0 Blog da Ana - 1000 dias

Blog da Ana - 1000 dias

A viagem
  • Traduzir em português
  • Translate into English (automatic)
  • Traducir al español (automático)
  • Tradurre in italiano (automatico)
  • Traduire en français (automatique)
  • Ubersetzen ins Deutsche (automatisch)
  • Hon'yaku ni nihongo (jido)

lugares

tags

arqueologia cachoeira Caribe cidade histórica Estrada mar Mergulho Montanha parque nacional Praia Rio roteiro Trekking trilha

paises

Alaska Anguila Antígua E Barbuda Argentina Aruba Bahamas Barbados Belize Bermuda Bolívia Bonaire Brasil Canadá Chile Colômbia Costa Rica Cuba Curaçao Dominica El Salvador Equador Estados Unidos Galápagos Granada Groelândia Guadalupe Guatemala Guiana Guiana Francesa Haiti Hawaii Honduras Ilha De Pascoa Ilhas Caiman Ilhas Virgens Americanas Ilhas Virgens Britânicas Jamaica Martinica México Montserrat Nicarágua Panamá Paraguai Peru Porto Rico República Dominicana Saba Saint Barth Saint Kitts E Neves Saint Martin San Eustatius Santa Lúcia São Vicente E Granadinas Sint Maarten Suriname Trinidad e Tobago Turks e Caicos Venezuela

arquivo

SHUFFLE Há 1 ano: Estados Unidos Há 2 anos: Estados Unidos

Maré de lua nova

Brasil, Bahia, Moreré (Boipeba)

Maré baixa em Moreré, na Ilha de Boipeba - BA

Maré baixa em Moreré, na Ilha de Boipeba - BA


Moreré tem esta vida tranqüila, vivida no ritmo da Bahia, no ritmo das marés. Paraíso para uns inferno para outros. O Tony, dono da nossa pousada, e sua esposa vieram do norte da Inglaterra direto para cá. O choque cultural não é fácil, ainda mais em um lugar com pouca infra-estrutura e leis tão diferentes das que estavam acostumados. A lógica no Brasil não é lógica nem para nós brasileiros, imagine para eles.

Pesca na maré baixa, em Moreré, na Ilha de Boipeba - BA

Pesca na maré baixa, em Moreré, na Ilha de Boipeba - BA


Hoje a maré atingiu um dos níveis mais baixos no mês, maré de lua nova é parecida com a maré de lua cheia, ou muito cheia ou muito vazia. Quando chegamos ontem a maré estava alta, cobrindo o campo de futebol na praia, só víamos a metade da trave para cima d´água. Hoje cedo quando fomos para a praia o cenário estava completamente mudado! 400m de areia surgiram à nossa frente, uma paisagem surreal, com barcos “pendurados” na areia e novas entradas de mar, verde e tranquilo.

Recifes de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA (praia de Bainema ao fundo)

Recifes de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA (praia de Bainema ao fundo)


Agora entendi! Ontem à noite quando fomos lanchar eu vi pessoas andando com lanternas, mas achei que estava louca, deveriam ser barcos. Eram os pescadores de polvo e caranguejo andando à noite neste areião, próximos aos corais.

Pesca de budiões na Ilha de Boipeba - BA

Pesca de budiões na Ilha de Boipeba - BA


Saímos caminhar para conhecer as praias vizinhas, agora para o outro lado, onde só se atravessa com a maré baixa, tanto pelos corais, quanto pelo rio que só conseguimos cruzar quando está baixo.

Cruzando o rio para a praia de Cueira, na Ilha de Boipeba - BA

Cruzando o rio para a praia de Cueira, na Ilha de Boipeba - BA


Nesta praia também consegui entender onde ficavam as piscinas naturais que havia visto no mapa da ilha. Piscinas naturais no fundo do mar? Será que seriam corais tão altos, lá, tão longe?

Barcos visitam as pscinas de maré baixa na praia de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA

Barcos visitam as pscinas de maré baixa na praia de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA


Não, não é o mar que é fundo e nem os corais tão altos, a praia é que é rasa e a maré baixa demais! Esta é a maré de lua nova em Moreré, impressionante como a natureza está sempre mudando, sempre se adaptando e sempre nos surpreendendo!

Maré baixa, próximo aos recifes de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA

Maré baixa, próximo aos recifes de Moreré, na Ilha de Boipeba - BA

Brasil, Bahia, Moreré (Boipeba), Boipeba, ilha, Moreré, Praia, Valença

Veja mais posts sobre Boipeba

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Terra Ronca

Brasil, Goiás, São Domingos (P.E Terra Ronca)

Nosso guia William na caverna São Bernardo, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Nosso guia William na caverna São Bernardo, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


Criado em 1989 o Parque Estadual da Terra Ronca é o maior complexo de cavernas da América do Sul. São mais de 300 cavernas, sendo 65 delas de grande porte e “molhadas”, ou seja, cortadas por um rio que é o principal responsável pela sua formação.

Igreja em São Domingos - GO

Igreja em São Domingos - GO


O acesso à região do parque se dá, ao norte, através da cidade de São Domingos, por uma estrada de terra. São em torno de 50 km até a vila de São João, que está situada praticamente dentro da área do parque. Por sua recente formação a formalização das terras e as indenizações começaram a ser pagas pelo governo aos proprietários no ano passado. Esta mesma estrada é um dos limites do parque, que aparentemente possui dois mapas diferentes e até agora não se sabe qual deles é o correto. Um deles marca esta estrada como limite e o outro a antiga estrada que passa há uns 200m à esquerda, o que coloca várias propriedades, inclusive a pousada em que ficamos, em uma situação duvidosa. Será que todas as propriedades à margem esquerda da estrada serão desapropriadas e/ou indenizadas? Difícil saber para que lado torcer, mas olhando a situação das famílias que vivem ali, além da pousada jóia em que ficamos, esperamos que eles possam continuar suas vidas e atividades sem comprometer o parque.

A gigantesca boca da Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

A gigantesca boca da Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


A Terra Ronca é a mãe de todas as cavernas da região. Isso por que o seu acesso é fácil, está há poucos metros da estrada e sua boca de quase 100m de altura pode ser vista da janela do carro. Ainda que tenha fácil acesso, trekkings dentro de cavernas devem sempre ser acompanhados de guias, por isso fomos até o Camping do Ramiro, o mais antigo e experiente guia desta região. O Ramiro estava no campo, mas seu filho William pode nos acompanhar.

Na casa do famoso guia Ramiro, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Na casa do famoso guia Ramiro, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


A Terra Ronca é simplesmente espetacular. A grandeza de sua entrada, com o rio cortando toda a sua extensão, faz dela uma das cavernas mais lindas que já visitamos. Uma mistura de Gruta do Janelão no Peruaçú, com as cavernas do Petar, pois ainda que imensa ela possui uma área escura e adornada. Suas estalactites e estalagmites são enormes, mas perto da altura do seu “pé direito” ficam insignificantes. , Nos sentimos pequenas formigas minúsculas com a história da terra à nossa frente.

