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Velejando em Belize - O Mar

Belize, Tobacco Caye

Velejando na água azul-piscina da grande barreira de corais, em Belize

Velejando na água azul-piscina da grande barreira de corais, em Belize


Evidentemente, a maior atração quando velejamos pela grande barreira de corais é o mar. Com seus cinquenta tons entre o verde e o azul, sua transparência e sua riquíssima fauna, ele não nos decepcionou!

Nadando nas belíssimas águas da grande barreira de corais de Belize

Nadando nas belíssimas águas da grande barreira de corais de Belize


Depois de alguns quilômetros da partida, o continente ficando para trás e a grande barreira se aproximando, a cor foi ficando mais clara, deixando o escuro das águas quase fluviais e adquirindo a cor tão característica dos mares caribenhos.

O belíssimo mar na grande barreira de corais, em Belize

O belíssimo mar na grande barreira de corais, em Belize


Ao mesmo tempo, lá no horizonte, foi ficando mais e mais nítido a espuma da rebentação. Para o lado de lá, alto mar, muitas ondas e aquele azul escuro profundo. Para o lado de cá, aparência de uma grande piscina, na cor e na forma, um constante convite a um mergulho, seja para se refrescar, seja para mergulhar.

Fazendo snorkel em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Fazendo snorkel em Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Snorkel nas imediações de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Snorkel nas imediações de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Por fim, chegamos aonde o oceano se encontra com a grande barreira. Nosso barco ficou na calmaria da parte interna onde ficamos ao sabor dos ventos ou então, ancorados ao lado de alguma das ilhas. Com o barco parado, não perdíamos a chance de pular na água. Se fosse só para nadar, ficávamos também na parte mais calma. Mas se fosse para mergulhar, encontrávamos alguma passagem por entre os arrecifes e explorávamos o lado do oceano aberto, muito mais rico em vida.

Nadando com arraia chita durante snorkel perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Nadando com arraia chita durante snorkel perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Nadando com arraia chita durante snorkel perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Nadando com arraia chita durante snorkel perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Nos três dias, fizemos um longo snorkel. Geralmente, começávamos na parte mais rasa, onde o barco estava ancorado. Três ou quatro metros. Uma vez na água, buscávamos as partes mais fundas, chegando aos dez metros ou pouco mais. Com uma visibilidade tão boa, essas distâncias ou profundidades enganam.

Uma magnífica arraia chita nada nas águas transparentes da grande barreira de corais de Belize, perto de Tobacco Caye

Uma magnífica arraia chita nada nas águas transparentes da grande barreira de corais de Belize, perto de Tobacco Caye


Snorkel nas proximidades de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Snorkel nas proximidades de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Encontramos os peixes coloridos de sempre mas são os maiores que nos chamam a atenção. Observar um cardume de tarpoons imóveis, aproveitando uma corrente mais forte para “respirar” é sempre interessante. Ainda mais que, por aqui, eles parecem não ter medo de nós e podemos nos aproximar bastante.

Cardume de tarpoons nada tranquilamente nas águas claras ao lado de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Cardume de tarpoons nada tranquilamente nas águas claras ao lado de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Arraia chita nada entre tarpoons perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Arraia chita nada entre tarpoons perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Mais interessante ainda é observar, no meio desses tarpoons, uma arraia chita passar “voando”, batendo suas asas graciosamente. Essa foi apenas uma das dezenas que vimos durante esses três dias. Nunca tinha feiro snorkel com tantas delas, nadando em todos os sentidos. Quando nos cansávamos de perseguir uma, lá vinha outra em sentio contrário, para continuar nosso “exercício”.

Arraia chita nada entre tarpoons perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Arraia chita nada entre tarpoons perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Uma pequena arraua nada sobre a grama na grande barreira de corais de Belize

Uma pequena arraua nada sobre a grama na grande barreira de corais de Belize


Mas não foram só as chitas que apareceram. Havia também uma pequena arraia verde, que frequentava as áreas de grama. E uma outra, já bem maior, malhada. Linda! Mesmo nos nossos mergulhos com cilindro, foram pouquíssimas como essa que já havíamos visto.

Uma linda arraia manchada nada perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Uma linda arraia manchada nada perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Uma linda arraia manchada nada perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Uma linda arraia manchada nada perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Houve também o encontro com as sempre mágicas tartarugas. Também elas não pareciam se incomodar muito conosco, esse estranho e desengonçado animal embaixo d’água. Esforçávamos para nos aproximar e fotografar, mas bastava uma batida mais forte de pernas e lá estava ela, bem longe de nós.

Nadando com uma tartaruga perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Nadando com uma tartaruga perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Nadando com uma tartaruga perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Nadando com uma tartaruga perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize


Enfim, foram três dias de muito mar, muitos mergulhos, muita beleza submarina. Esperávamos muito e não nos decepcionamos. O mar da grande barreira de corais de Belize é realmente especial, principalmente nesses trechos menos visitados por turistas. Inclusive, em suas águas, a gente se deparou com outro animal, bem comum em terra firme, mas poucas vezes visto nadando com tanta desenvoltura no oceano. Assunto para o próximo e derradeiro post dessa nossa aventura pelos mares de Belize.

Nadando com uma tartaruga perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Nadando com uma tartaruga perto de Tobacco Caye, na grande barreira de corais de Belize

Belize, Tobacco Caye, Bichos, Mergulho, snorkel

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E os Glaciares Construíram um Parque...

Estados Unidos, Montana, Glacier National Park, Canadá, Waterton National Park

As luzes mágicas do entardecer na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

As luzes mágicas do entardecer na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Quase todo mundo pensa (inclusive nós pensávamos!) que o Glacier National Park tem esse nome por causa de diversos e enormes glaciares que existiriam no parque. O fato de estar tão ao norte e em meio às montanhas corrobora ainda mais essa ideia. Até existem alguns glaciares no parque, mas não são muitos e nem tão grandes. Tampouco são as atrações mais visitadas do Glacier. Na verdade, o nome vem do fato que toda região foi coberta por esses gigantescos rios de gelo, mas isso foi há cerca de 15 mil anos, e foram eles que deram forma às montanhas, vales, canyons e lagos que pontuam toda a região até hoje.

Entrando no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Entrando no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


McDonald Lake, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

McDonald Lake, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Transitar pelo parque e ver de perto suas magníficas paisagens é ter a chance de, ao vivo e à cores, ter uma verdadeira aula de geologia, principalmente sobre as forças titânicas dos glaciares que avançaram do norte remodelando tudo o que encontravam em seu caminho. Com seu lento, mas irrefreável movimento, os rios de gelo cobriam montanhas, abriam novas paisagens, carregavam milhões de toneladas de rochas e, enfim, construíam uma nova paisagem. Ao se retrair, alguns milhares de anos depois, deixaram para trás grandes depressões, que se tornariam lagos, além de canyons que seriam aproveitados por rios e cursos d’água no futuro. Grandes paredes de rochas, com suas fissuras e marcas, são a prova do gelo que passava por ali, arrancando pedaços, nesse laborioso trabalho da natureza.

