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Thelma e Emerson (01/08)
Que legal!! Passaram por Purmamarca e Maymará??? O Cierro de Siete Co...
Emerson e Thelma (31/07)
Fascinados.... é a palavra certa! Lindas fotos e descrição da viag...
Alcione (31/07)
Ana, Estou há mais de 30 dias aqui em Frankfurt com a Fer e como a sauda...
Lurdes (30/07)
Oi Ana ,fico feliz que está tudo bem com vcs e que a viagem está ótim...
Mario Sergio Silveira (30/07)
Obrigado pela aula de história, querida filha. Abração!!!!...
Concorrida sessão de Ioga, em frente ao prédio do Parlamento, em Ottawa, capital do Canadá
Ottawa foi uma capital planejada, antes habitada pelos índios Algoquins, está localizada em posição estratégica entre as duas principais cidades do país que disputavam a liderança econômica e política, Montreal e Toronto. Se você é como nós, um sem vergonha de ter planejado apenas um dia para a capital do Canadá, aí vai o roteiro que fizemos para aproveitar ao máximo a sua sem-vergonhisse.
Caminhando por Ottawa, capital do Canadá
História e Yoga na Downtown Area
A melhor forma de explorar o centro de Ottawa é a pé e o melhor dia durante o verão, é na quarta-feia. Como assim? Bom, não é todo o dia que você vê mais de 500 pessoas reunidas praticando yoga em frente ao prédio do Parliament Hill. Isso mesmo, você leu direito, um catatau de gente com suas roupas de ginástica e tapetinhos de yoga, seguindo as orientações de professores contratados pela prefeitura da cidade, repetindo os mesmos movimentos, com ritmo e respirações perfeitos, vibrando em uma mesma frequência.
A Ana participa de aula de Ioga em frente ao prédio do Parlamento, em Ottawa, capital do Canadá
Nós estávamos caminhando pela Sparks Street, rua comercial com restaurantes e cafés cheios na hora do intervalo, descemos para a Wellington Avenue na esquina com o Parliament Hill e começamos a ver várias pessoas correndo com suas yoga mats para um mesmo lugar. Algo está acontecendo, pensei. Acelerei o passo junto com eles e no caminho perguntei o que estava acontecendo, e Patrick me respondeu: "is the Parliament Hill Yoga!" Bah, foi inacreditável! É claro que mesmo sem tapete e roupa adequada eu tive que me juntar para pelo menos uns 20 minutos de aula e alongamento naquela energia tão especial. Ottawa nos dava as boas vindas!
A Ana participa de aula de Ioga em frente ao prédio do Parlamento, em Ottawa, capital do Canadá
Caminhamos pelas ruas vibrantes e cheias de vida, atravessando o Rideau Canal, que no inverno é o mais longo ringue de patinação no gelo. 7,8 dos seus 200km são fechados e viram uma avenida de patins com centenas de pessoas indo e vindo. O canal foi projetado pelo visionário engenheiro Colonel John By em 1826, seus 200 km de extensão interligaram através do Ottawa River os dois principais centros militares do país, Ottawa e Kingston, a então capital do Canadá Colonial. Depois de 175 anos de intenso uso comercial, o canal hoje é um patrimônio histórico e turístico da cidade.
Arquitetura grandiosa em Ottawa, capital do Canadá
As delícias gastronômicas do Byward Market
Cruzamos o canal, observando um dos seus mais de 47 diques e chegamos à região do Byward Market. O mercado em si é pequeno e este é o quinto prédio depois de incêndios e reconstruções, que não o fizeram perder em caráter e importância comercial. A área foi tomada por comerciantes e vendedores de todos os tipos desde os tempos áureos que o engenheiro Colonel John By, o mesmo do canal, resolveu construí-lo.
Apetitosas berries no ByWard Market, em Ottawa, capital do Canadá
Muitas cores no ByWard Market, em Ottawa, capital do Canadá
No verão as ruas são tomadas por feirantes vendendo produtos frescos deliciosos, frutas, verduras e legumes, além de uma imensa variedade de queijos! Os prédios antigos foram reformados e se tornaram deliciosas mercearias ou charmosos restaurantes, bares e bistrôs.
Loja de queijos no ByWard Market, em Ottawa, capital do Canadá
Esta é a região ideal para um almoço gostoso no meio das suas, ou nossas, andanças. Dentre tantas opções de cardápios nós escolhemos o Play, restaurante de tapas pra lá de criativas e com uma ótima seleção de queijos canadenses, acompanhada de um bom vinho.
Queijos e vinho no restaurante Play, em Ottawa, capital do Canadá
À noite a região também é uma das mais movimentadas da capital, só não espere muito de uma terça-feira chuvosa... Relaxados e bem alimentados fomos à próxima atividade, uma tarde cultural.
Queijos e vinho no restaurante Play, em Ottawa, capital do Canadá
Desafio: escolha apenas um dos 8 incríveis museus.