Aproximando-se da entrada de Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Aproximando-se da entrada de Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


Fizemos a travessia da Terra Ronca aproveitando cada passo, cada olhar. Há pelo menos 11 anos que este destino estava nos meus planos de viagem e finalmente conseguimos chegar até aqui.

A dupla saída de Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

A dupla saída de Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


William deve até ter estranhado a empolgação dos dois, tirando fotos de cada canto, cada formação, cada cena. Assim ficamos apenas na Terra Ronca 1, já que a 2 seriam mais de 4 horas de caminhada para poder cruzá-la.

Saída de Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Saída de Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


Depois de um almocinho delicioso preparado pela Dona Cida, mulher do Ramiro, seguimos para a segunda caverna do dia, a São Bernardo. Uma das mais bonitas da região, segundo William, a São Bernardo é também uma das mais longas do Brasil. Possui 6 km de extensão e sua entrada é a partir de uma dolina, formada pelo desmoronamento do solo, que dá acesso a este monumento natural.

Preparando-se para fotografar Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Preparando-se para fotografar Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


O rio que passa dentro desta caverna percorre toda a sua extensão e possui diversas praias de areia perfeitas para um acampamento.
Muito mais adornada que a Terra Ronca, a São Bernardo possui um salão que nós apelidamos de Floresta de Pedra, estalactites, estalagmites, colunas e formações sensacionais cruzam do teto ao chão formando uma verdadeira floresta.

Entre estalactites e estalagmites na caverna São Bernardo, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Entre estalactites e estalagmites na caverna São Bernardo, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


Várias das estalactites estão caídas no chão, por não suportarem o próprio peso, dando um aspecto meio fantasmagórico, de lugar abandonado e destruído. Apenas deixando claro, todas elas caíram por processos naturais, uma vez que seria humanamente (e praticamente) impossível quebrá-las.

Entre estalactites e estalagmites na caverna São Bernardo, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Entre estalactites e estalagmites na caverna São Bernardo, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


Como chegamos tarde, nosso planejamento foi fazermos pouco menos da metade desta caverna. O que nos deixou com a certeza de que voltaremos para uma travessia completa. O Rodrigo ainda lançou um desafio, cruzá-la em uma hora. Obviamente eu topei voltar, mas o desafio fica por conta dele, já que vários dos salões mais bonitos ainda estão nos últimos 3 km.

Nosso guia William na caverna São Bernardo, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Nosso guia William na caverna São Bernardo, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO


Mal chegamos e já queremos voltar. Não tenho dúvidas de que este é um dos principais destinos turísticos a ser explorado por aventureiros que gostam de coisas novas e querem ter a sensação de estar desbravando um Brasil conhecido por poucos.

Caminhando pelo rio no lado de fora de Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Caminhando pelo rio no lado de fora de Terra Ronca 1, no P.E. de Terra Ronca, região de São Domingos - GO

Brasil, Goiás, São Domingos (P.E Terra Ronca), Cavernas, espeleologia, Parque Estadual, parque nacional, Ramiro, Terra Ronca

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Royal BC Museum

Canadá, Victoria

Totens indígenas expostos no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Totens indígenas expostos no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


O Royal British Columbia Museum é parada obrigatória na cidade de Victoria. Super completo e ao mesmo tempo leve, dinâmico e bem ilustrativo, o museu provincial tem atrações para todos os gostos e idades.

Observando um gigantesco mapa da British Columbia no Royal BC Museum, em Victoria, capital da província, no oeste do Canadá

Observando um gigantesco mapa da British Columbia no Royal BC Museum, em Victoria, capital da província, no oeste do Canadá


Além de uma imensa exposição sobre a história da British Columbia, ele possui um Cinema Imax com vários filmes interessantíssimos. Nós começamos a nossa visita pegando um cineminha e assistimos o filme documentário To the Arctic.

Imagens dos antigos habitantes da província, expostas no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Imagens dos antigos habitantes da província, expostas no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


O filme mostra a vida dos ursos polares sob a perspectiva de uma mãe com dois filhotes. A narração é feita por ninguém mais, ninguém menos que a gloriosa Merl Streep e a emocionante trilha sonora foi dirigida por Poul McCartney. O documentário é de uma beleza escandalosa, a mensagem é simples e clara: tudo isso irá acabar.

Um mamute nos recepciona na seção de História Natural do excelente Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Um mamute nos recepciona na seção de História Natural do excelente Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


O aquecimento global é sentido dia a dia nas terras geladas do Ártico. Ironicamente até o degelo forma paisagens maravilhosas, formando infinitas cachoeiras ao longo da parede de gelo que retrai aceleradamente a cada ano que passa. Os ursos polares se adaptaram a viver neste ambiente e precisam do gelo para poder se deslocar em busca de alimento. Na luta pela sobrevivência, batalhas dentro da própria espécie são travadas, como um urso polar macho que persegue os filhotes da ursa polar, em busca de alimento.



Saindo do cinema ouvimos um menininho de 6 anos dizendo: “todo mundo deveria assistir a este filme, em sua própria língua!”. Quer dizer, quanto tempo será que demorará para cada um de nós entender que a mudança não irá acontecer de cima para baixo? Não adianta esperarmos que os governos façam alguma coisa, pois é tão complexo que mesmo com toda a boa vontade política (que ainda não existe), eles não teriam este poder. A mudança tem que acontecer nos nossos menores hábitos de consumo energético, quantitativo e qualitativo. O problema somos nós, que continuamos alimentando uma sociedade consumista. Temos que buscar um equilíbrio, a sustentabilidade e perceber que somos também a solução e que sim, fazemos a diferença. O Ártico irá acabar e não serão apenas os ursos polares que irão morrer e extinguir-se, sem ele toda a vida no planeta como nós conhecemos hoje será destruída.

A antiga exploração de baleias, em foto no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

A antiga exploração de baleias, em foto no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Eu nem preciso dizer que chorei no filme desde a primeira cena. Lágrimas emocionadas pela beleza tocante de uma terra distante que pouco conhecemos. Lágrimas de tristeza de saber que tudo isso irá desaparecer.

Gigantescos carangueijos expostos no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Gigantescos carangueijos expostos no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Atordoados, continuamos a nossa visita pelo museu, passando pelos cenários hiper-realistas da era colonial, com cinemas, salões, hotéis, garimpos, minas de ouro, moinhos de água, florestas e praias. Aprendemos sobre a geografia, fauna, flora e a história desde os primeiros exploradores da região até a atualidade.