Paisagem montanhosa e as primeiras neves, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Paisagem montanhosa e as primeiras neves, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


A estrada 'Going to the Sun', nas montanhas do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

A estrada "Going to the Sun", nas montanhas do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


O parque foi criado em 1932, dos dois lados da fronteira, para proteger esse maravilhoso patrimônio natural. Dois parques nacionais que, juntos, formam o Parque Internacional da Paz, primeira experiência multinacional de proteção da natureza. Do lado de cá, é o Glacier e, do lado de lá, é o Waterton Lakes National Park, que visitaremos amanhã. A maior área está em território americano e aqui, como é de costume, logo fizeram uma estrada para dar acesso às principais atrações turísticas do parque, atraindo visitantes e divisas para ajudar na conservação da área.

Cabra Montesa no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Cabra Montesa no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


A história da construção dessa estrada também é bem interessante. O objetivo era cruzar o parque de leste a oeste, passando por uma cadeia de montanhas no meio. Dois projetos foram apresentados, um mais rápido e barato, e o outro mais caro e cênico, mais “integrado à paisagem”. A segunda opção foi a escolhida, a “Going to the Sun Road”, uma das mais aclamadas estradas americanas, não só pela beleza da paisagem que a rodeia mas também pela requintada engenharia d sua construção.

Atravessando as montanhas do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Atravessando as montanhas do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Foi ela que percorremos hoje, primeiro ao longo do Lake McDonald, o maior lago glacial do parque, e depois através das montanhas. No caminho, diversos mirantes, sempre com painéis explicativos sobre diversos aspectos da natureza e história do parque. Aprendemos, por exemplo, que as geleiras daqui estão retrocedendo bastante e as fotos antigas são a prova irrefutável disso. Sinal de mudanças no clima, parte de um ciclo natural ou, como defendem outros, consequência do aumento de CO2 na atmosfera causado pelas atividades humanas. Qualquer que seja a razão, é sempre meio triste e preocupante ver com os próprios olhos que as coisas estão mudando e o clima, esquentando. As consequências mais diretas aqui no parque são o aumento das florestas em direção ao alto das montanhas e a diminuição da quantidade de água nos riachos, no período de seca. Afinal, nesses meses, o principal suprimento de água vinha das geleiras. Menos geleias, menos água. Menos água, menos vida. Simples assim.

Chegando de perto as águas geladas de cachoeira em plena estrada do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Chegando de perto as águas geladas de cachoeira em plena estrada do Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Grande gelieira no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Grande gelieira no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Bom, enquanto tem água, nós aproveitamos para caminhar até uma bela cachoeira, numa rápida trilha de menos de 2 km. Nadar, nem pensar, a água vindo diretamente do gelo que derrete lá no alto da montanha. Para quem não quiser fazer nem essa curta caminhada, há também mais cachoeiras na própria beira da estrada. Gelada como a outra!

Visitando cachoeira dupla no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Visitando cachoeira dupla no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Do outro lado da montanha, mais lagos criados na última era glacial. Por fim, a saída do parque. Outra vez mais, tínhamos vistos vários animais, mas todos vegetarianos, nenhum onívoro, como o urso que ainda queríamos ver. Estávamos na dúvida se agora seguíamos para o sul, onde uma outra estrada entrava pelo parque, ou então para o norte, já no sentido do Canadá, mas também de Many Glacier, que fica em outra estrada isolada no Glacier National Park.

Cenário inspirador durante pequena trilha no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Cenário inspirador durante pequena trilha no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Por trás dessa escolha, estava a decisão de seguir viagem ainda hoje ou só amanhã. Meio com pressa de seguir em frente, abandonamos a ideia de visitar a isolada parte sul do parque e seguimos mesmo para o norte. Antes de chegarmos ao desvio que nos levaria ao Canadá através do parque, passamos pela estrada de Many Glacier. Essa é uma das principais atrações aqui do parque, na sua parte americana. Mas como já estava tarde, queríamos deixar para amanhã cedo. Só que descobrimos que o próximo hotel para dormirmos era só no Canadá e, de lá, ficava meio puxado voltar aqui amanhã cedo. Resultado: fomos lá dar uma olhada rapidinho, pelo menos para desencargo de consciência.

Muitos lagos de origem glacial no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Muitos lagos de origem glacial no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Pois é, foi a melhor coisa que fizemos! A razão disso está no post seguinte. Mas, além dessa razão, outra surpresa foi a incrível beleza do lago e do hotel chique que fica bem na sua orla. Era a hora do pôr-do-sol e ele estava simplesmente espetacular! Ficamos tão empolgados que tentamos, a todo custo, arrumar um lugar por ali mesmo, para dormir. Infelizmente, o lodge mais barato tinha lotado há poucas horas (essa época é fogo, aqui nos EUA...) e o tal hotel chique, com quartos de 250 a 500 dólares, enorme, estava lotado também.

O charmoso hotel na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

O charmoso hotel na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos


Assim, resolvemos nos satisfazer mesmo com aqueles momentos inesquecíveis que lá tivemos, fechados com chave de ouro com o entardecer cinematográfico. Seguimos mesmo para o Canadá, a menos de uma hora de lá. A fronteira é no próprio parque e, àquela hora da noite, completamente vazia. Fico pensando se já passou algum brasileiro por lá, com seu carro tupiniquim... Acho que não, principalmente pela cara que o guarda de fronteira fez ao nos ver. De qualquer maneira, nos tratou muito bem e eficientemente. Rapidamente, estávamos de volta ao Canadá e, pouco tempo depois, instalados num Inn de Waterton, a pequena cidade que fica dentro do parque de mesmo nome, na beira de um lago. Na verdade, o mesmo Glacier Park, mas que no lado de cá da fronteira, ganha outro nome. Vamos conferir amanhã...

O céu parece em chamas no pôr-do-sol na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

O céu parece em chamas no pôr-do-sol na região de Many Glacier, no Glacier National Park, em Montana, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Montana, Glacier National Park, Canadá, Waterton National Park, cachoeira, Lago, Parque, trilha

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Crianças

Brasil, Paraná, Curitiba

A linda Sara, em Riacho Doce, fronteira da Bahia com Itaúnas - ES

A linda Sara, em Riacho Doce, fronteira da Bahia com Itaúnas - ES


O frio diminuiu um pouco aqui em Curitiba, sol brilhando num céu limpo o dia inteiro. O grande acontecimento do dia, na verdade, foi de noite. Um queijos e vinhos no apartamento do Gusta e da Paula (aqueles que assistimos o casamento, quando voltamos à Curitiba em Setembro do ano passado), oportunidade para rever vários amigos. A noite e o vinho renderam tanto que o bom senso nos fez dormir por lá mesmo. Lá estavam também a Dani e Dudu, com a linda filha que também é nossa sobrinha, a Luiza. O novo encontro com ela, e também com a Pietra me inspiraram no tema de hoje da retrospectiva em fotos da viagem até agora: as crianças que temos visto na nossa jornada:

Calma inspiradora: crianças conduzem canoa em rio da Praia do Bonete, em Ilha Bela

Canoas no rio ao lado da praia no Bonete em Ilha Bela - SP

Canoas no rio ao lado da praia no Bonete em Ilha Bela - SP


Hora do recreio em escola rural no Vale do Peruaçu, em Minas Gerais

Escola no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Escola no Vale do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Concentrada em seu próprio mundo, em Mariana - MG

Menina entretida, em Mariana - MG

Menina entretida, em Mariana - MG


Felicidade em seu estado mais puro

Crianças brincam na duna no fim de tarde, em Galinhos - RN

Crianças brincam na duna no fim de tarde, em Galinhos - RN


Vendo a vida passar preguiçosamente pelo rio em frente de casa. O Rio Preguiças...

