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SHUFFLE Há 1 ano: Canadá Há 2 anos: Canadá

Visitando Brennand e a Veneza Brasileira

Brasil, Pernambuco, Recife

Armaduras medievais no museu Ricardo Brennand, em Recife - PE

Armaduras medievais no museu Ricardo Brennand, em Recife - PE


Hoje retornamos ao Recife. Passamos 5 dias muito agradáveis por lá há quase um ano. Ficamos muito bem instalados em Boa Viagem e, além do curso de mergulho, pude correr bastante pela orla, visitamos o centro antigo, conhecemos a night de Boa Viagem e do centro.

Cafeteria do museu Ricardo Brennand, em Recife - PE

Cafeteria do museu Ricardo Brennand, em Recife - PE


Confesso termos ficado agradavelmente surpresos com a beleza do centro antigo e a riquesa de sua história, principalmente da época de domínio holandes. O Conde de Nassau, principal governante holandes do período, trouxe para cá pintores, arquitetos e cientistas para que explorassem e entendessem o Novo Mundo. Aqui, nesta época, foram construídas as primeiras grandes pontes da América. A cidade foi planejada, grandes prédios públicos levantados e até o primeiro jardim zoobotânico implantado. Havia tolerância religiosa e até uma colônia judaica se estabeleceu. Com a reconquista portuguesa, os judeus foram expulsos de Recife indo se instalar numa cidade que acabava de nascer: Nova Amsterdam, que depois virou Nova York. Pois é, os judeus expulsos daqui deram origem aos poderosos judeus novaiorquinos que na visão de muitos conspiracionistas, controlam o mundo. Recifences...

Estátua no museu Ricardo Brennand, em Recife - PE

Estátua no museu Ricardo Brennand, em Recife - PE


Essa guerra de reconquista portuguesa, além de expulsar os futuros "donos do mundo", também é considerada marco do início do sentimento da nacionalidade brasileira. Afinal, negros, índios e brancos portugueses se uniram para expulsar o invasor. Na mais importante das batalhas desse período, a Batalha dos Guararapes, nasce o exército brasileiro. Também é dessa época outra importante personagem da nossa história, o famoso Calabar. Para muitos, sinônimo de traidor (passou para o lado dos holandeses), para outros um visionário, tem uma história interessantíssima.

museu Ricardo Brennand, em Recife - PE

museu Ricardo Brennand, em Recife - PE


Para lá voltamos eu e a Ana hoje. Primeiro para o Museu do Instituto Ricardo Brennand. Coisa de primeiro mundo! Uma pinacoteca e uma biblioteca contendo rico acervo da época do período holandes e um "castelo" com uma das mais completas coleções de armamentos dos períodos medieval e moderno que existe no mundo. Tudo isso numa bela área na periferia de Recife. Com certeza, vale a visita!

Parque de esculturas de Francisco Brennand no porto de Recife - PE

Parque de esculturas de Francisco Brennand no porto de Recife - PE


Mais tarde, fizemos um passeio de catamaran pelos rios de Recife conhecendo e revendo praças, prédios históricos, pontes e o parque de esculturas de Francisco Brennand (primo de Ricardo - que família!) no porto. Recife, que com algum exagero se intitula a Veneza do Brasil, está construída sobre várias ilhas formadas pelos rios Jaguaribe, Pina e outros e navegar por esse rios nos leva a ter uma outra visão da cidade. Vários prédios e pontes já ostentam a iluminação natalina e o passeio é muito agradável, além de informativo, pois um guia vai contando a história dos locais avistados.

Decoração natalina da cidade vista durante passeio de catamarã no rio Capibaribe, em Recife - PE

Decoração natalina da cidade vista durante passeio de catamarã no rio Capibaribe, em Recife - PE


Terminamos a noite no Bar Central, perto da Assembléia Legislativa, que é o prédio que ostenta mais luzes natalinas. Ambiente universitário e intelectualizado, aperitivos da melhor qualidade e até aquela deliciosa cerveja argentina (Quilmes).

Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco vista durante passeio de catamarã no rio Capibaribe, em Recife - PE

Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco vista durante passeio de catamarã no rio Capibaribe, em Recife - PE


Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco vista durante passeio de catamarã no rio Capibaribe, em Recife - PE

Assembléia Legislativa do Estado de Pernambuco vista durante passeio de catamarã no rio Capibaribe, em Recife - PE


Logo ali perto, um monumento em honra a Chico Science. Aliás, isso me faz lembrar de um coisa: eu costumo medir a efervescência cultural de uma cidade pela grossura do caderno de cultura do principal jornal da ciade. A gente lá do sul não tem muita idéia, mas Recife transborda em cultura. Acho que, pela minha medida, só fica para trás das gigantes São Paulo e Rio e deixa para trás outros centros culturais como Salvador, BH, Brasília e Porto Alegre. Programas e variedade cultural autêntica não faltam por aqui. Viva a cultura e história do Recife!

Monumento a Chico Science, em Recife - PE

Monumento a Chico Science, em Recife - PE

Brasil, Pernambuco, Recife,

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Chegando à Região dos Lagos

Chile, Puerto Montt, Puerto Varas

O magnífico vulcão Osorno e o lago Llanquihue iluminados pela luz de fim de tarde, em Puerto Varas, no sul do Chile

O magnífico vulcão Osorno e o lago Llanquihue iluminados pela luz de fim de tarde, em Puerto Varas, no sul do Chile


Nossa balsa vinda da Ilha de Chiloé nos deixou no porto de Pargua de onde seguimos diretamente para Puerto Montt. Com 180 mil habitantes, Puerto Montt é disparado o maior centro urbano dessa região do Chile e quem visita Chiloé ou a Região dos Lagos certamente passará algum tempo por aqui. Mas não muito, já que ela é apenas um grande porto e hub de transportes locais. Para nós que viemos com nosso próprio meio de locomoção, a Fiona, essa passagem pôde ser bem rápida. Uns vintes minutos para atravessar a cidade quando chegamos da Carretera Austral e outros 15 minutos hoje, quando seguimos diretamente para a muito mais interessante Puerto Varas.



Apenas 20 quilômetros separam as duas cidades, mas há um mundo de diferenças entre elas. A começar pelo tamanho, já que a população de Puerto Varas não chega aos 40 mil habitantes. A cidade está às margens do segundo maior lago do Chile, o Llanquihue e é difícil imaginar um cenário mais bonito para uma cidade estar. Isso porque, quase do outro lado do lago está o majestoso vulcão Osorno, com sua forma cônica quase perfeita, cume eternamente coberto de neve e imagem refletida nas águas do lago. Parece um cenário de cinema, um grande outdoor. Nossos olhos não querem acreditar naquela beleza toda, mas sim, é tudo de verdade!

O lago Llanquihue e o vulcão Osorno ao fundo, em Puerto Varas, no sul do Chile

O lago Llanquihue e o vulcão Osorno ao fundo, em Puerto Varas, no sul do Chile


Não por menos, o turismo vem se desenvolvendo muito em todo o entorno do lago, em cidades como Frutillar, Puerto Octay e na própria Puerto Varas. Mas ao contrário de Pucón, tomada pelo turismo de pacote de grandes grupos, Puerto Varas conseguiu se manter mais verdadeira e tranquila, destino predileto de viajantes independentes no sul do país.

