a queda com uma forma diferente e muito bonita!

Os furos na pedra da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

Os furos na pedra da cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM


Mesmo depois de um dia corrido e cheio como este, retornamos à cidade, olhamos o mapa e constatamos que não vimos 10% de tudo o que a região oferece. Mas tudo bem, amanhã tem mais!

A cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

A cachoeira da Pedra Furada, em Presidente Figueiredo - AM

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo, Balbina, Cachoeiras, hidrelétrica, represa

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No Alto do Denali!

Alaska, Denali National Park

O colossal Denali, maior montanha da América do Norte, durante sobrevoo do Denali National Park, no Alaska

O colossal Denali, maior montanha da América do Norte, durante sobrevoo do Denali National Park, no Alaska


Adoraria que isso fosse verdade. Eu que nunca imaginei ser uma montanhista de verdade, quero dizer, uma alpinista de altas montanhas, comecei a mudar a minha opinião em duas diferentes situações: a primeira foi quando meu cunhado e meu primo voltaram do Equador depois de uma temporada de escalada no Cotopaxi e no Chimborazo. As fotos eram simplesmente lindas, um mundo que eu ainda não conhecia, branco, mágico. Na hora pensei: “um dia eu tenho que fazer isso.” A segunda vez foi quando o primo, Haroldo, esteve no alto do Denali e novamente compartilhou as fotos da expedição. A pergunta que sempre me perturbava era: será que eu sou capaz? Bem, eu acredito que se alguém quer muito alguma coisa, com foco e muita disciplina ela pode conseguir, só depende dela tomar a decisão.

Avião sobrevoando o Denali National Park, no Alaska

Avião sobrevoando o Denali National Park, no Alaska


Durante a viagem tive a minha primeira experiência acima dos 5 mil metros no Atacama, Chile e o primeiro pico no El Misti (5.897m), no Perú. Não posso comparar com o Denali, mas posso dizer que já tenho uma milionésima ideia de como a coisa funciona. Além do preparo físico, aclimatação, o mais difícil é conseguir controlar o lado psicológico, as restrições, o sofrimento pela baixa temperatura, dedos dos pés, mãos e nariz congelando e o cansaço quase instransponível. Do outro lado uma vontade irracional de chegar, desistir não é uma opção, leve o tempo que levar, o cume é o meu único objetivo. Acho que melhores equipamentos e estrutura teriam me ajudado a encarar tudo de forma mais fácil, caminhar montanha acima pensando que vai perder um (ou mais) dedo(s), não é nada agradável. Mas, no meu caso, José, nosso guia teve um papel importantíssimo, pois teve a paciência de me esperar e seguir comigo até o cume. Outros ficaram para trás, dos 8 integrantes eu fui a quarta e última a chegar no alto do El Místi.

Sobrevoando montanha nevada no Denali National Park, no Alaska

Sobrevoando montanha nevada no Denali National Park, no Alaska


Bem, já que não podemos chegar ao cume do Denali, pelo menos não ainda, encontramos um jeito de chegarmos mais perto desta gigante. Desde que começamos a viagem este era um dos pequenos luxos que havíamos programado. Sobrevoar o Denali é uma forma do Rodrigo, meu amado montanhista, se sentir mais perto da montanha. Quando passamos pela Nicarágua conhecemos um piloto de aviões que operava estes voos e ele nos falou: “Não deixem de fazer este sobrevoo, se vocês querem ter uma ideia da grandiosidade do Alasca, a única maneira é pelos ares.”

Sobrevoando montanhas do Denali National Park, no Alaska

Sobrevoando montanhas do Denali National Park, no Alaska


O vôo panorâmico do Denali National Park tem várias rotas, escolhemos a que culminava em um looping entre os 12 e 14 mil pés ao redor do Mount McKinley. Este é um tour muito comum, várias empresas oferecem saindo de bases próximas à vila de Denali ou da cidade de Talkeetna, na fronteira sul do parque. Voar de Talkeetna é mais rápido e talvez um pouco mais barato, mas os tipos de aeronave mudam e um dia poderá fazer toda a diferença no clima sobre a montanha. O tempo estava mudando, o dia ensolarado de ontem já deu espaço para um dia mais nublado e incerto hoje. Em Denali encontramos uma agência que negociou e agendou o voo com a Denali Air em uma das aeronaves mais seguras e modernas da região, e o melhor, para hoje. A companhia só cancelaria o tour se o tempo fechasse completamente e não houvesse condição alguma para voar.

Sobrevoando montanhas do Denali National Park, no Alaska

Sobrevoando montanhas do Denali National Park, no Alaska


16h30 decolamos e o espetáculo começou! Sobrevoamos o parque, suas montanhas mais baixas já estão cobertas por neve, uma novidade para o final desta temporada. Normalmente a neve só cai e fica depois de outubro. Voamos paralelos a Alasca Range, cruzamos os vales e ganhamos altitude rapidamente. Logo estamos ao lado de picos nevados, cristas de montanhas que parecem virgens e intocadas. Entre as montanhas, os imensos rios de gelo, glaciares fascinantes que escorrem vagarosamente esculpindo vales e dando nova forma ao relevo.