Cais de Mandacaru, na viagem pelo Rio Preguiças, entre Barreirinhas e Atins, nos Lençóis Maranhenses (MA)

Cais de Mandacaru, na viagem pelo Rio Preguiças, entre Barreirinhas e Atins, nos Lençóis Maranhenses (MA)


Vendo a vida passar preguiçosamente pela estrada em frente de casa. A Transamazônica...

Grupo de meninos nos saudam, na Transamazônica - PA

Grupo de meninos nos saudam, na Transamazônica - PA


Nossos pequenos e fiéis companheiros de fim de tarde, na Ilha de Lençóis

Festa com as crianças no Bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Festa com as crianças no Bar do Martins, na Ilha de Lençóis, nas Reentrâncias Maranhenses - MA

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Mucugê, Diamantes e Metrôs

Brasil, Bahia, Mucugê (P.N. Chapada Diamantina)

Cachoeira da Piabinha, no Parque Municipal do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

Cachoeira da Piabinha, no Parque Municipal do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA


Hoje pela manhã, aqui em Mucugê, um momento raro de separação entre eu e a Ana. O normal da nossa vida, desde que começamos a viagem, é compartilhar umas 23 horas e meia dos nossos dias. As pessoas se espantam, mas por enquanto foram pouquíssimas brigas e sempre nos damos muito bem. Pois hoje, resolvemos nos separar. Depois dos 100 km de caminhadas acumuladas desde que chegamos à Chapada, a Ana resolveu ficar na Pousada durante a manhã, dormindo um pouco mais e aproveitando para tentar colocar em dia seus posts, que estavam ainda mais atrasados do que os meus. Enquanto isso, fui visitar um parque municipal, com museu histórico e cachoeiras.

Rua em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

Rua em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA


Mucugê é bem mais tranquila que Lençóis. As duas cidades são da época áurea da exploração do diamante na Chapada, em meados do séc XIX. Na verdade, o garimpo em Mucugê se desenvolveu um pouco antes e daqui partiram os garimpeiros explorando os rios mais ao norte, onde está Lençóis. A cidade ainda tem um ar daquele século, as casas e ruas muito bem conservadas, até mais que em sua irmã mais famosa. Além disso, tudo aqui parece mais organizado, com placas indicativas estilizadas e sem uma influência tão forte de turistas e forasteiros. Para mim, foi uma bela e agradável surpresa essa cidade e gostei muito de ter vindo.

Nossa pousada em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

Nossa pousada em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA


No parque e na região próxima há várias cachoeiras. Se estivéssemos em outro lugar que não a Chapada, essa cachoeiras seriam consideradas maravilhosas, mas aqui, por comparação, acabam diminuídas. Mesmo assim, foi muito gostoso visitar e me banhar na Cachoeira da Piabinha e na Tiburtino. Essa última é acessada através de uma trilha muito bem conservada de 2 km. Já que estava sozinho, aproveitei para seguir correndo. Correndo e pensando sobre a história dessa região. As minhas fontes foram o museu e também as longas conversas com o Lúcio, durante nossas caminhadas no Vale do Pati. O moço é uma enciclopédia da história da Chapada!

Placa informativa no Parque Municipal do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

Placa informativa no Parque Municipal do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA


A exploração de diamantes no Brasil teve seu primeiro boom na segunda metade do séc XVIII, principalmente na região de Diamantina, em Minas Gerais e também um pouco em Goiás. Preocupado com o excesso de diamantes no mercado e a consequente queda nos preços, o governo de Portugal simplesmente proibiu sua exploração em outras regiões, incluindo a Bahia. Essa proibição durava até o século seguinte, mesmo o Brasil já sendo um país independente.

Antigas casas de garimpeiros, no Parque Municipal do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

Antigas casas de garimpeiros, no Parque Municipal do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA


Pois bem, diamantes acabaram sendo encontrados na região da Chapada. Mas como a lei de proibição ainda vigorava, essa era uma descoberta "ilegal". Os felizardos descobridores conseguiram manter segredo durante algum tempo, mas acabaram brigando entre si (a velha cobiça...). Um deles tentou revender alguns de seus diamantes. A polícia o pegou e o acusou de ter roubado as pedras preciosas. Para não ir em cana, ele acabou revelando o segredo. A notícia se espalhou como rastro de pólvora e em questão de meses, milhares de pessoas chegavam à Chapada. Era uma vez a tranquilidade no local...

Cachoeira do Tiburtino, no Parque Municipal do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

Cachoeira do Tiburtino, no Parque Municipal do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA


Cidades apareceram e cresceram, entre elas Mucugê e Lençóis, que adquiriu uma importância tão grande que quase se tornou a nova capital do estado. Comerciantes do mundo inteiro vieram para cá e a França acabou instalando um consulado na cidade. Na verdade, era apenas para assegurar os interesses franceses nas pedras preciosas. Afinal, este era o tempo da construção dos metrôs de Londres e Paris, ambos construídos com perfuratrizes que usavam diamantes da nossa Chapada Diamantina!

Cemitério em estilo bizantino, em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

Cemitério em estilo bizantino, em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA


A descoberta de diamantes na África do Sul acabou por tirar a importância do Brasil no mercado. Mesmo assim, uma nova onda de prosperidade veio com a construção do Canal do Panamá, que demandava não diamantes, mas uma pedra negra chamada Carbonato, muito mais comum por aqui que na África. Deste modo, a Chapada também contribuíu em muito com a divisão das Américas.

Antigas casas de garimpeiros, no Parque Municipal do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

Antigas casas de garimpeiros, no Parque Municipal do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA


Depois disso, lenta decadência através do séc XX. A população de Lençóis recuou de 30 mil para 7 mil habitantes. Algum tipo de riqueza só chegou novamente com a chegada das dragas ao garimpo, na década de 70. E depois, com a criação do parque em 84, com o turismo. Mas a ocupação ainda está muito longe do que já foi um dia. Assim, ao explorar esta região, é muito comum encontrar ruínas de casas e de estradas que já foram muito movimentadas algum dia e que hoje são apenas sombras, fantasmas de sua glória passada.