O magnífico vulcão Osorno e o lago Llanquihue, em Puerto Varas, no sul do Chile

O magnífico vulcão Osorno e o lago Llanquihue, em Puerto Varas, no sul do Chile


Nós encontramos lugar em um hostel bem descolado, o Casa Azul, e logo fomos para a orla do lago acompanhar o espetáculo que se desenrolava. O Llanquihue tem 860 km2, mais de 350 metros de profundidade e formato de leque. É mais uma herança das eras glaciais e o estudo de seu contorno e seu leito mostrou que os glaciares chegavam até aqui, permanecendo a área a leste do lago coberta por florestas. Tanta importância teve no estudo sobre o avanço e retrocesso do gelo nessa região que seu nome foi dado à última era glacial na América do Sul, há cerca de 15 mil anos.

A cidade de Puerto Varas, no sul do Chile, às margens do lago Llanquihue

A cidade de Puerto Varas, no sul do Chile, às margens do lago Llanquihue


Praia do lago Llanquihue, em Puerto Varas, no sul do Chile

Praia do lago Llanquihue, em Puerto Varas, no sul do Chile


Pois bem, de frente às águas excepcionalmente azuis desse lago, assistimos às últimas luzes do dia iluminar o vulcão Osorno, à nossa frente. Com mais de 2.600 metros de altitude, ele domina completamente o horizonte. Parece saído de um desenho animado, tamanha a perfeição de sua forma e desenho. Ainda mais iluminado pela sol que se punha. Quando finalmente a noite caiu, outro espetáculo: agora era a lua, quase cheia, que iluminava aquela paisagem dos sonhos.

O lago Llanquihue e o vulcão Osorno ao fundo, em Puerto Varas, no sul do Chile

O lago Llanquihue e o vulcão Osorno ao fundo, em Puerto Varas, no sul do Chile


Não poderíamos ter começado melhor nossa exploração dessa que é considerada uma das mais belas regiões do país, a “Região dos Lagos”. Amanhã daremos a volta no Llanquihue, visitando as principais atrações do seu entorno, como Frutillar, Petrohué e o próprio vulcão Osorno. No final da tarde, já seguimos para Pucón, onde vamos encontrar meu primo Haroldo. Infelizmente, vamos perder sua prova de triatlo, a ser disputada durante o dia de amanhã, mas será por um bom motivo. Mas no dia seguinte já estamos combinados de subir juntos outro vulcão, tão famoso como o Osorno, o Villarrica. O mesmo que subimos juntos há 22 anos! Vai ser bem interessante!

Lua quase cheia nos céus de Puerto Varas, no sul do Chile

Lua quase cheia nos céus de Puerto Varas, no sul do Chile


Bom, para celebrar esse espetáculo que assistimos no final da tarde e desejar boa sorte ao Haroldo na prova de amanhã, encontramos uma deliciosa churrascaria aqui em Puerto Varas. Foi um banquete, como há muito não comíamos. Agora, só falta uma longa e merecida noite de sono e estaremos prontos para os dias intensos que nos esperam aqui na Região dos Lagos!

O céu se pinta de violeta sobre o vulcão Osorno, na incrível imagem de fim de tarde em Puerto Varas, no sul do Chile

O céu se pinta de violeta sobre o vulcão Osorno, na incrível imagem de fim de tarde em Puerto Varas, no sul do Chile

Chile, Puerto Montt, Puerto Varas, Lago, Llanquihue, Osorno, vulcão

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A Outra Garopaba

Brasil, Santa Catarina, Garopaba

Caminhando nas dunas de Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

Caminhando nas dunas de Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


Como eu já disse nos posts anteriores, apesar de já ter estado várias vezes em Garopaba na década de 90, eu nunca tinha ido muito além da Praia da Ferrugem e do Rosa (que nem é em Garopaba!). Mesmo no centro da cidade e sua parte histórica, tinha sido só uma vez, de noite, para uma pizza, e olhe lá! Pelo menos essa primeiro pecado, o de não ter conhecido o centro de dia, eu já sanei alguns dias atrás, quando trouxe o meu sobrinho para embarcar na rodoviária (ver post aqui).

Chegando à praia da Silveira, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

Chegando à praia da Silveira, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


Chegando à praia da Silveira, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

Chegando à praia da Silveira, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


Naquele dia, além do turismo “histórico”, do sorvete na praça e da subida até a bela igreja de São Joaquim, nós aproveitamos também para conhecer a famosa loja da Mormaii, marca que nasceu por aqui. A Ana fez umas encomendas por lá e hoje foi o dia de passarmos na cidade novamente para pegá-las. Já estávamos com a bagagem no carro, prontos para seguir viagem para o norte. Mas antes disso, ainda queríamos conhecer as outras atrações da cidade, aquelas que eu nunca tinha visto duas décadas atrás.

Mapa com as praias do litoral sul de Santa Catarina, da Praia do Rosa (Imbituba) à Praia do Sonho (Palhoça), passando pelas diversas praias de Garopaba e a Guarda do Embaú. Nós visitamos praticamente todas elas

Mapa com as praias do litoral sul de Santa Catarina, da Praia do Rosa (Imbituba) à Praia do Sonho (Palhoça), passando pelas diversas praias de Garopaba e a Guarda do Embaú. Nós visitamos praticamente todas elas




Começamos pela belíssima praia da Silveira, a primeira praia ao sul do centro. Área protegida, com permissão de construção bastante restringida, atrai muito surfistas e amantes da natureza. O nome vem da presença do capim silva, antigamente usado para a cobertura de casas, como telhado.

litoral sul de Santa Catarina

litoral sul de Santa Catarina


A dserta praia da Silveira, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

A dserta praia da Silveira, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


Praia da Silveira, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

Praia da Silveira, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


Num dia nublado como hoje, terça-feira da semana pós-carnaval, a praia estava praticamente deserta. Isso só tornava seu aspecto ainda mais selvagem e isolado. A gente ficou admirando a beleza da região de um mirante, que é por onde a estrada chega, e depois descemos até lá, para colocar o pé na areia. Admirando aquela natureza toda, só ficava tentando imaginar como demorei tanto tempo para conhecer essa praia... Não achei resposta razoável!

Chegando às dunas de Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

Chegando às dunas de Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


Campo de dunas em Siriú, região de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina

Campo de dunas em Siriú, região de Garopaba, litoral sul de Santa Catarina


Em seguida, seguimos para o norte da cidade, para uma região conhecida como Siriú. Aí tem de tudo: lagoa, vila, praia, campo de dunas, rio e até cachoeira. De novo, fiquei impressionado de não ter vindo aqui antes. Eram os “encantos” da ferrugem que me cegavam, hehehe!

Caminhando nas dunas de Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

Caminhando nas dunas de Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


As dunas de Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina. Ao fundo, a Guarda do Embaú

As dunas de Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina. Ao fundo, a Guarda do Embaú


Começamos a exploração com uma boa caminhada nos campos de duna. Um verdadeiro lençol ondulado de areia escorrendo quase paralelo à praia. Lá no fundo, na direção norte, depois de uma baía, a praia da Guarda do Embaú, nosso próximo destino. Mas ela teria de esperar mais algumas horas, pois ainda tínhamos muito o que ver aqui no Siriú.

As dunas, a igreja e o bairro de Siriú, em Garopaba, litoral sul de Santa Catarina

As dunas, a igreja e o bairro de Siriú, em Garopaba, litoral sul de Santa Catarina


As dunas e a lagoa do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

As dunas e a lagoa do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


O campo de dunas fica espremido entre o mar e a lagoa do Siriú. No lado voltado para a lagoa, de encostas mais íngremes, muita gente pratica o “esqui-bunda” na areia. O visual não poderia ser mais pitoresco: dunas de areias nas costas e uma lagoa cercada de matas e morros verdes à frente. Um espetáculo!

