1 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

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Equador, Quito, Galápagos, Santa Cruz, Baltra

Embarque no aeroporto de Baltra, em Galápagos, de volta ao continente

Embarque no aeroporto de Baltra, em Galápagos, de volta ao continente


Depois de tantas emoções, é chegado o dia de irmos embora e voltarmos para a realidade! Rsrsrs! Acordamos cedo para os transfers todos de Puerto Ayora para o Canal de Itabaca, atravessamos com ferry boat lotado para a Ilha de Baltra onde fica o aeroporto.

Transporte público concorrido, entre as ilhas de Santa Cruz e Baltra, onde está o aeroporto (Galápagos)

Transporte público concorrido, entre as ilhas de Santa Cruz e Baltra, onde está o aeroporto (Galápagos)


O dia estava lindo, como não poderia deixar de ser. Era Galápagos dizendo, eu estarei aqui, esperando vocês voltarem. Pelicanos nadando ao redor do ferry, leões marinhos tirando a sua soneca gostosa nas bóias que marcam o canal. E a vida continua no arquipélago.

Pelicano nada no canal entre as ilhas de Santa Cruz e Baltra, em Galápagos

Pelicano nada no canal entre as ilhas de Santa Cruz e Baltra, em Galápagos


Só para dar uma emoção a mais, chegando no porto descobrimos que o nosso celular tinha ficado na pousada, a 30 minutos de carro dali. Depois de movimentar meio porto, conseguimos o numero da pousada que o localizou e enviou por táxi para nós. Ufa, essa foi por pouco!

O simpático pier de Puerto Ayora, a principal cidade da Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

O simpático pier de Puerto Ayora, a principal cidade da Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


O vôo de Quito, via Guayaquil foi ótimo, aeronaves modernas com entretenimento à bordo, todos aproveitamos para ver um filminho e sair com raiva no final, pois o vôo era mais curto e perdemos a melhor parte! Eu assisti Super 8, história de ETs com um ponto de vista diferente, muito bacana.

O simpático pier de Pueto Ayora, a principal cidade da Ilha de Santa Cruz, em Galápagos

O simpático pier de Pueto Ayora, a principal cidade da Ilha de Santa Cruz, em Galápagos


Em Quito, todos meio cansados e abalados pela mudança repentina (rsrs), decidimos ficar descansando e tivemos o nosso último jantar juntos no mesmo café onde nos encontramos pela primeira vez. Amanhã os nossos companheiros de viagem vão embora e nós voltamos à nossa rotina de estradas e blogs, ansiosos para o próximo desafio, a travessia para a Colômbia! Mas ainda temos alguns dias aqui para finalmente conhecer a capital deste país maravilhoso e diversificado que é o Equador.

Equador, Quito, Galápagos, Santa Cruz, Baltra, Ecuador, Equador

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Interoceânica Sur, da Amazônia aos Andes

Peru, Puerto Maldonado, Cusco

Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Chegando ao ponto mais alto da estrada, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Um dos trechos mais impressionantes da Estrada do Pacífico, a rota entre Puerto Maldonado e os Andes, nos leva do epicentro das atividades turísticas da Amazônia Peruana até uma das cidades mais cosmopolitas da América do Sul, Cusco!



São 462 km feitos em pouco mais de 8 horas, todos asfaltados e, aos bons observadores, o direito à uma aula de biomas e biomas de transição, entre a maior floresta tropical do mundo a 100m de altitude, a zona de pré-cordilheira com lagos de degelo e os secos campos de altitude, chegando a 4.725m sobre o nível do mar. Não apenas o ar se torna rarefeito como a agradável temperatura de 25°C do inverno amazônico cai para gelados 4°C, frio que, junto ao sol das montanhas queima de forma permanente as bochechas dos moradores de algumas das vilas mais altas do mundo.

Encontro com crianças que vivem a mais de 4 mil metros de altitude na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Encontro com crianças que vivem a mais de 4 mil metros de altitude na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Horas de estrada em uma reta sem fim, cruzando rios amazônicos e passando por povoados paupérrimos como Mazuco e Quincemil, até começarmos a subida dos Andes. No alto quando menos esperávamos encontramos alpacas e llamas e logo depois deles, vilarejos indígenas minúsculos esquecidos do mundo, sem estrutura, sem água, sem nome.

Encontrando as primeiras lhamas! Realmente, já estamos altos, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Encontrando as primeiras lhamas! Realmente, já estamos altos, na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Encontro com crianças que vivem a mais de 4 mil metros de altitude na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Encontro com crianças que vivem a mais de 4 mil metros de altitude na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


As crianças correm atrás do carro que deve ser raridade por ali. Extraterrestres? Não, turistas. E junto dos turistas elas sabem “caramelos, galletas y monedas”. Eu que há dias só podia comer galletas (bolachas) de água e sal, maisena e olhe lá, tinha todo um estoque que ficou nas mãos dessas bochechas moradas, de olhos sofridos e curiosos.

Encontro com crianças que vivem a mais de 4 mil metros de altitude na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Encontro com crianças que vivem a mais de 4 mil metros de altitude na subida dos Andes na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Essas famílias vivem lá há centenas de anos, criam suas llamas e alpacas, plantam diferentes variedades de batata e cultivam sua quinoa, enquanto as mulheres mais jovens descem até Cusco para vender os tecidos feitos em teares rudimentares, como aprenderam com suas mães, avós e bisavós. Outro trabalho comum para as mulheres mais jovens que descem das suas vilas no alto dos Andes para Cusco é vestirem-se com os trajes tradicionais completos, incluindo os chapéus, que indicam a que aldeia pertencem, e lá cobram 10 ou 15 pesos para tirarem fotos com suas baby llamas e os turistas. Fazem turnos de 14 dias, em geral, quando trocam com suas irmãs, primas ou vizinhas, trazendo dinheiro para toda a família.

As lhamas, perfeitamente adaptadas às grandes altitudes andinas do altiplano peruanos na Carretera Transoceanica,viajando à Cusco, no Peru

As lhamas, perfeitamente adaptadas às grandes altitudes andinas do altiplano peruanos na Carretera Transoceanica,viajando à Cusco, no Peru


Confesso que nunca gostei dessa história de pagar para tirar foto, mas se pararmos para pensar, esses 10 pesos irão levar comida para o prato de seus filhos e pais, além de incentivar que mantenham o costume de vestir-se desta forma, dando valor à sua tradição. Então, por que não?

Porta de igreja em Cusco, no Peru

Porta de igreja em Cusco, no Peru


Nosso plano inicial era dormir no caminho em uma área conhecida como Mirador, em torno dos aos 3.400m de altitude, mas não encontramos a pousada que deveria estar funcionando. Assim continuamos na estrada noite adentro, impressionados com as luzes que surgiam em diferentes altitudes, sinalizando os povoados e iluminando as montanhas ao nosso redor.

