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Blog do Rodrigo - 1000 dias

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Santarém Chuvosa

Brasil, Pará, Santarém

Caminhando na orla de Santarém - PA

Caminhando na orla de Santarém - PA


Muita chuva aqui em Santarém, hoje. Ao contrário da noite agradável de ontem, a água começou a cair no meio da madrugada e só foi arrefecer no final da manhã. Foi quando saímos para caminhar um pouco pelo seu centro comercial e pela orla urbanizada.

A região de Santarém já é ocupada há pelo menos 10 mil anos. Em Monte Alegre, a cerca de 120 km descendo o rio, há centenas de pinturas rupestres, algumas entre as mais antigas do Brasil. Os primeiros europeus a aparecerem por aqui, por estranho que pareça, não estavam vindo do leste, da boca do Amazonas, mas dos Andes, numa expedição tumultuada do espanhol Orellanas. Sofreram numerosos ataques dos indígenas pelo caminho, inclusive de índias. Elas lembravam as antigas guerreiras amazonas, da mitologia grega. Daí o nome de batismo do grande rio.

A orla de Santarém - PA

A orla de Santarém - PA


Os espanhóis não deram muita bola para região e foram os portugueses que se dispuseram a ocupá-la. Como sempre, trouxeram doenças, que dizimaram a enorme populacão indígena que aqui vivia, e os valentes jesuítas, sempre na linha de frente da ocupação de novas terras aqui na América do Sul. A ordem se estabeleceu em Santarém, em meio a uma aldeia que aqui já existia, na segunda metade do século XVII. Cem anos mais tarde a ocupação já era vila, estrategicamente colocada no encontro do Tapajós com o Amazonas. O Ciclo da Borracha trouxe riquezas para a cidade, assim como a corrida ao ouro pela região. Mais recentemente, é a estrada Cuiabá-Santarém e a possibilidade de se tornar um grande porto exportador de soja que movimentam a cidade, além do turismo que cresce a cada ano.

A bela Igreja Matriz de Santarém - PA

A bela Igreja Matriz de Santarém - PA


Nós caminhamos pelo movimentado centro comercial, fomos ao banco, à farmácia, à lotérica (quem sabe, né?) e a um belo restaurante por quilo, padrão das grandes cidades do sul do Brasil. Depois, rumo à orla, sempre à pé, para tirar fotos de uma paisagem ainda chuvosa. Na volta para casa, passamos pela bela e azul Igreja Matriz, a mais antiga construção da cidade. Algumas de suas paredes já tem mais de 250 anos!

Altar da Igreja Matriz de Santarém - PA

Altar da Igreja Matriz de Santarém - PA


De volta ao hotel, decidimos seguir viagem para Alter do Chão, pequena cidade um pouco mais ao sul, na orla do Tapajós. Ao carregar o carro, tive a grata surpresa de conhecer um admirador nosso, o Gustavo. Ele tinha descoberto o nosso blog quando passamos em Macapá e, desde então, nos acompanha. Hoje, ficou felicíssimo de cruzar a Fiona estacionada ali, na cidade em que mora. Infelizmente, foi uma conversa rápida, pois ele tinha de ir. Mas foi muito legal mesmo ser reconhecido. Graças à Fiona, hehehe!

Manhã chuvosa em Santarém - PA

Manhã chuvosa em Santarém - PA


Já saindo de Santarém, paramos na sede do Ibama para pedir autorização para visitar a FLONA-Santarém, uma das mais famosas FLO-restas NA-cionais do Brasil. Fica um pouco abaixo de Alter do Chão e para lá seguiremos em dois ou três dias. O responsável pelas autorizações não estava lá mas fomos informados que vamos conseguir a autorização na entrada da FLONA. E assim, seguimos mais tranquilos para a "caribenha" Alter do Chão.

Brasil, Pará, Santarém,

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Chateação de Fronteira

Estados Unidos, Washington State, Winthrop

Visto de permanência do Rodrigo nos EUA (6 meses de permanência)

Visto de permanência do Rodrigo nos EUA (6 meses de permanência)


Para voltar aos Estados Unidos, faltava passar na fronteira. Apesar das dezenas e dezenas de fronteiras que cruzamos nesses 1000dias, várias delas entrando nos EUA, sempre me dá um frio na barriga ao me aproximar de uma delas. Nunca acho uma situação agradável. Os oficiais que ali trabalham tem todo o poder em suas mãos e, se acordam com dor de barriga ou resolvem te escolher para Cristo, haja paciência. Verdade seja dita foram raríssimas as dificuldades que tivemos até hoje nessas travessias. Sorte ou não, passamos rapidamente em todas as “temidas” fronteiras rodoviárias da América Central, nos aeroportos americanos e , lá em Tijuana, num dia épico, passamos cinco vezes a fronteira onde a única chateação foram as filas.

Passaporte italiano da Ana

Passaporte italiano da Ana


Boa parte desse sucesso se explica pelo fato de sempre estarmos com os devidos vistos. Assim como estávamos hoje, mas com um pequeno “detalhe” a resolver. A Ana viaja com o passaporte italiano dela, enquanto eu vou com o único que tenho, o brasileiro mesmo. Na América do Sul e Central, nosso passaporte azul é pau para toda obra, não necessitando de nenhum visto (exceto para a Guiana Francesa, juridicamente parte da Europa). Mas na América do Norte, precisamos de visto para os três países. Com o italiano é mais fácil. Só precisa de visto para os EUA e se pode consegui-lo num ágil processo pela internet mesmo. Não demora 10 minutos. Pois é, mas apesar dessa desvantagem de precisarmos de visto (os brasileiros), temos uma grande vantagem: quando entramos no país, ganhamos seis meses de permanência, enquanto os europeus (inclusive minha esposa “italiana”) só ganham três meses, NÃO renováveis. Para viagens curtas, não é problema. Mas a nossa viagem não é curta...

Passaporte brasileiro do Rodrigo

Passaporte brasileiro do Rodrigo


Uma solução para este problema é sair e entrar novamente do país. Só que, infelizmente, dependemos também do bom humor do oficial. Ele pode alegar que o visto de permanência anterior ainda está válido (nem que seja por poucos dias) e não renová-lo. Vai depender dele ter acordado bem ou não, ou se ele vai com a sua cara ou não. Felizmente, é bem difícil encontrar alguém que não vá com a cara da Ana. Enfim, nossos dois vistos de permanência haviam sido dados no final de Julho, quando voltamos das Bermudas. O meu válido até Janeiro de 2013 e o da Ana até o final de Outubro, agora. Quando voltamos aos EUA, lá perto de Chicago, o oficial até se ofereceu para extender o visto da Ana, mas achamos melhor deixar para mais tarde. E o “mais tarde” chegou hoje. Era agora ou nunca. E se fosse “nunca”, teríamos de atravessar o país até o México em uma semana. Adeus Califórnia, Hawaii, Seattle, Yosemite e muitas coisas mais...

Visto de permanência da Ana nos EUA (3 meses de validade)

Visto de permanência da Ana nos EUA (3 meses de validade)


Então, chegamos na fronteira e, apesar da surpresa do oficial em ver um carro brasileiro por ali, acho que teríamos passado rapidamente. Não fosse o pedido de extensão para a Ana. Aí, complicou! Fomos enviados para a “inspeção secundária”. Apareceram outros oficiais, determinados em seguir o procedimento padrão tipo: “Mãos ao volante aonde eu possa vê-las!” Nossa... precisa isso? Depois de perguntar umas duzentas vezes de quem era o carro, fomos instados a deixar a Fiona levando apenas o dinheiro. Lá dentro, nos deram formulários para preencher, depois de sermos revistados. Engraçado foi quando perguntaram quanto dinheiro eu tinha para viajar pelos Estados Unidos e eu mostrei todos os meus 10 dólares, hehehe. Enfim, apareceu um oficial mais simpático e o sorriso da Ana começou a fazer efeito. Ele passou uns 15 minutos examinando o nosso site, outros quinze na Fiona, onde confiscou duas laranjas e depois, venho conversar conosco. Desculpou-se pela demora, explicou que não é todo dia que passam por ali dois brasileiros desempregados, com seu próprio carro, querendo ficar três meses no país e que, por isso, tiveram que fazer uma averiguação mais detalhada. Mas estava tudo em ordem e podíamos seguir viagem.