A boca da lagoa de Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

A boca da lagoa de Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


Praia do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

Praia do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


Depois das dunas, de carro, demos a volta no longo lençol de areia e seguimos até a praia onde, naquele meio de tarde, não poderia faltar o tradicional futebol. Aí também está a boca da lagoa de Siriú, local preferido para uma pescaria tranquila. Nós adoramos a paisagem, mas não somos muito de pescar. Então, rumo à próxima atração!

Trilha para a cachoeira do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

Trilha para a cachoeira do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


Trilha para a cachoeira do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

Trilha para a cachoeira do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


Depois de tanta areia e mar, nada como nos enfiarmos no mato e na água doce para variar um pouco. Fomos para a cachoeira do Siriú, uma das mais belas de Garopaba. Fica numa espécie de “complexo turístico”, com churrasqueiras, piscinas naturais e trilhas no mato. Felizmente, chegamos no dia certo, pois parece que em feriados e finais de semana, a chance de uma farofa barulhenta é bem grande por aqui.

Trilha para a cachoeira do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

Trilha para a cachoeira do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


Trilha para a cachoeira do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

Trilha para a cachoeira do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


Mas não hoje! Não havia absolutamente ninguém, nem para cobrar entrada! Então, pudemos seguir tranquilamente pela trilha no mato acompanhando o curso do rio até a tal cachoeira. Não dá para comparar com tantas outras cachoeiras maravilhosas que vimos nesses 1000dias, mas em terra de cego, que tem um olho é rei. Depois de tanta praia, a cachoeira e o verde ao seu redor foram um colírio para os nossos olhos.

Cachoeira do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

Cachoeira do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


Cachoeira do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina

Cachoeira do Siriú, em Garopaba, no litoral sul de Santa Catarina


Depois do colírio e do ar fresco, só nos restava seguir viagem. Seguimos pela bela área rural de Garopaba, estradas de terra no meio do verde e que, nas partes altas, nos deixavam ver não apenas a Praia da Guarda, cada vez mais próxima, mas até mesmo a ilha de Florianópolis, um pouco mais longe e, lá no fundo, com a ajuda do zoom na máquina fotográfica, a ponte que liga a capital catarinense ao continente. Nossa última capital... difícil de acreditar que estamos chegando lá. Mas antes disso, ainda temos alguns dias na famosa Guarda do Embaú. Uma coisa de cada vez!

Zona rural de Garopaba, no sul de Santa Catarina

Zona rural de Garopaba, no sul de Santa Catarina


Dirigindo pela zona rural de Garopaba, no sul de Santa Catarina. Ao longe, a Guarda do Embaú

Dirigindo pela zona rural de Garopaba, no sul de Santa Catarina. Ao longe, a Guarda do Embaú

Brasil, Santa Catarina, Garopaba, cachoeira, Dunas, Praia, trilha

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De Volta ao Paraná

Brasil, São Paulo, São Carlos, Paraná, Tibagi

Com o Gêra e o Antônio em São Carlos - SP

Com o Gêra e o Antônio em São Carlos - SP


A manhã começou bem preguiçosa em São Carlos, friozinho gostoso de ficar na cama. Aliás, desde Rio Verde a gente já vem se acostumando com o frio que deve ser nosso companheiro nos próximos meses. Até Ribeirão Preto estava fria!!! Imagina Curitiba... Imagina a Bolívia a 5 mil metros de altura! Brrrrrrrrrr...

Com os sobrinhos João Pedro e Antônio, em São Carlos - SP

Com os sobrinhos João Pedro e Antônio, em São Carlos - SP


De volta à São Carlos, a manhã se estendeu comigo atazanando o Antônio, brincando com a Lola (a cadelinha) e batendo papo com a Lalau. Mais tarde, Gêra e João se uniram à nós mas, infelizmente, era tempo de ir, iniciar a longa viagem até Tibagi, no Paraná.

Cruzando um rio Tietê já bem mais limpo, no interior de São Paulo, próximo à Jaú

Cruzando um rio Tietê já bem mais limpo, no interior de São Paulo, próximo à Jaú


Seguimos pelo interior, passando por cidades como Jaú e Bauru e até pelo rio Tietê, neste ponto bem mais bonito e limpo do que quando cruza a capital do estado. Incrível o poder de renovação da água, um rio que parece morto ganha vida novamente, pouco mais de uma centena de quilômetros à frente. Outro lugar interessante que passamos foi o centro geodésico de São Paulo, marcado por um pequeno monumento sem muitas informações. Bom, estávamos na metade de São Paulo, no meio do caminho de volta ao Paraná!

Cruzando um rio Tietê já bem mais limpo, no interior de São Paulo, próximo à Jaú

Cruzando um rio Tietê já bem mais limpo, no interior de São Paulo, próximo à Jaú


E já era noite quando chegamos à pequena Tibagi, pacata cidade de carnaval muito agitado, principal base para se explorar uma das maravilhas naturais do estado e do país, o canyon do Guartelá. Belo programa para amanhã, após uma confortável noite em quarto aquecido. O sonhos serão facilitados pelo vinho que tomamos antecipando o dia dos namorados e comemorando a volta ao estado de onde iniciamos nossas peripécias há 440 dias!

Brasil, São Paulo, São Carlos, Paraná, Tibagi,

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Autorização Para Entrar no Peruaçu

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu)

Parque do Peruaçu, próximo à Januária - MG

Parque do Peruaçu, próximo à Januária - MG


Ontem de noite, aqui no hotel, telefonamos para um guia da região que tinha um folder seu na recepção. O nome dele é Rosivaldo. Queríamos saber com ele sobre a possibilidade de entrar no parque e, se isso não fosse possível, quais os programas alternativos. Se eles não fossem muito interessantes, nossa idéia era partir logo para a região de Diamantina.

A conversa foi ótima. Em primeiro lugar, ele nos mostrou que, mesmo não entrando no parque, valeria a pena passar um dia por aqui. Sobre o parque, confirmou que ele está fechado para a visitação e que exceções não são muito comuns. Mas, ao saber do nosso projeto, achou que deveríamos tentar falar com o diretor do parque por aqui, para apresentar o projeto e pedir uma licença especial para entrar no parque.

E foi isso o que fizemos. A Ana fez um resumo da apresentação que já tínhamos pronta e logo cedo encontramos o Rosivaldo aqui no hotel e seguimos os cerca de 40 km de estrada até o distrito de Fabião, onde se encontra a sede do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu. Tivemos a sorte de encontrar o Evandro, diretor do parque, que acabara de chegar de viagem e já partiria novamente no dia seguinte. Ele nos recebeu muito bem e gostou muito do nosso projeto. Após uma pequena explanação sobre a natureza do parque e suas características, ele liberou nossa visita às atrações principais do parque para amanhã e sugeriu um percurso para fazermos hoje, através do parque e da região em torno dele.

Para mim, foi perfeito! Há cerca de 15 anos atrás eu tinha estado aqui mas só conseguira autorização para visitar uma parte do parque. O principal cartão postal do Peruaçu eu não tinha conseguido ver. Finalmente, depois de tanto tempo, vou conhecer a famosa caverna do Janelão!

Melhor ainda, pudemos ver na prática que o nosso projeto de viagem realmente está bem montado e é bem interessante. Nada como ter uma esposa publicitária. Quem sabe agora ela se anima a procurar patrocinadores?

