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Blog da Ana - 1000 dias

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SHUFFLE Há 1 ano: Estados Unidos Há 2 anos: Estados Unidos

O pulo do Hulk

Brasil, Minas Gerais, Inhaí (P.N. Sempre-Vivas)

A Pousada do Zé Maria, em Inhaí, próximo a Diamantina - MG

A Pousada do Zé Maria, em Inhaí, próximo a Diamantina - MG


Vocês sabiam que cada pulo que o Hulk dá ele anda uns 100km? Pois é, nem eu. Mas essa é uma das lembranças que o Rodrigo tinha de Januária, quando conheceu um maluco apaixonado por quadrinhos como ele. O maluco dizia que o pulo do Hulk saía de Januária e ia parar lá em Montes Claros. Enquanto o Hulk deu 3 pulos e chegou a Inhaí, nós precisamos dirigir quatro horas entre Januária, Montes Claros, Bocaiúva, Mendanha e Inhaí.

E o que vamos fazer em Inhaí? Uma cidadezinha com pouco mais de 1000 habitantes, Inhaí fica próxima ao Rio Jequitinhonha e a majestosa Serra do Espinhaço. É a base para conhecer um dos mais novos Parques Nacionais brasileiros, o Parque Nacional das Sempre Vivas. O parque ainda não possui nenhuma infra-estrutura e até onde conseguimos descobrir, seu plano de manejo ainda não está pronto. As fazendas foram desapropriadas, porém os ex-proprietários ainda não foram indenizados. São 140mil hectares de área onde se destacam os campos de flores sempre-vivas.

Chegamos achando que íamos ter que dormir em barraca e acabamos encontrando uma pousadinha muito gostosa! Já havíamos programado para vir até aqui e curiosamente recebemos também esta dica do André, que está acompanhando a nossa viagem. Já agendamos com o Tinho, guia aqui na região, para nos levar amanhã conhecer as trilhas e cachoeiras do parque. Espero que a gente não encontre o Hulk por lá!

Brasil, Minas Gerais, Inhaí (P.N. Sempre-Vivas), parque nacional, Sempre Vivas, Serra do Espinhaço

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Dia Gelado

Brasil, Rio Grande Do Sul, São José dos Ausentes

Ovelhas aproveitam o dia de sol em São José dos Ausentes - RS

Ovelhas aproveitam o dia de sol em São José dos Ausentes - RS


Chega finalmente a massa de ar polar tão esperada! O dia amanheceu tão frio, tão frio, que eu não conseguia sair da cama! Tomei o café da manhã e voltei para debaixo das cobertas, aproveitando para trabalhar bastante até a hora do almoço. Aí, sol a pino, céu azul, tive que tomar coragem. O nosso almoço de despedida foi mais um maravilhoso churrasco à moda gaúcha e comida tropeira da melhor qualidade.

Pinhão, nosso aperitivo todos os dias no hotel em São José dos Ausentes - RS

Pinhão, nosso aperitivo todos os dias no hotel em São José dos Ausentes - RS


O Seu Domingos e seus filhos Anápio, Francisco e Henrique cuidaram de nós muito bem, estamos saindo daqui bem rechonchudinhos, sinal de saúde nos tempos antigos. A intensa convivência com as tradições desta terra fria, pinhão, chimarrão, boa comida e música gaúcha foi deliciosa, só faltou um passeio a cavalo.

Com o Seu Domingos, gaúcho da gema, em São José dos Ausentes - RS

Com o Seu Domingos, gaúcho da gema, em São José dos Ausentes - RS


Hoje pegamos estrada em direção a Cambará do Sul. Fomos pelo caminho mais curto, estrada de terra que cruza as serras, quase sem placa alguma, tivemos que confiar no GPS. Paisagens de campos, fazendas e araucárias com aquele céu de brigadeiro! Mas amigos no norte e nordeste, não se enganem, esse céu azul é sinônimo de frio e geada! A frente fria que entrou promete temperaturas abaixo de zero para esta noite.

Dia de sol e muito frio na região de São José dos Ausentes - RS

Dia de sol e muito frio na região de São José dos Ausentes - RS

Brasil, Rio Grande Do Sul, São José dos Ausentes, Cânion Monte Negro

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Caiaque em Tabatinga

Brasil, Paraíba, Jacumã (Tambaba)

Encontro do rio com o mar na praia de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Encontro do rio com o mar na praia de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Caiaque é um esporte muito gostoso, fácil e praticamente intuitivo para mim... É uma delícia para espairecer e pensar na vida sem maiores preocupações.

Remando no rio de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Remando no rio de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Depois de uma manhã muito natural, almoçamos em um oásis à beira mar. Pé na areia, sob coqueiros e dentre diversas obras de arte de um talentoso pintor paraibano que (não por acaso) é o dono do restaurante.