São pelo menos 8 museus imperdíveis em Ottawa: (1) Canadian Museum of Civilization, (2) National Galley of Canada, (3) Canadian Museum of Nature, (4) Canada Science & Technology Museum, (5) Canadian War Museum, (6) Canada Aviation and Space Museum, (7) Ottawa Locks & Bytown, (8) Royal Canadian Mint. Eu sei disso por que li no meu guia de viagens, não por que pude conhecer todos eles. A escolha é difícil, eu sei, mas vai da linha que você gosta de fazer.
A National Galery, em Ottawa, capital do Canadá
A nossa eleita foi a National Gallery of Canada. Eu estava saudosa de exposições de arte e louca para ver a galeria de Arte Inuit. Queria entender um pouco mais sobre a psique do povo canadense e a arte é sempre uma boa forma de entrar na cultura e na história de um povo. A Inuit Gallery no subsolo reúne gravuras e esculturas deste povo ártico que conhecemos durante a viagem para Groelândia. Esculturas de animais árticos e lendas Inuits em ossos de baleia ou chifres de renas e gravuras com cenas cotidianas de pesca, caça e imagens do imaginário Inuit. Muito bacana ver a arte desse povo sendo selecionada e reconhecida como arte nacional em um país de culturas tão distintas.
Aranha gigante no pátio da National Galery, em Ottawa, capital do Canadá
Dentre galerias de arte grega, romana, europeia e até arte-sacra, eu optei por uma passagem rápida pelas obras dos meus pintores preferidos como Monet, Manet e Picasso, só para matar as saudades, e entrei de cabeça na galeria de arte nacional. As obras dos pintores modernistas do Group of Seven se destacam, pois pintando paisagens canadenses eles criaram o primeiro grande movimento artístico nacional no Canadá. Porém a minha maior descoberta, foi a pintora e escritora Emily Carr (1871-1945), uma mulher forte, independente e que já naqueles tempos viajava para as distantes Queen Charllote Islands, Alasca e outros lugares insólitos para retratar a cultura e a arte dos povos indígenas. Foi uma grande surpresa quando vi os imensos totens de madeira dos Haidas impressos com os traços intensos desta pintora modernista e pós-impressionista.
Exposição Virtual: Já que não podemos fotografar nenhuma das obras dentro do museu, aqui vai o link com a exposição virtual de Emily Carr na Vancouver Art Gallery.
Reservamos duas horas para o gigantesco museu, que reúne obras dos maiores artistas de todo o mundo e até uma exposição temporária de Van Gogh! Infelizmente tivemos que deixar esta para outra viagem (à Europa, é claro). Bacana que na entrada você pode escolher pagar para ver apenas as exposições permanentes e se tiver tempo, adicionar ao pacote a temporária. Mas vai por mim, em apenas um dia na cidade, não vai dar tempo.
Igreja em Ottawa, capital do Canadá
Reflexos no vidro da Igreja da Pampulha em Belo Horizonte - MG
Hoje trabalhamos bastante pela manhã e fomos conhecer um dos mais famosos restaurantes de comida tradicional mineira, o Dona Lucinha, delicioso!
Coleção de pingas no Dona Lucinha, em Belo Horizonte - MG
Caminhamos e fizemos a digestão visitando o Espaço Cultural TIM – UFMG, que hoje já estava aberto. Um museu interativo, com diversas atrações, desde um planetário até exposições que mostravam a origem do universo do ponto de vista científico e religioso. Através das lendas dos povos antigos dos cinco cantos do mundo, a exposição apresenta as cosmogonias Judaico-Cristã, Grega, Maia-Quiché, Maxakali e Yorubá contadas nas suas respectivas línguas. O áudio é direcionado e posicionado em frente ao painel com a imagem representativa de cada mito, podendo ser acompanhada em português através da legenda que está no chão. Maravilhoso!
Espaço TIM em Belo Horizonte - MG
Continuamos explorando a cidade, agora na parte externa. Vamos para a Lagoa da Pampulha e sua respectiva Igreja. Primeira obra do Conjunto Arquitetônico da Pampulha, construído por JK, com uma equipe de artistas fraca: Oscar Niemeyer, Burle Marx e Candido Portinari são só alguns dos nomes que idealizaram e realizaram a obra.
A Igreja da Pampulha, em Belo Horizonte - MG
Final da tarde e pôr do sol no alto do Mangabeiras e finalmente a Ladeira do Amendoim. Ainda bem que meu pai não atendeu ao meu pedido, quando chorei no carro para ele desviar de Ouro Preto para BH por que eu queria conhecer a tal ladeira. É legal, parece mesmo que estamos subindo, mas não tem nada de ladeira, o que torna tudo menos impressionante.
