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Blog da Ana - 1000 dias

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No Topo da Costa Rica

Costa Rica, Chirripó

Magnífico nascer-do-sol visto dos 3.820 metros do pico Chirripó, ponto mais alto da Costa Rica

Magnífico nascer-do-sol visto dos 3.820 metros do pico Chirripó, ponto mais alto da Costa Rica


2h30 da manhã, acordamos sem despertador, uma programação britânica do relógio biológico. Nos preparamos, comemos um sanduíche e colocamos o pé na trilha. Eram 3h15 quando começamos a caminhada. Estava com um bom ritmo, sem nenhum cansaço. Realmente eu sou uma pessoa mais noturna, basta o sol baixar que eu acordo! Todas as caminhadas que começamos na madrugada, eu fico super disposta!

Observando o mar de nuvens logo após o nascer-do-sol no cume do Chirripó, na Costa Rica

Observando o mar de nuvens logo após o nascer-do-sol no cume do Chirripó, na Costa Rica


O céu estava lindo, uma noite estrelada maravilhosa! A lua já havia se posto e menos de meia hora depois a minha lanterna ficou sem bateria. Isso porque as minhas baterias reservas eu dei para o Rodrigo, que não tinha bateria alguma. Bem, seguimos com apenas uma lanterna, com um ritmo um pouco mais lento. Em apenas um trecho foi difícil encontrarmos a trilha, uma grande laje de pedra sem sinalização, que no escuro nos fez perder uns 5 minutos para encontrar o caminho.

Amanhecer visto do alto do Chirripó, na Costa Rica

Amanhecer visto do alto do Chirripó, na Costa Rica


Havia luzes a frente e atrás de nós, teríamos companhia no cume. A última parte da subida é um pouco mais íngreme, com degraus de pedra facilmente vencidos. O sol já começava a iluminar, mas ainda estava abaixo da espessa camada de nuvens que cobria a linha do horizonte.

Magnífico nascer-do-sol visto dos 3.820 metros do pico Chirripó, ponto mais alto da Costa Rica

Magnífico nascer-do-sol visto dos 3.820 metros do pico Chirripó, ponto mais alto da Costa Rica


5h15, chegamos ao topo do Cerro Chirripó, montanha mais alta da Costa Rica. De lá dizem ser possível avistar os Oceanos Pacífico e Atlântico, deve ser uma vista espetacular! Infelizmente não tivemos esta sorte, mas ver o sol nascer naquele imenso mar de nuvens não tem preço! Lá em cima outras 12 pessoas compartilharam o mesmo momento mágico, aproveitando cada segundo para registrar. Socializamos com costa-riquenhos, canadenses e americanos, em francês, espanhol, inglês e até português! Isso é que é um amanhecer cultural!

Junto com os outros madrugadores no cume do Chirripó, na Costa Rica

Junto com os outros madrugadores no cume do Chirripó, na Costa Rica


Ficamos ali até ter luz suficiente para as melhores fotos, depois de quase ter os dedos, o nariz e os pés congelados. Retornamos um pouco mais lentos, aproveitando a luz do dia para conhecer o caminho que fizemos durante a noite.

Riacho parcialmente congelado na parte alta do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

Riacho parcialmente congelado na parte alta do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


Lindas paisagens dos campos de altitude, lagoas e rios congelados e a grata imagem de um chafariz artificial no capinzal formando uma paisagem branca, esculturas naturais super hermosas!

Capim congelado na parte alta do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

Capim congelado na parte alta do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


Daqui, agora já conhecemos o caminho. Dizem que para baixo todo santo ajuda. Se é verdade, o meu santo estava de folga hoje. Descemos bem do cerro ao albergue, até uma pequena corridinha dei depois das despedidas aos amigos ingleses e austríacos que encontramos a caminho do pico. Fato foi que eu já não podia com a dor dos meus joelhos e unhas quando chegamos ao km 7.

Macacos nos observam do alto das árvores no trekking no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

Macacos nos observam do alto das árvores no trekking no Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


À frente o plano do Llano Bonito e algumas subidinhas até o km 4 me deram um fôlego. Daí em diante foi que o negócio complicou... Até as bolhas e unhas roxas do pé não pareciam doer tanto perto da dor que eu tive no meu joelho. Eu tenho um problema congênito sem muita solução, condromalácia patelar. Uma ponta óssea que maceta constantemente a cartilagem da patela e aos poucos está destruindo o meu joelho. Até onde consegui averiguar não há cirurgia que resolva... Então sempre me mantenho alongada, tenho que fazer fortalecimento muscular (abandonado nos últimos 30 dias) e usar tensores para ajudar a diminuir a carga sobre a articulação. Levei quase 1h30 para fazer os últimos 3 quilômetros... Gemendo de dor... Cuidando para não escorregar, pois era a parte mais enlameada da trilha. Eu estava usando um bastão peregrino que me ajudou bastante no apoio, mas não tirava a dor, que foi, sem dúvida alguma, a pior que já senti nos meus joelhos em toda a vida.

O 'Páramo', parte alta do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica

O "Páramo", parte alta do Parque Nacional de Chirripó, na Costa Rica


O Ro não tinha o que fazer para ajudar, a não ser ter paciência e depois, correr 2km até a nossa pousada para buscar a Fiona, enquanto eu o esperava na saída da trilha. Nem preciso dizer que o meu humor e a minha moral estavam no chão. Me sinto uma velha coroca, uma situação como esta me faz repensar e coloca medos absurdos. Afinal, se já estou assim com 30 anos, imagina quando tiver 60!?! Enfim... passado o perrengue o humor se recupera rapidinho, comemos algo e fomos direto para a pousada. Hoje sim, as 7h30 da noite eu já estava na cama, dormindo o sonho dos justos, com o dever cumprido.

No cume do Chirripó, a 3.820 metros, ponto mais alto da Costa Rica

No cume do Chirripó, a 3.820 metros, ponto mais alto da Costa Rica

Costa Rica, Chirripó, Montanha, Parque Nacional Chirripó, San Gerardo de Rivas, Trekking

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Não acredite nos “garotos do tempo”

Brasil, São Paulo, Juréia

Estávamos com tudo programado, final de semana em Santos. Sábado mergulho na Laje já com encontro marcado com as raias mantas. Domingo íamos conhecer algumas praias alternativas no Guarujá e subiríamos segunda-feira cedo para São Paulo. Perfeito! Tudo combinado com o Rafa e a Laura que viriam de SP nos encontrar para o mergulho. Previsão do tempo: Sol entre nuvens, 18 a 23°C.

Pit-stop em Praia Grande - SP

Pit-stop em Praia Grande - SP


Já estávamos ouvindo ali pela Juréia que a previsão do tempo era ruim e que o mar ia virar, mas não era o que estávamos vendo ali na prática. A tarde veio a notícia, todas as operadoras de mergulho de Santos cancelaram as saídas para a Laje devido à confirmação de um ciclone que estava chegando do sul. Vocês já perceberam que estes “garotos do tempo” NUNCA acertam? Eu fico danada da vida quando isso acontece! Acordamos hoje cedo e estava um dia lindo! O mar ainda mais tranqüilo que ontem. Perguntei ao pessoal local se o ciclone poderia estar passando só “lá fora” no oceano, e eles me disseram que certamente não, pois assim o mar estaria virado também aqui na costa. Bem... Indignados já não tínhamos o que fazer a não ser adaptar o roteiro e anteciparmos a ida a São Paulo.