Assistindo a filme em réplica de cinema antigo, no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Assistindo a filme em réplica de cinema antigo, no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Antiga propaganda sobre viagens na Inside Passage, no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Antiga propaganda sobre viagens na Inside Passage, no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Tão impressionante e tocante como filme, para mim, é a parte da exposição sobre as nações indígenas, chamadas aqui de First Nations, as primeiras nações que residiam aqui no Canadá, incluindo a Costa do Pacífico. Uma diversidade imensa de culturas das diferentes etnias que compunham a complexa sociedade sobre estas terras há mais de 10 mil anos!

Gravura de antigo líder indígena exposta no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Gravura de antigo líder indígena exposta no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


Totens indígenas expostos no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Totens indígenas expostos no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá


As hierarquias e políticas tribais, guerras pelos recursos naturais e a arte que se desenvolveu em torno deste povo está toda descrita pelas paredes, murais, fotos, máscaras e totens aqui presentes. E esta é apenas a exposição permanente! As exposições continuam, teríamos que passar, só aqui dentro, pelo menos mais dois dias completos para conseguir ver tudo, quem sabe numa próxima.

Imagens dos antigos habitantes da província, expostas no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Imagens dos antigos habitantes da província, expostas no Royal BC Museum, em Victoria, capital da British Columbia, no oeste do Canadá

Canadá, Victoria, Aquecimento Global, British Columbia, Circulo Polar Ártico, Columbia Britânica, museu, To the Arctic

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Calhetas e Galinhas

Brasil, Pernambuco, Porto de Galinhas, Calhetas, Carneiros

Fim de tarde em Porto de Galinhas - PE

Fim de tarde em Porto de Galinhas - PE


Acordamos em Olinda, enquanto eu arrumava todas as nossas mil malas, Rodrigo esperava os últimos ajustes nos pneus da Fiona. Tomamos um belo café da manhã, nos despedimos de Thomas e Francesca e pé na estrada. Hoje é um daqueles dias “on the road” que aproveitamos para conhecer a costa e ganhar alguns quilômetros no nosso itinerário. Rumamos para o sul, nosso destino final é a Praia de Carneiros ou a sua vizinha Tamandaré, onde ficam as pousadas mais baratas. No caminho paramos na Praia de Calhetas, há apenas meia hora de Recife. Rodrigo tem boas lembranças desta praia, pois veio para cá na época de Unicamp com vários amigos da turma.

Praia de Calhetas, em Ipojuca - PE. Ao fundo, é possível ver Boa Viagem - Recife

Praia de Calhetas, em Ipojuca - PE. Ao fundo, é possível ver Boa Viagem - Recife


Eu estava um pouco preguiçosa, nem entrei no mar, mas tomamos uma água de côco refrescante e tivemos, depois de tantos dias em Pernambuco, o nosso primeiro repente. Dois repentistas muito simpáticos rimaram ao som de pandeiros e conseguiram mudar o meu humor. A música cura! Rsrs.

Dupla de repentistas na praia de Calhetas, em Ipojuca - PE

Dupla de repentistas na praia de Calhetas, em Ipojuca - PE


Porto de Galinhas foi a nossa próxima parada, infelizmente chegamos lá com a maré cheia, então não pudemos ver as piscinas naturais. Praia lotada, aproveitamos a tarde para almoçar e fazer umas comprinhas rápidas nas lojas de Porto. Um mergulho no final da tarde só para dar sorte e não dizer que não aproveitamos.

Rua peatonal em Porto de Galinhas - PE

Rua peatonal em Porto de Galinhas - PE


Continuamos a nossa viagem até Tamandaré, cidade praiana vizinha da Praia de Carneiros. Já chegamos a noite e ainda tínhamos que encontrar uma pousada. A informação que tínhamos é que em Carneiros mesmo todos os beach bungalos e resorts são caríssimos. Mesmo assim um morador de Tamandaré insistiu que encontraríamos algo mais em conta e mais próximo das piscinas naturais. Encontramos na pequena vila de Carneiros a pousada de um português, Pousada do Farol. Mais cara do que estávamos esperando, mas a esta hora da noite o melhor que poderíamos fazer era ficar aqui mesmo. Afinal, conforto de vez em quando também não faz mal a ninguém!

Nadando no mar de Porto de Galinhas - PE

Nadando no mar de Porto de Galinhas - PE

Brasil, Pernambuco, Porto de Galinhas, Calhetas, Carneiros, Galhetas, mar, Praia

Veja todas as fotos do dia!

Quer saber mais? Clique aqui e pergunte!

Black Hills e Mount Rushmore

Estados Unidos, South Dakota, Black Hills

O famoso Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

O famoso Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Uma das melhores coisas das viagens de carro são as descobertas que fazemos no caminho. Temos um roteiro macro definido, objetivos e prazos que vão se desenhando durante a viagem, mas na maioria das vezes não sabemos no detalhe onde iremos parar e tudo o que iremos ver. As surpresas do caminho e a flexibilidade do roteiro é que fazem essa jornada ainda mais interessante.

Belíssima plantação de girassóis ao lado do Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos

Belíssima plantação de girassóis ao lado do Badlands National Park, em South Dakota, nos Estados Unidos


Hoje foi um desses dias, uma surpresa chamada Black Hills apareceu no nosso caminho. Nós sabíamos que iríamos até o Mount Rushmore, famosa escultura dos presidentes norte- americanos. Sabíamos também que em algum lugar por ali existia uma grande escultura inacabada em homenagem a um Grande Chefe Indígena Americano, mas teríamos que encontrá-la. O que não sabíamos é que ambas estão localizadas em uma região super turística chamada Black Hills.

A Fiona passa sobre o Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

A Fiona passa sobre o Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


As Black Hills são um oásis verde de rios e montanhas no meio das grandes planícies e pradarias em South Dakota, quase na fronteira com o Wyoming. Estradas cênicas, parques estaduais, grandes manadas de bisões, além das controversas esculturas mamutescas que amputam as montanhas negras.

Vestimenta típica da nação Sioux, durante apresentação de música e dança em frente ao monumento Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Vestimenta típica da nação Sioux, durante apresentação de música e dança em frente ao monumento Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Ao redor do Mount Rushmore se construiu um novo mercado turístico na região, que de forma impressionante cria monumentos, museus e toda a estrutura de hotéis, restaurantes e gift shops explorando ao máximo o produto e sua grande reputação. Nós geralmente passamos ilesos por essas coisas, mas a nossa sede por encontrar ursos nos fez cair em um programa meio “cara-pálida”. Placas apontavam a quilômetros de distância uma fazenda onde poderíamos dirigir e ver ursos, o Bear Country USA.