Fim de tarde no rio de Tabatinga em Jacumã, distrito de Conde - PB

Fim de tarde no rio de Tabatinga em Jacumã, distrito de Conde - PB


Um dia que começou tão diferente merecia também um final de tarde à altura! Pegamos o caiaque na beira do rio que margeia a nossa pousada e fomos dar uma voltinha. Fomos até maceió, como é chamado o lugar onde o rio não vaza próximo ao mar, formando uma lagoa. Lá conhecemos Duda e Thiago, dois figurinhas de 6 e 4 anos respectivamente que adoraram a nossa ideia e quiseram participar! Foi lindo ver o Ro levando o Thiago passear, já imaginei ele com o nosso filho.

Levando crianças para passear de caiaque no rio de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Levando crianças para passear de caiaque no rio de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Uma paisagem belíssima neste fim de tarde às margens dos manguezais, voltando ainda vimos o pôr-do-sol entre nuvens e espantamos morcegos passando sob o túnel da estrada.

Atravessando sob a ponte do rio em Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Atravessando sob a ponte do rio em Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB


Voltamos a tempo de um tchibum na piscina da pousada, mas quando menos esperávamos, achando que dali era mais um crepezinho e trabalho, conhecemos duas pessoas maravilhosas, Cristina e Cristiane, mãe e filha, recifenses super viajadas e ótimas de papo! Quando vimos já estávamos tomando caipirinhas, cervejinhas e contando tuuudo sobre as nossas vidas. A Cris (filha), já morou em Floripa e hoje vive em Aracajú. Nos encontramos nos papos sobre psicologia e espiritismo, além de todos os assuntos que todas as mulheres gostam de conversar.

Piscina da Pousada dos Mundos, na praia de Tabatinga em Jacumã, distrito de Conde - PB

Piscina da Pousada dos Mundos, na praia de Tabatinga em Jacumã, distrito de Conde - PB


Elas haviam acabado de chegar e combinaram de hoje comemorar o réveillon, lá na pousada. Logo nós e o Almir, funcionário da pousada, fomos convidados a participar da festa. Imagina, eu, mó arroz de festa, é claaaro que fui! Vizinhas de quarto, pulei a varanda e lá brindamos com champagnes a 2011 e aos novos amigos! Ficamos lá até tarde, mas aos poucos o pessoal foi se entregando. Só restei eu mesma batendo papo com a Cris até as 5 da manhã! Foi óoootimo! É muito bom quando encontramos pessoas que logo tem uma afinidade, fora que sinto falta de conversar com amigos, ainda mais uma amiga, tomando uma cervejinha e tal, é diferente. Foi ótimo, vimos o dia clarear! Só tive que trocar uma manhã de praia por uma noite de papo cabecas. Aparentemente me dei bem, o dia amanheceu chuvoso! Boa troca!

Com a Cristina e a Cristiana na Pousada dos Mundos na praia de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Com a Cristina e a Cristiana na Pousada dos Mundos na praia de Tabatinga, em Jacumã, distrito de Conde - PB

Brasil, Paraíba, Jacumã (Tambaba), caiaque, Conde, Praia, rema rema remador, Rio, Tabatinga

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365 dias!

Trinidad e Tobago, Port of Spain

Já se passaram 365 dias e ainda é difícil de acreditar que estou realizando este sonho.
Nunca consegui me sentir inteira enquanto estava na minha vida “normal”. Nunca me dei por satisfeita, sempre quis viajar, crescer, aprender. Eu sempre tive consciência desta minha veia cigana, desta minha sede insaciável de sair conhecer o mundo.

Voando de asa delta no Rio de Janeiro - RJ

Voando de asa delta no Rio de Janeiro - RJ


Talvez por isso eu tenha sido tão aplicada e decidida na minha carreira profissional, pois era o meio que eu tinha de realizar este sonho como estou realizando hoje. Ao mesmo tempo eu sempre vivi intensamente cada momento, cada fase, a universidade, as festas, os meus primeiros estágios e os empregos que vieram depois. Eu sou apaixonada pelo meu trabalho, me refiro ao ofício formal que escolhi. Ainda hoje, depois de um ano, eu sigo atenta a tudo o que acontece no mundo da propaganda e marketing no Brasil e por cada cidade e país que passamos, seja como profissional ou como consumidora.

Andando de carro na praia da Juréia

Andando de carro na praia da Juréia


Outro dia recebi o seguinte comentário de um amigo no facebook, “Ana! Você não está viajando? Então pára com essa história de trabalho!”, é óbvio, qualquer um pensaria isso, mesmo eu no lugar dele. Parece um paradoxo, pois finalmente estou vivendo tudo o que sempre sonhei! Parei de trabalhar, estou viajando pelo mundo e ainda fico com olhos publicitários, falando de negócios e planejamentos? Sim! Há pouco eu realizei que eu sou assim, apaixonada pelo que faço, seja lá o que eu estiver fazendo.

Os três viajantes posando para fotos na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG

Os três viajantes posando para fotos na Serra do Intendente, em Tabuleiro - MG


Este tipo de viagem, o tal ano sabático, funciona mesmo como um retiro espiritual, uma viagem de auto-conhecimento. Estamos o tempo todo fora e conhecendo novos lugares e pessoas, mas ao mesmo tempo isso nos leva a uma profunda busca de si mesmo. São tantas as perguntas que tentamos responder: “Será que eu poderia viver assim sempre?”, “O que vou fazer quando voltar?”, “Que estilo de vida quero ter? Aonde vamos morar? Antes da viagem a principal pergunta era “Será que conseguiremos viajar durante 1000dias?”, pelo menos desta eu já sei a resposta. Espero que até o final da viagem eu tenha a resposta das outras também.

