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Blog da Ana - 1000 dias

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Crossing Honduras

Nicarágua, Somoto, Honduras, Fronteiras, El Salvador, San Miguel

Novo prédio da imigração hondurenha na fronteira com a Nicarágua

Novo prédio da imigração hondurenha na fronteira com a Nicarágua


Duas fronteiras em um mesmo dia. Atravessamos a fronteira da Nicarágua (El Espino) para Honduras e, a estrada cheia de curvas em Honduras, parando apenas para comer algo rápido e abastecer em um posto de gasolina e seguimos para a fronteira de Honduras e El Salvador, na cidade de El Amatillo.

Poderia ser em qualquer lugar o mundo, mas foi em Honduras, na nossa rápida passagem pelo país

Poderia ser em qualquer lugar o mundo, mas foi em Honduras, na nossa rápida passagem pelo país


Honduras é conhecido por ser o país que mais cobra taxas de turismo, fazendo as contas acho que é bem parecido com a Nicarágua, se não contarmos a taxa de aduana, essa sim foi cara. Aí vai a contabilidade fronteiriça do dia:

- US$ 4,00 – Taxa alfandegária para sair da Nicarágua (US$ 2,00 por pessoa)
- US$ 2,00 - Pedágio da prefeitura da cidade fronteiriça (US$ 1,00 por pessoa)
- US$ 6,00 – Taxa de Turismo para entrada em Honduras (US$ 3,00 por pessoa)
- US$ 36,00 – Taxa da aduana de importação temporária do veículo para turistas.

TOTAL: US$ - 48,00

Estava um calor desgraçado e havia uma fila imensa na imigração salvadorenha. Óbvio que para ajudar o sistema havia caído. Assim, os oficiais resolveram agilizar o processo, dando um papelzinho com o carimbo de entrada que diz “válido para 2 pessoas” e pronto. Me pareceu suuuper tabajara, mas pelo menos agilizou a vida de mais de 30 pessoas que estavam passando mal de tanto calor na fila.

Chegando à fronteira entre Honduras e El Salvador. Lá vem o cara correndo para nos 'ajudar' nos trâmites...

Chegando à fronteira entre Honduras e El Salvador. Lá vem o cara correndo para nos "ajudar" nos trâmites...


A demora na aduana de entrada foi de quase duas horas, pois o sistema estava lento. Um dos oficiais que nos atendeu foi muito gentil e conseguiu agilizar o processo para não precisarmos esperar outras 2 horas lá.


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El Salvador foi “eleito” o país mais violento do mundo, mais que qualquer outro do oriente médio, já imaginaram? Pois é, por aqui existe uma gangue (uma delas), que começou as suas atividades nos EUA, porém a polícia os capturou e extraditou em massa para a terra natal. Assim eles se estabeleceram aqui e suas atividades comerciais consistem em extorsão e “pequenos” pedágios cobrados dos comerciantes locais para “proteção” dos seus negócios. Conversamos com duas pessoas que nos disseram que a estrada até Usulaya seria segura, mas outras 2 pessoas nos disseram ser melhor não dirigir durante a noite.

Trânsito nas estradas hondurenhas

Trânsito nas estradas hondurenhas


Óbvio que sabendo disso eu tive uma breve discussão com o Rodrigo que queria seguir viagem depois de escurecer e ele acabou cedendo. Dormimos em San Miguel, a terceira maior cidade do país, que na descrição do Lonely Planet diz que já foi tomada pelo crime organizado e que possui efeitos colaterais ainda vigentes. Cidade quente, no meio de uma região semi-árida parecida com o sertão brasileiro, terra do garrobo (um tipo de lagarto). Ok, hora de descansar. Aproveitamos a noite para conversar com os familiares que estavam online no skype e garantir desde já um Feliz Natal!

Nicarágua, Somoto, Honduras, Fronteiras, El Salvador, San Miguel, Estrada, fronteira

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Feliz Navidad!

El Salvador, El Tunco

El Tunco, litoral de El Salvador

El Tunco, litoral de El Salvador


O melhor brownie do mundo! Um presente de natal um tanto quanto estranho, mas foi assim que resolvi chamá-lo, afinal não é sempre que me permito um bolo de chocolate no meu café da manhã. A propósito, eu AMO bolo de chocolate e brownies são os mais fáceis de encontrarmos por aí, mas nenhum durante estes quase 600 dias foi tão maravilhoso quanto este!

Praia de El Tunco, litoral de El Salvador

Praia de El Tunco, litoral de El Salvador


Acordamos com o calor, havia acabado a luz do povoado. Sem ar e sem ventilador, nos restou levantar todos suados e dar um tchibum na piscina. O Rodrigo voltou direto para a cama, meio ressacado da noite de ontem. Eu tomei um solzinho na piscina, fui até a praia, tirei umas fotos e voltei ao quarto, junto com a luz e o ar condicionado. Aproveitei o tempo para colocar as coisas em dia e fazer companhia ao maridão capotado.

Nosso hotel La Guitarra, em El Tunco, litoral de El Salvador

Nosso hotel La Guitarra, em El Tunco, litoral de El Salvador


A praia aqui não é muito user friendly, o mar é muito forte e as milhares de pedras roladas na beira vão e voltam com a maré, dificultando caminhadas pela praia e até mesmo um mergulho no mar. A areia negra é uma beleza diferente, mas fica muito quente com o sol e além das pedras, muitos galhos e troncos deixam a estreita faixa de areia menos convidativa para deitar e curtir a praia. Assim, a maioria das pessoas se instala em um dos bares de frente para o mar, arriscando algumas entradas bem no rasinho, de preferência pela manhã, quando a maré está baixa.

Domingão, praia cheia em El Tunco, litoral de El Salvador

Domingão, praia cheia em El Tunco, litoral de El Salvador


As rochas imensas formam uma paisagem lindíssima, o rio ao lado tem um cheiro de mangue não muito agradável e a piscina da pousada acaba mais uma vez parecendo a opção mais aconchegante para nos refrescarmos nesse dia de natal. Fizemos um brunch super saudável de no café ao lado, granola, iogurte, pão integral e frutas. Hummm!

