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Tatiana de Queiroz (06/04)
Olá, Ana. Há dois posts atrás vc colocou: "Anguila, um dia no paraíso...
Polaco (06/04)
Lindas fotos, uma paisagem mais linda que a outra. Ainda mais com essa lo...
clenilça alves da silva(cleo) (05/04)
qqquuee MMMMAAARRAAAVVVIIIIILLLHHHAAA!!!!!!MEU DEUS E O PARAISO ?ana meu...
Tatiana de Queiroz (04/04)
Ana, se nas fotos já dá pra se encantar, imagina ao vivo. Um espetácul...
Ricardo Acras (04/04)
Que espetáculo! Qual é a melhor forma de chegar aí saindo direto do Br...
Parece um quadro, mas é o inacreditável Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Era o final da tarde do nosso segundo dia no Yellowstone. Já havíamos visto geysers, fontes termais multicoloridas, pequenos vulcões de lama, bisões, elks, veados e uma beleza natural impressionante. Sabíamos que existia um cânion ao norte e que lá seria a melhor área para fazermos trekkings mais longos. Eu tinha a imagem deste cânion em algum lugar do meu “HD interno”, vulgo cérebro, que atualmente anda um tanto quanto lotado. Confesso, porém, que só me dei conta quando chegamos e vimos esta cena.
Parece um quadro, mas é o inacreditável Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Sim, já não bastassem tantas paisagens impressionantes, o Yellowstone possui o seu próprio Grand Canyon! E ele é simplesmente arrebatador!!! Chegamos naquela hora mágica, em que a luz do sol acentuava as cores terracotas da paisagem com tons ainda mais fortes de amarelos, alaranjados e vermelhos. Embasbacados descemos acelerados a trilha das Lower Falls, um zigue-zague que desce a encosta do cânion e fica sobre os 33m de cachoeiras e com uma vista frontal dos 38 km de cânion.
As impressionantes Lower Falls do Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
As impressionantes Lower Falls do Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Formado por camadas de lava que escorreram durante a última erupção do Yellostone Volcano e esculpido por geleiras na última glaciação, cientistas acreditam que ele tenha sido formado nos últimos 15 mil anos! Imaginem, o homem já andava por essas terras e este imenso cânion, que pode chegar a 366m de profundidade, estava começando a ser cavado!
Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos
Uma união de fatores como a localização sobre uma falha tectônica, somada à atividade vulcânica, à ação dos glaciares, enchentes relâmpagos e sabe Deus mais o quê, explicariam a rapidez com que este ele foi formado. É claro que existem controvérsias e ainda muitos cientistas estudam a formação desse magnífico acidente geográfico. O fato é que ele ainda está em processo de erosão e isso nós podemos ver facilmente através da ação do Rio Yellowstone e suas lindas cachoeiras.
Uma verdadeira pintura, o Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
A trilha da Red Rock também é uma boa descida e consecutivamente subida! Mas a vista lá de baixo é linda e pega as Lower Falls ao fundo do cânion. Ao longo da estrada estão vários mirantes e mais um dos preferidos foi o Inspiration Point, belíssimo!
Escadaria para o mirante das Lower Falls, no Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
No mirante das Lower Falls, no Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Voltamos no dia seguinte, agora do outro lado do cânion e tivemos uma bela vista das Upper Falls, seguida por uma trilha arborizada e cimentada e mais de 300 degraus descendo a Uncle Tom´s Trail, até a beira das Lower Falls. Um bom exercício para começar o dia. Adiante a parada na Artist Point é obrigatória para ter um dos melhores ângulos e tirar aquela foto clássica do cânion.
O belíssimo Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Se você ainda quer ver mais vida selvagem como bisões, veados e tentar a sorte para encontrar algum urso cruzando a estrada, pegue à direita na estrada depois de Tower-Roosevelt em direção à entrada nordeste do parque. Na pior das hipóteses você verá centenas de bisões em suas manadas no Lamar Valley, além de paisagens bucólicas, pescadores praticando a fly fishing no Yellowstone River e uma linda cadeia de montanhas ao fundo.
Manada de bisões no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Bisões, símbolo do Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Voltando em direção à Mamooth Springs, vale uma parada rápida na árvore petrificada, uma Red Wood, um tipo de sequoia, que virou pedra exatamente no mesmo lugar onde ela cresceu. Impressionante!
Tronco de Redwood petrificado há 30 milhões de anos, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
MAMOOTH SPRINGS
A impressionante paisagem de Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Por fim chegamos à Mamooth Springs, uma área de águas termais também ligadas à atividade vulcânica de Yellowstone, o pai de todos os vulcões (pelo menos dos americanos, rsrs!). As fontes de águas termais formou imensos travertinos de carbonato de cálcio, formação que nós já havíamos visto muito parecidas nas águas termais de Pamukkale na Turquia.
A impressionante paisagem de Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Uma imensa montanha rodeada por travertinos ativos e inativos formando piscinas coloridas e esculturas naturais maravilhosas. Uma caminhada de pouco menos de duas horas pelas passarelas te leva às principais formações e às lindas vistas do alto do terraço.