Paisagem maravilhosa no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG

Paisagem maravilhosa no alto da Pedra da Mina em Passa Quatro - MG


Enfim, vamos abrindo os nossos horizontes e tentando entender qual é exatamente o nosso lugar neste mundo, qual é o nosso objetivo aqui, aquelas velhas questões filosóficas muitas vezes sem resposta. Quem sou eu? De onde eu vim? Para onde vamos? E ao final, a nossa busca insaciável por uma resposta começa a parecer inútil, pois quanto mais procuramos, menos temos certeza do que queremos. Quando nos damos conta disso é que talvez possamos, um dia, relaxar e apenas viver.

Adolescentes brincando no pier com cruzeiros ao fundo

Adolescentes brincando no pier com cruzeiros ao fundo


É fundamental dizer que este intensivão de vida nunca teria sido possível sem o Rodrigo, o amor da minha vida. Encontrá-lo foi fator decisivo, minha viagem sozinha ia acontecer, mas seria muito mais careta e desinteressante. Poder dividir todas estas experiências com uma pessoa que comunga da mesma visão de mundo e que acima de tudo tem o mesmo sonho que eu, é realmente muito especial.

Clima romântico no aniversário de um ano de viagem! (aeroporto de Trinidad)

Clima romântico no aniversário de um ano de viagem! (aeroporto de Trinidad)


Um ano depois o balanço é 100% positivo, me conheço muito mais, tenho ainda mais dúvidas do que antes, mas estou mais próxima de atingir a maturidade para poder um dia, apenas relaxar e viver. Como será o 1001° dia? Difícil responder, hoje só posso dizer que tenho certeza que ele será vivido intensamente, apaixonadamente e com muito amor.

Pequena gruta no fundo do canyon do Inferno, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Pequena gruta no fundo do canyon do Inferno, na Serra da Capivara, próximo à São Raimundo Nonato - PI

Trinidad e Tobago, Port of Spain, 1 ano, aniversário, Trinidad and Tobago, um ano

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Diz aí se você gostou, diz!

Meu primeiro live aboard

Brasil, Bahia, Caravelas, Abrolhos

Saltando do deck para o mar, em Abrolhos - BA

Saltando do deck para o mar, em Abrolhos - BA


A internet é algo impressionante realmente. Tudo começou com o mestre google! Pergunte ao mestre e ele responderá: “Mergulho em Abrolhos” e caí em um site de mergulhos que indicava a Apecatu como a melhor operadora para live aboards em Abrolhos. Logo entrei no site e encontrei os vários pacotes oferecidos pela empresa, fotos da embarcação e entrei em contato com eles. A Laila nos atendeu prontamente com a melhor notícia do dia! Eles estavam com uma saída Especial Sea Shepherd, incluindo baleiada, mergulhos e tinham exatamente uma suíte de casal vaga nos esperando!

Voltando ao barco após mergulho, em Abrolhos - BA

Voltando ao barco após mergulho, em Abrolhos - BA


A saída era justamente na data que estávamos procurando, de 14 a 17/10. Checamos a previsão do tempo e confirmamos com a Laila, nesta data a previsão apontava uma janela de sol dentre as diversas frentes frias que tem avançado sobre o Espírito Santo e sul da Bahia nas últimas semanas. Perfeito! Fechamos o pacote e rumamos a Caravelas. Fomos recepcionados pela equipe da Apecatu com um belo café da manhã e já nos instalamos na nossa cabine, uma suíte bem aconchegante.

Nosso quarto no barco em Abrolhos - BA

Nosso quarto no barco em Abrolhos - BA


Aos poucos vamos conhecendo os nossos colegas de live aboard com os quais iríamos conviver, mergulhar e viajar até domingo. O barco começou a navegação, saímos pela barra do Rio Caravelas, com o tempo ainda nublado e muito vento. Ao longo do rio, um manguezal, berçário natural para diversas espécies marinhas. Abrolhos fica em uma cadeia de montanhas há 70km da costa, o que significa em torno de 5 horas de navegação. Eu estava tranqüila, pois havia tomado o remédio para enjôo, mas ainda assim um pouco apreensiva, afinal nunca tinha ficado tanto tempo dentro de um barco, não sabia como o meu organismo iria reagir.

Chegando em Abrolhos - BA

Chegando em Abrolhos - BA


Nossa rotina no barco basicamente era de mergulhos, interação e diversão! Acordávamos cedo já com uma bela mesa de café da manhã nos esperando. Navegávamos para o ponto de mergulho do dia e começava a preparação. Montar os equipamentos, revisar as cargas dos cilindros, vestir as roupas de neoprene, cintos de lastro, nadadeiras e máscara, enquanto o Dingão nos colocava no ponto certo para cairmos. Os mergulhos duram entre 40 minutos e uma hora, dependendo da profundidade.