Veados descansam no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Veados descansam no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Entramos e em menos de 5 minutos nos arrependemos. Pensamos que seria algo parecido com um safári, mas caímos mais em um zoológico! Enquanto dirigimos pela rua principal os animais estão divididos por espécies, cada um no seu quadrado, mas nenhum com espaço suficiente para ser feliz. Elks, Reindeer (dois tipos diferentes de veados), lobos árticos, bighorns, dall sheeps, mountain goats estavam lá soltos, todos bem alimentados e preguiçosos.

Cabra montesa no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Cabra montesa no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Lobos tiram uma pestana no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Lobos tiram uma pestana no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Puma se espreguiçando no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Puma se espreguiçando no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Os pumas estavam dentro de cercas e os tão esperados ursos, soltos em uma grande área gramada entre troncos, lagos e pedras. Eles estavam lá, lindos e formosos. Vimos de perto, abrimos a janela do carro para fotografar, o que é proibido e levamos até uma cheiradinha mais de perto, na traseira da Fiona.

Urso Preto no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Urso Preto no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Urso se refresca no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Urso se refresca no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Passamos reto no zoo de filhotinhos, mas sinceramente, depois de passar pelo Badlands e ver a maioria desses animais livres, é até um insulto vê-los neste regime semi-aberto.

Urso Preto no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Urso Preto no Bear Park, em Rapid City, região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Nossa porta de entrada das Black Hills foi o famosíssimo Mount Rushmore. Construído pelo escultor Gutzon Borglum entre 1927 e 1941, um dos maiores monumentos do mundo foi feito em comemoração aos 150 anos de democracia americana.

Chegando ao Mount Rushmore, a famosa montanha dos presidentes, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Chegando ao Mount Rushmore, a famosa montanha dos presidentes, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Quatro dos principais presidentes americanos George Washington, Thomas Jefferson, Theodore Roosevelt e Abraham Lincoln podem ser vistos da estrada antes mesmo de chegar ao gigantesco memorial construído nos seus arredores. Como tínhamos um dia longo pela frente, pulamos o cerimonial presidencial e seguimos direto para o Custer State Park.

O famoso Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

O famoso Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Visto de perfil, Washington, um dos presidentes esculpidos no Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Visto de perfil, Washington, um dos presidentes esculpidos no Mount Rushmore, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Subimos a Iron Mountain Road, estrada construída para aproveitar ao máximo o cenário das Black Hills com túneis alinhados ao Mt Rushmore, as melhores vistas para os presidentes e pontes em caracol. Um feito da engenharia, uma atração por si só.

Atravessando um dos estreitos túneis na estrada cênica que corta a região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Atravessando um dos estreitos túneis na estrada cênica que corta a região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Na sua continuação pegamos um trecho mais plano da estrada conhecida como Wildlife Loop Road, onde é mais fácil, mesmo que não garantido, encontrar algumas manadas de bisões. O final da estrada passa pelas formações rochosas pontiagudas, um paraíso para escaladores, conhecida como Needles Highway. Eu morro de vontade de escalar, voltar aos treinos de escalada e ficar pendurada nesses paredões de pedra, mas a correria nunca nos permite.

A belíssima região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

A belíssima região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Já no final do dia fizemos um pequeno detour e seguimos até o monumento do Crazy Horse. Esta região é o lar da Grande Nação Sioux, tribos indígenas que foram aos poucos dizimadas e expulsas de suas terras. Lutando para proteger o seu povo, o líder Crazy Horse foi esfaqueado pelas costas durante uma negociação com os colonizadores. Uma de suas famosas frase ele expressa esse sentimento: “My lands are where my dead lie buried.”, tradução livre “Minhas terras são aquelas onde os meus antepassados descansam.” Ficou seu exemplo de luta pelo povo indígena como símbolo de resistência.

O gigantesco monumento em construção de Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

O gigantesco monumento em construção de Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


O local escolhido por chefes indígenas é uma montanha sagrada para a Grande Nação Sioux. Provocados pelos homens brancos que haviam construído o Mt Rushmore, o chefe Lakota Standing Bear (Urso em Pé), sugeriu a contratação do Korczac, escultor que havia trabalhado com Borglum e já tinha reconhecimento nacional por sua obra.

Modelo de como deverá ficar o monumento  Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos, quando estiver pronto

Modelo de como deverá ficar o monumento Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos, quando estiver pronto


O americano de origem polonesa abraçou a causa e mesmo sem nenhuma ajuda financeira carregou a obra faraônica por mais de 30 anos, no início sozinho, mais tarde com a ajuda da sua esposa e sete filhos. A escultura continua em execução, apenas o rosto do chefe indígena Crazy Horse está pronto depois de 50 anos de trabalhos. A iniciativa continua sendo privada, sem nenhum tipo de ajuda ou financiamentos públicos. A família ainda está à frente do projeto e segue os passos do pai, um grande sonhador que acreditava na iniciativa e poder de realização individual. A Fundação Crazy Horse aceita doações e o valor pago como entrada é o que dá continuidade ao trabalho. A estátua do Grande Líder Indígena Crazy Horse terá mais de 170m de altura, sendo que só o rosto possui 26 metros! A retirada de pedras à base de dinamite é um trabalho infindável, não há previsão para término, mas chutar aí em torno de 100 ou 200 anos não seria exagero.

Índios fazem perfomance de dança típica Sioux, em frente ao monumento em construção de Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Índios fazem perfomance de dança típica Sioux, em frente ao monumento em construção de Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


No final da tarde ainda pudemos assistir a um pequeno show de dança indígena apresentado por integrantes da Grande Nação Sioux, como pano de fundo o monumento do Crazy Horse em um belo fim de tarde. Um dia movimentado e bem cansativo, mas cheio de descobertas!

Vestimenta típica da nação Sioux, durante apresentação de música e dança em frente ao monumento Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos

Vestimenta típica da nação Sioux, durante apresentação de música e dança em frente ao monumento Crazy Horse, na região das Black Hills, em South Dakota, nos Estados Unidos


Esses tempos atrás alguém “tuitou” uma frase do Paul Theroux, “Tourists don’t know where they’ve been, travelers don’t know where they’re going.”, que na tradução livre diz “Turistas não sabem onde eles estiveram, viajantes não sabem para onde irão.” Sempre me considerei uma viajante e não apenas uma turista, mas essa frase nunca fez tanto sentido como agora, durante esta viagem. Não sabemos para onde vamos, só sabemos que vamos e que com certeza será um lugar especial.

Estados Unidos, South Dakota, Black Hills, Animal, Bear Country USA, Crazy Horse, Estrada, Great American Drive, Mount Rushmore, Road Trip

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Dominica, o Caribe Tropical

Dominica, Roseau, Portsmouth

Entrando em piscina natural na base de uma das Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Entrando em piscina natural na base de uma das Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Se você está procurando praias de areias brancas, resorts e bares com mulheres dançando o ula-ula você está no lugar errado. Agora, se você é apaixonado pela natureza e quer se lançar em uma aventura para descobrir vulcões, águas termais, matas tropicais, trekkings e a última população indígena remanescente no Caribe, Dominica vai te surpreender em todos os sentidos!