A gigantesca geleira que nasce entre os dois picos do Denali, no Denali National Park, no Alaska

A gigantesca geleira que nasce entre os dois picos do Denali, no Denali National Park, no Alaska


No avião, durante voo sobre o Denali National Park, no Alaska

No avião, durante voo sobre o Denali National Park, no Alaska


Durante o voo vamos escutando um áudio com uma trilha sonora épica, uma narração de cada trecho da viagem e parte de sua história. Aproximados 30 minutos de voo e finalmente avistamos o Denali, “the high one”, ainda acima das nossas cabeças. Entre as nuvens conseguimos ver os dois picos, o North Peak a 19,470 pés (5.934m) e o South Peak a 20.320 pés (6.193m). Damos a volta pela South Buttrees e logo estamos sobrevoando o famoso Amphitheater, local onde começa o árduo trabalho dos montanhistas. Até lá, eles chegam de avião e fazem um emocionante pouso no glaciar. Com mais 80 ou 100 dólares por passageiro as companhias podem adicionar ao pacote o pouso no mesmo local.

Muitas montanhas nevadas ao redor do Denali, durante sobrevoo do Denali National Park, no Alaska

Muitas montanhas nevadas ao redor do Denali, durante sobrevoo do Denali National Park, no Alaska


O gelo retorcido dos glaciares visto do alto é um espetáculo à parte, difícil tirar os olhos e os dedos afoitos dos botões da máquina fotográfica. Damos outra volta e nos aproximamos agora da parede sudoeste da montanha, uma das mais perigosas e com altíssimo índice de avalanches.

Uma das muitas geleiras que descem do Denali, no Denali National Park, no Alaska

Uma das muitas geleiras que descem do Denali, no Denali National Park, no Alaska


O retorno foi pelo norte da Alasca Range, sobrevoando o Muldrow Glacier, um dos maiores glaciares do parque nacional, seus rios e lagoas de águas azuis ciano. Nas montanhas próximas conseguimos ainda avistar um urso solitário em busca de alguma pobre dall sheep. As dall sheeps por sua vez, estavam bem espertas, do outro lado do vale, ainda mais elevadas em sua montanha. Estas sim são montanhistas por natureza, sem equipamento e medo algum sobem saltitantes para salvar-se dos seus predadores.

Avistando cabras montesas do avião durante sobrevoo do Denali National Park, no Alaska

Avistando cabras montesas do avião durante sobrevoo do Denali National Park, no Alaska


Um urso é visto durante sobrevoo do Denali National Park, no Alaska

Um urso é visto durante sobrevoo do Denali National Park, no Alaska


Até o pouso, próximo ao Rio Nenana, foi espetacular em um dia com muitas paisagens memoráveis. As nuvens podem ter atrapalhado um pouco a visão dos picos, ao mesmo tempo são elas que dão perspectiva para o cenário. Bom mesmo deve ser virar piloto e poder voar em todas as condições, dias ensolarados, nublados, nevados ou sobre as montanhas verdes e amareladas nos dias de outono. Mudamos a perspectiva e vemos que ainda temos todo um mundo novo para conhecer.

Sobrevoando vale no Denali National Park, no Alaska

Sobrevoando vale no Denali National Park, no Alaska


O bimotor que nos levou para um sobrevoo do Denali National Park, no Alaska

O bimotor que nos levou para um sobrevoo do Denali National Park, no Alaska

Alaska, Denali National Park, Denali, Montanha, parque nacional, vôo panorâmico

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Devils Tower

Estados Unidos, Wyoming, Devils Tower

Visita à impressionante torre de pedra chamada Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Visita à impressionante torre de pedra chamada Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


A road trip cruzando os Estados Unidos de leste a oeste continua e hoje é mais um daqueles dias longos de estrada. Porém, mesmo nestes dias, preferimos sempre combinar o caminho mais bonito e o mais prático, então a viagem não fica tão chata. Estávamos na pequena Hill City, no coração das Black Mountains e escolhemos como via de saída a estrada cênica que cruza o Spearfish Canyon.

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Grandes paredões de pedra ladeiam a estrada, entrecortada por um pequeno rio que forma pequenos lagos aqui e acolá. Pegamos várias estradinhas secundárias de terra em um cenário campestre bem bucólico e quando menos esperamos já estávamos cruzando novamente a grande Interestadual-90, vulga I-90. Neste detour pelo Badlands e pelas Black Hills até havíamos nos esquecido dos milharais e cilindros de feno espalhados pelas grandes planícies americanas.

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

A linda paisagem de uma estrada cênica no norte de Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos



Roteiro Hill City ao Grand Teton NP

Atravessamos a fronteira entre os estados de South Dakota e Wyoming, com uma rápida parada no mega completo centro de visitantes do estado. Sim, o turismo aqui é um negócio tão desenvolvido que cada estado possui o seu próprio centro de visitantes nas principais estradas de cada fronteira estadual!