Preparando-se para mergulhar no Morro do Mato Verde, em Abrolhos - BA

Preparando-se para mergulhar no Morro do Mato Verde, em Abrolhos - BA


Quando voltávamos ao barco o almoço já estava quase pronto, dava tempo de subirmos ao solarium tomar um sol e bater um papo com o pessoal, enquanto a Manú dava o seu toque final. Depois do almoço mais um período de descanso, trabalho, leitura, macaquices, sol ou o que mais lhe apetecesse até irmos ao segundo ponto de mergulho do dia.

Macaquice no deck do barco em Abrolhos - BA

Macaquice no deck do barco em Abrolhos - BA


Novamente nos equipávamos e íamos para o mar e quando retornávamos da água, um pão de queijo delicioso e quentinho estava nos esperando. Mais tarde, assim que o sol baixava e a noite chegava começava tudo de novo, equipar e água!

Preparando-se para mergulho noturno em Abrolhos - BA

Preparando-se para mergulho noturno em Abrolhos - BA


O bote vem nos buscar após mergulho em Abrolhos - BA

O bote vem nos buscar após mergulho em Abrolhos - BA


Eu fiz os três mergulhos noturnos, para mim um melhor que o outro! Para fechar o dia com chave de ouro, jantar e um filminho. Na última noite assistimos à palestra do Caio sobre tubarões. Aí já eram onze horas da noite, senão mais..., eu estava prontinha para cair no sono. Hummm! Adorei esta rotina! Até eu, que enjôo pra caramba em barco, consegui acostumar. Tomei remédio só nos 2 primeiros dias, nos 2 últimos não precisei, o labirinto já estava acostumado ao balanço, que na cama embalava o sono profundo de cada noite.

Briefing de mergulho em Abrolhos - BA

Briefing de mergulho em Abrolhos - BA


Registro aqui o nosso muito obrigado à Apecatu e ao Titan que nos receberam super bem e com tanto carinho. Foi uma ótima experiência do meu primeiro live aboard, depois dessa tenho certeza que virão muitos outros!

Tomando sol no deck do barco em Abrolhos - BA

Tomando sol no deck do barco em Abrolhos - BA

Brasil, Bahia, Caravelas, Abrolhos, Ilha de Santa Bárbara, Live Aboard, Mergulho

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Foi ela, a salmonela!

Brasil, Distrito Federal, Brasília

A noite de terça para quarta-feira foi interminável. Passei mal a noite toda e só as 4am que meu organismo resolveu reagir e se defender, pena que foi de uma forma violenta! Nem vale a pena entrar em detalhes, o diagnóstico foi infecção alimentar, até agora não sei se foi a salada ou o cachorro quente, mas sei que o negócio não foi fraco não! Minha sorte é que tenho linha direta com uma das melhores médicas do Brasil! “Mamãe, to dodói, o que eu faço?”

A Ana, acamada pela febre, em Brasília - DF

A Ana, acamada pela febre, em Brasília - DF


Tadinha, esteja onde estiver ela tem que fazer o diagnóstico, por telefone mesmo. E não é que sempre acerta? Infecção alimentar por salmonela ou alguma bactéria da sua trupe. Medicação homeopática, muita hidratação, alimentação de hospital, carinho e cuidado do marido, muuuito repouso e estou (quase) novinha em folha! Tenho um atraso para tirar aqui no blog, mas não se apoquentem, logo logo estará tudo no ar. Foram dois dias imprestáveis, com essa vista que vocês vêem aí na foto. Depois destes 2 dias de cama, fazendo a maior limpeza interior, estou de volta à ativa!

Brasil, Distrito Federal, Brasília,

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Iracema Falls

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo

Ao lado da Cachoeira Iracema, com muita água, em Presidente Figueiredo - AM

Ao lado da Cachoeira Iracema, com muita água, em Presidente Figueiredo - AM


Você deve estar se perguntando, ué, mas vocês não voltaram para o Brasil? Qualé a desse nome em inglês, Iracema “Falls”? Pois é, isso só confirma o que todos nós sabemos na teoria, a Amazônia não é nossa!

Explorando as grutas da região da Cachoeira da Iracema, em Presidente Figueiredo - AM

Explorando as grutas da região da Cachoeira da Iracema, em Presidente Figueiredo - AM


Ok, não tenho dados suficientes para afirmar isso. Exageros à parte, a quantidade de turistas estrangeiros na Amazônia é tão grande quanto o fascínio pelo “estrangeirismo” que o nosso povo tem. Nomes americanizados com “w, y e son”, são comumente encontrados em todo lugar. Um bom exemplo é o nome do índio Willys, batizado em homenagem ao nome escrito no jipe do padre que havia vindo catequizá-los. Umas letrinhas tão diferentes, tão bunitinhas... Isso explica também a imensa placa da cachoeira que fomos conhecer hoje, “Iracema Falls”. Eles oferecem uma boa estrutura de apoio, mas o principal sem dúvida está na manutenção das trilhas, sinalizações e segurança. Fizemos um circuito circular passando por algumas grutas lindíssimas e muito úteis na hora em que começou a chover.