Visão de Praia Grande, no litoral sul de São Paulo

Visão de Praia Grande, no litoral sul de São Paulo


Subimos pelo litoral, passando ao lado de cada balneário e praia do litoral sul. No caminho resolvemos conhecer a Praia Grande, paramos para tomar um refresco sem esperar muito desta praia, mas fomos positivamente surpreendidos! A orla de Praia Grande é uma graça, super organizada, vários quiosques bonitinhos e um calçadão com pista de Cooper e bicicleta digno das praias do Rio de Janeiro. A praia é a cara das praias do Paraná, um areião só. E adivinhem? SOL!
Chegando em SP ficamos hospedados no apartamento da família no Jardim Paulista e podemos até brincar de casinha. Colocamos as roupas para lavar, fomos ao supermercado comprar itens para o café da manhã, nos atualizamos lendo o jornal e as revistas semanais. A noite marcamos uma balada com o Rafa e a Laura, já que o mergulho falhou. Vamos ao Casa 92, bar-balada que acabou de abrir no Largo das Batatas em Pinheiros. A noite promete!

Pontes da rodovia dos Imigrantes, que liga a capital ao litoral

Pontes da rodovia dos Imigrantes, que liga a capital ao litoral


Ah! Aqui em SP 25°C, sol sem nuvens. Previsão para o final de semana ensolarado e temperatura girando entre 19 e 25°C.

Brasil, São Paulo, Juréia, Praia Grande

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Bravíssimo!!!

Brasil, Amazonas, Manaus

Parte interna do Teatro Amazonas, antes do início da ópera, em Manaus - AM

Parte interna do Teatro Amazonas, antes do início da ópera, em Manaus - AM


Ano de 1794, a Revolução Francesa está no seu ápice de violência e intolerância religiosa. Os padres e freiras são forçados a abandonar suas pregações e seus hábitos sob a pena de ir para a guilhotina, pela acusação de traidores do novo estado que se instaura. Na cidade de Compiègne, 16 freiras Carmelitas são guilhotinadas, dentre as mais de 30 mil pessoas que morreram durante o Grande Terror. Uma das freiras teria escapado e escrito o relato da violência.

A ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM

A ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM


O Diálogo das Carmelitas, conta a história deste convento, uma história real sob o ponto de vista de uma personagem fictícia, Force de La Blanche. Uma jovem burguesa que vive amedrontada e decide viver em reclusão. O convento, porém não seria um lugar de fuga, mas sim onde deveria enfrentar seus piores medos e ter coragem para defender e proteger a ordem carmelita. Após a morte da madre superiora, profundamente doente e em grande agonia, entra em cena o conflito da revolução. As freiras são obrigadas a abandonar seus votos, porém preferem fazer o voto de martírio e entregar-se à morte ao invés de abandonar a ordem.

A ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM

A ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM


Escrita com base na peça de mesmo nome por George Bernanos em 1947, a ópera de Francis Poulenc ocorre em 3 atos. No primeiro ato o conflito de Blanche, sua decisão de entrar na ordem carmelita e a morte da madre superiora. No segundo ato o irmão de Blanche vem querer salvá-la do convento, porém ela se recusa a sair. Logo depois o capelão avisa às freiras que fora proibido de pregar e que logo virão atrás delas. A polícia anuncia a nova lei e ordena que abandonem seus hábitos. No terceiro e último ato as freiras fazem o voto de martírio na ausência da madre superiora e sob influência da Madre Maria, a mesma que depois acaba escapando e se torna a relatora desta tragédia. Blanche que havia fugido, torna-se serviçal dos ex-empregados de seu pai. Reencontra suas irmãs no momento da execução e une-se a elas na cena final.

A ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM

A ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM


A ópera possui duração de quase 3 horas, porém sua intensidade e sutileza não nos deixa cansar nem um minuto. A atuação das sopranos Ruth Staerke, como Madre Superiora, Gabriella Pace, como Irmã Constance e da mezzo-soprano Denise de Freitas, como Madre Maria para mim, foram as mais impressionantes! A força e a naturalidade que transparecem em suas vozes e em suas personagens foram excepcionais! Bravo!!! Os coros das carmelitas, cantando em francês a prece “Ave Maria” foi outro ponto alto, de arrepiar qualquer ateu presente na platéia. Bravo!!!

Final da ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM

Final da ópera Diálogo das Carmelitas, em Manaus - AM


Não posso ser injusta e não reconhecer também o trabalho de todo o elenco e da Filarmônica do Amazonas, igualmente maravilhosos. O cenário com toques modernos, traços simples e exatos e a iluminação que ajudou a dar um toque dramático às cenas. Por fim, um grande bravo a uma das principais atrações da noite, o próprio Teatro Amazonas: BRAVÍSSIMO!

Parte interna do Teatro Amazonas, antes do início da ópera, em Manaus - AM

Parte interna do Teatro Amazonas, antes do início da ópera, em Manaus - AM


Entrada da ópera, no Teatro Amazonas, em Manaus - AM

Entrada da ópera, no Teatro Amazonas, em Manaus - AM

Brasil, Amazonas, Manaus, Diálogo das Carmelitas, FAO, Festival Amazonas de Ópera, Francis Poulenc, Teatro Amazonas

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Caracol e ATM Cave

Belize, Caracol, San Ignacio-BEL

Contemplando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Contemplando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


San Ignácio é um dos destinos turísticos mais populares de Belize, logo depois das praias de águas azuis de areias branquinhas de Ambergris e San Pedro. Um roteiro pelo país não estará completo se não incluir explorações pelas matas, cavernas e rios de Cayo, tudo isso com uma boa dose da Cultura Maya!

Detalhe de esculturas em alto relevo nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Detalhe de esculturas em alto relevo nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


O estado de Cayo é a casa da maior Cidade Maya de Belize, a impressionante e imponente Caracol. San Ignacio é a melhor base para explorações desta e de outras ruínas menores nas vizinhanças como Cahal Pech e Xunantunich, além de cavernas e rios que foram frequentados pelos povos mais antigos que aqui viviam.

A mata densa que cerca as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

A mata densa que cerca as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Nossas explorações nesta região começaram pelo Blue Hole National Park, uma piscina de águas azuis que dá acesso a um pequeno sistema de caverna. Quando vimos o nome “Blue Hole”, e sabendo do seu famoso homônimo belizenho, achamos que seria algo mais impressionante, mas é uma boa parada para refrescar.

Mergulhando no pequeno cenote Blue Hole, ao sul de Belmopan, capital de Belize

Mergulhando no pequeno cenote Blue Hole, ao sul de Belmopan, capital de Belize


O parque também possui uma rede de trilhas pela floresta tropical com cavernas e mirantes que dão uma boa visão do interior de Belize.