Chegando ao Wyoming, nos Estados Unidos

Chegando ao Wyoming, nos Estados Unidos


Lá encontramos um pequeno museu com a história da colonização, vida selvagem, mapas e os principais atrativos turísticos do Wyoming e olhem que não são poucas! Aqui está nada mais nada menos do que o maravilhoso Yellowstone, além dos seus companheiros parques nacionais Grand Teton e Bighorn Canyon.

Exposição no excelente Centro de Boas Vindas do Wyoming, nos Estados Unidos

Exposição no excelente Centro de Boas Vindas do Wyoming, nos Estados Unidos


Teremos que cruzar todo o estado para chegar lá, mas antes, muito antes está um dos mais impressionantes monumentos esculpidos pela natureza, o Devils Tower National Monument, também conhecido pelas nações indígenas como “Bear Lodge” ou “A Casa do Urso”. Para variar algum colonizador chegou aqui e fez uma tradução mal feita de um dos vários nomes indígenas da torre.

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Surgido há mais de 50 milhões de anos, a Devil´s Tower é uma formação vulcânica, formada pela pressão da lava derretida sobre as rochas sedimentares acima dela. A lava esfriou e se fraturou hexagonalmente, criando imensas colunas facilmente percebidas ao redor da montanha. Milhões de anos erodiram a rocha sedimentar e aos poucos a estrutura de rochas vulcânicas ficou exposta. É difícil entender como uma montanha roshosa tão imensa poderia estar enterrada!?! Isso significa que a terra aqui seria pelo menos 270m mais alta do que hoje! A propósito, a imensa torre de pedra tem mais de 300m de diâmetro e 265m de altura!

Chegando à incrível Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Chegando à incrível Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Local sagrado para as populações indígenas que habitam a região das Great Plains, várias lendas explicariam a sua origem. A mais curiosa delas vem do povo Kiowa que conta: 8 crianças brincavam, 7 irmãs e seu irmão. O menino repentinamente começou a tremer e no seu corpo cresceram pelos e nas mãos imensas garras, já não era mais um menino, mas um imenso urso que perseguia suas irmãs. Elas correram subiram em uma árvore e pediram à árvore que as protegesse. A árvore respondeu e cresceu para que ficassem fora do alcance do grande urso. O urso arranhou toda a árvore, tentando subir para devorá-las e assim se formaram as “ranhuras” ou colunas da grande torre. As sete meninas foram tão alto que subiram aos céus e se tornaram a constelação Ursa Maior, conhecida como “Big Dipper”, em inglês.

As colunas que formam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

As colunas que formam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


A lenda é fantástica, mas o que eu consigo claramente concluir é que se esta história realmente aconteceu, o grande urso teria comido não apenas o pequeno irmão, como também as sete meninas, que não apenas desapareceram, como viraram estrelas! De qualquer forma é uma linda forma de contar a história para os seus amiguinhos.

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

A imponente Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Hoje a torre é um monumento nacional e é frequentado não apenas por turistas que caminham nos seus arredores, mas principalmente por alpinistas que utilizando técnicas de escalada em rocha enfrentam longas e extenuantes vias para chegar ao topo da montanha. Existem mais de 220 vias abertas, que recebem mais de 5 mil alpinistas de vários cantos do mundo, todos os anos.

Alpinistas escalam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Alpinistas escalam a Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Alpinistas voltam da Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Alpinistas voltam da Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Há um período entre os meses de junho e julho em que a torre está fechada para escalada, quando as festividades e dias sagrados para as nações indígenas ganham preferência e mais privacidade para vir ao pé da montanha fazer seus rituais e oferendas.

Homenagens indígenas, muito comum na mata ao redor da Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos

Homenagens indígenas, muito comum na mata ao redor da Devil's Tower, em Wyoming, nos Estados Unidos


Nós passamos duas horas caminhando ao redor da torre, tirando fotos e respirando ar fresco, impressionados com a perfeição e grandiosidade da sua natureza. Com as energias recarregadas pegamos estrada, cruzamos a Bighorn National Forest e dirigimos até cansar, a caminho do Grand Teton e Yellowstone National Parks.

A Devil's Tower fica no retrovisor da Fiona, em Wyoming, nos Estados Unidos

A Devil's Tower fica no retrovisor da Fiona, em Wyoming, nos Estados Unidos


Dormimos na pequena cidade de Riverton, apenas uma parada para amanhã continuarmos as explorações do grande e selvagem Wyoming.

Belíssimo pôr-do-sol nas estradas de Wyoming, nos Estados Unidos

Belíssimo pôr-do-sol nas estradas de Wyoming, nos Estados Unidos


Cruzando um gigantesco canyon no  centro de Wyoming, nos Estados Unidos

Cruzando um gigantesco canyon no centro de Wyoming, nos Estados Unidos

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