As magníficas paisagens andinas na subida da cordilheira na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

As magníficas paisagens andinas na subida da cordilheira na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru


Chegamos à Cusco já era tarde, quase 21h da noite, a tempo de encontrar um bom estacionamento para a Fiona e carregarmos toda a nossa mudança para uma pousada em frente à Plaza San Francisco. Depois de dias de cama e um dia no hospital até que eu me sentia forte e disposta, mas mal sabia eu que a altitude baixaria a minha imunidade novamente e que os próximos 5 dias seriam de repouso, cama e canja de galinha. Nesta semana saí da pousada poucas vezes, apenas para ir até o laboratório clínico, o restaurante ao lado e, já perto da chegada do Gustavo, arrisquei um dia de passeio nos arredores da Plaza Mayor. Hora de melhorar e voltar à labuta viajera, Vale Sagrado aí vamos nós.

As magníficas paisagens andinas na subida da cordilheira na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

As magníficas paisagens andinas na subida da cordilheira na Carretera Transoceanica, em direção à Cusco, no Peru

Peru, Puerto Maldonado, Cusco, Amazônia Peruana, Andes, Estrada, Estrada do Pacífico, Interoceanica Sur, Povo Andino

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Ilha de Lençóis

Brasil, Maranhão, Ilha de Lençóis

Entardecer visto do alto das dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Entardecer visto do alto das dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


São 8h30 da manhã e acabamos de chegar à Ilha de Lençóis. Caminhamos para a vila de pescadores procurando por pouso e fomos recepcionados por uma moradora e sua filha que nos acompanharam até a pousada de Hélio. A ilha possui 3 pousadas, mas logo simpatizamos com esta pousada familiar, com quartos amplos, limpos e arejados, banheiro conjugado, em uma casa de palha de babaçu.

Difícil caminhanda chegando na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Difícil caminhanda chegando na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Hélio e Marluce são os simpáticos donos da pousada. Hélio nos contou que 10 anos atrás recebeu as primeiras turistas aqui, ainda antes da luz chegar na comunidade. Eram 3 meninas de São Paulo que não conseguiram pouso na única pousada que havia, onde hoje é o Serafim. Foi aí que ele viu uma oportunidade e começou a se organizar. Foi melhorando a casa, aumentou o número de quartos, arrumou o banheiro, comprou uma bomba de água e foi montando uma infra-estrutura para receber seus hóspedes.

Entardecer visto do alto das dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Entardecer visto do alto das dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


A luz chegou à Ilha de Lençóis em 2006 com o programa do governo Luz para Todos. A geração é feita através de dois moinhos de energia eólica, placas solares e para os períodos de inverno um gerador a diesel. A energia trouxe consigo alguns itens básicos do mundo moderno como, por exemplo, a geladeira. Em um lugar distante 4 horas de barco do continente, uma geladeira é um item essencial. A alimentação é basicamente peixe e camarão, além dos grãos, arroz e feijão. Queijo, frutas e verduras são itens muito perecíveis para a viagem e venda na ilha.

Energia elétrica na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Energia elétrica na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


O isolamento desta comunidade é tanto, que o casamento genético entre parentes acabou tornando comuns os casos de albinismo na população. Conhecidos como os Filhos da Lua, os albinos possuem uma característica recessiva de genes que fazem com que eles não produzam melanina na pele. Por isso seus cabelos são loiros bem claros, sua pele branca e hiper sensível à luz, não podendo ser expostas ao sol.

Caminhando nas dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Caminhando nas dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Enquanto caminhávamos para as lagoas com Nielly, 13 anos, filha mais velha de Hélio, perguntamos se ainda são comuns os casos, ela conseguiu contar ainda 10 pessoas albinas que vivem na comunidade, além de seu avô, que já se mudou para Cururupu. Uma manhã de céu aberto e sol já pode significar queimaduras de terceiro grau em suas peles. Por isso é mais fácil encontrá-los fora de casa em dias nublados ou ainda a noite. Os adultos albinos optam por trabalhar durante a noite, criando uma rotina alternativa para se adaptar ao clima local. Outros acabam se mudando para uma cidade maior, fugindo do sol e do efeito altamente cancerígeno que possui em suas peles.

Dunas e pequenas lagoas na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Dunas e pequenas lagoas na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Não é a toa que a ilha possui o nome de Lençóis. Suas dunas e lagoas lembram o Parque Nacional homônimo, e ela possui um subsolo rico em lençóis freáticos, motivo pelo qual esta é uma das ilhas mais ricas em recursos naturais na região. A comunidade do Guará, em uma ilha vizinha, não possui uma só fonte de água doce, dependendo de transporte de barco para toda a água potável consumida pela população. Hoje mesmo soubemos que um grupo do ICM Bio e Polícia Federal veio fazer a instalação de duas cisternas que irão captar água da chuva, ajudando a comunidade mais pobre da Reserva.
Enquanto tomávamos um banho de mar, encontramos o Seu Domingos, pescador que havia acabado de tirar um Xaréu de 10 kg da água! Ele veio nos avisar para tomar cuidado, pois algum peixe grande havia furado a sua rede. Olha que um peixe para furar a rede que pesca um Xaréu deste tamanho, só pode ser um tubarão ou um mero, nos disse ele preocupado.

Seu Domingos e sua pescaria, na praia da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Seu Domingos e sua pescaria, na praia da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Tínhamos que voltar logo mesmo, pois sabíamos que Marluce já estava nos aguardando para o almoço. Retornamos pelas dunas, tomamos um banho de lagoa, que ainda estão começando a encher. Depois do almoço aproveitamos para tirar uma pestana antes de subir as outras dunas que existem na ilha. Estas são mais altas e não formam lagoas, mas possuem um lindo visual das Reentrâncias Maranhenses, perfeito para o pôr-do-sol. Pena que as nuvens negras não estavam ajudando muito. Mais tarde fomos à procura do Mário, nosso transporte de volta e acabamos caindo por engano no Bar do Martins.

Nas dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Nas dunas da Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Foi pisarmos ali que o mundo desabou. Foram horas de tempestade tropical, vento e muita chuva. Presos no bar, restava tomarmos uma Schin de Itú (única cerveja do bar) e socializar com Seu Zé Maria e as crianças que ficaram por lá. Acabou que no final virou um baita carnaval! Estavam lá Micaela, Micael (irmãos gêmeos), Ana Luiza, José Kleber, Devanilson, Gleise e várias outras crianças que não me deixaram respirar um só minuto.