Praça do Papa, nas Mangabeiras, em Belo Horizonte - MG
Dia cheio e a noite segue no mesmo pique. Não quisemos dar o trabalho da Karina nos hospedar, mas demos o trabalho de nos receber, afinal ficamos muito curiosos de conhecer esta anfitriã super descolada do Couch Surfing! Invadimos o aniversário da Carol, roomie da Karina, já que era a única noite em que poderíamos conhecê-las. Foi divertidíssimo! Um encontro prioritariamente feminino e lá estava o Rodrigo, bendito fruto se divertindo. Eu, Ka, Carol, Bel, Fabi, Sandra, Adriana, Cláudia e só no finalzinho chegou o João, namorado da Ka.
Com a Karina, Carol (aniversariante) e a Fabi em Belo Horizonte - MG
Puxa, essa hospitalidade mineira ainda me surpreende, que maravilha! Ainda na esperança de encontrar o Zé Elias, amigo mineiro que conheci na Bolívia, fomos até o Conservatório, um barzinho de jazz com um som ótimo! O Zé acabou não podendo ir, ficou para amanhã.
Nossa, um dia cheio, bem do jeito que eu gosto, cheio de arte! Arte no museu, arte na arquitetura, arte de socializar e a arte na música. Só matando um bocadin as saudades da cidade grande.
Lagoa da Pampulha em Belo Horizonte - MG
A Lan House de Iporanga
Hoje foi o dia de atualizarmos os nossos blogs e pegarmos estrada para Cananéia. Escrevemos diariamente, mas nem sempre conseguimos acesso a internet. Aqui no Petar o único meio de acessarmos a internet é através de sinal 3G, e a operadora que funciona mal e mal é a Vivo. Resultado: ficarmos quase três dias offline, sem conseguirmos enviar os posts e as fotos. Ah! Vale falar, quando postamos só texto, sem fotos, é por que não conseguimos enviá-las naquela banda, mas no máximo 2 dias depois confiram os posts novamente, pois as fotos estarão lá!
Seguimos viagem rumo ao centro de Iporanga e encontramos uma única lan house na cidade, sorte que estava aberta! Uma hora e 7 reais depois, blogs atualizados! Resolvidos os detalhes técnicos, continuamos viagem. O plano inicial era conhecermos uma cachoeira no Parque Estadual Carlos Botelho, mas o dia amanheceu frio e chuvoso novamente, acabamos desistindo e seguimos direto para Cananéia.
Passeando de tarde em Cananéia
Chegamos e logo deixamos nossas coisas no Hotel Golfinho Plaza, indicado pela 4 Rodas e pelo Lonely Planet como um bom custo benefício. Cananéia para mim sempre foi uma cidade de passagem. Uma das mais antigas do Brasil, foi fundada pelos portugueses em 1531. Sua fachada de cidade colonial permanece e embora alguns prédios estejam em estado de abandono, a energia é de uma cidade jovem e muito ligada ao meio-ambiente. Talvez por que seja o principal acesso para o Parque Estadual da Ilha do Cardoso, lugar especial para quem gosta de cachoeiras, praias e um público alternativo, mas este vai ficar para a nossa próxima passagem por aqui.
Passeando de tarde em Cananéia
Propaganda pró-revolução nas ruas de Camaguey, em Cuba
Fulgêncio Batista governou Cuba por três períodos, de 1933 a 1940, quando concentrou todo o poder para nominações de cargos públicos, já começando a mostrar sua face ditatorial. Foi eleito democraticamente em 1940, governando até 1944 e percebendo que não ganharia as eleições no ano de 1952 arquitetou um golpe militar, iniciando a pior ditadura já vivida por Cuba. Restrição da liberdade de expressão, controle à imprensa, universidade e congresso, além de desvio de dinheiro e alto índice de corrupção, fazendo fortuna para o seu grupo, enquanto o povo passava fome, não tinha acesso à educação e saúde.
Rua não turística no centro de Havana, capital de Cuba
Foi neste cenário que começam a surgir os primeiros movimentos oposicionistas, o maio e mais conhecido dele depois apelidado de Movimento 26 de Julho (1953), data em que Fidel Castro e mais 160 homens tentaram a invasão do Quartel Moncada e falharam. Vários morreram, mas algumas pessoas nasceram com sorte e Fidel definitivamente foi uma delas. Primeiro por que a guarda nacional de Fulgêncio havia recebido ordens de matá-lo antes mesmo de chegar à prisão, porém o Tenente Pedro Sarría seguiu as leis e não as ordens do ditador, prendendo-o e impedindo que Fidel fosse apagado sem o conhecimento da imprensa. Sarría obviamente foi mandado direto à prisão e Fidel foi condenado a 20 anos na Prisión Modelo da Isla los Pinos, atual Isla de La Juventud. No seu julgamento, utilizando o seu título de doutor em direito e a eloqüência que lhe é natural, foi seu próprio defensor e imortalizou a frase: “A história me absolverá!”