Nas cachoeiras de Mucugê, apesar de estarmos em pleno sábado, nadei sozinho. Mas em meus pensamentos, havia uma multidão de fantasmas por ali, ainda preocupados em se enriquecer e nem notando aquele estranho ser do futuro que os observava atentamente.

Cachoeira do Tiburtino, no Parque Municipal do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

Cachoeira do Tiburtino, no Parque Municipal do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina - BA

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Um Oásis no Peru

Peru, Lima, Huacachina

O oásis de Huacachina, no Peru

O oásis de Huacachina, no Peru


Às vezes, é muito legal chegar de noite em algum lugar em que você nunca esteve e não conseguir ver a paisagem ao redor. A escuridão da noite é como um manto escondendo alguma surpresa que a luz do dia mostrará. Foi o que aconteceu conosco aqui na pequena Huacachina, ao lado de Ica, a meio caminho entre Nazca e Lima.

Mal se percebe as minúsculas pessoas no pé da enorme duna em Huacachina, no Peru

Mal se percebe as minúsculas pessoas no pé da enorme duna em Huacachina, no Peru


Normalmente, associamos a palavra "oásis" a uma ilha de verde e de vida no meio do Saara ou do deserto da Arábia. Mas a América do sul, especialmente o Chile e o Peru, também tem seus desertos e, consequentemente, seus oásis! Os desertos que tínhamos visto até agora, nesses países, eram grandes planícies de areia e pedra. Mas em Huacachina ele se parece mais com aquela imagem clássica de desertos que todos temos na nossa cabeça: enormes dunas a se perder de vista. É o nosso Saara. E Huacachina é aquele oásis típico também, uma lagoa cercada de palmeiras cercada de dunas de areis gigantes.

Subindo a duna em Huacachina, no Peru

Subindo a duna em Huacachina, no Peru


Foi com essa "surpresa", essa paisagem quase africana, que nos deparamos pela manhã. E a primeira tentação foi, claro, subir as dunas. Para quem tinha acabado de subir um vulcão, não poderia ser tão difícil assim, hehehe. Mas foi! As dunas devem ser umas quatro vezes mais altas que aquelas de Jericoacoara e a grande maioria das pessoas só sobe lá num bugue super arretado, preparado para levar turistas em passeios pelas areias.

Correndo na estreita crista da duna em Huacachina, no Peru

Correndo na estreita crista da duna em Huacachina, no Peru


Mas nós fomos a pé mesmo. Muito suor e esforço depois, estávamos lá encima, observando o mágico cenário. As pessoas ficam absolutamente minúsculas, quase desaparecendo diante de tanta areia. O oásis de Huacachina também fica pequenininho lá embaixo, a lagoa, os restaurantes e as palmeiras parecendo que serão devorados pelas areias em questão de minutos!

Autofoto no alto da duna em Huacachina, no Peru

Autofoto no alto da duna em Huacachina, no Peru


Antes que isso acontecesse, tiramos nossas fotos e corremos para lá, minutos intermináveis despencando duna abaixo até chegar ao nível do lago. Ali, nos instalamos num dos tentadores restaurantes com mesas ao lado da água e ficamos curtindo o incrível visual, dessa vez olhando tudo de baixo para cima. Tão bom como isso foi o nosso lanche, cerveja gelada e um ceviche delicioso carregado no limão. Hmmmmmm!!!

Veículos para transporte de turistas nas dunas de Huacachina, no Peru

Veículos para transporte de turistas nas dunas de Huacachina, no Peru


Aí, foi hora de tocar para Lima. A nossa primeira capital desde Asunción. A maior cidade que entramos desde que saímos de São Paulo, há muito e muito tempo. É nesta hora que o GPS é mais valioso! Seguimos diretamente para o bairro de Miraflores, região de classe média alta, muitos restaurantes e hotéis. Bairro super gostoso que muito lembra os bairros mais gostosos de São paulo e Rio. Vai ser ótimo explorá-lo nos próximos dias. Mas, antes disso, tivemos é que achar um lugar para nós e para a Fiona, bem na hora do rush.

Totalmente patroa, em Huacachina, no Peru

Totalmente patroa, em Huacachina, no Peru


Deu algum trabalho mas achamos um hotel bem legal, o Buena Vista. E, para a nossa agradável surpresa, o dono fez faculdade em Curitiba. Mais ainda, acabou de se casar com uma ex-colega sua e ela se mudou para Lima há poucos meses. Estávamos em casa! A Fiona ficou numa "playa" (estacionamento!) bem pertinho e agora, nossa única preocupação era comer. Seguimos o conselho do Jorge, o dono do hotel, e fomos comer no melhor frango da capital, a poucos quarteirões dali. Poucas horas em Miraflores e já mudamos nossos planos, tudo para ficar mais um dia por aqui. Amanhã, rumo ao centro da cidade que foi a mais importante das Américas por pelo menos 200 anos!

Delicioso ceviche, em Huacachina, no Peru

Delicioso ceviche, em Huacachina, no Peru

Peru, Lima, Huacachina, deserto, oásis

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Scotch

Estados Unidos, Washington State, Seattle

O maravilhoso Blue Label King George que experimentamos no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

O maravilhoso Blue Label King George que experimentamos no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Eram oito e meia da noite quando a van do nosso hotel nos deixou em frente ao Metropolitan Grill, no centro de Seattle. Para voltar, bastaria um telefonema para eles virem nos buscar. Assim, sem dirigir, a Fiona segura na garagem, estávamos de consciência leve para tomar um bom vinho. Ou um bom scotch...

Entrada do Metropolitan Grill, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Entrada do Metropolitan Grill, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Normalmente, somos fãs de vinho ou cerveja. É claro que apreciamos um bom uísque também, mas essa bebida não combina muito com a rotina da nossa viagem., mais diurna do que noturna, quase sempre ao volante da nossa Fiona. Mas hoje, falei em scotch porque havia sido a sugestão do nosso primo, o benfeitor do presente que nos levava a um dos melhores restaurantes dos Estados Unidos.

Restaurante do Metropolitan Grill, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Restaurante do Metropolitan Grill, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


O Metropolitan é famoso pelas suas carnes, principalmente steaks e costelas. Nós já chegamos lá com fome e, ao entrarmos, o aroma estava “matador”. Esquecemos completamente do scotch no bar, como aperitivo, e seguimos diretamente para as mesas. Ali, folheando o cardápio, demos de cara com a dura realidade: a lista de pratos “normais” era cara, mas bem aceitável. Porém, as especialidades da casa, essas sim eram de quebrar o orçamento. Mas, como diz o ditado, “quem está na chuva, é para se molhar”, especialmente quando tudo se trata de um presente. Tínhamos de comer uma das especialidades, isso era o certo! Achamos que a melhor solução seria pedir apenas um prato e dividir entre os dois. Escolhemos o maior deles (nos EUA, tudo aparece em “ounces”, então é fácil ver qual o maior), mais do que suficiente para alimentar os dois e, ao mesmo tempo, provaríamos o prato que fez a fama do restaurante.

