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Blog da Ana - 1000 dias

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We´ll be diving

Ilhas Virgens Britânicas, Tortola - Road Town

Visão de Road Bay, em Tortola - BVI

Visão de Road Bay, em Tortola - BVI


Temos mergulhado por todo o Caribe nos últimos 39 dias. Até hoje foram 20 mergulhos em naufrágios, paredes e recifes de corais maravilhosos. Surpresas e atrações de todos os tipos, de shark feeding, com mais de 30 tubarões, até mergulhos em sites que pareciam o aquário do “Finding Nemo”, com peixinhos pequenininhos e imensos jardins de worms e christmas trees. Conversando no skype com meu pai esses dias ele me perguntou, “vocês não enjoam de mergulhar?”, e acredito que essa pergunta passa pela cabeça de vocês todos... A resposta é muito simples: não. Não há como enjoar de um ecossistema como este, tão diverso, tão curioso e tão diferente do ambiente em que vivemos no nosso dia-a-dia.

Ana no barco que nos levou ao naufrágio do Rhone

Ana no barco que nos levou ao naufrágio do Rhone


Hoje fomos mergulhar novamente. Caminhando pela cidade chegamos à uma operadora de mergulho chamada “We be divin’.” Ela não estava em nenhum guia ou revista que recebemos aqui na cidade, mas foi novamente uma sorte imensa a termos encontrado. Sherl, a dona, além de ter nos dado uma bela consultoria sobre a melhor programação da ilha, também foi perfeita em fazer a nossa programação de mergulho. Sabíamos que o Rhone era obrigatório, uma embarcação inglesa que foi declarada “inafundável”, que possuía em torno de 200 passageiros e naufragou em 1867. Vocês já perceberam que quando algum engenheiro maluco resolve chamar um barco de “unsinkable” a natureza faz questão de mostrar que não é bem assim? Quem diria que o que afundaria o Titanic seria um iceberg? Pois bem, o que afundou o RMS Rhone foi um furacão categoria 5. Nessas horas as razões mais absurdas são ficha perto da fúria da mãe natureza. Fizemos 2 mergulhos só neste site, um mais profundo, em torno de 25m e o segundo que não passava dos 17m. Impressionante mergulhar em um naufrágio tão antigo, um mergulho na história e também em um recife artificial repleto de vida! O navio já está completamente incrustado de corais, esponjas das mais coloridas possíveis, trazendo consigo tartarugas, barracudas e todos os tipos de peixes. Vejam mais detalhes sobre a trágica história do Rhone no blog do Rodrigo.

Ana no barco que nos levou ao naufrágio do Rhone

Ana no barco que nos levou ao naufrágio do Rhone


O terceiro mergulho foi em outro ponto, um pouco mais raso, chamado “Painted Walls”. É um pequeno cânion submarino que segue de 13 a 6m de profundidade. As suas paredes são incrivelmente coloridas, parece até uma das obras do Romero Brito. A biodiversidade é tão absurda que não temos realmente como enjoar. Cada mergulho é único. A interação que você tem com aquele ambiente é diferente, principalmente por que você nunca sabe que bicho irá encontrar. Tartarugas? Tubarões? Lagostas? Polvos? O fator surpresa faz parte da emoção de cada mergulho. O Ro me perguntou se conseguia me imaginar mergulhando com ele aos 60, 70 anos de idade. Minha resposta? Yes, we’ll be diving!

PS.: terminamos o dia com mais um pôr-do-sol maravilhoso, na Smugglers Cove, praia mais a oeste da ilha e depois um delicioso jantar que mereceu um post especial, leia abaixo o post “Aventureiros se atraem”.

Ilhas Virgens Britânicas, Tortola - Road Town, BVI, dive, Mergulho, Naufrágio, RMS Rhone

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Ginnie Springs

Estados Unidos, Flórida, Ginnie Springs

Entrada de caverna alagada, no rio transparente de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Entrada de caverna alagada, no rio transparente de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Ginnie Springs se apresenta como o paraíso da água doce! Não é à toa, uma nascente de águas cristalinas se encontra com as águas do Rio Santa Fé em um verdadeiro santuário subaquático!

O belo rio de águas transparentes em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

O belo rio de águas transparentes em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Aqui só um snorkel na área da Devil Spring já vale à pena, com peixes e plantas formando um cenário parecido com o de Bonito, no Mato Grosso do Sul. Aos não mergulhadores o lugar é um convite para um delicioso final de semana no verão quente da Flórida.

As águas transparentes de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

As águas transparentes de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Área de piquenique, cancha de vôlei, praias de rio e toda a infra-estrutura necessária para fugir da rotina da cidade grande. Localizada próxima à cidade de High Springs, Ginnie está a apenas 2 horas dos aeroportos de Orlando, Jacksonville ou Talahasse, a capital do estado da Flórida.

