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A pequena praia de nossa deliciosa pousada em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
O território de Cayman é formado por três ilhas, a Grand Cayman, Little Cayman e Cayman Brac. A primeira é a principal, onde está localizada a capital George Town e 95% da população do país, além dos mais de 700 bancos do paraíso fiscal. A segunda maior comunidade está na ilha de Cayman Brac, onde vivem em torno de 1.800 pessoas; uma ilha com uma geografia totalmente diferente das suas irmãs, já que abriga o ponto mais alto do país, no topo de uma montanha com 60m de altitude. Little Cayman por sua vez é basicamente um monte de corais e areia, plana e toda ao nível do mar, com apenas 150 moradores.
A pequena praia de nossa deliciosa pousada em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
A menos populosa das ilhas é o principal destino dos mergulhadores que realmente levam a sério esse negócio. Um parque nacional protege a área marinha ao redor da ilha, mantendo os corais e a vida marinha muito mais colorida e abundante nessa região. Outro esporte que começa a ter espaço aqui é o Kite Surf, pois as características da ilha proporcionam as condições perfeitas pra kite surfers se esbaldarem nos freqüentes ventos que sopram na sua baía rasa e protegida.
Nosso primeiro entardecer em Little Cayman, no pier da pousada Sunset Cove
A população é formada principalmente por expatriados, pessoas que vieram em busca de um lugar mais tranquilo, contato com a natureza e geralmente ligadas à estrutura turística oferecida aqui. Os poucos caimaneiros que ficaram são os moradores mais antigos e pescadores que tentam manter seu estilo de vida, entre muitos runs e histórias de pescador.
O pier da Sunset Cove, nossa pousada em Little Cayman
Os resorts de mergulho em Little Cayman não são muitos, talvez 6 ou 7, e os que existem têm um preço meio salgado. Pesquisando na internet vi que na alta temporada os preços geralmente começam em cerca de 300 dólares. Um dos poucos lugares que tinha uma tarifa melhor (180 dólares) estava lotado. Pesquisei, pesquisei e consegui encontrar um hotel chamado Sunset Cove.
O pier da Sunset Cove, nossa pousada em Little Cayman
O primeiro e único Kite Resort de Little Cayman, o Sunset Cove está localizado às margens desta baía tranquila e perfeita para a prática desse esporte. Eles possuem um preço especial para kiters (85 dólares) e para não praticantes um precinho ainda bem camarada de 100 dólares. Paul é instrutor de kite e promete te colocar em pé na prancha em 2 aulas, cada aula tem 2h de duração e custa 200 dólares, já incluindo o aluguel do equipamento.
Nosso primeiro entardecer em Little Cayman, no pier da pousada Sunset Cove
A pousada foi um achado maravilhoso! Preço camarada, estrutura bacana, serviço personalizado, com transfer do aeroporto e ao dive resort e um clima super aconchegante, jovem e ao mesmo tempo familiar. Isabelle me ajudou a agendar os mergulhos com o pessoal do Beach Resort Little Cayman antes mesmo de chegarmos à ilha. Paul e Isabelle fazem de tudo para nos sentirmos em casa! O café da manhã está incluído e as comidas podem ser preparadas no quarto mesmo, que já vem todo equipado com uma cozinha completa, internet e é super confortável.
Nosso avião entre Grand Cayman e Little Cayman
Nós pousamos na ilha e Paul estava nos esperando, fizemos uma compra no mercadinho e chegamos ao nosso paraíso, praticamente particular, embasbacados com a sorte que tivemos! Um clima super tranquilo, com uma vista maravilhosa para o mar verde e um lindo pôr-do-sol!
Fantástico pôr-do-sol no nosso primeiro dia na Sunset Cove, em Little Cayman
Na mesma tarde chegaram os nossos vizinhos kite surfers, Gil e Johnny, um casal de britânicos que irá passar os próximos 15 dias aqui nesse lugarzinho chato, praticando seu esporte preferido. Para a nossa sorte o vento não está para kite, o que facilita muito a navegação para os mergulhos! Rsrs! A previsão é que ele entre forte nos próximos dois dias, quando essa lagoa em frente irá ficar mais colorida e radical! Timing perfeito, pois até lá infelizmente nós já teremos que ir embora.
Admirando o belíssimo pôr-do-sol na nossa pousada em Little Cayman, nas Ilhas Caiman
Nesta primeira noite jantamos no Beach Resort Little Cayman com Gil, Johnny e Paul e amanhã conheceremos Isabelle que está em um curso para novos voluntários da Cruz Vermelha. Agora sim sentimos que chegamos a uma praia caribenha. Bem vindos ao paraíso!
Primeira Praia, em Morro de São Paulo - BA
Um dia de viagem de um lugar tão bacana, precisa de uma despedida à altura. Mesmo morrendo de sono, acordamos cedo e fomos nadar da praia até a Ilha do Caité, também conhecida entre nós como a Ilha do Paulinho. Há muitos anos atrás o Rodrigo viajou para cá e fez esta mesma travessia, que da praia parece muito próxima do que realmente é. Maré vazia e vazante, nadamos aproximadamente 400m e logo chegamos neste banco de areias e coral em frente à terceira praia. Exploramos a ilha, suas mini-piscinas naturais e seus corais, escrevemos nossos nomes e apreciamos Morro de São Paulo de um novo ângulo, sabe que dali ela fica ainda mais simpática, parece uma pequena vila.