Delicioso vinho do estado de Washington, nossa bebida durante o  jantar no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

Delicioso vinho do estado de Washington, nossa bebida durante o jantar no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Escolha acertadíssima. Nosso T-Bone estava maravilhoso. Desculpe-me os vegetarianos (eu também adoro alface e agrião!), mas a carne vermelha, tenra e suculenta estava divina, um verdadeiro deleite gastronômico. Prato acompanhado de um excelente vinho daqui do estado mesmo. Vivendo e aprendendo, hoje foi o dia de aprendermos que a segunda mais famosa região produtora vinícola do país, após o Napa Valley, está aqui, em Washington.

Ansioso por atacar meu T-Bone no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

Ansioso por atacar meu T-Bone no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Era hora da sobremesa e, enquanto ela não chegava, ficamos bem amigos de um dos maitres do restaurante. Claro, o assunto foi a nossa viagem pelas Américas. Ele ficou impressionado e nos deu várias dicas importantes sobre o Hawaii, seu destino predileto. Além disso, não sei se através dele ou do garçon que nos servia e ouvia a conversa, nossa fama se espalhou pelo restaurante. Mais tarde, agradeceríamos por isso!

Após a sobremesa, estava pronto para partir. Mas a Ana achou que deveríamos honrar o presente ganho. Se o scotch não veio como aperitivo, que viesse como digestivo. Ela não precisou insistir e nos mudamos para o bar.

O maravilhoso e suculento T-Bone no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

O maravilhoso e suculento T-Bone no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Lá, fui logo pedindo pela lista de scotchs (uísques escoceses). Com o menu em mãos, constatei o óbvio: sou um absoluto ignorante nesse assunto. Quando muito, conheço os mais vendidos aí no Brasil, a família Jonny Walker, Balantines, Buchanan’s, etc... Nem vou citar os nossos nacionais, pois já passei da idade de achar que aquilo é uísque. Enfim, é claro que o menu daqui tinha esses famosos “blends”, mas eu estava interessado mesmo eram nos “single malted”. A lista era enorme e eu não conhecia nenhum...

O início do nosso 'tour' pelos Scotchs do Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

O início do nosso "tour" pelos Scotchs do Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Sem querer parecer o ignorante que sou, comecei a conversar com o barman. A técnica é conseguir o máximo de informações possíveis, meio que ao acaso, “pescar” conhecimento, para depois, mais tarde, repetir as informações meio que de forma genérica, de forma despretensiosa. Enfim, agir como se soubéssemos do que estamos falando, hehehe. E fui assim que descobri que haviam dois tipos de single-malted. O primeiro, nem entendi o nome, mas o segundo, adorei: Highlander. Highlander? Com um nome bacana desse, só pode ser muito bom!

Um dos uísques single malted que tomamos no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

Um dos uísques single malted que tomamos no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Então, não pestanejei. Pedi que ele escolhesse dois “Highlanders” para nós. Ele perguntou a faixa de preço e eu, meio assustado com a lista de preços, disse que na faixa dos 12-15 dólares estava bom. Ficaríamos com os últimos da lista, mas tinha certeza que já seriam bons o suficiente para nossos paladares pouco treinados. Pois bem, o simpático barman, interessado em nosso interesse pela bebida, nos serviu duas doses generosas de dois scotchs diferentes. Um de 27 dólares e outro de 17. Ele provavelmente percebeu a minha rápida e “discreta” olhada pelo cardápio, para checar os preços daquels scotchs que ele nos servia e logo disse: “Não se preocupe com os preços. Daremos um jeito nisso!”

Bar do Metropolitan Grill, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos

Bar do Metropolitan Grill, em Seattle, no estado de Washington, nos Estados Unidos


Os scotchs eram maravilhosos. Adicionar gelo, nem pensar! Desciam aveludados por nossas gargantas, Uma delícia. A conversa sobre uísques em geral e scotchs em particular se animou. Quando vimos, ele já nos servia outras duas super doses, de outros scotchs diferentes. Um deles, segundo ele, o verdadeiro uísque de quem entende. Nem era muito caro, mas de sabor fortíssimo. Como ele mesmo descreveu, gosto de band-aid. Ele disse que, uma vez acostumado com aquele sabor, nunca mais se volta aos mais fracos.

Preços de cardápio de alguns dos uísques no bar do Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

Preços de cardápio de alguns dos uísques no bar do Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Foi quando eu fiz pouco caso dos blends (onde há mistura de maltes). Ele disse que, realmente, os single malted são preferidos dos entendedores, mas que também há os blends bem chiques e sofisticados. Aí, sem cerimônia nenhuma, pegou uma garrafa de Blue Label King George e nos serviu mais uma daquelas doses. Eu já conhecia o Blue Label, de quem sempre fui fã. É a marca premium da Jonny Walker. Mas a série King George, essa é “outro bicho”. Para se ter uma ideia, o preço da nossa super dose, no cardápio, é superior a 120 dólares! Absolutamente impensável no orçamento dos 1000dias...

A chique tampa do Blue Label King george, que tomamos no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos

A chique tampa do Blue Label King george, que tomamos no Metropolitan Grill, um dos melhores restaurantes de Seattle e de todos os Estados Unidos


Então, falando nos 1000dias, foi aí que fui comentar com ele sobre a viagem. E foi quando ele disse “Já estou sabendo...”. E o assunto voltou aos scotchs e àquele maravilhoso líquido que tínhamos agora em nosso copo. Foi sorvido com garnde prazer até a última gota. Fechou com chave de ouro essa nossa maravilhosa experiência gastronômica e etílica, um verdadeiro tour pelo sofisticado mundo dos scotchs. Um presente memorável que ficará marcado nesses 1000dias de viagem! Dormimos o sono dos justos, principalmente com a doce lembrança do momento quando nosso amigo barman apresentou a conta: 27 dólares! Como ele mesmo havia nos tranqüilizado, ele deu um "jeito" na conta!

Estados Unidos, Washington State, Seattle, Metropolitan Grill

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San Blás

Panamá, San Blás

Muito sol e mar esverdeado no nosso segundo dia no arquipélago de San Blás, na costa do Panamá

Muito sol e mar esverdeado no nosso segundo dia no arquipélago de San Blás, na costa do Panamá


O arquipélago de San Blás é formado por quase 400 pequenas ilhas, pouco mais de 10% delas habitadas por indígenas da etnia Kuna. Está localizado na costa norte (caribenha) do Panamá, a cerca de 100 km à leste de Colón, a cidade que fica na saída do Canal do Panamá. Ou seja, fica na parte do istmo entre Colón e a Colômbia.

Acordando no paraíso de San Blás, na costa do Panamá

Acordando no paraíso de San Blás, na costa do Panamá


As ilhas são realmente pequenas e, na maioria delas, pode-se dar a volta à pé em poucos minutos. Seus habitantes, os Kunas, não chegaram lá há muito tempo, em termos históricos. Espremidos entre os invasores espanhóis vindos do oriente e tribos rivais armadas com venenos mortais vindas da Colômbia, preferiram se refugiar neste arquipélago. Desde então, adaptaram-se a uma vida simples, mas orgulhosa de sua cultura, preservando seu modo de viver através dos séculos, mesmo com o contato cada vez mais frequente com a cultura ocidental. Hoje, formam uma comunidade semi-autônoma, senhores de suas ilhas e da sua sociedade.