Famosa foto de Fidel, em exposição na Fortaleza de San Carlos, em Havana - Cuba
A história eu não tenho certeza, mas Batista, como ato de reconciliação, anistiou os presos políticos em 1954, libertando Fidel Castro e os poucos que haviam sobrevivido ao Moncada. Após viver um tempo no México, Fidel retorna com um grupo revolucionário reunido no México, dentre eles Raúl Castro, Camilo Cienfuegos e Ernesto Che Guevara. A Expedição Granma desembarcou no oriente cubano e foi dizimado pelo exercito de Batista, sobrando apenas 11 homens dos 82 que estavam presentes.
Antiga torre de fortaleza em Havana, capital de Cuba
Os lideres conseguiram se refugiar na Sierra maestra e, contando com o apoio da luta clandestina representada por Frank País, angariou homens, armas, alimentos e equipamentos para o início da luta armada. Chegaram a ser formadas 8 colunas na guerrilha cubana, que pouco a pouco vieram tomando territórios, quartéis e cidades. O apoio popular era grande, as mulheres tiveram papel fundamental no transporte de munição e informação entre os comandantes. Em 1958 Fidel e seus companheiros “barbudos” tomaram Santa Clara, cidade mais próxima à capital La Havana, e Fulgêncio deixa o país em 31 de Dezembro de 1958 depois de assaltar os cofres públicos, deixando livre o caminho para o novo Governo Revolucionário.
Museu de la Revolución, em Havana, capital de Cuba
A partir daí o novo governo começou a reforma política do país para o sistema socialista, promulgando decretos polêmicos como o fim da propriedade privada. Aqueles que não apoiavam ou que perceberam os rumos que tomava o novo sistema começaram a deixar o país.
Rua movimentada no centro de Havana - Cuba
No início do novo governo carros foram abandonados pelos antigos proprietários que saíram do país e assumido pelos que ficaram. Sabe-se lá se o governo os redistribuiu ou se foram simplesmente apossados pelos vizinhos mais ágeis. Assim, fora as casas e os carros particulares adquiridos antes da revolução, tudo em Cuba tudo é estatal. Restaurantes, bares, hotéis, lojas, supermercados, farmácias, postos de gasolina, salões de beleza, cinemas, plantações, fábricas, hospitais, clínicas, escolas, empresas de quaisquer áreas... Enfim, tudo. Ah, se sua casa fosse grande demais ou se você tivesse duas ou três propriedades, estas também seriam desapropriadas e compartilhadas com aqueles que necessitassem.
Preparando os famosos morritos! (em Havana, capital de Cuba)
Em 1961 aconteceu o principal episódio da Contra-Revolução, quando cubanos treinados pela CIA em Miami e apoiados pela Nicarágua, tentaram a invasão da Ilha de Cuba pela Playa Girón, na Baía de los Cochinos (Baía dos Porcos). Fidel foi à frente de batalha e os derrotou. Este episódio foi marcante para o fortalecimento dos laços da Cuba Socialista com o mundo Comunista Soviético, reafirmando o corte de relações diplomáticas estadounidenses. Foi em 1962, quando a União Soviética decidiu implementar uma base de mísseis nucleares em Cuba, que os Estados Unidos fizeram o imenso bloqueio naval à Cuba e desde então o bloqueio e embargo econômico isolaram Cuba dos produtos norte-americanos e de todos os países que querem manter qualquer relação diplomática com os Estados Unidos.
Brasil e Cuba, povos irmãos! (em Havana - Cuba)
A Revolução Cubana parece ter encontrado o cenário ideal para o seu sucesso. Descontentamento popular, lideranças inflamadas contra o sistema, uma área geográfica relativamente pequena e muuuita sorte. Toda essa história pode ser vista no Museu da Revolução, recortes de jornais e murais contam a história de forma totalmente parcial, mostrando seus heróis e o triunfo do bem (Fidel) contra o mal (Fulgêncio).
Rua turística no centro de Havana, capital de Cuba
Após a aula de história saímos caminhando pelas ruas de Havana Vieja e conhecemos um casal de cubanos muito bacana, Dani e Alfredo. Eles nos levaram a alguns dos bares mais tradicionais nas ruelas do bairro, onde o mais difícil é encontrarmos algum turista. É claro que depois do “boi” que levamos ontem ficamos com aquela pulga atrás da orelha, mas no final o bom papo com os dois sobre sua visão de mundo, histórias cubanas e suas famílias, acaba sempre valendo á pena. Tomamos cinco mojitos cada um e já meio trelelés fomos jantar em um paladar com os dois. Noite agradável que prometia se estender em uma balada em Miramar, o bairro chique de Havana, mas o cansaço novamente nos venceu e acabamos nos rendendo aos sonhos (socialistas?) nos braços de Morpheu.