Tomando banho na Primeira Praia, em Morro de São Paulo - BA
Começamos a nadar novamente para a praia e ao lado dos meus pés, ainda nos corais rasos, eu avistei uma cobra do mar, amarela pintada de marrom. Eu nunca tive medo de cobra no mar, sei que são do bem, ainda mais quando eu estou toda equipada para mergulho autônomo. Porém desta vez foi diferente, a vi ali ao meu lado passando por onde eu andava. Tentei manter a calma, mas ela rapidamente se virou para a minha direção! Eu, que estava vagarosa e cuidadosa com os corais, não levei um minuto para estar no fundo, nadando para bem longe dela!
Com o Tasso, da Pousada Porto dos Milagres, em Morro de São Paulo - BA
Voltamos para a vila já para nos preparar para a ida à Salvador. Conversamos longamente com o Tarso, dono da pousada onde estávamos hospedados, enquanto tomávamos uma caipirinha de tangerina deliciosa preparada por Renato. Tarso nos contou como eram os seus tempos de infância e adolescência na vila de pescadores de Morro de São Paulo. Tempos estes em que os veranistas, arretados, tiveram que fazer uma vaquinha para comprar um trator para cuidar do lixo e um gerador de eletricidade. Hoje a pousada dele fica onde era a casa que seu pai comprou de um pescador e ele diz que prefere Morro como é hoje, tem mais agito, pessoas para conversas e meninas para observar.
Igreja matriz de Valença - BA
Pegamos a barca de Morro para Valença e só no caminho descobrimos que ela parava mesmo era no atracadouro e dali deveríamos pegar um ônibus para Valença. Fomos nós, busão acima e estrada abaixo até o estacionamento da Fiona. Fui dirigindo até o ferry-boat para Salvador, achei que seria mais perto, mas foi uma longa viagem, que começou em Morro as 16h e só terminou na casa de Mônica as 22h. Long way, mas não vejo a hora de matar as saudades dessa terra, ainda mais tão bem acolhidos por minha mainha baiana, mesmo depois de 11 anos longe!
O rio que corta Valença - BA
Descobri o nome daquele bicho que se esconde, onde o James Cameron se inspirou para o jardim do Avatar! Difícil acreditar, mas são vermes do mar! Do mesmo filo “Annelida”.
- Reino – Animalia
- Filo – Annelida
- Classe – Polychaeta
- Subclasse – Palpata
- Ordem – Canalipalpata
- Subordem – Sabellida
- Família - Serpulidae
Então são basicamente os primos distantes ricos e bonitões da minhoca! Existem diversas espécies, a do filme é chamada de Christmas Tree. Eu ia copiar as fotos que encontrei na web para vocês verem, mas vamos ser justos com o trabalho que esse cara teve. Ele fez um site bem simplinho mas com toda a classificação destes vermes bonitinhos!
Confira!
Link Worms: http://www.starfish.ch/c-invertebrates/annelida.html
Link Christmas Trees: http://scienceray.com/biology/marine-biology/spirobranchus-giganteus-seabed%e2%80%99s-delightful-sites-in-connection-with-christmas/
Amanhecer nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
4:30am, pegamos a estrada em direção à vila de Machuca. Não conhecemos o caminho, mas não deve ser difícil encontrá-lo, uma vez que é uma rota comum dos tours. São 99km até o Completo Termal de Tatio, onde encontramos os Geysers mais altos do mundo, a 4.320msnm. A noite não conseguíamos ter muita ideia do terreno e pelo mapa tínhamos dois caminhos. A procissão de carros e vans que seguia na mesma direção se dividiu, qual será o melhor caminho? Escolhemos o da direita, que parecia mais curto e sem tantas curvas.
Exibir mapa ampliado
Aqui já começamos a subida, saímos dos 2.500m de São Pedro e subimos aos 4.000m. Pouco a pouco a estrada vai sumindo e várias rotas alternativas começam a surgir. Sim, nessa altitude a neve torna-se um elemento presente e dificulta do trajeto. Vamos no faro, tentando adivinhar o melhor caminho e a rota escolhida pelo distante carro à nossa frente. Um rally na madrugada com a mínima de -11°C não era bem o que estávamos imaginando, mas tivemos que vencer o sono e manter a disposição para novas emoções!
Fiona nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
6am, o sol já começa a clarear o dia por detrás da cordilheira e aos poucos vamos visualizando melhor o cenário. Mais gelo, mais neve e aquele frio gelado que faz minutos antes do sol nascer... um dos momentos mais frios do dia. Ao longe começamos a enxergar torres de fumaça, não é a toa que este horário é o ideal para visitar os geysers, pois é quando a diferença térmica os faz ficar ainda mais visíveis.
Paisagem apocalíptica nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
6:30am, chegamos ao Geysers del Tatio! Uma paisagem exótica, diferente de tudo que já havia visto na vida. Torres de fumaça de 5, 10m de altura espalhadas em uma baixada entre montanhas nevadas e vulcões extintos.