Índias Kuna se aproximam do nosso veleiro para vender artesanato, em San Blás, na costa do Panamá

Índias Kuna se aproximam do nosso veleiro para vender artesanato, em San Blás, na costa do Panamá


Índia Kuna, representante da tribo que há séculos habita San Blás, na costa do Panamá

Índia Kuna, representante da tribo que há séculos habita San Blás, na costa do Panamá


As ilhas são sempre repletas de coqueiros e cercadas por águas tranquilas, esverdeadas e transparentes. As praias são de areia branca e fina. O cenário é absolutamente paradisíaco, aquela imagem clichê que temos todos em nossas mentes de como seria a ilha perfeita. Pois é, afinal, quem aqui chega descobre que a tal imagem clichê existe de verdade!

Muito sol e mar esverdeado no nosso segundo dia no arquipélago de San Blás, na costa do Panamá

Muito sol e mar esverdeado no nosso segundo dia no arquipélago de San Blás, na costa do Panamá


Uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá

Uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá


Neste paraíso passamos esses últimos dois dias, navegando entre as pequenas ilhas. Navegações curtas e muitos mergulhos nas águas tépidas para nos referscar do sol que São Pedro nos enviou. A nossa principal diversão era fazer snorkel pelas "redondezas", descobrir a vida marinha e bater recordes de profundidade (estava sempre com meu computador de mergulho!). Consegui chegar aos 18 metros sem pé de pato e só não fui mais fundo porque essa foi a maior profundidade que encontramos. A Ana também estava indo fundo, mas uma inflamação no ouvido não deixou que ela praticasse tanto, infelizmente.

Explorando barco afundado em uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá

Explorando barco afundado em uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá


Explorando barco afundado em uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá

Explorando barco afundado em uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá


Pelo menos nos locais onde estivemos ancorados, não havia muita riqueza de corais. Apenas no naufrágio, nossa última parada em San Blás. Um grande barco afundado em profundidades de no máximo 5 metros, o sonho dos praticantes de snorkel. É possível passar por seus corredores, examinar antigas estantes, portas e janelas e, aí sim, observar a abundância de corais de diversas cores, formas e consistências.

Uma arraia durante snorkel em San Blás, na costa do Panamá

Uma arraia durante snorkel em San Blás, na costa do Panamá


O coral cérebro, durante snorkel em barco afundado em San Blás, na costa do Panamá

O coral cérebro, durante snorkel em barco afundado em San Blás, na costa do Panamá


Foi também aí por perto que mais vimos vida animal. Um cardume de lulas do tamanho de camarões grandes, muitos peixes coloridos, uma arraia dorminhoca e até uma cobra marinha, algo que eu nem sabia que existia por aqui.

Explorando barco afundado em uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá

Explorando barco afundado em uma das ilhas de San Blás, na costa do Panamá


Encontro fortuito com a brasileira Dana, que está morando e trabalhando em San Blás, na costa do Panamá

Encontro fortuito com a brasileira Dana, que está morando e trabalhando em San Blás, na costa do Panamá


Outro fato curioso (êta mundo pequeno!) foi termos encontrado, no nosso segundo ponto de ancoragem, uma amiga da Ana via internet e facebook. Foi a Dana, uma brasileira casada com um espanhol que há dois anos mora e trabalha por aqui, no barco do casal. Eles fazem charter pelo arquipélago. Um motorista traz o casal afortunado diretamente da Cidade do Panamá para um porto aqui perto e, por alguns dias, velejam por essas ilhas paradisíacas. Já não bastasse todo esse mimo, a Dana ainda é cozinheira profissional. Enfim, é uma semana de rei para os clientes, que chegam à san Blás sem a parte "chata" da navegação de 40 horas em mar aberto desde Cartagena.

O 'ritual' de entrada no mar durante nossa estadia nas ilhas de San Blás, na costa do Panamá

O "ritual" de entrada no mar durante nossa estadia nas ilhas de San Blás, na costa do Panamá


Nosso cotidiano era nadar e mergulhar bastante e voltar para o barco para as refeições ou em busca de um pouco de sombra. Nadar até as ilhas, caminhar um pouco e tentar encontrar algum coco. No final da tarde, banho de shampoo e água do mar. Dormir cedo e acordar cedo.

Tomando banho de shampoo no fim de tarde em San Blás, na costa do Panamá

Tomando banho de shampoo no fim de tarde em San Blás, na costa do Panamá


Bom, aí está chegando a hora de seguir em frente. Vamos navegar por toda essa noite para chegar em Portobelo, já no continente, pela manhã. Ao final, terão sido quase 450 km de navegação. É lá que faremos a imigração e seguiremos diretamente para Colón para tentar desembaraçar a Fiona antes do fim de semana. Depois de tanta vida boa, um pouco de stress para variar...

Belo fim de tarde em San Blás, na costa do Panamá

Belo fim de tarde em San Blás, na costa do Panamá

Panamá, San Blás, barco, ilha, Mergulho

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Cachoeiras

Brasil, Paraná, Curitiba

Solo avermelhado na Cachoeira do Roncador, a mais alta de Taquaruçu - TO

Solo avermelhado na Cachoeira do Roncador, a mais alta de Taquaruçu - TO


Hoje tivemos uma importante conversa na empresa que faz e mantém o nosso site. Mais uma vez estamos otimistas que, agora vai!!! Terminamos também o material que vou enviar ao consulado do Canadá. Resolvi fazer através de um despachante em São Paulo. Um amigo vai levar a papelada na segunda de tarde e, terça-feira, deve dar entrada no consulado. Depois, é só esperar e torcer...

Neste sábado geladíssimo aqui em Curitiba, faço homenagem às quase cem cachoeiras que visitamos durante a viagem até agora. Muitas em Minas e no Brasil Central mas, na verdade, espalhadas por todo o país e nos outros também. Difícil foi escolher as fotos. Só as que já estão classificadas como "top" no nosso arquivo, são mais de cem. Enfim, segue uma pequena amostra desses lugares maravilhosos, onde a gente se diverte, se refresca e temos também nossos minutos de admiração e veneração diante do espetáculo...

A foto engana! Cachoeira na horizontal, vertical ou diagonal?

Se refrescando na cachoeira da Laje na volta do Bonete em Ilha Bela - SP

Se refrescando na cachoeira da Laje na volta do Bonete em Ilha Bela - SP


O Velho Chico, mesmo quando ainda é novinho, já é lindo!

Primeira cachoeira do Rio São Francisco, na Serra da Canastra - MG

Primeira cachoeira do Rio São Francisco, na Serra da Canastra - MG


Em pleno sertão mineiro, quase fronteira com a Bahia, essa cachoeira tem ainda mais valor!