Festa com as crianças no Bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Festa com as crianças no Bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Esconde-esconde, pega-pega, cavalinho, ciranda; brincamos e dançamos tudo o que vocês possam imaginar. Até aula de geografia rolou. O Zé Maria já estava até mandando as crianças para casa depois de tanta folia.

Com o Zé Maria, no Bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Com o Zé Maria, no Bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA


Quando a chuva parou, foi a minha deixa para irmos embora. Deixei os pequenos gêmeos em casa e fomos para o nosso descanso merecido. Este foi apenas o primeiro dia e já estamos nos sentindo em casa, vai ser difícil ir embora.

Brasil, Maranhão, Ilha de Lençóis, Dunas, Reentrâncias Maranhenses

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Calgary by Night

Canadá, Calgary

Calgary, no Canadá, em noite de lua quase cheia

Calgary, no Canadá, em noite de lua quase cheia


Calgary, a cidade das pradarias, dos rodeios e do petróleo é a quinta maior cidade canadense. Sua população é de pouco mais de um milhão de habitantes, bem equilibrada com a capital do estado de Alberta, a cidade de Edmonton que forma o eixo conhecido como “Calgary-Edmonton Corridor”. Um centro de comércio entre o meio oeste agrícola e as vastas pradarias que a separam do populoso leste canadense, tem tudo o que uma cidade grande oferece, bons restaurantes, alguns museus, universidades e um pequeno centro histórico. A cidade é um centro cultural que recebe muitos festivais, concertos, shows e teve os holofotes mundiais voltados para si quando sediou os Jogos Olímpicos de Inverno em 1988.

Propagandas do famoso e concorrido rodeio de Calgary, no Canadá

Propagandas do famoso e concorrido rodeio de Calgary, no Canadá


Embora o ser humano já tenha passado por estas terras há mais de 15 mil anos, na sua descida do Estreito de Bering para popular todo o continente, a origem da vila foi nos tempos coloniais com tropas enviadas pela coroa britânica para proteger suas fronteiras e o rico mercado de peles dos vizinhos americanos. Uma das grandes mercadorias do Canadá no período colonial era a pele de castor que conhecemos dos chapéus russos e dos exploradores dos países do norte, aquele com um rabinho caído do lado. Foi a caça desse pobre animal que movimentou o comercio desta região durante todo o período colonial.

Calgary, no Canadá, vista do alto da torre mais alta da cidade

Calgary, no Canadá, vista do alto da torre mais alta da cidade


Foi pelos idos de 1883, no caminho da recém inaugurada Canadian Pacific Railway, que a cidade se tornou um centro comercial e agrícola da região, além da principal porta de entrada para o primeiro parque nacional nas Montanhas Rochosas Canandeses: Banff criado em 1885. Apenas em meados de 1950 foi que Calgary experimentou o boom econômico e cresceu vertiginosamente devido à descoberta e exploração de petróleo na região.

A quase 200 metros de altura, sobre o piso de vidro da torre mais alta de Calgary, no Canadá

A quase 200 metros de altura, sobre o piso de vidro da torre mais alta de Calgary, no Canadá


Depois de duas semanas cruzando o meio-norte dos Estados Unidos foi bom chegar em uma cidade grande. A cidade tem o estilo de urbanização norte americano, bem espalhada com grandes avenidas e estradas, quase impossível se locomover a pé. Ficamos hospedados em um Boutique Motel a 10 minutos de carro do centro. O Centro Boutique Motel foi o primeiro que encontramos nesse estilo. Um motel aqui no Canadá e nos Estados Unidos é um hotel de beira de estrada, daqueles que você estaciona seu carro em frente, com serviço bem básico e preços mais acessíveis. O que eles fizeram foi remodelar um motel antigão, dando um toque moderno na decoração e incrementado com pequenos confortos só oferecidos em hotéis, conceito bem interessante. Aproveitamos o dia em Calgary e o nosso confortável motel para descansar dos longos dias de estrada, dar um banho na Fiona e trabalhar nos blogs.

Fiona de banho tomado em frente ao nosso

Fiona de banho tomado em frente ao nosso


Além dos museus, quilômetros de trilhas e ciclovias ao redor da área verde de Calgary e do Parque Olímpico, a cena gastronômica é uma das grandes atrações da cidade. Por isso, à noite fomos jantar no restaurante 360°, a 191m de altura, no alto da Calgary Tower. O restaurante giratório tem pratos maravilhosos e uma vista espetacular da cidade, ainda mais charmosa durante a noite.

Um delicioso jantar no restaurante giratório da torre mais alta de Calgary, no Canadá

Um delicioso jantar no restaurante giratório da torre mais alta de Calgary, no Canadá


Amanhã caímos na estrada novamente rumo ao Banff, Icefields e Jasper National Park para conhecer as Rochosas Canadenses em pleno feriado nacional.

A quase 200 metros de altura, sobre o piso de vidro da torre mais alta de Calgary, no Canadá

A quase 200 metros de altura, sobre o piso de vidro da torre mais alta de Calgary, no Canadá

Canadá, Calgary, Calgary Tower, cidade

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Cruzando a Argentina

Argentina, Fiambalá, Corrientes

A longa estrada em direção à Fiambalá e ao Paso san Francisco, na Argentina

A longa estrada em direção à Fiambalá e ao Paso san Francisco, na Argentina


Há uma semana saímos de Curitiba, cruzamos o oeste de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, passando pela colônia austríaca de Treze Tílias, o Parque Estadual do Turvo, onde está a maior cachoeira horizontal do mundo e conhecendo algumas das ruínas mais antigas do Brasil e da Argentina, as Missões Jesuíticas. Desde San Ignácio Miní começamos a nossa longa travessia do centro norte argentino, saindo de Posadas, quase na fronteira com o Brasil, cruzando desertos e longas planícies, vales e montanhas que a separam da imponente Cordilheira dos Andes.


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Foram 1.560 km divididos em três longos dias de muita estrada e explorações. Depois de aproveitarmos bem a manhã em San Ignácio Miní e Loreto, pegamos a estrada e rodamos os primeiros 400km até a cidade de Corrientes. No caminho encontramos com o grupo de motociclistas paulistanos, Alexandre, Leandro e Pelegrini que sobre duas rodas estão percorrendo mais de 6 mil quilômetros em 12 dias! Eles saíram de São Paulo, cruzaram a fronteira Brasil – Argentina em Foz do Iguaçú e estão a caminho do Paso de Jama, San Pedro de Atacama e Machu Picchu! Um desafio e tanto! Boa sorte e boa estrada para vocês, amigos!