Aviso ao lado do rio em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Aviso ao lado do rio em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Aos mergulhadores esta é um dos sistemas de cavernas submersas mais famosos do mundo. A nascente de água de alto fluxo transforma a paisagem e dá mais adrenalina ao mergulho! A Devil Spring possui duas entradas em um pequeno braço do rio, a Devils Eye e a Devil´s Ear, a primeira mais protegida e arredondada, lembrando o formato de um olho azul cristalino.

Mergulhadores se preparam para mergulhar em caverna alagada em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Mergulhadores se preparam para mergulhar em caverna alagada em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


A segunda, com formato parecido com de um ouvido, já está mais próxima à correnteza do rio principal. Esta está marcada pela boia alaranjada que vemos na foto e exige mais cuidado para entrada e principalmente para saída, já que a pressão nela é maior e em um descuido pode te levar rio abaixo.

Uma das entradas da caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Uma das entradas da caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Pouco antes de começarmos a nos equipar encontramos um dos papas do mergulho em caverna, o tão famoso e citado Larry Green. Em todas as nossas aulas escutamos histórias dessa lenda viva, que agora estava ali, na nossa frente (momento tiete! Rsrs!). Este simpático senhor começou a mergulhar em cavernas ainda jovem, desenvolveu técnicas, equipamentos e treinou muitos dos profissionais que estão hoje neste mundo do cave diving.

Junto com Larry Green, um dos mais experientes mergulhadores de caverna do mundo, em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Junto com Larry Green, um dos mais experientes mergulhadores de caverna do mundo, em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Fizemos dois mergulhos, utilizando as duas entradas. No primeiro entramos pelo olho e não levamos a câmera fotográfica, já que precisávamos ter certeza de como estava a pressão de saída da água. Aqui a técnica utilizada é chamada de pull and glide (puxar e deslizar), entramos usando as mãos e não as pernas. Nadar normalmente faria gastarmos muito mais ar, bem precioso dentro de uma caverna submersa. Desta vez a corrente não estava das piores, segundo o nosso guia, mas ainda assim a força da corrente nos obrigou aplicar o “pull and pull” mesmo, como uma escalada submarina! Dá uma olhada nesse vídeo!



Na entrada não temos muito tempo e espaço para apreciar, a adrenalina correndo e a escalada vira a nossa diversão! Temos que pensar rápido, puxar e logo nos agarrar a outra rocha, antes que a correnteza nos leve.

O tradicional aviso no início da área escura da caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

O tradicional aviso no início da área escura da caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Aos poucos a corrente vai acalmando e o fundo rochoso é substituído por um fundo de pura argila. A argila é tão fina que o chão, que parece firme, é totalmente mole, quase como se não existisse ali. É essa argila que se revolvida torna-se o pesadelo do mergulhador em uma caverna, pois passamos a não enxergar nada. Se o fluxo de água é forte ele leva a suspensão e limpa a água, senão pode levar horas para baixar e a saída da caverna tem que ser feita às cegas, seguindo a golden line.

O feliz reencontro com a luz solar no final do mergulho em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

O feliz reencontro com a luz solar no final do mergulho em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


A mais de 300m caverna adentro, embaixo da terra, que está abaixo de um rio sobre a superfície, nós fizemos meia volta e retornamos surfando na correnteza. Agora sim podemos admirar a paisagem, sendo ultrapassados só por dois mergulhadores que seguiam com suas scooters submarinas.

Mergulhando na caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Mergulhando na caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


O segundo mergulho foi feito pelo Devil´s Ear, com mais fluxo desde os primeiros metros e desta vez conseguimos ir mais longe. Passamos da Maple Leaf, formação calcária que lembra o formato da folha da bandeira canadense de ponta cabeça, bom ponto de referência para os mergulhadores.

Mergulhando na caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Mergulhando na caverna alagada de Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Saímos deste mergulho em uma piscina de água mineral com gás! A nascente faz bolhas “poparem” do chão como um grande caldeirão, a luz de final de tarde deixa as cores embaixo d´água ainda mais bonitas.

Nascente de água em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Nascente de água em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos


Em um momento de euforia me mesclo aos peixes coloridos, plantas verdes e o azul cristalino, não quero ir embora, quero aproveitar cada minuto nesse santuário. Estes últimos minutos em Ginnie Springs refletiram a satisfação e a alegria de estarmos aqui, tendo a oportunidade de conhecer um lugar único no mundo por uma perspectiva completamente diferente. É, toda essa adrenalina valeu à pena!