A paisagem das gigantescas Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
A paisagem das gigantescas Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos
Veja também os posts:
- Yellowstone em 3 dias
- Yellowstone - Old Faithful Area
- Yellowstone Lake e West Thumb
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Entrando no Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Quando estamos no escritório, em casa, nas cidades, shoppings, enfim, nas nossas vidas cotidianas, logo imaginamos o Discovery Channel, o NatGeo ou ainda lembramos daquele filme de mesmo nome lançado recentemente. Puxamos na nossa imaginação todas as referências que temos do mundo antes dele ser ocupado pelo homo sapiens sapiens. Será que ainda existiam os dinossauros? Eras glaciais? Homens das cavernas? Aí até os Flintstones aparecem na memória! Fazendo este exercício percebemos como estes míseros 10 mil anos estão distantes da nossa realidade.
Gigantesca clarabóia na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Há 10 mil anos estava terminando a última era Glacial e o mundo já era habitado pela nossa espécie. Eles lutavam para sobreviver ao frio, utilizando as cavernas como abrigo. As cavernas por sua vez possuem outra perspectiva do tempo e do mundo. A terra existe há 4,5 bilhões de anos, desde então passou por diversas eras geológicas, se transformando e evoluindo com a passagem dos milhões de anos, até hoje. As cavernas presenciaram e fazem parte desta história, pois o processo de formação destas cavidades segue há alguns milhões de anos.
Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Rio Peruaçu, no interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Todo este processo fica claro quando entramos em um monumento natural como a Caverna do Janelão no Vale do Peruaçu. É monumental, sensacional, fantástico! São paredes de mais de 100m de altura, formações espeleológicas gigantescas, como o cogumelo ou a perna da bailarina, que está no Guiness Book por ser a maior estalactite do mundo com 28m de comprimento.
Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
O maior estalagtite do mundo, a "Perna da Bailarina", na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
A natureza vem trabalhando há 2 ou 3 milhões de anos esculpindo nesta rocha calcária as mais variadas formas, túneis e salões que hoje nos deixam boquiabertos por sua grandeza. Ali dentro devem ter passado dinossauros, preguiças gigantes e toda a grande fauna que um dia já habitou o nosso continente. Soubemos que em uma fazenda próxima ainda se encontra um fóssil de uma preguiça gigante! Que achado!
Formação na Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Interior da Caverna Janelão, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Não é a toa também que ali, a apenas 45 minutos de caminhada, encontramos também curiosos painéis de pinturas rupestres, que um dia tiveram um significado completamente diferente para os nossos antepassados e hoje contam parte da história recente do nosso país.
Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Sabe-se que os nossos índios não chegaram a conhecer estes homens das cavernas. Como será que eles eram? O que será que se passava pela cabeça destes homens, mulheres e crianças que viviam em um mundo completamente diferente do nosso? Como eles se abrigavam o frio, o que eles comiam? Como se comunicavam? O que será que esses símbolos significavam para eles?
Pinturas rupestres no "Painel", no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Todas essas perguntas surgem quando nos deparamos com um lugar como este. O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu possui potencial imenso para se tornar um dos principais parques de pesquisa geológica e antropológica no Brasil. E agora, depois de visitar um lugar como este, fica muito mais fácil responder a aquela pergunta. Imaginem o mundo há 10.000 anos, como ele era? Boa parte das respostas surgirá. Intuitivamente, pois em algum lugar dentro de você estas lembranças, seja em memória genética ou espiritual, existem.
Mirante do Buraco dos Macacos, no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, próximo à Januária - MG
Já estamos na Venezuela!
Chegamos à Venezuela! Um país de tantas paisagens e tantas agruras, onde os Andes quase tocam o Mar do Caribe, subindo abruptamente entre amazônias e pantanais e se derramam no Delta do Orinoco. Onde encontramos um povo dividido entre suas riquezas e suas maiores fraquezas, onde o orgulho de se sentir no poder ao lado do Eterno Comandante cega o discernimento do que é certo e errado e os leva à miséria e ao caos econômico. Um país que está no rumo socialista e que metade de sua população apoia e pensa estar no caminho correto, mesmo quando tem que brigar por uma pasta de dente, implorar por um rolo de papel higiênico e matar por um saco de farinha. Enquanto a outra metade da população assiste à toda esta desgraça ciente de tudo que está acontecendo, também sofre indignada, mas mantém a fé de que tudo irá melhorar.
Muita propaganda do socialismo bolivariano nas ruas da Venezuela
Preparando carne, plátano e queijo na chapa quente, na fronteira da Venezuela
Entramos no país ansiosos não apenas para ver, com nossos próprios olhos o que está acontecendo, mas para sentir na própria pele as idiossincrasias deste sistema. Queríamos ver o que não vimos em 2007 e saber se aqueles mesmos amigos que antes apoiavam o Chavez, continuariam apoiando hoje. Queríamos também poder mostrar aos vizinhos brasileiros as belezas naturais que estão ao nosso alcance e poder dizer-lhes que sim, é possível viajar na Venezuela nos dias de hoje. A crise cambial que sofre o país é terrivelmente prejudicial para a economia venezuelana, mas é incrivelmente atrativa para nós turistas brasileiros. Ao irmos para lá não estaremos apenas aproveitando uma oportunidade, estaremos ajudando também a manter a economia girando, injetando nossos ricos reaizinhos em troca de momentos inesquecíveis em algumas das praias, montanhas e rios mais lindos da América do Sul.