Nosso roteiro pelos parques nacionais de North Cascades e Olympics, antes de seguir para Seattle

Viva! Uma fronteira a menos na minha frente! E um país enorme e lindo para ser explorado! Agora, pelos próximos 80 dias, nada mais desse frio na barriga. Quiçá, um dia, teremos um continente sem fronteiras, muros e arames ou, como diz a música, “um mundão grande sem porteiras”. Enquanto esse tempo não chega, agora é pensar no nosso roteiro nos EUA. O roteiro até Seattle já está definido. No caminho, muita natureza e dois parques nacionais. Vamos que vamos!

Estados Unidos, Washington State, Winthrop,

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Barbicha e Macarrão

Antártida, Elephant Island

Um pinguim chinstrap em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

Um pinguim chinstrap em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


O animal símbolo das regiões polares do sul do planeta é, sem dúvida nenhuma, o pinguim. Na verdade, o nome “pinguim” não se refere apenas a uma espécie de ave, mas a toda uma família cujo nome científico é “Spheniscidae”. Essa família de nome tão pomposo se subdivide em seis gêneros e mais de vinte espécies, todas elas de pinguins. É só estamos falando das espécies que ainda vivem nos dias de hoje. Se considerarmos as espécies e gêneros já extintos, aí esses números aumentam muito.

Pinguins gentoo em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

Pinguins gentoo em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


Um encontro entre um pinguim gentoo e um chinstrap, em Elephant Island, na Antártida (foto de Steve Denver)

Um encontro entre um pinguim gentoo e um chinstrap, em Elephant Island, na Antártida (foto de Steve Denver)


Pois bem, até agora, nas nossas andanças pelas Malvinas e Geórgia do Sul, já tínhamos visto quatro espécies de pinguins: os pinguins-de-magalhães e os rockhoppers, ainda nas Falkland, e os pinguins rei e gentoo, principalmente na Geórgia do Sul. Vimos centenas de milhares deles, principalmente da espécie rei (King, em inglês), bem vistosos com suas manchas amarelas no peito e no rosto. Certamente, estão entre os mais belos de toda a família, mas depois de visitar duas mega-colônias com mais de 100 mil casais em cada uma delas, já estávamos meio enjoados, querendo conhecer outros membros da simpática família.

Um pinguim de barbicha (chinstrap penguin) em Elephant Island, na Antártida

Um pinguim de barbicha (chinstrap penguin) em Elephant Island, na Antártida


Pinguins de barbicha (chinstrap penguins) caminham nas rochas de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

Pinguins de barbicha (chinstrap penguins) caminham nas rochas de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


Pois bem, esse momento chegou, agora que estamos bem mais perto da Antártida. Por aqui o clima é frio demais até mesmo para esses tipos de pinguim e a natureza tratou de “criar” outras espécies para ocupar um ecossistema com condições mais severas. Em Elephant Island, espremida entre geleiras, montanhas nevadas e icebergs, até chegamos a ver alguns poucos pinguins gentoo, mas a grande maioria deles era mesmo de duas outras espécies, ainda desconhecidas para nós: os pinguins chinstrap (“pinguim-de-barbicha”, em português) e os pinguins macaroni (que em italiano quer dizer macarrão!).

Centenas de chinstrap penguins (pinguins-de-barbicha) na costa gelada de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida

Centenas de chinstrap penguins (pinguins-de-barbicha) na costa gelada de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida


Centenas e centenas de pinguins sobre as encostas mais baixas de Point Wild, em Elephant island, na Antártida

Centenas e centenas de pinguins sobre as encostas mais baixas de Point Wild, em Elephant island, na Antártida


Os mais comuns por aqui são mesmo os pinguins-de-barbicha. E não é para menos! Na verdade, essa é uma das espécies mais numerosas em todo o mundo e cientistas calculam sua população em mais de 15 milhões de indivíduos. O nome vem de uma estreita faixa (“strap”, em inglês) preta que esse pinguim tem sob o queixo (“chin”, em inglês) que lembra uma barbicha.

Centenas de pinguins chinstrap se aglomeram em Point Wild, em Elephant Island, na Antártida

Centenas de pinguins chinstrap se aglomeram em Point Wild, em Elephant Island, na Antártida


pinguins da espécie chinstrap são os mais comuns em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

pinguins da espécie chinstrap são os mais comuns em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


Eles são consideravelmente menores que seus primos gentoo e king, medindo menos de 70 cm e pesando cerca de 6 quilos. Nem por isso são menos valentes, sendo considerados, na verdade, os mais agressivos entre os pinguins. Uma espécie de “baixinho invocado”. Talvez porque aqui tem de enfrentar um dos mais temíveis predadores, a foca leopardo. Não que essa valentia valha alguma coisa contra um predador tão formidável. Além delas, os chinstraps também têm de estar atentos às orcas e lobos marinhos. Em terra, adultos, não têm de se preocupar, embora ovos e crianças sejam alvo de aves de rapina como as skuas.

Pinguins de barbicha (chinstrap penguins) caminham nas rochas de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

Pinguins de barbicha (chinstrap penguins) caminham nas rochas de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


pinguins da espécie chinstrap são os mais comuns em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

pinguins da espécie chinstrap são os mais comuns em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


Esses pequenos pinguins chegam a nadar 80 km por dia para buscar alimento, principalmente o krill e pequenos peixes. Adoram se congregar em grandes icebergs, mas na época da reprodução, precisam mesmo de terra firme, onde montam seus pequenos ninhos. Uma característica da espécie é colocar dois ovos por temporada, com uma boa chance que ambos choquem e virem filhotes saudáveis. Pais e mães se revezam para chocar o ovo, alimentar e proteger o filhote, pelo menos até o ponto quando ele possa começar a frequentar as chamadas “creches”.

Chinstrap penguin (pinguim de barbicha) em Elephant Island, na Antártida

Chinstrap penguin (pinguim de barbicha) em Elephant Island, na Antártida


Pinguins escalam uma encosta inclinada de gelo em Elephant Island, na Antártida (foto de France Dionne)

Pinguins escalam uma encosta inclinada de gelo em Elephant Island, na Antártida (foto de France Dionne)


São pouco mais de 35 dias para chocar os ovos e depois, outros 30 para que o filhote seja grande o suficiente para seguir para as creches. Depois disso, passará mais um mês para que o filhote troque suas penas e seja capaz de enfrentar o frio das águas polares. Só então ele será capaz de procurar seu próprio alimento, terminando então a responsabilidade dos pais. Ao longo de seus 20 anos de vida em média, os pinguins terão bastante tempo para se reproduzir, fugir dos predadores e curtir ao máximo a paisagem grandiosa que os cerca. Aliás, vimos alguns deles olhando para o infinito em aparente estado de veneração!

Um pinguim solitário parece observara beleza gelada que o rodeia em Point Wild, em Elephant Island, na Antártida

Um pinguim solitário parece observara beleza gelada que o rodeia em Point Wild, em Elephant Island, na Antártida


Um pinguim solitário observa o mar agitado ao redor de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

Um pinguim solitário observa o mar agitado ao redor de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


A outra espécie tem esse nome engraçado, “macaroni”. Como todos sabem, macaroni é o prato típico da Itália. Nos séculos XVIII e XIX, “macaroni” também virou uma gíria na Inglaterra. Era usada para descrever pessoas que se vestiam de maneira espalhafatosa. Para os ingleses, esse era um comportamento típico dos italianos, vestir-se com roupas bem coloridas e que chamassem a atenção. E italianos, para eles, eram os “macaroni”, por causa da comida. Quase como o nosso “perua” de hoje, ou o “peru emplumado”.

Um macaroni penguin e sua característica testa amarela, em Cape Lookout, Elephant Island, na Antártida (foto de John Pairaudeau)

Um macaroni penguin e sua característica testa amarela, em Cape Lookout, Elephant Island, na Antártida (foto de John Pairaudeau)


Um vistoso macaroni penguin em Elephant Island, na Antártida

Um vistoso macaroni penguin em Elephant Island, na Antártida


Então, quando os primeiros marinheiros ingleses chegaram a estas bandas, não demoraram a apelidar esse pinguim com penas amarelas na testa de “macaroni”. O nome ficou e passou a designar a espécie! E não é uma espécie qualquer, não! Ela sim é a mais numerosa do planeta com cerca de 20 milhões de indivíduos. Infelizmente, esse número já foi bem maior duas décadas atrás o que indica que a espécie está passando por uma crise. Mesmo assim, continua sendo a espécie de ave que mais consome vida marinha do mundo.