O belo rio de águas transparentes em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

O belo rio de águas transparentes em Ginnie Springs, na Flórida, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Flórida, Ginnie Springs, Caverna, dive, espeleologia, Mergulho

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Um Domingo em Toronto

Canadá, Toronto

Visita ao charmoso Distillery District, em Toronto, no Canadá

Visita ao charmoso Distillery District, em Toronto, no Canadá


A quinta maior cidade da América do Norte, Toronto possui uma população de 5,5 milhões de habitantes. A sua grandeza não está apenas na população, mas na diversidade cultural sendo considerada uma das capitais mais multiculturais do mundo. O Canadá tem a maior taxa de imigração per capta do mundo e apenas Toronto recebeu mais de um milhão de imigrantes italianos, chilenos, portugueses, gregos, chineses, indianos e sul- asiáticos depois da Segunda Guerra Mundial. Hoje vemos nas ruas a segunda e até terceira geração destes imigrantes, canadenses de todas as feições, culturas e religiões vivendo pacificamente. É curioso por que aqui o sentimento é que essas pessoas adotaram o Canadá, realmente pertencem ao lugar. A sensação é diferente em Nova Iorque, por exemplo, onde vemos a mesma diversidade e pluralidade misturadas, alguns por mais de 30, 40 anos, mas sem pertencerem.

CN Tower, marca registrada de Toronto, no Canadá

CN Tower, marca registrada de Toronto, no Canadá


O bonito estádio do Blue Jays, time de beisebol de Toronto, no Canadá

O bonito estádio do Blue Jays, time de beisebol de Toronto, no Canadá


A pequena Cidade de York foi fundada em 1793 como capital da colônia britânica de Upper Canada. A mais inglesa das cidades do leste canadense, chegou a ser invadida pelos americanos na Guerra de 1812, foi renomeada Toronto em 1834 e devastada por um grande incêndio em 1904. Este imenso “ponto de encontro”, significado do nome Toronto do aborígene Seneca, nunca foi levado tão a sério. Hoje Toronto recebe dezenas de milhares de imigrantes anualmente e em torno de 49% dos seus habitantes nasceram fora do Canadá.

Vista do alto da CN Tower, em Toronto, no Canadá

Vista do alto da CN Tower, em Toronto, no Canadá


Não tem melhor lugar para ter uma primeira visão da cidade que a gigantesca CN Tower. Construída inicialmente como uma estrutura para antenas de rádio e televisão com 553m de altura a CN Tower é a mais alta torre e está entre as mais altas construções do mundo. Hoje o seu observation deck recebe mais de 2 milhões de visitantes por ano e a vista 360° de toda a cidade de Toronto, Lago Ontário e arredores é imperdível. Nós esperamos uma hora na fila com o ticket mais básico de 24 dólares, quem estiver disposto a pagar 10 dólares a mais fura a fila e chega lá em apenas 15 minutos.

Admirando a vista do alto da CN Tower, em Toronto, no Canadá

Admirando a vista do alto da CN Tower, em Toronto, no Canadá


Sobre uma placa de vidro, a 350 metros de altura, 'flutuando' sobre Toronto, no Canadá, na CN Tower

Sobre uma placa de vidro, a 350 metros de altura, "flutuando" sobre Toronto, no Canadá, na CN Tower


Descemos da torre impressionados com a quantidade de gente com a camisa do Blue Jays, time de baseball com o estádio ao lado da CN Tower, domingão é dia de jogo! Enquanto homens, mulheres e crianças chegavam para lotar o estádio, todos devidamente uniformizados, nós caminhamos contra a corrente cruzamos o Financial District em direção ao St. Lawrence Market. No caminho encontramos o Hockey Hall of Fame, esporte nacional que aqui reconhece seus heróis da longa temporada de inverno.

Escultura em frente ao Hall of Fame dedicado ao esporte nacional, o Hockey sobre gelo, em Toronto, no Canadá

Escultura em frente ao Hall of Fame dedicado ao esporte nacional, o Hockey sobre gelo, em Toronto, no Canadá


Arquitetura diversificada bos prédios de Toronto, no Canadá

Arquitetura diversificada bos prédios de Toronto, no Canadá


O St Lawrence Market é o mercadão da cidade de Toronto, com restaurantes, bares, açougues e lojas de produtos finos. No domingo o mercado está fechado, deixa apenas as portas abertas para os turistas poderem ter um gostinho de como ele é por dentro. Porém, do lado de fora é que está a diversão, uma deliciosa feirinha de antiguidades, quinquilharias e badulaques de todas as épocas e cantos do mundo! A feirinha está no prédio em frente ao St Lawrence e nos dias de verão se espalha pelas calçadas com um clima mesclado de Feirinha Hippie com Praça Espanha de Curitiba.

O charmoso prédio do Mercado, em Toronto, no Canadá

O charmoso prédio do Mercado, em Toronto, no Canadá


Folheando LPs antigos em feira de quinquilharias em Toronto, no Canadá

Folheando LPs antigos em feira de quinquilharias em Toronto, no Canadá


Feira de antiguidades em Toronto, no Canadá

Feira de antiguidades em Toronto, no Canadá


Seguimos por mais algumas quadras e logo chegamos ao Distillery District. Esta área de antigas fábricas e destilarias abandonadas foi revitalizada e se tornou o hot spot para amostras e galerias de arte, bons restaurantes, bares e bistrôs. As ruas estreitas entre os tons terracota das paredes dos antigos galpões são o cenário para uma exposição de fotos incríveis do nosso Planeta Terra.