Turistas póximos à coluna de vapor dos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Fumaças, fumacinhas e fumaçonas, é assim que nós, meros mortais, conseguíamos diferenciar os geysers. São vários tipos e formas de afloramento que a águas frias emergentes formam no contato com as rochas vulcânicas hiper aquecidas. Algumas são apenas o escape da fumaça, perfeitas para aquecer a mão da turista “sem noção” que esqueceu sua luva.
Aquecendo-se na manhã gelada nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Outras em formato de mini-vulcões ou panelas cheias de água borbulhante vão formando os mais belos espetáculos. A temperatura do vapor pode chegar a 85°C no complexo que é composto por 40 geysers, 60 termas e 70 escapes de fumaça nos apenas 3km2. Alucinante!!!
Em meio aos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Estavam muitos graus abaixo de zero e uma das formas de tentarmos nos aquecer era encontrando um geyser mais brando onde pudéssemos nos perder em meio à fumaça. Aos poucos o sol foi saindo e o céu clareando tornando o espetáculo ainda mais impressionante! Diferentes cores, verdes, alaranjados, brancos e azuis, desenham no chão um mostruário dos diferentes minerais e elementos presentes nas águas subterrâneas e rochas aquecidas. Cursos de água congelada convivendo com vapores e águas ferventes, novamente a terra dos contrastes nos surpreende!
A água "mineralizada" dos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Ao fundo vemos um maquinário abandonado, foi uma tentativa feita em 1960 para a geração de energia térmica a partir deste complexo. Infelizmente os resultados não foram satisfatórios e o projeto se comprovou inviável financeiramente. Hoje a estrutura montada para o projeto recebe os turistas, pesquisadores e cientistas que visitam o parque. Próximo dali, ainda no mesmo parque, estão os banhos termais. Uma barragem artificial construída no fluxo de águas termais para os corajosos se banharem. A temperatura varia de 28 a uns 31°C. Os turistas de apinham no raso, próximos de onde a água aflora quentinha, mais distante dali, mesmo os 28°C parecem congelantes somados ao frio da temperatura externa.
Banho aquecido na manhã gelada a mais de 4,3 mil metros de altitude nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
É difícil ir embora, em cada canto uma imagem mais linda, a cada minuto uma luz mais especial. Aos poucos os geysers parecem diminuir e se abrandar. Sabemos que eles ainda estão ali, apenas menos visíveis. Hora de ir embora... extasiados pela experiência, mas cansados. Havíamos dormido apenas quatro horas. Tínhamos planos de seguir para as termas de Puritama e, dependendo do pique, conhecer outros atrativos para este lado. Voltamos pelo outro caminho, desviando pelo povoado de Machuca. O caminho era muito mais fácil e tranquilo que o da vinda, o dia lindo agora nos mostrava as belas vistas do nosso retorno.
Início do dia nos Geisers del Tatio, na região do Atacama, no norte do Chile
Esgotados, acabamos decidindo retornar direto à São Pedro. Segunda-feira, final de feriado, poderíamos retornar ao nosso primeiro hostal e tentar colocar as nossas coisas em dia. A tarde que pensei que seria de descanso acabou sendo uma tarde de Maria. Fiz uma faxina geral na Fiona, por dentro e por fora. A coitada, estava imprestável. É, a vida na estrada é boa mas cansativa, em alguns momentos temos que parar e respirar para recuperar as forças e poder seguir caminho.
O surf começa cedo no Havaí! (em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island)
Conhecida pelos americanos como Big Island, a Ilha de Hawai´i é a maior e a mais jovem ilha do Hawaii. A Big Island está localizada no extremo sul do arquipélago e é casa de Pelee, a deusa dos vulcões, que além de manter a chama do super ativo Kilauea acesa, construiu também o Mauna Kea, a maior montanha do mundo abaixo e acima d´água e o Mauna Loa, a maior montanha do mundo em volume!
Uma bela representação da deusa havaiana dos vulcões, em Volcano, na Big Island, no Havaí
Foi lá também que surgiu uma das maiores e mais importantes competições de triátlon do mundo, o Iron Man Kona. Durante dois meses do ano a ilha é invadida pelos melhores triatletas mundiais e no dia da competição a cidade simplesmente para, as escolas tem as aulas suspensas e todos os serviços são cancelados. Deve ser emocionante estar lá nesta época!
Caminho no verdejante jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii
O nosso roteiro pela ilha foi intenso e ainda assim é muita diversidade para tão pouco tempo. Eu diria que o tempo mínimo para poder explorá-la bem e com mais tranquilidade seria de 8 dias e alugar um carro é fundamental. Os nossos 1000dias estão voando, então tivemos que nos virar nos 30 e fazer tudo em 5 dias mesmo. Aí vai o roteiro resumido:
Primeiro dia – Hilo, o litoral de Puhoa e o Mauna Kea.
Reserve um dia para conhecer a região de Hilo. Pela manhã Akaka Falls e o Jardim Botânico. A tarde uma viagem pela estrada cênica que liga Kapoho e Kalapana, passando por Pahoa. Se você tiver tempo, a dica é pegar um guia e fazer a trilha até os campos de lava saindo de Kalapana no final da tarde, pois a noite a lava fica ainda mais bonita. Nós não sabíamos disso, então seguimos direto para o pôr do sol no alto do Mauna Kea, um espetáculo obrigatório, que se não fizer neste dia, terá que incluir na programação do dia seguinte.