Almoço saldável de Natal, em El Tunco, litoral de El Salvador

Almoço saldável de Natal, em El Tunco, litoral de El Salvador


Eu estava sempre imaginando que naquele mesmo momento todos os meus tios e primos estavam reunidos na casa da Tia Made. Todos os natais, no dia 25, reunimos as três gerações da família que não pára de crescer. São 11 primos na família Costa, 9 na Sech, 3 na Petchel, mais nós 3 da B. Silveira, quase todos casados e com pelo menos 2 filhos, façam as contas! É uma delícia, aquela primaiada toda reunida, em uma das únicas datas que quase todos comparecem. Aí vai uma foto da reunião deste ano, e olhe que estava faltando bastante gente!

Reunião natalina da pequena família da Ana, em Curitiba, no Paraná

Reunião natalina da pequena família da Ana, em Curitiba, no Paraná


Enquanto meu pai, minha irmã mais nova Dani, marido e filha nos representavam lá, minha irmã do meio, Juliane e minha mãe estavam em St. Albans, perto de Londres, comemorando com a família do seu namorado. Infelizmente não conseguimos falar com ninguém pelo skype, cada um seguia nas suas festas, funções e fusos-horários, mas sem dúvida estavam todos conectados em espírito.

À noite jantamos uma pizza gostosa, batemos um papo com o Stephen, sueco divertidíssimo que conhecemos ontem na ceia de natal e fomos para o show de Latin Jazz maravilhoso no bar do La Guitarra. Jazz de altíssima qualidade, de frente para a praia, à luz das estrelas e com uma bela taça de vinho na mão. Hohoho, Feliz Natal!

El Salvador, El Tunco, La Guitarra, Natal, Praia

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Rota do Cangaço

Brasil, Alagoas, Piranhas

Navegando no rio São Francisco, próximo à Piranhas - AL

Navegando no rio São Francisco, próximo à Piranhas - AL


Partiu de Piranhas o barco que nos levou conhecer a Rota do Cangaço, chamada assim por fazer parte de um dos momentos mais importantes na história deste movimento. Foi logo aqui em frente à antiga Piranhas que lampião e mais 38 cangaceiros desceram o rio em canoas até um novo esconderijo, a Grota do Angico.

Grota do Angico, local onde Lampião e Maria Bonita foram mortos, em Canindé do São Francisco - SE

Grota do Angico, local onde Lampião e Maria Bonita foram mortos, em Canindé do São Francisco - SE


Foi a primeira vez que ficaram neste esconderijo, segundo o guia turístico do local. Lampião liberou os vigílias, já que os macacos pensavam que ele estava em outro esconderijo. O coitero de Lampião foi comprar alimentos na vila para todo o bando e despertou desconfiança entre os moradores da vila que avisaram a volante da cidade. Esta por sua vez reuniu três grupos de volantes das cidades vizinhas e imediatamente foram para o local.

Casa do coitero de Lampião, perto da Grota do Angico, região de Canindé do São Francisco - SE

Casa do coitero de Lampião, perto da Grota do Angico, região de Canindé do São Francisco - SE


As volantes subiram com metralhadoras das mais modernas, doadas pelos EUA para combate de guerrilhas ao Brasil. Lampião morreu com rajadas de metralhadoras e foi decapitado, Maria Bonita não teve a mesma sorte, pois morreu durante a decapitação. Suas cabeças foram expostas em Tapera e diversas cidades da região, como exemplo e represália aos cangaceiros que restaram. Ali não morreram apenas Virgulino e seus comparsas, morreu também o cangaço.

Foto de Lampião e seu bando exposta em restaurante próximo a Grota do Angico, em Canindé do São Francisco - SE

Foto de Lampião e seu bando exposta em restaurante próximo a Grota do Angico, em Canindé do São Francisco - SE


Eram 45 homens, que por mais cuidadosos e silenciosos que fossem, estavam na caatinga, pisando em folhas secas e carregando armamentos, perguntamos: como Lampião e seus homens não ouviram e perceberam a chegada dos policiais?

Navegando no rio São Francisco, próximo à Piranhas - AL

Navegando no rio São Francisco, próximo à Piranhas - AL


Alguns dizem que foi a cachaça que apagou o bando, o que eu duvido já que eram acostumados a beber todos os dias. Outros acham que armaram para eles, colocando alguma droga ou sonífero nas bebidas. O que aconteceu lá ninguém sabe ao certo e sem dúvida alguma esta é uma das faíscas que mantém acesa a chama da curiosidade e paixão pela história deste personagem tão controverso do nordeste e do Brasil.

Com os especialistas em cangaço, na Grota do Angico, região do Canindé do São Francisco - SE

Com os especialistas em cangaço, na Grota do Angico, região do Canindé do São Francisco - SE


Este mergulho na história foi entremeado por conversas divertidíssimas com os nossos amigos historiadores do cangaço, uma dose de pinga com caju e um tucunaré frito às margens do SanFran.

Nadando no São Francisco depois do passeio à Grota do Angico - SE

Nadando no São Francisco depois do passeio à Grota do Angico - SE


Depois de um mergulho e despedidas de tal local histórico foi que demos falta de um dos personagens mais importantes do 1000dias, o nosso querido celular! Voltamos, procuramos no restaurante e não encontramos. Ele só pode ter ficado ali, na mesa, no balcão ou então na trilha. Será este mais um dos mistérios que rondam a Grota do Angico? Lampião decidiu ficar com ele para fazer contatos imediatos de terceiro grau? Nosso amigo Nokia saiu dos 1000dias, mas entrou para a história do cangaço!