Exposição de fotos tiradas do espaço por Guy Laliberte, fundador do Cirque do Soleil, em rua de Toronto, no Canadá

Exposição de fotos tiradas do espaço por Guy Laliberte, fundador do Cirque do Soleil, em rua de Toronto, no Canadá


Praça principal do Distillery District, em Toronto, no Canadá

Praça principal do Distillery District, em Toronto, no Canadá


O tema é a água e o fotógrafo é o Guy Laliberté, fundador do Cirque du Soleil e o sétimo turista espacial do mundo a visitar a Estação Espacial Internacional, por uma bagatela de 35 milhões de dólares. Pois é, mas o cara não foi só a passeio. Lá do espaço, além de dirigir um espetáculo concomitante em 14 cidades nos 5 continentes chamado “Da Terra às estrelas pela Água”, ele registrou os principais rios, desertos e as mais incríveis massas de água do mundo. Essas imagens e exposições fazem parte de um projeto filantrópico ainda maior, chamado One Drop, com o objetivo de chamar a atenção aos problemas mundiais relacionados à água, ou à falta dela.

Arte nas ruas de Toronto, no Canadá

Arte nas ruas de Toronto, no Canadá


Embasbacados com as fotos, nos mordendo de inveja da viagem espacial e das imagens do nosso planetinha azul, nós resolvemos fazer uma parada prolongada para almoço na Mills Street Brewery, uma cervejaria artesanal deliciosa e super indicada pelo casal Dani e Alê.

Degustando cervejas  em restaurante do Distillery District, em Toronto, no Canadá

Degustando cervejas em restaurante do Distillery District, em Toronto, no Canadá


A parada prolongada tinha uma razão, hoje a minha irmã Juliane dançou na Cerimônia de Encerramento das Olimpíadas de Londres! O show com o melhor da música britânica celebrou este momento de união dos cinco continentes em torno do esporte, foi maravilhoso. Me diverti com George Michel, Beady Eye, a volta das Spice Girls e até uma aparição emocionante do Fred Mercury. Só faltou colocá-lo no telão cantando “We are the Champions!”, é chavão, mas aí eu chorava. Eu não desgrudei os olhos do show de abertura procurando pela Juliane, mas a TV Canadense cortou bem na hora! Sorte que internet existe e a coruja aqui pôde ver fotos da irmã arrasando no estádio olímpico para milhares de pessoas. Linda!

Falando com o papai, via Skype e Ipad, em restaurante no Distillery District, em Toronto, no Canadá

Falando com o papai, via Skype e Ipad, em restaurante no Distillery District, em Toronto, no Canadá


Na caminhada de volta passamos pelo City Hall, todo o Theater District e até uma voltinha de Fiona nos arredores da Universidade de Toronto. Foi uma boa amostra da metrópole para apenas um dia de explorações. Os museus e outras vizinhanças terão que ficar para a próxima.

O solene prédio da antiga sede da prefeitura, em Toronto, no Canadá

O solene prédio da antiga sede da prefeitura, em Toronto, no Canadá

Canadá, Toronto, Capital, CN Tower, Distillery District, St Lawrence Market

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Ponte de Pedra

Brasil, Goiás, Cavalcante

Sobre a bela Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Sobre a bela Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Ponte de Pedra é uma das dezenas de atrações nos arredores do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Porém não é mais uma e sim uma das mais espetaculares. Um arco de pedra imenso aberto pelo lento e paciente trabalho das águas do Rio São Domingos, nos leva a um cânion estreito e maravilhoso, com um salto de aproximados 100m de altura.

Nadando no estreito canyon atrás da Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Nadando no estreito canyon atrás da Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


A estrada que vai de Cavalcante a Colinas do Sul e Niquelândia, dá acesso ao Sítio (ou fazenda) Renascer, onde começa a trilha, cobrando a entrada 5 reais por pessoa. A estrada de terra dentro da propriedade não está nas melhores condições, mas de 4 x 4 e um pouco de paciência conseguimos encurtar uns 5km de caminhada.

Visual da Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Visual da Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Uma vez na trilha, nos divertimos lendo as placas colocadas em cada espécie de árvores, jatobás, candeia e diversas outras, desde a mata mais densa até o cerrado de altitude. Passamos por uma primeira cachoeira, logo no início da trilha, a Cachoeira Renascer. Acredita-se que suas águas possuem propriedades curativas, não custa tentar, né?

Água despenca em garganta na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Água despenca em garganta na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Chegamos a pouco mais de 1.350m no alto do mirante da Ponte de Pedra e nadamos até a beirada da queda, passando pela fenda aberta pela água, saltamos dos 6m de altura no poço que antecede a garganta. Liberdade e comunhão com natureza intensas, deve ser essa a energia que todos falam que encontram aqui na Chapada dos Veadeiros.