Uma das muitas bromélias no Jardim Botânico de Hilo, em Big Island, no Hawaii
Antigas bocas de vulcão na região do cume do Mauna Kea, na Big island, no Hawaii
Segundo dia – Hawaii Volcano National Park
Um dia inteiro para o Hawaii Volcanoes National Park, começando de manhã cedo com uma parada no Jaguar Museum. Eles têm informações atualizadas sobre a lava e ótimos filmes com as imagens que esperamos ver ao vivo, e não vimos, infelizmente! Dali o programa é percorrer a Chain of Craters Road, com uma trilha rápida no Pu´u Loa Petroglyphs e aproveitando os vários mirantes do parque. A parada de foto clássica está no Holei Sea Arch, um arco de lava petrificada que encontra o mar, e na trilha de uns 4km caminhando sobre a lava derramada na erupção de 2003. No retorno uma parada rápida na Pauahi Crater e no lava tube. A programação noturna é obrigatória, pois é quando vemos as chamas na cratera do Kilauea. No final da tarde a neblina fechou e nós voltamos ao parque as 23h, quando o tempo começou a melhorar. Estávamos sozinhos, lindo!
Chegando ao parque dos vulcões, em Volcano, na Big Island, no Havaí
Costa formada por uma erupção vulcânica recente, perto de Volcano, na Big Island, no Havaí
Terceiro dia – Volcano a Kona – Green Sand Beach e Mergulhos Noturnos
Dirigimos direto para a Green Sand Beach, mas uma parada na Punaluu (Black Sand Beach) também é bem popular. A Papakolea (Green Sand Beach) está a 5km do asfalto em uma estrada off road punk! O pessoal caminha ou paga os jipeiros locais para levarem até lá. Se não tem experiência com 4 x 4 eu recomendo, nós encaramos e foi uma aventura! Ainda no asfalto antes de chegar a ela tem a saída para o South Point, com penhascos lindos e um mar azul profundo. Vale a pena! Aceleramos para Kona, pois o check in para o mergulho noturno era as 16h30. Se não for mergulhar vários parques e praias estão neste caminho. Aos mergulhadores recomendo fortemente os mergulhos com as arraias mantas e para os mais avançados e destemidos o Black Water Dive, para ver os seres pelágicos no mar aberto.
A bela praia de Green Sand Beach, no sul da Big Island, no Havaí
O maravilhoso mergulho noturno com arraias manta, em Kona, na Big Island, no Havaí
Quarto dia – Kona e Honaunau
Kona tem muitas coisas para fazer, um dia é pouco! Mas fazemos o que podemos, então a nossa dica é ir até a Kua Bay, praia caribenha de águas azuis para pegar uma prainha. No início da tarde dirija até Captain Cook, fazendo um trecho da estrada pela beira mar, conhecendo as praias e se preparando para um snorkel ou mergulho lindo ao lado do Pu´uhonua o Honaunau National Historical Park. Reserve uns 30 minutos pelo menos para ver o parque e faça o snorkel/ shore dive na baía de Honaunau ao lado. Se é mergulhador, leve equipamento e tanques de mergulho que podem ser alugados na mesma operadora dos mergulhos da noite anterior.
Manhã de muito sol e céu azul em Kua Bay, ao norte de Kona, na Big Island, no Havaí
Peixes nadam por entre os corais de Honaunau Bay, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí
Quinto dia – Captain Cook e Kealakekua Bay
Madrugue na Kealakekua Bay para fazer um snorkel com os golfinhos. Nós fomos até lá cedinho, mas não os encontramos. Voltamos mais tarde e eles já estavam longe da costa, mais perto do Captain Cook Monument. A dica é alugar um caiaque para atravessar a baía (60 dólares e 20 minutos remando) ou agendar no dia anterior um barco de turismo que te leva direto lá (150 dólares). Nós fomos embora na hora do almoço, se você ainda tiver um dia inteiro, pode explorar as baías e praias que você passou correndo aqui em Kona ou ainda se mandar para o norte, onde nos disseram que as praias são ainda mais bonitas, na linha da Kua Bay.
As belas e tranquilas águas da baía dos golfinhos, ao sul de Kona, na Big Island, no Havaí
Esse foi o nosso roteiro resumidíssimo nos nossos 4 dias e meio (quase 5, vai!) pelas belezas naturais da Big Island. É difícil resumir aqui a beleza de tudo o que vimos, mas a intenção é dar um resumão mesmo para facilitar a programação do seu roteiro. Se ficou curioso e quer conhecer mais, clique nos links acima para encontrar as informações e os relatos mais detalhados da história e imagens das paisagens incríveis da Big Island do Hawai´i!
Rota de carro em Kona
Curtindo o fim de tarde no alto da duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
Hoje foi um dia atípico, fiquei me sentindo como a Gretchen, cantando o “Piri Piri... Ai ui ÚI”! Acordei cedo e vi que ainda estava “estranha”. Tomei café e continuei “estranha”. O plano hoje era andar 10km até Mangue Seco e voltar mais 10km para Jeri. “Nem a pau Juvenal!”, foi o que meu corpo respondeu. Uma leve sensação de febre, sem alteração de temperatura e dores não muito amigas na região abdominal. Combinei com o Rodrigo, você vai e eu fico.