Encontro com os motociclistas Pelegrini, Alexandre e Leandro, no seu caminho para Machu Picchu, na estrada a caminho de Corrientes, na Argentina

Encontro com os motociclistas Pelegrini, Alexandre e Leandro, no seu caminho para Machu Picchu, na estrada a caminho de Corrientes, na Argentina


Às margens do Rio Paraná a capital da Província Argentina de Corrientes é também conhecida como a cidade dos murais. As centenas de murais colorem os muros dos bairros contando histórias da vida e do cotidiano do povo que vive na região. Eles rivalizam com as centenas de esculturas da cidade vizinha, Resistência, famosa pelas diversas esculturas e todos os estilos, cores e tamanhos espalhadas pela cidade.

Corriente; é conhecida como a 'cidade dos murais's, na Argentina

Corriente; é conhecida como a "cidade dos murais"s, na Argentina


Corriente; é conhecida como a 'cidade dos murais's, na Argentina

Corriente; é conhecida como a "cidade dos murais"s, na Argentina


Nós ficamos hospedados em um tradicional hotel no centro, o Hotel Orly, ao lado da peatonal e ainda tivemos energia para sair em busca de um dos seus renomados restaurantes, o Enófilos. Além dos vinhos o Enófilos se destaca por sua culinária gourmet típica, com peixes do Rio Paraná, combinados com criações de mandioca e outas raízes comuns no cardápio dos Guaranis. Como era domingo demos com a cara na porta e acabamos tendo que nos render à uma parrilla da Avenida Costaneira. Caminhamos pelo calçadão beira rio, dançamos tango à luz da lua, com um grupo de jovens senhores entusiastas do tango na cidade. Todos os domingos eles dão aulas gratuitas em uma das pracinhas na beira do rio. Uma delícia!

O rio 'brasileiro' Paraná, em Corrientes, na Argentina

O rio "brasileiro" Paraná, em Corrientes, na Argentina


No dia seguinte caímos na estrada logo cedo e sem muitas paradas aceleramos com a Fiona rumo à Santiago del Estero, capital da província homônima. Apelidada de “Madre de las Ciudades” (a mãe das cidades), Santiago del Estero foi uma das primeiras cidades argentinas fundadas pelos espanhóis e a única que continua viva. No caminho entre o Perú e Buenos Aires, era um ponto estratégico para as tropas que se deslocavam trazendo mercadorias e que avançavam na colônia fundando novas cidades. Embora não tenha sobrado muito do charme colonial nas ruas de Santiago del Estero, dizem que o Museu Arqueológico é uma das principais atrações. Nós chegamos já no começo da noite e depois de 620 km só queríamos jantar e ter uma boa noite de sono. O jantar foi em um tradicional italiano da cidade, o Mía Mama com pratos deliciosos e um ambiente bem agradável.

Muitos murais espalhados pelas ruas e praças de Corrientes, na Argentina

Muitos murais espalhados pelas ruas e praças de Corrientes, na Argentina


Na manhã seguinte, antes de pegarmos a estrada, ainda nos arriscamos a uma corridinha na praça para esticar as pernas, além de aproveitarmos para nos estocar de suprimentos para a tão esperada travessia dos Andes. Nosso plano é cruzar o Paso San Francisco e pernoitar uma ou duas noites no altiplano, explorando suas paisagens e lagunas, consideradas umas das mais bonitas da cordilheira.

Região desértica no caminho para Fiambalá, na Argentina

Região desértica no caminho para Fiambalá, na Argentina


A chegada à Fiambalá, aos pés da cordilheira, ponto inicial do Paso San Francisco, não poderia ser mais acolhedora! Estivemos aqui no dia 08 de Agosto de 2011, tentando fazer esta travessia, porém a neve na rodovia nos impediu e desde então prometemos que tentaríamos regressar. Hoje estamos aqui, pouco mais de 2 anos depois, e ao que tudo indica nada, nem neve, nem o frio, irá nos impedir de cruzar essas montanhas!

Nossa pousada perto das deliciosas termas de Fiambalá, na Argentina

Nossa pousada perto das deliciosas termas de Fiambalá, na Argentina


Ficamos hospedados na Pousadita, aos pés das termas de Fiambalá, uma das águas termais mais lindas que já visitamos! Suas águas que brotam a mais de 70°C acima das montanhas, nos aquecem e relaxam nas noites frias em piscinas de 39° a 45°C! Um fim de tarde maravilhoso, regado à um bom vinho sob o céu estrelado foram a nossa recompensa para estes 3 dias puxados de estrada! Amanhã seguimos ao Paso San Francisco, Laguna Verde e em busca da segunda maior montanha da América, o vulcão Ojos del Salado, 6.893m! Cruzem os dedos e aguardem pelas belíssimas imagens!

A longa estrada em direção à Fiambalá e ao Paso san Francisco, na Argentina

A longa estrada em direção à Fiambalá e ao Paso san Francisco, na Argentina


Nota: nossas fotos deste fim de tarde em Fiambalá infelizmente não sobreviveram ao roubo que sofremos aqui no Chile, mas as imagens estão na nossa memória e se você quiser ver as fotos da nossa passagem por este lugar mágico, há dois anos, é só clicar aqui.

Argentina, Fiambalá, Corrientes, águas termais, Estrada, roadtrip, roteiro, Santiago del Estero

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À JAMA!

Argentina, Purmamarca, Susques

Salinas Grandes, próximo ao Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile

Salinas Grandes, próximo ao Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile


Acordamos cedo depois de uma noite curta mas bem dormida. Tomamos um delicioso café da manhã nos sentindo muito bem acolhidos no Hotel Marquês de Tojo. Faço questão de falar dele aqui pois pesquisamos bem e foi o único que além de aceitar cartão de crédito, nos recebeu de forma muito especial no final de um dia de cão.

Nosso hotel em Purmamarca - Argentina

Nosso hotel em Purmamarca - Argentina


Logo cedo a recepção do hotel nos ajudou e ligou para a Gendarmeria do Paso de Jama para confirmar se estava aberto e tivemos um balde de água fria. SIM, está aberto, mas apenas entre as 8h30 e 10h30. Daqui não chegaríamos a tempo... já eram 8h30 e levaríamos em torno de 3 horas até lá. Tá difícil... Enfim, aproveitamos para dar uma volta em Purmamarca, sacar dinheiro no ATM, tirar umas fotos da praça e pegamos o carro em direção à Susques.