Centenas de pinguins chinstrap na paisagem rochosa de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

Centenas de pinguins chinstrap na paisagem rochosa de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


Um grupo de pinguins macaroni em Cape Lookout, Elephant Island, na Antártida (foto de John Pairaudeau)

Um grupo de pinguins macaroni em Cape Lookout, Elephant Island, na Antártida (foto de John Pairaudeau)


Os macaroni também são excelentes nadadores e passam meses a fio no mar, quando não estão em época de reprodução. Chegam a nadar mais de 10 mil quilômetros nesse período, através dos oceanos Atlântico e Índico. Depois, voltam para as colônias onde nasceram e quase sempre buscam o mesmo parceiro da temporada anterior.

Pinguins, lobos e elefantes marinhos e blocos de gelo dividem o espaço de uma pequena praia rochosa em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

Pinguins, lobos e elefantes marinhos e blocos de gelo dividem o espaço de uma pequena praia rochosa em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


Centenas de pinguins nas encostas de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

Centenas de pinguins nas encostas de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


Depois do acasalamento também virão dois ovos. O primeiro, menor, é apenas para esquentar as turbinas da fêmea. Depois, quando vier um ovo maior, o primeiro ovo quase sempre é descartado. As cinco semanas que se seguem para chocar o ovo são divididos em 3 períodos iguais de 12 dias. No primeiro, pai e mãe se dividem no trabalho de chocar o ovo. No segundo, o pai volta para o mar para se alimentar e a mãe fica sozinha. No terceiro, a situação se inverte, a mãe no mar e o pai no ninho. Por fim, quando nasce o filhote, é o pai que vai protegê-lo nas primeiras semanas, até que ele esteja grande o suficiente para seguir para a creche.

Pinguins chinstrap se equilibram em rochedo de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

Pinguins chinstrap se equilibram em rochedo de Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida


Pinguins sobem encosta em meio à vastidão gelada de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida

Pinguins sobem encosta em meio à vastidão gelada de Point Wild, em Elephant Island, na Antártida


Bom, e assim vamos completando nossas figurinhas no álbum de pinguins. O prêmio máximo seria ver um pinguim imperador, mas infelizmente é muito raro avistá-lo em viagens como a nossa. Eles ficam ainda mais ao sul e suas colônias se localizam muitos quilômetros continente adentro. Mas temos também o nosso álbum de focas para completar e hoje vimos a estrela desse álbum, a foca leopardo. Outro álbum, outro post, hehehe...

Aproximando-se dos simpáticos pinguins chinstrap, em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

Aproximando-se dos simpáticos pinguins chinstrap, em Cape Lookout, em Elephant Island, na Antártida

Antártida, Elephant Island, Bichos, Pinguim

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Para o Norte!

Colômbia, Bogotá, Barichara

Foto de despedida do Douglas, em seu apartamento em Bogotá - Colômbia, um pouco antes de partirmos para o norte do país

Foto de despedida do Douglas, em seu apartamento em Bogotá - Colômbia, um pouco antes de partirmos para o norte do país


Dia de deixar Bogotá em definitivo, mas não foi fácil. A Clarita foi trabalhar logo cedo, depois das difíceis despedidas. A esta altura, eu já tinha levantado e carregado toda a Fiona. Trabalho duro, pois tínhamos tirado toda a bagagem para ela tomar um merecido banho antes de irmos para Villa de Leyva.

Depois, foi a vez do Douglas acordar, após a grande performance de ontem. Juntos, fomos à casa da sogra dele, para nos despedir da energética Amelie, que ficou muito amiga da Ana. Voltamos para casa a tempo dele ser pego pela van da banda. Tinham novo show hoje, desta vez como atração principal. Mais uma dura e emocionada despedida.

Depois de tantas lágrimas, foi a vez de São pedro mandar as suas, sob a forma de pedras de gelo. Uma tempestade de granizo como há muito Bogotá não conhecia. Os gramados ficaram brancos! Por fim, mais uma meia hora de espera na loja onde deixamos algumas mochilas para serem consertadas e, finalmente, estávamos na estrada novamente, rumo ao Alaska!


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Bem, não vamos diretamente, claro! Aqui mesmo na Colômbia ainda temos algumas paradas. A primeira delas foi, depois de muitas horas de viagem e chegada já de noite, numa das mais belas cidades coloniais do país, a pequena e pacata Barichara. Daqui seguimos amanhã para Bucaramanga, metrópole moderna no centro do país, bem ao lado do impressionante canyon de Chicamocha. No caminho, a pequena San Gil, principal base de uma região que oferece todo tipo de esporte de aventura. De Bucaramanga seguimos para Mompós, ao lado do rio Magdalena, a cidade que inspirou Gabriel Garcia Marques no seu clássico "Cem Anos de Solidão". Finalmente, dali seguimos para Cartagena, na costa do Caribe, nosso porto de embarque para a América Central. Enfim, se ainda há tanto por fazer aqui na Colômbia, imagina até o Alaska. De vez em quando ainda bate aquela dúvida se vamos mesmo chegar (e voltar!)...

Foto de despedida do Douglas, em seu apartamento em Bogotá - Colômbia, um pouco antes de partirmos para o norte do país

Foto de despedida do Douglas, em seu apartamento em Bogotá - Colômbia, um pouco antes de partirmos para o norte do país


Bom, pelo menos até Barichara chegamos. Bem de noite, ruas estreitas e de pedra, sem viva alma nas ruas (se desconsiderarmos os gatos). Parecia uma cidade fantasma. Com jeito, achamos um hotel. E também um restaurante, espanhol. Um verdadeiro deleite! Um delicioso jantar, o primeiro do resto das nossas vidas. De barriga cheia e com cama limpa, estamos prontos para o longo dia de amanhã!

Colômbia, Bogotá, Barichara,

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Sobre Ursos e Homens

Alaska, Haines

Urso dscansa no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Urso dscansa no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Por incontáveis milênios, a nossa espécie vagou pelas florestas e pradarias africanas, em “íntimo” contato com a natureza. Ali, mas do que nunca, fazíamos parte da cadeia alimentar de vários predadores. Ao mesmo tempo, era dessa mesma natureza que nos servíamos diretamente, através da coleta, extrativismo e, claro, caça de animais menores ou maiores do que nós. Ao longo de nada menos que 10 mil gerações, certamente foi incutido em nosso código genético, através do processo de seleção natural, um medo instintivo dessas enormes criaturas que poderiam nos ver como alimento. Ao mesmo tempo, a convivência com eles e com o meio ambiente que nos cerca também passou a ser uma característica da nossa espécie. Se assim não fosse, com certeza faríamos parte da longa lista de espécies que não se adaptaram ao meio ambiente e se perderam para sempre nos caminhos da evolução.

Perseguindo salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Perseguindo salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Concentração para a pesca de salmão no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Concentração para a pesca de salmão no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Então, em algum momento, há cerca de vinte mil anos, chegamos ao topo da cadeia. Uma vez ou outra, ainda éramos o almoço, mas passaram a ser as feras que se “preocupavam” mais conosco, e não o contrário. Ainda mais recentemente, um piscar de olhos dentro da nossa evolução como espécie, nos mudamos das matas para a cidade, para longe daquilo que sempre havia sido a nossa casa, a natureza. Pouca gente se dá conta que passamos apenas 1% do nosso tempo como espécie dentro da chamada “civilização”, enquanto os outros 99%, ou 200 mil anos, foi mesmo no mato. Muito pouco tempo para mudar nossas características forjadas à ferro e fogo, sob a chuva e sol ardente, correndo de leões, temendo as cobras pela noite e caçando mamutes durante o dia. Enfim, o sangue desses nossos esquecidos antepassados ainda corre forte em nossas veias.

Um urso a procura de salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Um urso a procura de salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Um urso nada solitário no belo lago de Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Um urso nada solitário no belo lago de Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Não é a toa que, quando à natureza retornamos, em breves viagens de fim de semana ou em longas temporadas de 1000dias pelas Américas, algo profundo e sincero, primitivo e empolgante nos toca. Admiração e respeito, temor e curiosidade, tudo se mistura quando, inconscientemente, voltamos ao nosso lar. O momento em que esse conjunto de sensações fica mais explícito é quando encontramos a vida selvagem, aqueles que dividiram o mesmo espaço conosco durante aqueles incontáveis milênios. De alguma maneira, são como nossos irmãos. É por isso que, mesmo com todo aquele medo que nos fez sobreviver como espécie, também temos a curiosidade de nos aproximar dos grandes animais, vegetarianos ou carnívoros, vê-los de perto, aprender como vivem e, num sentido mais amplo, aprender como vivíamos nós mesmos.