Clarabóia em gruta ao lado da Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM

Clarabóia em gruta ao lado da Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM


Parte da trilha segue por uma passarela de madeira que protege de erosão a área da margem. As cachoeiras da região de Presidente Figueiredo em época de chuva têm proporções amazônicas! É muita água! A Cachoeira Iracema é belíssima, larga e com um grande lago impossível de nadar ou se banhar nesta época do ano. No entanto encontramos algumas pessoas que nos disseram não ser comum esta quantidade de água. Nos períodos mais secos se pode nadar no lago e inclusive escalar a cachoeira! Inacreditável!

Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM

Cachoeira Iracema, em Presidente Figueiredo - AM


Seguimos caminhando por 30 minutos beirando o rio e chegamos à Cachoeira das Araras. Uma queda dupla e também com um volume de água imenso. Bela caminhada por uma floresta úmida, trilha plana, bom exercício. Paramos no meio do caminho para nos refrescarmos, o Ro em uma área mais funda e com uma forte correnteza, eu nas corredeiras mais rasas e tranqüilas. Delícia!

Nadando contra a correnteza entre as cachoeiras Iracema e das Araras, em Presidente Figueiredo - AM

Nadando contra a correnteza entre as cachoeiras Iracema e das Araras, em Presidente Figueiredo - AM


Continuamos para a próxima atração, são tantas que fica difícil escolher. Aqui ou você vem com aquele pique de quicar de cachoeira em cachoeira, ficando 10 minutos em cada uma, ou escolhe algumas das melhores, relaxa e aproveita. A maioria tem trilhas curtas e permitem passeios mais rápidos, mas as mais fáceis também são as que oferecem mais estrutura e por isso cobram entrada de 10 reais por pessoa, em média.

Descendo de bóia as corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Descendo de bóia as corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM


Ainda não tínhamos aproveitado as corredeiras do Urubuí e o Ro ainda estava com a ideia fixa do “body cross” nas rápidas. Almoçamos enquanto esperávamos o pessoal do bóia-cross chegar. São eles que conhecem melhor do que ninguém o local e são os mais indicados para ensinar o caminho das pedras (literalmente) para o Rodrigo. Neto foi o professor, andou para cima e para baixo com ele, mostrando cada corredeira, cada pedra e cada buraco. Pulou uma vez mostrando como deveria fazer, super paciente e dedicado ensinou passo a passo e até pulou junto com ele.

Enfrentando as corrediras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Enfrentando as corrediras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM


A descida foi rápida e quase indolor, não fosse uns arranhões e leves pancadas que o Ro ganhou no cotovelo, mão e quadril. Os caras são tão bons descendo as corredeiras que até parece fácil olhando de fora, mas na prática a coisa é bem diferente. Acho que o Ro sentiu isso e por isso não quis voltar lá não! Rsrsrs! Eu fiquei no bóia cross e nas minhas aulas básicas de corredeiras nível 1, até avancei para o 2, peguei um jacaré, fiquei no turbilhão e até me soltei no body cross básico, lá na parte fácil.

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM


Aproveitamos até a noite cair e nos despedimos assim de Presidente Figueiredo, que ainda está no nosso caminho quando voltarmos da América do Norte pela Venezuela. Por agora podemos dizer apenas um até logo, voltaremos a explorar suas cachoeiras!

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Divertindo-se nas corredeiras do rio Urubuí, em Presidente Figueiredo - AM

Brasil, Amazonas, Presidente Figueiredo, Cachoeiras

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Brasil no Haiti

Haiti, Port-au-Prince

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


As Nações Unidas estiveram presentes no Haiti com diferentes missões de 1993 a 2000. Porém foi justamente no intervalo de saída da ONU, entre 2001 e 2004 que o país passou por sua mais recente crise política. Em 2001 foi eleito o presidente Jean-Bertrand Aristide, com menos de 10% da população indo as urnas. A oposição não aceitou o resultado e a partir daí um novo conflito começava.

As bandeiras da ONU, do Brasil e do Haiti tremulam na base da ONU em Port-au-Prince, capital do país

As bandeiras da ONU, do Brasil e do Haiti tremulam na base da ONU em Port-au-Prince, capital do país


O descontentamento com o governo foi se alastrando e nos anos seguintes o povo revoltado se armou para tirar o presidente do poder. As principais cidades do país estavam tomadas pelas forças revolucionárias e Aristide não teve outra opção senão sair do país. O ano era 2004, o Haiti acabava de sair de uma guerra civil. A revolução foi vitoriosa, mas encontrou um país à beira de um colapso econômico, político e social. O caos estava instalado e o novo governo provisório já não tinha mais como assegurar a ordem.

Aviso para quem deixa a base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Aviso para quem deixa a base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


O país pediu ajuda para a ONU que prontamente atendeu, entrando primeiramente com tropas americanas e elegendo o Brasil para comandar a nova missão de paz. O exército brasileiro foi muito bem recebido pelos haitianos, que mais do que ordens e regras, necessitavam de ajuda. Nosso jeito latino e caloroso de estender a mão, cuidar, tocar, e participar das soluções de problemas foi o grande diferencial para que o povo haitiano aceitasse estrangeiros na organização e reconstrução do seu país.