Brasil, Minas Gerais, Januária (P.N Cavernas do Peruaçu), Parque, Peruaçú

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De Volta à Praia

Costa Rica, San José, Santa Teresa

Magnífico pôr-do-sol sobre o Pacífico na praia de Santa Tereza, ponta sul da península de Nicoya, na Costa Rica

Magnífico pôr-do-sol sobre o Pacífico na praia de Santa Tereza, ponta sul da península de Nicoya, na Costa Rica


Deixamos San José para trás num tranquilo sábado sem trânsito, a cidade em compasso de espera para o Festival da Luz, desfile de trios elétricos pelo centro da capital no início da tarde. Preferimos aproveitar o sol na praia do que na avenida lotada!

Praia em Puntarenas, a caminho do ferry para a península de Nicoya e a praia de Santa Tereza, no litoral Pacífico da Costa Rica

Praia em Puntarenas, a caminho do ferry para a península de Nicoya e a praia de Santa Tereza, no litoral Pacífico da Costa Rica


Finalmente, uma estrada bem asfaltada no nosso caminho para Puntarenas, de onde partem os ferries para a Península de Nicoya, no norte do litoral Pacífico do país. Lá estão localizadas algumas das mais belas e badaladas praias do país, entre elas a famosa "Tamarindo". Apesar do simpático nome, não era atrás de badalação e glamour que estávamos indo, mas de praias mais isoladas e tranquilas. Nicoya tem de tudo, para todos os gostos!

Bombeiros apagam incêndio pouco antes do ferry para a península de Nicoya, no litoral Pacífico da Costa Rica

Bombeiros apagam incêndio pouco antes do ferry para a península de Nicoya, no litoral Pacífico da Costa Rica


Infeliz coincidência, mas uma vez num espaço de 10 dias, nosso caminho foi interrompido por um congestionamento causado por um incêndio. O outro tinha sido na região de Boquete, no Panamá. Hoje, foi a poucos quilômetros do ferry em Puntarenas. Ao contrário do Panamá, aqui não tinha caminho alternativo e o remédio foi esperar mesmo os bombeiros darem conta do recado. Finalmente, com muita paciência, chegamos ao ferry, o maior da América Central e demos adeus à Puntarenas. Em algum dia em 12 ou 13 meses, esperamos chegar à sua homônima mais famosa, no extremo sul do continente, lá na pontinha do Chile.

Cruzando de ferryboat o golfo de Nicoya, no litoral Pacífico da Costa Rica

Cruzando de ferryboat o golfo de Nicoya, no litoral Pacífico da Costa Rica


Uma hora para atravessar as águas tranquilas do golfo de Nicoya e chegar à península de mesmo nome. Ali, seguimos para a ponta sul da península, já na face virada para pleno Oceano Pacífico. O nosso objetivo eram as praias de Mal País e Santa Teresa, protegidas ainda por um trecho de estrada de terra que inibe uma invasão turística e imobiliária mais acentuada. Evidentemente não inibe a Fiona e chegamos por aqui logo depois das quatro da tarde.

Golfo de Nicoya, no litoral Pacífico da Costa Rica

Golfo de Nicoya, no litoral Pacífico da Costa Rica


Uma vila totalmente surf town, apenas uma rua principal, de terra, paralela ao mar, ladeada de pequenos hotéis, mercados, restaurantes e quitandas. Pessoas andando de bermuda, chinelo, sem camisa e muitos com sua prancha à tiracolo. Exatamente o que procurávamos!

Fim de tarde na praia de Santa Tereza, no litoral Pacífico da Costa Rica

Fim de tarde na praia de Santa Tereza, no litoral Pacífico da Costa Rica


Percorrendo a tal rua na direção de Santa Teresa, dando preferência aos poucos hotéis que ficavam do lado do mar, um deles logo nos chamou a atenção. Bandeira do Brasil e com o nome de Ranchos Itaúna! Fomos entrando e o clima era incrivelmente parecido com a nossa querida Ilha do Mel, onde casamos. Era aqui que queríamos ficar!

A bela pousada Ranchos Itaúna, na Santa Tereza, no litoral Pacífico da Costa Rica. É a cara da Ilha do Mel!!!

A bela pousada Ranchos Itaúna, na Santa Tereza, no litoral Pacífico da Costa Rica. É a cara da Ilha do Mel!!!


Os donos são um casal, austríaco com brasileira, a carioca Fátima. A primeira notícia é que não havia lugar, mas um pouco mais tarde, apareceu um quarto "coletivo". Na verdade, um belo quartão cheio de janelas com um beliche e uma cama de casal e banheiro privativo. Teríamos de dividi-lo com a simpática alemã Catarina, em temporada por aqui para aprender a surfar. Fechadíssimo!

Belíssimo pôr-do-sol na praia de Santa Tereza, no litoral Pacífico da Costa Rica

Belíssimo pôr-do-sol na praia de Santa Tereza, no litoral Pacífico da Costa Rica


Antes de nos instalarmos no quarto, a gente se instalou foi no lounge a céu aberto bem em frente ao mar onde um verdadeiro espetáculo estava apenas começando: o pôr-do-sol sobre o Pacífico. Foi absolutamente maravilhoso, com direito a acompanhamento de legítimas caipirinhas e muito boa música. As melhores boas-vindas que poderíamos ter tido. Tanto que já resolvemos passar mais um dia inteiro por aqui para, na segunda-feira, seguirmos para o rio Celeste e a Nicarágua.

De camarote, assistindo o pôr-do-sol na praia de Santa Tereza, no litoral Pacífico da Costa Rica

De camarote, assistindo o pôr-do-sol na praia de Santa Tereza, no litoral Pacífico da Costa Rica


Noite de lua cheia, é claro que houve um lual hoje. Lá fomos nós, caminhada pela praia totalmente clara pelo luar. Na festa, repleta de surfistas e outros bem-aventurados de vários países do mundo (inclusive da Costa Rica!), encontramos dois gaúhos, um surfista e o outro aprendendo esta arte por aqui. Gente boníssima, o Luís nos convidou para surfar amanhã e assim, já temos um compromisso. A nossa festa se prolongou até às três da manhã, bem do jeito que a Ana gosta. O duro vai ser chegar às 10h na praia para nossa aula de surf...

Celebrando o espetáculo do fim de tarde na praia de Santa Tereza, no litoral Pacífico da Costa Rica, península de Nicoya

Celebrando o espetáculo do fim de tarde na praia de Santa Tereza, no litoral Pacífico da Costa Rica, península de Nicoya

Costa Rica, San José, Santa Teresa, Nicoya, Praia, Sol

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Trinidad e a Internet

Cuba, Trinidad de Cuba

Prédio no Parque Céspedes, em Trinidad, em Cuba

Prédio no Parque Céspedes, em Trinidad, em Cuba


A cidade de Trinidad foi o terceiro povoamento espanhol em Cuba, ainda na segunda década do séc XVI. Apesar disso, continuou um lugar bem pacato pelos próximos 300 anos. Foi quando um evento numa ilha vizinha à Cuba mudou para sempre a sua história. Violentas rebeliões de escravos estavam ocorrendo no Haiti e os senhores brancos com juízo saíram correndo (ou nadando!) de lá. Apesar de franceses (o Haiti era colônia francesa), foram muito bem recebidos em Cuba, principalmente na região de Trinidad. Foi aí que fundaram diversos engenhos, transformando a região na principal área produtora de açúcar do país.