A boca da caverna St Herman's Cave, ao sul de Belmopan, capital de Belize

A boca da caverna St Herman's Cave, ao sul de Belmopan, capital de Belize


Subindo em mirante no alto de uma colina no parque do Blue Hole, ao sul de Belmopan, capital de Belize

Subindo em mirante no alto de uma colina no parque do Blue Hole, ao sul de Belmopan, capital de Belize


Ele está localizado na Hummingbird Highway que conecta o sul à capital Belmopan, que passamos rapidamente de carro no caminho para San Ignacio. Belmopan, uma das menores capitais do mundo, foi construída em 1970 para sediar a capital do país após a destruição de Belize City e vários arquivos públicos pelos ventos de 300km/h do furacão Hattie.

Caracol


As majestosas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

As majestosas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Uma das principais cidades do Período Clássico Maya possui vestígios arqueológicos que datam até 1200 a.C. Sua fundação porém se deu no ano de 331 d.C, com influências Teotihuacanas, do México Central. Durante muito tempo a cidade era tida como um centro de menor importância no mundo maya, até a descoberta de sua relação com as mais poderosas Calakmul e Tikal.

As ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

As ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Foi no ano de 556 d.C que Tikal declarou guerra à Caracol e a derrotou. 6 anos mais tarde o Senhor das Águas de Caracol foi em busca de vingança e derrotou Tikal em uma guerra que foi responsável pelo período de declínio da poderosa cidade maya. Durante este período de quase 120 anos Tikal passou por uma diminuição populacional e teve um grande hiato na construção de novos monumentos.

Visitando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Visitando as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


A pirâmide principal de Caracol conhecida como Caana é grandiosa! No topo dela se encontram os aposentos da família real e dos sacerdotes mayas, diferentemente de outros sítios onde as pirâmides eram usadas apenas para motivos cerimoniais. A cidade é uma das maiores em extensão, com aproximadamente 200km2. São em torno de 267 estruturas por quilômetro quadrado e entre elas 25 estelas, 28 altares, 250 enterros e 200 caches.

Detalhe das intrincadas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Detalhe das intrincadas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Um dos muitos altares nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um dos muitos altares nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Como o sítio é mais retirado ele é também um dos menos visitados em Belize, o que faz a experiência ainda melhor. Entre árvores e pirâmides de pedras encontramos um campo de futebol da pequena vila montada dentro do sitio arqueológico. Uma grande árvore no A Group Plaza estava repleta de ninhos de um curioso pássaro, o montezuma oropendula, que para cantar quase dá uma cambalhota com seus pés presos ao galho! Seus ninhos têm mais de um metro de comprimento pendurados na árvore.

Ninhos de montezuma, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Ninhos de montezuma, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


No alto da árvore, um pássaro montezuma, com sua característica cauda amarela, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

No alto da árvore, um pássaro montezuma, com sua característica cauda amarela, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Enquanto observávamos os montezumas começamos a escutar os gritos dos bugios gritadores (howler monkeys). Seguimos seus gritos passando por uma alameda de arvores e estelas, e junto a outros turistas sortudos, ficamos observando os macacos por mais de 30 minutos, gritando sem descanso! Demais!

Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Um emocionante encontro com um barulhento bando de macacos bugil gritador, nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Localizada a 40 km de San Ignacio, a viagem para Caracol por si só já é uma aventura! O acesso é por uma estrada que corre paralela a fronteira com a Guatemala e por incidentes que ocorreram no passado com turistas, o governo oferece uma escolta militar de ida as 9h da manhã e no retorno as 14h.

A caminho das ruínas mayas de  Caracol, a famosa placa de lombada em forma de gente! (em Belize, quase na fronteira com a Guatemala)

A caminho das ruínas mayas de Caracol, a famosa placa de lombada em forma de gente! (em Belize, quase na fronteira com a Guatemala)


Escolta militar patrulha as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Escolta militar patrulha as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


A simpática escolta militar nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

A simpática escolta militar nas ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala


Nós fomos no nosso ritmo, encontramos a escolta já nas ruínas e retornamos pouco antes dela sair, sem problema algum. Na volta ainda paramos nos poços do Río On Pool, delicia para relaxar e se refrescar depois do dia de estrada e caminhada.

Delicioso banho de cachoeira em rio no caminho para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala

Delicioso banho de cachoeira em rio no caminho para as ruínas mayas de Caracol, em Belize, quase na fronteira com a Guatemala



ATM Cave


Uma das caveiras de pessoas sacrificadas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Uma das caveiras de pessoas sacrificadas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


A ATM, sigla para Actun Tunichil Muknal, significa a caverna do sepulcro de pedra. A caverna é um lugar sagrado para os mayas, que buscavam no inframundo o auxilio dos seus deuses durante os períodos mais difíceis de secas. Além das belíssimas formações e espeleotemas, encontramos reminiscências destes rituais feitos em honra ao Chaac, deus das águas, incluindo sacrifícios humanos! Um lugar único no mundo maya!

Espeleotemas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Espeleotemas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


A visita dura em torno de 5 horas, pouco mais de 40 minutos de caminhada pela mata, cruzando rios e matas até a entrada da caverna. Entramos nela nadando em um pequeno poço do mesmo rio por onde iremos seguir caverna adentro. Lá, seus labirintos guardam imagens e formas impressionantes! Aos poucos os resquícios arqueológicos começam a aparecer, ferramentas de corte utilizadas para auto-mutilação pelos sacerdotes foram encontradas junto de vasos na sala do maiz. Feitas de obsidiana e jade, uma delas tem a forma de milho e pode ser vista ao longe.

Entrando na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Entrando na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


Quanto mais entramos na caverna, mais complexos vão ficando os cerimoniais, inúmeros potes e jarros de cerâmica que carregavam alimentos, recolhiam a água e eram quebrados para espantar os maus espíritos. O preto da fumaça no teto, tanto dos incensos, quanto das áreas de cozinha indicam que os mayas ficavam ali por dias.

Potes e vasilhas mayas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Potes e vasilhas mayas na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


Nós vimos pelo menos 5 esqueletos no nosso caminho, mas já foram contados 14 pelos arqueólogos. Os mais impressionantes deles são o do bebê de 12 meses e o de sua mãe, que descansa inteirinho em um dos pontos mais distantes da caverna. Com a ajuda do guia entramos na realidade, entendemos o desespero pelo qual passava aquele povo, e como suas técnicas iam evoluindo conforme a seca se prolongava. Assim foi o final de várias das poderosas cidades-estado do Período Clássico, um momento de mudanças profundas para a Civilização Maya.

Esqueleto de mulher sacrificada na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Esqueleto de mulher sacrificada na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


A visita a esta caverna só pode ser feita através de operadoras de ecoturismo que possuem o treinamento e a permissão para entrar na gruta. Entramos em um grupo com uma chinesa e um indiano que vivem nos Estados Unidos e um grupo de amigos belgas, que ao que tudo indica, foram os culpados por atrasar a saída do tour em mais de 2 horas. Nosso guia Francisco foi super atencioso e fez todas as explicações e suspenses dentro da caverna para entrarmos no clima.