Um grande urso saboreia o salmão que acabou de pescar no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Um grande urso saboreia o salmão que acabou de pescar no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Detalhe das garras de um urso em Haines, no sudeste do Alaska

Detalhe das garras de um urso em Haines, no sudeste do Alaska


Imagino que o melhor lugar para sentirmos isso, ficarmos mais perto desse passado que ainda vive literalmente dentro dos nossos genes, seja nas savanas africanas, onde tudo começou. Quem já esteve lá volta transformado. Eu não tive essa chance, mas é uma das coisas que ainda farei na minha vida. Mas há outros lugares no mundo em que podemos ter uma experiência parecida. Dentre eles, certamente se destaca o Alaska. Aqui, ainda encontramos o mundo natural em seu esplendor. Selvagem, inexplorado, grandioso. É claro que a civilização também já chegou por aqui, mas basta dar alguns passos e já estamos mais perto de uma mata que de um shopping, de uma montanha que de um prédio, de um urso que de um ser humano.

Um urso a procura de salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Um urso a procura de salmões no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Gaivota observa as técnicas de pescador do urso, no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Gaivota observa as técnicas de pescador do urso, no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Pois é, desde que chegamos nessa terra longínqua, estivemos com alces, elks, veados, lebres, águias, coiotes, lobos e ursos. Todos animais que já estavam aqui, na Terra, muito antes de chegarmos. Enfim, a “casa” é nossa também, mas muito mais, deles. Não são apenas nossos irmãos, mas nossos irmãos mais velhos, a quem devemos muito respeito. Não é a toa que os primeiros ídolos de uma criança são seus irmãos (ou primos) mais velhos. São eles que sabem das coisas, são mais corajosos, são quem nos ensinam os segredos. Essa é a melhor tradução do que sentimos quando vemos esses animais caminhando livres pela natureza, aquela que foi e sempre será a nossa casa. Mas junto com a admiração e o respeito, vem o medo também. Irmãos mais velhos são mais fortes e mais sabidos. E também podem nos fazer mal.

Um grande urso saboreia o salmão que acabou de pescar no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Um grande urso saboreia o salmão que acabou de pescar no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Urso adolescente abocanha um salmão no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Urso adolescente abocanha um salmão no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Mais do que nunca, essa combinação de respeito, admiração e medo vale para aqueles animais maiores do que nós, especialmente os que podem nos comer. Misteriosamente, são os que mais nos atraem. É preciso sempre achar o balanço certo entre esses dois sentimentos, a curiosidade e o medo. Com muito medo, acabamos não saindo de dentro de casa, assistindo tudo pela TV. Com excessiva curiosidade, acabamos virando almoço, como foi o caso de poucas pessoas, mas sempre em notícias muito alardeadas pela imprensa.

Nadando tranquilamente no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Nadando tranquilamente no rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Um grande urso nada nas águas do rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Um grande urso nada nas águas do rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska


Tivemos a oportunidade de ver predadores como ursos e lobos em diversas partes do Alaska. Mas em nenhum lugar foi como Haines. Aqui, uma combinação de fatores faz com que esse balanço entre curiosidade e medo possa pender, com segurança, muito mais para a primeira. Tudo por causa da quantidade farta de alimentos que nessa época, “nada” por aqui. São os salmões, subindo os cursos d’água em direção aos locais em que nasceram, poucos anos antes. Os ursos, assim como outros predadores, ficam no rio e, durante semanas, se refestelam. O excesso de comida faz com que fiquem mais calmos, baixem a guarda, aceitem a presença de outros animais, inclusive dos seus pares. Normalmente, grizzlies são animais solitários (com a notável exceção de uma mãe acompanhada de filhotes!), mas aqui pode-se vê-los em grupos, convivendo pacificamente. Um verdadeiro espetáculo, assisti-los no rio, nadando e se divertindo, enquanto pescam e se alimentam.

Pescadores aproveitam o rio Chilkat ainda sem ursos, em Haines, no sudeste do Alaska

Pescadores aproveitam o rio Chilkat ainda sem ursos, em Haines, no sudeste do Alaska


Pescadores aproveitam o rio Chilkat ainda sem ursos, em Haines, no sudeste do Alaska

Pescadores aproveitam o rio Chilkat ainda sem ursos, em Haines, no sudeste do Alaska


Muito interessante também é ver a convivência de ursos e homens. Dois predadores no topo da cadeia. Pois é, a maioria dos visitantes dessa época, aqui em Haines, não vem atrás dos ursos, mas dos salmões. São pescadores! Dividem o mesmo rio com os ursos. Com o devido respeito, é claro! Eles já sabem que o horário preferido dos ursos é no final da tarde. Então, basta chegar ao rio um pouco antes disso que vemos ele lotado de pescadores com suas longas cordas e varas. Aqui, pescam com a “fly fish” (não sei como dizer em português...) e observá-los nas águas verde-esmeralda do rio é um espetáculo em si só. Aí, de repente, vemos um pescador, meio ressabiado, se afastando do lugar que estava. Já sabemos! É um urso que chegou por lá. E assim continua, os ursos chegando e os pescadores cedendo seu espaço. A princípio, podemos pensar que são regras de convivência aprendidas nos últimos anos, tanto por ursos como por pescadores. Mas eu arrisco dizer que as regras são um pouco mais velhas. Tem 200 mil anos de idade. E é com lágrimas nos olhos, do fundo dos meus genes, que eu digo: é emocionante vê-las funcionando.

Um grande e obeso urso atravessa a estrada bem em frente à Fiona, em Haines, no sudeste do Alaska

Um grande e obeso urso atravessa a estrada bem em frente à Fiona, em Haines, no sudeste do Alaska


O urso não parece se importar muito com a placa em Haines, no sudeste do Alaska

O urso não parece se importar muito com a placa em Haines, no sudeste do Alaska


Assim como é emocionante poder estar a poucos metros deles, enquanto saboreiam seu salmão, ou nadam para poder pescá-los. Incrível a sua intimidade com a água. Se algum dia tiver que fugir um urso, não caia na bobagem de entrar num rio! Ele vai alcançá-lo, com certeza! Aliás, sair correndo ou subir numa árvore também não me parecem boa ideia. Se o urso quiser mesmo te comer, a melhor chance é pular de um penhasco ou então, sair no braço. Enfim, são poucas as chances. Por isso, não devemos jamais perder o respeito! Mesmo aqui, deixe um espaço para o urso. Essa é a principal regra de etiqueta no mundo deles. Ou então, fique dentro da Fiona! Com sorte, vai poder ver um cruzando a estrada bem na sua frente. Mas, o melhor mesmo é vê-los na água, entretidos, enquanto nós, na segurança de um barranco, a poucos metros do animal, a Fiona ali do ladinho, temos a mais pura e sincera alegria de estar ali. Com máquina fotográfica, claro!

Um grande urso nada nas águas do rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Um grande urso nada nas águas do rio Chilkat, em Haines, no sudeste do Alaska

Alaska, Haines, Bichos

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Final de Semana em Maresias

Brasil, São Paulo, São Sebastião

Socializando em gostoso fim de tarde na praia de Paúba em São Sebastião - SP

Socializando em gostoso fim de tarde na praia de Paúba em São Sebastião - SP


Final de semana em Maresias, esse é um dos programas prediletos da juventude sarada e bonita de São Paulo. Sem dúvida nenhuma, é uma das maiores concentrações de mulheres maravilhosas por metro quadrado do planeta. Especialmente na parte sul da praia. Pelo menos, essa é a propaganda que chega aos nossos ouvidos.

Praia de Maresias em São Sebastião - SP

Praia de Maresias em São Sebastião - SP


Mas nem essa fama toda nos tirou da pousada na manhã de sábado. Primeiro, precisávamos ver o jogão Argentina x Alemanha. Quem leu meu post anterior sabe que eu tinha apostado nos hermanos. É uma clássica "win-win situation": se a Argentina ganhar, eu ganho uma cerveja, se a Argentina perder, é felicidade garantida pelo resto da semana. Bom, o resultado veio melhor do que a encomenda, um tremendo de um chocolate alemão para cima dos hermanos pobresitos. Alegria e piadas para o resto do mês...
Logo depois do jogo terminar chegaram o Rafa e a laura de São Paulo. Amigos e padrinhos de casamento, vieram passar o fim de semana conosco. Fomos todos conferir a famosa ponta sul de Maresias. Apesar da promessa de fim de semana ensolarado, o inverno não atrai muitas pessoas ao litoral. Assim, a praia estava bem vazia para padrões maresienses, apesar de parecer lotada para o que eu e a Ana temos visto por aí. Realmente, padrão de beleza e saúde bem acima da média, apesar da amostra ser pequena. Só não pudemos assistir ao famoso jogo de futivolei feminino, onde a única coisa que balança é a rede, que o Haroldo vinha propagandeando há meses. Fica para o primeiro verão depois dos 1000 dias...