Purmamarca - Argentina. Ao lado das montanhas coloridas

Purmamarca - Argentina. Ao lado das montanhas coloridas


Chegando novamente às Salinas Grandes, no caminho para o Paso de Jama, entre Argentina e Chile

Chegando novamente às Salinas Grandes, no caminho para o Paso de Jama, entre Argentina e Chile


O trecho até lá é lindo, como tudo por aqui. Pegamos estrada tranquilos e aproveitando o tempo paramos mais uma vez no belíssimo salar que já havíamos visitado. A Salina Grande, com suas piscinas de evaporação e imensas pilhas de sal.

Exploração de sal nas Salinas Grandes, próximo ao Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile

Exploração de sal nas Salinas Grandes, próximo ao Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile


Susques é um lugarejo no estado de Salta na Argentina, que fica a 130km da fronteira com o Chile. Está a 4100m de altitude e neste inverno foi registrada a mínima de -20°C, no mês de julho, quando o paso ficou fechado por quase um mês.

Chegando em Susques, última cidade antes do Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile

Chegando em Susques, última cidade antes do Paso de Jama, fronteira entre Argentina e Chile


Lá ficamos em um hotel muito bacaninha, com uma boa infra para os viajantes e trabalhadores das minas na região. O Hotel Unquilar também é parada de muitos brasileiros em expedição ao Atacama. Os vidros de todos os lugares neste trecho estão cobertos por adesivos de expedições, principalmente de motociclistas.

Lua cheia e noite gelada em Susques, última cidade antes do Paso de Jama, entre Argentina e Chile

Lua cheia e noite gelada em Susques, última cidade antes do Paso de Jama, entre Argentina e Chile


Sem pressa aproveitamos o caminho, visitamos a vila, que mais parece um faroeste das alturas. Casas de adobe, poucas pessoas nas ruas e todas olhando os forasteiros chegando na cidade. Falamos com a polícia local e confirmamos a abertura do paso e horários e fomos ao hotel, trabalhar muuuito e colocar o site e o sono em dia!

Venda de roupa em Purmamarca - Argentina

Venda de roupa em Purmamarca - Argentina


Buenas, amanhã pegaremos a estrada e chegaremos ao Chile nem que seja no lombo de uma llama!

Lhamas passeiam tranquilamente na estrada que corta a puna em direção ao Paso de Jama, entre Argentina e Chile

Lhamas passeiam tranquilamente na estrada que corta a puna em direção ao Paso de Jama, entre Argentina e Chile

Argentina, Purmamarca, Susques,

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Coisas da Vida

Brasil, Rio De Janeiro, Parati

Fotografando Parati - RJ

Fotografando Parati - RJ


Primeira atividade do dia, descobrir algum barqueiro ou pescador que pudesse nos levar para o Pouso da Cajatiba. Já havíamos nos informado e as informações que recebemos foram diversas, poderíamos encontrar um barco de linha que nos levaria por um valor menor ou ainda encontrar um pescador de Pouso que estivesse retornando para lá. O Rodrigo foi ao porto e descobriu que não existe um barco de linha, sugeriram que a gente converse durante a tarde no cais dos pescadores para encontrar alguém que nos leve.

Casa em Parati - RJ

Casa em Parati - RJ


Segunda atividade do dia, fazer o check out da pousada e pegar a estrada para Paraty-Mirim, onde já tínhamos o esquema com o barqueiro para nos levar ao Saco do Mamanguá. Chegando lá descobrimos que o vento não estava permitindo saídas, nem para o Mamanguá, nem para Paraty-Mirim.

Aprendizado do dia: quando dependemos de fatores naturais não se deve criar expectativa, caso contrário poderá acabar frustrado.

Aproveitamos para assuntar no barzinho da praia e acabamos descobrindo algumas coisas interessantes. Paraty-Mirim é o nome do rio que desemboca nesta praia, mesmo rio que há 15 anos destruiu e refez toda a paisagem da praia de mesmo nome. A comunidade ficou isolada durante dias, pois a inundação fechou a estrada e só quando o mar acalmou é que puderam acessá-la de barco. A paisagem está completamente diferente, antes para chegar à praia tinha que atravessar o rio que corria à beira mar, a descrição me lembrou um pouco a Guarda do Embaú. Da história antiga local, restaram algumas ruínas de uma antiga fazenda do tempo dos escravos.

Igreja de Parati Mirim - RJ

Igreja de Parati Mirim - RJ


Já que teremos um dia de espera, tivemos que passar a tarde em Paraty, que chato... Coisas da vida! Saímos fotografar a cidade imbuídos do espírito que tomou conta das ruas de Paraty com o Festival de Fotografia que está começando hoje, o Paraty em Foco. Dezenas de fotógrafos caminhavam pelo centro antigo com suas Nikons e Canons, cada um praticando o seu olhar e buscando o melhor ângulo para registrar a vila.

Parati - RJ

Parati - RJ


Passei o restante do dia trabalhando nos projetos do 1000dias e no site, enquanto o Rodrigo dormia profundamente ao meu lado. Um dia mais light como este é importante de vez enquando, faz bem a saúde, aos negócios e não tem contra-indicações!

Rua em Parati - RJ

Rua em Parati - RJ

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Providencia, Paraíso Colombiano

Colômbia, Providencia

Cayo Cangrejo e o incrível mar que a cerca, em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Cayo Cangrejo e o incrível mar que a cerca, em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Providência, também conhecida como Old Providence, é a irmã menor e mais tranquila do arquipélago. Enquanto San Andrés possui grandes resorts, hotéis e uma muita infraestrutura, Providência é tudo aquilo que você pode imaginar de um paraíso perdido no meio do Caribe. Praias de areias branquinhas repletas de coqueiros, rodeadas por um mar de cores que variam do verde esmeralda ao azul turquesa e alguns dos melhores pontos de mergulho do arquipélago.

Vita do alto do Morro do Pico, montanha mais alta de Providencia, ilha colombiana no Caribe

Vita do alto do Morro do Pico, montanha mais alta de Providencia, ilha colombiana no Caribe


Território em disputa entre a Colômbia e a Nicarágua, não apenas por questões geográficas, mas pela exploração de riquezas naturais recém descobertas nas águas de Providência: o petróleo. Vemos pela ilha placas e murais pintados nos muros de casas que dizem “Old Providence, not Oil Providence.”

Campanha contra a exploração de petroleo em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Campanha contra a exploração de petroleo em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe


Betito me diz que uma parcela da população da ilha acredita que seria positiva a exploração do mineral, pela geração de emprego e desenvolvimento econômico. Outra parte, na qual ele se inclui, prefere que a ilha continue como é, tranquila e intocada, preservando a natureza como seu bem maior e inalienável. “Já imaginou que pesadelo? Se explorarmos o petróleo a ilha será entregue aos americanos, seus grandes resorts e perderíamos a nossa cultura e a nossa tradição.”