Observando antigos potes mayas, no mesmo local onde foram encontrados, na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)

Observando antigos potes mayas, no mesmo local onde foram encontrados, na ATM Cave, na região de San Ignacio, em Belize (foto da internet)


Detalhe: Não é permitido o uso de câmera neste tour, pois alguns outros turistas descuidados acabaram quebrando (com suas câmeras) 2 dos crânios centenários dos pobres coitados que foram sacrificados ali. Ainda assim, são imagens inesquecíveis mesmo para os mais desmemoriados. A ATM Cave é imperdível para os apaixonados pela cultura Maya.

San Ignacio


Meninas se divertem no rio de San Ignacio, em Belize

Meninas se divertem no rio de San Ignacio, em Belize


A cidade de San Ignacio é uma das mais organizadas e orientadas ao turismo no país, mas ainda assim não possui muitos atrativos por si só, sendo somente uma boa base para explorar a região. Apenas andar pelas ruas bagunçadas, fazer um passeio pelo mercado popular no sábado e provar a culinária belizenha no favorito Hannah Restaurant já é suficiente.

Han-nah, nosso restaurante preferido em San Ignacio, em Belize

Han-nah, nosso restaurante preferido em San Ignacio, em Belize


Se você não está no clima de cidade de terceiro mundo como experiência antropológica e social, uma forma de se isolar um pouco da loucura urbana é hospedar-se em um dos vários hotéis e eco-resorts (caros) ou campings (baratos) nos arredores da cidade, às margens do rio.

O belo rio que divide San Ignacio em duas, em Belize

O belo rio que divide San Ignacio em duas, em Belize


Nós ficamos hospedados no centro, já que não queríamos gastar muito e precisávamos de internet. No hotel conhecemos Lili, John e seu pai, viajando de carro desde Washington DC ao Alaska e agora estão cruzando rumo ao Sul e eventualmente chegarão a Patagônia. Ele é fotógrafo, ela professora e participa da viagem nas suas férias e o pai aposentado é uma ótima companhia, bem falante e curioso. Sempre bacana encontrar outros viajantes expedicionários, jantamos juntos uma noite e trocamos muitas historias e experiências.

Mercado de San Ignacio, em Belize

Mercado de San Ignacio, em Belize


Rose Apple, um tipo de maçã aguada no mercado de San Ignacio, em Belize

Rose Apple, um tipo de maçã aguada no mercado de San Ignacio, em Belize


O movimentado mercado de San Ignacio, em Belize

O movimentado mercado de San Ignacio, em Belize


Fechamos aqui na região de Cayo a nossa viagem por Belize, um país muito rico e diverso culturalmente! Tivemos ótimas surpresas e muitos encontros especiais durante as nossas andanças: garifunas, velejadores, expats e locais que fizeram uma nova imagem de Belize em nossas mentes. Quando olharmos o mapa da América Central este cantinho meio britânico, meio caribenho, meio maya e meio garifuna nunca mais será o mesmo!

Entrando novamente na Guatemala, agora vindos de Belize

Entrando novamente na Guatemala, agora vindos de Belize

Belize, Caracol, San Ignacio-BEL, arqueologia, ATM Cave, Caracol, espeleologia, maya

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Bonaire: Tesouro Natural

Bonaire, Rincon

A cor impressionante do mar no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

A cor impressionante do mar no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


Bonaire não é um paraíso apenas para mergulhadores. Aqueles que não mergulham, mas que curtem um clima tranquilo, belezas naturais, mar de águas azuis e cálidas, não irá se arrepender!

A costa entrecortada no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

A costa entrecortada no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


Tiramos um dia para conhecer as belezas naturais que a ilha tem em cima d´água e rumamos o norte da ilha, próximo à cidade de Rincon, onde está localizado o Parque Nacional Washington Slagbaai. Uma antiga fazenda com produção de sal, aloe vera, divi divi, uma árvore nativa e criação de cabras para exportação à Curaçao e Europa. Durante anos e anos a família Herrera trabalhou nesta fazenda, até que seu último dono, apaixonado pela terra onde cresceu e trabalhou a vida toda, decidiu negociá-la com o governo para que se tornasse um parque nacional. Boy Herrera ficou doente e morreu em 1967, em 1969 o parque nacional abria suas portas para o turismo, sendo o primeiro santuário natural das Antilhas Holandesas.

Formação rochosa no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

Formação rochosa no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


O parque possui uma boa infra-estrutura para os padrões da ilha. Os mergulhadores que já pagaram a taxa ambiental devem trazer o seu comprovante de pagamento e documento com foto que são isentos de pagar a entrada. Seu museu tem muitas informações sobre a história da fazenda e da criação do parque, assim como das espécies nativas da ilha. São dezenas de espécies de lagartos coloridos, iguanas e pássaros, sem contar com as espécies domesticadas introduzidas, como a cabra, o burro, etc. A flora é formada principalmente por cactáceos, algumas árvores e plantas rasteiras mais espinhentas, devido ao solo seco e a quantidade de chuva de 532mm anuais.

Lagartos coloridos, muito comuns no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

Lagartos coloridos, muito comuns no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


A única forma de visitar o parque é de carro e existem duas principais rotas para visitação, a trilha curta e a longa. A longa leva em torno de 2 a 3 horas parando para tirar foto nas principais atrações do parque. A rota mais curta leva em torno de uma hora e nem vale muito a pena, pois como é uma rota interna se perde a maioria das atrações.

Observando o mar no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

Observando o mar no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


A primeira parada é na Boka Chikitu, formações coralíneas que hoje fazem parte da costa, formam lindos splashes de água no encontro com as águas mais agitadas do mar de fora. É fácil reconhecer durante este passeio parte da história geológica da ilha, que possui formação vulcânica e afloração de rochas coralíneas até nas partes mais altas. O Seru Grandi é prova disso, um paredão de pedras com cavernas e colorações das diferentes fases geológicas da ilha.

As diferentes camadas nas encostas mostra que o mar já esteve bem mais alto no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

As diferentes camadas nas encostas mostra que o mar já esteve bem mais alto no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


Passamos no farol para uma vista do alto, a vista não era tão aberta e o farol está meio abandonado, mas ali a atração foi a iguana que encontramos no estacionamento. Diferente da maioria de sua espécie, ao invés de fugir ela caminhou em nossa direção, provavelmente procurando por comida. Muito simpática, mas não ganhou nem uma folhinha.

As iguanas também são muito comuns no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

As iguanas também são muito comuns no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


Continuamos o nosso caminho entre cactos e cerros em uma paisagem realmente diferente das que estávamos acostumados em terras, ou águas, caribenhas. Viramos a ponta norte para a costa oeste da ilha, já no mar de dentro. A paisagem muda das bokas com splashes imensos de água, para o mar tranquilo e azul perfeito para mergulho. No parque estão localizados 7 pontos de mergulho, nós infelizmente não tivemos tempo para conhecê-los. Vizinho ao Boka Katuna, um dos pontos está a Saliña Bartol, um lago salgado de águas avermelhadas devido aos crustáceos ricos em beta caroteno que vivem ali. É nestas salinas que podemos encontrar o pássaro símbolo da ilha de Boneiru, os flamingos.