Praia em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

Praia em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Vista da orla de Roseau, capital de Dominica

Vista da orla de Roseau, capital de Dominica


Dominica é o que poderíamos chamar de Caribe “off the beaten track”, já que não possui vôos diretos da Europa ou Estados Unidos. Aqui você não irá encontrar hordas de turistas descendo de 4 ou 5 navios e muito menos pacotes turísticos com grupos imensos instalados em beach resorts. Ainda assim o turismo é seu dom natural e desponta como uma das principais atividades econômicas da ilha.


Uma ilha de colonização inglesa que hoje é politicamente independente e comandada pelo Primeiro Ministro mais jovem do mundo! Vindo de uma família de fazendeiros rastafáris, ele a princípio teve boa aprovação popular, mas nem ele se salvou de perder-se pela ganância e poder. As recentemente alianças duvidosas com o governo chinês e venezuelano tem sido questionadas pelos eleitores mais atentos.

Delicioso banho de cachoeira na Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica

Delicioso banho de cachoeira na Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica


Nós chegamos no domingo, quando tudo está fechado. Tivemos sorte de encontrar uma pessoa da locadora de carros na saída do ferry, esperando por um casal mais organizado e que já havia feito a reserva. Não precisamos nem pagar o táxi, pegamos uma carona no transporte do car-rental. Carro alugado, tanque cheio, trash-food (a única lanchonete aberta na ilha) e uma hora depois estávamos prontos para colocar o pé na estrada!

Embarcando no moderno barco que faz o percurso entre Guadalupe e Dominica

Embarcando no moderno barco que faz o percurso entre Guadalupe e Dominica


Fomos direto para a Emerald Pool, tomar um banho de cachoeira em meio a uma floresta tropical, como um ritual de batizado em águas dominicanas. Boas vindas dadas, seguimos para o nosso roteiro nada tradicional tentando ver o máximo do país nos poucos dias que nos restaram no calendário do ferries inter-ilhas.

Delicioso banho de cachoeira em Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Delicioso banho de cachoeira em Emerald Pool, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Cruzamos o país pelas montanhas, saímos da costa oeste em direção à costa leste em uma longa e sinuosa estrada passando pelo interior de Dominica, nosso plano era cruzar o território indígena dos Caribs. Sempre lemos sobre a história deste povo de origem sul-americana que colonizou as ilhas caribenhas muito antes de Colombo ou qualquer esquadrilha francesa ou inglesa. Eles começaram a subir as ilhas desde as guianas, onde ainda hoje podem ser encontradas algumas tribos caribs ou arawaks. Na história os Caribs são índios maus, guerreiros que chegavam expulsando os pacíficos arawaks. Na atualidade vemos que a sua guerra não seria párea para as doenças e tecnologia dos europeus, que exterminaram com a população nativa, deixando pouco menos que 4 mil caribs, todos eles aqui, em Dominica.

Vista panorâmica em trilha do Trois Pitons National Park, em Dominica

Vista panorâmica em trilha do Trois Pitons National Park, em Dominica


Fim de tarde no belo litoral norte de Dominica

Fim de tarde no belo litoral norte de Dominica


Novamente o dia de domingo nos pregou uma peça, um dia em que normalmente todos estariam nas ruas, descansando e se divertindo, aqui é o dia de ir à missa e ficar dentro de casa com a família. Vimos alguns poucos caminhando pelas ruas, mas suas barracas de artesanatos e restaurantes estavam fechados. Ainda assim é muito bacana encontrar algumas caras familiares aos nativos americanos nessa Região Afro-Americana que é o Caribe.

Procissão em estrada que atravessa o território dos índios Caribs, na costa leste de Dominica

Procissão em estrada que atravessa o território dos índios Caribs, na costa leste de Dominica


À noite chegamos à Portsmouth, segunda maior cidade da ilha, sede da Escola de Medicina de Dominica. Estudantes de todos os cantos vêm parar aqui (não me perguntem como) e dão um ar um pouco mais alternativo para a pequena cidade, que fora dos tempos de provas chega a ter uma vida noturna estudantil mais agitada.

A Ana caminha no pier do nosso hotel em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

A Ana caminha no pier do nosso hotel em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Trânsito nas ruas de Roseau, capital de Dominica, no Caribe

Trânsito nas ruas de Roseau, capital de Dominica, no Caribe


O segundo dia em Dominica começou no Cabrits National Park, um antigo forte inglês construído no século XVIII e que além de belas vistas e um pequeno museu, tem algumas trilhas bacanas entre a mata secundária e ruínas das antigas construções do forte.

Vista do alto do forte no Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe

Vista do alto do forte no Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe


Visita ao Fort Shirley, no Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

Visita ao Fort Shirley, no Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Ruínas da antiga casa do comandante do forte, retomada pela floresta do Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe

Ruínas da antiga casa do comandante do forte, retomada pela floresta do Cabrits National Park, região de Portsmouth, em Dominica, no Caribe


Caranguejo se enrola em trilha do Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe

Caranguejo se enrola em trilha do Cabrits National Park, em Portsmouth, no norte de Dominica, no Caribe


Dirigimos em torno de 40 minutos rumo à Rouseau e a nossa próxima parada é na imperdível Trafalgar Falls. Duas cachoeiras de quase 60m de altura que desembocam entre paredes de pedras imensas e logo encontram uma fonte de águas termais e sulfurosas, o verdadeiro vale dos dinossauros!

Observando as majestosas Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Observando as majestosas Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


A trilha é fácil até as piscinas termais, mas para ver de perto a força dessas lindas cascatas vale a pena um esforço entre as pedras imensas e escorregadias para um mergulho nas suas águas refrescantes. Se você não quer arriscar, descendo um pouco logo encontrará as águas termais mescladas com o Trois Piton River, que se origina no alto destas montanhas no famoso Boiling Lake.

Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Explorando as Trafalgar Falls, no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


Banho relaxante em riacho com águas quentes no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Banho relaxante em riacho com águas quentes no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


No caminho para a capital Rouseau paramos para um lanche no Riverside Bar and Restaurant, um achado no meio desse cenário jurássico. Com vista para as paredes verdes e o rio pedimos um simples sanduíche de queijo e presunto. O que não sabíamos é que tínhamos ali um chef de cozinha de mão cheia, ele adicionou uma salada especial com um tempero delicioso! Rodrigo provou a cerveja nacional Kubuli, nome original de Dominica na língua dos Caribs que significa “grande é seu corpo”.