A deliciosa e 'abençoada' cachoeira do Mato Grande, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)

A deliciosa e "abençoada" cachoeira do Mato Grande, no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, no noroeste de MG (região de Chapada Gaúcha)


Até D. Pedro II, nosso ilustrado imperador, era fã dessa cachoeira!

Parte de baixo da Cascatona, no Caraça - MG

Parte de baixo da Cascatona, no Caraça - MG


Tem coisa melhor que pular em cachoeira? Ainda mais de "paraquedas"...

Pulando de 'paraquedas' na Cachoeira do Sossego, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA

Pulando de "paraquedas" na Cachoeira do Sossego, em Lençóis, na Chapada Diamantina - BA


A Chapada Diamantina, a terra das cachoeiras, tem também a maior delas (na verdade, a 2a mais alta do Brasil)!

A Cachoeira da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA

A Cachoeira da Fumaça, próxima à vila do Capão, na Chapada Diamantina - BA


Ver uma cachoeira por trás é sempre mágico! Essa aí fica no Ceará.

Reverenciando a Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE

Reverenciando a Cachoeira do Frade, em Ubajara - CE


Para quem acha que não há água no sertão, essa foto aí é no meio do Piauí!!!

Aproximando-se cuidadosamente da Cachoeira do Urubu, entre os municípios de Batalha e Esperantina - PI

Aproximando-se cuidadosamente da Cachoeira do Urubu, entre os municípios de Batalha e Esperantina - PI


A mãe de todas elas, a magnífica e esplendorosa Kaiteur Falls, vista do avião!

Sobrevoando a magnífica Kaiteur Falls, na Guiana

Sobrevoando a magnífica Kaiteur Falls, na Guiana


Cachoeira e conforto, uma combinação perfeita (na Chapada das Mesas)!

Mesa em laje alagada nas Cachoeiras Gêmeas, região de Carolina, na Chapada das Mesas - MA

Mesa em laje alagada nas Cachoeiras Gêmeas, região de Carolina, na Chapada das Mesas - MA


Uma pintura surreal, essa cachoeira é liiiiiinda!

Curtindo a Cachoeira do Capelão, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA

Curtindo a Cachoeira do Capelão, na Chapada das Mesas, região de Carolina - MA


O paraíso das cachoeiras de Tocantins (todo estado tem o seu)!

Divertindo-se no Vale do Vai Quem Quer, em Taquaruçu - TO

Divertindo-se no Vale do Vai Quem Quer, em Taquaruçu - TO


É difícil acreditar na cor dessa água na foto. Ao vivo, então...

A belíssima Cachoeira do Paraíso, em Natividade - TO

A belíssima Cachoeira do Paraíso, em Natividade - TO

Brasil, Paraná, Curitiba,

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Passeio de Cachorros

Groelândia, Ilulissat

Fazendo festa com os cães do nosso trenó em Ilulissat, na Groelândia

Fazendo festa com os cães do nosso trenó em Ilulissat, na Groelândia


Hoje, para nossa alegria, o dia amanheceu ensolarado! Bem, quer dizer, chamar algo de “amanhecer” aqui em Ilulissat é meio confuso. Na verdade, “amanhecia” quando voltávamos para o hotel na madrugada, às duas da manhã. Mas, enfim, quando acordamos, já depois das 8 (o sol já estava à pino faz tempo!), o céu estava azul. O nosso primeiro dia de sol aqui na Groelândia! As cores ficam mais vivas, o branco fica mais branco, tudo fica ainda mais bonito. Aumenta o contraste do azul do mar e do céu com relação ao gelo e à neve. As casas coloridas da cidade chamam ainda mais a atenção, assim como as roupas que as pessoas usam. Um presente de São Pedro para nós!

O mar gelado em frente ao nosso hotel em Ilulissat, na Groelândia

O mar gelado em frente ao nosso hotel em Ilulissat, na Groelândia


Cães em disparada, puxando o nosso trenó em Ilulissat, na Groelândia

Cães em disparada, puxando o nosso trenó em Ilulissat, na Groelândia


Principalmente no dia de hoje, quando fizemos nosso passeio de dogsled, o trenó puxado por cães. Pois é, hoje, ao invés de ir passear com o cachorro, fomos passear “de cachorro”. Quinze deles, nos puxando em disparada pelas planícies geladas ao redor da cidade. Um espetáculo!

Cães em disparada, puxando o nosso trenó em Ilulissat, na Groelândia

Cães em disparada, puxando o nosso trenó em Ilulissat, na Groelândia


Felizes da vida, andando de dogsleding nas planícies geladas de Ilulissat, na Groelândia

Felizes da vida, andando de dogsleding nas planícies geladas de Ilulissat, na Groelândia


No trenó íamos eu, a Ana e o nosso “motorista”. Os cachorros, felizes e animados de poderem esticar as pernas. São mais de dois mil deles, só em Ilulissat. Nessa época de pouco movimento, passam o dia deitados na neve, esperando, esperando. Nunca vi tantos cachorros na minha vida. Todos da mesma raça, chamada de husky groelandês. São bonitos, grandes e fortes, além de muito simpáticos. Mas ver aquele tanto de cachorros presos e quietos o dia inteiro é meio triste.

A inspiradora pista de dogsleding na periferia de Ilulissat, na Groelândia

A inspiradora pista de dogsleding na periferia de Ilulissat, na Groelândia


Passeio de dogsleding nas lindas paisagens de Ilulissat, na Groelândia

Passeio de dogsleding nas lindas paisagens de Ilulissat, na Groelândia


Não era o caso dos nossos, ansiosos para saírem em disparada ao sinal do motorista e dono deles. E assim foi! Bastou um grito e já estávamos voando sobre a neve, eu e a Ana encaixados lá atrás, custando a acreditar na situação que estávamos vivendo, andando num trenó puxado por cachorros no meio daquela paisagem ártica.

Aproveitando o lindo dia para passear de dogsleding em Ilulissat, na Groelândia

Aproveitando o lindo dia para passear de dogsleding em Ilulissat, na Groelândia


Aproveitando o lindo dia para passear de dogsleding em Ilulissat, na Groelândia

Aproveitando o lindo dia para passear de dogsleding em Ilulissat, na Groelândia


Os cachorros estavam tão animados que logo ultrapassamos outro trenó, puxando um esquimó para o trabalho. Quinze cães passando outros dez, aquele tanto de corda no meio, claro que iria dar confusão, os duas matilhas se misturando em plena corrida. Mas o nosso motorista logo conseguiu se desvencilhar e alguns minutos depois já estávamos fora da cidade, entre uma montanha nevada de um lado e uma planície gelada do outro. Paisagem maravilhosa!