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


A MINUSTAH – Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti – tem como principais objetivos estabilizar o país, desarmar os grupos de rebeldes e guerrilheiros, promover eleições livres e informadas e formar o desenvolvimento institucional e econômico no Haiti. Os primeiros anos sem dúvida foram os mais complexos, mas hoje com os ânimos mais calmos o principal trabalho das tropas das Nações Unidas são de segurança, dando suporte para a criação de uma nova guarda e polícia nacional, ajudando na construção da infraestrutura básica e na reorganização do país.

Chegando á base da Minustah em Port-au-Prince, no Haiti

Chegando á base da Minustah em Port-au-Prince, no Haiti


Tudo parecia estar indo bem, quando um desastre natural viria trazer novamente a tragédia e o caos para esse povo: o grande terremoto de 12 de janeiro de 2010. As tropas brasileiras sentiram o tremor desde o Campos Charlie. O Major Renato nos conta que ouviu um estrondo e sentiu o chão tremer “Pensei que era uma explosão no paiol e cheguei a me jogar no chão” nos conta enquanto caminhamos pelas ruas da base brasileira. Logo, quando olhou para trás percebeu que todos os contêineres do acampamento estavam fora do lugar, ele viu a imensa nuvem de fumaça subindo e vindo da direção do centro da cidade, foi quando finalmente se deu conta que havia ocorrido um terremoto.

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Monumenro aos militares brasileiros mortos no terremoto de 2010, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


A missão que estava começando um período de transição para ser retirada do país, reafirmou seu compromisso de ajudar o Haiti e foi renovado o contrato para a permanência da MINUSTAH até que se estabilizasse a situação. O Major Renato está em sua segunda missão no Haiti, é um dos poucos oficiais brasileiros que está no país que realmente vivenciou o drama que se seguiu ao terremoto.

O Major Renato nos recebe na base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

O Major Renato nos recebe na base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


Dentro do Campo Charlie está montada uma verdadeira cidade que atende a todos os integrantes de diferentes países. Na nossa visita fomos à sede onde está baseada a tropa do BRAENGCOY – Companhia de Engenharia de Força de Paz. São prédios permanentes e algumas áreas provisórias com estrutura completa que reúnem as salas de comando, reunião e escritórios que organizam todos os trabalhos de engenharia que as Nações Unidas estão envolvidas.

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Veículos do batalhão de engenharia do Brasil, na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


Todos os soldados brasileiros que participam da missão são voluntários e ficam alocados por 6 meses. A área de moradias é formada por dezenas de contêineres adaptados para quartos onde dormem até 4 pessoas. O campo possui a sua própria estação de tratamento de água, ambulatório e uma grande área de estacionamento com todo o maquinário utilizado nas obras. Todo este maquinário foi muito útil após o terremoto e hoje continua sendo essencial para as obras de terraplanagem e pavimentação de estradas, perfuração de poços artesianos e as mais diversas obras necessárias no país. A companhia também participa de ações sociais de distribuição de água e doações em comunidades carentes.

Conteiners em que moram os militares brasileiros na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti

Conteiners em que moram os militares brasileiros na base da ONU em Port-au-Prince, no Haiti


Sempre fui curiosa para entender como funcionaria o dia a dia do exército, principalmente em uma missão como esta. O que eu percebo é que em geral nós, civis, não temos muita ideia do leque de atuação do exército no nosso país. Pensamos, o Brasil nunca entra em guerra, por que precisamos de tanto investimento nas forças militares? Bem, é sempre bom estar prevenido, mas ainda assim é importante sabermos que todos eles possuem um papel fundamental, não apenas na segurança e defesa das fronteiras como inclusive no desenvolvimento de infraestrutura do país. Rodovias, abertura de estradas, preparação do terreno e fundação para grandes obras no meio da floresta Amazônica ou onde seja, não seriam viáveis não tivesse “uma mãozinha” do exército. Resumindo, eles fazem o trabalho duro, depois as construtoras licitadas chegam e levantam as paredes.

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


Conhecemos alguns dos integrantes do Batalhão de Engenharia do Exército quando eles estavam no seu dia de folga em uma praia na baía de Port-au-Prince. Vendo a minha curiosidade e interesse em conhecer a missão e um pouco do dia-a-dia deles aqui no Haiti, nos convidaram a visitar a sede. O Sub-Comandante Spetch que trabalha na área de comunicação do BRAENGCOY conseguiu a autorização do comandante, agendou a visita e mesmo em meio à uma inspeção da ONU, a equipe se desdobrou para atender-nos. Fomos recebidos pelo Sargento Josenilson e logo pelo Major Renato, que percorreu todo o campo conosco, explicando como funciona, quais as funções e qual era a organização do campo onde vivem os contingentes brasileiros.