Vida tranquila na cidade histórica de Trinidad, em Cuba

Vida tranquila na cidade histórica de Trinidad, em Cuba


Parque Céspedes em Trinidad - Cuba

Parque Céspedes em Trinidad - Cuba


Exatamente nessa época um enorme mercado consumidor desse produto se abria ao norte. Eram os EUA, que até pouco tempo antes compravam seu açúcar da Jamaica, colônia inglesa. Mas a guerra com a antiga metrópole em 1811 os fez mudar de mercado, buscando ao açúcar cubano. Tudo isso trouxe muita riqueza à Trinidad, que acabou se traduzindo em grandes obras na cidade, igrejas, teatros, palácios, casarões, ruas bem calçadas, sempre com um toque de influência francesa.

Rua em Trinidad, em Cuba

Rua em Trinidad, em Cuba


Vida tranquila na cidade histórica de Trinidad, em Cuba

Vida tranquila na cidade histórica de Trinidad, em Cuba


A “festa” durou apenas meio século, o bastante para mudar a cara da cidade para sempre. Mas nas guerras de independência a partir de 1860 acabaram destruindo as plantações e engenhos da cidade. Quando a paz voltou, o cultivo de cana havia se mudado para outras províncias e a região de Trinidad nunca mais recuperou sua antiga posição econômica. A cidade novamente parou no tempo. Um verdadeiro golpe de sorte para nós, turistas! Foi por causa disso que Trinidad não se modernizou, permanecendo seu centro histórico muito parecido com o que era há quase 200 anos. Não é à toa que foi declarada Patrimônio Mundial pela Unesco! Tudo por causa dos escravos haitianos, migrantes franceses, mercado americano e guerras de independência!

Morador de Trinidad, em Cuba

Morador de Trinidad, em Cuba


Antigo morador de Trinidad, em Cuba

Antigo morador de Trinidad, em Cuba


Para aí seguimos hoje, nos instalando em mais uma Casa de Hóspedes já agendada antes da partida de Havana. A primeira coisa que fiz foi tentar usar a internet. O Rafa já havia tentado em Havana, reclamando muito do preço e da qualidade. Agora, era a nossa vez. Fomos ao prédio da companhia de telecomunicações, que tem a internet mais rápida. O serviço era bom e nem era tão caro assim, mas descobrimos um grande “porém”. Impossível, tanto ali como nos poucos internet cafés da cidade, fazer upload de qualquer coisa. Assim, nada de postagem de fotos. E posts, só o que escrevêssemos ali mesmo, diretamente no site, já que não podíamos colocar nosso pen drive no computador deles (wifi, para usar nossos próprios computadores, como fazemos em todos os lugares, nem pensar!). Foi quando fizemos o nosso único post diretamente de Cuba:

“Oi gente
A viagem segue maravilhosa. Passamos dias incríveis no paraíso de Little Cayman e depois viemos para Cuba, onde encontramos os padrinhos Rafa e Laura.
Aqui ja passamos por Havana, Isla de Juventud, Cienfuegos e chegamos agora à histórica Trinidad. Estamos de carro e seguiremos ate Santiago de Cuba, de onde retornamos à Havana para mais dois dias pelo oeste da ilha, voltando para o México no dia 27
O único porem daqui e o acesso a internet. Difícil e caro! Só conseguimos agora e não podemos fazer upload de posts (já temos uns 5-6 prontos) e fotos (umas duzentas!). Paciência, algum dia faremos. Nada se perdera!
Um grande abraço a todos e feliz carnaval”

Arte com a figura de Che Guevara em galeria de Trinidad, em Cuba

Arte com a figura de Che Guevara em galeria de Trinidad, em Cuba


Arte em galeria de Trinidad, em Cuba

Arte em galeria de Trinidad, em Cuba


Passada a obrigação, passamos à exploração. Caminhar pelas ruas de paralelepípedo da antiga cidade é uma delícia. Muitas vezes, parecia que eu estava numa das cidades históricas de Minas, pessoas sentadas nas calçadas e praças vendo a vida passar, casas e ruas com aparência centenária, aquela sensação de que o tempo, aqui, passa mais devagar.

Ensaio de música cubana para o show da noite na Casa de La Trova em Trinidad - Cuba

Ensaio de música cubana para o show da noite na Casa de La Trova em Trinidad - Cuba


O simpático e culto poeta de rua em Trinidad,- Cuba

O simpático e culto poeta de rua em Trinidad,- Cuba


Visitamos galerias de arte, feirinhas, casas de música e torres de construções, com direiro a vista privilegiada da charmosa cidade colonial e dos telhados de suas casas. Interagimos e fotografamos pessoas, sempre muito amáveis e curiosas sobre nós, brasileiros. A Ana e a Laura ficaram amigas de um poeta de rua que prontamente declamou seus conhecimentos sobre o nosso país. A Ana até fez um vídeo com ele para a seção do “Soy Loco”. Muito legal!

A charmosa cidade vista do alto do Museu Nacional de La lucha Contra Bandidos, em Trinidad - Cuba

A charmosa cidade vista do alto do Museu Nacional de La lucha Contra Bandidos, em Trinidad - Cuba


Esperando as esposas na calçada em frente ao museu em Trinidad, em Cuba

Esperando as esposas na calçada em frente ao museu em Trinidad, em Cuba


No fim de tarde, eu e a Ana subimos um morro ao lado da cidade, onde pudemos assistir a um belíssimo pôr-do-sol, o mar lá no fundo e a cidade abaixo de nós. Depois, já de noite, passamos ótimos momentos na Casa de La Trova, onde diariamente pode-se ouvir a excelente música cubana.

Jogo de dominó nas ruas de Trinidad, em Cuba

Jogo de dominó nas ruas de Trinidad, em Cuba


A charmosa cidade vista do alto do Museu Nacional de La lucha Contra Bandidos, em Trinidad - Cuba

A charmosa cidade vista do alto do Museu Nacional de La lucha Contra Bandidos, em Trinidad - Cuba


Para fechar o dia e a noite com chave de ouro, fomos a uma discoteca que foi feita dentro de uma caverna de verdade. A paisagem é surreal, bem “cavernosa” mesmo. Eles aproveitaram um grande salão da caverna, com estalactites pendurados no teto e aí fizeram a boate. As luzes coloridas se perdem nos recantos da caverna e a música ecoa em todas as suas reentrâncias. Aliás, adivinha qual a música que começou a tocar exatamente quando entrávamos na caverna? Para quem pensou em Michel Teló, acertou. Pois é, até em Cuba esse cara chegou... É, a gente pode não ser muito fã da música, mas ouvi-la ali, bem naquela hora, foi uma “experiência”. Já os gringos, boa parte dos frequentadores, e os cubanos, adoraram!

Trinidad vista do alto do Cerro de La Vigia (Cuba)

Trinidad vista do alto do Cerro de La Vigia (Cuba)


Magnífico pôr-do-sol visto do alto do cerro de La Vigia, em Trinidad - Cuba

Magnífico pôr-do-sol visto do alto do cerro de La Vigia, em Trinidad - Cuba


E nós, adoramos essa cidade e o dia de hoje! Amanhã, vamos para uma praia aqui perto para passar o dia e voltamos para Trinidad para mais uma tarde e noite memoráveis. Numa cidade com tanta história e cultura pelas ruas, não tem jeito de não ser...