Brasil, Alagoas, Piranhas, cânion, Grota do Angico, Lampião, Maria Bonita, Rio São Francisco, rota do Cangaço, Xingó

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Naufrágio Chinês

San Eustatius, Oranjestad_SE

Queen Trigger Fish, no Hangover Reef, na costa de Statia - Caribe

Queen Trigger Fish, no Hangover Reef, na costa de Statia - Caribe


Naufrágio chinês na baia de Oranjestad, o Chian Tong é uma embarcação de 45m de comprimento, há 26m de profundidade, deitada no fundo do mar em posição de navegação. Hélice, convés e cabine de comando podem ser facilmente avistados. Algumas penetrações são permitidas, na parte traseira tem uma passagem bacana por um corredor onde dá para explorar um pouco mais da estrutura interna do navio, muito bacana. É um recife artificial que serve de casa para milhares de peixes como o peixe-vaca, alguns peixes tambores pintados e diversas outras espécies graciosas. Um grupo deles estava aproveitando o coral incrustado na embarcação para coçar a barriga e nadadeiras, parecia uma dancinha que faziam um a um, muito engraçados!

Peixe-Tambor pintado, no Hangover Reef, na costa de Statia - Caribe

Peixe-Tambor pintado, no Hangover Reef, na costa de Statia - Caribe


Ao lago dele fica outra embarcação menor que serve de casa para lagostas imensas e peixinhos olhudos que vivem enfiados nos buracos dos corais aguardando a hora de atacar sua minúscula caça.

Pequeno camarão azulado (no centro da foto), no naufrágio Charlie Brown, na costa de Statia - Caribe

Pequeno camarão azulado (no centro da foto), no naufrágio Charlie Brown, na costa de Statia - Caribe


O mergulho foi uma delícia, nossa despedida de Statia e a melhor notícia é que desta vez mergulhei com o meu dupla, finalmente recuperado! Rodrigo se sentiu melhor e resolveu tentar, para pelo menos ter uma memória subaquática aqui de St. Eustatius. A única má notícia foi que os dois cabeças de vento esqueceram a máquina fotográfica na pousada, ficamos sem fotos deste mergulho. De qualquer forma coloco algumas aqui das espécies avistadas, para dar um clima.

Peixe-esquilo, no naufrágio Charlie Brown, na costa de Statia - Caribe

Peixe-esquilo, no naufrágio Charlie Brown, na costa de Statia - Caribe


Após o mergulho pegamos logo uma carona com Marieke para a pousada, nos despedindo de Mike, Meno, Ingrid, Carol, Marco, toda a equipe da Scubaqua que nos recebeu tão bem nos mares de Statia. É chegada a hora de nos despedirmos desta ilha e com ela fechamos esta etapa caribenha. Hoje pegamos o vôo já no final da tarde de Oranjestad para St Maarten, onde dormimos mais uma noite antes de voar para o Suriname.

Chegando mais uma vez ao nosso velho conhecido, o aeroporto internacional de Juliana, em Sint Maarten

Chegando mais uma vez ao nosso velho conhecido, o aeroporto internacional de Juliana, em Sint Maarten


O vôo de volta foi emocionante, pegamos os primeiros acentos no avião da winair, logo atrás do piloto e co-piloto. Tem que ser bom mesmo pra dirigir esse negócio. Os ventos estavam fortes e chovia muito, uma sensação de temporada de furacões chegando... mas ainda faltam uns dois meses para nos preocuparmos com isso. Sem dúvida quando virmos notícias de furacões no Caribe agora, olharemos atentos, com outros olhos e outro coração.

Chegando mais uma vez ao nosso velho conhecido, o aeroporto internacional de Juliana, em Sint Maarten

Chegando mais uma vez ao nosso velho conhecido, o aeroporto internacional de Juliana, em Sint Maarten

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Camden, Portland e o litoral do Maine

Estados Unidos, Maine, Camden, Portland-ME

A pequena cidade de Camden, vista do alto de Camden Hill State Park, no litoral de Maine, nos Estados Unidos

A pequena cidade de Camden, vista do alto de Camden Hill State Park, no litoral de Maine, nos Estados Unidos


O litoral do Maine é todo recortado, em cada baía, porto ou ilha, milhares de barcos e marinas decoram a paisagem e nos convidam a paradas “estratégicas” para nos deliciarmos com suas lagostas e cenários espetaculares.

Bela ponte atravessa um dos rios do Maine, nos Estados Unidos, chegando em Camden

Bela ponte atravessa um dos rios do Maine, nos Estados Unidos, chegando em Camden


Nesta road trip pelo nordeste dos Estados Unidos o nosso ponto mais ao norte foi a Mount Desert Island, casa do Acadia National Park. Após três dias explorando a região, fazemos meia volta e começamos o nosso caminho em direção à Portland. Difícil escolher em qual das centenas de vilas marítimas pararíamos, então seguimos a dica de alguns amigos e paramos na pequena cidade de Camden.

Visita ao Camden Hill State Park, em Camden, litoral de Maine, nos Estados Unidos

Visita ao Camden Hill State Park, em Camden, litoral de Maine, nos Estados Unidos


No caminho, o Parque Estadual Camden Hills proporciona uma vista linda da baía onde iremos aportar a nossa Fiona para o almoço. Casinhas com suas floridas floreiras, ruas organizadas, lojinhas, livrarias e restaurantes à beira da água foram o cenário ideal para um final de semana tranquilo e relaxado. Infelizmente essas duas palavras não fazem muito parte do nosso vocabulário ultimamente, o tempo urge e não podemos ficar parados.

A charmosa arquitetura de Camden, no litoral do Maine, nos Estados Unidos

A charmosa arquitetura de Camden, no litoral do Maine, nos Estados Unidos


Restaurante no porto de Camden, no litoral do Maine, nos Estados Unidos

Restaurante no porto de Camden, no litoral do Maine, nos Estados Unidos


Chegamos à cidade de Portland no final do dia, levamos quase uma hora procurando hospedagem na área mais gostosa da cidade, mas todos os Inns e Bed and Breakfasts estavam lotados. Acabamos apelando para um hotel de rede mesmo, uma noite bem dormida para explorarmos a cidade no dia seguinte. A surpresa do dia ficou por conta da Fiona, nossa fiel escudeira, que deu pela primeira vez um sinal de cansaço. Nada que uma paradinha na Toyota não resolvesse, trocamos sua bateria que teve uma longa vida de quase 90 mil quilômetros. Enquanto Rodrigo estava na função concessionária, eu e Bebel saímos explorar a cidade de Portland, que sinceramente, deixou um pouco a desejar.