Passeio em três em uma moto nas estradas de Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Passeio em três em uma moto nas estradas de Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe


Jogo de damas depois do almoço, em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Jogo de damas depois do almoço, em Providencia, ilha colombiana no Caribe


A ilha está localizada a 230 km da costa da Nicarágua e por isso recentemente passou por um processo de disputa, que gerou um novo acordo um tanto quanto esdrúxulo, mantendo as ilhas como território colombiano, mas determinando que as faixas de mar ao redor delas são nicaraguenses. Hoje pescadores que vivem apenas do mar podem ter problemas legais de pescar em águas nicaraguenses, já imaginaram?

Ponte que liga as ilhas de Providencia e Santa Catalina, na Colômbia

Ponte que liga as ilhas de Providencia e Santa Catalina, na Colômbia


A ilha possui duas principais cidades, Santa Isabel e Água Dulce, também conhecida pelos nativos como Fresh Water Bay. Santa Isabel é a sede administrativa e possui algumas pousadas e um dos melhores hotéis da ilha há apenas 3km de distância, na área de Cayo Cangrejo.

Igreja em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Igreja em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe


Porém é em Água Dulce, uma vila ainda mais tranquila e isolada, que está a maior concentração de infraestrutura turística com diversos hotéis à beira da praia, alguns restaurantes e centros de mergulho.

Restaurante praiano em meio a coqueiros em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Restaurante praiano em meio a coqueiros em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe


Praia em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Praia em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe


Nós chegamos à Providência de Catamarã em torno das 10h da manhã e, ainda mareada, fomos em busca de um café da manhã e informações para decidirmos onde iríamos nos alojar. Eu trazia comigo as várias informações valiosas enviadas pela nossa amiga Fabiola Sad que conhece a ilha como a palma da mão! Vale a pena dar uma olhada no Blog dela Mochilando por Aí onde ela dá várias dicas próprias de quem viveu por quase 3 meses nesse paraíso caribenho colombiano. O plano inicial era ficarmos em Fresh Water Bay, porém no restaurante conhecemos Betito, um personagem da ilha que além de ser um pescador sub de mão cheia e barqueiro para passeios ao redor da ilha, possui uma pousada em frente ao Cayo Cangrejo. Papo vai, papo vem, decidimos ir até lá e conferir. Muito bem instalados com uma das melhores vistas da ilha, resolvemos ficar por ali mesmo e de moto sairíamos explorar as suas principais atrações.

Cayo Cangrejo


Cayo Cangrejo, pequena ilha ao lado de Providencia, no caribe colombiano

Cayo Cangrejo, pequena ilha ao lado de Providencia, no caribe colombiano


Uma pequena ilha rodeada por águas rasas perfeitas para um snorkel, fica a uns 600m da costa de Providência. Nós planejamos sair a nado ou a caiaque para conhecer o pequeno cayo e provar os drinks vendidos no bar por uma das filhas de Betito, porém a nossa programação intensa não nos deixou e tivemos que nos contentar com a bela vista que tínhamos da nossa janela e do píer em frente a nossa pousada.

Isla Santa Catalina


Chegando à ilha de Santa Catalina, na Colômbia

Chegando à ilha de Santa Catalina, na Colômbia


A pequena Isla Santa Catalina está há 5 minutos do centro de Santa Isabel, conectada à ilha principal por uma ponte colorida onde os locais pescam ao lado das arraias xitas à luz do luar e dos postes de luz. Do outro lado um passeio à beira mar nos leva à trilha do Morro do Forte, com canhões que defenderam a ilha de piratas ingleses, e as mais belas vistas do canal que separa as duas ilhas.

Ponte que liga as ilhas de Providencia e Santa Catalina, na Colômbia

Ponte que liga as ilhas de Providencia e Santa Catalina, na Colômbia


Garotos pescam sob a ponte que liga Providencia à Santa Catalina, na Colômbia

Garotos pescam sob a ponte que liga Providencia à Santa Catalina, na Colômbia


Continuando por esta trilha passamos pela pequena Fort Beach e seguimos o caminho onde o Morgan, o pirata, escondeu seus tesouros e deixou histórias misteriosas para as gerações vindouras. A natureza gravou sua passagem pela ilha, a Morgan´s Head é o ponto final da trilha e das nossas explorações por Santa Catalina. A cabeça do pirata indica um dos maiores tesouros da ilha, que não são os baús de ouro escondidos por Morgan, mas uma pequena baía de águas azuis turquesa, rodeada por coqueiros, perfeita para um banho refrescante depois da caminhada.

Antigo canhão que defendia Isla Santa Catalina do ataque de piratas, no caribe colombiano

Antigo canhão que defendia Isla Santa Catalina do ataque de piratas, no caribe colombiano


Refrescando-se no mar paradisíaco da Isla Santa Catalina, no caribe colombiano

Refrescando-se no mar paradisíaco da Isla Santa Catalina, no caribe colombiano


Lá conhecemos o casal argentino que vive em Bogotá, Osmar e Ana, que tiraram um final de semana para conhecer o Caribe colombiano. Simpatia pura! Espero encontra-los em Mar del Plata ainda nessas andanças pela América.

Correndo na orla de Isla Santa Catalina, no caribe colombiano

Correndo na orla de Isla Santa Catalina, no caribe colombiano



Mergulho


Nadando com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Nadando com tubarões em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Um dos melhores mergulhos do Caribe sul, a ilha de Providencia te garante encontros com tubarões, arraias, tartarugas, grandes peixes e um cenário maravilhoso, repleto de corais e peixinhos coloridos neste grande aquário natural que é o Mar do Caribe. A Felipe Diving foi a operadora que contratamos, eles tem bons equipamentos, um barco simples mas rápido e garantem os melhores pontos de mergulho da ilha. (Preço: em torno de 100 dólares para uma saída com dois tanques). Confira mais fotos e detalhes dos nossos mergulhos neste post.

Preparando-se para mergulhar em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Preparando-se para mergulhar em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe



Trekking


Auto-retrato no alto do Morro do Pico, ponto mais alto de Providencia, ilha colombiana no Caribe

Auto-retrato no alto do Morro do Pico, ponto mais alto de Providencia, ilha colombiana no Caribe


O Morro do Pico (400m) é o ponto mais alto da ilha. Enquanto eu mergulhava o Rodrigo foi conferir as paisagens, lagartixas azuis e uma das vistas mais impressionantes de Providencia. A trilha tem seu início no sul da ilha e leva em torno de duas horas ida e volta. Confira no post no Blog do Rodrigo a aventura completa.