Sobre a bela Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Sobre a bela Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


Com o Chico, no poço embaixo da Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Com o Chico, no poço embaixo da Ponte de Pedra, na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO


No retorno para a cidade ainda paramos rapidamente para conhecer a Pousada Cayana, que possui uma imensa piscina natural, chalés de adobe e restaurante que funciona mais na alta temporada. Lugar gostoso para um final de semana tranquilo e romântico, do chalé para a prainha, da prainha ao chalé. Hummm!

Rio na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Rio na Chapada dos Veadeiros, região de Cavalcante - GO

Brasil, Goiás, Cavalcante, cachoeira, Chapada dos Veadeiros, parque nacional, Ponte de Pedra

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De volta à ativa!

Brasil, Distrito Federal, Brasília

Catedral de Brasília - DF

Catedral de Brasília - DF


Brasília é linda durante o dia, mas, na minha humilde opinião, é ainda mais bonita à noite. Não porque ontem à noite foi a minha última (e única) chance de conhecer Brasília nessa passagem. Sim porque os prédios monumentais criados pelo arquiteto Oscar Niemeyer ficam ainda mais bonitos iluminados, além da cidade ficar mais tranqüila e o clima muito mais agradável.

O Itamaraty, em Brasília - DF

O Itamaraty, em Brasília - DF


Eu ainda estava com dores e meio fraca, mas não ia embora de Brasília sem andar pela Praça dos 3 Poderes, fotografar e colocar tudo aqui no post para vocês. Todos temos um lado muito patriótico que sempre aflora em momentos especiais como os jogos de futebol, basquete, vôlei, só não imaginei que conhecer a nossa jovem capital também me faria ficar emocionada.

O Congresso visto da Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF

O Congresso visto da Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF


O STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF

O STF, na Praça dos Três Poderes, em Brasília - DF


Outra emoção é voltar a viajar e conhecer com o meu amor, que já estava se acostumando a ficar longe de mim nas suas andanças por Brasília.

>>> Ver post “Água Mineral” no blog do Ro.

Palácio da Alvorada, em Brasília - DF

Palácio da Alvorada, em Brasília - DF


Mais uma noite de descanso e seguimos hoje para a cidade de Chapada Gaúcha, no norte de Minas Gerais. Atravessamos o Distrito Federal e Goiás até o norte de Minas para conhecer o Parque Nacional Grande Sertão Veredas. Já entramos em contato com o José, do ICMBio que faz a administração do parque e conseguimos a autorização para entrar no parque. Amanhã será um dia de muitas andanças para explorar estas veredas, fotografar os buritis e quem sabe dar sorte de ver uma sucuri, emas e outras espécies selvagens.

Brasil, Distrito Federal, Brasília,

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Não tem preço!

Brasil, Espírito Santo, Vitória

Escalando a torre em frente ao Mosteiro da Penha, em Vila Velha - ES

Escalando a torre em frente ao Mosteiro da Penha, em Vila Velha - ES


Hoje exploramos o centro histórico de Vitória, depois de ter encontrado na sorte a assistência técnica da Nokia para arrumar o nosso celular, botão quebrado R$ 120,00! Pelo menos o cara arrumou em 20 minutos. Seguimos para o centro, lugar impossível de estacionar. Não existe estacionamento particular e os públicos rotativos estão lotados desde cedo. A dica é tentar uma praça ao lado ao Palácio Anchieta, sede do governo do estado, que tem vários cuidadores de carro que ficam com a sua chave e manobram nas vagas proibidas, em frente à garagens de prédio, etc.

O Palácio Anchieta, sede do governo, em Vitória - ES

O Palácio Anchieta, sede do governo, em Vitória - ES


O Palácio Anchieta é lindo, um prédio do Século XVI que era um colégio jesuíta e foi reformado diversas vezes até chegar à estrutura atual, majestosa, que pode ser visitada com horários agendados previamente, mesmo com os escritórios em funcionamento.

Igreja de São Gonçalo, em Vitória - ES

Igreja de São Gonçalo, em Vitória - ES


Ao lado fica a Igreja de São Gonçalo e a Catedral, inspirada na Catedral de Colônia. As três construções formavam o complexo arquitetônico mais importante da cidade no início do século XVII, fico imaginando como deveria ser linda a vista e a vila, à beira mar e com os terrenos menos ocupados.

A ponte que liga  Vila Velha à Vitória- ES

A ponte que liga Vila Velha à Vitória- ES


Dali, saímos correndo buscar nossos sobrinhos que vieram de Ribeirão Preto nos visitar no feriado. O Léo e a Karen chegaram ao aeroporto as 13h e vão de Fiona conosco para Itaúnas, onde iremos comemorar o aniversário de 41 anos do Rodrigo. Com eles fomos conhecer o famoso Convento Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, com uma vista lindíssima da cidade de Vitória, e onde podemos observar a terceira ponte, entre Vila Velha e Vitória e o porto de Tubarão. Passamos pela Praia da Costa petiscar e seguimos para o hotel labutar.