O porto de Portland, em Maine, nos Estados Unidos

O porto de Portland, em Maine, nos Estados Unidos


Não quero ser injusta, sem dúvida é a cidade tem seu charme e a cena gastronômica parece ser uma das mais agitadas do Maine. Tudo irá depender de qual é o seu objetivo, o que quer ver e quanto tempo terá para aproveitar cada um desses pequenos paraísos dos frutos do mar.

Lagosta, especialidade em Portland, no Maine, nos Estados Unidos

Lagosta, especialidade em Portland, no Maine, nos Estados Unidos


Para quem busca atividades mais jovens e interessantes para as crianças (no nosso caso pré-adolescentes), do porto da cidade saem alguns tours de Whale Watching ou pesca esportiva. As ruazinhas antigas são facilmente exploradas em uma manhã de caminhada.

Passeando por Portland, em Maine, nos Estados Unidos

Passeando por Portland, em Maine, nos Estados Unidos


Almoçamos em um japonês, conhecido por ser um dos melhores restaurantes japoneses de toda essa região. Não estávamos muito no clima de museus, então depois de rodar e conhecer um pouco da cidade e fazer umas comprinhas para a Mel, filhota canina da Bebel, decidimos pegar estrada e seguir viagem.

Loja para cães em Portland, no Maine, nos Estados Unidos

Loja para cães em Portland, no Maine, nos Estados Unidos


Delicioso Frozen Iogurt em Portland, em Maine, nos Estados Unidos. O merecido prêmio depois de consertar a Fiona

Delicioso Frozen Iogurt em Portland, em Maine, nos Estados Unidos. O merecido prêmio depois de consertar a Fiona


Sem dúvida Portland é uma boa escapada de final de semana para aqueles que vivem em Boston ou em cidades do interior. Acho que a impressão que tivemos dela ficou prejudicada na comparação com a região do Acadia, onde temos mais natureza e menos urbanização, cada destino tem o seu momento e o seu público, não deixe de visitar e descobrir se Portland é o seu.

O porto de Portland, em Maine, nos Estados Unidos

O porto de Portland, em Maine, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Maine, Camden, Portland-ME, Parque, Road Trip

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Via Costeira abençoada

Brasil, Bahia, Morro de São Paulo

Cairu - BA

Cairu - BA


A ligação de Moreré com o mundo se faz de 3 formas. A primeira de barco, muito utilizada pelos pescadores e alguns barcos turísticos. A segunda é via trilha interna, a mesma que fizemos a pé, porém geralmente feita de trator. A terceira é o que apelidei de via costeira, onde na maré baixa pode-se cruzar até a Velha Boipeba, povoado mais populoso da Ilha de Boipeba, através das praias. São 5km de caminhada passando pelas praias do Moreré, onde aproveitamos para torcer pelo campeonato de futebol da ilha. Times encamisados e torcidas organizadas vibravam a cada lance no programa mais animado da semana em Moreré.

Jogo de futebol na maré seca em Moreré, na Ilha de Boipeba - BA

Jogo de futebol na maré seca em Moreré, na Ilha de Boipeba - BA


Cruzamos o rio, caminhamos pela longa praia da Cueira, até chegar na praia do Pontal da Barra. As paisagens são maravilhosas e no caminho ela vai se alternando entre marés, piscinas naturais, corais e costa de pedras, até aquele praião imenso com coqueirais que não acabam mais e com um mar mais aberto, uma mais linda que a outra.

Pausa para descanso na sombra, na caminhada entre Moreré e a praia da Barra, na Ilha de Boipeba - BA

Pausa para descanso na sombra, na caminhada entre Moreré e a praia da Barra, na Ilha de Boipeba - BA


É uma caminhada gostosa, mesmo com mochila nas costas é tranquilo. Nós só não pudemos relaxar e ir parando em cada praia, pois tínhamos que chegar no final do Pontal, onde é a vila da Velha Boipeba, a tempo de encontrar algum barco que pudesse nos levar para Morro de São Paulo.

Caminhada na praia entre Moreré e a praia da Barra, na Ilha de Boipeba - BA

Caminhada na praia entre Moreré e a praia da Barra, na Ilha de Boipeba - BA


A ilha de Boipeba é vizinha da ilha de Tinharé, onde além de uma APA imensa, também fica localizada a cidade de Morro de São Paulo. Estes barcos que encontramos trazem turistas de Morro para conhecer um pedacinho de Boipeba e retornam por dentro através do Rio do Inferno, assim chamado devido aos diversos bancos de areia que infernizavam a vida dos marinheiros que encalhavam seus barcos já desde 1500.

Visual na viagem entre Valença e Boipeba - BA

Visual na viagem entre Valença e Boipeba - BA


O passeio passa pelos lugarejos de Canasvieiras e Cairu. Na primeira o atrativo é a ostra fresquinha, crua ou gratinada, cheirava muito bem, mas nem eu, nem o Rodrigo gostamos de moluscos. Uma água de coco e um mergulho para refrescar no bar flutuante e seguimos para Cairu.

Casa com eira e beira, em Cairu - BA

Casa com eira e beira, em Cairu - BA


Cairu é uma das cidades mais antigas do Brasil, logo depois de Porto Seguro. Ela é a sede administrativa e política das 26 ilhas, sendo a única delas que possui ligação com o continente, através de uma ponte. A cidadezinha fica às margens do Rio Tinharé, que liga o Rio do Inferno até Valença. Nela se localizam a Igreja e o Convento de Santo Antônio de Cairu, construída pelos freis franciscanos a partir de 1654, sendo considerado o projeto pioneiro do barroco brasileiro. Hoje, tombados pelo patrimônio histórico, estão sendo restaurados desde 2002.