Subindo a duna do pôr-do-sol no fim de tarde em Jericoacoara - CE
Ele planejou que voltaria em 4 horas, 3 das quais eu continuei dormindo entregue e feliz no nosso quarto na Pousada Calanda. Na última hora levantei para escrever, pois sabia que o meu “chefe” já ia chegar e me reprimir se eu não tivesse produzido nada. Rsrs! Descobri pouco antes dele chegar que está acontecendo um surto de piriris aqui na vila, não sabem ao certo se é um vírus ou se é da água, fato é que várias pessoas relataram o mesmo sintoma agora neste início de inverno.
Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
O Ro chegou exatamente no tempo planejado e com a mesma notícia, havia descoberto o surto. Outra notícia intrigante dos nossos amigos aqui da pousada foi que ontem a noite houve um tremor de terra aqui na região. O pessoal de Mangue Seco sentiu mais, o chão tremeu, ouviram o som como de um trovão e as telhas tilintaram. Terremoto em Jeri? Já pensaram? Era só o que faltava... rsrsrs.
Autofoto na duna do pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
Logo saímos para um passeio, fotos na duna do pôr-do-sol e um derradeiro banho de mar.
Correndo em disparada duna abaixo! (em Jericoacoara - CE)
Se eu estivesse mais disposta ainda me arriscaria num sand board.
Tudo o que desce, sobe! (em Jericoacoara - CE)
Sem dúvida um mergulho vai me ajudar a melhorar.
Entrando no mar no fim de tarde de Jericoacoara - CE
Almoçamos já com a noite caindo, assistindo ao belíssimo show de raios que iluminavam o céu de Jeri.
Pôr-do-sol em Jericoacoara - CE
Pois é, hoje fiquei sem muito mais o que falar. Quem quiser conhecer Mangue Seco e mais aventuras deste dia, acesse o blog do Ro. Ao menos minha homeopatia, horas de sono e muitas águas de coco me garantiram o dia de amanhã, pouco mais de 20km até Tatajuba e outros tantos por lá!
Últimas luzes em Jericoacoara - CE
A fantástica Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska
O sol demorou a baixar, quanto mais ao norte, mais tarde ele irá se por nesta época do ano. Nove e meia da noite e alguns raios solares ainda estavam no horizonte. Nosso alojamento quentinho era um convite à preguiça, o cansaço dos últimos 3.400 quilômetros queriam nos afastar do nosso principal objetivo, esperar lá fora pela Aurora Boreal.
A fantástica Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska
O céu estava estrelado, a lua começava a despontar no céu, a temperatura estava abaixo do ponto de congelamento, -4°C, -6°C. Não poderia esperar nada diferente disso, estamos no Alasca! Tínhamos apenas que torcer para o céu continuar estrelado e com a atividade solar elevada. A previsão ontem dizia que a aurora estaria entre 4 ou 5/10, o que é ótimo. Quanto mais alto este índice, mais ela se amplia e pode ser vista até em Anchorage.
um inesquecível show de luzes da Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska
Tomamos um banho bem quentinho, vesti todas as roupas possíveis, peguei meu saco-de-dormir no carro, queijos e um bom vinho na mão. O kit aurora boreal estava pronto para sentarmos lá fora e esperarmos. Nos disseram que a melhor hora era entre meia-noite e duas horas da manhã, mas ela pode acontecer a qualquer momento e algo me dizia para ir logo para fora. Fui, sem kit, sem máquina nem tripé, só dar uma conferida e quando saio pela porta vejo aquela nebulosa verde crescendo no céu, uma torre vertical com formatos arredondados. Fabulosa! Simplesmente mágica! Corri para dentro, chamei o Rodrigo, peguei a câmera e o tripé e sem sentir frio algum fiquei assistindo a esse espetáculo natural.
A Aurora Boreal faz desenhos nos céus de em Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska
A aurora é um evento físico que acontece quando partículas solares são capturadas pelo campo magnético e atraídas para os polos da terra. Quando elas entram na atmosfera se chocam com as moléculas de nitrogênio e oxigênio e este choque resulta em uma descarga luminosa. Estas luzes podem ser verdes, vermelhas, azuis, roxas e brancas. Na maioria das vezes o verde é a cor predominante e apenas com uma atividade muito elevada as outras cores irão se manifestar. Ficamos lá fora por mais de uma hora, a aurora dançava do norte ao sul, leste a oeste por todo o céu! Às vezes ela se esvaía, diminuía por um tempo e quando menos esperávamos voltava a dar surtos mais fortes e pintava o céu de verde novamente. Um espetáculo indescritível que só presenciando ao vivo e a cores, é possível compreender.
Expedição 1000dias e a Aurora Boreal, em Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska
Ainda teremos chance de ver a aurora na noite de amanhã, depois de uma viagem à Brooks Range e às tundras do norte. A aurora é viciante, depois de vermos uma vez não podemos esperar para encontrá-la novamente em mais uma noite acima do Círculo Polar Ártico.
A fantástica Aurora Boreal nos céus de Coldfoot, 95 km ao norte do Círculo Polar, na Dalton Highway, no Alaska
Formações rochosas no Parque Nacional de Sete Cidades - PI
O Parque Nacional das Sete Cidades está localizado próximo à cidade de Piripiri, no interior do Piauí e no mês de junho deste ano ele completará 50 anos de fundação. Um monumento natural formado há milhões de anos pela ação da natureza, erosão, ventos e água. As formações possuem o aspecto de casco de tartaruga, como as que vimos no parque do Catimbau, porém em maior número e concentração.