Bolívar, herói máximo da Venezuela
Quando estivemos aqui em 2007 viajamos de Boa Vista por terra até a fronteira com a Venezuela, subimos o Monte Roraima, voamos para o Salto Angel, caminhamos pelas ruas de Caracas e descobrimos o significado da expressão “Paraíso Caribenho” no Arquipélago de Los Roques. Fomos colocados à todas as provas, cansaço e hipotermia no Roraima, teimosas caminhadas por autoestradas de Caracas e até fomos roubados, ficando sem dinheiro e cartões de crédito, ilhados em Los Roques. Mas a parceria, paciência, tolerância e criatividade do casal se mostraram melhores e nos provaram que juntos éramos melhores! Foi a nossa primeira viagem internacional juntos, viagem que cunhou profundamente o nosso companheirismo, nos revelou os medos, fraquezas e fortalezas de cada um e, sem grandes pretensões nos mostrou que seríamos capazes de um dia realizar uma grande viagem como a que estamos fazendo hoje.
O preço quase gratuito do combustível permite que as antigas banheiras ainda ocupem as ruas e estradas da Venezuela
Chegamos à Venezuela vindos da pequena cidade fronteiriça de Maicao, no lado colombiano. Almoçamos platanos assados na brasa com queijo branco, enquanto esperávamos mais de uma hora a abertura da Aduana Boliviariana del Pueblo de Venezuela! para tirarmos a documentação da Fiona.
Entrando na Venezuela, recião de Maracaibo, vindos da Colômbia
Banheiras velhas caindo aos pedaços lotavam as estradas, fazendo pensarmos que estávamos em Cuba, na década de 70. Uma reta interminável com escolas Simón Bolívar em cada povoado, acompanhadas de placas de propaganda do Governo Socialista da República Boliviariana de Venezuela.
Cartaz da última eleição que Chavez participou
Prédios caindo aos pedaços, lixo espalhado pela estrada e pelas ruas, comércios irregulares e quase nenhuma marca do dito capitalismo imperialista. Cruzando o lago Maracaibo, a galinha dos ovos de ouro, ainda encontram-se alguns resquícios, avenidas largas, algumas redes de fast foods e supermercados. Dirigimos por mais de 6 horas entre a fronteira e Coro, uma das mais conservadas cidades coloniais do país. O retrocesso econômico é claro, veremos o social nestas próximas semanas.
Lago de Maracibo, o maior do continente, importante região produtora de petróleo na Venezuela
Pôr-do-sol no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG
Hoje despertamos cedo, tomei meu banho matinal para acordar e ficar bem disposta, pois sabia que uma longa caminhada estava por vir. Tomamos café da manhã reforçado na Pousada São Rafael e seguimos para a Harpia, encontrar o Alessandro, nosso grande guia para os próximos dois dias. Compras no supermercado e seguimos para o Paiolinho, local onde começamos a caminhada.
O início da trilha é tranquilo, passamos pela mata com alguns trechos de subida relativamente leves. Foram 2h40 de caminhada até o último ponto de água da trilha. Até ali, tudo ótimo, segundo o Alessandro estávamos com um tempo bom, geralmente o pessoal chega ali com 3h de caminhada. Lá nos abastecemos de água para cozinhar e nos reidratar durante a trilha, até chegarmos aqui novamente. Quatro litros por pessoa, cada litro, um quilo a mais na mochila para levarmos nas costas. Essas horas que é bom ser menina, dos meus litros d´água carreguei apenas 1,5kg, o maridão levou o outro litro e meio. Logo após esse ponto, voltamos a caminhar e subimos a pior das pirambeiras do dia. É mais de uma hora subindo em uma inclinação perto de 60 graus! São degraus e mais degraus de pedras, haja perna!
O Ro foi super paciente, pois é infinitamente mais forte e veloz na subida do que eu, mas ele me esperou e sempre querido veio me incentivando. Quando estava quase lá em cima, capengando com a mochila pra lá e para cá, o Ro disparou na minha frente e voltou buscar a mochila que carregou pelos próximos 50m de subida para me ajudar.
Pit-stop na subida da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG
Depois do breve descanso, voltamos a subir. Mais 10 minutos e chegamos ao topo desta montanha, eu já estava me sentindo vencedora, mas mal sabia que só estava na metade do caminho.
A Pedra da Mina finalmente é vislumbrada!
Só dali começamos a avistar a Pedra da Mina, que estava a 3 montanhas de nós. Só nesta altura foi que eu descobri as duas bolhas, já estouradas nos meus calcanhares. Agora tenho que conviver com a dor até voltar, não tem milagre, só dorflex mesmo.