Igreja jesuíta em Cairu - BA

Igreja jesuíta em Cairu - BA


Os azulejos portugueses e pinturas de um conhecido artista baiano, adornam o convento mantido pelo trabalho insistente dos freis franciscanos. Na entrada da igreja mantivemos a tradição, entramos com o pé direito e saímos com o pé esquerdo, pois assim Santo Antônio casa quem quiser casar e quem já for casado, fica ainda mais casado! O senhor que cuidava da entrada foi com a cara do Rodrigo, que estava assuntando com ele desde a nossa chegada. Ele nos perguntou se éramos casados e então nos pediu que colocássemos as mãos sobre os terços que estavam na mesa que ele iria rogar uma “praga”.Assim fizemos e quando terminou, abrimos os olhos e ele nos deu sua benção, dizendo exatamente como eu me sentia e contando ao Rodrigo que ele não ficasse triste, mas que nosso primeiro filho não seria uma menina e sim um menino! Impressionante como ele acertou os nossos pensamentos e mais, os nossos sentimentos! Uma benção linda do Frei de Cairú que ficou guardada com muito carinho nos autos dos nossos 1000dias.

Local onde os freis lavavam suas mãos antes da missa no mosteiro, em Cairu - BA

Local onde os freis lavavam suas mãos antes da missa no mosteiro, em Cairu - BA


Chegamos à Morro de São Paulo e fomos direto para a pousada na primeira praia onde já sabíamos que iríamos encontrar os nossos amigos mineiros de Barra Grande. Um final de tarde gostoso em frente ao mar, jantamos e ainda fomos reconhecer o território noturno até a entrada da terceira praia. Morro está mudado, mas amanhã terminaremos a exploração desta via costeira.

Chegando em Morro de São Paulo - BA

Chegando em Morro de São Paulo - BA

Brasil, Bahia, Morro de São Paulo, Mareré, Praia, Velha Boipeba

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Grand Canyon e Mamooth Springs

Estados Unidos, Wyoming, Yellowstone National Park

Parece um quadro, mas é o inacreditável Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Parece um quadro, mas é o inacreditável Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Era o final da tarde do nosso segundo dia no Yellowstone. Já havíamos visto geysers, fontes termais multicoloridas, pequenos vulcões de lama, bisões, elks, veados e uma beleza natural impressionante. Sabíamos que existia um cânion ao norte e que lá seria a melhor área para fazermos trekkings mais longos. Eu tinha a imagem deste cânion em algum lugar do meu “HD interno”, vulgo cérebro, que atualmente anda um tanto quanto lotado. Confesso, porém, que só me dei conta quando chegamos e vimos esta cena.

Parece um quadro, mas é o inacreditável Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Parece um quadro, mas é o inacreditável Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Sim, já não bastassem tantas paisagens impressionantes, o Yellowstone possui o seu próprio Grand Canyon! E ele é simplesmente arrebatador!!! Chegamos naquela hora mágica, em que a luz do sol acentuava as cores terracotas da paisagem com tons ainda mais fortes de amarelos, alaranjados e vermelhos. Embasbacados descemos acelerados a trilha das Lower Falls, um zigue-zague que desce a encosta do cânion e fica sobre os 33m de cachoeiras e com uma vista frontal dos 38 km de cânion.

As impressionantes Lower Falls do Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

As impressionantes Lower Falls do Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


As impressionantes Lower Falls do Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

As impressionantes Lower Falls do Grand Canyon de Yellowstone, no Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Formado por camadas de lava que escorreram durante a última erupção do Yellostone Volcano e esculpido por geleiras na última glaciação, cientistas acreditam que ele tenha sido formado nos últimos 15 mil anos! Imaginem, o homem já andava por essas terras e este imenso cânion, que pode chegar a 366m de profundidade, estava começando a ser cavado!

Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos

Yellowstone National Park, em Wyoming, nos Estados Unidos


Uma união de fatores como a localização sobre uma falha tectônica, somada à atividade vulcânica, à ação dos glaciares, enchentes relâmpagos e sabe Deus mais o quê, explicariam a rapidez com que este ele foi formado. É claro que existem controvérsias e ainda muitos cientistas estudam a formação desse magnífico acidente geográfico. O fato é que ele ainda está em processo de erosão e isso nós podemos ver facilmente através da ação do Rio Yellowstone e suas lindas cachoeiras.

Uma verdadeira pintura, o Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Uma verdadeira pintura, o Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


A trilha da Red Rock também é uma boa descida e consecutivamente subida! Mas a vista lá de baixo é linda e pega as Lower Falls ao fundo do cânion. Ao longo da estrada estão vários mirantes e mais um dos preferidos foi o Inspiration Point, belíssimo!

Escadaria para o mirante das Lower Falls, no Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Escadaria para o mirante das Lower Falls, no Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


No mirante das Lower Falls, no Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

No mirante das Lower Falls, no Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Voltamos no dia seguinte, agora do outro lado do cânion e tivemos uma bela vista das Upper Falls, seguida por uma trilha arborizada e cimentada e mais de 300 degraus descendo a Uncle Tom´s Trail, até a beira das Lower Falls. Um bom exercício para começar o dia. Adiante a parada na Artist Point é obrigatória para ter um dos melhores ângulos e tirar aquela foto clássica do cânion.

O belíssimo Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

O belíssimo Grand Canyon of Yellowstone, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Se você ainda quer ver mais vida selvagem como bisões, veados e tentar a sorte para encontrar algum urso cruzando a estrada, pegue à direita na estrada depois de Tower-Roosevelt em direção à entrada nordeste do parque. Na pior das hipóteses você verá centenas de bisões em suas manadas no Lamar Valley, além de paisagens bucólicas, pescadores praticando a fly fishing no Yellowstone River e uma linda cadeia de montanhas ao fundo.

Manada de bisões no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Manada de bisões no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Bisões, símbolo do Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Bisões, símbolo do Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Voltando em direção à Mamooth Springs, vale uma parada rápida na árvore petrificada, uma Red Wood, um tipo de sequoia, que virou pedra exatamente no mesmo lugar onde ela cresceu. Impressionante!