A cerveja nacional da Dominica, no Caribe

A cerveja nacional da Dominica, no Caribe


Eu provei a bebida nacional que é chamada de rum punch, mas é mais parecida com as nossas cachaças de frutas. Eles “temperam” o rum com maracujá, limão, amendoim, laranja e variados sabores, como fazemos com a pinga e fica uma delícia! Eu tomei um de maracujá misturado com suco e gelo, para ficar mais levinho, delícia!

Relaxando em barzinho no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe

Relaxando em barzinho no Trois Pitons National Park, em Dominica, no Caribe


O final de tarde foi nas instalações da Dive Dominica, que será a nossa operadora de mergulho de amanhã. O Dive Resort estava lotado de mergulhadores norte-americanos, nos hospedamos no seu vizinho que nos ajudou a encontrar um guia que topou nos acompanhar na maratona matutina de trekking para o Boiling Lake as 5h30 da matina! Agora é descansar, por que o dia amanhã será longo.

Dominica, Roseau, Portsmouth, cachoeira

Veja todas as fotos do dia!

Não nos deixe falando sozinhos, comente!

Último dia no Matutu

Brasil, Minas Gerais, Aiuruoca

Depois de um dia inteiro de caminhada, hoje resolvemos fazer um programa que exigisse menos de nossas pernas, mas não menos bonito ou interessante, afinal hoje foi o nosso último dia no Matutu. Super bem indicada a Cachoeira dos Garcias era um programa que já estava praticamente descartado, pela distância do Vale do Matutu, são 25km em direção à Aiuruoca, em um vale vizinho.

Cachoeira  dos Garcias em Aiuruoca - MG

Cachoeira dos Garcias em Aiuruoca - MG


Sem preguiça pegamos o carro e seguimos em direção à cidade. Depois do asfalto de Aiuruoca ainda andamos cerca de 10km em uma estrada de terra que está sendo toda calçada com aquelas pedras estilo “pé-de-moleque”, como as ruas de Ouro Preto. Esta mesma estrada dá acesso para outra trilha que sobe o Pico do Papagaio e a Pousada Do Lado de Lá, que se diz a mais alta do Brasil.

Pico do Papagaio visto do Vale dos Garcias em Aiuruoca - MG

Pico do Papagaio visto do Vale dos Garcias em Aiuruoca - MG


Chegando à Cachoeira dos Garcias, que fica no vale de mesmo nome, a caminhada é curta, em torno de 20 minutos e logo vemos a cachoeira mais bonita da região. É lindíssima, com um poço de água bem verde e uns 30 metros de queda. Lá no alto um grupo de Baependi estava preparando um rapel, para descerem os 30m sem se molhar, uma vez que a temperatura da água estava realmente proibitiva. Mesmo assim, adivinhem quem entrou na água?

Enfrentando as águas geladas da Cachoeira  dos Garcias em Aiuruoca - MG

Enfrentando as águas geladas da Cachoeira dos Garcias em Aiuruoca - MG


Sim, nós entramos! Verdadeiros heróis! Hahahaha! Juro, meu corpo está tentando entender ainda por que eu faço isso com ele... águas geladíssimas e depois um sol quente, a noite fria e um banho quente. Se descobrissem que ficar 2h por dia na água gelada emagrecesse 500g eu ia viver aqui, nessas cachoeiras! Pelo menos acho que essa terapia deve ajudar a diminuir celulite, pois ativa a circulação.

Enfrentando as águas geladas da Cachoeira  dos Garcias em Aiuruoca - MG

Enfrentando as águas geladas da Cachoeira dos Garcias em Aiuruoca - MG


Voltando do Vale dos Garcias, seguimos para o Vale do Matutu em busca de outra boa indicação que nos fizeram: as trutas defumadas. A Lalau comentou comigo, “não vá embora do Matutu sem provar a truta defumada!”. E assim fizemos, depois de Aiuruoca, já em direção à nossa pousada, fica o restaurante Kiko e Kika. A Kika uma veterinária carioca e o Kiko um Frances já bem brasileiro e que herdou uma técnica riquíssima de defumação de trutas. Já é a terceira geração de defumadores na família e isso, aliado ao conhecimento culinário da Kika, resultou no restaurante mais gostoso e fino da região. Comemos uma truta defumada à espanhola deliciosa e de sobremesa uma torta de amora. Huuuum, delícia! Tudo isso com a bela companhia do Kiko, Kika e do Chirrac (de Jacque Chirrac, o presidente da França), o cão da rodésia de 60kg sensacional! Caçador de leões, o Chirrac tem um olhar meio blasé e um comportamento felino, sem muita festa mesmo para os amantes de cachorros, mas quando abaixei para tirar uma foto dele, quase me derrubou pedindo carinho, tão linduuu!

Restaurante do Kiko e da Kika em Aiuruoca - MG. Ótimas trutas!

Restaurante do Kiko e da Kika em Aiuruoca - MG. Ótimas trutas!


Voltamos à pousada, adivinha quem estava lá? O Simba! Muito figura, ontem ele acompanhou a Araceli, que se mudou para a nossa pousada, e assim ele veio junto. Conhecemos no jantar uma nova hóspede também muito aventureira e viajante, a Cassie, que trouxe com ela o Sombra, um labrador preto muito fofo. Ele e o Simba não estão muito amigos ainda não, espero que amanhã fiquem em paz. O Simba, que não é bobo nem nada, logo veio se achegando no nosso quarto e dominou um tapetinho, como quem diz “posso dormir aqui hoje?”. Demos comida e deixamos ele dormir aqui dentro, no quentinho. E assim vamos nos encaminhando para o fim da nossa estada no Vale do Matutu, amanhã partiremos cedinho para a nossa próxima parada: Visconde de Mauá.

Céu estrelado e Pico do Papagaio no Vale do Matutu - MG

Céu estrelado e Pico do Papagaio no Vale do Matutu - MG

Brasil, Minas Gerais, Aiuruoca, cachoeira, Cachoeira dos Garcias, Comunidade Alternativa, Trekking, Vale do Matutu

Veja todas as fotos do dia!

Diz aí se você gostou, diz!

Niagara Falls

Canadá, Niagara Falls

As impressionantes cataratas de Niagara, em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

As impressionantes cataratas de Niagara, em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


As grandes Cataratas do Niágara que estão na fronteira entre o Canadá e os Estados Unidos foram a primeira atração turística dos Estados Unidos. Formadas pelo Rio Niágara que conecta dois dos Grandes Lagos, o Lago Erie e o Lago Ontário. A cor das águas estava linda, o azul se destacava no meio da espuma branca da principal queda conhecida como Horseshoe Falls (Ferradura), que são também as mais famosas. Do lado americano vemos as American Falls e a Véu de Noiva que têm a melhor visão também do lado canadense.