O Mosteiro da Penha, em Vila Velha - ES

O Mosteiro da Penha, em Vila Velha - ES


A Praia da Costa, em Vila Velha - ES

A Praia da Costa, em Vila Velha - ES


Mais tarde fomos apresentar ao Léo e à Karen o Triângulo das Bermudas, bebericamos enquanto esperávamos a chegada da Laura e Rafael, casal de amigos e padrinhos de casamento, que seriam buscados pela Ana no aeroporto. Jantamos no Pirão, eleito o restaurante com a melhor Moqueca Capixaba do Espírito Santo!

Devorando a moqueca do restaurante Pirão, em Vitória - ES

Devorando a moqueca do restaurante Pirão, em Vitória - ES


Realmente é uma delícia e vale muito à pena. Animados, esticamos para o Bar da Devassa e aos poucos o pessoal foi se entregando. O Léo e a Karen nem entraram, foram logo para o hotel meia hora depois o Rodrigo e mais 10 minutos o Rafa também nos abandonaram. Pra que? Juntou a fome com a vontade de comer, três amigas loucas para conversar, desabafar, tipo papo de mulher. Eu a Ana e a Laura fomos para o Quintalzinho, bar 24 horas e só saímos de lá as 5 horas da manhã, com o dia amanhecendo! Que delícia, eu estava morrendo de saudades delas e das conversas.

Conserto do celular quebrado – R$ 120,00
Manobrista para estacionar o carro no centro, na confiança – R$ 5,00
Moqueca Capixaba – 150,00
Encontrar os amigos em Vitória, não tem preço!

Coma amiga Ana, os padrinhos Rafa e Laura e os sobrinhos Leo e Karen, no restaurante Pirão, em Vitória - ES

Coma amiga Ana, os padrinhos Rafa e Laura e os sobrinhos Leo e Karen, no restaurante Pirão, em Vitória - ES

Brasil, Espírito Santo, Vitória, convento, Praia, Praia do Canto

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No Fim da Blue Ridge - Natural Bridge

Estados Unidos, Virginia, Natural Bridge

Chegando à enorme ponte de pedra do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Chegando à enorme ponte de pedra do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Uma das grandes atrações da Blue Ridge Parkway está aqui na Virgínia, quase na fronteira norte da estrada no milepost 61 ou a 66km de Roanoke. À um primeiro olhar é a maior tourist trap! Você chega para ver uma ponte natural e antes tem que passar por um castelo de pedra parecido com as Lojas Havan das BRs. Lá dentro além de lanchonete, livraria e uma imensa loja de departamentos de bugigangas turísticas, há também um borboletário e uma linha do tempo com a rica história deste monumento natural. Comece o seu passeio aí, nesta parede, à esquerda logo que desce a escada e você não irá se arrepender.

Borboletas no interessante 'borboletário' do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Borboletas no interessante "borboletário" do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


A ponte natural foi o caminho miraculoso para os índios da tribo Monacan escaparem de seus inimigos. Em 1750 estas terras receberam uma ilustre desconhecida visita. O jovem George Washington foi contratado para fazer a marcação das terras de Lord Fairfax, deixando as suas iniciais marcadas em uma das paredes do monumento natural.

Marcado na pedra, as iniciais de George Washington, feito pelo presidente americano quando ainda era adolescente (no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos)

Marcado na pedra, as iniciais de George Washington, feito pelo presidente americano quando ainda era adolescente (no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos)


24 anos mais tarde a propriedade foi vendida para um tal de Thomas Jefferson. Apaixonado pela beleza natural da ponte de pedra, o futuro presidente dos Estados Unidos liberou sua utilização para produção de munição durante a Revolução Americana e mais tarde na guerra de 1812 contra a Inglaterra. Havia, porém uma única exigência, que a Natural Bridge fosse preservada e devolvida aos seus auspícios exatamente como saiu.

As pessoas ficam minúsculas quando comparadas à ponte de pedra no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

As pessoas ficam minúsculas quando comparadas à ponte de pedra no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


"It is impossible for the emotions arising from the sublime to be felt beyond what they are here; so beautiful an arch, so elevated, so light, and springing as it were up to heaven, the rapture of the spectator is really indescribable!"
-Thomas Jefferson, former owner of the Natural Bridge, Notes on Virginia, 1782

Em meados de 1830 os herdeiros de Thomas Jefferson venderam as terras para um empreendedor da área turística que construiu um grande hotel e começou a receber turistas de todo o mundo, sendo então uma das maiores atrações dos Estados Unidos ao lado da Niagara Falls. Um arco de 66m de altura e um vão de 27m cavados sob o calcário pelo Cedar Creek a primeira vista da imensa ponte natural é mesmo de tirar o fôlego.

A colossal ponte de pedra do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

A colossal ponte de pedra do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Mais alguns minutos de caminhada e vemos a réplica de uma Aldeia Monaca, com alimentos, peles e uma oca onde os indígenas viviam naqueles tempos passados. Continuando por uma trilha sombreada que margeia o rio chegamos a uma pequena cachoeira, para depois retornar e sermos mais uma vez surpreendidos pela visão da imponente ponte de pedra.