Balada em uma disco dentro de uma caverna em Trinidad, - Cuba

Balada em uma disco dentro de uma caverna em Trinidad, - Cuba

Cuba, Trinidad de Cuba,

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Um Dia em Jampa

Brasil, Paraíba, João Pessoa

Água de coco depois do cooper, na praia de Cabo Branco, em João Pessoa - PB

Água de coco depois do cooper, na praia de Cabo Branco, em João Pessoa - PB


João Pessoa é a terceira mais antiga capital do Brasil, tendo "nascido" em finais do séc XVI. Mas o seu nome é bem mais recente, homenagem a um famoso político local, presidente (governador) do estado, assassinado em 1930. Embora essa morte tenha sido muito bem usada politicamente pelo grupo de Vargas para se iniciar a revolução de 30, afinal João Pessoa era o candidato à vice em sua chapa, o asassinato do político paraibano estava muito mais ligado à questões de honra do que propriamente políticas. Essa história está muito bem retratada no famoso filme de Tisuka Yamasaki, "Paraíba Mulher Macho", do início da década de 80. João Pessoa era retratado por Walmor Chagas, sempre com seus eternos cabelos brancos.

Praia de Manaíra, em João Pessoa - PB

Praia de Manaíra, em João Pessoa - PB


João Pessoa havia mandado a polícia invadir escritórios de vários adversários políticos, teoricamente a procura de armas que seriam usadas num golpe de estado. No escritório de um advogado, ao invés de armas a polícia encontrou a correspondência íntima e amorosa do advogado e sua "namorada", uma poetisa famosa da época, que com suas idéias de "vanguarda" (até o voto feminino, ela defendia!), já escandalizava a conservadora sociedade paraibana. João Pessoa mandou publicar essas cartas na imprensa, o que deixou os amantes meio "expostos" em suas intimidades. Pouco depois, o advogado acertou suas contas com João Pessoa em uma confeitaria em Recife: dois tiros à queima roupa. A trágica história não acaba aí, claro. Ele foi preso e, poucos meses depois, assassinado junto com um parente seu, que nada tinha a ver com a história, na prisão. A polícia alegou que fora suicídio. Quem se suicidou de verdade, alguns dias depois, foi a poetisa, que havia se mudado para Recife para poder estar sempre visitando o seu amor. E toda essa trágica história acabou por ajudar bastante a levar Vargas para o poder. Mas o destino também acabaria por levar esse. Suicídio também. Shakespeare deveria ter nascido na Paraíba...

Belo visual da piscina de nosso hotel em João Pessoa - PB

Belo visual da piscina de nosso hotel em João Pessoa - PB


Pois bem, no calor do assassinato, a cidade de Parahyba mudou seu nome para João Pessoa. Ela já tinha uma longa tradição de homenagear pessoas com seus nomes. Chamou-se Felipeia, em homenagem ao rei espanhol (pois é, pouca gente se lembra, mas o Brasil já foi espanhol, na época que Portugal e Espanha eram um só reino) e chamou-se Frederikstadt, em homenagem ao manda-chuva holandês, na época de domínio deste país. Hoje, há movimentos na capital para se mudar novamente o seu nome, por meio de plebiscito. Não faltam nomes candidatos...

O famoso hotel Tropical Tambaú, em João Pessoa - PB

O famoso hotel Tropical Tambaú, em João Pessoa - PB


Apesar se hoje a cidade estar voltada para o mar, isso é fato recente. Ela nasceu na beira do rio, subiu o morro e lá ficou, quase a 8 km das praias. Ainda na década de 70, terrenos nas praias de Cabo Branco e Tambaú eram uma pechincha. Morar na praia era "pobre". Para os visionários da época que resolveram fazer um pequeno investimento, o futuro (hoje) lhes sorriu. De qualquer maneira, toda a parte histórica da cidade encontra-se no centro, bem distante da orla.

A belíssima Igreja de São Francisco, em João Pessoa - PB

A belíssima Igreja de São Francisco, em João Pessoa - PB


Foram "essas João Pessoas" que eu e a Ana conhecemos hoje. Primeiro, a da orla. Sol de rachar, caminhamos e corremos por Manaíra, Tambaú e Cabo Branco, três das principais praias da cidade, onde estão a maioria dos hotéis, inclusive o nosso, que fica bem em frente ao mais tradicional hotel da cidade, o Tropical Tambaú, que esse ano faz 40 anos de idade! Apesar disso, sua arquitetura continua impressionando, uma espécie de disco voador gigante, camuflado por grama, pousado bem na ponta de Tambaú. Ainda na orla, observamos atentos o local do show da noite, de Margareth Menezes.

Igreja São José, em João Pessoa - PB

Igreja São José, em João Pessoa - PB


De tarde fomos ao centro dar uma olhada na "lagoa" e nos prédios históricos. O mais belo deles é a Igreja de São Francisco, parte integrante do Convento de Santo Antônio. Um show de arquitetura barroca, patrimônio cultural brasileiro. A Igreja, hoje, é muito concorrida para casamentos mais chiques, enquanto boa parte do convento foi transformada em espaço cultural.

Um raro Cristo barroco com os pés separados, na Igreja São Francisco, em João Pessoa - PB

Um raro Cristo barroco com os pés separados, na Igreja São Francisco, em João Pessoa - PB


Por falar em cultura, de noite fomos ao movimentado show. Praia cheia e animada. O show faz parte de uma rica programação para o mês de Janeiro. Amanhã, por exemplo, lá estará Gabriel, o Pensador. Mas nós ficamos mesmo interessados é no show de fechamento, em fins de Janeiro: Mano Chao. Infelizmente, estaremos longe. Quem estava bem por perto era o secretário de cultura da cidade, que até deu uma canja no show de sua amiga. É o também cantor Chico Cezar. Foi jóia vê-los cantar, juntos, "Mama África".

Show da Margareth Menezes em João Pessoa - PB

Show da Margareth Menezes em João Pessoa - PB


No show da Margareth Menezes em João Pessoa - PB

No show da Margareth Menezes em João Pessoa - PB


Enfim, foi um dia cheio em Felipéia, Parahyba ou João Pessoa. Ou John People, como nós gostamos de falar (tem até um bar com esse nome!). Ou, melhor ainda, em "Jampa", que é o apelido usado por seus prórpios moradores. Se temos "Sampa" no sudeste, temos "Jampa" no nordeste.

Chapéu típico de festas maranhenses exposto em galeria do convento São Francisco, em João Pessoa - PB

Chapéu típico de festas maranhenses exposto em galeria do convento São Francisco, em João Pessoa - PB

Brasil, Paraíba, João Pessoa,

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Trilha Até o Refúgio San Martín

Argentina, Bariloche

Chegando ao lago Jakob e ao refúgio San Martín, região de Bariloche, na Argentina

Chegando ao lago Jakob e ao refúgio San Martín, região de Bariloche, na Argentina


Saímos pela manhã de Villa La Angostura para percorrer os 80 quilômetros de bom asfalto até Bariloche em menos de uma hora. Mas não paramos no centro da cidade dessa vez. Nosso destino era outro, um pouco mais adiante. Procurávamos pelo início da trilha que leva ao refúgio San Martín, na beira do lago Jakob, incrustado em meio às montanhas da região. Dois dias atrás, ainda em Bariloche, tínhamos nos armado de mapas e informações sobre como chegar lá. Agora, era hora de colocar a teoria em prática. Mas é claro que, como diz o ditado, “na prática, a teoria é outra!”. Traduzindo: não foi fácil nos embrenhar num sem número de estradas rurais até chegar à bendita chácara de onde parte a trilha. Especialmente numa terça-feira sem nenhum movimento nessas bandas, ninguém para perguntar. Então, erra daqui, acerta dali, mas finalmente chegamos ao ponto. Com uma hora de atraso em relação aos planos originais, mas chegamos! Fiona guardadinha, mochilas nas costas, animo a mil e pé na trilha!