Bolha feita durante a subida da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG
Três montanhas, cinco cocurutos e três horas depois, finalmente chegamos ao cume! A ascensão da Pedra da Mina foi sem dúvida a mais difícil que eu fiz até agora, mas cada vez mais confirmo aquela teoria de que quanto mais difícil, mais bonita fica a paisagem. Lá de cima vemos o Agulhas Negras, Prateleiras, Marins, Pico do Papagaio, Vale do Paraíba e vááárias cidades. O pôr-do-sol foi maravilhoso! Seguido por um macarrão ao molho gorgonzola e chocolate de sobremesa.
Pôr-do-sol no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG
Fantástico saber que por esta noite somos, provavelmente, os únicos brasileiros a 2800m de altura, sensação de liberdade e segurança. No final, todo esse esforço vale a pena.
Temos andado por uma região histórica para a Família Junqueira, o que torna a viagem ainda mais curiosa, uma vez que o Rodrigo vem descobrindo novas informações sobre os primeiros Junqueiras no Brasil. O patriarca, João Francisco Junqueira foi o primeiro a chegar de Portugal por volta de 1750, ao que tudo indica, ele começou a fortuna dele no garimpo de ouro. Posteriormente casou-se com uma mulher de linhagem nobre européia e reuniu neste inventário uma das maiores fortunas da época. Um de seus filhos, o Barão de Alfenas, foi homem muito influente, deputado oposicionista à Dom Pedro I, um dos grandes motivos para D. Pedro I voltar a Portugal, passando seu trono ao seu filho, D. Pedro II.
Todas as terras por onde estamos passando, de Carrancas à Caxambu eram parte do grande latifúndio pertencente à João Francisco e herdado por seus filhos, dentre eles Gabriel Francisco Junqueira, tio distante de Rodrigo, o Barão de Alfenas. Em Cruzilha ouvimos dizer que existe um busto de João Francisco e na biblioteca livros com a história da cidade, que girava em torno da família. Quem nos contou foi a garçonete do Massaroca de Carrancas, que é de Cruzilha e comentou sobre o assunto ao reparar no sobrenome do Ro no seu cartão de crédito.
O latifúndio era dividido em diversas fazendas, algumas delas ainda existem com o mesmo nome, como a Atraituba, que fora preparada para uma visita de S. Pedro II com um portal especial que nunca fora aberto. Corre na boca pequena que ele não faltou à visita, mas sim que gostava de entrar pela senzala, fazendo a farra com as belas negras que lá viviam. Na Fazenda Bela Cruz aconteceu a maior revolta escravagista da história imperial no sul do Brasil, o Levante de Bela Cruz, onde os escravos revoltados acabaram com todos os brancos (leiam mais detalhes no blog do Ro). O Rodrigo ficou indignado com os negros que trucidaram seus primos distantes, mas eu confesso que não consigo ficar com raiva... Já pensaram? Só o Barão, irmão e tio dos Junqueiras assassinados, tinha 111 escravos, imagine os outros! Não gosto nem de pensar como eram tratados para terem ficado tão indignados.
Chegando à Caxambú o Rodrigo, sempre nostálgico e com este sangue nobre, não titubeou em escolher o Hotel Glória, o mais tradicional da cidade. Vamos explorar as águas milagrosas de e nos preparar para o Vale do Matutu.
Volta à Ilha
Capotei de sono ontem à noite logo após escrever para o site. Sempre fui super noturna, mas percebi que isso só acontece quando levamos a pacata vida da cidade grande. Depois de toda a atividade física que fizemos ontem, pedalando a praia deserta, não teve Santo Rodrigo que me deixasse acordada. Acho que isso se tornava ainda mais forte quando eu pensava o que estava por vir hoje.
Acordamos às 6h da manhã para sairmos caminhando Ilha afora. Eu estava sem saber o que esperar, pois das experiências anteriores do Rodrigo só ouvia histórias das mais escabrosas: “Um enxame com mais de 100 botucas perseguem andarilho”, “Mangue completamente alagado, quase intransponível, com mais 100 botucas será atravessado por trilha quase inexistente!” Tá maluco? Eu não preciso passar por isso, eu pensava, mas antes vamos averiguar algumas informações:
Qual é a época de botucas? Novembro é a pior época, portanto abril é para estar tranqüilo.
Qual é o horário da maré seca? Na tábua das marés dizia 9h30. Este horário encontraríamos o ponto mais baixo da maré hoje, ainda mais baixo pois é época de lua cheia, quando a lua faz a maré ficar nos seus extremos.
Maravilha! Sendo assim resolvi tentar a sorte, afinal eu sempre quis dar essa tal volta á Ilha. Saímos logo cedo e começamos a caminhar... gostoso ver a Ilha neste horário, quase vazia, aquela brisa do dia que está nascendo, tranqüilidade absoluta. Sem muito sol e com a temperatura perfeita para caminhar nós fomos fotografando muito e reparando nas 04 diferentes pegadas que estavam no mesmo caminho à nossa frente. Será que tem mais algum doido como nós que vai dar a volta à Ilha hoje? Uma das pegadas logo foi solucionada, era de um corredor valente que encontramos retornando. Logo depois cruzamos 03 pescadores que já estavam no mar, trabalhando desde cedo e explicando as restantes.