Flamingos se alimentam em lago do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

Flamingos se alimentam em lago do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


Eles são tão graciosos, passam o dia ali, com suas longas patas enfiadas no lodo e cabeças submersas na água, buscando o pobre crustáceo. Ele é o responsável pela coloração das suas penas, assim como a de seus primos que vivem lá na Laguna Colorada nos altiplanos bolivianos. Adorei encontrá-los aqui! Meio maluco imaginar como podem se adaptar a 4 mil m de altitude e -20°C e ter parentes tão próximos vivendo nos 30°C em pleno Caribe!

Flamingos se alimentam em lago do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

Flamingos se alimentam em lago do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


Passamos por uma pequena Praia Wayaká, uma curta faixa de areia em frente aos pontos de mergulho e um dos melhores para snorkell. O pessoal aqui da ilha gosta de vir aqui no final de semana para um piquenique.

Pequena praia no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

Pequena praia no Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


Nosso passeio terminou no restaurante perto da Boka Slaagbai, o único dentro do parque. De um lado, uma lagoa salgada com diversos flamingos, garças e pelicanos. De outro um mar azul turquesa inacreditável!

Paisagem do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire

Paisagem do Parque Nacional Washington-Slagbai, no norte de Bonaire


É, sem dúvida alguma Bonaire tem muito a oferecer para os aventureiros e turistas que preferem terra ao mar.

A bonita costa norte de Bonaire, no Parque Nacional Washington-Slagbai

A bonita costa norte de Bonaire, no Parque Nacional Washington-Slagbai

Bonaire, Rincon, Bicho, flamingos, parque nacional, Washington Slagbaai

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Mount St. Helens

Estados Unidos, Washington State, Saint Helens

Admirando o vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Admirando o vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Dia 17 de Maio de 1980: um dia que ficou marcado na história e na memória de toda uma nação. Estas memórias transcenderam o tempo e fronteiras, pois mesmo quem não era nem nascido na época, sem dúvida reconhecerá algumas das imagens mais famosas de devastação e fúria da natureza.

Floresta de milhares de árvores derrubada pela erupção do vulcão Santa Helena, no estado de Washington, nos EUA

Floresta de milhares de árvores derrubada pela erupção do vulcão Santa Helena, no estado de Washington, nos EUA


Foi neste dia que o vulcão St. Helens entrou em erupção. Depois de quase 3 meses de avisos, tremores de terra, novas ventas sulfurosas e até o “inchaço” de uma das paredes laterais da montanha que crescia mais de 1,5m ao dia!

Spirit Lake e a planície formada pela erupção de 1980 do vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Spirit Lake e a planície formada pela erupção de 1980 do vulcão Santa Helena, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Geólogos e vulcanologistas de todas as partes vieram para a região central do Estado de Washington para estudar o evento, acompanhar cada movimento e entender melhor um dos mais imprevisíveis e explosivos fenômenos naturais. Dave Johnston era um deles, um jovem geólogo de 30 anos PhD em vulcanologia acompanhava de perto todos os acontecimentos. Um dia antes da erupção ele esteve no alto da montanha recolhendo amostras de gases para avaliações químicas, substituiu um de seus alunos que não pôde comparecer no turno e na hora da erupção pôde assistir de camarote um dos maiores eventos vulcânicos ocorridos na América do Norte no último século.

Alpinista assiste, estatelado e incrédulo, a erupção do vulcão Santa Hehena, no estado de Washington, nos EUA

Alpinista assiste, estatelado e incrédulo, a erupção do vulcão Santa Hehena, no estado de Washington, nos EUA


Ele estava no topo de uma montanha, no observatório científico do Coldwater Peak, a 10 quilômetros do vulcão. Provavelmente pensava estar muito seguro àquela distância. Foi apenas quando a explosão começou que, no silêncio abafado da explosão vulcânica, ele pode transmitir sua última mensagem de rádio: “Vancouver, Vancouver, this is it!”. É isso! Ele soube, segundos antes de sua morte que não teria como escapar.

O vulcanologista Dave Johnston na véspera da erupção do Santa Helena, em posto de observação em frente à montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

O vulcanologista Dave Johnston na véspera da erupção do Santa Helena, em posto de observação em frente à montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Estas histórias, dados geográficos e históricos podem ser vistos no Silver Lake Visitor Center (Washington State Parks, próximo Castle Rock na saída 49 da I-5), ou ainda mais detalhados no Johnston Ridge Observatory, fechado durante a semana nessa época do ano.

A nova floresta e as antigas árvores ao redor do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

A nova floresta e as antigas árvores ao redor do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


A história de Johnston foi, para mim, a história mais marcante dessa visita ao Mount St. Helens, mas outras várias aconteceram nos seus arredores. Histórias como a de Gary Rosenquist, fotógrafo amador que estava distante o suficiente para ainda ter tempo de fotografar uma sequencia de 20 imagens de uma montanha de 2.930 m de altura se desmanchando em uma nuvem de vapor, terra e cinzas em sua frente. Este escapou por muito pouco!

As encostas do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

As encostas do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Começamos a nossa visita ao Mount Saint Helens National Volcanic Monument pela estrada onde este sortudo esperava pela chance de fotografar um vulcão em erupção. Aposto que ele não imaginava que realmente conseguiria!

Algumas das fotos tiradas por Gary Rosenquist da erupção do Santa Helena, em 1980 (estado de Washington, oeste dos Estados Unidos)

Algumas das fotos tiradas por Gary Rosenquist da erupção do Santa Helena, em 1980 (estado de Washington, oeste dos Estados Unidos)


A Windy Rigde está localizada a noroeste do vulcão e percorre a sinuosa crista , passando por belíssimos mirantes, vales antes repletos das imensas árvores Douglas Firs, completamente devastados pelo impacto da erupção.

Chegando ao Mt. St. Helens, a estrada cruza as árvores mortas pela erupção de 1980, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Chegando ao Mt. St. Helens, a estrada cruza as árvores mortas pela erupção de 1980, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Dali pudemos ver o Spirit Lake, um antigo recanto paradisíaco para veranistas e amantes da natureza, com o nevado St Helens ao fundo. O lago abrigava um dos mais famosos lodges da região, o Spirit Lake Lodge, construído em 1928 pelo Sr. Truman.

A paisagem idílica do Lake Spirit e vulcão Santa Helena, antes da erupção de 1980, no estado de Washington, nos EUA

A paisagem idílica do Lake Spirit e vulcão Santa Helena, antes da erupção de 1980, no estado de Washington, nos EUA


O hotel, seu teimoso dono, que se recusou a deixar a área e seus 18 gatos foram enterrados na erupção. O lago cristalino de águas geladas, em alguns minutos teve sua água aquecida, recebeu toneladas de cinzas, lama e troncos de madeira.

Spirit Lake, aos pés do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Spirit Lake, aos pés do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


As árvores mortas na erupção de 1980 formam um tapete macabro no Spirit lake, aos pés da montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

As árvores mortas na erupção de 1980 formam um tapete macabro no Spirit lake, aos pés da montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Ele tornou-se pútrido, uma sopa de bactérias e agentes químicos, que aos poucos foram sendo biodigeridos e trouxeram ao lago mais vida que antes da erupção. Plantas, pequenas larvas e até peixes hoje vivem no lago, que depois de 32 anos, está praticamente recuperado. As árvores arrastadas por suas ondas gigantes nas encostas dos seus arredores ainda podem ser vistas, boiando e em decomposição, nas margens do lago. Ciclos naturais que só pudemos conhecer e estudar após um desastre, entendendo que do caos nasce a vida e da destruição, uma nova paisagem renovada e cheia de história.