O belíssimo lagarto Azul, muito comum na trilha para o Morro do Pico, ponto mais alto de Providencia, ilha colombiana no Caribe

O belíssimo lagarto Azul, muito comum na trilha para o Morro do Pico, ponto mais alto de Providencia, ilha colombiana no Caribe



Gastronomia


Banquete de frutos do mar em restaurante em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Banquete de frutos do mar em restaurante em Providencia, ilha colombiana no Caribe


Providencia possui uma culinária baseada no seu bem mais precioso, o mar. Os frutos do mar são frescos e deliciosos! Um restaurante imperdível na ilha é o Divino Niño, que prepara lagostas, peixes frescos na brasa e camarões, conchas, lulas e polvo com um tempero delicioso, à beira do mar. O prato misto completo é grande o suficiente para duas pessoas e inclui ainda tostones, feitos com banana e o tradicional arroz de coco.

Depois do mergulho, esbaldando-se com um peixe em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Depois do mergulho, esbaldando-se com um peixe em Providencia, ilha colombiana no Caribe


A carne de iguana também faz parte da culinária tradicional. Detalhe, a época de caça para os nativos é justamente antes do período de desova, já que as ovas são uma iguaria apreciada por eles. Mas obviamente este é o mesmo motivo pelo qual a carne de iguana se tornou uma raridade nas cozinhas da ilha.

Preparando o almoço em restaurante em Providencia, ilha colombiana no Caribe

Preparando o almoço em restaurante em Providencia, ilha colombiana no Caribe



Onde Ficar?

Acompanhando as cores do nascer-do-sol da janela do nosso quarto em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe

Acompanhando as cores do nascer-do-sol da janela do nosso quarto em Providencia, ilha colombiana no mar do Caribe


Repetindo a prática de indicar os lugares que gostamos, fica aqui a dica de hospedagem na ilha de Providência. O Betito é um local figurassa, super agilizado, pescador submarino de coração e pai de 8 filhos, duas delas que acabaram de sair da faculdade e o ajudam a gerenciar a pousada.

O quarto do nosso hotel em Providencia, ilha colombiana no Caribe

O quarto do nosso hotel em Providencia, ilha colombiana no Caribe


O Betito´s Place fica em frente ao Cayo Cangrejo, no alto do monte com uma vista lindíssima para o mar e as suas 7 cores. Logo em frente está o Deep Blue Hotel Resort que além de uma cozinha de nível internacional (e de preços intergaláticos), possui um píer e internet que pudemos usar sem problemas. Ele organiza também um passeio em lancha para o Cayo Cangrejo e outros cayos próximos para snorkel e avistamento de aves, ou ainda empresta o caiaque para você exercitar os braços atravessando o canal.

Como chegar?

Sala de embarque em San Andrés para quem viaja para Providencia,  ilhas colombianas no Caribe

Sala de embarque em San Andrés para quem viaja para Providencia, ilhas colombianas no Caribe


Para chegar a Providência existem duas maneiras: avião ou catamarã. O avião parte do aeroporto de San Andrés e dura apenas 15 minutos, custando em torno de 150 dólares ida e volta por pessoa. O catamarã da companhia El Sensation sai para a ilha três vezes por semana, terças, quintas e sábados e custa 69 mil pesos colombianos ida e volta. A viagem de ida dura 3h30 a 4h, o barco é confortável e tem ar condicionado (gelado, leve um casaquinho). Agora, para quem tem facilidade de enjoar é bom ir preparado, pois serão 3 horas de mar torturante! O mar aberto é geralmente bem agitado e o barco não para um minuto! Eu passei muito mal mesmo tomando um remédio para enjôo, acho que foi uma das piores viagens de barco da minha vida. A volta já é mais tranquila e dura apenas 2h, pois vamos a favor da maré e do vento.

Despedida do nosso querido anfitrião em Providencia, já no barco que nos levaria de volta à San Andrés, na Colômbia

Despedida do nosso querido anfitrião em Providencia, já no barco que nos levaria de volta à San Andrés, na Colômbia

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Diz aí se você gostou, diz!

Oeiras

Brasil, Piauí, Oeiras

Oeiras, antiga capital do Piauí

Oeiras, antiga capital do Piauí


A qualidade de um guia pode modificar completamente uma viagem. Rafael, nosso guia na Serra da Capivara, sem dúvida alguma tornou a nossa experiência muito mais rica e especial. Um sanraimundense formado em geografia e criado nos arredores do parque, apaixonado pelo sertão, pela história de sua cidade, cultura e todas as riquezas pré-históricas e naturais aqui encontradas. Um guardião desta tesouro, como ele mesmo falou. Foi Rafael também quem nos falou sobre Oeiras, primeira cidade do Estado, que em 1718 foi elevada à condição de capital da Capitania do Piauí.

Com o Rafael, nosso guia na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Com o Rafael, nosso guia na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI


Estávamos ali tão próximos que não poderíamos deixar de conhecer a cidade mais antiga deste estado. Sabíamos que distância nem sempre quer dizer rapidez, mas não imaginávamos que seria tanto. Viemos ontem à tarde pela estrada que liga São Raimundo Nonato a Oeiras, passando por Simplício Mendes. Depois de Simplício a situação da estrada que já era precária ficou pior ainda. Completamente abandonada, com crateras na pista de asfalto e com o acostamento já tomado pela verde caatinga.

Transporte comum na Serra da Capivara e em todo o sul do Piauí

Transporte comum na Serra da Capivara e em todo o sul do Piauí


Enfim, chegamos à Oeiras, uma cidade histórica no interior do Piauí que participou ativamente da emancipação política brasileira em 1822. O casario antigo e a igreja matriz não deixam negar, Oeiras é uma cidade pequena, mas com muita personalidade. A população do município está em festa comemorando o dia da padroeira da cidade. Muito religiosos, todos participam dos festejos, novenas, quermesses e bingos de arrecadação da igreja.

Igreja em Oeiras, antiga capital do Piauí

Igreja em Oeiras, antiga capital do Piauí


Ficamos hospedados em na Pousada do Cônego, que fica em um casarão tombado pelo Patrimônio Histórico desde o século XVIII. A Fiona chama pouca atenção, ainda mais estacionada em frente à pousada e à principal praça da cidade, assim no dia seguinte tivemos uma ótima surpresa! Recebemos no hotel a visita de Bill, promotor de justiça de Oeiras e de Joca Oeiras, paulista radicado no Piauí há 8 anos. Joca é jornalista e na sua primeira visita à cidade logo se encantou e resolveu mudar-se pouco depois.

Com o João Oeiras, em Oeiras, antiga capital do Piauí

Com o João Oeiras, em Oeiras, antiga capital do Piauí


Trocamos entrevistas para nossos respectivos blogs, o Joca falou para o Soy loco e nós viramos notícia no Portal do Sertão, onde registraram a nossa passagem meteórica pela cidade, como bem disse Oeiras.