Tronco de Redwood petrificado há 30 milhões de anos, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

Tronco de Redwood petrificado há 30 milhões de anos, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos



MAMOOTH SPRINGS

A impressionante paisagem de Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

A impressionante paisagem de Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Por fim chegamos à Mamooth Springs, uma área de águas termais também ligadas à atividade vulcânica de Yellowstone, o pai de todos os vulcões (pelo menos dos americanos, rsrs!). As fontes de águas termais formou imensos travertinos de carbonato de cálcio, formação que nós já havíamos visto muito parecidas nas águas termais de Pamukkale na Turquia.

A impressionante paisagem de Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

A impressionante paisagem de Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


Uma imensa montanha rodeada por travertinos ativos e inativos formando piscinas coloridas e esculturas naturais maravilhosas. Uma caminhada de pouco menos de duas horas pelas passarelas te leva às principais formações e às lindas vistas do alto do terraço.

A paisagem das gigantescas Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

A paisagem das gigantescas Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos


A paisagem das gigantescas Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos

A paisagem das gigantescas Mammouth Springs, no Yellowstone National Park, no Wyoming, nos Estados Unidos



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Estados Unidos, Wyoming, Yellowstone National Park, Grand Cânion do Yellowstone, Mamooth Springs, vulcão, Yellowstone Area

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Vizcaíno à Tijuana

México, Sierra de San Francisco, Ensenada, Tijuana

Em Guerrero Negro, já mais 'perto' de Tijuana, na Baja California - México

Em Guerrero Negro, já mais "perto" de Tijuana, na Baja California - México


Foram dois dias de longa estrada, atravessando o Deserto de Vizcaíno, parte da Reserva de la Biosfera de El Vizcaíno, uma das maiores reservas naturais do mundo, com mais de 2 milhões de hectares.

Uma estranha planta muito comum nos desertos da Baja California - México

Uma estranha planta muito comum nos desertos da Baja California - México


A diversidade natural da reserva vai desde um dos desertos mais áridos do mundo que abriga pinturas rupestres e um belíssimo patrimônio histórico, até praias, mangues e lagoas que formam o Santuário de Baleias, que em 1993 tornou-se parte do Patrimônio da Humanidade.

Vista a partir da Cueva Ratón da Sierra de San Francisco, na Baja California - México

Vista a partir da Cueva Ratón da Sierra de San Francisco, na Baja California - México


Nossa viagem começou com uma visita rápida à Gruta El Ratón, onde antigos colonizadores e jesuítas que se impressionaram com o desenho e um “ratão” encontrado dentre as pinturas rupestres desta gruta.

Incríveis pinturas rupestres na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México

Incríveis pinturas rupestres na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México


As características das pinturas aqui são parecidas com as que vimos em Santa Marta, representações de homens e mulheres com mais de 2m de altura, veados, borregos e outros animais da região. Detalhe que o dito “ratón” é interpretado atualmente como um puma, inclusive em um dos desenhos mais curiosos é justamente o de um puma, negro, atacando um veado, pintado em vermelho.

Pinturas rupestres na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México

Pinturas rupestres na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México


Seu Refúgio foi nosso guia para os não mais de 20 minutos de visita. Não seria necessário, porém, como o turismo é uma das únicas fontes de renda do povoado de San Francisco, o guia é obrigatório. Ele nos garantiu que poderia nos levar para o cânion em 2 dias, pena que ficou para uma próxima vez. Ele saiu bem feliz do nosso encontro, pois ainda ganhou um par de tênis em ótimo estado! Companheiro de muitas caminhadas, como Machu Picchu, Monte Roraima e outras, eu já estava aposentando-o depois de perder 5 unhas do pé na subida do ao Chirripó. Ele encolheu para mim, mas o pé de anjo do Seu Refúgio com certeza está mais curtido que o meu.

Refugio, nosso guia na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México

Refugio, nosso guia na Cueva Ratón, na Sierra de San Francisco, na Baja California - México


Demos um até logo para o Rancho San Francisco, seu cânion magnífico e ao Seu Refúgio e pegamos estrada em direção a San Quintín, onde dormimos por uma noite, após cruzar a fronteira interestadual entre a Baja Califórnia Sur e sua irmã do norte. Neste trecho da viagem as barreiras policiais se tornam mais frequentes e mais rígidas, todos os carros são revistados e passam por farejadores moleculares de drogas. Como sempre os policiais mexicanos são super atenciosos e educados e ficam curiosos com a nossa viagem, hoje até fotos um deles pediu para tirar conosco!

Um dos muitos postos de vistoria do exército na Baja California - México

Um dos muitos postos de vistoria do exército na Baja California - México


A paisagem do deserto seco e desolado aos poucos vai se transformando e dá espaço para uma imensa área montanhosa. A altitude, o clima mais ameno, o sol e o empurrãozinho da tecnologia de irrigação, tornaram esta região a principal produtora de uvas no México. Aqui são produzidos os melhores vinhos mexicanos, de diferentes cortes, variedades e ótima qualidade!

Região de San Tomás, área de produção dos melhores vinhos do México (próximo à Enseñada, na Baja California)

Região de San Tomás, área de produção dos melhores vinhos do México (próximo à Enseñada, na Baja California)


Cruzamos todo o vale de Santo Tomás à Ensenada onde paramos para almoçar e provar um dos seus seletos vinhos. Curioso é que os rótulos mexicanos, mesmo aqui na fonte, conseguem ser mais caros que muitos argentinos e chilenos, mas se queríamos provar, aqui era o lugar!

Tomando um bom vinho mexicano em Enseñada, na Baja California, no México

Tomando um bom vinho mexicano em Enseñada, na Baja California, no México


Em Ensenada já notamos como estamos próximos da fronteira com os Estados Unidos. Os preços sobem e são colocados em dólares. A arquitetura “prática”, as ruas mais organizadas, os navios de cruzeiros e restaurantes bacanas na principal rua do centro turístico são algumas das características da influência norte-americana por aqui. Ainda assim a simpatia do povo mexicano não nos deixa esquecer que estamos em território latino.

Delicioso almoço e ótimo vinho em Enseñada, na Baja California, no México

Delicioso almoço e ótimo vinho em Enseñada, na Baja California, no México


Os quilômetros finais desta jornada rumo à Tijuana são mais do que recompensadores. Uma linda estrada cênica margeia os altos e coloridos penhascos à beira do Oceano Pacífico. O tempo fechou e um toró nos pegou na entrada da cidade, que não poderia ter melhor trilha sonora “Welcome o Tijuana... com el coyote no hay aduana”.