Pescador trabalhando logo cedo, na Ilha
Eu estava curiosa com o que veríamos logo após a curva. A primeira curva à direita, pela qual eu nunca havia passado a pé. Engraçado que mesmo conhecendo de barco eu tinha no meu imaginário um medo quase infantil, achava que ali iria encontrar o monstro do Lago Ness, um monstro feito de botucas agressivas e cheio de lodo daquele mangue intransponível! Mas enfrentei, afinal 28 anos na cara está na hora de parar com essas bobagens! Hahaha!
O que encontramos lá foram paisagens maravilhosas, um mangue quase seco e um punhado de botucas pentelhas que foram sucumbindo à fúria do Rodrigo, uma a uma. Afundamos o pé na lama junto com caranguejos e siris. Voamos com os chauás, pica-paus, garças brancas e garças-rosas (ou seriam flamingos?). Encontramos uma tartaruga e um boto junto com os urubus. Pulamos junto com a cobra coral, segundo os nativos, verdadeira. Enfim... Nesses 22km encontramos muita vida, além do Forte dos Remédios, do Farol e um casal de argentinos muito gente boa.
No final eu com o pé já um pouco dolorido só pensava “será que o Ro vai querer seguir hoje para Encantadas e voltar nadando para fechar a Ilha inteirinha?” Um lado meu queria que sim, pois meu orgulho não o deixaria fazer sozinho e seria um grande feito. Mas o outro deu pulos de alegria quando ele decidiu que deveríamos parar com a volta à Ilha apenas do lado de Brasília. E aqui, enquanto escrevo este post, meu corpo já está novamente se entregando e pedindo pelo amor de Deus mais uma boa noite de sono.
Inicio da manhã, início da volta na Ilha
Atravessando o mangue na maré seca
Pássaros rosas aproveitando a maré baixa
Atravessando o mangue na maré seca
Cobra coral na praia - volta à Ilha
Amanhecer nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
4:30am, pegamos a estrada em direção à vila de Machuca. Não conhecemos o caminho, mas não deve ser difícil encontrá-lo, uma vez que é uma rota comum dos tours. São 99km até o Completo Termal de Tatio, onde encontramos os Geysers mais altos do mundo, a 4.320msnm. A noite não conseguíamos ter muita ideia do terreno e pelo mapa tínhamos dois caminhos. A procissão de carros e vans que seguia na mesma direção se dividiu, qual será o melhor caminho? Escolhemos o da direita, que parecia mais curto e sem tantas curvas.
Exibir mapa ampliado
Aqui já começamos a subida, saímos dos 2.500m de São Pedro e subimos aos 4.000m. Pouco a pouco a estrada vai sumindo e várias rotas alternativas começam a surgir. Sim, nessa altitude a neve torna-se um elemento presente e dificulta do trajeto. Vamos no faro, tentando adivinhar o melhor caminho e a rota escolhida pelo distante carro à nossa frente. Um rally na madrugada com a mínima de -11°C não era bem o que estávamos imaginando, mas tivemos que vencer o sono e manter a disposição para novas emoções!
Fiona nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
6am, o sol já começa a clarear o dia por detrás da cordilheira e aos poucos vamos visualizando melhor o cenário. Mais gelo, mais neve e aquele frio gelado que faz minutos antes do sol nascer... um dos momentos mais frios do dia. Ao longe começamos a enxergar torres de fumaça, não é a toa que este horário é o ideal para visitar os geysers, pois é quando a diferença térmica os faz ficar ainda mais visíveis.
Paisagem apocalíptica nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
6:30am, chegamos ao Geysers del Tatio! Uma paisagem exótica, diferente de tudo que já havia visto na vida. Torres de fumaça de 5, 10m de altura espalhadas em uma baixada entre montanhas nevadas e vulcões extintos.
Turistas póximos à coluna de vapor dos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Fumaças, fumacinhas e fumaçonas, é assim que nós, meros mortais, conseguíamos diferenciar os geysers. São vários tipos e formas de afloramento que a águas frias emergentes formam no contato com as rochas vulcânicas hiper aquecidas. Algumas são apenas o escape da fumaça, perfeitas para aquecer a mão da turista “sem noção” que esqueceu sua luva.
Aquecendo-se na manhã gelada nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Outras em formato de mini-vulcões ou panelas cheias de água borbulhante vão formando os mais belos espetáculos. A temperatura do vapor pode chegar a 85°C no complexo que é composto por 40 geysers, 60 termas e 70 escapes de fumaça nos apenas 3km2. Alucinante!!!
Em meio aos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Estavam muitos graus abaixo de zero e uma das formas de tentarmos nos aquecer era encontrando um geyser mais brando onde pudéssemos nos perder em meio à fumaça. Aos poucos o sol foi saindo e o céu clareando tornando o espetáculo ainda mais impressionante! Diferentes cores, verdes, alaranjados, brancos e azuis, desenham no chão um mostruário dos diferentes minerais e elementos presentes nas águas subterrâneas e rochas aquecidas. Cursos de água congelada convivendo com vapores e águas ferventes, novamente a terra dos contrastes nos surpreende!