Depois da corrida nas areias de Maresias, com o Haroldo e Rafael em São Sebastião - SP

Depois da corrida nas areias de Maresias, com o Haroldo e Rafael em São Sebastião - SP


Tarde gostosa na praia, corrida de ida e volta pelas areias inclinadas e fofas, mergulho delicioso pelas águas especialmente limpas nesta época do ano. Depois, de noite, para celebrar o encontro com os amigos e primo, um jantar de alto nível num dos melhores restaurantes da praia, o Seu Sebastião. Muito bom mesmo.

Com os padrinhos Rafa e Laura na praia de Paúba em São Sebastião - SP

Com os padrinhos Rafa e Laura na praia de Paúba em São Sebastião - SP


No domingo, o Haroldo partiu logo cedo. Eu, a Ana, o Rafa e a Laura fomos passar o dia em uma das muitas praias lindas da região, a vizinha Paúba. Bem mais tranquila e ensolarada que Maresias. Lá encontramos vários conhecidos da Laura e Rafa. Houve até jogo de futivolei. Masculino, infelizmente. Mais corrida, mais mergulho, mais muita conversa na areia. Vidinha bem difícil, para relaxar um pouco da correria dos últimos 100 dias.

Com o Zé, cozinheiro de mão cheia, em sua casa na praia de Paúba em São Sebastião - SP

Com o Zé, cozinheiro de mão cheia, em sua casa na praia de Paúba em São Sebastião - SP


Depois da praia, fomos todos para a casa do pai da amiga da Laura, em Paúba mesmo. O Seu Zé e família nos recebeu de braços abertos e com muita comida. Churrasco com diversos tipos de carne, lazanha, feijão delicioso enfim, um festim. Um relaxado ambiente familiar para a gente matar a saudade.
De volta para à pousada Katmandu (que bela opção de pousada, indicação do Haroldo!) o Rafa e Laura partiram para São Paulo, e eu e e a Ana voltamos para o nosso mundo à dois, tão completo a maioria das vezes mas que, volta e meia, é uma delícia dividir com familiares e também com velhos e novos amigos.

Todo mundo muito bem alimentado, na casa do Zé e família na Praia de Paúba em São Sebastião - SP

Todo mundo muito bem alimentado, na casa do Zé e família na Praia de Paúba em São Sebastião - SP

Brasil, São Paulo, São Sebastião,

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Martha's Vineyard

Estados Unidos, Massachusetts, Cape Cod

Cottages centenários de antigo acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Cottages centenários de antigo acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Martha’s Vineyard, com quase 100 milhas quadradas de tamanho, é a terceira maior de toda a costa leste dos Estados Unidos. Está atrás de Long island, em Nova York, e Desert Island, onde está o parque de Acadia, que visitamos recentemente no Maine. Como essas ilhas estão unidas ao continente por pontes, Martha’s pode ser considerada a maior de todas, atualmente! Para se chegar lá, só de ferry ou avião!

Ferry para Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Ferry para Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


No ferry para Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

No ferry para Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


E não é pouca gente que faz isso, principalmente no verão! Com uma população residente de 15 mil habitantes, durante os meses mais quentes do ano esse número chega a 100 mil! São milhares de casas de veraneio, que ficam vazias boa parte do ano. Entre os que vem passar temporadas na ilha, muita gente rica, famosa ou poderosa. Por exemplo, a família Clinton e a família Obama, só para citar alguns...

Igreja Metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Igreja Metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


O nome da ilha foi uma homenagem dada pelo pai, o primeiro explorador europeu da região, o inglês Gosnold, à sua pequena filha que morreu ainda na primeira infância, nos primeiros anos do séc XVII. Mais tarde, já no séc XIX, o que trazia fama à ilha era a sua indústria baleeira. Barcos saíam dali para rodar o mundo atrás dos gigantes cetáceos mas, felizmente, o desenvolvimento da indústria petroleira forneceu óleo muito mais barato que as pobres baleias e essa atividade econômica entrou em colapso.

No interior de igraja metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

No interior de igraja metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


A próxima atividade turística a florescer foi muito mais benéfica: o turismo! A ilha se tornou um destino cada vez mais popular para temporadas de veraneio, com temperaturas agradáveis e paisagens belíssimas. Grandes acampamentos de verão eram feitos aí, o mais famoso deles organizado pela Igreja Metodista. O evento passou a ser anual, atraindo centenas de jovens de toda a costa leste do país. Aos poucos, as tendas temporárias começaram a ser substituídas por cottages, pequenas e charmosas casas de madeira. O tal acampamento virou uma charmosa vila de pequenas casas coloridas, hoje uma das grandes atrações turísticas da ilha.

Cottages centenários de antigo acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Cottages centenários de antigo acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Foi exatamente aí que chegamos, na pequena cidade de Oak Bluffs, vindos de ferry, logo pela manhã. A Fiona ficou do lado de lá, tomando conta da nossa bagagem, no estacionamento do hotel, em Falmouth. Para trazê-la, nessa época movimentada, seria preciso fazer uma reserva com antecedência no barco.

Foto antiga de acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Foto antiga de acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Cottage centenário transformado em museu em antigo acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Cottage centenário transformado em museu em antigo acampamento metodista em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Sem carro próprio, nossas opções para conhecer a ilha eram alugar um carro, vespas ou bicicletas, ou então, pegar algum tour de ônibus. Poderíamos ainda ficar a pé, apenas em Oak Bluffs, ou tentar usar o eficiente sistema de ônibus públicos da ilha.

Caminhando em Edgartown, pequena cidade em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Caminhando em Edgartown, pequena cidade em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


O problema é que, ao contrário de ontem, o dia amanheceu chuvoso e com vento. Assim, a opção do aluguel de bicicletas e vespas foi logo descartada. Já o que nos fez descartar a opção do aluguel de carros foi o preço extorsivo, 100 dólares por dia. Quanto ao tour de ônibus, passar mais de duas horas dentro de um deles ouvindo um guia falar pelo microfone jamais nos pareceu uma boa ideia...

Caminhando em Edgartown, pequena cidade em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Caminhando em Edgartown, pequena cidade em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Desse modo, escolhemos mesmo uma boa caminhada em Oak Bluffs, especialmente pelo antigo acampamento metodista, com direito à visita ao museu e à antiga igreja, seguido de passeio á mais bela cidade da ilha, Edgartown, aonde chegamos com o bom e velho ônibus de linha.

Ônibus público em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Ônibus público em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


O passeio no antigo acampamento foi muito interessante, os cottages são coloridos e muito arrumados, parecendo casas de boneca. Mas, na verdade, ainda são residências, compradas a preço de ouro. Em suas pequenas varandas, moradores orgulhosos ficam lendo o seu jornal e observando os turistas curiosos que passam pela rua em frente, com suas máquinas fotográficas.

Pegando ônibus em Edgartown, em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Pegando ônibus em Edgartown, em Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


O almoço foi mesmo em Edgartown, com sua rua cheia de lojas, restaurantes e turistas. No mesmo simpático ônibus de linha, que também carrega bicicletas de turistas cansados, voltamos para Oak Bluff, onde ainda tivemos tempo de aproveitar a movimentada orla do cais, cheia de pubs e bares com música alta.

Esperando o ferry de volta, em bar na orla de Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Esperando o ferry de volta, em bar na orla de Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos


Depois, ferry de volta para a Fiona e, já nas nossas próprias rodas, a longa viagem para Connecticut, onde vamos passar o fim de semana numa casa ao lado de um lago. São amigos da Íris e do Pedro (os pais da Bebel!), que nos convidaram para passar um tempo por lá. Pelas memórias da Bebel, deve ser um lugar maravilhoso e estamos ansiosos por chegar. E com os dedos cruzados para que o tempo se pareça mais com o de ontem que com os de hoje...