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti


O Brasil tem mais de 2 mil soldados no Haiti e agora a missão de estabilização entra novamente em um período de transição, começando a diminuir as tropas. Foi um grande privilégio poder visitar e conhecer de perto o trabalho desse pessoal aqui, um orgulho para o povo brasileiro. Em um país com o histórico do Haiti, chego a achar que este é um programa quase obrigatório no roteiro. Hey comandante! Já pensou se a moda pega?

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Visita à base brasileira em Port-au-Prince, no Haiti

Haiti, Port-au-Prince, BRAENGCOY, Exército, MINUSTAH, Missão Brasileira no Haiti

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Manuel Antonio

Costa Rica, Manuel Antonio

Típica pose de bicho-preguiça no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

Típica pose de bicho-preguiça no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica


Um lugar que todos os amigos que moraram ou viajaram pela Costa Rica nos falavam, sem exceção, era o Parque Nacional Manuel Antonio. Praias maravilhosas de areias douradas e águas claras em uma reserva de matas virgens que abrigam uma grande biodiversidade em um pequeno espaço, facilitando a observação de vida selvagem como preguiças, várias espécies de macacos e aves.

Encontro com uma preguiçosa bicho-preguiça mascarada no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

Encontro com uma preguiçosa bicho-preguiça mascarada no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica


Quando subimos a América central eu já tinha colocado na minha cabeça a passagem por lá, mas o Rodrigo já havia decidido (na cabeça dele) que queria estar no ponto mais alto do país, o Parque Nacional Chirripó. Ambos são próximos, mas estão em vias diferentes, uma vez que decidíssemos ir por um lado, o outro ficaria para trás. A minha indignação não era infundada, pois na volta o plano era continuarmos pelo litoral do Caribe costa-riquenho e cruzar para Bocas del Toro, no Panamá. Novamente o emaranhado de montanhas e estradas da Costa Rica não nos permitiria fazer os dois litorais de uma forma rápida e prática, assim tivemos que escolher, Manuel Antônio e Península do Osa versus santuários de vidas selvagem no litoral caribenho, cruzando para Bocas já dentro do Panamá.

Praia de areia escura em Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

Praia de areia escura em Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica


Naquela ocasião o testarudo (versão espanhola pra teimoso!) do meu marido não arredou o pé! Sem detour, fomos ao Chirripó e sem voltar atrás! Eu esperneei, discuti tentando convencê-lo de fazermos os dois, e além de perder a discussão ainda tive que caminhar 19km montanha acima e 19 km montanha abaixo, ficando sem joelho e sem 7 unhas nos dedos dos pés! Sou uma santa mesmo... Rsrs! Por estas e outras, estes lugares haviam ficado marcados na lista de pendências do Rodrigo e assim o Caribe dançou e nós chegamos hoje à famosa praia de Manuel Antonio!

Uma das praias de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

Uma das praias de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica


A vila de Manuel Antonio já é bem turística e não é muito fácil se locomover por lá sem carro. A maioria dos hostels, pousadas e grandes hotéis estão no alto do morro que dá acesso às praias e ao parque nacional. Os hotéis próximos ao parque são mais caros, mas você ainda pode encontrar um hostel ali perto ou um hotel meio chino, mas bem limpinho e com preço razoável. É o que eu indico, assim você estará mais perto das praias de Espadilla e Espadilla Sur e da entrada do Parque Nacional.

O belo litoral do Parque Nacional de Manuel Antonio, na costa do Oceano Pacífico, na Costa Rica

O belo litoral do Parque Nacional de Manuel Antonio, na costa do Oceano Pacífico, na Costa Rica


No parque, a dica é chegar cedo, melhor hora para ver os animais e tentar evitar as muvucas de turistas que começam a chegar entre 9 e 10 horas. Na bilheteria eles de dão um mapinha das trilhas e você encontrara vários guias disponíveis para um tour de avistamento de animais de uma ou duas horas, cobrando de 15 a 20 dólares por pessoa.

Caminhando no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

Caminhando no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica


Tivemos um dia de caminhadas ótimas pelo parque, bem sinalizado e cheio de trilhas para percorrermos em busca dos animalitos. É difícil encontrá-los entre as árvores, principalmente as preguiças que não se movem, se camuflam super bem e são muito silenciosas. Elas descem uma vez por semana para fazer xixi e coco e é isso.

Encontro com uma preguiçosa bicho-preguiça mascarada no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

Encontro com uma preguiçosa bicho-preguiça mascarada no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica


Chegamos pertinho de um bicho-preguiça no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

Chegamos pertinho de um bicho-preguiça no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica


Assim, se você quer garantir que vai encontrar todos os bichinhos, é bem recomendável pegar um guia experiente, com seus grandes binóculos e lentes de aumento. Nós fomos sem guia, confiando na habilidade que adquirimos nestes 1000 dias pelo mato, além de ficarmos bem ligados no que os guias estavam mostrando aos seus grupos.

Percorrendo trilha costeira no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

Percorrendo trilha costeira no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica


Fizemos primeiro a trilha do Mirante da Playa Puerto Escondido e encontramos um bando de macacos fofíssimos se alimentando nas arvores próximas da trilha.