Confraternização em boteco de Havana, capital de Cuba
Segurando no cabo para enfrentar a forte corrente, em Guarapari - ES
São Pedro nos deu uma janela no mau tempo para podermos mergulhar. A temporada de ideal para mergulhos aqui em Guarapari é de dezembro até maio, junho. Quando entram os meses de inverno, de julho a novembro os ventos e o mau tempo atrapalham muito a navegação e a visibilidade no mar.
Vista da costa capixaba a caminho do mergulho no Victory 8B, em Guarapari - ES
Há 4 meses não havia uma saída de mergulho para o Victory 8B, um naufrágio artificial preparado para mergulho que foi afundado em julho de 2003, entre as Ilhas Rasa e Escalvada. O Victory é um navio grego que foi apreendido em 1997 no Espírito Santo por problemas com impostos e multas. Um ano e meio depois sua tripulação abandonou o navio, que mais tarde foi confiscado pela Secretaria da Fazenda e doado para o Projeto RAM, Recifes Artificiais Marinhos. Durante 3 anos ele foi preparado para o afundamento, a limpeza, a preparação e o reboque foram feitos em parcerias e convênios desenvolvidos pelos responsáveis pelo projeto, a Secretaria Estadual do Meio Ambiente e a Fundação Cleanup Day.
Lagosta na Ilha Escalvada, em Guarapari - ES
Por ser um naufrágio artificial, inicialmente o navio encontrava-se em posição de navegação, assentado a 36 metros, porém diversas ressacas mudaram a sua configuração, inclusive a mais recente delas há 2 meses, que retorceu a popa tombando a embarcação que está inclinada em torno de 45° em relação ao fundo. O naufrágio é sempre um mergulho interessante, independente da visibilidade que encontramos, pois além de um recife artificial, abrigando diversas espécies de corais, esponjas, peixes, moluscos, etc, o navio nos conta uma história, como esta que eu acabei de descrever a vocês.
Usando a lanterna no mergulho no naufrágio Victory 8B, em Guarapari - ES
Um naufrágio é quase como um “organismo vivo”, pois ele está sempre se modificando, sendo alterado com o tempo, as marés e as ressacas. Como os nossos companheiros de mergulho hoje nos disseram, o Victory hoje é um novo naufrágio. Todos eles já estavam acostumados a mergulhar aqui, conheciam-no como a palma da mão seus compartimentos e suas linhas, agora terão que redescobri-lo. Fascinante!
Tripulantes e mergulhadores do barco da Acquasub, em Guarapari - ES
As condições deste nosso mergulho foram das mais adversas possíveis, mar batido, que complicou a navegação, muita correnteza, que nos cansou mais durante o mergulho, água muito fria, girando entre 18° e 20° e a visibilidade em torno de 5 metros. Tudo isso faz o mergulho mais estressante, mas também mais emocionante.
Nosso barco de mergulho em Guarapari - ES
O nosso segundo mergulho foi na Escalvada, uma lage de pedra mais abrigada da corrente. A visibilidade melhorou um pouco, em torno de 8m e a temperatura da água se manteve a mesma. Fomos a 17m de profundidade e vimos lagostas, peixes trombetas, peixe morcego, cofres, anêmonas, etc.
Peixe Frade na Ilha Escalvada em Guarapari - ES
Se com o tempo assim a diversidade de peixes já foi absurda, imaginem quando conseguirmos realmente enxergá-los! Rsrsrs! Valeu à pena, ficou para mim a vontade de retornar à Guarapari no verão para conhecer as maravilhas submarinas da região.
Relaxando depois do mergulho no Victory 8B, em Guarapari - ES
Ruínas de antiga igreja no Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país
Dia de explorar o centro histórico da Cidade do Panamá, a cidade colonial construída pelos espanhóis três anos após a destruição total da primeira vila fundada pelos espanhóis em 1519. O primeiro vilarejo, conhecido hoje como Panamá Viejo, foi destruído pelo pirata Sir Henry Morgan em 1671. A visita às suas ruínas ficou no nosso roteiro para a volta.
Catedral no Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país
Casco Viejo, um dia um bairro esquecido pela população e pelo governo, começou a ser revitalizado quando notaram o seu potencial turístico. Também conhecida como San Felipe ou Casco Antiguo possui diversos hostals e restaurantes para diferentes gostos e bolsos.
Roupas dependuradas nas sacadas para secar, cena típica do Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país
Encontramos nossos amigos Ben, Alex, Andy, Marc e Johan no Luna´s Castle, hostal mais famoso dentre os mochileiros e almoçamos no famoso Café Coca Cola. Comida típica panamenha, belos pratos de arroz, feijão, batata frita e a carne da sua preferência por menos de 5 dólares. Agora sim, nossa despedida dos amigos aussies, já que eles seguem viagem para a praia de Santa Catalina.