Réplica de antiga oca indígena no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Réplica de antiga oca indígena no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Colheita de milho, como faziam os antigos indíenas da região do parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Colheita de milho, como faziam os antigos indíenas da região do parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos


Se você não estiver com pressa ainda pode incluir nesse passeio um tour às cavernas da Natural Bridge, iluminadas e com guias que falam sobre a formação geológica, etc. A próxima parada depois daqui seria a charmosa cidade de Charlotteville, que estava no nosso plano inicial. Nós quisemos adiantar o expediente e seguimos para o próximo destino, a Skyline Drive no Shenandoah National Park. Mas esta já é uma história para o próximo post.

Observando a cachoeira no  rio que formou a incrível ponte de pedra no parque 'Natural Bridge', na Virginia, nos Estados Unidos

Observando a cachoeira no rio que formou a incrível ponte de pedra no parque "Natural Bridge", na Virginia, nos Estados Unidos



Blue Ridge Parkway - Motivos para voltar:

- Great Smoky Mountains National Park – O parque nacional mais visitado pelos americanos, possui paisagens maravilhosas, vida selvagem pulsante e milhares de quilômetros de trilhas para hikers e pelos apaixonados pela natureza. A mais famosa delas é a Apalachian Trail, com mais de 3.000km, cruzando toda a cordilheira até o Shenandoah National Park.
- Outono - ver as cores do outono na segunda quinzena de outubro, quando as Maple Trees fazem um espetáculo colorindo as Montanhas Apalaches.
- Godfather Mountain – pulamos este parque que é um dos high lights da região, pois havia muita neblina e não havia visibilidade.
- Linville Caverns and Falls – Dizem valer a pena a visita à estas atrações, a cachoeira fica próximo à estrada e as cavernas em um detour à oeste. Sem tempo acabamos optando por seguir, já que já havíamos passado por outras cachoeiras e cavernas nos últimos dias. Se tiver tempo não deixe de incluir no seu roteiro.

Estados Unidos, Virginia, Natural Bridge, Blue Ridge Parkway, Natural Bridge, Natureza, parque nacional

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Aviso aos Navegantes

Brasil, Rio De Janeiro, Visconde de Mauá, Minas Gerais, Passa Quatro (Pedra da Mina)

Montanhas são lindas, mas não facilitam a comunicação de ninguém!

Nos últimos dias temos andando pelas montanhas da fantástica Serra da Mantiqueira. Visconde de Mauá, com direito a um encontro familiar, Cachoeira do Escorrega, Vale do Alcantilado e muita água gelada! Hoje encontramos todos os cadetes da AMAN em Itatiaia, no caminho para o Pico Agulhas Negras (2.792m) e amanhã seguiremos aqui de Passa Quatro para o pico mais alto do estado de São Paulo, a Pedra da Mina (2.798m). Serão 2 dias de caminhada e acamparemos lá em cima com a temperatura perto ou abaixo de zero graus! Na quinta-feira estaremos de volta e conseguiremos colocar posts e fotos em dia para vocês.

Enfim amigos navegantes do 1000dias, essa passada rápida foi para contar a vocês que não desistimos de escrever, mas estamos muito atarefados coletando histórias para contar!

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Matando as saudades

Brasil, Bahia, Salvador

Estive em Salvador pela primeira vez em 1999, para conhecer o famoso carnaval da Bahia. Eu tinha apenas 17 anos quando comecei a encher o saco dos meus pais que queria ir para Salvador com um grupo de 3 amigos meus, Pacheco, Johny e Chicão. Eu tinha acabado de terminar um namoro, primeiro amor adolescente e estes meus amigos estavam me ajudando a passar por esta barra. Era novembro, eu já havia passado no vestibular e minha mãe resolveu me dar de presente esta viagem para ver se eu esquecia, desbaratinava, mas com uma condição: eu não poderia ficar com os meus amigos no hotel, eu ficaria na casa de Mônica, uma amiga dela em Salvador. Obviamente eu relutei, queria ficar com os meus amigos, mas foi a única opção que ela me deu, é claro que aceitei. Mal sabia eu que estava fazendo a melhor escolha da minha vida!

Com a Mônica e a Livia em Salvador - BA

Com a Mônica e a Livia em Salvador - BA


Cheguei ao aeroporto de Salvador e logo fui recepcionada por Paulo, marido de Mônica e Yasmin (11), filha mais nova. No caminho para casa Yasmin já foi logo me ensinando palavras baianas e explicando quem mais eu iria conhecer em casa. Lívia, irmã do meio com 13 anos e Micael o irmão mais velho com 15 anos, todos animadíssimos, pois o carnaval estava chegando! Mônica é médica homeopata, carioca que já vivia em Salvador há 12 anos. Uma mulher forte e independente, muito parecida com a minha mãe na sua trajetória de vida. Não demorou muito para que eu começasse a chamá-la de minha mainha baiana.