Dirigindo no centtro de Tijuana, na fronteira do México com os Estados Unidos

Dirigindo no centtro de Tijuana, na fronteira do México com os Estados Unidos


Uma das cidades conhecidas por seu alto nível de periculosidade nos recebeu à noite e embaixo de chuva de braços abertos. Ainda saímos de carro a buscar uma churrascaria brasileira que nos foi indicada. Rodamos por mais de uma hora e acabamos caindo no Fridays mesmo, assim já vamos acostumando com os fast foods que nos aguardam pela frente. Amanhã enfrentaremos a aduana, já que nos 1000dias no hay coyote e já perdemos as contas das aduanas! Cruzem os dedos!

Chegando em Tijuana e na fronteira com os Estados Unidos!!!

Chegando em Tijuana e na fronteira com os Estados Unidos!!!

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St Vincent and the Granadines

São Vicente E Granadinas, Kingstown, Bequia, Union Island

Pier avança sobre o lindo mar de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe

Pier avança sobre o lindo mar de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe


São Vincente e Granadinas é um dos arquipélagos mais famosos entre os velejadores do Mar do Caribe, chegando aqui logo entendemos o porquê. Além das águas turquesas, praias de areia branca e sol inesgotável, aqui eles encontram os cenários e as condições perfeitas para viajar. Um conjunto de pequenas ilhas paradisíacas formam as Granadinas, irmãs menores de St. Vincent, todas com baias protegidas e perfeitas para os barcos aportarem. O arquipélago é o penúltimo país ao sul deste arco vulcânico ao sul do Caribe e por isso o ponto de partida, ou chegada, para muitos velejadores.

Mapa estilizado de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Mapa estilizado de São Vicente e Granadinas, no Caribe


A capital de St Vincent é a cidade de Kingston, não confundir com a capital homônima da Jamaica. Kingston é apenas um porto de passagem para a maioria dos viajantes como nós, que chegamos de avião vindos de Santa Lúcia e tivemos não mais de 15 minutos até a estação de ferry. Pelo menos escolhemos uma estrada cênica, o caminho longo e mais bonito, para chegar até lá! Se tiver tempo ouvimos dizer que vale a pena o trekking do Soufrière Volcano, em torno de 6 horas de caminhada.

Deixando para trás Kingstown, a capital de São Vicente, no Caribe

Deixando para trás Kingstown, a capital de São Vicente, no Caribe


Terminal de ferries da capital de São Vicente, no Caribe

Terminal de ferries da capital de São Vicente, no Caribe


Uma hora de viagem e vamos direto para uma das Granadinas, Bequia (pronuncia-se “békway” ou “bécuei” na escrita abrasileirada). Casa de aproximadamente 5 mil vicentinos é uma ilha de 18km2 e super tranquila, um lugar perfeito para relaxar e descansar.

Visão de Port Elizabeth, capital da ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe

Visão de Port Elizabeth, capital da ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe


Caminhando para o hotel pela orla de Port Elizabeth, a capital da ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe

Caminhando para o hotel pela orla de Port Elizabeth, a capital da ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe


Foi o que fizemos, passamos dois dias em um hotel na beira da baia em Port Elizabeth. Foi construída uma calçada entre a baia e a cidade, um promenade super gostoso para uma caminhada de final de tarde.

Jogando Bets em praia de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe

Jogando Bets em praia de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe


Calçada ao lado do mar em Port Elizabeth, em Bequia, ilha de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Calçada ao lado do mar em Port Elizabeth, em Bequia, ilha de São Vicente e Granadinas, no Caribe


As praias de Princess Margaret e Lower Bay são as mais bonitas e ficam a 20 minutos de caminhada dali ou 5 minutos de boat-táxi. Quase todos os hotéis tem um píer e podem ajudar a encontrar um barco ou te indicarão o ponto mais próximo.

Turistas pegam 'táxi' em Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe

Turistas pegam "táxi" em Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe


Nós fomos caminhando pela estrada no primeiro dia e no segundo decidimos ir nadando, fazendo snorkel e um bom exercício! Quem estiver mais disposto para explorar, alugar um carro ou pagar um táxi para fazer o tour ao redor da ilha, passando por praias e mirantes, também é uma opção.

A maré forma pequenas piscinas em praia de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe

A maré forma pequenas piscinas em praia de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe


Caminhando por praia na ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe

Caminhando por praia na ilha de Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe


Nesse nosso ritmo frenético, pulando de ilha em ilha, Bequia foi o lugar perfeito para tirarmos esses dois dias de descanso antes de seguirmos viagem.

Esperando a vida passar... (em Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe)

Esperando a vida passar... (em Bequia, em São Vicente e Granadinas, no sul do Caribe)


No terceiro dia pela manhã pegamos o ferry e seguimos para Union Island, com paradas nas ilhas de Mustique, Canouan, Mayreau, a menor das ilhas com apenas 2,4 km2 e 254 habitantes.

Passando por uma das muitas ilhas de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Passando por uma das muitas ilhas de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Vários pedaços de paraíso perdidos no meio do Caribe. O último trecho da viagem eu ganhei a permissão do capitão para viajar no alto do ferry, com uma vista linda das ilhas, cabelos ao vento e um sorriso de orelha a orelha! Pena que a câmera não consegue captar todas essas emoções.

Navegando entre as ilhas Granadinas, em São Vicente e Granadinas, no Caribe

Navegando entre as ilhas Granadinas, em São Vicente e Granadinas, no Caribe


Cabibe de comando do fast ferry em São Vicente e Granadinas, no Caribe

Cabibe de comando do fast ferry em São Vicente e Granadinas, no Caribe


Quando chegamos em Mayreau eu pensei que já era Union Island e quase desci do ferry. Um senhor com quem confirmei a parada me disse, “quando você chegar em Union você saberá, é diferente.”