A famosa Pedra da Tartaruga, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI
Pesquisadores antigos defendiam a teoria de que as formações rochosas seriam ruínas fenícias. Rochas areníticas desenhadas em formatos de tartaruga, elefante, cachorro e tantas outras quanto pudermos imaginar. São sete agrupamentos de rochas, cada cidade possui suas esculturas naturais: O Beijo, Três Reis Magos, Mapa do Brasil já visitados há mais de 5 mil anos pelos homens pré-históricos que passavam por esta região.
A mão de seis dedos, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI
Pinturas rupestres pertencem à tradição agreste e são similares às encontradas no Lagedo Soledade, mãos carimbadas e algumas formas de contagem e desenhos geométricos. Ainda não foram feitas escavações no local, porém há potencial, já que pinturas chegam a tocar o chão, o que sugere que há mais história escondida por trás daquela camada de terra ali depositada.
Pinturas rupestres no Parque Nacional de Sete Cidades - PI
Do mirante podemos ver todo o complexo das Sete Cidades e a vegetação, que segundo Carminha, nossa guia, é verde quase o ano todo, já que a região possui muitas nascentes. Ao lado do Centro de Visitantes mesmo existe uma piscina “natural” utilizada pelo hotel e por alguns turistas mais afoitos. A piscina em si não é natural, mas sim a água dela que brota em um olho d´água vizinho. Nós mesmos queríamos nos refrescar, mas a pressa nos fez passar esta, que estava lotada de estudantes do Maranhão que vieram visitar o parque.
Visitando o Parque Nacional de Sete Cidades - PI
Carminha também me fez uma boa propaganda das Opalas, pedra semi-preciosa encontrada apenas em minas aqui no Piauí, na cidade de Pedro II e na Austrália. A Opala é uma pedra furta cor e por isso pode ser trabalhada em diversas cores, predominando o azul e o branco. Quase não compro souvenirs, pois não temos como carregá-los. Por isso o meu ponto fraco são os artesanatos pequenos e que vou usar muito, como um brinco de opala! Rsrsrs! Afinal, onde mais vou encontrar um destes? Rsrsrsrs!
Com a nossa guia, Carminha, na famosa Pedra da Tartaruga, no Parque Nacional de Sete Cidades - PI
Saímos de Piripiri com roupas lavadas e prontos para uma viagem de 2 horas até Teresina, um “pequeno” detour no nosso roteiro. Chegamos e logo nos localizamos na cidade. Teresina é uma cidade planejada, cortada por dois rios, Poty e Parnaíba, acaba sendo mais fácil mesmo. Fomos direto para o Ibis básico, garantia de uma boa cama e um bom chuveiro, estamos precisando. Como hoje não havíamos almoçado, pouco depois saímos para jantar na super rede de restaurantes e Churrascaria Favorito. Impressionante, no mapa que peguei no hotel tem uns 5 Favoritos só na Zona Leste! Nunca vi isso nem em São Paulo! (não contam franquias como Mc Donalds!)
Explorando o Parque Nacional de Sete Cidades - PI
Depois do jantar, decidimos dar uma voltinha a pé pela zona leste, vimos um botecão com música sertaneja, não muito no nosso gosto musical. Demos a volta no quarteirão e acabamos caindo no Jóquei Clube, onde estava tendo o pré-carnaval animadíssimo! Era a eleição do rei e da rainha do carnaval da terceira idade! Várias senhorinhas vestidas de passistas e outras fantasias carnavalescas, todas entre 60 e 80 anos e com muito samba no pé! A Elke Maravilha estava no júri, aquela peça de sempre, foi a primeira a mudar o voto para a senhorinha mais engraçada e menos provável, que estava com uma peruca de balões de festa! Hahaha! Acabou ganhando uma senhorinha linda, 71 anos, passista perfeita de escola de samba.
Concurso de Rainha 3a idade do Carnaval , em Teresina - PI
Bem, vamos procurar a nossa turma, continuamos andando. Subimos alguns quarteirões e chegamos finalmente ao Água de Chocalho, bar com música e comidas regionais, forró, etc. Lotado e com uma longa fila de espera. Acabamos indo para o Planeta Diário, um pub que nos foi indicado no hotel e por um novo amigo da fila do Chocalho. O pub tem o nome inspirado no jornal do Superman, o “Daily Planet”.
No bar Planeta Diário, em Teresina - PI
Fizemos um “esquenta” na parte de fora do bar, vendo o movimento e sentindo o clima dos jovens teresinenses. Povo animado, o lugar lotou já era mais de meia-noite quando entramos e estava tocando uma banda ótima Mary Jane, se não me engano. A mulher manda muito bem! Uma presença de palco fenomenal, tem pinta de estrela. Depois um DJ e outra banda com uma cantora ótima, músicas bem escolhidas. Nos divertimos demais! Mesmo assim confesso, que não é nenhum Nós & Elis, mas essa história eu conto para vocês amanhã.