Com o Johan, Marc, Alex, Andy e Ben (os companheiros de veleiro) no Casco Viejo da Cidade do Panamá
Andy seguiu conosco no tour pelo Casco Viejo, Plaza de La Independencia, Iglesia San José e San Francisco. Feriado da Independência do Panamá, quase todo o comercio estava fechado e as ruas estavam tranquilas para uma caminhada despretensiosa.
Com o alemão Andy em frente à catedral do Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país
A Plaza de Francia possui uma linda vista para a baía e o skyline da moderna área do El Cangrejo , o centro financeiro e comercial, desenhado por modernos edifícios na parte moderna da metrópole. Turistas, hippies e kunas interagiam na venda de artesanatos, enquanto um cantante panamenho animava a tarde no Paseo Las Bovedas.
O centro financeiro visto do Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país
Artesanato Kuna vendido no Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país
O passeio terminou com uma chuva refrescante e uma breve despedida do Andreas, que termina sua volta ao mundo passando o réveillon em Nova Iorque!
Pose para fotos no Casco Viejo da Cidade do Panamá, capital do país
- Táxi! Vamos para Marina La Playita!
Meio de transporte comum em Camaguey, em Cuba
Não somos e não temos a intenção de ser um guia de turismo, mas algumas dicas podem ser valiosas para organizar e agilizar a sua viagem para Cuba.
CÂMBIO
O sistema econômico é um tanto quanto esquisito. Hoje o país possui duas moedas, a Moneda Nacional (25 pesos = 1 CUC) e os CUCs ou Pesos Convertibles (CUC$ 1,00 = US$ 1,10 ). Notaram que um dólar vale 10% menos que um CUC? Sim, existe uma taxa sobre a moeda americana. A dica é viajar para Cuba com euros que não são taxados e valem 1 Euro = 1,26 CUCs (cambio variável).
HOSPEDAGEM EM CASAS DE FAMILIA
Dentro do sistema socialista e comunista uma das formas que os cubanos têm de fazer dinheiro é recebendo turistas em suas casas. Existem as casas legais, licenciadas pelo governo e é claro, também existem as ilegais. A diferença de custo deve ser de uns 10 CUCs e sem dúvida é o conforto e a qualidade. A casa mais famosa de Havana é a Casa de Ana e Pepe, estão super bem indicados no Trip Advisor e sempre lotados, por isso Pepe trabalha também como agente de turismo, agenciando as casas em Havana e outras cidades e é claro, cobrando uma comissão deles por isso. A comissão é em torno de 5 CUCs, então se você agendar direto o valor deve ser um pouco mais barato do que o citado. Segue abaixo a lista das casas onde ficamos hospedados em cada uma das cidades.
Reencontro com a Dona Margarita em Havana, em Cuba
La Havana – Casa de Dona Margarita
Endereço: Calle 21, 1252. Entre Calles 20 e 22. Bairro El Vedado.
Tel.: (537) 8302601
Preço: CUC $ 30,00 + 6 CUCs de café da manhã.
Cienfuegos – Casa de Omar e Ileana
Endereço: Avenida 52, 4309. Entre calles 43 e 45.
Tel.: 0 4355.0408
Preço: CUC $ 25,00 + 5 CUCs de café da manhã.
Trinidad – Casa de Humberto e Magalys
Endereço: Alameda Jesus Menéndez, 15. Entre Calles Lino Pérés e Camilo Cienfuegos.
Tel.: 0 4199.3192
Preço: CUC $ 25,00 + 5 CUCs de café da manhã.
Camagüey – Casa de Mirian Guerra de La Cruz
Endereço: Calle Joaquin de Agüero, 525. Entre 25 de Julio e Perucho Figueredo. Reparto Vigía.
Tel.: 0 3228.2120/ 0 5270.3252
Preço: CUC $ 20,00 + 5 CUCs de café da manhã.
Santiago de Cuba – Casa de Georgina Martinez
Calle Pérez Carbó, 1570. Entre Aguilera e Lico Bergue.
Tel.: 0 2262.5354
Preço: CUC $ 25,00 + 5 CUCs de café da manhã.
ALUGUEL DE CARRO
Com o nosso carro em Playa Ancón, em Trinidad - Cuba (foto de Laura Schunemann)
Nosso amigo e companheiro de viagem fez uma pesquisa e negociações com as empresas de locação de carro e a que ficou mais em conta foi a Cubacar, embora comparada com outros lugares ainda seja muito caro. Pagamos 75 dólares/dia + 15 dólares de seguro diário + 3 dólares por dia para adicionar um segundo condutor e 100 dólares de taxa de retorno, pois entregaremos o carro em Santiago e não em Havana. Viabilizou porque estamos em 4 pessoas, senão viajar de ônibus seria a melhor opção. Outra companhia que pode ser pesquisada é a Rex. Vale a pena reservar com antecedência, os carros estavam completamente esgotados em Havana, para locação para os próximos três dias para irmos à Viñales. Acabamos encontrando um carro médio (econômico estava esgotado) na Cubacar em frente ao Terminal da Via Azul do El Vedado.