A água "mineralizada" dos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Ao fundo vemos um maquinário abandonado, foi uma tentativa feita em 1960 para a geração de energia térmica a partir deste complexo. Infelizmente os resultados não foram satisfatórios e o projeto se comprovou inviável financeiramente. Hoje a estrutura montada para o projeto recebe os turistas, pesquisadores e cientistas que visitam o parque. Próximo dali, ainda no mesmo parque, estão os banhos termais. Uma barragem artificial construída no fluxo de águas termais para os corajosos se banharem. A temperatura varia de 28 a uns 31°C. Os turistas de apinham no raso, próximos de onde a água aflora quentinha, mais distante dali, mesmo os 28°C parecem congelantes somados ao frio da temperatura externa.
Banho aquecido na manhã gelada a mais de 4,3 mil metros de altitude nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
É difícil ir embora, em cada canto uma imagem mais linda, a cada minuto uma luz mais especial. Aos poucos os geysers parecem diminuir e se abrandar. Sabemos que eles ainda estão ali, apenas menos visíveis. Hora de ir embora... extasiados pela experiência, mas cansados. Havíamos dormido apenas quatro horas. Tínhamos planos de seguir para as termas de Puritama e, dependendo do pique, conhecer outros atrativos para este lado. Voltamos pelo outro caminho, desviando pelo povoado de Machuca. O caminho era muito mais fácil e tranquilo que o da vinda, o dia lindo agora nos mostrava as belas vistas do nosso retorno.
Início do dia nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Esgotados, acabamos decidindo retornar direto à São Pedro. Segunda-feira, final de feriado, poderíamos retornar ao nosso primeiro hostal e tentar colocar as nossas coisas em dia. A tarde que pensei que seria de descanso acabou sendo uma tarde de Maria. Fiz uma faxina geral na Fiona, por dentro e por fora. A coitada, estava imprestável. É, a vida na estrada é boa mas cansativa, em alguns momentos temos que parar e respirar para recuperar as forças e poder seguir caminho.
A linda paisagem da região de Huaraz, no Peru
Hoje pegamos estrada entre Lima e Huaraz. Tínhamos as mais diversas informações, que levariam 8, 10 ou até 12 horas para subirmos a cordilheira e chegarmos à cidade base para explorar a Cordillera Blanca.
Exibir mapa ampliado
Pegamos a Panamericana Norte em direção à Patilvilca, onde encontramos a rodovia 14, que vê-se no mapa do Google abaixo da linha traçada. Sabe lá por que o Googlemaps não consegue traçar este caminho, mas é o mais indicado e também um dos mais bonitos.
A estrada que leva à Huaraz, no Peru
Paisagens bucólicas, vilas campesinas em festas típicas, venda de queijo e mel na estrada. Uma viagem linda que durou em torno de 6 horas e meia. Huaraz fica em um vale entre duas cordilheiras, a Blanca e a Negra, uma coberta de neve e a outra, apenas alguns metros mais baixa, toda negra pelas rochas negras escarpadas. A explicação disso é curiosa, diz-se que os ventos que sopram do oeste, direto do Oceano Pacífico, são chamados de Vientos Salados (ventos salgados).
Laguna altiplânica na estrada que vai à Huaraz, no Peru
Aqui, sobre este vale eles se encontram com os Vientos Dulces (ventos doces) que sopram da região amazônica. A massa de ar doce barra os ventos salgados sobre a Cordilheira Negra, que não deixam com que a neve se acumule durante os dias de inverno. Estas montanhas chegam a ficar com uma fina camada de neve nos dias mais frios do ano, porém não esta neve não dura mais de 3 horas e logo está derretida com a ajuda do sal. Já a Cordillera Blanca se mantém sempre doce e por isso sempre nevada.
As primeiras neves da Cordillera Blanca, chegando em Huaraz, no Peru
Chegamos à Huaraz, nos hospedamos no Churup Hostal, um dos preferidos dos guias de viagem, trazendo mochileiros de todo o mundo. Nossa primeira preocupação foi agendarmos o Trekking Santa Cruz, um dos mais famosos da Cordillera Blanca, tido como um dos mais bonitos do mundo! Fechamos com a Huascarán, agência indicada pela pousada e fomos logo procurar um restaurante para matar a fome. Todas estas horas de estrada sem almoço, ninguém merece! Compra de lanches, água, pílulas purificadoras de água e estamos prontos para o trekking! Cordillera Blanca, aí vamos nós!
As muitas cachoeiras do Auyán Tepui, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Aos que gostam de aventura, mas não tem tempo ou o espírito aventureiro suficiente para enfrentar horas em um barco, chuvas e trilhas até o mirante do Salto Angel, há uma outra forma mais fácil de ver esse gigante: voando!
Avião para sobrevoar o Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela
No nosso terceiro dia no Parque Nacional Canaima retornamos do acampamento aos pés do Salto Angel e aproveitamos para conferir também essa opção.
Voando no banco da frente do avião sobre o Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Depois de uma noite com chuvas fortes e intermináveis, acordamos com o rio um metro acima do nível que conhecíamos. Com sorte, e o cuidado dos nossos barqueiros, nossa canoa não se desprendeu durante a noite. Antes mesmo do café ser servido caminhamos ao acampamento vizinho que tem uma vista panorâmica do salto e de lá temos a visão do Salto Angel transformado.