Veja a matéria .

Uma pena não termos ficamos mais, mas infelizmente com o cronograma apertado precisamos seguir viagem. Trocamos informações, conhecemos um pouco mais da cidade e ainda fomos agraciados com dois interessantes livros, um do próprio Joca Oeiras, Nós & Elis, que conta histórias que giram em torno da atmosfera política do bar de Teresina de mesmo nome. O segundo livro conta a história do Visconde de Parnaíba, líder político da cidade que lutou pela independência do Estado do Piauí, um dos últimos estados brasileiros a deixar de ser colônia de Portugal.


Foi uma passagem meteórica, mas muito rica e que deixou saudades da hospitalidade e das histórias. Que bom que pudemos levar conosco estas memórias e um pedacinho delas nestes livros.

Brasil, Piauí, Oeiras, cidade histórica

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Geisers El Tatio

Chile, San Pedro de Atacama

Amanhecer nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile

Amanhecer nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile


4:30am, pegamos a estrada em direção à vila de Machuca. Não conhecemos o caminho, mas não deve ser difícil encontrá-lo, uma vez que é uma rota comum dos tours. São 99km até o Completo Termal de Tatio, onde encontramos os Geysers mais altos do mundo, a 4.320msnm. A noite não conseguíamos ter muita ideia do terreno e pelo mapa tínhamos dois caminhos. A procissão de carros e vans que seguia na mesma direção se dividiu, qual será o melhor caminho? Escolhemos o da direita, que parecia mais curto e sem tantas curvas.


Exibir mapa ampliado

Aqui já começamos a subida, saímos dos 2.500m de São Pedro e subimos aos 4.000m. Pouco a pouco a estrada vai sumindo e várias rotas alternativas começam a surgir. Sim, nessa altitude a neve torna-se um elemento presente e dificulta do trajeto. Vamos no faro, tentando adivinhar o melhor caminho e a rota escolhida pelo distante carro à nossa frente. Um rally na madrugada com a mínima de -11°C não era bem o que estávamos imaginando, mas tivemos que vencer o sono e manter a disposição para novas emoções!

Fiona nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile

Fiona nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile


6am, o sol já começa a clarear o dia por detrás da cordilheira e aos poucos vamos visualizando melhor o cenário. Mais gelo, mais neve e aquele frio gelado que faz minutos antes do sol nascer... um dos momentos mais frios do dia. Ao longe começamos a enxergar torres de fumaça, não é a toa que este horário é o ideal para visitar os geysers, pois é quando a diferença térmica os faz ficar ainda mais visíveis.

Paisagem apocalíptica nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile

Paisagem apocalíptica nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile


6:30am, chegamos ao Geysers del Tatio! Uma paisagem exótica, diferente de tudo que já havia visto na vida. Torres de fumaça de 5, 10m de altura espalhadas em uma baixada entre montanhas nevadas e vulcões extintos.

Turistas póximos à coluna de vapor dos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile

Turistas póximos à coluna de vapor dos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile


Fumaças, fumacinhas e fumaçonas, é assim que nós, meros mortais, conseguíamos diferenciar os geysers. São vários tipos e formas de afloramento que a águas frias emergentes formam no contato com as rochas vulcânicas hiper aquecidas. Algumas são apenas o escape da fumaça, perfeitas para aquecer a mão da turista “sem noção” que esqueceu sua luva.

Aquecendo-se na manhã gelada nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile

Aquecendo-se na manhã gelada nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile


Outras em formato de mini-vulcões ou panelas cheias de água borbulhante vão formando os mais belos espetáculos. A temperatura do vapor pode chegar a 85°C no complexo que é composto por 40 geysers, 60 termas e 70 escapes de fumaça nos apenas 3km2. Alucinante!!!

Em meio aos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile

Em meio aos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile


Estavam muitos graus abaixo de zero e uma das formas de tentarmos nos aquecer era encontrando um geyser mais brando onde pudéssemos nos perder em meio à fumaça. Aos poucos o sol foi saindo e o céu clareando tornando o espetáculo ainda mais impressionante! Diferentes cores, verdes, alaranjados, brancos e azuis, desenham no chão um mostruário dos diferentes minerais e elementos presentes nas águas subterrâneas e rochas aquecidas. Cursos de água congelada convivendo com vapores e águas ferventes, novamente a terra dos contrastes nos surpreende!

A água 'mineralizada' dos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile

A água "mineralizada" dos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile


Ao fundo vemos um maquinário abandonado, foi uma tentativa feita em 1960 para a geração de energia térmica a partir deste complexo. Infelizmente os resultados não foram satisfatórios e o projeto se comprovou inviável financeiramente. Hoje a estrutura montada para o projeto recebe os turistas, pesquisadores e cientistas que visitam o parque. Próximo dali, ainda no mesmo parque, estão os banhos termais. Uma barragem artificial construída no fluxo de águas termais para os corajosos se banharem. A temperatura varia de 28 a uns 31°C. Os turistas de apinham no raso, próximos de onde a água aflora quentinha, mais distante dali, mesmo os 28°C parecem congelantes somados ao frio da temperatura externa.

Banho aquecido na manhã gelada a mais de 4,3 mil metros de altitude nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile

Banho aquecido na manhã gelada a mais de 4,3 mil metros de altitude nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile


É difícil ir embora, em cada canto uma imagem mais linda, a cada minuto uma luz mais especial. Aos poucos os geysers parecem diminuir e se abrandar. Sabemos que eles ainda estão ali, apenas menos visíveis. Hora de ir embora... extasiados pela experiência, mas cansados. Havíamos dormido apenas quatro horas. Tínhamos planos de seguir para as termas de Puritama e, dependendo do pique, conhecer outros atrativos para este lado. Voltamos pelo outro caminho, desviando pelo povoado de Machuca. O caminho era muito mais fácil e tranquilo que o da vinda, o dia lindo agora nos mostrava as belas vistas do nosso retorno.

Início do dia nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile

Início do dia nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile


Esgotados, acabamos decidindo retornar direto à São Pedro. Segunda-feira, final de feriado, poderíamos retornar ao nosso primeiro hostal e tentar colocar as nossas coisas em dia. A tarde que pensei que seria de descanso acabou sendo uma tarde de Maria. Fiz uma faxina geral na Fiona, por dentro e por fora. A coitada, estava imprestável. É, a vida na estrada é boa mas cansativa, em alguns momentos temos que parar e respirar para recuperar as forças e poder seguir caminho.

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