Início da trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Início da trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Início da trilha para o Refúgio San Martín, região de Bariloche, na Argentina

Início da trilha para o Refúgio San Martín, região de Bariloche, na Argentina


Todos animados no início da trilha para o Refúgio San Martín, região de Bariloche, na Argentina

Todos animados no início da trilha para o Refúgio San Martín, região de Bariloche, na Argentina


Finalmente, estava cumprindo minha promessa. Promessa feita há mais de 20 anos, quando estive por aqui viajando num mochilão por Argentina e Chile e fiz essa belíssima caminhada. Para variar, com muita pressa. Ali ao lado do lago Jakob, a cinco horas de caminhada da estrada mais próxima, prometi um dia voltar até aquele lugar paradisíaco. Agora nos 1000dias, fazendo nosso roteiro pela Argentina e região de Bariloche, sempre falei para a Ana que faríamos essa caminhada e também ela estava muito curiosa com minha propaganda. Por fim, nos últimos três dias foi a vez de botar pilha na Rowen, ela também uma amante de caminhadas nas montanhas. Ou seja, ali estávamos os três em frente à placa que anunciava o início da trilha, todos muito ansiosos principalmente depois de muito rodarmos pelas estradas rurais da região.

Uma hora completada na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Uma hora completada na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Caminhando rumo ao refúgio San Martín, na região de Bariloche, na Argentina

Caminhando rumo ao refúgio San Martín, na região de Bariloche, na Argentina


Também em Janeiro de 92 eu cheguei aqui ansioso. Uma das poucas recomendações que recebi da minha irmã, que tinha viajado pelo país em meados da década de 80, era a de fazer essa trilha. Eu fazia o mochilão com um primo e um amigo e havíamos descido o Chile de Santiago até a região dos lagos e cruzado para cá para conhecer Bariloche e região. Daqui voltaríamos ao Chile para a ilha de Chiloé e depois, numa longa viagem de ônibus, seguirmos até o extremo sul do continente. Acontece que, justo quando cruzamos para a Argentina, meu primo recebeu a notícia de que havia sido aceito em um estágio de trabalho na Europa para início imediato. Teria de abortar a viagem e retornar ao Brasil. Na verdade, tinha mais uns dois dias por aqui. Tanta propaganda tinha feito minha irmã sobre esse tal refúgio San Martín que ele decidiu fazer um bate-volta até lá, 18 km para ir, outros 18 km para voltar e ainda o tempo gasto com transporte coletivo do centro de Bariloche para cá de manhã e a volta, de tarde. Naquele tempo ainda havia um ônibus que nos deixava aqui perto, coisa que não há mais hoje.

Cenário montanhoso que margeia o vale por onde caminhamos para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Cenário montanhoso que margeia o vale por onde caminhamos para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Cachoeira em uma das encostas ao lado da trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Cachoeira em uma das encostas ao lado da trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Atravessando bosque na trilha rumo ao Refúgio San Martín, na região de Bariloche, na Argentina

Atravessando bosque na trilha rumo ao Refúgio San Martín, na região de Bariloche, na Argentina


Nosso amigo resolveu acompanhá-lo nessa verdadeira corrida. Para meu primo, corrida mesmo, pois iria pegar o ônibus saindo de noite para o Brasil. Nosso orçamento passava longe de passagens aéreas naquele tempo de estudante mochileiro. Eu resolvi fazer o percurso com mais calma, programando uma noite para dormir lá em cima. Então os dois madrugaram naquele dia, para pegar o primeiro ônibus para cá. Eu vim com mais calma, já no meio da manhã. Fiz a caminhada sozinho, embora naquele dia houvesse mais gente na trilha. Acabei cruzando com os dois já bem próximo da longa e íngreme subida final, a pouco mais de uma hora do refúgio. Voltavam acelerados. Não só pelo tempo apertado, mas pelas moscas gigantes que são uma praga por aqui no verão e ficam nos atazanando. São alvos fáceis de nossos tapas, mas matar 100 delas cansa! Então, o remédio era acelerar. Nosso encontro, que também calhou de ser nossa despedida por mais de um ano, foi bem rápida. Depois disso, cheguei ao refúgio, encontrei um lugar para mim nos beliches, passeei até a Laguna tímpanos e voltei no dia seguinte para reencontrar nosso amigo e, juntos, mas sem o primo que embarcava para a Europa, terminamos nosso mochilão.

Ponte sobre o rio, importante ponto de referência na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Ponte sobre o rio, importante ponto de referência na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Atravessando ponte meio torta na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Atravessando ponte meio torta na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Pois bem, quase 22 anos depois, cá estava eu muito bem acompanhado da amada esposa e querida amiga para percorrer mais uma vez essa bela trilha. Quando estivemos no Club Andino dois dias atrás, eu estava com medo deles dizerem que essa trilha já era, que tivesse se deteriorado, ou coisa e tal. Que nada! Assim que reconheceu que eu estava me referindo à trilha do lago Jakob (ela é mais conhecida por esse nome), ele foi enfático: “Continua linda! Para mim, a melhor da região!”. E ainda previu que haveria muito pouca gente por aqui, por ser dia de semana e pelas dificuldades de transporte. Dito e feito, haviam apenas mais dois carros no estacionamento e, logo no início da trilha cruzamos com as pessoas voltando. Isso queria dizer que a trilha, o lago e o refúgio seriam nossos! Melhor, impossível!

Árvore centenátia em bosque na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Árvore centenátia em bosque na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Bambuzal seco na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Bambuzal seco na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Com a Rowan na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Com a Rowan na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


A trilha não é difícil. Saímos de uma altura próxima dos 800 metros e chegamos aos 1.600 metros. Essa ascensão de 800 metros está muito bem distribuída ao longo dos 18 km de extensão do caminho. Basicamente, seguimos por um mesmo vale quase todo o tempo, sempre ao lado de um rio de águas claras, puras e geladas. Ótimas para se beber!. Subimos uma pequena encosta aqui e ali, descemos novamente até o nível do rio, atravessamos bosques e campinas, sempre ladeados pelas altas montanhas que conformam o vale. Finalmente, já com mais de 80% do caminho feito, deixamos o rio e o vale para trás e para baixo para subir uma encosta bem íngreme. Mesmo aí, a trilha em ziguezague ajuda bastante. Lá no alto, cruzamos mais um rio, bem de frente a uma bela cachoeira de um lado e uma visão esplendorosa do vale lá embaixo do outro. Uma última subida, um lajeado de pedras e chegamos ao Jakob, o lago onde está o refúgio.

Três horas de trilha, descanso e lanche em um bosque na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Três horas de trilha, descanso e lanche em um bosque na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Três horas de trilha, descanso e lanche em um bosque na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Três horas de trilha, descanso e lanche em um bosque na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Bom, a placa que marca o início da trilha prevê um tempo de 6 horas de caminhada. Eu sabia que faríamos em menos. Principalmente por que queríamos chegar lá encima em tempo de seguir até a Laguna Témpanos, um pouco mais adiante. Então saímos animados e com passo firme, mas sempre prontos para parar e tirar fotos. O começo da trilha é meio empoeirado, mas tudo melhora quando chegamos à beira do rio e, a partir daí, não há mais do que reclamar, Ou estamos na sombra de bosques de pinheiros, ou estamos sob o sol, mas com uma vista magnífica do vale em que caminhamos. De tempos em tempos, uma paradinha no rio para beber água.