A floresta de árvores mortas, chegando ao Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

A floresta de árvores mortas, chegando ao Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


As árvores mortas na erupção de 1980 formam um tapete macabro no Spirit lake, aos pés da montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

As árvores mortas na erupção de 1980 formam um tapete macabro no Spirit lake, aos pés da montanha, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Ao final da Windy Ridge esperamos a forte chuva passar para subir as dezenas de degraus ao mirante e ter uma das vistas mais impressionantes da viagem. A cratera do Santa Helena, quase despida de nuvens, um vale e uma imensa planície recém criada há míseros 32 anos, um cenário apenas um ano mais velho do que eu!

Visita ao vulcão Santa Helena, com o Spirit Lake ao fundo, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Visita ao vulcão Santa Helena, com o Spirit Lake ao fundo, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Ao sul, próximo à cidade de Cougar, pudemos visitar ainda a entradas dos túneis de lava, o Lahar Viewpoint e o Lava Canyon. A caminhada de pouco mais de uma hora, embaixo de chuva, pelo Lava Canyon é recompensadora. Paisagens de outro planeta, imensos bouders de lava resfriada, camadas de rocha que contam a recente história vulcânica de toda a região.

Subindo em antiga lava solidificada no Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA

Subindo em antiga lava solidificada no Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA


Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA

Lava Canyon, ao sul do Mt. St. Helens, no estado de Washington, nos EUA


Um cenário de devastação e renovação, de extrema beleza e grandes ensinamentos. O ciclo da vida na terra é muito maior do que nós, humanos, podemos compreender.

O vulcão Santa Helena, antes de sua erupção em Maio de 1980, no estado de Washington, nos EUA

O vulcão Santa Helena, antes de sua erupção em Maio de 1980, no estado de Washington, nos EUA


O vulcão Santa Helena, depois de sua erupção em Maio de 1980, no estado de Washington, nos EUA

O vulcão Santa Helena, depois de sua erupção em Maio de 1980, no estado de Washington, nos EUA


O Mount St Helens diminuiu dos seus 2.930m de altura para 2.538m, e hoje dentro de sua arregaçada cratera, um novo dome continua a crescer. Quando o vulcão voltará a entrar em erupção? Só a mãe natureza, Pacha Mama, Deus ou como quiser chamar, é que talvez saiba responder.

Um momento mágico: a luz do sol penetra a névoa bem encima da floresta de árvores mortas, na região do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos

Um momento mágico: a luz do sol penetra a névoa bem encima da floresta de árvores mortas, na região do Mt. St. Helens, no estado de Washington, oeste dos Estados Unidos


Se interessou por esta história? Leia ela aqui, um relato histórico cheio de emoção e detalhes para você entender como tudo isso aconteceu.

Estados Unidos, Washington State, Saint Helens, Cougar, parque nacional, Road Trip, vulcão

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Rumo a Barbados!

Barbados, Dover, Estados Unidos, New York, Nova Iorque

Muito stress na praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe

Muito stress na praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe


Vida de viajante tem dessas, virar noite em trem, metro, air train e aeroporto, ficar quase 48 horas acordados entre New Jersey, dando uma passadinha em Nova Iorque, tomar um chá de aeroporto no JFK para finalmente chegar ao nosso destino.

Madrugada na estação de trem de Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos

Madrugada na estação de trem de Princeton Junction, em New Jersey, nos Estados Unidos


Viajante roots que não quer gastar, é claro! Poderíamos ter escolhido um voo em um horário mais fácil ou um hotel perto do aeroporto, ou ainda ter pego um táxi por 200 dólares e não ter passado por aventuras e experiências como: esperar o trem da meia-noite em Princeton Junction; ver o fim de festa de um domingo de madrugada na Penn Station em Nova Iorque e quando saímos da estação, dar de cara com o Madison Square Garden! As ruas da capital do mundo estavam sujas como nunca, movimentadas e iluminadas como sempre, enquanto os bares da 33 St. entre a 6ª e a 7ª Avenida ainda recebiam solitários no fim de expediente, bêbados e mochileiros rumo a Barbados.

Lado de fora da Penn Station, em frente ao Madison Square Garden em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Lado de fora da Penn Station, em frente ao Madison Square Garden em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Caminhando de madrugada, mochila nas costas, em Nova Iorque, nos Estados Unidos

Caminhando de madrugada, mochila nas costas, em Nova Iorque, nos Estados Unidos


Chegamos a Barbados, a mais inglesa e mais oriental das ilhas caribenhas! O seu isolamento geográfico fez com que continuasse sobre influência britânica por mais tempo, sem espanhóis, franceses e portugueses para incomodar. Os bajans (barbadians) mais famosos são jogadores de cricket, o esporte nacional, ao lado de polo, corrida de cavalos e eventualmente o futebol.

Chegando à Barbados, no Caribe

Chegando à Barbados, no Caribe


A ilha foi visitada por espanhóis e portugueses nos idos de 1500, estes a batizaram de Barbados devido às figueiras que lembravam longas barbas. Em 1624 chegaram os ingleses que três anos mais tarde firmaram a primeira colônia permanente na ilha. A partir daí a história não é muito diferente das que conhecemos em outras ilhas caribenhas. Em menos de 15 anos todas as figueiras barbadas e árvores nativas foram substituídas por plantações de cana e a ilha, então inabitada, passou a receber um grande número de africanos que trabalhavam como escravos nas rentáveis plantações e moinhos de açúcar.

Feriado movimentado na praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe

Feriado movimentado na praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe


Hoje Barbados possui um a população estimada de 280 mil habitantes, possui uma lata densidade populacional, com praticamente todo território ocupado. País de economia forte e organizada para os padrões caribenhos, uma das suas principais atividades econômicas é o turismo e sofre de problemas ambientais, tais como a falta de saneamento e consequente poluição dos seus lençóis freáticos, principal fonte de água potável do país.

A praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe

A praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe


Após a interminável noite, a recepção não poderia ser melhor! Sol, praia de areias brancas e mar azul ciano, peixinho grelhado e um rum punch para entrar no clima!

Viva o Caribe! (praia de Dover, na costa sul de Barbados)

Viva o Caribe! (praia de Dover, na costa sul de Barbados)


Assim começamos hoje a nossa série de posts caribenhos na Expedição pelas Leward Islands. Serão 9 países em 35 dias, de Barbados a Granada, passando pelas francesas Dominica, Martinica e Guadalupe. Cada dia vocês encontrarão aqui um pouca da história, cultura e das maravilhas naturais deste pedaço de paraíso na terra.

Belíssimo entardecer na praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe

Belíssimo entardecer na praia de Dover, na costa sul de Barbados, no Caribe

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Juneau: História, Glaciares e Labirintos

Alaska, Juneau

Muitas fissuras no gelo azul da Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska

Muitas fissuras no gelo azul da Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska


A capital do Alasca pode ficar ofuscada pela grande metrópole, Anchorage, mas não poderia ficar de fora do nosso roteiro. Sua história e suas riquezas naturais são a porta de entrada para um novo mundo que começaremos a explorar nesta semana na região sudeste do Alasca.