Esperando o ferry de volta, em bar na orla de Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Esperando o ferry de volta, em bar na orla de Marta´s Vineyard, ao sul de Cape Cod, litoral de Massachusetts, nos Estados Unidos

Estados Unidos, Massachusetts, Cape Cod, Edgartown, Falmouth, história, Oak Bluffs

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Montego Bay - Jamaica

Jamaica, Montego Bay

Jamaica, Ilhas Cayman e Cuba, nesta ordem, nosso roteiro nesta nova investida ao Caribe

Jamaica, Ilhas Cayman e Cuba, nesta ordem, nosso roteiro nesta nova investida ao Caribe


A Jamaica é uma das quatro grandes ilhas do Caribe, ligeiramente maior que Porto Rico e bem menor que Cuba e Hispaniola. Tem um pouco mais de 10 mil km2, o que significaria um quadrado de 100km x 100km. Mas, como mostra o mapa, ela não é quadrada, sendo muito mais comprida no sentido leste-oeste que norte-sul.


Nosso roteiro planejado no país, passando por praias, montanhas, cachoeiras e cidades

Assim como as outras ilhas do Caribe, foi primeiro visitada e colonizada pelos espanhóis, que se encarregaram de extinguir a antiga população indígena (100 mil pessoas quando Colombo chegou, em 1494) através do trabalho forçado e das doenças do velho mundo. Em seguida, começaram a trazer negros da África para trabalharem em suas fazendas de cana-de-açúcar. Mas a ilha era considerada uma colônia de 2ª categoria e os poucos soldados aqui estacionados não puderam resistir à invasão inglesa na primeira metade do séc XVII.

Arquitetura na praça central de downtown - Montego Bay, na Jamaica

Arquitetura na praça central de downtown - Montego Bay, na Jamaica


Essa expedição inglesa, formada por ladrões, piratas e outras pessoas pouco queridas em sua terra natal, foi enviada para conquistar a ilha de Hispaniola. Mas aí sim os espanhóis estavam devidamente fortificados e a invasão foi facilmente repelida. Como segunda opção, vieram para cá. Despejados os espanhóis, pouca coisa mudou na vida da ilha, além de um rei diferente. Mais escravos, mais cana-de-açúcar, mais do mesmo.

Placa comemorativa da rebelião de escravos de 1831, em Montego Bay, na Jamaica

Placa comemorativa da rebelião de escravos de 1831, em Montego Bay, na Jamaica


Em 1831, um acontecimento moldaria para sempre a história do país, com influências em todo o mundo ocidental. Um escravo que tinha tido acesso à educação, Sam Sharpe, começou a pregar pela resistência pacífica dos escravos contra a opressão branca. Por exemplo, sugeriu que os escravos se negassem a trabalhar no natal daquele ano. Mas o movimento escapou-lhe das mãos e tornou-se violento, algumas dezenas de plantations queimadas e seus donos assassinados. A repressão foi ainda mais violenta. Algumas centenas de escravos enforcados e outros milhares chicoteados. Tão dura foi a reação que durante meses houve debates acalorados no parlamento inglês sobre o assunto. A questão foi crescendo e o resultado foi a abolição da escravatura em todas as colônias inglesas. Em seguida, a Inglaterra passou a combater o tráfico negreiro em todo o Atlântico, ajudando a por fim a esta prática odiosa. Mal sabia Sam Sharpe até onde chegaria o movimento que ele iniciou. Infelizmente, não pôde saber mesmo, pois foi um dos primeiros a ser enforcados durante a retaliação do governo colonial.

Com o David, em frente à bela igreja anglicana de Montego Bay, na Jamaica

Com o David, em frente à bela igreja anglicana de Montego Bay, na Jamaica


Belo interior da igreja anglicana de Montego Bay, na Jamaica

Belo interior da igreja anglicana de Montego Bay, na Jamaica


A Jamaica só se tornaria um país independente na segunda metade do séc XX, em 1962. Aliás, o festival de blues e jazz que lotou os hotéis de Montego Bay comemora exatamente os 50 anos da independência. E foi aqui em Montego Bay que chegamos anteontem, a principal porta de entrada do país, terra do herói Sam Sharpe e também de dezenas de hotéis no estilo all-inclusive, a maneira como a grande maioria dos turistas conhece o país. Ficam muito bem acomodados em seus mundos protegidos da suposta violência do país, muito conforto, belas praias e algumas excursões às atrações mais conhecidas.

Chamando a atenção em escola de crianças em Montego Bay, na Jamaica

Chamando a atenção em escola de crianças em Montego Bay, na Jamaica


Bom, esse não é o nosso modo de conhecer países e, quanto a tal violência, a nossa tendência é sempre achar que há exagero nos relatos. Nossa ideia é alugar um carro e percorrer o país, tentar fugir um pouco dos tais resorts... Aqui em Montego Bay, após a confusão na chegada de anteontem, acordamos dispostos a acertar a situação. Recebemos um e-mail do site hotel.info dizendo que nosso cartão não havia sido aceito e a reserva cancelada. Hmmm... Isso depois de terem enviado outro e-mail dizendo que estava tudo certo. Bom, bola para frente! Eis que alguém desistiu de vir para cá e nós conseguimos um quarto no próprio hotel em que chegamos, pagando com o tal cartão que havia sido recusado. Era a Jamaica que começava a sorrir para nós, hehehe! Um pouco mais caro que a reserva feita na internet, mas, enfim, agora tínhamos onde dormir.

Visitando o mercado central de Montego Bay, na Jamaica

Visitando o mercado central de Montego Bay, na Jamaica


Visitando o mercado central de Montego Bay, na Jamaica

Visitando o mercado central de Montego Bay, na Jamaica


O tal festival tinha como atração principal Celine Dion, por 100 dólares por pessoas, mais uns 50 dólares de condução. Considerando o dinheiro que havíamos gasto a mais, tanto nas passagens como no hotel, achamos uma excelente oportunidade de não gastar mais. Afinal, viemos para cá pelo reggae. Blues e jazz, vamos chegar a New Orleans daqui a pouco...

Tranquila tarde de praia em Montego Bay, na Jamaica

Tranquila tarde de praia em Montego Bay, na Jamaica


Então, “sobraram” as praias e a cidade para conhecermos! Logo na primeira manhã, ontem, fomos ao centro. Não demora muito para perceber que turistas são raros por lá. Ficam mais nos seus resorts e também na hip street, onde estão hotéis e restaurantes de frente para o mar. Visitamos a praça com seus prédios em arquitetura vitoriana, reverenciamos o monumento em honra ao Sam Sharpe e centenas de outros enforcados em 1831, entramos na mais bela igreja do país, de denominação anglicana e fizemos nossa costumeira visita ao mercado, onde podemos ver as pessoas locais levando suas vidas cotidianas.

Praia e águas caribenhas em Montego Bay, na Jamaica

Praia e águas caribenhas em Montego Bay, na Jamaica


Depois, para a praia. Todas as melhores praias da região são fechadas. Ou estão dentro de algum hotel all-inclusive, ou são um parque em que se paga para entrar. O nosso hotel já nos dava direito a entrar numa das mais conhecidas, onde está o Aquasol Theme Park. Lá, após mostrar nossas pulseirinhas, somos recebidos com guarda-sol e cadeiras. Para completar, cervejas Red Stripe geladinhas e já nos sentimos diretoria total! Mar completamente caribenho, aquela cor de piscina e areias bem claras. Uma raia protege a praia dos barcos e serve também como circuito para que possamos fazer uma boa sessão de natação.

Garçon fazendo graça em praia de Montego Bay, na Jamaica

Garçon fazendo graça em praia de Montego Bay, na Jamaica


O fim de tarde, acompanhando o maravilho pôr-do-sol, foi num dos restaurantes da hip street, em frente ao mar. Boa comida e vista fantástica, com direito a rum punch. Aos poucos, vamos nos sentido cada vez mais na Jamaica. Só está faltando um bom reggae, porque por enquanto, o que temos mais ouvido é hip hop, infelizmente.

De volta ao mar do Caribe em Montego Bay, na Jamaica

De volta ao mar do Caribe em Montego Bay, na Jamaica


O dia de hoje foi como o de ontem, com a diferença que não fizemos o passeio na cidade, fomos direto para a praia. Sendo um sábado, a frequência de jamaicanos era bem maior, famílias inteiras se divertindo nas águas mornas do mar do Caribe. Aliás, são também jamaicanos a maioria dos hóspedes no nosso hotel. Classe média alta da capital Kingston que veio acompanhar o festival. Gringos, vimos alguns no hotel e na nossa praia, mas a maioria foi dentro dos micro-ônibus e vans dos resorts, levando-os para as compras, a algum restaurante ou ao aeroporto.