Bob Marley, sempre presente! (em Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe)

Bob Marley, sempre presente! (em Union Island, sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe)


Chegamos à Union Island, 2 mil habitantes e não mais que 5km comprimento por 2,5km de de largura. Crianças correndo na rua, as casinhas coloridas dos feirantes com milhares de frutas na praça central e uma alegria intrínseca ao modo de vida dos que nasceram ou escolheram viver aqui.

A simpática vendedora de frutas em Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

A simpática vendedora de frutas em Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Praça central de Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Praça central de Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Nos hospedamos aí mesmo na baia, no Clifton Beach Guesthouse, simples mas com ótimo preço e bem localizado. Demos uma volta pela vila, compramos frutas e logo já estávamos cercados de amigos no Eclipse Twilight, bar onde Nikki e sua mãe recebem pescadores, tripulações, amigos, expats, locais e yatchers de todos os cantos do mundo!

Com a argentina Eugenia e a vicentina Niki, em Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Com a argentina Eugenia e a vicentina Niki, em Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Era aniversário de uma americana que trabalha no projeto de preservação das tartarugas, ela e suas amigas agitavam o karaokê, uma das amigas locais discotecava o melhor do groove funk dos anos 70 e eu preparava caipirinha de abacaxi para o pessoal. Várias pessoas interessantes, dentre elas um capitão da ilha de Dominica que já viajou por todo o Caribe e agora deve comprar um barco maior para se aventurar pelo Pacífico. Na sua tripulação ele leva Eugênia, uma argentina que trabalhou 6 anos na Espanha, cruzou o Atlântico trabalhando em um veleiro e agora está viajando pelo Caribe conforme consegue trabalho como tripulante.Outra forma de viajar barato e conhecer todo o Caribe, sensacional!

Com a argentina Eugenia, em Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Com a argentina Eugenia, em Clifton, capital de Union Island, ilha no sul de São Vicente e Granadinas, no Caribe


Rodrigo foi embora mais cedo, mas a minha noite terminou já era quase uma hora da manhã, com novos amigos e muita diversão onde eu menos imaginava! É, aquele senhor estava certo, todos saberão quando chegarem à Union Island!

Curtindo a belíssima Port Elizabeth, em Bequia, ilha de São Vicente e Granadinas, no Caribe

Curtindo a belíssima Port Elizabeth, em Bequia, ilha de São Vicente e Granadinas, no Caribe

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Mompós

Colômbia, Mompós

Orla do Rio Magdalena em Mompós, na Colômbia

Orla do Rio Magdalena em Mompós, na Colômbia


Mompós, uma das cidades que teria inspirado a cidade de Macondo, na obra de realismo fantástico de Gabriel Garcia Marquez, 100 anos de solidão. Uma ilha no meio das planícies alagadas pelo Rio Magdalena, entre os estados de Magdalena, Cesar e Bolívar, na Colômbia.

Transporte por burro, muito comum na estrada entre Astrea e Mompós, na Colômbia

Transporte por burro, muito comum na estrada entre Astrea e Mompós, na Colômbia


Mompós é aquela cidade onde sentimos que o tempo parou. As casas de arquitetura colonial, as ruas de pedra e o lento passo de seus moradores nos fazem pensar que entramos em algum tipo de máquina do tempo.

Rua do centro histórico de Mompós, na Colômbia

Rua do centro histórico de Mompós, na Colômbia


Às margens do Rio Magdalena, assistimos barcos indo e vindo, pescadores, moradores ribeirinhos, patos mergulhões, peixes saltitantes e garças rasantes.

Garça nos pântanos do Rio Magdalena, no caminho à Mompós, na Colômbia

Garça nos pântanos do Rio Magdalena, no caminho à Mompós, na Colômbia


Edifícios esquecidos, praças sombreadas e a igreja fechada em um dia escaldante onde a única saída é sentar à beira do rio e se refrescar com um bom copo de cerveja e uma conversa interessante com os passantes, turistas e moradores.

Construção histórica com grande porta para o Rio Magdalena, em Mompós, na Colômbia

Construção histórica com grande porta para o Rio Magdalena, em Mompós, na Colômbia


Aos que tem sede de mais, um barco parte as 14h30 para um tour ensolarado para o avisamento de vida silvestre. Macacos, jacarés, pássaros de todos os tipos. Para os que passaram as últimas três horas desatolando carros, atravessando lagos que cruzaram a estrada e que finalmente chegaram à pacata Mompós, resta entrar no mesmo compasso e observar as borboletas amarelas de Gabriel e imaginar Malquíades pelas ruas de Macondo.

Essa é a estrada à nossa frente, no caminho à Mompós, na Colômbia

Essa é a estrada à nossa frente, no caminho à Mompós, na Colômbia



DICAS

Onde ficar
Há vários hotéis na cidade, mas o hostal mais conhecido e muito bacana é a “Casa Amarilla”, na Calle Albarrada, em frente ao rio. O delicioso café da manhã com frutas com vista para o jardim florido faz sentir-nos em um verdadeiro oásis.

A Casa Amarilla, nosso hostal em Mompós, na Colômbia

A Casa Amarilla, nosso hostal em Mompós, na Colômbia


Tours
Um guia muito simpático está na casa do Doce de Limão, acabamos não utilizando seus serviços, mas nos pareceu muito bacana e prestativo. Ele faz tours pelo centro histórico e de barco pelo Rio Magdalena.

Um dos braços do Rio Magdalena, em Mompós, na Colômbia

Um dos braços do Rio Magdalena, em Mompós, na Colômbia


Música
Vale tentar um encontro com os famosos Gaiteiros de Sangacito, que fazem uma música folclórica tradicional da região. Não sei se custa, quanto custa, pois não conseguimos organizar o encontro. Mas amigos nos garantiram, vale à pena conferir.

Conversando com a suiça Lili e o alemão Gandolf na orla do rio Magdalena, em Mompós, na Colômbia

Conversando com a suiça Lili e o alemão Gandolf na orla do rio Magdalena, em Mompós, na Colômbia

Colômbia, Mompós, 100 anos de solidão, Macondo, Rio, Rio Magdalena

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