Tarde de chuva e paz no St Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska

Tarde de chuva e paz no St Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska


O ano era 1880, Richard Harris e Joe Juneau buscavam ouro nestas terras longínquas. Seu guia nesta busca era Kowee, o chefe da tribo Tinglít que habitava a região. Ele o levou às margens do rio dourado, batizado de Golden Creek. Kowee não imaginava como sua vida mudaria a partir deste momento.

Uma das capelas do St Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska

Uma das capelas do St Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska


Um acampamento de 40 garimpeiros se formou e cresceu em torno da extração do ouro, atraindo comerciantes, missionários e grandes companhias mineradoras. Assim nasceu Juneau, com mais de 66 milhões em ouro extraídos na Mina Treadwell e 80 milhões (equivalentes hoje a 4 bilhões de dólares) da Mina Alaska-Juneau. Esta foi a maior operação mineira no mundo nos idos de 1916, movimentando os mercados de pesca, trazendo fábricas de enlatados, serrarias, transportadoras e até o turismo. Apenas mais tarde, no ano de 1959 foi que Juneau se tornou a capital do Alasca.

O musgo é a primeira vegetação a ocupar o terreno deixado para trás pela Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska

O musgo é a primeira vegetação a ocupar o terreno deixado para trás pela Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska


Desde 1900 as histórias de garimpeiros e o extraordinário cenário destas terras atraíram visitantes para a região. Glaciares, fiordes e florestas já seriam motivos suficientes, mas a natureza ainda proporciona espetáculos como a corrida do salmão, ursos grizzlies pescadores e até baleias para os mais sortudos. Um detalhe importante é estar atento às temporadas de cada um destes animais, para escolher a melhor época para a viagem. O verão normalmente reúne a maioria deles: os salmões sobem os rios e atraem os ursos para os cursos d´água, as baleias jubarte chegam às baías em busca de alimento e são atração garantida durante os tours whale watching. Junto com os salmões, ursos e baleias chegam também hordas de turistas nos grandes navios de cruzeiros e os preços sobem bastante.

A Nugget Falls, bem ao lado da Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska

A Nugget Falls, bem ao lado da Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska


Nós chegamos no final da temporada, os preços de hospedagem e ferry estão melhores, mas praticamente todas as portas se fecham quando o último cruzeiro vai embora. Vimos um navio no porto e pensamos “opa! chegamos a tempo!”, mas infelizmente não encontramos mais nenhum tour operando para o Tracy Arm Fjord, Glacier Bay, ou mesmo guias especializados para nos levar às cavernas de gelo nos glaciares. Todos, sem exceção, tinham acabado de fechar para a temporada de inverno. Fiquei bem chateada, mas o que não tem remédio, remediado está e como tudo sempre tem um lado bom, assim até economizamos! Rsrs!

Pequenos icebergs flutuam no lago da Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska

Pequenos icebergs flutuam no lago da Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska


Sem os tours, ficamos sem os icebergs e grandes paisagens de gelo próximas do mar, que a propósito, eu achava que estariam por todo o litoral. O Tracy Arm parece ser o único lugar para ver icebergs e na Glacier Bay o grande campo de gelo margeando a costa. Ainda assim Juneau não decepciona e ainda reserva bons motivos para ser visitada. O primeiro e principal deles é o grande Mendenhall Glacier, um belíssimo glaciar com paisagens magníficas e a apenas 15 km do centro da cidade.

Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska

Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska


Uma língua de gelo de 19 km que liga o Lago Mendenhall ao Juneau Icefield. Com mais de 2 quilômetros de largura e 30 metros de altura ele é um dos 38 grandes glaciares que escorrem do Juneau Icefield, formando vales, lagos e paisagens como esta.

Aproximando-se da Medenhall Glacier e da Nugget Falls, em Juneau, a capital do Alaska

Aproximando-se da Medenhall Glacier e da Nugget Falls, em Juneau, a capital do Alaska


Os icebergs são esculturas flutuantes formadas por gelo azul, o mais puro e cristalino. Nos arredores estão os mais de 5 milhões e meio de acres da Tongass National Forest com árvores imensas da floresta úmida que cobre todo o sudeste do Alasca. Algumas trilhas dão acesso ao lago e a mirantes, a trilha até a Nugget Falls é super agradável e dá uma noção melhor das mudanças que vem ocorrendo nesta paisagem.

Pequenos icebergs e a incrível Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska

Pequenos icebergs e a incrível Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska


O centro de visitantes possui uma exposição bem completa sobre a história geológica do Mendenhall, que está em um processo acelerado de retração, ou seja, descongelamento. Só para vocês terem uma ideia, antes de 1958 este lago não existia! Monitorado pelos cientistas desde 1942, sabe-se que de 1951 a 1958 a face terminal do glacial retraiu 580m. Desde 1958 já se foram mais 2.820 km, quando o lago foi criado, e antes de 1765 a ponta do glaciar se estendia por mais 4 km.

Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska

Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska


Esta é uma das medidas mais claras que temos dos efeitos do aquecimento global e ainda existem pessoas que não acreditam, como se fosse questão de crença! Temos que fazer nossa parte: diminuir o consumo, maximizar a reciclagem e, principalmente, acreditar que se cada um de nós agir, podemos juntos fazer a diferença para o nosso planeta.

Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska

Medenhall Glacier, em Juneau, a capital do Alaska


A chuva voltou a cair e nós continuamos a explorar a curta estrada ao norte de Juneau, em busca das nossas amigas baleias. A dica dos locais foi um lugar chamado Shrine of St. Therese. Uma pequena península que entra na baía e é um hot spot de pesca. Peixes atraem todo o tipo de vida marinha, focas, leões marinhos e até baleias!

O sereno St. Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska

O sereno St. Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska


Não vimos baleia alguma, apenas algumas focas pescando e um lindo stellar, o maior leão marinho do mundo, nadando ao redor. Porém o santuário não é apenas um lugar para encontrarmos os animais, mas um lugar mágico onde encontramos uma forte energia contemplativa. Percorremos o labirinto, criado pela igreja católica como um meio de concentração para as orações, e meditamos em contado com a natureza e a nossa energia interior sem nem sentirmos a chuva cair.

Percorrendo o longo caminho do labiribto, no St Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska

Percorrendo o longo caminho do labiribto, no St Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska


Ainda aproveitamos este tempo chuvoso para escrever, descansar e acabamos nem conhecendo o Alaska State Museum, com exposições sobre a história e a arte dos povos indígenas da região, mas fica aí a dica para incluir no roteiro.

O Museu Estadual em Juneau, a capital do Alaska

O Museu Estadual em Juneau, a capital do Alaska


Pois é, a chuva continua nos acompanhando e logo descobrimos que não é nada pessoal. Nós estamos não apenas em uma das épocas mais chuvosas, mas em um dos lugares com maiores índices de precipitação em toda a América do Norte. Aqui quando não chove, neva e os locais até estranham quando aquela “estranha bola amarela” aparece no céu. Cuidado! Se ela aparecer em mais de 60 dias durante todo o ano estamos a perigo! Não é a toa que, além de muito bem equipados com suas roupas impermeáveis e botas de borracha, os alascans andam pelas ruas como se a chuva não existisse e dizem: “é o nosso brilho de sol líquido”.