Palco do Planeta Diário, em Teresina - PI
A costa sul de Bermuda
Dia de conhecer o norte da ilha. Alugamos uma scooter para termos mais agilidade e mobilidade, além de aproveitarmos finalmente a nossa carteira de moto que tanto treinamos para conseguir, antes de começar essa viagem! Mesmo sem muita experiência o Rodrigo conseguiu convencer o locador de scooters que daria conta de andar com a sua esposa na garupa e, cambaleando, enfrentou firme e forte mais esse desafio! Rsrs!
De scooter pelas estradas de Bermuda
Com apenas 53,2km2 de área, nosso trajeto de Hamilton à praia de Tobacco Bay, na ponta norte da ilha, duraria quase 30 minutos no lombo da nossa lambretinha. Nós levamos ainda mais tempo admirando as belas formações rochosas nos arredores do Harrington Sound, suas águas azuis turquesas e a delicada paisagem formada pelos campos de golfe de Bermudas.
De scooter pelos campos de golfe de Bermuda
Baía de águas cristalinas no interior de Bermuda
Dentre os 10 melhores destinos para apreciadores do Golf no mundo, Bermuda tem a maior concentração de campos por metro quadrado no mundo! Porém não é apenas a quantidade que atrai os golfistas para a ilha, mas também a grande qualidade dos seus 9 diferentes campos de golfe projetados pelos mais famosos arquitetos especialistas no assunto.
Campos de golfe: paisagens comuns em Bermuda
Campos de golfe: paisagens comuns em Bermuda
O Arquipélago de Bermudas é composto por 181 ilhas. A principal delas, Main Island, é onde esta localizada a capital Hamilton. O nosso destino era a St David´s Island, a segunda maior ilha do arquipélago que está conectada por uma grande causeway construída na área de Castle Harbour.
Scooter é um meio muito popular de se locomover em Bermuda
Chegando à pequena cidade de St George fizemos uma parada rápida para conhecer a igreja inacabada. Com seus grandes arcos típicos da arquitetura gótica, a Unfinished Church começou a ser construída nos idos de 1870 para substituir a St Peter´s Church. Depois de uma série de problemas financeiros, disputas internas da paróquia e um grande temporal, a sua construção foi abandonada e hoje ela faz parte do St George´s World Heritage Site.
A "igreja incompleta", uma das principais atrações em San George, a mais antiga cidade inglesa das Américas
A menos de um quilômetro dali está a praia preferida dos locais, Tobacco Bay. Uma praia pequena de águas mornas e protegidas por grandes arrecifes, perfeita para snorkel e algumas macaquices nas colunas de pedras dos arredores. O restaurante tem sanduíches e cervejas a preços mais palatáveis e até o aluguel de guarda-sol e cadeiras. Nós que sempre nos viramos com as nossas cangas, tivemos que nos render ao guarda-sol, pois o sol estava matador!
Tobacco Bay, em San George, norte de Bermuda
As águas cristalinas de Tobacco Bay, em San George, norte de Bermuda
Tobacco Bay foi assim batizada pelos primeiros homens a pisarem em Bermudas, náufragos sobreviventes do Sea Venture, que encontraram tabaco crescendo nessa baía. A frota de 9 navios da Virginia Company of London partiram da Inglaterra em 1609 a caminho de Jamestown, Virginia. Uma tempestade terrível abateu a expedição e os sobreviventes foram os primeiros a pisar na ilha. A companhia reclamou o território, batizando sua primeira cidade de New London, em 1612. Mais tarde essa cidade se tornaria St George e ela permaneceu a capital das Bermudas até 1815.
A simpática e tranquila San George, em Bermuda
St George com suas ruas de paralelepípedo, casas coloniais e prédios históricos, é a mais antiga cidade colonial inglesa continuamente habitada no mundo. Sua arquitetura e as antigas fortificações inglesas, mesclada às cores alegres do calor bermudense fazem de St George um lugar único e não à toa ela se tornou Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO.
Orla de San George, em Bermuda
Almoçamos em um restaurante à beira da marina e em british style assistimos à abertura das Olimpíadas de Londres! Logo tivemos que pegar a estrada novamente, já que os lambreteiros de primeira viagem não queriam dirigir de noite. Voltamos e encontramos no nosso caminho o por do sol mais lindo da semana!
Pôr-do-sol visto da nossa scooter, no caminho entre San George e Hamilton, em Bermuda
O sol se pôs, nós já nos sentíamos mais confiantes, eu na garupa, Rodrigo no guidão, então decidimos seguir com o nosso plano original, que seria de ver o pôr do sol no Spanish Point Park. Seguimos até o fim da estrada e ali, sem lanterna, estávamos em dúvida se deveríamos continuar a pé. Olhamos a paisagem molhada iluminada por um restinho de luz lilás, só observando alguns pescadores locais terminando sua caça aos carangueijos e polvos na maré baixa. Eles gritavam uns para os outros com suas lanternas, enquanto seus amigos os esperavam na estrada onde fazíamos o retorno. Perguntamos a eles: “Hey, is this the Spanish Point?” e eles com seu maior sotaque brow bermudense responderam: “Yeah Man! Vocês estão no melhor canto de Bermuda, esta é a verdadeira Bermuda!”