Acordando em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Galões e mais galões, litros e mais litros de água foram adicionados à maior cachoeira do mundo e eu, em um dejavu, reencontrava o salto que vimos 6 anos atrás. Também como naquela manhã, uma nuvem de vapor cobria a sua base e fechava qualquer visão do mirante para o salto, sábia decisão ter caminhado até lá ontem à tarde! Chegava a dar pena dos turistas que cruzavam o rio para fazer a trilha agora cedo.
Com nosso grupo na Isla Ratón, em frente ao Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Voltamos pelo mesmo caminho, mas descendo o rio as 4 horas viram 2 horas e meia e chegamos à vila de Canaima a tempo de inventar mais uma moda! Angela havia decidido presentear sua mãe, Susan, com um sobrevoo do Salto Angel. O avião de 4 lugares tinha, portanto, 2 lugares sobrando, cada um pela bagatela de 35 dólares! O Rodrigo dispensou, preferiu dar um último mergulho na Lagoa Canaima, mas eu e nosso companheiro de excursão, o venezuelano Diógenes embarcamos nessa oportunidade e aproveitamos cada minuto! Na divisão de pesos do avião fiquei ao lado do piloto e com vista panorâmica de todo o vale pude ver o caminho que percorremos de barco e algumas das vistas aéreas mais incríveis da minha vida!
No avião, a caminho do Salto Angel, em Canaima, no sul da Venezuela
Voamos sempre ao lado do Auyantepui, que depois de uma noite chuvosa, ganhou ares babilônicos com incontáveis cachoeiras caindo em suas encostas rochosas! Demos duas voltas para ver o Salto Angel, parcialmente encoberto pelas nuvens.
Sobrevoando o Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Ao contar para o piloto que comemorávamos ali os 70 anos de Susan ele não titubeou em alongar o passeio e nos levou quase ao fundo do vale, para ver as Cascatas conhecidas como La Ventana, uma sequência de cachoeiras que apenas se formam após grandes chuvas e caem mais de 500m de altura, formando uma imensa cortina branca! Maravilhoso!
Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Magníficas cachoeiras do Auyán Tepui, o mesmo do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
De volta à terra firme, estamos finalmente prontos para partir. Almoço de despedida com todo o grupo e logo temos que dizer um até logo aos nossos novos amigos Jason, Angela, Bode e Susan. Esperamos revê-los na estrada em breve!
Chegando de volta à vila de Canaima, após sobrevoo do Salto Angel, no sul da Venezuela
Mesmo cansados não conseguimos pregar os olhos no vôo de volta, nos deliciando com as chuvas vistas lá do alto e as paisagens espelhadas da represa e do Rio Orinoco às margens de Ciudad Bolivar.
Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela
Represa alaga uma vasta planície ao norte do Parque Nacional Canaima, no caminho para Ciudad Bolívar, na Venezuela
Sobrevoando chuvas, verdadeiras cachoeiras celestes, na volta de Canaima para Ciudad Bolívar, na Venezuela
Na nossa corrida contra o tempo para chegar à Boa Vista, reencontramos a Fiona sã e salva no estacionamento do aeroporto e colocamos o pé na estrada, dirigindo longas 5 horas entre Ciudad Bolivar, Ciudad Guayana até a pequena Callao. Lá vamos nós, rumo à Gran Sabana!
Confira a série completa de posts!
• Aauyantepui e o Salto Angel
• 1º Dia - Chegando ao Parque Nacional Canaima
• 2º Dia - De Canaima ao Salto Angel
A Ana fantasiada de índia pemón, na volta do Salto Angel, no Parque Nacional Canaima, no sul da Venezuela
Peças mayas expostas no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
A cidade colonial espanhola de Mérida foi construída exatamente sobre T´ho, uma antiga cidade maia. As pedras que formavam os templos de T´ho, hoje formam o templo católico, vulga Catedral de Mérida (ou Catedral de San Ildefonso), em frente à mesma Gran Plaza utilizada pelos nativos quando Francisco de Montejo conquistou a cidade no ano de 1542.
Em escultura nada sutil, um conquistador aparece pisando sobre os indígenas conquistados (em Mérida, no sul do México)
Domingo ensolarado. Em um passeio num pela Gran Plaza lotada com barraquinhas oferecendo cochinita pibil, tortillas de maíz e dezenas de pratos yucatecos, não é difícil imaginarmos a feira nos dias de glória de T´ho, quando as mulheres preparavam as mesmas tortillas de maíz, cestos de henequén e ponchos coloridos de fibra de maguey. Basta soltarmos a imaginação e transformarmos a igreja em uma pirâmide, a Casa de Montejo em um centro administrativo e apagar os carros e motos que giram nas ruas ao redor.
Mercado popular na principal praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México
A arquitetura colonial de Mérida é das mais realistas possíveis, preservada até onde a vida moderna permite, sem planos de comunicação visual especial para seus restaurantes, tomada por fios de luz e gatos de TV a cabo, exatamente como se imagina uma cidade (colonial) latino americana. Andar pelas ruas de Mérida, sem grandes pretensões, é uma boa forma de sentir a cidade. A Calle 60 é a rua mais bonita, com os prédios da Universidad de Yucatán e do Teatro Peón Cortreras como grandes destaques.