Caminhando pelas ruas de Juneau, a capital do Alaska

Caminhando pelas ruas de Juneau, a capital do Alaska


O sereno St. Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska

O sereno St. Tereze Sanctuary, em Juneau, a capital do Alaska


Assim , mesmo no verão, já venham com espírito e a mala preparados para enfrentar chuva. Enfiem o dois pés na poça d´água e aí sim poderão sentir como vivem os alascans! Depois, uma Alascan Amber ou uma Brown Kodiak são uma boa pedida para esquentar.

Tomando cerveja local em Juneau, no Alaska

Tomando cerveja local em Juneau, no Alaska

Alaska, Juneau, história, Juneau Icefield, Mendenhall Glacier, Tongass National Forest

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Diz aí se você gostou, diz!

Até logo Fiona!

Brasil, Amazonas, Manaus

Área de passageiros e usuários, no porto flutuante de Manaus - AM

Área de passageiros e usuários, no porto flutuante de Manaus - AM


Dia de embarcar a Fiona no Luis Afonso, barco que irá nos levar de Manaus a Santarém através do maior rio do mundo, o Rio Amazonas. O barco irá partir apenas amanhã, mas combinamos com Zoca, uma das responsáveis pela embarcação, que o carro deveria ser entregue hoje para ser embarcado no Porto Demetrio.

O nosso barco, Luiz Afonso, que nos levará à Santarém (no porto em Manaus - AM)

O nosso barco, Luiz Afonso, que nos levará à Santarém (no porto em Manaus - AM)


A entrega foi no Porto Flutuante ao meio-dia, ali o nível do píer não é compatível com o andar onde a Fiona ficará estacionada. Depois ela foi levada até o outro porto próximo para a manobra. De qualquer forma foi bacana irmos até lá, já conhecemos a plataforma de embarque flutuante, agora de outra perspectiva.

Orla do Rio Negro no centro de Manaus - AM

Orla do Rio Negro no centro de Manaus - AM


A visão do píer onde fica a praça de alimentação, os prédios antigos e a placa que marca todas as maiores cheias do Rio Negro. Os níveis mais altos foram marcados nos anos de 1953, 1976 e depois no ano de 2009.

A placa com dados anuais da cheia máxima do Rio Negro durante o último século em Manaus - AM. A cheia máxima foi em 2009!

A placa com dados anuais da cheia máxima do Rio Negro durante o último século em Manaus - AM. A cheia máxima foi em 2009!


Nossa convivência com este carro é tanta que nós já sabemos o que ela pensa e como ela se sente. Com certeza estava pensado, “Ihhh, porto de novo? Vocês terão coragem de me abandonar mais uma vez?”. Mal sabe ela que amanhã iremos encontrá-la e que desta vez viajaremos juntos de barco, até Santarém!

Fiona aguardando para ser embarcada, no porto de Manaus - AM

Fiona aguardando para ser embarcada, no porto de Manaus - AM

Brasil, Amazonas, Manaus, Fiona

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Cacimba! Odeio despedidas!

Brasil, Pernambuco, Recife, Fernando de Noronha, Olinda

Despedida da Praia da Cacimba, em Fernando de Noronha - PE

Despedida da Praia da Cacimba, em Fernando de Noronha - PE


Por isso gosto de aproveitar até o último minuto! Depois da botecada e ontem, acordei nos últimos minutos do café da manhã e fui com o Haroldo até a Ciliares despedir da Fernanda e até a Noronha Divers dar um até logo para o Fernandão. Essa é a pior parte, vamos nos apegando aos amigos que encontramos e fica ainda mais difícil ir embora. Melhor ainda é ver que é recíproco, e que a estrada não está nos deixando ainda mais carentes, a prova disso é o presente lindo que o Fernando fez para nós, o nosso perfil de mergulho pirografado na madeira! Dá um trabalhão, mas pode ter certeza que ficará guardado para sempre!

Placa comemorativa do nosso mergulho na Corveta, presente do Fernando, em Fernando de Noronha - PE

Placa comemorativa do nosso mergulho na Corveta, presente do Fernando, em Fernando de Noronha - PE


O Rodrigo já tinha acordado cedo e foi correndo para a praia, depois das despedidas nós fomos encontrá-los para aproveitar os últimos minutos de sol e praia. Ele já estava indo embora, tiramos uma última foto e ele voltou correndo. A Praia da Cacimba estava um pouco mais calma, conseguimos ainda nadar depois da arrebentação e deixar todo a nossa ressaca nas águas esmeraldas do mar. As ondas começaram a crescer e os surfistas começaram a dominar a área... time to go. Foi um pequeno sufoco para sair, mas consegui. Esta praia não é para banho nesta época, se não souber nadar e não tiver muita tranqüilidade para lidar com a correnteza e as ondas você se afoga rapidinho! Imaginem vocês que a TV Golfinho fez uma entrevista com o Rodrigo justo de para falar sobre respeitar o mar, etc. Basicamente era uma reportagem educativa para que as pessoas não se afoguem a toa ali na Cacimba, justo com quem!?! A resposta dele? “Cada um dele respeitar os seus limites”... o problema é ele ter um limite! Rsrsrs!

Com o Jurrewerson, dono da Pousada Ondas do Mar e o simpático casal de Vitória, Amanda e Vítor, em Fernando de Noronha - PE

Com o Jurrewerson, dono da Pousada Ondas do Mar e o simpático casal de Vitória, Amanda e Vítor, em Fernando de Noronha - PE


Uma última água de coco geladinha na Barraca das Gêmeas e voltamos para a parte chata do dia. Fazer as malas, desocupar o quarto e seguir para o aeroporto. Até nesta parte Noronha nos reservou boas surpresas, o casal em lua de mel Amanda e Vitor que vieram de Vitória. Nossos vizinhos de quarto, super queridos e animados, pena que só os conhecemos agora. Vários amigos nossos ficam na Ondas do Mar, pousada do Jurréwerson, mas ninguém o conhece pessoalmente já que fica em Recife. Ele é quase igual àquela raia manta, só o Rodrigo e o Fernandão é que viram! Hahaha! Amigos, está aí, ele existe, agora não mais virtual! Fotinho de despedida para comprovar.

Hora da partida no aeroporto em Fernando de Noronha - PE

Hora da partida no aeroporto em Fernando de Noronha - PE


Função aeroporto, check in no vôo, check out da Ilha, aeroporto lotado e quente e logo estamos em Recife.

Fim de tarde com muito trânsito em Recife - PE

Fim de tarde com muito trânsito em Recife - PE


Decidimos ficar em Olinda, centro histórico gostoso de caminhar e mais próximo do carnaval. Ficamos na Pousada São Pedro, uma graça, bem localizada e o principal, tem uma boa internet! Afinal antes de cair na gandaia temos muito trabalho pela frente!

Alerta nas placas da praia de Boa Viagem, em Recife - PE

Alerta nas placas da praia de Boa Viagem, em Recife - PE

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