O ponte internacional em Niagara Falls, que liga o Canadá aos Estados Unidos

O ponte internacional em Niagara Falls, que liga o Canadá aos Estados Unidos


A tradição de visitar as cataratas nasceu em 1801, quando a filha do então vice-presidente americano Aaron Burr, Theodosia, decidiu passar a sua lua de mel na região. Ela foi seguida por Jerome Bonaparte, irmão do Napoleão em 1804 e a partir daí o turismo em Niagara só cresceu e recebeu visitas de famosos como a Marlin Monroe, Princesa Diana e o Rei George V da Inglaterra. Hoje a cidade recebe mais de 50 mil recém-casados em lua de mel todos os anos!

Movimento de turistas em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Movimento de turistas em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos



Você sabia?
Que em 1848 geleiras dentro do Lago Erie bloquearam a passagem de água para o Rio Niágara? A consequência disso foi o desaparecimento temporário das Cataratas do Niágara, que “secaram” durante 30 horas!

As impressionantes cataratas de Niagara, em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

As impressionantes cataratas de Niagara, em Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


Que em 1901 a Professora Annie Taylor, uma velhinha doida de 63 anos que queria ficar rica e famosa, se enfiou em um barril com o seu gato e se jogou no rio no alto das Cataratas do Niágara? A doida sobreviveu, teve mais sorte que outro maluco que na década de 90 tentou saltar de um jet sky e abrir um paraquedas.

Barco abarrotado de turistas se aproxima das Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Barco abarrotado de turistas se aproxima das Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


As Cataratas do Niágara me surpreenderam! Fizeram a brasileira e paranaense bairrista aqui tirar o chapéu e voltar atrás quando desfazia da sua grandeza comparada às Cataratas do Iguaçú. As nossas são maiores e mais bonitas, são mesmo, mas estas também não deixam nada a desejar! Da forma como muitas pessoas, inclusive americanos e canadenses, já as haviam descrito para mim, eu achava que seriam umas cascatinhas! Não, o volume de água é imenso e o cenário é maravilhoso! Só é um pouco estranho elas estarem rodeadas de uma cidade com grandes prédios, hotéis, torres e várias construções, completamente dominadas.

Os enormes hotéis e cassinos em frente à Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Os enormes hotéis e cassinos em frente à Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


Então, para visitar as Niagara Falls basta chegar à cidade do mesmo nome, estacionar o carro em um dos vários estacionamentos que cobram entre 15 e 20 dólares e caminhar pela avenida ao longo do rio. Se você quiser um encontro mais íntimo com a bichinha você pode pagar por um tour no barco “Maid of the Mist”, que acelera seus motores e chega bem próximo à ferradura!

Barco abarrotado de turistas se aproxima das Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Barco abarrotado de turistas se aproxima das Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


A Fiona foi conhecer as famosas Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

A Fiona foi conhecer as famosas Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos


Se você tem mais uma tarde ou dois dias para explorar a região e não quer ficar se esbaldando em compras no Duty Free, pegue o carro e vá até a cidadezinha de Niagara on the Lake. Essa dica veio dos nossos amigos e de vários outros canadenses que visitam as cataratas, mas para almoçar e ter um ambiente mais tranquilo dirigem 20km ao norte.

Turistas caminham pela charmosa Niagara-on-the-Lake, no Canadá

Turistas caminham pela charmosa Niagara-on-the-Lake, no Canadá


Testando a água do lago Ontario, em Niagara-on-the-Lake, no Canadá

Testando a água do lago Ontario, em Niagara-on-the-Lake, no Canadá


A cidadezinha é um charme, tem belas vistas do Lago Ontário e várias opções de restaurantes. No dia seguinte o que eu teria feito, se tivesse tempo, seria um tour pelas vinícolas ao longo das rodovias 81 e 87, degustando algumas das maravilhas de Baco produzidas na região.

Visitando as famosas Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Visitando as famosas Niagara Falls, na fronteira do Canadá e Estados Unidos

Canadá, Niagara Falls, cachoeira, Niagara on the Lake

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Aos 5000m!

Chile, San Pedro de Atacama

Caminhada no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Caminhada no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


São Pedro do Atacama está a 2.438 msnm em uma depressão Antiplanica, entre a Cordilheira Domeyko e a pré-cordilheira Andina. As montanhas nevadas marcam o seu horizonte, sendo o Licancabur o principal personagem dos postais e fotos da cidade.

Rua em San Pedro de Atacama - Chile

Rua em San Pedro de Atacama - Chile


Licancabur é um vulcão com 5.590m de altura e no formato cônico mais tradicional que estamos acostumados a ver em desenhos animados. Lindo e imponente ele marca a paisagem e é personagem de uma história muito curiosa. Reza a lenda que Licancabur e seu vizinho Juriques (5.704m) se apaixonaram pela distante montanha de Quimal (4.278m), localizada na Cordilheira de Domyenko. Na disputa, Licancabur enfurecido teria decepado a cabeça de Juriques, reinando pleno como o vulcão bonitão na cordilheira andina.

Vulcão Licancabur visto do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Vulcão Licancabur visto do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


Ao fundo, em direção à Toconao, vemos o Láscar, vulcão ativo com 5.550m de altura, sua última grande erupção foi em 1994 e desde então outras menores ocorrem com intervalos de 2 ou 3 anos. Com sorte podemos ver as fumarolas saindo de sua cratera.

Antigos vulcões vistos do deserto do Atacama - Chile

Antigos vulcões vistos do deserto do Atacama - Chile


Com uma cadeia de montanhas como esta, impossível São Pedro não ter se tornado também um oásis para os montanhistas. Há quase um ano atrás meu cunhado, Guto, esteve aqui e escalou 3 vulcões: Cerro Toco, Láscar e Licancabur, as duas últimas geralmente são caminhadas de dois dias. Ao norte estão as montanhas mais procuradas para trekking e escaladas, dentre elas o Sairecabur de 6.050m.

Caminhada acima dos 5 mil metros no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Caminhada acima dos 5 mil metros no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


Seria o meu primeiro trekking acima dos 5.000m, isso por que não conto os 300m de caminhada ofegante para vencer 50m de altura entre a casinha de esqui até o topo do Chacaltaia na Bolívia. Infelizmente não tínhamos muito tempo, portanto decidimos fazer um trekking de um dia, procurando a montanha de mais fácil acesso, o Cerro Toco. By the way, de toco ele não tem nada, são 5.604m de altura.

Muita neve no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Muita neve no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


A caminhada começa dos 5.300m, uma ascensão pequena de apenas 300m nos levaria até o topo. Encontramos Cristóbal, nosso guia e pegamos a mesma estrada que leva ao Paso de Jama. Só ali já subimos dos 2.500m aos 4.500m. Nós já estamos um tanto quanto aclimatados depois da passagem por Potosí e tantos outros passos entre a puna argentina e chilena. Ainda assim uma coisa é um cotidiano normal acima dos 4.000m, outra é sair andando e subindo montanhas.