Com a Yasmim e o Paulo em Salvador - BA

Com a Yasmim e o Paulo em Salvador - BA


Foram 15 dias convivendo com esta família deliciosa e conhecendo Salvador. Fui para todos os cantos, me levaram comer o melhor acarajé, assistir as lavagens, conhecer o melhor da cidade. No final de semana fomos para Arembepe passar o dia, vimos o Projeto Tamar e comemos a melhor moqueca de siri-mole que eu já vi na vida. Na segunda semana começaram as festas de carnaval, 3 dias no Circuito Dodô e Osmar, 3 dias no Barra-Ondina e ainda um dia de marchinhas lá no Pelourinho... um sonho! Eu tentei encontrar os meus amigos durante o carnaval, mas só nos vimos mesmo um dia, os responsáveis por eu estar aqui acabaram nem participando tanto da história. O Pacheco, muito amigo, acabou reconhecendo que foi melhor mesmo não ter ficado junto com eles, o flat que alugaram era uma bagunça, vários problemas... enfim, me dei muito bem! Rsrsrs!

Durante um ano ainda conseguimos manter contato, trocar cartas, telefonemas. Aí começou a faculdade, trabalho, correria e o contato foi se perdendo. Ainda consegui fazer uma outra visita rápida dois anos depois, quando passei duas noites com eles, sendo uma delas o Reveillón de 2000 para 2001. No dia primeiro de janeiro as 7 da manhã já peguei um ônibus para Lençóis, na Chapada Diamantina.

Com a Mônica, Wilson e Livia em Salvador - BA

Com a Mônica, Wilson e Livia em Salvador - BA


Anos se passaram, eu me formei, viajei e casei. Micael está morando na Espanha e casou há pouco tempo. Lívia já está formada em jornalismo, trabalhando com cultura como sempre quis e Yasmin cursando a faculdade de psicologia. O tempo passa e infelizmente a distância foi dificultando o nosso contato, mas as memórias que tenho deste carnaval estão tão vivas como se tivessem acontecido ontem! O carinho que guardo por Mônica ainda é exatamente o mesmo que surgiu onze anos atrás, podemos ficar muito distantes, perder o contato, mas afinal mãe é mãe!

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Terra Firme

Panamá, Portobelo

Veleiros na baía de Portobelo, no Panamá

Veleiros na baía de Portobelo, no Panamá


Finalmente chegamos à pequena cidade de Portobelo. Hoje um pequeno porto na costa atlântica do Panamá, nos temos das grandes descobertas já foi o principal porto do Império Espanhol antes da construção e crescimento de Cartagena. Ainda do nosso veleiro pudemos avistar o que restou das ruínas do período colonial, após a destruição total do porto por embarcações britânicas.

O catalão Marc, capitão que nos levou com segurança de Cartagena à Portobelo, no Panamá

O catalão Marc, capitão que nos levou com segurança de Cartagena à Portobelo, no Panamá


Chegamos pela manhã, organizamos as coisas e nos despedimos de nossos companheiros de aventuras e perrengues dos últimos 5 dias de convivência intensa, 7 homens e apenas eu e Glória representando as mulheres no barco.

Com a Glória, a nossa grande cozinheira nesses 5 dias no barco de Cartagena à Portobelo, no Panamá

Com a Glória, a nossa grande cozinheira nesses 5 dias no barco de Cartagena à Portobelo, no Panamá


Passamos pela imigração panamenha, onde eu passei a adotar o meu passaporte italiano para a entrada nos Estados Unidos e Canadá. Oficialmente agora sou gringa na nossa América Latina. Geralmente não gosto quando me confundem com “gringa”, afinal meu sangue é bem latino! Mas já vi que vou ter que me conformar! Rsrs!

Passageiros e tripulantes do Licka, o veleiro que nos levou de Cartagena à Portobelo, no Panamá

Passageiros e tripulantes do Licka, o veleiro que nos levou de Cartagena à Portobelo, no Panamá


Os ônibus para Colón partem de 30 em 30 minutos da praça principal na pequena vila. Ônibus decorados e bem arejados no início da viagem. Os 40km de pinga-pinga que deveriam levar uma hora, ao final duraram quase duas! Quanto mais perto da mancha urbana, mais lotado o busão ficava... estudantes curiosos, crianças, mães, jovens vaidosas, senhores e trabalhadores.

Viagem de ônibus entre Portobelo e Colón, no Panamá

Viagem de ônibus entre Portobelo e Colón, no Panamá


Panamenhos de todos os sabores, a maioria mestiços, negros e indígenas. Quando começou a chover foi aquele sufoco, busão lotado, apertado, calor desgraçado. Enfim, estamos em terra firme!

Chegando em Portobelo, no Panamá

Chegando em Portobelo, no Panamá

Panamá, Portobelo,

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