Meio de transporte moderno em Ilulissat, na Groelândia

Meio de transporte moderno em Ilulissat, na Groelândia


Aproveitando a manhã ensolarada de primavera para uma caminhada nas ruas de Ilulissat, na Groelândia

Aproveitando a manhã ensolarada de primavera para uma caminhada nas ruas de Ilulissat, na Groelândia


Os cachorros correram sem parar até a vizinhança do aeroporto, uns poucos quilômetros de onde começamos. Ali, tiveram um tempo para descansar para voltarmos. Agora, já mais experiente, já pude me locomover de pé, na parte de trás do trenó, quase que surfando sobre a neve. Depois, em pleno movimento, saltava do trenó, corria um pouco ao lado dos cachorros e saltava para dentro do trenó outra vez. Pura diversão! Valeu muito à pena o passeio!

Casa se esconde atrás de morro de neve em Ilulissat, na Groelândia

Casa se esconde atrás de morro de neve em Ilulissat, na Groelândia


Cartão postal de Ilulissat, na Groelândia, a belíssima Zion Church

Cartão postal de Ilulissat, na Groelândia, a belíssima Zion Church


De volta à cidade, aproveitamos o dia lindo para passear e tirar fotos. Fomos até a praia congelada da cidade, onde está a Zion Church, um dos mais famosos cartões-postais de Ilulissat. Caminhar na “praia” é uma experiência única! Não há areia, só gelo. O mar também está semicongelado e é preciso tomar cuidado quando chegamos perto da borda onde o gelo já está se quebrando, pela ação das marés. Na nossa frente, uns cem metros mar adentro, passeiam tranquilamente pequenos icebergs, que num dia ensolarado como hoje, ficam quase azuis. Como já disse em outro post, o cenário e a paisagem nos fazem pensar o tempo todo que estamos no meio de um documentário do NatGeo. É muito legal!

Passeio na 'praia' gelada de Ilulissat, na Groelândia

Passeio na "praia" gelada de Ilulissat, na Groelândia


Caminhada pela praia congelada de Ilulissat, na Groelândia

Caminhada pela praia congelada de Ilulissat, na Groelândia


Caminhando de volta para o hotel, resolvemos cortar caminho pelo porto. Cortar caminho literalmente! Afinal, a estrada contorna a baía onde está o porto. Mas como ele está parcialmente congelado, podemos andar sobre ele, sobre o gelo que, durante o verão, vira mar e local de trânsito de barcos. É claro que a gente só fez isso depois de ver marinheiros e portuários passando por lá. Gelo duro como uma rocha. Caminhamos pelo meio de vários barcos que speram pacientemente que o gelo se derreta.

Placas de gelo se quebram no mar de Ilulissat, na Groelândia

Placas de gelo se quebram no mar de Ilulissat, na Groelândia


Pequenos icebergs compões a magnífica paisagem da praia de Ilulissat, na Groelândia

Pequenos icebergs compões a magnífica paisagem da praia de Ilulissat, na Groelândia


No hotel, enfrentando o vento gelado que insistia em congelar meus ouvidos, fomos assistir a um magnífico entardecer, o céu pintado de laranja sobre o mar gelado cheio de icebergs. Para tornar o cenário ainda mais exótico, ali estavam vários iglus modernos, que o hotel usa como quartos para hóspedes mais corajosos.

Portuários caminham felizes sobre o mar congelado no porto de Ilulissat, na Groelândia

Portuários caminham felizes sobre o mar congelado no porto de Ilulissat, na Groelândia


Caminhando sobre o mar congelado do porto de Ilulissat, na Groelândia

Caminhando sobre o mar congelado do porto de Ilulissat, na Groelândia


Foi um último dia inesquecível nessa distante cidade que fica ao norte do Círculo Polar Ártico. Uma paisagem memorável e ainda pouco conhecida do nosso continente. Pois é, sempre nos custava a acreditar que estávamos na América, o mesmo continente do deserto do Atacama e das ilhas paradisíacas do Caribe. Aqui nesse canto longínquo, a América é congelada, mas igualmente, e diferentemente, maravilhosa.

Nosso último e lindo fim de tarde em Ilulissat, na Groelândia

Nosso último e lindo fim de tarde em Ilulissat, na Groelândia


Pôr-do-sol majestoso às 10:20 da noite em Ilulissat, na Groelândia

Pôr-do-sol majestoso às 10:20 da noite em Ilulissat, na Groelândia

Groelândia, Ilulissat,

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Side Effect (Divagando...)

Brasil, Minas Gerais, Carrancas

Aproveitando a vista no alto da Serra das Broas em Carrancas - MG

Aproveitando a vista no alto da Serra das Broas em Carrancas - MG


Numa vida normal, quando fazemos uma bela viagem de final de semana ou aquela tão esperada viagem de 15-20 dias depois de um ano ralando, as memórias deste programa ficam vivas em nossas mentes por muito tempo, para não dizer para sempre. O que foge da nossa rotina nos marca, de alguma maneira, de forma mais intensa. Principalmente quando são boas memórias, de lugares lindos, pessoas interessantes, comidas exóticas.

Voltamos para nossa vidinha besta do dia à dia, mas aquelas memórias estão lá, fortes, presentes. É possível revivê-las e buscar de novo pelo menos parte do jubilo daqueles momentos ainda tão reais. Nem é preciso muito esforço, só um pouco de concentração.

Dia maravilhoso, céu azul em Carrancas - MG

Dia maravilhoso, céu azul em Carrancas - MG


Pois bem, isso ocorre em uma "vida normal". A nossa vida não tem sido muito "normal" ultimamente. Viajar sem parar, sempre para lugares interessantes e com tempo para curtir esses lugares é muito legal. Inegável! Vivemos intensamente praticamente todos os dias, o dia todo. Como já disse, uma maravilha. Mas, essa "rotina" (ou a falta de uma) tem seus side effects.

Cachoeira em rio do Complexo da Zilda em Carrancas - MG

Cachoeira em rio do Complexo da Zilda em Carrancas - MG


Tantas memórias intensas acabam se sobrepondo. O que parece algo inesquecível um dia, que vai marcar por toda a vida, no dia seguinte se torna uma vaga lembrança, algo muito bom mas que já aconteceu há muito tempo, em algum lugar onde já não lembramos o nome. Talvez seja a idade, mas venho experimentando essa sensação por toda a viagem. Não é algo que goste. Afinal, cada boa experiência que passo, gostaria de guardar com riqueza de detalhes para sempre.

Pôr-do-sol no Mirante da Serra em Carrancas - MG

Pôr-do-sol no Mirante da Serra em Carrancas - MG


Não tem sido o caso. Triste. Tenho de fazer força para lembrar como foi o dia maravilhoso de 10 dias atrás.

O paliativo para isso são os blogs, com seus textos e fotos. É muito legal para mim ter tudo isso arquivado, de tão fácil acesso. Viva a internet. E, mais legal para mim do que ler o meu blog para reviver minha viagem é ler o blog da Ana. Aí, passo a ser espectador da viagem que participo e compreendê-la com outros olhos, ver coisas que não vi, ler coisas que não escrevi.

Sinceramente? Cada vez mais gosto dessa nossa idéia de ter dois blogs. Dá trabalho mas vale a pena.

Se equilibrando no alto da rocha em Carrancas - MG

Se equilibrando no alto da rocha em Carrancas - MG

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