Nosso primeiro pôr-do-dol na Jamaica, em Montego Bay

Nosso primeiro pôr-do-dol na Jamaica, em Montego Bay


Falando em aeroporto, para lá vamos amanhã cedo, em busca de um carro que possamos alugar aqui e devolver em Kingston, de onde sai nosso voo para Cayman, no dia 6. Teremos oito dias para dar a volta na ilha e conhecer um pouco mais das belezas e da alma do país. A primeira parada deve ser em Negril, na extremidade oeste da ilha, terra de praias, reggae e fantásticos pores-do-sol.

Nosso primeiro pôr-do-dol na Jamaica, em Montego Bay

Nosso primeiro pôr-do-dol na Jamaica, em Montego Bay

Jamaica, Montego Bay, Praia

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Mudança de Planos

Colômbia, Cali

Igreja La Merced, em Cali, na Colômbia

Igreja La Merced, em Cali, na Colômbia


Hoje o tempo amanheceu um pouco melhor do que ontem e estávamos prontos para sair para a nossa caminhada pela cidade quando arrumamos outro motivo para ficar no hostal: uma boa conversa!

Igreja em Cali, na Colômbia

Igreja em Cali, na Colômbia


Sentados na sala principal do Iguana, nosso hostal, começamos a conversar com um simpático colombiano, hóspede também, chamado Nícolas. Ele ficou maravilhado com a nossa viagem e quis saber do nosso caminho em terras colombianas, Contamos para ele que queríamos ir para Bogotá e, de lá para Medellin e Cartagena, já no litoral. Ele achou o caminho interessante, mas começou a nos perguntar sobre outros destinos interessantes no país, muitos dos quais não conhecíamos nem de nome. Falando sobre eles, resolveu nos convencer a mudar de planos e de rota. E, para ajudar mais ainda nesse convencimento, chamava amigos seus que também estavam hospedados ali para opinar sobre o assunto.

Igreja em Cali, na Colômbia

Igreja em Cali, na Colômbia


E assim, além de aprendermos muito sobre o país e de mudarmos nossa rota em direção à Cartagena (Medellin dançou! Fica para a próxima. Vamos seguir pela região central da Colômbia), também conhecemos várias outras pessoas. Todos eles estão viajando juntos. São uma banda de rock colombiano, chamada The Hall Effect e estão fazendo um show em Cali. Quatro músicos e vários acompanhantes.

Caminhando na chuva em Cali, na Colômbia

Caminhando na chuva em Cali, na Colômbia


A empatia com eles foi aumentando ao longo da conversa. Tanto que, depois de um tempo, decidiram nos chamar para outro concerto de que participarão amanhã, numa cidade próxima de Bogotá. Assim, mudamos nossos planos outra vez! Ao invés de seguirmos diretamente para Bogotá, vamos para Girardot. Será um concerto com várias bandas de rock, inclusive uma venezuelana e também a famosa Orixas, de Cuba. Ou seja, coisa grande. Imperdível e excelente oportunidade para nós. Além de tudo, como convidado deles, vamos de VIP, na faixa e com direito à acesso em todos os lugares.

Teatro Municipal de Cali, na Colômbia

Teatro Municipal de Cali, na Colômbia


A única dificuldade é o horário de saída de Cali. Teremos de partir às três da manhã, para poder chegar lá com folga antes do meio dia. Ou seja, nada de balada ou de salsa, como havíamos planejado para hoje de noite. É... mais um plano que muda.

Bom, depois de toda essa conversa e de planos mudados, consegui finalmente tirar a Ana da "socialização" e fomos passear na cidade, mesmo com a chuva que estava voltando. Enquanto caminhávamos, ela me explicou que a banda Tha Hall Effect era muito conhecida no país, a melhor de rock na atualidade. Rock cantado em inglês. E eu que tinha imaginado, inicialmente, uma banda de fundo de garagem, fui ficando mais impressionado. Bem, vamos conferir amanhã...

Cali, na Colômbia

Cali, na Colômbia


Na cidade, passeamos pelas suas praças e igrejas. Cruzamos o rio Cali para o Centro Velho (e histórico) e vimos a mais bela e antiga de suas igrejas, a La Merced. Armados de guarda-chuva, nada nos impediria, hehehe. Um dos pontos altos foi uma praça com vários "escrevedores de carta", todos com suas máquinas de escrever aguardando seus clientes. Foi uma cena jóa, algo que sempre lembraremos de Cali.

Escrevedor de cartas em praça de Cali, na Colômbia

Escrevedor de cartas em praça de Cali, na Colômbia


Voltamos para o centro novo e fomos comer na Avenida 9. Depois, de volta ao Iguana, pois tínhamos de dormir cedo. Mas, a enrolação de arrumar tudo, passear na internet e fazer mais posts acabou nos empolgando e já era quase meia-noite quando deitei. Pronto para duas horas de sono. Mal sabia a epopéia que nos esperava depois disso...

Colômbia, Cali,

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Navegando no Pantanal

Brasil, Mato Grosso, Porto Jofre

Um inesquecível pôr-do-sol navegando no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Um inesquecível pôr-do-sol navegando no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Percorrer a rodovia Transpantaneira é uma experiência incrível, mas para ver o Pantanal ainda mais de perto, é preciso deixar as rodas para trás e entrar em um barco. Navegar pelos grandes rios e seus afluentes, pelas lagoas que se formam no coração do Pantanal, seus recantos e meandros, é aí que percebemos que essa é uma terra das águas, a planície alagável mais extensa do planeta, um lugar como poucos no mundo para se observar a vida selvagem.

São muitos pescadores ao longo do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

São muitos pescadores ao longo do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


São muitos pescadores ao longo do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

São muitos pescadores ao longo do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


A maneira mais comum de se navegar no Pantanal são os barcos de pesca. Amantes dessa prática passam dias e até semanas enfurnados em barcos pequenos ou grandes, percorrendo os mais variados recantos da região. São diversas excursões, passeios organizados ou particulares, que saem de cidades como Cáceres, Porto Jofre ou Corumbá, barcos carregados de iscas e cerveja gelada para uma temporada no paraíso da pesca. Além de peixes, os barcos estarão sempre acompanhados de aves, répteis e mamíferos, um show de vida espetacular.

Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Uma das muitas praias na orla do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Uma das muitas praias na orla do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Para quem não gosta de pescar, também se pode organizar passeios apenas para avistamento de vida selvagem e das belezas naturais. É até possível organizar uma viagem de barco entre Porto Jofre e Corumbá, passando por lugares do Pantanal quase nunca visitados, oportunidade única de se estar ainda mais perto da natureza quase virgem e longe da civilização. Nós queríamos muito fazer isso, mas tínhamos de voltar para a Fiona. Ou então, embarcá-la também, mas isso sairia caro e a organização era ainda mais difícil. Enfim, conversamos com gente que fez essa rota e, entre os atrativos, está uma lagoa de água transparente, onde se pode nadar com piranhas, e umas pedras onde se vê inscrições aparentemente incas! Pois é, essa civilização teria chegado até o Pantanal!

Rápida parada em praia no Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Rápida parada em praia no Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Com o Gabriel e a Luisa, navegando no Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Com o Gabriel e a Luisa, navegando no Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Bom, esse passeio espetacular ficou para a próxima. A nossa opção foi por um passeio de dia inteiro pelas águas do rio Cuiabá e seus afluentes, saindo e chegando em Porto Jofre mesmo. Agora que já fizemos o passeio, não tenho porque duvidar que esse é o melhor ponto do Pantanal para se fazer esse tipo do passeio, especialmente nessa época do ano, com os rios ainda baixos e praias e barrancos aparecendo nas duas margens do rio, os melhores locais para se avistar animais. Na época da cheia, quando as águas tomam a planície, não há razão para os animais virem até o leito principal do rio, então fica bem mais difícil observá-los.

Fotografando as belezas do Pantanal ao longo do rio Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Mato Grosso

Fotografando as belezas do Pantanal ao longo do rio Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Mato Grosso


Fotografando as belezas do Pantanal ao longo do rio Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Mato Grosso

Fotografando as belezas do Pantanal ao longo do rio Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Mato Grosso


O passeio não é barato. Mas temos que vê-lo como um investimento, uma chance única na vida de se ver tantos bichos de perto. Pagamos perto de 500 reais e, sinceramente, não poderia ter valido mais a pena! As dúvidas no início da manhã foram diminuindo ao longo do dia e, ao final, estávamos mais felizes do que nunca de ter “investido” esse dinheiro.