LINHAS AÉREAS
O incrível mar na costa sul de Cuba, voando para Havana
As companhias aéreas de Cuba oferecem poucos horários de vôo, então é obrigatória a compra das passagens com antecedência, mesmo que você tenha tempo para a sua viagem. É comum os vôos mais requisitados ficarem lotados, sem possibilidade de compra com mais de um mês de antecedência. As companhias disponíveis são a Cubana de Aviación, Aero Caribbean e a jovem Aerogaviota.
Check in – vôos nacionais duas horas antes do horário do vôo e três horas em vôos internacionais. Chegar com antecedência para o check in é obrigatório. A oferta de horários e aeronaves é baixa, portanto as companhias aéreas fecham o check in dos passageiros e abrem a lista de espera uma hora antes, para dar tempo dos passageiros chegarem ao aeroporto e embarcarem.
ÔNIBUS
Parada na rodoviária de Santa Clara, em Cuba
São duas principais companhias de ônibus em Cuba, a Via Azul e a Astro. A Via Azul é mais confortável e mais cara do que a Astro, que é o transporte mais acessível, mas ainda assim a Via Azul é bastante utilizada pelos cubanos. Algumas agências de turismo conseguem organizar transfers com a Transtur, empresa voltada apenas para turistas, que trabalha mais com grupos e fretes. A Transtur costuma ser mais rápida, sem muitas paradas, mas tem menos opções de horários. No site da Via Azul podem ser feitas reservas online, melhor opção que comprar em agências de viagem, que muitas vezes não repassam a reserva à central, como aconteceu conosco. Em qualquer uma delas a dica é levar água, algum biscoito e deixar os casacos de frio à mão, pois o ar condicionado é congelante!
Horários: achei uma página bem simples, mas que tem várias informações sobre transporte em Cuba. Sua última atualização foi em Julho de 2011, mas já ajuda a dar uma boa noção de horários de passagens e tem alguns telefones úteis.
TRANSPORTE ROOTS
Esperando o trem passar, na viagem entre Trinidad e Camaguey, em Cuba
Se o seu negócio é preço baixo e você não se importa de passar um dia ou quem sabe até três em transito, existem as opções de trem e caminhão. Além de mega lotado, o trem é antigo e por isso um percurso de 15 horas às vezes pode levar três dias, pois a locomotiva quebra e pára para reparos no caminho. Detalhe, não tem nem um vagão restaurante ou ambulantes ao redor do trem para vender uma cervejinha.
Transporte por caminhão, o mais popular em Cuba (estrada entre Pinar del Rio e Havana)
O caminhão é a opção mais roots, é como a maioria dos cubanos viajam, alguns com banco outros só na caçambona mesmo. Conhecemos dois brazucas que fizeram em três dias de Havana para Santiago em caminhão e carona. Eles gastaram apenas 5 CUCs, mas confessaram que foi um perrengue e a volta seria de ônibus.
Área de passageiros e usuários, no porto flutuante de Manaus - AM
Dia de embarcar a Fiona no Luis Afonso, barco que irá nos levar de Manaus a Santarém através do maior rio do mundo, o Rio Amazonas. O barco irá partir apenas amanhã, mas combinamos com Zoca, uma das responsáveis pela embarcação, que o carro deveria ser entregue hoje para ser embarcado no Porto Demetrio.
O nosso barco, Luiz Afonso, que nos levará à Santarém (no porto em Manaus - AM)
A entrega foi no Porto Flutuante ao meio-dia, ali o nível do píer não é compatível com o andar onde a Fiona ficará estacionada. Depois ela foi levada até o outro porto próximo para a manobra. De qualquer forma foi bacana irmos até lá, já conhecemos a plataforma de embarque flutuante, agora de outra perspectiva.
Orla do Rio Negro no centro de Manaus - AM
A visão do píer onde fica a praça de alimentação, os prédios antigos e a placa que marca todas as maiores cheias do Rio Negro. Os níveis mais altos foram marcados nos anos de 1953, 1976 e depois no ano de 2009.
A placa com dados anuais da cheia máxima do Rio Negro durante o último século em Manaus - AM. A cheia máxima foi em 2009!
Nossa convivência com este carro é tanta que nós já sabemos o que ela pensa e como ela se sente. Com certeza estava pensado, “Ihhh, porto de novo? Vocês terão coragem de me abandonar mais uma vez?”. Mal sabe ela que amanhã iremos encontrá-la e que desta vez viajaremos juntos de barco, até Santarém!
Fiona aguardando para ser embarcada, no porto de Manaus - AM
Maravilhoso pôr-do-sol nos alagados entre Roraima e Amazonas
Rota BR-174 de BoaVista à Manaus - esta estrada é longa e cheia de histórias. São mais de 600km entre as cidades de Boa Vista à Manaus, passando pela Reserva Indígena Waimiri Atroari e a cidade de Presidente Figueiredo, até chegar ao Amazonas. Confira um pouco desta história!