Caminhada pelo centro histórico de Mérida, a capital do Yucatán, no México
Fachada da catedral de Mérida, a capital do Yucatán, no México
Já a melhor forma de viajar na história dos maias e da conquista da região é com uma visita rápida ao Palácio Municipal e observar os murais do Pacheco, que contam desde a origem do homem de maiz (milho), até a chegada dos espanhóis.
Pintura moderna mostrando a importância do milho para os povos do Yucatán (em Mérida, no sul do México)
Quem se habilita a ler um texto no idioma maia? (em Mérida, no sul do México)
A Mérida espanhola e dos conquistadores é vista na Casa de Montejo na Gran Plaza, construída em 1549 e com uma bela coleção de mobiliário europeu que passou por todas as gerações da família.
Passeando em dia de chuva pelo centro histórico de Mérida, no sul do México
Interior da Casa de Montejo, a família que conquistou o Yucatán (em Mérida, no sul do do México)
A umas dez quadras da praça central está o Paseo Montejo, uma avenida construída no final do século XIX ladeada por imponentes mansões construídas pelas famílias ricas da cidade na mesma época. Ali começamos a ter uma visão da Mérida moderna, um Irish Pub, um restaurante italiano, outro cubano com ar mais requintado, frequentado pelas classes média e alta de Mérida.
Os grandes e centenários casarões do Paseo Montejo, em Mérida, a capital do yucatán, no México
Monumento Nacional, no final do Paseo Montejo, em Mérida, no sul do México
A cidade que desde a colonização espanhola se colocou como centro cultural da Península do Yucatán, se esforça para manter o título. Dos diversos museus, dentre eles o Museu de Arte Contemporânea , Arte Popular de Yucatán, Museu da Cidade e o Museu de Antropologia Regional, acabamos escolhendo o novíssimo Museu da Cultura Maya para visitar.
A imponente fachada do Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
A exposição começa com um belo vídeo sobre a história geológica da península, incluindo a evento cataclísmico do meteoro que extinguiu os dinossauros até a história e a cultura dos mayas que ainda formam a maioria da população do estado do Yucatán. Painéis escritos em maya yucateco, terceira língua mais falada no México, contando sua história e conectando o passado e o presente de uma forma muito interativa e especial.
Caminhando sobre o mapa do mundo maya, no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
Réplica de uma cova maya exposta no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
Ainda no começo da exposição eu conheci um simpático casal de mexicanos, ele chilango (DF) e ela yucateca, com sua linda filhinha. O carisma e a receptividade dos dois foi tão envolvente que eu não consegui mais ver praticamente nada do museu. O Rodrigo já estava adiante e nós seguimos passeando pelos corredores, pescando informações, trocando histórias e os conhecimentos adquiridos na prática, nas suas casas e com suas famílias. Me contaram como comemoram o dia dos mortos, desenterrando os restos mortais dos defuntos queridos logo no terceiro ou quarto ano depois da morte e, no dia dos mortos, lavando-os e comemorando com suas comidas, bebidas e vestes preferidas. Ate nos ajudaram a montar um roteiro pelo sul do estado, duas figuras muito especiais!
Novos amigos, uma simpática família que também visitava o Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
Durante a noite a cidade também é muito ativa, na nossa primeira passagem por lá eu e a Val fomos conferir a balada na Mérida moderna. O norte da cidade é uma cidade como todas as outras, grandes construções e um corredor de baladas, bares e danceterias. Era um sábado e a bola da vez era uma boate chamada “Más de 30”. Era a única que estava cheia, então as trintonas aqui decidiram encarar a banda tipo baile, com 5 cantores diferentes para dar umas boas risadas.
Uma das muitas divindades mayas, em exposição no Museu da Cultura Maya, em Mérida, a capital do Yucatán, no México
Na nossa segunda passagem pela cidade, já depois de deixar a Valéria no aeroporto de Cancun, foi a vez de uma tradicional Noite Mexicana. No início do Paseo Montejo estava montado um palco com apresentações dos grupos de danças típicas vindos de Veracruz, Campeche e aqui mesmo do Yucatán, com lindos sapateados e ternos brancos, como chamam por aqui estes belos vestidos rodados.
Apresentação de danças e trajes típicos durante festa em praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México
Apresentação de danças e trajes típicos durante festa em praça de Mérida, a capital do Yucatán, no México
Aos que vieram por Cancún e já chegaram até aqui, não deixem de conhecer as ruínas de Uxmal e com tempo, reservar um dia para fazer a Ruta Puuc, passando por mais 5 pequenas ruínas maias, e programando um belo almoço em uma das fazendas de henequén na região. No caminho para cá vocês também já devem ter passado pela turística pirâmide de Chichen Itzá e o Pueblo Mágico de Valladolid, assuntos do meu próximo post.
Banco especial para namorados, no Paseo Montejo, em Mérida, no sul do México
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