Vitórias-Régias em lago de hotel em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Vitórias-Régias em lago de hotel em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Vitórias-Régias em lago de hotel em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Vitórias-Régias em lago de hotel em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


ùltimas luzes no lago das Vitórias-Régias, no hotel em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

ùltimas luzes no lago das Vitórias-Régias, no hotel em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Esses passeios de barco podem ser feitos em grupos maiores ou menores. Para mim, quanto menor o grupo, melhor. Afinal, fica muito mais fácil se chegar a um consenso em um grupo menor de pessoas, sobre aonde ir, que caminho seguir, quanto tempo ficar em determinado lugar. Para grupos maiores, geralmente organizados pelos grandes hotéis da região, a melhor solução acaba sendo entregar tudo nas mãos do guia. Os barcos que vimos desse jeito estavam sempre repletos de gringos que formam a maior parte dos turistas do Pantanal, talvez até pelos altos preços que se tem de pagar por aqui.

A bela arara azul no hotel em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

A bela arara azul no hotel em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Voo de araras azuis no hotel em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Voo de araras azuis no hotel em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


O nosso passeio foi organizado pelo nosso lodge, o Jaguar, e éramos apenas quatro na lancha, além do piloto e guia. Aliás, esse é um ponto importante: a qualidade do guia. O nosso piloto-guia foi o Tatu, com um longo histórico de encontrar os bichos. Hoje, seja por sorte ou habilidade, ele provou que sabe muito bem do seu ofício. Nós vimos de tudo!

Nosso guia e piloto nos leva através do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Nosso guia e piloto nos leva através do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


No fim de tarde, navegando no Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

No fim de tarde, navegando no Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


O passeio começa logo cedo, saindo do hotel de Porto Jofre. Foi nossa chance de poder entrar nesse luxuoso hotel e visitar suas dependências. Lá dentro, um lago cheio das majestosas Vitórias-Régias, a maior flor do mundo. Um convite à fotografias, seja pela manhã, seja no final de tarde, quando voltamos do passeio.

Um barco-hotel rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Um barco-hotel rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Fazenda na margem do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Fazenda na margem do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Outra coisa que pudemos observar muito bem no hotel, já quando o sol se punha, foram as belíssimas araras azuis. Eu já conhecia aquelas mais clássicas, a azul e amarela e a vermelha e azul, mas essa toda azul, para mim, foi novidade. Lindas e barulhentas, elas se reúnem todo final de tarde nas palmeiras do hotel. Um verdadeiro show para os olhos e para as lentes!

Pássaro seca suas asas na margem do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Pássaro seca suas asas na margem do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Grupo de tuiuius na margem do Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Grupo de tuiuius na margem do Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Bom, as flores e as araras foram apenas um bônus para nós, pois o que queríamos mesmo era ver e navegar pelo rio para chegar mais perto da fauna do Pantanal. O Tatu nos levou rio acima, deixando para trás barcos-hotéis luxuosos e grandes fazendas na orla do rio, para nos afastarmos ao máximo da civilização e ter mais chances de ver a vida selvagem. Não demorou muito para termos os primeiros encontros!

Tuiuiu e jacaré dividem o mesmo espaço na margem do Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Tuiuiu e jacaré dividem o mesmo espaço na margem do Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Voo de tuiuiu no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Voo de tuiuiu no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Não éramos o único barco por ali. Encontramos muitas canoas de pescadores e outros lancheiros carregando turistas. Sempre que tinha a chance, o Tatu trocava informações com seus amigos lancheiros, todos se informando sobre os mais recentes avistamentos de animais. Um ajuda o outro e os turistas tem mais chance de ver aquilo que estão procurando. No início da tarde, várias lanchas se reúnem em uma praia do rio para o almoço, onde mais informações são trocadas. Além disso, com mais gente junta na praia, menos chance de que algum animal maior e perigoso se aventure por ali.

Família de capivaras em praia do Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Família de capivaras em praia do Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Família de capivaras em praia no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Família de capivaras em praia no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Os animais mais comuns de se ver são os pássaros e, entre eles, o que mais chama a atenção são os tuiuiús, seja descansando nas praias e árvores, seja voando pelos céus ou plainando sobre as águas. De tão grandes, parecem boeings no ar, mas manejam bem seu peso e tamanho. Perfeitamente adaptados ao seu ambiente, não parecem temer jacarés, caminhando tranquilamente entre eles.

Jacarés tomam sol na orla do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Jacarés tomam sol na orla do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Ariranha nada ao lado de jacaré no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Ariranha nada ao lado de jacaré no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Falando em jacarés, também vemos muitos deles. Na verdade, eu esperava ver mais, mas acho que eles preferem as lagoas no interior da planície. Eles não são grandes por aqui e, na verdade, são um dos pratos preferidos das onças. Aparentemente, convivem muito bem com capivaras, tuiuiús e também com as ariranhas.

Ariranhas nadam no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Ariranhas nadam no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Família de ariranhas na orla do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Família de ariranhas na orla do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Aliás, as ariranhas foram um dos pontos altos do passeio. Sempre em grupo e muito barulhentas, é incrível a desenvoltura com que nadam de um lado para o outro. Elas afundam no rio e aparecem novamente bem longe, demonstrando ser rápidas e ter um ótimo fôlego. Quando pegam um peixe, seguram-no com as “mãos” e o devoram aos pedaços, com grande apetite, nada de reparti-lo com os companheiros.

Ariranha na orla do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Ariranha na orla do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Família de ariranhas sobe para sua toca em barranco no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Família de ariranhas sobe para sua toca em barranco no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Bom, não sei se repartem alimentos, mas estão sempre juntas, formando grandes famílias, rivais entre si, cada uma dona de seu território. As pequenas ficam sempre sob os olhos atentos dos mais adultos, talvez para defendê-las de algum jacaré mais abusado. Repartem uma toca cavada em algum barranco, perto de raízes de árvores. Vê-las entrando e saindo de sua casa é sempre interessante, o rio ali no quintal, fonte inesgotável de alimentos.

Ariranha devora peixe no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Ariranha devora peixe no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Ariranha se aproxima do nosso barco no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Ariranha se aproxima do nosso barco no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Entre os mamíferos, o mais comum de se ver são as capivaras. Também andam e nadam em grupos, os maiores roedores do planeta, se esquentando em alguma praia ou descansando na sombra de árvores. Também não parecem temer os jacarés, mas os olhos estão sempre abertos por causa de outro predador, esse sim bastante temido, as onças.

Avistando um veado em praia do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Avistando um veado em praia do rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Encontro com uma enorme anta em praia no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Encontro com uma enorme anta em praia no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Outros mamíferos eu tivemos a sorte de ver foi um veado e uma enorme anta. Os dois, muito mais ariscos que as capivaras. Além das onças, parecem temer também os humanos. O veado apareceu rapidamente em uma praia do rio e logo se foi. A enorme anta, que tem uma péssima visão, caminhava tranquilamente pelas folhagens, sem conseguir nos ver. De repente, seu olfato sentiu algo e ela não pensou duas vezes: saiu em disparada.

Encontro com uma enorme anta em praia no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Encontro com uma enorme anta em praia no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Encontro com uma anta nas margens do Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Encontro com uma anta nas margens do Rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Pode ter sido nós ou, quem sabe, algo muito mais perigoso para ela. Aquilo que também nós procurávamos, avidamente: a temida onça pintada! Procurávamos e encontramos, várias delas, com a ajuda imprescindível do Tatu. Esses encontros inesquecíveis são assunto para o próximo post, mas a celebração é assunto desse post mesmo!

Feliz da vida, navegando no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Feliz da vida, navegando no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


Um inesquecível pôr-do-sol navegando no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Um inesquecível pôr-do-sol navegando no rio Cuiabá, região de Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso


O dia espetacular não poderia deixar de terminar em um fim de tarde absolutamente magnífico, o sol se pondo nas águas do rio Cuiabá. Navegamos de volta ao hotel respirando felicidade, beleza e contentamento, sensação de ter estado no lugar certo, na hora certa. O pôr-do-sol continuou em terra firme e, já no escuro, dirigimos de volta até Poconé, não sem antes ter ainda encontros com búfalos e mais outra anta. Amanhã, vamos baixar um pouco a intensidade e passear com mais tranquilidade na capital Cuiabá onde, finalmente, vamos parar um pouco, nossa última visita nesse estado tão incrível do Mato Grosso.

Final de um dia inesquecível, em hotel em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

Final de um dia inesquecível, em hotel em Porto Jofre, no final da rodovia Transpantaneira, no Pantanal Norte, no Mato Grosso

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