Magnífica vista da Badwater Basin, ponto mais baixo do continente, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
O dia amanheceu após a longa e desconfortável noite em que dormimos na Fiona. Não quero ser injusta, a Fiona é super confortável, podemos passar horas dirigindo sem problema algum, mas dormir em uma cama é outra coisa! O sol estava nascendo sobre as dunas vizinhas, os trailers começando a ganhar vida. Famílias, cachorros, crianças e vovôs preparando seus cafés da manhã e se preparando para mais um grande dia.
A caminho do Mosaic Canyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Uma passada rápida na Stove Pipe Wells General Store e já tínhamos nosso café da manhã em mãos para comermos a caminho do Mosaic Canyon. Apenas um dos vários cânions formados nos arredores do Death Valley, suas formações rochosas são belíssimas, a parte inicial em mármore branco e amarelado, formando um mosaico de cores deslumbrante.
Mosaic Cannyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Começamos a caminhar pensando que seria algo rápido, mas o cenário foi nos hipnotizando e nós continuamos, alongando as pernas, o corpo e a mente naquela paisagem sensacional. Caminhamos em torno de uma hora pelo leito do rio, agora seco, até o final da trilha que dá em um paredão, antiga cachoeira.
Escalando uma parede no Mosaic Canyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Ficamos imaginando a quanto tempo a água não passa por ali, serão meses, anos, décadas? Fato é que em um dos desertos mais secos do mundo, um dia a água esculpiu toda essa maravilha por onde estamos andando hoje.
Fim do caminho no Mosaic Canyon, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Após despertar nessa longa caminhada, tomamos rumo para as Mesquite Dunes e colocamos o pé na trilha mais uma vez. Objetivo, chegar à duna mais alta! Não fomos só nós que pensamos nisso, aos poucos os turistas que estão espalhados pela imensidão de areia começa a afunilar e adotar a mesma rota rumo ao cume da duna.
Mesquite Dunes vistas de longe no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Uma camelada e tanto no deserto dos sonhos, clima fresco, vista linda, um paredão de areia imenso e convidativo para aquela corrida, com passos de gigante, como um astronauta na lua!
Crianças se divertem em duna nas Mesquite Dunes, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Fizemos um pit stop no Furnace Creek Visitor Center, super estrutura bem organizada, uma loja cheia de livros interessantes, camisetas, bonés e badulaques, essas coisas que os turistas geralmente adoram. Nós não, então ficamos com o filme sobre o parque, com duração de uns 20 minutos conta a história do parque e tem imagens aéreas fantásticas do Death Valley, vale a pena!
Turistas caminham nas Mesquite Dunes, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Próxima parada: Badwater Basin. O ponto mais baixo do continente americano é um salar a 83m abaixo do nível do mar. É um lago super raso, que no período de chuvas recebe os sais minerais das montanhas nos seus arredores, que se acumulam formando cristais de sais de diversos formatos.
Muito sal na Badwater Basin, a - 86 m de altitude, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Muito doido imaginar que estamos 83m abaixo no nível do mar, no meio de um deserto e sobre um lago salgado seco. Estamos abaixo do nível da Corveta de Noronha, um dos lugares mais profundos que já mergulhamos! Animal!
Badwater Basin, a - 86 m de altitude, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
No retorno pela mesma estrada fizemos algumas paradas estratégicas, como na Natural Bridge, uma ponte de pedra lindíssima de onde temos uma vista maravilhosa da Badwater Basin e da imensidão que é o Death Valley.
A "Natural Bridge", ou Ponte Natural, no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Seguimos para uma estrada cênica batizada de Artists Palette, não é a toa, as montanhas formadas por diferentes minerais dá as mais diversas cores para a paisagem. Vermelho, terracota, laranja, rosa, amarelo, bege, verde claro, verde escuro e todos os meios tons que você imaginar! Alguns mirantes no caminho dão as melhores vistas e paradas para foto.
Muitas cores na "Paleta dos Artistas", no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
Retornamos ao Furnace Creek, agora para a pequena vila formada ao redor do resort, um oásis no meio do deserto. Eles possuem uma general store onde se encontra de tudo, além de 3 restaurantes, um bar, mini-golfe, piscina aquecida, canchas de tênis, etc. Nós compramos os passes para banho e piscina e aproveitamos as águas quentinhas para ver o nascer da lua cheia no meio do vale da morte. Após uma pizza e um bom papo com um professor de matemática no bar fomos ao camping, lotado. Acabamos tendo que ir para o camping de RV´s e Trailers, onde o Rodrigo decidiu dormir na Fiona e eu não sosseguei enquanto não montei a barraca, mesmo que capenga, para poder dormir na horizontal. Noite clara e iluminada no Death Valley, boa noite.
O sol se põe no Death Valley National Park, na Califórnia - EUA
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