Macacos descansam um pouco no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

Macacos descansam um pouco no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica


Macacos caçam carrapatos no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

Macacos caçam carrapatos no Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica


Na volta uma parada nas Playas Gemelas tem uma das vistas mais bonitas da Playa Manuel Antonio e da península de Punta Catedral.

Uma das pequenas praias do Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

Uma das pequenas praias do Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica


A belíssima praia que dá nome ao Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

A belíssima praia que dá nome ao Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica


Um pit stop na principal praia do parque nacional e entendemos a adoração de todos pelo lugar, lindo, tranquilo e com águas cristalinas! Um tipo de praia raro na costa do Pacífico, que normalmente tem praias de areia escura e um mar mais agitado. Não é à toa que o Parque Nacional Manuel Antonio é o mais visitado do pais, recebendo mais de 250 mil visitantes por ano!

A belíssima praia que dá nome ao Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

A belíssima praia que dá nome ao Parque Nacional de Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica


Na tarde anterior pegamos um pôr do sol maravilhoso na Playa Espadilla Sur, seguido por um jantar em um restaurante meio turístico, mas que tinha nos chamado a atenção com seu bar construído dentro de um avião americano utilizado pelos Contras na revolução nicaraguense.

Restaurante em antigo avião militar destinado aos Contras, da Nicarágua, em Manuel Antonio, no litoral da Costa Rica

Restaurante em antigo avião militar destinado aos Contras, da Nicarágua, em Manuel Antonio, no litoral da Costa Rica


E aí? Você precisa de mais algum motivo para Manuel Antônio ser parada obrigatória no roteiro pela Costa Rica?

Fantástico pôr-do-sol em Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

Fantástico pôr-do-sol em Manuel Antonio, no litoral do Oceano Pacífico, na Costa Rica

Costa Rica, Manuel Antonio, animais, Natureza, parque nacional, Praia

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Tlaquepaque

México, Guadalajara

Produtos à venda nas galerias de Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

Produtos à venda nas galerias de Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México


Três horas de estrada de Guanajuato para Guadalajara e fomos direto para Tlaquepaque. No início de século XIX era um bairro de alta classe no subúrbio da grande cidade, hoje a encantadora Talquepaque já foi engolida pela urbe de Guadalajara, mas ainda conseguiu manter seu manter o encanto de um pequeno pueblo mágico.

Catrina gigante em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Catrina gigante em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México


Suas charmosas ruas e casas em estilo colonial hoje abrigam a comunidade de artesãos das mais diversas especialidades: ferro, cerâmica, prata, tear, esculturas, móveis e o que você imaginar. Caminhar pelas ruas de Tlaquepaque é um deleite, para aqueles que curtem um artesanato então? Ela é um verdadeiro shopping-museu a céu aberto.

Área de barzinhos em Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

Área de barzinhos em Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México


Em cada esquina encontramos instalações artísticas, como uma catrina gigante pintada na parede, esculturas de ferro lhe convidando a sentar ao lado para uma foto ou até mesmo um painel do artista Diego Rivera ao lado de personagens da história mexicana.

Passeando em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Passeando em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México


Para aqueles que não são shopping freaks, um dia é suficiente para explorar o bairro. Um suco ou uma cervejinha no El Parián, pátio rodeado de restaurantes, com um coreto e diversos grupos de Mariachis que podem alegrar a sua tarde, em troca de uma contribuição, é claro!

Mariachis na praça central de Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Mariachis na praça central de Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México


Um passeio pelo Jardín Hidalgo, com seus artistas de rua, mímicos e humoristas é um dos programas prediletos dos locais, que marcam presença com toda família! A igreja dedicada ao Apóstolo Pedro e o coreto dão o toque colonial à praça principal.

Coreto da praça de Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Coreto da praça de Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México


Apresentação em praça de Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

Apresentação em praça de Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México


Mesmo para quem não quer comprar, entrar nas lojas de artesanato é quase obrigatório. Quase todos os restaurantes são também galerias, além de um convite ao abandono da dieta. As galerias de arte são belíssimas! Não pude entrar em todas, mas a minha preferida foi a do artista plástico Rodo Padilla (www.rodopadilla.com.mx) com esculturas e algumas peças-mobílias incríveis, demonstrando a força e a alegria do povo mexicano.

Galeria de arte em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México

Galeria de arte em Tlaquepaque, bairro artístico de Guadalajara, no México



DICA
Se você vai a Guadalajara, utilizar Tlaquepaque como base é, na minha opinião, a melhor opção. Um ônibus para o centro custa 15 pesos e demora em torno de 20 minutos a meia-hora ou um táxi fica em média 60 pesos. O clima tranquilo e animado das ruas dão mais liberdade para o turista que quer sentir o povo e o lugar, principalmente durante a noite. As pousadinhas são super charmosas, a maioria com jardins internos e quartos aconchegantes, podendo encontrar opções para todos os bolsos. Nós ficamos na Casa del Retoño (www.lacasadelretono.com) e indicamos!

Posando para fotos em Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

Posando para fotos em Tlaquepaque, bairro de Guadalajara, no México

México, Guadalajara, América do Norte, cidade histórica, Road Trip, Tlaquepaque

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