A bela paisagem da trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

A bela paisagem da trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Um dos trechos mais belos da trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Um dos trechos mais belos da trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Com a Rowan, meia hora antes de chegarmos ao Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Com a Rowan, meia hora antes de chegarmos ao Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Lá pelas tantas surge um paredão no final do vale. Eu já sei que o lago Jakob está lá encima, atrás dessa parede. Também começa a aparecer neve no alto das montanhas, o que torna a vista ainda mais bonita. Com ajuda de uma ponte bem capenga, passamos para o lado de lá do rio. Na minha memória, mais um pouco e chegaríamos em um bosque ideal para pararmos e fazermos o nosso lanche. Foi onde encontrei meu primo e meu amigo 22 anos atrás. Naquele dia, como eu já disse, as moscas gigantes fariam da nossa vida um inferno se parássemos mais de 30 segundos. Mas hoje, para nosso enorme alívio (eu já havia prevenido as meninas sobre essas malditas moscas!), elas não estavam lá. Então, paramos tranquilamente nesse bosque onde há até uma pequena clareira com direito a bancos (troncos caídos) para fazermos nosso lanche.

Ao final de uma encosta bem íngrime, chegamos a uma bela cachoeira já bem perto do Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Ao final de uma encosta bem íngrime, chegamos a uma bela cachoeira já bem perto do Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Pouco mais de 4 horas de caminhada, descanso ao lado de uma bela cachoeira na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Pouco mais de 4 horas de caminhada, descanso ao lado de uma bela cachoeira na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Cachoeira linda, mas de águas geladas, já bem próximos do Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Cachoeira linda, mas de águas geladas, já bem próximos do Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Descansados e reenergizados, estávamos prontos para enfrentar o maior obstáculo dessa trilha: a subida da encosta já bem próxima do paredão. De pouco em pouco fomos vencendo o enorme ziguezague estrategicamente sempre na sombra. Aos poucos, começamos a ouvir barulho de água caindo e, algumas voltas de ziguezague mais acima, chegamos a uma bela cachoeira. Passamos pelo rio numa bela e nova ponte de madeira com piso aramado, de uma lado a bela queda d’água, do outro um enorme desfiladeiro que nos leva de volta ao vale, uns 150 metros abaixo de nós. É o ponto ideal para mais um descanso, o último antes de chegarmos ao refúgio.

A Ana e a Rowan em ponte sobre desfiladeiro na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

A Ana e a Rowan em ponte sobre desfiladeiro na trilha para o Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Momento de descanso, já quase no final da trilha para o refúgio San Martín, na região de Bariloche, na Argentina

Momento de descanso, já quase no final da trilha para o refúgio San Martín, na região de Bariloche, na Argentina


Paisagem montanhosa já chegando no Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Paisagem montanhosa já chegando no Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Saímos da ponte e da trilha e fomos até a piscina formada pela cachoeira. A água é verde escura, linda e apetitosa. Mas é fria demais e nos desanima a dar um banho rápido. Quando muito, molhar as mãos, braços e rosto. Pose para fotos, de um lado e de outro. E um tempo de contemplação, também olhando para um lado e para o outro. Um dia, tenho de voltar aqui e ser bravo o suficiente para entrar nessa cachoeira!

Ao final de uma encosta bem íngrime, chegamos a uma bela cachoeira já bem perto do Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina

Ao final de uma encosta bem íngrime, chegamos a uma bela cachoeira já bem perto do Refúgio San Martín, no lago Jakob, na região de Bariloche, na Argentina


Coma Rowan na trilha para o refúgio San Martín, na região de Bariloche, na Argentina

Coma Rowan na trilha para o refúgio San Martín, na região de Bariloche, na Argentina


Felizes ao terminar a encosta mais íngrime da trilha para o refúgio San Martín, região de Bariloche, na Argentina

Felizes ao terminar a encosta mais íngrime da trilha para o refúgio San Martín, região de Bariloche, na Argentina


Bom, o tempo urge e seguimos em frente. Sempre agradecendo o dia longo que se tem por aqui. Mais uma última subida e chegamos no alto. Uma curva aqui, outra ali e aparece o lago iluminado pela bela luz do meio da tarde (eram cinco da tarde). Outra curva e chegamos a uma grande pedra que forma um mirante para essa bela paisagem. Pela primeira vez avistamos o refúgio, uns 200 metros adiante. Visual de perder o fôlego. A Ana e a Rowan concordam: valeu cada gota de suor para chegarmos aqui, cada minuto das últimas cinco horas de esforço. Quanto a mim, enfim cumpria minha promessa!

Chegando ao lago Jakob, onde está o Refúgio San Martín, na região de Bariloche, na Argentina

Chegando ao lago Jakob, onde está o Refúgio San Martín, na região de Bariloche, na Argentina

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Bem Vindos a Long island

Bahamas, Long Island - Stella Maris

Mar no resort Stella Maris, em Long Island - Bahamas

Mar no resort Stella Maris, em Long Island - Bahamas


Durante a viagem para Long island, o tempo fechou. Fazia tempo que eu não via tantas nuvens. Nada que impedisse nosso aviaozinho de mergulhar sobre elas e aterrisar no pequeno aeroporto no norte da ilha. Foram dez minutos entre descermos, recolhermos a bagagem, tomarmos o táxi e chegarmos ao resort Stella Maris. Isso é que é eficiência. Pelo rádio, já avisaram o motorista qual era nosso quarto e ele já nos levou direto para lá (ou para cá!)

Mar no resort Stella Maris, em Long Island - Bahamas

Mar no resort Stella Maris, em Long Island - Bahamas


Após o check-in fomos gastar o nosso drinque de boas vindas no bar da praia. Apesar de grande o resort é bem simpático. Tivemos a sorte de chegar justo no dia da semana em que é oferecido aos hóspedes uma sessão de punchs de rum na faixa! Obviamente, eu e a Ana fizemos bom proveito. Em seguida, o gostoso jantar, tudo dentro do sistema all-inclusive. Uma boa variação, depois de ficarmos regulando refeições na linda e cara Harbour Island. Vamos precisar manter nossas corridas por aqui para manter a forma.

Nossa idéia é mergulhar por aqui, além de alugar um carro e dirigir na mão inglesa 80 km ilha a baixo (ela tem uma forma bem parecida com Eleuthera, mas é um pouco menos cumprida), para conhecer as muitas praias e baías praticamente desertas. A população da ilha é de menos de 3 mil pessoas!!!

Mar no resort Stella Maris, em Long Island - Bahamas

Mar no resort Stella Maris, em Long Island - Bahamas


A única coisa que não tem cooperado é o vento. Já não nos deixou mergulhar nos últimos dias e continuou atrapalhando hoje. Vamos ver no que dá.

Em tempo: está havendo um torneio internacional de mergulho livre (apnéia) no mais profundo blue hole do mundo, lá no sul da ilha. Estamos loucos para ir lá, não só para assistir mas também para "brincar" um pouco, além de mergulhar, com cilindro nesse lugar incrível. Será que vai dar?

Bahamas, Long Island - Stella Maris, Praia

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