Novos amigos, em Spanish Point, à oeste de Hamilton, nas Bermudas
Nossos amigos negões rastafáris passaram a próxima hora nos falando sobre a diferença entre a Bermuda que os turistas conhecem e a verdadeira Bermuda. Eles vivem bem e felizes, como quase todos que vivem na praia, não falta peixe no prato e se divertem com suas mulheres e famílias nos finais de semana. Aí ficou uma bela foto com Skip e Dge Dge, pena que os conhecemos só agora no último dia, caso contrário combinaríamos um bom churrasco para conhecer toda a sua família.
Novos amigos, em Spanish Point, à oeste de Hamilton, nas Bermudas
À noite ainda tivemos pique para um sanduba e uma baladinha na Front Street e como uma bela despedida não poderíamos deixar de visitar na manhã seguinte a praia de Horseshoe Bay, agora sem cruzeiros e multidões de turistas. Ela estava vazia, apenas para nós. Uma ótima imagem para o fim de mais esta viagem!
Cenário de sonho em Horseshoe Bay, litoral sul de Bermuda
A magnífica Horseshoe Bay, em Bermuda, num dia tranquilo
Formação do Porta-retrato, na caverna Santana, no PETAR
Sempre adorei cavernas, um ambiente vivo, onde conseguimos enxergar a natureza, durante eras geológicas, trabalhando intensamente e com uma criatividade inigualável. As cavernas são como uma viagem no tempo. É fácil perceber em cada estalagmite e cada estalactite os milhões de anos que elas levaram para se formar e, portanto, os milhões de anos que aquela caverna existe nas mesmas Condições Normais de Temperatura e Pressão. Como somos pequenos, nossos parcos 100 anos de ótima expectativa de vida não são nada se comparados com a idade destas formações. 100 anos não seriam suficientes para formar 1cm dessas estalactites!
Entrada da caverna Água Suja, no PETAR
Ana e Edson na bela Figueira na trilha para a caverna Água Suja
Começamos o dia na Caverna Água Suja, uma caverna de mais ou menos 800m de trilha turística e mais uns 2km de túneis que só podem ser acessados pelos pesquisadores, geólogos e espeleólogos. Andando por dentro do rio por uns 40 minutos e chegamos ao final dela em uma cachoeira. Banho de cachoeira já é demais, dentro de uma caverna então? É maravilhoso! Dentre colunas, travertinos e salões imensos eu tentava relembrar a minha primeira visita a esta caverna. Na minha memória tinham também uma clarabóia e uma sala grande de travertinos que não encontramos... Mas aqui, posso ter certeza que o problema é a minha memória, pois a caverna está ali a milênios do mesmo jeito, nas mesmas CNTPs.
Formações dentro da caverna Água Suja, no PETAR
Formações dentro da caverna Água Suja, no PETAR
A segunda caverna que visitamos foi a Santana. A caverna de mais fácil acesso no parque, uma trilha de apenas 10 minutos leva a sua entrada. Antes havia uma grade, um portão de ferro com cadeados fechando a entrada. Justamente por ser muito fácil o acesso várias pessoas entravam sem guia e além de quebrar os espeleotemas acabavam se perdendo lá dentro. São mais de 10km de túneis e salões, subindo e descendo em vários andares de cavernas e com as formações mais impressionantes.
Formação dentro da caverna Santana, no PETAR
A Santana é uma das cavernas mais adornadas da região, onde você olha encontra uma forma diferente: a pata do elefante, o bolo da noiva, o cavalo, a serpente e até por isso um dos salões foi apelidado de forma sugestiva, o Salão da Fafá, por que será? Rs.
Formação Fafá de Belém, dentro da caverna Santana, no PETAR
Quando chegamos no salão do encontro fizemos um black out, tradição nas visitas a cavernas, ali você entende realmente o que é a ausência total de luz. Ficamos imaginando como faríamos para sair da caverna nessa situação, andar por um labirinto que a qualquer momento acaba em um abismo com 20m de altura ou mais, sem luz alguma? Deus me livre! Com certeza o Edson, nosso guia, teria muito mais chances de escapar dessa do que nós.
Grandes colunas, na caverna Santana, no PETAR
Atravessando o rio, no caminho de volta da caverna Água Suja, no PETAR
Seguimos para a Lambari, uma caverna molhada. Andamos a maior parte da trilha por dentro do rio, chegamos a ficar com água até o pescoço! Atravessamos da Lambari de Baixo até a Lambari de Cima, com aquela água gelada de trincar os dentes! Saímos dela já eram mais de 17h e logo começou a chover, acabamos desistindo do bóia-cross. Já tivemos água gelada suficiente hoje. Para terminar bem o dia, o Edson me salvou de pisar em uma Jararaca, cobrinha básica de 1,5m que estava passando no descampado.
Enfrentando a água fria da caverna Lambari, no PETAR
Jararaca, na trilha da caverna Lambari, no PETAR
Uma das vantagens de estar no PETAR durante um período chuvoso e frio como este é que chova ou faça sol, dentro das cavernas sempre encontraremos as mesmas condições normais de temperatura e pressão. Nas aulas de química e física o conceito de CNTP é apenas teórico, aqui você o vê na prática, ou seja, as cavernas estão com aquela mesma água gelada e aquele mesmo friozinho úmido. Mas também veremos as mesmas formações, esculturas naturais, cores e paisagens, pode ter certeza que estarão lá, sempre esperando por você.
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