Dirigindo entre o gelo e o abismo, no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Dirigindo entre o gelo e o abismo, no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


Nosso planejamento era simples, a Fiona nos leva à base da montanha onde encontramos a trilha principal na face sul e em 2h30 ou 3h estamos no topo. O Rodrigo poderia fazer em 2h até, mas eu prefiro sempre contar com uma folga, já que sou a principiante nesse negócio. Infelizmente o plano já começou mal... a neve estava cobrindo as rotas de acesso à base e por mais que tentasse a Fiona não poderia passar. Começamos a buscar alternativas, entramos em 2 ou 3 diferentes rotas, até que, depois de atolar a Fiona no gelo, encontramos a antiga estrada da mina de enxofre e que pôde nos levar até os 4.800m pela face noroeste do Cerro Toco.

Chegando de volta à Fiona, após caminhada no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Chegando de volta à Fiona, após caminhada no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


A caminhada é fácil, caminhando em um ritmo tranquilo, respeitando a altitude e a falta de oxigênio, fomos subindo. O primeiro trecho um pouco mais íngreme, sem uma trilha formada buscamos o melhor caminho no solo vulcânico, entre rochas e a neve. O Cerro Toco possui 3 picos, o principal já havia ficado muito distante, do outro lado. Daqui ainda conseguíamos ver um deles, sem trilha e com uma inclinação muito acentuada.

Um dos três cumes do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Um dos três cumes do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


Eu ainda tinha esperanças, mas Cristóval e Rodrigo logo adaptaram suas expectativas e trataram de me colocar à par. Gastamos uma hora a mais procurando a estrada e estávamos com uma ascensão muito maior do que a planejada, dos 4.800 aos 5.600m, por isso agora a nossa escalada ao topo do Cerro Toco passou a ser um trekking acima dos 5.000m e vamos ver até aonde conseguimos chegar.

Caminhando com o Cristobal na magnífica região do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Caminhando com o Cristobal na magnífica região do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


Partimos dos 4.800m e em duas horas fomos até as minas de enxofre abandonadas, aos 5.300m. Andamos muito mais e ainda assim não chegamos ao cume. Não vou dizer que não foi frustrante, mas temos que jogar com o que temos. Valeu muito a experiência para ver como eu me sairia acima dos 5.000m.

Aos 5.300 metros, ao lado das antigas minas de Enxofre no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Aos 5.300 metros, ao lado das antigas minas de Enxofre no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


No meu balanço final eu acho que me saí bem. Fisicamente me senti muito disposta e tranquila. A única coisa que me pega é o lado psicológico. Infelizmente confirmei que não posso ter o Rodrigo como meu dupla em situações como esta. Depois de centenas de caminhadas e montanhas a diferença de ritmo se mostra sempre um problema. Eu peço para que me acompanhe pacientemente, mas ele segue no seu ritmo me deixando para trás. Imagino que não deve ser fácil para ele ter que diminuir o ritmo... afinal, isso também cansa. Enfim, para mim uma equipe deve caminhar sempre unida. Aí é que vem o meu psicológico: se algo acontece comigo lá atrás, será que ele poderá me ajudar? Segundo ele sim... em dois minutos volta correndo e me ajuda... mas será que ele vai ver? Tudo passa pela minha cabeça... que eu deveria estar lá com ele, que estou lenta demais, etc, é uma certa sensação de impotência. Enfim, eu preciso trabalhar isso e nós precisamos acertar os tempos e a comunicação. Acho que, se pelo menos ele me avisar que vai acelerar, eu ficarei mais tranquila, sabendo o que vem pela frente.

Muita neve no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Muita neve no Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


O Rodrigo, depois do meu breve chilique, ainda se colocou positivo sobre a minha performance, dizendo que agora acha que eu tenho 65% de chances de conseguir subir o Aconcágua, imagina. Esclarecendo: eu tenho vontade de subir o Aconcágua, assim como tenho vontade de ir à lua. Ter vontade não significa ter isso como um objetivo, gosto de trekkings pelo prazer da caminhada, da natureza, não para ficar sofrendo com o frio de - 10 ou 15°C durante 15 dias pelo prazer de chegar ao cume.

Caminhando com o Cristobal na magnífica região do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile

Caminhando com o Cristobal na magnífica região do Cerro Toco, na região de San Pedro de Atacama, no Chile


Enfim, o Cerro Toco foi apenas a primeira das montanhas acima dos 5.000m e ainda ficou entalada na garganta, por não termos chegado ao topo. A neve, o frio congelante e o vento cortante deram outra dinâmica à caminhada. A linda paisagem do Atacama, vermelho e seco, contrastando com os Andes gelados, Licancabur, Jurique e a Lagoa Verde (já no lado boliviano), fazem tudo valer muito à pena.

Chile, San Pedro de Atacama,

Veja mais posts sobre

Veja todas as fotos do dia!

Faz um bem danado receber seus comentários!

Foi ela, a salmonela!

Brasil, Distrito Federal, Brasília

A noite de terça para quarta-feira foi interminável. Passei mal a noite toda e só as 4am que meu organismo resolveu reagir e se defender, pena que foi de uma forma violenta! Nem vale a pena entrar em detalhes, o diagnóstico foi infecção alimentar, até agora não sei se foi a salada ou o cachorro quente, mas sei que o negócio não foi fraco não! Minha sorte é que tenho linha direta com uma das melhores médicas do Brasil! “Mamãe, to dodói, o que eu faço?”

A Ana, acamada pela febre, em Brasília - DF

A Ana, acamada pela febre, em Brasília - DF


Tadinha, esteja onde estiver ela tem que fazer o diagnóstico, por telefone mesmo. E não é que sempre acerta? Infecção alimentar por salmonela ou alguma bactéria da sua trupe. Medicação homeopática, muita hidratação, alimentação de hospital, carinho e cuidado do marido, muuuito repouso e estou (quase) novinha em folha! Tenho um atraso para tirar aqui no blog, mas não se apoquentem, logo logo estará tudo no ar. Foram dois dias imprestáveis, com essa vista que vocês vêem aí na foto. Depois destes 2 dias de cama, fazendo a maior limpeza interior, estou de volta à ativa!

Brasil, Distrito Federal, Brasília,

Veja mais posts sobre

Veja todas as fotos do dia!

Não se acanhe, comente!

Página 154 de 113
Blog da Ana Blog da Rodrigo Vídeos Esportes Soy Loco A Viagem Parceiros Contato

2012. Todos os direitos reservados. Layout por Binworks. Desenvolvimento e manutenção do site por Race Internet